A Força do Espiritismo - Os mitos de Platão e o Espiritismo - 7ª parte - Thiago Barbosa

FEBtv Brasil 11/04/2025 (há 1 ano) 59:20 56 visualizações

"A Força do Espiritismo" é ao vivo e traz convidados para discutir aspectos relevantes da Doutrina Espírita, sempre às quintas-feiras, às 20h30. Vamos estudar e debater juntos? Uma produção do Espiritismo.NET em parceria com o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ e a FEBtv. 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5401710428684288

Transcrição

Olá, pessoal, boa noite. Sejam todos muito bem-vindos a mais uma edição do programa A Força do Espiritismo, uma produção do canal Espiritismo.net em parceria com a TV CRE e com a FEB TV e também retransmitido por diversos canais parceiros. Nós estamos na fase do programa com alguns episódios em torno dos mitos de Platão e hoje vamos para a sétima parte, né, desse tema que vem sendo abordado pelo nosso querido amigo Thiago Barbosa, que eu vou convidar agora pra nossa telinha. Hum. Boa noite, querida amiga. Elô, tudo bem, amiga? Tudo bem. E você, Thaago? Tudo certinho. Maravilha. Bom, gente, o Thiago vai ficar com vocês aí em torno de 40 minutos para poder fazer a sua exposição. Eu já aproveito para convidar vocês aí do chat, vocês que estão assistindo, né, para que deixem seus comentários. Aqueles que se sentirem à vontade, façam suas perguntas sobre o tema, porque ao final com certeza o Thiago vai ter imensa alegria em responder. Certo, Thaago? Certinho, amiga. Então, daqui a pouco a gente retorna, tá? Ótimo, minha amiga. Meus amigos, minhas amigas, boa noite para nós. Uma alegria estarmos novamente juntos. Eu, graças a Deus, tô bem melhor de uma gripe forte que eu peguei a base de pastilha, gente. Bom, eh, nós estamos analisando o terceiro mito. Nós já estudamos o mito de Gige, o anel de Gige, né, também aqui na República de Platão. o mito da bigalada que tá na obra de Platão também. E agora nós estamos analisando o mito de er, que é praticamente o último texto, né, praticamente, não é o último texto da República de Platão, do 10º livro, né? Eh, n, eu acho que já estamos analisando o MIT, se eu não tô enganado, essa é a terceira semana. Eu acho que é isso, a terceira semana. Bom, dá o nosso boa noite pra Silvia, para Alceione, pra Lina e vamos lá, né? Na semana, nasanas precedentes, na verdade na semana passada nós fizemos um esforço e tentamos, não sei se tivemos o sucesso, de explicar aquela lógica, qual o significado das filhas da necessidade, né? A filha eh, a deusa

cedentes, na verdade na semana passada nós fizemos um esforço e tentamos, não sei se tivemos o sucesso, de explicar aquela lógica, qual o significado das filhas da necessidade, né? A filha eh, a deusa Anaque, que tem três filhas, né? que na verdade é representação do passado, presente, futuro de cada espírito, né? Laqueses, cluto e átropos, né? Portanto, na ordem passado, presente e futuro. Eh, só para a título de pegarmos o fio da meada, é um guerreiro grego que volta eh do mundo dos mortos. Ele após a batalha, uma batalha, ele caiu no campo e inclusive estava já na pira para ser queimado. E quando estava ali na pira, ele retorna, né? Então ele explica que ele na verdade não havia morrido, mas tinha ido ao mundo dos mortos por ordem dos deuses para que visse tudo que acontecia ali e retornasse, não é? Então ele viu o processo de desligamento da alma do corpo, seu julgamento, né? as almas iam paraa direita, iam para o céu, paraa esquerda ia para os e atrás eh depois o julgamento, atrás de cada alma ali era colocado o seu julgamento, né? Havia aquilo que a alma havia feito, enfim. E ela passava um período de mais ou menos 1000 anos. Essa, né, é a lógica platônica. E depois eh, ela passava novamente por um processo da escolha das provas, que é justamente para retornar ao mundo, né, novamente para um processo de depuração, de melhoria moral, enfim, até que ela consiga se depurar a ponte não tem mais a necessidade de retornar ao mundo dos vivos, digamos assim, né? Ou seja, reencarnar. Não é? Então, eh, eles chegam um determinado momento, eles estão de frente para a deusa Anaque, atrás dela há um arco-íris, né? Nós explicamos que na obra de Platão tem um sentido de ligação entre céu e terra, né? E as suas três filhas ali estão operando, né? e vão ajudar nesse processo, digamos assim, de escolha. Então, é justamente nesse momento que nós estamos nessa nossa singela análise, não é uma análise assim profunda, né? Isso demandaria muito tempo que nós não temos. Então, olha só,

s assim, de escolha. Então, é justamente nesse momento que nós estamos nessa nossa singela análise, não é uma análise assim profunda, né? Isso demandaria muito tempo que nós não temos. Então, olha só, nós estamos, nós vamos, tem um trechinho aqui da 619 que não tem necessidade, nós vamos pular direto para 620, o trecho 620. Olha só que interessante, gente, o que que é narra. E claro aqui, né, só novamente a título de contexto, eh, Sócrates está narrando isso que ele ouviu, né, de er, não sei, não é dito se ele ouviu exatamente diretamente é, mas quem narrou essas coisas foi e, né? E ele tá contando para Glauco, que é o seu interlocutor. Então ele diz assim: "O espetáculo das almas, escolhendo sua condição, acrescentava: "É, valia a pena ser visto, pois era deplorável, ridículo e estranho. A maioria escolhia de acordo com os hábitos adquiridos na vida anterior. Então, a maioria dos sujeitos, eles escolhiam de acordo com a vida anterior suas tendências, né, sejam aquelas boas ou as não tão boas. E geralmente de fato, né, estando no mundo espiritual, muito embora para o espiritismo, né, isso Allan Kardec, ele chegou a essa conclusão entrevistando os espíritos, que naturalmente, né, estando ali no mundo espiritual, eh, estavam, digamos, próximos, na eminência, alguns deles de reencarnar. Então, naturalmente conheciam bem esse processo, né? Eh, que eles têm uma autoconsciência maior. Perdão, gente, só um momentinho. Por liberto do corpo, né? Essa influência ela é menor, não significa que per que o espírito, principalmente aqueles de um grau mais inferior, perca completamente essa influência. Aqueles que a influência é quase que absoluta, né? Mas nessa condição, muitas vezes o espírito não tem condição de escolher. A med à medida que ele vai se depurando, essa condição de escolher, ela vai se ampliando cada vez mais, não é isso? Isso vai se ampliando a ponto de um espírito, não é? Eh, um missionário, ele pode escolher, né, todas as questões envolvidas no processo, né? Enfim, então isso tá muito relacionado à

mais, não é isso? Isso vai se ampliando a ponto de um espírito, não é? Eh, um missionário, ele pode escolher, né, todas as questões envolvidas no processo, né? Enfim, então isso tá muito relacionado à condição do espírito, mas estando na erraticidade, de maneira geral, o espírito ele tem uma autoconsciência maior de maneiras que ele tem condições de fazer melhores escolhas. Agora, nem sempre essas escolhas é aquilo que exatamente ele tem condição de suportar. Este é um outro ponto, porque às vezes há espíritos que na pressa de eh obter uma melhoria intelecto moral mais avançada, eh esse espírito, ele às vezes pede alguma coisa que está além das suas forças. Isso pode acontecer sim, da mesma forma que aqueles que muit das vezes, digamos assim, com a certa preguiça, às vezes pede uma condição que está a quem daquilo que ele poderia atravessar para acelerar, não é, o seu, a sua melhoria intelecto, moral. Então isso é algo muito próprio de espírito para espírito, né? Mas sem dúvida nenhuma, este ponto levantado por Platão aqui, né? Ou seja, a maioria escolhia de acordo com os hábitos adquiridos na vida anterior, tem toda a razão de ser, né? Porque um dos fatores que prepondera nessa escolha tá relacionada às questões do passado, né? Nós eh dissemos na semana passada e reafirmamos que do ponto de vista eh espírita, quando analisa a questão da reencarnação, né? E vale lembrar que não é somente o espiritismo que prega a ideia da reencarnação. Nós temos diversas doutrinas, tanto que eh vigoram até hoje, mas doutrinas muit das vezes esquecidas no passado, como é o caso do druidismo, né? Mas o budismo, o hinduísmo, por exemplo, né? O antigo Egito também tinha essa eh essa percepção do retorno das almas, né, da reencarnação, enfim, né? Por exemplo, no hinduísmo, na obra bagavagita. Ai, ai, o príncipe Arjuna, ele ouve esta questão da reencarnação, não é, do seu mestre Krishna. Então, Krishna revela para eh Arjuna a verdade da reencarnação, que a alma ela reencarna várias vezes, não é? Então isso é um

juna, ele ouve esta questão da reencarnação, não é, do seu mestre Krishna. Então, Krishna revela para eh Arjuna a verdade da reencarnação, que a alma ela reencarna várias vezes, não é? Então isso é um fato, é uma realidade. Enfim, então o espírito nesse processo de escolha e aqui eh no pensamento socrático e platônico há essa possibilidade. Não são todas doutrinas novamente, né, que eh tem essa percepção também, ou seja, que o espírito pode escolher as provas a eh aqueles que eh acreditam que o espírito somente reencarna, né, de maneira aleatória, sem nenhuma lógica interna que vá subsidiar o processo da reencarnação, né? Tá ficando claro isso, gente? Então vamos lá. Agora nós vamos entrar numa parte aqui, digamos assim, mais mítica. Ele diz assim: "A maioria escolhia de acordo com os hábitos adquiridos da vida anterior." Vira, virá dizia a alma que foi um dia de Orfeu, né? Orfeu é um personagem nítico, rapidamente, só para entender aqui, na verdade, ele vai tratar de vários personagens, né? Mas Orfeu, eu acho que vale a pena porque inclusive há um havia, melhor dizendo, um culto na antiga Grécia, o os o chamados mistérios órficos, né? Era um dos cultos iniciáticos da antiga Grécia, inclusive Pitágoras. foi um dos seus reformadores. Orfê é uma figura mítica que era conhecido por ser um excelente musicista, né? Geralmente ele aparece com a harpa e tinha eh a sua esposa, agora não sei se eu vou lembrar o nome dela, a esposa de Orfeu, enfim, não me recordo. Sei que a esposa dele morreu e ele era completamente apaixonado por ela muito. Então ele desce aos Ades para pedir a deusa Perséfone. é a esposa de Ades, né? É a rainha do submundo e pede que, por favor, que ela pudesse renascer. E a deusa Perséfone a eh deixa, né? Diz que tudo bem, mas que ele não deveria olhar para trás, não deveria olhar para trás. Ele deveria seguir em frente, né? e até sair do dos ades, ele deveria só olhar paraa frente. Só que num determinado momento, já próximo às portas dos Ades, Orfeu ele

trás, não deveria olhar para trás. Ele deveria seguir em frente, né? e até sair do dos ades, ele deveria só olhar paraa frente. Só que num determinado momento, já próximo às portas dos Ades, Orfeu ele olha para trás e aí ele, a sua esposa desaparece, nunca mais ele a encontra, né? Enfim. Então, na verdade é um mito que fala da jornada da alma, né, no mundo dos espíritos. Tem um simbolismo muito bonito que não vai naturalmente não vai dar pra gente abordar aqui, mas esse culto, portanto, como já é possível perceber, era um culto aos mortos, né? O culto de Orfeu. Então, Orfeu é esse personagem só, né? Ah, a nossa Lena colocou aqui, ó, Eurindice, né? Era seu nome, uma ninfa. Muito bem. Obrigado, viu, Lina? Então, vamos lá. Eh, dizia a alma, que foi um dia a de Orfeu, escolhera a vida de um cisney, porque com o ódio do sexo que lhe dera à morte, não queria nascer outra vez de uma mulher. Vira a alma de Tamiras escolher a vida de um rouchinol, um cisne trocar sua condição pela do homem. E as outras aves canoras, perdão, canoras proceder do mesmo modo. A alma chamada a escolher em 20º lugar assumiu a vida a vida de um leão. Era de Ajax, né? Aqui Ajax é um personagem, né? Assim como Telemon, eh, são personagens da obra Aíada do Onero, né, que não queria renascer no estado de homem, pois não havia esquecido o julgamento das armas. A seguinte era a alma de H Menon, né, que também aparece, né, na Elida. Sentido também a versão pelo gênero humano por causa de sua desventuras passadas. Eu já vou explicar essa questão que eh num primeiro momento parece ser menta em psicose, né? Ou seja, a alma retornar como a de um animal. trocou a sua condição pela de uma águia, chamada eh entre as que havia obtido um grau médio a alma de Atalanta, considerado as grandes honras prestadas ao eh prestadas aos atletas, não pode passar adiante e as escolheu, viu a seguir a alma de Epe, filho de Panopeu, passar pela condição de mulher industriosa e longe dos últimos lugares e do ridículo Tecistes, revestir a forma de um macaco.

assar adiante e as escolheu, viu a seguir a alma de Epe, filho de Panopeu, passar pela condição de mulher industriosa e longe dos últimos lugares e do ridículo Tecistes, revestir a forma de um macaco. Viu enfim a alma de Odisseu, né? O Odiceu, né? Ele aparece tanto eh tanto na Elída quanto na Odisseia, né? Na nas duas obras. Ã pa pá. Calma aí, gente. Ah, tá. Viu? Enfim, a alma de Odisseu, a quem teve a sorte de fixar, eh, que sorte fixara o último lugar, adiantar-se para escolher, despojado do desejo pela honra, devido à lembrança das fadigas passadas, girou longamente à procura da tranquila condição de um homem privado. custa, eh, a custo achou uma que jazia num canto, desdenhada pelos outros, e, ao percebê-la, declarou que não teria agido de outro modo, ainda que a sorte tivesse achado em primeiro lugar, e alegre escolheu-a. Os animais similarmente passaram a condição eh humana ou a de ã os animais similarmente passaram a condição humana eh ou a de outros animais, os injustos a espécies ferozes, os justos a espécies mansas, efetuando-se assim misturas de todos os gêneros. Boa noite, Cátia. Então, gente, veja aqui essa passagem, né, da escolha das provas, ela pode ser entendida, e respeitamos quem assim entende de maneira literal, ou seja, de fato, Platão, né, era alguém que eh entendia, de fato, eu digo nessa primeira visão, entendia que a alma poderia retroagir, né, o fenômeno da mente é psicose. Isso era alguma coisa que tanto na Grécia quanto no antigo Egito, né? Por exemplo, quem leu os tratados de Hermes trinegisto percebe isso, não é? Eh, Pitágoras, na Grécia e da mesma forma Platão. É uma visão, é um é uma primeira interpretação, né? Ou seja, que Platão, de fato, ele apregoava a menticose. Ou seja, mentapsicose é o retorno da alma a uma condição de um animal, né? Eh, há aqueles, eu particularmente eh sou mais afeiçoado a essa visão, que isso na verdade é uma visão mítica que em verdade denota uma condição desse animal. E isso de certa forma eh dá para entender justamente nesse

u particularmente eh sou mais afeiçoado a essa visão, que isso na verdade é uma visão mítica que em verdade denota uma condição desse animal. E isso de certa forma eh dá para entender justamente nesse último parágrafo que nós lemos, que é o quê? Os eh que fala os injustos a espécie feroz, os justos a espécie mansa. Ou seja, na verdade seria uma condição assim simbólica, era um símbolo do gênero de prova que aquele espírito deveria passar, não é? Então, eh, particularmente eu sou mais afeiçoado a essa visão, ou seja, de que Platão, na verdade, ele tá simbolizando, né, que aqui dizendo assim, por exemplo, de um leão é uma condição mais feroz, não é? águia também, né? Mas há aqueles animais como um cordeiro, por exemplo, o animal mais manso. Então, na verdade seria mais um símbolo, uma metáfora, tá? Uma metáfora para o espiritismo. Eh, a questão da mentapsicose, ela não é possível. Por quê? A a há um progresso do espírito, né? Então, a aquilo que ele conquistou, aquilo que ele conquistou, ele eh digamos, ele não retroage, né? Então, quando ele se libertou completamente do instinto, né, eh, e galgou a condição de um ser inteligente de pensamento contínuo, isso significa dizer, por exemplo, que não exista animais que a gente percebe uma inteligência, sim, né? Mas, por exemplo, a questão do pensamento não é contínuo, né? André Luiz no livro Evolução em Dois Mundos e também o Gabriel Delane eh trata disso na obra evolução anímica, né? Eles dizem ali que eh os animais eles têm um pensamento espasmódico, não é um pensamento contínuo. Eh, por espasmo, ou seja, num momento tem, no outro não tem, no momento tem, né? aqueles que eh têm, né, essa oscilação mais ampla, aqueles que menor grau, sem dúvida, mas, né, são condições espirituais distintas, de maneira que obedece uma gradação, uma escala, né? Então, quando se chega essa condição de espírito no estágio ominal, ele não eh regride. Então, só deixando isso bem claro, essa visão de Platão, ela pode ser entendida de maneira literal, ou

cala, né? Então, quando se chega essa condição de espírito no estágio ominal, ele não eh regride. Então, só deixando isso bem claro, essa visão de Platão, ela pode ser entendida de maneira literal, ou seja, ele de fato entende assim, não é? é compreensível, eh, mas aqueles que entendem de maneira também simbólica, ou seja, ele tá simbolizando essa visão, ela não é literal, certo? Já que e aqui, gente, ele tá narrando o quê? Um mito. É preciso que tenhamos isso em mente também, né, gente? Ele tá narrando um mito, certo? Como nós dissemos, né? Nós estamos eh eh vale quem tá chegando hoje, por exemplo, da gente insistir nisso. Eh, Platão, ele se utilizava muito quando ele queria explicar algo, digamos assim, mais sofisticado, ele lançava a mão dos mitos. Por quê, gente? Os mitos era alguma coisa comum naquela cultura. os gregos, né? Eh, eh, eles, eh, desde exildo, né, que é o pai, digamos assim, na verdade não é o pai, foi o poeta que sintetizou e deu uma lógica para os mitos, né? Ele escreveu dois grandes poemas, eh, eh, Teogonia e O trabalho dos dias, né? eh que são dois poemas que narram, um o teogania, o nascimento dos deuses, o trabalho dos dias, o nascimento dos homens, tudo de maneira mítica, né? O outro grande poeta Homero, Homero igualmente, né, escreveu duas obras, Elíada, Elíada e a Odisseia, narrando a história primeiro, né, da guerra com eh de Troia e depois o retorno de Troia, de Odisseu, né? para a sua terra e taca, né? Então, eh eh era da cultura desse povo. Por isso que eles se utilizavam do mito, porque já era algo próximo, né, eh, daquela cultura, daquele povo. Por isso, novamente, que eu insisto nessa ideia, é aqui é um mito, né? Então, ele tá tentando a a semelhança do que fez Jesus. Jesus nos utilizou das parábolas para explicar várias passagens. Não só, veja, não só Jesus, né? Nós vamos encontrar durante o Antigo Testamento vários mitos, desde a Torá, no livro de Gênesis, nós temos vários mitos, né? Eh, parábolas, né? Eh, nós temos o, por exemplo, Adão e

, não só Jesus, né? Nós vamos encontrar durante o Antigo Testamento vários mitos, desde a Torá, no livro de Gênesis, nós temos vários mitos, né? Eh, parábolas, né? Eh, nós temos o, por exemplo, Adão e Eva, né, gente, que ali naturalmente é um mito, é uma parábola. Concordo, né? Não, não, não, não existia um um animal rastejante. Boa noite, Gisele. Que falou, né, muito menos Deus, né, tava com Adão e Eva. A mula de Balaão, a mesma coisa, né, gente? Ela não falava. Eh, que mais? Jonas não foi engolido por um peixe grande, né, que muit das vezes é representado como uma baleia. Então, tudo isso são no mundo antigo, gente, né? É preciso que a gente tenha essa noção. Era muito comum se utilizar disso. Essa racionalidade, literalidade, ela é muito mais da modernidade do que desse período, seja da Idade Antiga e até mesmo da Idade Média, né? Na idade média da mesma forma. Eh, eh, veja, no final da Idade Média, no início da modernidade, muitas, inclusive a a igreja queria proibir as grandes navegações, porque diria, dizia que eles iam encontrar o Leviatã, que encontrar o final do mundo, né? A terra era plana, muito embora até hoje tem gente que acha que a Terra é plana, enfim, né? Eh, a imaginava que os homens iam navegar, ia chegar no final do mundo e é o quê? iam cair no abismos, né? Achava que os vulcões era a entrada pro inferno, né? Aconteceu isso com aquela ideia do Étna eh em na Itália, né? E por aí vai, gente. Então, eh, enfim, são formas de se expressar. Agora, naturalmente, Jesus, vocês acham que, né, quando ele contava aqueles eh aqueles mitos ou quando ele lançava a mão, eh, mitos, não, aquelas parábolas, ou quando ele lançava a mão eh eh analisando um texto do Antigo Testamento que ele acreditava que aquilo era real? Não, né, gente? Não, da mesma forma os grandes profetas do passado, Saul, né? Saul não, Samuel, né, gente? Saul foi o rei, o primeiro rei de Israel, né? Então, Elias, né? E por aí vai. E e eles naturalmente não acreditavam assim na literalidade daquilo. Era uma era uma forma de se

l não, Samuel, né, gente? Saul foi o rei, o primeiro rei de Israel, né? Então, Elias, né? E por aí vai. E e eles naturalmente não acreditavam assim na literalidade daquilo. Era uma era uma forma de se contar uma história para levar uma moral. Aí você fala assim, mas eles estavam mentindo nada não, gente, era muito. E porque muuit das vezes a gente hoje paraa gente olhar pro passado, né, uma coisa que a gente chama na história de anacronismo, isso para nós pode ser muito estranho, porque nós vivemos uma cultura que ela é muito literal e racional, né? eh um alguém no passado, um cronista no passado, ele ia eh inventar uma história para levar uma mensagem. O mais importante para eles era a mensagem, não era a forma que se levava a mensagem, entenderam? Era a mensagem em si, não era a forma que se levava. Eles davam um valor na essência e não na forma. era o conteúdo e não a forma. Ficou claro isso, gente? Muito bem. Então, eh por isso que eu insisto nessa percepção que, na verdade, isso aqui são símbolos. Agora nós vamos entrar numa numa parte que também é muito interessante, gente. Eu acho isso muito legal. E e aí a gente encerra. Olha só que curioso. Depois de que todas as almas escolheram as respectivas vidas, adiantaram-se na direção de Laqueses. Laques era a deusa do passado. Na ordem que a sorte lhes determinara, ela deu a cada um demônio. O que que era o demônio? Gente, nós falamos disso na semana passada. Daimon, espírito familiar, é o anjo guardião. No espiritismo, a gente não tem isso também. Todos nós temos um anjo guardião. E olha só que interessante. Ela deu a cada um um demônio que escolhera para ser virgem de guardião durante a existência e cumprir a destinação. Gente, não é justamente isso? O nosso guia espiritual, nosso anjo guardião, ele não tem essa tarefa de nos proteger, de nos direcionar a cumprirmos, né, aquilo que precisamos. Não é justamente isso? Olha só que interessante. O demônio a conduzia, conduzia a alma, né? Primeiro a Cloto, que é a deusa do presente, e fazendo a

direcionar a cumprirmos, né, aquilo que precisamos. Não é justamente isso? Olha só que interessante. O demônio a conduzia, conduzia a alma, né? Primeiro a Cloto, que é a deusa do presente, e fazendo a passar sob a mão deste sob o turbilhão do fuso em movimento. Ela eh retificava o destino que ela elegera, né? Então, a deusa do presente retificava, né, qual seria o gênero de prova de vida que aquela criatura iria passar. Olha só que interessante, gente. Ã, após ter tocado o fuso, a levava até a trama de átropos. Que que é átropos? da deusa do futuro, a fim de tornar irrevogável, a fim de tornar irrevogável o que foro, né? Ou seja, presente. Então, sem que pudesse voltar para trás, a alma passava debaixo do trono da necessidade. Então, a alma passava por debaixo da deusa Anaque, né? É isso, tá posto aqui. E quando todas se encontraram do outro lado, dirigindo-se à planície do lattes, né? Látes é o rio, é o rio do esquecimento. Olha só que interessante. Então, continuemos até a a planes, perdão, eu falei lá, né? Letes. H que pare Ah, sim. Em meio de um calor terrível que queimava e sufocava, pois esta planície é desprovida de árvores e de tudo quanto brota da terra. Ao anoitecer, elas acompanharam a margem do rio Ameles, cuja água nenhum vaso pode conter. Cada alma é obrigada a beber. Cada alma é obrigada a beber certa quantidade desta água, mas as que não conservam a prudência bebem mais do que deveriam. Bebendo-a, perde a lembrança de tudo. Ora, quando adormeceram, passada a meia-noite, estrugiu um trovão, acompanhando de um tremor de terra, e as almas foram subitamente arrastadas para o alto, cada uma por sua via diferente, lançando-se impetuosamente como estrelas, a fim de renascerem. Quanto a ele, dizia, fora impedido de beber a água. Por isso que Erno esqueceu. Bem, porque ele estava vivo, né, gente? Ele não estava morto. Entretanto, não sabia por onde, nem como a sua alma se lhe reuniu ao corpo, abrindo de súbito os olhos, ao amanhecer, vira-se estendido sobre a

porque ele estava vivo, né, gente? Ele não estava morto. Entretanto, não sabia por onde, nem como a sua alma se lhe reuniu ao corpo, abrindo de súbito os olhos, ao amanhecer, vira-se estendido sobre a pira. E isso não acontece, por exemplo, conosco, quando a gente tá num sono, aquele sono assim gostoso, bom, e de repente a gente acorda, a gente, nossa, eu tava num lugar tão bom. É mais ou menos essa sensação que o R teve, né? Por isso que eu digo, eh, o mito de erro muito, eu acredito que seja, né? Eh, eh, digamos, o primeiro relato é uma experiência de quase morte, né, que é mais ou menos isso. A, a o espírito ele tá na erraticidade muit das vezes, claro que aqui, né, eh, tem um sentido muito próprio que é de dar uma lição aos homens, de explicar o que se o que se passa ali no mundo espiritual, né? Perdão. Mas de maneira geral é isso, né, gente? É algo bem assim. Então ele retorna, ele retorna, ã, e é justamente por conta da das almas beberem desta desse rio, da água desse rio, que é a justificativa. Olha só que interessante. Por espiritismo, nós tratamos da questão metaforicamente nós chamamos do vel de esquecimento, não é? E é interessante porque os espíritos utilizaram o termo vé porque vé é um tecido o quê? sutil, não é algo assim espesso. Então esse esquecimento naturalmente ele não é absoluto. De maneiras que a alma ela muito embora não saiba exatamente o que ela foi em uma outra vida, mas ela guarda as tendências, tanto o ponto de vista intelectual quanto o ponto de vista moral, não é? A alma conserva isso tudo. Ela tem clareza disso, né? Agora, se perguntar o que que eu fui numa outra vida, não faço ideia, né? Naturalmente que é aqueles que eh a semelhança de Sócrates, né, gente? Sócrates, nós hã, eu tô tentando lembrar qual foi o diálogo, se eu não tô enganado, é no Fedon, tá? Eu eu acredito que é no Febel que ele diz que sabia das suas vidas, o que ele viveu e aquilo que ele viveria de futuro, né, Sócrates, nós sabemos que muitas almas eh isso pode ser por um processo

tá? Eu eu acredito que é no Febel que ele diz que sabia das suas vidas, o que ele viveu e aquilo que ele viveria de futuro, né, Sócrates, nós sabemos que muitas almas eh isso pode ser por um processo traumático, né? às vezes alguém que atravessou uma vida muito, uma experiência muito difícil, por exemplo, Leon Deni, ele tinha conservadova essa lembrança, principalmente porque ela foi muito traumática, né? Eh, no grande enigma, capítulo A Montanha, por exemplo, ele fala de uma dessas vidas no livro O além a sobrevivência do ser. Na segunda parte chamada a reencarnação, ele relata outras coisas nesse sentido. Ele tinha essa lembrança. Ivone de Maral Pereira igualmente conservava essas lembranças e por aí vai. Aqueles, né, e aqueles sujeitos de, como se diz, da pior espécie, né? Como por exemplo Adolf Hitler, por exemplo, de Z tinha essas lembranças. Himler era outro que dizia T, né? Ele falava que era o Frederico da Prússia. Foi um imperador terrível da Boia, né? Horrível. Enfim. Eh, mas na concepção platônica. E aí, veja, ele tá, por isso que eu tô dizendo, é um mito, né? Ele a gente não pode dizer que isso é literal, não tem ninguém ali que vai num rio, bebe, né? Enfim, não é bem assim que funciona a coisa. Mas avancemos só paraa gente concluir que agora falta só um parágrafo. É assim e assim, Glau mito foi salvo e não se perdeu. Ele pode salvar-nos eh salvar-nos se nos deixarmos persuadir por ele. Se ô Walter, tudo bem, amigo? Boa noite. Persuadir por ele. Por que, gente, persuadir por ele? Porque veja, a questão aqui é que é um mito aqui didático. Ele tem um objetivo muito próprio. Qual é o objetivo desse mito de em Platão? É mostrar que primeiro existe uma relação, né, entre uma reencarnação e outra. Primeiro de tudo é mostrar que existe a reencarnação, né? Na Grécia era chamado de palegenesia. Pale nova genesia vida, nova vida, né? Então, antes de tudo, mostrar isso. Segundo, a obra república eminentemente ela trata de dois temas. Primeiro, da sociedade ideal. Primeira não, em

palegenesia. Pale nova genesia vida, nova vida, né? Então, antes de tudo, mostrar isso. Segundo, a obra república eminentemente ela trata de dois temas. Primeiro, da sociedade ideal. Primeira não, em segundo lugar a sociedade ideal. Primeiro de tudo é da justiça e mostrar que a justiça não é e e aí esse mito se conecta com aquele mito do anel de Giges. Por quê? O anel de giz, como nós sabemos, né, que inclusive inspirou John Rand Royal Toking para escrever o Senhor dos Anéis, que era alguém que descobrindo um anel que deixava ele invisível, cometeu várias atrocidades. E aí ele diz, pode parecer que Giges, ele foi injusto e não sofreu nada, mas aí ao longo da obra ele vai explicando aos seus interlocutores que na verdade não. existe uma justiça transcendental que está para além dos homens, né, e que ela pode se dar eh tanto no além túmulo e esse mito dá conta disso, como em outras vidas, porque como vocês viram, tal qual eu fui, eu vou sofrer, digamos assim, uma penalidade nessa nova vida, tá certo? Então, é mostrar primordialmente que a justiça dos homens num primeiro momento, melhor dizendo, a justiça dos homens ela é falha, mas a justiça divina ela não é. Ela pode demorar um pouco, mas ela sempre se cumprirá. Agora, não é uma justiça também punitiva, né, gente? Porque senão nem seria justiça. É uma justiça que tem um caráter didático, que o objetivo dela é melhorar os espíritos. Como nós vimos nesse mito, a uma nova vida a gente não reencarna tanto em Platão quanto dentro do espiritismo. Não é para pagar, é para se melhorar, tá certo? É uma outra visão, mas vamos finalizar. Vamos finalizar aqui o o a leitura. Olha só o que diz aqui. Eh, e assim Glau comito foi salvo e não se perdeu. E ele pode salvar-nos de nos deixarmos persuadir por ele. atrav atravessaremos, perdão, então venturosamente o rio Letes e não macularemos a nossa alma. Se, portanto, acreditais em mim, persuadidos de que a alma é imortal e capaz de suportar todos os males como todos os bens, manternos emos sempre na rota

te o rio Letes e não macularemos a nossa alma. Se, portanto, acreditais em mim, persuadidos de que a alma é imortal e capaz de suportar todos os males como todos os bens, manternos emos sempre na rota ascendente, ou seja, ascendente, superior. E de todo modo praticaremos a justiça e a sabedoria. Assim seremos amigos de nós mesmos e dos deuses, eh, enquanto permanecemos aqui e quando tivermos conquistado os prêmios da justiça, como os vencedores nos jogos que recolhem de todos os lados os seus troféus. e seremos felizes aqui na terra e no transcurso dessa viagem de 1000 anos que acabamos de contar, né? Então, logicamente que veja, eh quando nós tratamos da ideia da reencarnação em Platão, ela é muito próxima do espiritismo, porém não é exatamente o que o Espiritismo apregou. Tem umas diferenças. Se pensar do ponto de vista literal, tem a questão da mente psicose, tem essa questão que a alma só retorna de 1 em 1000 anos, né? E não é esta a visão do espiritismo, né? Se formos analisar no mundo antigo, a visão mais próxima da reencarnação, tal qual o espiritismo eh eh aprego-a, é a dos druidas, né? Quem já leu os os eh os poemas, as tríades bárdicas, né, percebe isso com muita clareza, muita clareza mesmo. Mas enfim, gente, então encerramos o mitier. Na semana que vem nós vamos começar um outro mito que tá aqui, sem dúvida nenhuma. A gente chama mito, mas na verdade é uma alegoria. É a mais famosa da obra de Platão e talvez seja a mais famosa de toda a cultura ocidental, que é o mito da caverna, que na verdade não é um mito, é uma alegoria, né, da caverna. Então aí nós vamos começar a analisar ele e aí a gente encerra a os mitos da República. Aí nós vamos avançar para outras obras. Enfim, já passamos do nosso tempo. Vamos chamar a nossa querida Elôa para ver se tem alguma questão. Cheguei, Thaago. Thago, tem uma questão da nossa querida Lina Calil aqui. Opa, essa minha amiga querida que eu já mando um beijo para ela aqui. Saudades de você. Isso aí, nossa amiga, ela colocou aqui

Cheguei, Thaago. Thago, tem uma questão da nossa querida Lina Calil aqui. Opa, essa minha amiga querida que eu já mando um beijo para ela aqui. Saudades de você. Isso aí, nossa amiga, ela colocou aqui uma questão, né, que essa visão mítica não seria uma condição de transição. Aí ela complementa embaixo logo depois, fazendo um paralelo de pensamento no processo evolutivo. Ela faz esse pequeno comentário. Uhum. Então, eu acho que eh isso se aplicaria se fosse numa ordem, digamos assim, ascendente, né? Porque ele diz a aqui no mito é o seguinte: "Tanto os homens podem reencarnar nos animais quanto os animais depois em homens". Isso dos animais a gente sabe que é um processo evolutivo, gradativo, que isso de fato acontece, né? Eh, agora o contrário não, mas eh como eu eh disse, eu acredito que nós podemos entender isso de maneira mítica mesmo, simbólica, né? Como se cada animal, digamos assim, representasse um gênero de prova, né? Se nós voltarmos aqui, o texto ele nos dá a condição de entender dessa forma. né? Por exemplo, no caso do Orfeu, que ele se transforma em um Cisney, né? Ele retorna no C. O Cisney, na Grécia antiga era o símbolo da sabedoria. E é tanto que ele diz assim, ele não querendo mais retornar no corpo, né? Ele é é um o é tanto que um um tem um sonho de, eu já contei isso em algum momento desse estudo, que eh Sócrates, antes de reencontrar Platão, ele tem um sonho que um cisney jovem ele dá um voo. A gente sabe que o cisney ele só voa quando ele é mais velho, né? ele tem uma certa idade, eh, e que então isso era algo, digamos assim, estranho. E aí quando ele ele ele vê Platão, ele identifica a a aqui está a ave de Apolo, né? E era a representação do deus Apolo. Que que era Apolo? Apolo era o Deus da sabedoria máxima. Máxima, né? Eu eu eu sei que tudo isso é muito assim simbólico, mas a cultura mas a a a Grécia funcionava assim. E isso também se dava na cultura hebraica, né? Se a gente for estudar com carinho o Antigo Testamento e não ler o Antigo Testamento

to assim simbólico, mas a cultura mas a a a Grécia funcionava assim. E isso também se dava na cultura hebraica, né? Se a gente for estudar com carinho o Antigo Testamento e não ler o Antigo Testamento de maneira literal, né? Eu não tô com um livro aqui que fala sobre isso, porque senão eu ia até mostrar para vocês. É, é justamente isso. É, são culturas que se expressam através de símbolos, né? Não é nunca. Claro que havia aqueles que acreditam que de maneira literal até hoje, né? Tem gente que lê o Antigo Testamento e lê de maneira literal, por isso que acredita em céu, inferno. Eh, acredita, né, que que, por exemplo, Moisés abriu o mar, né, e os caminhou por ali, acredita na literalidade das sete pragas do antigo Egito. E na verdade, isso é interessante, Elô, porque os próprios hebreus, os próprios judeus mais modernos, se a gente for, por exemplo, na Idade Média ler o a o Talmud e alguns sábios, né, alguns rabinos talmudistas, a gente vai ver que era, eles entendem aquilo tudo como símbolo, eles não entendem aquilo de maneira literal. os gregos da mesma forma. Então, por isso que particularmente eu interpreto essa passagem aqui, não de maneira literal, mas de maneira simbólica. Posso estar errado, né? Sem dúvida nenhuma, não, não, não sou um expert, né, na obra de Platão, apenas um curioso, mas eu vejo assim. Muito bom, Thaago. Ela ainda fez mais um comentário aqui nos contribuindo com a gente aqui. Ela falou assim: "Muito bom o tema sobre o vel do esquecimento. Gosto muito porque nos leva a pensar, com certeza". Então isso e e é interessante, a gente percebe essa questão, tem uma questão, eh, vou reelaborar o pensamento, tem uma questão eh na introdução de o Evangelho Segundo o Espiritismo, que é o controle universal do ensino dos espíritos, né? Nós podemos utilizar isso, eh, tanto no sentido de que os espíritos revelaram através diversos médiuns e através eh e e vários espíritos diferentes, né, mas também em vários momentos da história. E, e é interessante porque nós

eh, tanto no sentido de que os espíritos revelaram através diversos médiuns e através eh e e vários espíritos diferentes, né, mas também em vários momentos da história. E, e é interessante porque nós percebemos que essas verdades elas estão espalhadas em vários momentos, em vários povos, em várias culturas. Então, o espiritismo ele não traz nada de novo, ele só sintetiza essa sabedoria, aquilo que na filosofia a gente chama de filosofia perene. Por quê? É uma sabedoria atemporal, ela é de todos os tempos, né? Então nós vamos encontrar esses elementos em várias culturas, em vários momentos da história. Foi o que aconteceu justamente, né, eh aqui com a obra de Platão. E a gente acha essa questão do verbo do esquecimento, porque ele justifica por que a gente nós não lembramos. Bom, é porque a alma ela vai lá no vale do rio Lata, né? Ela toma da água e bebe. E quando ela bebe, ela esquece o que ela foi do passado. É, é uma forma mítica da cultura grega de explicar isso, né? De explicar porque que a alma não se recorda, né? Não se lembra. Enfim. Eh, dá o boa noite aqui pra nossa amiga Ktia Ferreira. Ferreiraando aqui. Então é isso, minha amiga. Thaago, só tira, me tira uma dúvida aqui. Platão chega a ensinuar aí que só os verdadeiros filósofos que buscam conhecimento e que cultivam a alma pode escapar desse ciclo de encarnação ruim. Seria mais ou menos isso? Sim, sim. É, é, é exatamente isso, Elô. Eh, então, além de ter a escolha das provas, eh, ele deixa claro que alguém que adquire sabedoria, e veja, sabedoria e filosofia no pensamento de Platão não é a mesma coisa que nós entendemos hoje, né? Porque o filósofo é um amante do da sabedoria, né? Isso é uma herança do pensamento pitagórico de Pitágoras que bebeu no nos cultos iniciáticos da antiga Grécia, tanto dos aleú quanto os ófos. E eh tinha um caráter de um ser. E nós vamos ver isso inclusive no no mito eh da eh da caverna, o mito da caverna, que é aquele que eh se se não só despertou para uma sabedoria espiritual

nto os ófos. E eh tinha um caráter de um ser. E nós vamos ver isso inclusive no no mito eh da eh da caverna, o mito da caverna, que é aquele que eh se se não só despertou para uma sabedoria espiritual muito grande, mas vive ela, né? Então não é conhecer muitas coisas. Por isso que a sabedoria é aquele, é aquele que se depurou, que já tem a semelhança de Sócrates, né, que tem essa sabedoria espiritual e vive ela, né, e vive. é testada a todo momento. Da mesma forma que Sócrates foi. Sócrates foi acalhado, ele foi julgado, ele foi condenado à morte e mesmo assim ele não cedeu, né? Então, sabedoria é uma sabedoria espiritual, né? O filósofo, nesse sentido socrático e platônico é aquele que detém uma sabedoria espiritual muito grande, uma que ali é conhecimento e vivência, né? Então, seria mais ou menos isso. Muito bom, Thago. A Lina fez um comentário até muito interessante aqui, ó, Thaago, até hoje oferecemos um gole de água para passar um susto, a dor. Muito bom. Bom, Thaago, acabou os comentários aqui, o pessoal, as reflexões que foram feitas. A gente te agradece muito mais uma vez, né, por estar conosco, contribuindo e distribuindo um pouco do seu conhecimento pra gente. Muito obrigada, né, e até o próximo programa, né? Até o próximo. Então pessoal, se vocês gostaram do episódio de hoje da gravação, acessa lá a nossa playlist para quem perdeu os outros episódios, né? Vamos assistir, vamos recordar, vamos estudar que é muito bom, né? E se você gostou do nosso conteúdo, dá o seu like aí, não se esqueça, compartilha, né? Deixa seus comentários lá na na na descrição lá do vídeo, que isso ajuda muito o canal a crescer. Nós agradecemos a vocês, todos vocês aqui. Um beijo no coração de cada um de vocês aí, tá? que estiveram conosco e até a semana que vem, se Deus quiser. O espiritismo surgiu como uma ciência de investigação das relações do mundo espiritual com o mundo material. Allan Kardec, o sábio mestre lionês, se utilizou das luzes do seu tempo para iluminar o mundo invisível e aclarar uma

uma ciência de investigação das relações do mundo espiritual com o mundo material. Allan Kardec, o sábio mestre lionês, se utilizou das luzes do seu tempo para iluminar o mundo invisível e aclarar uma realidade nova. Não mais véus e mistérios, sobrenatural e nada, mas uma perpétua continuidade entre os dois mundos. Pesquisando a mediunidade com lógica e razão, Allan Kardec pavimentou uma estrada segura entre o além túmulo e o plano físico, demonstrando que o espírito triunfa sobre a morte e que céu e inferno são apenas estados de consciência. É pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade espírita a se debruçar sobre o tema invisível, ciência investigativa como instrumento ético. O sexto congresso do espiritismo.net nos dias 27 e 28 de setembro de 2025 no Rio de Janeiro. Informações e inscrições no site www.espiritismo.net. espiritismo.net/congresso. Congresso.

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