#71 • Jesus e Saúde Mental • Perguntas e Respostas

Mansão do Caminho 02/04/2024 (há 1 ano) 32:45 4,849 visualizações 868 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Episódio 71: Perguntas e Respostas » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

Muito bem, vamos começar mais um Jesus e saúde mental. Mais uma vez um programa voltado para perguntas e respostas de tempos em tempos lá no perfil leo_line Machado espírita. Eu abro caixas de perguntas nos histories para que vocês possam enviar as suas dúvidas e a primeira vez, a primeira terça de cada mês, a gente tenta responder alguma dessas perguntas, especialmente aquelas que possam ser de caráter mais ampliado. E é isso que a gente vai fazer hoje, logo depois da nossa vinheta. Muitas perguntas sobre depressão e alguns diagnósticos da psiquiatria. Essa essa interface. Eu vou começar com uma pergunta. Doutor, a depressão está sempre ligada à culpa? É uma questão muito importante, parece simples, mas nos dá a oportunidade de falar o seguinte: quando a pessoa está com depressão, muitas memórias do passado, portanto, memórias, vem à tona. A depressão não é a memória em si. A depressão, porém, deixa que essa memória fique muito presente na cabeça. A nossa cabeça, o nosso cérebro tem uma série de defesas, uma série de mecanismos para que essas memórias não fiquem vindo à tona o tempo todo. Primeiro, se fossem memórias boas, também não seria interessante ficar o tempo todo focado nas memórias boas, porque você tem que ficar atento o que você tá fazendo. Então, você ficaria desatento. Sendo memórias ruins, você não só fica desatento quando fica entristecido, fica com vontade de morrer, fica sem energia, fica sem ânimo. Então, é importante que o cérebro tenha mecanismos para que essas memórias fiquem lá mais guardadas e venham à tona no momento adequado para a funcionalidade da nossa mente. Quando a depressão se instala, esses mecanismos cerebrais eles são alterados e as memórias ligadas à culpa ficam vindo muito de na cabeça de forma recorrente. Então a pessoa lembra de fatos, todos os fatos ruins da vida. Às vezes não é o fato ruim que ela fica lembrando, mas é uma sensação de culpa. Porque aí como espíritas a gente pode fazer o paralelo de que às vezes são memórias que são

odos os fatos ruins da vida. Às vezes não é o fato ruim que ela fica lembrando, mas é uma sensação de culpa. Porque aí como espíritas a gente pode fazer o paralelo de que às vezes são memórias que são acionadas de outras existências, não são memórias que são acionadas de maneira eh eh consciente, ou seja, a pessoa não se lembra conscientemente dessa memória, mas fica vindo à tona uma sensação. Se eu falasse de uma maneira mais eh psicodinâmica, mais psicológica, eu diria assim: Naxamente, ela tem mecanismos para se defender e fazer com que essas memórias não fiquem muito presentes na consciência e fiquem um pouco mais inconscientes, porque não fiquem tão lembradas quando a pessoa está com depressão. esses mecanismos de defesa, eles são eh alterados e aí vem toda essa grande memória, essa grande sensação de culpa. Se eu pudesse falar de uma outra linguagem para ficar ainda mais claro numa linguagem mais coloquial, mais filosófica, imagine que todos nós temos uma casa e nessa casa, se é um apartamento, certamente você tem algum quarto que acaba virando um quarto da bagunça. Se for uma casa menor, certamente tem um armário, uma porta do armário, que é a o armário da bagunça, que são aquelas coisas que você não quer jogar fora porque pode ser que precise um dia. São as memórias, enfim, todos nós temos um porão em casa, né, em que nós não ficamos vendo o que é que tem ali o tempo todo. Hoje em dia na nuvem nós temos um drive na nuvem que a gente fica lá botando os arquivos, os arquivos e às vezes são arquivos já velhos que você nem vai usar mais, nem mais tem, nem tem utilidade histórica, mas tá lá. Na verdade era para ir pra lixeira, mas você não tem tempo de colocar no lixo. O que é que acontece quando a pessoa está com depressão? Tudo isso que tava no porão de casa, ou seja, estava presente nela, mas estava no porão, ela não tava tão visível, vem para sala de jantar, vem para sala que a pessoa usa todo dia. Então, ela fica vendo aquilo todo dia e aquilo é um sinal de adoecimento e ao mesmo tempo é

estava no porão, ela não tava tão visível, vem para sala de jantar, vem para sala que a pessoa usa todo dia. Então, ela fica vendo aquilo todo dia e aquilo é um sinal de adoecimento e ao mesmo tempo é adoecedor. Então, sim, a depressão tem a ver com a culpa e a culpa acaba levando também a depressão, mas não é a culpa ligada a memórias que de fato aconteceram no hoje. Muitas vezes são culpas de memórias que aconteceram no ontem. São coisas reencarnatórias, problemas que todos nós temos, todos nós possuímos, mas vem às vezes de uma maneira muito intensa e a gente não consegue dar conta e acaba adoecendo a partir daquele gatilho, a partir daquele estresse que bagunça a nossa casa mental. Não significa que nós tenhamos culpa no cartório e não significa que nós eh tenhamos que pagar negativamente falando. O que é que eu tô querendo dizer? Às vezes a pessoa tem uma autocrítica também muito elevada, sabe? Ela se cobra demais e quem se cobra muito, por isso que eu sempre tenho cuidado com o termo severo para consigo. Se vigia como um inimigo vigiaria você. para que você não se torne um inimigo de si mesmo. É apenas atento a si e não atento aos outros apenas. Pois bem, quem se ele quem se cobra muito, vai sempre sentir que tá errado e que está errando e que tem culpa, porque nunca consegue atingir o grau de perfeição que ele deseja ou que ela deseja. Então, essa pessoa não tem necessariamente culpa no cartório, nos fatos que ela lembra. Às vezes são coisas banais, coisas normais. Agora, ela guarda uma consciência de culpa muito grande. Certamente essa autocobrança vem como consequência de existências anteriores e ela vem com a sensação de que não pode falhar porque já falhou muito. Mas veja, você não é o ontem. Eu não sou o ontem. Eu sou o hoje. O ontem faz parte de mim, mas eu não posso nem devo ficar fixado no ontem. todo processo obsessivo, aí eu posso usar a palavra todo mesmo, todo processo de adoecimento tem como uma característica muito em comum a fixação no passado, a

ão posso nem devo ficar fixado no ontem. todo processo obsessivo, aí eu posso usar a palavra todo mesmo, todo processo de adoecimento tem como uma característica muito em comum a fixação no passado, a fixação em uma situação que não aconte que que já aconteceu, mas foi no passado, que não está acontecendo hoje, às vezes, entende? Então essa fixação no passado, ela faz com que a gente adoeça. Ah, mas pode ser que esteja acontecendo no presente. É, mas tá acontecendo no presente também acontecendo no passado. Então é a fixação do passado que repete no presente, entende? Porque às vezes quando eu quero colocar fixação, tem uma fixação de pensamento. A pessoa já não faz hoje a mesma coisa que fez ontem. Então, uma fixação de pensamento, de emoção, de memórias às vezes escondidas no seu inconsciente. Às vezes é uma fixação no passado que ainda se desdobra em repetição de comportamento. A pessoa ainda é aí, mas não deixa de ser uma fixação, entendeu? Ela tá tão fixada no passado, na dor do passado, que ela não consegue avançar. ela repete o comportamento. É uma fixação e às vezes uma uma fixação de pensamento no futuro muito grande, né? Mas esse pensamento do futuro fixado também traduz uma fixação no passado que se desdobra em fixação no presente presente. Então a palavra fixação, tá, é algo muito presente nas depressões, algo muito presente nos adoecimentos psíquicos como um todo e, portanto, nas obsessões, porque aí o obsessor, né, abrindo brecha dessa autoobsessão que é uma fixação, a fixação é uma autoobsessão, né? é uma característica da autoobsessão. A obsessor vai lá e obsedia mais ainda. E a culpa traduz essa vinculação que a gente explicou a partir da pergunta dessa pessoa que nos assiste aqui no Jesus e saúde mental. Como é que a gente pode então enfrentar a depressão existencial à luz do Espiritismo? É uma pergunta que já vem sendo respondida nessa pergunta primeira, né? E eu vou desdobrar dizendo justamente isso. Na visão espiritista, nós somos um ser interesistencial.

ncial à luz do Espiritismo? É uma pergunta que já vem sendo respondida nessa pergunta primeira, né? E eu vou desdobrar dizendo justamente isso. Na visão espiritista, nós somos um ser interesistencial. Na visão espiritista, nós somos um seres, um ser que nos conectamos entre as várias vidas. Então, esse ser interesistencial, reencarnacionista, que está reencarnando, ele tem um um processo a ser vivenciado. Essa esse processo a ser vivenciado, ele se vincula a partir da lei de causa e efeito. O destino do ser, escreve Leonir no seu livro O problema do Ser, do destino e da dor. O destino do ser nada mais é do que a trama de causas e efeitos que o ser constrói para si mesma. Então, o nosso destino, o nosso drama existencial, ele está posto dentro de nós a partir da lei de causa e efeito e a partir, portanto, dessas vidas que vamos vivendo e que se nos conectam. Há uma lógica muito grande na lógica da reencarnação. Uma lógica que deve nos libertar, não uma lógica que deve nos aprisionar. sugestão. Toda vez que uma ideia aparentemente reencarnacionista vier na sua cabeça e junto dela vier uma sensação de peso, mágoa, raiva por por conta de uma lembrança que você teve de existência anterior, por exemplo. Hum. questiona, porque quando as coisas são de Deus, quando as revelações são de Deus, elas trazem alívio, elas trazem esperança, elas trazem entendimento, não trazem fixação. Quando nós reencarnamos, temos um esquecimento do passado proposital. Esse esquecimento é muito relativo, porque ao longo da existência, dependendo da necessidade do ser, memórias vão vindo a partir de sonhos, memórias vão vindo a partir de leituras, memórias vão vindo a partir da existência, enfim, vão aparecendo memórias ao longo da vida, mais ou menos bem definidas de acordo com a necessidade. Mas aí quando essas memórias surgem de uma forma natural, gera liberdade. Quando essas memórias chegam a partir de revelações mal colocadas por médiuns, por pessoas, por dirigentes, pela pessoa do centro que você frequenta ou pela

urgem de uma forma natural, gera liberdade. Quando essas memórias chegam a partir de revelações mal colocadas por médiuns, por pessoas, por dirigentes, pela pessoa do centro que você frequenta ou pela pessoa do do centro de de religião de matriz afrobrasileira, que também se vincula à questão reencarnacionista, a questão mediúnica, se for algo do bem, deve trazer algo bom em você. Se for algo meio perturbado, vai trazer perturbação. Reconhece-se a árvore pelo fruto. Uma revelação deve trazer frutos bons, mesmo que traga uma uma rebordosa inicial assim, mas no logo rapidamente precisa trazer uma tranquilidade. Eu digo isso eh não só teoricamente, mas de forma vivencial. Todas as revelações que chegaram na minha vida foram revelações muito naturais. Eu não fiquei provocando essas revelações com perguntas de formas eh inoportuna, mas as revelações vieram e aí vieram as confirmações a partir de médiuns de confiança, mas antes veio a revelação através de sonho, através de intuições, através dessa mediunidade menos ostensiva que a gente possui. E aí vieram as confirmações e trouxeram em mim uma tranquilidade, um estímulo, um alívio, um entendimento. Há pouco tempo me recordo de ter terminado um livro que espero que venha público assim que possível, né? já está em análise e no processo de escrever o livro, foi um processo muito interessante de aprofundar questões íntimas e compartilhar nas reflexões. E eu me senti tão bem, mas tão leve, com energia tão boa de benfeitores ajudando, que o livro saiu rapidamente. Eu sentei no computador para escrever uma outra coisa que eu vi tava saindo um livro. Então, em poucos dias ali eu consegui materializar reflexões que eu vinha fazendo, inclusive aqui no Jesus e saúde mental há um tempo já, e não tinha tempo hábil para poder botar no papel. Eu fiquei tão feliz pelo contato com os benfeitores e me veio uma uma quase quase uma voz, né? Se a gente pudesse falar como psiquiatra, é, é uma pseudoalucinação, ou seja, uma voz interna, é um pensamento muito forte de

pelo contato com os benfeitores e me veio uma uma quase quase uma voz, né? Se a gente pudesse falar como psiquiatra, é, é uma pseudoalucinação, ou seja, uma voz interna, é um pensamento muito forte de um benfeitor que eu não identifiquei qual era, né? Mas me falava assim: "Meu filho, se você quiser continuar sentindo esses benfeitores, você vai ter que fazer um trabalho ainda mais profundo internamente. Não é que as coisas estejam ruins, não é que você não tenha perdoado, perdoou". Mas se você quiser aprofundar a percepção dessas coisas de Deus, a gente vai precisar entrar numa camada mais profunda de perdão. Eu achei muito curioso, fantástico, porque não é que ele estivesse me repreendendo, ele não veio puxar a orelha, dizer: "Olha, você tá perturbado, não perdoou, tá com mágoa no coração". Não, ele falou: "Tudo bem, você já perdoou mais uma vez, né? a a o mesmo espírito mais uma vez, tudo bem, está bom, você está no caminho, mas se você quiser algo a mais e sentir essas energias, a gente vai precisar mudar algumas tesituras. É como se fosse a cebola que tem várias camadas e aí a tescitura do perdão vai aprofundando e curiosamente, né, daquele momento em diante veio uma mudança de perspectiva tão profunda dentro de mim na emocionalidade que não dá nem para explicar, né? Se eu for explicar o ponto de vista, sei lá, para uma psicanálise materialista ou para um terapeuta até e um guiano, mas que não seja vinculado a uma visão reencarnação mais profunda, podem pensar que é uma uma negação de uma não é porque tem um um um nível mais profundo que a gente precisa caminhar. E às vezes vem sem o esforço. não estava escrevendo no esforço de perdoar, até porque eu já tava me sentindo tranquilo, não tava me sentindo com aquela mágoa, não tinha mudado. E o benfeitor confirmou isso, foi até com a confirmação, olha, tá tudo bem, mas se você quiser algo a mais, se você quiser sentir essas energias que você tá sentindo de forma mais frequente, vai precisar fazer um trabalho mais profundo

té com a confirmação, olha, tá tudo bem, mas se você quiser algo a mais, se você quiser sentir essas energias que você tá sentindo de forma mais frequente, vai precisar fazer um trabalho mais profundo ainda. E esse trabalho mais profundo, na verdade, é como se ele falasse assim: "Deixe se levar". Pois bem, isso aconteceu. Eu estive na aqui na mansão logo depois fazendo uma palestra e fazendo essas gravações e fazendo todos os trabalhos aqui que vem sendo desenvolvidos. E quando eu voltei para casa, eu tive uma revelação clara que até então, há mais de 18 anos, eu tinha tido intuições, mas não não revelações. E depois ficou muito claro o entendimento e a confirmação. Depois eu trouxe, perguntei para o Divaldo, olha, Edivaldo, eu tive essa percepção nítida. E ele então me confirmou e podemos conversar um pouco mais abertamente. Ele falou assim: "Agora que você naturalmente voltou ao passado, nós poderemos conversar de forma mais aberta". Eu achei tão interessante porque eh como ele já falou, já falou em público, nós temos um contato de longa data nessa existência, inclusive ele me acompanhando, né, me ajudando na não só nas palestras que vi, mas de forma nas cartas, etc. E ele nenhum momento, apesar de saber das coisas, ele trouxe uma revelação antes do tempo. Porque veja, um médium sério, um médium equilibrado, um médium que confia, que gosta de mim, mas um médium que tem paciência, né? Por isso mesmo é um médio equilibrado, porque tem paciência para não sair trazendo revelações, porque escuta os benfeitores. E eu falei assim para ele, Divaldo, que coisa? Se eu tivesse tido essa revelação que eu tive no sonho e essa confirmação 18 anos antes, isso tinha atrapalhado a minha trajetória. Agora veio no alívio. Ele falou assim: "Veio com estímulo, né, meu filho?" Falei, foi como estímulo. Reconhece-se a árvore pelo fruto. Então, o fruto para mostrar que os entendimentos são bons é a consequência que fica em nós emocionalmente falando. Então, eh, é importante a gente perceber

estímulo. Reconhece-se a árvore pelo fruto. Então, o fruto para mostrar que os entendimentos são bons é a consequência que fica em nós emocionalmente falando. Então, eh, é importante a gente perceber à luz da doutrina espírita que os esquecimentos do nosso passado, eles vêm por um motivo. E o principal motivo é a consequência do que eu já tô falando hoje, é que a gente não fique fixado ao ontem. É um presente de Deus para que a gente possa caminhar, tocar a vida, seguir adiante. Ah, mas seria tão bom. Se for bom, vai vir. Se for bom, vai vir naturalmente a partir de uma revelação, às vezes com confirmação, às vezes não. Diz Allan Kardec em o Evangelho Segundo o Espiritismo. Se a gente quiser saber as causas atuais das aflições, se não está no hoje, observa o teu comportamento e você vai percebendo a partir das suas tendências, quem você foi, o que você fez. Então a gente tem a partir da nossa do exame mental dessa subjetividade, temos sim pistas revelatórias sobre a nossa existência que podem nos ajudar a caminhar. Então, que nós tenhamos paciência para lidar com esse esquecimento terapêutico. E esse esquecimento terapêutico, ele nos traz um reforço da fé. Porque veja, acreditar só baseado num fato concreto é um pouco mais fácil, porque aí você tá usando a razão. Você lê um livro, leu o livro da tua vida, aí usou a razão. É, faz sentido. O que nós somos convidados a fazer, aqueles que não temos essa mediunidade ostensiva, é acreditar na revelação intuitiva que envolve fé. Porque a intuição envolve fé, mais do que razão. A intuição envolve uma racionalidade, mas envolve também uma fé. E esse é é o é o presente de homem unidade menos ostensiva, a gente poder desenvolver também os caminhos da fé. Eu tenho na família vários casos graves de depressão, principalmente nos filhos que ficaram próximos das mães. E a pessoa quer então entender um pouco isso. Olha, eu também remeteria ao programa Transtornos Psiquiátricos e Obsessivos, em que a gente vai falar de um programa

ilhos que ficaram próximos das mães. E a pessoa quer então entender um pouco isso. Olha, eu também remeteria ao programa Transtornos Psiquiátricos e Obsessivos, em que a gente vai falar de um programa Genética e Família, à luz da doutrina espírita como uma das causas, né? e vai trazer exatamente essa situação que você falou, vários casos de família. A gente tem que lembrar o seguinte. A nossa família guarda afinidades. Nós estamos ao lado de seres que nos são afins, que tem uma afinidade. Essa afinidade, porém, não é só uma afinidade simpática, é também uma afinidade antipática, porque estão ali naquele clã, naquele grupo, muitos mesmos espíritos que estão reencarnando com eh dramas parecidos. Então, vamos supor, assim, é um familiar que é uma afinidade antipática. Talvez nessa antipatia a gente encontre seres que se eh maltrataram uns aos outros no passado. E esse maltrato, né, uns aos outros no passado, vier veio, é como sendo a causa, né, dessa vinculação mais obsessiva entre eles, que agora reencarnam-se para que essa obsessão se transforme numa relação amorosa, afetiva, positiva. No passado, esses seres afins antipáticos criaram as próprias prisões uns para os outros. Agora juntos, a lei de Deus faz com que eles, a partir da dor que um causou no outro, portanto, a doença que um causou no outro, eles possam construir uma libertação juntos. Não mais a causa da doença juntas, mas agora a libertação da doença juntos. É a vida, é a reencarnação, é a misericórdia de Deus. Às vezes são afinidades simpáticas, são seres que no passado construíram dramas para os outros juntos. Foram comparsas, foram pessoas que se vinculavam com afinidades assim simpáticas, mas para fazer o mal. Então, criaram também a doença dentro de si, mas fazendo as coisas ruins para os outros. Agora eles se reencarnam com dramas parecidos e com um amor que pode um se ajudar. Os dois adoecidos, criadas as doenças a partir de vinculações do passado, agora podem se ajudar libertando-se da doença com o amor. Percebe? As afinidades nos

idos e com um amor que pode um se ajudar. Os dois adoecidos, criadas as doenças a partir de vinculações do passado, agora podem se ajudar libertando-se da doença com o amor. Percebe? As afinidades nos falam de uma anterioridade das vinculações. E essas vinculações, elas às vezes foram porque eles construíram a doença para si em si e agora vem para se libertar. ou porque eles juntos construíram problema nos outros e agora juntos vem resgatar se apoiando, não mais para destruir, mas para se fortalecer e transformar o amor. O objetivo é esse. O objetivo é esse. Então, a mãe adoecida, né? Porque vamos pensar na depressão pós-parto. A mãe adoecida na depressão pós-parto, ela vai trazer um impacto para o filho. Mas esse impacto para o filho é um impacto que já estava previsto dentro do processo reencarnatório dele. Porque se há um planejamento, se há uma providência divina, há também uma um porquê muitas vezes expiatório do filho passar pela experiência da mãe com depressão, não conseguindo cuidar direito naquele momento pela própria depressão que gera uma série de problemas. Vou dar um exemplo mais grave de uma pessoa que teve uma depressão pós-parto com sintomas psicóticos e ela então achava tão culpada que se que se sentia, achava que ah o leite dela era contaminado e que ela não era digna de dar o leite para o bebê. Então o que que ela fazia? Não não amamentava. Então sem querer ela estava maltratando aquele filho sem querer. Entende por quê? porque ela achava que tava fazendo bem e foi preciso fazer todo um tratamento. Graças a Deus, a depressão pós-parto é uma das doenças, é um dos é um dos tipos de depressão que melhor responde ao tratamento medicamentoso. Graças a Deus, é o presente de Deus para os filhos, porque é para que a mãe se recupere logo. Só que o marido, né, o pai da criança, ao invés de ajudar nesse processo, ele não entendeu, enfim, e acabou também atrapalhando e acabou que houve uma separação naquele momento. Então, veja o drama desse bebê, né? Porque a mãe deprimida não teve um pai

judar nesse processo, ele não entendeu, enfim, e acabou também atrapalhando e acabou que houve uma separação naquele momento. Então, veja o drama desse bebê, né? Porque a mãe deprimida não teve um pai ali que pôde ajudar, mas Deus é amor. E houve o quê? a sogra e a mãe, ou seja, as duas avós, a avó paterna e a avó materna, que ajudaram nos cuidados, no seio que abraça o bebê para sentir a segurança. Então, sempre tem o dedo de Deus, o toque de Deus para poder diminuir a dor. Agora, se não tivesse nenhum desses atores que pudessem substituir temporariamente a mãe que estava adoecida e não conseguia cuidar direito do filho, o filho ia passar por um processo de adoecimento, ia passar por um processo de privação profunda, né, maior ainda, como outro exemplo que a mãe teve depressão pós-parto nos dois filhos e aí quem pôde ajudar diretamente foi o pai, né? Não houve o divórcio. O pai ficou lá naquele momento decisivo dos filhos e da esposa acordando, porque para a esposa poder se recuperar rápido, não só o tratamento medicamentoso, o tratamento espiritual, eh, mas ele também acordava a noite toda, então ela tirava o leite pela pelas tem umas desmamadeiras, né, que tira o leite, colocava na geladeira, ele então eh esquentava o leite quando era para dar de mamã no mar e botava lá no copinho, depois na mamadeira, enfim, todos os processos adequados. E os filhos puderam receber o seio no sentido do cuidado da noite, né? Deitando no colo do pai, dormindo com o pai e o pai podendo eh ajudar nessa maternagem, porque maternagem e paternagem tem comum, quando são equilibrados, a função de cuidar, né? ao ao longo da vida, ao longo da nossa história, a função de cuidadora, a função de cuidador acabou sendo delegada paraa mãe, né? E aí a maternagem sempre vinculada ao cuidado e o pai acabava acabava sendo o provedor, mas não o cuidador. Graças a Deus isso vem mudando. Bom para os pais que vão podendo ter a oportunidade também de paternar não só na no provimento das coisas materiais, mas

a acabava sendo o provedor, mas não o cuidador. Graças a Deus isso vem mudando. Bom para os pais que vão podendo ter a oportunidade também de paternar não só na no provimento das coisas materiais, mas também nessas situações. E aí você, pai, que passa por uma situação dessa, veja a oportunidade da depressão que chega nesse momento como um convite de Deus para você desenvolver dentro de você o amor paternal, que não só cuida do dinheiro, mas cuida do afeto. E esse amor paternal protege os filhos para que aconteça o processo expiatório, mas sem a sequelas para os filhos. De qualquer forma, é um agrupamento, é um conjunto de espíritos que vem crescer juntos e são convidados pelo amor de Deus e para o amor de Deus a sublimar as suas vinculações. Então, nada de pessimismo, nada de revolta, como se fosse culpa da mãe, culpa do pai, culpa de crano. Há um porquê. A culpa é meio que nossa. sempre, porque somos nós que estamos resgatando. Mas aí saímos da culpa tóxica e entramos para a responsabilidade. Saímos da culpa que aprisiona e entramos para o processo que Allan Kardecisa em o céu e o inferno. Arrependimento, expiação, reparação. A responsabilidade transforma a culpa, arrependimento num sofrimento que é o sofrimento expiatório, mas transforma em reparação. Então, a vida de hoje é a oportunidade que Deus te deu, que Deus me deu para fazermos um processo de responsabilidade, reparando sem mais o atormentar, o tormento da culpa tóxica, mas sim com a alegria de poder reparar, poder fazer diferente e aí podermos nos amar nas nossas dores, nas nossas chagas, mas sobretudo na possibilidade da reparação que estamos fazendo. Quando aprendermos isso, certamente entenderemos um novo patamar. E faz todo sentido que o benfeitor me colocou e eu queria compartilhar com você. Não é que a sua vida esteja perturbada, mas às vezes se você quiser um nível maior de convívio espiritual com os benfeitores, é preciso aprofundar a dinâmica do amor dentro de você, dentro de nós. Que você possa ficar em

esteja perturbada, mas às vezes se você quiser um nível maior de convívio espiritual com os benfeitores, é preciso aprofundar a dinâmica do amor dentro de você, dentro de nós. Que você possa ficar em paz, que nós possamos ficar em paz. Até a próxima.

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