#96 • Jesus e Saúde Mental • Perguntas e Respostas
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado e Ana Tereza Camasmie » Episódio 96 - Perguntas e Respostas
Compaixão é fortaleza. Com essa frase do Renato Russo da Legião Urbana de Há tempos, a música H tempos, compaixão é fortaleza. Eu queria iniciar o nosso programa de perguntas e respostas, essa série de programas que a gente gravou agora, eu e a Ana Teresa Cammi, para que a gente possa começar as reflexões das da nossa noite. fica conosco depois da nossa vinheta. Olá, Ana, muito obrigado. Opa, Léo, que bom ver vocês de novo. Estamos juntos. Estamos aqui nessa nesse intensivão de gravações, né? Por isso que nós estamos com a mesma roupa. São gravações que conseguimos condensar juntando aí a agenda da Ana com a minha agenda. E nesse nesse programa, né, dessa noite, especificamente, uma série de perguntas sobre questões de transtornos psiquiátricos ou situações que geram transtorno psiquiátrico na família. Eh, e uma pergunta é assim, é uma mãe que o filho tem tranjorno bipolar, é um filho adolescente, pelo que eu entendi, e o esposo tem depressão crônica, não sei se recorrente. Ela tem um desafio duplo, né? Isso. E ela pergunta: "Como é que eu posso conviver bem com esse desafio duplo?" Eu coloquei, Ana, uma essa lembrei aqui dessa dessa música, né, do Hernato Russo, eh, que a música fala assim: "Muitos temores nascem do cansaço e da solidão. Muitas angústias nossas nascem do cansaço." E a primeiro ponto que eu acho que é importante a gente pensar nessa música que fala das angústias, do sofrimento, que existe há tempos, né? Há tempos nem os anjos sabem ao certo a medida da maldade. E h tempo são jovens que adoecem. E há tempo o encanto está ausente. E há existe, ou seja, há ferrugem no sorriso. É só o acaso que estende os braços. a quem procura abrigo e proteção, ou seja, é uma pessoa que tá em sofrimento, né? Uma série de versos de melancolia, de sensação de solidão, de tristeza. e o familiar de alguém, especialmente se você tem mais de alguém, ou seja, esse duplo desafio, às vezes é um triplo desafio, às vezes é a família inteira que só uma pessoa tem uma uma saúde mental mais em dia nessa
e alguém, especialmente se você tem mais de alguém, ou seja, esse duplo desafio, às vezes é um triplo desafio, às vezes é a família inteira que só uma pessoa tem uma uma saúde mental mais em dia nessa existência, eh dá uma sensação de desamparo, uma sensação de cansaço, uma sensação de estar sozinho, né? Porque é natural. E aí eu queria trazer esse ponto, porque primeiro é natural sentir cansaço, é natural sentir solidão, é natural sentir uma certo, em alguns momentos, um desespero, né? Ou seja, um momento que eu não consigo esperar as coisas. É natural. E entender que isso é natural faz com que o desespero seja momentâneo e não pervasivo para sempre. que a solidão seja uma sensação momentânea, mas eu não sinta desamparado porque eu tenho uma visão de Deus e eu entendo que Deus também tem compaixão de mim. Se eu sou espírita e percebo a lei de causa e efeito, eu entendo que o grupo familiar é um grupo que se reúne para questão de débitos, de acerto de contas, mas sobretudo um grupo que se reúne para evoluir, é um grupo que se reúne para crescer os todos ao mesmo tempo. E nesse sentido, não só o familiar que tem um transtorno psiquiátrico precisa de uma ajuda, de um auxílio, mas a pessoa que está ficando cansada, a pessoa que está ficando angustiada diante dessa situação que está continuada, né, que tá trazendo tanto sofrimento. Então você enquanto familiar precisa entender também que você é um ser humano e como todo ser humano vai passar pelas suas angústias. Por isso que a psiquiatria, a psicologia, a ciência como um todo fala muito hoje sobre a saúde do cuidador, a saúde mental do cuidador, ou seja, daquele que tem um papel primordial de cuidar. Então você, enquanto mãe, nessa dupla função, nesse duplo desafio, tem um papel de cuidador, né, proeminente. E como o papel de cuidador, é natural que você vá se sentir sobrecarregada, angustiada. E aí vem o auxílio da fé, a visão de Deus para não se sentir totalmente desamparado. Entender que há um um porquê e um para
pel de cuidador, é natural que você vá se sentir sobrecarregada, angustiada. E aí vem o auxílio da fé, a visão de Deus para não se sentir totalmente desamparado. Entender que há um um porquê e um para que, ou seja, um porquê de muitas vezes débitos mesmo que todos nós temos uns para com os outros, mas também um para que é uma evolução. E essa evolução não é só do familiar que tá passando pela depressão ou pela bipolaridade. e você tem que, digamos assim, se desgastar eh exaustivamente e perder a própria sanidade. Não. Há um paraquê também para que você possa cuidar de você e ampliar, né? Então, a palavra compaixão é fortaleza na ideia de que, assim como você precisa ter compaixão para com os familiares, essa situação de adoecimento traz uma assimetria em que acaba que um tem um papel de maior cuidado para com o outro, mas também precisa ter compaixão para com você. Quando os estudos acadêmicos falam da saúde mental do cuidador, é, de certa forma a ciência olhando não só para o paciente que tem o diagnóstico, oficialmente falando, mas também para a família que está saudável e está, portanto, com a saúde que tem, ajudando na manutenção de uma saúde. Então, por isso que a compaixão é fortaleza. Quando você entende isso, você tem compaixão com o outro, mas também tem compaixão para consigo mesmo, porque compaixão envolve um conceito de humanidade compartilhada. A compaixão, do ponto de vista psicológico, envolve o conceito de que todos nós somos seres humanos e, portanto, compartilhamos as mesmas angústias ou angústias semelhantes, desafios eh semelhantes também. E, portanto, somos dignos do amor, da paixão, do afeto. E aí, a compaixão que eu tenho para com o meu familiar, eu preciso também ter compaixão para comigo. E essa compaixão envolve entender que eu preciso também me cuidar. Envolve entender que é natural eu sentir cansaço, é natural eu me sentir às vezes desesperada. E se eu sentir isso momentâneo e entender que é eu entender que é natural sentir isso, essas coisas vão ser mais momentâneas,
é natural eu sentir cansaço, é natural eu me sentir às vezes desesperada. E se eu sentir isso momentâneo e entender que é eu entender que é natural sentir isso, essas coisas vão ser mais momentâneas, porque vai ser um período pequeno, porque eu vou resgatar um autocuidado. Então eu diria como viver bem, como viver com saúde, como manter a minha saúde nessa situação, entendendo que você é um ser humano e, portanto, é digno também de compaixão. Você é um ser humano e também é digno de cuidado. Você é um ser humano e, portanto, Deus olha não só para os seus familiares, mas também para você. E como ser humano, você vai ter seus momentos de cansaço, de desespero. E isso não é falta de caridade para com as pessoas que tá que estão ao teu redor, mas um amor compartilhado para o outro e para consigo mesmo. Então, um pouco mais de autocompaixão, autoamor é um ingrediente fundamental nessa receita da vida saudável diante desses desafios tão grandes que os transtornos psiquiátricos impõem para a pessoa que passa e para o familiar. Nessa questão que a nossa irmã trouxe, eu fiquei aqui pensando se a gente pode olhar do ponto de vista espiritual isso reencarnatório, entender que a gente não tá numa família com adoecimentos psiquiátricos no nosso entorno, por acaso. Podemos ser aquele espírito que tá junto desses outros para auxiliar, para apoiar, para contribuir. Não necessariamente eu tô ali passando por essas experiências difíceis, porque eu tenho que sofrer ou eu tô pagando dívida, não é nada disso. Nós temos compromissos espirituais com todas as pessoas que a gente convive, uns com grau de intensidade maior, outros com grau de intensidade menor. Então, quando você fala desses desses familiares adoecidos, talvez você possa ser um ponto de apoio pra espiritualidade, poder auxiliá-los no que for possível. Nessa perspectiva, uma outra pessoa pergunta assim: "O que dizer para alguém da família que pensa em suicídio? O que dizer?" Essa é uma pergunta muito interessante porque eh geralmente tem
r possível. Nessa perspectiva, uma outra pessoa pergunta assim: "O que dizer para alguém da família que pensa em suicídio? O que dizer?" Essa é uma pergunta muito interessante porque eh geralmente tem essa pergunta, né? especialmente os trabalhadores espíritas, porque a gente pode sair da família e pensar o que dizer para alguém que procura atendimento fraterno, alguém da família espírita do centro que tá passando por isso. Sempre as pessoas perguntam assim: "O que dizer nessa hora ou para essa pessoa? E eu vou te passar, depois eu falo. Ah, eu acho que a primeira coisa que a gente precisa dizer é a gente validar o sentimento dela. Olha, eu imagino que tá muito difícil para você, né? Eu sei que não tem sido fácil tudo que você tá enfrentando ultimamente. Assim, por que que é importante eu validar o sentimento dela? Porque ela de verdade tá entendendo que a vida como a vida se apresenta, ela não cabe nessa vida. Eh, do jeito como as coisas estão, não tá dando para mim. Tá mais do que eu posso. Seja por revolta, seja por medo, não importa, nós não estamos aqui para julgar. Mas verdade é que quem tem ideiação suicida tá com muita dificuldade participar da vida como a vida é. E às vezes a gente leva um grande tempo para concordar com os acontecimentos da vida. Às vezes passou por um trauma muito grande, uma perda de proporções grandes. Então assim, não dá para eu ficar, né? E geralmente diz assim: "Para mim já deu, né?" Então eu preciso validar esse cansaço. Hoje o Léo tá falando aí tanto sobre o cansaço. O cansaço é digno de compaixão. Então quando alguém eh por por alguma razão desencarnou pro suicídio, aquela pessoa a gente precisa entender que ela foi até o seu limite. Nós não somos iguais. O que é limite para mim não é limite para você. Então eu preciso validar essa experiência difícil do outro. Em primeiro lugar, assim, você já abre uma janela do diabo. Se você já chega dizendo: "Não faça isso, não é isso". Ele vai se retrair, vai ficar mais resistente ainda, porque
riência difícil do outro. Em primeiro lugar, assim, você já abre uma janela do diabo. Se você já chega dizendo: "Não faça isso, não é isso". Ele vai se retrair, vai ficar mais resistente ainda, porque ele vai, tá vendo? Nem ela entende o que eu tô sentindo, né? Então não resta mesmo chance para mim. Então a primeira coisa é a gente validar aquela experiência. Olha, eu posso imaginar, eu sei que tá muito difícil para você, né? Eu me lembro meu filho quando passou por um processo de depressão, eu às vezes eu chegava no quadro, no quarto dele diz assim: "Tá difícil hoje", né, meu filho? Quando eu dizia isso, ele conseguia olhar para mim, porque eu via que tava difícil demais para ele sair do quarto. E aí eu entrava lá sem tocar nele, porque ele não queria nem que a gente tocasse. Eu só olhava para ele, assim: "Tá difícil hoje, né, meu filho?" Então, só de eu poder validar uma experiência, eu não tô inventando, eu tô vendo, isso já abre uma grande janela. Aí você tá abrindo condição paraa espiritualidade maior te inspirar no que você dizer. E aí o que que você pode dizer? Olha, qualquer coisa difícil ou qualquer crise, a gente precisa andar devagarinho, um passinho depois do outro. Não dá pra gente resolver uma dor grande com uma solução grande, não é assim? uma dor grande resolvida com um monte de soluçõezinhas pequenininhas até a gente conseguir chegar na solução dela. Então vamos pensar junto o que que a gente pode dentro disso que você tá vivendo, né? E se a pessoa ainda continuar assim, você aceita fazer uma prece aqui agora e você, né? Então você tem que oferecer aquilo que é pouco, tem que ser frases curtas, sem ser demais, para que a pessoa possa aguentar conversar com você, ficar na sua presença. Você tá acendendo a luz para poder levar a pessoa para uma frequência um pouquinho diferente. Podemos fazer uma prece juntos. Às vezes a pessoa nem aguenta isso. Então o que que você pode? Vai oferecendo o que que você pode, mas não ofereça demais também, porque aí a
ia um pouquinho diferente. Podemos fazer uma prece juntos. Às vezes a pessoa nem aguenta isso. Então o que que você pode? Vai oferecendo o que que você pode, mas não ofereça demais também, porque aí a pessoa não suporta. vai se retrair, vai ficar mais difícil. Não coloque sobre ela expectativas suas e não comece com discursos prontos, né? A vida é linda e não sei o quê. Não, não adianta você dizer isso. Você vai ser bate volta. Então, se você puder entrar um pouquinho naquela frequência para apoiar e a partir dela, agora me ver aquela música, todo artista tem que ir onde o povo está, né? Então, a gente tem que ir onde a pessoa tá. Então, descrever um pouquinho como ela tá, oferecer o que você pode ali onde ela tá, sem arrancar ela, conversar outro assunto, levar outra notícia, algo de uma frequência diferente para depois você poder conversar algo um pouquinho mais profundo. É o que me ocorre assim de início. Eu fiquei pensando numa situação, complementando com exemplo que que gostaria de compartilhar no sentido de ah não como psiquiatra, né? Porque como psiquiatra, como psicoterapeuta, como palestrante, como pessoa que tá numa função alguma função de ajudar, mas que não é uma pessoa próxima, é diferente, né, Ana? quando tem uma pessoa próxima, como você colocou, gera um impacto maior em nós. Então, como a pergunta é um familiar, entender também esse impacto, né, que tá gerando em você de você ver um familiar nessa situação. E quanto mais próximo familiar, certamente um impacto maior de dor também, até dor empática não é dor por um julgamento, é dor por uma empatia, dói em você, né, no sentido eh de neurôespelho, nós espelhamos a dor. E assim, é um familiar. E aí eu me recordo de uma situação de um familiar, né, como psiquiatra, obviamente convocado a, mas era um familiar que eu não imaginava. E basicamente o que pude fazer foi isso, acolher um pouco a minha dor enquanto familiar, que estava espelhando mais intensamente a dor dessa pessoa e ao incômula dessa pessoa com eh menos fala
ginava. E basicamente o que pude fazer foi isso, acolher um pouco a minha dor enquanto familiar, que estava espelhando mais intensamente a dor dessa pessoa e ao incômula dessa pessoa com eh menos fala e mais escuta, né? Menos o que falar e mais escutar, né? fala pouco, como a colocou muito bem, e está ali presente sinalizando que você aguenta, apesar de sentir as dores. Aí você precisa colher a sua dor, seu cansaço, a sua angústia, né, que você tá tomando um pouco emprestado até a gente fala assim tecnicamente para elaborar a dor que o outro não tá conseguindo elaborar. Então você precisa colher essa dor. E às vezes falar demais significa também uma não elaboração. É, eu não tô aguentando ouvir. E aí fala muito, né? Então não tô elaborando a dor. Então acolher a dor que você tá sentindo tomando emprestado um pouco desse familiar que ele é tão caro, tão amoroso, né? Tão amado, para poder elaborar psiquicamente e poder falar uma palavra, duas, a presença, né? e a escuta e às vezes o acolhimento foi isso que eu pude fazer, escutar mais, abraçar um pouco mais e dizer assim: "Estou junto, estou com você", né? Basicamente é isso. Quando a gente está presente, a gente tá aguentamos o peso e não tá conseguindo ser aguentado eh naquele momento, né? Ô, Ana, é um fio, né? manter um fio, um fio de ligação. Tem uma, tem duas perguntas que eu queria tentar a gente tentasse responder. Uma, eh, pensando sobre a hereditariedade, não que o suicídio eh esteja presente só em pessoas com depressão, mas a depressão ela aumenta muito a chance de ideiação de suicídio, né? Com certeza. E aí a pessoa pergunta sobre depressão. A depressão pode ser hereditária? E aí quando a gente fala de hereditariedade na doutrina espírita, a gente tá falando de genética, a gente tá falando de carga genética. Aquilo que veio não é aquilo que é adquirido do ponto de vista ambiental. Isso é a hereditariedade, porque algumas coisas que são adquiridas no ambiente ao longo da nossa vida, elas passam para nossa
Aquilo que veio não é aquilo que é adquirido do ponto de vista ambiental. Isso é a hereditariedade, porque algumas coisas que são adquiridas no ambiente ao longo da nossa vida, elas passam para nossa genética a partir da epigenética, aquilo que é incorporado, aquela coisa tóxica que tá ao longo ao longo da nossa vida e é incorporada a partir da epigenética, mas não é hereditário. É genético porque foi epigenético, mas não é hereditário. Hereditário é aquilo que vem vem do berço. Então, aquilo que vem do berço na doutrina espírita fala muito da questão reencarnatória, portanto da questão de leis de causa e efeito, da questão do perespírito, aquilo que já veio e aquilo que veio como uma necessidade muitas vezes de programação, porque se já veio numa perspectiva hereditária, já vem como uma marca muito possível. Então, eh, sim, a depressão tem um componente hereditário também no sentido de a veio o dilema reencarnatório, né, daquela melancolia, daquela dor muito profunda que traz uma vulnerabilidade eh cerebral para que determinado momento, passando por alguma dor, seja provável acontecer a depressão, porque isso já é o acontecimento que tá ali guardado, né? Às vezes é um espírito que traz essa melancolia, essa fragilidade, é que gera essa vulnerabilidade, né? E aí a gente pensa na hereditariedade, a questão da família, né? Ou seja, dilemas que às vezes são compartilhados, né? Quesitos que são compartilhados na naquele naquele aspecto familiar. Porque é interessante, quando um familiar adoece com depressão, pensando nessa perspectiva da empatia, o outro familiar, que mesmo não estando com diagnóstico de depressão, sente um pouco o que é ter depressão, mesmo que ele não tenha sentido. E esse sentir, porque ele tem empatia, às vezes é porque ele já passou por experiências reencarnatórias daquele dilema e ele consegue sintonizar um pouco mais. E não é à toa que você vai ver assim familiares que ficam mais atentos, olha, eu sei, eu detectei em fulano tal, tal situação porque eu já
órias daquele dilema e ele consegue sintonizar um pouco mais. E não é à toa que você vai ver assim familiares que ficam mais atentos, olha, eu sei, eu detectei em fulano tal, tal situação porque eu já passei na minha família, eu vi. Então, de certa forma, é uma experiência que aumenta, veja que coisa curiosa, aumenta a empatia, aumenta a capacidade se for bem trabalhada, né? aumenta a capacidade de compaixão, a capacidade de empatia. Então, faz todo sentido a depressão, não só do ponto de vista cerebral, biológico, inflamatório, peraespiritual, mas do ponto de vista filosófico, para que adoecimento como sendo um convite para o aumento da compaixão, o aumento da empatia, o alargar dos nossos horizontes? Mas para isso tem que ser cuidado, né? Porque senão gera um em vez de largar, aperta aperta. Eh, eu fiquei aqui pensando que já que nós somos espíritos reencarnantes, as experiências humanas dos semelhantes dos outros são nossas experiências também, né? A depressão do outro já foi minha em algum momento, né? O, sei lá, a ideiação suicida do outro já foi minha em algum momento, em alguma experiência. Essas coisas estão no nosso grande arquivo espiritual que todos nós temos, na memória espiritual que todos nós temos, né? Então, quando fala de hereditariedade, eu imagino com uma coisa assim, se você nasceu numa família, você tem uma um pai, uma mãe deprimido ou um irmão deprimido e tal, eh não necessariamente tá no seu gem, mas na sua convivência você respira aquele clima e aquilo, de certa forma, é seu também. Então, como você vai reagir isso? Pode ser que você reaja como eles, de acordo com a sua história espiritual. Então, eu não sei responder que gem que é o gem da depressão, se é que tem, mas eu sei dizer que a gente aprende, a gente convive, a gente se sensibiliza eh de tudo que acontece na nossa família. Aí um ponto que gera muita sensibilidade de dor, né, perguntado, inclusive chance de adoecimento de depressão, é quando um casal, começando a vida em geral, tenta
e tudo que acontece na nossa família. Aí um ponto que gera muita sensibilidade de dor, né, perguntado, inclusive chance de adoecimento de depressão, é quando um casal, começando a vida em geral, tenta engravidar e não tá conseguindo. Isso vai gerando uma uma dor, uma dor que muitas vezes se não for ouvida, não só pelos procedimentos da ginecologia para aumentar a chance do da da do engravidar, mas às vezes de uma ajuda psicológica ou às vezes até de uma ajuda psiquiátrica vai eh gerar muito muito sofrimento, né? Porque é curioso você tenho achado assim, Ana, tá bom? do depressão, pode ser porque eu sou sou psiquiatra. Hum. A dor principal não é a doença em si, é a doença que não é tratada, é a doença que não é cuidada, porque isso gera uma amplificação que desemboca, por exemplo, a depressão em um uma ideiação de suicídio constante, né? Então, a dor, a doença tratada é uma dor, sim, mas é uma dor que vai ajudando porque tá sendo tratada e vai sendo um pouco eh controlada. Então, por isso que eu falei assim, eh, não quis colocar uma ajuda psicológica para não chegar na ajuda psiquiátrica, porque aí eu como psiquiatra ficaria me sentindo meio com uma baixa autoestima baixa, né, do tipo, né, o que eu tô querendo dizer, que a gente fala assim, ajudar uma ajuda psicológica para não chegar na ajuda psiquiátrica. Aí eu me sinto para não se tornar crônico aquilo para não ficar craleiro do apocalipse da chquiatra e eu realmente não há juízes. Eu acho que a doença não tratada, eu falava isso hoje para uma pessoa, me lembro de um atendimento que fazia para duas irmãs com esquizofrenia e uma a outra não tinha nada de diagnóstico oficial. Hum. Eu várias vezes via a pessoa que não tinha um diagnóstico ser muito mais complicada e gerar muito mais dores do que as duas que tinham a esquizofrenia, a esquizofreniazinha delas. Não causava problema para ninguém, sabe? Tinha uma que inclusive era e ficava lá no leito. E eu ficava porque ela tava com um quadro muito grave. Então o problema era
enia, a esquizofreniazinha delas. Não causava problema para ninguém, sabe? Tinha uma que inclusive era e ficava lá no leito. E eu ficava porque ela tava com um quadro muito grave. Então o problema era de desdobramento de conseguir um cuidador, mas assim ela não gerava um estresse no sentido de ser um problema, enquanto a irmã que não tinha um diagnóstico era a mais problemática em termos de gerar problema. Então fico pensando com certeza a dor de uma doença não tratada. Aí sim uma dor que a gente pode pensar. Aí às vezes a o não tratamento é só porque você não tá com diagnóstico, porque você não aceitou humildemente a ajuda que precisa chegar. Então, nesse aspecto, eh, essa dificuldade de engravidar é um dilema que pode gerar sim e gera muito, porque aí é quando chega para mim, né, um quadro depressivo, um quadro de ansiedade muito grande, muito desgaste e muitas vezes o tratar dessa dessa é são ginecologistas que pedem, olha, preciso tratar isso aí para poder a tentativa de engravidar conseguir perdurar, porque tá um quadro muito emocional, muito impactante. Sim, sim. E é um comum, né? de dor. É porque assim, eh, eu, eu acho até interessante o nome que eles dão paraa mulher que tá em tratamento de fertilização em vitro, por exemplo, é tentante, né? Então, essa área, esse lugar, precisa de muita ajuda mesmo, né? E quando aquele todo aquele tratamento a pessoa consegue ficar grávida um mês ou dois e perde. Então é um sofrimento atroz, né? Mas também quando tem êxito, né? segue em frente, mas a gente tá falando aqui quando não consegue. É preciso a gente levar em consideração que existe algo maior do que a gente, mais do que o biológico, né? Então, se naquele casal não há uma programação para ser em paz nessa existência, se não tem um espírito que esteja ali comprometido com eles dois para vir, as tentativas biológicas serão eh não vão não vão chegar a êxito, porque para um óvulo poder se desenvolver, ser fecundado, se desenvolver, precisa da presença de um espírito. Então, a gente
para vir, as tentativas biológicas serão eh não vão não vão chegar a êxito, porque para um óvulo poder se desenvolver, ser fecundado, se desenvolver, precisa da presença de um espírito. Então, a gente precisa também olhar para isso. Eu acho que vale a pena todas as tentativas para ter um filho, sabe? Fertilização em vitro, o que você quiser é envidar esforços para isso. Mas acho que é importante pensar num limite para isso, porque é muito sofrimento, muito desgaste físico e emocional. Então, poder assim, bom, a gente vai tentar até tal momento e depois disso a gente aceita que as coisas são assim e talvez encontrar outros caminhos, adotar uma criança, fazer um trabalho com crianças por aí, tem tantas instituições, né? Então a gente poder também olhar para isso, não ficar só nesse fracasso biológico, poder entender que há desígnios divinos muito maiores do que a gente possa pensar. Esse suposto fracasso biológico fala de uma programação às vezes, né, divina, de uma questão espiritual, eh, um para que, né, não só um porquê, mas acho que nesse momento é muito interessante entender o para quê. Eu me lembro de uma pessoa, terminava uma palestra espírita e ela então veio me falar, tava passando por essa situação, inclusive já tinham tentado a fertilização em vitro e já tinham passado por esses processos de de tentativa e tendo abortamento espontâneo. Só que os o casal em si, eles já vinham, antes mesmo de tentar a gravidez, eles já tinham a ideia da possibilidade da adoção. É como se viesse assim no inconsciente deles. E aí a gente pensando em reencarnação, às vezes vem mesmo, porque se é um dilema que de certa forma há uma intuição de que é possível passar, às vezes vem também uma intuição de uma possível solução para aquele problema, para aquele dilema. Uhum. E aí então falava para ela, olha interessante, vocês tiveram essa, sentem essa intuição? sentir. Então, eu acho interessante que vocês possam escutar um pouco essa intuição, já que tá dentro de vocês, já veio e pude contar uma
, olha interessante, vocês tiveram essa, sentem essa intuição? sentir. Então, eu acho interessante que vocês possam escutar um pouco essa intuição, já que tá dentro de vocês, já veio e pude contar uma história de um outro casal que aí eu já vi numa situação posterior, o o casal já na adoção. E aí foi o momento que eu conheci, era um adolescente que eu precisei ajudar. hoje é uma pessoa adulta e uma pessoa muito muito linda do ponto de vista de trajetória do que conseguiu de superar ela, essa antiga adolescente hoje adulta e a família. E o casal eles tiveram a mesma situação na época anterior, né? ele tá falando de uns 25 anos atrás, o desenvolvimento da tecnologia, da ginecologia nesse campo era bem menor e aí eles, enfim, não tiveram todas as tentativas que hoje é possível, mas eles já vinham com a ideia da adoção. Eles já estão muito claro, inclusive, Ana, de que caso tivessem filhos biológicos, engraçado, não passado porque isso cada um tinha antes de casar-se. Ele já guardava isso desde jovem ali, de de começando a vida adulta, de que queria adotar crianças mesmo que tivesse filho biológico. E ela, sem conhecer ele, tinha a mesma ideia. Quando se encontraram, não foi uma ideia necessariamente construída em comum, foi compartilhada em comum com a intuição que os dois haviam. Então, quando passaram por essa situação, eles naturalmente adotaram a as crianças. eu puder acompanhar a trajetória dessa família ao longo posso acompanhar a trajetória dessa família, posso até compartilhar, pedir paraa família eh durante já 14 anos, 13 para 14 anos, vendo um processo de amor gerando um uma uma beleza, né? Uma beleza simplificando de uma forma encantada, né? Beleza, amor em todas as suas formas. muito bola. E eu fiquei pensando assim, a beleza do divino trazendo intuições de solução diante também dos dilemas intuitivamente meio que sabe que vai passar, né? Então assim, não é que vai dizer, tem é muito difícil saber o momento, mas isso você coloca quantas tentativas, não existe
ão diante também dos dilemas intuitivamente meio que sabe que vai passar, né? Então assim, não é que vai dizer, tem é muito difícil saber o momento, mas isso você coloca quantas tentativas, não existe esse escrito, você só pode tentar duas, uma, três, não é bem isso. Mais uma vez eh seguir um pouco as intuições da vida e lembrar do que você colocar. Era importante ter algum limite, isso que às vezes a nossa inconformação não deixa ver o limite das coisas, é, não deixa ver as intuições, esses compartilhamentos. Então, para essas pessoas, né, mas já tem outros exemplos de pessoas que são estão muito bem, muito felizes. Amiga que é engraçado, ela é psicóloga também, ela me permitiu contar. Eh, e ela psicóloga, ela já entrou no processo pensando nesse limite. Ela, ela própria, uma pessoa trabalhada ela já entrou nesse processo com essa perspectiva. Foi, foi bem interessante como ela então no processo não adoeceu pelo processo, porque ela já tinha esse limite. Esse limite ali, mesmo que seja, digamos, teórico, era de certa forma um ansiolítico para ela. fosse um medicamento para ela e ela hoje o bebê, né, uma criança saudável, feliz, trouxe felicidade, mas existe assim essa perspectiva da complexidade da vida, não existe uma resposta única, mas existe essas possibilidades, né? E acho que essa questão do limite é bem interessante de a gente dar vazão à intuição, né? Com certeza. Eu acho que quando a gente estabelece limite é um lugar da humildade, é um lugar bom paraa gente, né? Ana, muito obrigado mais uma vez. Ó, eu que agradeço. Tudo de bom. Até a nossa próxima gravação. Até a próxima. Até pró. E a gente espera novas perguntas aí no canal do Léo. Eu vou botar lá no Instagram também, tá? Pra gente perguntas. pode colocar também nos no nos nas mensagens aqui do do YouTube e a gente vai seguindo. Um grande abraço. Obrigado,
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