Para viver o Evangelho 167 - Estudo da obra "Lázaro Redivivo" cap. 2
Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita
Boa noite, amigos queridos. Mais uma vez aqui estamos com vocês agora no nosso estudo para Viver o Evangelho com a obra Lázaro Red Vivo, do autor espiritual irmão X na psicografia de nosso saudoso Chico Xavier. Esta noite estaremos Marcel e eu porque Jamile teve uma indisposição e não vai poder participar. Ela certamente estará nos ouvindo e estaremos nós dois para eh darmos continuidade, dessa vez ao capítulo dois da obra Lázaro Red Ville. Antes eu gostaria de dar os nossos lembretes falando aí da programação da Federação Espírita do Estado da Bahia. Primeiro nós temos o lembrete do Congresso Espírita da Bahia que vai acontecer entre 30 de outubro e 2 de novembro este ano. É um congresso que acontece a cada dois anos nós temos uma alternância. Em um ano a gente faz o congresso, em outro ano a gente faz o encontro estadual. Eh, são eventos diferentes, com objetivos diferentes. A programação do Congresso tá muito interessante. O tema é nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre. tal é a lei. E essa programação nós eh estamos trabalhando com muito carinho e pedindo aos companheiros que procurem se inscrever com a maior brevidade para que a gente possa ter uma organização melhor lá no Fiesta Convention Center, que é um o local do evento e que tem limitação de número de participantes de vida ao espaço. Antes disso, bem antes já a partir agora do iniciozinho de julho, nós vamos ter os nossos encontros macrorregionais. Os encontros macrorregionais são parte da sequência da do calendário federativo. Todos os anos, no final do ano, no Congresso ou no encontro estadual, as lideranças se reúnem e presidentes de centros, coordenadores de regionais, etc., eles se reúnem para definir a programação do ano seguinte. E aqui nós teremos, então, pode deixar a os encontros macrorregionais que t objetivo compartilhar as experiências exitosas do movimento espíritas nas diversas regiões. Então, coloque aí o o card. Nós vamos ter dia 4 de a a partir do dia 4 de julho, de 4 a 6, nós teremos o encontro em Salvador e
ar as experiências exitosas do movimento espíritas nas diversas regiões. Então, coloque aí o o card. Nós vamos ter dia 4 de a a partir do dia 4 de julho, de 4 a 6, nós teremos o encontro em Salvador e Lauro de Freitas, que é o encontro da região metropolitana. Dias 11 e sempre é fim de semana, tá gente? Sábado e domingo. Dias ou de sexta a domingo, dia 11 a 13 de julho, nós vamos ter a região sul, que vai ser em Itabuna. região oeste que vai ser em Paratinga, a região do sertão, que vai ser em Paulo Afonso e a região sudoeste vai ser em Jquier. Na outra, no outro final de semana, de 18 a 20 de julho, teremos a região do Recôncavo, que vai ser em Cruz das Almas, eh a região norte, que vai ser em Juazeiro, e a região da Chapada, que vai ser em Irecê. O último encontro vai ser de 1eiro a 3 de agosto em Itamaraju, abrangendo a região do extremo sul. O tema dos encontros macrorregionais será Centro Espírita, laboratório para a Plenitude do Ser. Então, as lideranças, os trabalhadores dos centros espíritas vão estar presentes e participar conosco desse evento. Esse é o nosso calendário e hoje nós vamos refletir sobre o capítulo dois, chama-se a escrava do Senhor. E aí diríamos que Lázaro Red Vivo prossegue neste capítulo 2 relatando a prisão e a morte de Jesus do ponto de vista de Maria. É um texto muito sensível, muito profundo e uma proposta de reflexão para todos nós. Vamos lá, Marcel. Meus amigos, amigas, internautas que nos acompanham por aqui. Nossos votos de um feliz feriado com muita paz no coração. Apena sensível de irmão X, Humberto de Campos Veras, procurou traduzir neste capítulo número dois, a escrava do Senhor um apelo muito forte à reflexão não só da mulher, mas especialmente também da criatura humana, de modo geral, o homem, a fim de perceber de que enquanto o indivíduo propõe Deus dispõe e que os seus insondáveis segredos muitas vezes contrariam os nossos caprichos, não nos levando para aquilo que desejamos, mas para aquilo que é melhor para o nosso processo evolutivo.
põe Deus dispõe e que os seus insondáveis segredos muitas vezes contrariam os nossos caprichos, não nos levando para aquilo que desejamos, mas para aquilo que é melhor para o nosso processo evolutivo. Meditávamos na leitura desse capítulo que inúmeras mães na atualidade vem seus filhos em diversos países, como Rússia, Ucrânia, Israel, Faixa de Gaza, Irã, serem convocados pelo Estado para defenderem seu país ou atacarem o país vizinho. E essas mães veem seus filhos abandonarem a música, o estudo, o computador e os livros em casa, as faculdades e as academias onde pretendiam fazer carreira artística ou sociológica ou cultural, acadêmica. E dias depois ou horas depois recebe esses filhos em um saco preto, quando não vem reduzidos já cremados a pó e entregues numa caixinha com uma solenidade de um auto oficial das Forças Armadas que faz aquela entrega para que aquela mãe em desespero caia ao chão, que entregou o estado, um filho vivo, mas tá recebendo um filho morto, alguém que não vai voltar mais para cantar, nem alegrar as noites e os dias da família. Igualmente podemos nos transportar para aqueles dias dolorosos em que Maria, a mãe de Jesus, acompanhou todo o seu filho, desde os fenômenos mediúnicos que lhe cercaram o nascimento e que a escrita de exegetas e teólogos tratou de colocar muito enfeite, muita fantasia, retirando este nascimento de Jesus, o nascimento dele na Terra do campo natural para o campo do sobrenatural. Mas como diria Amélia Rodrigues, não é importante quando e onde ele nasceu. O importante é que ele nasceu e veio ter conosco. E disso resulta todo um impacto na história que nunca mais a sociedade humana foi a mesma. Maria, como qualquer mãe, aguardaria que seu filho triunfasse nos propósitos abraçados na vida e levasse a sociedade de Israel a um estado de paz, de plenitude, de governança e até de preponderança sobre as outras nações, mas sem a utilização da força, da guerra, do esmagamento. Mas num determinado momento muito curto, em apenas 3 anos, ela via o filho a
ude, de governança e até de preponderança sobre as outras nações, mas sem a utilização da força, da guerra, do esmagamento. Mas num determinado momento muito curto, em apenas 3 anos, ela via o filho a juntar 12 companheiros para constituir o seu colegiado apostólico. E 3 anos depois, nenhum deles está ao lado dele no momento da crise, no momento da dificuldade, no momento dos testemunhos mais amargos que ele prestaria à sociedade e ao estado romano. Todos, sem exceção, o abandonaram, com exceção de Judas, que o traiu e o vendendo por 30 moedas, o entregou lavrando praticamente a sua sorte no jogo da política local. Por isso mesmo, ela ficou recebendo as informações de João, o evangelista, primo de Jesus, que trazia as informações de hora em hora e elas eram mais dolorosas. Ele foi cercado, ele foi preso, ele foi para Pôncio Pilatos, que o devolveu a Herodes que voltou para Pôncio Pilatos. Os juízes articulam a sua morte. Ele está sendo açoitado até o dia do calvário, o dia da dor. Até então, ela faz o que toda e qualquer outra mãe faria. Rogaria impresses absolutamente sensíveis e dolorosas. para que o alto libertasse seu filho daquela amargura, daquela dor. Não tinha sido ele o responsável por tantas curas? Quantos estiveram cegos e voltaram a enxergar? Mortos que saíram das tumbas da catalepsia, dos estados torporosos, do estado de coma, absolutamente desconhecidos para a medicina de então, e voltaram à vida plena. A mulher da mão mirrada, ele que havia multiplicado pães e peixes para alimentar 5.000 pessoas. Quanto benefício fizera aquela sociedade ingrata, machista, absolutamente sectária e consequentemente muito amarga. Agora, seu filho era aprisionado e entregue a juízas implacáveis para sofrer o seu calvário. Mas ele havia dito, ele havia profetizado, antecipado que o seu encerrar de tarefa de messianato na terra seria muito difícil, muito doloroso. E tudo foi acontecendo como ele havia previsto, sem que ele se afastar, o cálice difícil das dores superlativas
que o seu encerrar de tarefa de messianato na terra seria muito difícil, muito doloroso. E tudo foi acontecendo como ele havia previsto, sem que ele se afastar, o cálice difícil das dores superlativas que enfrentaria por amor à humanidade. Mas aquele coração sensível sofreu. E nós imaginamos hoje as Marias, as Madalenas, as Teresas, as mães, todas que acreditam no potencial dos seus filhos e os recebem num caixão ou num saco preto. Depois de voltarem de guerras de arrasamento ou de tombam como aves feridas e retornam para casa para serem apenas lamentados, sepultados. aquele filho, o desfalque que faz na família e a dor que gera nos corações maternos, paternos e dos irmãos que ficaram na retaguarda. Ele também tinha família. Comquanto ela já viúva de José, ela sentiu profundamente todo o drama que marcou Jerusalém naquela noite, naquela tarde sombria de uma sexta-feira, quando ele expirou entre ladrões. É, Naddia tem razão. O capítulo é realmente muito sensível. Verdade, Marcel. Eh, principalmente quando você inicia lembrando, eh, o aumento aparentemente, pelo menos, porque sempre houve guerras ignoradas, não temos uma situação onde não houve nenhuma guerra em algum lugar do mundo, mas a situação se agrava muito. Há muitas famílias enviando seus filhos, jovens normalmente para as guerras. E essa esse capítulo eh traz uma uma ótica inusitada. Ele vai falar o da da prisão e da morte de Jesus pela ótica de Maria, que não tá da escrita em nenhum Evangelho. É Maria que vai tendo as notícias, é Maria que vai reagindo, é Maria que vai agindo. Então, vale a pena nós vermos que aí nós temos umas sete ou oito etapas que irmão X descreve. Num primeiro momento, João chega e anuncia ela que Jesus foi detido. Ele foi feito prisioneiro. Que a gente lembra do texto do Evangelho quando chega Judas e o cumprimenta com um beijo, que é a forma que ele combinou para identificar quem era Jesus. E Jesus é preso. Pedro inclusive reage. Agride, um dos soldados, me parece. Jesus eh o repreende por isso. Ele diz:
imenta com um beijo, que é a forma que ele combinou para identificar quem era Jesus. E Jesus é preso. Pedro inclusive reage. Agride, um dos soldados, me parece. Jesus eh o repreende por isso. Ele diz: "Não faça isso". E Jesus vai. Então João vai e informa Maria que aconteceu a detenção de Jesus. Maria começa a orar imediatamente. Ela começa a orar, começa a pedir a Deus pela segurança do filho. E nesse primeiro momento o autor vai nos dizer que ela confia suas súplicas ao Deus de misericórdia e ela espera que a providência divina resolva o problema. Essa é a primeira etapa. Aí, mais adiante um pouco, eh, João vai lá e diz a ela que Jesus foi encarcerado. Ele foi detido, a teve aquele primeiro momento e ele vai recolhido à prisão. E irmão X vai dizer que em prantos Maria implora o favor do pai celestial, pede a Deus que salve o filho. Ela lembra do nascimento de Jesus, ela lembra da anunciação, ela lembra dos anjos, ela lembra de todas as coisas extraordinárias que cercaram aquele nascimento do filho de Deus. E ela confia, então, que o pai celestial vai impedir que aquilo aconteça. Então, o filho foi preso, mas não vai acontecer nada porque Deus não vai permitir. Ela se dá conta que ela não consegue fazer nada. Ela ela tem vontade de ir às autoridades, mas vai fazer o quê? Uma pessoa, uma mulher na numa cultura, Marcel falou, machista, totalmente centrada no masculino, ela não teria o que muito, muito acesso a nada. E além de tudo era uma pessoa pobre, mas ela se mantém vigilante, ela se mantém orando. E segundo o irmão X, ela resolve ir até o cárcere e tentar vê-lo, mas os soldados obviamente não permitem. Não é possível a ela ter acesso a Jesus. e elas permanecem orando ali diante do da prisão. Eh, João então a encontra e vai lhe dizer que sim, que Jesus foi acusado pelos sacerdotes, acusado de coisas que ele não tinha feito, porque ele ele estava tava em curso, né, uma trama muito significativa para impedi-lo de continuar com o que ele estava trazendo pro mundo. E ele e João diz assim, eh, a
oisas que ele não tinha feito, porque ele ele estava tava em curso, né, uma trama muito significativa para impedi-lo de continuar com o que ele estava trazendo pro mundo. E ele e João diz assim, eh, a decisão dos sacerdotes foi mandar ele para Pilatos. E Maria, então, vai, Jesus vai, se desloca, né, e ela vai junto com a multidão multiplicando as rogativas. Essa é a frase de irmão X. Ela continua pedindo, ela continua orando, ela eh acredita que Deus iria modificar tudo, que iria eh sensibilizar aqueles que estavam eh decidindo os destinos de Jesus, já que o seu filho era inocente. Como Marcel falou, ele fizeram o bem a todos. Então, o que haveria ali para ser reprovado? Ela não duvidava de que isso acontecia, aconteceria. Mas temos aí um novo movimento. Ele vai para Herodes, ele volta novamente, né? E diante de Pilatos, ela fica cada vez mais angustiada, ela fica cada vez mais ansiosa com aquilo. Só que então ela ouve Pilatos dizer que iria consultar o povo para eles decidirem entre Jesus e Barrabáis. Aí ela fica mais confiante porque ela diz: "Ora, Marcelo de novo falou, ele fez tantas curas, ele ajudou tanta gente, ele fez tanto bem, ele nunca fez mal a ninguém. Então, claramente o povo iria apoiá-lo, claramente o povo iria definir que ele fosse solto. No entanto, não é isso que acontece. O povo escolhe Barrabáis. E ao escolher Barrabáis, eh, irmão X vai colocar no pensamento de Maria surpresa extraordinária, um impacto muito grande. Onde está o eterno? Onde estão os anjos? Onde está o socorro que não aparece? Como assim Jesus seria condenado? Como assim ele seria eh punido por algo que ele nem havia feito? E ele é condenado mesmo. E a próxima etapa é ele. Ela vai atrás, ela vai com Maria Madalena, eh, acho que talvez com a irmã de Lázaro, de o Evangelho fala das santas mulheres e João também vai. E ela vê muito angustiada Jesus carregando a cruz, Jesus muito sofrido, Jesus torturado. E ela fica nessa angústia, ela se lembra de Abraão. Quem tem alguma familiaridade
s mulheres e João também vai. E ela vê muito angustiada Jesus carregando a cruz, Jesus muito sofrido, Jesus torturado. E ela fica nessa angústia, ela se lembra de Abraão. Quem tem alguma familiaridade com o Antigo Testamento sabe que tem um dado momento em que Abraão eh considera que Deus lhe ordenou para sacrificar o seu filho Isaque, que era o único filho que ele tinha tido já na velice com muito esforço. tinha outro filho que era Ismael, mas Isaque era seu filho junto com a sua esposa. E ele vai e leva o filho. Na no momento final, Deus então diz: "Não, você não vai fazer isso, não precisa fazer isso. Eu sei que você confia." E ela então se lembra disso e ela pensa: "No momento final, Deus vai impedir que isso aconteça. Jesus está levando a cruz, mas ele não vai ser crucificado, ele não vai ser morto." E ela confia numa salvação nessa hora extrema. Só que a gente sabe o que aconteceu. Jesus é crucificado e Jesus eh diante de Maria extremamente angustiada, chorando copiosamente, ele pede a João que cuide dela e ela seja a mãe de João, né? E o que que vai acontecer aí? O que que acontece nesse momento? O sacrifício se completa. E ela então, nesse momento, ela compreende, eh, irmão Tiz vai dizer que ela compreende que Deus não atendia, que Deus ouviu as suas preces o tempo todo e atendeu essas preces, mas não pelos seus anseios de mãe, mas pela missão crística, pela missão que Jesus tinha e que precisava completar. Ela então diz a frase que foi dita lá na anunciação: "Eis aqui a escrava do Senhor, cumpra-se em mim segundo a tua palavra". Veja, Maria manteve-se em oração o tempo todo. Em nenhum momento, mesmo no momento em que ela não compreendia, ela dizia: "Como assim? Mas ele vai mesmo morrer? Ele vai mesmo ser crucificado?" E cadê a ajuda de Deus? Mesmo nessa hora, ela se mantinha em prece, ela se mantinha conectada. Deus a ouviu o tempo todo e Deus atendeu a ela no que era necessário, não no que ela desejava, por mais que ela estivesse sofrendo e seu sofrimento fosse legítimo. Eu acho que
a se mantinha conectada. Deus a ouviu o tempo todo e Deus atendeu a ela no que era necessário, não no que ela desejava, por mais que ela estivesse sofrendo e seu sofrimento fosse legítimo. Eu acho que nas próximas reflexões a gente pode pensar um pouquinho sobre isso, pensar um pouquinho sobre o sofrimento, pensar um pouquinho sobre a oração. A par do sofrimento de Maria, sobram para todos nós ricas e fecundas reflexões sobre os insondáveis escrutínios, os insondáveis desígnios de Deus. Invariavelmente, em nossa caminhada evolutiva, desejamos que o melhor nos aconteça e que o melhor se suceda com amigos, com parentes, com afins. Entretanto, né, isso nem sempre se dá. E vez por outra nos vimos contrariados, nos vemos contrariados por reações ou acontecimentos que fogem absolutamente de nosso controle e não conseguimos atinar com aquela colocação que é muito popular, quase uma caricatura. Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece. Não temos aí algo que se aplica ao caso. Maria, dentro da sua simplicidade, da pouca cultura que ela tinha teológica paraa época, onde as mulheres mal podiam adentrar as sinagogas, nem oficiar, nem ocupar qualquer tipo de cargo dentro da hierarquia religiosa do próprio estado judeu. Ela pede a Deus que em algum momento liberte. Mas aí, como Naddia enfatizou, houve um momento que ela recordou-se da anunciação. O anjo Gabriel, que vai lhes aparecer, vem anunciar aquele nascimento como ser como sendo de um ser especial, o espírito mais puro que já esteve na terra. Portanto, um espírito da primeira ordem, a ordem que só tem uma classificação, espíritos puros, total estado de desmaterialização. Nenhuma influência, mas a matéria exerce sobre esse espírito. Mas esse espírito exerce toda a influência que ele quiser sobre a matéria, aglutinando, dissociando, ajuntando ela, fazendo a coesão ou a separando, a desestruturando como lhe aprové, desde que esteja encaixado dentro da própria lei. Mesmo para um espírito superior ou puro, ele não faz o que quer, ele faz o que
la, fazendo a coesão ou a separando, a desestruturando como lhe aprové, desde que esteja encaixado dentro da própria lei. Mesmo para um espírito superior ou puro, ele não faz o que quer, ele faz o que está dentro dos ditames da lei. Aí nós temos um desafio. Conhecemos na Terra as leis que regem os países, as comunidades, os estados, as leis internacionais que regem o relacionamento entre países. Todo país a rigor tem uma faixa de água. Esses que têm litoral e eles têm direito à posse de uma quantidade de terreno ou de água de quilômetros que é a faixa costeira. O Brasil tem mais de 600 km de sua praia até o Oceano Atlântico. Ali são águas brasileiras. Depois daqueles 600 km são chamado águas internacionais. Mas mesmo essas águas internacionais, elas não são terra de ninguém, nem são águas para você fazer o que você quiser, porque as águas vão contaminar todos os países onde elas são banhadas. Por isso mesmo, existem leis internacionais que regem a harmonia dessas águas, onde parcam as passam as grandes barcaças mercantis hoje da Terra. Então, existes leis que nós não conhecemos, mas é curioso porque essas leis estão escritas, insculpidas em nossas consciências. Elas não estão em pergaminhos. Você não vai achar essas leis na Bíblia, no Torá, no Zendavesta, no Marrabarata, no Bagavarrita. Você não vai no livro dos upanhades, não. Essa, esses livros contém história, fundamentos das religiões e dos povos de onde são oriundos. Estamos falando das leis de Deus. Por que Deus então destinaria tão doloroso destino à aquele homem, o filho de Maria? Porque agora, depois de uma vida pública de 3 anos, inteiramente dedicada a pregar o bem e a fazer o bem, ele merecia tão doloroso degredo, abandono dos mais amados e a ferocidade dos seus adversários, a quem ele nunca feriu. Ele pode ter contrariado princípios, porque ele pregava o que era absolutamente contrário à época. Ele se insurgia porque ele veio justamente para sepultar uma era de justiça arbitrária, implantando a plenitude do amor. E onde
rincípios, porque ele pregava o que era absolutamente contrário à época. Ele se insurgia porque ele veio justamente para sepultar uma era de justiça arbitrária, implantando a plenitude do amor. E onde o amor chega, ele é combatido pelo ódio, pela violência, pela agressividade. Portanto, todo local onde existe um status quo que está regido e uma pessoa chega com uma nova filosofia, Hegel já havia afirmado que toda a ideia nova, quando ela chega num ambiente, um ambiente novo, ela enfrenta três degraus. No primeiro momento, a ideia nova, ela é ignorada. aconteceu com ele. Ele não feveu 3 anos, três degraus. Vamos imaginar simbolicamente que no primeiro ano a doutrina de Jesus não surtiu efeito em quase ninguém. Ninguém ligou para aquele homem. No segundo ano que as curas se multiplicavam e as pessoas corriam contando quanto tinham sido beneficiadas por aquele homem, Josua, ele começou, aquela ideia começou a incomodar, especialmente o Sinédrio. No terceiro ano, ela foi aceita por muita gente. Muitos judeus abandonaram a cultura judaica e fizeram profissão de fé religiosa no cristianismo. Exemplo, Jesiel, o apóstolo Estevão. Paulo de Tarso, doutor da lei. Se sabe que Nicodemos depois aderiu ao pensamento cristão. Nicodemos era alguém estranho aqueles princípios, mas acolheu Jesus numa noite e se lhe entregou a alma. Maria Madalena, Maria de Magdala, ela reviveu, ela ressignificou, ela fez uma reengenharia de sua vida sob. Não é pouco. Aquilo marcou bastante. O próprio Gamaliel, que era um doutor da lei, nós sabemos em Paulo e Estevo, que era um doutor da lei, mas era um homem equilibrado, era um político muito sensato. Ele terminou os seus dias como cristã, aderiu ao cristianismo Gamaliel e foi o preceptor de Paulo, de Saulo, mais tarde, Paulo de Tasso. Então, é um impacto muito grande. Maria ainda teria que conhecer as leis divinas. E ela começa a compreender no final, sim, ele é meu filho terrestre, mas antes de tudo ele é filho de Deus e Deus sabe o que é melhor. Então ela compreende.
a ainda teria que conhecer as leis divinas. E ela começa a compreender no final, sim, ele é meu filho terrestre, mas antes de tudo ele é filho de Deus e Deus sabe o que é melhor. Então ela compreende. Finalmente a ficha cai pelo sofrimento, o que levou ela a proclamar as inesquecíveis frases. Ei, Senhor, tua escrava, tua serva, faça segundo a tua vontade e não a minha. Tá aí toda a diferença. É verdade, Marcel. E essa fala de Maria mostra como foi a síntese que ela fez daquela noite extraordinariamente difícil. Eh, a partir dali se encerrava a convivência dela com esse filho tão querido, convivência direta, humana, cotidiana ou não, né? porque ele já estava 3 anos aí no seu ministério, mas ele tava ali, era seu filho, ela era sua mãe e podia vê-lo. Essa é uma coisa que toca muito o coração de todos nós. Por mais que todas as pessoas saibam que a morte é uma necessidade da vida física, porque tudo que é material se degrada, tudo que é material tende a destruição, a dissolução. É a é uma das expressões da lei de destruição, umas da das leis morais da vida. Por mais que a gente tenha certeza disso, a gente tem dificuldade de lidar com esse fato. Nós temos a tendência, principalmente na nossa cultura, a negar a morte, a não falar sobre isso, a não pensar sobre isso. Eh, a conclusão de Maria foi o retorno a quem ela realmente ela era. Ela era a mãe do Salvador, a mãe do Messias. Ela sabia disso desde lá da anunciação. Ela sabia disso. Ela viveu dentro dessa verdade. Naquele momento, e foi uma experiência muito dolorosa da noite de quinta-feira. O evangelho vai dizendo: "Na quinta-feira Jesus fez a ceia com seus eh apóstolos. Depois ele se retira e aí é nessa noite que ele vai ser preso, porque a sexta-feira ele já amanhece na prisão. Tudo já estava em processo de de encaminhamento. Durante a ceia ele eh ele diz: "Um de vocês vai me trair". Aí todo mundo fica, serei eu, o Senhor, serei e o Senhor e Judas também, né? A cara mais limpa. Ele pergunta. E então quando Jesus responde, ele sai e ele sai
e eh ele diz: "Um de vocês vai me trair". Aí todo mundo fica, serei eu, o Senhor, serei e o Senhor e Judas também, né? A cara mais limpa. Ele pergunta. E então quando Jesus responde, ele sai e ele sai para dar andamento à aquilo que ele já tinha programado e que ele já tinha combinado com os chefes eh da sinagoga, né? H, então é um período entre a noite, acredito eu que mais tarde à noite, que terminou a seia, algumas coisas aconteceram até a até a tarde de sexta-feira, quando Jesus morre. Esse foi um período extremamente doloroso para Maria e foi o período onde ela experimentou esse sofrimento humano, que no Evangelho segundo o Espiritismo, nós temos um um texto que vai falar sobre a perda de entes queridos. Essa é uma das experiências mais dolorosas que nós temos. Não é a única. A vida humana, ela é cheia de pequenos e grandes sofrimentos. vai depender das condições de cada um, vai depender da época, vai depender dos planejamentos reencarnatórios das necessidades. O Evangelho Segundo o Espiritismo, ele vai tratar de um tema que é uma das bem-aventuranças que Jesus diz lá no sermão da montanha. Bem-aventurados os aflitos porque serão consolados. Bem-aventurados os que sofrem porque serão consolados. E aí, eh, tem muitas informações, muitas análises. Vale muito a pena a gente refletir sobre, a gente lê pensando, pensando bem, pensando no que tá dito ali, para que a gente possa eh usufruir melhor das experiências de sofrimento. A experiência de sofrimento de Maria, ela mergulhou profundamente. Ela sofreu, ela chorou, mas ela esteve o tempo todo conectada com o alto. Acredito que essa seja a primeira pista que nós recebemos desse capítulo sobre como lidar com o sofrimento, estar sempre conectado com o alto, mesmo que estejamos chocados, mesmo que não compreendamos, mesmo que tenhamos expectativas de que as coisas não eh não aconteçam de uma dada forma, que o sofrimento não se agrave, mesmo que a gente deseje que as coisas se resolvam, seja só susto que passe logo, não é?
tenhamos expectativas de que as coisas não eh não aconteçam de uma dada forma, que o sofrimento não se agrave, mesmo que a gente deseje que as coisas se resolvam, seja só susto que passe logo, não é? Mesmo assim, o a primeiro eixo do lidar com o sofrimento que aprendemos no evangelho de Jesus é estar em conexão com Deus através da prece. E aí temos o capítulo sobre a prece, eh, onde a gente vai aprender as características da prece, a eficácia da prece, o mecanismo da prece. A gente vai aprender o que a doutrina espírita informa sobre por é importante orar. Orar não é uma coisa só de momentos de desespero. Orar desesperadamente. Orar não é uma uma ação cega. Orar é conexão com o alto. Orar é entregar a alma num diálogo com Deus, num diálogo com a espiritualidade maior, num diálogo com Jesus. E nesse diálogo aí, eh, a gente vai aprender. A prece faz com que a gente adquira forças para lidar com as coisas. Às vezes que a gente tenha intuições ou percepções, a mente está perturbada emocionalmente pelo sofrimento. A mente está angustiada, a gente não consegue raciocinar. Mas na hora que a gente ora nessa conexão entre a criatura que sofre e o criador, a gente abre possibilidades para que a espiritualidade possa nos ajudar a lidar com aquilo, nos dê forças para enfrentar o que não pode ser mudado, nos dê lucidez para compreender como mudar o que pode ser mudado, nos dê a possibilidade de garantir que as ações que nós realizamos não compliquem mais a nossa relação com a lei, ao contrário, signifiquem resolução, signifiquem superação, signifiquem aprendizado. A oração que Maria faz a mantém fortalecida, a mantém ligada a Deus, mesmo na hora em que ela, porque o tempo todo ela tava achando que Deus ia resolver já, que Jesus era o filho de Deus. Ela ela sabia da conexão dele, ela sabia da missão dele e ela sabia que ele não merecia. Marcel falou, né, sobre o merecimento. Eh, ele não merecia sofrer, ele tinha feito nada errado. É um espírito puro. Então, ela, mesmo no momento em que ela descobre que não vai
ia que ele não merecia. Marcel falou, né, sobre o merecimento. Eh, ele não merecia sofrer, ele tinha feito nada errado. É um espírito puro. Então, ela, mesmo no momento em que ela descobre que não vai acontecer o que ela pede, não vai acontecer o que ela tá desejando. E aí nós vemos quantas vezes as pessoas dizem: "Ah, minha prece não foi atendida. Ah, Deus não ouviu minha prece. Ah, eu pedi tanto e Deus se mostrou indiferente. Ah, eu pedi tanto e nenhum espírito veio me ajudar. Isso não é verdade. Isso é uma percepção da nossa dificuldade ainda de estabelecer essa ligação. Deus sempre ouve. Ele é onisciente e ele é puro amor. Ele sempre ouve e ele sempre atende, mas ele vai atender. E Maria descobre isso no final, não de acordo com o que a gente quer. Às vezes, até muitas vezes, eu diria paraa maioria das pessoas, a gente consegue o que quer, né? Algo, as coisas se resolvem, se superam. Às vezes não é possível. Às vezes é necessário que aquela experiência prossiga da forma que a gente não deseja, da forma que a gente quer evitar, porque ela é uma necessidade para nós, é uma necessidade para os seres que a gente ama, é uma necessidade pros outros. Então, Maria fica em prece, Maria fica conectada com Deus e por isso, mesmo com a surpresa, ela não rompe com Deus a partir da revolta, a partir de dizer: "Então, eu não acredito em mais nada porque eh isso aí não deveria ter acontecido". Nessas horas, quando a gente rompe o vínculo a partir da revolta, é como se nos achássemos as pessoas que não podem sofrer no mundo, porque é só olhar em volta e nós vamos descobrir que o sofrimento existe para todos, que aquilo que eu tô passando, seja lá o que for, não há possibilidade de que outros seres humanos não já tenham passado. Enquanto não era comigo, eu não tinha esse desespero e essa revolta. Então, a conexão com Deus vai fazer a gente lembrar que tudo está dentro das leis divinas, que são leis de amor que nos destinam à plena comunhão com o alto, a condição de um dia sermos também nós
ta. Então, a conexão com Deus vai fazer a gente lembrar que tudo está dentro das leis divinas, que são leis de amor que nos destinam à plena comunhão com o alto, a condição de um dia sermos também nós espíritos puros, não é isso, Marcel? diria o nosso Coelho Neto em um, como disse num poema do século XIX, ser mãe é padecer no paraíso. Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração. mãe eter no alheio lábio que suga o pedestal do seio, onde a vida, onde o amor cantando vibra. Ser mãe é ser um anjo que se libra sobre um berço dormindo. É ser anseio, é ser temeridade, é ser receio, é ser força que os males equilibra. Todo bem que a mãe goza é bem do filho. Espelho em que se mira afortunada. Luz que lhe põe nos olhos novo brilho. Ser mãe é andar chorando num sorriso. Ser mãe é ter o mundo e não ter nada. Ser mãe é padecer num paraíso. Coelho Neto. Um poema que a gente normalmente guarda a última frase: "Ah, mulher, ser mãe é padecer por aqueles filhos ingratos, esses filhos rebeldes, recalcitrantes. Ah, meu filho é um estorvo." É isso mesmo, minha filha. A, ele não reconhece as noites de sacrifício, o parto, o chá que a gente levou à cabeceira doente, o seio em que sugou o seu leite para hoje manter-se vivo e todos os cuidados. Quase nenhuma cultura da Terra reconheceu o trabalho da mulher e ainda não é reconhecido. Ela vem lutando há décadas, há séculos, há milênios para ser reconhecida em pé de igualdade com os mesmos direitos do homem. Não estamos falando dos deveres. Cada um tem deveres muito específicos no concerto da vida. A maternidade foi dada a elas e não ao homem. O homem tem a paternidade, mas a mulher além da maternidade, o canteiro de obras do novo filho é dentro dela. É ela que articula as entranhas do ser, toda a vestimenta física que ele vai se utilizar na matéria. Ninguém chega à Terra se não passar pelo ventre, pelo menos por enquanto. Não sei se o homem com sua ciência vai avançar para um útero artificial. É possível. A ficção científica já previu isto, mas estava certa. Ela
Terra se não passar pelo ventre, pelo menos por enquanto. Não sei se o homem com sua ciência vai avançar para um útero artificial. É possível. A ficção científica já previu isto, mas estava certa. Ela seguia os instintos maternos. Ou seja, por quê? Os porquê se multiplicavam? Porque ela não entendia porque é que a obra máxima de seu filho junto ao povo desaguava no mar de revolta, de intriga, de traição, de abandono, de desprezo e de profunda violência do Estado romano e também do Estado judeu, especialmente do Sinédrio, Anãos, contra ele. Só mais tarde ela foi compreender. Ela precisou de tempo para entender que o filho não era dela. Ela tinha vestido de carne. O filho é de Deus. Nós não podemos ter filhos, nem pais, nem mães. Só Deus pode ser pai, porque ele faz a essência. Os pais terrestres vestem os filhos com a carne do corpo, as cartilhagem. Estão pai, estão mãe. Porque no processo da reencarnação, o filho de hoje, vendo seus pais partirem mais cedo da vida, assim que procriar pode receber os pais agora como filhos. Os pais serão netos de si mesmos. e filhos dos seus filhos. Dentro da reencarnação, o processo já se inverteu. Então, estamos, pai. Mas ela não compreendia. Então, o raciocínio dela é de lógica, o raciocínio dela é sensato, era sentimento. Ela sentia cada punhalada que o filho experimentava, as agruras, até que finalmente a compreensão dela em cima de tudo aquilo abanhou internamente e conforme as tradições, depois ela partiu para a casa de parentes nos arredores de Jerusalém e mais tarde João a levou para Éfeso, na Turquia, hoje, estado da Turquia, Éfeso, onde ela Então, numa casinha montada por João, o evangelista encerrou com mais de 80 anos de idade o seu péripro pela terra, em que Jesus veio buscá-la pessoalmente, dizendo em outro capítulo que vinha convidá-la, arrebatá-la em nome de Deus para ser no céu a rainha dos anjos. Tradição que até hoje a Igreja Romana defende e colabora para manter essa imagem pulcra. Essa imagem nobre, delicada, suave, como
dá-la, arrebatá-la em nome de Deus para ser no céu a rainha dos anjos. Tradição que até hoje a Igreja Romana defende e colabora para manter essa imagem pulcra. Essa imagem nobre, delicada, suave, como se ela fosse a rosa mística de Nazaré. A rosa que perfumou os caminhos ermos, os caminhos ásperos da criatura humana quando se vale do tacão da violência. Por isso o mesmo capítulo, esse capítulo, essa crônica escrita por Humberto de Campos, ela é arrebatadora porque ela não é intelectual. Só podemos senti-la pelo sentimento. Ela é emoção, é um coração que se dobra na dor e na dor encontra o amor. A legítima compreensão de saber do que o o que o filho passava. estava cimentando, uma nova era, sepultando de vez aquela justiça arbitrária de Moisés e abrindo um espaço novo para que o amor se instalasse nos corações humanos, preparando o advento mais tarde do Espiritismo, com a caridade e a reencarnação, trazendo Jesus de volta às angústias do povo. Maria, esse nome será sempre socorro, será sempre litivo a todas as criaturas que sofrem. E aqui estamos, Marcel e eu, conversando com vocês numa noite de festa no Nordeste. O São João é um período de muitas festas, as chamadas festas juninas de junho. E São João é amanhã vai ser feriado e tem muita, é uma coisa da cultura muito tradicional. É um momento muito alegre. Eu sei que no Sudeste e no Sul não, não é feriado. As festas são mais para frente. Eh, tem as festas juninas, mas é de outra forma. Não sei o Centro-Oeste. Sei que as pessoas que nos assistem agora são pessoas que estão em Salvador, portanto, imersas nesse clima, estão em outras cidades da Bahia, em outros estados do Nordeste, portanto num dia festivo e que pessoas estão assistindo de outros lugares do Brasil e até de outros países que não estão num dia comum, é uma segunda-feira comum, uma noite comum de uma semana comum. Eh, então as posições dos seres humanos, elas são diferentes. Alguém tá num lugar que tá tendo festa, outro está num lugar que tá tendo guerra ou doença ou outros
uma noite comum de uma semana comum. Eh, então as posições dos seres humanos, elas são diferentes. Alguém tá num lugar que tá tendo festa, outro está num lugar que tá tendo guerra ou doença ou outros tipos de sofrimentos e angústias. Porque sim, a vida humana ela apresenta aspectos festivos, momentos alegres, momentos que nos enlevam, que alimentam nossa alma, que a gente fica tão feliz e momentos muito dolorosos como esse momento, esses momentos relatados aqui no capítulo de hoje. Vamos lembrar que Jesus disse no Evangelho, nós encontramos esse registro, no mundo tereis tribulações, mas tende confiança, eu venci o mundo. Então, a expectativa de que não venhamos a sofrer durante a nossa vida humana ou que os nossos filhos não sofram, como muitas vezes os pais dizem, né? Eu quero que ele seja feliz, eu não quero que ele sofra. É uma expectativa irreal, porque há muitos motivos para o sofrimento neste planeta. Há planetas, mundos felizes, mundos onde os seres não têm esses sofrimentos, mundos onde eles sequer sofrem, porque são espíritos muito mais avançados. A doutrina espírita vai nos ensinar que o que causa o sofrimento é a inferioridade, que os espíritos bons, os espíritos de segunda ordem já são felizes porque dedicam-se ao bem, alinham-se com a vontade de Deus e não tem paixões inferiores, não desejam mal, não se angustiam com coisas que é eles acham que lhe foram tiradas ou lhe foi feita. Na nossa vida haverá sofrimentos que são causados por nós mesmos e que nós não percebemos pela ignorância espiritual em que ainda nos encontramos e pela falta de reflexão. Às vezes a pessoa tem a informação, às vezes a pessoa sabe ã a situação em que se encontra. Às vezes a pessoa sabe que as coisas não estão sendo conduzidas da melhor forma, mas se ilude. Marcel falou: "As leis de Deus são escritas na nossa consciência. As leis que regem a vida, regem o universo, todo mundo sabe no nível que pode, porque quando o espírito é muito atrasado, ele não compreende." É a característica dos espíritos de terceira
consciência. As leis que regem a vida, regem o universo, todo mundo sabe no nível que pode, porque quando o espírito é muito atrasado, ele não compreende." É a característica dos espíritos de terceira ordem. Sofrem muito porque não compreendem a lei de Deus. brigam com a lei de Deus, ficam antagônicos, dedicados às paixões e tem criam problemas. Então vamos pensar quando os sofrimentos baterem a nossa porta, o que é que no hoje eu estou fazendo para que esse sofrimento possa me atingir e o que é, portanto, que eu posso fazer para aliviar, minorar ou às vezes eliminar esse sofrimento da minha vida através das minhas próprias atitudes, da minha forma de viver, na minha forma de estar no mundo. Há também sofrimentos que são decorrências de escolhas anteriores que neste momento nós não podemos mudar. A gente conhece uma frase muito comum que diz assim: "A sementeira é livre, mas a colheita é obrigatória". Quer dizer, se eu planto manga, não tem jeito de eu colher goiaba. Eu só vou colher manga. Se eu planto goiaba, eu não posso querer colher manga. Eu vou colher goiaba. Então isso que na natureza é tão visível, né, nas plantações, é real na nossa vida. A a vida é sempre uma colheita daquilo que nós produzimos, o que é uma ótima notícia, porque significa que eu posso olhar de novo o terreno da minha vida hoje e decidir, não, vou plantar coisas melhores. Isso aqui tá muito amargo, isso aqui tá muito difícil, vou mudar a minha plantação e fazer as mudanças internas. Mas lembrando que Jesus está conosco. No mundo tereis tribulações. Ele não diz isso porque Deus quer que a gente sofra, porque a gente nasceu para sofrer. Porque esse mundo é um lugar horrível onde todo mundo sofre. Sofremos enquanto formos espíritos imperfeitos. Sofreremos enquanto precisarmos nos ajustar à divina lei, que é a lei perfeita. A medida que formos mudando, não precisaremos sofrer. Há mundos felizes, há mundos de regeneração, há mundos superiores, onde não há sofrimento, não se conhece o sofrimento, como a gente o
i perfeita. A medida que formos mudando, não precisaremos sofrer. Há mundos felizes, há mundos de regeneração, há mundos superiores, onde não há sofrimento, não se conhece o sofrimento, como a gente o conhece. Mas enquanto aqui estamos, indica que estamos ainda sintonizados com esta dor, sintonizados com esse sofrimento. O que fazer? lembrar o que Jesus disse. Eu venci o mundo. Ele não venceu o mundo naquele dia, naquela época, 2000 anos que ele veio. Ele estava acima das coisas terrenas e nós poderemos estar. E toda a mensagem do evangelho é o roteiro de luz pra gente se libertar do sofrimento, pra gente se libertar da de verdade, não ilusoriamente, como a gente pensa assim: "Eu resolvi esse problema, agora eu não sofro mais". resolver esse problema, vai surgir outro, porque eu continuo igual, eu continuo criando problema. Enquanto a gente cria problema, a gente vai sofrer. No mundo tereis tribulações, mas tende confiança, eu venci o mundo. A gente quando fala aqui, eu falei das pessoas que estão assistindo agora, mas tem inúmeras pessoas que vão assistir depois. A internet é assim, daqui a dias, semanas, meses, anos, quem é que sabe, em algum momento as pessoas vão assistir e a gente não tem como saber como tá o coração dessa pessoa nesse momento. Por isso, esse programa para viver o evangelho, ele busca que a gente possa ir ao evangelho de Jesus, ir à mensagem de Jesus, ir à pessoa de Jesus e encontrar consolação, conforto, iluminação, compreensão, sabedoria, discernimento, felicidade. Marcel, você quer dizer mais uma palavrinha pra gente finalizar? Esse é um capítulo profundamente tocante, porque traz à tona para as nossas reflexões o calvário de Maria, experimentado em silêncio, acompanhando a dor superlativa de seu filho. Não se entregou à rebeldia, pensou nos recursos que poderia mobilizar para salvar o filho, mas ela chegou a uma conclusão óbvia. sendo uma pessoa tão simples do povo, onde iria encontrar um advogado, um defensor público que advogasse a causa de seu
que poderia mobilizar para salvar o filho, mas ela chegou a uma conclusão óbvia. sendo uma pessoa tão simples do povo, onde iria encontrar um advogado, um defensor público que advogasse a causa de seu filho. Então ela entregou o advogado maior, entregou a Deus e uma compreensão nova abanhou. Sim, ele era filho de Deus antes de tudo e os desígnios do pai são insondáveis. Somente agora nós também estamos compreendendo como tudo aquilo marcou gerações, dividiu a história e nos impactou de tal maneira que compreendemos que quando o sofrimento surge, ele é uma alavanca para nos retirar da imobilidade, para nos tirar da inércia, do estado de torpor nos projetando para um novo patamar. Em nós, o sofrimento. Em Jesus tinha uma outra simbologia, tinha um outro significado por ele ser um espírito puro. Jesus não é espírito superior, é espírito puro. Ele tá acima dos superiores. Todos ali estão subordinados. Então, o sofrimento nele tinha uma outra conotação que para nós é inconcebível, mas para nós é o empurrão no carro velho. Se não pega na chave, pega no tombo. Então que nós possamos nos despedir aqui do nosso encontro de hoje, ã, recordando aí as os avisos que as pessoas podem ver no início do vídeo e, principalmente lembrando que estaremos aqui a cada segunda-feira utilizando a mediunidade gloriosa de Chico Xavier, que nos rendeu várias obras, várias e ele foi canal para express versão de espíritos mais elevados, espíritos que nos ensinam e orientam e do conhecimento, das informações, da habilidade literária de irmão X, que aqui tá falando de Lázaro Red Vivo. Ele começa falando da ressurreição de Lázaro. Ele conversa com Jesus no capítulo primeiro. Ele fala do Calvário de Maria no segundo e temos muitos outros capítulos, mas não vamos esquecer do nome Lázaro, Red Vivo. Lázaro é aquele que estava aparentemente morto e que Jesus diz: "Lázaro, vem para fora". Jesus está dizendo isso à gente nas nossas vidas. vem para fora, para fora do eu, para fora da limitação, para fora da imersão na matéria, para fora da
morto e que Jesus diz: "Lázaro, vem para fora". Jesus está dizendo isso à gente nas nossas vidas. vem para fora, para fora do eu, para fora da limitação, para fora da imersão na matéria, para fora da ignorância das leis divinas, para fora da falta de amor, do egoísmo, vem para fora. Vamos aproveitar essas mensagens a cada semana pra gente refletir, pra gente pensar, pra gente se conectar com Deus e pra gente se tornar capaz de ser feliz como espíritos mais evoluídos e construir um mundo muito mais feliz do que esse que a gente vive hoje. Muita paz.
Vídeos relacionados
Para viver o Evangelho 162 - Estudo da Obra "Ave, Cristo!" Parte 2 - Capítulo 6.
Mansão do Caminho · Jamile Lima, Marcel Mariano, Nádia Matos
Para viver o Evangelho 164 - Melhores momentos do estudo da parte 2 do livro " Ave, Cristo!
Mansão do Caminho · Jamile Lima, Marcel Mariano, Nádia Matos
Para Viver o Evangelho | Episódio 208 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 12)
Mansão do Caminho · Jamile Lima, Marcel Mariano, Nádia Matos
Para viver o Evangelho 151 - Estudo da obra "Ave, Cristo! Cap. 3
Mansão do Caminho · Jamile Lima, Marcel Mariano, Nádia Matos
Para Viver o Evangelho | Episódio 203 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 7)
Mansão do Caminho · Jamile Lima, Marcel Mariano, Nádia Matos
Para viver o Evangelho 115 - Estudo da obra "Boa nova" - Melhores momentos
Mansão do Caminho · Jamile Lima, Marcel Mariano, Nádia Matos
Para Viver o Evangelho | Episódio 200 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 4)
Mansão do Caminho · Jamile Lima, Marcel Mariano, Nádia Matos
Para Viver o Evangelho | Episódio 201 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 5)
Mansão do Caminho · Jamile Lima, Marcel Mariano, Nádia Matos