Jesus e Saúde Mental | #152 • Episódios Diários – Velhice
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 152 • Episódios Diários – Velhice #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Muito boa noite. Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda a mais um programa Jesus e Saúde Mental pela TV da Mansão do Caminho. Hoje eu tô bastante feliz porque estamos encerrando o livro Episódios Diários. foi uma verdadeira alegria, uma verdadeira honra e um verdadeiro passeio sobre mim mesmo, já que esse livro eu considero ser uma psicologia aplicada no cotidiano. Então, um agradecimento especial ao médium Edivaldo Franco por ter sido instrumento desse livro e a benfeitora Juna de Angeles por ter se dignado de junto da sua sabedoria grande, né, poder trazer notícias diárias para as nossas reflexões. Então ficamos aí e você vai ter um material, se você chegou hoje, você tem um material longo para poder ver, como algumas pessoas me dizem: "Ah, doutor, tô vendo os programas anteriores, tá tudo disponível, inclusive todo esse livro descrito, pensado, refletido e foi uma verdadeira epopeia nas minhas próprias emoções, da minha própria existência compartilhada aqui com vocês. Não no sentido de professor, aluno, mas no sentido de alguém que compartilha, porque é assim que eu me coloco. Por isso, estando juntos, vamos pensar em Jesus, fechar os nossos olhos e agradecer o nosso mestre amado, tão amado pela nossa benfeitora Joana, tão amado por Francisco de Assis, idealizador, mentor desta obra social Mansão do Caminho. Ele que se entregou à sua própria vida. Não só enquanto João, o evangelista jovem que era, dedicou a juventude a seguir Jesus, seguindo Jesus até a alta idade, vindo a desencarnar, não pela morte do sacrifício da cruz, o único discípulo direto que morreu pelo tempo, pela idade, pela sabedoria da vida, porque um espírito mais talvez mais aberto, um espírito mais docificado que poderia encontrar outro tipo de vida. O evangelho que João nos traz é um evangelho tão bonito, o evangelho da maturidade, de um senhor que já encontrando a sabedoria, meditando nos livros que já existiam, nas epístolas de Paulo que já existia, no seu conteúdo, no seu contato com Jesus, nos legou um evangelho
maturidade, de um senhor que já encontrando a sabedoria, meditando nos livros que já existiam, nas epístolas de Paulo que já existia, no seu conteúdo, no seu contato com Jesus, nos legou um evangelho místico, um evangelho profundo, um evangelho que não narra apenas, mas que traz uma simbologia. É esse João Evangelista que retorna à vida e reergue a esperança da igreja e sai das paragens do catolicismo e acaba sendo um símbolo de amor, não só para os católicos, mas para os espíritas e até para aqueles que não têm religião formal. Quantas vezes não vi pessoas jovens que não acreditam nas religiões, mas acreditam em ti, pobrezinho de Assis, na tua vida, no teu amor pela vida, no teu amor pela natureza. Por isso, lembrando dessa vida potente, nós agradecemos a possibilidade de encontrar exemplos ao longo da história da vida, ao longo da história humana e dizemos muito obrigado, Jesus por inspirar tantas pessoas a se modificarem e nos ajudarem na modificação pessoal. Que assim seja. A mensagem da benfeitura de hoje que encerra, não encerra o livro, mas encerra as nossas reflexões, porque a última é a mensagem 47. O livro tem 50 mensagens. Então não é a última mensagem do livro, mas é a última mensagem que nós estamos analisando do livro. Mensagem 47. é sobre justamente a velice. E acho que foi por isso que pensei muito em Francisco de Assis e João Evangelista na oração, porque João Evangelista é aquele que jovenzinho, né, encontra Jesus, se dedica a ele e Jesus vai dizer, ele não encontrará, né, a morte pelo sacrifício natural, e sim é aquele que vai viver a vida. O evangelho que João Evangelista traz é evangelho da maturidade. E certamente só isso já nos mostra que a velice não é símbolo de uma de algo que seja carcomido, algo que seja, digamos assim, empodrecido, não é algo que tem vitalidade. O tio Divaldo falava assim que, provavelmente, pelo que os benfeitores falaram para ele, o o jovem evangelista desencarnou com 86 anos, mas naquela época muito idoso, né? 86 anos. E provavelmente, como ele narrou e
falava assim que, provavelmente, pelo que os benfeitores falaram para ele, o o jovem evangelista desencarnou com 86 anos, mas naquela época muito idoso, né? 86 anos. E provavelmente, como ele narrou e como também a história narra, ele já não estava com aquela aquele poder físico muito grande no final da sua existência. estava talvez sem conseguir andar. Talvez as pessoas, os seus discípulos eh da igreja de Éfeso já levavam ele assim, né? Até e ele repetia sempre que o principal ensinamento de Jesus era: "Amai-vos uns aos outros, amai-vos uns aos outros". do amor. Então, essa vida potente que nos trouxe um evangelho da maturidade, um evangelho que não narra curiosamente, não narra assim parábolas, mas fala de conceitos. É um evangelho conceitual, evangelho místico profundo, é o evangelho também da velice, ou seja, mostrando que a velice não tem só o desgaste que ele teve, mas também tem a sabedoria quando é uma vida bem vivida. Então, diz a benfeitura assim: "A vida para desenvolver-se exige energia". O envalhecimento, resultado do desgaste energético, é fenômeno natural. Irreversível. A idade conquista espaço no organismo humano, combalindo-lhe as forças e conduzindo à desencarnação. Apesar da importância de serem preservados à juventude interior, o entusiasmo pela vida, as ocasiões de prosseguir servindo e iluminando-se, isso não descarta o fenômeno da velícia. É as benfeitoras sendo realista, né? Apesar da jovialidade interna, mas tem um corpo cansado. Cada minuto que passa adiciona consumo à máquina orgânica, impondo-te impondo-te sisudeza, maturidade, consciência responsável. A velice é quadra abençoada da existência planetária que nem todos têm a oportunidade de alcançar. Repositório de experiências é campo de sabedoria a serviço da vida. Respirando e agindo, estás envelhecendo. Pensa nisso. Vive desse modo, programando a tua terceira idade jovialmente, a fim de não ser escolhido pela amargura e o dissabor quando as forças se te apresentarem diminuídas, portanto, em
lhecendo. Pensa nisso. Vive desse modo, programando a tua terceira idade jovialmente, a fim de não ser escolhido pela amargura e o dissabor quando as forças se te apresentarem diminuídas, portanto, em decadência. O pior da velice é a forma refratária com que muitos a consideram ingratamente. Três pontos fundamentais, né? E eu me lembrei aqui muito do próprio Tivaldo. Então queria contar algumas coisas desse né, que desencarnou com 98 anos de idade, praticamente uma semana depois de completar 98 anos de idade, longevo e sábio. Então, apesar da importância de ser preservada a juventude interior, isso não descarta o fenômeno da velice. Então, não é porque ele era uma pessoa jovial, era uma pessoa jovial e assim, talvez até mais jovial quanto mais idoso era, né? Por quê? mais leve, mais tranquilo. Eu imagino ele no início da sua trajetória, jovem que era com peso, né? Porque a gente contra espírito sabe eh conscientemente ou inconscientemente das responsabilidades que assumimos. Eu na minha vida me recordo com 12 para 13 anos de idade, 12 para 13 anos de idade, uma virada de ano assim. E eu me lembro que eu falei: "Pronto, tá bom, agora acabou a brincadeira, agora vamos começar a trabalhar." É muito novo. Eu fico olhando para mim, vendo meu minha filha, vendo, né? Minha filha com 11 anos. Então, mais ou menos essa idade ter essa esse peso, certamente era o quê? A a a intuição, né? a intuição inconsciente das responsabilidades que eu havia programado, havia prometido e havia desejado. E quando eu olho para mim hoje, que tenho 40 anos e me comparo quando tinha 20 ou então quando eu tinha 22 ou então quando acabei de me formar, eu me sinto mais leve, né? Porque eu me sinto mais jovial, porque eu tenho mais tranquilidade, menos insegurança. Quanto menos insegurança, mais jovialidade. Por quê? Porque nos traz mais leveza. Às vezes o o o jovem mesmo é tenso. Por quê? Porque tem a insegurança da juventude. E essa insegurança da juventude traz uma tensão apesar do corpo jovem. Então é importante essa
nos traz mais leveza. Às vezes o o o jovem mesmo é tenso. Por quê? Porque tem a insegurança da juventude. E essa insegurança da juventude traz uma tensão apesar do corpo jovem. Então é importante essa jovialidade interior que tem a ver com a segurança íntima. E essa segurança íntima gera uma autoestima boa, não uma autoestima narcisista, mas uma autoestima boa. No entanto, isso não significa romantizar, né, a velícia e não dizer que não traz desgaste. Então, eu me lembro de uma conversa com o tio Divaldo no almoço e ele falava assim: "É, meu filho, vou falar as palavras dele, tá brincando, inclusive falou assim: "É, meu filho, ser velho, ser velho às vezes cansa, viu? Porque de fato ele um espírito jovial, mas um corpo que estava cada vez mais desgastado pela pelo desgaste natural da vida. E por mais que ganhe moratória, por mais que ganhe vitalidade energética, por mais que seja assim uma coisa impressionante, às vezes, mas não foi uma vez, não, várias vezes, eu lembro de duas que eu queria relatar aqui. Uma no aniversário dele de 97 anos. 97 anos eu estava aqui e é só assistir naturalmente. Então até fui a paesana, né? Eu geralmente não me sinto à vontade de falar eh assim assim de Jesus eh tão, como é que eu posso dizer? Tão com a roupa tão informal. Uma vez eu vim aqui na mansão, tava com a roupa de abacaxi, a blusa de abacaxi, né? Era uma blusa assim bem bem bem de praia, né? Ele não tava imaginando o que eu ia falar. Aí o tio Divaldo falou: "Bora gravar, vamos gravar." Aí veio aqui pro estudo. Mas tio, eu tô assim com bermuda, tô com a a blusa de abacaxi, ele não tem problema nenhum. Vamos gravar soldado no quartel, né? Que é trabalho. Então eu vim aqui para o estúdio, gravei com ele e mas fiquei assim totalmente desconfortável que eu não me senti que tava vestido adequadamente, né? Então eu fui a paisana porque eu não percebia que ia falar, tava com a blusa mais simples assim, não tava vestido como, enfim, eu me sinto mais à vontade falando de Jesus e do Espiritismo, etc, etc.
? Então eu fui a paisana porque eu não percebia que ia falar, tava com a blusa mais simples assim, não tava vestido como, enfim, eu me sinto mais à vontade falando de Jesus e do Espiritismo, etc, etc. Eh, aí ele chegou, desceu do quarto, né, foi pro café da manhã e tava cansado, coitado, assim, o corpo físico cansado, ele tinha se preparado, tava feliz, mas cansado. Ele falou: "Olha, meu filho, eu acho que não vai ter palestra hoje não. Eu acho que eu vou falar um pouquinho". E realmente a voz quase sem voz, cansado. Ele tinha tinha tido ele tinha tido uma infecção intestinal naqueles dias. Inclusive no sábado de noite eu fiz a palestra e até orientei algumas coisas sobre alimentação que ele me perguntou ali, pergunte o que é que eu devo comer e tal, porque ele tava com infecção. Aí dei as orientações médicas e fui fazer a palestra. Então pode até ver que ele não tava na palestra do sábado à noite do aniversário dele de 97 anos de idade. Então no outro dia, então ele se recuperou, poupou as energias para poder estar no seminário, no workshop tradicional que já aconteceria, pessoas do mundo todo vindo, lotado do local, querendo vê-lo, né? Eu lembro até até que eu brinquei porque as pessoas estavam até querendo ver também na palestra. Ele foi lá e eu brinquei assim: "Olha, vocês vieram pro pato principal, mas às vezes a gente tem que se acontar com a entrada. Então eu sou a entrada e hoje a gente vai se contentar com a entrada e amanhã a gente vai ter o prato principal." Mas quando foi amanhã, ele acordou cansado tudo mais e ele falou assim: "Meu filho, eu acho que não vou conseguir falar não". Aí no carro ele falou assim: "Meu filho, olha, a palestra vai ser sobre o essencial. Pense assim nessas duas frases. El me falou duas frases de Jesus. Pronto. Aí você desenvolve na hora lá. Eu fiquei assim preocupado, né? Mas fiquei preparado na plateia. Mas conforme ele entrou, isso tá gravado, então tá eh dá para ver, você vê que a voz dele tava mais cansada. Ele cansado, ele foi
a lá. Eu fiquei assim preocupado, né? Mas fiquei preparado na plateia. Mas conforme ele entrou, isso tá gravado, então tá eh dá para ver, você vê que a voz dele tava mais cansada. Ele cansado, ele foi ganhando uma vitalidade, uma energia lá pelas tantas. Ele falou: "Olha, eu até tinha colocado". E até em algum momento ele olha pro local que eu tava, você vê que ele tá ali. E eu tenho até colocado umas pessoas, não tinha sido só eu, não. Tinha também lá o o amigo Marcel Mariano, que ele também tava meio preparado para falar. Então ele falou assim: "Eu coloquei dois ou três colegas para falar porque eu tava assim cansado, mas eu tô com tanta vitalidade que só na próxima reencarnação ou eles vão falar". Ou seja, ele falou o seminário inteiro. E o pior ou o melhor, né, é que quando ele saiu e foi pro almoço, a gente tava almoçando na casa dele, ele tava com tanta vitalidade, parecia outra pessoa com tanta vitalidade, cadê a doença? não tinha mais a doença. E ele lá fez uma outra palestra, daqui a pouco contou uma outra palestra que eu também contei isso em uma palestra junto dele aqui na mansão, ele falando sobre o futuro, sobre a as transições planetárias. Impressionante. Então, por então veja, não é que a gente tá descartando a questão da energia que os benfeitores trazem. Eh, isso é visível, né? Isso é visível. Um outro fato, o outro fato também que eu me recordei aqui, uma palestra que eu vim fazer no sábado à noite, ele também tava bem cansadinho e tava tremendo, inclusive com tremor, mas ele foi, ele não fez a palestra, foi eu que fiz, mas ele tava lá e ficou no no cenáculo. Ele falou: "Meu filho, olha, eu tava até tremendo, ó como é que eu tô agora." Pelas energias, o obsessor que tava perseguindo, eu vi, ele tentou entrar. Aí eu falei assim, ó, Jesus. e apontei e melhorei. Então, as energias, quer seja a gente falando, quer seja a gente, digamos, recebendo, a gente vê coisas inimagináveis, mas não significa dizer que vai, digamos assim, virar imortal no corpo, né? Porque às
o, as energias, quer seja a gente falando, quer seja a gente, digamos, recebendo, a gente vê coisas inimagináveis, mas não significa dizer que vai, digamos assim, virar imortal no corpo, né? Porque às vezes a gente imagina também que o Divaldo é ser imortal no corpo. Ele é imortal enquanto Divaldo, mas não no corpo, né? O corpo tem o seu desgaste. Então ele falava assim: "Meu filho, às vezes dá eh cansa ser velho, porque cansa o quê?" "A dificuldades." Ele falou: "Esse é o termo." Achei isso muito bonito, muito interessante. Mas aí a a um outra conversa vem nesse segundo ponto. A velice é quadra abençoada da existência planetária que nem todos têm a oportunidade de alcançar. Eu tava conversando com a Paola sobre isso, né? vendo esse senhor assim com tanta vitalidade, tanta sabedoria, eu então conversava: "Que bênção, né?" Quer dizer, foi até a Paola que trouxe essa reflexão, nem fui eu. Ela falou assim: "Que bção, né, Leop? Porque a pessoa pode numa numa única existência fazer como se fossem três. E é verdade. Se a gente pensar, por exemplo, eu sei de quatro existências minhas, quatro existências que eu desencarnei com 20, 25 anos, 28 anos, outra com 12 mais ou menos, outra com com 18 mais ou menos, ou seja, muito jovenzinho, né? e ser de um que desencarnei bastante longevo. Então veja, se a gente pensar nas idades de 30 anos, são três existências em uma, né? No Cristo, 33 anos, três existências, 99 anos, três existências em uma. Então ela falou assim: "Puxa, por que você não desencarna aí? Não tem o esquecimento do passado? Então, na própria existência você pode desfazer erros e equívocos." Aí eu falei: "É verdade, pá, eu tenho pensado nisso mesmo. Eh, pai, é o apelido dela, Paola, pá. É verdade, pá. Eu tenho pensado nisso, como a uma vida longeva pode também nos trazer insightes em uma mesma existência, porque, por exemplo, eu eu me sinto numa outra reencarnação. Falava para ela ela. Pois é, eu me sinto agora numa nova reencarnação. como se eu tivesse numa reencarnação dentro da
uma mesma existência, porque, por exemplo, eu eu me sinto numa outra reencarnação. Falava para ela ela. Pois é, eu me sinto agora numa nova reencarnação. como se eu tivesse numa reencarnação dentro da mesma reencarnação, por conta de etapas, de ciclos que foram fechados na minha vida e outros que foram abertos do ponto de vista profissional, do ponto de vista pessoal, do ponto de vista espiritual, lembranças que vieram de várias existências, confirmações que tive com o Divaldo, enfim, então uma nova existência dentro da mesma existência. Que coisa boa eu posso poder amadurecer dentro dessa vida e não ter desencarnado com 25 e tá agora com 15. entendeu? Tendo que relembrar tudo. Então eu compartilhei essa conversa com com o Divaldo, né? E aí ele era muito rápido assim no entendimento. Ele é muito rápido no entendimento. Aí quando eu fui tentar explicar ele, exatamente, meu filho, é um desperdício desencarnar. Eu achei interessante. Isso. É um desperdício desencarnar. Por quê? Porque eh a pessoa aproveita os insightes do ponto de vista evolutivo. Por isso que a a benfeitura fala: "Olha, a velice é quadra abençoada que nem todos têm a oportunidade de alcançar". Então é uma bênção, é difícil, mas é uma bênção nessa perspectiva de amadurecimento. E aí fala: "O pior da velice é a forma refratária com que muitos a consideram ingratamente. E realmente, veja, eu atendo assim tantas pessoas, né, e conheço tantas pessoas e tantos idosos. Eu lembro de uma fala de um senhor inteligentíssimo, ele e a esposa, né, me falavam assim: "Sabe o que é, doutor?" Me chamavam de doutor, né? Médico deles, ele t respeito, mas eh falava assim: "Sabe o que é, doutor? A bronca é que a gente não tem assim mais muitos amigos. Quase todos já morreram e é muito tempo livre e a solidão. Eu achei isso e é verdade, né? Quais são os dois grandes problemas da vida atual? E isso fica mais acentuado às vezes com a velice. É a falta de ocupação e a solidão. Falta de ocupação e solidão. Isso tem sido um fator de estudo no mundo todo.
dois grandes problemas da vida atual? E isso fica mais acentuado às vezes com a velice. É a falta de ocupação e a solidão. Falta de ocupação e solidão. Isso tem sido um fator de estudo no mundo todo. No mundo todo. Solidão e adoecimento. Eu me lembro da Holanda com muita gratidão, inclusive espíritas muito carinhosos comigo em Rotterdam. Um local lindo, o local onde foi a palestra. Que local bonito. Então eu cheguei um pouco mais cedo no local, aí falei: "Vou dar uma andada. Tava frio, tava ali com casaco andando. Eu gosto do frio, né? Não me acostumo com o calor, assim, adoro o Nordeste, entendeu? Mas se fosse um pouquinho mais frio, era um paraíso. Mas como nada é perfeito, não dava para ter tudo, né? Então pelo menos tem ar condicionado pra gente poder eh sobreviver bem. Brincadeiras à parte, eu gosto, eu fiquei andando e eu vendo assim, lindo, que país lindo, né? Nessa cidade desenvolvida, os países baixos, fácil de andar, o pessoal andando de bicicleta, tranquilo, mas ao mesmo tempo na Europa é o local que mais cresce suicídio assistido, uma forma de eutanásia que mata justamente os velhinhos, né? Mata justamente o idoso. Por quê? Porque a pessoa se sente um peso, se sente assim deslocada. A solidão é uma coisa tão difícil de lidar. A falta de ocupação, a sensação de quem não tem mais utilidade, é uma coisa tão difícil. Isso não só paraa velice, mas especialmente nessa etapa de vida. Então, quando eu vejo essas situações que as encontro muito, às vezes também acontece isso que a Jona falou. As pessoas ficam muito assim amarguradas pelas perdas que aconteceram, as perdas sociais, as perdas físicas. Veja a fala desses desse senhor sábio, Divaldo. Ele não tava dizendo que era fácil envelhecer, que coisa boa, maravilhosa. Não, meu filho às vezes cansa ser velho. Então é difícil a velice. Mas ao mesmo tempo ele disse: "É um desperdício desencarnar porque nessa vida ele conseguiu fazer muitos insightes, muitos aprendizados, né? Então, as pessoas às vezes ficam apegadas ao passado e por mais que a
mo tempo ele disse: "É um desperdício desencarnar porque nessa vida ele conseguiu fazer muitos insightes, muitos aprendizados, né? Então, as pessoas às vezes ficam apegadas ao passado e por mais que a gente faça assim procedimento de rejuvenecer, procedimento estético, a gente vai envelhecer, né? Hoje quase que um ramo da medicina tem tratado a Velice como uma doença. Não é uma doença, é porque a tem muitas doenças que acontecem, mas a velícia em si não é uma doença. Então não tem como a medicina barrar a velice. Isso é uma ilusão, entendeu? narcísica da juventude que nós pensamos ser o ideal. Mas a juventude você é jovem, mas não tem assim experiência, é jovem, mas tem insegurança, é jovem do corpo, mas tem que provar um bocado de coisa, fica mais tenso. Eu fico pensando assim, conforme o tempo vai passando, por exemplo, a possibilidade até de meu pai, né? Ele me falou assim, um avô, isso muito tranquilo, né? Posso falar um avô bem melhor do que foi como pai em termos de ser presente presente. Por quê? Porque enquanto o pai ele tinha que se matar de trabalhar para conseguir uma condição boa, né? Eu estudei em escola boa porque eu ganhei bolsa. Outro dia eu encontrei o o ex-dono do colégio, porque hoje o colégio foi vendido e ele tem outras empresas. Aí ele me encontrou e falou: "Ô, veio falar comigo, tava lá no na clínica, no consultório, onde eu tenho a minha clínica em Recife e ele falou: "Pô, já falei com ele, agradeci, dei um abraço e falei do fundo do coração. Olha, eu queria agradecer a você e a sua família porque sempre me tratou muito bem e também porque eu estudei com bolsa, né? Eu sei que era um direito do meu pai, eu sei como funcionário que era de vocês, mas eu também me sinto no dever de agradecer. E ele sabendo todo o currículo que eu tinha feito, né? Ele já sabia que eu fui professor, que sou psiquiatra, doutor, essas coisas todas da terra, ele falou assim: "Não, para mim é que é, para nós é que é um orgulho, rapaz, ter tido você como aluno." Então, nós nos damos, nos
ui professor, que sou psiquiatra, doutor, essas coisas todas da terra, ele falou assim: "Não, para mim é que é, para nós é que é um orgulho, rapaz, ter tido você como aluno." Então, nós nos damos, nos demos um abraço ali feliz, né? A maturidade dando uma possibilidade de enxergar outras coisas. Ele falou: "Olha, vai aqui, minha empresa também aqui nesse mesmo empresarial de tal coisa". Eu contei isso pro meu pai. Meu pai trabalhava muito, era professor, trabalhava de manhã, de tarde e de noite, três expedientes de fato para poder nos dar uma condição de uma classe média e um estudo, porque senão eu não teria condições de ter feito medicina, né? Fez medicina na universidade pública, né? não teria condições de ter estudado com uma boa formação. O meu irmão, o do meio, se formou em direito, passou para juiz em Sergipe, mas também passou para procurador em Recife. É procurador em Recife, meu irmão mais velho, eh, fez engenharia, foi fazer o PhD em Londres, mora em Londres, né? Enfim, todo mundo venceu pelo estudo, né? E eu vi meu pai estudando, estudando. Meu avô era garçon analfabeto e trabalhou muito e deu duas pensões, deixou duas pensões paraa minha avó. E ali a possibilidade do estudo, a minha mãe batalhando também, sendo mãe depois de meus os dois irmãos um pouco mais velhos podendo fazer psicologia e se tornar psicóloga e trabalhar na escola também onde eu estudei. Então a bolsa era pelo meu pai e pela minha mãe que era psicóloga. Aí veja, veja como foi, viu? Eu era aluno de uma escola que meu pai foi meu professor e minha mãe minha psicóloga. Então tava vigiado por todo mundo, todo mundo me vigiando para não sair da linha, mas ao mesmo tempo feliz, né, por ter tido uma oportunidade de ter uma vida diferente. Mas veja a quantidade de dificuldade ali, penso minha mãe tendo que fazer, meu pai teve que fazer mestrado enquanto eh era porque já tava cansado de dar aula assim em em escola, em cursinho. fui fazer mestrado para poder virar professor universitário e eu já
tendo que fazer, meu pai teve que fazer mestrado enquanto eh era porque já tava cansado de dar aula assim em em escola, em cursinho. fui fazer mestrado para poder virar professor universitário e eu já era, acho que eu tinha uns 15 anos de idade, 16. Então assim, eh, a a velice às vezes dá a possibilidade do tempo. E hoje eu vejo meus pais preenchendo o tempo, minha mãe, sobretudo com o espiritismo, mas também com os cuidados, com os meus filhos, me ajudando, me ajudando a est aqui, por exemplo, hoje na mansão do caminho gravando essas coisas. Eu tô com a ajuda de minha mãe para poder fazer umas coisas para meu pai também. E meu pai então me dizia, meu filho, uma vez ele fez, foi lá em casa e fez um café da manhã para mim. Aí eu não tava acostumado com isso, né? Mas eu aprendi a receber, entendeu? A gente tem que aprender a receber. E aí eu falei assim: "Poxa, pai, foi bom. Eu tava tão apressado para ir dar aula na federal, foi bom receber um cafezinho". E ele falou assim: "Meu filho, eh, eu a tô tendo a oportunidade de de fazer um uma ser um avô muito mais presente do que fui como pai, porque eu não tinha tempo. Eu que agradeço a oportunidade também. Então, a possibilidade da vida que só acontece com o passar dos anos mesmo, ou seja, com a velice. Então, é difícil, mas também a gente pode se ocupar com outras formas. Eu venho aqui na mansão do caminho e vejo tantas tias, né? 99, uma recentemente desencarnou, outra 86, 92, 87 ocupadas no bem e convivendo bem e no bem. Então, driblando a solidão e driblando a falta de ocupação com o trabalho no bem. ativas, a cabeça ativa, trabalhando todas as idades assim. Então eu fico pensando que o pior de fato é a gente não poder aceitar o tempo e deixar a amargura entrar no nosso coração. Uma vez eu conversei com o tio Divaldo e falei assim: "Tio, uma coisa que eu admiro muito no Senhor é assim: o Senhor passou por tanta coisa, são 97 anos que o Senhor tem, tantas decepções, porque é natural a uma pessoa com 97 anos de idade", primeiro ele me contava, né?
ue eu admiro muito no Senhor é assim: o Senhor passou por tanta coisa, são 97 anos que o Senhor tem, tantas decepções, porque é natural a uma pessoa com 97 anos de idade", primeiro ele me contava, né? praticamente todos, né, as pessoas da família, ele viu desencarnando, etc. Falava assim do contato no mundo, no mundo espiritual com esses membros da família, nem todos da mesma posição como a sua mãe Ana está, como outros estão muito bem, outros não estão bem. Mas além disso, as decepções dentro do movimento espírita faz parte, né? uma vida longeva vai ter também muitas decepções. Então, falando sobre isso, eu falei assim: "Poxa, tio, mas o Senhor não deixou o seu coração endurecer". Lembrei da música de Renato Russo que fala assim: "Um dia perfeito." Ele diz assim: "Eu não vou deixar o meu coração endurecer porque eu acredito no meus ideais. Podem até maltratar o meu coração, mas o meu espírito não vão conseguir mudar". Então essa é uma arte, não deixar o coração ficar amargo, apesar das decepções que a vida nos traz. E a longevidade faz a gente colecionar decepções também, mas a longevidade pode também nos fazer colecionar sabedoria para passar por isso sem deixar o nosso coração endurecer. Foi isso que eu vi nesse senhor. Foi isso que eu vejo nesses senhores. Foi isso que eu vejo nas pessoas, né, que estão bem, apesar de dos pesares. Não deixar o coração endurecer pelas recepções da vida que a vida vai trazer de forma natural. Ele fal, e depois eu voltei a falar sobre isso, ele é, eu tenho pensado nisso porque sim, um um não um não seja ovial. Ah, porque ah, não, mas estava falando porque ele já lhe conhecia, então ele foi com mais aberto. Sim, a gente se conhece desde que eu tenho 17 anos nessa existência. Ah, mas conheci em outra existência, sim, mas as pessoas se perturbam. Eu podia estar perturbado também, não é porque conhece de outra existência que não quer dizer que não possa decepcionar. As pessoas são falíveis. Não é porque a pessoa tem uma tarefa que ela não vai falir, senão não
perturbado também, não é porque conhece de outra existência que não quer dizer que não possa decepcionar. As pessoas são falíveis. Não é porque a pessoa tem uma tarefa que ela não vai falir, senão não tinha o livro Os Mensageiros de Chico Xavier e André Luiz falando de pessoas que vieram com alguma tarefa e deram uma falida. Então não é porque a pessoa conhece a outra que ela não possa se decepcionar com a outra, porque todo ser humano é decepcionável ou decepcionante. Todo ser humano faz parte. Nós temos o direito também de ser decepcionante pros outros, porque a gente pode ter o direito de errar e o erro às vezes faz com que o outro entre em decepção. Então, faz parte da vida humana, mas faz parte também do dever emocional mantermos o nosso coração vivo, jovial, com alegria e com esperança, nem que seja com resignação. Eu me recordo muito também quando penso na velice e na minha avó e e e uma das funções, eu conversava com uma senhora que tava muito amargurada e ela falava assim: "É, doutor, o senhor o senhor não sabe o que é ser velho, viu? E realmente nessa existência eu não sei. Mas ela também não era espírita, não ia dizer para ela que já tinha tido uma vida longeva, enfim, que eu me lembrava que não foi uma vida muito distante, mas enfim, não entra no no bate-papo, tava escutando, né? Então é natural a pessoa, enfim, como alguns me falam, é doutor, quando o senhor quando seus filhos crescerem, parece que até que tá angorando. Quando seu filho crescer, você vai ver como vai ser difícil, viu? Então, parece que tá até angorando, né? Eh, mas enfim, faz parte da da vida humana. Mas essa senhora dizia isso para mim, eu falei: "Realmente, eu não sei o que é envelhecer ainda, mas eu fico lembrando de minha avó, sabe? A minha avó, ela era uma pessoa muito resignada e ela teve trombose, né? Eu cresci vendo minha avó andando devagar e com as mãos assim fechadas, porque ela teve trombose e também teve artrose. E ela ficou com as mãos deformadas. Então eu vi a minha avó com essa mãozinha
é? Eu cresci vendo minha avó andando devagar e com as mãos assim fechadas, porque ela teve trombose e também teve artrose. E ela ficou com as mãos deformadas. Então eu vi a minha avó com essa mãozinha escrevendo carta para mim. Uma das coisas mais bonitas que eu tenho de recordação da infância são as cartas que troquei com minha avó. E eu ficava pensando, ela escrevia com a mão, com artros, com dificuldade e uma caligrafia bonita. E ela escrevia lá e eu escrevia porque ela morava em Fortaleza, eu morava e moro em Recife. A gente em algum momento começou a trocar carta. Eu tinha uns 7, 8, 9 anos de idade, trocava essas cartinhas com minha avó e ficava feliz ali. Lembro de minha avó cozinhando assim, sabe, com a mão, a mãozinha com dificuldade, uma comida gostosa, simples, um feijão, uma farofa, uma uma casa assim, porque eram pessoas pobres, eh, financeiramente falando, né? Moravam na casa que meu meu pai comprou para eles quando ganhou o primeiro salário. Faz muito tempo, né? Porque pessoa comprar uma casa com um salário e sendo eh de uma de um de um emprego não milionário, fazia tempo. Era uma casa simples, mas também fazia tempo, porque hoje com o salário não dá. Mas enfim, ele eles viveram, foi a casa que eles viveram até o final. Era uma casa assim num bairro chamado Montese em Fortaleza, onde pelo menos na casa dela passava muito avião que era perto do aeroporto. Então como passava o avião fazia um barulho que você não podia falar nada, tinha só esperar o avião passar para poder continuar conversando. Era uma coisa interessante. Estava conversando, aí passava o avião, a gente parava e depois continuava a conversar. Era uma casa muito boa, porque eu ficava muito, era muito simples, ficava muito à vontade. E minha avó foi tendo, né, foi passando tempo, permaneceu lúcida até o final da sua vida, não teve nenhuma doença neurodegenerativa, mas a parte física foi ficando cada vez mais difícil. E eu nunca vi minha avó reclamar, nunca vi minha avó amargurada, uma pessoa resignada, resignada.
vida, não teve nenhuma doença neurodegenerativa, mas a parte física foi ficando cada vez mais difícil. E eu nunca vi minha avó reclamar, nunca vi minha avó amargurada, uma pessoa resignada, resignada. E uma vez eu estava assim lá na casa do meu pai entristecido e eu a vi, eu não vejo, né, com com frequência não, mas de vez em quando a gente tem uma imagem que a gente vê assim etérea e vê a minha avó e aquela certeza ela me dizendo: "Meu filho, da mesma forma que você cuidou de mim, porque eu tinha 17 anos quando ela morou conosco, já tava assim no no final, na fase final da existência, eu estudando pro vestibular de medicina. ficava na sentado na mesa estudando e vi a minha avó na cadeira de balanço ali tranquila, calma, resignada. Eu falou: "Da mesma forma que você cuidou de mim, porque eu ajudei ela nas necessidades básicas, cuidava dela, agora eu vou cuidar de você." Me deu um abraço, um espírito que eu senti uma evolução. Eu sabia que minha avó tinha tido uma vida boa, né? Mas não sabia como é que ela tava no mundo espiritual. Eu senti ela ali, acho que foi uma das primeiras vezes assim com muita concretude. Depois senti de novo com mais concretude e senti ela me envolvendo. Logo depois senti a benfeitura. Eu também não sinto com toda frequência não, mas senti a benfeitura me falando assim: "Meu filho, se levante" porque um trabalho, um trabalhador do Cristo trabalha de pé e me deu a intuição de fazer Jesus e saúde mental. E foi aí que eu comecei a fazer esse programa. eh não fez mais o Filomeno de Miranda porque já tinha outro grupo de estudo na TV da Mansão, já tinha feito acho que quatro temporadas e já tinha feito sobre eh as emoções e vi assim, claramente Jesus tem que ficar na frente das nossas percepções, porque Jesus vai limpando as nossas amarguras e a sua passagem só recordar dele, recordar das bodas de Canã, recordar da Galileia, recordar intuitivamente, né, da imaginação, não recordar porque eu estive lá, seria uma pretensão. Não, não recordar no sentido da leitura, né,
dele, recordar das bodas de Canã, recordar da Galileia, recordar intuitivamente, né, da imaginação, não recordar porque eu estive lá, seria uma pretensão. Não, não recordar no sentido da leitura, né, saudade de Jesus, porque eu nunca tive esse contato íntimo com Jesus, porque eu não tenho essa evolução. Então, é saudade no sentido de lembrar dessa imagem, botar Jesus na consciência, né? Botar Jesus na consciência faz com que a gente ganhe ânimo e resignação. Contei isso para Odivaldo, na verdade numa palestra, meu Edivaldo falou assim: "Meu filho, tem espíritos, né, que a gente nem consegue entender tamanha a resignação". Então eu contei isso para essa senhora sem os detalhes espirituais porque ela não acreditava, mas falei da resignação de minha avó e concluí assim: "Eu acho, eu acho, senhora, que uma das coisas que a velice pode ensinar é aprender, é fazer com que a gente aprenda na prática a lidar com o marasmo, com a queetude. O marasmo mesmo, de vez de querer fazer uma coisa e não conseguir." Então, aprender a lidar com as impotências, com as limitações, aprender na prática uma lição de humildade, porque a gente é tão inquieto, a gente às vezes é tão prepotentemente inquieto, né? A juventude traz às vezes essa prepotência, ou seja, uma potência antes do tempo que a velice nos traz uma outra perspectiva, a perspectiva do marasmo. E a gente ter que se reinventar e aprender na prática o que é resignação, aprender na prática o que é humildade. Então, relembrando as palavras desse senhor sábio chamado Divaldo, é difícil sem às vezes, meu filho, ser velho cansa, mas ao mesmo tempo é um desperdício desencarnar, porque a gente pode fazer três vidas em uma, em aprendizados, em insites e mudar hoje. Eu queria compartilhar uma coisa dessa existência que tive, que lembro, né, que tive outras, mas dessa que eu lembro muito longevo. Foi no final da existência que eu me tornei espírita convicto. E foi como o Divaldo falava assim, né? Deu que coisa, né, meu filho, naquele momento idoso, ter força para poder
eu lembro muito longevo. Foi no final da existência que eu me tornei espírita convicto. E foi como o Divaldo falava assim, né? Deu que coisa, né, meu filho, naquele momento idoso, ter força para poder fazer o que fez. Que coisa é louvável. Então, a gente pode começar a mudar, a convencer-se de algo, porque eu estudava, estudava, mas teve a convicção no final da existência. Isso me deu uma preparação para uma outra vida de resignação na prática. Na prática, o final da existência com cegueira. Nessa vida eu ainda tive tive um momento de cegueira. Veja que coisa como a gente vai limpando aos pouquinhos, não vem tudo de vez. Então, a reencarnação longeva a possibilidade de reafirmar conceitos e se preparar para o futuro, não para o hoje só, mas para o futuro através de resignação. Então, de fato, o tio Divaldo junto com as tias da mansão me ensinam muito sobre como deriblar solidão e como derriblar a falta de ocupação, a falta de sentido, trabalhando até o final. Uma tia falou assim: "Divaldo, eu tô cansado, eu acho que eu vou dar uma parada". Aí Odivaldo falou assim para ela: "Minha filha, não pare, não, trabalhe até o final, porque você deve tanto, você deve tanto". E eles riram: "Fá até o fim, aguente, resista com resignação e essa consciência de que podemos mudar desde já." Por isso, nós queremos orar para os nossos avós, para os nossos pais, para todos vocês, para todos vós que estais na velícia da vida, nessa fase de sabedoria, mas de cansaço, de alegrias, mas também de tristezas, de esperanças. mas também de saudades. Essa fase tão difícil da existência, mas ao mesmo tempo tão florida para aqueles que somos imortalistas, para aqueles que somos espíritas e acreditamos na vida após a morte, acreditamos na reencarnação. Nos faz, Senhor, mais resignados. E muito obrigado pela oportunidade de servir. Muito obrigado pela oportunidade de aproveitar bem o tempo. Que nós possamos aproveitar bem o tempo, fazendo hoje uma plantação para o amanhã. Nos despede em paz e que assim seja.
rtunidade de servir. Muito obrigado pela oportunidade de aproveitar bem o tempo. Que nós possamos aproveitar bem o tempo, fazendo hoje uma plantação para o amanhã. Nos despede em paz e que assim seja.
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