Jesus e Saúde Mental | Nº 157 – Emoções: ansiedade e felicidade

Mansão do Caminho 24/02/2026 (há 1 mês) 34:45 2,571 visualizações

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 157 – Emoções: ansiedade e felicidade #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

เ Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda para mais um programa Jesus e Saúde Mental aqui na TV da Mansão do Caminho. Eu queria dizer para vocês que nos acompanham que nós estamos preparando um ano bem interessante. Primeiro vamos fazer uma série de análises em torno do livro Ansiedade e Felicidade, que eu tive a honra de lançar pela editora Leal. E é um livro que fala dessa temática, mas sempre fazendo a abordagem com o Evangelho de Jesus sobre a ótica espírita. Então vamos desse 12 encontros. Serão 12 temas falando sobre esse livro. Toda a renda do livro é voltado paraa manção do caminho. Então fica muito bom também se você conseguir adquirir. Você pode adquirir nas nos sites, né, como Amazon, como na Boa Nova, todos os sites que conseguem vender e nos entregar livros com bastante tranquilidade. Hoje vamos falar sobre emoções, ansiedade e felicidade. Começando do básico, começando da nossa introdução, mas também já quero avisar que nesse ano a gente vai tentar estar aprofundando também um livro da nossa amiga Ana Teresa Camazmi. Então, além desse livro Ansiedade e Felicidade, vamos estar aprofundando um dos livros da autoria da nossa amiga Ana Teresa, que vai estar conosco também. Vamos estar também com a nossa Ivana Carneiro, vamos também convidar o Sérgio Lopes. Então, estamos preparando um ano bastante proveitoso para aprofundarmos os nossos conhecimentos, mas também aprofundarmos momentos de reflexões terapêuticas, reflexões que não excluem a sua ajuda profissional, mas que podem contribuir para em utilizando da visão espírita acalmar, acenerar, a serenar o nosso coração. Dessa forma, nós temos feito a nossa prece inicial e queria convidá-los, portanto, para que nós possamos fechar os olhos e dizermos: "Amado Mestre Jesus, tu que és o caminho para a verdade com a vida relacionada a Deus, tu não disseste que onde houvessem duas ou mais pessoas reunidas em teu santo nome, tu aí estarias". É bem verdade que mesmo quando estamos sozinhos, não estamos sozinhos. Quando

a relacionada a Deus, tu não disseste que onde houvessem duas ou mais pessoas reunidas em teu santo nome, tu aí estarias". É bem verdade que mesmo quando estamos sozinhos, não estamos sozinhos. Quando nos vinculamos através do nosso pensamento, através das nossas emoções com o teu coração, tu também aí estás. Mas quando nos convidas a estarmos entre duas ou mais pessoas, fazes também o convite para podermos sair do isolamento e entrarmos em alguma espécie de comunhão. E é por isso que nesta noite estamos nessa comunhão, neste momento de vinculação juntos, te pedindo uma bênção toda especial pras nossas vidas, pros nossos familiares, paraas nossas angústias, pras nossas existências. Nos protege, Senhor, e que esses instantes possam ser de refazimento. Que assim seja. Ansiedade e felicidade, aparentemente são duas emoções totalmente distintas, mas no final das contas elas estão muito relacionadas, elas estão muito vinculadas, quer seja seja no imaginário popular, quer seja na poesia que nos encanta do poeta, quando ele vai dizer que só uma leve esperança em toda a vida, mas nada disfarça a angústia que é viver. Nem é mais a existência toda resumida do que uma leve esperança malograda. E o sonho da alma desterrada, sonho que a coloca ansiosa, sonho que a faz embecida. É uma hora feliz que sempre vai sendo adiada e que, por isso, não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que nós sonhamos, a árvore milagrosa que nós supomos, toda carregada de dourados pomos, existe sim, mas nós nunca a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos. Mas nós nunca pomos onde nós estamos. O poeta Vicente de Carvalho traduz muito bem essas duas faces da nossa existência, porque essas faces, felicidade vinculado com esperança, ansiedade vinculada com angústia, elas fazem parte daquilo que nós chamamos de emoções complexas. Às vezes, as emoções complexas podem ser chamadas também de sentimentos. Nas neurociências, nós chamamos até de emotional feelings, sentimentos emocionais. Mas de uma forma didática, a

ções complexas. Às vezes, as emoções complexas podem ser chamadas também de sentimentos. Nas neurociências, nós chamamos até de emotional feelings, sentimentos emocionais. Mas de uma forma didática, a gente pode chamar aqui de emoções, sabendo que existe as emoções básicas e existe as emoções complexas. As emoções básicas, se você acompanha o trabalho que faço, já deve ter escutado eu falando sobre elas, porque são aquelas emoções que eu e você sentimos desde muito cedo. São as emoções que não têm, digamos, uma elaboração intelectual necessariamente. Então, são as emoções que nós compartilhamos também com outros animais. Nós temos quatro emoções básicas que são mais desprazerosas. Nós chamamos, portanto, de negativas, não porque sejam ruins moralmente falando, mas sim porque trazem uma sensação negativa de desprazer. é a tristeza, é a raiva, é o nojo e o medo. Nós temos uma emoção que chamamos neutra, que seria a surpresa, e temos uma emoção positiva, básica, que é a alegria. Essas emoções, elas se juntam umas com as outras e formam outras emoções, que seriam as emoções secundárias, as emoções terciárias e são, portanto, as emoções complexas. elas se juntam e são acionadas agora através de algum tipo de interpretação que eu faço da vida ou do acontecimento que ocorreu na minha existência. Então, por exemplo, a ansiedade é uma emoção complexa que junta medo com surpresa a partir do entendimento de que o novo é algo assustador, porque foge do meu controle. E esse esse fugir do meu controle, ao trazer algo novo, pode também me trazer algo que eu não consiga dar conta, algo que eu não consigo aguentar. Então, percebamos que a ansiedade tem a ver com medo, mas ansiedade não é medo, porque medo é medo de alguma coisa específico. Então, nós falamos assim no ponto de vista profissional, o medo tem um objeto. A ansiedade é um medo sem objeto, ou seja, é o medo em geral, o medo de alguma coisa que eu não sei muito bem o que é. Essa é ansiedade clássica. O medo, portanto, dessa coisa que eu não

em um objeto. A ansiedade é um medo sem objeto, ou seja, é o medo em geral, o medo de alguma coisa que eu não sei muito bem o que é. Essa é ansiedade clássica. O medo, portanto, dessa coisa que eu não sei que é, mas que eu posso chamar aqui de alguma coisa nova. Ou seja, alguma coisa que eu não sei o que é, é alguma coisa nova. Por outro lado, a felicidade, ela pode ser chamada de uma emoção complexa, quando mistura, digamos assim, a emoção básica, alegria, mas mistura a surpresa. Então, eu fico surpreendentemente alegre. Não dá para eu ficar feliz sem ter algum tipo de surpresa, de me surpreender. Percebamos que quando nós nos nos sentimos embedecidos, nos sentimos com essa alegria nos contagiando, a gente também sente assim um pensamento: "Puxa vida, eu não esperava por isso. Que coisa boa". é a surpresa que faz ampliar a alegria. E essa alegria amplificada, ela pode se desdobrar em dois tipos de felicidade. A felicidade que a gente chama assim saltitante, é aquela felicidade que comunica, aquelas felicidade que fica bastante empolgada e tem aquela felicidade menos comunicativa, aquela felicidade menos expansiva, aquela felicidade que se mistura, portanto, alegria com paz, alegria com sensação de tranquilidade. Então essa felicidade tranquila é o que a gente chama de uma felicidade serenidade. Então serenidade é uma mistura de alegria com uma sensação de paz. Quando eu percebo que eu consegui e, portanto, eu me sinto alegre pela conquista. Perceba, portanto, que a felicidade tem vários matizes. É a felicidade que me comunica mais com o mundo, a felicidade, portanto, saltitante, que a gente chama, ou a felicidade, mas há uma outra felicidade que é aquela felicidade que me faz me comunicar menos porque eu fico mais é tranquilo. Eu tô, estou tão tranquilo que eu não sinto tanta necessidade assim de, digamos assim, sair pulando. O pulo é interno, é um outro tipo de felicidade que a gente pode chamar de serenidade, porque tem a ver com paz, uma felicidade tranquila.

into tanta necessidade assim de, digamos assim, sair pulando. O pulo é interno, é um outro tipo de felicidade que a gente pode chamar de serenidade, porque tem a ver com paz, uma felicidade tranquila. Então, perceba que quando a gente já vai conceitualizando, a gente já percebe que são bem diferentes, né? Porque, poxa, uma tem a ver com medo, outra tem a ver com alegria. Como é que pode coexistir? Como é que podem coexistir no ser humano? Como é que pode ser complemento? Perceba o ramo em comum. surpresa. Se eu não me surpreendo, eu não consigo me sentir feliz. Se eu não me surpreendo, eu também não consigo me sentir ansioso, porque de certa forma eu já espero, então não sinto medo, eu já espero, não é muito novo. Então o ramo, digamos, de emoção que vincula essas duas grandes emoções é justamente a surpresa. A surpresa, ela pode ser traduzida de alguma forma em encanto e desencanto. Encanto e espanto. Então, quando eu me encanto, eu fico feliz. Por quê? Porque a alegria ela vai aumentar a partir do contato com a surpresa. Eu fico com entusiasmo, eu fico com uma empolgação, uma motivação, porque eu estou encantado. Mas quando eu me espanto, seria a surpresa vinculada ao medo e, portanto, vinculada à ansiedade, eu fico, digamos assim, retraído. E essa retração, ela, portanto, me leva a um sentimento de proteção. Esse sentimento de proteção pode me fazer com que eu deixe de perder oportunidades. Então, nesse sentido, se é a surpresa que de alguma forma vincula a felicidade com a ansiedade, eu começo a entender que às vezes para não me espantar e, portanto, para não sentir ansiedade com um novo e, portanto, para não sentir essa emoção desagradável medo, o que é que eu faço? Eu tento, tento não me surpreender. E às vezes me, eu falo assim: "Ah, eu não me surpreendo mais com nada nessa vida. Ah, eu já passei por tanta coisa que nada mais me surpreende." Mas essa é uma estratégia, digamos, que tem um efeito colateral. Porque se eu não me surpreendo com o espanto, eu também não consigo me surpreender com

ei por tanta coisa que nada mais me surpreende." Mas essa é uma estratégia, digamos, que tem um efeito colateral. Porque se eu não me surpreendo com o espanto, eu também não consigo me surpreender com o encanto. Faz parte da vida algum tipo de espanto, faz parte da vida algum tipo de desencanto. E precisa fazer parte da vida isso para que eu possa também me encantar com as coisas. Acontece, porém, que muitas vezes nós nos decepcionamos com as situações da vida e essa decepção faz com que a gente se fez numa proteção. E quando fazemos isso, estamos fazendo um comportamento de proteção, mobilizados pelo excesso de medo ou pelo excesso de ansiedade. Aí não é à toa que muitas pessoas que sofrem com muita ansiedade me falam assim: "Eu fico adiando as coisas, eu fico procrastinando, deixando para depois". Por quê? porque está sendo dominado pelo medo de errar, fica sendo dominado pelo medo de ser avaliado, fica sendo dominado pelo medo, portanto, pela ansiedade. Então, é uma defesa contra o medo do equívoco e o medo de sofrer que nos faz às vezes ficar fechados como consequência da decepção. Mas se ficamos fechados demais, começamos a perceber que também não conseguimos nos encantar. E quando acontece algo positivo na nossa vida, algo que deveria nos empolgar ou nos deixar serenos, nos deixar tranquilos, nós também não conseguimos. Por quê? Porque estamos fechados, nos protegendo do medo, nos protegendo da ansiedade, nos protegendo das decepções da vida. Mas é extremamente natural pegarmos então o evangelho e pensarmos que Jesus falou assim: "Na vida passareis por muitas tribulações, por muitas aflições, por muitos sofrimentos, por muitas ansiedades, por muitos medos. A gente pode então ampliar, mas tende confiança, eu venci o mundo. Quando Jesus propõe, por exemplo, essa fala, ele está dizendo claramente que sim, vamos passar por aflições na vida. E não adianta o quanto a gente se fez, que nós não iremos conseguir deixar de passar por aflições, porque o próprio ato de se

a, ele está dizendo claramente que sim, vamos passar por aflições na vida. E não adianta o quanto a gente se fez, que nós não iremos conseguir deixar de passar por aflições, porque o próprio ato de se fechar já nos gera uma aflição, que é a aflição da solidão, que é a aflição de se sentir desamparado. Então, fugir da aflição se fechando é uma estratégia equivocada que nós adotamos diante da existência e é uma defesa para que nós não nos decepcionemos mais, porque já saímos muito decepcionados do passado. Se pensarmos agora com a doutrina espírita que nós temos não só uma existência, mas múltiplas existências, nós conseguimos entender que esse medo de sofrer, esse medo da dor, esse medo da angústia, ele vem não só da infância, não só da adolescência, mas vem muitas vezes da vida passada, da existência passada, que a gente chama assim de inconsciente profundo. fica no nosso inconsciente profundo, fica no nosso inconsciente coletivo. E aí esse inconsciente coletivo que tem a ver com a nossa reencarnação também, né, pegando o conceito do Yung e trazendo pra doutrina espírita, como a Joana de Angeles fez na sua obra, a gente vai entender o pano de fundo que nós temos do medo, de sentir medo, a ansiedade para não sentir ansiedade. E com isso vemos uma vida às vezes fechados demais, travados demais. E como me falou uma pessoa já numa num auge da existência do ponto de vista da idade, ele me dizia assim: "Pois é, se eu pudesse, eu voltaria atrás e não teria me fechado tanto, porque hoje eu me sinto no muita solidão, eu me sinto com muito desamparo." Graças a Deus, a doutrina espírita nos dá um horizonte de que sempre é tempo de renovar, sempre é tempo, portanto, de se abrir para as coisas boas e tentar fixar na nossa memória um outro tipo de ideia. Essa ideia, portanto, vai se juntando aos nossos medos do passado, dessa e de outras existências. E conforme vamos vivenciando novas experiências no bem, vamos, portanto, acalmando o nosso inconsciente. Por quê? Porque começamos a cruzar as

s nossos medos do passado, dessa e de outras existências. E conforme vamos vivenciando novas experiências no bem, vamos, portanto, acalmando o nosso inconsciente. Por quê? Porque começamos a cruzar as memórias. E ao lado das memórias ruins, claras ou inconscientes, começamos a ter outras memórias que são as memórias das conquistas. Mas se outrora nós tínhamos as conquistas de fora, agora com a visão espiritista, com a visão de Jesus, nós começamos a tentar ter as conquistas de dentro. Veja a fala de Jesus. Tende confiança. Eu venci o mundo. A fala não é eu venci no mundo, mas eu venci o mundo. Porque quando nós vencemos no mundo, nós fazemos às vezes em detrimento de uma série de valores, porque infelizmente o mundo, qual se apresenta para nós ainda hoje, é cheio de equívocos. E, portanto, para vencer no mundo de uma forma global, nós às vezes precisamos fazer algumas coisas que vão contra os nossos valores. E aí vencemos no mundo, mas não vencemos o mundo porque nos sentimos derrotados internamente. E agora a decepção não é com o outro. A decepção passa a ser comigo. A decepção passa a ser conosco. E quando nós estamos decepcionados conosco, aí nós estamos fechados para o amor, para o autoamor, para essa felicidade maior que nós chamamos de plenitude. Por isso que Jesus fala: "Aquele que quiser me seguir, pegue a sua cruz e me siga. E depois ele vai complementar e vai dizer: "Mas o que adianta vencer o mundo todo e perder a si mesmo?" Perceba o caráter psicológico e psicoterapêutico do Evangelho de Jesus. Do que adianta ganhar o mundo todo e se perder? Se a gente pensa essa frase com esse outro ensinamento, tende confiança, eu venci o mundo, é justamente um exemplo da vitória real. que nós estamos sendo convidados a fazer com o advento do cristianismo, com o advento do espiritismo cristão, do cristianismo espírita, se assim queremos dizer, porque estamos agora ampliando o nosso leque de percepção e não nos contentando mais com migalhas de amor ou com migalhas de evolução e

ismo cristão, do cristianismo espírita, se assim queremos dizer, porque estamos agora ampliando o nosso leque de percepção e não nos contentando mais com migalhas de amor ou com migalhas de evolução e começamos a aumentar a nossa ambição e fazendo o que Paulo de Tarso nos convidou. Ambicionai as coisas do alto. Ou seja, sejamos ambiciosos, mas uma ambição do bem, uma ambição que nos abre. Se a gente faz isso, fica mais fácil se abrir as experiências. E aí não ficamos essa abertura para experiência do ponto de vista do vício. Ficamos uma abertura de experiência do ponto de vista de tentar novamente, de dar uma chance ao amor, de dar uma chance à fraternidade, de dar uma chance à compaixão. Mesmo que o nosso coração esteja endurecido, porque é normal, mas uma outra parte dele está amolecida com a fraternidade profunda que Jesus nos ensinou. Então, uma estratégia para podermos transformar ansiedades em felicidades, o medo de se decepcionar, o medo de decepcionar os outros, o medo de errar, o medo do novo, o medo da dor, é também abrirmos o nosso coração para o encanto que o amor produz, o encanto que a arte produz, o encanto que a beleza do de Jesus produz em nós. Eu fico pensando no evangelho e fico vendo a força dessa mensagem. Porque mesmo no seio do cristianismo, tendo surgido tantas adversidades, tantas dificuldades, tantos problemas, tantas deturpações, essa mensagem continua gerando dignidade emocional nas pessoas, gerando dignidade espiritual nas pessoas. E a partir da mensagem de Jesus, nós começamos a nos sentir encantadoramente dignos. dignos de sermos filhos de Deus, dignos de termos uma existência de oportunidades. Isso vai mudando a nossa perspectiva. Então, começamos a não ficar com tanto medo da dor e da ansiedade e começamos a nos abrir para a felicidade, nos abrir para o encanto. Nesse sentido, o convite é que nós transcendamos. É natural que enquanto espécie humana, a gente tem um contato com outras espécies e perceba o comportamento dessas espécies e fique assim achando

nto. Nesse sentido, o convite é que nós transcendamos. É natural que enquanto espécie humana, a gente tem um contato com outras espécies e perceba o comportamento dessas espécies e fique assim achando curioso, né, os animais, aqueles especialmente que estão domesticados, aqueles que estão conosco convivendo. E realmente é interessante observar o comportamento deles, porque quase todas as coisas que nós temos a gente percebe nos animais, mas não tudo. E a ansiedade é uma delas. É interessante porque eu tava falando aqui, ansiedade é uma característica humana, né? É uma questão do ser humano. E aí quem tem um pet vai dizer assim: "Ah, mas meu pet também é muito ansioso". E aí, para alinhar os conceitos, não é uma ansiedade, do ponto de vista da ansiedade que nós, enquanto seres humanos, sentimos. É um tipo de medo, tá? É uma ansiedade diferente. Não é, portanto, no rigor da palavra uma ansiedade emoção complexa, justamente porque o animal ele não tem essa cognição como nós temos. Essa explicação eh científica que nos fala das emoções mais primárias nos animais, ela vem alinhado com a doutrina espírita quando nós entendemos que nós somos seres espirituais e que os animais têm um princípio espiritual. Então os benfeitores falaram para Allan Kardec: "Se você quiser chamar a o princípio espiritual dos animais de alma, tudo bem, pode chamar de alma, de espírito, tudo bem, mas entenda que a alma dos animais, ou seja, esse princípio espiritual dos animais e é bem diferente da alma do ser humano no sentido de evolução de tempo. De evolução de tempo. Nós entendemos na doutrina espírita que há uma evolução da do átomo até virar arcanjo, que outrora também foi átomo. Então há uma evolução do princípio das coisas até chegar na culminância da angelitude. Mas, por exemplo, entre o nosso ser e o ser angelical, há tanta diferença que há uma mudança qualitativa, de tal modo que é difícil, por exemplo, entendermos o anjo maior das nossas vidas, ou seja, o ser de luz maior que aqui esteve, que é Jesus. Tamanha

há tanta diferença que há uma mudança qualitativa, de tal modo que é difícil, por exemplo, entendermos o anjo maior das nossas vidas, ou seja, o ser de luz maior que aqui esteve, que é Jesus. Tamanha diferença do nosso psiquismo para o psiquismo de Jesus. Mas aí nós conseguimos entender uma coisa que deve ter sido muito difícil para o esse psiquismo que traz para nós um pouco do psiquismo divino estar entre nós. E aí nós conseguimos entender a gratidão. Eu gosto muito dos livros de Amélia Rodrigues, através do Divaldo Franco, que ela faz uma pintura do da Galileia, da Palestina naqueles tempos, mas também faz como que algumas análises psicológicas. E uma das coisas que nós entend, eu entendo bastante quando leio, é o profundo sentimento de gratidão que nós, seres humanos, precisamos ter para com essa, esse ser de luz, o guia e o modelo da humanidade, pelo fato dele estar, de ter vindo, ter conosco e ter exemplificado. Então, por mais que nós não adentremos o seu psiquismo entendendo profundamente, ele nos deu sinais, ensinamentos, formas, símbolos para que a gente possa ir desse uma das fórmulas fundamentais que eu queria encerrar a nossa reflexão é essa: no mundo todos vocês passarão por aflições, mas tende confiança. Nem por isso se fechem, nem por isso fechem os seus corações. Tende confiança. Ou seja, façamos o que ele fez. Ele veio até a humanidade. Ele veio até nós. Ele se dignificou para vir até nós e nos dignificar, portanto, nos colocar com uma posição de filhos, uma posição de filhos do criador numa nova irmandade, numa nova perspectiva. E esse ser de luz, que para a doutrina espírita é o guia e o modelo, nos mostra a possibilidade de nós nos abrirmos à experiência do amor. Um ser que foi traído e com o seu psiquismo, como Allan Kardec coloca quando fala das profecias, das previsões, das predições, provavelmente ele já sabia tudo os dilemas que ele iria passar. Por quê? Porque dificilmente, dificilmente a mensagem dele iria penetrar os corações das pessoas naquele momento

evisões, das predições, provavelmente ele já sabia tudo os dilemas que ele iria passar. Por quê? Porque dificilmente, dificilmente a mensagem dele iria penetrar os corações das pessoas naquele momento como um todo. E um reino de Deus ser implementado na terra. Quantas vezes? Pelo menos duas nós lemos nos Evangelhos e no Atto dos Apóstolos o complemento dos discípulos perguntando para Jesus: "Senhor, onde vai ser construído aqui na terra o reino dos céus? Porque eles fizeram essa pergunta de Jesus estando entre eles. E depois também quando Jesus volta depois da ressurreição e comunga ali com ele alguns dias, eles ficam tão empolgados porque Jesus estava ressurrecto para a nossa visão. Estávamos ali, a nossa visão espírita, ele estava tendo um fenômeno de aparição, de materialização, de tal modo que Tomé pôde tocar as suas chagas. Então os discípulos ficam empolgados e falam: "Agora vamos então criar o reino de Deus. Onde é que vai ser?" E Jesus fala: "Não, vocês não têm como entender os tempos e os momentos de Deus. No grego coiné que Lucas escreve, ele diz, ele escreve assim: "Os os cairóis e os cronóis". E a letra tradução muitas vezes é os tempos e os momentos, né? o cronóis, o os tempos, cronologia e o cairoz, o momento oportuno. Nós não temos como entender. Então, veja ele dando essa amplitude de largueza em relação ao que ele veio fazer. Não foi tudo para criar um reino de Deus naquele momento, porque o reino de Deus está entre vós ou algumas traduções de Lucas está dentro de vós. O reino de Deus é uma exteriorização da nossa evolução. Se todos nós estamos ansiosos, se todos nós estamos fechados, decepcionados, endurecidos, é natural que a Terra seja ainda um vale de aflições, um vale de decepções, porque estamos tão protegendo-nos um dos outros que não estamos portando, portanto, amando-nos, acolhendo-nos uns aos outros. Quando conseguirmos nos abrir a experiência do acolhimento, do amor, nós então estaremos também abertos à experiência da felicidade. E essa

ortando, portanto, amando-nos, acolhendo-nos uns aos outros. Quando conseguirmos nos abrir a experiência do acolhimento, do amor, nós então estaremos também abertos à experiência da felicidade. E essa experiência da felicidade estará dentro de nós e será uma exteriorização de nós, fazendo, portanto, o reino dos céus. O evangelho de Jesus, portanto, é uma boa psicoterapia que alivia o nosso coração e realisticamente nos fala: "Apesar das dificuldades, continuem, porque eu permaneço com vocês até o final dos tempos. Eu permaneço com vocês até o final dos tempos e dou essa minha mensagem. Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Veja a experiência de comunhão que ele propõe. Veja a experiência de congregação que ele propõe. A falecidade da terra, portanto, não tem como ser essa árvore frondosa toda carregada de dourados promo pomos, mas tem como ser alguma coisa que nós colocamos no momento em que nós estamos e não ficamos esperando apenas o futuro. Essa é a mensagem do Vicente de Carvalho e essa é a estratégia, acalmar as nossas ansiedades, abrindo-nos a felicidade. Vencer o medo do novo, abrindo-nos a experiência do amor no sentido saudável e no sentido profundo. E por isso eu convido você a mais uma vez fechar os olhos e podermos pedir a Jesus. Abre o nosso coração, Senhor, a experiência do amor que de alguma forma faz lavar o nosso psiquismo das decepções, das dores e faz nos abrir experiências dignificadoras e dignificantes. Abre, portanto, Senhor, o nosso psiquismo com a confiança em Ti. E essa confiança em ti faz com que tenhamos confiança na vida. Essa confiança na vida vai fazendo com que nós nos abramos um pouco para a confiança mútua, não de uma forma ingênua e matura, imaginando que todos estão num grau de maturidade, porque nem nós estamos. Então agora nós te pedimos, amadurece o nosso coração de uma forma que ele não fique mais endurecido, mas que ele fique preparado para a vida, aberto a felicidade, aberto à serenidade. Nos abençoa, Senhor, hoje, agora e para todo sempre. Que assim

oração de uma forma que ele não fique mais endurecido, mas que ele fique preparado para a vida, aberto a felicidade, aberto à serenidade. Nos abençoa, Senhor, hoje, agora e para todo sempre. Que assim seja.

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