Jesus e Saúde Mental | #154 – Especial de Natal
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Participações: Ana Tereza Camasmie e Ivana Carneiro » Episódio 154 – Especial de Natal #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda ao nosso programa Jesus e Saúde Mental. Mas já deu para perceber que hoje vai ser um programa especial, porque não estou sozinho. Estamos aqui com a Ana Teresa Camasmi e com a Ivana Carneiro. A Ana Teresa e a Ivana já estiveram aqui em outras vezes, mas eu queria novamente apresentá-las para você que tá chegando hoje. Ambas são trabalhadoras espíritas. Ambas t vivência com o conhecimento espírita, mas também tem a seu lado profissional que ajuda no entendimento das dores humanas. A nossa Ana Teresa é psicóloga clínica, ou seja, é uma psicóloga que atende a dor humana. Além disso, tem uma vida acadêmica, fez mestrado, doutorado numa área bastante peculiar, no sentido de ser complexa, viu, Ana, que é a fenomenologia, né, de de Heidegger, né? Eh, só em Ler Heidegger já é difícil. Eu consegui entender no curso de especialização lato senso de filosofia antiga a cadeira de Heidegger, porque ela me deu o livro dela de doutorado. Aí ela explica bem minuciosamente, deu para entender eh um pouco mais sobre Heidegger. E a nossa Ivana, que é professora universitária de filosofia, eu chamaria ela de filósofa, mas eu sei que às vezes os filósofos não gostam de chamados de filósofo, sim professores. Ela é professora universitária na Bahia de uma universidade pública. Depois ela vai me lembrar qual, que eu não tô lembrado agora, mas também é alguém que está assim no finalzinho da sua formação de terapia oniana, terapeuta eunguiana. Eh, provavelmente na transição de carreira ela vai ser terapeuta ongiana full time, né, e com uma boa formação, formação sólida, eh, e unguiana. Hoje é um programa especial, queridos, porque é um programa em que vamos falar sobre Jesus e saúde mental per si, ou seja, por si mesmos. Não tem um subtema. O tema e o subtema é Jesus. E como a gente pode ver nuances dele, da vida dele paraa nossa saúde mental, um programa especial de Natal. E eu já fico bastante feliz assim, eh, amigas, porque só em pensar semanalmente, né, sobre o
E como a gente pode ver nuances dele, da vida dele paraa nossa saúde mental, um programa especial de Natal. E eu já fico bastante feliz assim, eh, amigas, porque só em pensar semanalmente, né, sobre o tema Jesus, saúde mental, eu falei numa live aqui com numa num programa a Ana que de vez em quando eu boto assim, me lembro de Deus, né, o nome Jesus, o nome amor, de vez em quando eu me lembro, isso limpa o meu psiquismo de tal forma que limpa. Como é que limpa? com gratidão. A limpeza do psiquismo que eu tô dizendo é porque vem gratidão a dentro de mim por Jesus ter existido na nossa terra e, portanto, ter de alguma forma nos redimido. Acho que a palavra redimido, redenção, dignidade espiritual, nos dá uma dignidade enquanto seres espirituais. Então, fico muito feliz assim de poder eh colocar Jesus na frente, não nas entrelinhas, mas Jesus de frente, assim, Jesus, não nas entrelinhas das nossas análises. Então, pensando nisso, Ivana, se você puder começar o nosso programa antes da vinheta com uma prece, nós agradeceríamos. É um prazer estar aqui com vocês e vamos dar início à nossa. Mestre amigo, hoje estamos reunidos falar sobre a sua vida, sobre o seu que o Senhor possa sempre nos inspirar com a humildade que permeou toda a sua existência, em especial um amor, que nós possamos tê-lo de fato como mestre e guia, que possamos entender e que isso aplicar os ensinamentos que o Senhor veio nos dar, sua humildade de sempre. Que o Senhor seja o norte para todas as nossas caminhadas. que o Senhor possa, inclusive nesse programa nos iluminar, nos dar discernimento, sabedoria, para que possamos trazer a paz, a luz que o Senhor sempre nos enfrentou e que essa paz e essa luz possa se estender para todo o planeta e para todos aqueles que estão nos assistindo. Que assim seja. Muito bem, queridos. Vou começar já com uma pergunta pra gente poder aproveitar o máximo vocês duas e vou passar para você, Ana, que aspectos do presépio funcionam como metáforas terapêuticas para a vida contemporânea?
s. Vou começar já com uma pergunta pra gente poder aproveitar o máximo vocês duas e vou passar para você, Ana, que aspectos do presépio funcionam como metáforas terapêuticas para a vida contemporânea? >> Olha, eu acho que a gente pode fazer tantas, né, tantas articulações, mas assim, Jesus dividiu a história no Ocidente, né? Então, quando Jesus nasce, começa o ano um. Então, é pra gente poder ter noção assim da magnitude desse espírito que chegou, né? Então, e como é que ele chega? Ele chega de uma maneira tão simples, precária, até não tinha casa direito para ele chegar, não foi na casa de Maria e José que ele chegou, né? Como eles estavam, conta a história, né? em outra cidade que não era sua cidade natal, eles foram para uma cidade para conseguir fazer parte do recenciamento e é nessas condições que Jesus nasce. E não tinha nenhum lugar para poder receber esse casal com o nosso Salvador no ventre. E aí então Jesus chega nesse lugar tão simples e que o bercinho dele é uma manjedora, né? um pouquinho de palha, de feno ali. Então, essa situação que pode parecer precária, que é tão simples, marca assim uma coisa muito importante. Então, a chegada de alguém tão importante chega em condições tão simples, tão naturais, tão humanas, né? Já deixa claro pra gente que a nossa grandeza não tá na exterioridade, né? que a nossa elevação não tá no que é material, ele já chega dando esse recado, né? A nossa grandeza é de outra ordem e é para quem tem horas de ver. >> Me desculpa a brincadeira, mas no atual ele já chega chegando, né? >> Já chega chegando. É isso mesmo. >> Ele já chega ensinando, né? E pelo que eu tenho notícia, eh, o presépio, como tem, né, o presépio, tal, tudo arrumadinho na sua estante, na sua mesa. Lembrando essa imagem do nascimento, foi justamente uma ideia do de Francisco Francesco de Assis e me parece são relações pessoais de que é justamente no bojo da missão dele de restaurar a igreja. Quando eu falar restaurar a igreja, não era só restaurar a igreja
do de Francisco Francesco de Assis e me parece são relações pessoais de que é justamente no bojo da missão dele de restaurar a igreja. Quando eu falar restaurar a igreja, não era só restaurar a igreja fisicamente, mas restaurar a a fé, a confiança das pessoas de que eh esse cristianismo veio fazer algo diferente, que não apenas dominar corpos e dominar terrenos, mas sim dominar a alma e fazer mudar a alma, concepção, dominar, portanto, paradigmas. E aí ele tem essa função. Mas eu fico pensando também o seguinte, que a gente não consegue fazer algo meta ideal, assim, simbólico, eh, subjetivo, se a gente não fizer algo concreto. >> Hum. Então, embora às vezes a gente escute assim: "Ah, Francisco, Francesco entendeu errado a construção da igreja e a construção pequena, eu acho que ele entendeu bem certo mesmo." E a simbologia da menção dele é de que só dá para fazer uma coisa grande se você faz o miudinho. >> Só dá para você fazer uma igreja grande se você faz uma igreja pequena. >> E eu vi isso muito claramente assim na mansão do caminho, quando a gente recebeu doações de remédios. E aí eu fiquei pensando, poxa, a benfeitura abre o centro de saúde mental, tem um simbolismo aí, um eu falei isso pros meus colegas acadêmicos aqui de Pernambuco no evento de psiquiatria. Olha, eu acho muito simbólico quando uma instituição é fundada por um líder espírita convida a psiquiatria com medicamento e não só a a psiquiatria com psicoterapia, com psicologia, mas com medicamento, seja alguma coisa concreta na concretude real que a gente tem no corpo para a para ampliar um centro de saúde mental. E às vezes nós acadêmicos estamos fechados para essa esfera da vida, enquanto ele não. Então ele concretizando o que Kardec colocou, aliança da ciência com a religião e um bloquinho de medicamento é um tijolo. Então quando eu tava aí eu, eu e Paola fizemos o questão de arrumar o armário de doações, aí me veu essa perspectiva. Não, ele não, Francesco não entendeu a errado, porque só dá para fazer o
m tijolo. Então quando eu tava aí eu, eu e Paola fizemos o questão de arrumar o armário de doações, aí me veu essa perspectiva. Não, ele não, Francesco não entendeu a errado, porque só dá para fazer o grande, só dá para curar a mente humana se você tiver a humildade de pegar um tijolinho, que é um remédio, e entender que às vezes eu preciso remediar, eu preciso fazer a coisa básica para poder fazer algo maior, né? Então, um remédio como um tijolo da construção de algo mais profundo, mas eu tenho que fazer o básico. E eu acho que o presépio vem nessa perspectiva, né? Aí, Ivana, como o presep desafia essa ideia moderna de que nós precisamos de condições ideais para começar algo significativo? Queria que tu desse tua contribuição. >> É interessante eh quando você fala, né, da importância de Jesus, que é nosso modelo guia. Então, para nós, ele é o ser mais evoluído, o planeta, o espírito puro. E nós eh entendermos a importância de algumas falas dele, né? A nossa sociedade atual, ela me parece, eh, ou melhor, usando aqui Biosoan, essa ideia da exigência da performance, né, da cultura do desempenho, a pressão pelo perfeito, pelo impecável, pelo planejado, mas o preserto é exatamente o oposto disso, né? E o maior espírito que já veio à Terra chegou sem estrutura, sem conforto, sem nenhuma previsibilidade, como a Ania falou, né? os pais buscavam ondeciam no manchedor. Então, eh, Emanuel, dizem pensamento e vida, né, que o bem começa onde estamos, com que temos. E eu acho que esse é o impacto assim, é bem emocional do presebo, né? Ele nos liberta do ideal inatingível, da ideia de perfeição. Eh, não é a perfeição que transforma o mundo, porque a perfeição não é deste mundo, não é? Então, o propósito é nós irmos caminhando no meio do que nós já temos. E aí eu quando vi eh com essa pergunta me lembra o capítulo 24 lá de eh do Evangelho Segirismo. Não coloqueis a candeia debaixo do banqueiro. que Jesus diz lá que eh a ideia não é que você seja perfeito, não é que você faça aquilo que é
ta me lembra o capítulo 24 lá de eh do Evangelho Segirismo. Não coloqueis a candeia debaixo do banqueiro. que Jesus diz lá que eh a ideia não é que você seja perfeito, não é que você faça aquilo que é inesperado, mas que você seja humilde, que você se abra para as possibilidades, até porque quem não é humilde não vai perceber que tem vulnerabilidade, que precisa melhorar em algo, né? E mais que isso, talvez não se permita ser luz para os outros, né? essa ideia de que todos nós podemos ser, não vai ter uma condição ideal para você fazer algo expressivo. O momento é aqui e agora, não é? Então, o que nós podemos fazer dentro das nossas possibilidades, né? E e o nosso melhor, eu lembro da ideia da gente tentar efetivamente buscar o essencial. Eu acho que é isso que Cristo nos ensina nesse movimento, né? Qual é o essencial para que a gente saia do superficial e a gente possa efetivamente realizar algo expressivo dentro da nossa possibilidade humana, né, dessa nossa condição humana de vulnerabilidade, de limitações, enfim, né? Eh, eu pensei um pouco nesse sentido. >> Corroborando, Ivana, a tua perspectiva e até abrindo também para você, Ana, eu queria contar uma coisa interessante. Uma das poucas reuniões para implementação do Centro de Saúde Mental Joana de Angângeles, que eu tive com o Divaldo, fui eu, Paola, Divaldo e o Mao Mário Sérgio. E aí a gente tava vendo e aí eu eu tava angustiado por conta da assim p como é que eu vou eu sei que as coisas que a gente faz no bem vão crescendo, né? Então eu fiquei pensando, tá bom, mas como é que eu vou fazer para medicar? Eu preciso de um remédiozinho e é caro e tal. Aí o o não falei isso com o Divaldo. Aí o Odivaldo falou assim para mim: "Meu filho, você tá preocupado com o remédio, né? Como é que você vai atender e o remédio onde é que vai tá?" Aí eu falei: "É isso mesmo, tia". Eu tô preocupado com isso, não se preocupe não. A gente vai dar um jeito, vai chegar e se não chegar, a gente dá um jeito de comprar, porque não adianta
que vai tá?" Aí eu falei: "É isso mesmo, tia". Eu tô preocupado com isso, não se preocupe não. A gente vai dar um jeito, vai chegar e se não chegar, a gente dá um jeito de comprar, porque não adianta nada, né? Atender e não dá o remédio, né? Eu falei: "É, exatamente, tio." Aí ele falou assim: "Mas a gente tava planeando quando começar que não tinha ideia, tinha estruturação, tal". Mas aí ele, eu falei: "Pois é, eu acho que a gente pode começar quando vocês quiserem". Sim, eu só preciso tirar o CRM, eu e Paola aqui da Bahia, porque a gente vai atender presencial, mas o CRM já a gente tira no CRM, já dá para começar. E ele falou: "Pois é, tem tanta sala aí, não é?" Aí eu falei: "Isso a gente vai atendendo, não precisa esperar a construção física de uma nova". Porque hoje o núcleo, hoje nessa data em que estamos apresentando esse programa, o núcleo de atendimento é um local bem pequeno, são três salas apenas e é um o projeto de fazer algo maior, eh, com mais salas e, portanto, mais atendimentos, mais voluntários e tal. Nesse momento, por exemplo, nós não temos nem muito horário para novos voluntários serem absorvidos. já tem uma certa lista de espera para aumentar o voluntariado. Mas me chamou atenção o o que ele me falou e que a Joana que ele falou que tava presente, que ele olhou assim pro lado e falou assim da Joana dizendo que a gente tem que ir passo a passo, passo a passo. E eu percebi que os benfeitores, quando você tem um projeto a fazer, eles não apresentam o projeto todo não, viu? Eles podem apresentar antes da reencarnação. Beleza? o planejamento reencarnatório, mas depois que você vem e tem um esquecimento eh de muitas coisas, mesmo que você lembre de algumas coisas do passado, a lembrança vai vindo aos poucos, conforme você vai tendo caldo interno para aguentar outras, né? Então, Divaldo me falou assim várias vezes, eu sei que ele já falou isso em palestra, mas eu sempre fico pensando, eu vou sugerir isso para as pessoas que tiveram contato com o Divaldo
tar outras, né? Então, Divaldo me falou assim várias vezes, eu sei que ele já falou isso em palestra, mas eu sempre fico pensando, eu vou sugerir isso para as pessoas que tiveram contato com o Divaldo muito ou pouco, mas o que que o tio Divaldo pôde falar? Não fique preocupado se ele falou isso só para você ou em palestra, que isso aí é mais infantilidade competitiva para saber assim, falou para mim, não falou pra Ana, falou pra Ana ou não falou para mim? Isso é mais infantilidade, maturidade nossa. O que eu fico pensando é por que ele falou isso para mim também assim? Entendeu? >> Ah, mas ele já falou sem palestra. Tudo bem, mas a questão não é se eu sou especial para ele me falar algo especial, mas a questão é porque ele em já tendo falando palestra, ele quis falar especificamente isso para mim, entende? Eu sugeri então você do movimento espírita que teve a oportunidade de doivaldo falar algo, uma conversa, não ficar assim nessa ânsia que é um pouco mais imatura de saber se foi algo específico do ponto de vista do concreto, mas a especificidade dele contar algo para você. Porque eu vou lhe dizer, às vezes, a gente que faz palestra, a gente fica falando, mas às vezes tem uma pessoa que você vai conversar especificamente e dá vontade de contar aquela história por motiva, tal, porque você sabe que isso vai ser útil pra pessoa. Então, nesse aspecto, o que ele mais falou foi isso. Eh, a gente, a Joana quando me apresentou o trabalho, eu tive a visão, eu não sabia que ia ser tudo isso, não. Foi aos pouquinhos, meu filho. A coisa foi acontecendo, acontecendo, foi indo, foi indo. Aí eu falei: "Pois é, tio, eu acredito na mesma, eu acredito da mesma forma." E é assim, que bom que você tá me dizendo, porque só vem uma confirmação. Então, acho que isso é um resume também de vários aspectos de que eh revelação detalhada demais antes do tempo pode virar perturbação, revelação. >> Assusta, né? >> Se assusta. Aham. Porque ninguém tem essa envergadura de chegar chegando como Jesus. Veja,
tos de que eh revelação detalhada demais antes do tempo pode virar perturbação, revelação. >> Assusta, né? >> Se assusta. Aham. Porque ninguém tem essa envergadura de chegar chegando como Jesus. Veja, próprio Francesco de Assis, que era um espírito de maior grandeza, segundo nós acreditamos, o João evangelista reencarnado. Ele próprio não teve a noção de tudo que ele ia fazer. Tão rápido, ele foi crescendo, né, a percepção do que ele tinha para fazer. E hoje, Francisco de Assis é algo além. Eh, ela é tão simbólico que eu já vi pessoas não religiosas que não acreditam em religião nenhuma, >> mas tem Francisco. >> Mas tem Francisco. Até eu já vi um ateu, mas Francisco a respeitam, gostam, tem uma imagenzinha de Francisco. É curioso, ele foi assim tão grande, mas começou no miúdo, no pequeno, né? Então ele se mistura com a ideia do presépio ali. Eu acho que isso é interessante, né, Ana? >> E ele tinha essa ideia da da de da humildade, né, de ele resgatou esse cristianismo mais originário, porque na época de Francisco a igreja tava vivendo uma opulência muito grande, um distanciamento dessa mensagem original do coração, do amor, né? Então ele resgata aquele modo de viver da casa do caminho. Quando ele funda essa ordem dos franciscanos, a maneira como os franciscanos se vestiam, caminhavam e tal, era resgatar a maneira como os primeiros cristãos conviviam na casa do caminho, né? Tanto que a cruz de Francisco não tem Jesus amarrado, né? É uma cruz sem Cristo, né? Sem Cristo ferido, machucado. É uma outra maneira de se conectar com Jesus. Então, bacana. A gente tá falando de presépio, falando de Francisco aqui, que é um um querido para todos nós, né? Não precisa de religião, ele já transcendeu as religiões, né? Ele é de todos nós, né? Bacana demais. >> Interessante, Léo. Essa sua fala me lembra a essa ideia, né? De que a luz que veio para iluminar não pode ofuscar. Então, também não se pode, né? Como ele não revelou todas as verdades, porque a gente ainda não tinha maturidade para
me lembra a essa ideia, né? De que a luz que veio para iluminar não pode ofuscar. Então, também não se pode, né? Como ele não revelou todas as verdades, porque a gente ainda não tinha maturidade para entendê-las, né? E parece que tantos anos depois nós continuamos ainda com pouca maturidade, mas sigamos, né? Faz parte. >> É, eu lembrei também daquela cura do cego que se dá em duas etapas, não é? >> Sim. >> Então é isso, assim, a gente às vezes não tem condição de enxergar tudo de uma vez, tem que ser por camadas, um pouco, depois mais um pouco, né? Imagina se você entendesse o que que se constitui o centro de saúde mental, que ainda não tá pleno, ainda vai, né? Então, se você tivesse a visão total, talvez você se assustasse. Se ah, não é para mim, não. >> É exatamente o medo, né? O medo de falhar que nós temos, né? O ser humano presente. É, >> porque afinal de contas a gente já falhou, né? É, esse momento ele não é desconhecido, não, é porque a falha já é um registro que a gente tem, >> faz o registro, né, o que a gente chama de inconso coletivo, inconsatório, lá nas nossas >> profundidades. Aí, nesse questão, eh, acho que a gente acabou entrando num tema bem eh, palpável, que é a nossa falibilidade, a nossa biquez. Eu diria um termo vulnerabilidade. Ou seja, nós, enquanto humanos, somos vulneráveis. Vulneráveis das mais várias formas. Tem aquela vulnerabilidade física, mas tem aquela vulnerabilidade emocional, psíquica, intangível. Eu acredito que o poeta ainda encarnado moçambicano Mia Couto, o escritor poeta Mia Coutto, resume muito bem isso quando ele diz: "A minha, são poucos versos, a minha tristeza não é do lavrador sem terra, a minha tristeza é do astrônomo cego." Existem dois tipos de tristezas, né? Dois tipos de vulnerabilidade de forma didática. Essa vulnerabilidade mais física do lavrador sem terra. que gera um medo, uma ansiedade, uma tristeza. E existe essa outra vulnerabilidade humana que pode ser assim um astrônomo, que significa, pô, um cara inteligente, um
mais física do lavrador sem terra. que gera um medo, uma ansiedade, uma tristeza. E existe essa outra vulnerabilidade humana que pode ser assim um astrônomo, que significa, pô, um cara inteligente, um cara que, né, tem uma terra, talvez seja até o céu, porque ele é astrônomo, ou seja, ele tem uma visão ampliada das coisas, mas no final das contas ele tá sem o norte, simbolizado aí pela amaurose, né, por essa figura de linguagem, eh, de não conseguir enxergar. Então, quando eu penso em vulnerabilidade humana aqui, amigas, eu tô falando vulnerabilidade humana física, emocional, a nossa condição humana vulnerável, a nossa condição humana de fragilidade que talvez Jesus como ninguém conseguiu entender. E aí queria jogar esse essa pergunta, como é que o nascimento de Jesus, já que a gente tá fazendo um programa especial ao Natal, como é que o nascimento de Jesus eh pode nos ensinar também sobre o cuidado com a vulnerabilidade humana e a própria vulnerabilidade humana? >> Aí eu pensei aqui, Léo, que tem isso, né? Você falou aí da vulnerabilidade do astrônomo e lá do lavrador. Eu também pensei a vulnerabilidade como abertura. Assim, a gente precisa de uma certa vulnerabilidade pra gente amar alguém profundamente. A mãe quando o bebê nasce, meu Deus do céu, que vulnerabilidade enorme que a gente quando mãe experimenta esse lugar. Mas essa vulnerabilidade não é de longe, não tem nada a ver com fraqueza, é um estado de fortaleza imensa, mas é um estado de abertura. essa vulnerabilidade que permite o amor profundo. Só que esse lugar de abertura, ele ele é contrário ao lugar do controle, que é o lugar que a gente mais gosta de habitar. Então, quando você fala do astrônomo cego, eu penso assim: "Nossa, esse astrônomo cego tá no controle, né? Ele não ainda não abriu o seu coração para poder entender o céu divino, né?" né? Então, quando você fala assim, nossa, Jesus chegou em condições muito vulneráveis, tanto é que Herodes manda matar todas as crianças até 2 anos de idade. Então, ele tava no risco, ele
divino, né?" né? Então, quando você fala assim, nossa, Jesus chegou em condições muito vulneráveis, tanto é que Herodes manda matar todas as crianças até 2 anos de idade. Então, ele tava no risco, ele poderia ser morto, né? E teve muita proteção divina para que ele pudesse eh ser protegido desse desse crime tão terrível. Mas ele tava sujeito, Jesus estava sujeito a tudo. Tanto é que ele morreu crucificado, sujeito ao que acontece com os revolucionários. né? Mas a vulnerabilidade que ele nos ensinou não é uma vulnerabilidade desprotegida, né? É uma vulnerabilidade no sentido da gente sustentar a abertura do coração mesmo em condições adversas. O que a gente quer é que nas condições adversas a gente fique totalmente armado. Jesus não, ele se entrega, ele participa, ele avida na avisa na ceia, na última ceia, o que vai acontecer com ele. Ele não fugiu, ele não botou policiais, sei lá, soldados para defender. Então, assim, é uma abertura que a gente sustenta. Então, acho que Jesus em vários momentos mostrou essa vulnerabilidade forte, né, assim, essa vulnerabilidade segura, sem o uso do controle. Entende o que eu quero dizer? Porque a gente tem tanto medo desse estado aberto que a gente vai pro controle e não, ele tá contando o contrário. Não sustenta a vulnerabilidade, mas se proteja, se fortaleza, tenha fé, não precisa ir pro controle. O controle é falta de fé total, né? Então ele ali sustentou a vulnerabilidade em muitos momentos. E quando ele fala para Pedro, porque Pedro corta a orelha do soldado, né, e fala para ele, eh, ele não atentar para ele poder recolher-se ao ao lugar. E aí ele cola a orelha do soldado, né, gente? Isso é uma coisa incrível esse momento. Então assim, não, nós estamos vulneráveis e sujeitos a tudo. Isso não quer dizer que a gente vai ser descuidado, mas a gente não vai usar do controle da vingança, da violência, da reação, né? Vamos para um lugar melhor. Então, eu acho que tudo isso que a gente tá conversando aqui sobre o presépio, sobre a vulnerabilidade, tá dizendo para
o controle da vingança, da violência, da reação, né? Vamos para um lugar melhor. Então, eu acho que tudo isso que a gente tá conversando aqui sobre o presépio, sobre a vulnerabilidade, tá dizendo para isso. O recado de Jesus é isso o tempo todo, a abertura do coração com fé, com autocuidado, com proteção, com fortaleza, com firmeza, diferente de controlar, defender, se armar. Eh, tem uma, a sua fala me lembra, eh, Joana, ela diz em autodescobrimento que a vulnerabilidade é o portal da maturidade afetiva, porque é aí que você descobre o seu verdadeiro ser, né? Então, eh, se a gente pensar na ideia do presépio, Jesus se encarna num corpo, não é num corpo privilegiado, ele assume a fragilidade humana, é parte da sua missão, né, Kardec? na Gênesis, lá no capítulo 15, ele diz: "Jesus não veio derrogar leis, mas cumpri-las". Então, ele tá totalmente enquadrado naquilo que nós também estamos, né? Então, eh, pensar essa vulnerabilidade, eh, me faz lembrar também, quando ele diz assim, ó: "Não pensa que você vai contemplar luz, você vai se transformar num ser melhor". Não é preciso contemplar a sombra, ou seja, entender essa vulnerabilidade que é sua, essa limitação que é sua, esta fragilidade, vamos essa palavra, né, que é nossa, que é humana. E é a medida em que eu olho para isso, é que eu posso me tornar melhor, é que nesse sentido de Joana eu posso amadurecer efetivamente. E isso abre um espaço para a minha saúde mental, não é? Porque é quando eu percebo que eu tenho limitações, que eu tenho sombras, que eu sou humana, que eu me humanizo para enxergar o outro, para lidar de uma maneira mais amorosa, mais gentil, eh menos controladora com o outro também, não é? Porque às vezes o controle não é só comigo. Além de querer me controlar, eu quero controlar o outro. Olha aqui, quanta falta de humildade, né? A gente não consegue controlar coisas básicas, fisiológicas nossas, mas a gente quer controlar as coisas ao redor. Isso gera um sofrimento, um adoecimento terrível, né? Se a gente conseguisse efetivamente
nte não consegue controlar coisas básicas, fisiológicas nossas, mas a gente quer controlar as coisas ao redor. Isso gera um sofrimento, um adoecimento terrível, né? Se a gente conseguisse efetivamente perceber que ser vulnerável não nos diminui, ao contrário, nos humaniza, não é? E é exatamente nesse movimento que a gente se consegue se tornar melhor, né? amadurecer e perceber que tudo aquilo que temos de vulnerabilidade, já que nós somos herdeiros de nós mesmos, como diz Joana, é nossa herança, não é? Então, Deus nos joga dados. O que tá acontecendo é que o excesso, não é? A falta de hoje é o excesso de ontem. Então eu tô passando pelas minhas vulnerabilidades para me tornar melhor. E eu acho que é bem mais saudável quando a gente acolhe isso, porque a gente consegue viver de uma maneira mais leve e aí a saúde mental se apresenta, né, efetivamente. A gente tem uma admiração muito grande por Paulo de Tarso, né, a gente espírita, nós espíritas e por Estevão também, né, e especialmente por todo o entendimento que nós temos e certamente pelo livro, por conta do livro Paulo Estevão, grafado por Chico Xavier na inspiração de Emanuel. E é interessante que Paulo nas epístolas, quando você lê Alto dos Apóstolos, ele até pensava que era Jesus propriamente dito, que era como se fosse que ele dialogasse propriamente o tempo várias vezes com Jesus. E no livro Paulo Estevão, a gente tem conhecimento que é o Estevon, que tá ali perto de Paulo, né, como intermediário. Não tô falando da estrada de Damasco, não tô falando do do mentor, da mentoria de vida que esse espírito Estevão fez, né, em relação a Paulo. E Paulo tem uma frase em Coríntios, no versículo 22, é a primeira epístola aos Coríntios, eh, capítulo 9, versículo 22, diz assim: "Me fiz fraco, né, para ganhar os fracos. Ou seja, me fiz frágil para poder falar com os frágeis, me adecuei". Assim, quando ele foi lá para Atenas, ele era um um sábio, né? Paulo era muito inteligente. Então ele falou com os os atenienses, eh, ele
a, me fiz frágil para poder falar com os frágeis, me adecuei". Assim, quando ele foi lá para Atenas, ele era um um sábio, né? Paulo era muito inteligente. Então ele falou com os os atenienses, eh, ele pegou ali aquela, ele viu um, ele percebeu assim, Atenas endeusa tantos deuses que até o deus desconhecido, ele endeusa. Aí ele viu a imagem, é o deus desconhecido. Então eu vou falar, pronto, olha aí o Deus desconhecido veio e aí quis colocar a imagem do Cristo. Ou seja, ele se adaptou, ele foi inteligente, etc. Foi frágil. se adaptar, né? A vulnerabilidade nos mostra também uma possibilidade de se adaptar. Para isso, porém, a gente tem que tá aberto. A Ivana, Ana, ela citou um filósofo coreano Bichuran, né, que escreve a sociedade do cansaço, a sociedade da da informação, né, da transparência. Eh, aí nesse livro A Sociedade da Transparência, ele fala alguma coisa bem interessante que eu concordo. Eh, e acho até sinceramente lendo o livro dele que algumas coisas, algumas coisas, algumas várias Joana antecipou, viu? muitas coisas ela fala lá que você vê no livro dele assim de de de desenhar, porque ela dá uma desenhada no muitos livros de da série psicológica, sobretudo, ela dá uma desenhada sobre a sobre a realidade humana hoje. Aí você pode até ficar meio assim angustiado pro meu amigo, mas depois ela vai dar a solução, né? Sempre tem uma uma ideia esperançosa. Mas primeiro ela desenha o cenário, faz um diagnóstico, né? E aí o bicho Ran faz muito isso, só que não sei se ele dá muito solução, não, mas ele dá o diagnóstico da sociedade atual. E um desses diagnósticos, e aí talvez uma solução interessante é isso, assim, a gente tá tão com o controle que a Ana e Evana falaram de certezas, tanto do controle racional de certezas de saber para onde vai exatamente, que não aguenta a incerteza do vazio. E tem vazio que é útil, que é isso? É o vazio da abertura. É o vazio de não ter certeza que é preenchido com a fé. Porque se a fé for certeza, é razão. E o espiritismo não fala de racionalização
azio. E tem vazio que é útil, que é isso? É o vazio da abertura. É o vazio de não ter certeza que é preenchido com a fé. Porque se a fé for certeza, é razão. E o espiritismo não fala de racionalização da fé. Fala de uma fé aliada à razão, uma fé raciocinada. Mas existe uma esfera da fé que Joana resume assim. Eh, Divaldo falou assim, Jonas tá dizendo: "Entrega-te a Deus, entrega". Só isso, foi uma frase dizia: "Entrega-te a Deus. Como? Quando, onde, fazendo o que?" A gente quer o roteiro, né? Como, quando, onde? Mas aí não seria fé, meu amigo, seria inteligência, né? Seria, eu vou fazer porque eu sou inteligente, tá aqui o roteiro, não faço isso, né? Fé é isso. Fé preencher o espaço do vazio, da incerteza, da vulnerabilidade com Deus, sem saber quando. V, vê Paulo o que que ele fez. Se tornou vulnerável na cegueira, ficou ali sobre os cuidados, né, esperando vulnerável, sem saber, vazio, sem saber o que que eu vou fazer agora. E ele não foi logo pregar. Ele tem, quer dizer, até tentou ir logo pregar, não foi, mas não conseguiu, né? teve que fazer todo um um retiro para poder ir se preparando nesse vazio, literalmente no deserto, né? Literalmente são os desertos da alma que a gente precisa passar para poder florescer melhor. Senão a gente fica preso a escombros, fica preso a ervas daninhas. E achando que essa erva é daninha dá para, digamos assim, fazer uma um rebocozinho. Às vezes dá não, meu amigo, tem que mudar completamente, tem que fazer uma a lei de destruição para construir algo novo, né? Então acho que vem nesse aspecto também que eu que eu fiquei pensando, o vazio que dá medo, que dá uma certa tristeza, mas é um vazio terapêutico, que é isso que Joana tá dizendo, assim, a vulnerabilidade de se esvaziar de certezas para encontrar um novo paradigma, um novo paradigma. Isso é conversão, né? Isso é transformação. >> E será que a gente aguenta ficarado de certeza, né? Porque a gente adora ter certeza das coisas. garantia das coisas. Então, a gente sustentar um pouco esse
o é conversão, né? Isso é transformação. >> E será que a gente aguenta ficarado de certeza, né? Porque a gente adora ter certeza das coisas. garantia das coisas. Então, a gente sustentar um pouco esse não saber, igual você falou, não sei muito bem como é que vai ser esse centro de saúde mental, porque a gente confia que isso tá nas mãos maiores do que as nossas. Querer saber tudo, querer tudo já programado, é de uma certa maneira abrir mão desse maior. É querer colocar esse maior aqui no pequeno, né? Então, a fé também significa a gente ser humilde. Precisa ser humilde para ter fé, porque você precisa saber se pequeno. Tem algo muito maior do que nós em tudo que a gente faz. Então, quando a gente tem fé, é confiar naquilo que, embora eu não veja, que embora eu não saiba, mas se dirige pro melhor que é possível naquele instante e mesmo que seja diferente do que eu quero, né? É interessante, Ana, que quando a gente consegue, como Cristo falou, né, se tiver desfé do tamanho de um grão de mostarda, a gente conseguisse entender isso, nós também aceitaríamos que Deus sempre nos oportuniza o melhor. Ele nos joga dados, considerando que somos herdeiros de nós mesmos, tudo o que a gente tá passando é para o nosso aprendizado e a nossa melhoria, para o nosso aperfeiçoamento moral. Então isso nos tiraria do lugar da vítima, do coitadinho, do que todo mundo é injusto comigo, da indignação, da revolta e aí o adoecimento que vem a partir daí. Uma condição, não é resignação também. Às vezes a gente fala de resignação e parece que é uma coisa ruim, mas tem uma coisa passivo, quer dizer, não é passivo, né? Exato. Mas é entender que, bom, acolher isso que eu tô passando, ter a sabedoria de buscar eh entender o que esse sofrimento tenta me ensinar, não é isso? Para que eu possa sair melhor desse dessa desse momento, né? >> Aí entra a fé, mas a gente às vezes não tem essa fé >> e aí vai para a revolta, né? Então é fundamental. E vocês falando, eu me lembrei de um livro, quer dizer, Joana,
esse dessa desse momento, né? >> Aí entra a fé, mas a gente às vezes não tem essa fé >> e aí vai para a revolta, né? Então é fundamental. E vocês falando, eu me lembrei de um livro, quer dizer, Joana, enfim, são milhares de livros, mas tem um livro dela que é muito interessante, que é o Celeiro de Bênçãos. Ele tem, salvo engano, uns 64 capítulos, mais de 6, mais de 60, mas assim, em cada capítulo, ela faz uma coisa fenomenal. Ela te diz o que a coisa é e mais ou menos o manual de como lidar com aquilo, né? Então, é muito interessante esse livro, muito mesmo, porque ela vai falar de todas as dores que nos afligem, né, das coisas que acontecem nessa nossa vulnerabilidade humana e como você pode, né, por exemplo, sair do desânimo, eh, encontrar o amor, ficar saudável, enfim, é, é um livro, eu acho que deveria ser um livro de cabeceira, porque é realmente um manual. É muito interessante esse livro. Agora, Ana e Ivana, para além desses aspectos psicológicos da vulnerabilidade, eh, eu queria que a gente pudesse pensar um pouco também sobre essas esse essa vulnerabilidade física. A gente tá aqui num num programa que ajuda a mansão do caminho de alguma forma, todo o like que a pessoa tá dando, aumentando as inscrições aqui no canal da mansão do Caminho, de uma forma direta ou indireta, tá ajudando uma comunidade socialmente carente do Pau da Lima e das adjescências, né, que das adjências que é bem grande. É muita carência física. Aí a carência física se mistura com a carência emocional, a vulnerabilidade. E Jesus falou assim: "Quando vocês acolherem um desses pequeninos, vocês estarão acolhendo a mim mesmo, né? Óbvio que a gente já tá ampliando, que não é só o pequenino da questão da caridade material, mas eu queria perguntar assim, dá para também assim dizer que não precisa de caridade material, ou seja, dá para evoluir no mundo das ideias? Dá para evoluir e dá para pensar Jesus só no mundo das ideias? ou a gente tem uma coisa da vulnerabilidade física, do serviço de assistência, do serviço
, ou seja, dá para evoluir no mundo das ideias? Dá para evoluir e dá para pensar Jesus só no mundo das ideias? ou a gente tem uma coisa da vulnerabilidade física, do serviço de assistência, do serviço social, ou seja, da promoção social que a gente promove fisicamente falando. É preciso isso? Será que Kardec não deu uma errada não quando botou fora da caridade na salvação? Porque há uma grande pegada nisso no espiritismo e das pessoas contra, né? O espiritismo, das pessoas contam não é caridade e tal, vai precisar do pobre. Não, não é que a gente tá falando da caridade no sentido só físico. A gente tá falando disso tudo aqui, emocional, a caridade como a expressão do amor, uma coisa mais profunda. Mas o físico é preciso também assim, ou seja, a ajuda física, que simbolismo o Natal, né? E Jesus acolhendo os vulneráveis fisicamente também, os pobres. Ele não veio só pro pobre, ele veio para todo mundo. Ele veio para Zaqueu, ele veio para Mateus, não era pobre, não eram pobres. Ele veio para Maria de Magdala, que também não era pobre, leveu para todo mundo, mas ele veio para um bocado de pescador pobre, veio para um bocado de leproso, pobre, um bocado de gente assim com vulnerabilidade física também. que que a gente podia falar sobre essa questão da vulnerabilidade física, esse acolhimento que eh o espiritismo fala tanto é necessário? Eh, não é esse o enfim, como é que a gente pode pensar ou não, >> ó, essa época do Natal eh é muita é muito apelo nessa direção mesmo, né? Então eu penso assim, a caridade material, porque no evangelho faz essa distinção da caridade material e a caridade moral no Evangelho Segundo Espiritismo. E eu entendo esse capítulo assim, a gente precisa da da caridade moral para conseguir conectar com a caridade moral. Por você mesmo deu o exemplo da história do remedinho, né? Vai precisar do remedinho, né? Então assim, sim, Francisco precisava ali da igreja física. Sim, claro que Jesus disse para ele, Francisco, constrói a minha igreja, né? Reconfigura, refaz, recoloca o
? Vai precisar do remedinho, né? Então assim, sim, Francisco precisava ali da igreja física. Sim, claro que Jesus disse para ele, Francisco, constrói a minha igreja, né? Reconfigura, refaz, recoloca o simples. E ele começou pelo material. Então, porque o material é o que tá mais perto da gente, é o que tá mais próximo. Não quer dizer que a gente é obrigado a isso, mas nos ajuda muito tudo que é de ordem material, primeiro que a gente tá encarnado. E porque o material, por est próximo, eh, nos ajuda uma coisa que eu acho boa, que é entender meios e fins pra gente atingir aos fins morais, aos fins evolutivos, aos fins que são o amadurecimento espiritual, enfim, eh, qual é o meio para alcançar esse fim? Então, a caridade material nos ajuda a esse fim, nos ajuda porque a gente ainda não tem amadurecimento suficiente para viver só de modo espiritual, visto que a gente ainda tá por aqui. Então, tem pessoas que ainda não conseguem refletir muito profundamente sobre as coisas, mas ela é capaz de cuidar de uma cesta básica e aquilo faz ela acessar um lugar no coração dela melhor. Então, ela acessou uma caridade moral através de uma caridade material. Então, o tempo todo a gente tem essa mediação dos objetos, das coisas, do que é palpável pra gente acessar o que é de outra ordem. Então, eu penso que a caridade material anda junto com a caridade moral, porque eu posso até fazer uma caridade material de uma maneira nada fraterna, não há. Eu posso oferecer uma cesta básica de um modo muito superior, embora aquilo beneficie, mas assim, poderia beneficiar melhor se eu fizesse aquela doação da cesta básica e olhasse para quem que eu tô entregando a sexta, perguntasse: "Como é que você está, meu irmão? Olha, eh, que bom que você tá aqui." Então, a pessoa recebe não só a cesta básica, porque aquilo dá e passa, mas ela recebe amor, que aquilo dá e fica no coração, né? Porque geralmente as pessoas pobres, o mendigo que tá na rua, né, o morador de rua que recebe a sopa, a sopa esquenta o
que aquilo dá e passa, mas ela recebe amor, que aquilo dá e fica no coração, né? Porque geralmente as pessoas pobres, o mendigo que tá na rua, né, o morador de rua que recebe a sopa, a sopa esquenta o estômago, mas o que esquenta mesmo é quando a gente dá a sopa e olha no olho, né? Então quando a gente vai conseguindo entender que a caridade material é meio para esse lugar mais sutil, meu Deus do céu, aí eu acho que a gente alcançou o reino dos céus, né? Eh, eu vejo muito também essa coisa da Concordo plenamente com você e eu me lembro das falas de Cristo, né? Que a mão direita não veja o que a esquerda faz, do óbvulo da viúva, da necessidade da gente também desenvolver desapego, porque às vezes, ah, eu faço, mas eu faço um pouquinho, eu não tenho aquela amorosidade toda para fazer, né? Ou então pensando na sociedade do espetáculo, eu faço pela aparência, não é? Em que, nossa, todo mundo vai perceber que eu sou >> fica bacana. Fica bacana, né? >> Exatamente. Então assim, eh, não é isso. Tá totalmente fora do que Cristo solicitou, né? Do que Cristo ensinou. Eu lembro na na no nosso trabalho, a gente tem uma colega que ela faz essa entrega da sopa, né? E a gente sempre conversa eh dos episódios e ela me conta detalhes, não é, de que a pessoa vai e conversa com ela, né, e ela para ali para conversar e a pessoa diz: "Não, mas eu não quero, eu quero isso, eu quero água. Olha, eh, tá com problema com uso de drogas, né?" Então ela diz assim: "Olha, será, eu queria tanto sair disso, mas não sei o que fazer". e ela orienta. Então não é simplesmente arrecadar dinheiro, fazer a sopa e chegar lá entregar paraas pessoas. Então é isso. Mas ela começou a perceber exatamente com esse diálogo, com essa amorosidade que eles queriam água, porque não tinham água, que eles precisavam de ajuda. Ela começou a conversar com outras pessoas para ver se conseguia capas, enfim, o que conseguia para aquelas pessoas, né? Então é isso, é uma praxis que tá pautada no amor, que é o que Cristo pede, né? E uma coisa que a gente não
outras pessoas para ver se conseguia capas, enfim, o que conseguia para aquelas pessoas, né? Então é isso, é uma praxis que tá pautada no amor, que é o que Cristo pede, né? E uma coisa que a gente não pode esquecer, eu lembro sempre dessa frase: "Quem tem fome tem pressa." Então a gente precisa pensar nessa nessa viúva, né? Nessa coisa do que mais a gente pode doar. >> Eu lembrei de uma coisa bacana assim que eu escutei daquele padre de São Paulo que ajuda os moradores de rua, né? Ele contou uma uma desses dessas lives, já não me lembro mais qual, uma coisa interessante. Ele tava acompanhando a cunhada num processo de câncer num terminal. O irmão dele já havia falecido, ele foi acompanhar essa cunhada no hospital. Ela tava muito doente, então ele se ausentou um pouco das atividades da rua para poder acompanhá-la ela alguns dias até ela falecer. E ela faleceu e ele contando que ele ficou muito entristecido porque está com aquela cunhada, ela também tá com o irmão dele, né? E ele fez pela cunhada em homenagem ao irmão, né? Então ele contou o quanto que ele tava muito exaurido emocionalmente e fisicamente. E ele tinha uma reunião com os pares dele da igreja. Ele foi então a essa reunião protocolar, deu conta da reunião, mas ele estranhou porque ninguém perguntou para ele como ele estava, o que que tava acontecendo com ele, porque tava estampado aí exaustão. Ele deu conta da reunião e foi embora. No dia seguinte, ele foi pro trabalho dele habitual na rua. A primeira coisa que os moradores perguntaram é: "Padre, o que que foi que houve com o senhor? O senhor tá com o rosto muito cansado e o senhor não veio ontem entregar a sopa pra gente. E aí então ele ficou impressionado como que aquelas pessoas aspas mais precárias tiveram para dar, não é? Porque conseguiram ver mais do que os pares dele que tinham outras condições físicas e até intelectuais para poder acolher. Então o acolhimento está para todos nós, independe quem, né, de que nível intelectual a gente tem. Agora, que coisa bonita, ele conseguiu
utras condições físicas e até intelectuais para poder acolher. Então o acolhimento está para todos nós, independe quem, né, de que nível intelectual a gente tem. Agora, que coisa bonita, ele conseguiu ser visto por aqueles que pretensamente a gente diz que são os assistidos. Esses é o que tinham de verdade algo para dar. >> É, eu lembro de Cristina Morte, ele faz uma diferença interessante entre intelecto e inteligência, né? Então o fato de você acumular intelecto, né, de ter muita informação, não faz de você um ser humano melhor. Muito pelo contrário. Quant os intelectuais, a família adora quando ele não tá em casa, né? Porque eles são pessoas às vezes até perversas, né? Por conta, é isso, é é a cegueira que toma conta. Então essa capacidade, né, de inteligência, de reconhecer o que é o verdadeiro, de perceber o outro, não carece de tanto conhecimento assim. carece de amor e de humildade. >> A dona de Virgens em espírito, ela ajuda as hostes do Dr. Bezerra de Menezes, espírito, né? Dr. Bezerra de Menezes, eh, não é mais um Dr. Bezerra de Menezes, né? É uma série de entidades que ajudam, >> é uma falange, né? E essa falange quando você eh sente, você às vezes sente o psiquismo do bezerra, né? Mas não necessariamente é o bezerra. >> Uhum. >> Um tempo, quando você por acaso sentir, né, sente o psiquismo do bezerra mesmo, às vezes você sente indiretamente o psiquismo de Jesus. Então, por exemplo, Joana de Angeles é uma falange, né? Não necessariamente é sempre a Joana, mas a a falange. E quando você sente a falange, você sente o psiquismo dela, o amor dela. E quando você eventualmente sente ela, né, você vai sentir um psiquismo maior, porque uma coisa leva a outra. Beleza? Aí ela me falou assim, ó, percebo, meu filho, o Dr. Bezerra, ele já era um espírito evoluído quando reencarnou entre nós. Mas o que é que ele ficou? Qual foi o principal título dele? O médico dos pobres. Não foi o doutorado tal, o pós-doutorado tal, a tese tal, o que ele ficou, o principal título foi o
ncarnou entre nós. Mas o que é que ele ficou? Qual foi o principal título dele? O médico dos pobres. Não foi o doutorado tal, o pós-doutorado tal, a tese tal, o que ele ficou, o principal título foi o médico dos pobres. E lembre, meu filho, que depois que ele desencarnou, o que que ele ficou fazendo durante muito tempo através da Ivone, através do Chico, através do Edivaldo, receituário mediúnico, prescrevendo um remedinho. Será que esse, será que não seria um desperdício? Que já vi alguns colegas a cá, é um desperdício ficar fazendo uma coisa, tanta coisa que eu podia fazer no intelecto, já vi para várias pessoas dizer isso, entendeu? tem um intelecto tão grande, poxa, é um desperdício, podia ser melhor usado. Ela me desafiou com essa essa ideia, né? Veja, ele continuou atendendo pragmaticamente falando, a dor humana, mesmo sendo recebido, né, por Maria, por Celina. Eu acho que é uma coisa interessante a gente não negligenciar a utilidade do material, né, especialmente um país como o nosso. >> Nossa, >> e na América Latina quase toda, né? América Latina quase toda. >> E e porque será que a gente encarnou aqui também, não é? >> Alguma responsabilidade com essa comunidade toda nós temos a ver. >> Eu lembro de Ti é o bem que te faz bem, né? Então assim, eu sempre penso que o nosso intelecto, a nossa inteligência, né, nesse sentido, que as nossas posses, o nosso trabalho, ele deve ser em prol do coletivo, senão as coisas perdem o sentido, não é? Então, não é só ser médico, mas é ser médico e realmente ter o cuidado e a amorosidade em prestar esse serviço para a comunidade que mais precisa, não é? Eu queria também lembrar aqui uma coisa, gente, já que a gente tá falando de Natal, né? Quando chega essa época, a gente quer comprar presente, a gente tá falando aqui de caridade material, né? Dá a sopa, da cesta básica, um presentinho e não sei o quê. Tem um negócio Natal que pega, né? Onde é que eu vou passar o Natal, né? Começa, a gente começa, parece que a gente faz uma revisão das
né? Dá a sopa, da cesta básica, um presentinho e não sei o quê. Tem um negócio Natal que pega, né? Onde é que eu vou passar o Natal, né? Começa, a gente começa, parece que a gente faz uma revisão das relações familiares nessa época do ano, não é? Mais do que comprar presente, não sei o quê. onde eu vou passar o Natal, com quem que eu vou passar o Natal? E aí começa a vir todas as disensões. Não, mas eu não vou paraa casa de fulano porque esse ano é de esquerda, é de direita, é não sei o quê. Brigamos pelo WhatsApp. É, então é interessante a gente também pensar que Natal faz uma certa revisão, não é, dessas nossas andanças pelo ano todo. O que que vocês pensam? Olha, uma coisa que eu não sabia, Ivana, é que essa época do ano é muito adoecedor para muita gente. Sabia não, mas novembro, dezembro a psiquiatria é muito acionada. Eu como psiquiatra sou muito acionado. Ana deve estar falando isso também porque ela é acionada como clínica, porque às vezes a pessoa faz essa revisão e às vezes tem uma melancolia do tipo assim, não consegui fazer tudo que eu quis. >> Eh, e de certa forma dialoga com o que a Ivana te colocou, né? Eu não fiz tudo que eu quis, mas será que eu precisava fazer tudo mesmo? Assim, é um diálogo que a gente tem que ficar fazendo, né? A gente faz uns planilos para um ano novo, beleza? Eh, aí tem que sempre tá pensando que às vezes eu me lembro, eu lembro de um caso concreto, era tanto o plano que obviamente ele ia falhar, entendeu? Que não tinha como fazer coisa. >> Então é um plano que começou estrategicamente com alto boicote, sem querer, que é tanta coisa, né? não vai dar conta de fazer tudo. Então eu sugeriria de forma prática que nessa revisão do ano, nessa revisão da vida, a gente tenha embutido a humildade de é realmente o planejamento veu errado, porque eu fiz muito planejamento. [risadas] >> Eu acho que você também pode pensar assim, quando Jesus estava diante daquela multidão, todo mundo com fome, como é que a gente vai alimentar essa multidão? Ele perguntou pros apóstolos
. [risadas] >> Eu acho que você também pode pensar assim, quando Jesus estava diante daquela multidão, todo mundo com fome, como é que a gente vai alimentar essa multidão? Ele perguntou pros apóstolos assim: "O que que vocês têm? A gente só tem aqui dois pedos de pão, três peixinhos, né? Então, eh, Jesus aproveita o que a gente tem, aproveita o que a gente é. Ele não pediu uma cesta cheia para cada um, né? Então, a partir do que a gente é, do que a gente tem, a gente pode fazer muita coisa. Com Jesus a gente faz muita coisa. Então, se começar essa avaliação negativa, ai meu Deus, ai que família difícil que eu tenho, não vai dar para passar o Natal com eles, eu não conseguia fazer tudo que eu queria. Se começar isso assim, olha, a parada não é essa, né? Jesus não perguntou quem é que tem cesta cheia, perguntou o que que você tem. >> Então, se a gente pensar o que que eu tenho, a família que eu tenho, sabe? os amores que eu tenho, o trabalho que eu tenho, o que eu tenho, o que eu sou, o que eu posso. E aí a partir disso tem muito a ser feito, tem muita coisa para distribuir a partir disso, né? >> Eu penso, sabe, Aninia de amar, apesar de, até porque a gente não entendeu ainda esse amor que Cristo fala, né? a gente tem notícias, então amo, apesar de e eh lembrando lá de Joana, né, dessa coisa da da maturidade afetiva, é isso, é olhar que quando a gente desperta paraas nossas sombras, é mais paciente quando o outro entende que o outro tá entregando o que ele tem para entregar. >> Ah, então fala pra gente, Ivana, eu te amo. Eu te amo. Eu amo você, né? Eu amo você. Eu aprendi isso e hoje eu falo paraas pessoas que eu as amo mesmo, que admiro e eu acho que a gente precisa externar isso, não é? Porque o perdão é necessário, né? E também esse exercício do amor, de entender que as pessoas dão que elas têm para dar. Cristo diz: "Ó, o coração, a boca fala do que o coração está cheio." Se a gente entendesse a profundidade disso, eu não posso esperar que uma videira me dê abacaxi. Posso.
s dão que elas têm para dar. Cristo diz: "Ó, o coração, a boca fala do que o coração está cheio." Se a gente entendesse a profundidade disso, eu não posso esperar que uma videira me dê abacaxi. Posso. Então, é, >> e a gente espera muito isso. >> Pois é. E aí vem a frustração, a decepção e o adoecimento. E aí eu fico emocionalmente presa, né? A minha reação, a minha emoção presa a ao comportamento do outro. Não, o outro vai ser o outro, porque a autoridade é como ela é. Agora, eu tenho que aprender a lidar com esse outro, não é? E aí é que entra a minha maturidade espiritual, eh, emocional, cognitivo, tudo mais, de dizer assim: "Nossa, fulano só pode me entregar isso mesmo, não posso esperar. É, é minha família, porque você tá ali desde pequenininho, tá vendo que a pessoa é daquele jeito e fica querendo controlar como a pessoa vai ser, >> não é?" E aí fica infeliz. Então eu acho que é muito perfeito que você falou, sabe? É entender que a gente precisa amar apesar de eu gosto de você, apesar de eu convivo com você, apesar de você ser de direita, de esquerda, ter me dito algo que eu não queria ouvir, se é indelicado, pelo menos no Natal, sabe? Se eu preciso de eh manter uma distância saudável, tudo bem, mas há algum momento em que eu preciso acolher esse outro também, não é? E às vezes eu escuto assim: "Ah, vai reunir no Natal, isso é hipocrisia, passa o ano todo separado e tal". Eu diria o seguinte: você passou o ano todo separado, que dá, que tal se o Natal fosse a chance de um encontro, mas ele vale. Ele não é falso porque não aconteceu durante o ano. Ele talvez possa sua ser a sua maior verdade, o seu desejo do estar junto. Então, às vezes o Natal é aquele momentinho único do ano que eu consigo estar junto do meu irmão, já tá valendo. Isso vale a pena também. Então, não desistir dessas possibilidades, sabe? mesmo que não tenha acontecido 2025 todo, mas aconteceu no dia 24, tá de bom tamanho. >> E aproveitar esse momento para experienciar quem você é de fato, porque
o desistir dessas possibilidades, sabe? mesmo que não tenha acontecido 2025 todo, mas aconteceu no dia 24, tá de bom tamanho. >> E aproveitar esse momento para experienciar quem você é de fato, porque assim, é na relação que vem a sensação, né? Então, >> como eu não vou controlar o que o outro diz, o que o outro faz, eu posso ter atenção, não é controlar, mas atenção à minha reação, >> não é? E aí começar a experienciar, perceber, olha, quando fulano diz isso, olha o que eu sinto. Então, olha o quanto eu ainda estou precisando melhorar nesse sentido aqui, porque isso ainda me me motiva, ainda não é um gatilho para mim, enfim. Então, é pensar nas relações como possibilidade de aprendizagem. As pessoas não estão em nossas vidas à toa. A gente é que precisa aprender com elas, né? >> Pois é. Quando eu penso assim sobre os os perseguidores eh obsessores, encarnados e desencarnados, eu fico pensando, rapaz, por que isso ainda ainda, né, velho? Eu mereço. Eu devo merecer, não é? Se tem, meu amigo, é porque você deve merecer. Mereceu o quê? O Porque ainda precisa aprender o quê? Paciência. Resignação. Quando eu fico pensando assim, pensando exatamente porque amor, né, velho? Amor, que >> esse chato tá na minha vida ainda >> assim e pensar nisso assim, a proposta do amor ao inimigo, que negócio difícil. Mas porque talvez seja a nossa conceitualização do amor, né? Eu tô falando do planejamento, a gente faz um planejamento muito ambicioso assim, eu vou amar todo mundo de forma agápica. É muito ambicioso isso. É muito ambicioso. Talvez a forma de amar o inimigo que se transformou, portanto, não você sendo inimigo dele, mas ele sendo inimigo seu e, portanto, um perseguidor, eh, e um, ou um obsessor, tal, encarnado ou desencarnado. Porque quando a gente pensa nessas relações familiares de bronca, olha, às vezes não são os obsessores que tão juntos, estão tão juntos, sabe? Eu lembrei de Tio Di, lembra quando ele falava assim: "Olha, o outro ser ser seu inimigo é problema dele. Agora você ser inimigo dele é
es não são os obsessores que tão juntos, estão tão juntos, sabe? Eu lembrei de Tio Di, lembra quando ele falava assim: "Olha, o outro ser ser seu inimigo é problema dele. Agora você ser inimigo dele é problema seu." >> Se aí o problema para não se tornar seu, eu fico pensando como é que eu faço, porque esse amor total, eu acho que é uma meta para outras existências, assim, um amor não uma meta para um ano, meu amigo, nem para uns anos, nem para uma existência. Esse amor ao inimigo de Jesus, meu amigo, é um projeto a longo prazo. Então, se você ficar pensando, como é que eu posso então pensar nesse amor? Paciência, humildade, são formas de amor, né? Silêncio, não revide, entende? São formas de amor que eu fico pensando que se existe isso em minha vida, eu fico pensando alguma bronca que tem, rapaz. existe na minha vida deve ser porque eu preciso ampliar a minha capacidade de ter paciência, de ter resignação, de ter humildade. Final das contas, ampliar minha capacidade de amar. Não significa amar com o mesmo teor energético, como diz Avilan Kardec, que é a primeira vez que eu pensei nisso assim, Ana e Ivana, amar os inimigos. Eu tinha uns 12 anos de idade. Aí tinha tido uma uma >> Você já pensava isso com 12 anos? Super Musico. >> Alma velha. Alma velha, [risadas] né? teve um probleminha assim de, sei lá, eu não sei o que aconteceu, que as amigas fizeram, deixaram de falar comigo uma por causa de uma, uma ficou com raiva de mim assim, aí ela fez a cabeça das outras amigas e aí ficaram sem falar comigo. Eu fiquei assim com uma raiva dessa amiga que é amiga até hoje. Amiga mesmo até hoje. E a gente estuda desde o maternal. Aí eu fiquei assim com uma raiva dela. Aí eu fui abrir o evangelho. Como é que eu tiro essa raiva de mim? Aí eu entendi que não dá para tirar assim, assim, tirar, né, que amar o inimigo é você não espere ter o mesmo teor que você tem para um amigo, para alguém que você fez só bem para você, né? Você vai sentir aquela raiva, tal. Amar o inimigo é você
im, tirar, né, que amar o inimigo é você não espere ter o mesmo teor que você tem para um amigo, para alguém que você fez só bem para você, né? Você vai sentir aquela raiva, tal. Amar o inimigo é você não revidar, é você ter paciência, é você tolerar, é você ter resignação. São formas, né, de amar. Agora, esse amor agápico de Jesus, meu amigo, isso demora. é uma meta a longo prazo, tem que ter humildade. Aí para isso, eu li um livro pra gente finalizando, quando tinha uns 18 anos, eh, em que Emanuel fala: "É preciso entender que a disciplina antecede a espontaneidade". Isso fez tanto sentido para mim, eh, mas naquela época era basicamente o que o biharevorismo nos fala, né? que o comportamentalismo fala, ou seja, a prax antecede >> a espontaneidade da sensação, que é o que vocês estão falando. A caridade material antecede às vezes a caridade espiritual, a relação antecede a sensação, o real antecede, ou seja, alguma coisa de disciplina antecede a espontaneidade. Com que a gente queria? Qual a nossa meta? Poxa, chegar a Jesus. Não é, não é a meta. Se Jesus é o guia e o modelo, a gente, a nossa meta é essa, não é a longo prazo. Então, a gente queria espontaneamente não sentir raiva, não sentir culpa, não sentir coisa ruim. A gente queria espontaneamente tá nesse lugar. Porém, esse lugar precisa de um exercício, né? um um tempo e nenhum exercício consegue ser feito em um segundo. É preciso o concurso do tempo para você tornar algo espontâneo, para você tocar uma música, para você aprender um instrumento. Não tem como ser instantâneo do pensamento, do querer para o sentir. Tem um concurso de tempo. E aí o que a mana fala de disciplina, mas aí eu esqueci qual era o livro. Não, eu eu me lembro que eu foi uma palestra, né, que eu fui fazer. Aí ele esqueci, eu fiquei sem citar essa essa frase porque eu não lembrava mais o livro. Aí eu estive em Uberaba recentemente, nunca tinha ido e aí me levaram paraa casa do Chico Xavier e lá tem uma livraria e eu gosto de às vezes quando é livraria
ase porque eu não lembrava mais o livro. Aí eu estive em Uberaba recentemente, nunca tinha ido e aí me levaram paraa casa do Chico Xavier e lá tem uma livraria e eu gosto de às vezes quando é livraria física, ficar andando assim e ver qual o livro que me capta. Aí me captou um livro chamado Coragem numa nova edição, pela febre e pela comunhão. E aí eu não me lembrei desse livro, né? falar: "É o livro novo, vou comprar que achei bonito." Aí a primeira página que eu que é um livro de meditação diária, eu tenho episódios diários, filho de Deus, vida feliz. Eu vou comprar esse para colocar na meditação diária, oração diária. A primeira página que eu abri foi impressionante. Foi essa página, a disciplina antecede a espontaneidade. Só que 22 anos depois. E 22 anos depois. Então o livro é coragem. Coragem. Coragem de ser humilde, coragem de entender que você não tem como fazer tudo agora, que você tem que fazer um percurso, um exercício, coragem para aprender que nós não começamos perfeitos, né? Então, eu já tive um entendimento assim diferente. E aí uma frase que me veio assim pensando nesse livro é assim, ó. A disciplina da gratidão antecede a espontaneidade da humildade. A disciplina da gratidão, a disciplina de ser grato, de agradecer, antecede a espontaneidade da gente ser realmente muito humilde. Então, qual o exercício de humildade? ser grato a Deus é um exercício. Aí pensei em outra, eh, a disciplina da compaixão, da autocompaixão, não é autocomiseração, é autocompaixão, é autoamor, antecede a espontaneidade de não sentir culpa. Então, a gente precisa de uma disciplina. E essas coisas de Jesus, humildade, coragem, amor, compaixão, são treinos, né, que a gente precisa fazer para poder atingir uma espontaneidade de evolução, para se tornar algo mais inerente. Então, para isso, a gente tem que ter o quê? Paciência. Porque se é um treino, eu tenho que ter paciência. Rapaz, eu queria não sentir raiva, mas não tem como. Não tem como. Eu não queria sentir ódio, não tem como. Você pode não revidar, aí
quê? Paciência. Porque se é um treino, eu tenho que ter paciência. Rapaz, eu queria não sentir raiva, mas não tem como. Não tem como. Eu não queria sentir ódio, não tem como. Você pode não revidar, aí tem como. É uma disciplina do não revide antecede a sensação futura da evolução de um psiquismo maior, mas hoje é a disciplina do fazer o contrário. Então faz sentido essa essa >> Nossa, eu pensei que uma bailarina que tem disciplina beessa, né? Eu pensei que a disciplina antecede ou improvisa. >> Uhum. >> Quando a bailarina improvisa um uma dança, uma coisa, né? >> Então você quando falou disso, me lembras assim, é verdade, um bom ator de teatro, ele tem uma disciplina do texto, da forma e quando ele tá bem disciplinando esse lugar, aí ele improvisa, >> né? Esontâneo vem, né? >> Então, pensando na disciplina do cristão, né? que a gente é tão, a gente precisa da disciplina das nossas paixões, né? A disciplinar nossas paixões para que a espontaneidade amorosa possa vir num bom lugar, porque é como se a disciplina desse lugar, um lugar seguro pro espontâneo, porque o espontâneo, se ele não tiver esse lugar, lugar seguro, a gente faz a bobagem, né? Então, bacana quando você falou isso, né? a disciplina da compaixão, a disciplina da paciência, da gratidão, vai dando lugar, vai dando estrutura, contorno e condição para que esse gesto mais espontâneo possa surgir, né? Muito bacana. Gostaria muito. >> É isso mesmo, Ana. É do do improviso que relembra a espontaneidade, que é isso mesmo. Eh, quando você vai aprender, toca o violão, né, a de guitarra, aí quando você vai aprender improviso, isso é engraçado, né? Você aprende improviso, >> que é justamente isso que Ana colocou. Aprender improviso é você decorar um monte de escala, aí pega lá o dois, pronto, fica aí inventando. Aí você vai, então você aprende o improviso, aprende a espontaneidade. Houve uma época na música erudita que os concertos tinham uma parte do improviso, então que era o pianista exímio, ele improvisava lá, mas é um improviso que
nde o improviso, aprende a espontaneidade. Houve uma época na música erudita que os concertos tinham uma parte do improviso, então que era o pianista exímio, ele improvisava lá, mas é um improviso que tem um um repertório, não é um improviso >> assim mágico do nada, tem um repertório. >> O iniciante não pode improvisar >> isso, >> não tem recurso. tem recurso, tem que saber as escalas, né, da música que eu tô, né, quando eu penso, eu lembro, enfim, eu atribuí a Joana que a disciplina antecede a gentileza, não é? >> Então, a gentileza de tudo, né? De de ser amoroso, de perdoar, de fazer as coisas. Então eu sempre usava essa frase para mim mesma quando alguém me fazia algo que eu pensava assim: "O ser primitivo, a primitivezita está tentando falar comigo. Daí, mas a disciplina sede a gentileza. Eu usava como um recurso, né? E eu acho que é isso, é exercitar, não tem jeito. Emoção primária, raiva, a gente vai ter. E e e eu já até acolho isso. Agora, a velocidade com que você digere, lida com essa raiva e não deixa que ela te habite de uma maneira tão grande para que você fique revidando e agindo na mesma moeda, né? Pagando na mesma moeda. Isso é um exercício diário que você consegue fazer. Eh, todos nós conseguimos, né? Agora precisa da disciplina. É isso. E é Natal, é tempo da gente abrir o coração, da gente deixar esse amor fluir mais, a gente sair dessas picuninha, nenhé, né? >> A gente deixar essa vulnerabilidade chegar, >> a gente poder se fazer mais humano, mais natural com as pessoas, né? Que tal, né? Se a gente puder experimentar isso um pouquinho. >> Para matar a curiosidade, essa amiga, 12 anos é a minha amiga até hoje. Era adolescente, tinha muita picinha na adolescência, né? [risadas] >> Ah, tem muito. >> Era uma amiga ótima até hoje, né? Queridos, queria que vocês pudessem dar os seus encerramentos assim. O que que vocês queiram deixar de talvez de highlight assim, de fechamento para os nossos queridos ouvintes? Ah, eu gostaria de dizer que seja lá o dia que você for comemorar o Natal na
amentos assim. O que que vocês queiram deixar de talvez de highlight assim, de fechamento para os nossos queridos ouvintes? Ah, eu gostaria de dizer que seja lá o dia que você for comemorar o Natal na sua casa, que esse momento seja assim semelhante a se Jesus sentasse na mesa com vocês. Como seria esse almoço, esse jantar, esse lanche se Jesus tivesse à mesa com vocês sobre o que que vocês conversariam, o que que vocês comeriam? Não seria especial? E eu acho que Jesus está na mesa de todos nós. A gente só precisa se conectar com essa realidade. Eu desejo de coração que no dia de Natal de vocês, com a sua família, vocês sintam que Jesus está à mesa com todos. É isso. Ai, que lindo. Que dizer depois disso, né? Mas enfim, eu diria que que esse Natal possa nos lembrar que Jesus, que é nosso modelo e guia e como ele disse, por que me chama de mestres se não fazes o que eu faço? Não é fácil fazer o que ele faz, mas ele fez escolhas e ele escolheu a simplicidade, a vulnerabilidade e o amor como caminho. Então que nós possamos nos lembrar, não é? como nos diz Joana, que a paz do mundo começa no íntimo de cada um de nós, né? E que pensar o presépio, que ele possa nos inspirar, abrir espaço dentro de cada um de nós para que essa luz de Jesus possa efetivamente continuar vivendo em nossos gestos, em nossos pensamentos e em especial em nossas escolhas. Que o amor de Cristo possa ser sempre nosso norte. E eu agradeço imensamente por esse momento tão especial com vocês, >> queridos. Agradecendo, desejando um bom final de ano para todos que nos escutam, para vocês também. Eu passo a palavra paraa Ana para que ela possa finalizar o nosso encontro com uma pressa. >> Certo? Agradecendo Ivana, Léo, esse momento tão especial da gente aqui. Muito obrigada, meus amigos. Não tem coisa mais gostosa nesse mundo que a gente tá entre pessoas queridas. Então vamos orar. E Jesus ensinou isso pra gente. Ele ensinou a gente a ter certeza que Pai nosso que estás nos céus e no céu do nosso coração.
stosa nesse mundo que a gente tá entre pessoas queridas. Então vamos orar. E Jesus ensinou isso pra gente. Ele ensinou a gente a ter certeza que Pai nosso que estás nos céus e no céu do nosso coração. Então, Senhor Jesus, nesse momento tão especial em que nós decidimos comemorar seu nascimento, a sua chegada, que a sua presença possa se fazer entre nós nas pequenas coisas, na gentileza da palavra, na gentileza do abraço, na gentileza de servir a nossa família mesa, na gentileza de encontrar pessoas queridas, mas também na gentileza de estar junto daqueles que sofrem, de escutar as angústias daqueles que nos procuram, na gentileza de estarmos no mundo de uma forma mais leve e podermos sair um pouco desses universos tão pesados, tão sombrios que habitam o nosso coração e podermos olhar para aquele que tá do lado de lá, às vezes precisando tão simplesmente de um olhar e de uma palavra. envolve os nossos corações, que possamos deixar a vulnerabilidade amorosa se manifestar e que todas essas bênçãos que estamos recolhendo juntos aqui hoje possa proteger a nossa querida mansão do caminho, que é o nosso ninho, que que é o nosso ponto de luz para nós e para tanta gente. em especial que o nosso querido e amado Divaldo Franco receba a nossa gratidão em forma de trabalho e em forma de carinho. Que assim possa ser, que possamos ter noites e dias de muita paz. Que assim seja.
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