#81 • Jesus e Saúde Mental • Perguntas e Respostas

Mansão do Caminho 11/06/2024 (há 1 ano) 48:40 4,550 visualizações 770 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Episódio 81: Perguntas e respostas » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ana Tereza Camasmie

Transcrição

Olá, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda. Nós chegamos no programa 81 Jesus e saúde mental aqui pela nossa TV da Mansão do Caminho. E como eu havia falado no programa 80, nós iremos também nos debruçar em perguntas e respostas com a nossa convidada Ana Teresa Camasmi. Então fica conosco aqui. Depois da nossa vinheta nós iremos começar mais uma um aprofundamento sobre questões que vocês nos trazem a partir de perguntas. Olá, seja muito bem-vinda, Ana, mais uma vez a gente agradece por você tá aqui conosco e que isso se torne uma frequência, tá? passar as palavras para que você possa fazer sua fala inicial aí. Ô, Léo, muito obrigada pelo convite. Muito bom estar com vocês aqui de novo. Eu vou torcer para voltar outras vezes. É um prazer e uma honra estarmos juntos. A gente apresentou a Ana no programa anterior. A Ana é conhecida também no nosso movimento espírita pelo trabalho que faz. Mas assim, se você chegou agora, não conhece, ela nasceu em família espírita, desenvolve palestras espíritas, eles tem livros espíritas escritos, além de livros da área profissional, eh, um deles chamado Palavras para a alma e o outro caminha que a vida se encontra. Mas profissionalmente ela é psicóloga clínica, né, com tanto com experiência clínica como também livros de de de ensino, né? da aula de psicologia. Ela é doutora em psicologia, faz atendimento clínico e atualmente é coordenadora do Centro Espírita Tarefeiros do Bem, no Rio de Janeiro. Ana, um prazer ter você aqui. A gente agradece em nome da mansão. Lembrando que você pode fazer suas perguntas, mas por exemplo, as perguntas do chat agora que você fizer, vai, a gente não vai responder hoje, a gente deixa guardado. Depois eu vou lá garimpar no chat ao vivo. Se você fizer, às vezes você deixa ali na nas perguntas e respostas, na verdade na nos comentários do YouTube. Eu vou lá também tendo garimpar, mas às vezes isso se perde. Então a gente coloca ali o nosso Instagram lo_line Machado espírita e de vez em quando a gente abre caixa de perguntas nos

rios do YouTube. Eu vou lá também tendo garimpar, mas às vezes isso se perde. Então a gente coloca ali o nosso Instagram lo_line Machado espírita e de vez em quando a gente abre caixa de perguntas nos histories para que você possa mandar as suas questões, tá? Queria começar hoje com uma pergunta eh que fizeram assim: "Qual é a repercussão da nossa saúde mental na nossa imunidade fisiológica? Quando ele coloca a imunidade fisiológica, ou seja, nossa imunidade do corpo, eh, hoje parece até ponto pacífico, ponto muito simples, né, da gente dizer: "Olha, a nossa saúde mental influencia a nossa imunidade". Mas isso é um conhecimento relativamente recente quando a gente pensa assim do ponto de vista das ciências, né? E realmente um dos pioneiros assim eh dessa área eh foram os estudos que culminaram com o nascimento da psicanálise, eh quando Freud ele frequenta ali as sessões de Charcô e existia uma certa efervescência, porque fala-se muito de Freud na nossa área clínica, né, na nossa área profissional, mas é importante entender que muitos dos conceitos que ele traz eh ele uma grande a grande inteligência, grande sacada dele, não foi nenhum conceito em si. Por exemplo, inconsciente era um conceito que a gente já escutava antes mesmo dele, né? filósofos como Hartman, eh, da Displo direto de Schoppinghauer, eh um pesquisador, filósofo, né, cientista, eh, Alexandre Arxakov, ele diz, debateu com o Hatman sobre um consciente e trouxe a proposta sobre animismo ou espiritismo, porque estudou bastante a questões espirituais. E no final da existência dele, ele falou assim: "Eh, eu vi, pesquisei, medi, senti, e acabou se tornando espírita, trazendo uma proposta de que não eram fenômenos só da cabeça das pessoas, né? Mas de qualquer forma, sendo um fenômeno anímico, animismo, ou seja, da alma, ou um fenômeno mediúnico, né, vai passar pela nossa mente direta ou indiretamente. E isso vai trazer uma repercussão. Se a gente puder usar um termo assim técnico, né, o nosso eixo hipotálamo, hipótese

u um fenômeno mediúnico, né, vai passar pela nossa mente direta ou indiretamente. E isso vai trazer uma repercussão. Se a gente puder usar um termo assim técnico, né, o nosso eixo hipotálamo, hipótese adrenal, que é um eixo que liga o nosso corpo com o nosso cérebro, que faz parte do nosso corpo, ele vai ficar, por exemplo, hiperativado, vai ficar funcionando muito. Então você vai ter uma descarga grande de cortisol, que é um hormônio importante pra nossa proteção, um hormônio importante, liberado durante o estresse. Só que uma coisa a gente tá passando por um estresse temporário, né? E o nosso corpo reagir para fazer com que a gente se prepare, porque o cortisol, por exemplo, também vai tá vinculado à liberação de adrenalina, perifericamente falando, e isso fazia uma série de reações para o nosso sistema nervoso autonômico eh ele se acelerar e a gente se proteger. Então, é uma reação OK. O problema é que quando nós entramos num sofrimento que ganha perspectivas de transtorno psiquiátrico, transtorno mental, isso passa a ser constante. Então essa reação fisiológica, essa reação normal de estresse queria se proteger, ela acaba ficando continuadamente. Então a pessoa fica como se fosse assim ligada e literalmente o pensamento da pessoa fica ligado muitas vezes com ruminações, com preocupações, com autodepreciações e isso repercute no nosso corpo, envelhecendo a nossa célula. a nossa célula ela vai morrendo, né, e a gente vai renovando. Tem uma coisa chamada esqueleto celular, que é o citoesqueleto. O estresse faz com que o estresse, nessa perspectiva biológica, faz com que a célula se envelheça mais rápido. Então, de fato, saúde mental repercute diretamente. Isso aqui é um resumo, né, do ponto de vista neurobiológico, do que que acontece. Mas se eu pudesse trazer uma fala mais simples, né, tentando simplificar ainda mais, eu diria assim: "Olha, eh, todos nós agora no ambiente onde a Ana Teresa tá, no ambiente onde eu estou, onde ambiente onde você está, existem microrganismos, existem vírus, existe

plificar ainda mais, eu diria assim: "Olha, eh, todos nós agora no ambiente onde a Ana Teresa tá, no ambiente onde eu estou, onde ambiente onde você está, existem microrganismos, existem vírus, existe uma série de microrganismos que estão no ar." Só que, por que a gente não se infecta? Porque nós temos uma imunidade, um sistema de defesa que faz com que a gente não eh que a nossa flora intestinal, por exemplo, não fique descompassada. Agora, quando nós começamos a entrar num estresse emocional, a nossa flora intestinal fica descompassada e aqueles microrganismos que estão dentro de nós, que seriam inofensivos, começam a a morrer, digamos assim, e outros começam a prevalecer. Então existe uma quebra de equilíbrio e a gente pode ter alguma alguma mudança, né, do ponto de vista do nosso corpo ou a nossa defesa ela diminui e aqueles vírus que seriam vírus assim no popular mxuruca, que não fariam nada com ninguém, mas como nossa imunidade também tá mexuruca, ela acaba eh se eh abrindo, né, para o resfriado, para a gripe. Então, no final das contas, se a gente parar para pensar, praticamente tudo, assim tem uma repercussão emocional ou de gerar ou de amplificar a nossa saúde. Então, saindo assim, Ana, da questão dos transtornos psiquiátricos em si, eu queria jogar para tu a reflexão sobre a saúde mental como um todo, né? Como é que você percebe fazendo uns links com a doutrina espírita da tua vida profissional também? Ah, então bacana essa explicação que você deu aí, menina. Esses nomes bonito que você falou, ficou ótimo. Eu fico pensando às vezes quando a gente vai trazendo esse conteúdo de como que a nossa saúde mental, e quando a gente fala saúde mental é um todo, né? É o nosso coração, é o jeito como a gente se comporta uns com os outros. Não é só o que tá dentro aqui da nossa cabecinha, é tudo. Tudo é saúde mental, né? a maneira como você como você mora, a casa que você mora, a higiene que você tem, tudo isso compõe a sua saúde mental, né? A saúde do seu espírito. Na verdade, a

inha, é tudo. Tudo é saúde mental, né? a maneira como você como você mora, a casa que você mora, a higiene que você tem, tudo isso compõe a sua saúde mental, né? A saúde do seu espírito. Na verdade, a gente separa muito espírito e corpo, separa tanto que a gente fica querendo botar a causa tá aqui ou tá ali. É porque eu peguei um vento, é porque a minha imunidade tá baixa, que eu fiquei com a gripe, né? Então, é porque eu me aborreci com o meu chefe, que eu tô com gripe ou é porque eu briguei com o chefe e e tava chovendo? Então, a gente fica tentando dizer onde é que tá o quê. E eu queria dizer para vocês que nós estamos chegando à conclusão que isso é uma coisa só. as interseções do espírito com o corpo e o perespírito, que é o nosso nosso nosso, né, o o que forma o nosso corpo e o ambiente onde a gente tá é algo que a gente não consegue separar o que que é o que da onde será que o que me adoece é a minha convivência tóxica? Eu tô sempre com sinusite. Ah, eu tô com sinusite constantemente por quê? Então a gente para poder chegar a essa resposta do porquê, eu preciso olhar muita coisa. Como é que eu me alimento, como é que eu convivo, o tipo de pensamento contínuo que eu tenho, como é meu humor, sabe? Então, quando a gente puder entender a saúde mental, não intelectualmente, mas entender a saúde mental com esse todo o até o ar que você respira, se ele é contaminado, isso modifica todo o o seu equilíbrio corporal. Eu acho que a gente vai conseguir encontrar terapêuticas diferentes para nos ajudar, né? E é também queria dizer que do ponto de vista espiritual tudo que nos afasta de Deus nos adoece. Então, quanto mais afastado do equilíbrio da da lei, mais adoecido a gente se torna. Então, pra gente retornar ao nosso eixo, ao nosso equilíbrio mental, moral, emocional, corporal, o que você quiser, você precisa se aproximar das leis divinas. E o roteiro mais seguro pra gente fazer esse caminho de volta para casa é o nosso evangelho. Ô, Ana, então já vou fazer a pergunta eh

al, o que você quiser, você precisa se aproximar das leis divinas. E o roteiro mais seguro pra gente fazer esse caminho de volta para casa é o nosso evangelho. Ô, Ana, então já vou fazer a pergunta eh para que você possa desdobrar mais, que é o seguinte: qual é a ação ou como é a ação do evangelho na nossa saúde mental? Ah, o evangelho é uma bússola, né? Nós somos um barquinho aderiva que a gente de vez em quando se pede para onde é que eu tô indo, o que que eu tô fazendo da minha vida, né? Do evangelho é aquela bússola que te mostra o norte, que te ajuda a compreender. Eu só posso entrar no equilíbrio comigo mesmo quando esse equilíbrio tem a ver com o próximo. Então, amar ao próximo como a mim mesmo e a Deus sobre todas as coisas. Isso é um lugar único no nosso coração. Quanto mais a gente tá afastado disso, quando a gente se odeia, odeia o outro, tá totalmente afastado das questões divinas, né, afastado, né, de coração, a gente vai levando o nosso barco para muito longe, mas nunca é fora de Deus. É importante te lembrar disso, porque nós somos filhos de Deus. A gente pode estar desconectado com dificuldade de alcançar a misericórdia divina, com dificuldade de nos sentirmos amados por Deus. Mas o amor de Deus, ele é constante e imenso. Nunca Deus nunca nos priva do amor, mas a gente eh impede, bloqueia a nossa comunicação divina e podemos nos sentir muito escassos e isso nos adoece muito. Então o caminho de volta para casa, o caminho de reconexão com Deus, que é nossa essência, nós somos divinos em essência, é um grande processo de cura que a gente tá fazendo, né? E só para completar, reencarnar, nascer muitas vezes é o nosso processo de voltar para casa. Reencarnar já é um processo de cura, né? Reencarnar já é um processo de perdão, né? Nossa. Nossa. E como não é? E como? Porque aquilo que foi lesivo numa encarnação anterior, imagina que você e seu pai tiveram uma encarnação de muita dor, de muita lesão emocional, não é? E desencarnou assim, desarrumado. Nós precisamos reencarnar de novo, eu e

ivo numa encarnação anterior, imagina que você e seu pai tiveram uma encarnação de muita dor, de muita lesão emocional, não é? E desencarnou assim, desarrumado. Nós precisamos reencarnar de novo, eu e você, meu pai. Mas talvez, como filho e pai, a gente já escorregou. Vamos, vamos tentar num outro laço. Então, a misericórdia divina pensa assim: "Sia melhor para curar essa ferida? reencarnarmos de novo como um filho pai não vai dar. Então, talvez, irmãos, né? Talvez isso nos ajude mais a curar essas feridas. Aí a gente reencarna como irmão. É aquele seu irmão difícil? É aquele irmão que você queria que tivesse nascido em outra família e tá você ali curando dores tão grandes, já sai melhor nessa encarnação. Aí numa outra a gente troca. Quem era pai vira filho, quem era filho vira pai. E nós cada vez melhor, melhor, até acontecer a libertação. E aí a gente já não precisa mais reencarnar junto. Podemos até reencarnar por amor, por uma atração, mas já estamos livres, né? Ô, e aí a gente pode tá, ah, tá bom. A reencarnação é um processo já de cura, mas como, Léo, né? E aí eu gostaria de ancorar o seguinte, veja, se a gente constrói essa percepção teórica, é uma percepção teórica, né? Afinal das contas, quando nós colocamos em palavras, nos comunicamos, a gente tá usando nosso raciocínio, nossa razão, a nossa capacidade de elaborar conceitos a favor de algo. Esperamos que seja a favor de uma mudança interior. Então, vamos pegar esse conceito teórico da reencarnação, sendo um processo de cura. Aí a gente pode começar a pensar em outros conceitos, por exemplo, gratidão. Se eu começo a a entender essa visão, eu posso começar a estimular também dentro de mim a gratidão pela vida, a gratidão pelas coisas que eu consegui, pelas coisas que tenho, a gratidão pela saúde, a gratidão até pela doença na perspectiva ampla que a gente fala dentro da doutrina espírita. Aí eu posso começar a desenvolver perspectivas de que, poxa, se é um processo de cura, eu posso mais assim, ó, perceber que

la doença na perspectiva ampla que a gente fala dentro da doutrina espírita. Aí eu posso começar a desenvolver perspectivas de que, poxa, se é um processo de cura, eu posso mais assim, ó, perceber que perdoar eh também é inteligente do ponto de vista de evolução, né? Então, vou pararto do conceito e começo a entrar eh numa afetividade, né? Então, esse conceito reencarnação, e porque eu tô trabalhando esse conceito aqui para pegando o que a Ana tava colocando? Porque, por exemplo, no início do que Artur Conandoy chama do moderno espiritualismo, reencarnação não foi um consenso. Allan Kardec foi que trouxe o conceito de reencarnação como algo bastante importante para entendermos a filosofia espírita. Então, Artur Coronadó, ele coloca o espiritismo francês ou o espiritualismo francês, mas, por exemplo, o eh o espiritualismo inglês não falava de reencarnação. Por exemplo, eu citei aqui no início da minha conversa o Alexandre Arksakov, um russo, que tem um livro Animismo e espiritualismo e espiritismo, que diz que debateu sobre inconsciente. Enfim, ele também não eh falava da reencarnação no primeiro momento. Então, muitos pesquisadores dessa c dessa os cientistas espíritas, digamos assim, eles não necessariamente se detiveram na questão da reencarnação, eles se detiam muito em provar a imortalidade ou não, ou seja, medir, fazer as experiências de materialização. E até o Axakov coloca assim em determinado momento: "Olha, muitos espíritos não não trouxeram essa essa esse conceito de reencarnação. E já que as manifestações físicas, né, são essas manifestações de materialização, elas são mais palpáveis para uma prova e esses espíritos não estão trazendo essa prova, a gente não tem como dizer se existe ou não." Então, vê que coisa curiosa foi a própria, né? o próprio tempo, né, que o próprio Sacakof acaba falando assim: "Eu me tornei espírita". Ele foi o tradutor dos livros espíritas para o russo, né? Então era um conde, né? conselheiro do quizá, do imperador. E e é importante a gente eh pensar como

ba falando assim: "Eu me tornei espírita". Ele foi o tradutor dos livros espíritas para o russo, né? Então era um conde, né? conselheiro do quizá, do imperador. E e é importante a gente eh pensar como esses conceitos não vieram assim tão simples. Allan Kardec sofreu eh inclusive dos dos iguais dele, assim, daqueles que estavam estudando o o espiritualismo moderno. E o Artur Conadó, ele até fala isso, né, na perspectiva de que olha, aqui na Inglaterra eu não tenho visto comunicações sobre essa questão, porém porém eu me acredito que esse é um conceito tão interessante que traz muitas repercussões de evolução, de fraternidade universal, que eu acredito que é verdadeiro. Veja que coisa interessante. Então, tô pegando também isso para trazer outro desdobramento. Não é porque é espírito desencarnado que traz tudo, não. Porque aquilo que a gente falou continua às vezes com a vaidade, né? A Inglaterra às vezes tem espíritos, né, que se acham melhores do que a Europa. Não, eu não sou europeu, eu sou inglês, né? O russo ainda traz também muito essa coisa assim, não, não sou Europa, nós somos russos, sabe? Ou seja, essa vaidade às vezes vai permanecendo pós desencarnação e às vezes a pessoa não consegue ter a visão do todo só porque tá desencarnado, só porque tá estudando, né? E aí eu acho interessante agora um outro movimento, né? um movimento de que a própria psicologia vem fazendo de trazer para o bojo da psicologia conceitos como compaixão, gratidão, perdão, esperança, virtudes, espiritualidade, estudando como essas coisas atuam na saúde mental. Só que essas coisas eram faladas pelo evangelho, já eram faladas antes mesmo, né? Porque eu acho interessante a gente pensar, porque psiquiatria e psicologia são ciências tão mais tão mais novas, né? São um bebê diante da filosofia, diante da religião, né? E é interessante a gente pensar nessas ações do evangelho hoje em dia comprovadas de tal modo que tudo bem, a Ana é espírita, eu sou espírita, mas se eu não fosse espírita e quisesse trabalhar conceitos como

eressante a gente pensar nessas ações do evangelho hoje em dia comprovadas de tal modo que tudo bem, a Ana é espírita, eu sou espírita, mas se eu não fosse espírita e quisesse trabalhar conceitos como perdão, eu teria ferramentas dentro das ciências psíquicas para trabalhar o perdão, porque foi visto que tudo isso é terapêutico, né, Ana? Ah, eu pensei em tanta coisa. Você foi falando, ai minha cabeça voou. Eh, vocês devem conhecer o Jorge Elarrá, que é um querido, amado, um palestante espírita muito querido. Eh, quando começou a guerra da Palestina, agora recentemente, quando começou, como ele é judeu e ele conhece muito de judaísmo e tal, eu escrevi para ele, Jorge, que coisa horrível que tá acontecendo, meu Deus, que vai ser no primeiro dia que teve os bombardeios. Fiquei muito sofrida porque eu sou filha de Palestina, né? Meu pai é da região e a minha infância inteira, meu pai falava, meu pai, olha que coisa, né? Ele veio pro Brasil e se tornou espírita aqui, mas ele guardava aquele rancor dos judeus. Então, de ele falava isso, judeu é uma raça, com todo o conhecimento de espiritismo, tinha uma coisa anterior, né, da família, aquela coisa pesada. Ele veio refugiado para cá numa das inúmeras guerras que Mas enfim. Aí eu escrevi pro Jorge, Jorge e tal, aí eles, eu, será que isso tem jeito? Aí o Jorge escreveu para mim assim, só reencarnação. E aí eu me lembrei que meu pai desencarnou quando eu era jovem. Eu tinha 18 anos quando meu pai desencarnou. Então, há muitos anos atrás, não vou falar quantos anos, nós somos mesma idade, ele deu uma comunicação na nossa casa espírita dizendo assim: "Minha filha, isso é uma grande bobagem. Uma encarnação a gente nasce palestino, no outro a gente nasce judeu. Uma bobagem isso. Eu achei engraçado ele falar isso num tom de humor, de poder dizer assim: "É a reencarnação que cura isso, senão o mal se perpetua indefinidamente." Então, quando a gente reencarna num outro ponto de vista, existe a possibilidade da gente curar as máguas.

poder dizer assim: "É a reencarnação que cura isso, senão o mal se perpetua indefinidamente." Então, quando a gente reencarna num outro ponto de vista, existe a possibilidade da gente curar as máguas. Por isso que a reencarnação é curativa, porque Deus nos coloca num outro lugar para que a nossa visão se modifique sobre aquele mesmo assunto. Então eu eu falei aqui de palestrinos e judeus, mas isso em qualquer coisa que você possa pensar. Você nasce e com a cor da pele numa encarnação, na outra encarnação outra cor da pele, uma onde você nasce homem, no outro você nasce mulher, um você nasce filho, você nasce pai. E assim a gente vai ganhando experiência nos vários lugares. E eu também gostei de ser ter tocado no tema da gratidão, porque o livro da Joana, psicologia da gratidão, é um livro que eu gosto muito, porque ela ali vai desenvolver a ideia que a frequência da gratidão, porque quando a gente sente gratidão, a gente sente uma elevação. Você sabe que a gratidão não é considerado sentimento, ele é considerado um metsentimento, porque ele é diferente das da tristeza, da alegria, da raiva. É um sentimento considerado superior, que a frequência que a gente alcança é completamente diferente, porque na gratidão a gente tem a experiência de unidade, de não separação. Então ela vai desenvolvendo nesse livro que quando a gente sente gratidão é a frequência mais propícia pra cura das nossas almas. Então, se a gente quer se curar, você precisa buscar a gratidão. Só que paraa gratidão tem um passo muito importante que é tirar o seu olho da falta. Só experiencia a gratidão quem tira o olho da falta, porque para eu me sentir grato, eu preciso da presença. Então, eu tô junto do que do que é agora comigo, com o outro nesse lugar. Se eu tenho alguma desatenção, eu vou paraa falta. Ah, mas isso não, mas eu tinha que isso. Ah, mas e por que que tal coisa? Já perdi. Então, na gratidão é uma experiência de presença plena. E eu me lembrei aqui, eu sempre falo dessa passagem de Jesus que eu gosto muito,

s eu tinha que isso. Ah, mas e por que que tal coisa? Já perdi. Então, na gratidão é uma experiência de presença plena. E eu me lembrei aqui, eu sempre falo dessa passagem de Jesus que eu gosto muito, que é quando tem, sei lá, gente, acho que é uns 10 ou 12 leprosos. Vai ver que eram muito mais do que isso, né? Mas na Bíblia conta que eram uns 10 a 12 leprosos. Eles à distância viram Jesus e pediram que Jesus curasse. E Jesus estende a mão, assim tá descrito, e ele diz: "Simpos". E imediatamente eles começaram a ver que as feridas iam desaparecendo, um vendo no corpo do outro, sabe? Então tá desaparecendo lá. Ah, e aqui então eles eufóricos para recuperar a cidadania, né? Então eles voltam correndo pra cidade e só um volta para agradecer. E a descrição é que esse um que volta se ajoelha aos pés de Jesus e ele vai subindo o olhar até se encontrar o olhar de Jesus. E eu entendo que esse instante, esse átimo de segundo de encontro de olhar com Jesus é uma experiência de gratidão. E é isso, a gente precisa se prostrar, né? É, vou a desdobrar então gratidão que eu acho que cheg não foi bem uma pergunta específica, mas desdobrou disso, né? Você falou de perdão, gratidão, eu gostei dela, porque gratidão é o seguinte, né? Eh, sabe que no meu doutorado eu fiz uma uma intervenção de psicoterapia dentro da sala de aula para estudantes de medicina, que eram meus alunos. E aí coloquei várias intervenções desse aspecto, gratidão, virtudes, esperança. E lembro ao final foi uma intervenção eficaz, melhorou o bem-estar, diminuiu sintomas psiquiátricos, embora não fosse o objetivo principal. Eh, e eu fui fazer assim a avaliação do que que eles tinham mais achado interessante e quase todos colocaram as experiências de gratidão, as estratégias de gratidão, que tem a ver justamente com isso, né? Veja, você usou uma palavra eh quando nós estamos distantes de Deus, nós estamos escassos. Quando nós estamos perto de Deus ou com Deus, nós estamos em abundância. Jesus falou isso, né, no sentido de que eu

você usou uma palavra eh quando nós estamos distantes de Deus, nós estamos escassos. Quando nós estamos perto de Deus ou com Deus, nós estamos em abundância. Jesus falou isso, né, no sentido de que eu tenho a vida, mas a vida é em abundância. Eu vos dou a vida, mas a vida em abundância. Então, eh, para ter gratidão, a gente precisa não olhar só a escassez, precisa ver a abundância também e celebrar a abundância com humildade. Que é curioso, a gratidão nessa perspectiva de nos juntar num todo, a gratidão ela tá por trás da humildade ou ela vem junto com a humildade. Porque quando eu sou grato, eu percebo que eu não sou autossuficiente. Necessariamente eu preciso de alguma coisa fora de mim para poder ser grato. Então, preciso da humanidade, preciso de Deus, preciso de alguma coisa da medicina, da psicologia, do espiritismo, ou seja, alguma força que está externa a mim. Então, há essa postura de se prostrar, ou seja, ser humilde, né? Se colocar na terra. A gente aqui com o Sérgio, falou uma vez num num dos das lives, Ana Sérgio Lopes, é que a humildade na sua etimologia tem a palavra humos. eos tem a ver com terra. Então, a humildade realmente nos prostra, nos faz vincular a terra não numa perspectiva negativa, mas num perspectiva de poder olhar para cima, como você muito bem colocou, né? Quando a gente está prostrado na humildade, a gente pode olhar para o outro, olhar para cima e vai se elevando. Então, curioso, a gratidão nos torna mais humildes. Quando nós somos mais humildes, nós nos tornamos mais gratos. E aí entra num ciclo virtuoso, né? da gente só pensar no ciclo eh vicioso. Aí eu queria trazer um outro desjoboramento que é o seguinte: como é que a gente lida com a abundância? Nós temos dificuldades em lidar com abundância. Quando você fala dos leprosos, né, quando eles estavam com abundância de saúde, o que que eles fizeram? Foram passear, fazer alguma coisa, aproveitar a saúde e só um volta para aproveitar de uma outra maneira. É interessante como a gente às vezes lida muito mal com a

ia de saúde, o que que eles fizeram? Foram passear, fazer alguma coisa, aproveitar a saúde e só um volta para aproveitar de uma outra maneira. É interessante como a gente às vezes lida muito mal com a abundância e a gratidão mais profunda ao nos conectar à humildade, a nos conectar à sensação de vulnerabilidade. Aristóteles não gostava de gratidão porque ele dizia assim que as pessoas autossuficientes vem a gratidão como degradante. Por quê? Porque mostra que a gente não é autossuficiente, né? A gente ao perceber que não é autossuficiente, a gente percebe que é vulnerável. E essa vulnerabilidade faz com que a gente pise no freio. Então a gratidão acaba sendo um freio também, né? Ou seja, aquele jovem leproso, ele freiou a a alegria de perder a alegria futuramente para poder se prostrar diante de Jesus. Então é extremamente terapêutico, né? E é interessante você ver os alunos, né, estudantes de medicina, alguns ateus, sabe? alguns materialistas falando assim: "Poxa, foi tão interessante, doutor, com isso eu também comecei a fazer mais saborear a minha vida. Aí eu vou passar para vocês já jogando uma outra pergunta. Já que nós não somos ateus, já que nós não somos teoricamente materialistas, já que nós somos cristãos espíritas, eh, fizeram pergunta: "Dá para ser feliz? Dá para viver bem sem Jesus?" Sem Jesus é possível felicidade? Vou jogar para tu e depois eu também comento. É por Jesus é tão consolador pra gente? Por que que a gente conheceu o evangelho de Jesus faz com que a gente possa viver melhor? Por que que dá esse alívio? Quando Jesus diz: "Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, eu vos aliviarei", né? Por que que alivia isso? Não é incrível? Quando a gente começa a ler o evangelho, a gente se emociona? É consolador. Por quê? Porque Jesus aponta futuro pra gente, sai dessa ideia curta da materialidade do mundo. Porque quando a gente fica só no presente, no sentido do presente defensivo, tá? Porque ficar no presente é muito bom. Mas o presente defensivo

gente, sai dessa ideia curta da materialidade do mundo. Porque quando a gente fica só no presente, no sentido do presente defensivo, tá? Porque ficar no presente é muito bom. Mas o presente defensivo que é, eu vou fazer tudo que eu puder aqui para não acontecer nada de errado. Eu vou fazer tudo que puder aqui para não faltar dinheiro. Eu vou fazer tudo que puder aqui para não acontecer aquilo. É um presente defensivo, ou seja, é um presente que tá sendo regido pelo medo da falta, medo do sofrimento, medo de acontecer isso ou aquilo. Então é um presente aflito que quando a gente tá na perspectiva material nos dá. E olha, eu posso ser espírita e e ter uma perspectiva materialista. Isso que eu acho impressionante, porque a gente é espírita há muito pouco tempo em comparação às viagens materialistas que a gente já veio até aqui. Então, abraçar o espiritismo na sua essência ainda é uma construção para nós, né? Então, a gente tá adquirindo essa perspectiva espiritual. Então, por que que Jesus a gente tá mais próximo desse bem viver, mais próximo da felicidade? Porque quando a gente entende a transcendência da vida corpórea, quando a gente se conecta com a espiritualidade, quando a gente se entende um espírito que tá vivendo uma experiência corpórea transitória, o nosso olhar aumenta de ângulo e o valor que a gente dá pros sofrimentos físicos, materiais, etc e tal, toma outra configuração e quase sempre ele se configura menor. do que se a gente estivesse só olhando do ponto de vista material. Então, sem Jesus, a vida fica árida, o julgo não fica suave e o fardo fica muito pesado. Porque viver a nossa vida só com o entendimento material, na hora que o sofrimento vem, não há uma explicação material que dê conta desse sofrimento. Só quando a gente alarga a visão e vê para que tudo isso que eu tô vivendo, e é isso que Jesus vai trazer pra gente, é que a nossa vida tá para além daqui. Por isso que a felicidade não entra desse mundo. A gente não pode confundir felicidade com prosperidade,

eu tô vivendo, e é isso que Jesus vai trazer pra gente, é que a nossa vida tá para além daqui. Por isso que a felicidade não entra desse mundo. A gente não pode confundir felicidade com prosperidade, né? Prosperidade material é uma coisa ótimo. Que lindo. Nada contra essa prosperidade, mas não vamos colocar. A gente só pode ser feliz se tiver prosperidade material. A felicidade não é desse mundo, mas a conexão com ela já começa nesse mundo. É a gente se entendendo um espírito que tá passando por adversidades naturais da existência, mas a finalidade é amadurecimento, transformação, crescimento, né? Nós estamos nos dirigindo para essa vida melhor muito, mas a gente precisa ter consciência desses movimentos de crescimento. Ô, Ana, vou fazer a minha pergunta, só que aí amplificar um pouco mais. Eh, por, por exemplo, Ana, que é psicóloga, tem uma carreira profissional, Ana nasceu na doutrina espírita, né? Mas por que a Ana continua espírita? Eh, por que Ana continua com Jesus? Ana pensar aqui. Eh, tem um momento que a gente entra pro Espiritismo, né? começa a frequentar a casa espírita, começa a ler livro, conversa com a gente, mas quando as provas da vida vêm, o espiritismo precisa entrar dentro de você. é outra coisa. Ou seja, uma coisa é eu ir na casa espírita, outra coisa o espiritismo entrar no meu coração no sentido de que tudo aquilo que eu leio, eu estudo e professo, faz sentido para mim, me faz com que eu me sinta melhor no mundo, faz com que eu consiga entender que mesmo que eu não tenha explicação para tudo que me ocorre, eu sinto que isso não é casual, não é acaso, não é É de qualquer jeito, não é banal. Eu sinto que minha vida tem valor. Eu sinto de verdade, Léo, que eu não vinha passeio. É de coração que eu sinto isso. Uhum. Então, eh, não é uma teoria para mim, é verdade. Então, todo o tempo para mim é precioso. Então, eu não desperdiço meu tempo com coisas e nem com eh atividades que não me ajudam a ser uma pessoa melhor. Tudo aquilo que me interessa no mundo é

rdade. Então, todo o tempo para mim é precioso. Então, eu não desperdiço meu tempo com coisas e nem com eh atividades que não me ajudam a ser uma pessoa melhor. Tudo aquilo que me interessa no mundo é aquilo que me faz dar um passo em direção ao bem-estar. E eu já sinto esse bem-estar. Então, mesmo quando eu tenho muitas adversidades, quando eu fico com um monte de minhoca na minha cabeça, eu sei que isso passa, que isso é complicação minha, mas que eu tenho um propósito aqui. Então, o espiritismo lembra pra gente, você tem um propósito. Então, eu continuo espírita porque o espiritismo me dá recursos suficientes para eu poder me sentir bem. Mesmo que tudo isso seja provisório, mesmo que às vezes seja muito difícil, eu já consigo me sentir feliz muitas vezes aqui. Tem uma fala de Jesus que fala que recomenda assim, né? Se você quiser me seguir, pegue a sua cruz e me siga, né? Aquele que quiser seguirme. Mas logo depois, o que me chama muita atenção, é um questionamento, né? Mas o que adianta ganhar o mundo inteiro e se perder? Eu acho fantástico, né, que fala dessa questão da abundância. O que adianta ganhar títulos, ganhar posições, ganhar carreira, se isso não vem ao encontro de você, né? Se isso não faz com que a gente se encontre, se amplie. E se a gente tem a visão de Jesus que nos falou que o reino dos céus está dentro de nós, então isso faz mais sentido ainda, né? Porque o reino dos cés uma conquista interior, né, do céu e inferno interior paraa gente poder se libertar de nós mesmos e consequentemente ficar mais leves. Eu particularmente muito penso muito nisso assim, né? Do que ganhar o mundo inteiro e perder a minha essência, né? E quando você já tem alguma alguma lebre levantada que esse cristianismo faz a diferença de que esse cristianismo fala sobre gratidão, fala sobre esperança, fala sobre fé, é difícil demais você não escutar de forma continuada, né? E de certa forma diminui a nossa rebeldia. Alguém perguntou aqui sobre suicídio e de certa forma as experiências que nós tivemos com o

re fé, é difícil demais você não escutar de forma continuada, né? E de certa forma diminui a nossa rebeldia. Alguém perguntou aqui sobre suicídio e de certa forma as experiências que nós tivemos com o suicídio, né, ou a experiência que a gente teve com o suicídio é uma experiência de eh afastamento de Deus, né? Uma experiência de não aceitação, uma experiência de rebeldia. Quando eu falo isso, não é uma rebeldia consciente, não necessariamente uma coisa deliberada, mas nesse sentido mais profundo de desconexão com esse propósito, de desconexão com essa vida em abundância. Tanto que muitas vezes a ideiação de suicídio não vem com a perspectiva eu quero tirar a minha vida. às vezes vem assim, eu não vejo sentido na minha existência, eu não vejo. E aí quando começa a ter para que, para que viver de uma forma meio negativa, a aí há um espaço de ressonância interna e de perturbação externa de ações espirituais para que essa ideia vá crescendo, vá crescendo, vá se crescendo e aí a falta de sentido, a falta de propósito, a falta de significado vai nos ancorando menos na vida. quando a gente tem mais propósito, mais sentido, mais significado, a gente se ancora mais na nossa existência, nessa existência, eh para que a gente possa dar um salto de qualidade íntima. E aí a experiência do não suicídio seria uma experiência de abandonar a rebeldia, abandonar a não aceitação. Então que a gente já teve essa experiência em outras existências e não deu certo, né? Então, a gente pode dar uma outra, uma outra conotação, não quer dizer, e aí eu acho que a Ana já viu muitas vezes, como eu vejo muitas vezes, não quer dizer que a pessoa que tem uma religião que é cristã ou que é espírita, cristã espírita, ela não seja às vezes eh invadida por essa ideia de morte, né? Essa ideia que desvitaliza não quer dizer que ela não vai vir, porque até que se a gente tá falando dos ecos de outras existências, a gente às vezes vai ter esses ecos nessa existência. Eh, mas isso não significa que você seja a sua

uer dizer que ela não vai vir, porque até que se a gente tá falando dos ecos de outras existências, a gente às vezes vai ter esses ecos nessa existência. Eh, mas isso não significa que você seja a sua existência pretérita. Isso não significa que você seja a existência anterior. Eu me recordo, Ana, e pedi para falar, eu pedi para pedir autorização de uma pessoa, né? com esquizofrenia, que espírita também. Ele acho que ele nasceu numa família espírita ou pelo menos a família espírita há muito tempo. E aí ele foi para uma casa espírita tentar encontrar alguma revelação, né? E o médium, né? Eh, era uma casa espírita que falava de cura, etc. O médium foi dar uma revelação de que ele tinha cometido suicídio em outra existência. Eh, por isso ele tinha esse adoecimento. Isso ele isso fez com que ele ficasse fixado. Ele ficava, né, com o pensamento recorrente todo o tempo. Assim, eu sou uma pessoa perturbada, eh, por isso eu não vou evoluir, por isso que eu estou sofrendo, eu sou uma pessoa perturbada. Então isso ganhou, curiosamente, veja, eu não tô sendo hiperbólico, não exagerado. Esse pensamento recorrente, esse risco de suicídio recorrente ficou ali quase uns 10 anos, literalmente falando, não é 10 anos de forma hiperbólica. Até que por isso que eu pedi para contar, porque até que ele chegou e falou assim, começou a falar um pouco diferente assim, né? mais leve, mais brincalhão. Ele começou a brincar, né? E falou assim: "Doutor, eh, todo mundo é perturbado, né?" Aí eu, É isso mesmo. Ele perguntou: "O senhor é perturbado também, né?" Eu falei: "Eu também tenho minhas perturbações, né?" E aí ele falou: "Doutor, mas todo mundo fez besteira na vida passada, nas vidas passadas." Com certeza. O senhor também. Eu também fiz perturbações na vida passada. E ele, pois é, mas se a gente orar, fizer diferente, os benfeitores ajudam, né? Eu falei, ajuda e a gente vai conseguindo eh galgar outro patamar, né? Aí ele falou assim: "Pois é, doutor, eu acho que eu tô entendendo isso". E

ente orar, fizer diferente, os benfeitores ajudam, né? Eu falei, ajuda e a gente vai conseguindo eh galgar outro patamar, né? Aí ele falou assim: "Pois é, doutor, eu acho que eu tô entendendo isso". E aconteceu uma coisa curiosa. Aí ele mais leve, assim dizendo, basicamente ele resumiu, né? A doutrina espírita, resumiu toda essa teoria que a gente tá dizendo aí, né? Tipo, olha, todo mundo é meio perturbado, todo mundo fez besteira na vida passada, mas a gente tem ajuda espiritual. Se a gente disciplinar as coisas, a gente consegue viver, né? E ninguém e tá todo mundo no mesmo barco. Terapeuta e paciente, eh, palestrante e a pessoa que escuta, todo mundo no mesmo barco, um pouco mais no na liderança, outros menos na liderança, mas todo mundo no mesmo barco da vida, né? E aí ele falou assim, depois já brincando, Ana, ele falou assim: "Ah, doutor, tem um amigo meu que ele socializando super bem, né? Depois de 10 anos, 11 anos, super bem, sem essas ideias, mais no presente, de forma leve". Aí, um amigo meu falou assim: "Ah, doutor, tem um amigo meu que é um pândego." Aí, o que que é um pândego, rapaz? O pândego é um fanfarrão, doutor. É um brincalhão. Aí ele chegou assim, né, e falou assim para mim: "Fulano, eu vou falar as palavras dele, tá? E você tem cara de doido". Aí o meu rapaz, ele falou assim para Dor, ele é teu amigo? É, ele é doutor, mas não tem problema não. Sabe por quê? Porque eu pego carona de graça com ele. Eu achei fantástico essa, né? Ele veio, ele falou assim, depois ele pensa que tá tirando onda comigo, mas sou eu que tô tirando onda dele. E aí os amigos estão lá, eles estão convivendo nessa amizade meio áspera às vezes, né? Mas ele amigo, isso ajudou. Ou seja, quando nós conseguimos não só sair de um estágio de rebeldia para um estágio de sofrimento, que já é um pouco melhor, porque pelo menos você sofre, mas você tá resistindo, já é um pouco melhor, até entrar num estágio de sorriso, né, que ele tá fazendo, rindo das próprias dificuldades, isso já acaba

é um pouco melhor, porque pelo menos você sofre, mas você tá resistindo, já é um pouco melhor, até entrar num estágio de sorriso, né, que ele tá fazendo, rindo das próprias dificuldades, isso já acaba sendo um passo a mais, né, Ana? E eu queria trazer essa perspectiva do suicídio, da aceitação. Então, você falou tantas coisas, aí ver se eu consigo te te alcançar. Eh, a única possibilidade da gente fazer qualquer melhoria na vida da gente tem que passar por esse lugar de tirar o olho do que poderia ser, daquilo que deveria ser, pro, pra realidade que a gente tem. Então, que você tá chamando de aceitação, tem um monte de palavras que a gente usa isso, né? Presença, concordância, aceitação, dizer sim pra vida, né? Dizer sim pra vida, concordar, aceitar, não quer dizer gostar, não é parar de resistir. Então, se você tem ideias de tirar sua vida porque a vida tá sem sentido, é porque você ainda idealiza que a sua vida deveria ser de um outro jeito que ela não é. Então, é por isso que você tá falando que é rebeldia. É isso, porque eu não aceito minha vida como ela tá se apresentando para mim. Se a vida é essa, como eu tô vendo e essa eu não quero, né? Mas se a vida fosse de um outro jeito, essa eu ia querer viver. Então, quando você tá num estado depressivo ou nesses estados dos pensamentos recorrentes, tem um lugar seu rebelde que tá dizendo: "Eu não aceito a minha vida como ela é". E é preciso a gente dar esse passo de crescimento, porque isso é a nossa parte imatura que tá falando. Você querendo ou não, a sua vida não muda só porque você não gosta. Então é assim que a vida é. É isso mesmo. Mas o meu pai fez isso? É, fez sim. E é seu pai e é isso aí. É, mas acontece que no Brasil esse país é desse jeito. É, esse país é desse jeito. É onde você tá. E é isso aí. Então, será que a gente pode olhar pra vida da gente para começar? Tem que dizer: "É isso". E isso tem a ver com perdão em que lugar? Por que que a gente vai paraa culpa em vez de perdoar? Seja culpar o outro ou culpar a si mesmo que falta auto

da gente para começar? Tem que dizer: "É isso". E isso tem a ver com perdão em que lugar? Por que que a gente vai paraa culpa em vez de perdoar? Seja culpar o outro ou culpar a si mesmo que falta auto perdão, né? Porque a gente não aceita, porque a gente ainda queria que tivesse acontecido outra coisa. Então, a culpa é esse espaço entre a idealização, o que eu queria que tivesse acontecido e o que efetivamente aconteceu. Por isso que eu fico culpado. Eu fico na culpa olhando para cima. Mas tinha que ter sido assim, eu tinha que ter sido uma pessoa assim, eu tinha que ter falado, eu tinha ou ele tinha, alguém tinha, tinha que tudo o que não é. Então, para sair da culpa, eu preciso tirar o olho daqui e trazer para cá. Foi horrível o que aconteceu, mas aconteceu. Foi dolorido o que aconteceu, mas aconteceu. Então eu poder tirar o que eu queria, o que poderia, o futuro do pretérito tem que sair, gente, do nosso dicionário e a gente falar no presente: "É, tá acontecendo, é isso que é". E só desse lugar que vai dar para rolar autod perdão, para rolar o perdão dos outros, para rolar compaixão e até para gratidão precisa disso. Porque enquanto eu não olho pro que é, eu não consigo me nutrir do que a vida tá me dando agora nesse momento. Bel beleza por Ana, chegamos aí ao aos 45 47 minutos. Se deixássemos, rolaríamos aí. Obrigado mais uma vez, eh, por estar conosco. A Ana Teresa vai estar aqui conosco uma vez por mês, pelo menos às vezes duas vezes por mês, como a gente fez. Eh, e aí eu queria agradecer inclusive porque quando eu a convidei para fazer as perguntas e respostas, eh, eu tinha um uma quantidade enorme de perguntas. Aí eu falei: "Ô, Ana, é só isso aqui, ó". Aí, toma aí. Isso eu pedi para ele mand as perguntas para ver o que que as pessoas querem saber. Ele me mandou um caminhão. Mandei o caminhão de perguntas assim, uns prints, né, das telas que eu for pegando. E aí eu falei nos bastidores, falo ao vivo, eh, eu sou organizado, mas desorganizada, né? Eu sou um organizado,

hão. Mandei o caminhão de perguntas assim, uns prints, né, das telas que eu for pegando. E aí eu falei nos bastidores, falo ao vivo, eh, eu sou organizado, mas desorganizada, né? Eu sou um organizado, desorganizada. E ela é bem sistemática, assim, a organizou, eh, de tal modo que acho que fluiu, inclusive de uma maneira tanto o programa 80 quanto o programa 81. de uma maneira bastante harmônica, assim, graças a essa sistematização. Eu agradeço em nome do programa, em nome desse espaço que a gente construí, professora, ajudou muito, viu? Ótimo, queridos. Eu fiquei muito feliz de estar aqui com você. Com você, Léo. Muito obrigado. Que que gostoso conversar com você. Que gostoso estar com vocês que estão nos assistindo. Tomara que esses nossos encontros possam levar para vocês um pouco dessa nossa, nesse nosso entusiasmo, né? Que a doutrina nos dá esse entusiasmo de viver, de trabalhar, de divulgar, que tudo que é bom pra gente a gente quer que todo mundo possa sentir. Beleza? Grande abraço, Ana. Grande abraço para você. a gente se encontra nas próximas semanas aqui em Jesus e saúde mental.

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