#73 • Jesus e Saúde Mental • Estoicismo e Cristianismo (parte 5)
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Episódio 73: Estoicismo e Cristianismo (parte 5) » Apresentação: Leonardo Machado
Jesus e saúde mental. Mais uma vez estamos aqui juntos para podermos refletir acerca da temática do estoicismo e do cristianismo. Estamos na quinta parte e no dia de hoje iremos tentar aprofundar algumas reflexões sobre essas duas visões de mundo tão pertinentes e tão interessantes acerca da forma que nós nos colocamos no mundo, a parte da palavra, a parte da atitude de uma maneira mais prática, inclusive, mas também transcendendo reflexões sobre essa prática para questões mais complexas do ponto ponto de vista espiritual. Então, convido você a ficar conosco mais uma vez no estoicismo e cristianismo. Na parte cinco, queremos nos desdobrar. Pois bem, nós iremos nos debruçar em alguns slides que eu vou pedir a ajuda do pessoal da técnica do Sérgio para poder ir passando e a gente possa vislumbrar alguns aspectos de três livros. o livro Manual de Epquiteto, que é o livro base que a gente tá se debruçando para poder eh aprofundar a visão histórica, os evangelhos de Jesus, especialmente eh os quatro evangelhos, mas também a boa nova como um todo, né? As epístolas de Paulo, as epístolas dos apóstolos diretos de Jesus. a gente tem aberto em geral esses textos aqui e também vamos abrir hoje o Evangelho Segundo o Espiritismo para podermos fazer essa junção de reflexões. Então, utilizando aí, esse é o manual de Picteto, a arte de viver melhor. Existem várias edições, mas eu tô usando essa edição da ED Pro, tá bom? Então, o Epicteto ele vai trazer a seguinte questão: "E fica calado?" a maior parte do tempo, falando apenas o necessário e mediante poucas palavras, mas raramente quando a ocasião exigir que que fales, dispõe-te a falar, porém não a respeito de coisas ordinárias e coisas casuais. Sobretudo, não fale das pessoas. Não importa se censurando, elogiando ou a se comparando. Se estiver a teu alcance, articule teu discurso no sentido de encaminhar aqueles com quem convives para temas apropriados. Recusa-te a fazer juramentos, se assim puderes agir. Mas se não puderes, né? Ou seja, se você
alcance, articule teu discurso no sentido de encaminhar aqueles com quem convives para temas apropriados. Recusa-te a fazer juramentos, se assim puderes agir. Mas se não puderes, né? Ou seja, se você precisar fazer algum tipo de juramento, age dessa maneira dentro do possível. Então, vejamos, pessoal, quantas recomendações práticas nós encontramos no ponto 33 do manual de epicteto. Primeiro, quando estivermos numa conversação, a gente tem a gente tentar escutar mais do que falar, ouvir mais do que ser ouvido. Mas quando a gente for falar, que a gente saiba como se portar na nossa fala. Então ele coloca na ocasião em que você precise falar, não de coisas ordinárias, coisas casuais, essa é a primeira reflexão, né? Tenta não falar de coisas banais, tenta aproveitar o teu tempo com essa pessoa para falar de coisas positivas, que seja a tua fala um bálsamo de alegria ou pelo menos de leveza, né? Se forem coisas casuais, mas que tragam um propósito de leveza. Sobretudo vem o terceiro conselho de Epicteto. Não fale das pessoas, não importando se as censurando, as elogiando ou as comparando. a Epicteto, ele vai ter essa perspectiva, né, de a gente não elogiar, porque o estoicismo ele tenta se manter mais imparcial, ele tenta na postura estoica, tenta manter mais independente, mais autônomo diante da crítica, diante da ideologia ou diante das comparações, eh, para que a pessoa possa eh ficar mais independente, para que ela não fique dependente da crítica, nem dependente do elogio para poder fazer as coisas, mas possa fazer as coisas cois de acordo com eh a autenticidade do propósito, possa fazer as coisas de forma autêntica, tem se abalar tanto com os as reputações, ou seja, a fala positiva, fala negativa externa. Nesse mesmo, nessa mesma linha de pensamento, Epiteto vai recomendar não só que a gente não fique preso nessa reputação externa, como também enquanto interlocutor, nós não contribuamos para reputações externas, ou seja, que a gente não fique eh sendo o alimentador
ndar não só que a gente não fique preso nessa reputação externa, como também enquanto interlocutor, nós não contribuamos para reputações externas, ou seja, que a gente não fique eh sendo o alimentador de censuras muito contumadas ou de elogios que podem também, digamos, corromper né, a alma do outro. Isso, óbvio que a gente tem que ter uma um entendimento, né? Emanuel em algumas passagens através de Chico Xavier também propõe isso, que a gente não digamos corrompa o outro a partir do elogio exagerado. Isso é importante da gente seguir. Agora, não significa que a gente não possa, na conversação com outro parabenizar, agradecer, ser gentil, ter agradável. O importante é que nós sejamos autênticos, nós sejamos genuínos, que aquele elogio não seja da boca para fora e que a gente faça de uma maneira mais equilibrada. Então, por exemplo, você vai para uma palestra e aí o palestrante faz uma palestra muito boa, né, e você fica emocionado. É muito mais útil para aquele que tá falando você lá e e falar o a gratidão. Poxa, muito obrigado. Como foi importante para mim hoje essas palavras. do que, por exemplo, você ir com um elogio do tipo: "Você é um missionário, você é um dos apóstolos, você é um," entende? Porque aí entra no campo às vezes da nossa fantasia e eventualmente o expositor também tá no campo da fantasia, toda a fantasia egóica. Isso pode, digamos assim, enaltecer demais o ego dele. Óbvio que ele, enquanto expositor, ele precisa trabalhar a humildade no sentido mais profundo do termo. A humildade segundo a psicologia positiva, também inspirando-me aqui nas colocações que aprendo dentro do evangelho, não é se rebaixar negativamente falando. A humildade é saber o que se é, é fazer mais ou menos o que Jesus fez. Quem vocês acham que eu sou? E Pedro fala: "Tu és o Messias". E ele então coloca: "Que bom, você é Pedro, né, Simão? Tu és Rocha, tu és Pedro. Ou seja, Jesus ali, ele está sendo humilde ao identificar e ao admitir o que ele é. Então, ser humilde é admitirmos, é identificarmos o que nós
bom, você é Pedro, né, Simão? Tu és Rocha, tu és Pedro. Ou seja, Jesus ali, ele está sendo humilde ao identificar e ao admitir o que ele é. Então, ser humilde é admitirmos, é identificarmos o que nós somos com as nossas dificuldades e com as nossas potencialidades, com as nossas fraquezas, mas também com as nossas forças. identificarmos o que nós somos, não só o potencial que temos, mas aquilo que a gente já faz. Então, no final das contas, aquele que recebe um elogio é o principal, eh, digamos assim, responsável para o destino desse elogio dentro do próprio ego, dentro da própria consciência, dentro da própria estrutura emocional. Mas obviamente nós enquanto pessoas podemos ajudar esses indivíduos falando da maneira adequada que possa estimular sem colocar excessivamente para cima, estimulando a vaidade excessiva do indivíduo para que ele não possa cair nessa própria trama da vaidade. Então é uma caridade que a gente vai fazer com o outro, sabendo como se portar, mas isso não significa que precisamos nos tornar uma pessoa chata, né, deselegante, deseducada, né? Se levarmos às vezes ao pé da letra, por isso que algumas pessoas colocam assim: "Ah, mas o histórico é um chato". Porque às vezes, se você leva ao pé da letra tudo, de fato, as relações ficam muito amornadas, muito eh destemperadas, sem tempero, né? E essa esse contato é temperado, precisa ter o tempero do afeto. Então, é importante a gente não eh entender essa fala de epicteto que a gente encontra também eh de maneira ou de outra replicada dentro dos da da visão espírita em alguns textos de Emânuel, não como um convite à deseducação, mas como um convite à moderação, a saber como estimular, tem estimular a pessoa, tem estimular a vaidade excessiva dessa pessoa, estimular o trabalho tem que você e ela entre também na fantasia do messianismo, que nós não temos ainda condição. Então, eh, saber como usar o tempo, saber como usar as palavras. Aí vem a quarta questão que tu coloca: "Recusa-te a fazer juramentos".
ém na fantasia do messianismo, que nós não temos ainda condição. Então, eh, saber como usar o tempo, saber como usar as palavras. Aí vem a quarta questão que tu coloca: "Recusa-te a fazer juramentos". Porque nem tudo que a gente jura, que a gente promete, a gente consegue fazer. Então é saber como fazer o juramento, saber como fazer a promessa, porque como ele coloca, nem sempre a gente não pode não prometer. E às vezes é muito importante sim essa promessa, mas é importante que seja uma promessa pautada na possibilidade do de cumprimento. Ah, eu sempre ajudarei você. é uma promessa possível, porque depende muito de você. E como você é espírita, essa perspectiva de que você sempre vai ajudar te leva a um compromisso de modificação interior para que você ganhe uma envergadura moral que possibilite de fato essa ajuda continuada para uma pessoa, para um filho. Como você é espírita, você sabe que a morte é uma passagem, é uma desencarnação. Então você pode continuar ajudando no mundo espiritual. Mas para isso você tem que ter um compromisso de melhoramento para que você tenha a permissão, a envergadura moral de realmente continuar ajudando. Então veja que até uma promessa dessa eu sempre ajudarei você. A gente pensa que depende só de nós, mas não depende só de nós por causa da imortalidade. Depende de nós por causa de uma de uma evolução, de um aprofundamento, porque a gente pode continuar junto até depois desencarnado da pessoa amada. Mas a nossa estrutura moral, a nossa envergadura espiritual não dá a possibilidade de cumprir o que a gente estava desejando, que era continuar ajudando. Então, perceba como é aprofundado, né, a gente pensar nessa conduta. De toda forma, acho que vale a pena resumir aqui na conversação e eh recomenda Epicteto, escuta mais do que fala. Quando fores falar, aproveita o teu tempo para falar de coisas mais edificantes, coisas mais apropriadas. Aproveita teu tempo para trazer leveza para você e pro outro. Isso não significa, como a gente colocou, que nós
r, aproveita o teu tempo para falar de coisas mais edificantes, coisas mais apropriadas. Aproveita teu tempo para trazer leveza para você e pro outro. Isso não significa, como a gente colocou, que nós não podemos, não possamos falar de coisas mais simples. Não precisa falar toda hora sobre desencarnação, evolução, imortalidade, temas complexos da vida, não. Mas eh um diálogo fraterno, um diálogo de leveza, mas que também não seja só, digamos, a leveza o tempo todo no sentido de falar rabanalidade. Ou seja, ter leve na conversa. Falar amenidades não significa falar fofocas, não significa falar intrigas, falar coisas que eh desabonam você e o outro. Terceiro, quando você tiver conversando com o outro, tem, procura não censurar demasiadamente, não procura não elogiar demasiadamente, procura falar de maneira adequada a edificar o outro, né? que um um convite à edificação do outro, mas não a uma derrocada do outro, quer seja pela crítica quais, quer seja pelo elogio quanto mais que de uma forma ou de outra podem destruir o outro na sua vaidade ferida ou na sua vaidade excessiva. Recusa-te a fazer juramento sempre que possível, mas quando fizeres, tenta agir de uma maneira apropriada para o cumprimento desse juramento. a gente vai pro evangelho e vai encontrar ali algumas passagens que eu queria eh trazer como algo bastante interessante. Primeiro, veja aí. Ouvistes também o que foi dito aos antigos. Não perjurarás, não cumprirás os teus juramentos para com o Senhor. Quer dizer, não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor. Eu, porém, vos digo: Não jureis por hipótese nenhuma, nem jures pela tua cabeça, porque tu não tens o poder de tornar um só cabelo branco ou preto. Seja o vosso sim, sim. O vosso não, não. O que passa disso vem do maligno. É um aprofundamento bastante interessante que Jesus amplia os 10 mandamentos aí nesse sermão do monte anotado em Mateus, no capítulo 5, versículos 33, 34, 36 e 37 que eu pincelei. E vem no buso que a gente tava colocando ali no final de
sante que Jesus amplia os 10 mandamentos aí nesse sermão do monte anotado em Mateus, no capítulo 5, versículos 33, 34, 36 e 37 que eu pincelei. E vem no buso que a gente tava colocando ali no final de Epicteto. Procure não jurar. Ah, eu vou continuar lhe ajudando para sempre. Mas a gente nem sempre consegue modificar o nosso interior para ter o mérito de continuar ajudando. A gente pode continuar junto, obsediando, pode continuar junto vigiando, mas não necessariamente beneficiando, porque isso depende de um trabalho interno de evolução, trabalho interno de eh ajuda pessoal. Então, até esse tipo de juramento, veja que não depende de nós. E aí o que Jesus quer trazer é justamente essa visão, né? Não jures nem pela tua cabeça, porque tu não podes ter o poder. Tu não tens o poder de tornar um só cabelo branco ou preto. Isso aí nos mostra a submissão da nossa vontade à vontade do criador. A submissão da nossa vontade à vontade de Deus. e nos mostra uma humildade, porque de certa forma, dependendo do juramento, esse juramento é quase uma é uma externalização de vaidade. Eu juro que você não vai sofrer. Mas quem é que pode jurar isso? Eu juro que eu vou lhe proteger de todos os problemas. Quem disse que a gente tem esse poder? Então, às vezes, o juramento é uma exteriorização da nossa vaidade excessivamente posta no campo do poder, né? Como se a gente tivesse todo esse poder. Então Jesus nos lembra, olha, tu não tens o poder de tornar um só cabelo branco ou preto. O poder maior é de Deus. Então, Deus é que pode de fato jurar, digamos assim. Nós não temos essa capacidade. Então Jesus faz o convite, seja o vosso falar sim, um vosso falar não. O que passa daí vem do maligno, ou seja, eh nem tudo pode ser cumprido. Talvez a gente pudesse dizer assim agora com a visão espírita, como um bem, um amigo, né, um amigo falou recentemente para mim, eu irei ajudá-lo até o final da minha existência e quando eu desencarnar, se Deus permitir, se os benfeitores permitirem, se eu estiver ao alcance, eu continuarei
um amigo falou recentemente para mim, eu irei ajudá-lo até o final da minha existência e quando eu desencarnar, se Deus permitir, se os benfeitores permitirem, se eu estiver ao alcance, eu continuarei ajudando no mundo espiritual tal trabalho. Então, veja que ele tá falando sim, sim, não, não. Eu quero, eu prometo que eu quero e se eu tiver oportunidade, ou seja, se Deus deixar. Então, é um juramento adequado a tudo essa a essa profundidade do que a gente tá dizendo, porque é um juramento que vai alinhado à humildade. No final das contas, a gente tá sendo convidado a sermos mais humildes e entendermos a limitação do nosso poder e, portanto, a limitação do que a gente pode falar, do que a gente tem condições de falar de maneira mais apropriada. Diz ali Paulo aos Colossenses nesse aí um uma uma articulação muito parecida com Epicteto, quando ele vai dizer assim: "Aproveita o teu tempo para falar coisas que edificam", né? Tratai com sabedoria os de fora. Sabei tirar proveito do tempo presente. Que a vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal. Veja que coisa interessante. Não é que a gente vai ser uma palavra chata, mas temperada com sal. Às vezes o elogio é sal excessivo, que salga demais e perde o gosto. Porque é importante ter um amor próprio, é importante ter uma coragem para poder fazer as coisas, mas um amor próprio, excessivo, ele se destempera, ele se desgenera e acaba caindo nas tramas do da prepotência. E aí isso pode fazer com que a pessoa prepotente se coloque em situações de risco que ela não tinha condições ainda de enfrentar e a derrocada vem. De modo que saibas como convém responder a cada um. Então é ser agradável, mas ser temperado. Não saia dos vossos lábios, diz também Paulo aos Efésios, nenhuma palavra inconveniente, mas na hora oportuna, a que for boa para a edificação, que comunique graça aos que os ouvirem. É a consequência disso tudo que a gente tá dizendo, né? Então veja que veja que entrelaçamento interessante eh de coisas profundas, né, que mexem aí com com
ão, que comunique graça aos que os ouvirem. É a consequência disso tudo que a gente tá dizendo, né? Então veja que veja que entrelaçamento interessante eh de coisas profundas, né, que mexem aí com com princípios espirituais do cristianismo, mas que nos colocam esse cristianismo no dia a dia. é uma é um uma prática do cristianismo de forma simples, coisas que a gente não imagina ou às vezes ignora porque a gente imagina sempre que essa prática do cristianismo, ela vai ser posta apenas em grandes obras sociais, em grandes martírios pessoais, mas tem o a prática do dia a dia e esse essa parte cinco dessa desse programa, né, historicismo e espiritismo e cristianismo, eu acho acho que tem eh tem muita utilidade para vermos coisas práticas do dia a dia. Como traduzir nosso evangelho para uma prática diária para que essa prática diária, esse comportamento, ele venha ao auxílio das nossas emoções, ao auxílio dos nossos pensamentos e aí comportamento, pensamento e emoção, digamos assim, harmonizados, possam nos trazer saúde mental. Falando sobre o escândalo, Jesus, como anota Marcos, ele vai dizer assim: "O sal é bom". Mas se o sal tornar insípo, como retemperá-lo? Então, tende sal em vós mesmos e vivei em paz com uns com os outros. É isso, né? é a capacidade de temperar de forma adequada, com sal, a nossa comunicação, para que a nossa comunicação possa traduzir um equilíbrio e possa trazer um equilíbrio, não só traduzir um equilíbrio interno, mas possa trazer para nós um equilíbrio interno. a gente possa ir treinando com o comportamento da palavra os nossos pensamentos, as nossas emoções e ao mesmo tempo construindo com o auxílio da palavra, da interação social, um equilíbrio, uma emocionalidade no outro mais equilibrado, ou seja, um estímulo, mas não um excesso de vaidade, né? uma ajuda para corrigir uma coisa e outra, mas não um desestímulo. Seja o vosso falar um sim, um simples não de Jesus. Epicteto, ele vai continuar nesse ponto 33 que eu dividi, dizendo assim: "Nos
né? uma ajuda para corrigir uma coisa e outra, mas não um desestímulo. Seja o vosso falar um sim, um simples não de Jesus. Epicteto, ele vai continuar nesse ponto 33 que eu dividi, dizendo assim: "Nos diálogos das reuniões sociais, esquiva-te de evocar muito ou em excesso teus próprios feitos ou perigos. Com efeito, embora seja para ti muito agradável recordar os perigos que experimentaste, não é agradável os outros ouvir as tuas vicissitudes. Muito interessante aí a proposta de Epicteto quando ele vai mais ou menos nos chamar assim uma moderação, né, a uma a ser mais discreto, não utilizar o outro, né, para ficar se lamoreando, evocando os perigos, as vicissitudes da nossa vida eternamente. eventualmente essa outra pessoa não tem nem condições emocionais de escutar, ela vai ficar tão impactada, tão ansiosa, que a gente vai ao eh colocar esse peso da nossa da nossa vida nela, vai até prejudicá-la e consequentemente nos prejudicar, né? Mas também às vezes a gente falar demais dos nossos feitos vai também colocar um outro peso na pessoa. Imagine só, você tá super bem na vida e o seu interlocutor está super mal. E aí você fala de todos os seus feitos. O que é que vai, que peso a gente vai colocar no outro? O peso da inveja. Certamente o outro, por estar mal, por não estar bem, ele vai ver no nosso bem-estar um estado em que ele queria estar. E por que ele está numa perturbação? Essa e esse olhar para mim, esse olhar para você com comparação, não é um estímulo, não vai gerar nele um estímulo para que ele possa construir o caminho até o local que nós estamos, mas uma inveja de querer estar no nosso local. E aí pode ser algo destrutivo para ele e para você. Então, ser moderado, né, saber as pessoas conforme a intimidade for maior, né? Então, não for apenas uma reunião social, mas a intimidade for maior, você tem mais clicidade com o outro, aí você também tem mais abertura para eh o outro entender você e o outro ficar feliz pela sua felicidade e não com inveja da tua felicidade, dos teus feitos, para o
ocê tem mais clicidade com o outro, aí você também tem mais abertura para eh o outro entender você e o outro ficar feliz pela sua felicidade e não com inveja da tua felicidade, dos teus feitos, para o outro ficar com eh eh com uma postura de consolação diante das tuas dores, diante dos perigo diante das tuas reclamações e que possa ajudar. Então, é interessante a gente entender isso. É um trabalho evolutivo mesmo, sabe, de um treino evolutivo. Por quê? Porque a gente a gente às vezes vai eh desabafar as nossas angústias para uma pessoa que não tá preparada. Aí vai desabafar as nossas raivas, as nossas mágoas, as nossas eh dores. Nesse sentido. Aí o que que acontece? O outro é nosso amigo, tem até uma clicidade, mas ele não tem uma maturidade. Então o que que acontece? A nossa mágoa excessiva vai gerar nele também uma mágoa excessiva. E aí ele vai tomar as nossas dores e vai querer, digamos assim, se vingar mentalmente, emocionalmente. Aí a gente acaba criando um problema, porque depois você perdoou já fulano, cicrano, mas o amigo, o familiar não perdoou. Então, às vezes é melhor uma omissão, sabe, para proteger o outro de uma raiva empática, mas uma raiva que ele não tem ainda maturidade para eh aguentar, não tem maturidade ainda para discernir. Você pode ter uma clicidade para com o outro e você vai falar das tuas angústias, aí vai falar das tuas ansiedades, das tuas tristezas, dos teus medos, mas o outro, apesar de ter uma complicidade empática com você, ele também não tem uma maturidade eh emocional e espiritual. E aí as tuas dores desse sentido de angústias, tristezas, vai poder gerar nele ou uma raiva em relação às pessoas que contribuíram para isso, ou um excesso também de preocupação, um excesso de padecimento com você. Vai ficar tão triste que aí depois você vai ter um trabalho para consolar essa pessoa, tendo que se consolar. Então, às vezes, estrategicamente é melhor pensar, será que essa pessoa que eu vou falar nessa convivência social, ela tem maturidade
ter um trabalho para consolar essa pessoa, tendo que se consolar. Então, às vezes, estrategicamente é melhor pensar, será que essa pessoa que eu vou falar nessa convivência social, ela tem maturidade emocional, espiritual, moral, para poder ter essa clicidade tem trazer atrapalhos depois, porque aí depois eu posso ter que eu já consigo superar, mas aí a mãe, o pai, o irmão, o amigo não consegue superar. Tá? Aí eu acabo me sentindo meio meio meio culpado ou com alguma sensação de dever para ajudar nessa evolução também dele, porque afinal eu já consegui virar a página, né? E o outro não consegue virar a página porque ficou preso na nossa dor. Da mesma forma, o outro pode ser uma pessoa cúmplice, amiga, empática, gostar de mim, só que tá passando por uma situação muito delicada na vida. Aí, se eu vou falar para ele os meus feitos, as minhas felicidades, as minhas conquistas, isso pode gerar um comportamento invejoso, um sentimento invejoso de destruição dele próprio e ou destruição de você. Então, é bem interessante a gente poder não ficar amordaçado, mas ficar amadurecido para entender eh o que é que dá para falar. Aí a gente saiu de uma questão de uma reunião social geral e entramos num convívio social mais íntimo, né? Porque se não tiver intimidade nenhuma, se você, a pessoa do teu lado, não tem intimidade nenhuma, eh, não tiver cumlicidade nenhuma, muito menos maturidade, o, a tua conversa vai servir para ou ela colocar leã mais na fogueira, se você tá contando de um problema, ou ela vai colocar a leã na fogueira, ou ela vai diminuir a tua dor, né? vai entrar como se fosse uma fofoca de um, sei lá, de um de uma novela e vai dar alguma opinião assim meio leviana do que você deveria fazer ou do que eu deveria fazer, como se fosse uma coisa meio de novela, esquecendo que você está vivenciando aquilo, mas a pessoa ela é apenas um ouvinte, ela é apenas um transeúte. Não entendo porque você tá contando aquilo ali de forma tão abertamente paraa pessoa ou ela vai colocar um dedo
stá vivenciando aquilo, mas a pessoa ela é apenas um ouvinte, ela é apenas um transeúte. Não entendo porque você tá contando aquilo ali de forma tão abertamente paraa pessoa ou ela vai colocar um dedo na ferida no sentido de diminuir o teu feito, né, por inveja. Então, quando é menos, quando tem menos complexidade, né, menos maturidade, né, a não ser que a gente soubesse que as pessoas são bem maduras, aí a gente poderia falar com mais tranquilidade, porque as pessoas são bem maduras, vão tentar nos ajudar na medida adequada. Mas saindo desse aspecto, numa reunião mais íntima de complicidade, de amor também, aí a gente tem que ter algumas eh cautelas, né? Vamos ver ali, Epicteto, agora no ponto 37. Se assumes um papel além da tua capacidade, tanto te deshonrarás nisso quanto deixarás de lado o papel que poderias desempenhar. De certo modo, eu coloquei aí porque vem um pouco na consequência do que a gente tá dizendo aqui. Imagina, a gente coloca esse amigo, essa pessoa, esse ser humano que está fora de nós num papel que ele não tem condições de assumir, um papel de pai. guia espiritual, psicoterapeuta, né? Ele não tem condições de assumir tudo isso. Então é muita expectativa de nossa parte que transpassa a capacidade dessa pessoa que tá nos escutando. E aí consequentemente essa pessoa vai se deshonrar nisso e vai deshonrar a nós mesmos. Da mesma maneira somos nós. A gente precisa ter humildade de saber os nossos limites e as nossas potencialidades e as nossas capacidades já conquistadas. Então, a gente tentar, isso é um trabalho de autoconhecimento, não é nem um trabalho de autodesenvolvimento. O desenvolvimento vem com uma um tempo, né? vem com uma posterioridade. Isso aqui que eu tô colocando é um trabalho de autoconhecimento, conhecer um pouco mais para saber quais são as nossas capacidades para poder aceitar ou não. Eu me recordo do primeiro trabalho na casa espírita que eu desempenhei. Eu tinha ali 13 anos de idade e comecei a campanha do Quilo. Estava 12 para 13 anos, né? tava no ano que eu ia
r aceitar ou não. Eu me recordo do primeiro trabalho na casa espírita que eu desempenhei. Eu tinha ali 13 anos de idade e comecei a campanha do Quilo. Estava 12 para 13 anos, né? tava no ano que eu ia fazer 13 anos de idade. Aí comecei a campanha do Kilo e comecei também eh na evangelização, né? Só que na evangelização, antes de começar a evangelizar, eu tinha pedido para fazer antes um ano de estágio, de acompanhar todas as atividades da evangelização, a confecção do lanche, está dentro da sala de aulas acompanhando, ajudar a levar o lanche, porque eu queria primeiro ler o livro dos espíritos completamente para poder me capacitar. Era isso que eu achava que eu precisava fazer. Eu achei muito interessante porque, óbvio, as pessoas precisavam de trabalho e aí uma delas falou assim: "Trabalhadores, né?" Aí falou assim: "Eita, mas por que tu não começa logo?" Eu falei: "Não, eu queria me capacitar primeiro". E aí um outro comentou: "É, para trabalhar ninguém quer". Mas veja que coisa, eu jovem pedindo para fazer um estágio, porque eu sabia que ali eu ainda me sentia não capaz de assumir aquela responsabilidade, né? Não é que eu fosse incapaz, mas não tava com total capacidade na minha perspectiva. Então eu não queria assumir um papel de cara que fosse além dos meus limites, porque se eu fizesse isso eu iria, eh, digamos assim, eh, não desempenhar o que eu deveria desempenhar de forma adequada. Iria deshonrar o papel. E aí eu esperei, né, conversei, expliquei, fiz um ano de estágio assim, estudando, então acho que era 12 anos. Quando foi no ano seguinte, de 12 para 13, eu comecei a evangelizar eh a juventude. E curioso é que essa pessoa que disse assim: "Ah, para trabalhar ninguém quer". Depois de um tempo foi ela que deixou a casa espírita. Então, assim, é importante a gente ver a nossa capacidade e aceitar os papéis da vida de acordo com as possibilidades. Porque se for uma pessoa de fora que convida, porque tem uma frase, né? Quando o trabalhador está pronto, o trabalho aparece, certo?
cidade e aceitar os papéis da vida de acordo com as possibilidades. Porque se for uma pessoa de fora que convida, porque tem uma frase, né? Quando o trabalhador está pronto, o trabalho aparece, certo? Porém, isso é verdade. Porém, porém, eh, às vezes a pessoa que está convidando para o papel, ela não tá tão bem ou então ela está desesperada para o trabalho, para aparecer o trabalhador, né? e eventualmente você não tem ainda essa condição. Então, ao invés de deixar a decisão da se você tem capacidade ou não para fazer para a pessoa de fora, que você também possa assumir um pouco mais essa decisão, esse poder de decisão a partir do autoconhecimento que você tem, das tuas limitações e das tuas capacidades, para que assim, quando o trabalhador estiver pronto, o trabalho apareça de uma maneira mais harmônica, porque tanto a espiritualidade percebeu, né, E aí trouxe uma confirmação a mais para que as coisas acontecessem. como os benfeitores encarnados perceberam, ou seja, aqueles mais mais maduros perceberam, quanto você também se sente tranquilo, capacitado, porque você tem um conhecimento de si um pouco mais apropriado. Então esse é um tema importante que PT que tu traz, né, que a gente quis transcender para dos trabalhos espíritas do movimento. Aí o pqueteto ele vai trazer no capítulo, no ponto 46, no banquete. Não digas de que forma se deve comer, mas come da forma que se deve. Isso é bonito, né? Não diga como se deve fazer, mas faz tu mesmo como deve ser feito. E aí você vai servindo de uma de um certo exemplo ao invés de servir de um cobrador. Porque como se deve comer, como se deve agir, a gente tá no papel de corretor da caridade alheia, né? Vendendo a caridade pros outros, mas você mesmo não compra. Quando você passa a ser o comprador da caridade, ou seja, aquele que faz, aquele que acontece, você está mostrando como se faz e não só cobrando dos outros que os outros façam. Sócrates, ele se despojou a tal ponto e tão radicalmente da postura exibicionista que as pessoas o
quele que acontece, você está mostrando como se faz e não só cobrando dos outros que os outros façam. Sócrates, ele se despojou a tal ponto e tão radicalmente da postura exibicionista que as pessoas o procuravam quando queriam que ele as apresentasse a filósofo e ele as conduzia a eles. Veja que coisa curiosa. Sócrates é o principal filósofo da antiguidade, mas ele não era exibicionista. Era tão simples que às vezes as pessoas procuravam Sócrates para que Sócrates apresentasse os filósofos que Sócrates conhecia. Mas Sócrates era o principal filósofo, só que ele como ele como não era exibicionista, às vezes passava batido, passava despercebido. E aqueles outros que se apresentavam na postura de filósofo, na realidade eram aprendizes de Sócrates. Ele era capaz de não chamar a atenção para si. As ovelhas não trazem aos pastores sua forragem para exibir quanto comeram. Antes digerem interiormente e externamente produzem lã e leite. Muito interessante nessa fala de epicteto. As ovelhas não trazem aos pastores sua forragem para exibir quanto comeram. antes comem, né, a forragem, comem o pasto, digerem esse pasto e externamente produz leite, produz lã. Ou seja, o trabalho é um trabalho mais interno. Se é o trabalho mais interno, ele não deixa de ser um trabalho mais oculto. O trabalho no bem, dentro de uma visão espiritista, dentro de uma visão cristã, ele tem uma parte que é visualizada pelos outros, mas tem uma outra parte que é esse trabalho da ovelha. Se nós somos ovelhas do bom pastor Jesus, um trabalho que a gente vai fazer, que vai desempenhar nessa nesse grande serviço, né, nessa grande, n fazenda chamada mundo, vai ser visto pelos outros, né? Mas o principal trabalho é o trabalho interno de desenvolvimento pessoal, de autoconhecimento. Esse trabalho interno não vai ser visto pelo outro, mas se traduz nessa fala de Picteto a transformação do alimento, da água da vida que Jesus nos dá em um produto de lã e de leite, ou seja, em fecundo trabalho, em consequências fecundas para a vida,
, mas se traduz nessa fala de Picteto a transformação do alimento, da água da vida que Jesus nos dá em um produto de lã e de leite, ou seja, em fecundo trabalho, em consequências fecundas para a vida, que possam trazer agasalhos com a lã, possam trazer alimento com o leite, porque não foi de nós, foi a transformação que ocorreu em nós da água da vida. Então, tem um trabalho visível, mas é sobretudo o trabalho invisível que vai dar caldo para esse trabalho visível, porque senão a gente fica exibicionista, ou seja, mais preocupado com a aparência do que com a essência. fica mais eh hipertrofiado externamente do que desenvolvido internamente. Então, temos uma hipertrofia exterior e uma atrofia interior. E o trabalho no bem é um trabalho de equilíbrio, não fugindo da raia, mas também entendendo que esse continuar na raia precisa também ter um compromisso de continuar internamente as forças internas. Propôs Jesus uma parábola, dois homens, né? Eles achavam que eram justos e desprezavam os outros. Dois homens então subiram ao templo para orar. Um era fariseu e outro era publicano. Então o fariseu era aquele que tinha uma eh uma importância no judaísmo como um, digamos um mantenedor da lei, né, da fé judaica. E o publicano era o judeu que cobrava impostos para Roma. Então, o publicano era tido como alguém eh execrável, porque estava traindo o próprio povo. O fariseu, de pé orava assim consigo mesmo: "Ó Deus, graças eu te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes por semana, dou o dízimo de tudo quanto ganho, mas o publicando, diz Lucas, estando em pé de longe, nem ainda queira levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, talvez chorando, ó Deus, propício a mim o pecador. Digo-vos que este desceu justificado para sua casa e não aquele, porque todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado. Mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado. Então o publicano, de alguma forma ele se arrependeu, percebeu
para sua casa e não aquele, porque todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado. Mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado. Então o publicano, de alguma forma ele se arrependeu, percebeu e ele coloca para para Deus, eu sou um pecador, tende piedade de mim, digamos assim. Enquanto o fariseu, ele se acha porque está fazendo as coisas externas, visíveis, que podem ser contadas, mas talvez esse fariseu, desse exemplo, como grandes, muitos fariseus, né, do que a gente encontra no Evangelho, era a figura desse sepulco cra bonito por fora e ouco por dentro, aquele exibicionista que é hipertrofeado por fora, mas atrofeado por dentro. E o publicano, ao perceber a própria miserabilidade, ao perceber a própria atrofia geral, digamos assim, ele já está se capacitando para uma nova etapa, porque ele tá entrando numa autenticidade que é o arrependimento. Veja João Batista no trabalho de preparação para Jesus vir. Ele falava no no deserto: "Arrependei-vos, arrependei-vos". Vejamos na crucificação, nós temos ali ao lado de Jesus dois bandidos, sendo que um bandido se arrepende, se arrepende profundamente no contato com Jesus, talvez pensando das próprias encrencas. E esse arrependimento faz com que Jesus diz diga assim: "Bem verdade vos digo que hoje estaráis comigo no reino de Deus". O arrependimento é o passo fundamental pra gente poder fazer algum tipo de evolução. Porque sem o arrependimento a gente tá estagiando em duas áreas, da não necessariamente estaticamente falando, mas a gente tá com as características de duas coisas. Uma é o excesso de vaidade, num termo psiquiátrico, o narcisista, patologicamente falando, que só vê a si mesmo e, portanto, não se arrepende, porque tudo, na verdade, ele não tem nem site dos equívocos que tem, né? Ou o a psicopatia, que nem culpa tem. Quando eu me arrependo, eu estou saindo dessas faixas psicopáticas e narcisistas. Porque eu estou vendo não só a mim e os meus interesses, mas os outros. Eu estou percebendo que algo que eu fiz
a tem. Quando eu me arrependo, eu estou saindo dessas faixas psicopáticas e narcisistas. Porque eu estou vendo não só a mim e os meus interesses, mas os outros. Eu estou percebendo que algo que eu fiz atrapalhou ou atrapalha a vida dos outros. Eu estou percebendo que tem uma consequência. Então, estou saindo da minha infantilidade e entrando para uma maturidade. Então, o arrependei-vos é uma coisa muito importante para podermos sair dessa fase exibicionista da vida, portanto, mais perturbada, mais infantil, no sentido negativo, no sentido de eh de infantilidades, de não de não maturidade. Não quer dizer que aquele bandido estava já completamente no reino do céu. É mais ou menos como nós temos ali no livro 50 anos depois, né, o filho de Nestório, que é Emmanuel. Então, o filho de Emmanuel no livro Nestório, ele em um determinado momento escreve ali Emanuel. Eh, fulano ele tava, ele tinha assim, ele vislumbrava o reino de Deus, mas por conta do passado dele, ele ainda precisava na vida passar por muitas tribulações. Então, ele vislumbrou o reino de Deus a partir dessa mudança. Então, o arrependimento é uma coisa fundamental, porque fala dessa autenticidade, essa vontade de mudar. E aí, por isso que o publicano, né, o publicano a ele está melhor, porque ele percebendo a sua perturbação, o seu equívoco, ele ao se arrepender, ele se coloca na postura de humildade, né? Aquele que se humilhar, ou seja, aquele que encontrar a humildade, ele será exaltado, porque ele está aberto a uma mudança. Mas aquele que se exaltar no exibicionismo porque está ouco internamente, ele vai ser humilhado futuramente. É uma passagem fantástica pra gente poder pensar no dia a dia. Veja que são coisas do dia a dia. Outra parábola, né? Observando como os convidados escolhiam os lugares de maior destaque ao redor da mesa, Jesus lhe propôs uma parábola. Anota Lucas: "Quando por alguém foros convidado para um banquete de casamento, não busques o lugar de honra, pois é possível que tenha sido convidada também outra pessoa, quem seja
ropôs uma parábola. Anota Lucas: "Quando por alguém foros convidado para um banquete de casamento, não busques o lugar de honra, pois é possível que tenha sido convidada também outra pessoa, quem seja mais digna do que você. Sendo assim, o anfitrião que aos dois convidou se aproximará e te pedirá: "Dá lugar onde estáais a este." Então, sobre grande humilhação, irás ocupar o último lugar. Por esse motivo, quando fores convidado, dá preferência aos lugares menos importantes, de forma que quando passar o anfitrião do banquete, te saúda, dizendo: "Amigo, vem, assume o lugar mais importante e assim serás honrado na presença de todos os convidados. Portanto, todo o que se promove será envergonhado, mas o que a si mesmo se humilha receberá exaltação. É uma outra linguagem aí trazida por Lucas, que a gente pode até traduzir, até pensando assim na parábola das bodas, né, de Núciassias, não é ser convidado para a festa do reino dos céus que nós já estaremos aptos a entrar profundamente no reino dos céus. É preciso vestir a túnica nupcial. está adequadamente vestido. Esse adequadamente vestido, trata-se também do nosso perespírito, alinhado espiritualmente com o ambiente, para que a gente possa se conectar ao ambiente. Esse hiperespírito adequadamente vestido, ele traduz essa esse equilíbrio entre o exterior e o interior. Quando estamos com a túnica nupicial, estamos no lugar adequado, porque a gente está não só hipertrofiado de fora, mas já também hipertrofiado de dentro, ou pelo menos com o trofismo adequado, nem hipertrofia, nem atrofia. Estamos coerentes, estamos mais equilibrados, estamos mais inteiros e, portanto, mais habilitados para esse festim. Então, nessa parábola, mais uma festa, a festa simbolizando o reino de Deus, a festa celebizando o momento de alegria que todos nós almejamos de uma transformação mais profunda no nosso interior. A festa do Evangelho na Terra, simbolizada pelos movimentos que nós produzimos, por exemplo, o movimento espírita. É, é preciso que nessa festa a
de uma transformação mais profunda no nosso interior. A festa do Evangelho na Terra, simbolizada pelos movimentos que nós produzimos, por exemplo, o movimento espírita. É, é preciso que nessa festa a gente saiba o momento de poder assumir atividades mais profundas e às vezes ficar na retaguarda, às vezes ficar no momento de preparação, não se expor rapidamente, sem que o nosso coração esteja adequadamente preparado para a exposição para que a gente possa tomar o lugar de maneira adequada. guarda e ser convidado. Ser convidado. A lógica do mundo é outra. Na lógica do mundo, me diria um professor, se você quer, vai lá e pega. Na lógica do mundo, a gente vai lá e pega o local através de campanhas para poder assumir o cargo. Na lógica de Deus, nós assumimos o cargo a partir da capacidade de fazermos o encargo que o cargo propõe para podermos ter a capacidade de fazer o encargo. Às vezes a gente até se espanta, mas por que eu fui chamado? Será que eu tenho condições? Bem, Deus o quis? Se as pessoas ao lado estão equilibradas e te fizeram convite? E se você o sente, como diria um amigo espiritual, sem saber de nada dos acontecimentos, o médium dizia assim, como chama o nome? Falou: "Tu sabes, tens provas e sentes". Quando essas três coisas estão alinhadas, a gente tá no caminho mais equilibrado, mais harmônico, porque a gente sabe no sentido intuitivo. A gente teve provas para poder se convencer e não só saber. eente para poder ter a fé, que não é só saber e ter provas de revelações. A fé significa sentir que esse é o momento de que chegou a hora para o trabalho se edificar em outra etapa. Aí aí sim, quando temos uma reunião dessas características, podemos ter a convicção que quando o trabalhador está pronto, o trabalho aparece. Allan Kardec, em o Evangelho Segundo o Espiritismo, ele relembra muito bem que é preciso ter cuidado com uma outra categoria perigosa de falsos Cristos e falsos profetas, de pessoas que estão mais no exibicionismo, na hipertrofia externa do que no
smo, ele relembra muito bem que é preciso ter cuidado com uma outra categoria perigosa de falsos Cristos e falsos profetas, de pessoas que estão mais no exibicionismo, na hipertrofia externa do que no desenvolvimento interno. E às vezes podem ser fruto de uma palavra que nos enaltece excessivamente. E a gente nem teria condições ainda, porque a própria pessoa não tem condições. Sem querer, ela está sendo um falso Cristo, um falso profeta. E Allan Kardec traz atenção não só para os encarnados, mas entre os desencarnados. Aqueles espíritos que são enganadores, hipócritos, orgulhosos, pseudos sábios, que passaram da terra para a erraticidade e tomam nomes venerandos para que sobre a máscara de que se cobram descobrem facilitem a aceitação das demais. singularidades, né, das mais singulares e absurdas ideias. Então esse é um ponto muito importante, a o ponto que nos coloca preparado para o trabalho, preparado para a atividade, no sentido mais profundo da doutrina espírita, do movimento espírita, para que a gente possa, alinhado, equilibrado, no momento adequado, podermos aceitar e dizer: "Muito obrigado, Senhor, pelas oportunidades que se chegam. Eu irei aceitar, porque é isso que eu vim fazer. Eu sei, tenho provas e sinto. Sei que, apesar de não estar com a túnica nupcial totalmente preparada, eu estou em vias de preparação. Isso me coloca na possibilidade da construção. Mas perto de ti, meu Deus, eu espero chegar um dia, porque tu és a minha alegria, a minha esperança, consolo e luz. Por caminhos sinuosos, os meus passos ainda incertos. Darmião de acesso ao país da perfeição. Pela estrada sinuosa de escolhos e de sofrimentos, heide encontrar o sustento na doce paz de Jesus. E quando lá chegar, de lá em fim, eu cantarei as glórias deste sacrifício presente, porque me fez o benefício de vislumbrar e de divulgar outros céus. E lá, caminhando diferente, bem feliz e bem contente, eu finalmente direi: "Mais perto de ti, meu Deus, eu estou". Essa é a ambição do trabalhador do
benefício de vislumbrar e de divulgar outros céus. E lá, caminhando diferente, bem feliz e bem contente, eu finalmente direi: "Mais perto de ti, meu Deus, eu estou". Essa é a ambição do trabalhador do Cristo. Essa é a ambição do cristianismo, daquele que deixou o cristianismo entrar na sua vida. Para isso, caminhemos com paciência, com tranquilidade, com parcimônia, com equilíbrio, com moderação para que as coisas aconteçam no seu tempo, na sua hora, na sua medida. Fique em paz. Fiquemos em paz hoje e sempre.
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