Jesus e Saúde Mental | nº 162 – Palavras para a Alma – Criança Ferida

Mansão do Caminho 31/03/2026 (ontem) 1:06:43 1,431 visualizações

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ana Tereza Camasmie » Episódio 162 – Palavras para a Alma – Criança Ferida #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

เ Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda para mais um programa Jesus e Saúde Mental na TV Mansão do Caminho, como temos feito, já que a oração é um dos grandes remédios que o cristianismo espírita nos proporciona e como estamos pedindo ajuda ao nosso mestre maior, para curar as nossas dores no sentido simbólico, não no sentido concreto, apenas curar no sentido de dar um sentido, um significado de conexão com o Pai. Nós queremos então começar mais uma vez convidando você para fechando seus olhos, podermos pensar na oração e dizermos: "Mestre amado, tu que estás conosco e estarás conosco até o fim dos tempos. Fica conosco também hoje, Senhor, através dos teus benfeitores, aqueles que auxiliam a nossa evolução, para que esse esforço de saúde mental seja também um esforço pessoal de superação e transformação. Vivemos em um mundo de transição externa. Percebemos pelos conflitos, mas também em um mundo de transformações internas que também percebemos pelos conflitos. Por isso nos ajuda a diminuir os conflitos, não acessar a batalha, mas é diminuir o conflito pelo conflito e encontrar o bom combate proposto pelo teu apóstolo Paulo. Aquele combate que tem um significado transformador de ascensão espiritual e de transformação pessoal. nos inspira e nos deixa na tua paz hoje, agora e para todo o sempre. Que assim seja, Senhor. Muito bem. Nós temos nos últimos tempos, nas últimas terças, eh gravado, feito programas em torno do livro Ansiedade e Felicidade. Mais uma vez por mês, ao longo de 12 meses, nós iremos nos debruçar em alguns capítulos desse livro, Palavras para a alma. Sim, da nossa amiga Ana Teresa Camasm, que eu convido para estar conosco agora. O livro, Ana, é esse daqui, ó. Tá bom? A editora Infinda e são capítulos, né, querida. Eu não vou nem lhe apresentar porque você já foi tão apresentada aqui e já está tão em casa que lhe apresentar seria deixar fora da casa, né? Você já está em casa. >> Mas é um livro, querido, que tem assim páginas diretas, né? reflexões são

ê já foi tão apresentada aqui e já está tão em casa que lhe apresentar seria deixar fora da casa, né? Você já está em casa. >> Mas é um livro, querido, que tem assim páginas diretas, né? reflexões são 37 reflexões, né? 37 páginas em que você fala sobre desafios, humildade, pertencimento à vida. E você escolheu que a gente pudesse, eu convidei a Ana, pedir para que ela, olha, vamos debruçar sobre algum livro teu, porque é um livro espírita e tem tudo a ver com o que vamos falar sobre Jesus e saúde mental. E aí você pensou que esse daqui seria mais adequado para nossos propósitos e sugeriu 12 temas. O tema de hoje é justamente um capítulo chamado criança ferida. Mas antes de entrar nesse tema criança ferida, eu queria dizer mais uma vez ao vivo, assim, já falei algumas vezes, mas você escreve muito bem direta, escreve você vê que com uma preocupação autêntica, né, de repassar o teu conhecimento de vida, teu conhecimento espírita e teu conhecimento clínico também, como se fosse uma leitura terapêutica, né? Deu para perceber isso também nesse livro e muito didática. Parabéns. Tenho certeza que o livro já ajudou porque não é um livro novo, então ele já tem ajudado as pessoas e espero que possa ajudar mais ainda, tá? Mas eu queria antes perguntar por o livro, para que o livro? Para quem o livro? >> Ah, bom, vamos lá, né? Todo livro tem uma história, né? Mas em primeiro lugar, eu quero agradecer muito a mansão do Caminho que abre esse espaço pra gente, pra gente compartilhar, pra gente colocar esse trabalho paraa frente. Eu sou muito, eu fico muito honrada aqui de participar. É muito chique isso, participar dos trabalhos da mansão. Então, muito obrigada. Obrigada, Léo, por me convidar para falar de um livro que eu gosto muito, assim, que tem uma parte muito importante da minha vida, como os outros, quando a gente conversou sobre o livro mãe também, muito importante, mas isso tem uma coisa muito especial, porque ele é o primeiro, né? O primeiro sempre é um livro assim, eh,

a vida, como os outros, quando a gente conversou sobre o livro mãe também, muito importante, mas isso tem uma coisa muito especial, porque ele é o primeiro, né? O primeiro sempre é um livro assim, eh, que é uma gestação, parte, é muito importante e principalmente porque ele nasceu da minha experiência eh de luto, né? Foi assim que esse livro chegou. Esse livro chegou, aliás, a primeira capa dele é essa. >> Hum. >> Eu vou explicar porquê. Eh, a gente teve a ideia, a gente, na verdade, foi a minha filha que teve essa ideia de transformar os meus áudios em livro, porque ela considerou que isso podia ajudar muita gente. E aí eu falei assim: "Mas engraçado, as pessoas gostam dos meus áudios, eh, mas eu nem falo de luto, né?" E aí ela falou uma coisa muito boa assim: "Mas mãe, você quando fez os árvores, você tava enlutada, então você ajuda todo aquele que tem esteja em algum processo de sofrimento, de aflição." E como é que eu fiz esses áudios? Esses áudios eu tinha que colocar eh disponível paraa Rádio Fraternidade, que foi uma combinação que eu fiz com o Rubens, né? Ele que me convidou para fazer esses áudios. Inclusive o nome desse programa eu que dei também. E o que que aconteceu? Eh, eu nunca tinha feito programa de rádio na minha vida, então eu fiquei assim, que eu vou falar o quê? Vou falar o quê? Vou falar o quê? Ele falou assim: "Você tem 10 minutos por semana". E aí eu falei assim: "Bom, eh, vou falar o que eu tô sentindo." Então, quando eu tava sentindo ansiedade, aí eu escrevia sobre ansiedade, eu descobri que duas laudas dá 10 minutos. Quando eu senti ansiedade, escrevi sobre ansiedade. Quando eu senti medo, eu escrevi sobre medo. Quando eu senti culpa, escrevi sobre culpa. E assim foi. Então, na verdade, o livro é como se fosse um caminho, o caminho que eu fui fazendo ao longo desse ano, depois que meu filho faleceu, que foi o ano de 2016, 2017 que esse livro foi feito. A capa desse livro, que essa imagem, na verdade, foi eh umas uma sugestão que o meu terapeuta na época me deu de eu

depois que meu filho faleceu, que foi o ano de 2016, 2017 que esse livro foi feito. A capa desse livro, que essa imagem, na verdade, foi eh umas uma sugestão que o meu terapeuta na época me deu de eu entrar numa aula de cerâmica para eu poder chorar e modelar, né? E a primeira coisa que eu fiz foi essa escultura que representava eu e ele, né? E o meu filho Faria se ele tinha 19, ia fazer 20. E aí então eh eu fiz propositalmente essa distância porque era como eu me sentia. Eu tinha raiva, eu tinha saudade, misturado com tanta coisa, então eu não conseguia me encontrar com ele, né? Quando eu fui fazer a capa do livro, eu pedi para uma amiga minha fotografar ela para botar na capa. E eu levei um susto porque ela foi, ela foi, ela fez imagens girando a minha escultura. Então, numa determinada posição, a minha cabeça encontra com a cabeça do meu filho aqui na escultura, percebe, ó. >> É. Uhum. >> E aí quando ela me mandou essa imagem, eu pensei assim: "Nossa, essa imagem é o trabalho que eu preciso fazer. eu preciso me aproximar através da aceitação, da resignação, né? E foi esse trabalho que eu fiz. E esse livro representa essa aproximação e tudo que eu pude fazer para poder me curar. E e foi uma alegria. Mais tarde a Infinda me convidou para tornar ele um livro não caseiro, porque ele era um livro caseiro, né? Foi a nossa casa espírita, todo o dinheiro era pra nossa casa espírita, enfim. E aí a Infinda me convidou para tornar esse livro mais público, né? E eles sugeriram essa capa. Eu levei um susto porque a capa era preta, eu tava lutada, de repente uma capa vermelha, laranja. Falei: "Bom, é convite da vida pra gente se levantar, não é?" Então, esse livro fala disso, dos nossos vários estados da alma. Por isso eu achei que ia ser útil para vocês aqui do canal da mansão, porque são os nossos sentimentos mais comuns, estados de alma comum. às vezes não é sentimento, mas estados da alma aqui. Então, eh, ele é um livro que você pode abrir em qualquer capítulo, né? Hoje a

porque são os nossos sentimentos mais comuns, estados de alma comum. às vezes não é sentimento, mas estados da alma aqui. Então, eh, ele é um livro que você pode abrir em qualquer capítulo, né? Hoje a gente escolheu conversar sobre criança ferida, né? >> E eu achei um bom começo, Léo, porque esse é um tema da Joana de Angeles, ó, nesse livro aqui, >> em busca da verdade, né? Na verdade, ó, é >> na página 108 dessa edição, assim, dessa brochura, ela diz assim: >> "Todos os indivíduos conduzem no inconsciente individual a sua criança ferida, magoada, que lhe dificulta macho de segurança na busca da paz interior, da saúde e da vitória sobre as dificuldades. Essa criança ferida precisa ser trabalhada a fim de retirar as camadas de ressentimentos que impedem a claridade da razão e do discernimento. Então, a minha proposta e a proposta de todos os terapeutas, é claro, é a gente se encontrar com essas feridas velhas que a gente leva pra vida adulta até desencarnar se a gente não curar, >> né? Ninguém vai sair daqui 100% curado, porque muito curado também é chato, diz a Ní da Silveira, né? Mas a gente precisa eh se dedicar a curar as feridas da alma, porque elas permanecem no nosso dia a dia sem que a gente tenha consciência delas. E quando a gente não tem consciência disso, nós estamos mais escravo e mais a mercer do que a gente possa imaginar. E vamos achar que o problema tá do lado de fora, tá no outro e e não é verdade. A gente precisa fazer essa caminhada interior, né? É essa a proposta. Que bonito, que bonito. Curiosamente, ontem o amiga espírita me pedia indicações de livros eh para trabalhar sobre luto e mas não eram ela, apesar de ser espírita, ela me pedia livros sem ser espíritas. Então eu indiquei o livro clássico da Elizabeth Cluberos sobre a morte e o morrer, e também um livro do Ive Salum, que é em frente ao sol. De frente ao sol. Mas eu sabia que Ive é >> é >> muito bom, mas eu não sabia que esse teu livro também tinha uma história embutida eh do luto. E agora já vou falar desse

Salum, que é em frente ao sol. De frente ao sol. Mas eu sabia que Ive é >> é >> muito bom, mas eu não sabia que esse teu livro também tinha uma história embutida eh do luto. E agora já vou falar desse programa para ela. Olha, eu gravei hoje um programa >> e talvez seja útil escutar. É, >> né? Até porque quando você conta uma coisa, você conta isso assim. >> Nesse aqui, Léo, nesse aqui tem um capítulo só sobre luto, se quiser. >> Ah, outro. Então, pronto. Mas eu vou pedir para ela escutar você falando porque é o seguinte, ó. Eh, eu acho, acho, não tenho certeza, de que é muito importante compartilhar histórias. Primeiro, não deixarmos o nosso movimento espírita frio, >> hum, >> conceitual, >> como se fosse uma aula >> didática fria. Isso você tem no livro tradicional. Segundo isso traz traz uma ideia, não traz uma veracidade de eh pertencimento, uma coisa chamada identificação pessoal. E quando você me fala dele, livro depois ser publicado ou capa vermelha, acho que ele já veio publicado no momento posterior da tua vida, um momento de florescimento, né? que o livro é cheio de flores assim bonitas de alguém que tá eh florescendo. Já era florescida, mas sempre há tempo de florir mais, né? >> Sempre é tempo de florir mais. >> Então, obrigado, querida, por compartilhar isso, que temos que fazer isso, né? Senão fica uma coisa muito fria, sabe? Uma coisa muito >> chata até, né? Porque a frieza é chata, >> cansa, >> cansativa, >> cansativa. >> Cansativa. E aí, minha amiga? >> Mental, né? As coisas muito mental. exaurimentos. >> Isso, exatamente, exatamente. E eu eh conversava com um grande amigo, tem às vezes as palestras, eu comento pouco assim, Ana, mas já que falam sobre isso, eu comento um pouco sobre o IBGE, os números de espiritismo diminuindo, tal, mas eu vou aproveitar e comentar agora, porque se não se a gente não cuidar, eh, fica uma coisa meio maçante mesmo, as palestras, as doutrinárias, que fica só uma coisa é o estudo, né, e outra coisa é uma palestra. a gente já não tem

agora, porque se não se a gente não cuidar, eh, fica uma coisa meio maçante mesmo, as palestras, as doutrinárias, que fica só uma coisa é o estudo, né, e outra coisa é uma palestra. a gente já não tem música, já não tem um recurso eh dessa emocionalidade. Eu me lembro assim, Ana, que eu estive na Espanha e me deixei conduzir assim e fui bater na Catedral de Barcelona, não na catedral famosa, moderna, mas na catedral da idade da da cidade antiga, sabe? E quando eu cheguei tava tendo uma missa e era uma missa ao vivo com uma um cantor lírico, com instrumentos ao vivo. E a acústica da igreja era de tal forma construída que você se sentia, a música não vinha assim, a música vinha abarcando, né? E você se sentia abraçado pela música, entendeu? E o projeto arquitetônico, óbvio, eram muito grandes as igrejas também para você sentir pequeno diante de Deus, beleza? e a igreja dominar naquela época. Mas eu tô falando de um aspecto mais íntimo de você se sentir acolhido, abraçado. E aquilo me emocionou tanto que eu chorei. Eu não sou católico, nunca fui católico nessa existência. Faz um bom tempo de de existências que eu já não sou católico. Eh, mas me senti acolhido, né? Mexeu, você falou do inconsciente, eu já vou trazer pro nosso tema. Mexeu com o inconsciente individual. mas não necessariamente eh dessa existência, porque o inconsciente individual e a Jana de Angeles, eh esse livro em busca da verdade é quase um ápice da série psicológica dela. Ela sintetiza e aprofunda muitas coisas. É impressionante. É um dos livros que você lê mais empolgado assim. Eh, e ela fala muito realmente da criança ferida, fala, ela fala muito do inconsciente. E aí nós temos um inconsciente pessoal. E temos um inconsciente coletivo, um inconsciente pessoal des respeito com as nossas histórias. E o centro coletivo, inconsciente coletivo, de alguma forma tem a ver também com o que plasma no fluído cósmico, né? Tô falando só pros espíritas aqui, se eu for abordar outras coisas vai ser mais mais complexo. Mas

tivo, inconsciente coletivo, de alguma forma tem a ver também com o que plasma no fluído cósmico, né? Tô falando só pros espíritas aqui, se eu for abordar outras coisas vai ser mais mais complexo. Mas no inconsciente pessoal, individual nós temos o inconsciente dessa vida, as feridas dessa vida, mas temos também as feridas de outras existências. Então, a criança ferida dessa existência muitas vezes dialoga com a criança ferida da outra existência e aí fica uma ferida muito grandona, muito expostona. E eu tô falando isso porque você botou uma coisa boa. Vou ler, ó. Eh, não é possível um crescimento total, um crescimento pleno de uma só vez. Nenhum de nós está aqui como anjo, nem é nosso objetivo nesta vida por hora, que dialoga com que você colocou aí da reencarnação, do inconsciente individual e com um pouco do que a gente queria, eu queria passar para você também com essa questão da transição. Você coloca bem, nós estamos informados de uma transição planetária que estamos passando e ao mesmo tempo estamos em processo de transformação interior. A gente tá dizendo que a gente tá, eu não preciso ser vidente para ver eh que a Ana está no processo de transformação, não. Ela tá aqui dedicando-se ao espiritismo. E quem se dedica ao espiritismo de forma profunda também precisa se dedicar a uma transformação pessoal, né? A Ana eh tem toda uma carreira acadêmica. Ela ela me deu a o doutorado dela que é sobre Heidegger. É um negócio difícil, um filósofo difícil que fala sobre ontologia. >> Pois é, mas dá já deixou tudo. Quero falar, fez alguma transformação, né? E negócio bonito, Ana, também que você escreveu enquanto era porque dialoga, né? É muito estranho quando a gente faz uma vida acadêmica que não dialoga com a nossa eh visão integral de mundo e como não há diálogo, a gente fica totalmente desintegrado. ão lendo o livro que você me deu, se da doutorado, por causa da inclusive para entender um pouco mais Heidegger num curso que filosofia, eh, dá para ver que dialoga, né, mas

a totalmente desintegrado. ão lendo o livro que você me deu, se da doutorado, por causa da inclusive para entender um pouco mais Heidegger num curso que filosofia, eh, dá para ver que dialoga, né, mas você mesmo coloca, é um processo de transformação. Então vamos tocar por aí, Ana. Eu falei um pouquinho, vamos tocar por aí. >> Muito obrigada. É isso, só pegando nesse fio assim, a minha vida acadêmica que me que me trouxe até aqui assim, se eu tenho hoje facilidade para escrever, para falar, foi a vida acadêmica que me deu isso, né? Essa disciplina do estudo, da ordem, da estrutura do pensamento. Eh, eu achei muito tempo que eu tinha que seguir isso. Depois eu entendi assim: "Não, aquilo foi um treino, na verdade aqui é meu lugar." E eu me sinto muito feliz com esse caminho que eu escolhi, sabe? Assim, eu me sinto assim, se eu morresse hoje, morreria em paz comigo, porque eu cheguei onde eu queria, né? E me sinto muito feliz. Cada pessoa que me aborda e diz: "Nossa, eh, a sua palestra me ajudou, o seu texto me ajudou". Eu falei: "Nossa, gente, meu dever de casa tá tá ótimo, tô indo muito bem". Então, para conversar sobre esse termo, olha só quem usa esse termo, quem nos ensinou sobre esse termo foi o Junger, né? grande eh estudioso dos arquétipos para nós aqui no ocidente, aqui a gente pensando em psicologia. Cau Jung trouxe para nós esses esse entendimento que a gente tá imerso no inconsciente coletivo e dele a gente puxa essas linhas individuais. Então, criança, assim como a grande mãe, assim como o arquétipo do guerreiro, do herói, são arquétipos coletivos que a gente tem na humanidade desde sempre. Tem uma antropóloga famosa que faleceu há uns dois anos atrás, Angelisa Ryan, que ela pesquisou as culturas e viu que tinham quatro arquétipos que estão presentes em toda a cultura, que o arquétipo do curador, toda, toda, né, toda a cultura tem o um curador, o visionário, o guerreiro e o mestre. Então, ela pensou quatro arquétipos estão presentes tudo quanto é cultura

a cultura, que o arquétipo do curador, toda, toda, né, toda a cultura tem o um curador, o visionário, o guerreiro e o mestre. Então, ela pensou quatro arquétipos estão presentes tudo quanto é cultura que ela pesquisou. E o Jung percebeu que psiquicamente a gente tem arquétipos também que dialogam com o coletivo. Então quando ele pensou o arquétipo da criança, não é só a criança ferida, ele falou da criança divina. Então vamos, é porque criança, a gente pensa em criança fisiologicamente, né? Vamos pensar assim, é a parte da nossa alma mais vulnerável, aonde habita a nossa criatividade, a nossa espontaneidade, a nossa leveza, a eh o brincar, o lúdico, também aonde há o sonho, a idealização, as ilusões, tudo isso é é uma parte é um é uma dimensão, parte difícil, né? Dimensão, uma dimensão da nossa alma que habita isso que a gente tem, né? essa essa ingenuidade, essa confiança plena no mundo, isso tudo eh todas as crianças são assim e isso não desaparece porque a gente virou adulto. Isso faz parte da nossa alma. Porém, a gente pode ter esses aspectos da nossa alma, a ingenuidade, a criatividade, a espontaneidade, a leveza. Ferido pelos acontecimentos. Vamos imaginar que você quando criança habitou um lar muito violento. Então a sua entrega ficou uma entrega assustada, recolhida. Vou imaginar que você viveu num ambiente muito frio, muito indiferente. Então, aquela criança muito jogada, muito lançada, eh, recolhe-se. Você recebeu muito bullying, você recebeu muito abandono, muita rejeição. Então, essa alma sensível que a criança é sem defesas, porque não tem ainda cognição desenvolvida suficiente para poder entender que os pais estão em momentos difíceis ou são desequilibrados, ela entende que ela é a responsável por todas essas coisas ruins estarem acontecendo, porque toda criança faz parte do desenvolvimento infantil, ela é autorreferida, autocentrada. Então ela é o centro do universo. Então se alguma coisa boa acontece é por causa dela. Se alguma coisa ruim acontece é por causa

z parte do desenvolvimento infantil, ela é autorreferida, autocentrada. Então ela é o centro do universo. Então se alguma coisa boa acontece é por causa dela. Se alguma coisa ruim acontece é por causa dela também. Então nós carregamos feridas junto com crenças que a psicologia positiva vai mexer. A gente vai tirando conclusões a respeito disso. Eu não sou boa pessoa, eu não faço nada direito. Se eu for boazinha, então eu vou ser premiado. A gente vai tirando conclusões de um lugar muito precário, ainda, muito rudimentar. Então, a gente chega na vida adulta sem nos darmos conta, com todas essas conclusões, com todas essas certezas, essas crenças que limitam a nossa experiência adulta na base da nossa vida. Então, o trabalho é a gente revisitar esse lugar e rever essas perspectivas a nosso respeito, né? Uma vez eu conheci um rapaz, um rapaz mais velho lá, lá pros seus 30 e tantos anos, que ele contava que quando ele era criança, a mãe dele teve câncer, ele era o mais velho de três crianças. O pai chegou para ele e disse: "Meu filho, sua mãe tá com câncer, vai morrer e você devia ter, sei lá, oito, menos 10 anos, tá? Oito ou nove, alguma coisa assim. Eh, não, não fala sobre isso, né? Não, não vamos falar sobre isso, né? Mas a gente tem que tratar a mamãe bem. E é isso aí. Então ele como mais velho, ele contando, né? Ele como mais velho tomou isso como uma coisa muito séria. Então ele ficou grande antes do tempo, né? começou a ter um comportamento assim de não precisar da mãe, poupar a mãe, mãe, o máximo que pudesse. Olha só que coisa interessante. Ele disse que o pai dele chegou para ele, ele falava com uma raiva isso. Poxa, eh, eu era só uma criança, ele falou só para mim e os meus irmãos e não sei o quê. Mais tarde, o tempo passou e ele com ressentimento do pai compartilhou isso com os irmãos. Poxa, olha só o que que papai fez comigo. Parentes, a mãe tá viva até hoje, tá? Ela não morreu, mas ninguém avisou isso para ele, ela não vai morrer mais, entendeu? Ele ficou com a

isso com os irmãos. Poxa, olha só o que que papai fez comigo. Parentes, a mãe tá viva até hoje, tá? Ela não morreu, mas ninguém avisou isso para ele, ela não vai morrer mais, entendeu? Ele ficou com a informação, mãe vai morrer. Bom, aí ele compartilhou com os irmãos. Ah, olha só, o papai fez isso, aquilo. Aí os irmãos assim, como assim? A gente estava junto de você, papai falou com nós três e tal. E aí a mais novinha contou a cena inteira, que roupa estavam vestindo, que lugar da sala estava, como é que o pai reagiu, quem chorou, quem não chorou, quem bateu ped e tal. Ele levou um susto, porque o registro que ele ficou é que ele tava sozinho com o pé. Então assim, a gente quando vive as experiências difíceis da infância, a gente cria uma cena como a gente pode criar. Então a gente precisa revisitar isso e entender assim, nós precisamos dar um grau de relatividade para essas cenas. Não tô dizendo que elas não são verdadeiras, mas elas são restritas e adequadas ao modo como a gente entendeu o que aconteceu, né? Por isso que muitas crianças acham que elas são culpadas pela morte da mãe, pela separação dos pais e assim por diante. Então, Joana, nossa grande companheira aqui da Mação do Caminho das Nossas Vidas, ela vai dizer: "É preciso visitar". E aí, Léo, você falou super bem. Sim, a nossa criança ferida entra em sintonia com feridas de outras vidas. E o fato da gente entrar em sintonia com outras vidas vai dar uma intensidade maior a tudo aquilo que a gente tá sofrendo do que poderia ser. Então, a primeira dica que eu queria dar, como saber se é a minha criança ferida que tá agindo aqui nessa história que eu tô vivendo? Porque é desproporcional, comportamentos desproporcionais. É a primeira dica que a gente que eu queria deixar. Toda vez que alguém tem um comportamento desproporcional ao que tá acontecendo, o que tá em questão ali são ressonâncias de outra vida, da sua criança ferida, que aí você vai precisar de um uma boa dose de compaixão para você ter paciência com você, para poder trazer à

ontecendo, o que tá em questão ali são ressonâncias de outra vida, da sua criança ferida, que aí você vai precisar de um uma boa dose de compaixão para você ter paciência com você, para poder trazer à luz o que que tá acontecendo ali com você. Porque é mais do que aquilo, muito mais do que aquilo. >> A palavra que você usou muito bem no seu livro aqui seria reativa, né? Ficamos reativos. E aí eu vou querer trazer isso daqui a pouco, mas eu queria antes disso lembrar que Jesus eh que como bem falou Ana do ponto de vista psicológico, né? Os arquétipos são símbolos, são símbolos primordiais que estão nas culturas, que consequentemente também está na nossa mente, mas não é tão claro, é mais no inconsciente. Fica mais claro quando a cultura consegue trazer, digamos assim, mitos, clarifica, né, para uma história, portanto, consciente, alguma coisa que é também individual. Aí não é não é à toa que Jesus utiliza essas imagens. Por exemplo, naquele momento que as crianças estavam sendo expulsas porque iam atrapalhar. Ele fala: "Não deixai que venham as minhas criancinhas". Olha o símbolo de é preciso visitar porque ele vai mais deixai que venha a mim as criancinhas. Porque eu digo, só aqueles que se assemelham às crianças entrarão no reino dos céus. é o convite de Jesus a um mergulho interior e a revisitar a o jeito de ser, né, infantil. E aí eu vou querer trabalhar um pouco isso. Como esse jeito desse ano? Primeira pergunta. Segundo, de alguma forma ele também fala para superar superar essas imagens e essas esses traumas também, né? Ele não fala desse termo, mas ele fala assim: "Olha, aquele que não abandonar pai e mãe em meu nome, em nome do que eu trago, não é digno de mim. É preciso abandonar pai e mãe para entrar no reino de céus." Olha uma coisa assim muito clara e que é paradoxal, porque ele ele fala do amor, né? constrói uma comunidade ao redor dele para falar de uma família ampliada, mas ele tá falando que é preciso abandonar as as amarras, né? Se a gente pensasse

paradoxal, porque ele ele fala do amor, né? constrói uma comunidade ao redor dele para falar de uma família ampliada, mas ele tá falando que é preciso abandonar as as amarras, né? Se a gente pensasse psicologicamente isso aqui, não teologicamente falando, mas psicologicamente falando, é preciso abandonar as amarras, os modelos parentais equivocados, os traumas que certamente muitos dos nossos pais fizeram, porque também eram crianças feridas, enfim, fica uma criança ferida educando outra criança e fica uma bagunça só dentro do nosso psiquismo, né? E é preciso abandonar essa bagunça para entrar numa casa do pai. E aí ele, o a terceira imagem que ele usa, né, que é uma imagem de pertencimento e de acolhimento à casa do meu pai, remetendo justamente também ao ambiente doméstico, a nossa infância, a nossa intimidade. Então, acho que são três símbolos que ele coloca, né? Eh, não deixar que as crianças sejam expulsas, ao contrário, colocar a criança como algum símbolo que dialoga muito com o que a Juna tá dizendo, mas também, olha, não é para ficar peso na como a criança, não é tudo da criança, precisa abandonar pai e mãe e aí ampliar a visão de qual é a nossa casa. A casa da gente não é a casa da infância, a casa da gente é a casa do universo. Há muitas moradas inclusive na casa do meu pai. E ele ainda fala nessa mensagem: "Não se turbe o vosso coração. Crede em mim, crede em Deus, porque há muitas moradas na casa do meu pai". A gente pode pensar na coisa objetiva da polaridade dos mundos habitados, mas eu queria trazer uma dimensão psicológica, né? Não se angustie, não se agonie tanto, né? Não se sinta tão eh desprotegido. Existe uma casa maior de proteção e existem muitas casas para acolhimento na casa do meu pai. Faz sentido, Ana, para você? >> Nossa, que bacana. Sabe que eu lembrei daquela conversa que Jesus tem com Nicodemos em que ele diz assim: "Ah, mas vai ser preciso nascer de novo, né? E enfim, como é que faz?" E aí Jesus vai dizer para ele o seguinte, que em

ue eu lembrei daquela conversa que Jesus tem com Nicodemos em que ele diz assim: "Ah, mas vai ser preciso nascer de novo, né? E enfim, como é que faz?" E aí Jesus vai dizer para ele o seguinte, que em verdade vos digo que é preciso nascer de novo para ver o reino de Deus. Depois ele repete a mesma frase, se é que tá certa tradução, que é preciso nascer de novo para entrar no reino de Deus. Então tem alguma diferença entre ver o reino de Deus e entrar no reino de Deus, né? No reino dos céus. Quando você lembra dessa frase deixar vir as minhas criancinhas, porque delas é o reino de Deus, né? O reino dos céus tá dizendo o seguinte: é mais do que ver, porque a gente até no movimento religioso consegue ver o reino de Deus, ou seja, o que que há no reino de Deus que pode ser bom para nós? Um reino de felicidade, de bem-estar, de parte de consciência. Mas para entrar é precisa alguma transformação, alguma mudança. E Jesus dá uma dica. Se a gente fosse como as crianças, ou seja, se a gente tivesse a leveza das crianças, se a gente tivesse o nível de entrega das crianças, o nível de confiança das crianças, né? O nível de pureza de coração das crianças, essas são as condições pra gente entrar no reino dos céus. Porque o que que vai acontecendo com a gente ao longo da vida? A gente perde essa pureza. Claro que a gente faz isso pra gente poder sobreviver, pra gente te dar conta da vida aqui na Terra, que é uma vida de prova expiação. A gente vai meio que esquecendo isso e vamos tendo uma vida competitiva, dura, racional, mental, com 350 justificativas pra gente não ser natural, distante da nossa essência. E aí a Joana vai dizer assim: "Ei, sai do ego, vem pro selfie. Tá certo? serve um monte de coisas, mas olha, olha para quem você é de verdade, na essência do seu coração. Não há aí uma criança, uma leveza, uma pureza de coração que você pode desenvolver e deixar florir e deixar vir, né? Tanto é que quando você contou essa essa situação na igreja, né, esse momento da igreja, que você se

ança, uma leveza, uma pureza de coração que você pode desenvolver e deixar florir e deixar vir, né? Tanto é que quando você contou essa essa situação na igreja, né, esse momento da igreja, que você se deixou envolver pela música, você fez com as crianças. >> Uhum. >> Né? A criança divina é essa que se entrega aquele momento. Criança é só presente. Criança não tem passado nem futuro, é presença pura. Então quando a gente consegue esse estado de presença e se nutre do que tá acontecendo, que isso é reino do céu, né, gente? A gente se sentir uno com Deus, assim, uma coisa só, aquele som que entra, que abraça, você já nem sei, você nem sabe onde é que você tá fisicamente. Você abre o olho, meu Deus, eu tô numa igreja. a gente entra num estado quase que de êxtase, de comunhão. >> Então, pra gente entrar no reino dos céus, é preciso ser como as crianças, o estado de pureza das crianças. Pra gente retomar esse estado de pureza ou conquistar essa pureza, temos que cuidar das feridas, porque as feridas não deixam o nosso melhor lado vivo. Vem um lado pesado, né? A gente já não escuta assim, pais e mães falando, eu não tive mole, eu não vou dar mole pro meu filho. É a parte ferida que tá falando, porque todo pai, toda mãe quer dar o melhor, quer dar tudo, dá a vida, dá qualquer coisa pelos seus filhos. Quando a gente fica lá parado na mága, no ressentimento, eu não tive, também não vou dar, somos reativos, revoltados, a gente tá ferindo pessoas que não tm nada a ver com a história por feridas nossas que a gente ainda não curou. Eu coloquei aí nesse capítulo também eh quatro comportamentos frequentes, não únicos, sabe? Foi que você, eu queria pensar mesmo isso que é bem importante. Leia aí, podem pode falar. Ótimo. >> São frequentes, mas eles não são únicos, vocês podem encontrar outros, mas esse é o que eu mais vejo nos atendimentos que faço, >> que é aquelas pessoas, eu queria só dizer o seguinte, a a criança ferida nos deixa num estado de carência muito grande, né? A a nossa parte ferida, por

o que eu mais vejo nos atendimentos que faço, >> que é aquelas pessoas, eu queria só dizer o seguinte, a a criança ferida nos deixa num estado de carência muito grande, né? A a nossa parte ferida, por quê? Eh, a nossa parte ferida, ela é desconfiada do mundo. Como ela é desconfiada do mundo, não se deixa nutrir pelo mundo. Então, mantém e reproduz estados carenciados de sua alma. Então, pode acontecer coisas super legais, mas ela não pega para si. É desconfiado. Não, mas será que é mesmo? Será que não é? Lembrei de uma moça que frequentava a nossa casa espírita, diz assim: "Aqui vocês são bons demais. Vocês são bons demais, né? Então ela ela desconfiada daquela nossa fraternidade. Eu falei assim: "Na verdade a gente não é bom mesmo, você tem razão, mas nós aqui estamos em treinamento. Aqui tudo é ensaio. Nós estamos ensaiando, treinando. Tu está treinando aqui boa vontade, gentileza. Você vem treinar com a gente também. A gente aqui ainda não é em essência tudo isso, mas a gente faz um esforço para treinar. Então, olha que interessante, ela tava gostando daquele ambiente, mas não deixava o coração dela não deixava receber porque ela era desconfiada. Não, vocês são bons demais. Isso aqui deve ser uma farça daada, né? Então é isso, né? Então, a a ferida não deixa o coração se preencher daquilo que ele mais quer. Então, vai chegar aquele abraço, vai chegar aquele carinho e a pessoa diz: "Ah, não, eu vou receber, depois eu vou descobrir que eu não é verdadeiro, depois eu vou descobrir que essa pessoa que me dá beijo é que me trai, é que me machuca". Então não. Então o coração desculpa, né? Não deixa de receber >> o lado, né, Ana, da criança. Que a gente não tá falando. Jesus tá falando da criança. Como um amigo, o Alberto, eu fiz uma vez uma live com ele sobre essa criança ferida e a gente falou sobre a criança dourada também, né? A criança dourada, a criança dourada, divina, seria essa criança que Jesus nos convida a revisitar. Por isso que eu falei da palavra de superação. Essa ela não é

ou sobre a criança dourada também, né? A criança dourada, a criança dourada, divina, seria essa criança que Jesus nos convida a revisitar. Por isso que eu falei da palavra de superação. Essa ela não é >> insaciável, né? Ela é >> aberta, >> é diferente, né? >> Agora a criança que está ferida, ela é insaciável. Aí a palavra é carência. Só que quanto mais insaciável ela é e mais carente ela é, mais ela tem um comportamento reativo de se proteger para não se ferir de novo, né? >> Isso. >> Não se ferir de novo. E eu concordo com você. Mesma proteção que não deixa ferir de novo é a proteção que impede da carência CD. >> Fica um negócio paradoxal, né? A mesma carência que busca e fica insaciável é a mesma carência que fica reativa. E a palavra reativa vem nesse aspecto, fica reativa para se proteger e não deixa entrar nem um pouco, então fica mais carente ainda. Então fica uma coisa patológica, paradoxal. Isso aí eh, para virar realmente um adoecimento emocional ou um adoecimento clínico geral, é um pulo, né? É um pulo >> isso. Não só eh psíquico, mas espiritual também. É onde seos também, né? >> Além do espiritual, porque aí é o lugar da obsessão. Acho que é importante frisar isso. É verdade. >> E se a gente pensasse bem, quem é obsessor, uma criança ferida. >> É. que se deixou tomar totalmente pela ferida. >> É, >> então um uma entidade totalmente tomada pela ferida eh vai se aproximar de todo aquele que tem alguma ferida semelhante e isso potencializa os nossos quadros carenciados e desconfiados e defensivos, reativos, né? Então eu levantei aqui quatro que adventa essa carência. >> Uhum. >> Sintomas, né, que você pode reconhecer. Nossa, pessoa, ela vai eh sempre responder aos estímulos do mesmo jeito. É por isso que cronifica e precisa de tratamento. É sempre com rebeldia, é sempre o contrário, é sempre eh oposto ou é vitimado. Qualquer coisa que acontece, o comportamento é de rebeldia. ou o outro comportamento de indiferença, nada me toca, nada chega, nada me alcança, né? E é importante saber aqui,

eh oposto ou é vitimado. Qualquer coisa que acontece, o comportamento é de rebeldia. ou o outro comportamento de indiferença, nada me toca, nada chega, nada me alcança, né? E é importante saber aqui, ah, e a autossuficiência que é quarta, esses quatro são quatro movimentos que a gente chama de orgulho, né? >> É, >> são qu >> são quatro faces do orgulho, né? >> Isso. Então, a autossuficiência, eu não preciso de nada, nem de ninguém. Eu dou conta de mim sozinho. Mas se a gente olhar esses quatro movimentos, que que aconteceu? Ó, por exemplo, na indiferença, como é que uma criança pequena vai se tornando indiferente? É quando, por exemplo, tá, não é sempre assim, o ambiente do lar é tão violento, tão violento, se ela ficar invisível é melhor que não sobra para ela. Então, ela vai ficando invisível em casa, o mais invisível possível, porque se tudo vira estopim para confusão, ficar invisível é uma aspas, uma boa solução. Ser bom menino, boa menina é uma boa solução. Então, isso cria eh uma defesa da indiferença. Então eu fico de uma certa maneira afastada dos acontecimentos, a salvo dos acontecimentos e vou pra vida adulta com isso. Tá acontecendo o maior ecatomb. Eu tô lá longe assistindo, né? De longe. Isso. Eu me lembro que quando eu era criança, eu sofria de nordestina também. Minha mãe é nordestina, meu pai árabe. Ele é uma combinação incrível. Mas a minha mãe, ó, tudo tinha um uma surra danada se a gente não andasse direito de cinco filhos, né? Eh, eu achava aquilo demais da conta. Então, era difícil para mim ver quando ela tava assim muito nervosa, muito estressada. Então, nessa época, quando eu era criança, eu procurava ser assim a pessoa mais invisível possível, senão eu ia apanhar também. Então, assim, o que eu quero dizer é uma inteligência da criança maravilhosa, criar defesas. Então, ficar indiferente numa situação dessa, ótimo, excelente. Porém, a gente não deixa lá na infância, a gente cresce e vai carregando aquela armadura, aquela defesa. O problema é que a gente não

s. Então, ficar indiferente numa situação dessa, ótimo, excelente. Porém, a gente não deixa lá na infância, a gente cresce e vai carregando aquela armadura, aquela defesa. O problema é que a gente não atualiza mais. Então, nós já estamos adultos para resolver os problemas e resolvemos com a mesma solução de 5 anos de idade, com a mesma. Por exemplo, vocês já viram como é que tem adulto que fica emburrado, gente? O que eu tenho de companheiro de trabalho que fico emburrado, fico impressionado assim, meu Deus, emburrado eu ficava quando tinha 8 anos, quando brigava com a colega da escola. Então, ficar emborrado é um comportamento completamente infantil de quem não tá, que não tem recursos emocionais de elaborar e comunicar o que tá acontecendo e pedir o que é necessário e de dar limite, aí vai pro emburramento. Então, a gente tem pessoas de 40, 50, 60, 90 emburrados. >> Uhum. A mesma solução dos 8 anos lá com oito, com sete fez maior sentido ficar emburrado. Meu neto de quatro faz sentido para ele ficar emburrado, mas você com 40 não dá mais não, né? Então é esse, é essa a solução. A autossuficiência que é eu não quero pedir, muita gente me fala isso. Ah, eu não quero pedir para não incomodar. Não, o que você não quer pedir porque pode vir um não. Então, para você se defender do não, aí você não pede, vai paraa autossuficiência e você não se desenvolve, porque a gente precisa dos nossos da vida pra gente se desenvolver e encontrar novas soluções. Mas você também tá impedindo de alguns sim chegar quando você faz isso, né? A autossuficiência não deixa a gente habitar o lugar de receber, não tem lugar de troca. E às vezes o autossuficiente ele é especialista em dar, mas ele não recebe, então ele não vitaliza as relações nesse lugar. Então autossuficiência, vitimação, rebeldia e indiferença, sintomas importantes pra gente poder cuidar. >> Querida, você escreveu tão bem que eu vou ler. Há quatro comportamentos muito frequentes que adotamos quando estamos carentes e, portanto, reativos.

ça, sintomas importantes pra gente poder cuidar. >> Querida, você escreveu tão bem que eu vou ler. Há quatro comportamentos muito frequentes que adotamos quando estamos carentes e, portanto, reativos. O primeiro pode ser uma rebeldia constante quando nossa alma se irrita com tudo o que é contrário às nossas expectativas. O segundo pode ser a vitimização quando insistimos em não ver a nossa participação nos acontecimentos. O terceiro pode ser a autossuficiência quando detestamos depender de alguém para não ter que ficar devendo ou para não nos frustrar. E o quarto pode se manifestar quando escolhemos a indiferença como um jeito eficaz de não sentir para não sofrer. Então vou enfatizar. São quatro faces da criança ferida que fica reativa para se proteger. Portanto, são quatro faces do orgulho, né? >> Uhum. rebeldia constante, vitimização, autossuficiência e indiferença. E acho que é interessante a gente pensar, tudo isso foram estratégias de sobrevivência que nós utilizamos ao longo das nossas reencarnações. Nós estamos muito mais acostumados reencarnatório. Eu queria falar especificamente porque eu também tenho achado assim, Ana, nós somos espíritas, mas às vezes ficamos uns espíritas meio materialista, assim, meio fisicalista. Reencarnação, meu amigo, não tem como não. O que diferencia a psicologia com o espiritismo são dois pontos básicos, né? a influência dos seres e a influência intra ser reencarnatória. Não tô falando nem do divino, porque a psicologia com catolicismo também tem o divino, a psicologia com o protestantismo, ou seja, as pessoas que são de outras religiões e são psicólogos, psiquiatras, eles também vem em Deus. Mas o espírita, eh, ele tem essas duas outras faces que são muito importantes para levar em consideração. Para a gente vai fazer um espiritismo fisicalista. E esse foi um equívoco dos primeiros eh estudiosos da mente humana no século XIX que não chegaram todos a reencarnação. A reencarnação, eu gostaria, gosto de reafirmar, é um presente de Allan Kardec

. E esse foi um equívoco dos primeiros eh estudiosos da mente humana no século XIX que não chegaram todos a reencarnação. A reencarnação, eu gostaria, gosto de reafirmar, é um presente de Allan Kardec aos espíritas, a coragem de Allan Kardec, olha, eu tenho tanta convicção de que reencarnação existe que eu vou mudar o meu nome e botar o nome de uma reencarnação. E a parte que ele mais escreve, que tem menos mensagem espiritual, é sobre reencarnação. E era o principal ponto de divergência e foi um dos principais pontos de divergência naquele momento. E no final das contas a história mostrou que Kardec estava certo em relação à reencarnação. Você vê a obra mediúnica de Edivaldo Franco, a obra mediúnica de Chico Xavier, de Vô da Maural Pereira, de Zil da Gama. É um esforço para contar histórias reencarnatórias. Quase todo o romance, que a gente vê por esses médiuns, são esforços para contar histórias reencarnatórias, reafirmando um ponto que estava difícil ali na codificação. E aí o Gabriel Delane também, um espírita, o primeiro espírita de berço, ele vai falar sobre a reencarnação, fazer um resgate histórico ali, mostrando que Kardec tinha razão. Então, essas são movimentos que nós temos há muitas encarnações, há muitas vidas, né? E só reeditamos às vezes, porque se a gente não atualiza, como a a Ana colocou, o software dessa resistência, às vezes a gente não tá atualizando, amigo, de outras resistências, de uma coisa lá do passado que a gente esquece e não e entra no piloto automático. O esquecimento do passado às vezes é na verdade uma bênção de Deus, mas o efeito, porque tudo pode ter um efeito colateral, tudo na vida pode ter efeito colateral, tá? As pessoas falam assim: "Ah, professor, mas é natural medicamento". Mas também tem efeito colateral, fitoterápico, pode interagir com anticoncepcional, por exemplo, pode interagir com antipertensivo, né? Porque é natural que não possa ter uma reação colateral no nosso corpo. Então, o que está na natureza também tem algum efeito

com anticoncepcional, por exemplo, pode interagir com antipertensivo, né? Porque é natural que não possa ter uma reação colateral no nosso corpo. Então, o que está na natureza também tem algum efeito colateral. E o efeito colateral às vezes, do esquecimento do passado é a gente viver uma um espiritismo com prosperidade na terra, sabe? Eh, pensando no físico, pensando no na completude do amor. Quantas pessoas não ficam sofrendo na rebeldia porque querem um amor romântico nesta existência, que é tudo nesta existência. Me permita, Ana, um eu fui ver um filme que era um filme debate assim, eu nunca tinha leido o livro e pediram para eu comentar, né? Eu fiquei assim, poxa, comentar, mas como é que eu posso comentar? Porque a epistemologia do negócio tá equivocada. Então, nos bastidores eu falei: "Olha, é um livro bastante fantasioso espírita". O que que é fantasioso espírita? Eh, pega os princípios espíritas, mas tem uma certa fantasia. Então, é uma narrativa, uma fantasia, uma ficção espírita. Beleza, aí tudo bem. Pensamos, é uma ficção científica espírita. Claro, ficção, tudo bem. >> É, mas por quê? Tô dizendo isso muito rápido demais, né? Ah, só foi o o os personagens se converterem, mudarem e a felicidade veio na terra agora nessa existência. Aí a gente não tá tendo paciência. Não tem como falar de qualquer coisa, de Jesus, saúde mental, de psicologia, se a gente ficar pensando só em termos de eh efeitos externos e efeitos para uma existência. Jesus foi quem disse: "O reino de Deus não está fora, está dentro de vós". Então, a principal consequência do cristianismo não é uma vitória no mundo, mas é uma vitória de si mesmo e, portanto, vencer o mundo. "Eu venci o mundo," disse Jesus, e não venci no mundo. E consequentemente a gente tem que ter um pouquinho mais de paciência. E acho interessante que você nesse capítulo enfatize essa questão da paciência, essa questão de que senão a gente vai fazer uma nova visão de prosperidade espírita nessa existência e aí vamos ser os vendilhões

teressante que você nesse capítulo enfatize essa questão da paciência, essa questão de que senão a gente vai fazer uma nova visão de prosperidade espírita nessa existência e aí vamos ser os vendilhões do templo, como já existiu. É um pouquinho forte às vezes, né, Ana? é a minha criança ferida falando em nome do espiritismo. Porque tem que ser, cara, é tanta coisa que a gente vê assim desses dessas reações e às vezes são pessoas que estão com essas feridas, mas o problema é dar palco pras feridas. >> Isso. Isso aí. >> O problema é dar palco pras feridas. >> Olha, e quando eu falei dessas quatro, tem tanto mais. Olha aí você falando outra, né? Esse excesso narcísico que a gente tem. Isso aí é criança ferida também. as pessoas muito racionais, muito mentais. Raciocinar é uma coisa, racionalizar é outra coisa. Não acessa sentimento, é tudo no cabeção. Eh, mora no mundo da imaginação, isso é uma defesa da sua criança. Então aqui eu botei quatro, tem mais do que quatro, tem 10, 20, tem milhões de comportamentos que seriam sintomas dessas nossas histórias mal resolvidas, né? Queria dar um exemplo meu, Léo, assim, só para tornar isso aqui mais leve também, eh, do que que é a criança ferida atuando, né, que atua sem a gente se dar conta. Eu tive um irmão, tem que ele é vivo ainda, e um querido amado, mas quando nós éramos crianças, ele era mais velho que, ele tinha três anos a mais do que eu. Eu era, ele é terceira e eu sou a quarta. E ele tinha um ciúme enlouquecido da minha presença, né? Quando eu cheguei, atrapalhei o reinado do menino. Então ele implicava comigo, mas ele me implicava muito, tudo que você pudesse imaginar de implicação, tipo, botar bicho na minha cabeça, coisas assim, me assustar de noite. E quando iam os meus amigos da escola lá em casa, ele fazia o tudo que ele podia para poder me expor diante dos meus amigos. Sabe aquela coisa que a gente faz? Ela faz isso, ela faz aquilo. Bom, passou o tempo, nós crescemos, graças a Deus já passou tudo isso. Entro eu na doutrina espírita, aquela

or diante dos meus amigos. Sabe aquela coisa que a gente faz? Ela faz isso, ela faz aquilo. Bom, passou o tempo, nós crescemos, graças a Deus já passou tudo isso. Entro eu na doutrina espírita, aquela coisa toda. Ah, começo a fazer palestras públicas. E eu comecei a entrar num sofrimento muito grande. Eu tinha dor de cabeça, cólicas, um mal. Aponta a pessoa assim, gente, qual é a maluca que marcou essa palestra? Gente, quem foi que disse que eu sei fazer a palestra? Não é possível uma coisa dessa. Quando eu entrava num palco para poder falar, que sofrimento imenso, eu tinha enxaquecas homéricas de durar dias e tal e não sei o quê e aquilo não passava, aquilo não passava. Eu ia numa, ia duas. F. Gente, eu vou dizer o seguinte, eu não vou não, eu só faço palestra em sala pequena. fui desenvolvendo um certo pânico, né, medo, reações muito graves. Aí fui fazer um tratamento para isso. E aí foi muito legal que o meu terapeuta falou assim: "Quando você entra no palco para falar, quem é que vai aparecer lá na >> Uhum. >> na plateia. foi líquido certo, é meu irmão. Então eu revivia naquele momento uma experiência de criança que eu não não havia resolvido ainda. Eu ainda não tinha minha perdoado, digamos assim. Eu não tinha feito as pazes com aquilo. Eu só deixei lá porque passou, porque eu cresci e ele cresceu também. Ele é outro, eu sou outra. Mas a ferida ficou. Então eu fiz um tratamento emocional para aquilo e graças a Deus eu consegui superar. Hoje eu falo em público sem sentir dor de nada, mas eu precisei me encontrar com essas memórias, o medo de ser em público >> que pode ter entrado em ressonância com experiências de outra vida de exposição. >> Uhum. Eu não tenho registro de vida passada para isso, mas a compreensão que eu tenho é que olha como é que aquilo tava desproporcional a ponto de eu sóar tanto. Então toda vez que tá assim desproporcional ao acontecimento, leva em consideração essa possibilidade. Você tem feridas nesse assunto que você precisa olhar e mergulhar para curar. Se

e eu sóar tanto. Então toda vez que tá assim desproporcional ao acontecimento, leva em consideração essa possibilidade. Você tem feridas nesse assunto que você precisa olhar e mergulhar para curar. Se explica uma coisa, pegando essa sua dica que é certíssima, diria agora tecnicamente falando, tá certíssima. Aí, olha o grau deproporcionalidade. Vejamos, não tô falando você pessoa, mas vejamos nós profissionais. A sugestão, às vezes a o trauma, o problema, não tô relativizando dor, mas eu tô dizendo que existem coisas assim que não daria para dar essa reatividade tão grande se fosse só uma existência. Isso. >> E sinceramente, por isso que a psicologia e a psiquiatria ficam muito usar a palavra assim capenga se elas forem desalmadas e sem reencarnação, >> porque elas não conseguem entender. Você v ver pessoas aí vai pro biológico, vai pra genética. Só que na visão espírita genética é argamassa do espírito. >> Ela já é consequencial, >> já é consequência dessas feridas que a gente tá dizendo. Então é muito importante a gente colocar a reencarnação, mesmo que a pessoa não tenha registro, porque aí Ana seria ser muito cabeção, né? Esse termo que a Ana gosta de falar, eu nunca tinha ouvido alguém falar, mas tô vendo muitos pacientes falando, eh, cabeção versus coração, né? >> Mental versus emoção, né? >> Fica muito racional. explicação demais. Veja essa não é, não precisa ter a história narrativa. Allan Kardec já deu essa dica. psicoterapeuta. Se você quiser saber o que você foi na outra vida, vejam os dilemas, os damas, as questões. Então, a desproporcionalidade de uma questão nos chama a atenção para a questão da reencarnação. >> Isso. Eu queria só pontuar isso daí porque é muito importante, porque eu vejo que tem ficado o a psicologia e a psiquiatria na visão espírita precisa colocar a visão espírita. E você faz bem isso, por isso que eu tô enfatizando, você fez uma uma interface, não dá para ser só psicologia, só psiquiatria ou então uma nova Bíblia >> da ciência que é neurociência. Então a

írita. E você faz bem isso, por isso que eu tô enfatizando, você fez uma uma interface, não dá para ser só psicologia, só psiquiatria ou então uma nova Bíblia >> da ciência que é neurociência. Então a pessoa fala assim: "Neurociência, pronto, é a nova Bíblia que explica tudo. São tudo causas consequências. Gosto desse termo assim, eu eu chamo esse termo. São causas, mas são causas imediatas de outras causas mais remotas que fazem com que essas coisas eh estejam dentro de nós. Aí eh dois pontos que eu queria eh levar o nosso na nossa conversa atual para o encerramento é um ponto que você coloca muito bem, que é a questão que o espírita fala. Nós falamos, Allan Kardec, o livro dos espíritos, o desenvolvimento moral e o desenvolvimento intelectual, né? As duas asas da nossa vida que às vezes poderiam simbolizar o cabeção e o coração, né? simbolizar do ponto de vista técnico. E aí o Ferenze, que foi um autor que eu tive contato, gostei muito, por muito que ele dele, gostei muito, era aí esse foi discípulo mesmo de Freud, eh, e Ung, Adler, tudo que eu leio, eu acho que foram foi uma uma certa forçação de barra dizer que Jung e, e Adler foram discípulos de Freud, alunos de Freud, >> acho que foram contemporâneas, né? contemporâneos e tal, tem um pensamento próprio, etc. Beleza, isso aí é é outro debate. Mas esse Ferenc não, ele eh foi bem assim fiel a E ele falava assim: "O drama do bebê sábio." Ele faz uma imagem muito bonita. é aquele aquela criança muito pequena cronologicamente que é exposta a muitos problemas, é um momento muito insalubre e tem que ficar muito sábia no cabeção, ou seja, muito desenvolvida intelectualmente, mas uma parte dela tá meio atrofeada, pouco desenvolvida, que seria o lado, digamos, moral, espiritual, emocional. Eh, acho que isso é um ponto importante, né, Ana, para a gente não deixar passar isso. >> Isso tão importante, né? Porque a gente a gente precisa agradecer essas nossas defesas. Mas se você me perguntasse assim, eh, o que que eu faço quando

né, Ana, para a gente não deixar passar isso. >> Isso tão importante, né? Porque a gente a gente precisa agradecer essas nossas defesas. Mas se você me perguntasse assim, eh, o que que eu faço quando encontro alguém na criança, né? Vou ficar dizendo: "É, você é sua criança ferida". Isso piora. Não adianta você dizer isso. É que nem se dizer para uma pessoa nervosa, fica calma. Se ela pudesse ficar calma, ela já tava, né? Então, para quem tá convivendo com alguém que tem essas reações que a gente tá conversando, você pergunta assim, ó: "O que que você tá precisando agora? Porque quando a gente tá muito reativo, a gente não consegue mais pensar que que eu tô precisando, o que que eu quero, não consigo nem comunicar. Eu só reajo na vitimação, na rebeldia, na indiferença, na racionalização, na hipersomatização, enfim. Como é que eu posso agora melhorar, sair disso? É porque criança precisa de acolhimento, mas não só acolhimento, também precisa de limite. Então precisa das duas coisas para oferecer aos outros. E é a si mesmo. A sua criança ferida precisa do seu acolhimento. Então faz aquele momentinho de acolhimento com você, oração, meditação. Que que tá acontecendo comigo agora? Meu Deus do céu, que eu tô gritando tanto aqui em casa. Que gritaria é essa? Que eu tô precisando gritar desse jeito? Meu Deus. Então aí eu posso me acolher. Agora também criança tirânica precisa de limite. Se só a sua criança tá mandando ver na sua vida dia e noite, tudo quant situação, você fica explodindo, você fica maltratando os outros do nada, sai que você nem cuida do que tá acontecendo. Você precisa poder dizer para si mesmo: "Chegou, chega aqui, quem manda sou eu, né? Foi muito importante essa esse desequilíbrio, essa, sei lá, tudo isso que te aconteceu para teu aprendizado, pro seu crescimento, mas eu não preciso continuar me comportando com 5 anos de idade, né? Então eu preciso dar um limite para isso, né? Então às vezes eu tô aqui fazendo as minhas coisas, su assolada por pensamentos negativos de

não preciso continuar me comportando com 5 anos de idade, né? Então eu preciso dar um limite para isso, né? Então às vezes eu tô aqui fazendo as minhas coisas, su assolada por pensamentos negativos de catastróficos, que é uma defesa isso, né? que a gente pensa na catástrofe. Eh, e eu digo para mim, eh, chega, nem aconteceu. Já tô nesse grau de de alucinação, pelo amor de Deus, bora mudar esse negócio. Eu falo em eu mesmo dou limite para esse avalanço de pensamento. Isso funciona. Então, assim, é a gente retomar o nosso lugar. Sempre é isso, sabe? o lugar de adulto que a gente é, de espírito em crescimento que a gente é, que a gente precisa ter acolhimento e limite. Só acolhimento ou só limite, não. A gente precisa das duas coisas. É só você pensar em como é que você falei com uma criança. Criança mesmo, uma criança que tá dando um piti no supermercado. Faz um acolhimento primeiro e depois limite. Então, acolhe primeiro. Filha, eu sei que tá difícil, você não tá querendo ir embora pro supermercado, mas olha. Fica aqui um pouco com a mãe, dá uma abraçada no filho, dá uma seguradinha no filho, tal. Mas chegou, filho, tá na hora da gente sair agora. Então é isso que precisa fazer com a gente, >> é >> o outro >> que tem a ver com o que eu vou colocar para irmos finalizando aí, ato contínuo, entra na prece e encerra o nosso programa de hoje que é o final do do capítulo, o primeiro passo. E eu concordo porque tão tantos passos, né? Não tem como você abarcar o assunto todo. Mas eu concordo com esse primeiro passo que tem a ver com o que você tá dizendo. O primeiro passo é estancar a exigência para com os outros e refletir um pouco. Aí você bota vírgula sozinho, aguentar a solidão. O primeiro passo, vou ler, é estancar a exigência para com os outros e referir um pouco sozinho. Aí lá na no outro parágrafo você diz assim: "Ess cuidados consigo mesmo", não, esse cuidado consigo mesmo traz saciedade emocional. Com isso eu passo para você para descer tuas considerações >> finais,

í lá na no outro parágrafo você diz assim: "Ess cuidados consigo mesmo", não, esse cuidado consigo mesmo traz saciedade emocional. Com isso eu passo para você para descer tuas considerações >> finais, >> preliminarmente finais, nunca final, né? >> Aquele aquela palavra de Jesus que a gente deve entrar no quarto, fechar a porta e conversar com Deus, né? Jesus fala isso, né? Entra no teu quarto, fecha a porta e se encontra com Deus. É isso que eu quero dizer. Não adianta você ficar tá tá não, porque eu Porque eu porque você que que tá acontecendo comigo? Que que eu tô precisando que tá difícil aqui? Então você precisa aprender, porque isso é aprender, aprendizado, né? Que você pode contar com você. E é quando você pode contar com você que você se conecta com a espiritualidade maior. Enquanto a gente tá noá, a espiritualidade maior não encontra sintonia para te inspirar, para te acolher, para te dar energia, para te dar uma outra sugestão. Então você precisa de algum recolhimento. Entra no teu quarto, fecha a porta e em secreto conversa com teu pai que tá nos céus, que tá nos céus. Então é isso que eu tô querendo dizer. Para de barar, para um pouco sozinho com você. E aí com isso vai trazendo saciedade emocional, a sereno desespero, porque a gente fica desesperado de mostrar que a gente tá certo, desesperado que a gente tem razão, desesperado de vencer aquela confusão, desesperado para se salvar, vai dando desespero. Então assim, esse lugar não é bom pra gente. Então precisa do recolhimento e você aprender a contar com você. sustenta um pouco você consigo. Não vai pro celular fazer um monte de WhatsApp para é aqui. Respira, conecta que a espiritualidade maior tá junto de você só esperando você ligar o Wi-Fi. É, mas para ligar o Wi-Fi precisa disso, que é o encontro consigo para essa saciedade eh espiritual poder acontecer. >> Convido a você fazer nossa prece, Ana. Ah, então vamos lá. Então, vamos. Eh, eu gosto de fechar os nossos olhos pra gente poder se distrair menos, né?

essa saciedade eh espiritual poder acontecer. >> Convido a você fazer nossa prece, Ana. Ah, então vamos lá. Então, vamos. Eh, eu gosto de fechar os nossos olhos pra gente poder se distrair menos, né? E a gente imaginar. Eu gosto muito dessa visualização ativa. Imagina Jesus de pé dizendo essa frase tão linda. Deixai vir as minhas criancinhas, porque delas é o reino dos céus. E a gente com o nosso coração puro, aberto, entregue, diz: "Obrigado, Senhor. Muito obrigado pelo teu olhar, pela tua presença, pelo teu amor. Eu entrego aqui agora as minhas queixas, as minhas aflições para encontrar contigo. me solto, eu me abro e eu me entrego. Muito obrigado por essas bênçãos, que elas possam se espalhar pelo nosso coração, pela nossa casa, pela nossa cidade, pelo nosso país. Que assim possa ser. Graças a Deus. เฮ

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