A Justiça Divina e a Interexistência | Paulo de Tarso

Mansão do Caminho 04/09/2025 (há 6 meses) 1:01:37 3,936 visualizações 638 curtidas

📍 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista – Tema central: Justiça Divina Paulo de Tarso apresenta reflexões sobre a interexistência como manifestação da justiça divina, ressaltando a interdependência entre os seres e a responsabilidade espiritual que une todas as criaturas. 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia #SemanaEspírita #JustiçaDivina #Espiritismo #PalestraEspírita #PauloDeTarso #Interexistência #TVMansãoDoCaminho #VitóriaDaConquista #DoutrinaEspírita

Transcrição

Meus irmãos, boa noite. Muita paz. Que a paz do nosso querido mestre esteja em nossos corações. Que a espiritualidade boa, amiga, que nos ajuda na divulgação da doutrina espírita, esteja conosco, nos trazendo paz e nos trazendo luz no coração. É uma alegria imensa que eu volto a esta casa para esse encontro, esse ágape de extrema beleza, força espiritual. E aqui sempre na presença de amigos queridos, amigos com os quais temos a grata satisfação de compartilhar esta encarnação. Podemos nos lembrar de entes queridos, amigos, comoos aqui agora citados, o nosso querido André Luiz Peixinho, amigo de jornada, companheiro de trabalho, com o qual tive a oportunidade de aprender muitas coisas e saber sobre a dedicação, à doutrina espírita, como ele se dedicou em toda a sua vida, trazendo o sua simplicidade o seu amor e a sua inteligência. Esses conteúdos que hoje fazem grande parte das orientações doutrinárias que são levadas nas palestras através daqueles que tiveram a oportunidade de estar com ele durante a vida e sobretudo aqueles que tiveram também a atenção de ouvir os seus discursos. E o outro amigo querido que aqui nesta casa, a sua presença é sentida em todos os espaços, o nosso amado Divaldo, que com certeza está conosco nesse instante, trazendo as suas vibrações para que esse evento seja sempre coroado no espírito da mais perfeita paz, harmonia e fraternidade. Então, na lembrança querida desses companheiros, aqui estamos para falar sobre a justiça divina em homenagem a esses 160 anos de publicação da obra O céu e o inferno. Esse trabalho que foi publicado no dia 1eo de agosto do ano de 1865 por Allan Kardec. E quando nós falamos da justiça divina, é importante destacar que a justiça divina, ela tem as suas particularidades. Ela não se aplica da forma que nós entendemos a justiça convencional, porque ela não está escrita. Ela não está escrita nos códigos do processo civil, ela não está escrita no vadum e muito menos em qualquer outro livro humano. Ela não pode ser aplicada nos tribunais

al, porque ela não está escrita. Ela não está escrita nos códigos do processo civil, ela não está escrita no vadum e muito menos em qualquer outro livro humano. Ela não pode ser aplicada nos tribunais da forma como ela é pensada, da maneira como ela é imaginada, porque ela vai muito além das nossas relações comerciais, das nossas relações de trocas, das nossas relações humanas que regem as sociedades de um modo geral. Então, não é possível falarmos das leis divinas simplesmente fazendo qualquer analogia às leis humanas, porque as leis humanas elas têm a característica de se aplicarem a contextos temporais. Elas são aplicadas a contextos históricos, geográficos limitados. A lei que vale no Brasil não vale nos Estados Unidos, não vale na Europa, não vale em outro país que não seja no Brasil e vice-versa. E dessa maneira nós temos que pensar que os códigos humanos foram de certa forma contratos estabelecidos pela civilização para que nós tivéssemos um mínimo de tranquilidade ao estarmos compartilhando a vida em sociedade. Então, esses códigos de lei que regulam as nossas relações humanas, elas partem do eles partem do princípio de que se eles não existissem a nossa vida beiraria a barbárie, porque nós não teríamos aquilo que pudesse conter os nossos ímpetos, não teria nada que pudesse frear as nossas pulsões, aquilo que vem do centro do ser e que se estabelece como sendo o nosso locus de vontade. a nossa força de vida, o nosso impulso de vida. Então, a única maneira de nós, em considerando o nosso nível evolutivo atual, de pensarmos na possibilidade de vivermos harmonicamente, é, sem dúvida nenhuma, estabelecermos códigos de leis que regulem essas nossas relações. E essas leis, como são humanas, elas são imperfeitas. E é importante nós pensarmos sobre o conceito de perfeição que se aplica a leis e se aplicam a todas as coisas, inclusive na própria natureza. Porque na química, quando um elemento atinge o seu mais alto grau de feição, ele adquire um prefixo per. Tudo aquilo

que se aplica a leis e se aplicam a todas as coisas, inclusive na própria natureza. Porque na química, quando um elemento atinge o seu mais alto grau de feição, ele adquire um prefixo per. Tudo aquilo que começa com per normalmente quer dizer o seu estado mais completo de feição. Então, perpassar, permanente, perfurar quer dizer que aquilo que foi a ação em que está ali sendo representada, ela foi cumprida no seu mais alto grau. Então, perfeito é aquilo que é feito totalmente. E o uma característica do do indivíduo perfeito, da coisa perfeita, é que ela não tem mais como ser modificada. Uma vez que ela já atingiu todo o seu grau de mobilidade, uma vez que ela já está totalmente incompleta na sua feição, ela não tem mais como melhorar. Ela não pode ser modificada, portanto, ela é perfeita e ela é imutável. Tudo que é perfeito é imutável, não se modifica. Então, as leis divinas, elas são diferentes das leis humanas, porque elas são leis atemporais, elas se aplicam em todo universo, enquanto que as leis humanas elas se aplicam apenas nos contextos sociais e temporais específicos. Então, obviamente que quando imaginamos uma sociedade perfeita, ela seria necessariamente guiada por leis divinas perfeitas. Ela seria guiada por leis que não seriam separadas por fronteiras ou por culturas, mas elas seriam aquelas que nasceriam na imagem das consciências humanas, nos corações, nas almas humanas. Essa seria a fonte de toda a lei, como pensaria Emanuel Kant. Quando ele imagina o conceito da moral, ele não estabelece a moral pura como sendo aquela motivada por um benefício qualquer. aquilo que você faz do ponto de vista da ação para uma consecução objetiva, ele chamava isso de imperativo hipotético ou aquele que seria necessariamente construído a partir de uma pulsão interna do bem, aquilo que é o reto fazer, aquilo que é a melhor forma de fazer, desde que radicada na ação interna do ser, no seu coração e na sua alma, ele chamava isso de imperativo. categórico. Então, essas leis seriam

que é o reto fazer, aquilo que é a melhor forma de fazer, desde que radicada na ação interna do ser, no seu coração e na sua alma, ele chamava isso de imperativo. categórico. Então, essas leis seriam tais que se você pudesse construir o seu próprio código de leis, você transformaria a sua maneira de viver em uma lei universal. Viva como se o seu viver, como se os seus hábitos pudessem ser transformados em leis universais. Esse é o princípio de Kante. E dessa mesma maneira, outros pensadores se debruçam sobre a questão das leis e da ordem. Agostinho de Ipona, ele diria de uma forma muito simples: "Ame faça o que você quiser." Uma vez que você está norteado pelo amor, pela seta do amor, o seu agir necessariamente será bom, porque o amor vai guiar os seus passos na direção correta. O que que nós estamos pensando em relação a isso? é que existe um conceito universal da lei da consciência, a lei que se estabelece em a consciência humana e que ela necessariamente existe para guiar os nossos passos na direção da consecução final dos espíritos em sua estrada evolutiva, que é a perfeição espiritual. Todo o processo evolutivo culmina com o processo final, que é a sua feição maior. E dessa maneira nós não podíamos imaginar, não poderíamos jamais imaginar que no espírito fosse diferente de outros componentes da natureza. A natureza ela se insinua em graus de complexidade sempre maiores. E esses graus maiores de complexidade eles vão insinuando aquelas feições complementares, aqueles tcios que vão se formando para poder compor na totalidade aquilo que será o um, a unidade total absoluta, que seria o mais alto grau de feição de todas as coisas que nós entendemos. que esse mais alto grau de feição de todas as coisas é a unidade divina. É aonde tudo converge para Deus, tudo converge para esse ponto central que é o divino, que é o espírito divino perfeito e absoluto, que com suas leis regula tudo e faz com que tudo aconteça. E o que que nós poderíamos esperar da ação das leis divinas sobre a sociedade?

l que é o divino, que é o espírito divino perfeito e absoluto, que com suas leis regula tudo e faz com que tudo aconteça. E o que que nós poderíamos esperar da ação das leis divinas sobre a sociedade? Antigamente, quando os judeus estavam diante do seu Deus Yahé, havia uma expectativa de que, de certa forma, o poder de Deus, esse poder que era uma espécie de espírito que imbuía o ser humano, fazendo com que ele agisse retamente, corretamente, esse poder divino, esse espírito divino, é justamente o que vai nortear o conceito entre o profeta verdade verdadeiro e o falso profeta para os pensadores, para os profetas de outrora, como Miqueias, por exemplo. Miqueias era um era chamado profeta menor. Ele é mais ou menos 680, 700 antes de Cristo. E ele vivia ali na região da Palestina, na da Judeia menor do Sul. E ele estava muito chocado com a corrupção alta. que se estabelecia naquela sociedade onde ele estava presente. E para um profeta puro como ele, pobre, simples, ele dizia ser impossível existir a presença de Deus, existir a possibilidade da retidão das leis divinas atuando em aquela sociedade e os homens fazendo aquilo que estavam fazendo, os profetas que estavam de certa forma visando os benefícios pessoais. E quando Miqueas escreve e quando se faz uma análise sobre os textos desse profeta menor, a gente tem a impressão de que estamos passando do tempo e mais 2000 anos, 2800 anos depois de Miqueias, nós podemos ver hoje profetas fazendo a mesma coisa que ele condenava há 2800 anos atrás. E ele dizia: "Há um espírito de Deus. Esse espírito de Deus que vai entrar na alma humana, que ele chamava de Ruá e Yahvé. Esse espírito grandioso ocupava a presença do espírito humano, fazendo com que ele agisse em retofazer. Ele era inspirado por Deus, mas não para ter simplesmente poderes para transformar a água em vinho ou para fazer outras coisas, mas sobretudo para ter a força para ir à sociedade dizer que aquelas pessoas não estavam agindo corretamente, elas estavam agindo

poderes para transformar a água em vinho ou para fazer outras coisas, mas sobretudo para ter a força para ir à sociedade dizer que aquelas pessoas não estavam agindo corretamente, elas estavam agindo erradamente. Eles eram os grandes defensores dos pobres, dos oprimidos, dos sofridos da sociedade, porque eles imaginavam que Deus estaria presente para ajudar a essas pessoas humildes e simples. Então, Miqueias, ele tinha a o ardor do espírito divino que invadia a sua alma. Esse conceito de Juá Yahé era aquele que vai ser citado mais de 300 vezes em todo o Velho Testamento. Para vocês terem ideia de como ele baseia a ideia da justiça. Porque o homem que está inspirado por esse espírito divino, ele necessariamente é justo, ele necessariamente é bom, ele necessariamente pauta a sua vida pela conduta reta e precisa. Então, não teria como alguém que está anelado, ajustado ao princípio divino, agir de forma equivocada. E assim a gente vê passar no tempo e transladamos aí de várias e várias culturas até chegarmos ao conceito, que é o conceito da justiça divina, como se Deus fosse um elemento punidor, que estabelece com sua força, com a sua eh verdadeira espada, a ação da sua justiça. E obviamente que quando a cultura se estabelecia sobre a ideia da punição divina, os castigos divinos eram derivados dos graus de de de cometimento de crimes perpetrados por aqueles que estão sendo julgados por Deus. E aí a gente vê dentro de um desenho do que seria a imagem dessa desse julgamento, a ideia dos infernos criadas criada por Dante Aligieri. Ante, ele imagina que o inferno é um conjunto de esferas ou de níveis de profundidade, aonde o mais alto grau ou mais profundo dos infernos seria destinado à aquelas pessoas que traem as pessoas inocentes. Seriam aqueles traidores que se aproveitam da boa vontade das pessoas. E à medida em que Dante e Virgílio, o seu companheiro de viagem, vão adentrando nas esferas infernais, em busca de Beatriz, que será a amada, que vai conduzi-lo às esferas

da boa vontade das pessoas. E à medida em que Dante e Virgílio, o seu companheiro de viagem, vão adentrando nas esferas infernais, em busca de Beatriz, que será a amada, que vai conduzi-lo às esferas celestiais, ele vai dando os nomes daquelas pessoas que ele encontra nos infernos. Então, Dante, ele vai entregando a ficha de todo mundo, vai dizendo: "Aqui eu encontrei fulano, aqui eu encontrei cicrano e vai dizendo que as pessoas estão no inferno." Um horror, um escândalo verdadeiro que ele vai promover ali na sua cosmogonia infernal. Essa ideia fica na nossa cabeça, porque afinal nós imaginamos que ao morrer nós iremos ser colocados em lugares definitivos, lugares que poderiam ser esses infernos definitivos ou os reinos celestiais. Então, como é que seria essa justiça? Mais ou menos o seguinte. Deus, através da sua revelação, ele trouxe um código de leis, por exemplo, o decálogo que ele entregou a Moisés no Monte Sinai. Então, imagine que você tenha um conjunto de leis. Os fariseus eles não ficaram satisfeitos com as 10 leis eh do do monte Sinai. E eles transformaram essas 10 lei leis em 613 leis. Viraram 613 leis. Então eles imaginavam que cumprindo as 613 leis, eles estariam fazendo a vontade de Deus e consequentemente eles estariam almejando esses lugares maiores, que seriam esses reinos celestiais. Então esse essa ideia de justiça era algo extremamente interessante. Se você fizer o que a lei manda, você vai pros céus. Agora, se você errar, se você não fizer, se você não cumprir o que está escrito na lei, então o elevador do subsolo está aberto para você. Ou você vai comer pãozinho delícia no céu, ou então você vai experimentar churrasco lá nas profundas do inferno. Vou fazer uma uma enquete aqui com vocês, só para vocês terem ideia de como isso é grave. Vou fazer uma pergunta que eu tenho certeza que é fácil responder. Quem aqui quer ir pro inferno? Levanta a mão, por favor, né? Dá para entender que o inferno não tem moral nenhuma aqui nesse lugar? Porque ninguém gostaria de ir para um

certeza que é fácil responder. Quem aqui quer ir pro inferno? Levanta a mão, por favor, né? Dá para entender que o inferno não tem moral nenhuma aqui nesse lugar? Porque ninguém gostaria de ir para um lugar desse. Quem gostaria? E ainda mais, gente, pense na seguinte situação. Você ir para um lugar desse para ficar eternamente. Então, para que nós não fôssemos para esses lugares, nós fomos convidados a temer a Deus. Deus a com a sua ação, ele estaria simplesmente se colocando como uma espécie de superego da sociedade. Ele estaria contendo os nossos ímpetos. Por que que você não mata a pessoa e não mato? Porque se eu matar eu vou pro inferno, porque está lá dizendo: "Não matarás". Mas acontece que essa lei ela começa de certa forma a sofrer um certo abalo. um Galileu analfabeto, nascido ali na cidade de Nazaré. Alguns dizem que é Belém, Nazaré, pouco importa nesse instante. Mas aquele nazareno que veio de Nazaré, ele simplesmente dizia o seguinte, que o reino dos céus não era um lugar específico e que para você ir para um lugar ou para outro, você não precisava necessariamente cometer os atos ou deixar de cometer. Porque ele dizia: "Ouviste o que foi dito: Não matarás, porque todo aquele que matasse será ré de juízo. Eu, porém, vos digo que aquele que falar mal do seu irmão, esse já estará cometendo os crimes. Não adulteraráis, porque todo aquele que adulterar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que aquele que pensar em adulterar, pensa aí, gente, olha só o tamanho da encrenca. Aquele que pensar em adulterar, já terá cometido o crime. Então, para Jesus não importa se você não faz porque é um covarde ou que tem medo de ir pro inferno. O que importa é o que você sente ou pensa. Então, não é pensar simplesmente, é um pensar de vontade que inexiste nas almas purificadas. Já dá um upgrade, já dá um crescimento no entendimento a respeito do que seja uma justiça divina. Deus não vai necessariamente punir pelos seus atos, mas pode punir pelas suas intenções e pelos seus pensamentos.

grade, já dá um crescimento no entendimento a respeito do que seja uma justiça divina. Deus não vai necessariamente punir pelos seus atos, mas pode punir pelas suas intenções e pelos seus pensamentos. O tempo vai passar e a imagem humana em relação a essa ideia do castigo divino, ela não refesse. Porque quando Jesus morreu, o que que os seres humanos fizeram? pegaram todo aquele ensinamento de Jesus e fizeram uma adaptação, uma adaptação às suas, seus costumes humanos, à suas necessidades humanas. E fomos então criando outros códigos e outras formas de interpretar o que seria o a justiça divina. O fato é que 1800 anos depois de a chegada desse desse ser de luz aqui na Terra, outras luzes começam a aparecer ali na região da Europa. Começa a surgir o pensamento iluminista, que já tem as suas bases firmadas na razão, estabelecendo uma visão de consciência. E a pessoa começa a analisar essa história toda e dizer: "Isso não tem fundamento nenhum. Isso é uma quimera, isso é uma coisa louca. Por que que vocês acreditam nisso? E começa um processo de descrença. Deus começa a subir num patíbulo para ser executado literalmente pela consciência humana. E com isso nós começamos a ter uma sociedade materialista com os princípios materialistas se e espalhando por todo o pensamento nas universidades, em todo canto, dizendo: "Não precisamos mais de Deus". A razão e a lógica. Essa aí agora e as ciências são os nossos verdadeiros deuses. E a gente sabe o final dessa história, porque meados do século XIX, aquele homem que era um professor, que era um polímata, que nasceu eh em um período bastante conturbado em aquela região eh da da França. E ele vai então se desenvolver, vai ser educado pelo maior educador que já existiu ali naquela região naquele tempo. E dizem que até Pestalose foi talvez um dos maiores educadores que já existiu em toda a humanidade. que é esse lugar no castelo de Verdum, aquele castelo da família Zaring ali, a as margens do lago no Chatel, que esse homem vai ser educado, educado em todas

dores que já existiu em toda a humanidade. que é esse lugar no castelo de Verdum, aquele castelo da família Zaring ali, a as margens do lago no Chatel, que esse homem vai ser educado, educado em todas as ciências, em vários idiomas, para compreender depois toda uma dinâmica das relações espirituais, porque ele não teria a condição de acessar esses novos conteúdos se ele não tivesse preparado para isso, ele não teria como fazer. Então o que acontece é que ele começa a desenvolver a partir daquele mês de maio do ano de 1855 na casa da senhora de Plenon, quando ele começa a receber as mensagens, ele começa a ter um vislumbre de algo interessante que ele diz assim: "Agora eu vou saber o que acontece do lado de lá. Eu vou saber como é que vivem os espíritos, como é que se dá as dinâmicas espirituais." E com isso ele vai estruturando aquilo que nós conhecemos como doutrina espírita. Uma coisa interessante que vai surgir de todo o pensamento trazido pelos espíritos é que os reinos celestiais ou infernais, eles não são reinos lugares fixos ou posições quaisquer no universo. Eles são reinos de consciência. Não é mais a ideia de você morrer para ir pro céu ou pro inferno. A ideia é de você viver um céu ou um inferno, independentemente de você estar encarnado ou não. Não é mais preciso morrer para ir pro inferno. Você diz assim: "Paulo, como é isso?" É basta olhar o mundo, basta olhar a África subsariana, basta olhar as regiões conflagradas do planeta. Se você não quiser olhar isso, basta olhar as sarjetas da cidade que moramos. Basta olhar à noite. Aqueles corpos esquálidos que se esgueiram pelas noites, pelos becos, alis, drogados, alcoolizados, extremamente famintos. Essas pessoas estão experimentando o verdadeiro inferno, mesmo seus corpos pulsando em vida aqui nesse planeta. Ao mesmo tempo que nós temos pessoas que estão gozando hoje de plena felicidade, vivendo aqui agora uma vida digna, cheia de significados, essas pessoas estão experimentando uma vida real, aquilo que

Ao mesmo tempo que nós temos pessoas que estão gozando hoje de plena felicidade, vivendo aqui agora uma vida digna, cheia de significados, essas pessoas estão experimentando uma vida real, aquilo que realmente poderia se chamar de uma vida boa. Porque independentemente de serem ricos, de serem cheios de coisas, eles são pessoas realizadas em si mesmas. Eles são pessoas que conseguiram alcançar um sentido da vida e entregam as suas almas a consecução finalística de todas as almas, que é desenvolver-se para dar-se à humanidade e entregar as suas vidas em nome dos outros. Pessoas que estão vivendo com esse papel, com essa finalidade, são pessoas que estão experimentando o céu aqui agora nesse lugar. Então, o que que acontece quando a gente morre? revelam os espíritos. Nada diferente, muito diferente do que acontece quando estamos aqui. Os culpados levam suas culpas, os arrependidos levam seus arrependimentos, aqueles que são os raivosos levam suas raivas, os concupiscentes levam sua concupiscência. A única coisa que nós não conseguimos levar pro lado de lá são as coisas quinquilharias do mundo, as posses do mundo, o carro, a casa, os títulos. Isso não dá para levar. Eu fico observando muito erro. Eu eu sou uma pessoa assim, eu tenho um prazer mórbido de ficar observando o aspecto sociológico de um enterro. E uma coisa que eu já percebi é que os maceneiros que fazem os caixões, eles são muito econômicos. Nossa, como eles são econômicos. Normalmente o caixão é, fica certinho na pessoa, o braço do coitado fica exprimido no corpo, a cabeça certa, o pé certo. Eu não sei como é aquela ideia que o coveiro fica assim medindo uma pessoa antes de morrer para fazer já o caixão. Parece a coisa mais adequada. E eu nunca vi caixão com gaveta. Vocês já viram caixão com gaveta? Não. Caixão com reboquezinho, aquele reboquezinho que vem que a gente puxa as coisas. Tem não, não tem. Normalmente quando a pessoa tem muitas joias, os próprios parentes dizem assim: "Não, deixa aqui, mamãe vai enferrujar embaixo, deixa aqui

uezinho que vem que a gente puxa as coisas. Tem não, não tem. Normalmente quando a pessoa tem muitas joias, os próprios parentes dizem assim: "Não, deixa aqui, mamãe vai enferrujar embaixo, deixa aqui na gavetinha que a gente toma conta". Normalmente é assim. Então, o sujeito não leva nada. Eu vou contar para vocês uma história pessoal minha. Meu pai, quando ele desencarnou, ele era advogado e minha mãe fez toda a pompa e circunstância para que meu pai se encontrasse com São Pedro. Ela arrumou meu pai com um terno muito lindo, uma gravata de seda, uma camisa branca. Tô vendo ele aqui agora parecendo que ele ia para uma audiência. Meu pai era muito grande assim tudo, e ele estava com aquela lindo mesmo. Quem vestiu ele foi eu. Eu sei quanto lindo ele estava. Exigência da minha mãe. E aí o que que aconteceu? Ele foi lá no dia, tava maravilhoso e tal, foi enterrado, foi cremado, na verdade, meu pai do três anos depois, mas ele foi enterrado porque ele não queria. ser cremado imediatamente. Ele teve um problema com fogo, tinha um trauma e ele achava que não ficaria bem se o seu corpo fosse cremado imediatamente. Respeitamos esse desejo dele. Quando nós chegamos depois, que foi aí 2, tr anos depois, fui fazer a a esumação do cadáver do meu pai. E quando eu cheguei no cemitério que o rapaz abriu, eu tomei um susto. Meu pai deixou o palitó, a camisa, a gravata, deixou tudo. Ele foi nul se encontrar com São Pedro danado. Então ele já tinha tanta intimidade com São Pedro que nem roupa ele levou. Então aquilo na minha alma serviu de exemplo. Meu pai não levou nem a roupa que vestiram ele para que ele pudesse ser enterrado. A gente não leva nada. O que a gente leva é a nossa consciência. E aí, Allan Kardec, no ano de 1865, quando ele publica O céu e o Inferno, ele começa a sua obra falando sobre três aspectos do pensamento sobre a relação do ser com a infinitude. E ele diz assim: "A primeira relação do indivíduo com o infinito, com a vida depois da vida, é a relação do nada. Você nega

o sobre três aspectos do pensamento sobre a relação do ser com a infinitude. E ele diz assim: "A primeira relação do indivíduo com o infinito, com a vida depois da vida, é a relação do nada. Você nega simplesmente a existência de uma vida depois da vida. não existe. Simplesmente morreu, acabou, que nem vela. Então pense a seguinte, a pessoa que acredita nisso, qual é a motivação que essa pessoa teria para viver uma vida digna, para fazer as coisas boas? Qual que seria a ideia que ela teria na cabeça se ela de repente pensasse em passar por cima de alguém? Será que ela estava preocupado com o inferno de Dante? Será que ela estaria preocupada com a suí presidencial de São Pedro no céu, seja lá o que for, ele não está preocupado com isso. Ele está preocupado simplesmente em viver o dia de hoje bem numa relação nitiana, porque Niet dizia que o niilismo, esse niilismo nitiano, é simplesmente você negar o hoje em nome de uma amanhã inexistente. E eu me lembro de um matemático, eu vou até pegar aqui minha pesca, um matemático chamado Blis Pascal. E ele vai propor o argumento da aposta. O argumento da aposta é o seguinte: se o su em Deus e Deus existe, quando ele morrer, ele vai ter um bem infinito. Muito bem. Se ele acredita em Deus e Deus não existe, ele terá um prejuízo finito que será a sua vida de privação apenas no tempo da sua existência. Mas se ele acredita em Deus e Deus não existe, ele terá simplesmente essa cessação que vai durar uns tempo, um tempo menor. Mas se ele não acredita em Deus e Deus existe, aí aí ele vai ter um prejuízo infinito. Esse é o pensamento de Blaz Pascal. O pensamento infinito é você vai apostar 50% de chance de existir, 50% de chance de não existir. E aí, como é que você faz? Para onde que você vai com essa ideia? Então, a gente tem hoje uma ideia de uma sociedade hedonista, vivendo a sociedade pós-moderna, conforme assim vai nos dizer Rolomei, que o homem perdeu o endereço de si mesmo, que simplesmente nós nos coisificamos, que nós nos transformamos em carnes

hedonista, vivendo a sociedade pós-moderna, conforme assim vai nos dizer Rolomei, que o homem perdeu o endereço de si mesmo, que simplesmente nós nos coisificamos, que nós nos transformamos em carnes penduradas nos mercados para sermos consumidos, que estamos trabalhando simplesmente na perspectiva de nós nos tornarmos coisas desejadas. Estamos sendo trabalhando os nossos corpos esteticamente para sermos amados e não para amar. Então, essas coisas são características de uma sociedade do vazio de Gilpovski. Esse estado de coisas é justamente por conta da do descrédito da existência de uma vida depois da vida, de um estado de relação que exista com a continuidade da existência após a morte do corpo físico. As pessoas estão usando as suas vidas para consumirem cada segundo da sua existência até a decomposição da última força. Essa é uma visão que Allan Kardec vai construir. A segunda ideia que Allan Kardec traz é a ideia do da dissolução no todo universal. A dissolução do todo universal é você é hoje uma mônada, como diria Lib, você é uma mônada cheia de vida, de potencialidades, de construções e de características funcionais. Porém, quando você deixar de existir, a sua essência dissolve como se você fosse uma gota retornando ao mar. é um raciocínio materialista, porque de certa maneira ao se dissolver no todo, todo o seu conceito de existência, todo o seu pensamento, toda a sua história, todo o seu aprendizado, simplesmente deixou de existir. Você dissolveu a sua experiência em um todo universal. é um pensamento também materialista, mas existe uma terceira hipótese, e essa é a que Allan Kardec aposta, é que existe a vida depois da vida, que você continua levando todas as coisas mentais, conscienciais e que nós somos viajores do tempo, caminhando da estrada desde a ignorância à luz, passando por diversas etapas evolutivas em ciclos chamados momentos de reencarnação, que a gente chama também de vidas. Então, em sucessivas vidas, em cada uma delas, nós vamos experimentando esse

uz, passando por diversas etapas evolutivas em ciclos chamados momentos de reencarnação, que a gente chama também de vidas. Então, em sucessivas vidas, em cada uma delas, nós vamos experimentando esse sabor de sermos assim quais somos, como somos, com todas as nossas limitações, recebendo da vida os inputes para que a consciência chacoalhada possa simplesmente descobrir o que que é certo, o que que é errado, o que que eu devo fazer e o que que eu não devo fazer, e sobretudo quais são os potenciais adormecidos que eu tenho na minha minha alma e que esses potenciais precisam ser revelados. Então, a ideia de nós estarmos aqui hoje é porque nós já vivemos outras vidas, nós já passamos por outras histórias, nós já construímos uma série de aventuras vivendo papéis diferentes. Eu já fui mulher, eu já fui índio, eu já fui padre, eu já fui soldado, eu já fui chinês, eu já fui japonês, eu já fui africano. É quantas vidas nós já temos? Não sei, não sei. E eu vou dizer uma coisa para vocês com toda a verdade do meu coração, não faça menor questão de saber. Sabe por quê? Se eu tivesse o poder, vamos supor, Paulo, você foi Ramisses ter. Opa, Ramsicés ter. Ele tem algum terreno lá no Egito ainda? Alguma, alguma pirâmide dele? Tem um negócio lá que dizem que foi dele. Então beleza, eu vou viajar pro Egito e vou dizer: "Me dê meu terreno porque eu sou Ramisses terceiro." Alguém vai me internar no no hospício na mesma hora. Vai olhar pra minha cara e dizer: "Você de Ramices não tem nada. A pessoa Ramisses nascida Jqué que história não ia ser complicada. Então, não serve para nada, a não ser para que nós, no nosso momento íntimo, possamos buscar em nossa consciência o quanto já avançamos em relação às potencialidades que carregamos na alma, o quanto nós já somos capazes de ler na consciência os códigos da lei divina e com isso transformar esses artigos das leis que estão se espalhando em todo o meu corpo e a minha consciência em procedimentos existenciais. O quanto eu sou capaz de viver realmente tudo aquilo

vina e com isso transformar esses artigos das leis que estão se espalhando em todo o meu corpo e a minha consciência em procedimentos existenciais. O quanto eu sou capaz de viver realmente tudo aquilo que está sendo colocado por aí como coisas boas? O quanto eu já sou capaz de amar, o quanto eu já sou capaz de perdoar, o quanto eu já sou capaz realmente de ceder, de abrir mão das coisas, o quanto eu sou capaz de entregar a minha vida em nome de outra pessoa. Porque nós estamos vivendo em uma sociedade de desiguais. E é importante que nós tenhamos a presença de Divaldo Franco na nossa vida para que nós possamos entender pelo menos uma pálida ideia do que que um espírito é capaz de fazer em um corpo humano. Uma coisa que eu que eu realmente faço uma uma pergunta e essa pergunta é coisa de criança. Como eu sou uma criança espiritual, eu posso perguntar por Jesus encarnou? Vocês nunca pararam para pensar por que que Jesus veio à terra? Eu fico imaginando que ele podia, já que ele tinha um primo chamado Joshanã ou Yokana Ben Zacarias, que estava todo aim de vir, porque ele arrancou 450 cabeças na frente do rio Quizon, dos sacerdotes de Baal, e ele precisava passar pelo seu processo de dispurgo e ele tinha um compromisso cármico, um compromisso histórico na sua relação de causa e efeito com a lei. E ele precisava vir diferentemente de Jesus. Então, se eu fosse Jesus, se olhe que ousadia, eu estou dizendo aqui somente umusadia, uma hipótese. Se eu fosse Jesus, eu chamava o primo e dizer: "Joxinha, venha cá, você vai encarnar, você precisa. Você tem cabeças a resolver? Então eu vou te fazer uma proposta. Eu vou ali, você vai pro monte Kurum Ratã, que esse é o suposto nome da montanha das bem-aventuranças, e você fica sentado e eu vou chegar do seu lado e vou começar a te dizer o que você vai dizer para aquelas pessoas. Mede unicamente, eu vou te inspirar para você trazer os discursos das bem-aventuranças e todos aqueles desdobramentos e basta, não precisa mais nada. Porque se as pessoas ouvirem os

a aquelas pessoas. Mede unicamente, eu vou te inspirar para você trazer os discursos das bem-aventuranças e todos aqueles desdobramentos e basta, não precisa mais nada. Porque se as pessoas ouvirem os discursos que estão ali naquela tarde e as coisas que falaremos naquela tarde, pouco ou quase nada há de se acrescentar a tudo aquilo. Então ele veio à Terra por um motivo. Era preciso que o espírito mais puro e perfeito que já pisou na face da terra habitasse um corpo humano para que em um corpo humano pudesse passar a mensagem para nós outros. A mensagem que ele deixou clara. Se vocês tiverem fé do tamanho de um caroço de mostarda, poderão fazer tudo o que eu faço e muito mais. Eis-me aqui um espírito nesse tamanho, cabendo dentro de um corpo igual ao seu. A pergunta é: que você está fazendo com seu corpo? O que você está fazendo com os potenciais da sua alma? Por que que o seu corpo e a sua alma ainda não conseguem revelar em si mesmos a capacidade que vocês têm no futuro de fazer? A ignorância, a ignorância preponderante que faz com que as almas vão molentando essas existências, se arrastando ao longo dessas vidas, repetindo as temáticas das reencarnações e a lei que é justa e precisa e perfeita e que não se ajeita. Porque Allan Kardec vai dizer na contracapa da Gênese que a grandeza de Deus não se mostra pela derrogação das suas leis, mas sim pela sua imutabilidade. Não adianta querer que Deus mude a lei para me agradar e não adianta eu fazer nada, porque as leis serão as leis. Simplesmente isso. Eu sou um objeto que estou submetido a essa lei, como tudo que existe no universo. E eu tenho que aceitar a ação desta lei sobre mim, porque é ela que faz com que eu seja o que eu sou e ela vai permitir que eu seja no futuro o que eu serei com certeza. Então isso dá uma ideia de por Jesus encarna na Terra para ser modelo e guia referência para cada um de nós. Porque se ele não fosse uma pessoa, um ser humano de carne e osso, como poderia ser um modelo e guia para um ser humano que não tem capacidade de

para ser modelo e guia referência para cada um de nós. Porque se ele não fosse uma pessoa, um ser humano de carne e osso, como poderia ser um modelo e guia para um ser humano que não tem capacidade de fazer o que ele fazia? Jesus empoderou as almas. Jesus trouxe uma mensagem de empoderamento humano para dizer da grandeza que nós temos. Vós sois deuses", disse ele. Disse ele dizendo: "A minha alegria, eu quero que seja a sua alegria, que o seu corpo esteja pleno e que a sua, o seu cansaço seja aliviado nos meus ombros, porque o meu fardo é leve e o meu julgo é suave. Vinde a mim, vós que estais cansados e eu vos aliviarei. Tomai sobre mim, tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim que humilde de coração e encontrareis repouso para as vossas almas. de Jesus, querendo que nós criemos dentro de nós a força para sairmos dessa inércia, desse lugar, de achar que Deus vai nos castigar. Deus está nos dando todos os dias as oportunidades mágicas para que nós possamos renovar os nossos compromissos com a vida e sairmos daqui melhores do que chegamos. A lei não veio punir, a lei veio educar, a lei veio renovar, a lei veio dizer que não existe um só ato, um só pensamento, um só gesto da minha alma que não tenha severas consequências. E eu preciso estar ciente disso, porque eu não sou o irresponsável que vive vivendo a vida jogando o meu tempo. E eu vou usar uma palavra nova que eu criei, vou compartilhar com vocês. Peço perdão por usar, mas é a vida pagodínica. É a vida de Zeca Pagodinho. Deixa a vida me levar. Era eu viver pagodinicamente é assim, sem a consciência de que eu sou o construtor dessa alma, que eu sou o legatário de mim mesmo, que eu estou plantando o que eu vou colher. Não porque Deus me castiga, porque eu estou fazendo errado, é porque eu estou fora da lei. Eu não estou vivendo em conformidade com aqueles que são os planos divinos para essa alma cansada, que já errou bastante e que precisa caminhar nessa estrada de luz na direção do fanal, conforme diz Joana de Angeles,

endo em conformidade com aqueles que são os planos divinos para essa alma cansada, que já errou bastante e que precisa caminhar nessa estrada de luz na direção do fanal, conforme diz Joana de Angeles, que é a glória estelar. Caminhar em direção à glória estelar. Isso é que nos reserva a todos. Então, nós estamos vivendo numa sociedade, gente, uma sociedade de pessoas tristes. Por quê? Porque tiraram o chão das pessoas. Fizeram com que nós desacreditássemos nas potências da alma. Fizesse, fizeram com que nós achássemos que esse essa vida só importa o que você tem, quem você é materiale. Se você for um pobre, coitado, analfabeto, que anda por aí pelas ruas sem ostentar nada, você não tem valor social. E às vezes essas pessoas têm cultura espiritual, às vezes são pessoas muito sábias, pessoas muito boas, pessoas que já conseguem abraçar, transfundindo energia, passando energia do bem. E quantas a gente conhece assim, que são pessoas humildes, mas são espíritos de scol que estão mostrando que nós não precisamos de nada, apenas e tão somente das nossas luzes, daquilo que carregamos em nosso coração para fazer da nossa vida realmente uma vida feliz aqui na terra. Não precisamos de nada, diz assim a lei divina. A única coisa que a gente tem que fazer é não sairmos do lugar. Eu eu vou me lembrar aqui de uma de uma de um tempo muito bom, né? Eu tenho relembrado isso com muita saudade. Quem aqui já participou de um bailinho nos anos 80, levanta a mão, por favor. Ah, eu sei. Sabe por eu sei que eu vou contar para vocês? Porque aqui no Parque de Exposições, dia de domingo à tarde tinha uma matinê de uma discoteca. Quem lembra aqui? Levanta a mão, por favor. Michael Jackson cantando aí, tocando, ó lá, ó. Isso. Pé de valsa ali, eu tô vendo ali, ó. Então, eu dancei aqui. Eu tinha por volta de 12, 13 anos de idade, eu tava aqui nesse nessas festinhas de domingo de tarde. E aí o que que acontece na festa? A dinâmica era mais ou menos assim. Tinha um globo com espelhos, vocês lembram disso, né? que

anos de idade, eu tava aqui nesse nessas festinhas de domingo de tarde. E aí o que que acontece na festa? A dinâmica era mais ou menos assim. Tinha um globo com espelhos, vocês lembram disso, né? que ficava rodando e tinha uma luz estroboscópica que piscava em todo canto. Tinha também uma luz negra. Quem lembra da luz negra aqui? A luz negra era horrível. Sabe por quê? Porque a gente quebrava o dente e botava um negócio uma luva fio. Acho que o nome era esse aí. Botava uma massinha que quando sorria diante da luz negra, a massa sumia e as pessoas ficavam todas banguelinhas com seus dentes banguelinhos ali na festa. Sorria e esquecia desse detalhe. E o povo tava vendo do lado de fora nossos dentes transparentes. Era isso, mas era bom, sabe, gente? Era ruim, mas era muito bom. E aí o que que acontece? A dinâmica era assim: o jovem ficava, o rapaz ficava dançando ali, aquela dança do acasalamento e tal, e a mocinha sentada na cadeira. Aí daqui a pouco rolava um clima. O sujeito ia lá, estendia a mão e dizia assim: "Você quer dançar comigo?" E a moça, se olhasse, se o rapaz fosse maprumado, dizia: "Não, vamos e tal". E o DJ sabia, né? Quando começava a dança, ele tinha um momento rápido das aproximações, tinha um momento lento, que ali era a oportunidade de de de das conversas mais reservadas. Então, era assim. E aí, obviamente, quando a moça dizia não, o rapaz voltava envergonhado, ficava atrás de uma pilastra até acabar a festa. Então, se ele fosse cara de pau, ele encarava a próxima fera, né, sem medo, sem detença. Então, eu queria fazer uma experiência com vocês aqui, uma experiência eh do tempo, eh, pensamento. Eu queria que todos nós agora sem nenhum preconceito, tá, rapaziada, pros meninos aí, eh, nós todos seremos quais moça, moçolas sentados nas cadeiras. Estamos todos sentados na cadeira esperando aquele que será o nosso p e de repente na nossa frente aparece uma mão, uma mão luminosa, uma mão linda que solta uma luz linda. E aí a gente olha pro rosto desse pá e

os sentados na cadeira esperando aquele que será o nosso p e de repente na nossa frente aparece uma mão, uma mão luminosa, uma mão linda que solta uma luz linda. E aí a gente olha pro rosto desse pá e nada mais, nada menos do que Deus nos chamando para dançar. Aí você olha pra cara de Deus e diz assim: "Senhor, eu não sei dançar com Deus". E ele diz: "É muito fácil dançar comigo. Se eu for para um lado, você vai. Se eu for pro outro lado, você vai também. Se eu for pra frente, você vai. Se eu for para trás, você também vai. E por favor, não pise no meu pé, que a festa será maravilhosa e nós vamos dar aqui um grande show. O convite que Deus nos faz é para que nós dancemos com ele. A vida nada mais é de um convite de Deus a uma grande festa, uma celebração. É o filho pródigo que volta para casa. É a oportunidade de parar de comer bolota de porco na rua para voltar para ser o mais humilde dos serventuários daquela fazenda. E ao chegarmos na porta de casa, sermos recebido por um pai que de braços abertos acolhe o seu filho, dizendo: "Meu filho, eu estou feliz porque você estava perdido e foi reencontrado. Você estava morto e renasceu. Então, recebendo aquela capa, aquele anel no dedo, aquele chinelo no pé, nós podemos entrar de novo na casa do Pai, dizendo: "Pai, eu errei porque eu achei que tivesse que gastar as coisas que eram minhas, que eu achei que fossem minhas, quando em verdade nada era meu, era tudo teu, me prestando apenas para que a minha consciência compreendesse a posse das coisas divinas em mim e usasse com a responsabilidade devida aquilo que não me pertence. para que eu pudesse, ao final da minha jornada, entregar em tuas mãos a chave da minha vida e dizer: "Senhor, fazei de mim um instrumento da tua paz. Senhor, em mim, em tuas mãos, eu entrego o meu espírito, como Jesus fez naquela cruz ignominiosa, naquela sexta-feira, quando a humanidade se livrou daquele que foi o espírito mais perfeito habitando aqui na no planeta Terra." A justiça de Deus, ela vem simplesmente

s fez naquela cruz ignominiosa, naquela sexta-feira, quando a humanidade se livrou daquele que foi o espírito mais perfeito habitando aqui na no planeta Terra." A justiça de Deus, ela vem simplesmente para educar. Allan Kardec, no livro O céu, o Inferno, ele vai apresentar o Código Penal da Vida Futura. E no Código Penal da Vida Futura, ele tem lá um determinado lugar aonde ele explica os três movimentos das nossas, dos nossos reencontros, daquilo que vai fazer com que nós sejamos capazes de reconstruir aquilo que nós destruímos. é o arrependimento, a expiação e a reparação. Então, uma pessoa às vezes hoje está vivendo um momento de expiação. A expiação, conforme a palavra tem na sua etimologia, ela tem um prefixo expios. É o seu, é o restante da palavra. Então, expios quer dizer botar para fora a pureza. Então, a expiação tem a finalidade de pegar o diamante e incrustado, incrustado lá na terra, preso lá na ganga e arrancar e trazer para fora, usando a dor como instrumento de despertamento de consciência. Então, o recado que Allan Kardec nos passa nesse momento é que todos os que estamos espiando, de alguma forma já nos arrependemos daquilo que fizemos. O que que nós estamos fazendo do ponto de vista agora da lembrança? Estamos revivendo o momento aonde nossa consciência pode olhar para o passado e olhar para os nossos atos do passado, mesmo que a gente não se lembre deles, mas fazendo de tal forma que lá na frente eu possa dizer: "Jamais em minha vida cometerei de novo os mesmos atos. Jamais em minha vida eu transgridirei qualquer desses limites que foram estabelecidos pela vida. Daqui para frente, o meu compromisso, conforme dizia Santo Agostinho, era que todos os dias eu passarei em revista minha consciência para que eu possa reformar em mim os meus atos e eu possa ser hoje melhor do que ontem e um pouco menos do que amanhã. O nosso querido André Luiz Peixinho, ele dizia uma coisa interessante. Ele dizia que tudo que você faz, não importa o que você fizer na casa espírita, não importa.

ntem e um pouco menos do que amanhã. O nosso querido André Luiz Peixinho, ele dizia uma coisa interessante. Ele dizia que tudo que você faz, não importa o que você fizer na casa espírita, não importa. Pense em termos evolutivos. E eu me lembro de uma experiência que eu tenho de muitos anos, de um amigo que ele tem um hábito particular de me cumprimentar. Eu falo com ele efusivamente há 8 anos e ele responde: "Esse rum foi depois, é o só o rum, porque eu não mereço dois, só mereço um rum." Então, um dia já assim intrigado porque ele não é uma pessoa que não sabe falar, ele sabe falar, ele cumprimenta as outras pessoas, é comigo. Então, um dia eu chamei ele na sala e falei assim: "Ô, fulano, me diga uma coisa, o que que você tem contra mim?" Aí ele: "Nada, absolutamente nada contra você". Eu disse: "Então por quando eu lhe cumprimento, você não me cumprimenta?" Ele disse: "Eu lhe cumprimento, eu digo, com rum dá para ser um bacardi depois, um whisky, vai melhorando, né?" Aí eu disse: "Já que você não tem nada contra mim, vem aqui e me dê um abraço." Aí nós nos abraçamos e eu disse assim: "Poxa, salvei a minha alma porque agora eu vou ser vou ser efusivamente cumprimentado por esse irmão". Então eu ganhei um algum passo evolutivo porque agora em vez de room ele tem o se embora. Então eu digo, como vai ele se embora? Sim embora ou vai se embora? Não sei ainda se é isso, né? Ou vamos se embora juntos. Também pode ser. Como o meu desejo é uma reaproximação sincera, eu prefiro pensar que o sembora seja eu vou com você, seja lá onde você, onde for, sem as palavras. Eu tô entendendo assim, mas o que me chega à consciência em relação ao que Peixinho falava é que houve uma evolução. Se você saiu do rum se embora já é uma evolução. Às vezes a gente acha que evoluir simplesmente é construir um centro de convenções, fazer uma semana espírita, fazer o trabalho que nosso querido Barreto faz aqui atrás, que ninguém sabe, mas é ele que faz tudo. E a gente sabe disso, da importância dele aqui no

centro de convenções, fazer uma semana espírita, fazer o trabalho que nosso querido Barreto faz aqui atrás, que ninguém sabe, mas é ele que faz tudo. E a gente sabe disso, da importância dele aqui no movimento espírita da região. Ele não gosta que fal, ele vai me dar um expor porque eu tô falando isso, mas é só uma reconhecimento do trabalho desse nosso irmão. Então, de repente não precisa muitas vezes fazer isso, gente. A justiça divina quer que a gente dê um abraço dentre aquele irmão que tá junto conosco em nossa casa, que nasceu dentro da mesma casa e que está convivendo conosco tantos anos para que nós tenhamos tempo para poder fazer aquilo que nós nunca fizemos em outras vidas. e possamos agora através da encarnação fazer o que nós precisamos fazer. Então é Deus com sua justiça aproximando através da reencarnação aqueles espíritos que estão em desalinho, permitindo que através dos redutores, das diferenças espirituais, que são os corpos, nós possamos estar coabitando as mesmas casas e compartilhando momentos de abraços e reconciliações. Se nós não aprove tempo de quem é a culpa? Nossa, os transfugas de todo tempo, aqueles que insistem, persistem dizer: "Eu sou correto, eu tenho mania de Gabriela, eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou sempre assim, vou morrer assim, Gabriela, Gabriela, Gabriela, o tempo passa, a encarnação acaba e eu depois me arrependo." Eu me lembro que tem no Evangelho uma passagem chamada A Ingratão dos Filhos e os Laços de Família, aonde um espírito que está dentro de uma sala muito cinza e sem graça, é apresentada uma porta por um outro espírito que diz assim: "Olha esse lugar." Quando ele vê uma cachoeira linda, o lugar maravilhoso, com muitas flores e ele diz assim: "Que lugar é esse?" Ele diz: "É o seu lugar. Então dá licença que eu vou sair dessa sala cinza e vou para esse lugar maravilhoso". Ele disse: "Nanina, não fecha a porta". Ele disse: "Por que você fechou a porta?" Eu fechei a porta porque esse lugar você precisa abrir a porta. Mas você não

cinza e vou para esse lugar maravilhoso". Ele disse: "Nanina, não fecha a porta". Ele disse: "Por que você fechou a porta?" Eu fechei a porta porque esse lugar você precisa abrir a porta. Mas você não abriu? Dis não. Você tem que abrir a porta. Eu só abri para te mostrar o que é que existe depois para que você se motive a abrir a porta. E o que eu preciso fazer para abrir essa porta? Me diga agora. Tá vendo aquela pessoa ali embaixo? Sim, sei. E vira a cara. A chave dessa porta está no bolso dele, mas não é no bolso da camisa, é um bolso interno chamado coração. Então você tem que descer, viver com ele e convencer ele abrir esse bolso e te entregar a chave. Então você tem que acessar o coração dessa pessoa. Aí a pessoa, o espírito diz assim: "Nuquinha, com aquele ali, nunca eu fico aqui nessa sala cinza, mas eu não desço". Aí o tempo passa, o espírito roda e fica pensando na cachoeira, pensando na sala cinza, pensando no irmão lá embaixo e diz: "Não, sim, não, sim, não, sim." E vai chegar uma hora que ele vai implorar. Você não pediu para nascer? Mãe, eu não pedi para nascer. Aí minha mãe dizia assim: "Não, meu filho, você não pediu não, você implorou implorar para viver com ele, porque o destino é glorioso e vale o sacrifício." Então, nós estamos aqui, gente, por um positivo da lei, com o único motivo, sermos perfeitos como perfeito é o Pai Celestial. Isso está na questão 132 do livro dos espíritos. conduzir essas almas, dar escuridão à luz. Esse é o nosso destino. Nós não estamos aqui para sofrer, para chorar, não. A gente até chora, a gente até sente as dores da expiação. A gente sente até nosso corpo balançar um pouco. Mas o que é isso diante da alegria do futuro? Da certeza da imortalidade da alma? Da certeza de que nós não vamos morrer, vamos apenas ter oportunidades renovadas? pela lei divina que vai nos trazer de volta a outras vidas. Que que bom que seja uma vida melhor do que essa, porque não? Uma vida onde a gente já possa dar saltos, possa ir mais além,

ades renovadas? pela lei divina que vai nos trazer de volta a outras vidas. Que que bom que seja uma vida melhor do que essa, porque não? Uma vida onde a gente já possa dar saltos, possa ir mais além, possa estar mais forte, renovado, por que não? E o espiritismo veio alegar essas almas para dizer que nós somos esses legatares de Deus, que carregamos o presente da imortalidade da alma, a interdimensionalidade, trazer essa possibilidade de nós convivermos com os espíritos que estão gritando do lado de lá. Irmãos, acreditem, o mundo é maravilhoso porque é uma escola de almas e no futuro seremos todos anjos. Vamos trabalhar e vamos acreditar. Vamos desenvolver a nossa capacidade de construir um mundo novo, trazer o amor como o elemento principal das nossas almas. E por isso, ao invés de reclamar, vamos agradecer. Senhor, obrigado. Obrigado pelo sol, pela chuva, pelo vento, pelo dia. Obrigado pelos pássaros que voam. Obrigado pelo corpo, pelas células que vibram nesse instante me oportunizando a vida. Obrigado pela consciência, pelos amigos, pelos conselhos. Obrigado pelos espíritos amigos que gritam nos nossos ouvidos e nos dão o guia e seguro para os nossos dias futuros. Obrigado, Senhor, pela manhã, pelo amanhecer, pelo novo dia. Obrigado pelo pai, pela mãe. Obrigado pelos irmãos, pela casa que tenho. Obrigado pelos problemas que são os lembretes dos meus atrasos e dos meus tropeços, dos meus equívocos de agora, para que eu possa olhar para eles e dizer assim: "Queridos amigos, obrigado porque vocês estão simplesmente me ensinando a ser uma pessoa melhor, um espírito melhor, para que eu possa no futuro simplesmente não carregá-los mais na minha história, nem trazê-los mais na minha frente, para que eu possa ser apenas um instrumento vivendo nesta terra, disseminando amor e luz nos meus olhos. e no meu coração. Que eu seja um instrumento de Deus na terra. Que os meus braços sejam os braços de Deus a acolher e abraçar os nossos irmãos. Que as minhas pernas sejam aquelas que me

os meus olhos. e no meu coração. Que eu seja um instrumento de Deus na terra. Que os meus braços sejam os braços de Deus a acolher e abraçar os nossos irmãos. Que as minhas pernas sejam aquelas que me conduzam na direção dos nossos irmãos que estão necessitados. E que os meus olhos sejam os faróis a iluminar aqueles que estão na estrada, na escuridão. Que os meus olhos, os meus ouvidos jamais deixem de ouvir os gritos e os sussurros dos nossos irmãos em desespero e o meu coração seja o locus do teu amor, para que eu possa trazer a esta terra a paz e a alegria das tuas palavras na forma da vida mais perfeita que eu puder viver em teu nome, em gratidão pela existência. Obrigado, Senhor, por estar aqui no dia de hoje. E eu gostaria de trazer para vocês uma contribuição de uma amiga espiritual que sabendo que nós estaríamos aqui nesse encontro, mandou uma mensagem que diz assim: "A sociedade humana estertora em dores profundas, massas tragadas por vieses equivocados, transfugas da dor por vezes arrastados, turbas de inertes adormecidos em si mesmos. São os doutores da lei dos destinos consagrados, papas indenes aos males perpetrados, ignorantes atores de outrora encarnados, repassados seus temas, repetindo seus erros. Séculos e séculos se arrastam na escuridão. Os togados de outrora são os réprobos de então, as feridas das carnes por látegos aclamados, as dores pungentes revelando segredos. As leis que figuram em livros sagrados falam do espírito da justiça entre os homens, as regras de ouro que aos erros consomem uma vida feliz, próspera e sem medos. Mas a ignorância que lê por nada abandona. Nas coisas da terra que o tempo desgasta é impermanente presente. Ao vazio, arrasta o ouro de tolo das mais simples queeras. A justiça verdade, clava forte e ativa. A dos homens vazia, que de nada se espera, a divina clara, inclemente e austera, há de lembrar que o amor é perfeita alegria. Deus impassível, aguarda aos humanos que anelem a verdade em todos os planos, que caminhos mais visão mais visanos,

, a divina clara, inclemente e austera, há de lembrar que o amor é perfeita alegria. Deus impassível, aguarda aos humanos que anelem a verdade em todos os planos, que caminhos mais visão mais visanos, encontre, a paz e a harmonia. Muita paz a todos. Obrigado.

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