#88 • Jesus e Saúde Mental • Paciência e saúde emocional
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 88 - Paciência e saúde emocional
Muito boa noite. Que nós possamos estar em paz em mais um programa Jesus e Saúde Mental. Como fizemos recentemente, muitas perguntas nos chegam e às vezes elas versam sobre a mesma temática ou sobre a mesma questão. E hoje nós vamos responder eh essas perguntas que estão vinculadas muito à questão da depressão, a questão do sofrimento que a depressão gera. Mas uma pergunta que me chamou muita a atenção, que eu acho que vale a pena a gente compartilhar, que é o seguinte. Uma pessoa que leu um livro que eu escrevi chamado Transtornos Psiquiátricos, um olhar médico espírita, editado pela Federação Espírita Brasileira. E lá no final do livro eu trago eh algumas reflexões sobre a doença, sobre o adoecimento em si, o fato de adoecer. E aí tem um capítulo chamado a doença como tarefa. E a pessoa ficou sem entender como conciliar essa percepção de a doença como sendo uma tarefa, especificamente a doença mental como sendo a tarefa, com a a visão, né, a lei de causa e efeito e a reencarnação. Então, como conciliar essas visões do sofrimento? E aqui a depressão sendo muito questionada, os transtornos de ansiedade, mas a depressão especificamente. E aí para isso, eu vou lançar mão de um pequeno manual psicoterapêutico para nossas almas, que é o Evangelho Segundo o Espiritismo mais uma vez e uma mensagem muito curta, mas muito profunda chamada a paciência. Fique conosco mais uma vez. Como conciliar a existência de transtornos psiquiátricos, transtornos depressivos, como a visão da lei de causa e efeito? Essa é uma pergunta muito interessante. Por quê? Do ponto de vista filosófico, né? Porque do ponto de vista de ver a lei de causa efeito como sendo uma consequência eh direta da lei de italião, fica muito fácil, né? Qualquer tipo de sofrimento fica muito fácil de entender pela lei de italião. A que se faz, a que se paga. olho por olho, dente por dente. Aí a gente entende assim o sofrimento e o adoecimento e aí os transtornos psiquiátricos, a depressão ganha uma uma notoriedade no nosso
ão. A que se faz, a que se paga. olho por olho, dente por dente. Aí a gente entende assim o sofrimento e o adoecimento e aí os transtornos psiquiátricos, a depressão ganha uma uma notoriedade no nosso programa de hoje, nas reflexões, eh, de entender, né? Só que aí fica assim, quem sofre depressão seria uma pessoa que é menos evoluída do que a outra só pelo fato de ter a depressão, seria uma pessoa cruel, uma pessoa má. E aí a reflexão começa a não bater, porque a gente vai vendo exemplo de pessoas que estão passando por processo depressivo e que não trazem essa maldade e que não trazem essa grande perturbação espiritual no hoje. Então, a lei de causa e efeito, ela é mais profunda do que a lei de italião. A lei de italião é olho por olho, dente por dente. a que se faz, a que se paga. A lei de italião, ela não leva em consideração a reencarnação. A lei de italião não leva em consideração o amor, por exemplo. Ela é muito pela questão da punição. A lei de italião, que a gente encontra resgatada por Moisés no seu código, digamos, civil para lidar com os judeus, a gente também encontra no código de Amurabe. E no museu de Londres, você tem ali uma grande pedra chamada o código, né, de amurab para medicina, porque existe o código de amurab em várias eh profissões. E eu li, né, que me cham me chamou atenção, código de amurab voltado para medicina, que é a lei italião. Então, dizia assim: "Um cirurgião pode fazer um procedimento, um médico pode fazer um procedimento, se ele eh for bem-sucedido, ele deve ganhar tantos louros, etc, etc." Mas se ele for mal sucedido e a pessoa morrer, ele deve pagar o erro com a própria vida. Então é bem assim, né? Tipo, se você errou, você paga. E aí o Mahat Magani muito bem coloca olho por olho e o mundo acabará cego. Ou seja, se a gente for muito nessa lei de ferro e fogo, nós acabamos entrando em um processo de vingança, né? e não um processo de justiça, porque a vingança tem ali um princípio da lei de italião, né? O pessoal tá buscando fazer na terra o que recebeu, a que se
abamos entrando em um processo de vingança, né? e não um processo de justiça, porque a vingança tem ali um princípio da lei de italião, né? O pessoal tá buscando fazer na terra o que recebeu, a que se faz, a que se paga. Então tem assim um tomal lá da cá, tem ali uma ação e uma reação. Mas a lei de causa e efeito ela leva em conta o amor. E ao levar em conta o amor, ela leva em conta a reencarnação. Porque a reencarnação é o grande ingrediente do amor de Deus em nossas vidas. A reencarnação é um presente de Deus. Então, se a gente leva em conta a reencarnação na visão espírita, a gente não pode pensar de uma forma de lei italião, porque lei italião não leva em conta a reencarnação, porque simplesmente ela não leva em conta o amor. Ela tem um germe, digamos assim, um princípio, um embrião da lei de causa efeito, da lei do karma. Mas a lei de causa efeito, a lei do karma, ela aprofunda porque ela está ligada à reencarnação. E pelo próprio fato de estar ligada a reencarnação, ela está ligada ao amor. Porque a a reencarnação é uma manifestação profunda do amor de Deus aí em nossas vidas que nos possibilita o resgate. E aí já muda radicalmente a nossa visão, porque a gente vai começar a entender que aquele sofrimento que nós estamos passando, quer seja um sofrimento eh de um diagnóstico como depressão ou não, ele tem uma um um uma finalidade amorosa. Não é que o sofrimento seja bom, seja saboroso, aí é masoquismo. Não é que o sofrimento seja gostoso de ser passado, aí é masoquismo, mas é que ele tem uma finalidade de aprofundar a nossa alma, aprofundar o nosso ser, mudar o nosso paradigma de vida. Esse esse é essa é a grande questão da reencarnação. O amor faz isso. O amor cobre uma multidão de pecados, diz Pedro em sua epístola. Ou seja, o amor ele consegue trazer um novo ingrediente à lei de italião e aprofundar a visão. É nesse sentido que no final do livro Transtornos Psiquiátricos, Um olhar médico espírita, eu trago a doença como tarefa, porque de forma didática, tendo a visão
à lei de italião e aprofundar a visão. É nesse sentido que no final do livro Transtornos Psiquiátricos, Um olhar médico espírita, eu trago a doença como tarefa, porque de forma didática, tendo a visão reencarnacionista e a visão que coloca o amor em pauta, a gente entende que nem toda a dor, nem todo sofrimento, inclusive nem toda doença, é uma doença expiatória, às vezes é uma doença provacional. às vezes é uma doença missionária. Então, se eu pudesse resumir as três grandes formas de dor na nossa vida, de através do adoecimento ou outras dores, a gente vai ter ali a doença expiação, a doença prova e a doença missão. Na doença expiação, nós temos a necessidade de passar por aquilo. Chegou algum momento na nossa trajetória espiritual que nós estamos temos a necessidade ou a oportunidade, porque a expiação ela acaba sendo muito interessante da seguinte maneira. Às vezes a nossa, a gente tá tão preso no erro que ficamos assim evoluindo por repetição. E as reencarnações são grande assim conglomerados de expiações que a gente vai passando, sabe? Eh, repetitivas, repetitivas, repetitivas. A gente pode pensar um caso famoso na literatura espírita com informações trazidas por Chico Xavier e por informações trazidas por Divaldo Franco do espírito Jesus Gonçalves, que enquanto eh imperador, né, enquanto imperador Alarico, ele traz consequências eh muito grandes na sua na sua trajetória espiritual, né, Alarico, duas vezes ele foi eh e ali ele depois daquilo tem 10 reencarnações com ranceníase, com lepra. 10 reencarnações. E quando ele tem a oportunidade eh de não vir com lepra, ele vai então como ele vem como cardeal Richelier. E o cardeal Richelier foi conhecido na história também pela sua eh sagacidade, pela sua astúcia, também pela sua crueldade, pela sua frieza emocional. Ou seja, mesmo depois de 10 reencarnações expiatórias com lepra, aquele alarico não conseguiu modificar, né? Então, veja a expiação pela repetição. E aí depois desse momento ele consegue modificando, modificando. A
depois de 10 reencarnações expiatórias com lepra, aquele alarico não conseguiu modificar, né? Então, veja a expiação pela repetição. E aí depois desse momento ele consegue modificando, modificando. A modificação acontece, mas é pequena, é devagar, né, para drenar a consciência de culpa, drenar toda ainda as perturbações que existem dentro do ser. E depois do cardeal Richilier, ele ainda tem outra, né? E aí eu que saiba assim bem oficialmente pelo menos várias fontes, uma reencarnação como Gésus Gonçalves de Lepra depois do cardeal Richelier, mas talvez tenha tido duas reencarnações como com lepra, mas a Jesus Gonçalves é a grande mudança, ele a grande virada de chave no leprosário de Piraptigui em São Paulo. Então veja aí a a questão expiatória. A questão expiatória. Então, quando nós estávamos falando de uma expiação, a gente pode ser aquela expiação, sabe, pela repetição, mas existem outras situações em que o espírito que vai trazendo lampejos de mudança, ele vai também trazendo, né, uma um amadurecimento e às vezes ele paga, digamos assim, algumas expiações em determinada existência. e deixa, né, pela misericórdia de divina, algumas outras expiações para pagar em outra existência conforme ele tiver mais preparado. Porque o objetivo da lei divina, segundo a gente entende na literatura espírita, nos livros de Allan Kardec, nos livros de Leonir, nos livros bons e sérios da nossa doutrina e pelas histórias verídicas reais, é que o objetivo é a evolução, não é a punição. O objetivo é a libertação, não é o aprisionamento. O aparente aprisionamento vem muitas vezes pela nossa rebeldia, que faz com que a gente precisa de precise de repetições, mas o objetivo maior é a nossa libertação. Então, às vezes, uma expiação mais dura, o nosso ser não aguentaria passar sem o concurso da revolta. E aí essa revolta poderia ser mais problemática. Então, a gente vai ampliando o nosso leque de bagagem até conseguir passar e passa por outras expiações, tá certo? vai passando por outras expiações que vão nos habilitando
eria ser mais problemática. Então, a gente vai ampliando o nosso leque de bagagem até conseguir passar e passa por outras expiações, tá certo? vai passando por outras expiações que vão nos habilitando a uma evolução. Vão nos habilitando a uma evolução. Mas às vezes uma existência específica, que foi muito difícil, ela vem a ser espiada depois de uma preparação de outras reencarnações em que a gente foi ganhando a possibilidade de ter um ombro mais forte, de ter uma resignação, de ter uma obediência a partir das vezes da inteligência. Aí vem a reencarnação expiatória, mas é expiatória dando a possibilidade de evoluir. O fato é que a expiação diz respeito a débitos, a equívocos do passado, em que a gente precisa expurgar, né, numa limpeza perespiritual em nossa existência reencarnatória e, portanto, ela tem um caráter mais eh, digamos assim, de ter que acontecer, né? vai acontecer e quando acontece, às vezes o remédio não consegue dar conta, né? a pessoa tem uma doença e o remédio, ao invés de ajudar, pode até atrapalhar, ou às vezes o remédio, ao invés de ajudar não consegue fazer nada, porque ali tem uma questão expiatória, uma necessidade maior. Então tem uma questão mais impositiva, chega algum momento, mais cedo, mais tarde, que vem essa questão impositiva. aprovação do ponto de vista de dor, do ponto de vista de de sofrimento, às vezes é muito parecido com o sofrimento, quantitativamente falando, da expiação. A quantidade de dor é muito semelhante, mas nós temos aí uma diferença fundamental. A dor provacional já vem não por causa de um resgate de outras dívidas. A dor acontece para testar, dar um testemunho para a alma. é como se fosse assim, confirmar a evolução, confirmar o aprendizado e não uma necessidade impositiva. Então, existem uma série de pré-requisitos paraa nossa evolução, uma série de testes que a gente vai ter que passar, uma série de testemunhos, tá bom? Você aprendeu a ter fé intelectualmente. Vamos ver se você vai ter fé agora, agora que você tem a fé mais profunda,
ma série de testes que a gente vai ter que passar, uma série de testemunhos, tá bom? Você aprendeu a ter fé intelectualmente. Vamos ver se você vai ter fé agora, agora que você tem a fé mais profunda, né? Agora que você tem essa fé no teu patrimônio espiritual, vamos ali para a questão expiatória para ver se você consegue passar resignadamente. Aí você passa por uma expiação sem se revoltar, sem se rebelar. Aí você adquire a resignação mais profunda na sua alma. E aí vem agora um outro momento. Vamos ver se na abundância e não apenas no sofrimento, você tem eh também esse patrimônio na sua alma chamada fé. Vamos ver se você tem esse patrimônio na sua alma chamada chamado resignação. E aí vem os testes, vem aí as dores que às vezes são muito parecidas. Mas a postura nossa é totalmente diferente. É uma postura resignada, é uma postura histórica, de renúncia, uma postura mais sublimada. Então é uma dor provacional. O tipo de dor às vezes é muito parecido, mas a postura muda muito. E às vezes esse teste, esse testemunho, a gente pode até pensar que tava preparado, mas às vezes o benfeitor, o benfeitor percebe que não. E esse testemunho que às vezes podia ser, sei lá, há 20 anos atrás, os benfeitores dão um tempo para que o nosso ombro fique mais largo, para que a nossa força fique mais larga, nossa maturidade. E então vem a questão provacional. A doença missionária às vezes acontece de uma maneira que a gente nem eh nem consegue avaliar. Às vezes são aquelas crianças que reencarnam-se e a sua vida, a sua presença modifica a estrutura emocional da família e a presença desse espírito às vezes numa dor profunda, é uma dor missionária, não é uma expiação, não é mais uma aprovação, porque ele também já testou, né? Porque na na expiação eu tenho um resgate. Na prova eu tenho um testemunho a ser feito. E na missão eu tenho que ajudar o outro. Quando Jesus olha o cego de nascença, os discípulos perguntam: "Senhor, quem foi que errou para ele nascer assim? Ele ou, né? Porque na verdade eles não sabiam
E na missão eu tenho que ajudar o outro. Quando Jesus olha o cego de nascença, os discípulos perguntam: "Senhor, quem foi que errou para ele nascer assim? Ele ou, né? Porque na verdade eles não sabiam porque ele tem nascido cego." Então é a ideia da lei de causa e efeito a partir da do da lei de italião, talvez, né? E aí Jesus fala, não repreende o raciocínio, mas ele fala na realidade, no caso dele, nem o nem os pais nem ele errou. Ele nasceu assim para se cumprisse a lei de Deus através dele. Então ele vai lá com saliva e lodo, cura o cego. Era uma doença missionária, porque nem ele, nem os os pais haviam passado por alguma coisa para passar pela necessidade daquela expiação, né? e nem tinham a necessidade daquela provação. Era uma missão para mostrar a vida. Percebam que a divisão é didática, porque a dor provacional, ela muitas vezes ganha também um caráter missionário. A pessoa passa tão bem pelo testemunho que ela transforma algo que seria provação em missão. E aí vai se confundindo as duas coisas. E às vezes a pessoa passa tão bem pela sua expiação que a expiação se torna algo sublimado, algo muito útil para que outras pessoas entendam e aprendam uma postura resignada. No final das contas, o importante não é se é missão, se é provação ou se é expiação, mas o importante é a nossa postura de resignação, a nossa postura de obediência profunda, como falamos aqui no programa outro dia, diante dessas situações. Então, nas doenças psiquiátricas ficaria difícil a gente pensar na questão de doença como missão, entendeu? Por quê? Porque é uma questão muito do cérebro, uma questão muito emocional. É difícil. Eu não consegui ainda encontrar uma situação na doença psiquiátrica, incluindo a depressão, que a gente tem assim uma missão, uma doença missionária. Agora, independente de não conseguir encontrar a doença como uma missão, eu propus então a visão de a doença como uma tarefa. Ou seja, eu a partir da minha vida, mesmo com depressão, eu consigo permanecer resignado na vida e
ão conseguir encontrar a doença como uma missão, eu propus então a visão de a doença como uma tarefa. Ou seja, eu a partir da minha vida, mesmo com depressão, eu consigo permanecer resignado na vida e não cometo um suicídio. Ou seja, olha que tarefa de valorização da vida, amor à vida. E aquele, por exemplo, eu como psiquiatra, eu aprendi muito já e aprendo muito, né, com os meus pacientes, vendo a postura deles, não de todos, mas de alguns. Então, quando eu vejo a postura de de alguns diante das suas dores psiquiátricas, eu aprendo. Então, olha a tarefa de uma vida que consegue ser vivida com dignidade, com estoicismo, apesar de qualquer diagnóstico, mesmo que seja psiquiátrico, depressão, ajudando em alguma tarefa. Então, é nesse sentido que a doença é a doença pode ser uma tarefa mesmo, a doença psiquiátrica, a partir de uma eh de uma postura, porque a gente pensa assim, é, a gente quer uma grande missão, né? Mas a primeira missão que a gente tem é permanecer vivo. A grande primeira missão que a gente tem é estar na vida, valorizar a existência, ter gratidão pela existência, aprender a ter resignação. Essa é a grande missão primeiro, porque o reino de Deus está dentro de vós. Então, a grande missão é ir construindo esse reino dentro de nós, independente das coisas que estão passando na nossa vida. É nesse sentido que não é uma contradição a gente pensar a doença como uma tarefa, mesmo que seja uma doença psiquiátrica. E é nessa visão que a gente pode entender a belíssima passagem de Joana de Angeles com o nome de um espírito amigo nesse capítulo 9, bem-aventurados os que são brandos e pacíficos com o título A paciência. Queria que mais uma vez você pudesse ler é a página, é o ponto 7 do capítulo 9. Eu particularmente, lendo na atualidade, pela primeira vez do início ao fim, a série psicológica inteira da Joana de Angeles, eu acho que essa mensagem a paciência é um resumo profundo de boa parte da obra dela, ela tendo a oportunidade, o convite de integrar os espíritos da codificação.
cológica inteira da Joana de Angeles, eu acho que essa mensagem a paciência é um resumo profundo de boa parte da obra dela, ela tendo a oportunidade, o convite de integrar os espíritos da codificação. Ela dá essa e outra mensagem. Mas que mensagem profunda. Cada palavra, cada frase tem um significado. Se você lê o livro, por exemplo, Plenitude, logo depois de O homem Integral, em que ela vai falar uma um aprofundar, né, essa questão do sofrimento, eh, salvo engano, é até nesse livro Plenitude que ela vai trazer uma visão sobre a dor, a dor missionária, a dor provação, a dor expiação. Eu acho que vale a pena, porque eu não tinha lido ainda quando eu cheguei, né, quando eu escrevi esse livro, Transtornos Psiquiátricos, eu escrevi antes de ler esse livro da Joana de Angeles, mas lendo agora achei impressionante como ela faz uma forma didática de explicar, né, conceitualmente a diferença entre provação e expiação. Então ela vai dizer assim, ó, a dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos. Parece já contraditório quando de causa efeito. A dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos. Aí a gente pode pensar: "Ah, mas ela tá dizendo isso só de uma maneira poética, uma forma de dizer, uma maneira." Mas Joana, ela é poética, é, mas ela não escreve uma forma poética destituída de uma de um significado. Não é poesia para ser bonito, para encantar a pena. Impressionante toda a mensagem que você lê dela, mesmo sendo muito bonita, poeticamente falando, tem uma verdade, digamos assim, juridicamente falando ou psicologicamente falando, juridicamente lei de Deus, psicologicamente falando as questões da nossa intimidade. Então, a dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos. Não é só consoladora. Ela quer nos dizer que quando nós saímos do estágio da psicopatia, em que nós éramos a a pessoa que causava a dor, aí não é uma bção, porque nós estamos causando uma dor. E veja que a pessoa nesse estágio não sente dor. O psicopata, ele pode sentir dor física, mas ele não sente uma dor emocional. Ele
ausava a dor, aí não é uma bção, porque nós estamos causando uma dor. E veja que a pessoa nesse estágio não sente dor. O psicopata, ele pode sentir dor física, mas ele não sente uma dor emocional. Ele não sente, ele é uma pessoa frio, fria. Ele tem uma indiferença moral, espiritual, emocional, porque ele tem uma uma empatia afetiva alterada, então ele não sente culpa. Então essa pessoa não tem uma dor, entendeu? Quando a gente sente uma dor, nós estamos já saindo do estágio de uma psicopatia e entrando em um estágio diferente. Então, mesmo que a dor seja uma dor de uma esquizofrenia, é uma dor que já mostra ali algum mérito, alguma possibilidade de mudança. Nós estamos deixando de ser o psicopata e entrando na questão de uma doença. Só que veja que coisa complexa, existem psicopatas psicóticos, ou seja, psicopatas que também têm eh essa doença com delírios. Aí é um caso mais complexo ainda porque ainda estão no estágio anterior. Eu tô falando não do alguém que tem traço psicopático, estou falando de alguém que tem a sua doença lá. Qualquer que seja é uma bênção. E qualquer que seja você já tá se habilitando a ser um eleito de Deus, porque você está deixando de ser a dor do mundo, deixando de ser a dor que causa no mundo, mas começando a sentir um pouco o reflexo do que você causou, né, no passado, espiando. Então, a própria expiação já é uma eleição de Deus no sentido de, olha, você vai ter a oportunidade. A reencarnação já é uma oportunidade, porque às vezes o perespírito da pessoa tá tão alterado, com tanto problema que ele causou, que ele não consegue nem reencarnar. Às vezes fica 200 anos sem conseguir reencarnar, com abortos espontâneos, abortamentos espontâneos. Então, quando ele vem em uma reencarnação, já é uma eleição de Deus, já é uma possibilidade de Deus para poderis purgindo as suas dores. Não vos aflijais, pois, quando sofrerdes, antes bem dizei de Deus onipotente, que pela dor neste mundo vos marcou para a glória no céu. Aí tem que ter uma visão espiritualista, né? Só dá
s suas dores. Não vos aflijais, pois, quando sofrerdes, antes bem dizei de Deus onipotente, que pela dor neste mundo vos marcou para a glória no céu. Aí tem que ter uma visão espiritualista, né? Só dá para ter essa entender essa mensagem de Joana. não como poeticamente consoladora, mas como uma poesia verídica, espiritualmente embasada, se a gente entende isso, né? a questão espiritual, a dor que nos modifica, a dor que no mundo modifica o mundo, a dor que vai nos ajudando expiatoriamente falando, provacionalmente falando, a mudar e evoluir. Sede paciente. E aí, por isso que ela coloca paciência. a paciência como sendo uma forma de lidar com as dores. A paciência como sendo uma forma de lidar com essa dor da depressão. E aí a grande tarefa que a gente pode fazer, uma das grandes tarefas que a gente pode fazer em lidando com essas dores, com esses, com esses adoecimentos, com esses sofrimentos, é tendo paciência. E veja que paciência é irmã de resignação, porque a resignação é paciente, assim como a paciência vai levando a resignação. Agora, não é a mesma coisa, né? Porque o a vingança também é paciente, né? A vingança também é paciente. Então não é a mesma coisa, porque a primeira lição que a gente faz em várias coisas na vida, amigos, é uma lição perturbada. a gente aprende de forma perturbada. Então, veja a fala popular, né? A vingança é um prato que se come frio, ou seja, a gente tem que esperar às vezes para poder se vingar. Então, a paciência, inicialmente, o rudimento da paciência, ela é perturbada, mas obviamente não é esse tipo de paciência que Jona de Angeles tá dizendo. Ela tá falando já de uma paciência sublimada pela fé, pelo amor. Uma paciência que vai ser vinculada diretamente à resignação, né? Agora, a resignação parece ser algo mais profundo ainda, porque a resignação envolve dentro dela a fé, né? Por isso que as pessoas eh mesmo que não têm fé, elas falam bem da paciência, né? É importante ter paciência, etc. Agora, quando fala de resignação, não.
que a resignação envolve dentro dela a fé, né? Por isso que as pessoas eh mesmo que não têm fé, elas falam bem da paciência, né? É importante ter paciência, etc. Agora, quando fala de resignação, não. Resignação, dificilmente você vai encontrar uma pessoa que não tenha, né, que não que que não goste da fé, que vai gostar da resignação. Ela vai dizer assim: "É, foi aceitação, né? ela vai mudar o nome. Eu digo como psicoterapeuta ou como psiquiatra, quando eu vou falar de propósito, a palavra resignação pelos meus amigos psicoterapeutas ou psiquiatras, logo logo eles mudam a aceitação, né? Ela teve uma postura de aceitação, porque aceitação é uma coisa mais neutra, entendeu? Aceitação é uma coisa mais neutra. Resignação não é neutro. Resignação, por isso que muito bem colocou Lázaro na mensagem posterior, resignação e eh e obediência, né? seriam as marcas do Cristo, ou seja, as marcas da fé. Então, a paciência, nessa visão de Joana de Anes, ela é irmã da resignação, ela faz parte da resignação e ao mesmo tempo ela leva a resignação, assim como a resignação leva a paciência. Então são duas faces, né? Só que a resignação um pouco mais aprofundada porque não existe uma resignação para vingança, entendeu? Existe uma persistência, existe uma paciência para se vingar, mas resignação para uma vingança, já pensei muito para ver, acho que resignação é o eh é o aprofundamento da fé, sabe? é a fé sublimada no seu aspecto mais profundo porque ativa. E nesse sentido, a Juna de Anjo vai dizer assim: "Olha, a paciência também é uma caridade." Veja que coisa interessante. A paciência é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo enviado de Deus. A paciência é uma caridade. Por quê? Caridade para com o outro, caridade para conosco. O outro não é um ser angelical, nem eu sou um ser angelical. Então, eu e você precisamos de paciência um para com o outro. Mais uma vez, quando Joana de coloca que a paciência é uma forma de caridade, ela nos leva à mesma visão que Lázaro nos traz na
angelical. Então, eu e você precisamos de paciência um para com o outro. Mais uma vez, quando Joana de coloca que a paciência é uma forma de caridade, ela nos leva à mesma visão que Lázaro nos traz na resignação. Paciência e resignação são formas ativas, são forças ativas diante de nós. Paciência não é acomodação. Paciência não é, digamos assim, uma coisa passiva. Porque mais uma vez o nosso espírito na é um espírito muito inquieto, muito perturbado, né? Muito angustiado. Então essa inquietação em geral nos faz aqueleer tem uma atitude, né? A paciência nos pede para meditar, para esperar, para aguardar. Então isso é uma ação, né? Aguarde, é uma ação. Esperar é uma ação. Então, é a uma atividade. Esperar é uma coisa difícil, inclusive de você fazer, de nós fazermos. Então, caridade, esperar no amor. Esperar no amor é a paciência que é caridade. Esperar no amor o momento em que eu poderei me orgulhar de toda a minha vida no sentido positivo do termo. Diz assim: "Que coisa boa, agora eu não tenho nenhum equívoco, né? Agora eu estou habilitado a ser aquele que apedreja, que joga a primeira pedra. Porque Jesus disse: "Aquele que tiver sem pecado, que tira a tira a primeira pedra". Todo mundo saiu porque ninguém tinha condições de ter tanta assim amor próprio, né? Ele tinha. Mas aí quando você tem, quando se a gente tiver, quando a gente tiver, na verdade, para ser otimista, né? Não, se se já traz um pessimismo. Quando a gente tiver, quando nós formos anjos, aí a gente vai ter a mesma atitude, vai jogar a pedra no chão. O ato de apedrejar, qualquer que seja, a pedrada moral, emocional, já é nos mostra a nossa impaciência, consequentemente, já nos mostra nossa perturbação, né? Já nos mostra que nós não somos esses espíritos angelicais. A paciência é uma caridade. Uma caridade, portanto, é um amor. Qual o sentido da palavra caridade, assim como Jesus ensinava? Pergunta Allan Kardec, né? Benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas. Então, a
é um amor. Qual o sentido da palavra caridade, assim como Jesus ensinava? Pergunta Allan Kardec, né? Benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas. Então, a caridade é uma o eh envolve o amor, né? O amor em ação, então é uma atividade da mesma forma eh que a paciência. Então é muito interessante a gente pensar a paciência como uma força ativa. Então é um exercício de paciência. tem total razão de ser essa fala, porque a paciência precisa de um exercício. A gente treinar, assim como a gente treina o corpo, treinar a mente para guardar, para conseguir esperar e esperar pensando nessa perspectiva, eu estou fazendo uma caridade pra pessoa, né? Podendo guardar a minha resposta. Estou fazendo um amor para a pessoa e para mim mesmo, não ficando inquieto, me cobrando tanto para ser perfeito hoje, para não cair nas vias do perfeccionismo. Estou sendo caridoso para comigo, me amando a partir da paciência. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e conseguemente muito mais meritória. A de perdoarmos. Então veja que coisa, ela vai trazendo na paciência ou vai dizer que a paciência é uma caridade. Caridade, porém, envolve perdão. E ela vai agora fazer a mistura do perdão, paciência, caridade, né? Existe outra forma de caridade, perdoarmos aos aos que Deus colocou em nosso caminho para ser instrumentos do nosso sofrer e para nos pôrem a prova a paciência. Ou seja, aprova a paciência, aprendermos a ser pacientes a partir das perseguições, a partir dos impropérios, a partir das perseguições, aprendermos a ter fé, a ter resignação. Então, essas coisas assim, elas vão se somando, elas vão se ampliando. E a gente pode dizer que tudo é a grande, tudo é o amor, né? no sentido de ser todas essas características, paciência, resignação, obediência profunda, afabalidade, doçura, são formas de amar, são manifestações do amor. E a gente vai então tentando, como o amor é uma coisa muito complexa, a gente vai tentando
ciência, resignação, obediência profunda, afabalidade, doçura, são formas de amar, são manifestações do amor. E a gente vai então tentando, como o amor é uma coisa muito complexa, a gente vai tentando entender pelas formas de manifestação. A vida e aí a psicoterapeuta, né? A vida é difícil, bem eu sei. Ou ela validando as nossas queixas. Nada de dizer: "Ah, eu sou um fraco, eu sou isso, colocar para baixo". Não, a vida é difícil, bem eu sei. Mas o que eu sofro é quase nada. De fato, compõe-se de miladas. Aquilo que eu passo, que você passa é quase nada. Mas ela vai dizer, vão se juntando a outras picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Mesmo que o teu sofrimento, meu, seja pequeno, pouquinho, um alfinete, mas acaba por ferir. Aí ele Joana de Anjo ali dizendo, não, não sou eu, não é você, é própria Joana terapeuticamente falando, dizendo assim: "Olha, a vida é difícil, bem sei, tem pequenas coisas que vão se somando e tudo bem a gente sofrer." Porém, ela vai agora trazer a visão. sai da visão, né, psicoterapêutica, que fica glamoreando, fica ruminando, fica roedeira e vai para uma visão que olha pra frente. Se, porém, atentarmo-nos, né, nos deveres que nos são impostos, nas consolações, ou seja, a gente ficar não só preso na dor que aconteceu, mas assim na tarefa que a gente tem para fazer, não só na depressão, mas na tarefa de aprender a ser paciente com a depressão, consigo mesmo, com a dor que a gente tá vivendo. ficar preso mais na tarefa profunda, a gente aprende a ser um pouco mais paciente, porque a gente entende que tem um significado, que tem um porquê ou um para quê. Se a gente ficar mais atento nas consolações que a gente recebe ou nas compensações que, por outro lado, a gente recebe, nós iremos reconhecer que as bênçã são muito mais numerosas que as dores. Então, olha aí a psicoterapeuta olhando, validando a dor, mas ampliando e falando assim: "Ela fica de olho mais no teu propósito. Vai ficar de olho só na dor, mesmo que seja a dor depressiva, a dor
s. Então, olha aí a psicoterapeuta olhando, validando a dor, mas ampliando e falando assim: "Ela fica de olho mais no teu propósito. Vai ficar de olho só na dor, mesmo que seja a dor depressiva, a dor psiquiátrica, fica de olho não tem propósito. Qual o propósito se tu és reencarnacionista? Evoluir, Léo. Qual o propósito, se tu és reencarnacionista dessa doença que tu tens? é o propósito de aprender ser paciente, amoroso, resignado. Então, esse é o propósito, essa é a tarefa, essa é a missão no sentido figurativo do termo que nós temos para com o nosso coração. Se a gente fica atento a isso, ao que, a gente sai das tramas da lamúria e adentra nas na na possibilidade de uma nova construção. O fardo, olha que coisa, o fardo parece menos pesado quando se olha para o alto do que quando se curva para a terra à fronte. Se você fica só vinculado mais uma vez à dor em si e não olha para a transcendência dela, aí fica muito mais difícil. O fardo fica muito mais pesado, porque é uma lamúria, né? E não olha pro futuro. Coragem, amigos. Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu Jesus do que qualquer um de vós e nada tinha de se penitenciar. Aí é grande exemplo da dor missionária, né? Jesus é o grande exemplo da existência da dor missionária. Ao passo que vós tendes de espiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro, a partir de passando pelas pelas provações. Sede pois pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. Um espírito amigo, né, em árvore, 1862. Sugiro mais uma vez que você abra a mensagem a paciência disse que com essa perspectiva psicoterapêutica, vendo que não é só uma palavra poeticamente bonita, mas em cada frase, é impressionante, em cada frase ela está dando uma dica psicoterapêutica. E, aliás, quem é da área da psicoterapia em quem, ou então quem já passou por uma psicoterapia sabe muito bem que enquanto psicoterapeutas a gente não vai ficar fazendo assim uma oratória inteira, né? Não é uma palestra aqui como a gente tá fazendo, não. São palavras que vem no
uma psicoterapia sabe muito bem que enquanto psicoterapeutas a gente não vai ficar fazendo assim uma oratória inteira, né? Não é uma palestra aqui como a gente tá fazendo, não. São palavras que vem no momento adequado, na hora certa. Então é uma grande palavra psicoterapeuta, terapêutica que Joana de Ângeles nos apresenta para entendermos a transcendência da lei de causa e efeito e entendermos que qualquer tipo de dor, mesmo que não seja missionária, mesmo que não seja provacional, mesmo sendo uma dor expiatória, ela pode ser uma tarefa, a divina tarefa de nos aprender, de nos ensinar a paciência. E a paciência é um desdobramento da caridade. E a caridade é o amor em ação. No final das contas, a grande tarefa é amar. Infelizmente ou felizmente, o aprendizado do amor não só vem pelas vias amorosas, né, que nós já sabemos, mas o aprendizado do amor vem pelas dificuldades também, porque a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos. Se Deus te ama, se Deus me ama, se Deus mandou para todos um pouco a dor, é porque ele ama seus filhos. Deus é o autor da vida. Deus é o nosso pai. E a dor é uma bênção que ele nos envia, porque nos faz transcender a existência. Essa é a perspectiva da doença como tarefa que a gente quis escrever no livro Transtornos Psiquiátricos, um olhar médico espírita. Que você fique em paz e que possamos estar juntos no próximo programa.
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