#75 • Jesus e Saúde Mental • Lei de destruição e Saúde mental

Mansão do Caminho 01/05/2024 (há 1 ano) 1:04:56 3,946 visualizações 682 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Episódio 75: Lei de destruição e Saúde mental » Apresentação: Leonardo Machado e Sérgio Lopes

Transcrição

muito boa noite eu queria começar o nosso Jesus de saúde mental de hoje que é sempre especial quando temos o nosso amigo Sérgio Lopes que podemos então aprofundar algumas reflexões com uma música que tem ecoado muito na minha mente que é da Edit Piaf no regret nele B nele mal nem o bem nem o mal porque tudo que aconteceu me fez o que eu sou hoje passado ultrapassado eu começo minha vida a partir de agora não eu não me arrependo de nada para podermos lidar com memórias para poder lidarmos com emoções para podermos lidar com a nossa história desta e de outras existências é preciso que nós possamos ter essa postura que a Edit Piaf muito bem cantou nessa música e De certa forma ela Ressurge em o momento em que todos estavam pensando que ela não tinha mais uma carreira para conseguir ir paraa frente porque ela estava muito deprimida Além disso com um quadro de alcoolismo e tinha uma cirrose hepática e ali encontrando essa música que um compositor havia ali apresentado ela Ressurge digamos da cinza e nos propõe essa perspectiva do Desapego nem ficarmos preso ao que foi bom lamentando o hoje aparentemente ruim nem também ficarmos presos ao que foi ruim lamuriando as consequências do Passado no hoje estarmos aqui agora na Perspectiva do que a doutrina espírita nos convida na reencarnação se ela fosse reencarnacionista e se a música trouxesse a perspectiva da reencarnação provavelmente essa ideia do começo agora seria ainda mais verdadeira Porque estaria nos colocando de uma de um certo esquecimento terapêutico que Deus nos dá a nessa vida para que a gente possa seguir em frente tocar o barco e isso vem tudo a ver com a nossa lei estudada na noite de hoje a lei de destruição como essa lei de destruição pode se articular com construção de saúde mental sobre os cânticos da Edit Piaf eu queria convidar você para ficar conosco comigo e com Sérgio Lopes esta noite mais uma vez muito boa noite Sérgio muito boa noite todo que vocês que estão em casa eu trouxe um pouco da Edit Piaf que tem

ueria convidar você para ficar conosco comigo e com Sérgio Lopes esta noite mais uma vez muito boa noite Sérgio muito boa noite todo que vocês que estão em casa eu trouxe um pouco da Edit Piaf que tem aquela voz de um xinol melancólico e que começa a sua trajetória ela que teve uma vida muito difícil uma vida de a mãe a abandona na verdade não só ela como a casa para seguir a vida de artista ela muito nova fica com essas feridas não sofre um abuso do pai digamos assim sexual abuso físico o pai mas de uma forma eh de muitas dificuldades né E quando ela chega na adolescência ela quer seguir a carreira também eh de cantora tudo e acaba Seguindo os passos da mãe e a música Primeira mais famosa que ela se projeta é uma música que ela compõe junto com outra pessoa Lavi em Rose né a ideia de uma vida Rosa né com as aspirações da mulher daquele tempo uma vida com um esposo filhos cuidando da casa Enfim uma vida tranquila Uma Vida Cor de-rosa e ela sedenta né Por por amor embora conseguisse apenas o prazer ela acaba tendo vários relacionamentos vários casamentos né Eh a gente não sabe se ela tem um trastorno bipolar do humor mas com certeza a depressão sim e depressões muito graves que não tinham tratamento medicamentoso na época Então ela busca o álcool e entra no alcoolismo e esse álcool acaba D destruindo o próprio fígado dela né então ela entra num quadro cirrótico mas antes de entrar nesse quadro cirrótico você vê uma outra música famosa composta por ela que é o hino ao amor esse hino Ao amor ela já não propõe Uma Vida Cor de Rosa né De certa forma com decepções ela então começa a pensar assim que talvez no futuro né na imortalidade e Deus reúna aqueles que se amam termina o in ao amor e no ostracismo ali muito adoecida é só você colocar no YouTube né Eh essa música no J regret ran você vai ver ela ao vivo mesmo assim a gravação da época ela já muito carcomida o corpo mas com a potência da voz porque ela Traz essa postura de um certo desapego né nem a lamúria nem a lamentação nem a lamúria

r ela ao vivo mesmo assim a gravação da época ela já muito carcomida o corpo mas com a potência da voz porque ela Traz essa postura de um certo desapego né nem a lamúria nem a lamentação nem a lamúria pelo que foi nem a lamentação pelo bem que passou né uma postura de início e eu acho que isso tem a ver com a perspectiva da destruição na lei eh moral que o espiritismo nos traz eh por dois vieses né o viés que a gente pode entender a lei de destruição como uma lei de transformação mas acho que tem um pouco mais de profundidade não só transformar me parece que tem algumas coisas assim que preciso começar do zero né digamos realmente passar por um processo de destruição que nos remete a uma série de reflexões e pegando um pouco o exemplo da vida da edaf eu que queria eh agradecê-lo mais uma vez por estar aqui e passar a palavra para você para que você possa começar aí nossas reflexões também Leonardo Boa noite amigos da TV mansão do caminho um prazer estar aqui fiquei pensando Leonardo Enquanto você falava da Edit Piaf fiquei pensando assim quem de nós não tem algum alguma destruição dentro de nós né a destruição ela convive com a conservação no noso encontro anteri FV sobre lei de conservação e cardec situa lei de destrui claro que quando CeC avalia assun esse tpico irá trazer ai de destruição em torno da questão do dos aspectos da Guerra dos fenômenos naturais Talvez um desafio para nós hoje seríamos pensar no que que há de destruição dentro de nós como como um princípio psíquico também porque algum tempo depois depois do do Advento do espiritismo no final do século eh x quando Freud estudará principalmente depois de 1900 até 1920 primeiro ele teria falado em em instintos de conservação mas lá em 1920 1919 1920 ele percebe que existe dentro dos seres humanos uma força contrária à conservação que ele chamou de pulsão de morte ele já havia estudado a pulsão de vida ele percebeu que na pulão de vida existem dois instintos coincidindo com Kardec instinto de conservação e

ntrária à conservação que ele chamou de pulsão de morte ele já havia estudado a pulsão de vida ele percebeu que na pulão de vida existem dois instintos coincidindo com Kardec instinto de conservação e instinto sexual né A Conservação a perpetuação da espécie e a libido Eros né que seria que no no na visão espírita seria lei de reprodução Então seria assim pulsão de vida instinto de de sexual né pulsão de vida lei de conservação lei de reprodução instinto sexual instinto de conservação Kardec lança em forma de leis Freud lança em forma de instintos na apresentação mas depois ele se dá conta que algo dentro do organismo algo dentro do organismo trabalha ao contrário da conservação né Ele percebeu Principalmente quando ele estudou a compulsão à repetição e no alas de guerra ele viu que estes fenômenos eles permanecem na mente e que o ser humano ele tem algo de destrutivo inato dentro dele também ele chamou de pulsão de destruição é quando ele fala assim que tudo a nossa vida tem uma finalidade segundo Freud segundo a psicanálise lá no seu início nem todos os autores psicanalíticos concordam com isso depois de Freud teve o inicot que pensou um pouco diferente disso aí mas Freud lá no início dizia assim tudo que a vida pretende é chegar ao fim e ele chamam esse de princípio do Nirvana que é retornar de onde nós saímos Olha que interessante Freud dizia assim nós viemos do inorgânico Nós viemos da onde não havia consumo de energia onde havia uma uma inércia um estado de zero no estado zero e que o organismo tenderia a voltar teria uma força pulsional que empurra o organismo para voltar para esse estado zero então o fim da vida seria voltar para o início e o espiritismo diz um pouco diferente isso ele não diz que voltar para o nada mas voltar para o lugar de onde saiu que seria a vida espiritual Então existe uma coincidência aliás tem uma passagem muito bonita no Evangelho Segundo espiritismo e que fala sobre esse essa ção de de morte de uma outras palavras no capítulo na parte do

espiritual Então existe uma coincidência aliás tem uma passagem muito bonita no Evangelho Segundo espiritismo e que fala sobre esse essa ção de de morte de uma outras palavras no capítulo na parte do item a melancolia que diz assim sabeis porque as vezes uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga vida olha só que interessante que ele diz é é é que o vosso espírito aspirando a felicidade e a liberdade se esgota jungido ao corpo que lhe serve de prisão em vãos esforços de sair dele são inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor ou seja existe algo que nos convida a retornarmos para a vida espiritual isso se dá através da lei de destruição ninguém quer viver para sempre né existe algo que diz assim tem hora que tem que envelhecer tem hora que tem que morrer isso é um princípio natural é claro que se esse princípio estiver vigorando dominante ele nós vamos nos tornar destrutivos então por isso que existe o instinto de conservação que em equilíbrio com o instinto de destruição nós vamos procurando manter este estado de Harmonia até o final da vida e só para não alongar muito Leonardo lá no no no no túmulo de Kardec diz assim nascer morrer Renascer ainda progredir sempre tal é a lei mas eu acho muito importante assim nascer morrer muitas vezes nós espíritas pulamos essa parte do morrer nascer vida eterna segue vivendo e já renasce depois não para Renascer precisa morrer então nós morremos o Leonardo vai deixar de existir o Sérgio vai deixar de existir como o Leonardo como Sérgio quando a gente morre a gente perde a nossa identidade nesse momento e depois vai seguir outras etapas com outros ingredientes com outras situações mas nascer morrer lei de conservação lei de destruição nascer lei de conservação morrer lei de destruição Renascer ainda lei de reprodução e por aí nós vemos as leis Morais eh que é o nosso assunto né na saúde mental eh cursando dentro desse Princípio Fundamental que Kardec já havia percebido isso lá na época da

r ainda lei de reprodução e por aí nós vemos as leis Morais eh que é o nosso assunto né na saúde mental eh cursando dentro desse Princípio Fundamental que Kardec já havia percebido isso lá na época da codificação e uma coisa Leonardo que é interessante porque quando Kardec pergunta pros Espíritos ele usa esse termo na pergunta 728 Ele pergunta no item a assim o instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos por desígnios providenciais Olha que interessante o Kardec usa esse termo o instinto de destruição Kardec também já percebia que existe uma parte do nosso da nossa instintividade que Visa destru né E aí o os espíritos não corrigem Kardec não diz assim não não existe instinto de destruição eles não dizem olha não só tem só tem vida não eles dizem assim as criaturas são instrumentos de que Deus se serve para chegar aos fins que objetiva para se alimentarem os seres vivos reciprocamente se destróem destruição essa que obedece a um duplo fim a manutenção do equilíbrio na reprodução que poderia tornar-se excessiva e que o utiliza os despojos do invólucro exterior que sofre a destruição então assim na lei natural está previsto a destruição isso é muito interessante iso é um assunto muito importante da gente falar porque esse instinto de destruição ele nos anima E aí Leonardo a gente pode render bastante esse assunto daqui para frente é é porque certa forma essa devo até dizer que é uma das leis que eu achei mais difícil de conseguir compreender de fato porque geralmente é mais fácil entender destruição como transformação né quando você pensa em transformação eh mas existe um que a mais Ah um que a mais de de renovação total né de escombro algo que precisa ter escombro para você ressurgir a ideia que Castro Alves traz uma poesia dele chamada marchemos que dá a ideia de movimentação né marchemos e começa assim eh a mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos ou seja Tem coisas que a gente não sabe aprofundar totalmente a gente racionaliza intelectualização nos mistérios dos

o né marchemos e começa assim eh a mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos ou seja Tem coisas que a gente não sabe aprofundar totalmente a gente racionaliza intelectualização nos mistérios dos destinos aí ele fala assim da luz do Criador nós nascemos múltiplas vidas vivemos para a mesma luz volver que é um resumo da visão espírita né eh e aí quando você traz a o princípio do Nirvana na psicanálise na visão de Freud é interessante que quando a gente pensa assim da luz do Criador nascemos voltamos paraa luz do Criador fazemos um caminho e depois retornamos o Nirvana a a gente vai pegar o hinduísmo e o budismo que é onde a gente encontra essa ideia todos trazem uma similaridade Na minha percepção que é uma certa Quietude a a a necessidade né Ou pelo menos a o desejo que a gente tem de uma certa Quietude né porque no final das contas eh eu tava falando com com Paula recentemente assim ó paciência não é uma coisa inerte não é uma inércia paciência é uma questão ativa porque no nosso ser existe essa inquietude primordial nós somos intimamente inquietos né então a paciência não é uma coisa inerte de não fazer nada é uma postura ativa que digamos assim faz um Prelúdio dessa tranquilidade que a gente não sabe exatamente a gente tem um um rudimento um um um um digamos assim um um germe dessa Quietude e já que o o o a você falou do Nirvana do Freud Uhum eu acho interessante a gente pegar a visão hindu né que é que nos né que o que que o hinduísmo traz o hinduísmo pode ser visto como uma visão politeísta é uma percepção mas quando você aprofunda a visão hinduísta você percebe que é uma visão também monoteísta e que esses vários deuses hindus são vários na verdade várias manifestações eh do divino né não seriam Deuses em si como na mitologia grega seria um Deus que tem várias manifestações bem há possibilidade de debater não é aqui o o o espaço né mas uma das manifestações do divino no hinduísmo é Shiva e Shiva é o Deus da destruição que tudo constrói então é curioso né é o Deus da

ções bem há possibilidade de debater não é aqui o o o espaço né mas uma das manifestações do divino no hinduísmo é Shiva e Shiva é o Deus da destruição que tudo constrói então é curioso né é o Deus da destruição que ao mesmo tempo tudo constrói então é como se assim olha Às vezes a situação tá tão eh eh encrencada que é preciso de fato uma destruição para uma renovação ou ou né Essa destruição tá no bojo mesmo da própria transformação então Acho interessante quando você pega várias visões Espírita hinduísta psicanalítica assim um bojo porque e acho que é interessante essa postura porque às vezes nós ficamos apegados a um passado né quer seja apego a uma coisa que a gente acha que foi boa aí eu falei a palavra lamentação né porque passou e a gente queria ficar nesse passado de aparentemente Glória se a gente pensar inclusive nessa questão do divino Olha aí a melancolia que você trouxe muito bem uma das facetas da melancolia que as pessoas às vezes esquecem né de que tem no próprio evangelho um quadro depressivo não necessariamente de perturbação eh inferioridade mas uma perturbação da nossa tranquilidade o nosso desejo de um retorno né mas como nós não somos pacientes a gente quer um retorno agora um retorno já e esse retorno precisa de uma paciência de uma construção evolutiva interna eh então é interessante tem um respiro e tem um respiro também no processo né que a a destruição como o o o a o Duo da conservação é é é um momento em que se respira para um novo processo assim numa relação sexual principalmente no homem o homem tem um um ápice de excitação e chega ao ao orgasmo quando chega ao orgasmo ele declina é um processo destrutivo da excitação imagina se só houvesse excitação haveria um curto circuito no sistema porque é preciso Um respiradouro né é preciso André Luiz fala no no no Mundo Maior caldear fala que são o respirador dos impulsos ele diz que a reincarnação é o respiradouro dos impulsos assim como o o o sono é o respirador do dia assim como o Êxtase

é Luiz fala no no no Mundo Maior caldear fala que são o respirador dos impulsos ele diz que a reincarnação é o respiradouro dos impulsos assim como o o o sono é o respirador do dia assim como o Êxtase após o orgasmo é o respirador da excitação como uma forma de tornar de trazer um novo equilíbrio então um sistema onde onde só houver estímulo seria um sistema que entraria em colapso é aí que a que que o organismo precisa de períodos de destruição por exemplo destruição da atividade destruição da excitação destruição então agora é um é um termo que a gente usa como um respiro como uma diástole né imagina um coração que só estivesse em sisto né então ele precisa cisto precisa de inclusive o coração quando fica só estimulado ele fibrila né e para mas a parar ele não é parado uma das formas mais comum de parar é a fibrilação né fica coração fica mais ou menos assim nessa nessa estimulação caótica que o o tá trazendo né exat quando uma pessoa tá doente vamos vamos mudar vamos mudar a colocação não vou colocar na forma de doença mas quando uma pessoa tá quando ela não suporta o processo depressivo quer dizer a depressão pode ser entendido também como uma desaceleração da pressão existem processos depressivos que não são doenças são respiros momentos depressivos momentos tristes que a pessoa precisa passar para poder se reconstruir existe um uma uma um aspecto estruturante nos momentos melancólicos existem muitas vezes um um um um um um momento em que a pessoa se redescobre São nesses momentos de tristeza tá então aí não não depressão mais como uma doença Clínica mas como um processo como uma posição mental que é necessário da pessoa passar para que ela se reconstrua para que ela se redescubra nãoé então eh uma pessoa que usa droga uma pessoa que cheira cocaína por exemplo ela não ela não suporta passar por esses momentos depressivos e ao colocar um estímulo de uma droga como anfetamina como O êxtase como a a cocaína que são psicoestimulantes que que acontece com o sistema entra num

ão suporta passar por esses momentos depressivos e ao colocar um estímulo de uma droga como anfetamina como O êxtase como a a cocaína que são psicoestimulantes que que acontece com o sistema entra num processo de como se fosse uma fibrilação mental E aí acaba havendo overdose etc uma série de coisa e quando a pessoa sai daquilo entra numa abstinência Aí sim entra num quadro depressivo mais profundo mesmo então assim lei de destruição quando Kardec fala eh ele tá nos trazendo um movimento uma ideia de um movimento necessário à Vida esse termo destruição para nós ele tem uma conotação negativa né quando a gente ouve destruição diz Ah isso é uma coisa ruim mas quando Kardec situa esse assunto nas leis Morais e quando a gente estuda isso em diversos setores do Saber humano nós perceberemos que é uma parte constitutiva não só da mente mas como muit bem colocou aí da Vida em vários significados dentro dessa perspectiva do respiro e do esgotamento pegar inclusive um dos sintomas depressivos aprender com a psiquiatria por exemplo né Eh a pessoa fica cansada fica sem ânimo sem energia e geralmente a gente pensa no cansaço como algo muito ruim por quê Porque nós somos muito assim uma sociedade eh não gosto muito de ficar se criticando a sociedade sempre não mas de fato nós somos muito euforizantes né a alegria como Euforia eh Uhum E aí eu gostaria de pensar a fala de Jesus bem-aventurados vós que estais sobrecarregados ou algumas traduções cansados o cansaço como sendo uma possibilidade eh de um de uma modificação né o Renato Russo vai dizer muitos temores nascem do cansaço cansaço e da solidão e da Solidão Então muitos de fato muitos temores nossos nascem quando a gente tá esgotado n por isso que o paradigma às vezes hoje é o Burnout né mas já foi a neurastenia já foi a Síndrome da Fadiga Crônica Ou seja a adoecimento situações que nos mostram um esgotamento mas não é esse cansaço que a gente tá falando de um esgotamento que não tem vitalidade É um cansaço que traz vitalidade um

Fadiga Crônica Ou seja a adoecimento situações que nos mostram um esgotamento mas não é esse cansaço que a gente tá falando de um esgotamento que não tem vitalidade É um cansaço que traz vitalidade um cansaço que traz vitalidade no sentido de trazer abertura para uma modificação né então eh uma coisa é o cansaço que desvitaliza tem mais a ver com a própria função que essa visão destrutiva negativa digamos assim esse outro cansaço é um cansaço que dá a possibilidade de você refazer as ideias então o Jesus fala bem-aventurados os que estão cansados os que estão sobrecarregados e fala assim e Aflitos né então a aflição como um espaço de possibilidade de mudança porque grandes da parte vamos ver a história agora saí da parte psíquica e vamos ver a história grande parte das vezes as guerras elas acabam não por causa do Amor não por causa da Paz em si e sempre que as pessoas estão cansadas estão exaustas né cansadas então o cansaço é inclusive uma possibilidade Divina de a gente poder né eu digo assim Sérgio o cansaço às vezes é a brecha que Deus encontra para construir o amor em nós né certeza uma brecha né se nós tivéssemos só o amor nós não nos descobriríamos amorosos porque no amor existe destruição uhum né É porque Deus nos ama está embutido na lei de Deus a lei de destruição Então existe um momento do amor um momento do amor que é um momento de descenso de esgotamento de aflição eu acho que esse momento que você muito oportunamente Traz esse Esse aspecto para o nosso para nossa reflexão eu me lembro da da importância do luto do luto no nosso meio nós estamos falando prioritariamente aqui certamente para espíritas né e no nosso meio existe Muita confusão em relação a esse assunto quando alguém morre a outra pessoa entra num luto ou pelo menos deveria entrar porque quando a gente perde de uma pessoa a gente perde mesmo a gente perde fisicamente ela não está mais aqui e é muito importante entrar em contato com sentimentos que fazem parte deste momento como a tristeza a

a gente perde de uma pessoa a gente perde mesmo a gente perde fisicamente ela não está mais aqui e é muito importante entrar em contato com sentimentos que fazem parte deste momento como a tristeza a saudade Esse é um momento de falta de energia é um momento que não se tem vontade de fazer as coisas isso não é doença muita gente procura o psiquiatra para tomar remédio para não sentir isso o sentir isso é fundamental porque este momento em que Nós entramos em contato com esta falta ele é estruturante como é que eu sou sem este outro sem esta outra pessoa como é que eu me redescubro sem ter esta companhia certo então esse esta reconstrução que tu fala é muito importante e eu chamo atenção paraa Nossa reflexão aqui assim do Cuidado que a gente tem que ter como espírita para logo após que se perde uma pessoa não ter que ir atrás imediatamente de médiuns para receber mensagens espirituais de imediato como uma tentativa de negar o fato uhum sabe a independente da da questão consoladora que nós sabemos que existem um trabalho específico em relação a esse fato mas como como ideia é muito importante a gente pensar que é importante suportar a ausência porque quem não suporta a ausência do outro não suporta a si mesmo não se suporta porque é da vida que a gente nasce e morre e quando uma pessoa morre do nosso entorno é para nós vivermos sem ela e não para ficarmos em contatos espirituais incessantes como se a pessoa tivesse ido morar na cidade vizinha Uhum E a pessoa quer continuar a vida como se ela não tivesse se modificado entende Uhum Então ess esse esse momento aí né seja é muito difícil porque existe uma sensação de está perdido o luto e essa dor traz uma sensação assim e agora o que é a minha vida reconstruir traz a ideia e agora como é que vai ser minha vida até então eu tinha um planejamento eu tinha um propósito tinha uma ideia e é interessante que no luto A saudade não é só do que passou é uma saudade do Futuro que não vai chegar daquela forma que a gente tava pensando e essa dá uma

nto eu tinha um propósito tinha uma ideia e é interessante que no luto A saudade não é só do que passou é uma saudade do Futuro que não vai chegar daquela forma que a gente tava pensando e essa dá uma sensação assim de de estar perdido desnorteado né E essa é uma dificuldade de a gente eh sentir E aí eu acho bem interessante um filósofo coreano contemporâneo o bicho hanan ele ele cita muito o heidegger e tem um livro dele eh acho que a sociedade da Transparência ele fala muito interessante desse esvaziamento eh terapêutico E aí eu acho interessante isso que tô querendo dizer veja vamos supor eu eu esp eu Espírita Sérgio Lopes Espírita você Espírita eh Provavelmente comungamos algum propósito que é a evolução pessoal a caminhada a o melhoramento pessoal certamente comungamos algum propósito maior de seguir Deus de estar na trajetória do divino Esse é um propósito maior mas às vezes na vida e aí a momento de perda qu seja de pessoa física que seja de status de posições de tantas perdas né que simbolizam luto em que a gente sabe do Propósito maior mas não sabe o próximo passo que vai ter que dar e muitas vezes a gente quer o passo a passo o passo a passo né e é esse passo a passo que a gente tem que se esvaziar meio se dá a possibilidade de estar meio desnorteado meio perdido embora sabendo qual é a trajetória final Mas qual o caminho agora ó vou pra direita vou pra esquerda Qual o passo é importante Se esvaziar porque esse é um momento muito criativo no sentido de trazer coisas novas à tona eh às vezes até surgir eh memórias ressurgir tendências positivas que precisavam ressurgir mas como a gente tá muito apegado a uma a uma um passo eh e não tá E tá com muito medo de vivenciar essa sensação de perdido a gente às vezes não consegue né transcender que é a uma das principais perspectivas mesmo quando vem comunicação né seja eu tive uma experiência muito interessante de uma pessoa que me permitiu contar e já conté algumas vezes mas eh eh o o o a comunicação não vem tão

ais perspectivas mesmo quando vem comunicação né seja eu tive uma experiência muito interessante de uma pessoa que me permitiu contar e já conté algumas vezes mas eh eh o o o a comunicação não vem tão rápida né vem se vier vem quando é terapêutico se vier muito rápido às vezes é mais perturbador já algumas situações né sgo que o Sérgio também de mais perturbar e mais desnortear do que ajudar Às vezes vem a coisa mais vaga uma sensação mas as pessoas querem aquela resposta nós as pessoas assim Nós seres humanos uma resposta muito concreta concreta que alivia assim no sentido de você falou como se tivesse perto né e eu me lembro que essa jovem ela se sente extremamente desnorteada né um momento desnorteada veja que coisa curiosa desnorteada em qual passo seguir mas foi nesse momento de luto que ela se encontrou mais ainda com o Divino e aí ela era uma jovem médica E aí passou ajudando várias pessoas depois de um tempo S ela recebeu uma carta que não tinha como não se autêntica nomes eu falei mas tu não deu entrevista não não dei nenhuma entrevista eh T teu nome em algum local tem jeito social para ver não tinha nada que pudesse captar aqueles nomes sabe e fo realmente no momento adequado foi restaurador mas ela precisou vivenciar em terapia inclusive eh em em ajuda todo esse processo que o Sérgio tá dizendo tudo muito rápido né Sérgio eh geralmente é meio perto perado Se for muito muito rápido assim né geralmente é meio perturbado é eu quero sublinhar aqui que eu tenho muito respeito aos médiuns que trabalham com esse tipo de atividade porque eles consolam muita gente mas isso aí é é é preciso fazer uma um uma reflexão em torno da multidão de pessoas que imediatamente diante da morte de alguém já precisa imediatamente ter uma notícia e isso é um sintoma da nossa época por conta de que nós estamos vivendo um período muito forte de intolerância ao sofrimento e as frustrações aquilo que você falou né nós vivemos uma era de satisfação imediata e não é não são os outros não são a gente

nós estamos vivendo um período muito forte de intolerância ao sofrimento e as frustrações aquilo que você falou né nós vivemos uma era de satisfação imediata e não é não são os outros não são a gente mesmo né eu na sexta-feira passada eu saí de casa para uma atividade que eu tenho na sexta-feira e eu eu quando eu cheguei no local eu me dei conta que eu não tinha levado o celular e aí eu olhei pra minha mãe eu tava tremendo porque a primeira coisa que me passou na cabeça assim quanta gente vai me procurar e se eu precisar falar com não sei o quem e e significaria assim ficar umas 3 horas me 4 horas sem o celular e aquilo já foi um assim eu fiquei pensando mas quem sabe eu eu entro em contato para alguém mandar para mim já fiquei tentando resolver no imediatismo e depois eu parei para pensar digo assim mas eu vivi a maior parte da minha vida eu vivi sem celular eu já cheguei aqui e as pessoas conseguem esperar né Aí eu Relaxei fiz a minha atividade chegou no final do dia ninguém tinha morrido a vida continuava e assim mas este sentimento principalmente com celular a gente tem muito isso de uma certa fantasia de algo ilusório de uma conexão permanente não pode haver destruição da conexão então novamente lei de destruição que seria esse desligamento necessário ao psíquico porque Qual é Uma das uma das patologias da nossa modernidade Ô Léo é o não desligamento do psíquico pessoas que estamos vivendo com WhatsApp permanente a internet permanente o conjunto de informações permanentes E hoje nós temos um fenômeno mais perigoso ainda que são as lives permanentes os cursos permanentes pela internet a pessoa chega fim de semana em vez de descansar Ela faz cursos de fim de semana para como continuar para como recuperar felicidade e e e aulas paraa pessoa ser feliz é uma doença é uma doença porque isso não combina com um com um um respiro com isso que nós falamos com uma atividade que faz parte da mente que faz parte do universo que precisa do e precisa do off nós precisamos do off quem não tem

isso não combina com um com um um respiro com isso que nós falamos com uma atividade que faz parte da mente que faz parte do universo que precisa do e precisa do off nós precisamos do off quem não tem off não dorme não desliga a mente não se redescobre não se reinventa então por aí tem a ver com a capacidade de aceitar frustrações né De certa forma a capacidade de aceitar um desejo não atendido quia um desejo de Sempre completo falando isso para fazer um gancho também você trouxe um autor chamado winicott que é um autor importante da psicanálise né e um autor que eu escutei bastante meus professores durante a formação tinha um grupo que gostava muito estudava muito e me me trouxe um seguinte conceito dele né que era da mãe suficientemente boa e me parece que a mãe suficientemente boa eh é aquela mãe que entende a sua limitação também que não precisa ser boa perfeita ou seja eh eh realizar todos os desejos da criança do ser humano ao contrário Ela precisa também saber frustrar então não deixa de ser um pouco de destruição né não deixa de ser um pouco de off ali do desejo que a criança tem e é essa frustração que vai tornando o o a criança madura vai amadurecendo E aí ele falar esse termo suficientemente boa e eu me lembro de uma uma psicanalista professora psiquiatra também pessoa excelente ela ela falava assim Léo como foi bom ler o que o unicot na época deu uma série de entrevistas eu acho que foi pra BBC não sei E aí el sim ele tinha um programa na BBC né E então ele fez uma série de entrevistas e era pro público geral que até acho bem interessante porque ele era pediatra né Originalmente falando e aí el falava pro público geral pras mães assim essas ideias E isso gerou livro e ela falou Leo foi tão Consolador porque ela conseguiu se amar né nas suas insuficiências e ver que isso não era sinônimo pejorativo mas algo muito construtivo Essa insuficiência dela talvez ele temha você tem alguma coisa a dizer assim mais profundamente sobre o inicot Sim sim eu gosto muito do inicot

o não era sinônimo pejorativo mas algo muito construtivo Essa insuficiência dela talvez ele temha você tem alguma coisa a dizer assim mais profundamente sobre o inicot Sim sim eu gosto muito do inicot tem uma curiosidade sobre o inicot que ele era considerado o Beatle ble da psicanálise porque os programas dele tinham grande audiência ele por mais de 10 anos ele teve um programa de rádio na BBC de Londres que era um sucesso de audiência Total aonde ele dava exatamente esses conceitos eh sobre psicanal sobre o relacionamento da mãe mães e pais e filhos e família etc eh o inicot diferente do Freud o Freud ele ele entendia que existia uma pulsão de vida e uma pulsão de morte o inicot não acreditava impulsão de morte interessante é um psicanalista mas que construiu uma teoria que derivou um pouco da da original de Freud ele diz o seguinte que uma criança Quando Nasce porque o conceito de destruição tá ligado diretamente ao conceito de agressão agressão né só que para inicot a agressão de um bebê ela não é intencional ela não é pulsional o bebê não tem uma pulsão destr Por exemplo quando o bebê vai sugar o seio da mãe ele tem por força vital se alimentar Sugar tem um tem um movimento na direção de algo e naquele momento que ele suga o seio e ele pode morder quando ele morde Às vezes a mãe ela sente ela ela ela percebe naquele momento que ele não está fazendo isso na intenção de de machucá-la não há intenção mas no momento que ela faz um movimento de de recuo ele ele descobre naquele momento que o seu movimento agressivo pode machucar Então nesse momento nasce aos poucos obviamente que na no desenvolvimento a noção de que ele não é um ele sozinho de que existe mais alguém além dele no mundo então o conceito de winot assim de suficientemente de mãe suficientemente boa parte desse princípio de que quando a mãe mostra a sua presença e os seus limites porque uma mãe que fosse apenas boa ela gratificar infinitamente o seu bebê Então esse bebê ele cresce sem noção do outro sem noção do limite sem poder

do a mãe mostra a sua presença e os seus limites porque uma mãe que fosse apenas boa ela gratificar infinitamente o seu bebê Então esse bebê ele cresce sem noção do outro sem noção do limite sem poder frustrar aliás Nós temos muitos bebês atualmente de várias idades não é aqueles indivíduos assim porque uma mãe para wiot assim ou ela frustrou demais ou ela gratif demais a mãe suficientemente boa é aquela que tem um equilíbrio entre gratificação e frustração porque nesse vai vem das experiências é que o bebê vai descobrindo quem ele é e quem ele não é daí então surge o conceito de verdadeiro self não é e de falso self quando uma mãe ela é muito invasiva quando ela determina o que o bebê deve ter ou não deve ter o bebê cria o falso self é um bebê que ele existe para agradar a mãe então ele ele ele surge a partir dela então é muito lindo o conceito de winc sobretudo quando ele diz assim a agressividade patológica então ele estuda muito a a delinquência a personalidade antissocial ele entende que houve uma falha no desenvolvimento que houve algum tipo de movimento nesse bebê né que não houve um equilíbrio no desenvolvimento na relação parental e que derivou na forma de um sintoma então é como se ele através da agressividade dele estivesse denotando não uma maldade mas dizendo ali alguma coisa que lhe faltou né Isso é muito interessante quer ver uma coisa aproveitando a tua a o teu espaço que tu tá me dando agora aí para falar sobre o minic Eu acho que isso tem muito a ver com o que Jesus fazia eu não sei se vocês estão acompanhando mas eu estou e tô achando muito legal um seriado que se chama the Chosen Uhum E é uma versão obviamente ficcional sobre a vida de Jesus mas que no meu entendimento é a da que mais se aproximou daquilo que é razoável daquilo que é plausível provavelmente do que aconteceu com Jesus e nós temos o direito de criar o que quisermos porque afinal de contas a gente pode deve exercitar essa figura do cristo dentro de nós de várias maneiras e no episódio

mente do que aconteceu com Jesus e nós temos o direito de criar o que quisermos porque afinal de contas a gente pode deve exercitar essa figura do cristo dentro de nós de várias maneiras e no episódio tem algumas cenas me parecem muito bonitas Jesus quando Escolhe os seus apóstolos os seus discípulos ele tem algumas escolhas dele que cham Atenção Por exemplo quando ele escolhe Pedro ele diz para numa cena do The Chosen quando ele diz para PR pra esposa do do do Pedro e diz assim eu acho que você gostou ele dizendo para ela eu acho que você gostou no Pedro a mesma coisa que eu gostei que ele é selvagem ele é selvagem porque o Pedro n a gente sabe no no relato bíblico e no no episódio mostra um Pedro irritado mas um Pedro autêntico quando a esposa dele sofreu algumas coisas lá que Jesus não protegeu segundo o entendimento do Pedro ele ficou muito indignado ele ficou muito irritado com Jesus ele continuou seguindo fazendo tudo que Jesus dizia mas ele tava bravo com Jesus Ele tava indignado e teve uma hora que ele chamou Jesus e disse Mas como que tu não protegesse a minha esposa e tal e Jesus adorava adorava essa essa sinceridade essa agressividade porque não era uma É porque era autenticidade a agressividade no sentido do selvagem é algo inato que faz com que a pessoa seja de verdade ela mesma então só para ilustrar que estes conceitos que nós estamos tratando hoje são muito importante porque nós só somos realmente de verdade uma pessoa se nós tivermos dentro de nós uma boa dose de agressividade disponível né ô ô Sérgio que dá medo né a acho que é uma das emoções quando falamos de agressividade a gente tá falando da questão eh filosófica psíquica energética do ponto de vista científico assim de emoção isso tem muito a ver com a raiva né a emoção básica chamada raiva e raiva é tão comum no ser humano que há alguns teóricos das neurociências que dizem assim que o oposto da alegria não é a tristeza é a raiva que é tão comum a raiva mais do que a tristeza e de fato é uma das emoções mais comuns é um dos

há alguns teóricos das neurociências que dizem assim que o oposto da alegria não é a tristeza é a raiva que é tão comum a raiva mais do que a tristeza e de fato é uma das emoções mais comuns é um dos Estados da Alma mais comum de a gente sentir mas um dos que a gente tem mais dificuldade lidar né Eu acho que é um dos mais difíceis assim do ser humano até porque a raiva gerou gera guerras a gente pensa muito na raiva destrutiva Tem uma passagem de Freud não não l a obra toda dele mas dentro da formação né Tem um texto que me deram em que ele percebe essa raiva essa agressividade direcionado para si mesmo eh gerando comportamentos destrutivos Ele percebeu assim Às vezes tem uns pacientes que estão super bem E no momento que estão sei lá no análise caminhando os pacientes abandonam o tratamento e depois voltam E aí só que quando eles voltam Eles voltam piores e ele fica se questionando o que que fazia que força era essa que fazia com que o paciente abandonasse justamente no na fase melhor e voltasse pior e aí ele vai propor achei muito inteligente a percepção dele a questão de uma culpa né né é um comportamento de culpa inconsciente que fazia com que a pessoa se martiz asse voltasse ao estado anterior destrutivo ou seja de adoecimento de Sofrimento né era um E aí a gente pode usar esse termo hoje mais popular um autoboicote se a gente quiser fazer uma analogia com a doutrina espírita eu tenho feito muito Sérgio analogia com auto-obsessão que tá na base das obsessões né A gente só entra numa obsessão porque a gente se auto obsidia e essa auto-obsessão não deixa de ser um comportamento não deixa de ser uma uma postura mental que nos leva a um comportamento de Sofrimento pelo sofrimento não é um sofrimento depurador não é um sofrimento que lesiona é um sofrimento masoquista porque nos leva a algo não construtivo né e o Freud Traz essa questão porque eu tô falando da culpa da rabia porque culpa é uma raiva contra sigo mesmo né mágoa uma raiva para com o outro né né E aí a gente tá

s leva a algo não construtivo né e o Freud Traz essa questão porque eu tô falando da culpa da rabia porque culpa é uma raiva contra sigo mesmo né mágoa uma raiva para com o outro né né E aí a gente tá falando dessas mesmas energias destrutivas de forma mais Eh patológica mais atrapalhada mas eh não construtiva acho que esse é um ponto importante que eu acho que a gente vê muito né pelo menos em em nós n pessoas nos pacientes e nós mesmos né sim o o Freud ele ele chamava isso de reação terapêutica negativa principalmente o paciente chegando no final da da análise quando começava a ter grandes Melhoras e sentindo muito bem daqu um pouco começava a ter uma piora começava a entrar numa coisa destrutiva e E se o analista não se dá conta bem disso ele ele não entende o que tá se passando ali Freud Achava que esse era um momento que o paciente estava regido pela pulsão de morte né o inicot já pensava um pouco diferente Isso ele já achava que quando o paciente entrava nesta reação negativa era Possivelmente já em relação a alguma falha na relação terapêutica de alguma coisa que passou despercebido que o paciente começa a atacar para que o para que o analista possa ajudar ele a reconstruir algum processo interno da sua vida lá atrás provavelmente ligado à culpas e outras coisas que ficaram mal direcionados e que aparecem agora na transferência mas são são esquemas referenciais importantes porque tem pacientes né que são mais destrutivos mesmo tem pessoas que são mais destrutivas tem pessoas que são mais autodestrutivas temem pessoas que têm essa capacidade Então existe de todo tipo de gente no mundo mas eu concordo contigo numa coisa muito importante que tu trazes aí não que a gente esteja fazendo uma apologia à agressividade ninguém tá fazendo uma defesa paraa agressividade Mas querendo dizer que ela faz parte do humano faz parte do humano assim como a Sexualidade Então ela não pode ser demonizada Porque Jesus não fez outra coisa senão acolher ISO essas essas essas demandas e poder apresentar um

a faz parte do humano faz parte do humano assim como a Sexualidade Então ela não pode ser demonizada Porque Jesus não fez outra coisa senão acolher ISO essas essas essas demandas e poder apresentar um tipo de resposta em que ajudava a pessoa a ela se redescobrir se Reinventar então foi assim com Pedro foi assim com Saulo de Tácio foi assim com o Mateus né o Mateus tem uma cena muito bonita no The Chosen que mostra a Maria Madalena uma hora que ela que ela se sente culpada ela e ela volta de novo lá pro pro pro prostíbulo dela né ela volta pra Zona vermelha e quem é que vai lá para para resgatá-la Jesus pede que vá Mateus falar com ela porque Mateus era um coletor de impostos era uma pessoa considerada de uma ele se a autoestima dele era péssima E aí então ele vai até ela lá e aí ela diz assim eu sou eu sou um lixo ela disse eu sou um lixo eu tenho muitas coisas imundas dentro de mim eu não tenho por como ir acompanhar aquele homem Jesus né E aí Mateus diz uma coisa muito bonita para ela assim ele diz assim ô Maria eu não tenho nada que preste dentro de mim também eu sou sujo por dentro e naquele momento que ele diz isso e ela se sente igual a ele ela se sente acolhida por ele porque ele é igual a ela e aí a gente pergunta Quem de Nós não é quem de nós é limpinho quem de nós é uma flor maravilhosa perfumada Às vezes a gente gostaria que fosse mas não é nós temos as nossas sujeiras e ele chega para el diz assim eu não sou uma pessoa boa ele diz exatamente assim eu não sou uma pessoa boa e é por isso que eu venho aqui para te dizer que esse homem que tá lá ele gosta das pessoas que não são boas porque essas pessoas que não são boas são aquelas que TM coisas a melhorar coisas a avançarem somos nós e ela se sente tão acolhida naquel momento que ela volta com ele e quando Jesus recebe os dois ele dá risada diz exatamente isso né tô aqui pros pros sãos não são Os sãos não são os sãos que precisam de médico né Léo tem uma coisa muito interessante que sempre me outro dia um um um um conhecido meu que

isada diz exatamente isso né tô aqui pros pros sãos não são Os sãos não são os sãos que precisam de médico né Léo tem uma coisa muito interessante que sempre me outro dia um um um um conhecido meu que trabalha na área pris no sistema prisional na área criminal ele diz uma coisa assim quando no sistema prisional tudo tá muito calmo demais tem que se desconfiar lá dentro quem tá preso são pessoas que têm um histórico de conflitos dramáticos e o esperado normal é que eles estejam em conflito então quando tá tudo muito calmo no presídio é muito provável que estejam planejando alguma rebelião é alguma rebelião que tá a camimho quando tudo tá muito tranquilo significa que ou que tá entrando drogas à escondido ou que tem algum problema grave oculto acontecendo Aquele filho que fica quietinho bonzinho assim a gente vai ver o que que aconteceu gente per ah aí tem alguma traquinagem que ele fez Nós seres humanos quando estamos bonzinhos demais quando tudo Tá calminho demais é bom de desconfiar que ali tem alguma coisa que não tá bem porque o nosso natural é de nós termos conflitos termos aflições termos essas coisas humanas né certamente Sérgio eh por isso pela negação da raiva consequentemente A negação da culpa negação da mágoa é que nós temos muita dificuldade em perdoar porque veja é uma um remédio para lidarmos com raiva culpa ao perdão mágoa perdão dos outros então só tem sentido falar de perdão se nós admitimos a existência de uma raiva seja por culpa ou de mágoa Então antes mesmo da pessoa admitir que tá sentindo raiva ela já vai pro perdão ela não vai conseguir perdoar ela vai conseguir negar exatamente né mas perdoar não porque precisa e é o remédio para isso fazendo uma analogia porque não é uma doença raiva mas digamos assim é o antídoto é a a postura que faz com que a gente possa direcionar né Essa raiva porque é importante vamos supor se a gente não identifica que nós estamos sentindo raiva a gente pode inclusive amar literalmente a agressão que recebemos E aí a gente acaba se

irecionar né Essa raiva porque é importante vamos supor se a gente não identifica que nós estamos sentindo raiva a gente pode inclusive amar literalmente a agressão que recebemos E aí a gente acaba se identificando tanto você falou do presídio acaba se identificando tanto com o agressor que nos tornamos agressores também repetimos né Você usou a a a falar da compulsão de repetição repetimos porque a gente não consegue nem eh lidar com essa diferenciação Então passa por isso a aceitação de uma destruição né do que existe no universo né necessária para uma reparação das nossas intimidades né certeza a importância do se conhecer a si mesmo né Léo porque ela a a raiva existe dentro de nós existe a questão é saber onde é que ela tá Uhum é descobrir E para isso a pessoa precisa se olhar a pessoa pode estar negando ela pode estar assim tem coisa a pessoa pisou no teu pé ela foi lá e pisou no teu pé ai que amor não é raiva o sentimento humano e natural é raiva até porque se for sentimento natural amor o cara repete né Acho que perdemos o sinal voltou ter ficado a internet ficou com raiva de nós Olha também voltou você mas é isso então quer dizer o sistema nosso ele é ele inclui porque se nós temos uma parte reptiliana no nosso cérebro na nossa no nosso andar no nosso andar primeiro Da Cas mental ali tem um repositório de vidas passadas da animalidade de tudo isso Onde é que fica isso isso tem que est presente em algum lugar né então isso precisa no psíquico se manifestar de alguma maneira as pessoas que TM isso disponível é assim vão ser raivosos e destrutivos não mas tem como operacionalizar isso dentro de ti transformar isso dentro de ti e aí tu poder transformar Isso numa numa outra coisa numa outra resposta né e acho que dissesse muito bem o perdão só é possível Eu só consigo perdoar nos outros aquilo que eu reconheço em mim uhum né me fizeram alguma coisa mas eu fiz também eu já fiz várias vezes então eu posso perdoar porque é entre semelhantes o perdão não teria sentido

perdoar nos outros aquilo que eu reconheço em mim uhum né me fizeram alguma coisa mas eu fiz também eu já fiz várias vezes então eu posso perdoar porque é entre semelhantes o perdão não teria sentido se eu não tivesse nada a ver com o que me aconteceu é exatamente porque as pessoas falham comigo e que eu falho com os outros também que é possível de haver o perdão e o alto perdão né estava falando do The Chosen Também achei Fantástico viu achei Fantástico fiquei quando descobri maratonei assim e tô na expectativa de chegar a nova temporada vi no cinema porque você eu achei linda ali a cena de Jesus com as crianças né que sensibilidade né que coisa sensível ali ele pegou uma uma passagen Zinha e transformou num num episódio inteiro de Jesus antes de anunciar o reino para os adultos falar paraa criança aí eu vinha pensando assim Sérgio nesses nessas figuras né dos primeiros tempos esses primeiros Apóstolos eh e veja a gente encontra muita agressividade né Essa postura mais impetuosa no Saulo que vira Paulo no Pedro e eu fiquei pensando em Estevão porque veja só de certa maneira quase todos os discípulos diretos de Jesus por mais que eu amasse por mais que estivessem lá juntos no final das contas eh só conseguiram realmente compreender provavelmente a a alguns né a mensagem maior de Jesus depois da Ressurreição alguns como Tomé tiveram que tocar né Ou seja é uma fé baseada na razão então a fé baseada na concretude eh apenas João ao que nos contam né João ele está lá no final do Calvário a mãe Madalena talvez Jona de pusa poucas mulheres ali é e aom poucos os homens poucos ali porque tá certa ficaram inclusive com medo né Pedro com medo da hora final do martírio e é interessante você ver Estevão né o Jeziel o primeiro mar do cristianismo eu fiquei pensando na figura dessa pessoa né assim Na Na Na Autoridade moral dessa desse ser que não teve contato com Jesus mas acaba sendo o primeiro que entende assim me parece o que que é a a mensagem de Jesus um holocausto no final das

oa né assim Na Na Na Autoridade moral dessa desse ser que não teve contato com Jesus mas acaba sendo o primeiro que entende assim me parece o que que é a a mensagem de Jesus um holocausto no final das contas veja que coisa a mensagem de amor de Jesus os Que entenderam perceberam que termina no Holocausto na destruição na morte na crucificação é o simbolismo só que Estevão é o primeiro que consegue compreender é o primeiro Marte não foge mesmo sem ter contato eu fiquei pensando nessa nesse nesse papel e o papel humilde né porque eh por exemplo você vê né Estevão tem uma importância para os católicos tem uma importância na Bíblia mas é menos falado do que Paulo né Sim Paulo é bastante falado né E stevan tem aquela figura humilde de que tá na base a humildade que tá no humos como a gente colocou aqui que tá na base de sustentação da coragem de todos esses Apóstolos porque ele foi o primeiro que entendeu mesmo e se entregou olha seguir Jesus Meu amigo é de certa forma dar a vida em holocausto hum não foge tem a coragem de eh de se entregar fiquei pensando nessas né nessa grandiosidade do do Estevão e esse holocausto né que os hoje é uma outra forma uma outra forma de holocausto Mas não deixa de ser né não deixa de ser o amor vinculado a algum tipo de destruição porque se nós não temos ainda uma maturidade para entendermos o amor na sua inteireza na sua Plenitude né então Acho interessante a gente fazer esse essa essas relações né relações né esse olhar para os primeiras pessoas que seguiram para seguiram Jesus e Estevão tem me chamado muita atenção né nessa nesse caminho não precisou veja não precisou estar em contato porque T dizeram isso recentemente uma seguinte percepção Sérgio às vezes nessa questão de querer respostas para poder saber qual o caminho seguir Uhum eu fico pensando que a gente quer digamos assim submeter Deus ao nosso julgo Olha eu vou seguir você eu vou seguir o Senhor Deus mas você tem que me dar garantia de que vai dar vai dar certo então não é fé fé

pensando que a gente quer digamos assim submeter Deus ao nosso julgo Olha eu vou seguir você eu vou seguir o Senhor Deus mas você tem que me dar garantia de que vai dar vai dar certo então não é fé fé não tem garantias fé é entrega porque veja se eu sigo um caminho porque eu tenho certeza Qual é a obra que eu tenho que fazer porque eu tava lembrando de uma pergunta que me fizeram Na verdade eu estive nesse final de semana aí perto de você no sul do país em Santa Catarina fazer palestra no em Florianópolis E aí eu vi muito jovem assim Acho que foi a primeira primeiro evento que eu fui que tinha um tinha jovem um jovem biologicamente mais jovem do que eu falando no evento grande achei tão bonito a juventude eu fiquei me lembrando assim eh de uma pergunta que uma jovem ve me fez assim mas Léo eu quero seguir eu quero fazer as coisas assim mas eu não sei exatamente qual o caminho eu não sei qual o meu propósito Eu quero seguir meu propósito né ou seja essa ideia de ter um caminho muito bem trilhado o que é que eu tenho que fazer e aí eu fiquei pensando Poxa mas se a gente só fizer as coisas baseado nesse Testamento juramentado É como se eu tivesse submetendo Deus ao meu julgo sabe a minha né F assim olha eu não tô com fend em Deus eu quase Tô tendo ó Deus eu vou seguir você mas você me dá garantias D garantia e me dá e me dá o roteiro completo né me dá o roteiro completo Então não é fé né é uma racionalização então Eh até mesmo você pensar Nisse nessa Questão de Fé no momento de uma destruição a fé vem né no sentido de ajudar a passar por todo esse turbilhão porque não é fácil ninguém tá dizendo eu acho que a gente final mas não tá dizendo assim que é fácil isso um luto é fácil lidar com a raiva é fácil lidar com a a destrutividade não é fácil e aí vem mais uma vez a questão do do Divino mobilizando em nós uma confiança fervorosa que faz com que a gente não saiba exatamente como lidar com essas forças mas entende que se está na natureza vem de Deus e se está em Deus mesmo que haja mistérios que a gente não

confiança fervorosa que faz com que a gente não saiba exatamente como lidar com essas forças mas entende que se está na natureza vem de Deus e se está em Deus mesmo que haja mistérios que a gente não consegue entender por completo A gente pode Talvez pensar sobre né E se entregar a essas vivências sem tanto medo que a gente tem tanto medo como diz Jan De Angeles tava lendo no livro Jesus e atualidade né quem teme a a noite perde-se na escuridão então tem tanto medo que acaba não vivenciando a vida pelo medo de sentir essas outras coisas querido essa com essa reflexão final Queria te passar também para que tu possas fazer aí tua reflexão final e a gente encaminhar U eu acho que tá feito né Acho que você encerrou encerrando bem trazendo a questão da Fé como o ingrediente fundamental desses momentos em que a gente eh mergulhando em etapas mais mais obscuras da do nosso processo como é os processos destrutivos agressivos os momentos de dúvida eh a fé realmente é esse ingrediente fundamental para que a gente possa eh descobrir não não não no externo mas no interno daquilo que nos anima a seguir em frente mas acho que você fez a síntese já com toda a propriedade trazendo essas reflexões aí Beleza pura meu amigo muito obrigado por estarmos juntos nesse momento que serve para ampliarmos saberes né No final das contas a gente vai ampliando a nós mesmos Muito Obrigado também por estar aqui Monção do Caminho até a próxima Até a próxima Y

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