#123 • Jesus e Saúde Mental • Episódios Diários - Adversidades e insucessos

Mansão do Caminho 22/04/2025 (há 11 meses) 35:05 4,039 visualizações 764 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de » Episódio 123 - Episódios diários - Adversidades e insucessos #Jesus #SaúdeMental #adversidades #insucessos

Transcrição

Muito boa noite. Que nós possamos estar em paz em mais um episódio da nossa série Jesus e saúde mental. Mais uma vez abrindo o livro Episódios Diários de Jonas de Angeles, a partir da mediunidade de Edivaldo Franco. Eu convido você para ficar comigo mais uma vez. Um dos grandes capítulos da psicologia humana versa sobre as crises. E a palavra crise, ela advém de dois radicais, um do sânscrito e outro do grego. Nós podemos pegar a origem da palavra crise nessas duas perspectivas, mas qualquer que seja a perspectiva, especialmente aqui do sânscrito, uma oportunidade de transformação, de travessia. Toda crise envolve um momento de transição, o momento de transição de um passado que já não cabe mais, porque como estávamos vivenciando o passado, já não cabe para a situação atual que estamos vivenciando. E aí os instrumentos que usávamos ontem acabam sendo também a causa, a origem do problema da crise que nós estamos passando no hoje, porque a crise, sendo momento de transição, nos convida para nos amar, armarmos de outros instrumentos para lidar com a vida. Então, a crise é esse momento transicional em que os instrumentos de antes acabam sendo prejudiciais, acabam atrapalhando e nós precisamos deixar esses instrumentos de lado e entrarmos com outros instrumentos. Essas crises, portanto, são naturais. No processo evolutivo é natural que a gente passe por crise. Na verdade faz parte, porque na nossa existência nós temos as chamadas crises vitais. A psicologia chama de crise vital. São os ciclos da vida. Quando eu saio da infância, entro na adolescência, eu entro numa crise, quando eu saio da adolescência e entro na vida adulta, eu passo por outra crise vital. Quando eu entro no matrimônio, outra crise. Quando eu chego na velice, outra crise. Quando eu começo um alguma carreira nova, uma crise. Quando eu me aposento, outra crise. Ou seja, as crises não são só coisas ruins, não advém só de coisas ruins, são transições. Porque quando eu era criança, os instrumentos que eu tinha

ova, uma crise. Quando eu me aposento, outra crise. Ou seja, as crises não são só coisas ruins, não advém só de coisas ruins, são transições. Porque quando eu era criança, os instrumentos que eu tinha para lidar com a vida eram uns. Agora que eu estou me tornando adolescente, eu preciso ter outros instrumentos. Aquele instrumento que eu usava já não cabe mais. A forma de eu enxergar a vida já não cabe mais. Eu preciso mudar a ótica. Quando os filhos nascem, eu também preciso mudar a ótica. Quando eu me torno pai, eu preciso mudar a ótica. Porque quando eu não tenho essa crise, que é uma crise normal, uma crise vital, uma crise até desejada, por exemplo, na paternidade, eu nunca me torno pai. Existem genitores que nunca se tornaram pai. De fato, eles são genitores no na acepção de procriação. Geriram, geraram, mas não se tornaram pai ou mãe, porque a paternidade ou a maternidade nunca nasceu de fato no sentido de cuidar. Então, se a gente não tem a crise de sair de uma forma de ver a vida, de curtir a vida no passado e adentrar em uma outra fase, a gente não faz a transição necessária. E é por isso que o ditado popular diz assim: "Acorda para Jesus, acorda pra vida". Acordar paraa vida é ter atenção para esse ciclo que gerou uma modificação, uma transição, uma crise, portanto, necessária para que a gente possa fazer um programa evolutivo. E para isso a gente precisa despertar, acordar. A mesma coisa acontece na nossa jornada evolutiva espiritual. Existem crises muito bem simbolizadas por Paulo de Tasso. Quando eu era menino, eu pensava como menino, vi as coisas como menino. Agora eu vejo de outra forma. Mas ele fala também do futuro. Hoje eu vejo em partes, eu vejo como que num espelho, eu vejo um reflexo, mas então no futuro, nessa transição angelical, eu verei face a face. Ele tá falando dessas crises evolutivas que acontecem e dessas mudanças de perspectivas. É sobre isso que Jonas deângeles fala na mensagem 34, adversidades e insucessos. As adversidades e os insucessos, elas

falando dessas crises evolutivas que acontecem e dessas mudanças de perspectivas. É sobre isso que Jonas deângeles fala na mensagem 34, adversidades e insucessos. As adversidades e os insucessos, elas estão relacionadas às crises que acontecem no nosso dia a dia. Todos nos encontramos sujeitos ao que se convencionou chamar adversidade. Uma tragédia, uma ocorrência marcante pela dor que produz, um acontecimento nefasto. A perda de uma pessoa querida constitui infortúnios que maceram, prejuízos financeiros, danos morais, enfermidades catalogadas como irreversíveis são adversidades desastrosas em muitas existências. No entanto, se fosse encarada a vida sobre o ponto de vista espiritual, o homem compreenderia a razão de tais insucessos e não se entregaria a desastres mais graves, quais a loucura e o suicídio, a fuga pelo álcool ou pelos tóxicos. A existência física não transcorre qual sem rumo em mar encapelado. Os atos anteriores e a conduta atual são lhe mapa e rota para chegar ao destino pelo qual o indivíduo opta. Realmente desastrosos são os males que se praticam em relação ao próximo. Então veja esse essa grande lance, a grande questão da mensagem. Realmente desastrosos são os males que se praticam em relação aos próximos, pois que eles irão fomentar as adversidades de amanhã, que são os inadiáveis resgates do infrator. Então, para a nossa vida, realmente desastroso, realmente adversidade. Não são esses processos de transição de vida, não são esses processos de adversidade que acontecem na vida. porque eles são naturais do processo evolutivo, sem falar das provas e das expiações que nós passamos, né? Sem falar das expiações, digamos assim, porque a gente pode pensar a prova até como algo mais interessante, né? como sendo isso que eu tô colocando, uma um um testemunho inerente ao processo evolutivo. Mas vamos pensar as expiações, vamos pensar esse processo de resgate expiatório. O problema não é isso. O problema é nós adicionarmos um outro desastre que é o desastre real, que é a

ocesso evolutivo. Mas vamos pensar as expiações, vamos pensar esse processo de resgate expiatório. O problema não é isso. O problema é nós adicionarmos um outro desastre que é o desastre real, que é a desgraça real, que é a da nossa rebeldia, simbolizada aqui na atitude do homicídio e do suicídio. Por quê? Essas duas atitudes aqui são colocadas como em primazia do ato desastroso. Porque quando acontece um homicídio, do ponto de vista da mágoa, traduz-se uma raiva tão intensa, uma mágoa tão intensa, que o desejo era de que matando o outro, eu pudesse matar a dor que há em mim. com o suicídio. O desejo era que matando a mim mesmo, eu pudesse matar a dor que há em mim. E a palavra matar aqui vem como apagar. O desejo é de apagar. Por isso que no convencional se fala até isso. Eu vou apagar a o fulano. Porque a ideia do desejo humano era de fato apagar como uma borracha, fazer com que a pessoa não existisse mais. a outra fora de nós ou o outro dentro de nós simbolizando essa raiva, essa culpa. Como disse Tukheim e os outros estudiosos do suicídio, quando eu me mato, eu mato algo ou alguém dentro de mim, uma situação indesejada ou um outro indesejado. Mas esse matar era o desejo de apagar. Com a visão espiritualista que o espiritismo nos dá, nós entendemos que não dá para apagar ninguém do mapa, porque apagamos do mapa material, mas a pessoa permanece no mapa espiritual, inclusive nós. E aí vem a dura realidade que a doutrina espírita nos coloca. E nós vemos isso nas reuniões de desobsessão em que atendemos tantos espíritos homicidas e tantos espíritos suicidas. Por isso que Joana de Angeles coloca aqui como as duas grandes simbologias do desastre maior que a gente causa. Por quê? Porque ninguém foge de si mesmo. Ninguém consegue fugir de si. Ninguém consegue fugir da necessária reparação. Então, o desastre real é esse. Porque quando ela coloca a fuga pelo álcool, a fuga pelo tóxico, é, são comportamentos de suicídio indireto, de suicídio passivo, porque diante da dor a pessoa se lesiona ainda mais. A

re real é esse. Porque quando ela coloca a fuga pelo álcool, a fuga pelo tóxico, é, são comportamentos de suicídio indireto, de suicídio passivo, porque diante da dor a pessoa se lesiona ainda mais. A pessoa se lesiona ainda mais, criando mais dor dentro de si. matando o próprio corpo com esse comportamento que a gente pode chamar para suicida. Trabalha então para te impedires infortúnios, especialmente os atuais, que defluem da insensatez, da mal versação de valores, da malquerença. Entretanto, se for escolhida por insucesso de qualquer natureza ou algum sinistro, assume o comportamento de equilíbrio e enfrenta-os com serenidade, porque tudo passa. E olha que coisa interessante, às vezes mais rápido do que se espera. Isso é muito interessante. O o livro é de Víctor Hugo, por Divaldo Franco traz um exemplo de uma jovem que passando por um processo expiatório, amava um jovem que estava com lepra e eles então não podiam consumar aquele amor. ao mesmo tempo, impedidos pela doença dele, a mãe dela obrigava a que ela pudesse eh casar-se com outra pessoa que ela não amava de forma alguma e já não era um tempo tão antigo assim que pudesse ser a obrigação total. E ela então angustiada conversava com o jovem com com Lepra e ele falava assim para ela que ela tivesse resignação, para que ela aceitasse a situação. Eles não podiam estar juntos, que ela que eles pudessem resignar-se diante da angústia. Não é que a mãe estivesse certa, mas é que naquele momento a resignação seria uma boa saída. E ela então volta, ele acabou se tornando o benfeitor dela, ela volta para casa nesse último encontro que eles tiveram no leprosário. E quando volta, a mãe já estava esperando com o rapaz, forçando o casamento. E ela então se vê encurralada e ela que tinha um futuro eh pela frente, ela não consegue aguentar e acaba cometendo suicídio. Veja que coisa interessante. Víctor Hugo fala em fala aí da insensatez e fala que aquela expiação ia iria durar mais ou menos uns 8 anos, porque daqui a uns 8 anos, momento que

aba cometendo suicídio. Veja que coisa interessante. Víctor Hugo fala em fala aí da insensatez e fala que aquela expiação ia iria durar mais ou menos uns 8 anos, porque daqui a uns 8 anos, momento que ela cometeu suicídio, ela iria desencarnar pela forma natural, sem precisar desencarnar a si mesma a partir do suicídio. Então ele fala da insensatez, porque ela estava indo bem. Estava indo bem. E se conseguisse esperar 8 anos, que parece muito tempo, é muito tempo do ponto de vista material, materialista, mas do ponto de vista espiritual, aquilo ali a libertaria muito mais rapidamente do que ela imaginava. Então Jonas de fala: "Tudo passa às vezes mais rápido do que se espera". Porque ela pensava assim a vida inteira e pensava até a chegar a velice, mas ela não chegaria a velice. Estava reservado para ela uma expiação relativamente curta, porque ela já tinha conseguido outros méritos. É óbvio que a situação dela no suicídio foi muito atenuada, porque todo ato tem os atenuantes e os agravantes. E muitos atos a gente vai vendo, como falamos outra vez em outro programa aqui, é o réu primário. Existem uma série de conjunturas sociais que aumentam a chance, que diminuem e também no suicídio existem agravantes e atenuantes. aquele senhor que não conseguia, não conseguiria viver a velice. Ele extremamente narcisista, como ficou famoso nos na nos noticiários da época, disse que quando ele chegasse com seus 60 anos, que ele considerava ser a velice, ele iria cometer o suicídio e o fez. Mas ele falava isso ao longo dos cinco últimos anos, vamos supor, desde que tinha 55 anos, mais ou menos. Então ele falava, dava entrevistas, etc. E todo mundo achava que ele estava como se fosse blefando, mas de fato ele cometeu o suicídio e virou notícia. Veja, um suicídio pensado, programado, propelido, estimulado. Esse senhor com certeza tem uma consequência espiritual desse ato desastroso muito maior do que essa jovem, porque essa jovem foi também suicidada pela própria mãe. mãe dela, que deveria ser um objeto de carinho, de

certeza tem uma consequência espiritual desse ato desastroso muito maior do que essa jovem, porque essa jovem foi também suicidada pela própria mãe. mãe dela, que deveria ser um objeto de carinho, de acolhimento, foi um objeto de colocá-la em uma situação vchatória que ela não gostava. O próprio casamento seria uma expiação contra a sua vontade, porque no passado, 500 anos antes, ela tinha participado da corte da família Borria. E participando da corte da família Borria, ela usou da sua beleza, né, para poder conquistar na insensatez. Então, usou toda a sua feminilidade, destruindo outros matrimônios e destruindo também a própria existência interior. E esses dramas geraram consequências ao longo dos séculos. E ali ela estava já no final, né, de um processo, podendo ter um patamar evolutivo melhor diante daquela reencarnação. A mãe teve, portanto, o um agravante e pode estar junto ali, dentro das consequências como sendo uma assassina, um homicida que ajudou, contribuiu muito para que esse suicídio acontecesse. Mas o que eu o que eu queria chamar atenção é para esse ponto que me tocou muito no livro do Victor Gol da ele fala insensatos duraria pouco tempo. Tudo passa às vezes mais rápido do que nós imaginamos. Às vezes a gente fica assústia, é são só 2 anos, 3 anos. E mesmo que fosse uma vida longa, mas o que é uma vida diante da existência imortal do ser? Por isso que é bem interessante a gente pensar nessa perspectiva. Contorna de Jona de Angeles os danos causados. E se estiveres feridos no sentimento, confia no tempo que te pensará a chaga, ajudando-te a sair do embate mais forte e com visão mais clara a respeito da vida. Em qualquer circunstância, projeta-te mentalmente na direção do amanhã, vendo-te feliz como gostarás de estar. Com essa imagem positiva, avança superando o primeiro momento de tooso e o próximo passo a passo e te surpreenderás de vitorioso no alvo almejado. Então ela já dá uma dica terapêutica que lembra muito o que Víctor Frankel disse, porque Víctor

o primeiro momento de tooso e o próximo passo a passo e te surpreenderás de vitorioso no alvo almejado. Então ela já dá uma dica terapêutica que lembra muito o que Víctor Frankel disse, porque Víctor Frankel estava no campo de concentração, ele psiquiatra, psicanalista, mas também judeu, na Segunda Guerra Mundial, preso nos campos de concentração. Ele escreve que durante o campo de concentração é muito penoso olhar para trás porque dá uma melancolia pelo que foi perdido, especialmente naquele momento de um campo de concentração. E olhar para o momento presente não dá mais dor ainda, porque dá um certo desespero olhar para tudo que está acontecendo. Então o que resta ao preso de um campo de concentração, diz Víctor Frank, é projetar-se para um futuro melhor. Em qualquer circunstância, projeta-te mentalmente na direção do amanhã, vendo-te feliz como gostarás de estar. Víctor Frankel, em qualquer circunstância, mesmo que seja um campo de concentração, resta ao prisioneiro. Olha-te paraa frente. Olha, projeta-te mentalmente paraa frente, vendo o futuro feliz que te espera e como gostarás de estar no futuro. E isso pode servir de o lenitivo, de o bálsamo. A expiação é uma prisão. A expiação é um campo de concentração que nós não gostaríamos de estar, mas devido à circunstâncias da vida, fomos constrangidos a participar. E nesse constrangimento nos resta algumas soluções para não aumentar ainda mais essa desdita com a perspectiva do suicídio, como o Victor Frankel diz, que muitos faziam. E seria perfeitamente entendível. Concordam? a gente entendia e as pessoas que cometiam o suicídio ali, eles tinham um atenuante, porque não era um suicídio assim deliberadamente desejado, era pelo desespero dos nazistas, assim como aquela mãe pode ser tida, no exemplo do campo de concentração, colocando a jovem no campo de concentração dentro do casamento, uma prisão onde ela não gostaria de estar exposta, sugada nas suas energias, sem o amor, sem o desejo. Portanto, um campo de concentração ali para Víctor Frankel,

de concentração dentro do casamento, uma prisão onde ela não gostaria de estar exposta, sugada nas suas energias, sem o amor, sem o desejo. Portanto, um campo de concentração ali para Víctor Frankel, os nazistas, para aquela mulher, para aquela jovem, a mãe se constituindo numa ditadora, se constituindo numa verdadeira nazista, colocando-a em um campo de concentração. Nesse sentido, nessa perspectiva, há o atenuante. Mas para que a gente possa passar sem precisar do atenuante, porque há o atenuante que vai diminuir a angústia, mas a gente não deveria precisar. O melhor é não precisar do atenuante, ou seja, o melhor é seguir firme, como Víctor Frankel fez. Ele seguiu firme, não tirou a própria vida. E o que mobilizou o Victor Frankel para conseguir viver no campo de concentração com dor, certamente um quadro expiatório, mas ao mesmo tempo transformado em missão, porque ele foi um grande tarefeiro também da psicologia, trazendo uma nova força à análise existencial. Ele usava duas estratégias, essa de se projetar para o futuro, vendo-se num momento melhor. Isso dava uma alegria, dava um júbilo. E ao mesmo tempo ele lembra de que o que ele estava motivando ele a não cometer o suicídio, como outras pessoas cometiam no campo de concentração, era o propósito de escrever sobre o vazio existencial. Ele estava escrevendo um livro, ele era psicanalista e foi um dos primeiros a falar sobre o vazio existencial de forma profunda, de forma sistemática. E ele então queria terminar esse livro, queria terminar essa obra e isso o projetava com mais força para o futuro, um propósito. Nós espíritas temos também um propósito. Temos uma obra a finalizar, temos um livro a escrever. o livro da própria vida, a obra da própria evolução. E saindo dos campos de concentração que às vezes a vida nos coloca, a partir desses constrangimentos expiatórios, a partir desses constrangimentos provacionais, a gente pode testemunhar a nossa fé, a nossa resignação e transformar a nossa expiação, a nossa desdita e uma desdita

esses constrangimentos expiatórios, a partir desses constrangimentos provacionais, a gente pode testemunhar a nossa fé, a nossa resignação e transformar a nossa expiação, a nossa desdita e uma desdita útil para a construção de um futuro melhor e ao mesmo tempo uma obra que seja útil. que possa ser lida pelas pessoas e as pessoas verem como se portar diante de uma situação constrangedora, uma situação desditosa de uma adversidade. Portanto, amigos, há a adversidade da vida que faz parte do ciclo natural. Essa diversidade da vida que faz parte do ciclo natural é semelhante à prova, porque são testemunhos que não falam de resgates passados, mas que falam de oportunidades futuras. E essas outras crises de que geram adversidades que falam de resgates do passado, elas causam uma dor maior, um impacto maior, mas elas também devem ter que ser passadas com resignação. Por quê? Porque sem resignação a desdita se duplica. E aí criamos um problema muito maior. E como disse Joana de Angângeles, a dor passa, tudo passa e às vezes mais rápido do que a gente imagina. Aquela mãe me chamou muita atenção porque ela estava vendo a filha com um acidente vascular encefálico, uma um AVC, um derrame cerebral, só que a filha muito jovem, de forma inesperada. E foi uma VC tão grande que comprometeu grande a área do seu do cérebro da jovem e obviamente a deixou entre a vida e a morte. Ela ficou na UTI, teve que fazer neurocirurgias, colocar dreno, tirar dreno, tirar uma parte da calota craniana para descomprimir, depois colocar um enxerto, enfim, uma série de dificuldades que duraram alguns meses entre a vida e a morte e a certeza que teria uma sequela. Só não se saberia qual era a sequela primeiro se ela ia sobreviver no corpo ou não. A jovem sobreviveu, a mãe passou com muita com muito estoicismo, mas obviamente o desgaste desgastou também o cérebro da mãe, porque aquela jovem não estava passando só pelo AVC. Agora tratava-se de uma jovem com um transtorno borderline de personalidade que trazia para ela um

te o desgaste desgastou também o cérebro da mãe, porque aquela jovem não estava passando só pelo AVC. Agora tratava-se de uma jovem com um transtorno borderline de personalidade que trazia para ela um grande vazio existencial. Ela tinha um vazio existencial característico de quem tem essa característica borderline, mas ao mesmo tempo também tinha um transtorno bipolar do humor que agrava a situação dela. E ao longo da vida, a mãe havia testemunhado aquelas dores que a filha passava e a mãe então já vinha com décadas, porque a filha estava com seus 36, 35 anos quando aconteceu o AVC. Mas o problema de saúde havia começado na psiquiatria quando ela tinha seus 16, 17 anos. Então, quase ali 17, 18 anos de intenso sofrimento da mãe acompanhando o adoecimento psiquiátrico da filha. Culminando com aquele AVC, ela então, obviamente, o corpo não aguentou e ela entrou no quadro depressivo, procurou ajuda, mas o quadro depressivo passou muito rápido. foram necessários apenas algumas medicações doses relativamente baixas e algum alguns encontros de psicoterapia para que ela pudesse conversar, porque era uma mãe muito dedicada à família, a cuidar dos outros e pouco se dedicava a cuidar de si. professora de escola pública, dedicava-se a cuidar da escola pública com tamanho zelo, que talvez pouco encontrado até em escolas com salários maiores do que ela poderia ganhar. Mas era o o seu lado de missão, de tarefa, de cuidar. Então, olhando a filha naquele momento, ela ficava angustiada e ficava pensando na fé, porque uma pessoa com muita fé e ficava pensando assim: "Se eu tiver fé, eu tenho fé que Deus vai curar. Eu tenho fé que Deus vai curar". Mas às vezes a cura não é possível no corpo, porque o corpo tá tão danificado que não tem como acontecer uma cura, a não ser que acontecesse algo muito extraordinário, como a presença de Jesus diante da terra, diante da pessoa. Mas como nós não temos essa presença de Jesus no nosso dia a dia, fica muito difícil às vezes acontecer uma cura do corpo, um

xtraordinário, como a presença de Jesus diante da terra, diante da pessoa. Mas como nós não temos essa presença de Jesus no nosso dia a dia, fica muito difícil às vezes acontecer uma cura do corpo, um milagre nesse sentido. E aí a fé dela aos poucos foi entendendo que a recuperação total que ela queria ver na filha era algo impossível e que a fé dela deveria ser acionada para outro campo. Conversávamos sobre Maria e ele falava: "A fé parece-me ter duas grandes vocações. Uma vocação de transportar as montanhas externas que podem ser simbolizado em uma cura do corpo. fé que transporta a montanha. Se tiverdes fé do tamanho de um grande mostarda, tereis a capacidade de transportar as montanhas. E de fato, às vezes, a fé consegue mudar uma realidade que parece um milagre, porque você muda uma um tumor cerebral, como eu já vi, uma remissão espontânea de um tumor cerebral e a pessoa nem precisou passar pela uma cirurgia. Então, existem esses casos e a gente testemunha, mas existem outros que nós somos convocados a ter outro tipo de fé que transporta outro tipo de montanha. A montanha não é mais externa, não é mais a doença externamente, é a montanha interna, é uma forma de ver. Então, existe a fé que é, digamos assim, superação e uma fé que é, digamos assim, resignação. A superação cura, muda a montanha externa. A resignação muda a montanha interna, mudando o nosso patamar. E ele falava sobre Maria. Vejamos Maria de Nazaré, tida como a mãe santíssima. A mãe que é exemplo para a humanidade, a mãe que abraça a humanidade porque abraçou o maior dos nossos irmãos, Jesus. Mas ela olhando para o seu filho no calvário, certamente a sua fé um lado desejaria transportar as montanhas, mudando a realidade externa, ou seja, tirando Jesus da cruz e colocando-o em seu regaço. Mas ao mesmo tempo a sua fé entendia que há coisas que precisam ser passadas para que a humanidade aprenda e que aquela dor do Calvário era a grande missão que Jesus viria a ensinar-nos no sentido de um outro tipo de fé, porque

entendia que há coisas que precisam ser passadas para que a humanidade aprenda e que aquela dor do Calvário era a grande missão que Jesus viria a ensinar-nos no sentido de um outro tipo de fé, porque ele próprio certamente teria o poder de modificar essa realidade externa, mas ele próprio o fez, modificando muitas realidades externas, mas Ele dá outro tipo de exemplo de fé que aé a fé que se resigna diante das coisas da vida que precisam ser passadas. E a mãe olhando para o filho não saiu do pé da cruz. Maria ficou o tempo todo. Então, Maria simboliza para nós um tipo de fé que não é bem transportar as montanhas externas, porque se assim fosse, seria a mudança do Calvário, mas ela simboliza a resignação diante do Calvário, a mudança de postura interna. Conversávamos sobre isso com a mãe e ela então entendeu como ela poderia ter uma fé que estivesse alinhada a essa força interna, mas que precisaria agora aceitar um pouco do Calvário que ficaria, assim como Maria conseguiu aceitar o Calvário de Jesus. Isso foi tão interessante pra mãe que ela conseguiu dar uma mudança de perspectiva e ali rapidamente a melhora, porque ela entendeu que a fé às vezes não é superação, modificação das adversidades, é aceitação da vida e uma mudança de postura. Em um dia estávamos eu, a filha e ela. E a filha que guardava um vazio existencial tão grande, uma falta de vontade de viver persistente, falava assim: "Apesar do corpo todo danificado, o cérebro todo danificado, ela dizia assim: "Eu tô rezando para Deus todo dia para pelo menos eu voltar a mexer a minha mão. Eu quero mexer a minha mão." E ela falava com tanta força, tanta vitalidade. E a mãe então foi vendo ela conseguindo. Depois de um tempo, ela voltou a sair com as amigas. Faziam cerca de 15 anos que essa menina não saía, não vivia. Ela estava controlada da doença, mas não estava com uma saúde da alma. Os remédios curavam ali, ou melhor, atenuavam os sintomas. controlavam os sintomas, então curavam nesse sentido de controlar, mas a

a estava controlada da doença, mas não estava com uma saúde da alma. Os remédios curavam ali, ou melhor, atenuavam os sintomas. controlavam os sintomas, então curavam nesse sentido de controlar, mas a alegria de viver, remédio nenhum consegue dar. O remédio consegue tirar o sintoma, né? consegue diminuir o sofrimento, mas a alegria, a felicidade tem que ser algo construído individualmente. E o que nós vimos ali foi uma jovem profundamente esvaziada no passado, agora com uma sequela grave, conseguido se preencher com uma vitalidade que poucas vezes a gente conseguiu ver. E então eu e ela ficávamos assim espantados e ao mesmo tempo encantados pela força da vida e pelos caminhos, digamos assim, tortuosos, aparentemente tortuosos. e às vezes de fato tortuoso porque envolve alguma adversidade, alguma tragédia, alguma dor expiatória, mas como também a fé resignada da mãe olhando para aquela situação, vendo um outro olhar, porque a filha estava encarcerada num campo de concentração expiatório, mas agora liberando-se internamente com o poder da mente, se projetando por futuro, Como disse Jonas de Angeles, projeta-se pro futuro e via-se no futuro, conseguindo mexer a mão. E de fato conseguiu mexer e conseguiu sair para outras atividades. Não se curou da sequela, mas conseguiu modificar o interior do seu ser, curando a alma. É essa a proposta espírita mais profunda. A cura do corpo às vezes acontece, mas às vezes não. Mas a cura da alma é a grande perspectiva da fé raciocinada, da fé esperançosa e da fé resignada que nós encontramos em Maria e em tantos outros espíritos que, embora não sejam do nosso patamar, eles estão muito além de nós. Eles servem de exemplos para que a gente possa identificar a força como essa mãe fez na adversidade. Não duplicou a adversidade. A adversidade ficou, mas ela não duplicou porque ela conseguiu mudar a postura. Então é possível a gente ver essas situações no nosso dia a dia. Só é difícil, mas é possível se nós pudermos então usar essa gama de estratégias que

não duplicou porque ela conseguiu mudar a postura. Então é possível a gente ver essas situações no nosso dia a dia. Só é difícil, mas é possível se nós pudermos então usar essa gama de estratégias que o espiritismo nos dá diante da nossa vida. Eu desejo, portanto, que você fique em paz, que nós fiquemos em paz e que possamos estar juntos na semana que vem. เฮ

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