Jesus e Saúde Mental | #155 – Especial de Ano Novo
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Participações: Sérgio Lopes e Alberto Almeida » Episódio 155 – Especial de Ano Novo #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Muito bem, sejam todos muito bem-vindos, sejam todas muito bem-vindas a mais um programa Jesus e saúde mental aqui pela TV da Mansão do Caminho. Como fica bem evidente aqui, hoje eu não estou sozinho, não só do ponto de vista dos desencarnados, mas com dois encarnados. na nossa tela o nosso amigo Sérgio Lopes, que já esteve aqui conosco várias vezes. Aproveito para dizer em público, viu Sérgio, que a dificuldade tá sendo as agendas que o pessoal percader, chama o Sérgio de novo, mas é agenda, não é falta de convite não, viu? e o nosso amigo Alberto Almeida. Acredito que do público eh espírita e simpatizante do espiritismo que nos acompanha dispensa comentário, porque o nosso Sérgio Lopes já esteve aqui várias vezes, é um trabalhador espírita, além da parte profissional está vinculada à saúde mental, né, como psiquiatra, como psicanalista. E o nosso Alberto Almeida também dispensa apresentações do ponto de vista da do público espírita, né? Mas formalmente queria ler eh apresentar o nosso amigo como palestrante, um trabalhador especialmente lá do Jardim das Oliveiras, uma instituição que atende uma comunidade socialmente carente lá em Belém do Pará, tem um trabalho bastante bonito, bastante intenso e também tem a sua prática clínica, né, como médico, homeopata e psicoterapeuta. E aqui, como nós falamos de Jesus e saúde mental, a gente sempre vai tentando fazer as interfaces. Não seria diferente hoje em que tentaremos fazer as interfaces. Eh, pensando em um novo ano para tentar começar um pouco mais esperançoso. É a tentativa anual que a gente faz de fazer um balanço. Então, primeiro queria dizer para você que foi muito bom estarmos aqui ao longo das terças-feiras. agradecer a sua presença, convidá-los para divulgar, né, o canal da Manção do Caminho, curtir e fazer os compartilhamentos, tá bom? E pra gente poder começar como temos feito, é o principal, uma das principais formas de desdobrar a saúde mental a partir da perspectiva cristã de Jesus, eh a conexão com Deus por meio da oração.
bom? E pra gente poder começar como temos feito, é o principal, uma das principais formas de desdobrar a saúde mental a partir da perspectiva cristã de Jesus, eh a conexão com Deus por meio da oração. Então nós temos feito uma oração no início e no final do nosso programa, como hoje temos nós do nossos dois amigos, eu vou pedir para o nosso Sérgio Lopes começar a fazer com essa presta aqui. Com os pensamentos voltados ao alto, rogamos ao mestre de Jesus que possa nos amparar nesses minutos que aqui vamos permanecer, irmanando-nos entre nós e os espíritos amigos que nos acompanham, a fim de que as vibrações que chegam do alto proporcionadas pelo divino mestre sejam abundantes. Que os nossos corações, bem como daqueles que nos ouvem, possam de alguma porta veicular a o acesso a Jesus, que por sua vez nos chega através da doutrina espírita. Portanto, estamos felizes e gratos mais uma vez pela oportunidade do trabalho. Que a tua luz imensa, a tua proteção divina, Senhor, esteja conosco. Que assim seja. Então amigos, hoje temos mais uma vez o Jesus saúde mental, mas hoje especial do ano novo. Então queremos fazer uma série de perguntas para que os nossos amigos possam contribuir. Hoje eu vou ficar mais escutando, tá bom? Queria primeiro passar para você, Alberto, tanto paraas tuas considerações iniciais, mas já te perguntando um algo. Eh, como é que Jesus consegue equilibrar na tua percepção acolhimento e firmeza? De alguma forma, acolher, mas ao mesmo tempo ter alguma firmeza nesse acolhimento são chaves de uma relação terapêutica, quer seja entre um profissional e um paciente, mas talvez assim uma relação terapêutica ampliada, né? a gente pensar as pessoas que procuram a casas espíritas, procuram os líderes espíritas para poder falar das suas angústas, como é que Jesusza e acolhimento. A minha alegria poder participar do programa da Mansão do Caminho na companhia do nosso amigo Sérgio de longas datas, amigo de longas jornadas, longas caminhadas pela AM e do nosso amigo Leonardo Machado, menos
egria poder participar do programa da Mansão do Caminho na companhia do nosso amigo Sérgio de longas datas, amigo de longas jornadas, longas caminhadas pela AM e do nosso amigo Leonardo Machado, menos tempo, mas com igual qualidade de de amizade, de respeito, que temos todos eh unidos por esse ponto comum que que é a doutrina espírita que nos devolve a possibilidade de podermos eh fazer o enfrentamento dos desafios da vida, no que tange a firmeza, né, e ao acolhimento. É interessante a a imagem do contêiner. Eu gosto muito dessa imagem do contêiner, aonde ele é, ele contém e dá os limites, né, os limites bem firmes para a proteção daquilo que ele contém. Quando você quer transpor alguma coisa para algum lugar, você usa o contêiner, você tem a certeza de que está mais seguro. Jesus fazia isso do ponto de vista relacional, né? eh, trazendo a capacidade de envolvimento, né, de do acolhimento pelo envolvimento e também tinha essa capacidade de de estabelecer limites. Para estabelecer limites, nós precisamos ser firmes. Vejam a criança, né? A criança que não tem limites, ela se perde. O pai que não oferece, a mãe que não oferece regras e que não faz a manutenção e a sustentação dessas regras, ela tem naturalmente uma criança que cresce completamente desarvorada, desestruturada, porque ela não tem não. Não é não só como repressão, é não para dizer cuidado. Eh, o não é só dizer para não fazer. O não é para dar consciência do próximo passo às vezes que ela deve empreender. Porque a gente aprendeu muito o não como um processo repressivo, né? Não faça isso, não faça aquilo. Não. O não significa apenas deter, conter, reprimir. O não é como quem diz, observe, ainda não tá na hora. Dê se conta, tome consciência, estabelecendo mais segurança para que a criança dê os próximos passos. Isso é a firmeza na contenção, no acolhimento que se dá. Então, eu lembro de Jesus na passagem, por exemplo, das crianças, é que eu lembrei de crianças porque eh é inevitável de que as crianças causem
Isso é a firmeza na contenção, no acolhimento que se dá. Então, eu lembro de Jesus na passagem, por exemplo, das crianças, é que eu lembrei de crianças porque eh é inevitável de que as crianças causem sempre um burburinho. E os apóstolos, a exemplo do que acontece nas reuniões de adultos religiosas, né? A gente quer segurar a criança, quer calar a criança, porque a criança, em sendo criança, ela precisa manifestar-se com seu alarido, com a sua movimentação própria da sua idade e os discípulos quiseram conter as crenças. Jesus faz esse chamado, faz essa deixai e venho a mim, né? Ademoesta os discípulos que estavam contendo as crianças. E naturalmente as crianças vão com a permissão, vão ao Cristo e ele e ele dá os braços, né? Então acho que a Jesus tinha essa capacidade que nos é exigida de acolher e dar limites. O limite não é só do não, o limite também é do sim. na medida em que esses limites são muito rígidos ou são muito permissivos, também assim a criança se perde. Então, é necessário eh fazer no aspecto relacional dos seres humanos, não só psicoterapêutico, dar os braços e imagina lá a contenção, braços, né? Tem coisa melhor para qual é o braço mais acolhedor para uma criança? é o da mãe. O braço representa o limite e o coração, né? a contenção, mas a contenção compassiva, amorosa, que dá a criança a possibilidade dela se recompor. Eu digo assim, eu vejo assim as crianças chorando. Outro dia eu vi essa cena da minha sobrinha, né, com a colhinha do filho. O filho tava lá eh bastante exasperado. Ela foi, veio chorando, ela botou aqui, ele ficou chorando e ela só fez contex, só fez ali acompanhar. Ele foi, foi, foi. Aí quando ele acalmou, depois de algum tempinho, ela disse: "Podemos então um pouco conversar um pouco?" Quer dizer, ela deu continência, deu acolhimento, né? Deu sustentação e abriu pro próximo passo, o diálogo. Então, hoje, no mundo de hoje, falta acolhimento e falta limites nítidos. Ou eles são muito rígidos, ou eles são muito permissivos. Eles tendem para esses
entação e abriu pro próximo passo, o diálogo. Então, hoje, no mundo de hoje, falta acolhimento e falta limites nítidos. Ou eles são muito rígidos, ou eles são muito permissivos. Eles tendem para esses extremos. Acho que Jesus nos traz essa perspectiva de de posicionamento, de lidar com o ser humano, criando um campo de acolhimento. Falta muito acolhimento na atualidade, notadamente as discrepâncias, né, as patologias, aos comportamentos bizarros. E falta nesse acolhimento a firmeza para poder dar o não, dar o sim, qual acontece eh com aqueles que são as crianças, psiquiátricos, por exemplo, para fazer esse essa delimitação com clareza. Enquanto o Alberto fala, eu fico me lembrando de algumas passagens da vida de Jesus, né? E e é interessante que o acolhimento de Jesus, Alberto e Leonardo, ele é sempre pessoal. Jesus tem uma pessoalidade nos relacionamentos. Então ele olha, ele escuta, ele toca. E uma particularidade de Jesus, ele chama o sujeito pelo nome. Ele se dirige pelo nome pelas pessoas. Existe uma pessoalidade nesse acolhimento. Ele é personalizado e, portanto, ele é transformador porque ele enxerga a pessoa naquilo que ela tem de mais importante, que é a sua identidade, né? Então, é uma relação personalizada. Eh, na uma das passagens de Jesus que eu me recordo, é quando ele chama Marta, Marta, andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Naquela passagem, Jesus repreende Marta porque ela tava muito preocupada e agitada com as tarefas domésticas, né? Enquanto a irmã dela, Maria, segundo Jesus, escolheu a melhor parte quando sentou para ouvir Jesus, né? Marta estava focada em servir as coisas práticas da casa. se sentindo sobrecarregada com as tarefas enquanto Jesus estava ali. E Maria sentou-se aos pés de Jesus para ouvi-lo, né? E nesta comunhão, na alimentação espiritual, Jesus considerou como a boa parte, mas ele se dirige. Marta, Marta, andas inquieta, te preocupas com muitas coisas. Quer dizer, ele acolhe aquela angústia, mas ele direciona com firmeza.
o espiritual, Jesus considerou como a boa parte, mas ele se dirige. Marta, Marta, andas inquieta, te preocupas com muitas coisas. Quer dizer, ele acolhe aquela angústia, mas ele direciona com firmeza. Ele, olha, é preciso corrigir essa rota, né? Na passagem de Zaqueu também é a mesma coisa, né? Zaqueu que era um segundo diz a Bíblia, ela era um baixinho, né? Um coletor de impostos. Então ele precisou subir numa árvore para ver Jesus, né? E aí Jesus enxerga ele diz assim: "Iaqueu, desce depressa, pois hoje me convém ficar em tua casa." Novamente Jesus se dirige pelo nome. E Zaqueu desceu rapidamente ali, né? e recebeu Jesus com alegria na casa dele. Então, existe essa pessoalidade, né, de receber Jesus em casa. Receber Jesus em casa significa terapeuticamente assim que nos relacionamentos nós temos que ser familiares com as pessoas. É preciso ter essa essa afetividade amorosa, genuína de quem olha para o outro, não como um número de um alguém a mais, mas como um alguém que tem um nome, né? E outras tantas, né? Pedro, tu me amas, né? Quando três vezes, né? Pedro, tu me amas. Então ele chama Pedro de novo pro trabalho. Novamente acolhimento. Acolhe Pedro, mas é firme, então apacenta as minhas ovelhas. Tens uma tarefa nisso. É o acolhimento. É como o Alberto traz, né? Tem o a proximidade do coração, mas tem também o rumo. Tem a firmeza do rumo que se dá. E a outra passagem que me ocorre, que acho que é emblemática, é Saulo, Saulo, porque me persegues? Né? Nossa, ele vai buscar Saulo. Saulo não tinha ideia de quem era Jesus. Jesus já sabia quem ele era. Saulo, Saulo, por que me percebe? É nominal. É nominal, é presencial. E Saulo, então, sentindo aquele afeto acolhedor sublime que ele nunca tinha sentido em toda a sua vida, deposita naquele ser todas as suas carências. Todas as suas carências, né? Então, me parece que esse é um um um modelo terapêutico que fala muito da nossa atitude que precisamos ter, inclusive no trato, seja no trato profissional, mas no trato pessoal também, no acolhimento,
Então, me parece que esse é um um um modelo terapêutico que fala muito da nossa atitude que precisamos ter, inclusive no trato, seja no trato profissional, mas no trato pessoal também, no acolhimento, sobretudo na casa espírita, né, com aqueles que nos chegam, tentando imitar em pouco em pouca medida Jesus. Eh, eu, o Sérgio, quando tu falas isso aqui, começastes a falar e eu pensei que tu ias falar da parábola do bom samaritano, porque ela é bem isso que você trouxe, né? O samaritano passa, olha, vê, enche-se de compaixão e desce para atender um homem que estava semimto. Tava em coma, toporoso, ou seja, não podia nem falar, não podia nem dizer quem era ele como pessoa, né? Mas era uma pessoa, ele atende, põe no cavalo, leva para hospedaria e parece interposto, né, o atendimento mais eh na rua, eh no atendimento mais genérico, depois você leva para um setor mais especializado, leva para uma hospedaria e ali ele passa a noite com, né, com a pessoa. E o interessante é que quando na o amanhecer ele diz para o hospedeiro, cuida bem deste homem e não desse homem. >> Desse >> deste homem significa dizer que ele estava ao lado junto da pessoa com a qual ele tinha passado a noite cuidando, dando-lhe segurança, configurando uma relação singular aí, >> né? Porque eu tenho o que fazer, eu tenho um compromisso, eu vou, mas eu volto. Eu volto, vou te indenizar tudo que tu gastares a mais acerca de com esse homem, querendo dizer que haveria um um segmento, uma continuidade com aquela pessoa que ele distinguiu na, já que ele foi o único que percebeu na parábola caído, eh diríamos assim, fez o caminho que precisava ser feito para ele vir pro nível de consciência, que é passar a noite. >> Uhum. eh, configura os cuidados de alguém, não abandona e depois volta dando seguimento ao atendimento. Nós podíamos transplotar isso para qualquer setor da nossa relação >> e isso nos daria elementos muito eh valiosos para uma reflexão, seja na casa espírita, seja no trabalho profissional, seja em casa mesmo, né, nossa vida
ar isso para qualquer setor da nossa relação >> e isso nos daria elementos muito eh valiosos para uma reflexão, seja na casa espírita, seja no trabalho profissional, seja em casa mesmo, né, nossa vida doméstica. Então é legal isso, a singularidade das relações. Jesus não se preocupa. Aliás, a quando a gente vê, por exemplo, Madre Teresa de Calcutá, quando o repórter pergunta para ela acerca do da multidão, ela disse: "Eu não penso em termo de multidão. Eu acredito no relacionamento pessoa a pessoa". Então é isso aí que nos iguala no cristianismo, essa identificação da singularidade que Jesus no nosso atendimento, no nosso acolhimento das pessoas. >> Beleza? Tanto que a segunda questão que eu quero levantar para vocês tem total a ver com isso que vocês levantaram, né? Quando a gente pensa nas curas de Jesus, isso é uma parte mais assim que toca, digamos, a nossa razão. Nós somos seduzidos a ficar pensando, será que existiu? Será que não existiu? Como foi, como é que aconteceu? H, especialmente quando pensamos assim numa vida acadêmica, né? Por exemplo, um acadêmico, ele tende a tentar ignorar essa parte das curas, dos milagres e tentar ficar mais na parte ético moral, né? que seria difícil para ele conciliar. E aí eu queria trazer essa questão, talvez começando aí com o Sérgio, depois Alberto, eh, as curas de Jesus, eu fico pensando, sabe, Sérgio que além dessa questão eh ontológica de como foi, né, fico pensando essas curas de Jesus acabaram restaurando a dignidade e a identidade das pessoas, né? E aí você ao trazer essa pessoalidade da relação dele com os outros, já é uma relação terapêutica em si que ele estabelece com o mundo e com todas as pessoas que caminho dele. Mas eu queria levantar essa questão aqui. Até que ponto, né, as curas de Jesus podem ser compreendidas também com a restauração da dignidade e da identidade das pessoas? >> eh nos deixa pensando essa questão, porque a gente fica a cogitar que se a cura não se deu exatamente porque foi restituída à identidade,
com a restauração da dignidade e da identidade das pessoas? >> eh nos deixa pensando essa questão, porque a gente fica a cogitar que se a cura não se deu exatamente porque foi restituída à identidade, a cura ela se dá porque houve uma restituição de algo que estava perdido. E é muito interessante essa ideia, porque como Jesus ele era tão personalizado, tão singular na relação, ele encontrava naquele que estava excluído não apenas um doente, né? Então, e a mais do que a restauração física, ali tem uma restituição psíquica de alma, né? Nós não podemos esquecer que os doentes, eles eram frequentemente, na maior parte dos que Jesus curou, os excluídos do convívio social e religioso. Eles eram aqueles que estavam à margem, né? Então, o lugar aonde ao tempo de Jesus e ao nosso também onde se recebia reconhecimento, eram esses locais de visibilidade social e visibilidade religiosa. Esses indivíduos à margem que estavam caídos, leprosos, cegos, mancos, paralíticos nas escadarias, dos templos, nas ruas, eles eram percebidos por Jesus, né? Então, o que que Jesus, como Jesus curava? Olha, nó tentando ter uma proximidade como o que que Jesus provavelmente fez de uma maneira magistral, ele retirava esse véu da estigmatização, né? E primeira coisa, Jesus tirava o estigma, né, para reintegrar plenamente a pessoa ao mundo, né? Então, uma das perguntas que Jesus fazia assim: "O que queres que eu te faça?" Ele ele ele ele olhava a pessoa na sua patologia, mas ele não dizia, eu vou curar a da tua segueira, ele perguntava o que queres que eu te faça? Ele torna a questão de caráter íntimo. É é o ser da pessoa que vai pedir ao mestre aquilo que ele mais necessita. Então ele devolve ao indivíduo a posição ativa da própria história. Que queres que eu te faça? Em que lugar tu estás que queres que eu te busque? Então essa cura ela começa quando a pessoa se reconhece como alguém que deseja. Ele é capaz de desejar. Ele devolve o poder da pessoa ter o desejo de algo, né? Então Jesus não só cura,
e eu te busque? Então essa cura ela começa quando a pessoa se reconhece como alguém que deseja. Ele é capaz de desejar. Ele devolve o poder da pessoa ter o desejo de algo, né? Então Jesus não só cura, ele restitui a dignidade, ele devolve o nome, ele devolve a voz, ele devolve o olhar. E aí as curas físicas são uma decorrência desse toque, né, que é essa dimensão identitária, né, permitindo que a o indivíduo reencontre a própria interessa. Nós vivemos uma época em que esta carência ela é avaçaladora através das redes sociais. Nós vemos muito isso, a sede intensa dos canais de das redes sociais, das pessoas serem vistas, serem reconhecidas, mostrando uma espécie de lacuna nesta relação essencial que diz respeito a isso que nós estávamos falando há pouco, desde o início, e agora mais ainda, quando se refere a curar. Curar significa sobretudo ser visto, ser olhado, ser percebido, né? ser alcançado na sua dimensão. Porque quando isso acontece, é como uma criança, o Alberto falava pouco, como uma criança que ela se ela poderá ter dois tratos no mundo, um de uma maneira como ela fique esquecida, fique à margem, provavelmente será uma criança insegura, será uma criança com sintomas, ou ela é uma criança que ela é amada, ela é vista, ela é dignificada e a condição de segurança dela será uma condição mais desenvolvida, será uma condição mais aprimorada, fazendo com que ela tenha condições de se desenvolver, de se de se manifestar dentro das suas potencialidades. Então, de fato, acho que parece que se formos pensar sobre o ponto de vista psicanalítico, diríamos que que Jesus ele ele chega na nas vias do corpo a partir da psiquê, né? Ele chega pela psiqu pela alma, pelas vias espíritas, seria pela alma, pelo coração, pelo toque, pela pela consistência dessa singularidade que nós estávamos falando. >> Uma coisa curiosa, assim, Sérgio, falando da identidade, assim, eh, talvez essa criação da identidade já seja curativa por si só e não a cura que leva à identidade, né? Porque vamos pensar às
ando. >> Uma coisa curiosa, assim, Sérgio, falando da identidade, assim, eh, talvez essa criação da identidade já seja curativa por si só e não a cura que leva à identidade, né? Porque vamos pensar às vezes quando a pessoa tem um adoecimento crônico, um adoecimento de longa data, como acontecia no evangelho, tá? Tá falando de ranceníases, uma pessoa que tem uma cegueira desde a nascência, desde nascência, alguma deformidade física, acaba que ela se identifica com a doença, né? Ela tem uma identificação com a doença. Então, é o leproso, eh o doente mental, né? Então isso acaba criando uma um mar em torno daquela pessoa, às vezes na comunidade onde ela está. Isso acontece às vezes mais em cidades pequenas, por exemplo, do interior aqui do Nordeste. >> Às vezes acontece mais ainda, porque quando você tem uma cidade grande, aí tem o outro lado também, a falta de identidade por essa outra coisa que você falou, que é a carência, né? Tipo assim, ninguém tem uma pessoalidade assim. >> Sim. O anonimato, >> o anonimato excessivo, né? Aí leva uma carência, levam a efeitos parecidos, né? As duas podendo levar a efeitos parecidos, que seria essa falta dele de sensação pessoal de ser alguém no mundo de importância, a dignidade, né? Ser alguém no mundo que tem uma importância, que tem uma relevância. Aí para isso a gente faz às vezes um caminho meio tortuoso, que é ser a pessoa mais importante do mundo. E aí acaba levando a uma defesa narcísica grande. Outro lado que eu fiquei pensada na tua fala foi a questão de a pessoa tão identificada com o adoecimento, ela acaba às vezes também se comunicando através da queixa. Aí fica como a gente chama assim polqueixoso, como se eles receber a tensão se tivesse a queixa eh somática, queixa física, né? Ele acaba sendo, portanto, o diagnóstico dele e aí vem o efeito colateral de algum diagnóstico. Então é interessante a gente pensar na retirada do estigma e na identidade que a pessoa vai tendo como curativa por si só. E não a cura gerando sua identidade, mas a identidade como
algum diagnóstico. Então é interessante a gente pensar na retirada do estigma e na identidade que a pessoa vai tendo como curativa por si só. E não a cura gerando sua identidade, mas a identidade como curativa por si só, né? >> Uhum. Eh, na fala do Sérgio, eh eu quero relembrar eh os leprosos, os 10 leprosos, né? Quando Jesus cura os 10 leprosos, então diz para que eles possam se mostrar ao sacerdote. Essa afirmativa do Cristo era a afirmativa condizente da época, aonde a pessoa resgatava a dignidade dela social, ela retomava a sociedade se ela estivesse curada da rancenías da, no caso da lepra a época, né? senão ele era um imundo. Então, quando Jesus sugere que eles possam se mostrar ao sacerdote, ele não só dá aquelas pessoas a o benefício da cura física, da ranceníase dos 10, mas dá a eles a inserção social, o direito de voltar a ser um ser social, mostrando aos sacerdotes que era uma regra da época, a legislação da época. E o curioso é que só um volta, só 10% voltou. Não é muito diferente de hoje, né? >> Porque a gente fica muito na periferia, a gente tá muito amalgamado, muito desconectado, muito perdido de si mesmo e a gente está muito na máscara, na aparência, está muito no eu estou e não no eu sou, né? No eterno, no eterno vira a ser, né? internamente. Então, quando esse volta, Jesus diz que esse curou, né? Quando ele diz que aquele que voltou curou, ele não tava falando da lepra, ele tava falando da inteira. Aquela pessoa conseguiu beneficiar-se fisicamente, foi ao sacerdote e voltou. Ele tinha noção perfeitamente da sua identidade, da sua reinserção social. E Jesus faz uma distinção de que os 90%, os nove outros não ficaram curados. Então essa análise que Kardec faz, Passan, ela é muito interessante. Isso me fez lembrar eh engraçado que isso fazia tempo que eu não me lembrava dessa ocorrência, na reunião mediúnica, eu atendendo um espírito que vi era contemporâneo do Cristo. Era uma época de contemporaneidade. E e a mágoa que ele trazia é que a mãe era leprosa, foi ter com Jesus,
corrência, na reunião mediúnica, eu atendendo um espírito que vi era contemporâneo do Cristo. Era uma época de contemporaneidade. E e a mágoa que ele trazia é que a mãe era leprosa, foi ter com Jesus, não se curou na cabeça dele, não se curou, mas mudou. Então, a revolta dele é que como é que ela se mostrava eh grata ao Cristo se ela continuava doente. Então, é legal isso porque esse benefício da cura que a humanidade mais procura, a periferia, né, ela ela é intrínseca e às vezes a enfermidade ela faz parte desse processo de cura. E quando a pessoa consegue resgatar a sua própria, seu próprio planejamento espiritual, a sua própria identidade, ela faz um acolhimento da encrenca dela e a encrenca deixa de ser uma encrenca odiosa. >> Ela deixa de estar partida dentro dela mesma. Ela resgata a sua inteira. E ainda que como aquela senhora, né, a mãe, né, desse espírito que eu com quem eu conversava, a despeito dela continuar leprosa, ela curou. Ela curou. Então essa cura, né, que o Sérgioan também fez menção, ela é de dentro para fora, ela dá pque do indivíduo para o corpo. E às vezes o corpo ele ainda precisa daquele processo de manifestação, de exaustão, de purificação, de limite, enfim, seja o que seja, que está a serviço desse espírito, que em resgatando a sua identidade, mantendo a sua dignidade, está curado, muito embora esteja com uma patologia, mas ele está curado. >> Hum. >> Faz sentido isso? Vai, com certeza. >> Faz, né? >> Faz. >> Então, me impressionou muito essa comunicação, isso me chamou muito atenção e agora me veio na memória essa ocorrência tão fantástica que bate com a obra da dona Amélia Rodrigues pelo Divaldo. Eh, naquele livro, eh, ah, deixa eu ver se eu me lembro do capítulo, A cura real. >> Sim, >> é a cura real. É, é, é a narrativa de uma paralítica >> que vai atendida com tantas pessoas, as pessoas estão curadas e ela não. Então, ela volta para casa triste. Aí, à medida que o tempo foi passando, ela foi se sentindo diferente. Aí ela percebeu, ela
> que vai atendida com tantas pessoas, as pessoas estão curadas e ela não. Então, ela volta para casa triste. Aí, à medida que o tempo foi passando, ela foi se sentindo diferente. Aí ela percebeu, ela foi se curando porque ela entendeu de que a paralisia dela era a cura, de que ela não tinha sido curada como os outros que ela tinha na expectativa egóica primeira, né? Ela curou-se e depois ela sai com a citra >> fazendo as canções. Depois que Jesus desencarna com os discípulos. nos intervalos das falas, ela usa a cítara para encher o ambiente de música, que ela era uma musicista, ela era uma musicista. Então, então esse olhar eu olho é um olhar que eu acho que nós aqui estamos na caminhada da terra aí, os nossos telespectadores aí, nossos internautas, eh, às vezes buscam muito o espiritismo nessa expectativa >> da dessa reconexão com o divino a partir do corpo, né? e e às vezes tá buscando no lugar que é o lugar da ilusão, um lugar não consegue perceber o toque que tu fizeste menção. O toque que se a gente se deixa tocar mais profundamente, talvez a gente cure sem que necessariamente a gente se cure da mazela física >> ou da distorção ou da deficiência, >> querido. Especialmente se pensarmos que a doutrina espírita é reencarnacionista, né? Então essa dimensão que você tá falando ganha um um olhar concreto inclusive da futuro, que não é só o futuro do amanhã dessa reencarnação, mas de outra reencarnação. Vivemos uma doutrina reencarnacionista, embora somos muito materialistas às vezes ou fisicalistas na nas concepções, né? Nessa perspectiva, Alberto, eu queria te perguntar uma outra questão assim. Eh, ao longo da das passagens de Jesus, nós temos experiências de rejeição, experiências de traição. Eh, como é que essas passagens, inclusive que ele próprio sofreu, eh podem nos iluminar em processos de perda, em processos de decepção que são tão comuns na caminhada humana, especialmente se estamos nos relacionando. Porque realmente às vezes o que é que a pessoa faz para não
iluminar em processos de perda, em processos de decepção que são tão comuns na caminhada humana, especialmente se estamos nos relacionando. Porque realmente às vezes o que é que a pessoa faz para não acontecer isso? ela se retrai da conexão social, né, para uma forma de prevenção para não acontecer isso. Mas não parece que foi isso que Jesus fez. Ele se conectou com as pessoas que que a gente tá colocando aqui. Como é que isso pode nos iluminar? Pois é, os erros, a rejeição, o abandono, a traição, vem às vezes separadamente juntos, eles eh nos trazem reflexões diferentes em diferentes direções e lugares, né? Eu vejo, por exemplo, o cego de Nascença, que é uma das passagens que muito me impressiona, porque o cego de nascença era um homem que um um jovem, né, que veio cego, estava cego na idade e e quando é curado tem uma relação de de profunda gratidão por Jesus, mas sem conhecê-lo, porque ele foi curado depois. Jesus faz um guento com a saliva, ele e manda ele se lavar. Quando ele se lava aqui, ele volta a enxergar, ele não viu Jesus. Ele não sabia quem tinha curado. Ele sabia que era o Jesus tinha curado, mas não não conhecia Jesus sensorialmente, né? E tem toda aquela confusão muito própria dos seres humanos, porque os fariseus não queriam que Jesus curasse. Ele fez isso num dia de sábado, era um dia proibido, era um dia do descanso. E eles então vão pra comunidade perguntar se era ele mesmo ou se era um sózia dele que parecia que tava enxergando como se tivesse sido um cego curado. Ou se era o cego mesmo que estava curado. Então o cego diz que era ele mesmo. É curioso isso, que o retorno dele, à visão, o retorno dele, à comunhão com a sociedade é uma coisa muito interessante, mas há uma resistência. Essa resistência chega até no nível dos pais. Os pais resistem porque os pais tinham medo das sanções. Então, quando o fariseus perguntam pros pais se era filho deles, os pais já tinham dito que era, né? Mas aí os pais diz assim, ó, ele tem idade para responder? Pergunte para ele com medo.
das sanções. Então, quando o fariseus perguntam pros pais se era filho deles, os pais já tinham dito que era, né? Mas aí os pais diz assim, ó, ele tem idade para responder? Pergunte para ele com medo. Eu achei muito interessante. Quer dizer, os pais com receio de sofrerem, a despeito de ser um filho, eles não conseguem fazer a sustentação de que a cura tinha se estabelecido num filho que tinha uma cegueira de nascença. E esse processo ele vai e volta, porque a passagem é longa. E os discípulos então ali acompanhando esse evento, quando os fariseus então voltam a perguntar novamente pro cego, que tava já enxergando, perguntando se era ele mesmo que tinha Jesus tinha curado todas as questões no entorno, ele pergunta então para os os indagadores, os fariseus, disse: "Vocês querem ser discípulos dele?" Os aí os os fariseus ficaram pela bola sete, né? disse: "Não, nós somos discípulo de Moisés. Eu não sabia desse homem, né, que cura no dia de sábado." Na verdade, era uma perseguição, era o jogo ideológico ali posto. Aí ele diz: "Poxa, eu já falei, já disse que sou eu mesmo". Então, eh, ele diz, "Mas, mas, eh, ele curou no dia de sábado. Os fariseus voltam a fazer essa afirmativa. Aí ele disse: "Olha, ele é um pecador porque ele tá curando no dia de sábado." E o e o o seguim é um pecador, eu não sei. Eu só sei que eu era cego e agora eu vejo. Essa afirmativa para mim, ela é lapidar. Ela é lapidar. Porque ela nos devolve não só a relação de pertencimento social quando temos uma deficiência, porque a sociedade não acolhe os deficientes, tem uma relação de exclusão, tem uma relação de abandono dos deficientes de um modo geral. E a dificuldade, mesmo quando a deficiência pode ser superada, a dificuldade, a resistência que a gente tem em relação a esse acolhimento. E uma das maiores dores que o ser humano tem é de não pertencer. não pertencer. Porque não pertence no país, não pertencia porque ele cometeu uma traição, por exemplo, e a família não aceita a traição que ele cometeu, não consegue
ser humano tem é de não pertencer. não pertencer. Porque não pertence no país, não pertencia porque ele cometeu uma traição, por exemplo, e a família não aceita a traição que ele cometeu, não consegue perdoá-lo. Então, essa relação de exclusão, ela é dramática. Ela não é dramática só na criança que é abandonada e é adotada por alguém e leva essa ferida aí para ser trabalhada com os pais adotivos, afetivos. Ela é dramática para qualquer ser humano quando se sente não pertencente ao grupo. E mesmo que ele às vezes supere o fato que está, diríamos assim, colocando em cheque o a sua relação de pertencimento, o grupo reage o quanto nós somos aqueles que fazemos resistência a um amor que não tem fronteiras, a um amor que acolhe, um amor de inclusão. quanto os nossos limites eles são estreitos. O quanto nós mesmos, como os pais daquele jovem temos limite com medo de sermos exclusos da sinagoga, a gente às vezes tegiversa em relação à verdade. Então eu penso que nesse caminho Jesus é um protagonista eh de e des de para superarmos os nossos desafios dos mais auríficos lapidares que nós podemos considerar na humanidade, porque a relação dele é com todos os exclusos. Olha, é o é o leproso, é o cego, é a mulher adúltera, é é a mulher lá samaritana que era samaritana, era mulher, ele fala com ela publicamente, não podia falar publicamente com uma mulher, ele se dirige a uma mulher, uma mulher samaritana. E curiosamente é quando ele diz pela primeira vez que ele era o Messias. Ele diz a essa mulher exclusa socialmente, do mesmo jeito que depois quando ele morre, ele se mostra para uma mulher Madalena para dizer que ele está vivo. Então Jesus é o homem da inclusão. Ele não veio para uma classe, ele não veio para um pedaço da sociedade. A revolução dele é para o ser humano, para o espírito mortal. Então essa proposição crística, né, ela nos desafia a dar com os nossos limites de podermos olhar para esses lugares mais difíceis que não que não nos pertence e fazer essa relação empática de compaixão empática, de
osição crística, né, ela nos desafia a dar com os nossos limites de podermos olhar para esses lugares mais difíceis que não que não nos pertence e fazer essa relação empática de compaixão empática, de inclusão >> e de superação de mágoas, de ressentimentos, dos processos de traição, né? traição dos seus das suas diversas modalidades e podermos fazer então eh darmos o benefício a nós mesmos de sermos alguém que estende a mão como ele o fez, a essas diferentes manifestações de seres humanos da época, aonde ele efetivamente conseguiu colocar na humanidade esse exemplo másculo, né, de de amorosidade capaz de poder acolher o homem de qualquer espécie, de qualquer gênero, de qualquer condição social, de qualquer religiosidade, até aquele que estava fazendo eh curas e fazia em nome dele, os se foram reclamar, ciumados naturalmente, né? Mas ele ele cura em teu nome. E Jesus disse, ele quem quem não está contra mim está comigo. Por que vocês estão com inveja deles, né? dele, daquele, aquela pessoa que tava curando. Quer dizer, era um homem assim, capaz de curar um servo de um de que o escravizava, que era o centurião. Centurião é um escravocata em nome de César, do imperador. Ele cura o servo dele. Então, eh, Jesus é absolutamente incompreensível a capacidade de flexibilidade dele no campo do amor. Fiquei pensando também um outro aspecto, uma sutileza dessa questão que o Leo nos traz, Alberto, porque ele fala das experiências de rejeição e traição na vida de Jesus, né? Porque Jesus foi rejeitado e foi traído pelos amigos. Então, acho que essa essa particularidade ela é dramática e o que eu vejo de muito relevante é a reação de Jesus frente a isso. Como que Jesus lida? Jesus teve que lidar. Ele foi rejeitado pelo povo dele, né? Pelos discípulos. Os discípulos abandonaram ele. Judas traiu ele, entregou ele. Então, é uma dor relacional isso, né? Primeira coisa que eu fico pensando é assim, ó. Esse acontecimento, se se passou com o Cristo, é que ele é inevitável no relacionamento humano.
ele, entregou ele. Então, é uma dor relacional isso, né? Primeira coisa que eu fico pensando é assim, ó. Esse acontecimento, se se passou com o Cristo, é que ele é inevitável no relacionamento humano. Então, acho que a primeira lição é assim, ó. Aconteceu com Jesus, acontecerá com a gente. Porque se Jesus vem protagonizar uma um modelo e guia, ele está servindo para que a gente aprenda alguma coisa com o que ele passou. Então é assim, acho que uma o primeiro achado é assim, acontecimentos. Ai é uma injustiça, ah, é porque foi numa outra encarnação, porque tudo isso pode ser, mas é porque é humano. E o sentimento de traição e de e de rejeição, ele é inerente. Só que o que que acontece? O que é importante aí é que Jesus ele não se endurece, ele não se fechou, ele não transformou as em feridas os acontecimentos com ele, né? Ele não perdeu a capacidade de amar. Então esse movimento de Jesus, eu acho que ele é valioso pra gente pensar em relação aos nossos lutos telos, né? Porque às vezes a gente permanentemente tem que fazer lutos de pessoas, pessoas próximas. uma pessoa próxima que a gente tem uma determinada idealização, ela pode falhar com a gente ou pelo menos a gente sentir que ela tá falhando com a gente. Nesse momento é preciso fazer um luto, um luto de saber que aquela pessoa tem limites. Eu também não sou esse centro do universo para que ela possa esperar tantas coisas que às vezes são mais fantasias minhas do que na verdade possibilidades da relação real no relacionamento afetivo. Quando uma dupla, um casal, um decepciona o outro ou um se decepciona com o outro. É preciso fazer um luto, trabalho de luto, saber da da observação de limites. Jesus ensina isso magistralmente através do quê? Da permanência da capacidade de amar. Existe uma passagem no livro que me ocorre agora, Alberto e Leonardo, contos e Apólogos. Eu guardei isso porque é uma passagem que eu nunca esquecerei, que é eh a última tentação. Vale a pena ler. É um dos capítulos que se chama A Última Tentação, que fala da
Leonardo, contos e Apólogos. Eu guardei isso porque é uma passagem que eu nunca esquecerei, que é eh a última tentação. Vale a pena ler. É um dos capítulos que se chama A Última Tentação, que fala da crucificação de Jesus. Quando Jesus tá sendo crucificado, conta Humberto de Campos, que que só estava ali na frente dele a a as mulheres, né, Maria, Madalena e a mãe dele. E o João estava confortando o Maria, né, o discípulo amado que estava ali confortando. Todos os outros tinham não estavam com Jesus. Então, Humberto de Campos, de forma poética, ele ele revisa um por um. E Jesus então pergunta: "Onde estaria Pedro, né? Por que Pedro foi fraco, negou ele três vezes? O que teria levado Judas a traí-lo, trocado ele por dinheiro? Onde estariam aqueles afetos que transitaram no aconchego da convivência com ele? momentos mais preciosos da vida, onde descobriram as as maravilhas do evangelho, as assistiram todas essas curas que nós estamos falando, onde é que estavam eles, né? E Humberto de Campos vai passando um por um e comenta que naquele momento quando Jesus tá se indagando, porque Jesus tá triste, né? Jesus tá triste, triste pela humanidade, triste por aquela condição, porque ele não foi suficiente naquele momento para que as pessoas pudessem, os discípulos amados pudessem se se constituírem integralmente dentro dessa inteereza que o Alberto nos fala. E se naquele momento surge do meio da multidão a mesma entidade espiritual, aquela que havia tentado Jesus no pináculo, que é um espírito que é representado no na Bíblia como Satanás e que nós espíritas sabemos que é um espírito de altíssimo poder do mal, assim, com uma capacidade de de de de intelectual muito grande. E ele se aproxima de Jesus. Veja uma cena que Humberto de Campos nos fala, se aproxima de Jesus e diz assim: "Onde é que estão os teus amados? Onde é que estão? Todos te abandonaram. Tu sabes muito bem que se tu quiseres, tu podes descer daí da cruz. vem comigo e nós vamos conquistar o mundo. Ele sabia que Jesus podia fazer
o os teus amados? Onde é que estão? Todos te abandonaram. Tu sabes muito bem que se tu quiseres, tu podes descer daí da cruz. vem comigo e nós vamos conquistar o mundo. Ele sabia que Jesus podia fazer isso. Abandona, rejeita todas as tuas ideias e vem comigo. Então, diz Humberto de Campos que Jesus naquele momento ele começa a pensar em cada um dos seus discípulos e pensa que ele foi abandonado, ele foi traído, ele foi rejeitado não por maldade, mas por imaturidade, não por falta de caráter, mas pelos medos humanos. Então ele pensou em Judas com com afeto, ele pensou em Pedro com afeto, ele pensou em Barnabé com afeto e foi perdoando a cada um deles. E à medida que ele foi sentido que o perdão nascia de dentro dele, naquele momento veio a frase que ele diz então que ficou conhecida no Evangelho. Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem. estaria segundo Humberto de Campos, Jesus se referindo aos seus discípulos. Não é os que tinham crucificado Jesus apenas, mas também aqueles que eram os afetos próximos, que não estavam com ele ali. E naquele momento quando Jesus então emite o seu perdão maior, é quando aquela entidade se vira as costas e sai revoltada, porque Jesus havia superado a última tentação. E naquele momento abre-se a abóboda celeste e todos os anjos se aproximam de Jesus para recebê-lo novamente no reino de Deus. tá é de uma beleza maravilhosa e que nos ensina, >> não é mesmo? Que nos ensina que mesmo desapontado, se é que um dia Jesus se desapontou, né? Ele não se tornou desconfiado, ele não se tornou adoecido, ele não se fixou no ressentimento. Ele foi adiante, atravessando com lucidez, num processo de maturidade, não de uma prisão psíquica, mas de uma libertação não só a ele, como a todos os que estavam ali na volta, nos ensinando nesse momento que se por um lado é inerente à nós passarmos por decepções, Jesus nos ensina que a a retomada da dignidade, né, da identidade se dá gente com a gente mesmo. Tem uma música do Renato Russo da Legião Urbana que fala assim: "Um dia
à nós passarmos por decepções, Jesus nos ensina que a a retomada da dignidade, né, da identidade se dá gente com a gente mesmo. Tem uma música do Renato Russo da Legião Urbana que fala assim: "Um dia perfeito". Aí são frases, sabe, meio soltas, mas tem uma frase que me chama muita atenção, que vem ao encontro do que vocês colocaram, que ele diz assim: "Eu não vou deixar me endurecer. Eu acredito nos meus ideais. Podem até maltratar o meu coração, mas o meu espírito ninguém vai conseguir mudar. A ideia de, ou seja, posso sofrer, faz parte da vida, mas o meu ser, a minha identidade, ninguém vai conseguir mudar. Eu não vou me retrair endurecidamente, eu vou continuar amando, né? E querido, já que você trouxe a ideia da cruz, eu queria ir finalizando assim nossas ideias, eh, sem um prazo aí para resposta, tá? Pode ficar bem livre, mas pensando na ideia da cruz, né? Será que a cruz pode ser interpretada como uma metáfora para processos de transformação emocional? E como diferenciar assim sofrimento redentor de sofrimento patológico? Aquele sofrimento que endurece. A gente já dá para perceber que tem muito da nossa atitude diante disso, né? Diante da nossa diante de como nós encaramos os fatos da vida. Mas eu acho que você trouxe uma página muito bonita, talvez a gente pudesse pensar um pouco sobre o símbolo da cruz nesses processos. Os dois aí, não sei, talvez você que começou a falar da cruz, Sérgio, pudesse falar da simbologia da cruz também. Eh, eh, é, a cruz, simbolicamente, ela é o é o ponto, né, do sofrimento humano, né, ele representa o ponto do sofrimento, né, que ele toca esse amor divino, mas onde a dor ela pode se transformar em sentido ou não, né? Então ela representa aquilo que precisa ser rompido das defesas, vulnerabilidades, o amadurecimento. E aí eu acho que tu diz is bem, Leonardo, existe um sofrimento redentor e existe um sofrimento patológico. Então a cruz em si, ela não nos determina que tipo de sofrimento nós vamos ter. Somos nós que encaminhamos
que tu diz is bem, Leonardo, existe um sofrimento redentor e existe um sofrimento patológico. Então a cruz em si, ela não nos determina que tipo de sofrimento nós vamos ter. Somos nós que encaminhamos esse sofrimento a partir das nossas condições internas, né? No sofrimento redentor, a cruz ela gera uma ampliação de consciência, né? Ela ela nos conecta com a nossa humildade, com a nossa fragilidade, com a nossa vulnerabilidade, né? Ela nos iguala enquanto seres humanos, né? Só e esse sofrimento, então, ele é atravessado com um propósito, né? Ele vai conduzir à vida. Freud chamaria isso, esse movimento da da do sofrimento redentor, um sofrimento que está embalado pela pulsão de vida, onde existe pula, onde predomina a pulsão de vida, porque a pessoa não cai no abatimento, não cai na auto eh incriminação ou no no autoflagelo. Ele entra num propósito libidinal, libidinal e consegue transformar, bem no que diz a palavra, transformar, transformação, né, eh, da sublimação, né, de transformar um estado para um outro estado. Este é um tipo de sofrimento que é o sofrimento redentor. Já no patológico, ele aprisiona, porque o que que acontece no sofrimento patológico? Novamente recorrendo a Freud, ele iria dizer: "Está embalado pela pulsão de morte". Então, a pessoa entra numa repetição. O sofrimento patológico é aquele que a pessoa cai na no na ruminação, não é? E aquele sentimento do sofrimento vira um ressentimento, ou seja, ele torna a se repetir. Com isso, ele vai destruindo a identidade, vai gerando um enfraquecimento da identidade, vai produzindo um isolamento, vai gerando aqueles estados de culpa tóxicos, né? não aquela culpa reparativa, mas aquela culpa intoxicante, aquele desespero e ao invés de transformar, ele paralisa, né? Então, eh, Jesus mostra através da cruz, na experiência da cruz, na travessia da dor, né? Quando esta cruz, ela é redentora, porque ela tá unida ao amor, né? Quando não serve então para punir, ela não é uma uma um sofrimento punitivo, ele é uma experiência, né? E
, na travessia da dor, né? Quando esta cruz, ela é redentora, porque ela tá unida ao amor, né? Quando não serve então para punir, ela não é uma uma um sofrimento punitivo, ele é uma experiência, né? E ela então é simbolicamente, Léo, assim, é uma metáfora do caminho interior, né? Que embora atravessado por sombras, as nossas as cruzes são essas sombras, esses acontecimentos do dia a dia, apontando para uma nova forma de existir, que seria o a sobrevivência, o que vem a partir dali, aquela transformação que pode eh se surgir a partir desses estados emocionais. Então, a cruz, não é? pelo menos no espiritismo, ela é uma experiência simbólica, uma experiência simbólica que por isso nós não cultuamos um crucifixo de madeira ou não, porque ele não representa. A pessoa não precisa passar por aquela agonia igual a Jesus para poder merecer alguma coisa melhor. Não é isso. As cruzes estão nos vários acontecimentos, num adoecimento, numa decepção, numa traição, na perda de um emprego, numa, enfim, num infortúnio qualquer, que fazem parte das nossas questões diárias, da nossa rotina, do nosso dia a dia. Então, o que que nós fizemos com esse sofrimento? Ele poderá ser redentor, mas ele poderá se tornar num ciclo que se perpetua. E acho, [risadas] pelo visto, que nós viemos recorrendo muito mais ao sofrimento patológico. É por isso que a gente tá encarnado aqui. Se a gente tivesse sabido fazer já esse sofrimento, se transformar em sofrimento redentor, nós estávamos na posição dos dos mentores espirituais, plano espiritual, ajudando a humanidade a evoluir. não estaríamos aqui fazendo palestra, né, tentando fazer alguma coisa diferente nesse momento da nossa vida para tentar transformar essa cruz das outras encarnações que se transformaram em num pesado mardeiro, num calvário de sofrimento, de flagelo, numa cruz redentora, que nos torne pessoas melhores e que podem ser experiências renovadoras na nossa vida. >> Ô, querido Alberto, eu fiquei me lembrando do Víctor Fran. colocando que
nto, de flagelo, numa cruz redentora, que nos torne pessoas melhores e que podem ser experiências renovadoras na nossa vida. >> Ô, querido Alberto, eu fiquei me lembrando do Víctor Fran. colocando que no campo de concentração ele pode ver o pior e o melhor do ser humano. Ele pode ver o nazismo, pode ver ali os judeus traindo o próprio judeu, mas ele pode ver outros judeus ajudando-se mutuamente. Os outros judeus ajudando-se mutualmente a sobreviver como ele. E aí no final da existência dele que ele ficou cego, né? Então, uma uma amiga chegou perto dele, falou: "Find que que eu vou falar para o Vctor Franco?" E foi sem jeito. E ele percebeu assim alguma coisa, ele percebeu e falou assim para ele: "Não, não, não fique com pena, porque eu já enxerguei tanto, eu já vi tanta coisa". Mas nessa fala dele, ele não tava falando algo amargurado, que ele não tava falando assim: "Eu vi tanta coisa ruim no campo de concentração." Ele falou assim: "Eu vi tanto amor e tanta coisa boa". que eu sou grato a Deus por tudo que vi até hoje, né? Então, a ideia da do Víctor Franco acho que casa um pouco com isso que o Sérgio tava falando, né, Alberto? >> Com certeza. Eh, a fala do Sérgio, eh, resgatando essa posição da cruz, ela ela é interessante porque, eh, o movimento cristão, ele se fixou muito na cruz, aliás, ele ainda está preso na cruz, ele ainda não deu salto que precisa dar. Acho que a gente precisa resgatar eh que a crucificação ela não era uma prática judaica, ela foi uma prática importada eh exatamente eh dos romanos nas suas conquistas. E mas ela já tinha sido predita em Davi eh séculos e séculos antes, quando não havia esse tipo de suplício ainda. Isso era uma forma de identificar o Messias. Quando você lê Davi, você tem a impressão que você tá lendo um discípulo de Jesus ali, um apóstolo do da narrativa de Jesus, o Mateus, João, Pedro, narrando a crucificação de tão igual, tão próximo que as duas narrativas. Então essa fala de Davi, ela pruncia aquilo que se daria numa época em que a cruz não fazia parte como
o Mateus, João, Pedro, narrando a crucificação de tão igual, tão próximo que as duas narrativas. Então essa fala de Davi, ela pruncia aquilo que se daria numa época em que a cruz não fazia parte como instrumento de flagelo, de suplício e de morte. E quando acontece com Jesus, repete-se então os versos de Davi até o trocar, eh tirar sorte sobre a túnica tá lá em Davi. Então Jesus passa pela cruz exatamente cumprindo a profecia. E a fala de Jesus, meu pai, meu pai, por que me abandonaste? É uma fala de Davi, não é uma fala de Jesus. tá recitando o verso >> com o qual ele se identificava com o Messias. A cristandade, nós somos muito afeitos, propensos, sintonizados com sofrimento físico. Então, não é à toa que Zéfirelli quando traz aquele Cristo, ele traz um Cristo sangrante. Eu olho, eu eu sinto artificialidade de tanto sangue que tinha, é uma artificial, não me toca aquela imagem, por exemplo. Mas eu tive amigas que foram pro banheiro vomitar. Então eu percebo como é que é que chega a imagem da crucificação ou e o símbolo da cruz pros cristãos. Hoje eu eu moro numa cidade que nós fazemos a maior procissão católica do mundo. Do mundo amor, que é o sítio de Nazaré. >> Uhum. aonde as pessoas eh fazem um uma um acompanhamento da da imagem da santa segurada numa corda. Os sacerdotes, em função das dificuldades que se dão com a corda, a multidão de gente, já quiseram suprimir a corda, não conseguiram. Não conseguiram. É bonito. A fé é uma festa, espiritualmente falando, fantástica. Belém se beneficia com todo o movimento religioso e espiritual que se dá, que é uma festa para além da espiritualidade. Ela envolve uma cultura, envolve eh uma um encontro de famílias, né? Ela é uma festa eh muito polimorfa, mas a questão efetivamente eh aqui já assessoria da minha esposa, é a maior precisão católica do Brasil e uma das maiores do mundo. Aqui assessoria em tempo. Obrigado, meu amor. [risadas] Então, eh é interessante isso. Aí a gente vai vendo as pessoas como vão. Algumas vão carregando coisas, algumas
asil e uma das maiores do mundo. Aqui assessoria em tempo. Obrigado, meu amor. [risadas] Então, eh é interessante isso. Aí a gente vai vendo as pessoas como vão. Algumas vão carregando coisas, algumas fazem o parte do trajeto com de joelhos, né? Então é um é um é um olhar da cristandade de um Cristo crucificado. E como o o nosso Sérgio trouxe, né, o Espiritismo tem a visão do descrucifiquem-lo. Nós temos tirar da cruz Jesus. A a metáfora da cruz são asas que devem nos eh estabelecer voos de liberdade, voos de transformação. A cruz não é um instrumento de de flagelo, de mortificação para os cristãos. Ela é um símbolo que nos remete ao nosso processo iluminativo através do voo. o voo que nos deve nos remeter aquilo que aconteceu com Jesus à época, porque saído da cruz, ele já estava menos de três dias depois ali cantante, sem uma palavra de queixa, sem nenhum azedume, acolhendo as pessoas que abandonaram, os discípulos que se ausentaram, os doentes que foram curados, todo mundo não tem da fala de Jesus nada que comporte forte, algo que seja desesperançoso, seja censurador, seja de amargura, não tem. Então, a para nós espíritas, eu penso eh nesse símbolo da cruz como um processo efetivamente libertador, uma cruz que está posta dentro de uma história de um povo que faz parte dessa construção eh também profética do Messias. E do lado de Jesus tem dois homens que vivem a cruz de uma forma diferente. Dois homens que vivem de uma forma diferente. Então não, a vida não nos economiza a sofrimento. Acolher o sofrimento, dar-lhe um bom significado e estabelecer o o sentido positivo para o sofrimento. É o que Victor Frankel, que o Leonardo fez menção aqui Passã, nos ensejou refletir. Então, a nossa cruz, cada um tem a sua. Porque a é interessante isso quando Jesus assim, pegue a sua cruz e siga-me, né? Mas o que nós fizemos, nós como cristãos, a gente putou Jesus na cruz, a cruz ficou como instrumento libertador e ele nos salvou com a seu sangue. E aí a gente ficou com os braços
cruz e siga-me, né? Mas o que nós fizemos, nós como cristãos, a gente putou Jesus na cruz, a cruz ficou como instrumento libertador e ele nos salvou com a seu sangue. E aí a gente ficou com os braços >> congelados a mater >> e colocamos em Jesus a nossa libertação num processo de acomodação e de inércia. E quando Jesus diz exatamente ao contrário, porque ele foi crucificado, ele não crucificou ninguém, ele diz: "Tome a sua cruz e siga minhas minhas pegadas, venhamos meus passos". Então, eh, eu penso que todo sofrimento, ele na perspectiva do espiritismo não tem nenhuma vocação pro sadoquismo. Não tem nenhuma vocação pro sadoquismo, mas não tem nenhuma interdição ao sofrimento que vem. Depois de Deus, a maior força de transformação do ser humano é a dor. Com certeza. >> Depois de Deus, a maior força de transformação é a dor. Porque ela faz o que o amor não foi consultado a fazer. É o que sobra. Mas o que sobra é o processo libertador, é o processo depurador, é um processo purificador. Então eu penso que a cruz como asas, ela nos convida os cristãos da atualidade cada um lidar com a sua nas pegadas do mestre. a cruz da relação, a cruz do adoecimento, a cruz da mentira, a cruz da calúnia, a a cruz da ingratidão. São várias cruzes que no nosso planejamento espiritual a gente traçou para fazer parte como processo libertário e não como maximização do sofrimento. E o sofrimento que vem inevitável, ele vem acolhido para que o amor ressurja, para que a nossa conexão com o divino se estabeleça no outro nível. Agora, se a gente não faz isso, a gente fica como o Sérgio colocou, a gente fica paralisado no looping, mas a dor em si, ainda essa semana nós tivemos a oportunidade de experimentar, eu na com a minha esposa vive uma experiência muito interessante. Nós passamos numa avenida e houve um uma conexão espiritual. Em seguida, houve um transe que falava de um suicídio e foi muito curioso porque não tinha nada a ver com aquele aquela conexão pelo que aquela Depois fomos analisar o
houve um uma conexão espiritual. Em seguida, houve um transe que falava de um suicídio e foi muito curioso porque não tinha nada a ver com aquele aquela conexão pelo que aquela Depois fomos analisar o lugar aonde se parou, onde nós nos demoramos por pouco tempo, era onde a pessoa caiu. E a pessoa caiu exatamente e ela estava, já faz mais de anos, ela estava congelada numa posição ainda de resistência. E quando eu falei com o espírito sobre os médicos, houve uma reação dos médicos. Quando eu falei de Deus, houve uma indiferença. A fala estava direcionada apenas aos seus familiares numa lamentação e numa queixa física decorrente da queda. Nós ficamos analisando isso depois, imaginando o que é que é essa dor depurativa. A pessoa fica desgastando naquele constante remorrer naquilo que a gente chamaria de choque anímico, né? aonde a alma experimenta no trans, ela vai depurando para acordar, para despertar. Eu tive um ente querido que viveu essa experiência e passou 6 anos depois que Valdo nos trouxe a informação, eh, 6 anos depois de que a pessoa estava voltou ao nível de consciência, tinha saído daquele estado de autoalienação que o suicídio proporcionou. Mas o que viveu nesses 6 anos? Sofrimento. Então o sofrimento ele é essa força que mesmo numa experiência aonde você fica eh dramática, você fica experimentando nesse sofrimento a a transformação que vai te trazendo de volta. Você vai no fundo do poço, na linguagem popular, né? e vai voltando e vai retomando a sua lucidez, vai retomando a sua clareza mental, aquele ponto onde você parou para recomeçar do ponto onde você interrompeu, naturalmente com os decorrentes dessa interrupção que envolveu você, aqueles que são seus familiares, aquele que é a sociedade da qual você deixou de dar a sua contribuição ou deu no sentido inverso. Então, o sofrimento para nós espíritas, ele é sempre algo que nos é transformador se nós sabemos dar um significado, eh, um sentido na linguagem lá do nosso eh, Víctor Frankel, que nos posicione
erso. Então, o sofrimento para nós espíritas, ele é sempre algo que nos é transformador se nós sabemos dar um significado, eh, um sentido na linguagem lá do nosso eh, Víctor Frankel, que nos posicione numa direção libertadora. Fica mais fácil podermos fazer essas ressignificações, amigo, quando nós vivemos em comunidade, né? Quando nós não nos apartamos da sociedade. Por quê? Porque nós temos uma um aprendizado social, né? Bandura, um teórico da psicologia, vai dizer que nós aprendemos muito com modelagens. E aí Jesus, ele acabou criando uma comunidade de discípulos, amigos, acolhidos. E de certa forma a imagem da cruz me leva aqui pensar amigo do Cirineu também na passagem da cruz em que aparece um Cineu que o ajuda a carregar um pouco e Jesus deixa que o Cirineu leve um pouco ali aquela cruz momentaneamente para que ele possa se recompor. Então essa convivência social, essa conexão social também nos serve às vezes de um apoio. E às vezes o apoio vem silencioso de uma forma assim como uma modelagem de como eh a gente pode passar pelas nossas cruzes, pelas nossas dores, né? Jesus é o grande o grande modelo na visão espírita, né? mais modelagem espiritual para todos nós, mas temos também esses amigos próximos assim que são mais ou menos o nosso nível evolutivo, alguns mais maduros, outros menos maduros e a gente vai podendo aprender também, né, convivendo socialmente. Então, nessa perspectiva, estamos aqui no final do ano de 2025, não sei quando você vai assistir esse programa. Eh, eu queria aproveitar, farei isso ao vivo em algum momento, Alberto. Parei isso ao vivo em algum momento, Sérgio. Mas já que não estou ao vivo no sentido do corpo, vou fazer aqui virtualmente agradecê-los por serem amigos que modelaram um pouco assim, tá bom? Eh, Roberto falou que me conhece há menos tempo, porque eu sou muito novo, né, Alberto? Só tenho 40 anos de idade, assim, esse ano fiz 40 anos. Mas aí fiquei pensando, Sérgio, 40 anos, cara, nunca pensei que ia fazer. E aí as barbas começaram a ficar um pouco
sou muito novo, né, Alberto? Só tenho 40 anos de idade, assim, esse ano fiz 40 anos. Mas aí fiquei pensando, Sérgio, 40 anos, cara, nunca pensei que ia fazer. E aí as barbas começaram a ficar um pouco mais grisalhas. E aí a Paola me deu uma solução fantástica, Alberto me deu um sabonete deixou a barba de grisalha. E eu fiquei assim, mas será que vai ser etismo? Será que eu não vou estar aceitando a minha a minha idade e tal? Aí a Paula comprou, não use, é prova de amor. Então me facilitou a vida e na verdade é prova de amor. Então agradecendo também a a Adriana e a Janine pelo espaço que deram o tempo de convivência. Eu queria também queria agradecer assim vocês continuarem, cara. Vocês estão no movimento espírita desde o berço ali, eh, fazendo palestra desde jovem e continuar é algo muito bom, né? Continuar é algo muito bom. para que pessoas que reencarnaram um pouquinho depois, como eu, possam ter algumas modelagens assim. E já que você citou o Alberto, o Divaldo Alberto, eh, sabe que obviamente, o Sérgio, quando eu não tinha YouTube, né, eu não conhecia o Alberto Almeida, não, eh, e não tinha YouTube e aí o pessoal começou a achar parecido, Sérgio, eu falando junto, falava assim: "Paz, você é primo do Alberto, você é filho do Alberto". Aí eu falei, "Não sei nem quem é". Mas aí me apresentaram e eu vi ele citando uma poesia do Olavo Bilac que eu já recitava. Eu, eita cara, vamos dizer que eu imito o Alberto recitar a mesma poesia. Então, duas pessoas que me serviram de muita modelagem boa foram vocês dois, o Sérgio Lopes, Alberto Almeida. E eu queria deixar isso bem expresso, a minha gratidão fundo do coração para vocêerem continuarem assim. É importante continuar porque eh existem jovens que estão começando e aí perguntaram isso para o Divaldo Alberto. >> Olha, mas o o Léo tem uma lembrança, né? Quando ele quando eu tô falando sem microfone, tem uma mão, tal, tem uma lembrança. Lembra o Alberto, né? Aí deo ficou em silêncio uma vez, aí insistiram num outro momento, outra semana, aí ele
a, né? Quando ele quando eu tô falando sem microfone, tem uma mão, tal, tem uma lembrança. Lembra o Alberto, né? Aí deo ficou em silêncio uma vez, aí insistiram num outro momento, outra semana, aí ele respondeu assim, porque eles são muito amigos, eu só dei essa resposta e eu nunca tinha falado da a minha amizade para ele com você e enfim, mas ele conhece coisas que a gente não conhece, né? E o Sérgio também, eh, ele me perguntou assim: "Como como é que tá o Sérgio?" Eu também não tinha falado que o Sérgio tava aqui nesse programa, que a gente já analisou o Sermão do Monte, que é um livro do Sérgio Lopes, o cérebro Triuno. Então, gratidão pela persistência no trabalho, sabe? por de alguma forma servirem de uma modelagem não ideal, mas possível. O que é bom, né, cara? Porque essa idealização excessiva só gera decepção excessiva e a realidade dos fatos nos mostram uma possibilidade de caminhada. Então, agradeço em público aqui, tá, por terem persistido. Parabenizo também. Eu convidei os dois hoje, assim, fiquei rezando porque pudesse encaixar a agenda, porque eu queria fazer isso em público, tá? E que às vezes a gratidão, Sérgio, a galera tem medo de fazer gratidão assim em público porque parece que quer ganhar alguma coisa, né, em troca, entende? E mas acho que eu já tenho 40 anos, já dá para para saber que eu não tenho nada a ganhar em troca, a não ser expressar minha gratidão em público mesmo, parabenizar >> e que vocês continuem no trabalho, na vida, com um coração não endurecido e sim um coração aberto ao amor. Parabéns e muito obrigado, viu? Cara, já que estamos no final, se puder fazer a nossa prece final, Alberto, pra gente poder finalizar. É, >> eu quero agradecer a possibilidade de podermos estar juntos nesse bate-bola, como foi mencionado no início, e lembrar Jesus que dizia que nada se compara ao amor que se tem pelos amigos, né? e fazendo menal, aquele que dá a vida pelo amigo. as nossas relações no campo da amizade que se perdem aí nos séculos, provavelmente que estamos
ue nada se compara ao amor que se tem pelos amigos, né? e fazendo menal, aquele que dá a vida pelo amigo. as nossas relações no campo da amizade que se perdem aí nos séculos, provavelmente que estamos comparecendo ao mesmo palco corpóreito da existência como um grupo de espíritos que somos encarnados no Brasil para fazer valer esse cristianismo que quçá fora renegado ou mal versado, mal cantado, mal vivido no nosso desengonçado caminho ao longo dos séculos pregresso, mas nesta encarnação, a fidelidade a Jesus e a integridade na nos seus ensinos, com toda a nossa falibilidade, com toda a nossa vulnerabilidade, nos dá a honra de poder dizer que somos cristãos e nos dá a responsabilidade de continuar fiéis, leais do caminho. Então, minha gratidão também e vamos orar. Pai de amor, abraça-nos tu ternura no caminho do bem, ensejando-nos que a esperança em dias difíceis, quais a que vivemos no mundo, bem como nas nossas andanças brasileiras, possa se afirmar dia após dia, na certeza de que o sol não é no alvorecer e de que, por mais que se tente deterro do progresso, é inevitável que ele avance a despeito das resistências. Pai de amor, queremos rogar-te pela mansão do caminho, essa instituição que hoje nos acolhe e na qual temos também a gratidão e a honra de fazermos nexo com ela e rogar por ela para que ela continue o seu trabalho histórico de atender a comunidade baiana, qual o tem feito ao longo do tempo. tempo com a mesma qualidade, com a mesma singeleza e com a mesma profundidade espírita que marcou os seus iniciadores e fundadores. Misericórdia para todos nós e para aqueles que nos ouvem. Que a tua bondade, a tua generosidade e a tua compaixão encha os corações de todos para que todos possamos avançar. No ano 2027, com mais energia, mais coragem e fervor na certeza de dias melhores. Digo 2026, na certeza de que a nossa caminhada deverá ser mais firme, mais segura e mais altadeira interiormente e exteriormente. Graças a tua proteção. Fica conosco.
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