#124 • Jesus e Saúde Mental • Episódios diários - Desconfiança

Mansão do Caminho 29/04/2025 (há 11 meses) 40:25 4,177 visualizações 793 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ana Tereza Camasmie » Episódio 124: Episódios diários - Desconfiança #Jesus #SaúdeMental #Desconfiança

Transcrição

เ Olá, seja muito bem-vindo pro nosso Jesus e saúde mental na web TV Mansão do Caminho. Mais uma vez iremos nos debruçar sobre páginas dos episódios diários de Jonas de Angângeles pela mediunidade de Edivaldo Franco. E mais uma vez temos a grata presença da amiga Ana Teresa Camasmir. Peço para você ficar conosco logo depois da nossa vinheta. Olá, Ana. Muito bom estar mais uma vez virtualmente junto de você. Vou passar a palavra para que você possa nos dar as boas-vindas em da tua fala inicial. Muito bom estar aqui com vocês hoje. Obrigado pela sua presença aqui ligadinho na gente. Obrigado, Léo, pelo convite a essa maravilhosa mansão do caminho que nos abriga, nos acolhe e a espiritualidade que nos protege nessa gravação de hoje. A ideia, Ana, é que nós possamos conversar sobre esse livro, Episódios Diários, justamente no capítulo 15, que é uma mensagem intitulada Desconfiança. Então, a mensagem diz assim: "Certamente um coração que pulsa com equilíbrio é resultado de uma consciência pacificada. Para que tal ocorra, é indispensável que o homem adquira a sabedoria da confiança. Graças a ela, goza de tranquilidade íntima, agindo com interesse amoral e sem qualquer prevenção. A confiança deflui de uma atitude sempre positiva em relação à vida, à criatura em si mesma e ao próximo. Educando-se à vontade e corrigindo-se à ótica para melhor observar os acontecimentos, logra-se adquirir a confiança pessoal, que é uma forma de segurança de conduta, elegendo o que fazer, como realizá-lo e para que executá-lo. Então, elegendo o que fazer, como fazer e para quê. A desconfiança graça entre os homens, com ou sem motivo que a justifique, gera desconforto e mal-estar, armando indivíduos uns contra os outros, dando margem a suspeitas e fundadas e a ódios que se instalam prejudiciais. Quem padece o mal da desconfiança apresenta-se instável, arredio, caindo em alienações que estiolam a alegria de viver. Se alguém age mal em relação a ti, ele é quem deve estar inquieto. Se outrem te

Quem padece o mal da desconfiança apresenta-se instável, arredio, caindo em alienações que estiolam a alegria de viver. Se alguém age mal em relação a ti, ele é quem deve estar inquieto. Se outrem te prejudica, propositadamente, o drama deve ser dele. Em qualquer situação, espanca a desconfiança da tua agenda de eternidade, permanecendo tranquilo e feliz. o tema da confiança, da desconfiança, das relações humanas e de como nós lidamos especialmente com as decepções da vida, com nós lidamos com as as relações que tumultuam o nosso dia a dia. E é interessante, Ana, que ela já coloca aqui, ó, se alguém age mal em relação a ti, ele é quem deve estar inquieto. a ideia de que o mal que me faz mal é o mal que eu faço e não o mal que me fazem, né? Quando eu faço o mal para alguém, eu acabo ficando inquieto, porque eu me sinto uma pessoa má, eu me sinto uma pessoa que está em desacordo. E é interessante podermos então pensar sobre a confiança como uma fonte de alegria de viver. Dessa mesma forma, a desconfiança como sendo uma maneira de se isolar do mundo e consequentemente se isolando do mundo, também isolando-se de si mesmo, porque ninguém consegue ser sozinho. Nós precisamos ser no mundo, né? Ser com o outro. Que é que tu achas, Ana? Eita, mas eu pensei um tanto de coisa aqui pra gente conversar sobre a desconfiança, né? Então vou, eu pensei em começar pela palavra mesmo, né? Então eu dividi ela assim, ó, em des com e a fiança. Então pensei em começar pela fiança, né? Fui olhar no dicionário que que é fiança, porque eu tenho senso comum da palavra. Então fiança é quando a gente tem garantia que um direito seu vai acontecer. é uma maneira de garantir que o seu direito vai rolar. E eu fiquei pensando, puxa, mas é isso mesmo. Quando é que a gente fica desconfiado quando a gente não tem essa garantia, quando a gente até já acha que não vai acontecer aquilo? Então eu tenho desconfiança em relação a alguém, desconfiança em relação a mim mesmo, desconfiança das instituições,

nte não tem essa garantia, quando a gente até já acha que não vai acontecer aquilo? Então eu tenho desconfiança em relação a alguém, desconfiança em relação a mim mesmo, desconfiança das instituições, desconfiança de Deus. É uma sensação de perda de garantia, de perda de segurança, de perda de vinculação, de entrega, né? Por isso que quando a gente tá confiando é tão bom, tão confortável, que é a nossa alma, ah, relaxa, na desconfiança a gente é afastado. Então, ser desconfiado não é uma característica, é um jeito que a gente vai ficando, é uma defesa do fluxo natural da vida, que seria confiar. Mas é interessante porque essa palavra fiança não vem só, não é desfiança, é desconfiança. Então é um estado da nossa va que da nossa alma que tem a ver com as relações, com a convivência. Então alguma coisa te aconteceu que você perdeu esse vínculo natural que a gente tem quando Deus nos cria, de sermos divinos, de sermos amparados, protegidos e e acolhidos. Então, o estado de de desconfiança é um estado de desamparo, é um estado de solidão, é um estado de desproteção e que a gente vai entendendo que a melhor maneira de eu lidar com aquilo, em vez de ser indo pro mundo, é o contrário, é eu me recolhendo do mundo, porque ele passa a ser um lugar perigoso, ameaçador, que vai trazer coisas ruins para mim. Então eu fico achando que só se eu me recolher e me defender bastante que eu tenho algum tipo de salvação. Só que o que a Joana vai dizer pra gente é que assim, meu amigo, quanto mais isolado você tiver, piora. Aí mesmo que você tá desprotegido. É um paradoxo difícil. Então, a gente precisaria andar um pouquinho para trás para descobrir onde foi que rompeu, onde que aconteceu essa ruptura dessa ligação natural com Deus que a gente tem de confiança na vida, de confiança no mundo. Onde isso te aconteceu? Nesse livro aqui da Joana, que eu amo esse livro, tá sempre falando dele, né? Ele é um livro assim que eu já fiz até workshop lá na nossa casa espírita sobre ele de tanto que eu amo esse

te aconteceu? Nesse livro aqui da Joana, que eu amo esse livro, tá sempre falando dele, né? Ele é um livro assim que eu já fiz até workshop lá na nossa casa espírita sobre ele de tanto que eu amo esse livro. Esse livro, ela fala muito profundamente sobre a nossa criança interior. Ela vai explicitar bem aqui e ela vai comparar com a parábola do filho pródigo essa perda de confiança e vai dizer que a gente na infância, quando a gente nasce num lar confuso, num lar de pouco equilíbrio, de pouca maturidade, um lar de precariedade, que eu vou te falar, acho que todos os lares são assim, eh as crianças começam a desconfiar dos adultos, começam a não sentir seguro com esses adultos. E ela pode então entender que ela só pode apoiar em si mesma, só que ela é muito pequena para isso. A outra hipótese é que ela acha que o mundo adulto tá OK e é ela que não tem recursos, ela que não tem valor para poder habitar eh o mundo. Então veja, a desconfiança acontece comigo e em relação ao outro. O problema é que essa criança um dia vira adulto. Então quando ela vira adulto, ela desconfia de si mesma. Porque se lá na infância ela desconfiava dos adultos, olha, eu olho para cima, eu não vejo proteção. Quando eu viro adulto, eu não confio em mim que eu sou o adulto. Então são aqueles momentos em que você pensa num projeto bacana para começar. Não, eu acho que eu vou fazer uma palestra hoje no centro, vou começar a exercitar os meus conhecimentos. Aí vem a sua criança interior desconfiada dos adultos assim, vai nada. E lá você fala direito, você não faz o que você tá falando. Deixa aquele lugar para quem sabe muito. Vai que você passa um vexame lá, melhor não. A voz interior que desconfia de você mesmo. Tudo aqui do um exemplo bem simples, mas isso acontece a miúde com 300 coisas. vai impedindo a sua possibilidade de se arriscar na vida, de se lançar, de você se expandir, de você crescer e até de errar, qual é o problema, né? A gente só acerta depois que erra mesmo. Então, os estados de

indo a sua possibilidade de se arriscar na vida, de se lançar, de você se expandir, de você crescer e até de errar, qual é o problema, né? A gente só acerta depois que erra mesmo. Então, os estados de confiança profundo, na opinião da nossa autora aqui, a gente não nasce assim, a gente vai ficando assim no na convivência. Por isso que é desconfiança, porque a gente fia junto com os outros os vínculos afetivos. na ideia da criança ferida, né? Eu vou trazer três situações que simbolizam muito bem esse ferimento da criança, que torna eh um comportamento, a gente vai falar assim, ambivalente. Daqui a pouco eu escuto, seria o abuso sexual, o abuso físico e o abuso emocional. Então veja, criança ferida. Ferida por quê? porque foi uma agressão. E aí a agressão, o sinônimo mais técnico aqui de abuso. Então, os vários tipos de abusos, obviamente que alguns são mais extremos, né? o abuso sexual entra aí como o extremo, mas existem aqueles outros abusos emocionais ou pelo menos aquele aquela agressão. Então veja, quando a gente é criança e acontece uma situação dessa, acontece com adultos que muitas vezes eh através do adulto que muitas vezes serviria, deveria servir de uma figura eh de amparo, uma figura de proteção. E de repente essa figura de proteção, ela de forma caótica ela vira uma figura de agressão. Então não é mais o protetor, é o agressor. Então fica muito ambivalente. O que que é ambivalente? São duas visões opostas que coabitam, duas forças opostas que coabitam. Eu passo a ficar então para essa figura eh adulta ambivalente. Uma parte de mim eh deveria gostar e se sentir protegido, mas uma parte de mim também começa a odiar e se sentir agredido. E e curiosamente eh isso vai moldando a personalidade da pessoa, porque essa essa moldura da personalidade vai fazendo com que a pessoa ao crescer ela sinta essa mesma ambivalência para as outras pessoas. qualquer figura, especialmente qualquer figura de autoridade, qualquer figura, por exemplo, se foi uma mulher que agrediu,

a pessoa ao crescer ela sinta essa mesma ambivalência para as outras pessoas. qualquer figura, especialmente qualquer figura de autoridade, qualquer figura, por exemplo, se foi uma mulher que agrediu, né, emocionalmente, por exemplo, ele pode ficar com essa figura de qualquer mulher ser para ele uma possibilidade, né, de vir a agredir e se for o homem vice-versa, qualquer figura. Então ela fica, ela fica, na verdade uma pessoa ambivalente. Ela quer confiar, mas no íntimo a criança ferida dela desconfia. Então no final das contas, indo nessa profundidade da vida infantil, eh a gente tá falando dessa ambivalência. A gente não sabe se confia ou se desconfia. E é interessante que pra gente observar essa ferida, porque agora eu vou ampliar, né, Ana, se isso acontece no estágio dessa existência, nós somos reencarnacionistas. Então, esse esse esse ponto da relação ambígua de confiança e desconfiança, proteção, agressão que ocorreu na infância com uma figura adulta nessa existência, às vezes não é dessa existência, às vezes são de outras existências, às vezes não é de uma criança necessariamente, é uma pessoa adulta mesmo, mas ela foi eh vilipendiada demais, né? Então, ela fica dentro dela num inconsciente profundo que a gente chama, eh, essa sensação ambivalente em relação às pessoas, porque as pessoas são potencialmente desgraçáveis e desgraçadas e podem me desgraçar. E é interessante que eu sugeriria assim, Ana, que aqueles que estão escutando, né, e eu faço isso comigo também, se eu fico sempre achando que o outro pode de uma hora para outra me surrupar, será que o problema realmente é o outro ou será que sou eu que tem uma dificuldade? Eu lembro de uma pessoa que falava assim: "Olha, muito obrigado porque até agora você foi tudo bem comigo". Veja o a gratidão dessa pessoa já mostra a ambivalência, né? Muito obrigado até agora. Pode ser que amanhã eu vire um um agressor, seja desmascare, né? Ou seja, eh, porque ela não consegue nem confiar, porque gratidão, expressar gratidão,

ra a ambivalência, né? Muito obrigado até agora. Pode ser que amanhã eu vire um um agressor, seja desmascare, né? Ou seja, eh, porque ela não consegue nem confiar, porque gratidão, expressar gratidão, deve ser aquele momento em que eu estou confiando. Porque se eu estou expressando, eu estou confiando. Então, até no momento de expressar uma confiança, né, eu acabo botando uma vírgula, né? Olha, muito obrigado, porque até hoje esses demonstra, acho que é um sinal interessante. Eu eu aproveito também para trazer, curiosamente, foi Ana que sugeriu esse tema hoje, desconfiança. Eu tava vendo aqui, Ana, depois até vou ler pra gente, mas eu recebi uma mensagem de um psiquiatra desencarnado que escreve eh sobre confiança e ele vai fazendo uma série de de reflexões sobre confiança. E uma delas que tá no bojo do que você tá dizendo, né, fiança, eh ele bota assim: "Confiar é acreditar". Ou seja, creditar algo na contabilidade universal. Achei interessante esse jogo de ideias, né? Que eu nunca tinha pensado nisso. Quando, sei lá, um programa de de um curso, um curso de de faculdade, um curso de chama de acreditação, né? Né? Vai fazer uma acreditação, vai ser avaliado, você vai fazer uma acreditação. O que é que é uma acreditação? Vamos ver se a gente ele merece, digamos, a nossa confiança. Ele tem créditos que tem a ver com fiança. Ele tem um valor, né? que possa eh receber o nosso o nosso a nossa acreditação, o nosso A, o nosso conceito A, o nosso conceito B, e ele pode continuar. Então, é interessante. Confiar é acreditar. Acreditar é acreditar algo em alguma coisa. E aí acreditar, acreditar algo na na contabilidade universal. Então, no final das contas, a gente sai de uma relação minha para comigo, que expressa minha com essa criança que a Ana bem trouxe interior, que expressa a minha relação com um outro, esse adulto, por exemplo, que de uma para outra pode virar um agressor, né? Mas no final das contas expressa a minha relação com Deus, a, né, a minha desconfiança para com o

inha relação com um outro, esse adulto, por exemplo, que de uma para outra pode virar um agressor, né? Mas no final das contas expressa a minha relação com Deus, a, né, a minha desconfiança para com o outro. Muitas vezes também é porque a minha desconexão está grande com Deus, né? E aí eu fiquei pensando aqui quando você foi falando disso da creditação, gostei desse desse termo que eu tava falando de garantia de obrigação, né? Tem tudo a ver. Acho que a gente tava já numa sintonia. Eh, eu posso me tornar muito exigente. Eu sou tão desconfiado que eu sou muito exigente para receber, sabe? e muito exigente comigo também para dar, porque aí eu vou buscando assim, eu só posso dar se for na excelência, eu também só posso receber se for na excelência. Aí, gente, esse critério ele é tão doloroso, porque ninguém consegue esse lugar de exigência atendido. Então, só que fica num círculo vicioso aí, justamente porque ninguém atende esse nível de exigência, nem eu mesmo, nem o outro. Aí mesmo que eu continuo desconfiando, tá vendo? Dá para confiar mesmo não nos outros? Olha aí, olha só. Então você veja que coisa que como é que a desconfiança vai criando um ninho, sabe, obsessivo, né? Que abre campo para perturbações espirituais, abre campo para perturbações relacionais. Olha só que que lugar precioso esse que ela tá dizendo pra gente, que a gente precisa educar a nossa vontade, precisa corrigir a ótica para observar melhor os acontecimentos. Então assim, porque aquela desconfiança lá de trás, porque aconteceu uma ruptura com você em relação a alguém, uma circunstância ou em relação a Deus, por exemplo, vou dar um exemplo bem meu assim aqui, né? Quando meu filho faleceu, eu fiquei desconfiada da vida. Eu passei assim umas semanas assim achando assim, gente, assim, que vida doida essa, assim, eu amei tanto esse menino, assim, foi uma coisa tão preciosa na minha vida. Como assim ele some da minha vida? E e é isso aí, eu tenho que aguentar essa dor e é isso mesmo. Então, eh, eu fiquei assim

eu amei tanto esse menino, assim, foi uma coisa tão preciosa na minha vida. Como assim ele some da minha vida? E e é isso aí, eu tenho que aguentar essa dor e é isso mesmo. Então, eh, eu fiquei assim um pouco retirada assim, com medo de amar, com medo de voltar a amar as pessoas que eu já amava, né? e começando a achar assim que a solução é a gente ficar um pouquinho para dentro, um pouquinho afastado, meio em vez de estar na estrada, você fica na calçada. E eu fui ficando um pouco assim, mas aí eu também não fui gostando de mim nesse lugar e também não parecia eu, eu fui ficando meio desnatural. Então eu compreendo, já já me curei disso, já tô bem melhor, bem melhor. Não sei se você, mas tô bem melhor. O que eu penso em relação a isso é isso. É assim, a gente quando leva uma ruptura, algo inesperado, você é demitido de um emprego, a pessoa que você mais amava morreu ou sei lá, resolveu se divorciar de você, você tá sofrendo uma alienação parental, sei lá, um perrengue desse doído. Primeiro movimento é desconfiança. E eu queria dizer para você, natural sentir isso. Você fui pego assim de de pronto, né? assim de repente, mas volta, volta, porque esse lugar que você vai, que eu fui e que muitos de nós vai, ele é próprio e característico de quem leva um susto. Mas o susto precisa passar e a gente precisa voltar a confiar, porque sem confiar a vida não flui. Começa a bloquear tudo. Você começa a bloquear a criatividade, você bloqueia seu ânimo, você bloqueia a vontade de viver, bloqueia alegria. Porque quando você bloqueia alguma estrada, embora você use as estradas laterais, a principal quando fica bloqueada muito tempo também vai contaminando as outras. Então é natural a gente se sentir um pouco desconfiado, mas o projeto de Deus para nós não é ficar na margem da vida, né? É a gente voltar pro fluxo natural. A ideia, inclusive de quando a gente compartilha alguma situação, geralmente Ana, eu, eh, que são pessoas que fazem ou fizeram terapia, né, geralmente é o compartilhamento é no

ltar pro fluxo natural. A ideia, inclusive de quando a gente compartilha alguma situação, geralmente Ana, eu, eh, que são pessoas que fazem ou fizeram terapia, né, geralmente é o compartilhamento é no momento em que já tá mais bem mais tranquilo a situação, né, não é a fis exposta, já é a cicatriz, né, porque agora uma coisa interessante, né, às vezes a gente não queria nem ficar com cicatriz. Às vezes as pessoas não querem nem ter cicatriz, não é? Cicatriz é a marca. E quando você fala já no lugar que tá de cicatriz, aí isso serve de compartilhamento, de experiência. E por isso que é importante, né, a gente ter um espaço de fala, assim, um espaço de de conversa. Eh, isso é muito importante. Eu acho interessante. Eu estive recentemente nos lá em no Rio de Janeiro, né, lá no Centro Espírita que a a Ana, né, dirige junto com o esposo, junto com outra equipe. E aí me chamou atenção porque eu entrei no centro eh Tarefeiros do Bem, não é? e sentir em casa, assim, não senti em casa, não, não senti uma uma energia familiar, uma energia de família. E depois que eu fiz o trabalho, claramente ficou perceptível que eh com se consagram ali como familiares, né? ão espaço de troca, de fala mesmo. E o a ideia de que o centro espírita ali ele acaba servindo pros próprios trabalhadores no sentido de curar os próprios trabalhadores, né? ficou muito visível para mim isso no trabalho. Então, é uma ideia interessante essa de a gente poder eh voltar um pouco essa ideia de comunidade, né? Porque a gente tem a possibilidade de compartilhar as as feridas, né, com uma um atinente fraterno. E em algum momento, olha, vai agora para um terapeuta, vai agora para um psicólogo, vai agora psiquiatra, né? porque vai conseguindo tratar essas ambivalências, essas dores para que elas fiquem cicatrizes. Se aí cicatriz sempre vai ficar e quando fica com cicatriz aí a gente consegue falar no momento muito que quando não tá cicatrizado, ter como até o a função, né, de palestrante de alguma forma de influenciar alguma pessoa. Eu acho que a

ando fica com cicatriz aí a gente consegue falar no momento muito que quando não tá cicatrizado, ter como até o a função, né, de palestrante de alguma forma de influenciar alguma pessoa. Eu acho que a gente tem que ter cuidado. Tô falando, estou me lembrando agora de algumas de algumas situações de influenciadores, né, que eles expõem a sua ferida na hora da ferida, né, e nesse lugar de internet, a gente tá também falando de desconfiança e confiança. Exatamente, né? Então eles estão segurando assim, eles estão lá falando pros seguidores, aqueles que gostam deles, etc. Então, de certa forma, eles estão confiando, né? Não é uma questão que ele não pudesse, pode falar, mas a dor tá tão grande, tá tão grande naquele momento, tá tão exposta a ferida, que isso acaba gerando uma reação em cadeia, né? E e as pessoas vão adoecendo também pelo adoecimento que tá sendo visto. A ideia, então, quando você tá no lugar de alguma certa referência, alguma alguma influência, eh, é interessante falar quando a ferida já é mais cicatrizada, já tá mais cicatrizada, porque isso é curativo para própria, né, pra pessoa e para aquele que tá escutando, porque aí dá até inclusive uma certa esperança. Poxa, se tá cicatrizado ali, eu também posso cicatrizar aqui, né? E quando tá muito muito exposto, aí dá uma um desespero. E aí eu, como psiquiatra, eu vejo isso, né? os pacientes às vezes aí fica um desespero porque o fulano de tal tá passando por uma situação e aquela sensação de que todo mundo se ele teve pensamento de suicídio, todo mundo entende. Então, acho que é interessante aproveitar esse ponto que é outro nível mais profundo, né, das influências sociais que nós temos, das redes sociais e como é que a gente trata eh esse tema do coisas mais sigilosas, coisas mais expostas, coisas mais eh abertas, coisas mais cicatrizadas, né? É tudo uma arte muito muito difícil, né? É, você tá falando de uma coisa legal que assim que é o grau, né? o grau de exposição que a gente vai colocando, quanto mais a gente tem

mais cicatrizadas, né? É tudo uma arte muito muito difícil, né? É, você tá falando de uma coisa legal que assim que é o grau, né? o grau de exposição que a gente vai colocando, quanto mais a gente tem confiança no espaço aonde a gente tá se expressando, né, esse grau vai modulando. Então, a casa espírita, eu penso que a casa espírita como uma família mesmo, é a possibilidade da gente confiar. Agora, eu queria também dizer o seguinte, confiar não quer dizer que ninguém vai errar, não, viu? Confiar significa que a gente pode inclusive suportar alguns deslizes com qualquer família. Então, eh, Kardec fala na revista espírita, acho que é de 1861, eh, em que ele vai dizer o seguinte, assim, a casa espírita não é um lugar de pessoas perfeitas, pelo contrário, são pessoas que estão interessadas no aperfeiçoamento. Então, a nossa família também, não é feito de pessoas perfeitas, nós vamos nos decepcionar muitas vezes, mas acontece que a decepção tá no grau da nossa idealização, né? Se a gente puder olhar que nós somos mais imperfeitos mesmo, estamos aqui aprendendo, a gente pode entender o seguinte, que a gente pode confiar mesmo que nós não sejamos 100% o tempo todo, não somos mesmo, né? Agora, se a gente ficar desconfiado, isolado, separado, cada vez que alguém não se comporta como eu esperava que seja, aí você tá escolhendo um lugar muito difícil para viver. E aí vai ficar difícil até de você confiar em você, porque nem nós mesmos temos essa consistência toda. A gente um dia acorda de mau humor, tem um dia que a gente acorda feliz, tem dia que a gente acorda bravo. Como é que vai dar para confiar na gente se a gente usar como critério de confiabilidade uma consistência que nenhum de nós tem, né? Então a gente precisa ter um pouco mais de eh como é que eu posso dizer? Indulgência. Indulgência. Eu vou fazer uma pergunta. Nesse nesse quesito, às vezes as pessoas se afastam, tá junto do desconfiança, mas é um um uma desconfiança assim, a passada tá passando por uma dor e aí se afasta um pouco da casa

fazer uma pergunta. Nesse nesse quesito, às vezes as pessoas se afastam, tá junto do desconfiança, mas é um um uma desconfiança assim, a passada tá passando por uma dor e aí se afasta um pouco da casa espírita ou está lá, mas se afasta emocionalmente, que às vezes está presente, mas está ausente, né, meu Deus. E aí me fala assim: "É que não quero ser julgada, eu não quero ser julgada". De fato, veja, às vezes as pessoas querem ser evoluídas com as dores alheias, né? Tipo, quando acontece a dor no outro, eu sei exatamente como o outro deveria agir. Então é querer ser evoluído com a dor alheia. Isso às vezes leva a uma fala espírita, né? Falando espírita porque aqui no religiosa, né? É uma fala religiosa muitoadora de como deveria passar. Eu encontro muitas vezes assim isso, né, da pessoa não, mas eu tenho medo de como vão me julgar, né? As pessoas julgam muito e aí isso gera um retraimento e não deixa de ser uma desconfiança. O que é que tu poderia dizer aí sobre isso? Então, é claro, nas casas espíritas também temos dirigentes, coordenadores, eh, que querem já uma perfeição em si mesmos ou no grupo, né? E às vezes tem muita exigência. Mas se você não está se sentindo confortável nessa casa espírito, que você tá se sentindo muito julgado, procure outra. Então, mas não se afaste do bem, não se afaste dos vínculos espirituais que podem te ajudar a dar um passo. Às vezes tem casas espíritas mais rígidas, tem outras um pouco mais leves, depende de quem tem lá coordenando. Mas o mais importante é você entender o seguinte, a gente pode suportar um pouco isso, não pode? Não é? A gente, se a gente ficar procurando espaços perfeitos para conviver, você não vai achar. O que você encontrar nessa casa espírita que não tá bom, na outra é outra coisa que você não vai gostar. Na outra é outra coisa que você não vai gostar. E assim é, porque nós estamos numa instituição humana. Nem família, nem trabalho, nem casa espírita, nem igreja, nenhum templo budista, nenhum lugar desse tem

ra é outra coisa que você não vai gostar. E assim é, porque nós estamos numa instituição humana. Nem família, nem trabalho, nem casa espírita, nem igreja, nenhum templo budista, nenhum lugar desse tem perfeição plena. Então, a gente precisa entender, nós não somos mais crianças. Nós já podemos suportar ambientes adversos. e a gente sustentar nossa singularidade usando de compreensão, usando de urgência. Eu contar um negócio engraçado disso. Fui fazer uma palestra online num grupo e era uma dirigente que tava trazendo pessoas novas para falar e entrei, eu não conhecia ninguém, nem ela mesma eu conhecia. E eu tava entendendo que ela era, ela deve ser uma dirigente nova, né? Então ela tá querendo trazer novidade, tá? Um grupo grande online das casas, da região, não sei o quê. E aí ela começou dizendo isso. Ah, eu tô trazendo pessoas novas pro nosso trabalho e não sei o quê. Pá. E aí de repente um participante fala assim: "Ué, por que que você não trouxe o Arold do Dutra para falar?" E aí a minha criança interior que detesta comparação, comecei a sobre, eu falei: "Ah, meu Deus, não era para eu estar aqui, era para outra pessoa falando". E eu tinha preparado estudo, comecei a me enfraquecer. E aí eu dei uma respirada, falei: "Não, pera aí, o meu trabalho aqui não é para ele. Tem um monte de gente aqui. Eu tô aqui em nome do Cristo, em nome do trabalho que eu quero divulgar da doutrina. Não vou deixar isso me abater." Aí eu disse: "Ó, meu amigo, eu respeito que você gosta muito dele, mas hoje sou eu. Você combina com a sua dirigente um outro dia pro Auroldo falar. Tenho certeza que ele vai vir com muito amor e carinho, né? Tô entendendo aqui que você gosta muito dele, mas aqui por enquanto hoje sou eu. Depois um outro dia vocês se encontram com ele, tá tudo certo. Gente, dei uma respirada, bebi uma água e falei: "Sei lá quanto tempo". Quando terminou, eu fiquei tão feliz comigo, ninguém sabe do que que eu vivi por dentro, mas foi ótimo para mim, porque eu consegui confiar em mim, em Deus, na

uma água e falei: "Sei lá quanto tempo". Quando terminou, eu fiquei tão feliz comigo, ninguém sabe do que que eu vivi por dentro, mas foi ótimo para mim, porque eu consegui confiar em mim, em Deus, na espiritualidade que tava junto, porque eu tava num vínculo novo ali com as outras. Então, quando a gente pode apoiar aqui no coração, a gente sustenta a diversidade, sim. E a nossa criança vai ganhando proteção, porque é isso que a gente precisa fazer, sempre ter atitudes eh adultas, compreensivas para que a nossa criança interior não fique totalmente, né, no comando das nossas ações. Nessa perspectiva, então me permita ler essa mensagem mediúnica chamada confiança. Confiança é a base da esperança. Confiança é filha da humildade. Confiança é a harmonia entre a dúvida e a certeza. Confiar é olhar para a providência e não somente para a ciência. Confiar é planejar e seguir. Confiar é andar e meditar. Confiança é a aliança do íntimo com o divino. Confiança é prosseguir sem desistir. Confia agindo, age confiando. Confiança é a é realização e não só contemplação. Confiar é acreditar, ou seja, creditar algo na contabilidade universal. A matéria cerebral tem uma diferença abismal do espaço primordial. Confiança traz um tipo novo de sapiência. Confiança é a possibilidade, pois na realidade a estatística matemática é aquilo que nos resta aprender na equação do agora. Confiar não é ingenuidade, pois na verdade é a única intelectualidade que nos cabe dentro da divindade. O esteta necessita confiar que há beleza para esculpir a própria natureza. O cientista necessita confiar que há certeza para adentrar na probabilidade da vida. Possibilidade. Tudo é possibilidade. Só Deus é realidade. Quem confia dá um passo na vida. Quem confia está no compasso da vida, confia exclamação. É um espírito que foi psiquiatra, desencarnado hoje em dia. E essa mensagem foi psicografada em outubro de 2024, nenhuma reunião mediúnica lá aí da mansão do caminho. Acho que tem tudo a ver com o que a gente tá Nossa, tem tudo tudo a ver. Tá,

ado hoje em dia. E essa mensagem foi psicografada em outubro de 2024, nenhuma reunião mediúnica lá aí da mansão do caminho. Acho que tem tudo a ver com o que a gente tá Nossa, tem tudo tudo a ver. Tá, tá assim na mesma sintonia. Que legal você lembrar dessa mensagem. Pensei que tinha sido hoje, foi em outubro. Ah, que bacana, muito bacana você trazer. ficou excelente. Ficou excelente. De certa forma resume um pouco essa necessidade de conexão, né, entre o íntimo e o divino. essa necessidade de perceber que eh é o meio, não dá para confiar só contemplando, a gente confia agindo, porque a gente vai agindo e vai como se fosse eh testando o terreno e percebendo que aquele terreno é um pouco mais eh digamos assim sólido pra gente poder dar passos um pouco maior. Acho que essa ideia interessante que a mensagem traz, porque a gente mal chegou no terreno, não sabe nem como é que é a solidificação, já confia tudo, isso talvez seja algo mais da desproporcional, né, mais da nossa imaturidade. Tá tão ferido, tão ferido que já confia logo de cara. Tem que ir testando e vendo. Então essa essa ideia também em quem nós estamos depositando a nossa confiança, né? Porque confiar é acreditar. Tá bom. Eu tô acreditando em quem? Onde é que eu tô botando crédito da minha intimidade, né? Onde é que eu tô colocando a a o meu dinheiro emocional? Em que banco, né? Se eu tô colocando no banco divino, fica muito mais fácil o investimento dar certo, porque tem uma percepção um pouco maior. Esse também aí vem para essa ideia do da confiança não ser apenas um resultado de algo externo que acontece conosco, mas também a confiança como uma maturidade interna de onde eu vou saber fazer os depósitos da minha vida, onde eu vou saber fazer os investimentos emocionais eh da minha vida. Então, sai de uma postura do do que eu recebo da vida para uma postura também de como a minha o meu olhar entrega na vida, né? Você falou uma coisa boa antes da gente fechar, é assim, a gente ficar atento aos sinais. Quando você falou assim, o

bo da vida para uma postura também de como a minha o meu olhar entrega na vida, né? Você falou uma coisa boa antes da gente fechar, é assim, a gente ficar atento aos sinais. Quando você falou assim, o quanto que eu me entrego pro outro, o quanto que eu confio nesse outro, nesse outro instituição, mundo, não importa esse outro além de mim. Então, muitas pessoas falam assim: "Pai, eu percebi tal os sinais, mas aí eu não dei muita bola para isso, né? Por que a gente não dá muita bola para isso, né? Tem aquela sua intuição te mostrou que aquele terreno não era muito seguro para você depositar tanta, né, tanta entrega afetiva. Então, eh, ser cuidadoso não é ser desconfiado, tem uma medida importante, né? Ser desconfiado é você retirado. Você ser cuidadoso é você cuidando do quanto que você vai entregando. Você precisa também de alguns sinais um pouco mais claros do quanto que você pode compartilhar. E você vai percebendo que nos diversos níveis de relação o nosso nível de entrega ele também é proporcional. Há relações que o nosso nível de entregue é muito mais intenso, relações que o nosso nível de entregue é menos intenso. Isso revela o seu sinal de maturidade. As crianças na eternidade confiam em qualquer um, ele não tem critério para saber qual é o colo que ele pode ir, qual o que não. Mas nós na idade adulta precisamos ter muita clareza aonde que a gente vai depositar, com quem que a gente vai compartilhar o nosso maior melhor tesouro. Nesse sentido, Ana, qual parte da mensagem da benfeitora Joana? Qual parágrafo a gente poderia votar como sendo o que te chamou mais atenção na leitura? Ah, eu acho que você vai escolher a mesma coisa. Olha, eu escolhi aqui. Educando-se à vontade e corrigindo-se a ótica para melhor observar os acontecimentos, logra-se adquirir a confiança pessoal, que é uma forma de segurança de conduta, elegendo o que fazer, como realizar e para que executar. Pois é, foi paranormalidade transmissão. Era essa que eu ia ler também. era essa que eu acho que o

al, que é uma forma de segurança de conduta, elegendo o que fazer, como realizar e para que executar. Pois é, foi paranormalidade transmissão. Era essa que eu ia ler também. era essa que eu acho que o resumo, né? É, então fica a ênfase, né? Eendo o que fazer, como fazer e para que fazer, né? São três perguntas, três bases importantes que Joana deângeles nos propõe no capítulo das atitudes, no capítulo da confiança com o outro, consigo e com Deus. Ana, muito obrigado mais uma vez por estar que vocêa paz que nos assistiu e que possa estar conosco na próxima semana, toda terça-feira às 20 horas aqui na TV da Manção do Caminho nós teremos um encontro com Jesus e saúde mental. sempre temos aqui ou eu trazendo um tema, às vezes vem eu e a Ana, às vezes eu e o Sérgio Lopes, às vezes nós três juntos, às vezes a Ivana também que já veu da sua contribuição, mas sempre aqui falando sobre Jesus e saúde mental. Muito obrigado e até a próxima. เฮ

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