#21 • Jesus e Saúde Mental • Sofrimento e superação: o livro de Jó (Parte 3)

Mansão do Caminho 21/02/2023 (há 3 anos) 43:26 6,765 visualizações 867 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 21: Sofrimento e superação: o livro de Jó (Parte 3) » Apresentação: Dr. Leonardo Machado

Transcrição

Muito boa noite. Eu convido você hoje para estar conosco em Jesus e saúde mental para que a gente possa terminar as reflexões em torno do livro de Jó nesta terceira parte. Estamos hoje fazendo o terceiro episódio, o terceiro programa, a terceira palestra sobre o livro de Jó, fazendo pontes, né, com a nossa saúde mental, pontes com a doutrina espírita. E como esse livro pode nos ajudar a entender uma série de questões relacionadas ao sofrimento humano e não só ao sofrimento, mas a superação desse sofrimento, a superação num sentido mais abrangente, a superação no sentido mais técnico, inclusive do termo. E aí eu queria hoje começar apresentando para vocês esse termo técnico chamado superação. Durante um tempo, na medicina era pensado a superação quando a doença era curada, mas existiram, né, existiu na realidade um movimento de pessoas que pessoas e e familiares e pacientes também que eram cometido por eh diagnósticos que não tinham cura ou que não têm cura, mas ela começaram a se juntar num movimento chamado recovery, que seria a recuperação. numa tradução literal, mas que para tradução, digamos, mais científica, mais técnica, no português ficou o nome superação. Por quê? Porque a ideia do recovery, desse movimento, era de que mesmo com a doença não conseguindo ser curada totalmente, elas conseguiam se recuperar daquele diagnóstico da fase mais aguda e viver a vida com satisfação, uma vida mais plena. apesar do diagnóstico, apesar da doença não conseguir ser curada. E esse movimento do recovery chega na psiquiatria, ou seja, nas pessoas com adoecimento psiquiátrico, tanto aqueles mais leves quanto os mais graves. E nos fala dessa seguinte forma: mesmo os diagnósticos que não conseguem ser curados e na psiquiatria a maioria, né, dos diagnósticos que nós damos enquanto médico psiquiatra, nós não conseguimos obter uma cura, né, com a medicina na atualidade. conseguimos controlar sintomas e aí vem tentar fazer com que as pessoas superem esse diagnóstico, vivendo a sua vida com

iquiatra, nós não conseguimos obter uma cura, né, com a medicina na atualidade. conseguimos controlar sintomas e aí vem tentar fazer com que as pessoas superem esse diagnóstico, vivendo a sua vida com plenitude, com satisfação, com esperança, com objetivos, apesar da presença do diagnóstico. Então, sim, a superação aqui colocada é a superação nessa perspectiva. Mesmo que a problemática ainda esteja presente, mesmo que o diagnóstico ainda esteja presente, afetando de uma maneira ou outra a saúde mental, que a nossa postura diante desse diagnóstico, diante dessa problemática, possa ser de tal forma que a gente possa dizer que superamos, porque de fato estamos conseguindo viver a vida com um pouco mais de plenitude. E nesse sentido, Jó tem muito a nos ensinar dessa postura. E a primeira reflexão, então, que eu queria trazer um apanhado geral, né, fazer um fazendo um resumo dos principais pontos, dos principais ensinamentos que o livro de Jó nos trouxe. E ampliando um ponto para podermos eh finalizar essas reflexões em torno do livro de Jó, é a seguinte questão. Eu vou usar alguns slides, então peço para pessoal da mansã colocar aí o primeiro slide que traz essa reflexão. Quando as tragédias acontecem com os outros, as explicações sobre eh a questão do mal e ou do sofrimento parecem ser suficientemente esclarecedoras. No entanto, quando o sofrimento e o mal batem à nossa porta, as respostas existentes não nos parecem ser muito boas ou muito eficazes para diminuir a nossa dor. Essa é uma reflexão interessante que a gente pode pensar, né? Quando é para a dor do outro, né, para entender a dor do outro, para entender a problemática do mal, do sofrimento como um todo, de certa forma, nós nos contentamos com as explicações que nós temos em diversos meios. Mas quando a dor bate a nossa porta, quando o sofrimento bate a nossa porta, quer seja na intimidade do nosso lar com familiares, quer seja dentro de nós com conosco, parece que as explicações começam a ficar faltando, né? E a gente

rta, quando o sofrimento bate a nossa porta, quer seja na intimidade do nosso lar com familiares, quer seja dentro de nós com conosco, parece que as explicações começam a ficar faltando, né? E a gente não quer saber de forma mais genérica, a gente quer saber de forma mais específica. E de certa maneira o livro de Jó versa sobre isso. Ele não versa apenas sobre a paciência que nós podemos e devemos ter diante dessas situações, mas versa também sobre o que está por trás dessas situações de sofrimento. Então, nesse sentido, a gente vai pensar sobre as razões para o sofrimento. E aí diria, é a essência do livro de Jó, né? Primeiro, o sofrimento vem como uma perspectiva, tá? Eh, de consequência de punição, algo nesse sentido, pelos erros humanos. E percebam que essa é a única explicação, né, que parecem ter os três amigos de Jó. a gente chama assim, os três amigos molésticos de Jó, porque eram amigos, mas molestaram no sentido de trazerem sofrimentos a mais, porque colocaram, como a gente colocava no episódio anterior, o dedo na ferida, dizendo que olha, Jó, você tá sofrendo, mas a culpa é sua, né? Porque você tá pagando por um erro que você cometeu, porque só sofre, né, o injusto, a pessoa, eh, digamos assim, que cometeu erros. É interessante que nessa perspectiva a gente pode entender inclusive que, olha, todo mundo comete erros, todo mundo comete equívocos, todo mundo tem os seus pecados. E aí é interessante que os teólogos ao analisarem essa justificação do sofrimento, eles colocam sim, é óbvio que Jó também tinha os seus equívocos, apesar de ser um homem probo, apesar de ser um homem digno, ele também tem os seus equívocos. E aí a questão que os teólogos levantam não é que esse aí não encerre um princípio de verdade no que a doutrina também concorda se a gente pensar na questão reencarnatória, né, que a gente se debruçou tanto na no episódio anterior, na parte dois dessas reflexões. A questão é que eh todos nos equivocamos e especificamente, né, aquela problemática

a questão reencarnatória, né, que a gente se debruçou tanto na no episódio anterior, na parte dois dessas reflexões. A questão é que eh todos nos equivocamos e especificamente, né, aquela problemática intensa de Jó não parecia ser explicada pelos pequenos erros, pequenos gravames que ele tinha cometido naquela existência. Com uma visão espiritista, a gente traz um pouco mais de complexidade, porque a gente entende que há também a perspectiva de outras existências. E às vezes a pessoa muito justa, muito boa, inclusive missionário, passam por eh situações muito penosas, não necessariamente por dificuldades de uma existência próxima, mas às vezes por dificuldades de existências bem antigas, que só agora, pela nobreza do coração que cada um deles demonstra que eles teriam condições de enfrentar essas problemáticas. Mas aí veja que essa matemática faz sentido. Um sofrimento vem por causa de um equívoco. Um sofrimento vem pela desarmonia que o ser criou para com a harmonia universal. Mas isso não significa dizer que a desarmonia foi recente ou que é de hoje. Portanto, se a harmonia não é de hoje, não é recente, isso não significa que a pessoa é ruim, ou seja, é um criminoso nesse sentido. que se às vezes acontece de missionários estarem passando por grandes padecimentos e esses padecimentos poderem ter uma explicação de outra existência, é justamente o fato deles terem a capacidade de ser missionários no sentido maior do termo, é que fez com que agora mais evoluído, né, e, portanto, não o perturbado de outrora conseguisse então passar pela pelas dificuldades. a ideia de que Deus dá o frio conforme o cobertor, a solução da problemática muito muito difícil, muito pesada, vem justamente nessa existência em que o ombro é mais largo, né, em o em que o cobertor é mais largo e ele consegue eh acalmar o seu sofrimento, aquecer o coração, aquecer o corpo de uma maneira mais eficaz. sem levar ainda em conta que a gente também tem que perceber que existem os adoecimentos, os sofrimentos, os padecimentos

seu sofrimento, aquecer o coração, aquecer o corpo de uma maneira mais eficaz. sem levar ainda em conta que a gente também tem que perceber que existem os adoecimentos, os sofrimentos, os padecimentos voluntários, que são até missionários. A pessoa não tem, o missionário ali tem não tenha uma expiação especificamente para passar por causa daquela problemática, mas para poder ensinar eh resignação, resignar eh ensinar resiliência, né? ensinar paciência, ele vem como um instrumento de Deus para ensinar as pessoas como lidar diante dos seus padecimentos. Então veja que a amplitude, né, e os amigos, os três amigos molestos de Jó, eles ficaram muito em cima de uma visão muito binária. E o texto de Jó vem contraargumentar por isso. No final tem um discurso que a gente vai se deter um pouco, que é o discurso de Eliu, que era um jovem que estava presente, jovem do ponto de vista etário mesmo, biológico, que estava presente, mas que deixa para discursar no final. E aí o o Eliu traz uma uma perspectiva do porquê do sofrimento muito interessante. Então ele vai colocar o sofrimento do justo, que é isso que traz uma problemática na nossa cabeça. O sofrimento do justo e é uma disciplina, tá? O sofrimento do justo serviria como uma disciplina para o justo. Ou seja, não é uma consequência de um equívoco apenas, tá? forma simplória, como os amigos de Jó colocavam, mas é justamente uma disciplina, uma disciplina para que a pessoa possa ter essa postura que Jó desenvolveu e aprendeu a ter uma disciplina. Porque veja, imagine um adoecimento, qualquer adoecimento traz alguma limitação. Eu me dete mais no adoecimento porque a nossa profissão, né, o que eu tô mais ligado é o adoecimento. A grande causa de sofrimento humano são os adoecimentos, são as questões de saúde e também a nossa série sobre saúde, saúde mental em particular e saúde geral. Então vamos pensar o adoecimento como um todo, ele traz alguma limitação e essa limitação traz algum regramamento. Então esse regramamento traz alguma disciplina

de mental em particular e saúde geral. Então vamos pensar o adoecimento como um todo, ele traz alguma limitação e essa limitação traz algum regramamento. Então esse regramamento traz alguma disciplina porque toda regra impõe uma disciplina. Então toda limitação impõe alguma regra para para podermos lidar com essa limitação e essa regra traz a disciplina. Vamos pensar numa hipertensão arterial sistêmica, um adoecimento bem comum e em tese bem simples. Traz o quê? uma limitação, né, do da ingestão de sódio, de sal. Essa limitação traz alguma regra do tipo, ah, eu vou ter que fazer a comida de minha casa sem sal, ema, ou seja, uma regra, né? E essa regra traz uma disciplina. Então, o sofrimento, imagine só um uma pessoa justa que tem hipertensão arterial sistêmica, está no sofrimento, né, aprendendo ainda mais o valor da disciplina, porque para se ser eh um bom paciente, temos que ter uma disciplina, temos que ter alguma obediência. E alguém então me colocava: "Então quer dizer que eu tenho que ser obediente?" Ele tava bastante revoltado, com muita raiva do diante do sofrimento, que vinha a longo prazo e não obtia uma cura, porque muitas vezes a gente não tem cura, como eu coloquei. E aí a gente tentou trabalhar essa questão da superação, do recovery, mas ele ficava insistentemente agora pensando na cura mesmo assim total, etc. E ele falou: "Poxa, então eu tenho que ser obediente". Eu falei, é, a vida para ser vivida, ela nos demanda algum nível de obediência e a gente tem que obedecer em algum aspecto. Não dá pra gente ter 100% de liberdade. A gente precisa ter algum tipo de obediência. E eu falava para ele, olha, eu recentemente tive um adoecimento, tive um acidente isquêmico transitório, fiquei com cegueira no olho direito durante 5 minutos, fiquei internado numa UTI, né? Tudo bem, né? Porque também é interessante você estar obediente enquanto você tá inconsciente, é uma obediência mais fácil, né? Você tá na obedeci todo mundo, mas também tava entubado, tava sedado. Aí não é uma

né? Porque também é interessante você estar obediente enquanto você tá inconsciente, é uma obediência mais fácil, né? Você tá na obedeci todo mundo, mas também tava entubado, tava sedado. Aí não é uma obediência voluntária. Eu não tava desse jeito na alteio. Eu tava mais em observação, em investigação, mas totalmente consciente. Então eu tive que ter obediência, apesar de ser médico e apesar de às vezes ser muito difícil, inclusive tratar médicos eh e pessoas da saúde da saúde em geral, enfermagem, técnicos de enfermagem, sabe? psicólogos às vezes é difícil porque às vezes é o público menos obediente porque às vezes querem ser médicos ou profissionais de saúde deles próprios ou então querem questionar demais eh a conduta e é importante o questionamento, mas é importante sobretudo saber quando e como questionar. Então, teve algum momento que a médica que cuidava do meu caso, indicou um exame e o médico plantonista, acho que ele tava um pouco atrasado assim, meu, chegou esbaforido de outro plantão, ele não quis seguir a conduta e eu como médico sabia que a conduta da primeira estava mais correta, mais acertada. E aí eu tive que usar então meu conhecimento médico, né, para desobedecer um pouco o colega plantonista e obedecer, mas aí eu tava obedecendo alguém, obedecer a colega eh que cuidava do caso, mas essa desobediência não veio com com agressividade, veio com conversa e mala, né, fui brincando, conversando, mas rapaz, vamos ver tal. E aí realmente a conduta foi mantida e foi fundamental para o caso. Então a gente pode usar o nosso conhecimento a nosso favor, mas muitas vezes nós usamos eh a o a a a fazendo um desfavor e um desserviço para todo mundo e nos colocamos como pessoas difíceis de serem tratada porque não obedecemos minimamente. E na época em que é muito enaltecido questionar ou questionar, tá ficando cada vez mais difícil tratar tratar. Por quê? Porque as pessoas já chegam com um bocado de conhecimento solto, né, na faculdade de medicina da internet, né, nos perfis de Instagram

stionar, tá ficando cada vez mais difícil tratar tratar. Por quê? Porque as pessoas já chegam com um bocado de conhecimento solto, né, na faculdade de medicina da internet, né, nos perfis de Instagram que a gente dá informação. Eu dou também para ajudar as pessoas informação, informação gratuita, mas é uma informação limitada que não vai eh habilitar a gente a desobedecer 100%. Então, é preciso sim aprendermos um pouco de disciplina. E disciplina impõe um pouco de obediência e o sofrimento pode nos ajudar isso. O discurso de Eliu traz muito bem essa perspectiva. Outro ponto importante é o sofrimento servindo para mostrar que todos os homens diante de Deus eh devem eh assumir uma postura de humildade. Então, tá muito ligado o que eu coloquei agora, né? E o próprio discurso Deliu também traz essa questão de humildade diante de Deus. Porque veja, por mais eh abrangentes que sejam as respostas que nós temos para os problemas humanos, né, a gente nunca tem o raio X específico para cada pessoa. Por exemplo, vamos pegar o exemplo de saúde. A gente sabe que eh depressão tá associado a uma série de alterações biológicas, de neurotransmissores, alterações inflamatórias no corpo como um todo. A gente sabe isso devido aos estudos científicos. Mas quando chega uma pessoa, né, e tem um diagnóstico de depressão primária, ou seja, não a depressão com ou por outras causas, ainda nós não temos um exame que detecta as alterações naquela pessoa, né? Até temos exames que detectam alterações, mas essas alterações detectadas não são diagnósticas. Nós não temos ainda um exame que seja assim patognaomônico, ou seja, teve alteração. É essa alteração específica de depressão, não. Porque alterações encontradas na biologia da depressão também são encontradas na biologia da esquizofrenia, na biologia do transtorno bipolar, na biologia do transtorno de ansiedade. Ou seja, os adoecimentos psiquiátricos trazem alterações biológicas muito próximas e por isso que a gente não tem essa disponibilidade

ia do transtorno bipolar, na biologia do transtorno de ansiedade. Ou seja, os adoecimentos psiquiátricos trazem alterações biológicas muito próximas e por isso que a gente não tem essa disponibilidade ainda de exames específicos. diagnósticos e aí isso traz algum nível de desconhecimento geral, entende? Assim, a gente pode individualizar caso a caso, falar de forma geral e conhecendo a história da pessoa, deduzir que, olha, esses fatores estão presentes na tua vida e esses fatores a gente sabe que contribuem paraa depressão do ponto de vista de estudos científicos. Então, é mais ou menos isso que acontece do ponto de vista filosófico espiritual. Eu tenho um conhecimento reencarnatório, tenho um conhecimento da lei de causa efeito, tem uma série de conhecimentos, mas quando eu sofro especificamente, eu tenho como rapidamente recer recorrer aos meus conhecimentos gerais, ou seja, sobre as adorações biológicas, ou seja, sobre as questões espirituais envolvidas no sofrimento, fazendo um paralelo com as questões biológicas da depressão. Mas no meu caso, ela é o nar do machado, porque eu especificamente passei por um acidente isquêmico transitório, apesar de estar com a minha biologia toda saudável. Eu pego então meu conhecimento de que se deve provavelmente alguma questão reencarnatória, né? Eh, mas eu não sei especificamente o que foi. E aí, enfim, a gente pode ter revelações que tentam, digamos assim, especificar desse conhecimento geral, foi alguma questão reencarnatória, o que é que aconteceu, né, comigo no passado, o que é que eu fiz, o que que o que que qual foi minha postura que me trouxe essa perspectiva. Aí eu tive uma pequena uma revelação do Divaldo Franco me colocando que eh mas veja que a revelação não foi me trazendo a digamos assim quando foi que eu me atrapalhei lá nas outras reencarnações para poder eh criar no meu perespírito um débito desse. Não me trouxe essa revelação específica. Então, em relação a isso, eu não tenho conhecimento específico. Por isso que eu

as outras reencarnações para poder eh criar no meu perespírito um débito desse. Não me trouxe essa revelação específica. Então, em relação a isso, eu não tenho conhecimento específico. Por isso que eu preciso de humildade para saber que Deus, né, eh, é maior e acreditar na providência divina. A revelação que eu tive foi que, olha, era para ter ficado uma sequela, né? A encrenca que eu fiz lá no passado, que era para que trouxe uma alteração perespiritual, que era para me trazer para me trazer uma cegueira permanente, não sei, de um olho, de dois, não sei, mas devido aos meus méritos, devido à minha vivência, eh, nesta existência, eu trouxe uma um livramento, né, como se fala em algumas religiões, né, eu tive um mérito de poder me livrar desse débito, né? Ou seja, passar pela expiação, pagar os meus débitos, mas sem sequelas por causa da atenuação pela postura. Então, é uma revelação, entende? Mas não é uma revelação que especifica onde o ponto e as pessoas querem saber exatamente. Então, humildade para aceitar a não sapiência de tudo. É isso também que o livro de Jó nos ensina repetidas vezes, né? Como é que a gente pode querer saber de tudo se tem tantos pontos do universo, tantos conhecimentos que fogem a nossa limitação de entendimento? Os sofrimentos da terra são temporários diante da vida gloriosa noento. Esse é um outro argumento que nos ajuda a lidar com o sofrimento. E mas perceba assim que esses argumentos nem nem sempre eles lidam diretamente respondendo o porquê, né, do adoecimento. Algumas vezes eles lidam com o para que, né? esse que seria a finalidade do aprendizado. E outras vezes também eh essas explicações nos ajudam a lidar. Então o livro de Jó, ele fala eh sobre toca na questão dos porquês, né? Mas fala também muito desse para que a função, digamos, educativa da dor, a função educativa do sofrimento. Isso já ajuda a gente a lidar. Eh, e também traz algumas passagens como essa, né, de que a vida aqui na Terra é transitória e, portanto, por maior que seja o padecimento na

ão educativa do sofrimento. Isso já ajuda a gente a lidar. Eh, e também traz algumas passagens como essa, né, de que a vida aqui na Terra é transitória e, portanto, por maior que seja o padecimento na Terra, eh, não é nada diante da vida gloriosa no Túmulo, especialmente essa vida gloriosa que vai se ter dependendo do da postura diante do padecimento. Então, não explica nem o porquê, nem o paraquê, mas essa informação nos ajuda a ter eh tranquilidade, paciência, resignação como J. Mas talvez eh outro os pontos que são bastante interessantes aí eh no livro de Jó, eu tô, né, como você tá vendo, eu tô com vendo aqui os slides que tá pretando na sua tela, né, que tá do meu lado, então eu tô tendo que me esquivar um pouco às vezes para poder ler eh corretamente, tá? Os justos eh podem obter forças, né, eh a partir das profundezas da fé. E essas profundezas são cavadas pelo sofrimento. Então o sofrimento teria como finalidade cavar as profundezas da nossa fé. e a nossa fé, né, que é característica da nossa da nossa justeza, digamos assim, ou seja, da nossa do nosso caráter ligado, né, a gente vai, quanto mais eh justo como Jó, a gente naturalmente vai chegando nessa questão da confiança. Então assim, essa confiança pode ser ampliada porque o sofrimento nos amplia, nos amplia a visão e no o sofrimento faz com que a gente cave o buraco mais profundo para aterrar, né, e solidificar a nossa fé. Apesar, e esse é um ponto importante, apesar de não se saber eh a razão profunda dos sofrimentos, é possível tomar conhecimento da bondade e da providência divinas, que permitem que todas as coisas aconteçam e assim é possível descansar em Deus. Esse é outro eh ensinamento que vai se, veja, esses três pontos dos slides, eles vão que como consequência e e eu trouxe no slide separado. Por quê? Porque me parece que é a essência do livro de Jó mesmo, sabe? Os outros trazem pontos, discussões, mas o livro de Jó, né, a resposta que Jó encontra para lidar com o seu frimento, né, e essa resposta gêneres, né, muito diferente,

ncia do livro de Jó mesmo, sabe? Os outros trazem pontos, discussões, mas o livro de Jó, né, a resposta que Jó encontra para lidar com o seu frimento, né, e essa resposta gêneres, né, muito diferente, muito bonita, muito poética que ovo de Jó nos nos propõe, está aí profundamente ligada a essas questões, né? os justos podem eh a partir do sofrimento cavar as profundezas da fé e apesar de não saberem, né, totalmente do as razões do sofrimento especificamente para sua vida, veja que até então especificamente, eu não sei a razão, eu sei do da cegueira temporária, né, chamada maurose e fugaz, que que acometeu que me acometeu como sendo uma questão reencarnatória, um processo expiatório ligado à reencarnação, né, que era para ser pior e que o meu mérito fez com que eu não ficasse com sequelas. Então, tudo isso eu eh eh eu tive possibilidade de ter contato, mas eu não tenho uma sapiência do porquê específico, mas apesar disso, eu posso continuar tendo confiança na providência e na bondade de Deus. O que que é essa providência, né, e na bondade de Deus, na providência de que tudo, providência e bondade vem meio que juntos, né? A providência divina vem junto com a bondade divina, que tudo que acontece na nossa vida vem para eh algum bem. Não significa que o que aconteceu em si é um bem, mas aquilo que aconteceu vem para um bem maior, que é um despertamento. Então, quando a gente tem consciência disso, eu acho bonito essa fala aí, né, eh, teológica, é possível descansar em Deus. descansar em Deus. A vida traz sofrimentos, o sofrimento traz atrito, o atrito traz angústias, traz inquietações. E acho que um dos principais poderes da fé, digo assim, pensando em mim mesmo, é a possibilidade de descansar a alma, descansar as perguntas, né, a razão, o raciocínio. É importante tudo isso, pessoal. Mas chega uma hora que é importante também descansar. E eu não conheço uma outra forma mais firme de descansar nesse ponto que eu tô querendo dizer, que é a fé, a confiança firme na bondade divina

al. Mas chega uma hora que é importante também descansar. E eu não conheço uma outra forma mais firme de descansar nesse ponto que eu tô querendo dizer, que é a fé, a confiança firme na bondade divina e a confiança firme na providência divina. Então, esse descansar em Deus nos enche da presença de Deus. E a presença de Deus talvez eh não seja, né, não melhore, né, os nossos argumentos intelectuais para enfrentar a dor da vida. Mas essa presença dele em nós torna a fé, na providência dele, de Deus, invencível. E esse é o ponto fundamental de Jó. A confiança plena vai acavando a fé. Vai cavando a fé, vai permitindo que a gente descanse nesse refúgio. Não é mais um buraco que nos tira da vida, mas um refúgio que faz a gente descansar. Não é mais uma caverna que nos tira o entendimento como a caverna de Platão, mas é uma caverna que nos faz descansar, né? Assim como os homens das cavernas precisavam daquela caverna para poder se proteger das inquietações da vida ainda muito primitiva, muito dura. Então, é uma é uma profundeza que nos faz descansar e ao mesmo tempo nos enche da presença de Deus. E esse não é um argumento intelectual. É interessante que o livro de Jó não traz um novo argumento intelectual. O livro de Jó traz como resposta para lidar com o sofrimento um argumento místico que é logo depois do discurso de Eliu, a experiência mística que Jó sente. E aí ele, o livro se fecha. Então, quando temos perspectiva da providência divina, nós vamos percebendo que há um bem em tudo e acaba que nós começamos ampliar a nossa gratidão por tudo, né? Isso talvez não seja uma realidade minha, nem sua. E a gente também não deve buscar isso hoje porque é muito difícil, né, digamos assim, você ter gratidão por tudo, inclusive por aquela pessoa que foi instrumento do mal na tua vida. Isso é um ponto depois. por hora, só em você não retribuir o mal ou o mal já tá muito bom, mas a longo prazo a gente antever a lógica disso, porque se tudo vem para o nosso bem, a gente vai conseguir enxergar em tudo a

pois. por hora, só em você não retribuir o mal ou o mal já tá muito bom, mas a longo prazo a gente antever a lógica disso, porque se tudo vem para o nosso bem, a gente vai conseguir enxergar em tudo a presença de Deus, que cada um vai tendo a sua responsabilidade, mas a gente vai ampliando a nossa percepção. E um dia a gente chega lá e aí é motivo certamente de outros temas, né? a amplitude da gratidão. Mais um ponto que eu queria chamar atenção nessa etapa final da nossa nossa palestra, do nosso programa, é a questão da juventude no discurso de Eli, né? Eh, ele vai dizer assim, ó: "Sou ainda muito jovem quando ele vai começar a discursar". Eh, e vós sois anciãos, né? Por isso eu fiquei intimidado e não me atrevi a expor o meu conhecimento. Mas aí ele vai falando isso, começa a expor. Mas logo em seguida, esse é o versículo 6 do capítulo 32 de Jó, não tem o versículo 8 e versículo 9. Então ele vai dizer assim: "Mas o é o espírito no homem o alento de Deus de Shadai que dá inteligência. Não é a idade avançada que dá sabedoria, nem a velice que dá inteligência do que é justo. Essa é uma mensagem profundamente igual a do espiritismo, né? Especialmente se a gente entender que naquele corpo jovem você tem um um espírito às vezes mais velho e portanto mais amadurecido do que algumas pessoas que têm um corpo mais envelhecido desta existência, mas que trazem um espírito muito imaturo. Então, nesse sentido, é muito importante que a gente faça o que o que Paulo, né, sugeriu a Timóteo, né, na carta a Timóteo, na verdade, sugeriu as pessoas eh quando lem a carta e o próprio Timóteo, né, que diz assim: "Ninguém te despreze por seres jovem, ninguém despreze você pela sua juventude." Isso é muito importante. Acho que é uma um puxão de orelha, um chamamento para podermos aplicar espiritismo no ato, né, no nosso dia a dia. A gente tá aplicando isso, confiando no jovem, dando espaço para a juventude dentro da movimentação espírita. a gente tá fazendo de fato eh uma uma aplicação do conhecimento

o, né, no nosso dia a dia. A gente tá aplicando isso, confiando no jovem, dando espaço para a juventude dentro da movimentação espírita. a gente tá fazendo de fato eh uma uma aplicação do conhecimento espiritismo de reencarnação, né, de que a evolução é independente da biologia, sabe? É uma aula prática de reencarnação. E o discurso Deliu não fala disso, né? Não fala da reencarnação, né? Não há esse argumento reencarnatório direto no livro de Jó. Mas eu acho muito interessante essa perspectiva, até porque comecei muito cedo, né, com 13 anos de idade, já tava fazendo eh evangelizando a juventude e já tava fazendo campo quilo com 17 fazendo palestras. E eu me lembrei muito de uma, quando li o livro de Joro, né, aprofundei o estudo, me lembrei muito nessa parte dessa epístola de Paulo a Timóteo, que até já tinha escrito sobre ela quando era mais moço, e também de uma palestra bem jovem em que fui convidada no Centro Espírita, mas a pessoa me conhecia, não existia YouTube, né, não existiam a as redes sociais, assim, Instagram, eh, Facebook, então a divulgação era um pouco pouco mais lenta. Então, a pessoa conheceu o meu nome por artigos que eu escrevi, artigos espíritas, mas não saber quem eu era. Aí quando chegou na palestra, ela ficou super preocupada porque me viu jovem. Eh, e aí foi interessante que ela colocou minha mãe na mesa para fazer a prece, mas e quando foi me apresentar falou assim pro público: "Olha, a gente tá hoje com o esse jovem Leonardo Machado". Pois é, vocês estão vendo aí que ele é muito jovem, né? Mas eu também tô muito preocupada por isso. Ela falou bem assim, bem honesta no público e falou: "Mas olha, vamos orar. Se Deus quiser, vai dar tudo certo. Se Deus quiser, ele se preparou. Qualquer coisa, a mãe dele tá aqui do lado." Então, foi muito interessante porque a coitada ficou assim eh totalmente esquecida desse princípio espírita. que tava ali um jovem, eu acho que eu tinha 18 anos de idade, realmente era muito jovem, biologicamente falando, mas não era um

a coitada ficou assim eh totalmente esquecida desse princípio espírita. que tava ali um jovem, eu acho que eu tinha 18 anos de idade, realmente era muito jovem, biologicamente falando, mas não era um jovem eh totalmente imaturo, né? Tem essa questão das perspectivas etárias reencarnatórias. Eh, então a gente como espiritista a gente pode ampliar essa visão, né? Depois que eu falei para eh diminuir a curiosidade, ela ficou muito tranquila, o público gostou muito. Eu quebrei o gelo um pouco no início. Eh, às vezes me dá uma certa lerdeza antes da palestra que eu nem eu achei estranha a forma que ela me apresentou, mas não fiquei pensando nisso tudo, sabe? Aí fiz a minha palestra, fiz o meu trabalho, o pessoal gostou, ela gostou, me convidou de novo, fui lá eh mais de uma vez, nunca toquei nesse ponto, mas eu achei interessante isso aqui. É basicamente assim, a gente esquecendo da prática profunda, né? E a prática profunda leva eh a essa a essa perspectiva. E o livro de Jó se encerra falando da felicidade do justo, né? A felicidade da pessoa justa. Os capítulos, os o capítulo 42, versículos 16 e 17, o final do livro termina assim: desses acontecimentos, né? Eh, Jó viveu 140 anos e vai dizer que ele viu a eh viu os seus filhos e os filhos dos seus filhos até a quarta geração. E Jó morreu velho e cheio de dias. Antes disso, eh, se coloca assim, Jó recuperando a saúde, os amigos molestos de Jó, eh, até recebendo uma certa advertência a partir de Jó. com com as beness que Jó faz a eles. Eh, Jó conseguindo restituir eh digamos assim até o seu patrimônio físico, etc. E aí há um questionamento eh teológico de que esse final, né, que seria a conclusão do livro, teria sido enxertado depois, que coloca um final muito feliz, assim, né, e um final feliz inclusive do ponto de vista assim físico. E o livro de Jó não é físico, né, assim, a o a recompensa é um livro todo muito abstrato. Então se coloca essa perspectiva, mas mesmo que não tenha sido um enxerto posterior, para deixar um final muito

o livro de Jó não é físico, né, assim, a o a recompensa é um livro todo muito abstrato. Então se coloca essa perspectiva, mas mesmo que não tenha sido um enxerto posterior, para deixar um final muito feliz, eh a gente pode entender, né, como simbólico. Por exemplo, viveu 140 anos é um simbolismo. A gente ainda tem de a ciência assim, provavelmente tá dizendo que a pessoa que viverá 100 anos, né, a geração que viverá 100 anos já tá por aí. as pessoas que viverão mais de 100 anos, sabe, que já estão por aí, por enquanto foram uma ou outra, né? Mas a gente tá envelhecendo quanto população e daqui a pouco vai ser muito comum. Agora, 140 anos naquela época é uma coisa muito eh extrafísica, né? Então, e veja que o principal que ele coloca não é cheio de posses, mas ele traz é cheio de dias. morreu cheio de vitalidade, né? Morreu com a sabedoria eh dos anciãos e cheio de vitalidade. Além disso, com a felicidade que aquele que é pai e é avó sabe ver a sua geração, né? Ver os filhos, os netos, comungar dessa dessa felicidade que é não é tangível. Não é não é tangível, é uma felicidade que não tá tangenciada, não tá sendo tir eh tocada com valores, sabe? Com posses. Não é muito isso. É uma felicidade de você ver um filho feliz. E essa felicidade que não é, não dá para ser monetizada, não dá para ser quantificada. Então, essa felicidade mais profunda e acho que o a principal questão que o Jó, o livro de Jó encerra essa felicidade perene, duradoura, que os justos alcançam e a felicidade do ímpio sendo uma felicidade temporária, uma felicidade até às vezes mais monetizada, mas muito temporária, porque não tá não está cheia de vitalidade. E Jó morreu cheio de vitalidade. O livro de Jó é uma grande metáfora. Se Jó existiu ou não, da visão espírita não nos importa tanto. Nos importa muito o espírito que vivifica. Não é a letra da eh historicidade em si que nos chama atenção. Que nos chama atenção é o espírito da metáfora em relação ao sofrimento humano, em relação à postura de superação, de recovery que a gente

ão é a letra da eh historicidade em si que nos chama atenção. Que nos chama atenção é o espírito da metáfora em relação ao sofrimento humano, em relação à postura de superação, de recovery que a gente pode ter diante do sofrimento. E o livro de Jó, sim, merece ser lido, merece ser relido pra gente entender os recados que estão na Bíblia desde muito tempo atrás nos falando da postura que a gente pode ter. E a gente começa a entender que pode chorar, mas sem ficar se lamureando. Pode reclamar, mas não ficando eternamente na reclamação, cultivando o que que Jó nos lega como sendo a grande característica de Jó, a paciência de Jó. mas que foi bem humana, que soube eh reclamar, soube questionar, mas tudo no seu tempo. Tudo no seu tempo. No final das contas, foi uma um ser que nos ensinou obediência, disciplina, humildade e nos ensinou a presença do divino. Eu rogo a Deus para que você e que eu possamos falar como Jó algum dia, diante de tantos acontecimentos em nossas vidas, a gente possa aprofundar a nossa fé, a nossa experiência mística do divino e um dia conseguir dizer com toda convicção, antes Deus, eu ouvia falar sobre você, sobre ti. Hoje eu te vejo porque hoje eu te sinto nas profundezas do meu ser. Muita paz para todos juntos.

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