#109 • Jesus e Saúde Mental • Episódios Diários - A arte de ouvir
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ana Tereza Camasmie » Episódio 109 - Episódios Diários - A arte de ouvir #Jesus #SaúdeMental #Aartedeouvir
Olá, muito boa noite. Estamos começando mais uma vez Jesus e Saúde Mental. Hoje, mais uma vez temos a grata presença da nossa Ana Teresa Camasmi conversando comigo sobre episódios diários. Joana de Angeles, Futival do Franco. Hoje falando sobre a mensagem A arte de ouvir, que é a mensagem 17. Então fica conosco depois da nossa vinheta. Capítulo 17. A arte de ouvir. Onde quer que te encontres, de uma ou de outra forma, despertarás o interesse de alguém. Algumas pessoas poderão arrolar-te como antipático e até buscarão hostilizar-te. Outras se interessarão por saber quem és e o que fazes. Inúmeras, no entanto, te falarão intentando um relacionamento fraterno. Cada qual sintonizará contigo dentro do campo emocional em que estagia. Como há carência de amigos e abundância de problemas, as criaturas andam a cata de quem as ouça, ansiando por encontrar compreensão. Em razão disso, todos falam, às vezes simultaneamente. Concede a quem chega a honra de ouvir. Não te apresses em acumulá-lo de informações, talvez desinteressantes para ele. silencia e ouve. Não aparente saber tudo estar por dentro de todos os acontecimentos. Nada mais desagradável e descortez do que a pessoa que toma palavra de outrem e conclui-lhe a narração, nem sempre corretamente. Seja gentil facultando que o ansioso sintonize com a tua cordialidade e descarregue atenção o sofrimento. O momento próprio fala com naturalidade, sem a falsa postura de intocável ou sem problema. A arte de ouvir é também a ciência de ajudar. Então, bacana isso que ela tá trazendo pra gente, né? que a gente tá envolto com pessoas que falam todas ao mesmo tempo, não conseguem escutar umas as outras, são doidas para falar, com pouquíssima escuta, tem abundância de problema e pouco ouvido para escutar. Então, ela tá convidando a gente a ter paciência, tá convidando a gente a abrir o coração. Eu me lembrei de uma bem-aventur de uma bem-aventurança, desculpa. Bem-aventurados os mansos porque herdaram a terra, né? Pra gente ter o coração manso, o coração gentil. E
a gente a abrir o coração. Eu me lembrei de uma bem-aventur de uma bem-aventurança, desculpa. Bem-aventurados os mansos porque herdaram a terra, né? Pra gente ter o coração manso, o coração gentil. E aí, Léo, o que que essa pátina trouxe para você? É muito útil, né? Muito prática, né? Eu acho que esse livro tem muitas sugestões práticas e conhecendo o cheiro da Jona de Angeles, a gente vê que as palavras são colocadas de forma muito eh muito sábias. E conhecendo a a capacidade do médium, né, você vê uma perfeita harmonia ali. E quando você vê as mensagens mais técnicas, acho que a série psicológica, ela tem um um que mais técnico, um q mais de estudo, uma antevisão de uma psicoterapia realmente integral, né, que vê vários. Então não são livros ali para talvez todas a população geral entender tudo, né? Por isso que as pessoas falam: "Poxa, Jonathan tem uma pala, uma uma fala difícil". Veja, você lê esse livro não tem nada de tão complexo, porque aqui o objetivo, né? O objetivo é outro. O objetivo é ir para é como se fosse assim a Joana terapeuta dando um pouquinho da sessão de terapia dela pra gente, né? A preço bem simples, porque uma sessão de terapia com a Joana, né? procurada por pelo mundo inteiro, né? Então não tem tempo lotada, né? O consultório cheio, então ela dá um consultório dela desse dessa envergadura de forma simples. Agora a série psicológica não é para ali para os ah os terapeutas, os psiquiatras, os psicólogos anteverem algo algo. Então acho que é interessante a gente já começar por aí. A arte de ouvir e a arte de entender a leitura, né? Ou seja, as entrelinhas. Joana, ela não fica na pomposidade da palavra de uma forma, digamos assim, eh, de uma forma soberba, de uma forma a ostentar palavras, né? E esse livro é um grande exemplo desse disso. Então eu tô achando bem interessante que ela colocou aqui, ó. No momento próprio, fala com naturalidade, sem verbosidade, né? Sem verborragia, sem grande eloquência, ou seja, sem a falsa postura de intocável ou sem problemas. É muita
nte que ela colocou aqui, ó. No momento próprio, fala com naturalidade, sem verbosidade, né? Sem verborragia, sem grande eloquência, ou seja, sem a falsa postura de intocável ou sem problemas. É muita coisa simples, porque às vezes as pessoas vão trazer eh vão trazer a sua a sua questão e a pessoa às vezes tá falando de uma angústia que ela tá sentindo por uma situação que pode parecer simples pra gente, mas que a gente tem outro problema que também nos tocou. Então é muito antipático, no mínimo, minimamente antipático, né? E outras coisas mais você ser aquela pessoa que é invulnerável, porque seria falso, né? Eu acho que a gente falou nos outros programas aqui, não sei qual, mas falou sobre essa, esse engano, essa mentira em relação a si mesmo, essa negação. É falso, é um falso self, né? É falsci a gente achar que é intocável, porque não estamos nessa, nesse nesse nesse patamar de você ser, digamos assim, invulnerável, né? Ou sem problema. Porque sem problema, eu vou até te dizer, eu acho interessante quando acontece algum problema na vida da gente, porque pelo menos você fica mais normal, rapaz. É verdade. Você não tem problema nenhum na tua vida, na minha vida gera inveja só, né? Como tem um probleminha, né? E se for um probleminha grande, pelo menos gera pena compaixão. Nos deixa um pouco mais próximos, né, uns dos outros, né? Ex. Olha, eu gostei do título, sabia? A arte de ouvir. Então assim, arte é uma coisa que não é uma técnica pronta, né? É algo assim muito singular, muito original. Então assim, ouvir é uma arte, então é algo que tem o nosso coração junto, né? Com uma música é uma arte, com uma pintura é uma arte, com uma dança é uma arte, ouvir é uma arte. Então é de outra ordem, não é da ordem mental, não, eu agora vou escutar, né? Não é assim, é uma disposição afetiva, é uma abertura do seu coração. Então ela tá convidando a gente não se colocar superior, né? Eu não tenho problema, eu sou invulnerável, pode falar o seu problema, o que que está vendo com você?
etiva, é uma abertura do seu coração. Então ela tá convidando a gente não se colocar superior, né? Eu não tenho problema, eu sou invulnerável, pode falar o seu problema, o que que está vendo com você? Ela tá convidando a gente a entrar num outro lugar, um lugar mais do coração. Mas cuidado para você não exagerar isso. E quando a pessoa começar a contar o que tá acontecendo com ela, você vai dizer: "Eu também passei por uma coisa dessa, mas meu Deus, me foi difícil". Aí o outro para de falar e você vai falar mais do que, né? É arte de ouvir, não é arte de falar que ela tá falando, né? Que fica às vezes uma competição de problemas, né? e tá sofrendo mais eh a competição da sofrência. É verdade. Porque a arte de ouvir envolve uma arte de esvaziar-se, né? Esvaziar-se para poder estar atento, né? Inclusive na música, quando você falou da composição, não tem como um compositor ser um bom compositor se ele não escuta a música dos outros. Eh, eu tenho lido uma uma biografia de Orhan Sebastian Bará, que são 48 variações sobre bar, né? Eh, cada capítulo fala um pouco sobre a obra dele, a vida. E eu adoro o B. Tem lembro que na época de CDs, né, tinha uma coleção que tinha todos os CDs do bar, então é são vários assim da gravadora M. Então, Bar é um um pai da música moderna e e curioso que ele foi um menino prodígio, mas que sofreu tanto, tanto, tanto. Perda de mãe, perda de pai, perda de irmãos, aí foi criado por um irmão, por outro. E é interessante então que ele é uma pessoa que vivenciou muitos lutos desde muito pequeno. Tô falando aí desde seus 10 anos de idade, por exemplo. E era um organista, o órgão, né, organista, aqueles órgãos de de igreja. Por que tô falando eh do Sebastiambá? Porque é muito curioso que o trabalho dele envolvia escutar muitas músicas no sentido na época quando ele fala escutar é tocar, né? ler partitura, tocar partura dos outros, aprender com a música dos outros, porque é algo que realmente eu não sabia da obra dele, porque a gente pensa assim, Mert veio de
ele fala escutar é tocar, né? ler partitura, tocar partura dos outros, aprender com a música dos outros, porque é algo que realmente eu não sabia da obra dele, porque a gente pensa assim, Mert veio de de Júpiter, se Moz veio de Júpiter, eu imagino que ele também veio o bar, né? que bar é uma excelência, assim, eh, a invés de ser a melodia, é a harmonia mesmo, assim, são várias melodias, é uma música muito polifônica e quase todos os compositores depois dele renderam, né, assim, né, graças pela pela música simples, não, pela complexidade da música dele, ao mesmo tempo a leveza. E aí chama atenção que ele foi uma pessoa que não foi assim um compositor como Mozer desde muito novinho. Ele então passou um grande período estudando a música dos outros, lendo a música que tinha, fazia junções, eh tinha obras também compostas na na juventude, né? Mas assim, a a ele viveu muito tempo, né? Para comparado com a época dele, desencarnou cego, né? com a deficiência visual e que eu acho que tô querendo trazer esse ponto que você colocou para você compor algo, você tem que escutar. E se Orhan Sebastian Bá, que é o exemplo de polifonia, de tanta música que tinha no interior dele, ebolia, era uma música em ebulição, né? E muita dor também, muitos lutos, muitos lutos, ele escutou muita música. Então acho que a a arte de escutar e ele escutou muita dor, né? Exatamente. Muit Exatamente. E essa arte de escutar é arte de fermentar, né? Ter fermento interno para poder até aprender com a dor dos outros, aprender com o outro, aprender consigo. Então eu diria que a arte de escutar, de certa forma, é a arte de esvaziar-se um pouco, né? E esse ouvir que ela tá dizendo pra gente aqui, faz parte da caridade moral. né? Quando no evangelho os espíritos vão fazer essa diferenciação da caridade material e a caridade moral, a caridade moral fala da nossa relação uns com os outros. Então é um ato de caridade a gente ouvir sem interromper, ouvir sem ter que dizer pro outro o que que o outro, como é que o
a caridade moral, a caridade moral fala da nossa relação uns com os outros. Então é um ato de caridade a gente ouvir sem interromper, ouvir sem ter que dizer pro outro o que que o outro, como é que o outro tem que ser, como é que o outro tem que se comportar. Será que a gente consegue escutar, ser um pouco continente, um pouco de contensor para aquela pessoa que transborda? O que é isso, né? Uma pessoa intenso sofrimento, ela transborda. E a gente nem sempre sabe escutar o choro do outro, a mágoa do outro, a raiva do outro, a descrição do outro, a opinião do outro, que é muito diferente da minha. Então, a gente conseguir silenciar as vozes internas, porque às vezes a gente não fala aqui pro outro, mas tá falando junto com a cabeça, né? O outro tá falando e aqui dentro tem uma pessoa dialogando. Então, silenciar também esse eu aqui de dentro que julga, que classifica e pode simplesmente estar diante do outro olhar junto, né, de olhos dados. E eu tô aqui só isso, né? Eu tô aqui para escutar você. É um exercício imenso e é uma grande caridade isso para com o outro. E a gente tem a chance de aprender, porque é isso que você tá falando, Léo, né? Que o Bai escutou os outros músicos para então ele chegar num nível de maturidade tal e criar a sua composição singular. Primeiro ele passou por um momento de escutar os outros, né? Então, a gente quando escuta o outro, a gente aprende muito. Não é pra gente fazer igual, pelo contrário, né? Não é para imitar, é pra gente inovar, é pra gente criar. Então assim, escuta as histórias da sua família, escuta as histórias do seu pai, da sua mãe, que às vezes a gente fica meio irritado com a repetição, não é? Mas como é importante você escutar de onde você veio e poder ir encontrando nesse modo que o outro conta, como ele conta, de que jeito ele conta, o que que ele na verdade tá escolhendo contar, tá falando de quem ele é. Então essa arte de ouvir não é tão simples pra gente não, né? A gente precisa desenvolver a paciência, a calma, a mansidão. Por isso que eu
e na verdade tá escolhendo contar, tá falando de quem ele é. Então essa arte de ouvir não é tão simples pra gente não, né? A gente precisa desenvolver a paciência, a calma, a mansidão. Por isso que eu escolhi bem-aventurados os mansos, os gentis, porque herdaram a terra. é ter a condição de ouvir é um ato a desenvolver, um ato de gentileza, né? É, mas é curioso porque há um uma fala popular que gentileza gera gentileza, então, provavelmente escuta vai gerar mais escuta, vai gerar algum tipo de escuta, né? E aí sempre perguntam para, acho que deve perguntar para você também se olha o doutor, o senhor já fez terapia? Hum. Pergunta perguntar. E eu lembro de uma pergunta uma vez em uns um evento espírita. E aí me perguntaram assim: "Doutor, a minha psicóloga tem psicóloga também? Eu devo sair dela?" Tipo assim, eu acho que ela não é muito boa não, que ela tá pando de terapeuta, né? Exatamente. Essa é a boa psicóloga. É, exatamente. Ela tá cuidando dela para poder cuidar bem de você. A resposta foi essa, né? Porque para a nossa profissão, né, trabalha justamente com a arte de escutar, a arte de ouvir. E para ouvir bem tem que se ouvir bem, né? Para ouvir as vozes das pessoas tem também ouvir as próprias vozes, né? E aí você tem que ter um espaço mesmo. Então, sim. eh num processo, fiz muito tempo análise pessoal, com análise eh eh eh eh clássica, né? a psicanálise clássica quando imaginei que ia por esse caminho. Depois fui paraa área acadêmica. Aí na época não tinha aqui terapeutas yunguianos, mas depois veio a internet, então eh análise yunguiana também. Além do que nas forma, porque às vezes nas formações que a gente tem, você tem espaços terapêuticos que são muito úteis, mas o espaço individual de fala é muito importante, né, para você aprofundar. E é impressionante que você aprende eh a escutar mesmo muito mais, especialmente quando é psicoterapia, porque como psiquiatra em que você tem ali a a questão do diagnóstico, uma coisa técnica, qual o remédio novo, qual a
e você aprende eh a escutar mesmo muito mais, especialmente quando é psicoterapia, porque como psiquiatra em que você tem ali a a questão do diagnóstico, uma coisa técnica, qual o remédio novo, qual a interação, você tem uma coisa muito mais do modelo médico. Então você tem uma ferramenta para se agarrar com uma escuta mais direcionada, mais específica, mas quando você vai paraa psicoterapia, fazer psicoterapia nos outros é uma coisa que aprofunda mais, né? Eh, então é muito necessário mesmo para você e eh tá falando disso, a arte de se escutar desenvolve um pouco a arte de escutar o outro. Então não deixa de ser também a arte de se ouvir, né, de estar atento para si, porque a história que eu escuto do outro às vezes reverbera em mimos meus problemas, aí eu me armo falando eh para poder não escutar o problema do outro, né? Dói, dói escutar. Então esse é um ponto também. Quem às vezes as pessoas não querem escutar porque não é nem porque elas querem falar, né? Às vezes a fala é uma defesa para poder não reverberar essa dor que elas não querem escutar, que elas não se aprofundaram. Eh, e às vezes hoje, como tem muito feito aqui, a gente tá fazendo uma abordagem psicológica, né, tem no Instagram, então às vezes a gente acaba achando que conhece muito de psicoterapia e de psiquiatria só escutando, eh, digamos assim, conteúdos, mas no final das contas a gente se torna um bom psicoterapeuta quando a gente passa pelo processo de ser terapeutizado, digamos assim, ou analisado de depende da abord abordagem, porque faz esse tipo de aprofundamento de escutar uma dor sem se misturar com ela. É quando eu escuto a dor que a pessoa vem me trazer, que eu preciso escutar, mas não posso também misturar tal ponto de eu me eh afundar também, né? Eu preciso me nivelar, né? Quando eu tô escutando atentamente, de certa forma, eu estou me abaixando na horizontalidade para escutar, né? porque senão essa fica uma escuta arrogante. Eu sou o cara tem a solução. Aí uma escuta muito vertical, uma escuta mais
ente, de certa forma, eu estou me abaixando na horizontalidade para escutar, né? porque senão essa fica uma escuta arrogante. Eu sou o cara tem a solução. Aí uma escuta muito vertical, uma escuta mais aprofundada, eu tenho que horizontalizar. Então por isso que eu tenho que naquele momento me abaixar, porque naquele momento teoricamente a pessoa tá trazendo um problema e teoricamente eu estou sem um problema visível. A minha ferida naquele momento teoricamente não tá aberta. Então é preciso que eu me horizontalize. E para horizontalizar existe toda uma arte, né? Então, é interessante a gente pensar nisso. Eh, e aí trabalha do espírita, escuta, faz atendimento fraterno, escuta problemas, lida com problemas. Quando você agora aprofunda um pouco paraa questão do campo energético, o a psicosfera da pessoa, eh as influências obsessivas, a gente tem que ter muita humildade para não se sentir invulnerável deante de tantos campos. Então, eu tenho um campo pessoal da reverberação dos meus problemas. Quando eu entro na escuta do outro, eu entro na reverberação do outro problema da do outro, né? E ainda tem outros campos de tesituras que é o energético, o espiritual. Esse é um ponto importante para a gente entender, por exemplo, Ana, como uma pessoa chegou assim, mas doutor, eu não lembro exatamente onde foi o o setting, se foi na palestra, mas enfim, foi uma pessoa que me falou, doutor foi fazer uma uma trabalho de caridade e eu pensava que ia me sair muito bem, que ia sair renovado, mas aí eu lidei com a dor profunda ali, né? Ela contou a situação e quando a pessoa recebeu o pão, só a situação já me tocou muito. E depois, né, ela foi contar um pouquinho a história dela. Doutor, me segurei, quase que eu chorava, não conseguia. Eu saí perturbada e curiosamente Ana e de certa forma entre aspas mexeu com o campo dela de questões que se não foi no palestra não foi uma um set terapêutico e ela eh depois veu memórias acionou nela as memórias para como ela tava em processo terapêutico,
tre aspas mexeu com o campo dela de questões que se não foi no palestra não foi uma um set terapêutico e ela eh depois veu memórias acionou nela as memórias para como ela tava em processo terapêutico, ela poder trazer as memórias e ela então, mas doutor não era para fazer não era para me fazer o bem, fazer caridade, né? interessante. Tô trazendo isso porque no campo do trabalho espírita, do escutar, eh, às vezes a gente não quer escutar ou quer fazer uma caridade mais maquinal porque é uma defesa, não é por perturba, não é porque você é perturbado ou porque você perturbado do ponto de vista de ruim, do ponto de vista de insensível, é porque você às vezes tá tão sensibilizado e não procurou uma ajuda que tá tão cheio, quando Jana falou, né, ó, eh, como a carência de amigos e abundância de problemas, as criaturas andam a cata de quem as ouça, ansiando por encontrar compreensão. Então, assim, há uma abundância de problemas e como a gente não conseguiu trabalhar, né, eh um pouco isso, às vezes vai trazer esse curto circuito, inclusive no trabalho espírita. E aí nem sempre não é questão de uma perturbação eh espiritual negativa, não. Às vezes é a própria reverberação da dor que você tá vendo. E ao encontro da dor não é tão simples, né? Eu fui me lembrando aqui de muitas coisas ao longo da sua fala. Eu me lembrei de uma pesquisa, agora não vou me lembraronde que foi feito isso, eh, sobre as várias abordagens terapêuticas para poder ver qual a mais eficaz, a que durava menos tempo. E a conclusão maravilhosa que eles chegaram, que é uma boa conclusão, é assim que o que o que torna um trabalho terapêutico eficaz e bom e a pessoa melhora não é exatamente a abordagem, mas a experiência devida do terapeuta. Então, quando você me fala do bar que passou tantas dores humanas e se tornou um compositor maravilhoso que a gente ama tanto escutar, é isso. Aquele que passou pelas experiências doídas da vida, esse tem uma condição imensa de escutar de um bom lugar, não para banalizar o sofrimento
positor maravilhoso que a gente ama tanto escutar, é isso. Aquele que passou pelas experiências doídas da vida, esse tem uma condição imensa de escutar de um bom lugar, não para banalizar o sofrimento do outro, ah, já passei por isso, já passei por isso, já passei por isso, mas de poder compreender o quanto aquilo é doído para o outro, de poder compreender o quanto demora para se erguer daquelas dores. Então, quem já passou pelas dores da existência e vai atender o outro e vai escutar o outro, tá num lugar de entendimento muito maior do que aquele que nunca passou por nada daquilo. Então, pra gente poder eh ouvir, tem a ver também com as nossas experiências de vida. a gente tem mais condição de ter compaixão pelas experiências do outro, eh, que sejam naqueles pontos ao qual eu também já passei. O perigo é eu me embolar, como você bem colocou, à medida que ele tá falando, eu lembro da mim, aí perdi o bonde. Então assim, olha como é que esse lugar é delicado. É justamente porque você já passou por aquilo que você tem a riqueza e a condição de escutar de um lugar melhor, mais maduro. Então você tem que ser cuidadoso com você para você não se embolar e não se misturar com a história do outro, né? Por isso que a gente precisa de outros para escutar a nossa também, um amigo, um companheiro da casa espírita, um terapeuta, um médico, não importa que a gente também possa se aprofundar na escuta própria, sabe? A arte de ouvir o outro, mas também a arte de ouvir-se, né? Então, da gente poder ver se esse assunto aí é um assunto nevrálgico para mim. ficar um pouquinho mais silencioso e vou procurar aqui me aver com essa história, né? Eu me lembro de uma época que eu tava, eu tive meu terceiro filho e eu tava ainda amamentando esse meu filho e tava no consultório atendendo. Então eu amamentava, voltava pro trabalho, né? Fiz uma intercalação assim e eu recebi uma jovem mãe que havia perdido o seu filho. Eu não sabia que era essas. Ela havia perdido o bebê. Eh, pouco tempo, assim, eh, não tinha
oltava pro trabalho, né? Fiz uma intercalação assim e eu recebi uma jovem mãe que havia perdido o seu filho. Eu não sabia que era essas. Ela havia perdido o bebê. Eh, pouco tempo, assim, eh, não tinha tinha meses e ela eh começou a descrever todo o sofrimento. Foi demais para mim. Eu não tinha condição emocional de escutar aquilo. Eu com um corpo cheio de leite para dar pro meu filho e ela falando da dificuldade, do quanto ela gostaria de poder amamentar seu filho e ter seu filho presente em seus braços. E aí, nesse momento, eu encaminhei ela para ser atendida por uma outra pessoa, porque eu não tinha condição de ouvir. Então, a gente também precisa saber os nossos limites de ouvir. Há coisas que está não tá para ouvir, né? Então a gente vai, a gente não tá em condição de ouvir aquilo. Talvez no outro momento eu tivesse, mas naquele não dava para mim. Era, então a gente poder também eh se ouvir a ponto de poder descobrir os nossos limites para escola, né? É, acho que é um ponto fundamental dentro do processo de formação eh clínica, né? Acho que é interessante para saber para as pessoas, inclusive muito não são da área psicológica, né? é um público que eh gosta do tema, procura até pela ajuda, mas assim, eu acho que isso contar esses lances eh humaniza, né, a figura do psiquiatra, a figura do psicólogo. Não somos ilimitados, né? É. E é um processo mesmo. Aí às vezes existe esses limites. Por isso que tem uma fala do Paulo de Tasso, diz assim: "Confessai-vos uns aos outros", né? de certa forma assim, cria uma comunidade, uma rede eh de apoio na realidade. A gente tem que ter cuid assim o o trabalho espírita não pode ser assim, fiscalizai-vos uns aos outros, né? Ser um, né? Ajudai-vos uns aos outros, né? Nesse dar um suporte um ao outro, porque tem os limites assim, o trabalho de equipe, de passa casasos, né? você poder ver eh esses limite de encaminhar. Esse é um trabalho eh importante. Aí, Ana, vou trazer um um toque dessa dessa escuta na questão eh reencarnatória, porque
de equipe, de passa casasos, né? você poder ver eh esses limite de encaminhar. Esse é um trabalho eh importante. Aí, Ana, vou trazer um um toque dessa dessa escuta na questão eh reencarnatória, porque veja, eh, dentro dessas dificuldades de escutar, a gente tá falando também da dificuldade de escutar as próprias vozes internas, né, as próprias perturbações, aceitá-las e tentar mudá-las. Aí às vezes, a gente tem umas ilusões em relação ao nosso passado reencarnatório assim de que foi fulano de tal, cicrano de tal e geralmente pessoal mais evoluído, assim, espiritualmente falando. Uma curiosidade com isso, né? É. E aí, geralmente aí a a a eu queria dizer o seguinte, que às vezes tô lembrando aqui duas situações. Ah, a pessoa sabe do seu passado reencarnatório de muita perturbação e tem pessoas que não tiveram tanta perturbação, vamos colocar um período de 400 anos, 500 anos. Tem um espírito X que teve muita perturbação 500 anos atrás e espírito Y que nem teve tanta perturbação assim, não fez tantos problemas. Mas às vezes esse espírito X, que foi uma pessoa muito perturbada 500 anos atrás, às vezes chega no fundo do poço, sem romantizar o fundo do poço, mas às vezes o fundo do poço faz uma mola propulsora de força para tentar sair daquela daquela estrangulamento espiritual em que se encontrava. E às vezes espíritos que há 500 anos atrás não foram muito perturbados, às vezes fica na entram na no lado morno da vida, que é um certo lado de indiferença, pegando esse raciocínio que Ana tá colocando para uma existência. Ou seja, às vezes quanto mais situações a gente passa, quanto mais experiências, inclusive traumáticas, dolorosas e até de erros, até de erros mesmo, o erro nos ensina, o erro nos ensina a ser humildes, o erro nos ensina que nós temos eh limites, o erro nos ensina que nós somos vulneráveis, o erro nos ensina a duras penas, a humildade de que a gente também tem nossas perturbações e, portanto, não somos invulneráveis do ponto de vista de quedas. Então o erro
ina que nós somos vulneráveis, o erro nos ensina a duras penas, a humildade de que a gente também tem nossas perturbações e, portanto, não somos invulneráveis do ponto de vista de quedas. Então o erro não é que a gente vai pensar nisso para errar e aí aprender. Não, não é assim, já que vai errar, quando errar não se invadir na culpa e de se achar o pior dos piores, mas entender que aquele erro, aquele equívoco lhe deu um alerta, um sinal, um sinal bem forte de humildade. E às vezes é isso que acontece, que não acontece em uma trajetória morna. Uma trajetória espiritual morna faz às vezes a pessoa entrar numa indiferença. Entra assim, é uma pessoa da época e vive eternamente sendo uma pessoa da época. Não, ele não é uma pessoa perturbada, ele é uma pessoa da sua época, mas as pessoas da sua época vão ficar sempre presas à sua época e nunca vão transcender. Então, curiosamente, o trabalho de transcendência posterior às vezes vai passar sim por uma perturbação, porque proporciona, eu não quero mais sentir aquela dor, não quero mais sentir aquele aquela Não quero me sentir tão culpado, eu não quero errar de novo. Então, eu fico pensando assim, a sabedoria divina, né, para que a gente possa nesse, com essa visão que eu tô trazendo, a gente pode ficar mais harmonizado com as nossas intimidades e não entrar na negação, que é o grande ponto da de não se esvaziar, né? Porque quando você se escuta, você vai ver as perturbações. Não é possível. Não é possível que a gente não é perfeito. E mesmo que você seja bom agora, assim, não é perfeito agora, mas bom, beleza, mas não é possível que sempre nasceu assim. Se a gente nasceu simples e ignorante, a gente pensa só que foi simples e ignorante e aí foi uma trajetória linear de amor, né? Não é? Então é é perturbação mesmo. Então quando você tiver escutando uma palestra e um palestrante fala assim: "O nosso passado perturbado" e aí você fica assim noiado, paranóico com isso, eh, não fico, porque todo mundo tá no mesmo barco, entendeu? O barco da vida, né? O
palestra e um palestrante fala assim: "O nosso passado perturbado" e aí você fica assim noiado, paranóico com isso, eh, não fico, porque todo mundo tá no mesmo barco, entendeu? O barco da vida, né? O barco da vida. Isso espiritismo não fala para sentenciar ninguém, nem para julgar ninguém, é porque é o que é. Então, a gente tá pegando a fala da Ana de uma reencarnação, né, de uma existência e trazendo como a experiência pode ser útil para evolução e trazendo paraas outras evoluções, porque a gente pode fazer um pouco mais as pazes conosco, sem entrar na negação e sem entrar na acomodação, né, que é seria essa indiferença, assim, sei se faz sentido essa perspectiva, não bastante assim, quando a gente vai eh se dando conta de que a gente é aprendiz, que a gente tá dando um passo depois do outro, a gente vai um pouquinho mais para frente, volta uns passinhos, enfim, né, que a gente tá aprendendo. Eu às vezes a gente mesmo fala assim: "Puxa, eu tô errando de novo nisso aqui, eu já tinha melhorado, como é que pode, né? A gente fica às vezes um pouco decepcionado conosco de entender que o nosso aprendizado é assim mesmo, não é? A gente já deu alguns passos, mas o fato de voltar aquele sintoma que você já tinha melhorado não quer dizer que você andou para trás, quer dizer que desafios novos vieram e você tá aprendendo a responder diferente a esses desafios novos. E às vezes a gente responde da mesma maneira, por isso que parece que a gente tá andando para trás, mas não é real. Então, sim, ouvir-se, ouvir esses lugares estranhos, ouvir pensamentos esquisitos nossos, a gente precisa visitar isso, porque são eles que nos guiam as ações, escutar pra gente fixar os que nos elevam e a gente já começar a se despedir daqueles que não nos ajudam mais. Então, reforço aqui a ideia da arte, é uma arte, não é uma técnica, o nome da página não é técnica de ouvir, é arte de ouvir. Então, é algo que vai nos envolver por inteiro. Ana, vamos ver se a gente coincide os pontos. Eu teve várias
e, é uma arte, não é uma técnica, o nome da página não é técnica de ouvir, é arte de ouvir. Então, é algo que vai nos envolver por inteiro. Ana, vamos ver se a gente coincide os pontos. Eu teve várias passagens, muito várias frases, né? São frases mais curtas, mas eu fiquei muito assim reverberando esse do no momento próprio fala com naturalidade, sem a falsa postura de intocável ou sem problema, porque no momento próprio, ou seja, a gente vai falar a arte de ouvir é a arte também de falar, a arte de se ouvir é a arte também de se ajudar. E nessa ajuda existe uma fala, uma fala de consolo. De vez em quando eu me pego falando comigo mesmo, eu penso muito. Aí Paolo fica assim, já sei quanto tá pensando. Eu fico pensando assim, fico elaborando, elaborando. Eh, e às vezes eu fico falando com as vozes, né, internas. Agora, curiosamente, que às vezes é perseguidor mesmo, viu? Porque daqui a pouco vai na reunião, vai ser um atendimento fraterno de você mesmo. Isso atendimento fraterno. Mas às vezes o atendimento fraterno é de mim mesmo, Ona, mas às vezes é dos espíritos também, sabe? Por algumas vezes aí quando é mais intenso o diálogo mesmo assim que eu percebo que é externo, ah, isso aqui não é só uma voz interna não, isso aqui é uma voz externa querendo reverberar uma um eco, um eco interno, né? Uhum. E acho muito interessante, por isso que eu tô batendo as coisas também da obsessão, da influência, eh, que aí vai na reunião mediúnica eu dialogar, o médium não sabe a v o diálogo que eu tava tendo, entendeu? O espírito. Aí eu aí eu falo próo, eu sempre geralmente falo antes alguma coisa. Pai, eu acho que isso aqui foi um espírito tal, né? falando aí conto para ela aí depois vem a reunião mediúnica, ela tá tá vendo ela foi mesmo, né Léo? Tá vendo? Não tem como médium não sabia. E aí é bom que dá uma maior confiança em relação à mediunidade, em relação aos processos, ao médium, né? E essa e esse cuidado de Deus, né? no sentido de que nós estamos amparados, se nós estamos tentando
é bom que dá uma maior confiança em relação à mediunidade, em relação aos processos, ao médium, né? E essa e esse cuidado de Deus, né? no sentido de que nós estamos amparados, se nós estamos tentando vivenciar alguma coisa autenticamente, não é puramente, porque ninguém é puro, mas a gente pode ser autêntico. Autêntico, eh, a gente vai grangeando proteção, né? Essa proteção, inclusive, faz com que às vezes o, eh, eh, a, a desobsessão comece antes da renão mediúnica. O diálogo entre mim e o e o perseguidor já começou antes. Curioso, né? Com certeza. Com certeza. Então essa eh aprofundando essa arte de ouvir, eu já tô ajudando. Então isso no momento próprio fala. Então a gente vai falar agora com naturalidade, né, sem afetação, sem aparecer, eh, sem parecer o que não é, né? Acho que esse é um ponto bonito, né, da Joana, assim, bonito, né, terapêutico. Eh, e eu escolhi essa frase aqui, concede a quem chega a honra de o ouvir. Eh, muitas pessoas falam assim: "Ah, não sei como é que você aguenta me escutar. Eu já repeti isso tantas vezes. Acho que eu nem vou falar porque você já sabe que você deve achar que eu sou chato e tal". Não, não, não é verdade, porque cada vez que você fala, eu escuto uma coisa diferente, mesmo que você acha que é o mesmo assunto. Então, assim, é uma honra ouvir você. Quando a gente fala de honra, a gente tá falando de respeito, a gente tá falando de que aquilo que a gente tá escutando também é útil pra gente, né? Então, quando a gente ajuda alguém a se erguer, a gente tá se erguendo junto. Então, nesse momento, sou eu que tô escutando. Quem sabe um dia é o contrário, é você que vai estar me ouvindo. Então, que a gente possa junto com as pessoas que a gente encontre, às vezes não é num num trabalho específico de atendimento fraterno ou terapêutico, enfim, mas é um amigo que você encontrou ou um anônimo que você encontrou no ônibus no metrô que você possa oferecer esse momento de escuta, né? Isso às vezes pode ser a esquina de pedra de alguém que tá ali num desespero, que tá
ê encontrou ou um anônimo que você encontrou no ônibus no metrô que você possa oferecer esse momento de escuta, né? Isso às vezes pode ser a esquina de pedra de alguém que tá ali num desespero, que tá ali a ponto de tomar uma decisão radical e às vezes só de você ter concedido alguns minutos da sua atenção, aquela pessoa pode mudar o o rumo da prova. Ô Ana, do ponto de vista da pandemia, um dos aprendizados assim que eu acho que nós tivemos enquanto trabalho espírita foi a possibilidade do das lives, fazer encontros. Quando a gente faz o Jesus de saúde mental, eu tando sozinho, acaba entrando um pouco na palestra, né? Porque eu falando e eu preenchendo ali o espaço eh dos 30, 40 minutos, às vezes 1 hora. Eh, mas quando tem esse esse esse diálogo, né, fica uma conversa, fica uma coisa até que a gente pode tecer insite quando você fala, quando o Sérgio tá aqui fala, aí eu t um insite, aí você faz outro, aí a gente vai tendo esse essa arte do encontro, né, ouvindo, falando, fazendo um encontro que eu acho que foi um legado interessante porque até movimento espírita antes de palestra assim, eh é muita palestra assim, né? E às vezes a sala de até quando faz perguntas e respostas é muito assim, faz a pergunta pra Ana, faz a pergunta para Léo, cada um tem um minuto. Eu acho legal, mas eu acho bem legal também quando a gente pode se meter assim. É sim, né? O que o que eu tô falando bate para você alguma coisa que te lembra outra, que te lembra outra. Isso é maravilhoso. É uma coisa polifônica pegando o bar assim, são várias vozes, aí se mete, se entrelaça e faz um caldo novo. Acho que foi bem interessante esse esse tema de hoje que exemplifica também essa arte do encontro, né? Muito bom. Beleza, Ana. Muito obrigado. Um abraço. Agradeço. Obrigada a vocês,
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