#127 • Jesus e Saúde Mental • Episódios Diários - Necessário e Dispensável

Mansão do Caminho 20/05/2025 (há 10 meses) 34:00 4,385 visualizações 856 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ana Tereza Camasmie » Episódio 127 - Necessário e Dispensável #Jesus #SaúdeMental #JoannadeÂngelis #Necessário #Dispensável

Transcrição

Muito boa noite. Começamos hoje mais um Jesus e saúde mental. Eu queria convidá-lo para com os olhos fechados e o coração em preceuar uma prece dizendo: "Amado Mestre Jesus, tu que és o caminho para a verdade da vida com Deus. Tu que disseste que onde existissem mais de duas ou mais pessoas reunidas em teu santo nome, tu aí estarias. Tu que és o sol das nossas existências, tu que és o modelo e o guia, que possas fazer-te um pouco mais presente dentro de nós. Na realidade, Senhor, nós te pedimos para que o nosso coração, os nossos pensamentos e as nossas intuições abram porta para a tua presença. a tua presença potente que revigora, que ampara a tua presença que ao lado daquela viúva de Naim, que já estava enlutada pela viuvez. Ela que só tinha um filho, agora havia o filho também desencarnar ou pelo menos aparentemente morrer. E tomado de compaixão, como muito bem escreve Lucas, o médico grego convertido, o médico que soube muito bem perceber a força da tua compaixão, a força do teu amor. E ali então tu ressuscitas a filha, o filho da viúva de Naim. pelo poder da tua compaixão. Nós queremos te pedir também, tem compaixão para com as nossas dificuldades, tem compaixão para com as nossas dores, porque a compaixão é uma força sublime, um desdobramento do amor. E como o médico Lucas soube bem escrever, trazendo essa passagem que não encontramos em outros evangelhos, porque ele, enquanto alguém que esteve cuidando das dores físicas, mas também atento às dores humanas da alma, pode perceber a força compassiva, a força que modifica. É essa força que pedimos para que os nossos corações se abram e possamos ressuscitar, ou seja, estarmos vitais, com vitalidade nesta reencarnação. E que esses instantes sirvam, Senhor, de revitalização das nossas energias. Em teu nome nós te pedimos para começar um programa em paz. Que assim seja. Ah, Ana, seja muito bem-vinda. Uma alegria estar aqui junto com vocês. Em algum momento do evangelho, Jesus nos coloca que é preciso tomar a própria

os para começar um programa em paz. Que assim seja. Ah, Ana, seja muito bem-vinda. Uma alegria estar aqui junto com vocês. Em algum momento do evangelho, Jesus nos coloca que é preciso tomar a própria cruz e segui-lo, simbolizando que cada um tem as suas escolhas, não só as suas dificuldades, mas escolhas, porque escolhas também trazem algum tipo de cruz. Porque no final das contas nós, enquanto seres, nós somos assim muito ambiciosos. Queremos tudo ao mesmo tempo. Queremos o céu e queremos a terra. Queremos Deus e queremos mamã. E fazer alguma escolha é abrir mão de algo, deixar algo para trás. E essa escolha traz algum tipo de sacrifício, algum tipo de sofrimento, algum tipo de cruz. E é por isso que logo depois dessa simbologia, aquele que quiser me seguir, pegue a sua cruz e me siga. Jesus fala assim: "Mas o que adianta ganhar o mundo todo e perder a si mesmo?" Do que adianta ganhar o mundo todo e perder a própria alma? É sobre perder a alma, apesar de ganhar o mundo, que o capítulo desse livro Episódios Diários da Joana de Angeles, através da mediunidade de Edivaldo Franco, nos fala, porque é o capítulo 25 e fala sobre o que é necessário e o que é dispensável. E diz assim: "O consumismo atual responde por muitos problemas. As indústrias do Superflo apresentam no mercado da vacuidade. Que bonito isso, a as indústrias do Superflo apresentam no mercado da vacuidade um sem número de produtos desnecessários que aturdem os indivíduos. estimulados pela propaganda bem elaborada, desejam comprar, mesmo sem poder, tudo que vem, tudo aquilo que lhes é apresentado numa volupe crescente. Objetos e máquinas, que são o último modelo, em pouco tempo passam para o penúltimo lugar, até ficarem esquecidos em armários ou depósito de coisas sem valor. No entanto, se não fossem adquiridos, naquela ocasião, a vida perderia o sentido para quem não as comprasse. Consumismo é fantasia, isso é importante. Transferência do necessário para o secundário, transferência do necessário para o dispensável. O consumidor que não

eria o sentido para quem não as comprasse. Consumismo é fantasia, isso é importante. Transferência do necessário para o secundário, transferência do necessário para o dispensável. O consumidor que não reflete antes de adquirir termina consumido pelas dívidas que o atormentam. Ela faz uma pequena pausa e diz assim: "Muita gente faz compras por mecanismos de evasão. Insatisfeitas consigo mesmas, fogem, adquirindo coisas mortas e mais se perturbam, enquanto o grande número de indivíduos se afoga no oceano do supérflo. Multidões inteiras não possuem o indispensável para uma vida digna. Abarrotados uns com coisas nenhumas e outras vitim vitimados por terrível escassez. São os paradoxos do século e do comportamento materialista utilitarista da atualidade. Ela faz uma outra breve pauta e diz assim: confere a necessidade legítima antes de te permitires o consumismo. Coisas de fora não accionam estados íntimos. Elas até distraem a atenção por um momento, mas não operam real modificação interior. Quando o excesso te visite, reparte-o com a escassez ao teu lado. Controla e dirige a tua vontade, a fim de não seres uma vítima a mais do tormento consumista. Eu comecei sinalizando a ideia do do que importa ganhar o mundo todo e se perder, né, e da cruz, porque é óbvio que a gente vai falar sobre o consumismo em si, a compra em si, etc, etc. Mas é muito interessante para aqueles que estamos aqui conectados a um espiritualismo, perceber os materialismos disfarçados, perceber os mamões disfarçados. em Deus, né? Perceber, portanto, os engodos, porque esses aí são mais difíceis, entende? se tivéssemos falando para uma um público geral, assim, no sentido de eh aí poderos falar um pouco mais sobre o materialismo e tal, eh em si, mas eu acho bem interessante a gente pensar o materialismo disfarçado. E toda vez que a gente quer uma glória na Terra, toda vez que a gente quer tudo na Terra, a gente tá pensando com o materialismo, apesar de ser espírita. Hum. Porque a gente consome, não é só

farçado. E toda vez que a gente quer uma glória na Terra, toda vez que a gente quer tudo na Terra, a gente tá pensando com o materialismo, apesar de ser espírita. Hum. Porque a gente consome, não é só coisa, a gente consome afeto, a gente consome elogio, a gente consome reconhecimento. E esse é um pensamento materialista também, porque materialismo não é só o objeto em si, material, dinheiro. A gente usa muito esse lugar, né? materialista, consumidor, tal, que muito dinheiro e tal, mas não. A gente pode consumir tantas outras coisas, ser escravo desse consumo. Se você for consumista de elogio, tá perdido. Porque você vai procurar lugares, espaços, aonã vai obter elogio 24 horas, né? a gente também consome afetos. Então, a gente pode se relacionar afetivamente com o outro, eh, entendendo o outro como sendo algo que eu consumo, como se eu fosse um objeto para mim de prazer, de alegria, de bem-estar ou qualquer coisa. Quando ela não tem mais isso para me oferecer, eu descarto e me dirijo para outro tipo de consumo. Então, é muito importante a gente estender o nosso olhar para essa visão aqui do necessário do suérflo, que tá, ela tá convidando a gente para pensar, mas entender esse consumo disfarçado que você falou, consumo não, materialismo disfarçado que tá no nosso dia a dia. Porque fica aqui, ó, consumismo, o consumismo atual responde por muitos problemas. Então ela bota uma, ela começa a mensagem aberta e ela destaca, né, consumismo, fica ali em itálico, fica sobrescrito os consumismos. E a gente pode também fazer isso dentro do nosso movimento espírita quando a gente esquece. Por exemplo, eu estou ainda como presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria. Então, a gente recentemente fez o nosso congresso, é o terceiro ano de gestão, eu assumi por conta do pedido das pessoas e estamos tentando fazer um trabalho legal. Beleza? Quando eu faço um congresso para um público eh psiquiatras, psicólogos, profissionais da saúde mental, eh é uma outra lógica. É uma outra lógica. E

e estamos tentando fazer um trabalho legal. Beleza? Quando eu faço um congresso para um público eh psiquiatras, psicólogos, profissionais da saúde mental, eh é uma outra lógica. É uma outra lógica. E eventualmente eu vejo enquanto espírita as pessoas querendo copiar a lógica do congresso médico tradicional para o evento espírita. No congresso tradicional tem um bocado de coisas que não são necessárias mesmo, são dispensáveis por causa que há um glamor, né? O glamur dentro do espiritismo, dentro do espiritualismo, é algo dispensável, é algo que a gente até aprende a lidar, porque é preciso aprender a lidar, porque também ser uma humildade é ter coragem de lidar com o elogio, é ter coragem de lidar com o glamor, porque aí eu fico também numa numa vaidade escondida, fugida. Então fico fugido em casa, não faço nada porque não, eu não quero o glamor. Às vezes é medo de não saber lidar com o glamor, é medo de não saber lidar com o sucesso. Então faz parte algum tipo de glamor dentro de alguma casa espírita que tá dando certo no seu trabalho. Então as pessoas vão, as pessoas vão, então o número de frequentadores acaba já sendo um glamor disfarçado. Então faz parte, a gente não vai fugir disso. Mas a grande questão é, o que é que é dispensável? Será que eu preciso fazer tudo em nome do glamur? Porque quando eu faço tudo em nome do glamor, eu perco a minha alma. Porque você trocou meio com fim? Troco o meio por fim. Qualidade ou glamor, aí você já perdeu o rumo. Então não dá para eu fazer a mesma lógica. Porque porque no público de um congresso médico, o público é consumidor, mas num congresso espírita, o público não é consumidor. Eu não posso, pelo menos eu enquanto palestrante, não posso ver o meu público como consumidor. Senão ele é um consumidor de palestra, ele é consumidor de conteúdo. Quando, na verdade, o que eu ofereço ali é um despertar espiritual. Isso não dá para consumir, isso é uma experiência espiritual. E eu sempre que eu tô num congresso espírito, eu falo isso, ó. Nós

do. Quando, na verdade, o que eu ofereço ali é um despertar espiritual. Isso não dá para consumir, isso é uma experiência espiritual. E eu sempre que eu tô num congresso espírito, eu falo isso, ó. Nós estamos numa experiência espiritual aqui, ó. Tá cheio de desencarnado. Tem espíritos que estão vindo aqui para serem tratados durante esse congresso. Nós estamos sendo tratados enquanto estamos aqui. Então, lembrar dessa conexão e da finalidade de um congresso espírita. Então eu não posso ver o meu público como consumidor, senão eu enquanto palestrante vou ter que apresentar sempre uma novidade para ser consumida, não é? Eu vou ter que apresentar uma coisa muito especial para ser consumida, uma ideia nova, uma coisa incrível. Eu vou ter que me vestir de uma maneira incrível, eu vou ter que falar de uma maneira incrível, vou ter que virar ali show woman para que continue a lógica consumidora, né? Então, quando ela tá falando aqui do materialismo, é verdade, isso também chega no nosso coração. Não é que não se possa cobrar num congresso espírita, porque o congresso espírita tem muita despesa, inclusive os espaços precisam ser alugado. Mas uma outra coisa eu entender isso como finalidade. Eu preciso entender isso como meio, mas a finalidade é espiritual, sempre espiritual. Então, buscai primeiro as coisas do reino de Deus. Não é buscar somente as coisas do reino de Deus. É primeiro, primeiro no sentido de que é isso que vai nortear suas decisões. Com isso aí eu vou tomar as decisões de ordem material. Aí muda a postura de tanto daqueles que estão fazendo como daqueles que estão participando. Isso. Ou seja, o público, eu vi essa experiência no há uns 10 dias. terminando o congresso de psiquiatria e no outro dia fazendo um seminário de espiritismo, Deus e saúde emocional. Então, os dois estavam repleto de pessoas com um número grande, lotado local. E eu falava isso pro público espírita. Aqui o público precisa ser diferente. A postura do público precisa ser diferente. Porque para poder viver essa

eto de pessoas com um número grande, lotado local. E eu falava isso pro público espírita. Aqui o público precisa ser diferente. A postura do público precisa ser diferente. Porque para poder viver essa experiência da qual você se refere, não basta apenas a postura do palestrante ser nessa vibe, nessa linha. Não basta apenas a postura dos organizadores serem essa vibe. A postura do participante não pode ser uma postura de um consumidor, porque o consumidor testa prova ali, prova e vai testando no sentido, deixa eu ver se esse palestrante é bom mesmo, deixa eu ver se se eu posso perguntar, deixa eu ver se ele é inteligente. Então, a postura é outra, é completamente outra, inclusive do público. E a gente que tá nas duas áreas, a área acadêmica, muitas vezes a pergunta na área acadêmica não é de quem quer saber, é de quem quer testar. É capiciosa, né? Isso perde porque o aluno que faz uma pergunta realmente querendo saber, o professor percebe e o professor percebe e dali surge uma profundidade porque está sendo uma construção do conhecimento. Então veja, mesmo numa ideia consumista, você pode ter um consumismo sustentável, que é o quê? Vamos compartilhar e construir conhecimento juntos. Quando é um aluno que pergunta ou um ou um colega psiquiátrico pergunta para testar, para testar, gera ali uma competição que fica uma soberba. Não, não vai não aprofunda muito. Eu posso até não entrar, posso feliz, né? Eu até posso não entrar, Ana, na competição e saber o meu lugar e tudo mais, mas como a pessoa não tá aberta a construir, a resposta ali não vai ter tanta ressonância e fica na fica rasteiro. Então, e se for no movimento espírita, a gente vai ampliar, porque estamos estando contato com o quê? Um ambiente espiritual. E se a minha postura, enquanto participante, é uma postura convencional do consumismo, convencional desse tipo de teste, eu não vou me abrir à experiência espiritual. E a experiência espiritual sou eu que vivencio em estando naquele local, quando eu me conecto ao ao

ional do consumismo, convencional desse tipo de teste, eu não vou me abrir à experiência espiritual. E a experiência espiritual sou eu que vivencio em estando naquele local, quando eu me conecto ao ao ambiente. Então, eh é muito importante a gente perceber como a lógica do consumismo ela responde por muitos problemas. a lógica do consumismo. Inclusive se nós v colocarmos a lógica do consumismo no que nós fazemos dentro do cristianismo espírita. Uhum. Faz sentido, né? Faz. Aí eu fiquei também pensando uma coisa, acho que a Joana tá chamando a gente atenção. Por que que isso traz tanto, tanta tormenta pra gente? Porque a gente vai entendendo a capacidade de consumir como sendo eu sou uma pessoa de valor. Se eu sou capaz de consumir objetos, lugares, não sei, eh consumir eh sei lá, vaidade pessoal, seja o que for, quanto mais capaz a pessoa é de poder consumir em alta escala, em alta performance, isso tá qualificando quem a pessoa é. Eu, eu acho isso muito perigoso, porque a nossa qualidade moral não pode estar atrelada a nossa capacidade de consumir. Isso é muito violento, digamos assim, e perigoso pra gente. Como se uma pessoa que não pode consumir em alta conta, ela não tem muito valor e perde admiração social. Porque no final das contas, ela diz assim, ó: "Cois de fora não equacionam estados íntimos". Então, esses e essa esses bens, ah, tá, tá certo. Esses bens externos não equacionam a minha insatisfação, o meu vazio. E aí, se eu vou também para um trabalho espírita, vou paraa casa espírita, vou para um evento espírita, vou para qualquer coisa, achando que essa coisa externa vai coacionar meu estado do ítem, não, no máximo eu conseguir um alívio. Então, ele fala assim, distrai a tensão, distrai o estado de tensão. a gente sente um alívio, porque a gente tá tão envolvido no ambiente espiritual que fica ali como se fosse por osmose, sabe? Mas por um momento, sem que operem real modificação interior. Então não é a quantidade de consumo, a quantidade de live, a quantidade de palestra que eu faço, a

ica ali como se fosse por osmose, sabe? Mas por um momento, sem que operem real modificação interior. Então não é a quantidade de consumo, a quantidade de live, a quantidade de palestra que eu faço, a não pode ser essa lógica. A lógica precisa ser de uma interioridade. Uma lógica tem que ser de uma uma um aprofundamento que mesmo numa questão sem ser espiritualista, as próprias pessoas começam a perceber, começam a perceber e começam a querer mudar. Eu vejo isso nesses três anos de gestão, por exemplo, Ana, eh, uma mudança de postura e as pessoas indo e esse último congresso ela se confraternizando, elas estando juntas, sabe? E esse estar junto muda um pouco a lógica, assim, eu não quero ir para testar, eu quero ir para experimentar, para congregar e para congregar, para trocar, para me enriquecer. É verdade, né? É tão forte isso. Às vezes eu tô autografando assim, a pessoa pergunta assim: "Quando é que você vai fazer seu próximo livro?" Aí eu fico pensando, "Mas meu Deus, eu tô lançando esse ainda". Então assim, sabe que que aflição, que pressa, digo, não sei se eu vou escrever outro, nem quanto, né? Então, a gente poder olhar para isso e fazer o que ela tá dizendo aqui, ó, confere a necessidade legítima antes de te permitir o consumismo. Então, assim, primeiro lugar, né, assim, eu preciso mesmo disso, né? Então, assim, eu acho até que a gente consome falações, né? Eu preciso mesmo falar isso, eu preciso mesmo contar essa história toda, eu preciso mesmo. Ou não, né? Então a gente precisa de coração. Certa vez, Léo, eu tava me convidaram para fazer um um seminário, uma palestra, não me lembro mais, um lugar muito distante aqui do Brasil e e eu precisei trocar essa data por causa de um outro compromisso mesmo. Eles ficaram muito sentidos porque queriam que fosse aquela data e não sei o quê. E aí falaram o seguinte, que eles tinham feito muito esforço para poder me levar, para poder juntar dinheiro, ainda não tinham comprado minha passagem, para poder juntar dinheiro, fizeram não sei quantos

í falaram o seguinte, que eles tinham feito muito esforço para poder me levar, para poder juntar dinheiro, ainda não tinham comprado minha passagem, para poder juntar dinheiro, fizeram não sei quantos almoços, fizeram isso e mais aquilo, não sei o quê, para poder comprar a passagem e tal. Eu fiquei tão mal. E aí eu disse: "Olha, meus amigos, me perdoem, é o seguinte, por que que vocês não chamam um orador que mora perto de vocês na cidade vizinha? que eu do Rio de Janeiro que custa tão caro, sabe? Me pesa saber o tamanho desse sacrifício. Eu gostaria que vocês pegassem esse dinheiro que vocês juntaram para comprar minha passagem e façam uma doação pra casa espírita de vocês para o que vocês estão precisando. Comprem cestas básicas e tal e convida um morador na cidade de perto. Por qu por que que eu tô dizendo isso? Porque eu não quero entrar nessa loja lógica consumidora, entende? Eu não preciso disso. Nem eles precisam disso. O movimento espírita tem excelentes oradores. Não precisa ser eu, não precisa ser você, né? Então o quando a gente vai falar de necessário, é muito importante essa pergunta. É necessário mesmo que a Ana Teresa vá? Qualquer outra pessoa pode levar o Espiritismo para qualquer lugar. Então a gente precisa pensar com muito carinho isso, porque senão a gente entra nesse holdão, sabe, de se achar especial e indispensável. Eu não sou indispensável. Nenhum de nós é, né? Essa é uma pergunta fundamental que eu sempre me faço assim, sabe que até um benfeitor quando era muito novo, acho que não lembro exatamente a idade, mas era bem mais novo, bem bem mais novo. E ele me falou assim, eh, escreveu-me, né, que você poderá ter sucesso em várias empreitadas, mas o que importará ganhar o mundo todo e se perder. E eh remeteu a Jesus. Essa é a ideia. Essa é a ideia. Eu eu coloco essa frase de Jesus como uma das mais profundas, porque é assim, é isso, né? ganhar o mundo todo, por exemplo, de agenda, de palestra espírita, mas perder a conexão, né? Ganhar o mundo todo de

coloco essa frase de Jesus como uma das mais profundas, porque é assim, é isso, né? ganhar o mundo todo, por exemplo, de agenda, de palestra espírita, mas perder a conexão, né? Ganhar o mundo todo de palestras profissionais e perder a conexão. A ideia é conexão, conexão, perder, ganhar a si mesmo, o que é que eu quero? Então essa é uma pergunta muito importante, especialmente quando você tá entrando em outros patamares, em outras camadas de sutileza, né? Outras camadas de sutileza, porque o que é que me fale me faz endividar? Ela coloca assim, ó. Hum. No, se não fossem adquídas naquela ocasião, a vida perderia sentido para quem não as não as comprasse. Então, ah, que fala das dívidas que atormentam, é isso? As dívidas que, exatamente, as dívidas que atormentam. O que é que eu preciso fazer? O consumidor que não reflete antes de adquirir fica consumido pelas dívidas que o atormenta. Essa é uma frase importante, n frase impactante, uma frase defeito, né? Poxa, poxa. Eu vi assim uma vez uma pessoa que me falou assim, ela foi fazer uma festa de aniversário paraa filha e fez uma festa bem mais eh bem mais com um orçamento bem maior do que a capacidade dela. E e ficou assim, fez uma festa de um momento, ela ficou tão tensa para poder dar tudo perfeito na festa dela que até não aproveitou muito. A tensão acabou gerando briga e depois a dívida um tempão. E eu fiquei assim pensando, só que a lógica do consumismo diz assim: "Se eu questionar a necessidade dela fazer a festa, é como se eu tivesse sendo meio preconceituoso, porque afinal de contas todo mundo tem o direito de ser feliz". Ó, a lógica, a lógica do consumismo, né? Ela joga assim: "Mas todo mundo tem direito de ser feliz, deixa a pessoa ser feliz. Mas o que adianta um momento de felicidade e uma eternidade de endividamento, né? E aí a gente pode pegar essa frase espiritualmente falando, o que adianta o momento de prazer e esse prazer prendendo a tua própria alma. Então a gente começa das coisas simples. Se a gente não consegue

aí a gente pode pegar essa frase espiritualmente falando, o que adianta o momento de prazer e esse prazer prendendo a tua própria alma. Então a gente começa das coisas simples. Se a gente não consegue refletir para as coisas mais simples da vida, as coisas maiores, mais profundas da alma, a gente também não vai conseguir refletir, porque o que tá em jogo é a ideia do prazer temporário. E as ideias, as ideias quando das ideias consumistas assim que que invadem a nossa tela mental e as nossas telas sociais. Essa é a ideia do hoje, assim, eu me empoderar pro hoje. E se qualquer pessoa questionar isso, na verdade ela tá sendo uma pessoa preconceituosa, etc, etc. Porque todo mundo tem direito ao sol. Tem direito ao sol. Todos nós temos direito ao sol. Mas o que é que a gente vai fazer para ter esse sol? A que preço esse sol tá sendo vendido? Porque no final das contas esse direito ao sol é uma trajetória individual, espiritual, evolutiva. Então, cada um pode fazer, disse Paulo de Tasso, olha, tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Essa é uma pergunta, outra pergunta fundamental para entender o que é que é necessário, o que que é dispensável, porque no final das contas você pode fazer tudo, ainda mais nos dias de hoje com tanta abertura em que eu digo assim, as portas não estão mais abertas, não existem mais portas, não existem mais divisórias, estamos sem limites de fato. Então a gente pode tudo de fato, porque quem escreve essa palavra é Paulo de Tasso. Então ele tá falando realmente, ele era um cidadão romano, era judeu, era homem, era inteligente. Então ele tava realmente era um momento em que ele naquela posição cultural dele, ele podia bastante coisa, né? Talvez essa frase para aquele momento da mulher não fosse bem verdade, mas hoje nós estamos essa frase fica muito verdadeira para todo mundo, para todas as possibilidades. Assim, agora me convém escravizar nas dívidas eternas, como Joana deângel coloca, me convém perder a minha própria alma, perder a minha essência, eu já

a para todo mundo, para todas as possibilidades. Assim, agora me convém escravizar nas dívidas eternas, como Joana deângel coloca, me convém perder a minha própria alma, perder a minha essência, eu já ficar sem sentido porque eu achava que aquilo ia trazer uma resposta. Só que é uma resposta tão limitada e tão passageira que quando eu vejo eu fico sem nada. Uhum. Porque secou, é porque você tem que ver o desdobramento, porque na hora que você tá decidindo para uma coisa prazerosa que me traz felicidade, eu quero, eu preciso ver. Bom, mas aí depois então eu tenho que olhar o desdobramento. Eu tenho impressão que a lógica do consumo não dá tempo de você pensar, é para você decidir agora, né? Porque se você pensar no desdobramento da sua decisão, eu vou comprar isso aqui, vou pagar uma festa ou seja o que for, se você começar a ver o desdobramento, você é capaz de dizer não para aquilo, né? Quando Paulo fala essa frase, tudo me alí, mas nem tudo me convém, tem a continuação que ele diz: "E não me deixo dominar por elas". Mas a gente não, a gente se deixa dominar. É difícil dizer não, né? Porque a gente quer aquele prazer imediato, a festa pro filho, todo mundo achando legal e tal. Isso também fica meio que medida do meu amor. É difícil, né? É, eu atendo, eu já atendi mais de umas de uma noiva que precisou ir pro psiquiatra pela primeira vez, justamente por causa do da organização da festa de casamento. O estresse é curioso isso, né? Que curioso. Uma coisa que é para dar felicidade, né? uma coisa que é para trazer felicidade, trouxe muito transtorno, né? Porque a indústria do amor vende muito, né? A indústria do amor vende muito. Então, eh, se eu tiver assim uma sandalinha tal que eu dei pros padrinhos, eu sou eu amo mais um ao outro, assim. Então, quanto mais coisas, mais presente, mais eh é a é o quantitativo. E a lógica do consumo faz isso mesmo. Você não dá para você a lógica do consumo é fazer com que você não tenha lógica, ou seja, a lógica do consumo é fazer com que você não pense,

a é o quantitativo. E a lógica do consumo faz isso mesmo. Você não dá para você a lógica do consumo é fazer com que você não tenha lógica, ou seja, a lógica do consumo é fazer com que você não pense, vocêja no momento, né? Isso. Isso. Exatamente. Exatamente. Não dá tempo de você. E também tem uma coisa aqui que eu gostei. Ela diz assim, já no finalzinho, ela usou uma palavra que eu gostei, controla e dirija a tua vontade. Eu gostei dela ter usado a palavra vontade, porque ela não usou a palavra desejo. Uhum. Então, então a gente precisa da nossa vontade, que é uma faculdade da nossa alma, né? Tão poderosa como como o pensamento é poderoso. Leão Deni diz que a nossa vontade é um ímã. Então, se a nossa vontade é um íã, o que que a gente atrai com a nossa vontade? Então, a nossa vontade, essa essa nossa face maravilhosa, incrível que a gente tem, precisa ter poder sobre o nosso desejo. Desejo de agradar, desejo de ficar bonito na vida, né? Esses desejos tão imaturos que a gente ainda tem, faz parte do nosso nível evolutivo, mas a nossa vontade pode decidir sobre isso. Ah, eu eu adoro agradar os outros, mas a minha vontade diz: "Não, agradar agora não é o momento para mim, porque isso vai agradar um monte de gente, mas me desagrada profundamente, porque eu não vou dormir, vou ter insônia, vou ter que tomar remédio pro psiquiatro, não é? Vou tornar minha vida o inferno por um instante de alegria para os outros. Não tá bom isso para mim. Ai praticamente poder, ó. Uhum. Uma mensagem. Eu gosto muito. Fica mais uma vez a propaganda do livro da Joana Episódios Diários, né? Eu acho que eu eu abro ele constantemente, assim, abro de manhã ele. O outro livro chamado Filhos de Deus. Uhum. um outro livro chamado Vida Feliz, feliz, vida feliz. Abro também o Evangelho Segundo o Espiritismo e vou alternando assim, eh, para ver ali a mensagem que traz aqui. É um pouco da série psicológica, né, traduzida de forma simples e uma mensagem assim que pode você pode a a eh aplicar uma coisa mais

e vou alternando assim, eh, para ver ali a mensagem que traz aqui. É um pouco da série psicológica, né, traduzida de forma simples e uma mensagem assim que pode você pode a a eh aplicar uma coisa mais pragmática da compra em si, né, dos objetos, etc, mas também no que a gente fez aqui, uma lógica, uma lógica, porque pessoas sábias são assim, né? Espíritos sábios são assim, trazem uma mensagem que se desdobra em vários ângulos, vários olhares. Nessa perspectiva, Ana, se você puder terminar também com uma prece para que a gente possa se conectar ao que é essencial. Talvez alguma outra contribuição que você queira nos colocar. Quero completar com duas questões do livro dos espíritos, a 716 e a 717, em que Kardec pergunta sobre o que é necessário e é supérflo. Será que a gente tem como decidir uma coisa e outra? E aí na resposta diz que nada há de absoluto entre o necessário supérfo. Nós vamos ter que construir essa diferenciação de acordo com o nosso amadurecimento. Na 716, os espíritos falam para te ter cuidado, porque a vida material cria necessidades que não são reais. Então, 57, né? 187 coisas atemporais, né? Total. 716 717. Então, vamos fazer a nossa oração, né? Vamos orar. Senhor Jesus, mestre dos nossos corações, aqui estamos nesse momento numa reflexão profunda sobre os nossos desejos, sobre as nossas necessidades, sobre a nossa maturidade em construção. Envolve os nossos propósitos, Senhor, de crescimento. que possamos nos sustentar no fio das suas palavras que preenchem nosso coração, para que possamos encontrar o caminho reto que nos traz felicidade, que nos traz renovação, que são reais. Envolve-nos a todos, envolve os companheiros da mansão do caminho, envolve os trabalhadores do bem desta casa e que esse bem possa se espalhar por todos os ouvintes que participam do nosso programa. Que assim possa ser. Que assim seja, Senhor. Muito obrigado.

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