#40 • Jesus e Saúde Mental • Perguntas e Respostas

Mansão do Caminho 04/07/2023 (há 2 anos) 37:58 5,315 visualizações 833 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 40: Perguntas e Respostas » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

Muito bem, estamos hoje mais uma vez falando sobre Jesus e saúde mental, mas pegando perguntas e respostas que vocês mandaram e vocês podem mandar no canal do YouTube da Manção do Caminho. se possível não durante o chat ao vivo, porque muitas vezes as perguntas se perdem no chat depois de alguns dias. Coloca eh depois que o vídeo fica gravado no YouTube, bota lá na sessão de comentários, joga a tua pergunta que a gente consegue selecionar ou então manda para o Instagram, né, o meu Instagram, profe_lineardo_line Machado, porque é bem provável que a tua pergunta seja muito útil para não só para você, mas para as pessoas em geral. E então nós vamos, selecionamos e aqui na primeira terça-feira de cada mês nós selecionamos e essas perguntas que t a ver com saúde mental eh para podermos responder numa perspectiva não só psicológica, não só psiquiátrica, mas também espiritual. Então fica comigo que a gente vai fazer alguma dessas perguntas, responder alguma dessas perguntas hoje. Eu gostaria de começar com uma questão muito bem colocada. Como se aceitar sem se vitimizar? De fato, eh, no primeiro momento, não era para ter nenhuma ligação. Não era para ter uma ligação você aceitar as suas questões, aceitar o seu passado, aceitar a sua dor, eh, e cair em um processo de vitimização. Mas quem fez a pergunta deve ter observado muito bem que tem acontecido de as pessoas pegarem o conhecimento psicológico para poder justificar todas as suas questões e justificar não no sentido de entender para alguma modificação. Justificar não no sentido de entender para uma mudança de postura mental, não justificar no sentido de manter as posturas. por exemplo, manter uma postura vingativa em relação aos pais e não pegar eh o entendimento de que questões da da infância, questões da juventude entraram na cota do sofrimento psíquico e essas questões eventualmente podem ter sido e influenciadas pelo pai e pela mãe. E aí eu pego esse conhecimento para poder entender a situação, não ficar me culpando, me julgando por sentir uma

uico e essas questões eventualmente podem ter sido e influenciadas pelo pai e pela mãe. E aí eu pego esse conhecimento para poder entender a situação, não ficar me culpando, me julgando por sentir uma certa raiva da situação, mas pego para poder me libertar dessa raiva, né? ou tentar me libertar desse sofrimento atroz para tentar, portanto, caminhar na direção do auto perdão, não me culpando mais por ter, por exemplo, raiva da situação, mesmo que essa situação tenha sido criada pelos meus pais e aí eu não fico com culpa direcionado a mim, mas também entro no caminho do perdão ao meu passado, perdão aos meus pais, não fico também martirizando porque eles se equivocaram. Então, veja que é diferente. Eu pego os conhecimentos psicológicos no sentido de libertação. Quando eu pego os conhecimentos psicológicos no sentido de justificativa apenas e justificação apenas é eh eh não entrar na ação da mudança e aí sim cair numa vitimização, porque a vitimização ela vai se colocando sempre na postura ou de eh culpabilizar a si mesma, né? Porque acaba tendo dois caminhos. quem se vitimiza muito, eh, acaba não só se colocando na postura de vítima do do mundo, de vítima de tudo, mas em muitas situações ela também se coloca como eh a palmatória do mundo. Então, ela tá sempre dançando entre esses dois caminhos. Ou ela é a palmatória do mundo e ela é a culpada de tudo. Então, é um processo de culpabilização, ou ela joga a culpa para todo mundo, né? E geralmente os pais são os que mais recebem a culpa de quem se vitimiza eh de forma continuada. Então ela fica nesses dois caminhos, tá? Por isso que auto perdão para essa culpabilização excessiva e perdão para diminuição dessa mágoa gerada pela vitimização em si. Então, o que eu tenho visto é isso. Realmente, eh, o conhecimento psicológico tem sido disseminado e a gente usa, veja aqui, esse espaço, né, um espaço eh de uma TV espírita eh sendo utilizado para disseminar conhecimentos não só espíritas, mas no entralaçamento do comportamento humano. Então, na medida

ente usa, veja aqui, esse espaço, né, um espaço eh de uma TV espírita eh sendo utilizado para disseminar conhecimentos não só espíritas, mas no entralaçamento do comportamento humano. Então, na medida que eu vou eh jogando aqui alguns conhecimentos, eh eu tô disseminando conhecimentos psicológicos. Na medida que eu uso a minha rede social para poder trazer algum conhecimento que seja confortador, que seja esclarecedor, eu também tô pegando eh conhecimentos psiquiátricos, psicológicos e espíritas para poder disseminar alguma coisa de boa. Mas o efeito colateral, porque tudo na vida pode ter efeito colateral, palavras podem ter efeitos colaterais. E a gente quanto comunicador, né, e nós como eh pessoas que usamos a palavra para poder eh disseminar conhecimento, disseminar o bem, temos que ter muita consciência disso. E aquelas pessoas que escutam também tem que ter consciência disso, de que totalmente diferente é uma palestra, né, do de uma conversa individual, totalmente diferente, uma conversa individual de uma psicoterapia individual, em que a gente vai adentrar nas entranhas da intimidade e poder individualizar as questões. Então, não é que a gente não vá falar nada por muito medo das palavras, não é isso. É só ter a certa consciência e eu que estou escutando também ter a consciência, a maturidade de que aquela, aquele exemplo, aquela palavra não serve para generalizar todos, todas as situações e muito menos para, digamos assim, eh, deixar, né, excluir uma ajuda profissional específica. Então, o que eu tenho percebido é que as pessoas, sei lá, seguem fulano de tal, que usa o Instagram dele para poder trazer conhecimentos eh psiquiátricos ou psicológicos. E aí elas já acham que estão, digamos assim, PhD, né, em alguma coisa da psicologia, né, PhD em alguma coisa da psicoterapia, mas até podem ser pessoas PhDs, porque o que vai diferenciar no conhecimento psicológico não é o quanto de conhecimento eu tenho, mas o quanto de conhecimento eu consegui fazer para transformar a minha é

até podem ser pessoas PhDs, porque o que vai diferenciar no conhecimento psicológico não é o quanto de conhecimento eu tenho, mas o quanto de conhecimento eu consegui fazer para transformar a minha é existência. É por isso que profissionais da psicologia que vão atender outros, profissionais da psiquiatria que vão fazer psicoterapias em outros, eles precisam também passar por um processo de psicoterapia pessoal, uma análise pessoal, uma escuta pessoal, que não é só uma autoanálise. precisa passar por um outro colega, conversar, né, em psicoterapia ou em análise yunguiana ou em análise freudiana, qualquer que seja abordagem, para que ele possa também adentrar nas profundidades do seu ser, para que esse conhecimento que ele tem acesso enquanto profissional na universidade, agora nos livros, não seja um conhecimento só para eh justificativa, né? Só para justificar tudo e não fazer uma mudança, porque isso pode ser mais adoecedor do que libertador. Vitimização é um processo que é necessário, faz parte da nossa existência. A gente também precisa entender que às vezes nós somos vítimas mesmo para podermos procurar ajuda, sabe? Faz parte. É um processo de defesa natural. O problema é o excesso. O excesso de vitimização, né, faz com que a gente nunca cresça emocionalmente, faz com que a gente nunca cresça do ponto de vista espiritual também. A gente fica estagnado porque a vitimização faz traz uma estagnação. Então, de forma muito bem colocada essa questão, né? Como é que a gente pode se aceitar sem se vitimizar quando a gente tem humildade de pegar os conhecimentos que adquirimos nas redes sociais ou nas universidades, se você é profissional, não para eh justificar e ficar estagnado na raiva, mas pegar o conhecimento para poder entender a dor sem aumentar a dor através da culpa e procurar ajuda, procurar uma ajuda profissional, sair da autossuficiência, porque se a vitimização traz uma estagnação na infância, uma das características da infância é uma autossuficiência. A criança é egocentrada,

procurar uma ajuda profissional, sair da autossuficiência, porque se a vitimização traz uma estagnação na infância, uma das características da infância é uma autossuficiência. A criança é egocentrada, né? E como egocentrada que é, ela também se acha autossuficiente e ela vai aprendendo que ela precisa para crescer eh entrar na autonomia e não na autossuficiência. A autonomia entende que eu preciso do outro no processo de evolução. Eu não dependo do outro no sentido de ficar parado, mas eu preciso do outro para acelerar o processo do estágio evolutivo. Essa é a lei de convivência, essa é a lei de sociedade, inclusive segundo a doutrina espírita. Então, se um conhecimento vem, né, de qualquer área que seja, psicológico, religioso, científico, e ele é usado por nós apenas para destruir, né, apenas para nos destruir na culpa ou destruir o outro com mágoa, não é um conhecimento que tá vindo muito maduro, é um conhecimento que tá sendo pego pela nossa cabeça de forma ainda muito imatura. Nesse sentido, tem outra questão eh que se colocou muito, né? Acho que tiveram umas três perguntas sobre o diagnóstico eh borderline, eh não só sobre borderline, mas sobre transtornos de personalidade. Como é que a gente identifica eh transtornos de personalidade? Bem, personalidade é o que eu sou, o que você é, né? o que caracteriza todos nós em termos de inteligência, em termos de emoções, em termos de comportamento, em termos de motivação, tá? É o que nós somos. Agora, num processo de crescimento mesmo biológico, existem situações em que algumas pessoas ficam eh retidas, estagnadas, né, em algumas em alguns estágios eh da do crescimento, do amadurecimento e acaba ficando muito inflexível alguns traços eh de personalidade e esse jeito de ser acaba gerando muito sofrimento. ou pra própria pessoa ou para as pessoas que estão ao redor, grande parte das vezes para os dois, os dois lados, às vezes para si mesmo, às vezes pros outros. Então, uma pessoa com transtorno de personalidade mostra uma um eu mais fragilizado, né?

tão ao redor, grande parte das vezes para os dois, os dois lados, às vezes para si mesmo, às vezes pros outros. Então, uma pessoa com transtorno de personalidade mostra uma um eu mais fragilizado, né? um eu eh que a gente chama assim na na relação do self, ou seja, dele com ele mesmo, eh tem uma desestruturação que faz com que muito frequentemente ele fique no processo de vitimização ou no processo de eh culpabilização. Então, esse jogo que a gente começou respondendo a primeira questão é muito e visível em pessoas com transtornos de personalidade. E é por isso que quando ele se cubabiliza muito, ele acaba facilitando, né, processos de adoecimentos psiquiátricos. Então, é muito comum que a pessoa com transtorno de personalidade tenha ao longo da vida depressões, transtorno de pânico, transtorno de ansiedade. E é aí que ele muitas vezes procura ajuda. Ele não procura ajuda em geral para, digamos assim, amadurecer o seu ser. Ele procura ajuda em geral porque adoeceu psiquiatricamente falando com depressão. E aí no adoecimento que não tá conseguindo às vezes ter uma melhora adequada, é que a gente chega nesses diagnósticos. E aí vem outro, um segundo ponto, a presença de transtornos de personalidade, ela acaba dificultando a melhora do tratamento. Então, uma pessoa que tem depressão, só depressão, ela tem uma resposta geralmente bem melhor do que uma pessoa que tem depressão e um transtorno de personalidade. Porque o transtorno de personalidade é como se ela não tivesse muita estrutura egoica do do ser para poder enfrentar uma reconstrução de vida, uma reconstrução de memórias, por exemplo, mais facilmente ela fica e fixada em algumas situações. Então, dito isso, vem aí uma a questão da personalidade borderline, né? a realmente um dos mais comuns na atualidade, eh um dos mais estudados também pela ciência e um dos mais divulgados também nas redes sociais é o transtorno de personalidade borderline, eh, ou emocionalmente instável, porque uma das grandes características da

is estudados também pela ciência e um dos mais divulgados também nas redes sociais é o transtorno de personalidade borderline, eh, ou emocionalmente instável, porque uma das grandes características da pessoa que tem essa esse diagnóstico é uma instabilidade emocional. E essa instabilidade emocional, ela acontece em geral como uma reação aos estresses ambientais. Então, uma pessoa muito sensível aos estresses ambientais e essa grande sensibilidade acaba gerando uma alteração do humor, mas geralmente não é um uma elevação do humor, não é uma pessoa ficando bem. Em geral, a variação do humor de alguém que tem um transtorno borderline é para baixo, ela ficando mais entristecida, com raiva. Por quê? Em geral, a pessoa com borderline, eh, com características borderline, ela tem um vazio muito grande, uma sensação de vazio existencial. E essa sensação de vazio existencial faz com que ela muitas vezes se sinta rejeitada. ou uma pessoa rejeitável. Então, como ela é uma pessoa para ela, na visão dela rejeitada ou rejeitável, porque ela se sente uma pessoa incompleta demais, muitas situações de vida são interpretadas como rejeição e como resposta a isso vem uma tristeza, vem uma situação de oscilação de humor para baixo. E aí, quando você vê a questão do vazio existencial sendo muito posto, muito e encontrado, muito frequente na personalidade borderline, a gente consegue entender por tá tão comum, né, falar sobre eh essa situação, porque também a gente vê essa e eh esse vazio existencial nas na modernidade, né, né? Desde que Victor Frankel levantou ali o a a o sinal paraa ausência de sentido que as pessoas estavam eh sentindo, a gente vem vem percebendo um crescimento cada vez maior das pessoas com certo vazio, né, sem propósitos, sem significado. E isso acaba gerando uma, mesmo que não seja, é, borderline, é como se a gente tivesse assim, o dilema borderline da modernidade, entende? Ou seja, o dilema do vazio existencial, o dilema da sensação de inferioridade, o dilema da sensação de não pertencimento,

é como se a gente tivesse assim, o dilema borderline da modernidade, entende? Ou seja, o dilema do vazio existencial, o dilema da sensação de inferioridade, o dilema da sensação de não pertencimento, o dilema das desconexões eh mais maduras. Nesse sentido, personalidade, que é um outro ponto que perguntaram, personalidade, a gente eh vai dar esse diagnóstico, né, de transtorno de personalidade em geral a partir de 18 anos, porque seria quando a pessoa tá com uma personalidade mais formada. Mas há situações em que os traços são tão intensos, os traços são tão fortes, as características são tão fortes que já na adolescência eh os psiquiatras da infância e adolescência já conseguem diagnosticar eh alguns adolescentes com transtorno borderline de personalidade, porque muito dificilmente ele mudaria em um ano, em dois anos temas tão profundamente arraigados, tá? Eh, hum, ao longo também da história de quem tem personalidade borderline, é comum encontrar muitos traumas numa fase precoce da vida ou traumas repetitivos, eh, muitas vezes questões de abusos. Isso vai gerando então uma situação que aprofunda esse vazio. Mas eu quero dizer para você também que não é todo mundo que tem a personalidade borderline que passou por situações abusivas de abuso, por exemplo, sexual na infância, na adolescência. Há muitas pessoas que não tiveram eh situações tão traumáticas assim, muitas mesmo, e mesmo assim tem uma questão eh borderline quando chega na fase adulta. E aí eu acho que vale a pena chamar atenção da na perspectiva espírita da reencarnação. O que nós somos hoje, ou seja, a minha personalidade de hoje, eh não se deve apenas a o hoje, não se deve apenas à psicologia do hoje. Portanto, nós temos toda uma questão reencarnatória de coisas que passamos, de experiências que nós passamos ao longo eh da existência, de existências pretéritas. Por isso que a personalidade ela tem uma eh um fator biológico muito forte. Cerca de 50 a 60% do que eu sou, do que você é enquanto jeito de ser, enquanto pessoa,

xistência, de existências pretéritas. Por isso que a personalidade ela tem uma eh um fator biológico muito forte. Cerca de 50 a 60% do que eu sou, do que você é enquanto jeito de ser, enquanto pessoa, eh deve-se a uma carga genética. Ou seja, os pais não são culpados de tudo, porque nós já chegamos aqui nessa existência com a bagagem, que é uma bagagem que vem do nosso ser espiritual e que se traduz no corpo a partir da genética. A genética é a argamassa que o ser espiritual tem para moldar o seu corpo. Então, nesse sentido, a gente vai encontrar eh situações, e eu queria dizer isso para você que é pai ou mãe de pessoas que têm eh esse diagnóstico, que a culpa não eh necessariamente é sua. Tô falando isso de uma forma geral, pensando em algumas situações específicas aqui em que os pais se culpam muito porque escutam falar, né, da influência dos pais eh na formação da personalidade e os pais influenciam bastante. Mas a influência que a gente geralmente coloca na psicologia ou na psiquiatria é a influência traumática, né? A gente esquece também da influência protetora dos pais, porque a gente pensa assim de forma muito simplória, se o menino tá bem, né, se o adulto é um adulto saudável, né, então os pais serviram para proteger aquele indivíduo. Mas se o indivíduo tá com um adoecimento, os pais serviram para adoecer aquele indivíduo. E o pensamento não é tão simplório assim, porque, por exemplo, aquele indivíduo que está com adoecimento, poderia ser muito pior se ele não tivesse tido um ambiente tão protetor que teve, se não tivesse tido os pais tão amorosos que que teve. Então você, pai e mãe, precisa também olhar, né, para o fator protetor que você pode ter sido para o teu filho, mesmo que ele tenha esteja passando por uma situação de adoecimento, como a gente tá colocando aqui. E esse fator protetor é esquecido. No final das contas, poderia ser bem pior se você não tivesse amado o teu filho. Infelizmente ou felizmente o teu amor de pai, o teu amor de mãe, o teu amor cuidador não

se fator protetor é esquecido. No final das contas, poderia ser bem pior se você não tivesse amado o teu filho. Infelizmente ou felizmente o teu amor de pai, o teu amor de mãe, o teu amor cuidador não conseguiu blindar, né, e salvar de todas as dores. Porque a gente, enquanto um pai, uma mãe cuidador, queríamos realmente cuidar a tal ponto que os nossos rebentos tivessem uma cura total, uma salvação inclusive espiritual total. Infelizmente ou felizmente o nosso amor tem limite. A capacidade curativa e a capacidade protetora do nosso amor, por mais que sejamos pessoas amorosas, pessoas do bem e não sejamos fatores de eh de adoecimento abusivo para os filhos, tem uma capacidade limitada. Então, a gente precisa lembrar que poderia ser pior. Se é doloroso como está hoje, se você não tivesse amado, feito o que você fez, poderia ter sido muito pior. E é importante você lembrar disso para poder ter energia amorosa para continuar a jornada e não dissem e não dissipar essa energia se culpabilizando. uma pessoa de forma muito eh eh corajosa e espontânea, coloca a situação dela de ter tido vários cânceres de pele eh ao longo de quatro décadas e já está numa idade mais avançada e falando assim: "Puxa, por que eu vou ter que desencarnar, né, com tantos cânceres?" é expiação, eh, é prova porque aconteceu isso comigo, né? Mas eu percebi que é uma pessoa que eh está frequentemente aqui conosco no Jesus saúde mental, escutando, porque eu vi essa pergunta, né, ela expondo a situação dela e colocando a pergunta em mais de uma mais de uma vez. eh, e perceber que ela mantém, né, a assistindo. Então, mesmo sem conhecer você, eu imagino que você é uma pessoa que busca alívio, você é uma pessoa que busca ajuda, você é uma pessoa que busca auxílio na fé, não só através desse programa, mas certamente através de outras palestras, através de outros conteúdos. Então eu diria para você o complemento do que eu estava dizendo antes. Eh, a gente pondera, né, e avalia o sucesso ou o insucesso das nossas existências, às

ras palestras, através de outros conteúdos. Então eu diria para você o complemento do que eu estava dizendo antes. Eh, a gente pondera, né, e avalia o sucesso ou o insucesso das nossas existências, às vezes apenas baseado no fato concreto de um adoecimento ou de um estresse ou de uma dor que acontece. E aí nós podemos ficar eh mais entristecidos ainda pelo fato da expiação está acontecendo. Provavelmente, né, um adoecimento que trouxe tantas consequências na vida de uma pessoa, na sua vida, fala de um processo expiatório, né, de um processo de dor expiatória, não só uma dor provacional, mas uma dor e expiatória pode se transformar também em uma dor provacional a partir da postura que nós temos, a partir da postura que você tem. Nem toda a dor provacional é uma dor expiatória, porque a dor provacional não tem a ver com questões de do passado, né? No sentido de equívocos que nós cometemos em várias áreas e agora vem como consequência a partir do nosso perespírito, a partir do nosso corpo ou a partir de situações da nossa vida. que a gente à vezes às vezes esquece disso. A expiação não é só pelo corpo, pela doença, situações de vida também, né? São eh situações expiatórias que podem acontecer. As situações provacionais não tem a ver com o resgate necessariamente de outra existência. Elas tum aprendizado que a gente pode passar, tá? Por isso que eu tô dizendo, nem toda dor eh provacional é uma dor expiatória, porque nem todas são de resgate. Mas eh toda dor de resgate, toda dor expiatória, ela pode ter um caráter também provacional no sentido de a gente aprender com elas. Nesse nesse sentido, a expiação da nossa existência, mesmo sendo uma expiação de 40 anos ou sendo uma expiação de uma vida inteira, porque muitos diagnósticos da psiquiatria também são de uma vida inteira. Eu tava falando do borderline, por exemplo, eh, do início da da na adolescência, né, início da vida, 15 anos, 16 anos, e aquilo ficando ao longo da existência e sendo um processo provavelmente expiatório pra família eh

borderline, por exemplo, eh, do início da da na adolescência, né, início da vida, 15 anos, 16 anos, e aquilo ficando ao longo da existência e sendo um processo provavelmente expiatório pra família eh como um todo em grande parte das vezes. Mas isso não significa uma punição. Expiação não é punição. Expiação é oportunidade. Por isso que a expiação não pode ser, a presença da expiação não pode ser vista pela visão espiritista como um sinal de fracasso, como um sinal de insucesso da nossa da nossa reencarnação. Ao contrário, é como um sinal de possibilidade de aprendizado. Se a gente tá está espiando, é porque nós estamos conseguindo passar por aquela dor. nós já teremos, já temos condições de passar por aquela dor. E se a gente mantém a postura de fé, né, que você nos mostra aí e ter, né, me parece ter, essa já é uma postura diferente, provavelmente de uma postura que eu, você e tantos outros teríamos em outras existências. Então, se nós já estamos com uma postura de buscar a fé como alternativa para lidar com as nossas expiações, para poder não cair na revolta, já é uma postura diferente, provavelmente bem diferente da postura que tínhamos em outras existências. Então, se já temos essa postura, a gente começa a perceber que estamos aprendendo. E a expiação não é mais uma punição na nossa vida, na nossa cabeça. É, a expiação se transforma em uma oportunidade. Então, a expiação não é mais a presença da expiação não é mais um insucesso, mas o início do sucesso. não é mais um símbolo de, digamos assim, adoecimento atróz, mas o início de uma saúde que vai vindo devagar a partir também do adoecimento. Então essa é uma mudança de postura muito grande que a doutrina espírita consegue nos dar. E sinceramente, né, eu não gosto muito assim de ficar enaltecendo uma por uma visão em detrimento de outra, tá? Eh, mas enaltecendo aqui a visão espírita, eu particularmente não consigo entender a minha vida sem entender também a doutrina espírita. E queria compartilhar com você essa

em detrimento de outra, tá? Eh, mas enaltecendo aqui a visão espírita, eu particularmente não consigo entender a minha vida sem entender também a doutrina espírita. E queria compartilhar com você essa certeza. E às vezes essa certeza ela só é acionada diante das dores. Às vezes a certeza na fé, essa certeza na vida maior, né? Essa certeza que salva o nosso ser, ela só consegue ser encontrada na presença de dores e às vezes dores expiatórias. E o fato de estarmos passando por essas dores expiatórias nos sinaliza um caminho. Então, que nós possamos pensar, né, a doutrina espírita e todo esse arsenal de conhecimentos, não como uma imunidade para não passarmos pelo sofrimento, uma garantia de que a gente vai fazer tudo certinho nessa existência e vai ficar imune às dificuldades. Não, não, porque mesmo que a gente conseguisse diminuir, atenuar, né, por méritos, a dor ainda para aparece, a expiação ainda aparece. O que a gente consegue é diminuir as sequelas, diminuir o impacto, tá? Mas a postura que a gente tem de tentar no caminho, entre aspas, certinho da vida, nos ajuda a não cairmos na revolta diante dessas situações tão extremas. E não cair na revolta já é um processo evolutivo muito bom para nossos espíritos, pro nosso ser que não está acostumado a resignação, né, a obediência madura, a aceitação madura, não cair na revolta já é uma grande evolução que nós podemos fazer nesta existência. Aprendendo isso, a gente vai dando espaço para outros passos em outras reencarnações, em outros momentos futuros. Mas o primeiro passo, eu percebo, sem sombra de dúvida, que faz uma mudança qualitativa na nossa perspectiva mental é a gente não se revoltar. E a fé ajuda muito nesse processo de resignação. Que você e todos nós possamos ficar em paz hoje e sempre.

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