#120 • Jesus e Saúde Mental • Episódios diários - Irritação
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ana Tereza Camasmie » Episódio 120 - Episódios Diários - Irritação #Jesus #SaúdeMental #irritação
Olá, Estamos mais uma vez começando Jesus e saúde mental pela web TV Mansão do Caminho. Temos ao longo dos últimos programas aberto o livro Episódios Diários da Benfeitora Joana de Angeles a partir da da mediunidade de Divaldo Franco. Hoje mais uma vez iremos abrir o capítulo quatro, dessa vez o capítulo 4atro deste livro Episódios Diários. E o capítulo 4 fala justamente sobre irritação. E para poder estar conosco, logo depois da vinheta, eu convidei a nossa amiga Ana Teresa Camasmi, que tem se fazido presente de forma recorrente no nosso programa. fica conosco depois da vinheta para que nós possamos aprofundar essa mensagem bastante útil pro nosso dia a dia. Olá, Ana, mais uma vez seja muito bem-vinda. mais uma vez a nossa gratidão, o nosso agradecimento pela sua disponibilidade e pela sua presença. É uma alegria estar com vocês, principalmente no trabalho da manção do Caminho que deixa meu coração feliz. Obrigada pela visita, pela alegria, pela oportunidade. Obrigada, Ana. Dessa vez nós selecionamos aqui falar sobre irritação. Então, como toda vez a dinâmica temos feito assim, eu vou ler a mensagem e depois nós discorremos um pouco. Ao sair do lar, defrontas os problemas da condução e do trânsito na busca da tua oficina de trabalho. Transportes abarrotados, pessoas rudes, multidões apressadas, violência pela disputa de lugares, ruas e avenidas movimentadas. Tem uns três pontinhos. Se chove, emperra o trânsito e as dificuldades se ampliam. Se faz sol, o calor produz mal-estar e as reclamações promovem aborrecimento. Se dispões de veículo próprio, não te podes mover conforme gostarias, pelas vias de acesso em congestionamento crescente. Todos têm que chegar a tempo. O relógio não para. Os que se atrasaram pretendem recuperar os minutos perdidos e atropelam. os que estão ao lado ou à frente. A irritação chega e se instala, perturbando-te e levando-te a competir também com os agressivos. As buzinas produzem bulha, os semáforos te rompem, te interrompem a marcha e tudo parece estar contra os
irritação chega e se instala, perturbando-te e levando-te a competir também com os agressivos. As buzinas produzem bulha, os semáforos te rompem, te interrompem a marcha e tudo parece estar contra os teus propósitos. Mantenha calma. Amanhã propõe-te a sair de casa mais cedo. A tranquilidade de todo um dia merece o teu investimento de alguns minutos. Não te irrites, portanto, evitando os perigos da ira que instala desequilíbrios graves que podes evitar. Ana, como primeira reflexão, o que é que tu nos trazes aí? Nossa, essa página me fez pensar tanta coisa. Primeira coisa, assim, como é que que acontece comigo, né? Quando eu me irrito, quando fico muito irritada, chateada, aborrecida. Eu me lembrei de uma coisa muito simples, que eu pego muito avião para fazer as palestras por aí. me irrita aquela aquele tumulto para sair das poltronas. Eu não entendo aquilo, sabe? É uma coisa surreal. O avião ainda nem pousou, já tem gente tirando a mala, não sei o quê, e batem uma nas outras, empurram pessoas. É uma coisa assim, não combina com a com a condição social de quem tem, né, condição de pegar um avião. E eu fico pensando assim, o que que é isso que acontece com a gente, né? Que irritação é essa que toma conta tanto deles quanto de mim também quando vejo isso, né? Então que dificuldade de esperar a sua hora, o seu lugar, né? Então eu fui conversando comigo mesmo com esses pensamentos do que que dá a irritação e encontrei no Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 9, em que Jesus tá dizendo: "Bem-aventurados os brandos, os pacíficos". Kardec colocou nesse capítulo um textinho chamado a cólera. E nesse texto tem assim, ó, as impaciências decorre da importância que cada um liga a si mesmo. E eu fiquei pensando assim: "Nossa, então toda vez que eu me irrito, quando alguém se irrita e tal, tem alguma coisa que acontece no coração da gente que é: eu me acho mais merecedor de algo, seja de admiração, de atenção, de privilégio ou qualquer outra coisa, mas eu me considero merecedor de algo
tem alguma coisa que acontece no coração da gente que é: eu me acho mais merecedor de algo, seja de admiração, de atenção, de privilégio ou qualquer outra coisa, mas eu me considero merecedor de algo mais, porque eu sou muito importante em alguma coisa". Aí eu encontrei uma página do Emanuel, sabe que ele fala sobre isso? Exatamente. Ele vai dizer, ó, o livro é estude viva e o texto é torno da irritação. Ele diz assim que a ira, a irritabilidade tem a ver com superestimação do próprio vagô. Eu falei: "Nossa, a mesma coisa do evangelho. Nossa, foi muito feliz, né?" Então eu gostaria de conversar com você um pouco sobre isso. Como é isso, né? A gente se acha mais do que a gente, é por isso que a gente se irrita. Que que você pensa? me parece bastante pertinente. E no dia a dia, de vez em quando a gente fala isso quando pergunta assim: "Parece que a pressa do outro, né, é maior do que a minha pressa." Quando a gente vê assim a esse tumulto no avião ou tumulto na na nas vias públicas, ela fala muito da via pública do trânsito, né? E a gente se fica então pensando, será que a minha pré, a gente até fala isso, poxa, parece que fulano, o tempo dele é mais precioso, que é como se ele não pode se atrasar, mas todo mundo pode se atrasar. Ela coloca isso aqui, né? Os que se atrasaram pretendem recuperar os minutos perdidos e atropelam os que estão ao lado ou à frente. Então, é como se ele fosse mais importante nesse endroido, porque o compromisso dele é mais importante do que os outros. E de fato a gente tem uma certa eh demarcação do que é realmente mais importante, mais urgente e que pode furar o trânsito. Por exemplo, a ambulância, quando liga-se a sirene da ambulância, todos nós entendemos que, de fato, ali nós temos que ter uma estima, ou seja, uma avaliação de que tem uma coisa mais urgente, que é uma vida. é uma uma mãe que tá, digamos, num processo de de partejamento, é alguma algum idoso que tá sendo transportado para um um hospital, né? Ou então quando vem uma viatura da polícia e liga, a gente
vida. é uma uma mãe que tá, digamos, num processo de de partejamento, é alguma algum idoso que tá sendo transportado para um um hospital, né? Ou então quando vem uma viatura da polícia e liga, a gente imagina que tem alguma coisa mais urgente ou um bombeiro. Ou seja, de certa forma nós, enquanto sociedade combinamos eh sinais para realmente entender que às vezes o outro, o tempo do outro é mais urgente. Mas a questão aí é será que de fato eu sempre sou uma ambulância, eu sempre tá tô carregando uma urgência maior do que a outra. E é curioso, já que você trouxe um exemplo real, quando assim que me formei, né, antes de trabalhar como psiquiatra propriamente dito, eu trabalhava como clínico geral no interior de Pernambuco. E de vez em quando eu via isso, a, eu tinha que transportar um paciente, então eu tinha que ir dentro da ambulância. E era interessante que eh em algumas cidades o o motorista falava: "Doutor, nem vale a pena ligar a sirene porque o pessoal não deixa". Mesmo com a sirene ligada, mesmo com a sinalização de que é algo urgente que tá ali, veja que um médico tava na ambulância sinalizando a urgência também, a o pessoal não abria. Interessante, né? Então veja como essa superestima de si às vezes faz com que a pessoa fique, digamos assim, alienada em relação ao mundo, as urgências do mundo, mesmo quando tem uma sinalização de que aquilo é mais urgente do que a minha pressa. Mesmo assim, essa superestima, né, que de certa forma leva a um comportamento até mal educado, leva um comportamento o quê? Arrogante de ser eh às vezes blinda, né? aliena a pessoa. E aí eu queria acrescentar uma situação muito interessante que aconteceu aqui em casa. Meu marido usa marca passo e ele foi no banco e o guarda do banco não tava deixando desativar a porta para ele entrar para não atingir o aparelho, né? Não, não, essa porta aqui não vai estragar seu aparelho não. E aí ele começou a discutir com o homem da mandou chamar o gerente. Aí a gerente veio aborrecida. Eu sei que foi uma confusão
aparelho, né? Não, não, essa porta aqui não vai estragar seu aparelho não. E aí ele começou a discutir com o homem da mandou chamar o gerente. Aí a gerente veio aborrecida. Eu sei que foi uma confusão para ele poder entrar no banco. Ele só queria sacar R$ 100. Uma confusão. E aí ele voltou para casa dizendo: "Eu vou entrar com uma ação no Banco Central contra esse banco. Você é maneira de tratar uma pessoa?" TR falou o dia todo. E aí, olha só o que que Emanuel fala sobre isso. Vou ler aqui para vocês. Ele diz assim: "Por vezes, o irritado leva mais longe do que necessário a faculdade de preservar e defender seus direitos." E eu tava vendo isso assim: "Nossa, isso tá grande demais. Ele já falou com o gerente, ele conseguiu entrar, ele já conseguiu pegar o dinheiro. O que que tá faltando mais? né? Por que que isso não não o acalmou? Então, quando eu li essa frase, eu falei assim: "Olha só, a gente na irritação a gente se considera com tanta importância que a gente vai muito longe na preservação dos nossos direitos e a coisa vai virando uma bola de neve imensa. O assunto é desse tamanho e a sua reação". Já tava pensando no processo judicial, no Banco Central. Olha o tamanho da conção. Então, o que que a gente precisa fazer nesse momento dessa grande irritação? Não adianta você dizer pra pessoa: "Fica calma", é tudo que ela não pode, né? Então eu disse para ele, você tem toda a razão. Você foi desrespeitado, não é? você não se sentiu valorizado eh na sua necessidade, ela não conseguiu ouvir a sua necessidade. Mas olha, eu quero dizer para você o seguinte, aquelas pessoas não têm informação para isso. Não sabe nem o que que é um marca-passo, nem do que que é feito o marca-passo ou coisas parecidas. Toma uma água aqui, se acalme um pouquinho e tal. Então é isso, na hora da irritação, não adianta eu dizer que aquilo tá demais, porque é isso, a gente vai ficando desproporcional, a reação é desproporcional ao acontecimento, que em Emanuel tá dizendo assim: "Se é desproporcional ao
o, não adianta eu dizer que aquilo tá demais, porque é isso, a gente vai ficando desproporcional, a reação é desproporcional ao acontecimento, que em Emanuel tá dizendo assim: "Se é desproporcional ao acontecimento, é proporcional a quê?" Então, pelo que ele diz, é, é proporcional ao quanto você sentiu atacado no seu alto valor, sabe? Eu fiquei muito tocada com isso, assim, nossa, é verdade, a gente tem reações desproporcionais, né? que no evangelho os espíritos dizem assim: "Pesquisai esses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder a razão e vão nos encontrar com orgulho ferido." É, a Jana termina a frase dizendo: "Não te irrites", evitando os perigos da ira que instala desequilíbrios graves, né? Então, nessa passagem do Evangelho, ele fala: "Se vocês pudessem observar um momento de fora, né? Ou seja, você tá ali na ira e se a gente pudesse ser um espectador daquele momento de como é que nós agimos, eh, nós iríamos nos surpreender. Nesse ia sentir vergonha, né? Ia sentir vergonha. E aí eu vou trazer dois pontos. Vergonha. Primeiro ponto é esse. Perceba que quando a irritação aparece, outra situação com o mundo gera ela, é porque nós nos sentimos diminuídos, nos sentimos humilhados. E essa sensação, uma sensação de humilhação, veja que o o exemplo que você traz, ele fala assim, né? Eh, não pode se tratar uma pessoa dessa forma. De certa maneira, ele também queria entrar ali no processo para como se fosse dar uma lição, não só para ele, mas como se fosse assim uma defender as pessoa, né, as pessoas, o ser humano. Nós não podemos tratar o outro assim. Então a gente se sente humilhado e a humilhação, ela gera vergonha. Mas que coisa curiosa. Se pudéssemos olhar o comportamento que a gente tem desproporcional em resposta a essa situação humilhante ou vatória, a gente também ficariaag envergonhado com a reação. Então, seria uma vergonha dupla. A vergonha pela humilhação e agora a vergonha pela humilhação de ter perdido totalmente, como se fala, a
u vatória, a gente também ficariaag envergonhado com a reação. Então, seria uma vergonha dupla. A vergonha pela humilhação e agora a vergonha pela humilhação de ter perdido totalmente, como se fala, a estribeira. Então não é uma não é uma boa reação assim no sentido de eh resolver esse sentimento, porque tava ali a raiva junto com a vergonha motivada por uma por uma situação de humilhação. E eu respondo com outro comportamento que gera mais mais vergonha e eu fico me sentindo humilhado porque me sinto eh aí ele fala a palavra dementado. O que que seria dementado? Seria assim, perdi a capacidade de raciocínio, porque aí vem a segunda reflexão, irritação, um comportamento pela fala, botar na justiça, brigar mesmo, revidar fisicamente, é o comportamento. Esse comportamento ele vem em resposta a a um sentimento, a uma emoção que vem. Qual a emoção? No final das contas, é raiva. Raiva vinculada à vergonha, porque quando eu sinto vergonha, eu sinto raiva também. Vergonha é uma emoção complexa, raiva ou uma emoção básica que tá dentro do sentimento de vergonha. Então é o sentimento. E aí vem por quê? Porque eu interpreto, que é isso que o evangelho tá colocando, é isso que Emmanuel tá dizendo, eu interpreto que eu fui subestimado, que eu fui desvalorizado, que eu fui colocado para baixo. Isso é importante a gente pensar, porque, por exemplo, agora esse programa eh provavelmente tudo que a gente tá refletindo, se a gente tivesse vendo o programa num momento de cólera, de ira, de raiva, a gente nem conseguiria captar, porque é tanta raiva que a raiva, a emoção deixa a razão nublada e o comportamento a gente não consegue manerar. Então, eh, é no momento justamente terapêutico, isso serve a terapia, é, digamos, passar a limpo alguma situação com a cabeça fria, ou seja, menos tomado pela emoção intensa para poder reavaliar o que aconteceu e tentar aprender uma mudança de postura futura. Então, essas reflexões, elas não servem para o momento da raiva em si, mas é para poder, digamos assim,
ão intensa para poder reavaliar o que aconteceu e tentar aprender uma mudança de postura futura. Então, essas reflexões, elas não servem para o momento da raiva em si, mas é para poder, digamos assim, prevenir outras reações desproporcionais. E se a gente não deve ficar assim tão irracível, que que a gente pode fazer quando a gente se sente assim? Conversávamos antes, eh, que o oposto dessa irritação seria a subestimação, né? você se subestimar. A irritação quando você superestima a si mesmo. E olha só, olha só, não é que não é que existam situações eh vchatórias humilhantes. Existem, né? Quando a gente tá lidando com pessoas que são extremamente egoístas, vaidosas, é natural que ela, pela arrogância dela, ela humilhe os outros e o outro eh seja colocado numa postura pior do que ele é. Com certeza. A questão é que a resposta com agressividade não atende os nossos desejos, que é melhor respondido a partir do que a gente chama de assertividade, né? Então seria assim, irritação é quando eu desproporcionalmente ajo e essa desproporção pode ser dois níveis aqui, ó, na que eu tô pensando. Um nível porque eu me estimo muito, é o que a gente tem colocado, e aí qualquer coisinha eu me sinto humilhado. Aí o problema é mais da minha superestimação, mas a desproporção também pode ser que não. A situação realmente foi vchatória. Não foi porque eu me estimo muito, mas a desproporção tá na quantidade de tempo. Na quantidade de tempo. Eu tô ficando um dia, eu vou colocar na justiça, eu vou ou a desproporção tá na atitude de reação. Então a grande questão é desproporcionalidade. E como o adoecer, o adoecer, que é o que ela coloca, né, instala desequilíbrios graves que a gente podia evitar. Então, a ideia é que eu não eu não saia daqui para um outro patamar que seria uma omissão, porque a omissão também gera uma agressão contra si mesma, porque eu fico remoendo uma raiva que não consegui colocar para fora pela irritação, pela explosão, mas eu implodo. Porque o omisso, quando nós temos atitudes omissas, nós ficamos
são contra si mesma, porque eu fico remoendo uma raiva que não consegui colocar para fora pela irritação, pela explosão, mas eu implodo. Porque o omisso, quando nós temos atitudes omissas, nós ficamos remoendo uma raiva e aí a raiva é direcionada para nós. Puxa vida, por que eu não fiz nada? Então, a ideia é que o evangelho nos coloca, seja o teu falar de Jesus. Sim, sim, não, não. Esse a gente pode colocar numa linguagem psicológica ou numa linguagem até de, como se fala, comunicação assertiva. Eu delimito o espaço, expresso o meu incômodo, expresso a minha irritação de maneira saudável, sem cólera, sem ira. Mas eu expresso, olha, eh, não gostei disso do que o senhor, do que o senhor falou, né? Eh, e aí eu vou contornar contornar. A assertividade é algo fundamental para ser um um como lidar com a raiva de forma saudável e de forma eficaz. Não é só saudável, de forma eficaz. de uma forma que atenda os nossos anseios sem a gente ficar se sentindo um perturbado depois ou um dementado depois, como diz o evangelho, um iracível, ou seja, sem ficar envergonhado. Quando a gente usa a assertividade, a gente consegue drenar a nossa raiva de maneira madura e eficaz. Eu me lembrei de um um pai e um filho que eu conheci, conhecidos assim, próximos. E quais separado dá sempre umas dificuldades na relação com os filhos. Tem que ter que ter muito acordo, né? E era aniversário do pai e o filho foi no aniversário, mas saiu cedo, saiu antes do parabéns, né? E aí o pai perguntou pro filho assim: "Poxa, meu filho, você não ficou pro parabéns?" E aí o filho respondeu: "Isso é para você ver como é que eu me sentia todas as vezes que você saía rápido dos meus aniversários." Aí ele respirou, eu gostei da resposta dele. Ele respirou e disse: "Poxa, meu filho, eu só queria ter você na foto do meu parabéns". Então, há irritações que são do outro que você pode tomar ou não. Você pode deixar com o outro, compreender que o outro tem dores que eu não tenho condição de resolver, mas eu posso de
meu parabéns". Então, há irritações que são do outro que você pode tomar ou não. Você pode deixar com o outro, compreender que o outro tem dores que eu não tenho condição de resolver, mas eu posso de alguma maneira dizer o quanto que eu amo esse outro, quanto que esse outro é importante, deixar pro outro pensar. Mas ele poderia ter entrado na justificativa. Não, mas acontece que a sua mãe porque seu aniversário, porque ele não entrou nisso disso. Poxa, meu filho, que p eu só queria você na minha foto. Parabéns. Daí o filho ficou desconcertado porque ele esperava um duelo e que não aconteceu. Então, a gente também precisa nesse assunto da irritação, entender que há irritações do outro que eu posso deixar com o outro, mas poder devolver pro outro alguma palavra amorosa, gentil, alguma palavra que possa ajudá-lo a pensar, a sentir que eu sou importante, que eu não fiz aquilo de propósito, coisas assim, não é? É o que a Joana tá dizendo pra gente aqui, que a tranquilidade de um dia merece, né? Então, quando ela fala que eu gosto muito, quando ela fala assim, mantém tua calma, amanhã proponha-te sair de casa mais cedo, que ela tá se referindo a trânsito, atraso e tal, mas a gente pode pensar isso para qualquer coisa. Ela tá, o que ela tá dizendo pra gente é assim, a gente sempre pode fazer alguma coisa que nos proteja ou que nos ajude algum recurso pra gente não entrar nessa onda, porque a irritação parece uma onda que te leva, né? Então ela tá dizendo assim, eh, que que você pode fazer por você? para você não entrar nessas ondas que você já sabe. Ela tá dando um exemplo simples, que é sai mais cedo. Você sair de casa mais cedo pode te ajudar a ter um dia muito melhor. Que tal você renunciar, dormir mais um pouquinho e ter um dia melhor? Vale a pena, né? 10 minutos que você não dormiu, 24 horas de bem-estar. Então, levando isso paraas nossas adversidades de relacionamento, quais são os 10 minutinhos que eu posso investir de uma atitude diferente para que eu possa ter resultados a longo
horas de bem-estar. Então, levando isso paraas nossas adversidades de relacionamento, quais são os 10 minutinhos que eu posso investir de uma atitude diferente para que eu possa ter resultados a longo prazo, né? A comunicação do pai pro filho não deixa de ser um bom exemplo de uma comunicação assertiva. Porque perceba que quando ele fala: "Poxa, meu filho, ele tá comunicando a raiva dele no sentido da frustração. Poxa, meu filho, eu fiquei frustrado." E frustração é uma raiva. Só que ele fala de uma maneira eh ponderada, não vou dizer nem calma, vou falar ponderada, né? E fala: "Eu só queria ter você na minha foto". Então, é uma é um exemplo de uma comunicação assertiva, eficaz, né? Comunicou as frustração dele, ele não ficou guardando para dentro, né, dele, nem também entrou numa numa acusação, uma acusação, numa vingança, né? Então esse é um exemplo bom de uma um tipo de comunicação assertiva, porque as comunicações assertivas elas tendem a ser mais breves, tendem a ser mais rápidas, né? Elas não são textões assim, não são, não é um sermão, né? Um sermão, é uma coisa mais pontual, né? E é interessante ela pensar essa questão do tempo. Ah, também no livro dos espíritos, a ideia de quando fala sobre o conhecimento de si mesmo, eh, os benfeitores falando que seria importante a gente dedicar um tempo para o aprofundamento de si mesmo, né, que traz uma amplitude espiritual para todos nós. E é isso que a gente tá fazendo aqui, dedicando um tempo para aprofundar a os nossos dias, o nosso dia a dia. E ela coloca a situação bem corriqueira mesmo do trânsito, da pressa. Isso acontece muito nas grandes cidades. Mas curiosamente, veja que eu falei o exemplo inicial da ambulância, não era numa grande cidade, não era em Recife, a capital interior, era no interior que teoricamente eh tem um pouco mais de de flexibilidade de tempo, mas era um interior que tava que é grande assim, cresceu. Então é interessante esse esse crescimento às vezes sem um amadurecimento que acaba verando um comportamento mal educado,
xibilidade de tempo, mas era um interior que tava que é grande assim, cresceu. Então é interessante esse esse crescimento às vezes sem um amadurecimento que acaba verando um comportamento mal educado, né? O amadurecimento gera uma educação interna, porque em Recife as pessoas já abrem, dão o seu jeito porque já entenderam assim ou já passaram pela situação com mais frequência, já estiveram numa ambulância, já estiveram numa ambulância e conseguem ter uma uma certa empatia. E aí eu trago um outro ponto, eh, se colocar no lugar do outro é um outro exercício também, né, de eh às vezes eu também já fiz isso. Se o cara, a pessoa tá tendo um momento de cólera. Eu também já tive esse momento de cólera, né? Eu me recordo no trânsito uma vez, não são todas, né? Mas vou dar um exemplo bom, que o um cidadão tava do meu lado e ele irritou-se assim, não, até hoje não entendi muito bem. Eh, irritou-se porque ele queria passar, mas eu tava na minha faixa normal, o sinal fechou, eu parei e ele queria passar. Eu acho que ele queria que eu passasse o sinal vermelho para ele poder passar. Mas veja aqui com uma situação totalmente assim esdrústula mesmo, porque era uma faixa dupla. Então, se ele queria, porque ele tava querendo que eu fizesse o errado, que eu pudesse causar um acidente comigo atravessando o sinal vermelho, mas tinha outra faixa ali. Se ele quer fazer o errado, que ele pegue a faixa e ele possa ir. Mas ele queria que eu saísse do meu lugar. Então, uma coisa assim, você vê como é irracional. Uhum. E aí ele pegou o lado assim, né? perdeu o sinal, não atravessou e aí ficou resmungando e aí eu baixei a janela e ele achou que eu ia brigar, né? E aí eu falei assim, alguma coisa, olha, rapaz, desculpe, aí você queria passar, né, que não deu. Então ele não esperou a atitude, né, eh, dessa. E nem sempre vale a pena baixar o vidro, não. Mas eu tava tão seguro de mim e percebi que eu tinha que colocar para fora essa raiva de maneira saudável, que então acabou, ele não teve o que falar, né? É o que a
re vale a pena baixar o vidro, não. Mas eu tava tão seguro de mim e percebi que eu tinha que colocar para fora essa raiva de maneira saudável, que então acabou, ele não teve o que falar, né? É o que a gente fala no popular, deixa o outro brigando sozinho. Ou seja, a irritação é dele, não é minha, né? A irritação é dele. Deixa o outro brigando sozinho. É, muitas vezes eu tenho eu tento fazer esse treino e e de forma quando dá é interessante você poder, eh, comunicar algo, né? E é interessante que o outro fica fica espantado. Eu me recordo a primeira vez. Fica espantado. A primeira vez que eu peguei o carro, Ana, eh, com carteira de motorista, né? Então, peguei o carro do meu pai, tava, foi a primeira vez que eu fui para o Conservatório Pernambucano de Música de carro. Aí eu tava super feliz, mas com medo, né? E foi impressionante porque a primeira vez que eu saí bati o carro. Ai, meu Deus, coitado. Mas assim, foi uma coisa de 400 m da casa do meu pai. E interessante que quando o erro era meio que compartilhado, não era só meu erro da batida, eh mas a pessoa já saiu desesperada porque ela tava também preocupada porque ela não tinha condições assim, não tinha seguro, etc. E ela tava desesperada. E é interessante que eu falei para ele: "Não, não se preocupe, que eu eu vou arcar com prejuízo." Nem fui ver meio a meio, você também errou, porque é tão difícil a gente admitir o erro. É muito difícil. É muito difícil na hora da raiva. É muito difícil se o outro admitir o erro. A chance dele admitir o erro é você admitir o seu, admitir a sua parte, né? E aí quando eu fiz isso, ajuda muito, talvez seja a chance. Aí quando eu fiz isso, ele eh se impactou assim positivamente e curioso que ele falou pro meu pai: "Rapaz, seu filho já me acalmou, que coisa, né?" Ele falou pro meu pai. Aí meu pai ficou feliz pela minha conduta e me falou depois saber que o cara ficou super impressionado assim porque o senhor acalmou ele e disse que ia apagar a situação e tal. Então, eh, é interessante a gente, a da
feliz pela minha conduta e me falou depois saber que o cara ficou super impressionado assim porque o senhor acalmou ele e disse que ia apagar a situação e tal. Então, eh, é interessante a gente, a da mesma forma quando se olha vendo a cólera que nos domina e nos envergonha, é também interessante a gente passar limpo as situações que a gente agiu de forma saudável, eficaz, pra gente tentar repetir essa tranquilidade que às vezes nos toma, porque também às vezes nós somos tomados de uma tranquilidade que a gente nem imagina. A gente sempre pensa do, né? A gente pensa assim, puxa perder a cabeça. Às vezes a gente também consegue colocar a cabeça numa forma que a gente nem consegue. É importante lembrar, colocar a cabeça, poder tentar repetir, né? Nossa. E sabe o que que você me lembrou? Aquele trecho do evangelho em que Jesus recomenda aos apóstolos como ir pregar na casa dos outros. Uhum. E aí ele diz assim num determinado trechinho já no final em que ele vai dizer assim: "Se você for com a sua paz na casa do outro e essa paz não tiver lugar nessa casa, as pessoas não estiverem em condições de receber essa paz, saia com a sua paz." Uhum. Eu eu fiquei pensando assim, olha que coisa, né? Assim, a gente pode entrar num ambiente contaminado, mas a gente também pode sair desse ambiente difícil, mas não não se tomar pela perturbação daquilo. E aí ele diz para sacudir a poeira da sandália, né? Então eu fico assim pensando, talvez e tem dito assim: "Não sai de lá comentando, magoado, ainda com um monte de restos, né? Segue seu caminho. Você fez o melhor que deu, o melhor que foi possível, mas eh não permita se perturbar-se pelas perturbações que são do outro. Isso é tão diferente de pensar em egoísmo, né? Porque as pessoas me falam assim: "Ah, mas você não seria egoísmo?" Não, isso é juízo. O nome disso é juízo. Você entra num ambiente confuso, você saber sair desses ambientes confusos, porque nós não somos heróicos, não é? sair consertando todo mundo. Não é essa a questão. Eh, eu levo o melhor que eu
juízo. Você entra num ambiente confuso, você saber sair desses ambientes confusos, porque nós não somos heróicos, não é? sair consertando todo mundo. Não é essa a questão. Eh, eu levo o melhor que eu tenho para dar. Às vezes as pessoas não têm condição de receber esse teu melhor. Tá tudo bem num outro momento, mas você aprende a silenciar e segue seu caminho. Quer sabe num outro dia, de uma outra maneira, essas pessoas possam receber o que você tem para dar. De certa forma, é um outro exemplo do que nós colocamos aqui como centralidade dos nossos comentários, que é assim, quando você vai for pregar o evangelho, ou seja, a sua intenção é muito boa, mas Jesus diz assim: "Olha, às vezes o outro não tá preparado, a casa não foi receptiva". Ou seja, baixa a bola, sai, sacode a poeira, porque aí vem uma questão de não se superestimar, não se achar o herói salvador de tudo, porque também vem essa irritação, mas eu tô querendo fazer o bem. Mas ninguém enfia evangelho guela abaixo. Ninguém consegue, né, enfiar evangelho guela abaixo. Esse esse essa essa forçação de barra até para fazer o bem às vezes mostra uma auto uma estima muito elevada, como se nós fôssemos heróis, salvadores. E aí a gente acaba se ficando num paradoxo. Eu mato e morro para pregar o bem, né? Então, acaba entrando num par o o paradoxo disso extremo são o quê? As guerras santas. O objetivo teoricamente é saudável, né? Levar o levar o bem que a pessoa acredita seu bem. Mas se eu preciso, né, desproporcionalmente forçar uma barra nesse sentido, aí já tá começando a ser paradoxal. E aí Jesus é muito, né, na sua sabedoria, ele fala: "Olha, nem sempre eh ir até o fim é o melhor. Às vezes é melhor desistir temporariamente e manter a paz para outro lugar, né? Interessante essa esse esse equilíbrio proposto por Jesus nessa fala que você relembra". É porque senão a gente fica teimoso, né? Insiste, insiste no que o outro e aí o outro vai criando mais resistência ainda, fica muito mais difícil. Ana, eu colocaria assim pra gente encerrar.
elembra". É porque senão a gente fica teimoso, né? Insiste, insiste no que o outro e aí o outro vai criando mais resistência ainda, fica muito mais difícil. Ana, eu colocaria assim pra gente encerrar. Tenho várias passagens boas, mas uma frase que me chamou atenção, que acho que posso ficar guardado na minha cabeça, é: "A tranquilidade de todo um dia merece o teu investimento de alguns minutos quando ela propõe que você saia de casa mais cedo, se programe. Valeo, você roubou a minha frase. Mas tá bom, tá bom, tá bom. Então, vou ficar com a seguinte, é isso, sai de casa mais cedo. Eh, são pequenas ações que ela tá sugerindo. Muito bom. Então, vou escolher a seguinte: não te irrites, portanto, evitando os perigos da ira, que instala desequilíbrios graves que podes evitar. Então, esse trechinho, tanto na frase que você escolheu quanto nessa, diz assim: "Nós podemos fazer alguma coisa paraa gente não resvalar nesse lugar. que para nós ainda é muito perigoso. Ana, muito obrigado pela sua participação mais uma vez conosco. Muito obrigado para você que esteve conosco e nós convidamos para que você esteja semana que vem novamente com Jesus e saúde mental aqui na web TV Mansão do Gaminho. Até lá.
Mais do canal
Conversando Sobre Espiritismo | Mário Sérgio, Solange Seixas e Marco Antonio
1:06:33 · 5.3K views
Em Busca do Sagrado | #193 • A Alegria
🔴 AO VIVO | Diálogo Franco: Sexualidade - Uma Visão Espírita
[EN FRANÇAIS] Nul ne meurt - Divaldo Franco
1:27:15 · 240 views
[EN FRANÇAIS] Pike et son fils toxicomane - Divaldo Franco
1:10:29 · 293 views
Estudo da Obra – Loucura e Obsessão | T7:E34 – Cap. 17: Terapia desobsessiva – Parte 2