#125 • Jesus e Saúde Mental • Mãe - as faces da força do amor materno
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ana Tereza Camasmie » Episódio 125 - Mãe: as faces da força do amor materno #Jesus #SaúdeMental #diadasmães #amormaterno
Olá, hoje eu gostaria de começar com você um pouco diferente e convidá-los a fazermos uma oração. Então, com os olhos fechados, podemos dizer: "Amado Mestre Jesus, tu que és o caminho para a vida com Deus, tu que disseste que onde tivessem duas ou mais pessoas reunidas em teu santo nome, tu aí estarias. Nós te pedimos a permissão para podermos em teu nome lembrarmos das mães, lembrarmos das nossas mães, lembrarmos daquelas mulheres cujos filhos se fizeram as várias faces da vida, agradecendo, Senhor, a possibilidade de estarmos reencarnados quando nos lembramos da maternidade, quando nos lembramos da paternidade. Recordamos também o dom valoroso da vida e nos recordamos da tua mensagem que nos diz que vieste para nos dar vida. Mas não uma vida quimérica, não uma vida qualquer, e sim uma vida com abundância. É com esse desejo de termos uma vida em abundância que dedicamos os nossos passos, os nossos desejos sinceros. E te rogamos para que todas aquelas pessoas que entram em contato conosco em teu nome, pedindo ajudas, aquelas pessoas que não temos condições de ajudar tão diretamente, relembrando Pedro, podemos dizer hoje: "Eu não tenho ouro, eu não tenho um prata, nem mesmo a evolução espiritual para poder efetuar mudanças tão concretas, mas aquilo O que eu tenho, eu te dou. E o que nós temos para dar, Senhor, é a atenção, é o ouvido e é sobretudo o coração em prece. E que essa prece seja direcionada a todas essas pessoas que nos acompanham, que acompanham o programa Jesus e Saúde Mental, mas que também t nos acompanhado a partir de palestras, pedindo, Senhor, as mais diversas situações, que ela todas elas possam ser ouvidas na sua intimidade, aumentando a resignação que aprendemos com Maria, a tua mãe, aqui na Terra. Maria, que é um símbolo de resignação, é um símbolo de fé, que não conseguindo mudar as montanhas externas porque te viu no calvário, te viu no no madeiro, ela nos ensina que a fé também tem o desdobramento da resignação, o desdobramento da aceitação com fé. E é
não conseguindo mudar as montanhas externas porque te viu no calvário, te viu no no madeiro, ela nos ensina que a fé também tem o desdobramento da resignação, o desdobramento da aceitação com fé. E é lembrando dela nesse programa especial das mães que nós te pedimos a permissão para podermos iniciar um programa especial voltado ao amor nas várias faces que a maternidade se nos apresenta. Que assim seja, Senhor. Outro dia eu tive contato com a história na qual gostaria de começar esse programa especial das mães, porque foi uma mãe conversando com outra mãe. No final das contas, as duas irmãs, irmãs com muita intimidade, com muito amor, com muito carinho. E uma havia tido um grave acidente com a filha e a filha com sequelas, apesar de ser jovem, com sequelas de um acidente vascular cerebral. e a outra, sua irmã, acabava de perder fisicamente o seu filho através da desencarnação. Esta, uma pessoa talvez mais amadurecida pela vida, pelas experiências reencarnatórias e com muita fé. E esta outra também, mas um pouco mais imatura ao longo da sua existência, costumava se apegar à revolta, enquanto essa se apegava a uma palavra chamada resignação. Isso em geral. E naquela cliccidade de irmãs e de mães também que de certa forma haviam perdido parte ou todo o seu filho, elas então conversavam algo que eu nunca tinha parado para pensar. E essa daqui resignada e inteligente falava para essa outra que estava com a revolta, não só de hoje, mas uma revolta ao longo da vida, porque o filho que agora estava desencarnado, fazia poucas semanas, de uma forma trágica e inesperada por um assassinato, havia reencarnado com uma doença congênita no coração chamada tetralogia de Falor. E essa tetralogia de fal que ele tivesse uma série de cuidados. E no final das contas, na intimidade, essa mãe nunca conseguiu, de fato entender bem, aceitar bem. Então ela dizia: "Mas por que por Deus fez isso?" E se revoltava contra o criador de uma manifestação de dor, uma manifestação de raiva que não era de agora, mas que
de fato entender bem, aceitar bem. Então ela dizia: "Mas por que por Deus fez isso?" E se revoltava contra o criador de uma manifestação de dor, uma manifestação de raiva que não era de agora, mas que agora ficava mais visível. E a outra mãe, irmã, querendo consolá-la e porque também tinha uma um acesso ao afeto, disse assim: "Minha irmã, eu entendo que você esteja revoltada com Deus." Tudo bem, fique revoltada com Deus, mas não é justo que você se revolte contra Maria, porque Maria foi mãe e ela viu o filho dela morrer, como nós vimos os nossos filhos também terem alguma algum impacto. Então, fica até revoltada com Deus, mas não é justo você ficar revoltada com Maria. Ore para ela, mantenha a fé nela. E essa daqui, então, entendendo o que a irmã estava querendo dizer, chorou e falou: "É verdade. As dores de Maria e a resignação de Maria são enormes também. Ela passou por isso, não é?" E aí ela fazia uma reconexão com a fé. E essa irmã que trazia essa perspectiva me falava assim: "Léo, eh, Deus vai entender a revolta. Deus é o pai. Então, naquele momento, eu queria apenas fazer com que ela não perdesse a própria vida. Porque ela dizia que quando o meu filho morrer, porque ela viveu uma vida muito cuidando eh desse filho, quanto tetralogia de falou, e falava assim: "Quando meu filho morrer, eu não tenho mais mais razão para existir, né? E falava do suicídio." Então, a minha ideia foi que ela pudesse se apegar à fé, né? E eu entendi porque Deus é o criador, Deus vai entender. Deus é o pai. Nós, o, o pai convencional e a mãe convencional entendem a revolta do filho, mas eu queria que ela se conectasse com a fé. Então, lembrei de Maria, que é a mãe, que compartilha das dores que não conseguem ser solucionadas através dessas desses padecimentos, mas que mantém uma fé resignada em Deus. Eu achei aquilo tão inteligente e falei: "Poxa, você além de uma pessoa com fé, é uma pessoa bastante inteligente, né? porque conseguiu encontrar uma forma sincera e como vocês tenham conexão de
Deus. Eu achei aquilo tão inteligente e falei: "Poxa, você além de uma pessoa com fé, é uma pessoa bastante inteligente, né? porque conseguiu encontrar uma forma sincera e como vocês tenham conexão de atrair essa mãe para a fé. E é justamente sobre a o dom de ser mãe, né? a capacidade de se doar, a capacidade de se entregar mesmo aos diversos diante dos diversos padecimentos dos seus filhos, que Maria de Nazaré acaba tendo uma potência muito grande. E é por isso que nesse programa especial a gente vai convidar a nossa amiga Ana Teresa Camasmi para se juntar comigo na nosso no nosso programa e dedicar o programa inteiro para podermos conversar sobre um livro que ela lançou justamente sobre a mãe, justamente sobre a maternidade e as diversas faces do amor manifestadas pelas diversos cenários de cuidado. é um livro que com um diálogo, é um diálogo de uma mãe, um diálogo de uma mãe espírita, diálogo de uma mãe psicóloga, portanto também terapeuta, mas ali que conversa mais abertamente, né? Não é só a terapeuta que tem uma neutralidade às vezes pelo setting terapêutico necessário, é uma mãe mesmo que conversa com outras mães diante diversos cenários eh de dores. E vamos dedicar hoje um programa um pouco mais longo para podermos nos desdobrar. E hoje já falei mais do que eu desejava. Hoje o lugar de fala vai ser da Ana. Eu vou est entrevistando. Ana, como surge a ideia de escrever esse livro? quando surge, eu sei, mas eu queria que você contasse quando surgiu a ideia e a concepção desse teu livro. Em primeiro lugar, muito obrigado pelo convite. Uma alegria estar com vocês aqui. Um abraço carinhoso para cada mãe que tá assistindo o nosso programa. Pai também tá também homenageado. Aqui tá o livro, né? Ó, ela tá mais pertinho. Um livrinho pequeno, mas ele é muito grande por dentro. Então esse livro, na verdade, ele é um presente da mansão do caminho para mim, sabe? Porque ele nasceu de uma visita minha, a mansão do caminho em novembro último de 2024. E foi a última vez que eu estive
o esse livro, na verdade, ele é um presente da mansão do caminho para mim, sabe? Porque ele nasceu de uma visita minha, a mansão do caminho em novembro último de 2024. E foi a última vez que eu estive fisicamente, presencialmente pertinho do Divaldo, era de finados e eu tinha ido visitá-lo e ele me convidou para falar e eu falei sem muita, não, não me preparei nada para falar. E então perguntei para ele, mas você quer que eu fale sobre o que assim de última hora? Ele disse: "Minha filha, hoje é finado, fale o que você acha que é bom". E então eu resolvi falar sobre luto, né? E a mansão tava muito cheia, tinha um público era muito extenso. E então pude falar bastante sobre perda de filhos, experiências maternas difíceis e tudo mais. Quando terminei de falar, tinha uma fila de mães para falar comigo. Eu não sabia que era assim. Então eu achei assim, eu eu olhei para aquele, eu acho que elas querem falar comigo, aí desci e as dores eram de uma densidade tão grande que eu me senti muito pequena diante de tudo aquilo. Sabe como é que eu posso consolar dores desse tamanho? Meu filho tá na prisão, meu filho se suicidou, meu filho corta os braços, era muita coisa. Eu fui sentindo tanta dor emocional, sabe assim, o impacto e de poder oferecer para elas um pouco de acolhimento. E o que a doutrina espírita nos ensina e o que que eu podia oferecer para elas ali de recurso no diálogo, né? Um diálogo curto, rápido, né? Uma fila, então tudo é minutos, segundos. E quando eu fui para casa, eu fui com aquilo no coração, né? Meu Deus, como é que a gente pode consolar tanta gente ao mesmo tempo? O que que a gente pode dizer efetivamente? E naquele dia eu voltei pro Rio de Janeiro, moro aqui, né? E à noite eu sonhei com a capa do livro, a palavra mãe enorme assim. E depois dessa capa me vi me veio o índice e então eu levantei e escrevi esse índice e voltei a dormir. Quando amanheceu, eu pensei: "Gente, isso foi um sonho. Eu levantei, o que aconteceu?" E aí eu fui ver, eu tinha escrito mesmo
eio o índice e então eu levantei e escrevi esse índice e voltei a dormir. Quando amanheceu, eu pensei: "Gente, isso foi um sonho. Eu levantei, o que aconteceu?" E aí eu fui ver, eu tinha escrito mesmo e foi muito forte para mim, porque isso não é uma experiência comum, eu não tenho mediunidade ostensiva. Então o índice eram as histórias daquelas mulheres, exatamente o que cada uma havia me dito. E então em no máximo dois meses, não levou dois meses, menos até um mês e meio, eu terminei o livro. Então, tá aqui com muito carinho e eu convidei a Sâmia, aada, a esposa do Jorge Ela, para escrever os poemas que entremeiam cada capítulo. E também descobri que cada dor que aquelas mulheres contaram para mim e que corresponde a cada capítulo, existe uma força que surge nessas experiências. E foi assim que eu fui entendendo que o amor materno ele tem muitas faces. Tem a face da entrega, da sabedoria, da resiliência, da paciência. Muitas, muitas, muitas. Então, para cada caso, para cada dor materna, eu incluí uma força que surge e que pode ser desenvolvida nesses momentos. É isso. Amor de mãe é um poema aqui que tá no seu livro da Sâmia Aada. Ó doce ventre, ó sagrado aconchego, onde me guardo o amor de ingênuo coração. Em ti me acalmo, em ti descanso, em ti me esqueço. Dos tristes ontens mal vividos na ilusão. Eu sinto tua voz acalentar-me carinhosa, jorrando o amor que me consola a antiga dor. Eu regozijo na esperança que hora brota de que em teus braços recomece o que ficou. Para ti sou simples vida iniciando agora. Para ti sou a filha que o amor gerou. Mal desconfias, mãe. Vivi eras aa mas tanto errei que supliquei por teu amor. Trago na alma as cicatrizes de meu de meus erros. Trago no corpo as dores que ontem cultivei. Não sei, ó mãe, se nascerei corpo perfeito ou se meu corpo expressará o quanto errei. Mas é tão forte a alegria que h sentes, mas é tão bela a tua preceidão, que mesmo ainda adormecida no teu ventre, eu já me curo dos remorços da ilusão. Reverencio-me, reverencio-te, mulher, a angelitude de
tão forte a alegria que h sentes, mas é tão bela a tua preceidão, que mesmo ainda adormecida no teu ventre, eu já me curo dos remorços da ilusão. Reverencio-me, reverencio-te, mulher, a angelitude de acolher-me ao necessário recomeço. Não há melhor remédio que minha alma cure, que o teu singelo amor de mãe me recebendo. É, os poemas da Samia são a coisa mais linda. Cada um que a gente lê, a gente vai se emocionando, querendo o próximo, né? Então, a Sama tem uma boa experiência materna também, uma companheira aqui dessa travessia. Mas aí para você mãe que tá chegando aqui no nosso programa, eu gostaria de dizer algumas coisas assim, eh, para as mães que estão começando a aventura, que estão grávidas ou querendo engravidar ou tão com seu bebezinho recém-nascido, eu sei que esse é um momento assim de muita, muita, muita ansiedade, de muita preocupação também, de falta de sono, não é? É um momento em que a gente se sente precisando muito de acolhimento. Toda mãe precisa de acolhimento porque ela vai ter que acolher muito. Pra gente poder dar, a gente precisa receber, não é? Se nutrir, se abastecer. E aí o Léo hoje começou uma história sobre Maria. Maria é o arquétipo, o arquétipo do acolhimento pra gente, não é? Quando a gente pensa em acolhimento, a gente pensa nela. colo da Maria, não é? E eu tava pensando, falei até num programa Palavras para Alma sobre isso. Quando Maria sabe que Jesus ia ser crucificado naquele dia, ela imediatamente vai ao encontro do seu filho e acontece uma coisa, não é, dentro do coração dela. Imagino, tava com ela a escolha de que lugar ficar diante daquele acontecimento. Entre a casa dela e o calvário, havia muitos lugares onde Maria poderia ficar. Poderia ficar na casa de alguém, ela poderia ir para uma sinagoga, ela poderia ficar em casa, ela podia ficar no meio da estrada. Ela tinha muitos, muitos espaços para habitar. Ela não tinha obrigação nenhuma de estar aos pés da cruz. Mas ela escolhe ir até lá. Eu penso nisso e no meu coração fica assim: "Toda
o meio da estrada. Ela tinha muitos, muitos espaços para habitar. Ela não tinha obrigação nenhuma de estar aos pés da cruz. Mas ela escolhe ir até lá. Eu penso nisso e no meu coração fica assim: "Toda mãe pode escolher qual é a distância que ela vai habitar entre ela e seu filho, o quanto ela pode estar perto fisicamente, perto emocionalmente das experiências de seu filho. Aquela era uma experiência de Jesus e ela quis estar junto. E isso para nós assim é muito grande. É inimaginável uma cena dessa para nós, não é? A gente vê um filho morrer lentamente na nossa frente sem nada fazer. Ela não se revoltou, ela não gritou, ela só ficou junto do filho. É uma é uma aula viva pra gente de que a gente não pode retirar as dores dos nossos filhos. A gente não pode tirar os nossos filhos das experiências que eles escolhem ou precisam passar, mas nós podemos escolher qual lugar habitar diante disso. E ela escolhe um lugar de alta resignação, inimaginável para nós e para ela um lugar possível. Então a gente pode olhar para ela como uma referência. A gente não precisa ser igual Maria, mas é uma referência de que a gente pode aos poucos ir habitando espaços e lugares de proximidade das experiências que os nossos filhos passam. Então, com ela a gente pode entender assim, se ela passou por uma coisa tão dura, ela é humana como eu, como você, e nós, qual é a nossa, né? Nós podemos também, como ela, desenvolver essa aceitação, essa resignação, essa concordância, esse sim. É um sim que ela disse. Ela é aquele pedacinho da oração do Pai Nosso. Seja feita a tua vontade. Ela disse sim para isso, né? Então ela disse sim pro nascimento de Jesus, quando o anjo diz a ela que ela tava ali sendo a futura mãe do Salvador, como ela também disse sim para o fim da vida de seu filho. Então nas duas pontas da existência de Jesus, Maria disse sim, semestranejar. Então é uma referência para nós de amor profundo. Então para você que tá começando essa estrada materna, eu desejo que você vá construindo esse sim
existência de Jesus, Maria disse sim, semestranejar. Então é uma referência para nós de amor profundo. Então para você que tá começando essa estrada materna, eu desejo que você vá construindo esse sim com muita calma, com muita paciência, mas é possível para todos nós o sim de cada uma de nós. Inclusive falar sobre Maria, a mãe das mães, Maria de Nazaré, a força do sagrado, é o último capítulo, né? o capítulo 14 do seu livro, porque de fato ela acaba sendo o ponto de referência principal e acaba sendo também, portanto, a conclusão do livro. Eh, eu me recordo da ave Ave Maria, senhora do amor que ampara e redime. Ai do mundo se não fora a vossa missão sublime. Cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendito sois vós sobre as mulheres. Bendito é o fruto da do teu ventre, Jesus. E essa Ave Maria desdobrada ao longo dos séculos, né? E quando Sebastiambá compõe um prelúdio em dó, tempos depois Gunô coloca a melodia e nós então conhecemos como Ave Maria de Bá e Gunô, que foi uma das primeiras parcerias atemporais, porque Bá compôs uma um prelúdio, compôs um tipo de música instrumental e Gunô depois coloca eh porque esse prelúdio de B serve como base, não esse prelúdio, mas eh esse essas Essas obras que Bá compôs serviram de alguma forma como base para toda uma estruturação da música depois dele. E então as pessoas estudavam, né? E o Gonô compôs uma das mais famosas Ave Marias, mas o Schuber também compôs uma Ave Maria famosa. O brasileiro Carlos Gomes compôs uma Ave Maria famosa. E você tem, nós temos várias Ave Maria. Nós temos um Ave Maria do sertanejo, que é o Luís Gonzaga que compôs. E sabe que eu também sempre quis compor um Ave Maria, mas eu queria compor uma Ave Maria que tivesse uma algum colorido espírita, digamos assim. E quando eu tinha mais ou menos uns 17 para 18 anos, acho que 18 anos, quando eu passei no vestibular de medicina e estava indo eh visitar meu irmão em Londres, onde ele mora, eu então tive contato de ler pela primeira vez, do início ao fim o Parnáo de Além
que 18 anos, quando eu passei no vestibular de medicina e estava indo eh visitar meu irmão em Londres, onde ele mora, eu então tive contato de ler pela primeira vez, do início ao fim o Parnáo de Além Túmbolo do Chico Xavier. E lá nós temos algumas poesias lindas do espírito Amaral Ornelas. E temos essa ave, uma ave Maria que eu comecei a falar. Ave Maria, senhora do amor, que ampara e redime. Ai do mundo, se não for a vossa missão sublime, cheia de graça. Então ele vai fazer, ele pega cada verso ali da Ave Maria tradicional e desdobra, assim como ele faz o Pai Nosso. E aí eu compus uma Ave Maria eh espírita, digamos assim. Ainda não tinha 18 anos, né? daqui no final das contas, no dia das mães, que vai ser dia 11, né? Meu aniversário é dia 10 de maio. Eu tive a bênção de nascer, de reencarnar, às vezes sempre próximo do dia das mães, mas às vezes até coincidindo. Às vezes é um dia antes que é o meu aniversário, às vezes é um dia depois, às vezes é no mesmo dia. Então, tenho muita gratidão eh em relação a a esse símbolo que para mim acho que é um símbolo mesmo, porque você falou assim da paternidade, porque o que tá em jogo não é a função biológica, mas é a função emocional, né, o matern. E às vezes a gente encontra mães que são mães biológicas, mas não conseguiram adquirir a maternagem. E habitualmente a a paternidade é que não consegue adquirir no na história. Nós temos muito o quê? pais ausentes, que são pais biológicos, mas não são não fazem a paternagem. Então, obviamente, o que que tá sendo falado é da mãe que materna, a maternagem, a mãe que consegue entender a sua função. E aí essa maternagem, essa paternagem, elas podem se alternar a depender, digamos assim, da força do amor na pessoa. Porque a função de maternar, a função de paternar é uma é uma consequência, é um atributo direto da da capacidade de amar de cada um. Amar é se entregar. Amar não tem como amar se não for renunciar a alguma coisa. E quando a gente fala de um amor materno nessa maternagem ou de um amor
buto direto da da capacidade de amar de cada um. Amar é se entregar. Amar não tem como amar se não for renunciar a alguma coisa. E quando a gente fala de um amor materno nessa maternagem ou de um amor paterno, nessa paternagem, a gente tá falando de amor que realmente adquire uma fisionomia eh de maior renúncia. Por isso que é um amor mais sublime, por isso que é um amor diferente, porque não é um amor, digamos assim, de uma amizade só, um amor filha de uma amizade. Não é um amor de herois erótico, de uma relação amorosa, é uma outra face. E essa face se apresenta eh habitualmente nessa maternagem que a gente tá falando. Então, óbvio, para que os pais não fiquem com ciúmes, é óbvio que existem pais que tem a paternagem, né? às vezes até são mais pais do que sua do que as mães biológicas. Às vezes que assim a ideia das mães, mas é o pai que comemora junto porque é o pai que fez a função das duas coisas. Mas o programa de hoje é voltado para essa maternagem, né? Ou seja, essa função do amor sublime que ampara e redime. E ai do mundo se não fora essa missão sublime de maternar. Essa acho que é a mensagem principal da do Amaral Ornelas e também do Pai Nosso. Depois que eu eh compus, então me lembrei um pouco, acho que é importante fazer essas diferenciações. E aí você tem alguns capítulos que eu vou te sugerir, por exemplo, você fala a mãe dos filhos eh adotivos que e você bota a força do desapego. Isso fala um pouco pra gente disso, dessa maternagem que não é biologicamente determinada, mas é espiritualmente concebida. Isso. Então, certa vez eu vi o Elar falar uma coisa muito boa. E todos nós somos filhos adotivos, não é? É verdade. Todos nós somos filhos adotivos porque a gente é filho de Deus. Então, todos os nossos pais terrenos são os nossos pais da hora. Na outra encarnação serão outros. Na outra encarnação serão outros. Então, em termos espirituais, nós todos somos adotivos nesse sentido, trazendo essa compreensão paraa experiência biológica, quando um casal, né, ou uma mãe sozinha, às vezes,
encarnação serão outros. Então, em termos espirituais, nós todos somos adotivos nesse sentido, trazendo essa compreensão paraa experiência biológica, quando um casal, né, ou uma mãe sozinha, às vezes, decide eh cuidar de um filho que ela não gerou no seu corpo. Nesse caso, eu entendo que tem duas mães e tem dois pais. os pais biológicos e os pais adotivos. O grande trabalho no coração dessa criança é deixar os quatro habitarem o seu universo. Porque os pais biológicos permitiram a vida biológica e os pais adutivos concederam a condição dele conseguir permanecer vivo aqui nessa existência. Então é uma relação de gratidão para quatro pessoas. mesmo que não o conheça eh pessoalmente, fisicamente, né? Então, na adoção eu coloquei a força do desapego, porque a gente vai falar: "É meu filho". Claro que é, mas também é nosso filho. Então, é desapego pra gente aprender a amar de uma maneira leve. Então, para isso, eu vou contar uma história boa que eu escutei eh do André Trigueiro quando ele fez uma reportagem numa região do craque aqui do Rio de Janeiro e ele não pôde atravessar porque era um lugar perigoso para ele continuar a reportagem e aí tinha uma mãe sentada. Então ele perguntou para ela, né? E ela disse: "Não, eu venho aqui todos os dias visitar o meu filho que fica aqui, né? é um filho viciado, usuário, né? Às vezes ele vem, às vezes não, mas quando ele vem, eu convido o meu filho para ele em casa comer um feijão fresquinho. Digo para ele: "Vem, meu filho, comer um feijão fresquinho comigo, dá uma descansadinha, toma um banho, depois você volta". E eu fiquei com essa história por causa do depois você volta, porque geralmente o amor materno, o nosso amor em geral é um amor muito apegado. A gente é assim, ó. Quando a pessoa se comporta como a gente quer, a gente entrega o nosso amor todo. Mas quando a pessoa não se comporta como a gente quer, a gente retrai o afeto, como se não fosse justo eu dar e essa pessoa não fazer um bom uso desse amor que eu dou. Quando ela diz, "Depois você volta", ela
do a pessoa não se comporta como a gente quer, a gente retrai o afeto, como se não fosse justo eu dar e essa pessoa não fazer um bom uso desse amor que eu dou. Quando ela diz, "Depois você volta", ela tá dizendo: "Eu não posso escolher por você. As suas escolhas têm limites. Eu não mando nas suas escolhas, mas eu amo você mesmo assim. Eu não retiro o meu amor porque às vezes suas escolhas são diferentes da que eu queria". Claro que ela gostaria que esse filho não voltasse, mas ela tá dizendo: "O meu amor se mantém, o feijão fresquinho, a minha presença, o a minha o meu abraço, o meu acolhimento, ele tá aqui e você pode absorver, você pode receber, mas eu não retiro porque você não se comporta como eu quero. Eu acho isso de uma sabedoria extraordinária, rara. Isso para mim é desapego. Quando eu posso amar você sem a condição de você ter que ser como eu quero que você seja. Esse é um amor que a gente precisa desenvolver. E essa mulher dessa região já tinha isso tão claro. Então isso é possível para nós, sim. Não por causa dos filhos, não, viu, gente? Porque hoje ele é filho, amanhã será o outro laço. Mas é por nossa causa, pro nosso desenvolvimento moral. Nós precisamos aprender a amar desapegadamente. Amar desapegadamente é amar retirando os desejos do nosso ego, sabe? Do nosso egoísmo, de de controle, de manipulação, que a gente é muito sucetível a isso. Então, a gente poder sustentar o nosso afeto nas travessias difíceis que uma família tem é um exercício imenso de desapego. Então, por que que eu acho que as mães adotivas desenvolvem o desapego? Porque elas precisam olhar para essa experiência, para esse filho que tá na vida dela como um espírito ali que eu sou o companheiro da hora, né? Eu vou atravessar junto com você esse tempo da sua vida. Você veio de um lugar que eu não sei e irá para um lugar também que eu não sei, mas enquanto a gente tá junto, eu te acompanho, minha filha, aqui nesse lugar de acolhimento, de proteção, de segurança, de educação, de cuidado, de proteção. E aquelas mães que
também que eu não sei, mas enquanto a gente tá junto, eu te acompanho, minha filha, aqui nesse lugar de acolhimento, de proteção, de segurança, de educação, de cuidado, de proteção. E aquelas mães que doaram seus filhos, não pensem que elas não sentem nada. A gente não sabe o que que acontece no coração de uma mãe quando ela doa. Ninguém tem a chance de entrevistar uma mãe que faz isso. Então, a gente precisa olhar para ela sem julgamento e entender que quando ela doa o filho, ela foi até o ponto que ela podia ir. E as mães adotivas, generosas também, que justamente porque alguém não poôde continuar, elas têm a chance de na continuidade exercer um lugar que não lhe era possível. Então, é também um lugar de gratidão. Ao contar sobre as mães de filhos adotivos, você acabou lembrando também das mães eh que t filhos que usam drogas, né? E é um capítulo específico, é o capítulo oito, isso, eh em que você fala da força eh de recomeçar. E no capítulo seguinte, o capítulo 9, você fala da força da concordância. Seria as mães dos filhos diagnosticados com algum transtorno, alguma deficiência. Então são transtornos mais mentais, né, ou alguma deficiência que pega a parte neurológica, etc. Esse é um ponto importante, talvez, para você nos brindar um pouco, Ana. É, não é, Léo? Você que atende tanta gente com transtornos, você também pode me ajudar aqui nessa reflexão, o quanto que essas pessoas precisam de uma família que dê algum tipo de amparo. Porque a experiência de transtorno é uma experiência de instabilidade constante, seja que transtorno for. Então, a família precisa ser aquele lugar, talvez o único às vezes, aonde ele pode encontrar um porto seguro, um cais para aportar, onde ele pode ser amado como ele é, porque ele não tem como deixar de ter aquele transtorno, não é igual uma camiseta que ele tira e põe, né? Ele tem uma existência transtornada. Então, como é que ele pode ser amado por sua família assim? Então, quando a gente tá com um filho que tem uma experiência desse tipo, que
a que ele tira e põe, né? Ele tem uma existência transtornada. Então, como é que ele pode ser amado por sua família assim? Então, quando a gente tá com um filho que tem uma experiência desse tipo, que vai passar uma existência assim, é preciso muita concordância, porque não há como a gente esperar esse transtorno passar para depois a gente ter uma relação, não é? Você tem algo que você pode contribuir sobre isso? São expiações eh familiares, né? Quando pensamos em transtornos mentais, eu já pensei, pensei, vi casos como realmente todos, todos os dias, né, até não imaginava que seria tão intensa a minha vida nesse aspecto, porque obviamente também estava fazendo palestras espíritas, é natural que as pessoas depois venham contar um pouco as suas histórias e ali se estabelece um atendimento fraterno, mesmo que não seja um atendimento psiquiátrico, mas a gente escuta muitas histórias, muitas dores e de fato conhecendo eh a parte espiritual também reencarnatória, obsessiva, não de todos, mas de muitos. Eu fico realmente eh na conclusão de que eu já tinha uma intuição de que são casos expiatórios, né? transtorno mental, eh deficiência, ou seja, afecções, uma palavra mais ampla, que afetam o sistema nervoso, quer seja alterando o comportamento, quer seja alterando emoções, quer seja alterando a parte motora, né, nas doenças neurológicas, são expiações maiores ou menores, ou seja, são resgates. E essas expiações, elas também não são só pra pessoa em si que sofre, é pra família como um todo. E bendita é aquela família, mãe aqui simbolizada que consegue entender e acolher, né, eh, esse essa dor como sendo também um momento de reparação. E esse reparação é um momento de libertação. vendo uma visão eh de única existência, não, a gente pode pensar que é um momento de aprisionamento, porque não deixa de ser um tipo de prisão que o corpo estabelece para aquele espírito que está reencarnado e, portanto, paraa família também que está espiando em conjunto. Mas numa visão espiritista, em
rque não deixa de ser um tipo de prisão que o corpo estabelece para aquele espírito que está reencarnado e, portanto, paraa família também que está espiando em conjunto. Mas numa visão espiritista, em que nós percebemos a reparação que está acontecendo, nós também entendemos que não é uma prisão, é uma libertação que está sendo construída para um futuro que às vezes já vem no hoje. Mas aí é muito importante que essa mãe eh receba cuidado. Quantas vezes não aconteceu de uma pessoa me procurar como profissional. E eu me lembro de uma que acho que é simbólica. A mãe marcou uma consulta para o filho que tinha uma esquizofrenia grave do tipo catatônica, do tipo efrencatatônica. Uhum. E ela marcou com filho. Mas quando a consulta chegou, o o menino não foi, era uma mulher, né, que parecia uma a ser a mãe dele. E ela falou: "Não, é meu, é para meu filho a consulta". Mas durante a consulta ela não falou quase nada do filho, ela falou só dela e chorava e chorava. Então, depois de uma hora de consulta, mais ou menos, 50 minutos, então perguntei, eu entendi que a consulta seria para ele, porque era, digamos assim, naquele amor de renúncia, era a brecha que ela conseguiu encontrar para aceitar uma ajuda. Eu só recebo ajuda se for oficialmente recebendo ajuda para meu filho. Mas ela queria, engraçado, o mecanismo psíquico dela foi marcar uma consulta pro filho, mas na consulta ela não conseguiu falar sobre o filho de sintomas, mas falou do sintoma dela. E aí eu perguntei: "Mas olha, a consulta não seria para você não porque o nome tal do seu filho, mas eu vejo que você tá com tanta dor e essa dor que você tá aí a gente até já chama de depressão e é muito natural uma depressão nesse contexto. É uma doença muito veio muito grave. Será que você não precisa de tratamento também? Eu posso indicar um, eu não vou poder tratar os dois. Eu indico um amigo de confiança pro seu filho e eu trato você. E foi isso que aconteceu. Ela entendeu que precisava de ajuda, mas eu achei interessante o mecanismo psíquico. Ela
poder tratar os dois. Eu indico um amigo de confiança pro seu filho e eu trato você. E foi isso que aconteceu. Ela entendeu que precisava de ajuda, mas eu achei interessante o mecanismo psíquico. Ela só conseguiu ir para ajuda se oficialmente ajuda fosse para o filho. E é isso que talvez as mães, essas mães, precisam entender, que cuidar de si não é egoísmo. Cuidar de si é um amor maduro, eh, para amar melhor os seus filhos. E foi isso que aconteceu ao longo do acompanhamento todo, eh, que eu fiz. Você fala de outro capítulo, só um instantinho. Eu gostei demais desse teu exemplo. Posso comentar um pouquinho? Porque você tocou num ponto muito crucial, assim, como essa relação materna, a gente tem dificuldade com esse limite entre cuidar de si e cuidar do filho, né? Porque é uma relação muito absorvente, né? No início, quando a gente sai da maternidade, vai para casa com o filho, a gente tem dificuldade de entender o que que é o frio do filho, o que que é o frio da gente, né? Então, a fome do filho tá aqui, a sede do filho tá aqui, então estabelece ali uma relação espiritual afetiva e fisiológica de altíssima junção. Então, ao longo do tempo que a criança vai crescendo, a gente vai de novo, restabelecendo de volta o nosso lugar. E muitas vezes as mães têm dificuldade de cuidar de si e sobrecarrega a relação materna o que coloca o filho na frente de si. Quando na verdade isso não é nada saudável. Eu preciso estar inteira, maior, grande. Eu sou a mãe e o filho vem depois. Porque se eu não me abasteço, se eu não me nutro, eu vou dar de um lugar carenciado. E toda doação que provém de um lugar carenciado é uma doação dolorida. É dolorida, é pesada para quem recebe e para quem dá a carência aumenta mais ainda. É diferente daquela doação de quando a gente tá fazendo caridade, quando a gente tá fazendo trabalho do bem. É um outro nível de doação. Na doação relacionar ao mãe e filho, a experiência de troca, de dar e receber é de outra ordem muito delicada que precisa de muitos limites e de
tá fazendo trabalho do bem. É um outro nível de doação. Na doação relacionar ao mãe e filho, a experiência de troca, de dar e receber é de outra ordem muito delicada que precisa de muitos limites e de constante nutrição para ambos. O filho precisa se nutrir da mãe, mas a mãe não se nutre do filho, ela se nutre de outras relações, de outros espaços, de si mesmo, até para desse lugar mais pleno ter condições de doação. Claro que ter filho alegre o coração. Claro que cuidar do filho é gostoso demais, mas esse nível de doação que a gente precisa oferecer quando começa a passar privação de sono, privação de descanso, de comer e tarará, você precisa de espaços individuais de conexão com Deus, com outras pessoas, com você, para você dar de um lugar saudável, para você tá ali disponível, né? Oicotte tem aquela frase famosa, é a mãe suficientemente boa que essa frase todo mundo fica com raiva dela às vezes, porque é uma frase que às vezes pesa, mas o que que ele quis dizer com mãe suficientemente boa? É uma coisa simples e complexa ao mesmo tempo. É quando no lugar de mãe eu tenho condição de oferecer proteção, segurança, nutrição, amparo para um bebê, uma criança pequena, que depende 100%. Não é? Então, gostei de ter dado esse exemplo de uma mãe que até para procurar um atendimento médico não consegue fazer isso por si só, né? Precisou de um caminho longo para se sentir no direito de cuidar de si. Uma outra situação, Ana, que você traz, que se assemelha, eh, a mãe dos filhos que estão trancados no quarto, né? Hum. E aí você traz assim a força do amor, paciência. Para cada capítulo você traz uma situação, a mãe dos filhos eh de que tem filhos adotivos, a mãe dos filhos que faleceram. E para cada capítulo você traz uma força do amor, né? Por isso que o livro se chama mãe, as faces da força do amor materno. Exatamente. Então, nesse a mãe dos filhos que estão trancados no quarto, você trouxe a força da paciência. Fala um pouco. Muitas situações que levam o filho ficar trancado no quarto,
do amor materno. Exatamente. Então, nesse a mãe dos filhos que estão trancados no quarto, você trouxe a força da paciência. Fala um pouco. Muitas situações que levam o filho ficar trancado no quarto, às vezes são adoecimentos, mas você amplia um pouco para outras situações, a intimidade, mas enfim, já que a gente pega num fio da meada aí, eh, vamos falar disso, que isso é muito importante, sabe? Eh, eu recebo muita muito pedido de ajuda nesse nesse capítulo, né? Eh, claro que pode, podemos estar diante de um quadro psiquiátrico, né? Isso tem, você tem que fazer essas diferenciações. Mas tem uma coisa que é comum, eh, eh, eu me refiro nesse capítulo a experiência muito frequente dos adolescentes quando estamos eh na beira da vida adulta, né? A vida adulta tá chegando cada vez mais cedo, né? E os jovens estão cada vez mais sem recursos para pisar nesse nessa nova etapa da vida. Então, os jogos eletrônicos, celular e tantas outras coisas, um quarto confortável que tem tudo, suí, comida, frigobar e tal, ele fica num verdadeiro útero e é como se ficando trancado no quarto pudesse retardar a entrada paraa vida adulta. Então é muito comum encontrar esse quadro. Os jovens dessa idade que antecede a universidade ou no primeiro ano da universidade, 17, 18, 16, né, essa 19, eh, passa uma época ibernando, né, e a gente precisa cuidar para isso não se tornar um adoecimento. Mas entendendo que isso é uma fase, a gente pode ter um manejo mais eh paciente, cuidadoso para lidar. Eu falo nesse capítulo que a fechadura do quarto não abre de fora para dentro, é de dentro para fora. Metaforicamente é esse filho que precisa ser parido novamente, mas agora não mais por nós, né? É um parto que vai acontecer, um parto para a vida adulta feito por ele mesmo, mas ele vai precisar de ajuda para esse parto, precisa de um obstetra. Então, são os terapeutas, são os médicos, às vezes a família precisa de ajuda, sim, porque o parto natural ele tem algumas intercorrências, né? E a gente precisa de amparo para isso. Então
m obstetra. Então, são os terapeutas, são os médicos, às vezes a família precisa de ajuda, sim, porque o parto natural ele tem algumas intercorrências, né? E a gente precisa de amparo para isso. Então é muito importante que a gente possa atravessar isso com muita paciência, muita mesmo. Eu vou ler aqui um poema da Samia desse capítulo que é especial. ao meu filho. Que a tua voz, meu filho, tenha a firmeza dos que sabem e o teu olhar expresse determinação. Que sejas luz nas muitas noites que encontrares e a tua paz derrame paz aos corações. Que a tua vida seja um canto de alegria. Que o teu abraço seque a lágrima que desce. Que o teu falar seja de amor e energia e o teu silêncio, o respeito de uma prece. Que sejas digno, mesmo em tempestade. Que a humildade disfarce o teu esplendor e venças cada desafio com coragem. Que sejas sábio ao escolher a cada embate, vencer os vícios que aprisionam a alma dor e ser virtudes que te são felicidade. Acho que a Samia tá dizendo para esse filho, filho, eu sei que tá difícil esse momento, mas olha o que que eu desejo para você. Olha o mundo que tem aqui fora para você. Vale a pena vir. Não dá para você ficar indefinidamente aí dentro. vai ter um momento que aqui fora vai ser para você inevitável. Então, o cuidado que a gente precisa ter é que às vezes esse tempo que ele fica no quarto muito tempo sozinho, ele não tá bem acompanhado. Ele pode não estar bem acompanhado espiritualmente, pode não estar bem acompanhado por pessoas da internet que a gente não sabe, enfim. Então, às vezes vem ideias de suicídio, ideias de se ferir. Então, a gente pode até respeitar que ele queira ficar sozinho, mas você tem que fazer algum combinado com seu filho. Eu até conto nesse capítulo que me disseram que os ratinhos ficam escondidos de dia, mas de noite saem da toca para comer. Então, que as mães esperem esse momento que o filho saia do quarto para comer. Geralmente eles fazem isso de madrugada porque eles acham que não vão encontrar ninguém. Então você fica
toca para comer. Então, que as mães esperem esse momento que o filho saia do quarto para comer. Geralmente eles fazem isso de madrugada porque eles acham que não vão encontrar ninguém. Então você fica espreita, quando puder encontra com ele, dá um pequeno recado. Filho, tudo bem você ficar no seu quarto, mas deixa a porta destrancada, por favor. Eu não vou te invadir, mas eu quero só ver se você tá bem, porque nós precisamos ver se o filho está bem. Faça preces, faça suas orações no quarto ao lado, do lado da porta. A espiritualidade atua através da gente na direção dos nossos filhos. Você se tocou no nome suicídio e é um dos dramas grandes, né? quando a mãe perde um filho para o suicídio, e você traz esse capítulo que, de certa forma, às vezes traz também uma relação com a mãe dos filhos que faleceram repentinamente, ou seja, aquelas mães que perderam filho de forma repentina, acidente, por acidente, por exemplo, ou por esse suicídio que sendo um momento, tanto que a força que você coloca são forças parecidas para os filhos filhos que faleceram repentinamente, você traz a força da confiança. Uhum. E para os filhos com suicídio é a força da fé. Fé e confiança não são sinônimos, mas são entrelaçadas, né? A fé ela amplia a confiança porque ela conecta eh a Deus, né? Confiança, um um benditor me falou assim, é a é a é o equilíbrio, né? A harmonia entre a razão, né? E a emoção. Confiança tem a ver com convicção, não é razão em si. Confiança tem a ver com convicção, que é essa harmonia entre a a razão e a emoção, entre uma saber, um saber que é mais cognitivo, racional e um saber que é mais intuitivo emocional. Mesmo benfeitor falou assim: "Confiar é creditar algo na contabilidade universal, né?" né? Ou seja, quando nós confiamos, nós acreditamos. E quando nós acreditamos, nós acreditamos algo a alguém. E aí a fé, ela sublima a confiança porque ela coloca um um crédito na contabilidade de Deus, ou seja, na contabilidade universal e não na contabilidade só, por exemplo, da
s acreditamos algo a alguém. E aí a fé, ela sublima a confiança porque ela coloca um um crédito na contabilidade de Deus, ou seja, na contabilidade universal e não na contabilidade só, por exemplo, da psicologia materialista, não só na contabilidade da psiquiatria materialista, né? Então são forças que andam em paralelo e talvez mostrando já eh que nessas situações tão extremas, e aí vou trazer essas duas para você comentar o que é que você escreveu, o que é que você quis trazer. A gente precisa dessa aliança, né, entre o que Allan Kardec falava, ciência e religião, confiança, confiar na medicina, confiar na psicologia como sendo o desdobramento, por exemplo, de Deus para nos ajudar a aliviar nossas dores, para que nossas expiações fiquem um pouco mais possíveis de serem passadas, porque às vezes a gente pensa em expiação e pensa que tem que ser um sofrimento atroz e não pode ter nenhum tipo de anestésico, nenhum tipo de analgésico, né? E a medicina e a psicologia são, digamos, analgésicos que Deus nos traz. Ou ou podemos dizer assim, o Sirineu no caminho, a cruz é de Jesus, a cruz é sua, mas o serineu no caminho ajuda a carregar a cruz. Então são confianças que a gente precisa acreditar a ciência, mas a fé é essa confiança que a gente acredita a Deus. É isso. Isso. Nossa, quanta coisa. Então, por que que eu coloquei a confiança pra mãe que experiência essa coisa repentina, né? E por que que eu coloquei a fé quando o filho falece pelo suicídio, que é muito específico. Então, deixa eu falar primeiro do repentino e depois pro suicídio, né? Eu coloquei a força da confiança para mães que perderam filhos repentinamente. Porque assim, a gente nasce com confiança na vida, tá? Um bebê chega, um espírito chega, a confiança plena. Ele ele é totalmente entregue ao seu pai, seu mãe. Ele nem pensa nisso. Ele é entregue. A medida em que a gente vai crescendo é que a gente vai começando a desconfiar, porque eh o chão nem sempre é firme. Então vai ser tarefa da gente sair dessa confiança ingênua e tecer,
Ele é entregue. A medida em que a gente vai crescendo é que a gente vai começando a desconfiar, porque eh o chão nem sempre é firme. Então vai ser tarefa da gente sair dessa confiança ingênua e tecer, porque dentro da palavra confiança tem fiar, tem também a palavra fiança. e com de ser junto, é sempre junto com o outro. Então nós temos que fiar, costurar de novo esse laço com viver, esse laço com Deus, esse laço com os outros, esse laço com a gente. Então, por exemplo, quando a gente quebra um pé, não sei, eh algum órgão seu do corpo falha muito, você perde a confiança no seu corpo. Ou seja, eu não posso contar com o meu corpo sempre, em algum momento ele vai falhar. Então, isso faz a minha alma ficar retraída. Eu não fico tão solta, tão leve. tão entregue. Então eu vou ter que tecer de novo a confiança no meu corpo, vou fazer fisioterapia, vou fazer tratamentos para eu poder voltar a contar com meu corpo. Quando a gente tá nesse processo de voltar a fiar, voltar a confiar, vai acontecendo uma coisa muito bonita no nosso coração. a gente vai amadurecendo a fé, porque aí a fé ela não fica condicionada a momentos bons. Ela vai aparecer inclusive nos momentos de alta instabilidade. Essa é a verdadeira fé. Porque você confiar no momento que tá tudo seguro, eu nem sei que nome dá para isso. Sem genuidade, inocência, né? Então, quando uma mãe perde um filho repentinamente, ou seja, lhe é retirado da frente dos olhos um acidente, um assassinato, um assalto, não sei, uma doença que chegou ontem, amanhã, levou o filho, entornou por uma coisa e acabou morrendo de outra e de repente já desapareceu da frente dos meus olhos e eu tenho que enterrar o filho e eu tenho que arrumar todas as coisas. A sensação é como é que eu posso confiar na vida se a qualquer momento um ente querido meu pode desaparecer dos meus olhos? A primeira coisa que a mãe tem é vontade de morrer também. Eu quero ir onde meu filho tá. Tem mãe que tem vontade de ser enterrada junto. É um grande trabalho a entender que o amor
cer dos meus olhos? A primeira coisa que a mãe tem é vontade de morrer também. Eu quero ir onde meu filho tá. Tem mãe que tem vontade de ser enterrada junto. É um grande trabalho a entender que o amor verdadeiro é o amor que fica, porque o filho segue seu caminho e a mãe que fica segue aqui também. A gente vai encontrar todo mundo. Precisa essa pressa. Não, nós vamos se encontrar todos. Enquanto a gente não se encontra, vamos ter sendo a confiança na vida outra vez. Então, a mãe precisa confiar na vida outra vez. Então, ela fica desconfiada de amar, desconfiada de amar o seu marido, de amar os outros filhos, porque a qualquer momento pode tirar, então, então eu já vou ficar aqui sem eles. É melhor ficar sem porque aí não vai doer mais. Então, poder isso outra méa vida, né? afiançar-se disso novamente. Então, é um grande trabalho. Por isso que eu coloquei a força da confiança. E não tenha pressa, mas seja atento ao processo de confiança. E eu coloquei a fé na questão do suicídio porque é uma morte difícil da gente ter a concordância imediata. Então, paraa mãe poder entender que o filho ficou o tempo que foi possível, o tempo que ele aguentou ficar, não é pessoal a ida dele, não é por sua causa, nunca foi. Ele se desinteressou, ele não conseguiu mais confiar na vida o suficiente para ficar. Então, é preciso muita fé. Fé no amor que vocês tiveram, fé em Deus. fé na sua maternidade, não perder isso. Não foi uma falha técnica, não foi uma falha materna, não foi falha do amor, é um acontecimento doloroso, mas é um acontecimento. Então, a gente precisa dizer sim para isso. Então, precisa estabelecer de novo, fazer essa fé nascer de novo, se desenvolver de novo para você continuar a viver. é uma das situações mais dolorosas assim que eu tenho um contato enquanto profissional, enquanto espírita, mas o que eu vejo também é que grande parte das vezes são espíritos que já nunca conseguiram ter um interesse tão profundo. são espíritos muito marcados, né, e que que já vinham assim meio frágeis nessa ligação com a
o também é que grande parte das vezes são espíritos que já nunca conseguiram ter um interesse tão profundo. são espíritos muito marcados, né, e que que já vinham assim meio frágeis nessa ligação com a vida, né? Sim. e que se não fosse a força do amor da família em geral e da mãe em especial, a vida tinha eh ido mais cedo, o suicídio cometeria mais cedo. Porque é muito comum isso que você falou, a sensação de eu falhei, eu falhei. Especialmente porque, por exemplo, Emil Dukheim coloca que quem comete suicídio acaba tentando matar algo ou alguém com a própria morte. E aí isso faz com que a pessoa sinta em algum momento, quem tem alguma pessoa próxima que morre pelo suicídio, em algum momento mais cedo ou mais tarde vai acabar se sentindo meio que culpado do tipo, onde eu não vi, o que foi que eu fiz, o que foi que eu falhei, né? É verdade. Eu proponho uma outra perspectiva, uma perspectiva não é assim fantasiosa. É uma perspectiva que eu já vi várias vezes. Se não tivesse sido o teu amor, não tivesse sido a tua força, esse espírito teria ido, ele teria ido embora mais cedo. Uhum. É, foi foi a força do amor que ele conseguiu ter minimamente, porque não significa que você seja a mãe Maria de Nazaré, seja, né, a mãe das mães. Mas o amor que você conseguiu já ter nessa nessa costura, né, de uma vinculação melhor, fez com que esse filho, essa filha, essa pessoa conseguisse ficar um pouco mais de tempo eh recuperando-se, né, eh, para em que um futuro, e um futuro às vezes são outras reencarnações, um futuro às vezes são outros momentos, a semente aqui plantada consiga germinar. Nem sempre a semente plantada hoje germina hoje. Nós precisamos pensar de uma forma espiritualista. E aí, por isso que a fé realmente para essas situações é muito potente, porque ela nos dá uma visão de atemporalidade, né? E sem uma visão de fé, você pensa muito só no hoje, o resultado imediato. E às vezes o resultado é imediato, ou seja, demora um pouco mais para acontecer, para poder citar. E ainda tem uma coisa que as
sem uma visão de fé, você pensa muito só no hoje, o resultado imediato. E às vezes o resultado é imediato, ou seja, demora um pouco mais para acontecer, para poder citar. E ainda tem uma coisa que as mães, os pais também, mas como hoje é sobre as mães precisam admitir, geralmente nas experiências de suicídio, a família que fica sente raiva. Uhum. E parece que a raiva não combina com a dor da morte, então essa raiva fica sem lugar. Uhum. Sabe porque dá raiva de um monte de coisas. Por que que não avisou? Por que que não pediu ajuda? Eh, que raiva você fez isso. A gente fez tanto por você. também eh revivem experiências de abandono anteriores, porque é uma sensação de abandono. Fui e aí fica aí você com essa dor, né? Então tem sentimentos ambivalentes que vão estar presentes. Por isso que a morte por suicídio, ela é mais complexa para os familiares que ficam e é complexo para quem desencarna. extremamente complexo, porque uma coisa que a gente quase não fala é luto para quem fica encarnado, mas é luto também para quem desencarna. Porque assim como a gente vai precisar refazer a vida aqui sem a presença física daquele ente querido, esse ente querido que desencarna, ele tá sem vocês. Ele também vai ter que refazer seu dia a dia, seus vínculos sem o corpo. Então ele também vai ter um tempo de adaptação e de de e de reestruturação de si. Existem tratamentos no mundo espiritual para esse momento de enlutamento, né? E também tá acontecendo uma perda grande para ele que tá lá, para ela, para ele, né? Então esse momento do luto aqui, quando a experiência é por suicídio, há que se cuidar desses sentimentos ambivalentes que estão presentes nos familiares. Então uma ajuda terapêutica é indispensável. Sentimentos ambivalentes são assim, uma coisa que mostra para cá e outra que mostra para cá, né? Então, gera o conflito. Hoje nós nos dedicamos o programa inteiro de uma hora falando sobre a mãe, o amor materno e começando com o exemplo da mãe, né, das mães, assim, porque é o símbolo, quando Ana
Então, gera o conflito. Hoje nós nos dedicamos o programa inteiro de uma hora falando sobre a mãe, o amor materno e começando com o exemplo da mãe, né, das mães, assim, porque é o símbolo, quando Ana trouxe o arquétipo, é o símbolo de um amor muito sublimado, de um amor muito sublime. E aí, obviamente, eh, quando nós temos uma mãe da escala de Maria, né, ou seja, eh, discípula de Maria, digamos assim, essas ambivalências não acontecem, né, porque é uma convergência, uma certeza. Com certeza uma convergência e hoje foi dedicado a isso, mas é natural que eh as mães elas não sejam Maria. Então é natural que também nessa relação com a vida, com os filhos, existam essas ambivalências. Aí você falou, a raiva às vezes não encontra espaço. E aí é uma complicação danada quando eh os filhos crescem e percebem que a mãe não é essa mãe Maria. E aí vai ter o quê? A raiva, vai ter uma certa tristeza pelos equívocos. Então vai ter uma ambivalência em relação à mãe. Óbvio que e ao longo desse programa Jesus e Saúde Mental a gente já falou bastante sobre isso. É porque hoje eh tentamos dedicar, né, a uma convergência de afeto, a uma convergência de pensamento. E nessa convergência eu queria trazer essa ideia, eh, de que mesmo essa mãe que não é uma discípula direta de Maria de Nazaré e que gerou, portanto, muita turbulência, até muito adoecimento na na nossa cabeça, na sua cabeça, ela tem uma convergência com Maria, que é o que a Ana Teresa trouxe no início do programa, que foi dis, ela disse sim à existência, ela disse sim à possibilidade de você reencarnar mesmo mesmo com as suas ambivalências internas, mesmo com as suas turbulências internas. Então, é importante se pegar nisso para que você possa costurar dentro de si uma gratidão que não é necessariamente só a figura biológica da mãe, mas uma gratidão a figura transcendental do amor, né? A mãe terra, os gregos na mitologia eles tinham os deuses primordiais. E os deuses primordiais não eram eh imagem de homem. eram mais assim os elementos da terra e
a figura transcendental do amor, né? A mãe terra, os gregos na mitologia eles tinham os deuses primordiais. E os deuses primordiais não eram eh imagem de homem. eram mais assim os elementos da terra e a mãe era terra, né? Então essa simbologia de que costurar gratidão para o materno é costurar gratidão para com a vida, com essa mãe que nos materna, que é a existência. Por isso que eu trouxe, eu pedi pra Ana a gente trazer o livro dela, porque é um livro muito autêntico. O que que eu quero dizer autêntico? É um livro eh que que escrevo escrito com a alma, mesmo assim. traz conceitos, mas é um escrito, é um livro terapêutico, né? Um livro terapêutico que não lança a mão só da psicologia tradicional, mas lança a mão da do espiritismo, mas lança a mão da experiência de vida dela como pessoa, como espírita, com as suas próprias dores pessoais, eh, e também como psicóloga. Tá disponível na Amazon, né? e a e ajuda lá o Tarefeiros do Bem no Rio de Janeiro. Então fica o convite para ir se debruçando um pouco mais. Veja que uma hora foi pouco para poder debruçar com toda a perspectiva desse livro. Eu quero dizer como palavra final para você, mãe, eh, nos trabalhos mediúnicos, nos livros do André Luiz, você vai ver que para poder ajudar um espírito de coração endurecido, magoado, ressentido, mergulhado no ódio, geralmente eles trazem uma mãe, porque é a experiência mais profunda que a gente tem do amor incondicional. Então eu queria deixar para você claro que o amor de Maria é um amor de referência paraa gência, pra gente, mas é um amor humano. Nós somos capazes de sentir esse amor, sim. Então que vocês se sintam inspiradas por ela e quando tiver no momento muito difícil, se permita recostar e também receber um colo dela para você. É isso. Eu vou pedir também para você finalizar hoje com uma prece. Então você vai finalizar com a prece final e a gente encerra. E eu queria só relembrar então a poesia do Amaral Hornelas que começa assim: Ave Maria, aí do mundo se não fora a vossa missão sublime, né? Ave
você vai finalizar com a prece final e a gente encerra. E eu queria só relembrar então a poesia do Amaral Hornelas que começa assim: Ave Maria, aí do mundo se não fora a vossa missão sublime, né? Ave Maria, Senhora do amor que ampara e redime. O amor que ampara, o amor que redime. Ai do mundo, se não fora a vossa missão sublime, a missão do amor por si mesmo e Maria como símbolo desse amor, eh, como símbolo, né, de uma renúncia. Então, Ana, se você puder nos finalizar com uma oração, a gente podia terminar de forma diferente hoje, né? Então, a nossa oração hoje vai para Maria de Nazaré. Eu gostaria que você imaginasse Maria de Nazaré na sua frente, de braços abertos, luminosa, e ela dizendo sim, sim para você, dizendo pra gente: "Vem". E nós então podemos dizer: "Maria, nossa mãe amada e querida, nós queremos agradecer tantas bênçãos pela força que nos dá através dos séculos sobre a essência do amor. que nós possamos, diante dos desafios, dos momentos de dúvida e de aflição, sempre poder contar com seus braços, com seu olhar materno, a nos dizer: "Tudo vai passar". E que diante de todas essas belezas que a vida tem, também possamos dizer muito obrigado. Que a sua maternagem, Maria continue atravessando os séculos e cuidando de todas nós nos momentos mais desafiantes que a vida tem sobre a terra. Que assim seja. Que assim seja, Senhor. Muito obrigado.
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