Para viver o Evangelho 170 - Estudo da obra "Lázaro Redivivo" cap. 5

Mansão do Caminho 15/07/2025 (há 8 meses) 1:00:20 1,387 visualizações

Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital. Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 www.espiritismoplay.com 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita

Transcrição

Muito boa noite, meus amigos, amigas, os que estão aqui presentes no salão nobre da Federação Espírita do Estado da Bahia e aqueles que remotamente nos acompanham todas as segundas feiras, a gravação deste programa para Viver o Evangelho. Hoje estamos estudando, como nas últimas duas semanas, Lázaro Red Vivo, mas nós temos excelentes convites. Como é sabido, nós estamos realizando em todo o estado da Bahia os encontros macrorregionais. São eventos localizados em grandes cidades que reúne as cidades em torno e tem como foco o trabalhador, o gestor, o administrador da casa espírita. Chegamos ontem, por exemplo, da cidade de Paulo Afonso, uma equipe e outra esteve em Paripiranga. Outra terceira equipe foi a Jequier para a realização da macrorregional, conforme a região geográfica da Bahia. Semana que vem nós estaremos em Juazeiro, norte da Bahia, mas também Ireê vai receber a visita semana que vem, de modo que todo mês de julho teremos pontuação desses encontros que são riquíssimos. Você que é trabalhador da casa espírita, gestor, dirigente, operário da oficina da CMEIA espírita, seu lugar na macroral. Observe o mapa que espelha sua cidade, a cidade sede, que vai sediar este ano a macro e se ela está próxima, pois é para ali que você deve migrar a partir de sexta-feira à noite, sábado o dia todo, menos atividades à noite e domingo até o meio-dia. Encontros macrorregionais visa fortalecer, qualificar e preparar o trabalhador espírita para os novos desafios do nosso tempo. Cessado o encontro macrorregional, no dia 30 de outubro, uma quinta-feira até domingo, 2 de novembro, feriado nacional, nós estaremos vivendo no Hotel Fiesta, aqui em Salvador, no bairro do Itigara, o 21º Congresso Espírita da Bahia. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tem outra lei que não seja essa? Não. Então nós vamos reviver essa frase dita e reprisada por Allan Kardec em uma jornada extraordinária de exposições, de colóquios, mesas redondas, apresentações artísticas. Rosa Martins já confirmou presença. Olha aí.

s reviver essa frase dita e reprisada por Allan Kardec em uma jornada extraordinária de exposições, de colóquios, mesas redondas, apresentações artísticas. Rosa Martins já confirmou presença. Olha aí. Orson Carrara, interior de São Paulo, já confirmou presença. Nós teremos também Júlio Perez do estado de São Paulo, né? Nós vamos ter também Fábio Carvalho, meu querido irmão de São Luís do Maranhão, César Reis do Rio de Janeiro, morando em Niterói, um veterano, nosso Bruno Gondinho, que também virá aqui do sul para participar conosco. E Alberto Almeida trazendo um prato de açaí lá do do Pará aqui da Bahia. Adilton Puglies, essa cultura Margarete Ása inesquecível musical. Mais Braga da comunhão espírita de Brasília, uma figura extraordinária. Você ainda não fez sua inscrição, mas o que é que você tá esperando? Entre no site da FEB, faça sua inscrição. Só tem 100 vagas por causa da lotação do Hotel Fiesta. será no seu tradicional auditório. Aguardamos você nesse encontro extraordinário. E esse mês, né, Jamil? Ainda temos um seminário de comunicação social 26 e 27 de julho aqui na sede da federação. Uma homenagem mais do que merecida a Luís Olímpio Tes de Menezes, o patrono da cultura espírita da da comunicação espírita no Brasil, da literatura, é esse homem incomum, pioneiro do movimento espírita aqui na Bahia por dois motivos. Ele fundou na sua própria casa, o que é considerado o primeiro núcleo familiar do espiritismo no Brasil. E ele teve audácia, coragem em sua época de publicar o Eco Dalentúmulo. Seis, seis números somente saíram dessa revista, mas foi o suficiente para incomodar muita gente e provocar excelentes discussões acerca do espiritismo que chegava em terras brasileiras naquele longinco período da virada do segundo do século XIX para início do século XX. é um pioneiro que permanece ainda batalhando para que a cultura espírita, olha, um seminário, comunicação social, como é que sua casa tá se comunicando com a mídia, com as redes sociais, com o público em geral?

iro que permanece ainda batalhando para que a cultura espírita, olha, um seminário, comunicação social, como é que sua casa tá se comunicando com a mídia, com as redes sociais, com o público em geral? Imperdível esse seminário. Eu acredito que até mesmo o próprio Luís Olímpio vai comparecer para assistir esse seminário conosco aqui na sede da federação. Lázaro Red Vivo, a obra magistral em 50 capítulos que irmão X nos destinou de Além túmulo, onde crônicas desfilam em torno do Evangelho. E quando são informações ou acontecimentos dos dias atuais, ele sempre fecha com uma ideia que gira em torno da boa nova. Como podemos resolver esses enigmas do destino, os desafios do existir se baseando nas ferramentas do evangelho. Hoje, excepcionalmente, não teremos a nossa terceira componente. está em outra atividade, mas passaremos a palavra de imediato à nossa Jamile Lima para que faça a abordagem inicial desse capítulo que é o terceiro, o doce nome. Irmãos e irmãs, boa noite aos nossos internautas e a todos que estão aqui na sede da Federação Espírita do Estado da Bahia. Sejam muito bem-vindos e bem-vindas. E o capítulo da noite intitulado Doce Nome está se referindo a algo que nós cultivamos ou buscamos cultivar, que é a amizade. Algo que a gente pode definir como sentimento, como relação social, como estreiteza da afetividade em relação a um outro ser. No iniciozinho do capítulo, o irmão X vai dizer que o verdadeiro amor fraternal não pede compensações, não experimenta ciúme e não é exclusivista. Só aqui já dá pra gente refletir sobre como estão as nossas amizades. Pensar que a amizade ou o amor fraternal não vai pedir compensação significa que a relação que eu estabeleço com o outro não é de troca, não é de interesse e eu não vou esperar nenhum tipo de devolutiva. Na amizade nós apenas ofertamos aquilo que pode fazer com que o outro melhore. se aprimore e o que há de bem e de melhor em mim. Daí a gente já pode fazer algum tipo de análise sem precisar se mortificar, caso não identifique

rtamos aquilo que pode fazer com que o outro melhore. se aprimore e o que há de bem e de melhor em mim. Daí a gente já pode fazer algum tipo de análise sem precisar se mortificar, caso não identifique essas questões nas nossas relações de amizade. Se tem ciúme, essa amizade precisa ser revista. Ela não é um sentimento de posse, porque eu não estou buscando o outro ou possuir ou deixá-lo com exclusividade no meu campo relacional. Aí a amizade ela se expressa pelo que o outro é e não por aquilo que ele tem para oferecer. E a terceira característica que não é exclusivista. Então, se, por exemplo, eu estou vendo ali quatro das nossas irmãs sentadinhas juntas, se duas delas se separarem, as outras duas não deverão reclamar. de poder, pode, mas não deverão, considerando que aquilo que nós somos e representamos pode ser partilhado. Então, a gente não precisa ficar preocupado se uma delas se sentar ao lado de uma outra pessoa, porque não perderemos a amizade. Isso é só pra gente buscar internalizar que amizade não é o que eu vou receber em troca e nem o que eu devo dar ao outro, mas o que sou e que o outro entende como algo que é bom, que vai me fazer bem e ao mesmo tempo eu faço bem ao outro. Essa afirmativa, Marcel, e todos que estão conosco, me fez lembrar de Cícero, um filósofo romano que trouxe a amizade como a grande possibilidade, esteio que a gente tem na vida de garantir felicidade enquanto existimos. E ele vai dizer que amizade é, em verdade, virtude, onde nós partilhamos o bem que nós possuímos e que o outro também tem para me ofertar, sem que ele tenha obrigatoriedade de me ofertar alguma coisa em troca. Então, o que valida a amizade é o bem que eu posso facultar ao outro numa troca de virtudes que os dois possuem. E aí eu tava durante essa leitura do que Cícero traz pra gente, tinha algumas perguntas que eram na nossa condição, e aí a gente pode pensar como espíritas, no nosso nível evolutivo, é possível então ter amizades sinceras, considerando esses requisitos que foram

, tinha algumas perguntas que eram na nossa condição, e aí a gente pode pensar como espíritas, no nosso nível evolutivo, é possível então ter amizades sinceras, considerando esses requisitos que foram trazidos aqui no início? E a resposta é que sim, porque estamos no exercício de cultivo de amor fraternal. Eu achei muito interessante até uma observação que pode não cair muito bem, porque ainda estamos numa fase muito instintiva, ainda estamos numa troca de energias do ponto de vista sexual, que é natural, senão ninguém reencarnaria e nós precisamos voltar à Terra. E outros planetas que podem manter essa forma ou não, mas isso aí a gente não vai agora ficar fazendo conjecturas. Mas ele diz o seguinte, que enquanto estivermos estacionados nas paixões e na satisfação de nossas necessidades, nós não vamos vivenciar a fraternidade, mas que com o passar do tempo, o que antes era uma paixão vai se transformar numa amizade sincera. Então isso ele traz não com nenhum tipo de condenação, mas explicando que quando atingirmos o amor fraternal, estaremos livres, porque não estabeleceremos relações dependentes, porque a única coisa que me faz feliz é aquilo que oferto e a troca das virtudes que na caminhada evolutiva conseguimos entre um ser e outro. Esse é o nosso caminho. >> Quando nós nos reencarnamos, a família se constitui no primeiro vínculo da teia da consanguinidade. Pai, mãe, irmãos, primos, avós, bisa, tudo isso constitui a primeira família que nós formamos na terra ao mergulhar nos tecidos densos da matéria. Dentro dessa constelação familiar, diria erg, nós criamos vínculos de afeto, mas vez por outra, e é muito comum, encontramos os adversários, as antipatias, as pessoas que nos são adversas dentro da própria teia familiar. São irmãos que se colocam em posições opostas, quase se tornam inimigos e alguns se matam reciprocamente por motivo nenhum. como se o ódio fosse gratuito. Entretanto, Humberto de Campos chama a atenção que além dessa parentalidade, nós forjamos laços com conhecidos,

migos e alguns se matam reciprocamente por motivo nenhum. como se o ódio fosse gratuito. Entretanto, Humberto de Campos chama a atenção que além dessa parentalidade, nós forjamos laços com conhecidos, amigos, afins, companheiros de trabalho, a outros núcleos de nossa atuação social, onde forjamos laços. E ocorre que há um laço que a gente pode chamar bem diferente. A pessoa que escreve livros, ela faz amigos e inimigos entre os próprios leitores. Tem gente que é contra tudo que você escreve, mas lê só para lhe combater. Tem gente que adora tudo que você escreve e aguarda ansiosamente o seu o seu próximo folheto, o seu próximo artigo, seu livro, sua crônica. Ocorre que o que escrevemos, falamos, são verdadeiros filhos do pensamento. E como filhos, nó eles deixam heranças. Ele nós deixamos essa herança na terra e eles podem nos marcar de maneira muito árdua. É sabido pela maioria das pessoas que Humberto de Campos em Vida, a cronista no estado do Rio de Janeiro, então estado da Guanabara, ele escreveu um livro em vida que não publicou, onde ele satirizava, criticava de maneira ferina certas figuras da sociedade carioca de então. O que ele mais tinha era a facilidade em manejar a língua portuguesa e sabia fazê-lo muito bem, a ponto ter sido chamado príncipe dos cronistas e foi membro da Academia Brasileira de Letras usando o seu fardão. Ele deixou esse livro em vida para ser publicado quando? Depois da morte, porque aí os críticos não o pegam. ocorre que Humberto de Campos não sabia que ia sobreviver à morte e que se aquele livro viesse a público, porque ele deixou três filhos na terra, dois rapazes, um rapaz e duas moças, o estrago que iriam se fazer na memória dele. Chegando ao além, ele percebeu que tudo quanto aquilo ele desconhecia era verdade. O que vai surpreender muita gente, que não obstante a prática religiosa, se mantém distante da transcendência, cultiva a religião, mas não quer muito aproximação com a religiosidade, que são coisas distintas. Então, na religião, o indivíduo cultiva

nte a prática religiosa, se mantém distante da transcendência, cultiva a religião, mas não quer muito aproximação com a religiosidade, que são coisas distintas. Então, na religião, o indivíduo cultiva aqueles valores padrões que a norma, que a teologia tradicional, o catecismo dessa ou daquela rama de fé traduz. Mas o indivíduo não para para fazer reflexões realmente sobre a morte e o morrer. Só tem uma coisa certa, todo mundo vivo vai morrer. E Kardecou algo, uma frase dita em obras póstumas. Se eu estiver errado, todo mundo tiver certo, acabarei por pensar como todo mundo. Mas se todo mundo tiver errado e eu estiver certo, todo mundo acabará por pensar como eu penso. A verdade é um atrator. Cedo ou tarde, ela dissipa a mentira, o engodo, a ilusão e restabelece o primado da verdade. Humberto de Campos viveu esse impacto. era um bom vivã, alguém que gostava de tudo que era material, mas sem ser um materialista ferrho. E quando houve a desencarnação, ele se viu subtraído, ele se viu tragado para o mundo novo, para o qual ele não estava preparado. E aí foi que ele encontrou uma senhora do Rio de Janeiro que o conhecia bem, mas a mulher estava meio aturdidazinha e era recém desencarnada e se aproximou dele em alguma circunstância no além para o inquirir. Olha, eu conheci um escritor muito fecundo no Rio de Janeiro, mas ele era terrível. Ele escrevia coisas ferinas, sarcásticas. Onde será que tá esse homem? Aí Humberto de Campos preferiu ocultar que ele era e por isso o título desse capítulo de O doce irmão. Ele percebeu que ela se referia a ele, portanto era uma leitora vorais dos seus livros e dos seus artigos no jornal O País. Mas agora ele tava tão modificado, buscando evangelizar-se. O que ele vem dizer? Isso não prefáciil. Existem espíritos evangelizados e existem espíritos esclarecidos. Eu peço a Deus, e ele fecha o prefácio assim, eu peço a Deus que me coloque pelo menos no bloco dos últimos esclarecidos, porque evangelizado ele ainda não o era, não se considerava. E é

esclarecidos. Eu peço a Deus, e ele fecha o prefácio assim, eu peço a Deus que me coloque pelo menos no bloco dos últimos esclarecidos, porque evangelizado ele ainda não o era, não se considerava. E é um prefácio dele em um dos livros menorezinhos dele de páginas, mas de rico conteúdo, onde uma pessoa no além pergunta, uma pessoa da terra perguntou ao médium habitual que ele usava, Chico Xavier: "Ô, Chico, pergunte ao Humberto Campos porque é que ele não tem escrito mais?" Ele tinha parado de escrever e ele então no prefácio respondeu a indagação desse leitor. Ele trocou a pena pela enchada. Agora ele tava no além trabalhando durante muito tempo na Terra e no além. me dediquei à literatura, de certa forma, até para resgatar alguns equívocos meus naquilo que escrevi, o que aconteceu com Leon Tostoy. Leon Tostoy deixou certas obras indutivas ao suicídio. E logo depois ele veio ao Brasil para encontrar em dona Ivone do Amaral Pereira condições, ela também suicida em duas reencarnações, ele encontrar sintonia nela para descrever aspectos da Rússia do tempo que ele viveu, mas sobre uma outra ótica, sobre um outro prisma, o que prova que ele queria resgatar pela literatura mediúnica aqueles equívocos de quando estava no corpo. Humberto de Campos fez o mesmo em 17 monumentais livre. e procurou resgatar o doce nome de amigo, esquecendo. E ainda bem que os filhos, as duas filhas e o filho, não publicaram aquele livro que ele deixou em vida, preparadinho para ser lançado depois da morte, porque ele queria colocar para quebrar junto a certas figuras da sociedade carioca de seu tempo. O livro nunca foi publicado e pelo Chico ele só escreveu maravilhas. moral da história. Tomemos muito cuidado com o que que a gente tá escrevendo. Quem tá ainda escrevendo caneta e papel. Atualmente a escrita é eletrônica, virtual, mas esse material lido por terceiros pode causar um impacto imprevisível e isso fatalmente vai nos acompanhar como uma um refluxo vibratório no além. Portanto, que a

e a escrita é eletrônica, virtual, mas esse material lido por terceiros pode causar um impacto imprevisível e isso fatalmente vai nos acompanhar como uma um refluxo vibratório no além. Portanto, que a nossa escrita seja a melhor possível, a que é de fique, a que é a primore, porque lixo intelectual a gente já tem demais. E o interessante, o que a gente precisa ter demais, pensando em amor fraternal, pensando em amizade, eu vou passar essa noite compartilhando com vocês, com Marcel, essa visão que o filósofo que eu mencionei no início, Cícero, tem, porque é muito parecida com a que irmão X trouxe pra gente. E ele vai falar que a amizade só pode acontecer entre homens de bem. Aí a gente já pode ficar um pouquinho preocupado, porque a gente vai lembrar logo de homens de bem lá do evangelho, que a gente fica com aquela lista, será que eu vou alcançar? Será que eu vou conseguir? Que difícil. E os espíritos ainda quando chegam ali ao final da mensagem advertem. Se você conseguir essas características, você está no início de sua caminhada. Aí a gente respira um pouco mais profundamente, mas como a gente já sabe que perfeição é o nosso caminho, a gente se acalma porque um dia vamos conseguir essas virtudes e os valores. Mas é entender que homem de bem não significa que alcançamos a perfeição, mas que temos algum bem para partilhar. E esse bem que já conquistamos é o que na amizade vai ser trocado. A questão é que a gente não pode exigir, por exemplo, que o bem que eu tenho para partilhar eu o tenha de volta. Isso na tônica da amizade do amor fraternal precisa estar muito bem explicitado. Amizade é sempre uma parceria onde a troca vai ser o que o outro tem de melhor para ofertar e isso vai variar de acordo com os níveis evolutivos, porque cada um vai ofertar segundo as suas possibilidades. Por isso que não ter expectativa é libertador. Eu jamais esperarei nada de alguém. apenas oferto o que já conquistei. Depois ele vai dizer pra gente que a vitória de um vai ser sempre a vitória do outro, do

so que não ter expectativa é libertador. Eu jamais esperarei nada de alguém. apenas oferto o que já conquistei. Depois ele vai dizer pra gente que a vitória de um vai ser sempre a vitória do outro, do mesmo jeito que a dor de um vai ser a dor do outro. Quantas vezes nós nos compadecemos e nos apiedamos do sofrimento dos nossos amigos. Queremos cuidar, queremos acolher, queremos tirá-lo daquela situação de um ou outro modo. Isso significa que estamos estabelecendo relações que estão para além de interesse pessoal. O que me preocupa é o bem-estar do outro. E ele vai dizer, além disso, que quando o verdadeiro amigo torna-se ríspido, é preciso entender o que é que ele quer dizer aqui com rispidez. Não é a grosseria, não é a forma de demonstrar agressividade em relação ao outro, mas de adverti-lo que ele pode estar fazendo uma escolha inadequada. E o próprio Cícero faz uma observação interessante, que quando nós temos um amigo que é ríspido no sentido de ser incisivo, dizer: "Não faça, preste atenção que isso pode lhe prejudicar". A gente não se aconselha com os bons amigos, porque a gente já sabe que o que a gente quer fazer tá fora do que a gente entende por caminho de retidão. Como eu já sei que o outro vai me dizer: "Volte, não faça isso, eu nem consulto". Para que os meus interesses possam então se manter atendidos. Por isso que em algumas situações esses aconselhamentos não são solicitados. Depois ele vai fazer e até recordei para compartilhar com vocês de um exemplo de amizade. Lembram da época do do Oscar que ficamos torcendo por Fernanda Torres? Enfim. E aí na premiação, o que chamou até mais atenção do que o próprio prêmio foi a satisfação e alegria e comemoração de Celton Melo. Tanto que fizeram vários vídeos onde as pessoas diziam que todos nós tenhamos um amigo que vibre com as nossas vitórias igual a Celto Melo. Isso é pra gente perceber que amizade se expressa pela alegria que eu experimento ao ver o outro contentar-se, conquistar um grande sonho. Aquilo me alimenta, porque

ossas vitórias igual a Celto Melo. Isso é pra gente perceber que amizade se expressa pela alegria que eu experimento ao ver o outro contentar-se, conquistar um grande sonho. Aquilo me alimenta, porque amizade e amor fraternal vai sempre se pautar no bem-estar do outro e na alegria do outro, do mesmo jeito que aquilo que lhe dói também vai me doer profundamente pelo elo que nos une. E depois ele divide, ele faz uma espécie de separação entre o que é amizade, que é a troca das virtudes e do bem, e cumplicidade. Aí, Cícero, vai nos dizer que cúmplice é todo aquele que se reúne para compartilhar os vícios. Esses não são amigos. Porque se tudo que a amizade compartilha é o bem, a reunião para partilha de viciação não é uma amizade verdadeira. Aí ele dá exemplo de um vício, maledicência. Quando os amigos ou o que a gente pode achar que é a amizade se reúne para emitir, então, digamos que julgamentos que prejudicam o outro. Então isso não é amizade, porque ela sempre irá nos encaminhar para o bem. Isso nos ajuda não a ficar avaliando ou julgando os amigos, mas olhar a que tipo de amizade eu estou ofertando e a que estou me afinando na troca. troco bem ou estou trocando viciações, sou amigo ou estou me tornando cúmplice no meu dia a dia? Em 1981, uma amiga nos ofereceu um livro que até hoje guardamos com infinito carinho, Amizade, psicografia de Chico, ditado por espírito Meimei. Nessa obra, eu já tenho esse livro há 44 anos, uma verdadeira relíquia afetiva, Emanuel prefacia a obra de Mei, dizendo de que em certo instante do seu messianato, Jesus se dirigindo ao colegiado, disse, conforme está anotado por João, capítulo 15, 15, 15, versículo 15. Já não vos chamo os servos, porque o servo não sabe o que faz o vosso Senhor. Chamo-vos amigos, porquanto tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Prossegue Emanuel. ipses verbes e aqui ipses líteres. Amigos, foi a titulação mais expressiva que Jesus se utilizou para referir-se aos companheiros de jornada. A veneranda Meimei comparecendo aqui, aí

rossegue Emanuel. ipses verbes e aqui ipses líteres. Amigos, foi a titulação mais expressiva que Jesus se utilizou para referir-se aos companheiros de jornada. A veneranda Meimei comparecendo aqui, aí ele vai dizer dos méritos de Meimei de trazer páginas que são de uma emoção arrebatadora. Então, à luz do evangelho, todos aqueles que se tornam admiradores, discípulos, aprendizes da boa nova, tornam-se amigos. Não há motivo mais moral nem emocional para converter o outro em adversário ou inimigo. Então, o cristão, podemos afirmar, não tem inimigos. O que não impede de que ele tenha adversários contra ele. Ele é que não odeia, pode ser odiado. Ele não persegue ninguém comandoo seja muito perseguido. Porque como ele está buscando instaurar na Terra uma nova era, uma nova psicosfera, um novo clima de pensamento entre as criaturas humanas, ele torna-se ferramenta do alto, em maior ou menor expressão, a fim de que as fontes do infinito por ele se valham de braços e pernas da voz, do olhar, do pensamento, a fim de espalhar a esperança e a alegria. Mas nós estamos vivendo num momento em que o indivíduo opta por semear espinhos, cactos, espalhar as lágrimas, promover a tristeza, o desencanto, a frustração e o pânico. além da anarquia, que não é aquele princípio filosófico, é levar a sociedade ao caos, enquanto cristão, atribuindo que todos são seus irmãos perante a mesma paternidade divina e que para com todos esses irmãos tem a vinculação ao próprio pai, o indivíduo labora, o indivíduo trabalha para construir uma identidade melhor na Terra, um círculo que nos permita ter uma vida mais justa, mais equilibrada, mais harmônica. É natural que aquela aquela frase que corre à internet tenha o mais acendrado sentido. Você quer se libertar dos inimigos? Eu tenho uma receita de quatro ingredientes que é fatal. Tomou essa receita batida no liquidificador ou na mão mesmo. Se você tomar essa receita, seus inimigos batem retirada. Não vai ficar um inimigo do seu lado. Sua vida será um mar de rosas.

que é fatal. Tomou essa receita batida no liquidificador ou na mão mesmo. Se você tomar essa receita, seus inimigos batem retirada. Não vai ficar um inimigo do seu lado. Sua vida será um mar de rosas. Faça quatro coisas. Não pense nada, não fale nada. Não faça nada e não seja nada. Acabaram-se seus problemas. E olhem que o produto não é das indústrias tabajara, não é? Basta você fazer o mesmo que os peixes fazem. Nada. E seus inimigos baterão em retirada. Mas enquanto você fizer, plante, liberte um pássaro da gaiola, alimente um animal doente. Recolha uma pessoa, seja gentil com o idoso, sorridente com a criança, amistoso com a mulher. nobre com o cavalheiro, com alguém que invidente não enxerga e você se torna aos olhos dele, você vai receber críticas, você será atacado, seremos todos atacados. Então, os amigos é um dos maiores tesouros que nós temos, além do tempo. O tempo, os amigos, é um tesouro, são tesouros que nós temos que preservar, saber utilizar bem, porque um velho ditado, não sei se árabe ou judeu, afirma que tudo volta, tudo menos o tempo perdido, a palavra dita. e aquilo que não pode mais ser recuperado, o tempo menosprezado. Então, é importante saber o que estamos fazendo para cultivar amigos, porque o próprio evangelho diz: "Cultivai os vossos amigos com a iniquidade, tornam-se depois verdadeiros canibais, aves de rapina roendo nosso fígado. O verdadeiro amigo é aquele que está do lado na dificuldade. Não raro, o falso amigo nos abandona em meio da jornada mais difícil. E é importante, pois, conservar esse nome, cultivar bons amigos. Eles têm um peso imenso na nossa marcha pela pelas viagens do infinito e muitos deles vão advogar a nossa causa. Não seja de estranhar que muitos de nós reencarnamos graças à intercessão de amigos. Não tínhamos mérito para voltar ao corpo, mas os amigos intercederam os próprios créditos espirituais. Portanto, são fiadores da atual palingese nossa. O máximo que a gente pode fazer, o mínimo que a gente pode fazer em retribuição a essas

o, mas os amigos intercederam os próprios créditos espirituais. Portanto, são fiadores da atual palingese nossa. O máximo que a gente pode fazer, o mínimo que a gente pode fazer em retribuição a essas figuras extraordinárias que ficaram no além, na retaguarda, é dar conta da nossa administração da melhor maneira possível, porque voltar falido aí não dá pé. Só me referindo ao chat e reforçando uma ou outra colocação, o seminário de comunicação social espírita do ano de 2025, anunciado por Marcel no início, vai ser exclusivamente online, OK? E voltando aqui para a nossa troca sobre a amizade, um amor fraternal, vocês devem ter observado no iniciozinho do capítulo que houve uma menção do irmão X. as pessoas que se uniram no momento do sacrifício porque então optaram por seguir Jesus. E ali eram filhos de aristocratas, eram pessoas do povo que uniram-se e irmanaram-se a partir de um amor que era fraterno, mesmo que elas não tivessem estabelecido relações anteriores. Isso faz com que observemos que nem toda a relação fraternal ela precisa se originar de longos anos de convivência. O que nos aproxima uns dos outros é justamente a apresentação do bem e a prática comprovada dele. Quando nós assistimos o noticiário ou alguém nos conta que um alguém fez um grande feito em determinado lugar, que propiciou bem alguém, prestou um socorro, um atendimento, doações expressivas, a gente acaba experimentando um sentimento de simpatia, porque o bem atrai. Atrai no sentido de que ele pacifica, que ele faz com que a gente perceba que aquilo é algo bom de ser feito, nos contagia. positivamente. E aí a gente vai dizer: "Nossa, que ser humano interessante, que pessoa boa, que boa atitude essa pessoa teve". Então, a gente vai percebendo que a fraternidade ela não precisa necessariamente estabelecer vínculos de convivência, mas é o bem que nos irmana a partir daquilo que faz com que o que há em cada um de nós, que é uma tendência para o bem, até porque somos criaturas divinas, que nos atrai uns para os outros. E aí eu

a, mas é o bem que nos irmana a partir daquilo que faz com que o que há em cada um de nós, que é uma tendência para o bem, até porque somos criaturas divinas, que nos atrai uns para os outros. E aí eu lembrei de três gradações que são trazidas para que a gente observe em como as nossas amizades estão e em que elas se pautam no nosso dia a dia. E aí tem uma classificaçãozinha que ela fala dos brutos, dos superficiais e dos despertos. Os brutos são aqueles que estabelecem vínculos iniciais de amizade a partir da satisfação dos seus prazeres. Então, como eu encontro o que é denominado como cúmplice ou meu compassa, eu me alio para que os meus prazeres sejam então satisfeitos. Na vasta literatura espírita, a gente vai encontrar espíritos que, ao desencarnarem, ainda não, ou melhor, ao saírem do corpo físico, ainda mantém determinados interesses. Aí ele, alguns permanecem glutões, outros ainda voltados paraa questão da sexualidade desequilibrada e eles vão se aliando aqueles que ainda estão buscando esse tipo de satisfação. Então, os denominados brutos, que são ainda aqueles essencialmente voltados, essencialmente não, que em essência nós somos criaturas divinas, mas exclusivamente para a satisfação dos instintos, eles então se reúnem para que o prazer seja atendido. Depois que isso passa, essa vinculação não permanece. A outra gradação é da superficialidade, que aí a gente vai se reunindo a partir de coisas incertas. Então, se eu noto que aqui eu vou ser valorizada ou vou conquistar alguma coisa, por interesse, eu me aproximo e estabeleço uma relação que denomino de amizade, mas ela é superficial porque não aprofunda, ela apenas atende a um interesse particular naquele momento e depois se afasta. E a terceira, que é a que todos nós estamos buscando, ou até mesmo já temos, é a amizade que os despertos conseguem cultivar, que é aquela em torno, mais uma vez da troca do bem e da prática da virtude. E isso e segmentos religiosos conseguem nos estimular a fazer. Quando estamos aqui em uma noite, pelo menos em

em cultivar, que é aquela em torno, mais uma vez da troca do bem e da prática da virtude. E isso e segmentos religiosos conseguem nos estimular a fazer. Quando estamos aqui em uma noite, pelo menos em Salvador, porque tem pessoas de, vamos dizer que do Brasil, de outras cidades, estados e até fora do país que nos acompanham e que aqui a gente tá passando por um momento de frio em Salvador. E se a gente pensar nisso, que numa noite de segunda-feira estamos nesse salão reunidos mais os internautas que nos acompanham pelas duas TVs FEB e Mansão do Caminho, que nós estamos voltados para um objetivo que é crescimento espiritual e melhoria íntima, significa que há uma vinculação fraternal, onde todos estão buscando o próprio bem e, por consequência, esse bem reverbera no bem-estar do outro. Isso é só para que a gente tenha uma ideia de que chegar a essa condição não é nada do campo do extraordinário, é um exercício diário que a gente vai fazendo amor fraternal em relação ao outro. E para compartilhar com Marcel, uma coisa que esse filósofo que eu mencionei trouxe e que me lembrou que irmão X afirmou, é que ele diz que a verdadeira amizade, ela é sempre estável por toda a vida e sempre vai estar disponível. Até quando vailarmos, errarmos em algum sentido, como a verdadeira amizade não está esperando que você seja um exemplo de comportamento moral, ela vai lhe acolher, porque o que ela sempre vai almejar é o seu bem. E a única coisa, segundo Cícero, que pode abalar a amizade é quando abandonamos a virtude. E quem abandona a virtude, abandona o bem que pode ofertar o outro. Então isso vai me afetar porque pode me prejudicar, considerando que a amizade vai ser sempre a troca do que temos de melhor. Quando a gente vem para irmão X, ele vai dizer: "A legítima ligação fraterna sublime e constante, que é essa estabilidade que o Cícero nos fala, elevada e sincera, é talvez a única que jamais surpreende ou desconcerta. Verdadeira amizade não constrange, não inibe, não humilha. A verdadeira amizade

que é essa estabilidade que o Cícero nos fala, elevada e sincera, é talvez a única que jamais surpreende ou desconcerta. Verdadeira amizade não constrange, não inibe, não humilha. A verdadeira amizade exalta, incentiva sempre ver no outro as possibilidades de crescimento. Alberto Cami, um dos mais fecundos escritores do século XX, argelino de nascimento, escreveu uma obra que o imortalizou, o Estrangeiro. E nessa obra de pouco mais de 120 páginas que ele conferiu o Nobel de literatura, ele se refere a um personagem atormentado, o senhor Mesô. A mãe, uma velhinha no abrigo de idosos, vem a óbito e ele vai ao sepultamento, dorme praticamente durante toda a noite, sem velar o corpo. No dia seguinte, sepultam-nas como se nada tivesse acontecido. Vive na sua cidade indiferente a qualquer perspectiva de crescimento. tem amigos, mas amigos do bar, amigos do copo, mesmo ele não sendo alcólatra, até que comete um desatino, um homicídio, vai a julgamento. E como julgamento, a sua sentença foi pena de morte por fuzilamento, ele se mostra profunda amarga, profundamente amargo na prisão. Recebe a visita de um sacerdote. Ele rejeita dizendo que não é católico e não quer saber nada de religião na hora que vai morrer. Ele recusa comida. Ele pede apenas ao carcereiro um toco de cigarro para manter o vício do tabaco. De certa maneira, o personagem Mezu em francês é um retrato do próprio Alberto Cami, que era muito atormentado, muito melancólico, talvez hoje se enquadrasse no biótipo do depressivo. Ele tinha muitos admiradores, poucos amigos. Muitas vezes o indivíduo é muito popular, mas o indivíduo não tem uma retaguarda que ele dê suporte no momento das amarguras, dos desafios, das aflições. Estamos numa época, e não é de hoje, já de alguns anos, em que o indivíduo se vangloria de ter muitos seguidores que são virtuais, amigos que estão apenas nas redes sociais. Cometam desatino. Saia da linha que eles aguardam e eles deletam você sumariamente. Agora é um botão. Aperta um botão, se desconectam

dores que são virtuais, amigos que estão apenas nas redes sociais. Cometam desatino. Saia da linha que eles aguardam e eles deletam você sumariamente. Agora é um botão. Aperta um botão, se desconectam de sua rede social e você murcha de seguidores. Nenhum deles vive as agruras, os conflitos que nós atravessamos no cotidiano. Eles estão longe de perceber como nós somos em carne e osso. dramas que carregamos, as dificuldades, os dissentimentos, as os limites da nossa timidez, os nossos conflitos gerados de transtornos ou de atos que não foram justiçados e que os outros não viram, a justiça terrestre não captou para a devida retificação. E por isso ali aparecemos sempre sorridentes, dentição impecável, mas por dentro às vezes é uma alma profundamente amargurada. Então, como o amigo cita Humberto de Campos, nessas horas é importante e ele evoca aqueles paladinos da fé da primeira hora. Paulo de Tarso, depois que passou a ser Paulo, saiu da condição de Saulo, o doutor da lei, o inclemente inimigo dos cristãos. De quantos amigos ele não necessitou? Ele precisou que o socorreram nas horas mais difíceis. Ele experimentou a cadeia por dois anos em Filipos, uma cadeia minúscula, quase uma solitária, e vinha alguém alimentá-lo. Jesus teve a presença de amigos no momento da cruz, especialmente as mulheres. Por isso que há textos se referem as mulheres de Jerusalém, Verônica, Maria de Maria de Jerusalém era uma tia de Pedro e outra, Joana de Cusa. As mulheres que foram lhe dar suporte eram verdadeiras amigas do Cristo. Enquanto a comunidade dos 12 se afastou, tangidos pelo medo, as mulheres enfrentaram a soldadesca para levar ao rosto ferido do amigo uma toalha de linho com que enxugaram-lhe as lágrimas misturados com o sangue copioso que a coroa de espinhos lhe provocara nas têmporas. E ele teve ocasião de dizer: "Mulheres, filhas de Jerusalém, não chorais por mim. Chorai antes por vossos filhos, por vossas filhas, porque dia virá, que bendireis os ventres que nunca amamentaram,

s. E ele teve ocasião de dizer: "Mulheres, filhas de Jerusalém, não chorais por mim. Chorai antes por vossos filhos, por vossas filhas, porque dia virá, que bendireis os ventres que nunca amamentaram, os ventres que nunca geraram, porque se é o lenho verde a isso fazem, que dirá do lenho seco. E ele foi encontrar solidariedade, paz menos nós no peito de um ladrão. Todo mundo o abandonou, mas o ladrão, dimas e gestos, dimas viras para ele. Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino. Jesus olha para aquele homem vencido, crucificado, em escarmento à justiça. Te digo ainda hoje, sexta-feira, estarás comigo no paraíso. Só não disse quando que Dimas entrou no paraíso, entrou bem mais tarde depois de reencarnar, reencarnar na terra inúmeras vezes para resgatar sua loucura e suas viciações. Mas Jesus fez dele um novo amigo. Em a em Momentos de Ouro, obra psicografada pelo Chico, há uma poesia em forma de poesia em que Maria, depois da desencarnada desce aos umbrais para socorrer Judas Iscariotes. E naquele diálogo que ela tenta consolar o choroso suicida, ele disse que não há remissão para ele. O que ele fez é terrível. vendeu o mestre e ela consola, fala de esperanças, de renovação, até que Judas tocar disse: "Senhora, quem sois? Quem és tu? Um verdadeiro sol que desce do infinito para iluminar uma bactéria, um micróbio perdido nas na lama do mundo?" Ela disse: "Ô, meu filho, eu sou Maria, mãe de Jesus". E Maria Dolores encerra a poesia. Jesus esteve também com ele. O verdadeiro amigo não o abandona, mas não vive. as experiências fracassadas nossas. Porque na lei de Deus não há prêmio nem castigo, nem bombom, nem cacto cheio de espinhos. A lei de Deus só tem consequências, resultados. O que eu faço produz resultado. O que eu não faço produz resultado. E tudo isso invariavelmente, invariavelmente vem depois da desencarnação. Sendo a Terra o palco das experiências revolutivas, é terreno de semeadora. O mundo espiritual que a terra do regresso é colheita, semeiadura

ariavelmente, invariavelmente vem depois da desencarnação. Sendo a Terra o palco das experiências revolutivas, é terreno de semeadora. O mundo espiritual que a terra do regresso é colheita, semeiadura é livre, colheita compulsória. >> E de fato quando o Marcelo diz pra gente, né, não vamos poder sentir a dor do outro, mas se houver amizade lamentaremos, porque entendemos que a dor é resultado de uma escolha que nos afasta do divino. Então isso vai causar algum tipo de incômodo, alguma inquietação, constrangimento, sensação de inadequação ou aquela falta que a gente experimenta no sentido de que eu podia fazer melhor. Eu já sei que posso fazer melhor. Aí a gente vai adotar aquelas expressões. Eu sabia que não podia dizer, mas disse. Quando vi já tinha feito. Isso são as consequências da não fraternidade ainda que nos valemos, mas que vai chegar o tempo em que não estaremos mais eh vivendo com base nisso. Eu gostei muito dessa afirmativa do irmão X ainda no iniciozinho do capítulo, quando ele diz que o verdadeiro amor fraternal reclama somente a felicidade do objeto amado com a qual se contenta. dia que chegarmos a esse tipo de vivência, notem, não é convivência, é a vivência interna de que tudo aquilo que me alimenta é simplesmente a felicidade do ser amado. Nós estaremos totalmente libertos de qualquer amarra, em qualquer relação que a gente estabeleça com o outro. Porque se eu estou feliz com sua felicidade, eu não dependo da sua presença, daquilo que você pode me ofertar, apenas a sua satisfação. E mais à frente o irmão X também vai nos afirmar: "O irmão não conhece os dramas passionais dos desejos desatendidos. Sabe aquela coisa? Eu chamei, eu convidei e não veio." Então isso já é um sinal de malquerença, não me valida. devia fazer. Eu esperei que você fizesse por tudo aquilo que nós já vivemos. Eu esperava que você agisse dessa forma. Então, isso é uma representação dos dramas passionais, porque a gente já tá enquadrando o outro naquilo que eu espero que ele me oferte. Depois ele vai

ivemos. Eu esperava que você agisse dessa forma. Então, isso é uma representação dos dramas passionais, porque a gente já tá enquadrando o outro naquilo que eu espero que ele me oferte. Depois ele vai dizer: "O irmão não exige considerações exteriores, elogios, bajulação, reconhecimentos exacerbados ou alguém que esteja o tempo inteiro valorando e exaltando o que você entende, que é o que você tem de melhor." E o irmão não solicita senão aventura dos que ele gozam o carinho e a dedicação. Isso me é suficiente. Aí ele vai arrematar essa esse pensamento dizendo que a humanidade não será integralmente feliz enquanto o amor fraternal não estabeleceu seu império no mundo, coisa que não é de nenhuma difícil compreensão por aquilo que nós estamos vendo no planeta e também por aquilo que vivenciamos no dia a dia. Não teremos mais discriminação, exclusão, fome, miséria e guerra. Porque se eu estou o tempo inteiro pautado em amor fraternal e desejo exclusivamente o bem do outro, e é isso que o outro me oferece em troca, nós vamos viver em clima de confiança, fraternidade, harmonia, liberdade. E algo muito interessante que o Cícero traz pra gente, o filósofo romano, é quando ele diz que amigo vai ser sempre o esteio em que eu posso repousar nos seus ombros quando algum erro eu cometo ou quando alguma dor acaba então me alcançando na existência, porque eu sei que ele vai ser o meu porto seguro. Primeiro, vai me receber com toda certeza. Segundo, não vai ter julgamento. E terceiro, porque ele cultiva virtudes, ele também me influencia alimentar, cultivar e me envolver com aquilo que só me faz bem. Então, a verdadeira amizade é aquela que nos permite ser como somos, sem nenhum tipo de disfarce, sem nenhum tipo de verniz social, porque eu sei que diante desse amigo eu posso me desnudar e ser como sou. É esse amigo que Jesus se conforma na nossa vida, não nos julga, nos acolhe e prometeu não nos abandonar até o final dos tempos. Por isso que ele olhava e perguntava às pessoas o que é

e ser como sou. É esse amigo que Jesus se conforma na nossa vida, não nos julga, nos acolhe e prometeu não nos abandonar até o final dos tempos. Por isso que ele olhava e perguntava às pessoas o que é que elas queriam que ele fizesse. Nesse momento, elas se desnudavam diante dele, porque sentiam que ali tinha um amigo que não julgaria, que só mesmo faria com que as pessoas crescessem no que elas precisavam. Esse é o verdadeiro amigo, o que só deseja o bem do outro. né? E o Lúcio escreveu uma obra intitulada Jesus no lar. E no capítulo 13, que ele intitulou o Revolucionário sincero, conta que num reino muito antigo, um grupo de revoltosos se indignou contra o rei e procurou um homem sábio que vivia recluso nas montanhas. E eles desfilaram tanta crítica, tanto fake news contra o rei, que o próprio homem sábio se contaminou do ideal revolucionário. O rei é tudo isso, é e muito mais, é péssimo. Não liga para ninguém, deixa as estradas esburacadas, cobra ess impostos extorsíveis. Temos que destituir o rei e viemos buscar su sua ajuda. Mas o homem sábio, o homem era sábio e santo. Ele antes de aderir ao movimento, encabeçá-lo, ele pediu tempo e subiu ao monte para orar. Mas a sua oração foi tão sentida que um anjo foi enviado do céu até a presença dele e disse: "Que queres?" Mas o rei é muito mal. Vieram me procurar e falaram: "Muito mal do rei. Eu preciso do apoio de vocês para nós tirarmos o rei do trono e colocar outra pessoa." O anjo olhou para aquele homem e disse: "Nós apoiaremos o seu projeto de destituição do rei, desde que você cumpra uma regra. Qual é? Você vai pedir emprego no palácio do rei como mais humilde do servidor e vai permanecer 100 dias a serviço do rei observando. Se ao final dos 100 dias você se convencer de que ele é um tirano, volte aqui e com nosso apoio, o apoio do alto, nós o destronaremos. O homem viu o anjo sumir, voltou para o vale e foi ao palácio onde nunca escassava trabalho. Pediu humilde tarefa de jardineiro e de imediato foi admitido.

apoio, o apoio do alto, nós o destronaremos. O homem viu o anjo sumir, voltou para o vale e foi ao palácio onde nunca escassava trabalho. Pediu humilde tarefa de jardineiro e de imediato foi admitido. Dali ele podia observar o cotidiano a vida diária do rei. E o rei, coitado, sofria. era obrigada a participar de cinco jantares por dia, começando a prejudicar a própria saúde. Esses jantares protocolares, cheio de pessoas bajuladoras que vinham, era obrigado a ouvir as conversas mais estranhas de pessoas que iriam fazer negociatas com o rei, com o fisco, tirar vantagem das pessoas pobres, estorquir. O rei tinha três filhos, não tinha tempo para nenhum dos filhos. Vi os filhos crescerem aos cuidados da mulher, a rainha. Mas quando se predispõe a brincar com os meninos, majestade tem uma reunião com o ministro tal. Acaba de chegar uma comissão de outro império, lá vai o rei para lá para cá. E quando ele ia dormir, nem tempo de orar tinha. O rei deitava esfalfado de cansado e ao alvorecer já era chamado por servos e criados para tarefas que ele tinha que prestigiar. Era o mais sofrido dos servidores. Mas o homem sábio olhou aquele rei, disse: "Meu Deus, ele não tem tempo de nada. É um escravo da tarefa. é mais é o mais sofrido de todo o império. 100 dias transcorreram onde ele viu o rei olhando pro infinito louco para ver um porro do sol uma amanhecer, mas não deixavam por causa dos bajuladores, dos puxa-sacos, disso e daquilo. Ele então fim dos 100 dias retornou, orou e reuniu o populacho. Meus amigos, não contem comigo na revolução armada pretendida. Estive com o rei. É o mais torturado de todos nós. Como ele sofre. Não tem tempo nem pros filhos, nem para a mulher. Nem mesmo consegue dormir as horas necessárias para repousar a cabeça entupida de problemas do reino. Em vez de a revolução, sejamos amigos do reino. Vamos auxiliá-lo a ter um reino de paz. E a revolução armada tornou-se uma uma revolução amada. Todos passaram a amar e a paz tomou conta daquele reino. Todos nós,

revolução, sejamos amigos do reino. Vamos auxiliá-lo a ter um reino de paz. E a revolução armada tornou-se uma uma revolução amada. Todos passaram a amar e a paz tomou conta daquele reino. Todos nós, portanto, temos a possibilidade ou de sermos incendiários e não se apaga o incêndio jogando gasolina e álcool em cima. Podemos ser bombeiros, conversar de maneira gentil, abordar as questões mais dolorosas destes dias que estamos enfrentando e pela gentileza conquistar alguém de modo a diminuir aquela situação que pode acabar marchando para um problema muito mais grave, de consequências desastrosas e imprevisíveis para todas as pessoas. Não nos esqueçamos de que o mundo espiritual está necessitando nesses dias de braços, de pernas, de mentes, de línguas, de vozes, de falas e de pensamentos de pessoas que distribuam a esperança, o otimismo. Porque nós já temos muito entulho mental sobrecarregando a sociedade. Humberto de Campos viveu a sua própria experiência. Aquela mulher vind, eu tô atrás do homem que escrevia terrível no Rio de Janeiro. E ele percebeu que era ele. Foi que ele disse: "Eu conheço esse homem, sei quem é, mas ele pede agora, tá falando dele, dele mesmo, né? Ele pede agora para que a senhora o chame pelo nome doce. Nome doce é o nome de irmão. Ele agora deseja apenas ser um irmão de humanidade, porque senão ele vai continuar preso aos princípios da morte e a ferocidade de escrever, destruindo e calcinando vidas. Por isso mesmo, ainda há tempo em nossas existências terrestres de mudar a rota. A reencarnação não é um trilho. Trilho não pode sair do lugar. Se sair, a locomotiva se arrebenta. A reencarnação é uma trilha. E se é uma trilha, nós podemos alterá-la, buscando outros caminhos alcandorados, abandonando as depressões e atingindo o planalto, onde encontraremos o sublime pastor a proteger a ovelha desgovernada do nosso tempo. Ficamos por aqui. Segunda-feira nós estaremos com um novo capítulo, possivelmente com a Nádia de volta, de modo a darmos continuidade a

sublime pastor a proteger a ovelha desgovernada do nosso tempo. Ficamos por aqui. Segunda-feira nós estaremos com um novo capítulo, possivelmente com a Nádia de volta, de modo a darmos continuidade a Lázaro Red Vivo. Queçá surge tambula, sai Lázaro, sai do túmulo e volta a viver. Foi o único versículo da Bíblia em que Jesus chorou. Quando ele soube da morte de Lázaro, ele chorou. Era um amigo. Aquela família o tinha como membro da família. Maria, Marta e Lázaro, os três irmãos. Acolhê-lo em casa, hospedá-lo era uma alegria imensa, porque era uma amizade absolutamente sincera. Jesus o resgatou da catalepsia e deu-lhe mais oportunidade para continuar vivendo. Aproveitemos nosso tempo, ele urge e não o teremos demasiado. A revoar até segunda-feira.

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