#72 • Jesus e Saúde Mental • Estoicismo e Cristianismo (parte 4)
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Episódio 72: Estoicismo e Cristianismo (parte 4) » Apresentação: Leonardo Machado
Olá, estamos conversando sobre o estoicismo, fazendo links dessa grande filosofia devida, essa grande filosofia que sai da especulação e entra na reflexão de como nós podemos viver uma vida mais saudável e sobretudo uma vida mais feliz, uma vida bem vivida e fazendo links com o cristianismo, o cristianismo com a base espírita que nós temos na interpretação dos evangelhos. Nesse sentido, queria convidar para que você possa estar conosco neste quarto quarto encontro entre o estoicismo e o cristianismo. Nós queremos aproveitar e informar para vocês que ao longo desse Jesus e saúde mental, nós temos desenvolvido reflexões sobre esse livro que está aí na tela, o manual de Epicteto, que é um dos principais eh autores do estoicismo, um dos principais pensadores, nem autores porque ele não escreveu, mas a os discípulos dele, um discípulo especificamente escreve eh esses ensinamentos. Nós então nos eh decidimos por pegar esta obra e nos debruçar parte a parte. Mas ao longo do mês, nós também temos dois outros momentos, um momento de perguntas e respostas e um momento em que abrimos as leis morais do livro dos espíritos a a na perspectiva das reflexões que o nosso amigo Sérgio Lopes, também expositor espírita, também pessoa dedicada à doutrina espírita e profissionalmente psiquiatra, psicoterapeuta da base psicanalítica. E nós aqui temos nos encontrado em geral, na última terça-feira do mês, nós, eu e o Sérgio Lopes, fazemos esse encontro de reflexão sobre cada uma das leis morais, baseados especialmente no livro que ele escreveu junto com outros colegas espíritas chamado O Cérebro Triuno. E também uma reflexão que ele já tinha feito um um rudimento, uma semente nas leis morais da vida e a saúde mental. Mas um outro momento do Jesus e saúde mental são perguntas e respostas, em que nós convidamos você para nos enviar questões para que a gente possa selecionando aquelas que nós podemos responder, aquela que nós temos condições de responder, aquelas que são mais abrangentes para que todo mundo
s você para nos enviar questões para que a gente possa selecionando aquelas que nós podemos responder, aquela que nós temos condições de responder, aquelas que são mais abrangentes para que todo mundo possa aproveitar o momento. Então você pode mandando, eh, perguntas, nós vamos abrindo lá no nosso perfil do Instagram leo_line machado_es espírita. Nós de vez em quando abrimos caixas de perguntas e ali as perguntas são enviadas e e a gente pode fazer as respostas na primeira terça-feira de cada mês. Pois bem, feito o convite, vamos abrir mais uma vez o manual de Epicteto. Então, neste ponto 27 do manual de texecto, ele traz um princípio que nós queremos desdobrar em vários aspectos nesse quarto encontro. Tal como um alvo não é instalado para não ser atingido, tampouco a natureza do mal é gerada no universo. Esse é um ponto fundamental da visão histórica, a percepção de que no universo existe o bem. Deus, a divindade panteísta, tudo bem, mas a divindade ela cria o bem. Portanto, todos os desdobramentos naturais, todos os desdobramentos que estão para além da mão humana, eles são um bem. O mal seria gerado diretamente pela ação do homem e sobretudo pela percepção do homem. Essa é uma questão muito importante que permeia o estoicismo, permeia o panteísmo estoico na perspectiva de acalmar o coração da pessoa, dizendo para que ele confie. No final das contas, vai falar de uma ideia de confiança em uma providência divina. A ideia de que as coisas que acontecem com você não são uma coisa para o mal, já que a natureza não tem esse mal por si. O mal não é gerado na natureza, porque um alvo não é instalado para não ser atingido. Então, se o mal existisse na natureza, ele seria um alvo que deveria ser atingido. Então, Deus teria criado o mal e deveria entrar na vida das pessoas esse mal porque teria um objetivo. A visão histórica é que Deus cria o bem, a divindade cria o amor, a divindade cria essa perspectiva e é atingido na nossa vida fatida por fatos que vem ao caminho do amor. A
porque teria um objetivo. A visão histórica é que Deus cria o bem, a divindade cria o amor, a divindade cria essa perspectiva e é atingido na nossa vida fatida por fatos que vem ao caminho do amor. A construção do mal, ela é feita pela mão do homem na relação interpessoal, mas mesmo assim a nossa interpretação, a nossa percepção, se eu pudesse dizer uma maneira mais simples colocar isso, a nossa postura mental e a nossa postura comportamental vai ter a capacidade de ser mais um pouco imunes. Óbvio que ninguém é tão imune assim. Ninguém consegue ter uma postura tão tão tão resiliente, tão tão resistente como Epicteto, ou melhor, algumas pessoas conseguem. Grande parte de nós não temos essa capacidade de termos essa imunidade, esse escudo para com a fala alheia, para com a agressão alheia. Mas apesar de não termos essa superioridade moral, digamos assim, de resistência, nós devemos encontrar esse alvo de resistência a partir da percepção de que a nossa visão de mundo, a nossa postura do no mundo vai poder nos aliviar muito os sofrimentos que chegam, criados não por Deus, não pela natureza, criadas pelas questões humanas, pelas questões relacionais. Vamos adiante no manual de Epicteto, fazendo antes uma reflexão do Evangelho. De certa forma, nós encontramos essa perspectiva de que Deus é a bondade suprema e que, portanto, a casa de Deus, a morada de Deus, o universo, é também de natureza bondosa. Jesus responde segundo Lucas no capítulo 18 versículo 19: "Por que me chamais de bom? Ninguém é bom senão só Deus". Tiago, na sua epístola, no capítulo 1, versículo 17, diz assim: "Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vem do alto e desce do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação." João também eh um discípulo, né? na primeira epístola que ele tem e nos Evangelhos, no capítulo 4, versículo 8, ele vai resumir isso tudo com a linda frase, né, e que discorre ao longo desses versículos próximos. Deus é amor e nós temos reconhecido o amor de Deus por nós e nele nós cremos. Deus é amor.
ículo 8, ele vai resumir isso tudo com a linda frase, né, e que discorre ao longo desses versículos próximos. Deus é amor e nós temos reconhecido o amor de Deus por nós e nele nós cremos. Deus é amor. Aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele. É toda uma visão evangélica, portanto, uma visão dos evangelhos que de certa forma corroboram, vem ao encontro do que Epicteto vem dizendo. Só que Jesus, ele antes de Epicteto, muitos filósofos da Grécia antiga são até anteriores a Jesus, mas Epicteto não. Epicteto, ele já tem eh eh uma vivência posterior a Jesus. Mas Epicteto é contemporâneo a esses discípulos, é contemporâneo a esses autores. Tiago, nós não temos total certeza, embora grande parte das fontes coloque realmente Thago como sendo Tiago uns dos discípulos de Jesus. Mas existem outras eh fontes que colocariam que Tiago seria um irmão de Jesus e não o discípulo. Esse Tiago da epístola, que seria o Tiago da igreja de Jerusalém inicial. Mas é muito mais provável pela visão espiritista, pelas revelações que encontramos ali em Paulo e Estevão, sobretudo, que seja o Tiago discípulo e não necessariamente o irmão. Ou talvez o discípulo, né? Eh, um dos um dos discípulos tenha sido o irmão de Jesus. Eh, são fontes que a gente não tem como saber na profundidade. De qualquer forma, Tiago e João são seguidores, né, de Jesus. Então são contemporâneos, de certa forma a Epicteto. E quando eles escrevem essas epístolas, eles escrevem porque, de certa forma eles estão ali se comunicando com outras comunidades eh cristãs que estão nascendo para poder dar um alívio, um alento. É como se tivesse que reafirmar, porque as igrejas passam por muitas perseguições. O início do cristianismo passa por muita perseguição. E certamente os seguidores iniciais, apesar de serem muito fervorosos, né, ou imagino e a grande parte desses seguidores do início são pessoas que transformaram as suas vidas a tal ponto que hoje se tornaram pessoas de grande vulto, verdadeiros, entre aspas, anjos a
sos, né, ou imagino e a grande parte desses seguidores do início são pessoas que transformaram as suas vidas a tal ponto que hoje se tornaram pessoas de grande vulto, verdadeiros, entre aspas, anjos a tutelar a nossa caminhada no sentido espiritista, no sentido daquelas religiões que se conectam e daqueles trabalhadores que se conectam com Deus, Porque como disse João, aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele. Então, quando nós estamos conectados e estamos permanecendo no amor, é natural que nós estejamos também mais conectados com a divindade. E essa conexão com a divindade, ela se dá a partir da ajuda dos benfeitores, né? Então, esses discípulos, esses seguidores de Jesus, escrevem algo para consolar os os outros que estavam no caminho, como se fosse reafirmando: "Olha, Deus é amor. Toda dádiva perfeita desce do alto." Então, aquilo que está acontecendo conosco, aquilo que está acontecendo na nossa vida, de certa forma vem na perfeição de Deus. tem algum motivo para que nem que seja para testar a nossa fé. E aí Jesus ele relembra, né, esse abismo que há entre nós e Deus quando ele próprio relembra que ele não sendo Deus, e fica muito clara essa passagem, né? Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, somente Deus. Inclusive eu, né? Como dissesse assim Jesus, inclusive eu não posso ser chamado de bom. Porque ele questiona, por que você tá me chamando de bom? Ele quer mostrar que a perfeição divina, a bondade divina, o amor divino é tão grande que nós não temos como mensurar, nós não temos nem como entender. E ele, mesmo sendo o verbo de Deus na terra, mesmo sendo o filho de Deus na terra, ele teria uma distância abismal para com a divindade. Então, imaginemos nós como nós não temos essa distância, tendo, possuindo essa humildade, que acho que é um exemplo de humildade também que Jesus nos coloca, nós precisamos ter humildade na interpretação e na percepção dos fatos da nossa vida, construindo confiança. E aí é uma questão de confiança, é uma
um exemplo de humildade também que Jesus nos coloca, nós precisamos ter humildade na interpretação e na percepção dos fatos da nossa vida, construindo confiança. E aí é uma questão de confiança, é uma questão de fé. Brota aí uma fé. De certa maneira, a partir daí, quando os históicos falam dessa providência, eles estão de certa forma sendo eh eh fundadores ali de uma fé ou desenvolvedores de uma fé, porque alguns argumentos históricos não são argumentos demonstráveis do ponto de vista científico, como os céticos gregos contemporâneos aos históricos queriam. A gente vai em algum capítulo desse histoicismo, especialmente os capítulos finais, fazer um passeio sobre essa relação dos céticos, dos históicos. Mas antecipando um pouco, a crítica que os céticos gregos faziam, era uma crítica de que os históicos eram dogmáticos. O que era ser dogmático na percepção daquele momento? era trazer argumentos para comprovar uma teoria que não podiam ser comprováveis, observáveis pelo experimento. Então você pegava um argumento eh que partia de um pressuposto correto, mas não tinha como, digamos assim, demonstrar o porquê desse argumento ser correto. Então, era o dogma e os céticos chamavam os estoóicos de dogmáticos e questionavam, portanto, os estoóicos que tiveram uma ascensão muito grande ali da sua visão. De certa maneira, se a gente pensar a fé, por mais que a gente tente eh explicar, por mais que a gente tente eh desenvolver racionalmente e fazer pesquisas científicas para poder desdobrar a consequência da fé na saúde, a consequência da fé na nossa vida, a fé é algo que está posto na emoção, posto dentro de nós na perspectiva de sentir. Então, ela não consegue ser provada, pelo menos não pelos métodos científicos atuais que tentam mensurar em laboratório. É preciso um entendimento maior. Esse entendimento maior, portanto, vai gerando, vai brotando a fé. E aí fazemos um paralelo muito bom com a doutrina espírita, quando Allan Kardec traz um paralelo entre a fé e a razão, a fé e a razão andando de mãos
o maior, portanto, vai gerando, vai brotando a fé. E aí fazemos um paralelo muito bom com a doutrina espírita, quando Allan Kardec traz um paralelo entre a fé e a razão, a fé e a razão andando de mãos dadas. Porque veja que a partir daí o os os estoicos, diferentemente dos dos cristãos, eles não recorrem, eles recorrem à ideia da providência, mas eles não ficam o tempo todo, né, prescrevendo uma uma prática de oração. Por exemplo, nós não temos ali nos históricos o ensinamento de uma oração. E nós temos no evangelho de Jesus, ele ensinando não só a postura, não só a teoria, a partir de parábolas, a partir de exemplos, a partir de alguns enunciados, mas ele também dando, digamos assim, um um resumo dessa teoria numa prática da oração. Ele não só nos convoca a orar e a vigiar, ou seja, ele conclama a uma prática. Então, o cristianismo nos leva a uma prática que tem uma uma fé embutida. Mas ele também ensina uma dessas práticas quando ele coloca o Pai Nosso, nos ensina a orar, Senhor. E no Pai Nosso, ele faz uma reunião de certa maneira dos princípios que ele vem trazer para a Terra numa reunião de conexão, portanto, intelectual, porque passa pela palavra, mas de conexão emocional, porque passa por uma ação. Orai e vigiai. A vigilância é uma oração e a oração já é uma vigilância. E as duas são ações que preparam o nosso coração. Então, os históricos, eles usam a razão e, de certa forma, preparam um pouco a a a o terreno interno para uma fé de uma certa confiança em uma providência, enquanto o cristianismo ele vai mais profundamente, mais literalmente falar sobre isso, mas a consequência é muito, muito parecida. confia na providência divina, não confia apenas, né, nas atitudes dos homens, confia na providência divina. E aí nos dá uma postura de humildade. Humildade de que a gente não consegue explicar tudo, mas apesar de não explicarmos, podemos nos entregar à confiança que a fé nos produz. Vamos adiante na perspectiva de Epicteto e avançamos aí no ponto 30 do manual. Tendo essa visão, Epiceton então
do, mas apesar de não explicarmos, podemos nos entregar à confiança que a fé nos produz. Vamos adiante na perspectiva de Epicteto e avançamos aí no ponto 30 do manual. Tendo essa visão, Epiceton então vai propor: "Ninguém poderá te prejudicar, só se você quiser. Só te prejudicarão se alimentares o pensamento de que és prejudicado." Na natureza existe o bem. As coisas do mal são das relações humanas, das pessoas. Mas mesmo assim, essa pessoa que fez algo contra você, ela não tem o poder de prejudicá-lo ou prejudicá-la, a não ser que você fique alimentando o pensamento de que é prejudicado, alimentando a vitimização, alimentando a lamúria, alimentando a revolta. Quando nós alimentamos esse tipo de postura, aí sim o outro consegue dominar a nossa vida, porque estamos dominados pela mágoa, pela raiva, pela revolta, pelos pensamentos que nos colocam para baixo. E aí não é mais o que o outro fez, e sim o que eu fiz com o que o outro fez na minha vida. Então, no final das contas, não deixa de ser uma postura mental e uma postura comportamental que nós eh temos para que esse sofrimento ele cresça ou pelo menos diminua. Vamos adiante. O Evangelho. Felizes sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem, insultarem e proscreverem vosso nome como infame por causa do filho do homem. Lucas, capítulo 6, versículo 22. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Mateus, capítulo 5, versículo 10. E o discípulo Paulo, que muito bem conseguiu entender essa passagem, ele escreve aos Coríntios: "Somos todos atribulados e estamos atribulados por todos os lados. O momento que ele vive de grande perseguição, ele que outrora foi o perseguidor. Também somos todos atribulados por todos os lados, mas não esmagados, postos em extrema dificuldade, mas não vencidos pelos impasses. Somos perseguidos, mas não abandonados. Prostrados por terra, mas não aniquilados. Eu acho muito bonito e muito profundo, porque Jesus não propõe uma causa fácil, ele não propõe uma
os pelos impasses. Somos perseguidos, mas não abandonados. Prostrados por terra, mas não aniquilados. Eu acho muito bonito e muito profundo, porque Jesus não propõe uma causa fácil, ele não propõe uma estrada tranquila, como diz o uma benfeitora, né, na verdade, a fundadora Niná, uma médio fantástica, por uma psicografia, né, de um mentor do Núcleo Espírita Investigadores da Luz que fundou, eu que eu tive contato na na minha minha vida durante muito tempo. Pela estrada sinuosa de escolhos e sofrimento. Ei de encontrar o sustento na doce paz de Jesus. A paz de Jesus ela vem, mas não é uma paz que nos promete tranquilidade apenas. É paradoxal. Mas as grandes verdades, pode abrir o evangelho, as grandes verdades do evangelho, elas são emitidas, elas são faladas a partir de paradoxos. Somos atribulados, mas não esmagados. Estamos em extrema dificuldade, mas não vencidos. Estamos perseguidos, mas não abandonado. Prostrados, ou seja, cansados, mas não aniquilados. É um paradoxo. Felizes quando vos odiarem. Como é que a gente vai ficar feliz quando os outros nos odiarem? vem ao encontro do que Epictecto tá dizendo. Por mais que exista o mal, por mais que o que tenham feito conosco, com você, em algum momento, tenha sido algo de ruim, esse algo ruim não deve ser motivo para nos derrubar, nos colocar na lona e não fazer que nunca mais a gente se levante por causa que de mágoa, de raiva, de tristeza eterna. Ao contrário, se a perseguição, se o mal que nos fazem é especialmente vinculado a uma eh um um não entendimento da nossa trajetória ligada ao evangelho, felizes seremos nós. Bem-aventurados seremos nós quando somos perseguidos pela justiça dos homens. Mas não porque nós fizemos algo contra a justiça dos homens. Não é isso. É quando nós estamos fazendo algo que transcende a o entendimento dos homens e os homens, então, o ser humano, então, nos persegue ou pela justiça oficial dos seres humanos ou pela justiça da fofoca, né? Ou seja, porque já existe uma sentença, quando você tem
imento dos homens e os homens, então, o ser humano, então, nos persegue ou pela justiça oficial dos seres humanos ou pela justiça da fofoca, né? Ou seja, porque já existe uma sentença, quando você tem a calúnia, a fofoca, já existe ali uma tentativa de fazer justiças com a própria boca falando o que se acha que é, quando na verdade às vezes só tá sendo um instrumento das trevas. Pior para quem é o instrumento. Bom para você que já está usando a tua linguagem, a tua inteligência, não mais para fazer injúrias, não mais para fazer eh intrigas e sim para poder desatar nós. Bem-aventurado somos nós quando utilizarmos e utilizarmos a nossa linguagem, a nossa fala, não mais para perseguir, não mais para injuriar, mas quando nossa inteligência, a nossa fala e a nossa ação vem conectados e vierem conectados para um bem, bem-aventurados, porque nós estamos sendo diferentes do que fomos no pretérito. E se pegamos a visão espiritista reencarnacionista, nós entendemos ainda mais essa dinâmica da existência, porque muitas vezes nós fomos no passado aquele que utilizamos a inteligência, aquele que utilizamos a linguagem, aquele que utilizamos o comportamento para destruir indiretamente as pessoas ou diretamente, mas para satisfazer o nosso eu, para satisfazer apenas a nós e consequentemente vamos recebendo as consequências desse mal que nós fizermos. Aí a visão espírita amplia ainda mais. Não é o mal que o outro nos fez, que nos atinge, é o mal que nós fizemos também no passado, o mau uso das nossas faculdades que nós fizemos no passado distante ou no passado recente e que vem como uma consequência. E a principal consequência é a consequência da culpa, é a consequência do amargô que fica dentro de nós. E nós queremos mudar e percebemos que ficamos presos. Então, aí também vem a proposta histórica. Não fiquemos presos numa culpa tóxica que nos aprisiona. Olhemos para o futuro, porque as ações que vão nos atingir são as posturas de hoje. A expiação que eu sofro, a expiação que você sofre é uma consequência do ontem,
numa culpa tóxica que nos aprisiona. Olhemos para o futuro, porque as ações que vão nos atingir são as posturas de hoje. A expiação que eu sofro, a expiação que você sofre é uma consequência do ontem, distante ou remoto. Mas o sofrimento que você passa agora é uma consequência direta. da postura que você tem. Nesse sentido, o bem existe na medida direta que nós conseguimos mudar a nossa postura e fazer com que esse sofrimento não venha como um sofrimento de lacerador, mas um sofrimento burilador de transformação íntima. Bem-aventurados, portanto, somos nós. Quando nós mudamos a rota e já não somos os caluniadores, apesar de estarmos sendo caluniados. Nós não somos mais os perseguidores, apesar de estarmos sendo perseguidos. É uma revolução completa que o Evangelho propõe no entendimento e na postura de vida. E de certa forma nós encontramos também um rudimento, uma proposição disso na postura histórica de Epiquiteto. Vamos adiante. O ponto 29, que estaria ali entre essas duas partes, mas que talvez tenha mais sentido agora nessa posição, é quando o epictor vai dizer, diante dessas ações, né, considera, ele vai dar um manual, eu acho muito interessante porque é quase um manual prescritivo, né, de como a gente pode agir no dia a dia. E ele vai dizer: "Olha, em cada ação, considera os antecedentes e os consequentes dessa ação para só então realizá-la". Não faz tudo depressa, né? Muito não faz tudo depressa. Considera, pondera antes de agir. Pondera quais foram os antecedentes, né? Vamos pensar o que é que quer dizer isso? A gente pode pensar pelo menos duas maneiras. Quando chega uma oportunidade de de uma ação, considera como é que foi que essa oportunidade chegou, né? Essa oportunidade é útil. Quando você vai fazer uma ação, considera também que seria um outro um outro ângulo. Quem fez isso? Se deu bem ou se deu mal. Se deu bem em que aspecto? No aspecto mais terráqueo, terra a terra, ou se deu bem no aspecto espiritual transcendente? Considera, portanto, os antecedentes. É
Quem fez isso? Se deu bem ou se deu mal. Se deu bem em que aspecto? No aspecto mais terráqueo, terra a terra, ou se deu bem no aspecto espiritual transcendente? Considera, portanto, os antecedentes. É olhar também eh as pessoas que fazem aquilo que você está com a possibilidade de fazer agora e ver qual é a consequência possível. Isso é muito interessante porque às vezes a gente se ilude achando que não, eu vou conseguir fazer diferente. E muito poucas vezes faz, porque existe às vezes uma força, né, que a gente pode falar força do sistema para facilitar, que é muito difícil você conseguir resistir, conseguir aguentar. Existe a força do sistema que aí eu queria colocar, não é do outro, é de nós, porque existe ainda uma evolução dentro de nós muito frágil. O que eu quero dizer com isso? Nós estamos evoluindo, mas nossa evolução ainda tem um que de fragilidade. Nós estamos aprendendo, não estamos ainda no virtuosismo, estamos que aprendendo a tocar o violão e temos que ter cuidado nas nos recitais de violão que vamos fazer, porque a gente tá aprendendo as notas e já vai se vai já vai fazer um recital num grande concerto, numa grande sala de teatro. a gente não vai dar conta, a memória vai falhar pelo nervosismo, pelo medo. Então, a nossa evolução é uma evolução ainda frágil. Então, não é só a força do sistema de fora, mas às vezes é a fragilidade do sistema de dentro. E aí a gente tem que perceber essa isso para poder saber que caminho e seguindo. Deve ser deve ser uma única pessoa ocupar-te com engenho e gosto ou das coisas interiores ou das coisas exteriores. Isto é, desempenhar ou a função de um filósofo ou a de um indivíduo vulgar. E aí, Epicteto vai começar a trazer essa perspectiva sobre as ações, esses antecedentes e os consequentes, que estão mais ou menos interligados nessa reflexão que eu trouxe aqui. E vai começar a trazer a figura desses dois homens, o homem filósofo e o homem vulgar. Vamos adiante. E ele vai dizer assim, olha aí lá mais para frente no livro que eu trouxe,
xão que eu trouxe aqui. E vai começar a trazer a figura desses dois homens, o homem filósofo e o homem vulgar. Vamos adiante. E ele vai dizer assim, olha aí lá mais para frente no livro que eu trouxe, porque tem a ver com esse assunto. Qual é a postura e qual é o caráter da pessoa vulgar? Ou seja, a postura externa e é o caráter interno da pessoa vulgar. Jamais espera um benefício ou um dano de si mesmo, mas sim de fonte externa. Muito interessante. Uma pessoa vulgar. E o termo vulgar não quer dizer, não tem a conotação que nós temos eh hoje, né? Vulgaridade não é de promiscuidade, é vulgaridade no sentido de ser comum, uma pessoa comum, uma pessoa do seu tempo, digamos assim, tá? Ela sempre eh tem uma insegurança muito grande dentro de si que faz com que ela acredite que ela não tem condições, né? É como o benefício não vem dela própria, vem de fonte externa. Então, uma pessoa vulgar, uma pessoa comum, é uma pessoa infantilizada, que não não tem confiança. E por não ter confiança em si, eh, ela acha sempre que o outro é que vai ter que rezar por ela, orar por ela, fazer por ela, porque ela não tem condições ainda, ela não tem eh uma uma segurança ainda. Uma coisa é perceber que nós temos uma evolução frágil, outra coisa é achar que não temos evolução nenhuma. Quando temos uma, quando achamos que não temos evolução nenhuma, nós caímos na nos precipícios da insegurança mais patológica, do medo patológico, que temos um medo tão grande de errar, um medo tão grande de falhar que não fazemos nada. Aí é a pessoa comum, né, que acaba não dando um passo a mais na vida porque tem uma um excesso de insegurança. Como conversava com amiga há poucos dias e num projeto ela com medo, claramente com medo, e ela me falou: "Não, mas eu não tenho medo". Eh, e ela tinha sabido, né, de de perseguições para que esse projeto não fosse adiante. E eu então olhei no olhos, nos olhos dela e falei: "Mas você tem um tipo de medo?" Ela não tenho medo. Eu falei tenho medo de falhar, um medo grande de falhar. E ela
ue esse projeto não fosse adiante. E eu então olhei no olhos, nos olhos dela e falei: "Mas você tem um tipo de medo?" Ela não tenho medo. Eu falei tenho medo de falhar, um medo grande de falhar. E ela então que tocou na alma dela e ela começou então a se emocionar e ela é esse eu tenho. E é esse o medo que estão usando. Esse é o medo que tá te aprisionando nas preocupações, nas ansiedades, porque esse é o medo que às vezes paralisa o ser na sua trajetória. Um ser que já caiu tanto em outras existências, às vezes fica marcado na insegurança de falhar novamente. E para não falhar novamente, ele às vezes nem tenta. Só que não tentar já é uma falha, uma falha grande de abandonar o barco quando a tempestade está chegando. Então, o homem vulgar, ele, o homem comum, ele sempre acha que o outro é que vai conseguir, o outro é que vai dar uma ajuda ao mesmo tempo. Ele também não consegue assumir a a a responsabilidade. Porque veja, a gente fala que não é, é importante não ficar na culpa tóxica, é importante não ficar na culpa que aprisiona, mas algum nível de culpa é necessário para que a gente mude, que tem a ver com arrependimento, tem a ver com a percepção de que nós temos que mudar a rota. Então, a gente precisa entender que sim, nós somos seres responsáveis e não ficar colocando tudo pra fonte externa. Qual é a postura e caráter de um filósofo? Ele espera todo benefício e dano de si mesmo. O filósofo, portanto, como um ser responsável, ou seja, um ser que percebe que precisa agir por ele mesmo para poder ter os benefícios e também não pode fugir da raia do das encrencas que ele arruma nesse caminho. Ele não pode ficar jogando tudo pro outro, ou seja, ele tem que sair da postura de vitimização. E qual é o sinal de um indivíduo que progride? Muito interessante a progressão, né, de uma mudança, de uma vulgaridade, ou seja, de ser comum para começar a ser um filósofo. Essa pessoa não censura a ninguém, também não elogia ninguém, não culpa a ninguém, não acusa ninguém, não diz nada
ma mudança, de uma vulgaridade, ou seja, de ser comum para começar a ser um filósofo. Essa pessoa não censura a ninguém, também não elogia ninguém, não culpa a ninguém, não acusa ninguém, não diz nada de si mesmo como alguém que é alguma coisa ou sabe alguma coisa. Ele circula como os enfermos. Acho linda essa fala aí. Essa pessoa que progride, ela anda como se fosse um enfermo. Como assim? Porque ela toma precaução para não abalar aquilo que está se recuperando até que adquira firmeza. Em tudo se serve de um impulso destituído de tensão. Em síntese, ele vigia a si mesmo como um inimigo incendioso. É, é, é bastante difícil, né? A proposta não é fácil, mas é interessante pra gente poder pensar que é por aí mesmo, né? Não é possível que todos indivíduos assim que se destacam no mundo espiritual ao longo do tempo, né? Lembrar que Epicteto é citado mais de uma vez por Leon Deni nos seus livros, especialmente ali no problema do ser, do destino e da dor, especialmente quando ele vai falar sobre a dor. Então, se essas pessoas estão dizendo isso, acho que a gente vale escutá-las, né? vale lê-las elas vale meditar, nem que seja um axioma, um princípio que a gente vai tentar seguir, embora saiba que não vai seguir por completo devido à nossa própria limitação, né? Mas é interessante quando ele fala, é como se fosse um enfermo que recuperou parcialmente a saúde, mas sabe que precisa tomar as precauções até que adquira a firmeza. Imagine alguém que quebrou a perna, está ali com o membro engessado e vai, né, tomar. Ele não tá internado, não ficou no hospital, mas ele tá se recuperando e antes de se recuperar, antes de tirar o gesso, ele já vai fazer uma maratona, vai adquirir a a a enfermidade de novo, vai adquirir a fratura de novo. Ou ele fez lá uma cirurgia no joelho, é um atleta, antes de o joelho se recuperar, ele vai lá e se coloca a prova de novo e vai novamente quebrar. Então é interessante que tem a ver com o que eu tava falando antes, a o a evolução frágil. Nós temos
ta, antes de o joelho se recuperar, ele vai lá e se coloca a prova de novo e vai novamente quebrar. Então é interessante que tem a ver com o que eu tava falando antes, a o a evolução frágil. Nós temos a uma evolução, é natural, graças a Deus, nós temos uma saúde, mas tudo isso ainda tá no campo de uma certa fragilidade. A gente precisa adquirir mais firmeza no nosso coração e essa firmeza se adecuire com o tempo, se adecuire inclusive às vezes com mais de uma reencarnação no bem para que a gente possa dar voos um pouco maiores. E aí a gente pode fazer por enquanto o que é possível. E começa então a controlar mais a boca, né? Ou seja, controlar mais o que tá se falando. Então que ele coloca, não elogia, não censura, não culpa, não acusa. Ele tá falando assim, controlar um pouco mais, né, o verbo, o comportamento, para que esse verbo, esse comportamento não sirva de de fonte de mal. Primeiro é uma pessoa que está progredindo, ela começa a sair de ser uma fonte de mal para os outros e começa a ser uma fonte pelo menos de não mal, uma fonte um tanto quanto mais neutra, controlada, segura. Um outro ponto que ele tá enaltecendo na pessoa que progride é a humildade. Nada diz de si mesmo como alguém que já é alguma coisa ou sabe alguma coisa. Então ele tá elogiando a humildade. Então, a postura de não ser o criador do mal. Não se aquele que faz o escândalo, que se torna a fonte de mal, a fonte do mal no mundo e em si mesmo. Aquele que tem humildade, aquele que tem humildade para saber que ainda tem dentro de si uma fragilidade, é humildade, né? Se perceber enfermo é mais do que uma postura, digamos assim, pessimista. Não é uma postura que se colocar para baixo. Ele não tá dizendo para se colocar para baixo. Você é um enfermo, pode fazer. Não, não é isso. É aquele enfermo que tem que ter precaução. Então é uma consequência da postura de humildade. E tudo isso destituído de tensão. A pessoa que está progredindo, ela vai ficando tranquila. Quando fala tranquila, não é a tranquilidade aparente que a gente quer,
onsequência da postura de humildade. E tudo isso destituído de tensão. A pessoa que está progredindo, ela vai ficando tranquila. Quando fala tranquila, não é a tranquilidade aparente que a gente quer, né? uma tranquilidade, como dizia a minha minha mãe, a tranquilidade do Mar morto. O Maro é tranquilo porque não tem vida devido a à grande eh a grande quantidade de sal ali. Então, a tranquilidade do mar morto não tem vida. A vida não é essa tranquilidade do mar morto. É uma uma diminuição da tensão, fazer as coisas com mais e eh placidez, com mais calma, né? sabendo com mais paciência. É por aí que ele tá nos nos conclamando. E aí a vigilância de si, a observação de si, o estudo de si, quando ele fala o inimigo incendioso, porque o que mais vigia o outro é o inimigo, né? Quando você tem ali uma guerra, o inimigo estuda o adversário para saber os pontos fracos que tem para poder a eh penetrar na guerra, na batalha. Então, o paradigma ali do inimigo incendioso é aquele olhar atento, aquele autoexame atento nessa dimensão subjetiva que o estoicismo, consequente do do da filosofia eh socrática, propõe uma interioridade, né? Então, uma observação não é uma uma crueldade que o inimigo tem, é uma perspicácia que o inimigo desenvolve para poder ganhar a guerra. E já que a gente tá falando de uma batalha interna, digamos aí uma figura de linguagem do Bagava da Guita, do hinduísmo, há uma luta interna. O bagava da guita é a sublime canção que narra a trajetória do príncipejuna, conversando com seu conselheiro Krishna para fazer uma batalha que era entre os Pândavas e os cauravas, ou seja, entre duas linhagens irmãs, primas. E por isso Arjuna estava aflito por causa de uma guerra e especialmente uma guerra com uma linhagem irmã. E o Krishna vai dizer que sim, era preciso travar essa batalha para encontrar o samadi, a evolução, a paz duradora. Então essa batalha era entre, digamos, os pândavas, a linhagem das virtudes e os cauraavas, a linhagem dos vícios, a linhagem das imperfeições.
lha para encontrar o samadi, a evolução, a paz duradora. Então essa batalha era entre, digamos, os pândavas, a linhagem das virtudes e os cauraavas, a linhagem dos vícios, a linhagem das imperfeições. São os dois lados nossos que precisam se batalhar, se confrontar para que atingja, atinjamos um nível de paz diferenciado, o samadi. Então, estamos todos também numa guerra interna nesse processo evolutivo. E como inimigo atento, ou seja, com atenção, com cuidado, com vigilância, precisamos observar o nosso ser para não cairmos em auto engano e irmos para uma batalha que a gente pode perder. Não se entra em batalha que se vai perder, a não ser que seja por uma causa de holocausto, aí é diferente. Mas a derrota é física. Quando você vai para um holocausto, para um martírio, a derrota é física. A vitória é espiritual. Tende confiança. Eu, disse Jesus, venci o mundo. Então ele vai e coloca em um holocausto. A vitória, né, nos parâmetros físicos, nos barâos terrenos. Então mesmo aí a gente sempre vai entrar numa batalha se a gente pode ganhar, especialmente quando penso numa perspectiva espiritual, porque a perspectiva da terra a gente pode estar perdendo, mas intimamente nós estamos vitoriosos porque estamos mais firmes, mais resolutos no nosso entendimento. Vamos adiante. No evangelho, ninguém pode servir a dois senhores. Porque aí quando o Epicteto coloca o homem vulgar e o homem filósofo, né, e aquele que está progredindo as características de forma muito didática, eu logo consigo lembrar de ninguém pode servir a Deus e a mamã. Ou seja, não dá para fazer tudo na terra. Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou vai odiar a um e amar o outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não, mas eu consigo amar os dois. Mas não dá tempo de fazer tudo. Então você vai ficar com mais tempo para um e vai desprezar o outro. Senhor, não podeis servir simultaneamente a Deus e a Momon. Essa essa fala vem diretamente consequente como a outra. Entrai pela porta estreita, porque largo
ais tempo para um e vai desprezar o outro. Senhor, não podeis servir simultaneamente a Deus e a Momon. Essa essa fala vem diretamente consequente como a outra. Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. Estreita, porém, é a porta. e apertado o caminho quem conduz a vida e poucos são os que o encontram. Então, no final das contas, eu queria propor uma reflexão de que não dá para fazer tudo, não dá para ter tudo. Nós temos uma ilusão de onipotência, uma ilusão de que vamos conseguir fazer tudo. Não dá. A gente precisa fazer escolhas. Quando você olha para um lado, automaticamente você deixa de olhar para esse. Quando você olha para esse, você não consegue olhar para esse. São as limitações. Nós não temos uma visão 360º. Então, a gente precisa selecionar o nosso foco, selecionar o nosso olhar, tendo humildade. Acho que esse é um exemplo de humildade que, sabe assim, a minha limitação. Não é que eu não, não é que eu seja evoluído e por isso eu não vou fazer, não. É porque eu sei das minhas limitações, sei que ainda sou uma alma enferma, sei que ainda sou uma alma com evolução frágil, que preciso estar atento a mim mesmo para poder escolher o foco maior que eu quero ter na vida. sem nenhum julgamento para com outras pessoas, sem nenhum julgamento para com você mesmo que fica quando a gente cai, quando a gente tá num foco e depois perde o foco, se distrai. Não é julgamento. A gente vai levanta e vai em frente. Até porque a evolução não é uma linha reta, é uma sinusoidal. A gente vai e volta, cai e levanta, faz parte. Mas a questão é que a gente possa não se distrair a tal ponto de esquecermos o foco da nossa vida e o pior, encontrarmos desculpas para podermos dizer que esse foco aqui é equivocado demais. Talvez seja a minha postura rígida nesse foco e não necessariamente o foco da de Deus. Porque no final das contas, esse foco de Deus, esse foco da porta estreita, como diz Epicteto, o foco da vida filosófica
seja a minha postura rígida nesse foco e não necessariamente o foco da de Deus. Porque no final das contas, esse foco de Deus, esse foco da porta estreita, como diz Epicteto, o foco da vida filosófica diminui a tensão, deixa a alma tranquila. Eu vim trazer a paz. A minha paz eu vos deixo, mas eu não deixo como o mundo a deixa. Há sim uma paz, não é só um caminho de dor, não é isso. Há uma paz, mas é uma paz diferente, mais duradora. Não é um masoquismo que a doutrina espírita e o evangelho e o estoicismo ali estão pregando. É apenas uma visão realista de que há um tipo de tranquilidade maior, uma tranquilidade da alma. E é isso que os filósofos históricos buscavam. Por isso, eles eram também terapeutas no sentido de encontrar meios de acalmar o ser. Vamos adiante. Então, aproximou-se dele o mancebo e disse: "Bom mestre, que bom, que bem eu devo fazer para adquirir a vida eterna." E respondeu Jesus: "Mas por que me chamas de bom? Bom, só Deus o é". Mais uma vez, Jesus reafirma aquilo que eu já trouxe. Agora, se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. Que mandamentos? Pergunta o jovem. Disse Jesus: "Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não darás testemunho falso. Honrarás o teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo." E o moço replicou: "Mas eu tenho guardado todos esses mandamentos, Senhor, desde que eu cheguei à mocidade, o que é que ainda me falta? Era um jovem que tava com com abertura, né? Um jovem que queria, tinha sede de Deus. Disse Jesus: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo que tens, dá às pessoas pobres e terás um tesouro no céu. Depois vem e me segue." Ouvindo essas palavras, o moço se foi todo tristonha, porque possuía muitos bens. Jesus então disse aos discípulos: "Digo-vos em verdade que é bem difícil que um rico entre no reino dos céus. Ainda uma vez vos digo, é mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino do de Deus." E essa passagem está em Mateus, está em Lucas e está em
o reino dos céus. Ainda uma vez vos digo, é mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino do de Deus." E essa passagem está em Mateus, está em Lucas e está em Marcos. É uma passagem que sintetiza essa reflexão, só que coloca um ponto a mais. A riqueza que a gente queria propor nessa reflexão mais aprofundada não é a riqueza financeira necessariamente. É a riqueza quando a gente se sente eh abastecido, saciado, porque as posses elas às vezes nos distraem do foco na perspectiva que a gente se sente tão tão tranquilo, tão saciado que não sente nenhum incômodo para mudar a nossa vida. Então, por isso que Jesus vai dizer: "Aquele que quiser ganhar a sua vida, perdê-la". Porque ele fica tão focado nos parâmetros terra a terra que ele acaba perdendo a vida maior. Então ele vai ficar com a vida da terra, mas essa vida maior, o patrimônio espiritual, ele não vai conseguir, porque não tem como fazer tudo ao mesmo tempo. Aquele que perder a sua vida em meu nome, a ganhará. as riquezas que saciam tanto a nossa alma é quando nós ficamos embriagados e, por exemplo, pegamos a utilidade, quer dizer, pegamos a facilidade de uma herança, por exemplo, e ao invés de nos ocuparmos com algo útil, nós nos encharcamos com o prazer da herança e nos tornamos uns desocupados. e desocupadamente a gente não consegue mudar a nossa interioridade. Então, eh essa proposição nos fala do desapego. Era um jovem, digamos assim, sincero, né? Ele pergunta, ele pergunta, ele vai dizer: "Olha, eu tô tentando fazer tudo que o mandamento me diz, mas o que é que eu posso fazer a mais?" E Jesus fala: "Olha, se você quer algo a mais, ou seja, se você quer ser perfeito, se você quiser ser um bom, sei lá, um bom judeu, tudo bem, você já tá seguindo. É um bom judeu. É um bom judeu, um bom judeu da sua época. Agora, se o objetivo é ser perfeito, se o objetivo é não ser apenas um bom cristão, segundo os moldes que a gente vê, você precisa fazer um pouco mais. Você precisa se desapegar.
m judeu da sua época. Agora, se o objetivo é ser perfeito, se o objetivo é não ser apenas um bom cristão, segundo os moldes que a gente vê, você precisa fazer um pouco mais. Você precisa se desapegar. Vai e vende tudo que tens é o desapego. É não ficar preso. Quando a gente está desapegado, curioso, quando nós estamos numa postura mais de desapego da riqueza, da posse, do poder, do status, às vezes é que o status vem mesmo, a riqueza vem. Curioso, né? Porque aí a gente tem a maturidade de lidar com essas coisas sem se embriagar com elas. E aí pegar toda essa facilidade e transformar esses recursos em um bem pessoal e coletivo. E aí a proposição muda, a proposição vai fazer com que a gente seja um homem filósofo. Veja que eh Marco Aurélio, né, foi também um um históico, foi um filósofo e foi também imperador e foi considerado um imperador sábio que dentro das suas possibilidades fez um uma enorme quantidade de coisas, deixou escritos, né? Então, onde a gente estiver, com posições sociais ou não, a gente pode fazer uma vida mais profundamente embasada no bem e no evangelho. Mas para isso a gente precisa ficar desapegado das coisas, desapegado da reputação, desapego. Quando atingirmos esse desapego, aí a gente se transforma numa linha que consegue entrar no buraco de uma agulha com maior facilidade, mas com muito apego essa linha fica muito grossa, né? Nós temos um peso muito grande dentro de nós, preocupações muito grandes dentro de nós, angústias muito grandes dentro de nós, porque ficamos sempre angustiados pela perda que pode acontecer. E quando dentro de nós a gente guarda a certeza de que ninguém pode tirar nada de mim, porque ninguém pode tirar o meu ser, a minha alma, o meu espírito, ou seja, o meu eu, que é o que eu sou, isso traz uma tranquilidade que nenhuma outra visão consegue trazer, nenhuma outra psicologia, nenhuma outra psiquiatria consegue trazer, que essa é a visão de imortalidade. A visão da imortalidade mais profundamente embasada em nós, nos dá como consequência essa
azer, nenhuma outra psicologia, nenhuma outra psiquiatria consegue trazer, que essa é a visão de imortalidade. A visão da imortalidade mais profundamente embasada em nós, nos dá como consequência essa postura de desapego, porque o pior que pode acontecer numa visão material é a perda, é a morte. Mas com a visão e da imortalidade profunda, isso não é uma perda irreparável, é apenas uma mudança, uma transição, uma postura que está mudada. Então, é, me parece que a gente precisa aprofundar nesse sentido, né? Como é que a gente pode E aí, Allan Kardec, eu acho que são os próximos slides, eu vou abrir a a reflexão de Kardec sobre esse aspecto em um Evangelho Segundo o Espiritismo, em que ele vai falar sobre a pobreza e a riqueza. E aí vamos, ele vai colocar de forma literal, não apenas dessa forma psicológica que eu tô trazendo, né? A pobreza é para os que a sofrem. A prova da paciência e da resignação. A pobreza é uma prova de paciência e de resignação. A riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação. Veja que Kardec é tão sábio que ele não usa a palavra expiação. Porque se ele fosse pegar uma visão condenatória, ele já colocaria a palavra expiação. A pobreza é uma expiação para aqueles que sofrem. riqueza é uma expiação, porque nenhum rico entra no reino do céu. Ele não coloca, ele vai aprofundar e vai trazer os testes que essa situação social nos traz em geral. E de fato, uma pobreza material, uma pobreza de recursos materiais traz essas duas provas enormemente da paciência e da resignação. E a riqueza, a prova da caridade, a prova da abnegação. Quando a gente está abastecido, será que a gente vai continuar com Deus? Será que a gente vai continuar com Deus quando tudo tá bem? Será que a gente vai continuar com os valores quando tudo tá bem? Ou a gente vai se embriagar com as posses, com a riqueza, com as facilidades? Então, às vezes vem uma uma você tem uma reencarnação no momento da restrição. E às vezes a gente pode ampliar isso para restrição das doenças crônicas, doenças que
com a riqueza, com as facilidades? Então, às vezes vem uma uma você tem uma reencarnação no momento da restrição. E às vezes a gente pode ampliar isso para restrição das doenças crônicas, doenças que limitam. E aí você tem um teste para com a sua questão da sexualidade que não consegue ser exercida mas a partir de um freio que não é só um teste, mas uma expiação da doença. E às vezes na outra existência você vem com todas as faculdades perfeitas, podendo, portanto, exercer a sexualidade de uma maneira ampla. E aí vem também uma outra prova, não mais uma prova expiatória, uma prova de um testemunho e da seguinte pergunta: será que você gosta tanto de Deus a ponto de abdicar de coisas da tua vida natural que você não estaria, digamos, sendo considerado ou perturbado apenas uma pessoa da sua época que faz as coisas da sua época. Mas será que você quer Deus? Será que você quer mudar? Será que você quer a porta estreita? Será que você quer ser um filósofo? Será que você quer servir a Deus mesmo quando tudo vai bem? Essa é uma pergunta fundamental, difícil, profunda, mas que não dá para adiar eternamente. Coloca Allan Kardec no segmento do outro slide. Sede, pois severos para convosco, indulgentes para com os outros. Mais uma vez, a severidade não punitiva, não de culpa tóxica, mas daquela postura atenta que Epic coloca, o inimigo que vigia, o inimigo que fica atento para olhar as próprias intimidades. Sede indulgentes com as faltas alheias, qualquer que elas sejam. Não não julgueis com severidade, senão as vossas próprias ações. E o Senhor usará de indulgência para convosco, como a indulgência, como de indulgência houverdes usado para com os outros. essa postura que não deve ser uma postura pesada, uma postura que fica fixada na culpa, mas uma postura realista de que olha, eu preciso progredir, não dá para servir dois senhores ao mesmo tempo. Eu acredito que, apesar de ser muitas coisas densas e nós temos até ter feito um pouco maior tempo hoje, eu acredito que a gente
eu preciso progredir, não dá para servir dois senhores ao mesmo tempo. Eu acredito que, apesar de ser muitas coisas densas e nós temos até ter feito um pouco maior tempo hoje, eu acredito que a gente poôde estar juntos nessas reflexões que me parecem fundamentais. É um, eu acho que são difíceis para nosso dia a dia, né? Quando a gente coloca servir a Deus e a mamonas facilidades, que vida a gente quer seguir, que momento a gente quer trilhar, mas olha, isso tudo que a gente coloca aqui não é no sentido punitivo, julgador, não é no sentido de você ficar alimentando mágoa, culpa, com erro, com equívoco, não é no sentido de alertar, de olhar, de perceber, para que a gente possa escolher com mais convicção o caminho a seguir, já que desde Epicteto pelos os evangelhos também pelos discípulos, pelo evangelho segundo espiritismo, nós temos sinalizações que não devem ser faladas assim com um peso de você se sentir perturbado só pelo pensamento que já veio. Não é isso, mas é a perspectiva realista de gente caminhar mais em paz, com menos tensão e mais tranquilidade. Espero que tenha entendido. Espero que hoje nós tenhamos conseguido ser bem claros, com tranquilidade, com amor e paz no coração. Fique com Deus. Fiquemos com Deus.
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