#94 • Jesus e Saúde Mental • Perguntas e Respostas
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado e Ana Tereza Camasmie » Episódio 94 - Perguntas e Respostas
Muito bem, estamos aqui mais uma vez no Jesus e saúde mental e mais uma vez com perguntas e respostas, perguntas que vocês formularam a partir do perfil Prof._line Underline Leonardo_line Machado. Pergunta sobre relacionamentos, como a gente pode lidar com os conflitos, como a gente pode lidar também com as soluções do ponto de vista espírita, do ponto de vista da psiquiatria, do ponto de vista da psicologia. Mais uma vez teremos aqui a nossa amiga Ana Teresa Camasmi, que também é da área, profissionalmente falando da área psi. Ela é psicóloga e também é espírita, uma espírita que faz um trabalho já há muito tempo e pode nos fazer essas costuras do ponto de vista de diversos conhecimentos, convergindo para tentar nos ajudar na saúde mental. Então eu convido para que você fique conosco mais uma vez depois da nossa vinheta. Olá, Ana, muito boa noite. Ei, Léo, tudo bem? Muito obrigado por estar conosco mais uma vez. E eu vou começar logo eh de cara trazendo uma questão que fala sobre questão do narcisismo. E a pessoa pergunta assim: "Como é que eh você pode falar sobre pessoas narcisistas e como lidar com essas pessoas? Obrigado. Eu acho interessante que a pergunta de forma intencional ou não intencional, ela sinaliza essa pessoa não necessariamente como sendo a outra pessoa. Porque quando ela pergunta como eh eu posso lidar com pessoas narcisistas? Às vezes a gente tá falando também dos nossos próprios narcisismos, né, da nossa própria do nosso próprio lado, porque o termo narcisismo eh está muito em vog. Eh, mas se a gente pegar uma palavra que de certa forma tem a ver com isso do vocabulário mais espírita ou mais do evangelho, a gente vai encontrar a palavra orgulho e vai encontrar a palavra vaidade. Então, de certa forma, o orgulho a e a vaidade é uma temática humana. Então, o narcisismo também é uma temática humana. Eu tenho o meu lado narcisista, Ana tem, todos nós temos. E a gente fala isso, né, Ana, na perspectiva psíquica como sendo o narcisismo primário. Se a gente pegar
cisismo também é uma temática humana. Eu tenho o meu lado narcisista, Ana tem, todos nós temos. E a gente fala isso, né, Ana, na perspectiva psíquica como sendo o narcisismo primário. Se a gente pegar inclusive mais analítica, que é um narcisismo que estrutura, ou seja, é estruturante porque ele tá na base da construção do que eu sou. Se eu fizer uma uma costura com conhecimento espírita, eu vou pegar ali um instinto de conservação, estando na base do amor a si mesmo, né? Mas também esse estilo de conservação pode levar a comportamentos egoístas e orgulhosos. Quando eu só penso em mim mesmo e na minha espécie, no meu clã, naqueles que são iguais para preservar a vida. Então, é interessante, o mesmo núcleo de conservação da vida pode gerar um comportamento inicialmente eh, de preservação a todo custo. Eu penso em mim e nos meus, de forma vaidosa, orgulhosa e com comportamentos egoístas, egotistas, mas com o tempo, com o amadurecimento, é onde vem esse narcisismo primário, né? Eu vou me estruturando para poder conseguir amar o um o todo, amar o outro, né? Porque eu entendo que o outro é necessário para a preservação eh da vida como um todo, da vida universal. Aí eu não uso mais o outro, eu estou com o outro numa parceria de construção e não usando do outro. Então, no final das contas, eu vou trazendo trazendo inicialmente essa visão de um de um narcisismo não necessariamente patológico, mas o narcisismo primário, que é base para um autoamor, e o narcisismo primário, que não necessariamente é patológico, mas é também a base do orgulho, da vaidade, do egoísmo, que fazem parte do comportamento. Todos nós temos um lado que só pensa em si e é importante também para poder construir defesas. de autocrescimento, né? Então você tá falando assim como se fosse um processo de amadurecimento, né? Um processo evolutivo do espírito passar por isso, né? Por aí. Uhum. Então, como cada um passa por esse processo de crescimento e como às vezes a gente pode estacionar e cronificar e adoecer e transtornar a nossa vida e
vo do espírito passar por isso, né? Por aí. Uhum. Então, como cada um passa por esse processo de crescimento e como às vezes a gente pode estacionar e cronificar e adoecer e transtornar a nossa vida e transtornar a vida do entorno. Aí já vem um ponto importante pegando a tua fala que aí começa a sair do orgulho saudável, o orgulho ou saudável normal, porque também assim, tem comum, orgulho comum que faz parte. Aí você de prova, mundo de prova você fala de uma coisa, estacionar, né? Estacionar é ficar, ficar é fixado, né? E aí o problema da questão patológica, que certamente foi o ponto que a pessoa quis perguntar, mas eu aproveitei para ampliar um pouco a visão. Não, foi ótimo porque você já deu um chão pra gente conversar, porque senão a gente generaliza as coisas, isso é perigoso, né? E classifica os outros. É narcisista, né? como se a gente não fosse. Então, achei legal você falar isso. Então, assim, todos nós temos uma dose de narcisismo. Sim. Aliás, se a gente não tivesse uma dose de narcisismo, a gente ficaria dentro de casa, dentro da nossa toquinha, né? A gente precisa ter um pouco de narcisismo pra gente poder ir ocupando alguns espaços de exposição, né? Então, quando a gente, por exemplo, é professor, é um bom lugar pro seu narcisismo eh acontecer? Não no sentido de usar os outros, mas no sentido de poder se gratificar com a exposição, né, com ser vista, né? Porque na base do narcisismo, o entendimento é que eh é uma necessidade de servo, que é uma necessidade humana, fundamental e básica. Agora, o desespero de ser visto é que é uma coisa patológica. E o que que eu faço para ser visto nesse meu desespero? que é patológico quando eu utilizo o outro, ou seja, o outro fica numa relação comigo como se o outro fosse uma coisa, está a meu serviço, né? Então, a gente pode já de cara compreender que quem vive essa experiência tem uma carência muito profunda, uma carência afetiva de uma ordem assim abissal, é muito grande. Então, por isso que às vezes manipula os
te pode já de cara compreender que quem vive essa experiência tem uma carência muito profunda, uma carência afetiva de uma ordem assim abissal, é muito grande. Então, por isso que às vezes manipula os outros, tem prazer em manter o outro aprisionado, né? Às vezes quer diminuir o outro para ele conseguir sentir um pouquinho de superioridade. E aí tem vários sintomas que eu não vou me ater aqui, mas o que que a gente faz quando a gente convive com alguém assim? Primeiro você precisa partir do princípio que ela não é assim, porque ela decidiu isso. Eu quero ser assim. É alguém que perdeu a liberdade de ser melhor do que isso. É alguém que não consegue se relacionar de um jeito mais saudável do que isso. É, é o possível para essa pessoa. E ela nem desconfia que traz tanto sofrimento assim. ela não entra nessa, ela não consegue ver a relação entre quem ela é e o sofrimento que causa no entorno. Então ela realmente não, como não é sinismo, ela realmente não vê assim, ela tem uma percepção da realidade bem diferente do que a gente aqui pode considerar. Então, quando ela diz eh quando ela diz alguma coisa que dói, ela pensa aquilo mesmo, mas ela não consegue se eh ter essa percepção fina, amorosa, porque a compaixão não tá ainda nesse nível de poder perceber as lesões que causa nos outros, né? É uma pessoa que tá com dificuldade de amar, né? De amar-se e de amar. Então, mas o que que o narcisista precisa? precisa de muito elogio, precisa muito ser visto. Então, se você fizer o contrário, ficar o tempo todo dizendo que ele não é querendo mostrar verdade, querendo desmascarar, você torna essa relação verdadeiro inferno. Você não vai conseguir transformar essa pessoa assim. Então, em primeiro lugar, o que você precisa oferecer é aquilo que ela mais precisa, que é ela precisa ser vista, precisa ser considerada e reconhecida. Se isso for possível para você, mas dentro de um lugar de verdade, você observá-la e ver o que que ela tem de bom e poder devolver para ela, isso já vai ajudando muito esse espaço para
e reconhecida. Se isso for possível para você, mas dentro de um lugar de verdade, você observá-la e ver o que que ela tem de bom e poder devolver para ela, isso já vai ajudando muito esse espaço para ela eh difícil e de falta afetiva e de vazio profundo. Mas quem se relaciona com alguém nesse estado tão crônico, tão patológico e tão adoecido, a gente tá falando aqui num caso mais grave, você precisa se proteger. Então, o proteger-se, o primeiro lugar, é identificar que a pessoa é assim por questões da história dela. Não tem nada a ver com você. A culpa não é sua, nem é você que tá fazendo ela ser assim. é uma história que é dela, tem a ver com o processo evolutivo, espiritual dela, ela vai dar os caminhos dela. Agora você precisa se proteger, podendo encontrar qual é a melhor distância para ser relacionada ali, né, naquela relação. E esse falando espiritualmente sobre isso, quando eu falei que a gente pode estacionar, sim, na lei do progresso, lá no livro dos espíritos, cadê que pergunta isso? Se a gente tem o poder de parar o progresso. E os espíritos dizem assim, parar não, mas a gente pode complicar, a gente pode embaraçar, a gente pode ficar na repetição. Então eu diria que esses transtornos são uma certa forma de repetição e de retardamento. Será que eu posso usar essa palavra do processo evolutivo, retarda, atrasa, complica. Um dia o progresso impulsiona tanto que a pessoa vai sair daí, mas ela demora um pouco mais, mas ela não tá ali porque, ah, eu decidi paralisar o meu progresso, não é isso. Eu não consigo fazer diferente disso, né? até ela conseguir ter uma outro outro tipo de experiência que a convide a comportamentos melhores. É, um ponto interessante nessa perspectiva de olhar ah o narcisismo com outro olhar, porque você entendendo esse processo, fica um pouco mais fácil de entender o que é vaidade natural no outro e em si e consequentemente eh pegar mais leve com o outro e consigo mesmo. Acho que é pegar mais leve é uma palavra muito importante, porque se a
ais fácil de entender o que é vaidade natural no outro e em si e consequentemente eh pegar mais leve com o outro e consigo mesmo. Acho que é pegar mais leve é uma palavra muito importante, porque se a gente fica rotulando patologicamente ou perturbadamente todo mundo e a si mesmo, aí fica muito pesado, fica muito, né, masoquista e de certa forma martirizador. Tô entendendo que existe um nível que faz parte, que a própria Bíblia vai dizer assim: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade." E aí a Bíblia, o Eclesiaste vai trazer uma série de vaidades humanas. E quando você pensa, eita, eu pensava que não tinha vaidade. Aí ele vai falar: "Eu tô na lista, tô na lista". Não tem como, né? Ele faz tanta lista e faz um raciocínio tão interessante com o Eclesiaste sobre o que é vaidade, que é você, poxa, que coisa bem interessante. Então, esse é um ponto importante. O outro ponto é isso que a tava colocando. Vamos pensar agora psiquiatricamente falando, né? Eh, uma pessoa que é um narcisista, que eu eu brinco assim, Ana, para facilitar a linguagem, tem um narcisista do bem e o narcisista do mal, né? O narcis do mal é aquele cara que não tem mínimo silvancol, ele faz comportamentos truculentos, ele se assemelha com o psicopata. Esse aí até tem jeito, mas vai precisar de muita reencarnação, muita expiação ainda, muito problema que não vai ser você que vai dar o jeito salvacionistamente, assim, salvadoramente nessa pessoa. Isso importante ter essa essa percepção. Agora existem outras pessoas que obriga a ser o narcisista do bem, que é esse narcisista que a Ana tava colocando, que é um uma defesa narcísica contra a inferioridade que ele se vê. Ele se sente tão inferior, ele se sente tão lixo, inseguro, portanto, que ele faz uma defesa narcísica que é o e às vezes fica o narcisismo mesmo até de critério diagnóstico na psiquiatria, né? Mas é o narcisismo, a gente brinca assim como psiquiatra, eh, Ana, é um narcisismo tratável. A pessoa eh, porque ela tem algum nível de a de de semanol.
até de critério diagnóstico na psiquiatria, né? Mas é o narcisismo, a gente brinca assim como psiquiatra, eh, Ana, é um narcisismo tratável. A pessoa eh, porque ela tem algum nível de a de de semanol. E quando você se estabelece um bom vínculo com um terapeuta, com o psiquiatra, você vai vendo diferenças, né? É como ela tem algum nível de autopercepção disso. Aí é tratado. Quando a pessoa não tem nenhuma autopercepção dos seus movimentos, isso em qualquer transtorno, aí não tem jeito, né? Tem que esperar a reencarnação funcionar. Exatamente. Lembro de uma pessoa assim que era nesse narcisismo do mal ou narcisismo que não tem nenhum simancol, não tem nenhuma autoperoncepção, que faz comportamentos meio psicopático às vezes, eh, que ele falava assim: "Olha, eu acho que eu peguei pesado, eu acho." Mas por que você acha? Porque veja, a minha esposa, no caso era ex-esposa, que tinha se divorciado porque não tava aguentando mais o comportamento dele. E ele falou assim: "Olha, ela é tantos anos mais novas do que eu e eu comprei a pessoa, eu paguei tudo, fiz isso". Então ele fazia o tipo de relação literalmente falando como uma troca, como uma compra. E aí, mas não foi justo. Aí depois ela me deixa, como é que pode? Eu comprei ela, ela, ele falou com essas palavras assim, eu comprei e ela, né? Só que eu acho que eu peguei pesado porque eu gosto de ter relacionamento sexual em tal horário, tem que ser nesse horário. E aí ela começou a acordar tarde. E aí eu achei que ele ela tava me diminuindo, né? Não tava me respeitando. Veja que coisa. Aí eu acho que eu peguei pesado, porque aí eu peguei uma um balde de água, enchi e joguei nela. acordando ela porque ela estava me desrespeitando, porque não tava disponível, né, eh, para isso que eu queria naquele momento. Então, veja, uma pessoa dessa, ele acha que pegou pesado, então ele dificilmente ia ter alguma mudança. E de fato o que que aconteceu? Uma vez eh, eu me atrasei 10 minutos para a consulta ou a consulta dele atrasou 10 minutos. O que que ele fez?
egou pesado, então ele dificilmente ia ter alguma mudança. E de fato o que que aconteceu? Uma vez eh, eu me atrasei 10 minutos para a consulta ou a consulta dele atrasou 10 minutos. O que que ele fez? Ele marcou, ele continuou tal, falou que era, né? Não falou que era um desrespeito, né? Mas marcou Ana uma consulta 7 da manhã numa sexta-feira. Não, eu só posso esse horário. Eu só posso comigo. Eu só posso esse horário. E aí eu, tá bom, vamos dar um jeito, eu chego mais cedo. Ele sabia que eu não atendia esse horário, mas o que que ele fez? E eu falei pra minha secretária, olha, eu vou, mas eu tenho quase certeza que ele não vai, porque ele vai se vingar dos 10 minutinhos que Isso, exatamente, exatamente feito, né? Ele não, mas ele ele teve o prazer de te deixar esperando. Ainda ligou pr ligou pr pr pra secretária no dia anterior. Olha, mas ele vai mesmo, né? Então veja, porque na no insite eu tentei falar, mas será que você acha que pegou pesado? Será que você não pegou não? Se fazer algum tipo de cima, algum tipo de ensaio, como é que seria para você se ela acordasse você com balde d'água, né? Uhum. Tudo bem também? Pois é. Então assim, é um lugar difícil, né, de fazer a pessoa ter autopercepção. Sinceramente, é o tempo, é a dor. Sinceramente é o tempo e a dor. E o tempo, às vezes temnações e dor, muita dor, para fazer com que a pessoa dobre a própria vaidade excessiva. Então esse nível, então quando você percebe o que é mais saudável, o que é mais normal, ou seja, uma coisa mais saudável, estruturante, uma coisa mais normal, que é comum, que faz parte e uma coisa patológica, aí fica mais fácil de você separar o joio do trigo. Inclusive, quando você nesse exemplo falou assim: "Eu comprei ela, né?" Então assim, é alguém que não é capaz de fazer alguém gostar dele por ele mesmo. Então já demonstra o grande vazio afetivo, né, já de entrada, mas nem desconfia que tá faltando isso. Pois é, porque tem várias perguntas assim, Ana, que obviamente a gente não tem como responder e nem se fosse Ana,
tra o grande vazio afetivo, né, já de entrada, mas nem desconfia que tá faltando isso. Pois é, porque tem várias perguntas assim, Ana, que obviamente a gente não tem como responder e nem se fosse Ana, psicóloga terapeuta ou Léo, psiquiatra psicoterapeuta e responderia dessa maneira que é tipo assim, eh, sabe, perguntando assim, até quando eu tenho que ficar com essa pessoa? Por exemplo, até que ponto devemos manter um casamento em que o outro não nos ama como deveria? Então, já traz uma coisa da subjetividade, né? E ainda mente. Então, eh, a pessoa não me valoriza e além disso desconfia da minha do meu caráter, talvez assim, da minha fidelidade, né? Eu devo continuar o relacionamento. Eh, e então acho que tem umas três assim, o que devo fazer, né? Devo terminar ou não, um namoro que proíbe até eu estar com minha família. Ou seja, a pessoa talvez por uma insegurança ou talvez por uma questão de brigas entre sogra, genro, cunhado, essas brigas que acontecem, essas desavenências, né, que acontecem ou outras mais intensas, aí ela, a pessoa proíbe o outro de estar com a família. Então são mais ou menos tem umas três ou quatro perguntas que sinaliza assim, Ana, especificamente, eu devo continuar ou não? E por isso que a gente tava falando, mesmo se fosse um processo de psicoterapia, vamos supor que eu fosse agora, vamos supor que a gente tá aqui num num divan e eu estou me consultando com a a minha, eu vou continuar ou não, né? Ela, enfim, não é bem assim que a gente vai eh dizer, né? Não é bem um processo terapêutico, porque é mais um pitaco isso, né? é um pitaco. E às vezes é útil você escutar o pitaco do amigo, do do do vizinho, do familiar, né? Eles vão dando uma imagem, às vezes colocando em palavras coisas que a gente não consegue digerir, né? Mas hã é importante que eh esse pitaco seja um pitaco interno, que você tenha, porque mais na frente eh qualquer decisão que a gente vá tomar, a gente tá colocando em relacionamento, mas por exemplo, abre ou não a empresa com aceita ou não tá vaga
pitaco interno, que você tenha, porque mais na frente eh qualquer decisão que a gente vá tomar, a gente tá colocando em relacionamento, mas por exemplo, abre ou não a empresa com aceita ou não tá vaga de emprego, coisas muito concretas, né? Se você pode até receber uma resposta, vamos supor, de um familiar ou de um conselheiro, de uma pessoa que você tem como uma figura de referência, olha, diga sim, né? Eu acho que você deveria fazer isso, tá bom? Você pode até escutar e seguir, mas quando você escuta e segue de uma maneira mais madura, você segue porque você está convencido, você está eh seguro. E aquilo foi mais uma opinião que veio na convergência do que uma mudança total. Por quê? Porque se não, se mais na frente não d certo, você certamente vai cair na postura de vitimização de colocar culpa no outro que deu um conselho errado, né? Ou também se deu certo, você pode ficar assim: "Será que eu tenho mérito? Será que eu consigo sozinho?" Porque afinal não fui eu que decidi, foi o outro que decidiu por mim, né? Então eu vou passar para tua agora para te escutar. É, além disso, eh, me lembrei aqui o jovem rico que perguntou para Jesus, né? Pedi um conselho desse, né? Que que eu faço, né? Eu já fiz tudo direitinho, como é que eu faço para poder evoluir, ter a vida eterna e tal. E aí Jesus disse para ele: "Ué, meu filho, vende tudo que você tem e vem comigo". Mas ele não foi. Então, mesmo que eu ou Léo disséssemos aqui: "O que que você precisa fazer? Isso não garante que o seu comportamento seja esse?" Porque o que faz a gente ficar no relacionamento são coisas tão profundas, né? Então, eu diria uma coisa que eh eu li uma vez num num livro de um terapeuta alemão ou alemão, né, Dr. Stephen Hausner, um médico da Alemanha, ele fala uma coisa muito interessante: "Todo paciente é ambivalente em relação à sua cura". Significa todo paciente eu me incluo, tá? Eu também sou paciente. Então assim, a gente quando quer se curar ou a gente quando quer seguir Jesus, né, que é a mesma coisa,
alente em relação à sua cura". Significa todo paciente eu me incluo, tá? Eu também sou paciente. Então assim, a gente quando quer se curar ou a gente quando quer seguir Jesus, né, que é a mesma coisa, quando a gente quer seguir as leis divinas, quando vocês perguntam para nós qual o melhor caminho, quando o médico passa o remédio, não necessariamente o paciente toma. É porque nós somos ambivalentes em relação ao nosso processo de desenvolvimento, de desenvolvimento moral, de cura, o que vocês quiserem chamar. Ou seja, tem uma parte de nós que quer muito, mas tem uma parte de nós que ainda se sente muito atraído por lugares inferiores, lesivos e contrários ao caminho do bem. É isso que caracteriza o mundo de provas e expiações. É essa ambivalência. Aqui nesse mundo onde a gente vive, nós somos assim, imaturalmente. Então a gente quer muito emagrecer, mas não quer fazer a dieta. A gente quer muito desenvolver a nossa mediunidade, né? Ter uma harmonia mediúnica, mas não consegue eh renunciar aos programas de quinta de noite para ir paraa reunião mediúnica, não consegue renunciar ao sono, não consegue renunciar a um monte de coisas. Então, todas as vezes que a gente dirige para a cura, todas vezes que a gente se dirige para encontrar com Jesus, seguir Jesus, tomar nossa cruz e seguir, isso vai pedir de nós uma renúncia. Renúncia daquilo que a gente adora, renúncia daquilo que a gente ainda é muito atraído. Então, pra gente poder tomar decisões, tudo me é lícito, mas nem tudo me convém, porque nem tudo me edifica. Descobrir o que que de verdade me convém, é descobrir o que que de verdade me eleva, me leva para caminhos de crescimento e de saúde moral, psíquica, emocional e tal. Eu vou ter que renunciar a esses movimentos contrários, que eu sei até que são contrários, mas que eu digo para mim assim: "Não, mas é só hoje, não, mas é só agora. Não, mas é só um momentinho. Não, mas é pequenininho. Não, mas é porque a carne é fraca. Não, mas é porque também, né, a gente não é Jesus, né? é que a gente não
o, mas é só hoje, não, mas é só agora. Não, mas é só um momentinho. Não, mas é pequenininho. Não, mas é porque a carne é fraca. Não, mas é porque também, né, a gente não é Jesus, né? é que a gente não é Chico Xavier, né? Essas desculpinhas que a gente vai fazendo, a gente mesmo acredita e aí a gente vai tornando o nosso progresso mais lento, mas tem uma consequência que é aumento do sofrimento. Qualquer ferida que a gente não trata, ela vira úlcera e depois gangrena. Gente, tudo que a gente não trata, tudo que a gente não cura, cronifica. E Deus permite isso para que a gente possa, não é para punir a gente, mas para que a gente possa aprender um modo de nos autocurar, de nos autocuidar pela consciência, não pelo que alguém disse, né? Então, a gente tá nesse processo, sabe, de se tornar consciente. E isso implica em a gente cuidar da nossa ambivalência. Então eu diria, se vocês querem tomar decisão, olha paraa sua ambivalência, que parte sua tá querendo essa cura e que parte sua tá dizendo um caminho contrário ao seu crescimento? Pode ser saudável um relacionamento em que para mim a saúde mental não é tão bom, mas faz muito bem à saúde do parceiro, da parceira. Eu vou pegar essa pergunta, Ana, para dar um outro tom, porque obviamente a gente não sabe exatamente o caso específico, que é, é, né? Então, seria não tem como especificamente, mas ã, qual o tom que me lembra essa pergunta que complementa um pouco nossa conversa num relacionamento? Eh, nunca vai ser bom o tempo todo para todo mundo. Sempre alguém tem que exigir, alguém vai ter que fazer um pouquinho mais de sacrifício um momento, aí o outro faz outro sacrifício, né? Por exemplo, o problema é uma é uma troca, né? no sentido não de um escambo, mas a vida o problema, veja que muitas vezes, acho que até nesse programa a gente falou a palavra estacionar, fixar, ficar parado, né? Ou seja, eu sempre sou o doador e o outro só recebe. Isso não é bom nem para mim e nem pro outro. O outro não aprende a andar, não aprende a decidir com as
palavra estacionar, fixar, ficar parado, né? Ou seja, eu sempre sou o doador e o outro só recebe. Isso não é bom nem para mim e nem pro outro. O outro não aprende a andar, não aprende a decidir com as próprias pernas, com os próprios, com as próprias vontades, assim. E eu também fico muito pesado carregando uma cruz que não é minha ou andando um caminho que não é meu. Isso. Agora essa troca ela é natural, né? Então a gente teria que pensar assim, ó, eh, e isso aí é sempre ou há uma uma troca, uma intercambialidade, né? Outra coisa, porque a gente tá falando aqui da relacionamento de afetivo, né? Sim, de pai e mãe, realmente o pai e a mãe pediram assim, olha, eu quero um relacionamento em que eu vou ter uma figura que eu vou ter que dar um pouquinho mais. Isso é ser pai e mãe, meu amigo. Falando como pai, né? Eu pedi para Deus para vir num relacionamento com meus filhos em que eu tenho o papel de dar um pouco mais a vida toda. É onde Kardec coloca e os benfeitores colocam. é uma missão, porque dar mais do que receber é uma grande missão em geral. As grandes missões são assim: você dá mais do que recebe. Agora, num relacionamento em geral, a gente tem que ver de fato, pode ser que a pessoa que você é casado ou casada tem um nível de imaturidade um pouquinho maior do que a sua e você sempre dá um pouquinho mais, mas não pode ser demais também, né? uma coisa excessiva, mas provavelmente essa maturidade que você tem mais que te leva a doar um pouco mais é em um aspecto, não é? Geralmente você não é mais maduro do que tudo com esse parceiro ou dessa parceira. Tem alguns aspectos seus mais maduros que fazem com que você doe mais, você recebe em outro aspecto que ele é mais maduro, que ela é mais madura. Então eu queria trazer essas duas formas de intercambialidade, uma forma temporal. Há momentos em que eu tô doando mais e recebendo menos. E há momentos em que eu tô recebendo mais e doando menos. E uma intercambialidade de papéis, de maturidades. A parte de mim que é mais madura e vai doar mais
m que eu tô doando mais e recebendo menos. E há momentos em que eu tô recebendo mais e doando menos. E uma intercambialidade de papéis, de maturidades. A parte de mim que é mais madura e vai doar mais mesmo. E a parte de mim que é mais imatura e vai receber mais. Então é uma um relacionamento saudável. Seria assim, é bom ficar porque é saudável. A pessoa pergunta isso, há essa intercambialidade, né, nas diversos aspectos. Nossa, foi muito muito didático esse jeitinho que você colocou. É verdade mesmo. Por exemplo, imaginar quem tem parceiros, algum adoeceu, então o outro vai ter que fazer mais por ele, mas é temporário, né? É um momento daquela relação. Então, numa relação que a gente já trocou tanto, cabe momentos em que um fica doente, o outro dá mais. Depois se o outro adoecer, o outro vai dar e assim a troca vai se fazendo. E é bom que seja assim. Na natureza tudo é movimento, né? O rio corre pro mar, o mar evapora, vira chuva, chove aí eh enche a cabeceira dos rios. Isso. Então assim, todo tudo na nossa da natureza que a gente olhar tem esse movimento, tem sempre alguém dando, alguém recebendo e isso não para assim, não fica estático. Então no relacionamento a dois também não pode paralisar, como você bem colocou. Ou seja, eu sempre o dou e o outro sempre recebe, né? Eh, momentaneamente pode ser que seja assim, mas o Léo também falou uma coisa boa. Tem áreas da vida da gente em que eu recebo mais, mas também em outra área sou eu que dou mais. Então, no casal isso cabe, cabe muito bem. Só que é importante que isso esteja claro, o que que eu tô dando, o que que eu tô recebendo e se tá bom para mim ser assim. Pode ser que chegue uma hora que isso tá meio over para você, então na hora de recombinar. Então, um casal saudável é o que tá sempre fazendo ajuste de acordo, porque a vida muda. Então, um acordo que a gente fez há 5 anos atrás não pode ser o mesmo agora, porque 5 anos depois as nossas necessidades estão diferentes. Então, eu preciso reconversar. Olha, sabe aquilo
a vida muda. Então, um acordo que a gente fez há 5 anos atrás não pode ser o mesmo agora, porque 5 anos depois as nossas necessidades estão diferentes. Então, eu preciso reconversar. Olha, sabe aquilo que eu sempre faço para você? Sei lá, eu sempre pago a sua conta de alguma coisa, não sei o quê. Eu queria ver com você se a gente pode fazer alguma mudança, porque eu tô precisando de dinheiro para tal coisa, que que a gente pode fazer aqui, que que a gente pode fazer ali. Então, acordos, né? Os filhos crescem, as cargas em relação aos filhos se modificam, nós vamos ter que fazer novos acordos em relação a isso. Agora, é diferente quando reencarnatoriamente falando, eu sou sua mãe, eu sou seu pai. Aí é uma relação que é a hierarquia, né? tá presente. Ou seja, eu nasci antes, eu eu cheguei antes aqui de você e eu e eu aceitei diante da espiritualidade maior de você te abraçar com meu filho. Então, já tá pressuposto que eu vou dar muito para você. Vou dar vida biológica, eu vou dar educação, eu vou dar presença, eu vou dar um monte de coisa. Pode ser que eu não consiga na excelência, mas a relação pais e filhos é uma relação de doação constante. Tanto que no livro dos espíritos, Kardec pergunta: "É uma missão a paternidade?" Olha que interessante. Kardec não falou maternidade, não. Eu fiquei pensando assim, será que ele já acha que já tá dado isso? Ele perguntou: "É uma missão a paternidade?" Então, e aí os espíritos dizem: "Sim". Por quê? por causa dessa doação que já tá eh já tá eh combinada, que é. Então, nessa relação é natural que a gente receba muito dos nossos pais. E é por isso que na velice, aí a gente vai lá pro pro capítulo 14 do Evangelho, honrai vosso pai e vossa mãe, em que os espíritos vão falar da necessidade da gente assistir os pais na velice. Então, é quando a gente vai fazer a troca, né? É quando a gente vai fazer uma certa justiça nesse sentido divino, em a gente poder oferecer paraos nossos pais o tanto e nem chega tanto, tá? Uma parte do que a gente recebeu.
vai fazer a troca, né? É quando a gente vai fazer uma certa justiça nesse sentido divino, em a gente poder oferecer paraos nossos pais o tanto e nem chega tanto, tá? Uma parte do que a gente recebeu. É isso. Acho que conseguimos fazer um um bom balanço, entre o diariamento, entre as perguntas. Eu agradeço, Ana, eh, mais uma vez a tua presença. Espero que tenha sido aqueles que nos escutaram. Espero que repliquem, né, o canal da TV da Mansão ajuda com visualizações, ah, de certa forma a própria manutenção da mansão. Então, repliquem se foi útil para você, podem replicar eh com gosto, né? Opa, com gosto. Adorei. Que vai ser massa, como você fala. [risadas] Tchau, Ana. Tchau. Obrigado.
Mais do canal
BOLETIM | Escola Jesus Cristo é reinaugurada na Mansão do Caminho após reforma completa
5:38 · 510 views
Conversando Sobre Espiritismo | Mário Sérgio, Solange Seixas e Marco Antonio
1:06:33 · 5.3K views
Em Busca do Sagrado | #193 • A Alegria
🔴 AO VIVO | Diálogo Franco: Sexualidade - Uma Visão Espírita
[EN FRANÇAIS] Nul ne meurt - Divaldo Franco
1:27:15 · 240 views
[EN FRANÇAIS] Pike et son fils toxicomane - Divaldo Franco
1:10:29 · 293 views