#108 • Jesus e Saúde Mental • Lei de Justiça, Amor e Caridade

Mansão do Caminho 08/01/2025 (há 1 ano) 59:22 4,147 visualizações 809 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Sérgio Lopes » Episódio 108 - Lei de Justiça, Amor e Caridade

Transcrição

Olá sejam bem-vindos mais uma vez para que a gente possa conversar sobre Jesus e saúde mental enfocando as leis Morais da vida e a psicologia a psiquiatria o espiritismo mais uma vez estaremos aqui com estaremos aqui com o nosso amigo Sérgio Lopes hoje falamos sobre a lei de Justiça de amor e de caridade nessa perspectiva Espírita psiquiátrica psicológica pensando na nossa saúde mental eu convido você para que fique conosco então mais uma vez depois da nossa vinheta muito bem Sérgio estamos aqui mais uma vez fazendo essa trilha né sobre as leis Morais da vida enfocando as várias casas mentais conforme o livro no Mundo Maior nos traz através da psicografia do Chico Xavier e a ideia é que hoje a gente possa fazer uma reflexão sobre a lei de Justiça amor e caridade e como essa lei repercute não só na nossa convivência com a sociedade Mas a nossa convivência com a transcendência divina e a nossa convivência conosco daí portanto uma esfera psicológica daí portanto uma esfera psiquiátrica se pensarmos em alguma adoecimento mas uma esfera filosófica uma esfera metafísica queria Então deixar com você as palavras iniciais Sérgio Olá Léo Olá amigos uma satisfação muito grande estar na sequência do nosso trabalho na mansão na TV mansão do caminho dentro dessa trilha de estudo da terceira parte do Livro dos Espíritos que nos possibilitou o desdobramento no estudo da obra o cérebro triúno e que tem sido o objeto da nossa reflexão aqui junto com os com todos para pensarmos o que que hoje nós podemos entender sobre esta denominação que Kardec preferia tanto trazer no formato de lei de de Justiça amor e caridade né é desta vez e acho que este é um ponto muito importante porque como temos visto existe uma trajetória de níveis mais primitivos ou mais primários ou mais iniciais do nosso desenvolvimento psicoespiritual que começou lá atrás já Desde da lei de conservação lei de destruição lei de reprodução que foram níveis mais ligados a este Campo da nossa vida na Terra da nossa vida como

nvolvimento psicoespiritual que começou lá atrás já Desde da lei de conservação lei de destruição lei de reprodução que foram níveis mais ligados a este Campo da nossa vida na Terra da nossa vida como seres humanos e e nesta viagem nós viemos desenvolvendo Esta possibilidade de pensar que essas variadas leis são níveis de desenvolvimento da nossa das nossas condições internas portanto quando chegamos no nível mais intermediário já encontraremos as leis que estudamos aqui que estão gravadas nos canais da TV mansão do caminho como lei de sociedade lei de igualdade trabalho Progresso todas essas leis que compõem a nossa vida enquanto seres humanos no campo prático da nossa existência atual e finalmente agora nós chegamos num terceiro nível um terceiro patamar que da última vez nós tivemos a oportunidade de ver sobre lei de adoração esse canal de comunicação com esta dimensão transcendente e os nossos potenciais mais elevados nesse terceiro degrau no terceiro andar Da Cas mental conforme André Luiz Calderaro e que agora nós nos dá a chance de encontrarmos esta outra lei que parece ser a lei culminante Estamos chegando no topo da montanha usando a a metáfora do do do da montanha de Jesus quando nós chegamos nesse nível e falamos de amor e caridade nós estamos falando de outras condições eh muitas dessas condições que nós estamos falando que iremos falar aqui eh serão muito por nós conhecidas principalmente por indivíduos seres que Já conseguiram eh transitar na Plenitude por estas por estes níveis e nós estamos engatinhando Em alguns momentos Nós já nos abeir das experiências do amor e da caridade então esse é um capítulo muito bonito eu espero que a gente possa percorrê-lo com com muita gratificação para todos nós parece-me que Alan Kardec ao escrever a corificação E aí escrever especialmente O Livro dos Espíritos Onde nós estamos nos debruçando Nessa parte ele parte de alguns princípios primeiro ele parte do princípio de que Deus existe ele não faz um debate sobre se

screver especialmente O Livro dos Espíritos Onde nós estamos nos debruçando Nessa parte ele parte de alguns princípios primeiro ele parte do princípio de que Deus existe ele não faz um debate sobre se Deus existe ou não ele já pergunta que é Deus se ele pergunta que é Deus porque ele tá pressupondo que a a existência de Deus não é algo mais a ser questionado ou aqueles que estão em dúvida Vão buscar talvez outras fontes sobre essa dúvida ele já parte desse pressuposto da mesma forma eh ele parte de um pressuposto que em Deus existindo existem ordenamentos existem leis existem regimentos universais E aí é é interessante que a gente fez eh uma análise anterior sobre o o sermão do Monte e as virtudes que acompanham e esse sermão do monte e essas virtudes que o Sérgio desdobrou ela tem Total total relação com as leis Morais inclusive em relação às vezes de causa e efeito porque quando nós vamos estar eh digamos assim atuando de forma comportamental de forma psíquica pensamentos e íntima né Nós estaremos em sintonia com o universo em sintonia com as leis universais com as leis Morais Isso vai nos desenvolvendo esse desenvolvimento vai nos aperfeiçoando e esse aperfeiçoamento ele se traduz em virtudes então leis Morais e Virtudes Elas têm uma eh uma ligação digamos assim bilateral de causa e efeito uma leva a outra né quando nós estamos observan leis Morais ficamos mais virtuosos e a virtude desenvolvida nos leva a ampliação das leis Morais o porque esse é uma uma um debate interessante porque e Kardec coloca Sócrates e Platão como sendo uma doutrina precursora da doutrina espírita e eles meuça isso bem eh em um Evangelho Segundo o Espiritismo e o debate um dos debates principais que Sócrates e íos mas aí Sócrates na centralidade fez na sua época foi com os sofistas e os sofistas eles colocavam que as virtudes todas essas co coisas seria apenas Convenções humanas né pegando a ideia de que o homem é a medida de todas as coisas uma ideia pré-socrática dos filósofos iniciais os

s eles colocavam que as virtudes todas essas co coisas seria apenas Convenções humanas né pegando a ideia de que o homem é a medida de todas as coisas uma ideia pré-socrática dos filósofos iniciais os sofistas eles colocava a tal ponto isso que um dele chamado gorgas fazia fez um elogio seria assim uma um enaltecimento a Helena de Troia eh dizendo que a guerra de Troia não teria sido causa dela ao contrário ela teria sido vítima porque na época dos gregos eles achavam era muito diferente a ideia da vontade dos gregos é como se os humanos na na Grécia antiga eles não tivessem vontade Eram os deuses que atuavam né a vontade eh era externa né então Helena teria sido vítima da vontade dos Deuses não era culpa dela ela devia ser enaltecida mas aí no outro dia eh né ele vai lá eh e critica né então ele faz uma uma uma acusação a Helena e no dia seguinte corrigindo ele faz um elogio e é Aquelas mesmas pessoas que condenaram Helena a partir do seu discurso também absolveram Helena a partir do discurso que que gost eu quis fazer ele quis dizer que não existia o certo e errado não existia portanto uma coisa da virtude não existia eh o bem não existia o amor né do ponto de vista da natureza era tudo uma convenção que a gente podia eh digamos converter as pessoas a partir de uma sofisticada oratória vend aí sofista e sofisticado né né a partir de uma retórica bem feita mas aí Sócrates também usando a retórica ou seja uma um discurso muito bem eh construído ele tenta demonstrar em toda sua obra a existência natural da virtude que existe na natureza então é muito bem posto Alan Kardec é muito bem posto por Kardec que o espiritismo é uma consequência também da visão socrática que Sócrates traz um Prelúdio por isso que ele já parte do pressuposto da le Morais ele não vai se deter ali muito se existe se não existe em em tendo em vista que Deus existe como é que é essa manifestação e as Morais seriam as manifestações de Deus digamos assim no universo e a partir da qual nós podemos nos conectar E aí o

não existe em em tendo em vista que Deus existe como é que é essa manifestação e as Morais seriam as manifestações de Deus digamos assim no universo e a partir da qual nós podemos nos conectar E aí o amor a justiça e a caridade seria uma culminância porque desde tempos imemoriais né Eh Deus é visto como essa visão eh do amor especialmente a partir de quem a partir acho que de Sócrates né também quando ele vai falar Deus uma causa obstrata vai falar do amor vai falar da Justiça tem as virtudes socráticas né mas sobretudo a partir de Jesus tanto que os discípulos deles vão dizer Deus é Amor então nessa perspectiva Sérgio como é que poderia Talvez pensar o amor porque é muito abstrato né O amor é uma coisa muito abstrata e esse mesmo amor que pode gerar um ciúme possessivo destruidor uma guerra egóica para sobrepujar os meus contra os outros é esse amor também que é uma esfera divina e aí como é que a gente pode pensar o amor nessa perspectiva que eu tô colocando uma expressão de Deus uma lei natural uma coisa que existe por si independente do nós mas que nós podemos nos ã embrenhar digamos assim nesse Amor Universal penso que logo a seguida a gente pode ver quais são os ingredientes do amor né que o amor é uma palavra bonita uma palavra querida que a gente gosta tanto de usar Mas se a gente prestar atenção e ver o que que existe dentro de de vamos dizer assim da substância do amor existem coisas bastante difíceis de alcançar mas antes disso eu gostaria de me suscitou a ideia enquanto tu falavas L que Kardec já trazia essa essa esse esforço de concentrar aquilo que Jesus havia ensinado numa máxima que se tornou a máxima moral da doutrina espírita ele dizia que não podendo amar a Deus sem praticar a caridade quer dizer como é que se ama Deus amor amor é um é uma abstração como é que se verifica esse amor ele disse olha não se pode amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo então o amor verdadeiro ele se verifica na ação na relação o amor ele não está no isolamento ele não está em cima de uma

e disse olha não se pode amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo então o amor verdadeiro ele se verifica na ação na relação o amor ele não está no isolamento ele não está em cima de uma montanha de uma pessoa sozinha ela precisa praticar o relacionamento para ter a chance de praticar a caridade E aí então ele segue diz que todos os deveres do homem no sentido de ser humano do homem e da mulher se encontram resumidos neste ensinamento moral Qual é o ensinamento moral fora da caridade não há salvação Então se falava muito na salvação que a pessoa através da fé se salvava que se salvava através da igreja da da do do lugar aonde a pessoa ia e ela se salvava como se existisse um juiz externo novamente a ideia de algo externo premiando e castigando as adesões ou não adesões das pessoas em relação àquilo que era considerado mais valioso então a doutrina espírita sela esse ensinamento de Jesus porque Jesus durante a sua passagem acho que vale até a pena daqu um pouco a gente citar algumas delas como por exemplo a parábola do bom samaritano quando Jesus destitui qualquer ideia de Privilégio de raça de Privilégio de prática religiosa de Privilégio de cargos sociais enfim e ele coloca na atitude e no sentimento ligado à atitude na ação da caridade Então nesse momento Jesus destitui qualquer possibilidade de nós situarmos nessa ou naquela religião ou nesse naquele tipo de comportamento qualquer padrão de de regra moral e ele coloca neste sentimento que se transforma em ação que é o sentimento de amor que se apresenta obviamente através da atitude e aí Kardec ao perceber isso que foi motivo de muitas disputas religiosas inclusive de divisão de grandes religiões né Como foi o caso do protestantismo com o catolicismo o espiritismo diz assim não é fora da caridade a caridade não é apenas um um uma prerrogativa de quem tá dentro de uma igreja ou de um Centro Espírita não uma pessoa caridosa ela pode não ter religião nenhuma E aí então o topo moral do ensinamento Espírita nós estamos no

um um uma prerrogativa de quem tá dentro de uma igreja ou de um Centro Espírita não uma pessoa caridosa ela pode não ter religião nenhuma E aí então o topo moral do ensinamento Espírita nós estamos no topo falamos no início é a caridade né é a caridade agora essa colocação ainda carrega em si uma um resquício de uma tradição eh religiosa que a gente precisa eh questionar quer dizer não há salvação que salvação é essa que Kardec tá falando que a doutrina espírita pode nos remeter porque a ideia de salvação nasce também do conceito religioso né salvação tem a ver com aquela ideia de um lugar teológico né n que a pessoa se salva e ela vai pro céu se ela não se salva ela vai pro inferno então esta salvação como espíritas nós precisamos questionar porque nós sabemos que não existem esses lugares teológicos esses lugares definitivos a pessoa cumpriu a regra Conforme a lei ela vai pro céu ela não cumpriu a regra ela vai pro inferno não é então eh eh eh de que maneira nós podemos entender essa ideia da salvação ela é uma alegoria novamente para estados emocionais e de evolução espiritual que são transitórios né então a a salvação ela não se refere a um lugar ela é um estado de alma né que Em algumas situações emocionais né de tormento ou de aflição a gente pode dizer a pessoa está no inferno né ou de beatitude interna de de satisfação a pessoa tá no céu várias vezes durante a nossa aqui nós estamos no inferno ou no céu né e e sabemos que um espírito quando vai pro plano espiritual dependendo da condição da consciência que carrega daquele poderá continuar eh permanecendo naquele estado de mente de tal modo que ele Acredite realmente que ele está dentro de uma condição Infernal ou então que ele já se libertou disso E aí então está numa condição melhor então quando Jesus diz assim eh que o amor amor ele é a né cobra a multidão dos pecados e o espiritismo diz que fora da caridade e salvação eles estão falando nós estamos falando da mesma coisa ou de algo muito próximo que são essas essa

amor amor ele é a né cobra a multidão dos pecados e o espiritismo diz que fora da caridade e salvação eles estão falando nós estamos falando da mesma coisa ou de algo muito próximo que são essas essa iniciativa do amor ao próximo da prática da caridade que vai nos trazendo condições internas mais satisfatórias e nós vamos nos tornando mais felizes quando nós observá a obra de Chico Xavier que ficava até altas horas da madrugada com aquelas pessoas trazendo as mensagens consoladoras fazendo a caridade Muitas pessoas dizem Nossa como ele é bondoso porque ele se sacrifica pelo próximo e muitas vezes ele diz assim não mas não é um sacrifício é um prazer eu me sinto Na necessidade pessoal de trabalhar dentro desta modalidade que é de interação com o próximo então existem alguns Prazeres da Alma que só são possíveis quando já se consegue chegar nesse nível de ação fazendo com que a gente questione que não é para todo mundo e que também a pessoa não pode esperar alcançar de um pulo só essas condições mais mais elevadas da Alma que vem com o tempo através do desenvolvimento das virtudes a doutrina espírita e o próprio Car portanto eles dão uma dimensão psicológica à salvação eles tiram da dimensão teológica e dimensão externa para uma dimensão interna e é interessante que a gente percebe que não é só a doutrina espírita na realidade que dá essa dimensão psicológica quando a doutrina espírita é codificada estamos falando do século X século X é quando a psicologia experimental surge é quando a psicologia se desgarra da filosofia e vira um campo mais científico então perceba que Allan Kardec ao escrever a Revista Espírita ele colocava jornal de estudos psicológicos Quando você vê ali o William crooks junto em Londres era sociedade de estudos psíquicos então naquele momento que a ciência psicológica nasce o Alexandre xov por exemplo sugere o termo psicologia experimental um para um Congresso é como se aqueles estudiosos e Kardec serido ele dá ele percebe a dimensão psicológica dessa ideia dessa desses

o Alexandre xov por exemplo sugere o termo psicologia experimental um para um Congresso é como se aqueles estudiosos e Kardec serido ele dá ele percebe a dimensão psicológica dessa ideia dessa desses fenômenos né então ele traz para si então a doutrina espírita traz uma visão psicológica então quando a gente vê hoje obras e aqui a gente tá na TV da mansão do caminho que tem com a inspiração maior a Jona De Angeles que traz uma obra psicológica Eh aí algumas pessoas pensam assim como se fosse algo de moda algo de modismo Mas se a gente perceber é desde o início da doutrina espírita essa essa dimensão para si mesmo se pegarmos a ideia da caridade né como você bem colocou e no teu Capítulo aí você também desdobra a epístola de Paulo aos Coríntios em que ele fala que fora do amor fora da caridade né Eh a gente não teria eh não teria outra possibilidade né a caridade seria a força maior E aí ele vai descrever algumas características da caridade mas eu queria trazer aqui outra fala dele que é assim e quando eu era menino eu pensava como menino eu via como menino agora como homem aí ele fala assim agora eu vejo em parte mas então no futuro eu verei f a face agora eu vejo como que em espelho no futuro então ele dá uma dimensão também de alguma coisa mais interna né assim ele não tá falando assim hoje eu sou um homem amanhã eu serei um anjo hoje eu sou um anjo ele vai falar de uma dimensão de amadurecimento de Visões que vão I ando as camadas de percepção então óbvio que ele não falou da mesma forma que agora você tá dizendo que Alan Kardec colocou da salvação como algo psicológico mas é como se ele tivesse também dizendo que as nossas percepções fossem mudando ao longo dos ciclos da nossa vida então é uma dimensão psíquica né e uma dimensão de percepção eh e por isso que essa epístola ficou com tanta autoridade né em que ele fala ainda que falasse a língua dos anjos a língua dos homens né se não ess caridade eu nada serei ele vai falar essa dimensão também da da importância do amor e ele já vai

ta autoridade né em que ele fala ainda que falasse a língua dos anjos a língua dos homens né se não ess caridade eu nada serei ele vai falar essa dimensão também da da importância do amor e ele já vai descrevendo eu acho que ele também já tem essa percepção de que a gente precisa descrever um pouco Quais são as Faces do Amor para não ficar uma coisa muito abstrata né sim Léo eu acho que ali ele já estava dizendo isso já estava dizendo isso tanto que hoje nós podemos voltar a ele e e pensar com mais profundidade a sua colocação entender que a salvação não é ela é ela não é um julgamento exterior está dito ali né Ela é uma ação pessoal né quer dizer é o próprio indivíduo que ele se salva assim mesmo né Não se dá na Esfera assim de um tribunal mas se dá num único lugar onde pode ser percebida a lei de Deus qual é esse único lugar que é percebida a lei de Deus será o nosso próximo assunto né na consciência consciência interna então estas essas abordagens nos remetem a uma espécie de uma síntese de entendimento que a gente pode encontrar nexo entre elas o Sérgio e aí o uma perspectiva do que porque assim existem traduções né numa visão mais teológica e linguística também existem traduções que às vezes intercambiam a algumas coisas com amor outras com as palavras caridade né e na discussão t tal vez linguística teológica faz sentido você ter uma uma uma exatidão dos termos numa dimensão eh psicológica que a gente tá colocando eventualmente a gente pode pensar bem se esses termos eles se perduraram né Por por tanto tempo assim é porque são termos que na verdade talvez sejam fáceis e as línguas às vezes são são eh pobres mesmo por exemplo dar um exemplo assim eh a a língua grega o grego era sobretudo intelectual um Pensador um esteta um intelectual e um esteta e eles pensavam muito nas minúcias né então sobre o tempo ele não tinha uma palavra só única para o tempo ele tinha mais de uma palavra para dizer o tempo né o tempo cronológico e um tempo que era mais do psicológico o amor então eles aí

então sobre o tempo ele não tinha uma palavra só única para o tempo ele tinha mais de uma palavra para dizer o tempo né o tempo cronológico e um tempo que era mais do psicológico o amor então eles aí quando você vai para a língua latina dos Romanos os romanos são mais práticos e conquistadores então eles acabam simplificando em várias palavras que do grego você tinha três termos para tentar designar esferas da mesma realidade eles sintetizam e na sintetização isso se perde então é é preciso entender que às vezes aquele aquele por exemplo a a Bíblia né a o a linguagem eh bíblica tá escrita em grego inclusive porque o grego era a linguagem mas não era um grego era um grego já mar Popular então existem assim adaptações e por isso que talvez seja interessante estudar filosofia grega para entender essa dimensão psicológica que esses gregos davam né a um filósofo chamado Pierre rador que diz assim a filosofia antiga é como um exercício para a alma a filosofia antiga como um ensaio psicoterapêutico mesmo assim para um uma uma Uma tranquilidade da Alma Então nesse sentido amor caridade Qual o termo correto que tava na epístola bem parece que são Faces da mesma moeda né são porque é uma lei uma lei de Deus um tronco e desse tronco tem várias Faces Então essa subdivisão que Kardec coloca são subdivisões didáticas mais ou menos como o psiquiatra quando vai estudar a mente humana na disciplina de psicopatologia em que você vai estudar o humor vai estudar o afeto vai estudar a consciência vai estudar o pensamento aí a gente fala assime pro aluno Olha tudo é a mente é o fato psíquico é o fenômeno psíquico mas cada um desses capítulos que a gente vai estudar agora em aula são desdobramentos didático pra gente poder acessar a mente então quando a gente desdobra essa lei de Deus em lei de amor de caridade é um desdobramento didático para acessar um ângulo dessa lei que é tão complexa que se a gente não simplificar a gente não consegue nem penetrar racionalmente falando então parece que esse tronco aí que Kardec

obramento didático para acessar um ângulo dessa lei que é tão complexa que se a gente não simplificar a gente não consegue nem penetrar racionalmente falando então parece que esse tronco aí que Kardec agora vai colocar amor Justiça caridade o amor é como se fosse assim a a inspiração né a conexão a caridade o desdobramento a a balanç de comoe ser feito ess desdobramento para com outro para consigo eu vejo essa imagem assil do equilbrio S eu fiquei pensando assim Enquanto você falava que talvez de entender quais são essas características do amor né em determinado momento a gente use essa passagem como amor em outros momentos a gente usa como caridade né talvez tenha a ver com essa colocação que você fez assim de que nesse linguajar sintetizado em dados momentos essas duas configurações amor e caridade porque na verdade o amor parece está mais Ligado ao ao ao ao ao a uma maneira de sentir né mas essa maneira de sentir Só se demonstra através de algum tipo de ação de demonstração e a demonstração Ágape vamos dizer do amor é a caridade né então eu fiquei pensando que Paulo de tars quando ele traz as a na epístola aos Coríntios ele vai dizer quais são as virtudes desse amor né Quais são os ingredientes do amor e ali ele traz Aí tu pode nos ajudar também a ver ele diz que a caridade é paciente ela é Branda Ela é bem faja né parece que ele tá dizendo assim que que na caridade o indivíduo ele não anseia pro reconhecimento né por isso que ela é Serena ela é despretenciosa Ela é paciente ela sabe esperar mas não é a caridade que sabe esperar né ele fazendo uma alegoria é o ser desenvolvido interiormente adquiriu uma virtude que é a capacidade de tolerar que é a capacidade de de de não ser impulsivo então aí nós já estamos falando de perspectivas psicológicas Por exemplo quando ele diz a caridade Não é invejosa a caridade Não é invejosa quem é invejoso é o ser humano né mas ele tá se referindo que o ser humano que inveja ele ainda não está neste nível Ele ainda está no nível

ele diz a caridade Não é invejosa a caridade Não é invejosa quem é invejoso é o ser humano né mas ele tá se referindo que o ser humano que inveja ele ainda não está neste nível Ele ainda está no nível abaixo e a gente sabe que a inveja ela é a cobiça destrutiva né de querer apenas para si alguma coisa e mais do que isso não que o outro não tenha também então ele precisa destruir eu cobiço que você tem e eu quero eu não quero que você tem então eu preciso fazer de alguma coisa que só eu tenha né a caridade é o oposto disso ela não requisita nada para si ela deseja oferecer pelo contrário ela abre mão mas novamente não é a caridade é o indivíduo é a pessoa é o ser humano que já atingiu essa condição e eu estava pensando L assim que Quais são qual é vamos dizer assim o o a matriz estrutural do ser humano que precisa estar melhorada nesse campo é o seu narcisismo é o seu narcisismo porque se uma pessoa é muito narcisista E aí quando dizemos narcisista é patologicamente narcisista porque novamente já falamos aqui mas é sempre bom frisar que o narcisismo é uma parte do desenvolvimento o que constrói a nossa autoestima a capacidade da gente gostar da gente de gostar de querer coisas boas pra gente da gente se cuidar então o narcisismo ele não é mal o narcisismo primário que é natural que vem conosco mas uma vez a acontecendo falhas no desenvolvimento e prejuízos E isso tem a ver também com a evolução espiritual o indivíduo se torna excessivamente narcisista então o narcisista ou a narcisista é que é invejoso que é temerário que é precipitado que não sabe esperar que se enche de orgulho que só cuida dos seus interesses então na mensagem evangélica tem essa colocação de que Jesus quando ele vem no nos trazer a Boa Nova ele vem enaltecer os valores que são de lapidação desse narcisismo exagerado né E aí nós vamos ver realmente porque uma pessoa que que já saiu do centro do universo como uma prerrogativa básica tem pessoas que são o centro do mundo né tudo tem que girar em torno delas então qualquer coisa que

s ver realmente porque uma pessoa que que já saiu do centro do universo como uma prerrogativa básica tem pessoas que são o centro do mundo né tudo tem que girar em torno delas então qualquer coisa que fuja a a sua centralidade ela inveja ela precisa destruir critica os outros aí tem que ser tudo do jeito dela então ela é apressada ela tem que fazer com que as coisas aconteçam E olha que interessante quando ele diz a caridade é paciente ela é Branda É bem por porque não é pretenciosa só não tem uma pretensão tá tudo bem para ela se a cois as coisas acontecerem num ritmo natural tá tranquila ela não se sente Ferida por isso ela não tá ansiando por um reconhecimento né Eu acho muito linda a parábola do bom samaritano porque mostra bem isso aí né rapidamente Léo né na parábola do bom samaritano é aquela que o homem que tá passando pela estrada Ele toma uma atitude diferente da do do do sacerdote e do Levita né por tanto um sacerdote Passa ao Largo daquele homem caído e o levita Passa ao Largo também quando estavam caminhando de jerus além para Jericó então Jesus toma o o o sacerdote como alguém instituído por por uma religião consagrada e o levita que era considerado alguém de muito valor social então esses não não tiveram eh compaixão não tiveram consideração não foram benevolentes portanto não foram caridosos e aquele homem que passa pelo lado que é um samaritano considerado uma pessoa de uma vida pela tradição né e estando em viagem então ele teve Piedade diz ele teve Piedade ele se ele se identificou colocou as faixas na ferida da daquele indivíduo caído né e levou ele para uma hospedaria cuidou dele mas cuidou dele de uma maneira muito interessante ele deu os as moedas os dois denários né pro hospedeiro e disse Cuida dele porque quando eu voltar eu te pago tudo que a despesa que você tiver então só aí já vemos assim que não há um um um um vamos dizer assim um personalismo naquela ação ele não tá preocupado em ser reconhecido tanto que ele deixa o indivíduo lá para ser cuidado e ele vai

então só aí já vemos assim que não há um um um um vamos dizer assim um personalismo naquela ação ele não tá preocupado em ser reconhecido tanto que ele deixa o indivíduo lá para ser cuidado e ele vai cuidar das coisas dele depois ele volta para ver se fil foi bem cuidado só aí nos mostra como a caridade tem qualidades que a gente precisa desenvolver né esse trecho já daria um trabalho inteiro pra gente fazer mostrando assim nos parece o que que temos Aí temos alguém que que Toma uma atitude por alguém que não conhece mas que se identifica empaticamente e tem compaixão ou seja se eu tivesse passando por isso eu gostaria que alguém fizesse isso por mim então ele faz e ele faz e leva o indivíduo para lá mas ele não fica assim ó eu vou te deixar o meu endereço o meu nome porque depois eu quero uma Retribuição você vai me devolver isso aí você vai falar bem de mim pros outros se fosse hoje em dia L seria assim filma para colocar no Instagram para aparecer nas redes sociais né hoje tem a caridade das redes sociais a pessoa faz mas ela precisa do like Ela precisa passar que os outros saibam não é caridade Isso é uma exibição né Não é dessa caridade que Jesus tá falando ele tá falando da do samaritano aquele que é um anônimo que eh socorre um outro anônimo e que depois assim e não se desvia isso uma outra coisa interessante caridade não se desvia Prof Senor faz não fica parado para ver qual é o resultado Ah vamos ver qual foi o resultado do que eu fiz não ele segue viagem e depois ele volta mas não é também para receber o reconhecimento é para ainda ajudar no lugar daquele que não pode fazer alguma coisa por ele então ele é despretensioso né ele não é precipitado ele não ostenta de forma nenhuma então são essas virtudes que Jesus tá falando né que são tão importantes nos dias de hoje isso aí parece ser ainda uma questão muito mais importante porque os veículos que que fazem menção ao estímulo Exagerado do narcisismo Eles são muito maiores né a possibilidade da fama e da necessidade

sso aí parece ser ainda uma questão muito mais importante porque os veículos que que fazem menção ao estímulo Exagerado do narcisismo Eles são muito maiores né a possibilidade da fama e da necessidade da fama ela é muito mais instantânea então fica muito mais aguçado o personalismo por isso que eu acho que a doutrina espírita ao nos trazer esse tipo de valor ela novamente faz a mesma provocação que Jesus uhum assim que lugar que nós queremos ocupar uhum no lugar de um desenvolvimento moral ou no lugar de um desenvolvimento narcísico parece que passa muito por aí essa questão Resumindo assim o dilema entre ser ter parecer e agora aparecer né então são quatro esferas e e e aí de certa forma coloca esse diálogo e esse embate que é sempre importante a gente perceber que temos dentro de nós para podermos dialogar conosco e entender o que é que tá nos motivando mais né é o ser é o ter é o parecer ser ou parecer ter ou aparecer né porque aí a gente tá pensando no diálogo entre duas esferas Nossa que a gente pode chamar de ego e self self essa conexão com o divino o ego aquilo que nos estrutura enquanto seres mas que nos leva até determinado local porque eventualmente quando a gente pensa assim eu queria pegar Inclusive essa fala de Paulo a a caridade Não é invejosa quando nós Eh estamos imbuídos né pela caridade a gente tem que perceber assim olha o que é que tá me movendo é a caridade do ser do self ou é a caridade do Ego do parecer né do aparecer que portanto é vaidade no sentido Eclesiástico do termo né porque a inveja Elas quando nós somos movidos por inveja a gente sempre tá intranquilo e insatisfeito porque a inveja faz assim com que eu perceba que a existência do outro é uma ameaça para minha existência né a potência do outro ameaça a minha potência então então não dá pr a inveja nos diz que não dá para ter duas pessoas sendo aparecendo porque tem que ser eu que tenho que aparecer né então a inja sempre me traz insatisfeito é diferente da admiração são pontos que tem uma

nveja nos diz que não dá para ter duas pessoas sendo aparecendo porque tem que ser eu que tenho que aparecer né então a inja sempre me traz insatisfeito é diferente da admiração são pontos que tem uma convergência assim quando eu invejo eu tô olhando pro outro eu só invejo porque eu tô olhando pro outro não tô olhando para mim eu só invejo porque eu tenho insegurança de mim e aí é o dilema do narcisismo né o grande ponto do narcisismo mais extremo é a insegurança então por isso que todos nós temos o nosso narcisismo porque todos nós temos uma certa insegurança quando nós tivermos a segurança de nós mesmos do desse dessa autorrealização aí a gente vai ser mais seguro e portanto esse Dilema do narcisismo já vai ter se diluído porque nós seremos pessoas e seres conectados eh Então esse dilema da insegurança né é que nos leva a a olhar demais para fora só que eu posso olhar para fora com admiração e posso olhar para fora com com inveja na inveja eu destruo o outro porque não dá para existir dois não dá para existir duas pessoas tem que ser eu eu eu tudo para mim n na admiração eu me inspiro é isso que a gente olha por exemplo se eu for olhar para Jesus com inveja o que que eu vou fazer eu vou destruir Jesus na cruz foi isso que nós fizemos nós inseguros que nós éramos não conseguimos ver aquele ser potente que era E aí destruímos aquilo para ver se destruía qualquer ideia de modificação profunda enquanto humanidade mas quando depois a gente vai fazendo o recurso de compartilhar a chegada não está disponível no dispositivo Mac é o cí é a tecnologia invadida aqui quando eu começo a mudar um pouco a a minha percepção eu começo não mais a invejar a Jesus porque eu percebi que é uma tolice é uma extrema ingenuidade né invejar esse ser eu posso admirar esse ser para tentar realizar dentro de mim um pouco do que ele fez e aí ele fala olha se quiseres me seguir ou seja se tu me admires e queres seguir o meu caminho pega a tua cruz e me segue Ou seja faz a tua parte faz o teu o teu

dentro de mim um pouco do que ele fez e aí ele fala olha se quiseres me seguir ou seja se tu me admires e queres seguir o meu caminho pega a tua cruz e me segue Ou seja faz a tua parte faz o teu o teu caminho de trajetória é muito interessante parece uma coisa óbvia né mas a caridade não é inv parece Óbvio mas ele tá percebendo que mesmo nos meios cristãos E aí vamos colocar talvez pro nosso meio a gente às vezes é movido pela inveja o outro tá fazendo um trabalho no bem eu também tô fazendo um trabalho no bem e aí eu às vezes destruo o outro pela inveja toda vez que eu faço movimento destrutivo eu tô fazendo movimento invejoso né um movimento de destruição e eu tô fazendo movimento de vaidade é um movimento que não é de autorização e tem que ter muito cuidado mesmo porque a gente tá envolvido nesse ambiente do parecer do aparecer e mais uma vez eu coloco Paulo qual é a ideia de Paulo de Tasso não é que a gente não seja ser ambicioso mas é modificar a rota a vés que a invés da nossa ambição ser egóica apenas de aparecer de parecer E aí fica coisa falsos né fica falso self né um falso eu eu estou apare sendo mas não tenho Essência tô ressecado na Essência eu posso olhar e aí uma ambição dessa que a gente tá conversando agora que é uma ambição infantil por isso que pauloo fala antes eu via como criança a criança é egocentrada né o narcisista é uma criança que não cresceu internamente é uma criança ferida insegura que não cresceu não conseguiu avançar ficou retido nesse dilema então quando olhar para o futuro né e conseguir ver mais fácil fcil aí eu mudo minha ambição a minha ambição é do self a minha ambição Como diz eh Paulo deo ambicionar as coisas do céu ambicionar as coisas de Deus é a mesma ambição essa mesma força que de certa forma é uma força narcísica no sentido de só que transformada em autoamor para se desenvolver Então acho é muito profundo né Realmente a centralidade de todo um diálogo eh psicológico filosófico religioso né que Paulo consegue resumir quando ele dá

transformada em autoamor para se desenvolver Então acho é muito profundo né Realmente a centralidade de todo um diálogo eh psicológico filosófico religioso né que Paulo consegue resumir quando ele dá essas características aí que parecem simplórias mas eu acho que é bem pouco importante a gente fazer isso que a gente fez aqui e aí ele coloca eh pra gente encaminhando assim ó a a caridade não se rejubila com a injustiça então ele já percebe isso que Kardec tá colocando amor Justiça caridade essa ideia da Justiça também complementando é muito interessante né porque a caridade ela é autua né ela não é egoísta Então na verdade a caridade ela é Ela é o oposto do orgulho e do egoísmo essa capacidade de eu poder suportar que o outro exista além de mim sendo diferente de mim tendo características diversas de mim sendo melhor do que eu em muitas coisas fazendo melhor do que eu aquilo que eu gostaria de fazer e eu poder reconhecer que esse é o meu limite e ficar bem com isso e poder bater palma pro outro é um potencial de maturidade emocional que é muito difícil de atingir mais comum é a pessoa se sentir Ferida por isso né nossa o outro tá fazendo uma coisa que eu gostaria tanto de fazer mas eu não consigo né então aí eu fico doído por dentro falsamente bato Palmas Então o que tá sendo que tá em questão é o que tá acontecendo por dentro da pessoa e muito mais aí uma ideia assim de Por que que a pessoa se sente Ferida por que que a pessoa tinha que ser melhor do que é poder fazer um trabalho interno em verz assim Quais são as minhas reais condições é a Parábola dos Talentos quando nós nascemos uns ganharam cinco outros ganharam dois outros ganharam um então nós temos potenciais nós temos limitações é um problema muito grande quando a pessoa nasceu com dois ela quer multiplicar por cinco ela vive sofrendo ela vive tentando ser mais do que é e sofrendo por ver que outros que conseguem fazem melhor do que ela né então mas alcançar essa capacidade de poder ficar bem consigo mesmo e aplaudir aquilo que os outros

ve tentando ser mais do que é e sofrendo por ver que outros que conseguem fazem melhor do que ela né então mas alcançar essa capacidade de poder ficar bem consigo mesmo e aplaudir aquilo que os outros fazem que são diferentes isso aí é de uma grandeza enorme isso talvez seja a solução dos males da sociedade né quando nós vermos assim que as pessoas que pensam diferente as pessoas que fazem diferente as pessoas que que que que conseguem eh realizar aspectos de coisas que nós desconhecemos né Outro dia eu conversava com com com uma pessoa e ela me diz assim como é que como é que a gente podia entender essa questão do preconceito né A questão do preconceito do fanatismo e e nós conversando nós chegamos a uma alguns denominadores do da seguinte maneira assim talvez uma das coisas mais difíceis que a gente tenha para fazer na vida seja se desapegar das próprias verdades se desapegar das próprias crenças né e a a gente vê duas pessoas muitas vezes falando e acha que elas estão dialogando mas à vezes elas não estão dialogando cada uma tá defendendo seu ponto de vista e Ambas estão fechadas para tentar ouvir o que que o outro está dizendo para haver diálogo é importante ter um mínimo de distanciamento das nossas crenças por exemplo Léo vamos imaginar que você seja ateu tá e eu sou espírito tá E aí a gente resolve conversar como é que vai ser um diálogo como é que é possível um diálogo entre nós você é ateu Eu Sou Espírita ou vice-versa tá para que possa haver produção de diálogo eu tenho que minimamente me distanciar da minha condição de ser espírita para te ouvir Será que o Léo não tem alguma coisa que eu não sei será que a minha verdade ela é uma verdade que a ela é absoluta o Léo vai chegar para mim e vai dizer assim olha Sérgio mas esse negócio da reencarnação acho que não é bem assim se eu sou narcisista Espírita narcisista dizer não mas tu tá errado tu não sei que eu vou tentar ficar te convencendo que a reencarnação existe e tu se for também do outro lado uma pessoa

é bem assim se eu sou narcisista Espírita narcisista dizer não mas tu tá errado tu não sei que eu vou tentar ficar te convencendo que a reencarnação existe e tu se for também do outro lado uma pessoa narcisista até até até exista vai ficar Meo me convencer que a reencarnação não existe e não chegamos a lugar nenhum porque não houve diálogo para ha diálogo é é preciso haver um desapego da própria crença Kardec dizia isso olha se nós estivermos errado em algum ponto aí o espiritismo se modifica ele colocou isso aí colocou como uma uma uma possibilidade ele colocou assim estamos trazendo uma revelação e esta é a verdade absoluta e inquestionável ele não disse isso ele disse olha o espiritismo é Progressista se nós estivermos errado em algum ponto a gente se modifica ou seja não há apego na própria colocação do codificador já tem essa proposta Então isso é muito importante que você falou porque se a gente for conversar com outra pessoa a gente tem que tá aberto para ouv e se eu tiver erado e se essas verdades que eu tenho não são bem assim ou foram diferentes sabe então issos são osos aspectos narcísicos que nós precisamos trabalhar em nós senão não há diálogo é um avanço na conversação né uma vez eu estava num num encontro multirreligioso e tinha um pastor tinha um padre tinha um representante budista tinha um Rabino e tinha um representante da da da Umbanda foi muito bacana E aí uma uma pessoa da plateia para provocar mim e o padre porque ele fez uma pergunta para os dois disse assim como é que vocês se acertam padre e Sérgio como Espírita pro padre e como católico e eu como espírita na questão da reencarnação ele queria guerra né Ele queria ver o circo pegar fogo ele queria que houvesse uma disputa eh teológica ali né como é que vocês se conversariam sobre essa questão da reencarnação e o padre uma pessoa muito querida lá o o Bispo lá de Porto Alegre Ele olhou para mim né o Arcebispo de Porto Alegre e Ele olhou para mim e fez assim como quem disse vai tu primeiro né

da reencarnação e o padre uma pessoa muito querida lá o o Bispo lá de Porto Alegre Ele olhou para mim né o Arcebispo de Porto Alegre e Ele olhou para mim e fez assim como quem disse vai tu primeiro né Eu disse para ele assim aí minha resposta provavelmente inspirado numa pergunta de de para deixar a gente de calça curta numa hora dessa né Eu disse assim olha daqui a bem pouco tempo muito menos do que a gente imagina a gente vai a gente vai vai se encontrar e vai saber do que que é porque a gente vai morrer os dois nós vamos morrer os dois quando nós chegar no no outro lado da vida porque aí tanto o padre como eu Nós acreditamos Na continuidade da vida nós vamos se encontrar Vamos ver assim olha esse negócio de reencarnação existe mesmo ou olha esse negócio de reencarnação não existe mesmo e aí nós vamos saber quem é que tinha razão nas crenças que teve aqui e nós vamos se abraçar e vamos seguir se dando muito bem neste momento o que nos importa é a gente se respeitar que ele tenha todo o direito do mundo de acreditar que a que a a premissa teológica é a ressurreição e eu acreditar Como Espírita que que é a reencarnação então ficou ficou assim o padre gostou muito disse Mas é muito bom isso porque senão a gente fica criando as nossas igrejinhas fica brigando um com o outro e de fato Daqui um pouquinho mais a gente já vai saber no lugar onde a gente tiver Tomara que a gente vá pro mesmo lugar diz ele pra gente poder conversar sobre esses assuntos que são motivos de conflito e de polêmica né então é isso é isso é esta alma desarmada pra gente poder se interagir pra gente poder intercambiar porque senão de outro modo a gente fica nesse contexto das Guerras do mundo que continuam até hoje desde os tempos idos até os tempos que estamos é o Sérgio devido a nossa noo que essa lei na verdade ela se desdobra né no na comincia da perfeição moral que seria na verdade não uma lei Mas uma consequência né olha com tudo isso a consequência é uma evolução é um a aprimoramento né então

na verdade ela se desdobra né no na comincia da perfeição moral que seria na verdade não uma lei Mas uma consequência né olha com tudo isso a consequência é uma evolução é um a aprimoramento né então Eh acaba fazendo uma link com o último último desdobramento que a gente queria conversar que é a justiça a justiça na medida de que eu recebo aquilo que eu dou né a balança a via de Mão Dupla porque por exemplo quando eu faço caridade e sinto caridade eu fico com algo em mim né Fico me sentindo bem me sentindo em paz eu fico com esse estágio de céu interior que o Sérgio falou eu fico com essa Plenitude possível para nosso estágio Ou seja já recebo algo a justiça e a consequência ou seja é aquilo que a vida me dá e aquilo que eu recebo aquilo que eu me dou diante das coisas que faço daquelas coisas que sinto que a ideia de que que a gente tá querendo colocar veja é que basicamente o quê uma uma ação ela precisa vir ída de uma intuição de uma sensação porque senão ela fica uma ação desafetada uma ação portanto externa essa ação externa ela até vai modificar o nosso eu mas vai demorar muito né vai demorar muito fica uma coisa mecânica Talvez daqui a não sei quantas reencarnações eu aprendi primeiro a é um avanço né Eu não tô fazendo uma Matança já tô começando a fazer algo de neutro aí daqui a pouco eu faço uma opia daqui a pouco eu já faço uma filantropia engajada daqui a pouco eu já faço uma sem Ou seja é um todo um caminho mas o que a gente tá colocando aqui eh como sendo o ápice mesmo da lei é aquele que caminho de ação sentimento né Ou seja a caridade não apenas como ato externo mas como um ato psíquico um ato psicológico um ato que me invade né então quando eu faço isso eu já me sinto bem isso já tá me falando da Justiça né a caridade bé como uma perspectiva de não sei se já aconteceu isso uma vez me eu tinha passado Sérgio num concurso E aí me parabenizaram tudo e eu fui tomado de uma percepção assim olha mas eu agradeço Óbvio os os parabéns mas eu me senti impelido sabe

aconteceu isso uma vez me eu tinha passado Sérgio num concurso E aí me parabenizaram tudo e eu fui tomado de uma percepção assim olha mas eu agradeço Óbvio os os parabéns mas eu me senti impelido sabe meio que compelido a distribuir os Louros com todas as figuras que fizeram parte da minha trajetória desde meus pais a meus professores por quê Porque uma co aí eu pensei assim uma coisa de Justiça uma coisa de ser justo ou seja dar né Eh o devido valor eh às pessoas que fazem parte e aí dá o valor devido a Deus né porque sem ele somos nada sem a gratidão n a gratidão então é uma consequência né a justiça como uma consequência da gratidão portanto uma consequência da caridade essa coisa mais eh envolvida assim né e e acho que isso já nos fala que a gente vai se aperfeiçoando porque a gente fica mais satisfeito né E aí a a ideia de que no Pilar inicial no patamar inicial de todas as leis Morais e de todas as virtudes está a virtude da humildade que é saber aquilo que se é nem mais nem menos não é uma falsa modéstia mas é entender que olha nós não somos autossuficiente estamos caminhando para tentar ter mais autonomia mas a autonomia leva em conta a interdependência saudável que todos nós temos aí é uma Justiça nesse sentido mais profundo de ser justo né aquilo que nos conecta uns aos outros nos conecta conosco com Deus nessa via de Mão Dupla de dar e receber nessa perspectiva natural e não ficar esperando o recebimento do aplauso egóico mas o recebimento do sé que automático o recebimento da da da da da da sensação de um pouco mais de planitude né sim Léo assim fiquei pensando que é interessante a tua colocação que nos reporta ao conceito de justiça como uma uma capacidade ou uma condição interna também né nossa eu fiquei pensando aqui enquanto tu falavas no sentido de expandir um um pouquinho mais essa esse conceito eh de que a justiça que está nessa lei de Justiça amor e caridade é a justiça divina também né porque se a gente entender que existe um Deus que é justo e

andir um um pouquinho mais essa esse conceito eh de que a justiça que está nessa lei de Justiça amor e caridade é a justiça divina também né porque se a gente entender que existe um Deus que é justo e bom ele precisa ter instituído leis que facultam vantagens para quem desenvolve o Amor e a caridade então assim a a consequência de quem é amoroso e caridoso é diferente da consequência de quem é maldoso e invejoso nesse sentido Deus é justo em suas leis porque ele não é uma questão de premiar ele possibilita experiências através das reencarnações através do nosso desenvolvimento de nós trilharmos por caminhadas que vão nos levar a uma coisa ou outro então à medida que nós vamos evoluindo nós vamos nos tornando mais amorosos mais caridosos nós vamos nos despojando de enfermidades de doenças de desequilíbrios é isso que faz com que um espírito evolua Quando Deus instaura sua lei natural onde estão as leis Morais dentro da Lei natural ele estabelece que existe um progresso quanto mais invejosa uma pessoa mais ela sofre e isso é justiça justiça divina porque a cada um conforme as suas obras é justiça lei de Justiça quanto mais amorosa uma pessoa mais ela se nutre desse amor quando nós estamos de fato de uma forma verdadeira nos entregando a um trabalho de amor ao próximo nós nos engrandecemos ah a pessoa não sofre não tem alguma não ela sofre ela muitas vezes pode ter problemas etc mas tem algo dentro dela que se acorda que se ativa e nós sabemos por informação dos Espíritos que estes indivíduos quando desencarnam vão para condições espirituais muito melhores lei de justiça é isso que Jesus diz que ao justo será concedido a a beatitude não é uma premiação externa é uma conquista interna então a justiça de que se fala sobretudo é a justiça de Deus que está inscrita na nossa consciência e aí sim o assunto pro nosso próximo encontro como é que ele está dentro de nós como é que nós conseguimos executar esta lei e essas leis com um Deus que sinaliza de dentro não um Deus que

consciência e aí sim o assunto pro nosso próximo encontro como é que ele está dentro de nós como é que nós conseguimos executar esta lei e essas leis com um Deus que sinaliza de dentro não um Deus que sinaliza de um altar ou sinaliza de um livro sinalisa de um de um crucifixo ou que está presente numa cerimônia não não não Esses são Deuses representados mas o Deus verdadeiro ele está dentro de nós então esta força Suprema causa primária de todas as coisas ele é sobretudo justo e bom ele é justo Porque nas suas leis não há lugar para injustiça a cada um segundo as suas obras e a sua grande bondade É nos dar a oportunidade de estar aqui e de ter sempre uma nova oportunidade para desenvolvermos as nossas capacidades fica então o convite a você que nos assistiu hoje para nos acompanhar nas terças-feiras 8 horas na TV manção do caminho no YouTube e acompanhar também a culminância desse estudo sobre as leis Morais sobre o cérebro triuno sobre a mensagem de caldear eh em um no livro no Mundo Maior sobre o nosso próprio autodesenvolvimento autorrealização na questão da perfeição moral que certamente é um dos Capítulos mais teóricos para nós mas é um a teoria alimenta a esperança de um dia chegarmos lá então por isso que precisa ser falada pensada intuída mas toda vez que a gente fala de purê é que nem o Capítulo da pza do das bem-aventuranças né é um capítulo talvez mais teórico ainda eh porque somos ainda caminheiros mas fica o convite para que a gente possa estar junto Sérgio fica dado o convite

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