#34 • Jesus e Saúde Mental • Sabedorias do livro Eclesiastes - Parte 3

Mansão do Caminho 24/05/2023 (há 2 anos) 36:24 5,698 visualizações 918 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 34: Sabedorias do livro Eclesiastes (parte 3) » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

Há mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos que nos mandam renascer. Da luz do Criador nós nascemos, múltiplas vidas vivemos para a mesma luz volver. Os versos iniciais são de Castro Alves na sua poesia Marchemos, que essa é apenas uma parte, são os versos do início da poesia que se encontra no Barnaso dela em túmulo pela mão de Chico Xavier. E com ele nós queremos pensar nessa questão reencarnatória, fazendo uma culminância das reflexões em torno do livro Eclesiastes e também trazendo a reflexão um pouco sobre o livro de Jó, convidando você para que esteja conosco nesta noite na cuminância que fala sobre reencarnação, mas que nós não encontramos a reencarnação nesses livros, mas encontramos uma outra consequência dos livros que é a resignação. Você pode ficar mandando também suas perguntas, não só sobre o tema de hoje, mas sobre saúde mental como um todo para aqui a o site do YouTube, da TV da Mansão do Caminho, especialmente quando o vídeo fica guardado, porque no chat ao vivo depois se perdem as perguntas, mas as perguntas que ficam guardadas embaixo do vídeo e também no YouTube, eh, no Instagram, Prof._line Underline, Leonardo, Manderline, Machado. Fica comigo para podermos pensar sobre esse tema hoje. Pois bem, uma das consequências que nós eh adentramos tanto na leitura, no estudo do livro de Jó, quanto na leitura e no estudo do Eclesiastes, ambos livros, na parte dos livros sapienciais da Bíblia, é a perspectiva da paciência, de entendermos que precisamos esperar o concurso do tempo para que as coisas se efetivem. Em Jó, ele precisa do concurso do tempo para poder preparar o terreno do coração para ter a experiência mística e aí sim entender o porquê, entender a motivação do sofrimento, que na realidade era como se fosse para preparar o terreno emocional para ter um insight de uma experiência mística em que ele consegue dizer: "Eu apenas escutava, ouvia falar de Deus, escutava Deus, agora Eu te vejo, Senhor, agora eu te sei, eu te sinto. É uma sabedoria eh

ter um insight de uma experiência mística em que ele consegue dizer: "Eu apenas escutava, ouvia falar de Deus, escutava Deus, agora Eu te vejo, Senhor, agora eu te sei, eu te sinto. É uma sabedoria eh vivenciada, porque a sabedoria tem a ver com saborear. E para podermos saborear temos que experimentar. Para podermos experimentar temos que passar. Então, de certa forma, eh, a paciência nos coloca essa perspectiva de que o concurso do tempo é necessário para trazer muitos conhecimentos. Quando nós queremos nos preparar para uma prova, nós não temos condições de estudar apenas o final à conclusão. Às vezes nós podemos decorar a conclusão e aí até tirar uma boa nota e passar em um concurso, mas num concurso mais complicado, mais complexo, né? que não é apenas uma prova de uma nota de uma faculdade, de um colégio, mas um concurso que avalia um conhecimento mais profundo. Não dá para você eh decorar apenas a conclusão. Você tem que entender, passar pelo processo. São anos de estudo, então todo resultado precisa de um tempo para ser atingido. Então todo resultado precisa do concurso da paciência. É esse que encontramos também no livro Eclesiastes. Só que no livro Eclesiastes não há uma experiência mística. É como se o próprio orador, né, eh, Coelé, ele tivesse pensando e chegando em conclusões de que sim, eh, é preciso ir buscar sabedoria, mas é preciso, e a conclusão é parecida com o o livro de Jó, entender que a sabedoria humana é limitada. Quando Jó, ele não tem a experiência mística, ele vai pensando, pensando, pensando e eventualmente esses pensamentos os levar, os os levaram, né? Eh, tanto Jó quanto o Eclesiaste é o quê? A lancéria de lamentações, é uma sensação pessimista. E percebam que o salto que os ambos os livros nos propõem é o salto da paciência. a paciência fazendo algo de transcendente naquela experiência, naquela vivência, para que a gente possa entender a nossa limitação eh sapiencial. E essa limitação nos dá um ensinamento de humildade. E essa humildade eh nos habilita algum ou outro

ela experiência, naquela vivência, para que a gente possa entender a nossa limitação eh sapiencial. E essa limitação nos dá um ensinamento de humildade. E essa humildade eh nos habilita algum ou outro tipo de experiência. No livro de Jó, a experiência mística está muito bem posta. No livro Eclesiastes, você não tem uma experiência mística. E aí era a inclusive a ressalva que muitas vezes é feita e foi feita de uma maneira mais intensa e em algum momento, porque esse livro estaria na Bíblia, porque faltaria o lado canônico dele, porque faltaria essa questão de uma revelação divina. Eh, mas o indivíduo que é o orador, que faz o discurso, ele tem dentro dele a perspectiva da existência de Deus. Ele tem dentro dele um lado espiritual. Então, o que que me parece fundamental a gente pensar? Quando a gente pensa nessas coisas todas, vem aos nossos olhos uma palavra chamada resignação, que é uma palavra muito eh pouco falada numa perspectiva materialista da psiquiatria, numa perspectiva materialista da psicologia. Então, dentro das psicoterapias em geral, essa palavra resignação, ela tem uma conotação ruim, uma conotação eh eh depreciativa, inclusive, como se resignação fosse algo passivo e algo muito fácil de acontecer. Na realidade, eu queria a gente pensar hoje, eh, até para preparar o terreno para uma culminância do livro O Código do Monte do meu amigo Sérgio Lopes, em que a gente vai aprofundar essa virtude resignação ou ainda mais a o que essa postura resignação traz paraa nossa vida. Eu queria pensar eh primeiro, a resignação envolve uma ação, envolve, portanto, um esforço, nem que seja um esforço eh de pensamento para entender que às vezes não há nada para ser feito a não ser esperar e que esperar já é muito, porque a nossa tendência de espiritual é uma tendência inquieta. É como uma criança, pense ali para uma criança. Esperar para uma criança não é algo natural, não é algo que vem dela. Ela não espera. Esperar vem com a maturidade, então vem, portanto, com um esforço. Uma criança mais velha consegue

ra uma criança. Esperar para uma criança não é algo natural, não é algo que vem dela. Ela não espera. Esperar vem com a maturidade, então vem, portanto, com um esforço. Uma criança mais velha consegue esperar mais tempo do que uma criança menor. É isso que a gente deseja. Então, esperar é uma ação, é um verbo, portanto, e exige um aprendizado. E a resignação envolve uma ação de esperar. Então, não é uma uma característica passiva, é uma característica ativa que envolve um amadurecimento. Então, nessa perspectiva, é uma um amadurecimento também, um salto evolutivo. E aí eu coloco a perspectiva reencarnatória. Por quê? O livro de Jó, o livro de do Eclesiastes, não traz, não trazem a reencarnação, não são livros que propõem a reencarnação, mas na visão espiritista, e por isso que eu abri hoje a nossa reflexão, né, a nossa palestra com eh a poesia, os versos iniciais de Marchemos, porque eles trazem essa ideia de que nós nascemos da luz do Criador, temos uma fagulha, uma centelha divina, temos uma eh vinculação com Deus. Múltiplas vidas vivemos para podermos voltar, volver a mesma luz. Nós temos, portanto, uma essência divina que está esquecida, mas que é importante ser resgatada. E quando nós resgatamos essa alguma fagulha divina, a primeira coisa que essa fagulha divina nos fala é uma paciência, uma espera, porque nós precisamos fazer o caminho de retorno. Então, fazer o caminho de retorno à mesma luz voltar, é preciso uma caminhada. E nessa caminhada é preciso uma espera, porque ninguém atinge o objetivo antes dos passos, ninguém atinge a meta antes do processo. Na visão espiritista, esse processo de caminhada é justamente o processo reencarnatório. Então eu colocaria que dentro da visão espiritista reencarnar é um ato de espera para podermos nos habilitar a voltar à mesma luz que tínhamos no início do da germinação do nosso ser, quando brotávamos dessa luz, dessa essência divina. Então, a reencarnação não deixa de ser um grande exercício de resignação. E aí me parece que é um exercício

no início do da germinação do nosso ser, quando brotávamos dessa luz, dessa essência divina. Então, a reencarnação não deixa de ser um grande exercício de resignação. E aí me parece que é um exercício difícil, porque nós em geral somos espíritos inquietos. Nós em geral somos espíritos infantis, espíritos imaturos, espíritos, portanto, que que esperneiam, que gritam para poder conseguirmos as coisas. Não espíritos que argumentam, não espíritos que são assertivos. Todas essas coisas, portanto, que não são da criança, mas da maturidade, elas precisam de experiências. Assim como a criança precisa de experiências na sala de aula da vida, nós também precisamos de experiências na existência para poder crescer. E aí a reencarnação seria a possibilidade de termos essas experiências na prática, sentirmos na prática o gosto das coisas para podermos então ao sentirmos os gostos das coisas crescermos em conhecimento e crescermos em coração. Crescermos, portanto, numa perspectiva espiritual. A reencarnação seria uma oportunidade de aumentarmos a nossa empatia. Empatia é a capacidade de a gente entender e sentir a situação o do outro, quer seja de um sofrimento, quer seja de uma alegria. Quando nós passamos pela experiência, nós alargamos a nossa capacidade de empatia e alargamos também a capacidade de autoempatia, que a gente pode chamar de eh autocompaixão em geral. A gente não fala muito essa questão autoempatia, mas é também uma uma um desdobramento. Só dá para ter uma empatia profunda e madura com outros se também tivermos uma empatia com a gente, com conosco, né, com as nossas questões. Isso vai sendo feito ao longo da nossa trajetória. E aí a resignação traz uma característica de ser um despertar dessa fagulha divina que é em nós, dessa luz divina que é em nós e que a gente às vezes esquece. Eu conversava ontem mesmo com uma pessoa que conheço já há 11 anos mais ou menos. E nesse tempo de conhecimento, vendo a trajetória dessa pessoa, eu nunca vi, apesar de ver muito sofrimento, apesar

e. Eu conversava ontem mesmo com uma pessoa que conheço já há 11 anos mais ou menos. E nesse tempo de conhecimento, vendo a trajetória dessa pessoa, eu nunca vi, apesar de ver muito sofrimento, apesar de ver um quadro depressivo, recorrente, eu nunca vi uma ideiação de suicídio ativa, muito intensa. Nunca vi uma tentativa de suicídio, que seria muito comum. E me chamou atenção que outras situações, né, com tempo de adoecimento até menor, eh, geravam e geram e geraram recentemente em algumas pessoas que vi, uma tentativa de suicídio e nessa pessoa não. E ela então em determinado momento eh me colocava, né, a o lado espiritual. E eu perguntava para ela, por que você acha que tem esse lado espiritual em você? O que é que você acha que faz você ter essa fagulha? A conversa e veio anteriormente quando ela falou de decepções, mas que ela tinha a capacidade de ter ainda a crença de que existiam pessoas boas, só que na vida dela ela teve muitas decepções. E aí eu colocava essa crença que ela tem na bondade como sendo uma consequência da espiritualidade, não espiritualidade de espíritos amigos, tá? espiritualidade num conceito eh dos estudos de saúde mental como sendo algo ligado à transcendência. Então, quando a gente pensa espiritualidade, a gente pensa muito só numa questão eh sobreumana, né, extracorpórea. Mas é interessante a gente pensar também a espiritualidade como sendo a possibilidade de transcender. Como assim transcender? Transcender a visão de nós mesmos. Apesar eh de várias crueldades, nós termos a capacidade também de transcender para uma bondade. Então, quando nós temos alguma crença de que existe o bem, de certa forma essa crença de que existe o bem e algo de bom no universo, no mundo, e que esse algo de bom no universo e no mundo pode contagiar as pessoas para serem pessoas melhores, é uma crença espiritual. Quando a gente vai aprofundar, no final das contas, a gente pensa numa numa figura transcendente do divino. Não, às vezes o Deus que as e instituições religiosas

oas melhores, é uma crença espiritual. Quando a gente vai aprofundar, no final das contas, a gente pensa numa numa figura transcendente do divino. Não, às vezes o Deus que as e instituições religiosas nos apresentam oficialmente, mas uma visão transcendente, uma visão, portanto, que nos leva à percepção do divino, de que existe algo no universo que é do bom, que é do belo, que é da transcendência de nós e que faz a gente transcender, ser pessoas eh melhores. Esse é o conceito de espiritualidade. Se a gente pensar num ponto mais profundo. E eu perguntava: "O que que você acha que eh na tua vida aconteceu, já que você me fala muito de decepções, para que você tenha essa percepção de que pode sim existir o bem, o bom, o belo, chegamos na visão do divino, na visão de Deus." E ela então conversando mais profundamente, eu perguntava: "Mas na vida, quais são os elementos?" Porque ela falou assim: "Eu acho que eu já vim, eu acho que eu já vim assim, é uma questão talvez reencarnatória, porque eu já vim impresso." E eu falei: "Tá bom, mas além de estar impresso no teu DNA, e aí eu acho interessante a gente pensar como filhos de Deus, todos nós temos impressos em nosso DNA espiritual, né? A uma certeza, uma fagulha do divino, uma certeza do espiritual. Mas e essa impressão no do DNA às vezes é esquecida por um excesso de decepções e às vezes também por uma falta de referência nas nossas figuras parentais primordiais da nossa primeira infância. Então eu lhe perguntei: "Além da impressão no DNA, o que que tu achas que eh te fez a e alimentar esse lado espiritual que te sustenta?" Ela começou então a falar da mãe como ela nunca havia falado, porque naquele momento ela percebeu que a mãe dela foi uma um registro de experiência de alguém que buscou o transcendente para poder aliviar as próprias dores. E mais tarde, né, até porque fruto de uma cultura em que a psicologia e a psiquiatria eram eh muito pouco valorizadas e até tinha muito preconceito. mais tarde, só com uma idade maior, é

óprias dores. E mais tarde, né, até porque fruto de uma cultura em que a psicologia e a psiquiatria eram eh muito pouco valorizadas e até tinha muito preconceito. mais tarde, só com uma idade maior, é que ela vai então entender também a importância dessa abordagem e vai encontrar um casamento da fé que ela já tinha, da procura que ela tinha em várias religiões para poder encontrar um alívio junto com as questões profissionais, vindo ao encontro do que Allan Kardec colocou na aliança entre a ciência e a religião para poder consolar, ajudar as pessoas a viverem as suas vidas de forma melhor, mais satisfatória, com mais felicidade. Portanto, ela me dizia, a minha mãe foi o exemplo de espiritualidade que eu tive de fato, né, nesta existência. Eu acho que eu já vim, aí a história mudou. Eu acho que eu vim com impressão no meu DNA, eh, e ao mesmo tempo, ou seja, reencarnatoriamente falando, mas tive essa experiência com minha mãe, vendo nela, mais do que ela ter falando, embora ela falasse, mas vendo nela uma busca. Então isso fez com que essa jovem, ela nessa experiência já de 10, 11 anos de adoecimento entendesse a palavra resignação, entendesse a palavra paciência, não uma passividade, mas uma perspectiva de que sim, às vezes eu acho que faz sentido, porque eh teve lá no início início. A dor era tão grande que eu pensava, né, via na minha cabeça eh uma ideia de morte, mas era como se fosse algo de fora, porque dentro de mim tinha também uma força querendo que eu vivesse, que fez com que eu buscasse ajuda. Eu me lembro que fiz algumas estratégias para poder ficar longe de possibilidades de cometer o suicídio. Então veja aí a ideia da eh da resignação, né, sendo ativa, fazendo com que a pessoa pudesse se proteger. Resignação já é um início de cura e um início de cura mais profundo. Não é uma cura que alivia sintomas somente, é uma cura que alivia a alma profundamente. E a gente vai tendo que, eh, pensar de uma maneira mais profunda essa palavra para não colocarmos fora de moda, como

é uma cura que alivia sintomas somente, é uma cura que alivia a alma profundamente. E a gente vai tendo que, eh, pensar de uma maneira mais profunda essa palavra para não colocarmos fora de moda, como se fosse sinônimo de que olha, tá tudo perdido, não tenho o que fazer. Ao contrário, há muito o que ser feito. Eu via outro dia uma senhora com transtorno bipolar do humor, um quadro grave. Além disso, um quadro também dissociativo dos diagnósticos difíceis, um transtorno bipolar e, além disso, um transtorno dissociativo. Eh, em algumas vezes a crise era mais extero ansiosa, dissociativa, mas sim também com sintomas de mania, enfim, um quadro psiquiátrico mais complexo que a gente até já poôde explicar aqui em uma temporada sobre transtornos psiquiátricos e obsessivos quando analisamos eh um algumas obras do Manuel Filomeno de Miranda. E aí eu eu remeto ao espiritismo play para podermos aprofundar essa temporada e já partimos do pressuposto, né, sobre o transtorno bipolar, etc, etc. Pois bem, em outras existências, uma mulher, né, que teve muito poder. E esse poder não só financeiro, mas o poder estético, o poder da beleza, o poder da sedução. E esse poder financeiro junto com o poder da sedução, da estética, fazia com que ela conquistasse tudo e, ao mesmo tempo, eh, não conquistasse um afeto mais profundo. Ela na outra, nessa existência específica que a gente tá se referindo, ela para poder continuar com o poder da sedução e conseguindo as coisas que queria, ela acabou cometendo vários abortamentos para poder manter-se com eh a jovialidade que ela pensava. Enfim, ela não queria ser mãe, né? E nesses vários abortamentos, ela foi criando uma série de consequências. Então, essa vida em que ela utilizou do poder para poder conquistar as coisas e não só conquistar, às vezes também maltratar algumas pessoas, porque ela teve eh muita influência e eventualmente colocava pessoas eh prisioneiras, né, e com maus tratos, enfim, uma existência muito difícil. gerou uma série de consequências no perespírito dela que

rque ela teve eh muita influência e eventualmente colocava pessoas eh prisioneiras, né, e com maus tratos, enfim, uma existência muito difícil. gerou uma série de consequências no perespírito dela que fez com que ela tivesse alguns adoecimentos, mas especificamente esse adoecimento dessa existência atual muito difícil, que trouxe uma série de de limitações paraa vida dela. E quando ela tá numa fase de euforia, numa fase de mania, vem às vezes a antiga, né, eh, pessoa poderosa, achando ainda que tem aquele poder e vem aquela um uma vários atrapalhamentos na vida dela. Mas o que me chamou atenção foi uma comunicação. E aí o o esposo dela me mostra a comunicação mediúnica. que ela deu, né, para uma médium ela durante um sono, o sono. E foi interessante por quê? Porque a médium não sabia dessas outras revelações que já tinha se dado, né, dessa existência que eu tô colocando. Essas características todas dessa existência vieram eh em reuniões em centos espíritas diferentes, né, em reuniões, por exemplo, que eu participei e o médio não sabia de nada. em reuniões que o esposo participou e também a média não sabia. Então foi se conjugando as informações e foi se chegando nesse eh panorama que eu tracei aqui de reencarnatório. Então, nessa nessa outra comunicação, a mais recente, que ele me me autorizou a a divulgar, a compartilhar, foi muito interessante também, porque essa outra terceira médio recebe uma psicofonia agora, não mais de um espírito revelando, mas do próprio espírito da pessoa, né, dessa dessa mulher que estou falando, né, sobre, só que ela dormindo, isso é possível. possível, a chamada comunicação entre vivos. É uma coisa mais eh rara de acontecer, mas é possível. E de vez em quando acontece com eh pessoas que estão passando por algum adoecimento que traz um certo eh eh aliamento, né? Por isso que a palavra doença mental já veio de alienação mental, porque a pessoa fica meio eh confusa e algumas doenças graves acontece isso. E ela dizia assim na carta: eh bendita é a misericórdia do

or isso que a palavra doença mental já veio de alienação mental, porque a pessoa fica meio eh confusa e algumas doenças graves acontece isso. E ela dizia assim na carta: eh bendita é a misericórdia do Senhor que nos deu a oportunidade de reencarnar e servir do Cristo, mesmo estando do lado de cada existência, quando em vida, isso ela colocando a outra existência dela. Nunca me preocupei em garantir o meu tesouro da alma e sim o do corpo. Sempre fui uma mulher de pompa e circunstâncias. sempre tive tudo materialmente falando, mas sempre senti um vazio sem explicação até hoje, ou para melhor explicar, até o dia que me vi participando nesta existência do espiritismo. Muitos cobradores são terríveis, né, e me deixam totalmente atormentada, mas eu não desistirei de me melhorar. Sinto ainda muita falta das noites inebriantes e luxuosas, do som da luz das valsas, a qual me entregava aos braços de outras pessoas. Eu fui uma mulher com muitos recursos, mas pouca compaixão, pois poderia ter salvo muitas vidas, né? Eh, muitos, muitas pessoas do tronco. Isso que eu coloquei. Eh, e essa, esse dado aqui, essa médio não sabia, né? E é interessante que o próprio eh não nada nada foi falado para essa mulher, né, em si. Não foi falado nada porque eram eh seriam revelações talvez que perturbasse mais a cabeça dela. Então ela não sabia em tese conscientemente de nada. Mas aí na comunicação mediúnica vem uma a mesma coisa que eu escutei, né, só que a partir de espíritos obsessores falando sobre ela e ela não sabia e agora coloca na comunicação. Então, enfim, uma comunicação autêntica por esses vários elementos que eu tô aqui eh colocando, né? Deixei passar, eh, mas hoje me comprometi a não mais falhar, o que está sendo muito doloroso nesse momento. A restrição física, a restrição mental me servem de freios para que eu não cometa mais nenhum sinal de abuso. Eu sinto a calma de vocês, mas a minha alma se agita e se confunde entre o ontem e o hoje. Para ser sincera, eu gosto mais do, sinto muita falta e muita

a que eu não cometa mais nenhum sinal de abuso. Eu sinto a calma de vocês, mas a minha alma se agita e se confunde entre o ontem e o hoje. Para ser sincera, eu gosto mais do, sinto muita falta e muita saudade, mas eu vou continuar nessa busca. Então, veja que que eh angústia, né? E que sinceridade, olha, eu não vou dizer que me curei, de que eu não sinto falta das coisas do passado, mas eu estou no processo. Me parece que é um exemplo de resignação, ou seja, as limitações, fazendo com que a pessoa a ferro e fogo, digamos assim, aprenda a esperar, aprenda a aos limites, aprenda a a ter restrições. E essas restrições às vezes são um pedido para que ela possa mudar a vida. E aí hoje de manhã eu costumo abrir, né, esse livro chamado Pão Nosso, pelas reflexões diárias. Hoje de manhã eu abri a mensagem 88, que tem tudo a ver com que é isso que a gente tá colocando, correções. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos, pois que filho há a quem o pai não corrija. É a epístola de Paulo aos Hebreus, no capítulo 12, versículo 7. Muito interessante. Qual é o filho que existe que o pai não faz nenhum tipo de correção? Só se for um pai que não ama. Um pai que não ama a tal ponto de ser tão ausente que não consegue nem tá próximo, mas o pai que tá próximo, o pai que ama, a mãe que tá próxima, a mãe que ama, ela vai fazer algum tipo de correção. Então, se vem uma correção, se vem uma restrição, se vem uma dor, é a presença de Deus, é a presença do Pai, é a presença do amor, fazendo com que a gente aprenda a ter outras perspectivas de vida, outros olhares. E aí a resignação ela caminha junto com a humildade para abrir o nosso ser a outras virtudes. Por isso quê? Bem-aventurados os pobres pelo espírito. A humildade nos torna bem-aventurados porque nos dá a possibilidade de que outras virtudes entrem no nosso ser. Porque a gente sai daquela postura eh narcisista demais. aquela postura egoísta demais, orgulhosa demais, que só achava-se o centro do mundo e não se preocupava com nada. Então, humildade é

nosso ser. Porque a gente sai daquela postura eh narcisista demais. aquela postura egoísta demais, orgulhosa demais, que só achava-se o centro do mundo e não se preocupava com nada. Então, humildade é uma virtude base para outras. E aí vem essa outra virtude, a resignação que anda ao lado. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. A tristeza ela nos traz o convite da resignação. Não é a tristeza que traz revolta, mas a tristeza da correção. Quando a gente recebe alguma correção do pai e da mãe, a gente fica triste. Quando a gente recebe alguma nota que a gente não queria, a gente fica triste. Ou seja, quando recebemos alguma correção, nós sentimos tristeza. Mas bema é a tristeza que nos leva não à revolta, mas que nos leva a essa percepção que eu coloquei aqui em dois exemplos, inclusive com essa carta em uma comunicação entre vivo. Bem-aventurados o bem-aventurado o espírito que compreende a correção do Senhor e a aceita sem relutar, sem revolta, sem lamúria excessiva. Todavia, são as criaturas que conseguem entendê-la e suportá-la. Por vezes, a repreensão generosa do alto, símbolo de desvelado amor, atinge o campo do homem, traduzindo advertência sagrada e silenciosa. Na maioria das ocasiões, a mente encarnada repele o aguilhão salvador, mergulha dentro da noite da rebeldia e elimina as possibilidades preciosas e qualifica de infortúnio, insuportável a influência renovadora, que seria destinada a clarear-lhe o caminho escuro eh e triste. Muita gente, em face do fenômeno regenerativo, apela para a fuga espetacular da situação difícil e entrega-se ao suicídio lento, abandonando-se a indiferença integral pelo próprio destino. Quando assim procede, não pode ser tratado por filho, porquanto isolou a si mesmo e afastou-se da providência divina, e ergueu compactas paredes e sombra entre o próprio coração e as bênçãos, bênçãos paternas. Aqueles que compreendem as correções do todo misericordioso reajustem-se em círculo de vida nova e promessora. Vencida tempestade íntima, revalorizam as

próprio coração e as bênçãos, bênçãos paternas. Aqueles que compreendem as correções do todo misericordioso reajustem-se em círculo de vida nova e promessora. Vencida tempestade íntima, revalorizam as oportunidades de aprender, servir e construir. E fundamentados nas amargas experiências de ontem, aplicam as graças da vida superior com vistas ao amanhã. Não te esqueças de que o mal não pode oferecer retificação a ninguém. Quando a correção do Senhor alcançar-te o caminho, aceita humildemente convicto de que não é um mal por si mesmo, não é um mal, uma coisa que veio para te destruir, mas é uma mensagem divina para te fortalecer. Essa me parece ser a mensagem por trás da resignação. Conseguirmos ativamente entendermos que precisamos esperar. Precisamos ter humildade de que não sabemos de tudo e que precisamos ter uma percepção futura. Não é na hora da dor, mas uma percepção futura de que aquilo que veio, que é doloroso e que dói e que, portanto, causa um impacto de queixa, não deves causar revolta, porque a revolta é a queixa que não passa. A revolta é a queixa intensa demais, volumosa demais e demorada demais. A queixa por si só faz parte, porque todos nós somos seres humanos, faz parte da nossa humanidade. O que a gente tá colocando com resignação não é o se calar para sempre, mas é o olhar para o futuro. E é nesse sentido o livro de Jó e o Eclesiastes nos abrem para a perspectiva da resignação e a vida espírita, né? Ou seja, a vivência espírita, o estudo espírita complementam esses dois livros quando colocam o ingrediente da reencarnação como sendo um outro ponto para podermos compreender a importância de sermos mais resignados. Resignação tá fora de moda, porque também o sofrimento tá campeando demais, a dor tá campeando demais, a revolta tá campeando demais. A gente quer sempre, né, aquelas coisas rápidas. Quando conseguimos entender a necessidade da resignação, eu vejo, eu vejo, isso não é uma mensagem teórica, eu vejo na vida de várias pessoas, trouxe aqui duas, dois

empre, né, aquelas coisas rápidas. Quando conseguimos entender a necessidade da resignação, eu vejo, eu vejo, isso não é uma mensagem teórica, eu vejo na vida de várias pessoas, trouxe aqui duas, dois exemplos e trago ao longo da, das nossas conversas vários exemplos. Quando as pessoas conseguem entender o valor da resignação, elas sentem a dor, mas não ficam mais com aquela revolta. E como não ficam mais com aquela revolta, elas conseguem dar o primeiro passo em direção à saúde. É por isso que a reencarnação é um exercício para a resignação e nós iremos desdobrar esse exercício nas semanas seguintes, né, na semana que vem, quando falarmos com o nosso amigo Sérgio Lopes e já fica o convite. Há mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos. Há mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos. A nossa sabedoria é limitada. Mas esses mistérios peregrinos fazem, né, com que a gente saia da luz do criador, múltiplas vidas possamos viver para aprendermos na resignação uma nova possibilidade de aprendizado e assim voltarmos a brilhar a nossa luz. Muita paz, muito obrigado. Fique com Deus.

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