#61 • Jesus e Saúde Mental • A cura interior pelo verbo de Deus
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Episódio 61: A cura interior pelo verbo de Deus » Apresentação: Leonardo Machado
Muito boa noite. É um prazer nós podermos estar iniciando mais um ano, 2024, com programas novos, com palestras novas aqui no nosso Jesus e saúde mental. E a ideia é que a gente possa pensar sobre o início do capítulo do livro do Evangelho de João. E eu vou querer ler para vocês antes da nossa vinheta. No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus. E o verbo era Deus. No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito. O que foi feito nele era a vida e a vida era a luz dos homens e a luz brilhava nas trevas, mas as trevas não a aprenderam. É com esses versículos iniciais do Evangelho de João que nós então começamos o nosso encontro Jesus e saúde mental pela TV da mansão do Caminho. muito se questiona sobre eh a origem de desse início tão poético, tão bonito e tão assertivo do Evangelho de João. Alguns colocam que talvez esses versos sejam cânticos que existiam ali entre o judaísmo ou talvez no período antigo, porque eu vou tentar aqui traduzir um pouco dessa ideia, mas é provável que em alguns momentos João tenha intercalado algumas explicações para poder diferenciar eh o papel de Jesus na humanidade e o papel de João Batista como sendo o precursor de Jesus. Então, logo depois desse início, o João coloca o seguinte: "Houve um homem enviado por Deus e seu nome era João. Este veio como testemunha para dar testemunho da luz e a fim de que todos cressem, né, tivessem crença a partir dele. Ele não era a luz, mas veio para testemunhar a luz, para dar testemunho da luz." Ou seja, dizem que eh pelo que os estudos estudiosos colocam, é provável que esse esses versículos eles sejam uma intercalação, né, menos poética do que os outros para poder eh dar essa justificativa. O que faz bastante sentido, porque o Evangelho de João, ele é um evangelho que foi escrito eh de certa forma tardiamente. Nós temos ali o primeiro evangelho, dentre os oficiais, né, os quatro evangelhos oficiais, os quatro evangelhos canônicos, nós temos o primeiro, ele sendo escrito por por
h de certa forma tardiamente. Nós temos ali o primeiro evangelho, dentre os oficiais, né, os quatro evangelhos oficiais, os quatro evangelhos canônicos, nós temos o primeiro, ele sendo escrito por por Marcos e foi escrito ali eh em torno de dos anos 70 da era comum, ou seja, 70 depois de Cristo. As epístolas de Paulo foram escritos, inclusive foram escritas até antes dos Evangelhos, antes do primeiro evangelho eh surgir, ser, digamos assim, ser oficializado. Sendo que os Evangelhos de Marcos, de Mateus e de Lucas são chamados evangelhos sinópticos, porque é como se fizessem uma sinopse. É como se Mateus desdobrasse ali vários acontecimentos. Eh, o que Marcos conta, eh, como se Lucas também, Lucas, eh, eu vejo em Lucas ali uma especial ênfase como médico que ele era, talvez na nos milagres, até para dar uma ênfase no poder de Jesus, né, na autenticidade do poder eh de Jesus, do poder crístico de Jesus. E João eh demora mais a escrever e talvez o evangelho dele tenha surgido em torno do ano 100 antes de Cristo. Ou seja, como João viveu muito tempo, ele já teria escrito, já teria sido eh lançado, digamos assim, né? aparecido oficialmente o surgimento, ele já numa fase idosa. E naquele momento se coloca que havia uma certa ainda um um os discípulos de João Batista que eram, digamos, remanescentes, que acreditavam que João Batista era ali o Cristo, digamos assim, e que esse evangelho, né, de certa forma, essa parte do início, fora, era para afirmar a posição de Jesus como sendo a luz direta de Deus, né? e João como sendo aquele que iria testemunhar a força, a luz desse verbo de Deus, né, a luz desse filho unigênito. Então, no princípio era o verbo e João vai resgatar com essa perspectiva uma certa tradição que ele tinha, uma tradição judaica, né? lembra muito com o início do livro do Gênesis, né, do judaísmo, eh, falando sobre essa questão do princípio, a ideia de que Deus, né, está no princípio de tudo. Então, ele vai colocar: "No princípio, eh, o verbo estava com Deus e tudo foi
Gênesis, né, do judaísmo, eh, falando sobre essa questão do princípio, a ideia de que Deus, né, está no princípio de tudo. Então, ele vai colocar: "No princípio, eh, o verbo estava com Deus e tudo foi feito por meio de Deus. Sem Deus nada foi feito. É afirmando ali a o início, né, que nós conseguimos conceber de forma um pouco mais abstrata, né, a ideia de que, olha, eh, não existe nada antes de Deus, né? Se a gente pegasse a ideia do hinduísmo, eh, poderíamos traduzir como sendo a ideia de Deus sendo o início, o meio e o fim. a ideia de Deus, né, ser o princípio de todas as coisas. A parte dele é que as coisas foram feitas e a vida era a luz dos homens e a luz brilhava nas trevas, mas as trevas não a aprenderam. Ou seja, nós não conseguimos aprender diretamente eh essa verdade. E aí ele intercala essa questão de João e lá no versículo 14 do Evangelho, do primeiro capítulo do Evangelho de João, ele então vai dizer assim: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade." Aí ele mais uma vez coloca a questão de João. João dá testemunho dele e clama: "Este aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou adiante de mim, porque existia antes de mim". É também nesse Evangelho de João que a gente vai encontrar a ideia de Jesus dizendo que está conosco desde o início dos tempos, né? a ideia de que ele está trabalhando conosco, trabalhando na humanidade desde há muito tempo. A gente também encontra essa ideia em João. Depois João vai aprofundar e vai dizer o seguinte: "Porque a lei foi dada por meio de Moisés". Então ele vai reafirmar a posição importante do judaísmo, né? lhe trazendo na visão espírita a primeira revelação. Eh, mas ele vai colocar o seguinte: "A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus. O filho unigênito que está no seio do pai, este o deu a conhecer." Então, é muito interessante a gente eh pegar esse primeiro capítulo e essas primeiras partes do Evangelho de
nguém jamais viu a Deus. O filho unigênito que está no seio do pai, este o deu a conhecer." Então, é muito interessante a gente eh pegar esse primeiro capítulo e essas primeiras partes do Evangelho de João, eh, para pensarmos do ponto de vista espírita, como nós podemos eh interpretar, como é que a gente consegue entender, né, essas palavras de João. Primeiro ponto na visão espírita é que nós temos a o primeiro, digamos assim, né, a primeira revelação realmente ali dentro do judaísmo, dentro de Moisés, a ideia do monoteísmo, como sendo algo fundamental para a disseminação dessa primeira revelação. temos a ideia de Jesus como sendo a graça e a verdade, ou seja, a revelação eh maior, a segunda revelação que vem ampliar o entendimento da primeira revelação. E como espíritas, nós percebemos a doutrina consoladora como sendo a terceira revelação, ampliando no momento eh adequado algumas questões que não tinham como ser faladas eh naquele momento. E aí um dos pontos eh interessantes que a gente pode pensar na visão espírita é o seguinte: nós não temos como entender a natureza de Deus, muito menos temos como entender a a natureza da criação. Não temos como entender por a criação foi feita. Não temos como entender por o universo foi feito, mas temos eh, como diz Allan Kardec em a Gênese, como entender ou deduzir o que eh Deus não deve ser, né? Pensando que ele é amor, pensando que ele é a o infinito, digamos, em todas as suas qualidades, em todos os seus atributos, eh, ligados ao amor, a gente consegue deduzir o que ele não deve ser. E a partir daí a gente vai tendo um trabalho de dedução, um trabalho racional, eh, portanto, que é o que o trabal o trabalho argumentativo que Allan Kardec vai trazendo como desdobramento da primeira pergunta de O Livro dos Espíritos. Uma pergunta fundamental, que é Deus? a doutrina espírita começa, né, trazendo, a gente pode pensar assim, poxa, Allan Kardec tinha uma série de questões que ele e outras pessoas tinham feito aos benfeitores, aos espíritos, mas ele escolhe
doutrina espírita começa, né, trazendo, a gente pode pensar assim, poxa, Allan Kardec tinha uma série de questões que ele e outras pessoas tinham feito aos benfeitores, aos espíritos, mas ele escolhe selecionar na primeira pergunta e trazer na edição da primeira pergunta a pergunta sobre Deus. como que depois disso, né, a a o problema fundamental, o problema basilar da nossa existência é a questão da existência e do que é Deus, né? Então ele pergunta que é Deus e os benfeitores respondem: "É a inteligência suprema, a causa primeira, a causa primária de todas as coisas em total consonância com esse livro de João, né? No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Causa e, né, causa e criação se misturam de uma forma que a gente não consegue entender, porque ele é a causa primeira. E nós não conseguimos racionalmente entender profundamente eh essa essa questão. Por isso que João vai dizer: "Olha, e a vida era a luz dos homens. A vida como sendo um presente que Deus nos dá, a vida no universo como sendo um presente que Deus nos dá, mas nós não conseguimos entender a profundidade da vida. Nosso raciocínio é limitado. A a nossa capacidade intelectiva é limitada. Nós precisamos de alguma outra esfera para poder nos conectar com o Deus interno e obter o que a gente propôs como a cura interior interior pelo verbo de Deus. Temos que nos conectar com outra força que não é uma força apenas intelectual. No entanto, essa força intelectual, ela é levantada em o livro dos espíritos, porque veja a resposta, é a inteligência suprema. inteligência suprema. Eu fecho agora o livro dos espíritos e abro eh a doutrina platônica, a doutrina socrática, que vai dizer algo muito parecido. Eu, de todos os livros que a gente leu, né, estuda, eh, eu constato o seguinte, até pelo que as pessoas colocam os os estudiosos do tema. Sócrates foi um das primeiras criaturas, né, que dão uma noção eh mais abstrata em relação a Deus. Por quê? O quando Sócrates vai conceitualizar Deus, ele vai dizer que é
cam os os estudiosos do tema. Sócrates foi um das primeiras criaturas, né, que dão uma noção eh mais abstrata em relação a Deus. Por quê? O quando Sócrates vai conceitualizar Deus, ele vai dizer que é a inteligência ordenadora. Então, veja que ele usa a mesma palavra que os benfeitores colocam em livro dos espíritos, a inteligência. Então, a inteligência nos dá uma potência, né, de podermos eh entender que essa potência está no verbo de Deus, a inteligência como sendo algo divino, né, como sendo um atributo da divindade. Só que a doutrina espírita coloca a inteligência suprema, essa inteligência suprema que é a causa primeira. Sócrates vai chamar de inteligência ordenadora. E daí eh nasce uma ideia do cosmos. Cosmos. Eh, tem uma ideia de ordenação, uma ideia de organização, uma ideia de que não é algo caótico, é uma inteligência que tem uma ordenação do universo. Eu acho que isso é muito importante quando pensamos no na perspectiva de uma cura interior. Porque quando estamos passando por um sofrimento, por um adoecimento qualquer, quer seja mental, emocional, quer seja de ordem clínica geral, nós estamos num momento meio caótica, nós estamos meio desorganizados, meio desalinhados. Então, entender Deus como uma inteligência que ordena, que não joga dados aleatórios com o universo, é muito importante para darmos alguma tranquilidade, darmos alguma sensação de paz em meio ao caos que o adoecimento nos gera. É, portanto, uma visão eh eh de alento, uma visão acolhedora, essa visão de que Deus é a inteligência ordenadora na visão socrática, a inteligência suprema que consegue entender as coisas muito mais do que nós eh a entendemos. E se estamos partindo do pressuposto que Deus existe, se estamos partindo do pressuposto que nós somos deístas, como coloca Allan Kardec, ou seja, temos uma visão, uma crença de Deus, nós partimos então do pressuposto básico de João. No princípio era o verbo. Veja que coisa, ele poderia começar a o livro dele de várias formas, mas ele começa de uma maneira bastante
crença de Deus, nós partimos então do pressuposto básico de João. No princípio era o verbo. Veja que coisa, ele poderia começar a o livro dele de várias formas, mas ele começa de uma maneira bastante eh profunda. Olha, o mais importante é entender que Deus existe, de que Deus está na ordenação das coisas, que Deus está na força criadora. O verbo de Deus está em tudo e está em nós. Mesmo que seja no caos aparente que está a nossa existência, mesmo que seja no momento de adoecimento que gera uma desorganização, existe ali uma inteligência ordenadora que está vendo a nós, que está percebendo a nós. A vida era a luz dos homens e a luz brilha nas trevas. né? É como se nós tivéssemos uma conexão com Deus. Agora diz João, as trevas não a aprenderam. Nós que estamos nas trevas, nós temos uma certa ignorância do ponto de vista intelectual e do ponto de vista emocional. Nós eh não conseguimos entender. E é muito interessante vermos que mais na frente João vai dizer sobre Jesus. que eu e o Pai somos um. O Pai está em mim e eu estou no Pai. São palavras que temos dentro do Evangelho de João, que lembra esse início, né? E o verbo se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos a sua glória. Com essa fala a gente pode entender porque alguns têm a visão de que Deus e Jesus seriam a mesma eh entidade, a mesma força, né? Porque nesse momento ele vai dizer: "O verbo se fez carne". Então, na verdade Jesus seria a encarnação de Deus. Jesus seria o próprio Deus. No entanto, numa visão espírita baseada também nas escrituras, baseada no raciocínio que os benfeitores nos colocam, eh, não é que Deus e é Jesus e Jesus é Deus. E aí vem o complemento, a glória que ele tem junto ao Pai. Olha aí, João parece que divide ele, Jesus, ele o Cristo, junto ao Pai como filho único, filho unigênito, cheio de graça e de verdade. Mais na frente ele vai dizer o seguinte: vieram, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus. Ou seja, Deus está em nós, Deus habita em nós, Deus ordena a nossa vida, Deus
. Mais na frente ele vai dizer o seguinte: vieram, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus. Ou seja, Deus está em nós, Deus habita em nós, Deus ordena a nossa vida, Deus cria a nossa vida. Mas pelas trevas que nós temos, pela ignorância, pela imperfeição que nós temos, nós não temos como estar em Deus. Por isso, nós não temos como dizer assim como Jesus: "O pai está em mim e eu estou no pai". No máximo que podemos ter é a presença de Deus em nós, mas nós não estamos presentes em Deus porque não conseguimos eh penetrar nessa profundidade do que é o criador. O filho unigênito que está no seio do pai, este o deu a conhecer. Então, como a gente tem ditado popular, né? O filho de peixe, peixinho é: "Poxa, eu tô vendo fulano, ele parece você, parece que eu tô vendo o pai". A semelhança, a herança, a semelhança que a gente vê em Jesus da força do criador é a própria força crística que Jesus simboliza. É como se ele fosse um espelho. a bondade que ele tem, o amor que ele tem, é o reflexo do que a gente pode mais ou menos intuir, porque mesmo Jesus a gente não tem a grandiosidade, a noção da grandiosidade que Jesus é, que Jesus teve, né? Então a gente interpreta de forma bastante atrapalhada, de forma bastante equivocada, mas é como que a Jesus fosse o reflexo de Deus, né? Por isso que muitas vezes eh Jesus várias vezes ele vai se denominar como sendo o filho do homem. Curioso, né? A gente vê assim os apóstolos falando: "O filho de Deus, o filho de Deus". Em alguns momentos ele coloca o filho de Deus. Ah, mas em vários momentos ele fala: "O filho do homem. O filho do homem é uma expressão que alguns profetas usavam, né, eh, antes de Jesus. Eu sou o filho do homem" para simbolizar que eles não eram deus. Entende? Porque havia uma um respeito total no judaísmo pela força de Deus. Então, era como se fosse uma um símbolo de humildade do profeta dizer que olha, eu sou o filho do homem, eu sou de carne, eu sou um ser humano, não sei das coisas totais de Deus. Então, é uma
de Deus. Então, era como se fosse uma um símbolo de humildade do profeta dizer que olha, eu sou o filho do homem, eu sou de carne, eu sou um ser humano, não sei das coisas totais de Deus. Então, é uma expressão de humildade semelhante ao que a gente encontra com Jesus, assim, eh, bom só o meu pai, né? Veja, bom o meu pai para se distanciar, para dizer que são duas eh duas forças diferentes. Na Gênese, Allan Kardec vai materializar um pouco, instrumentalizar isso que a gente tá dizendo a partir do conceito de que eh Deus está em nós por meio do fluido cósmico ou fluido universal que nos habita. Nós pensamos, o nosso pensamento vibra o o que Aristóteles chamou de éter, né? E a gente chama de fluido universal, eh, digamos assim, a a argamassa do universo. E então Deus nos sente, Deus nos olha, Deus nos percebe. Agora, nós não conseguimos captar totalmente porque estamos ainda muito distraídos de Deus. Estamos muito distraídos dessa força. Fechamos um pouco eh esse esse raciocínio e entramos no desdobramento do raciocínio platônico que habitou ali e influenciou aquele momento. A a ideia de que Deus é uma inteligência gera uma consequência de que Deus tem ou é uma força geradora, uma força motriz. uma força motriz que está por trás da manutenção do universo, que está por trás da manutenção da nossa vida, que tá por trás da manutenção de tudo que existe. Essa ideia está em Aristóteles, no livro que ele escreve eh sobre textos que foram chamados de metafísicos. Ele vai chegar no motor primário, no motor que que ninguém move esse motor, né? Esse motor move a si mesmo, ou seja, a causa primeira, o princípio de tudo. Essa doutrina gera a ideia do logós. Chama-se a doutrina do logós, ou seja, logó L gos. Numa tradução para o nosso português de que eh a divindade, na ideia da divindade há um logó que também pode ser traduzido por arqué. Arqué seria o o que dá origem, por exemplo, a arqueologia, que tá no princípio, que tá na sustentação, que tá na base. Então, essa ideia de que Deus, né, eh, da
ue também pode ser traduzido por arqué. Arqué seria o o que dá origem, por exemplo, a arqueologia, que tá no princípio, que tá na sustentação, que tá na base. Então, essa ideia de que Deus, né, eh, da divindade, eh, existe um um logós, uma força geradora, existe uma força ordenadora, uma força motriz, existe um arqué que possibilita a arquitetura do universo, ele ela permeia a antiguidade e é provável, né, como muito bem colocam os estudiosos, que é provável que permeia também a ideia do judaísmo e permeia o livro de João. influenciado por essa ideia da do arqué. Agora, onde é que a gente encontra essa ideia da sustentação? Por exemplo, nos estoicos que hoje são tão falados, né? São tão relembrados os estoóicos. E os históicos tinham o quê? uma tranquilidade, porque os históicos eles entenderam essa doutrina do da arqué, né, do Logós, de uma força ordenadora para dizer o seguinte: "Olha, tudo que acontece na vida tem uma motivação para o bem, acontece para algo melhor, para algo eh bondoso, algo do amor, digamos assim. Se nós não conseguimos captar isso, é porque a nossa nosso entendimento é ainda muito arcaico, né? Muito precário, a gente não consegue perceber a profundidade da vida. Então, as coisas acontecem na tua vida, na minha vida, para um bem. Se nós não conseguimos entender isso, é por causa da nossa percepção equivocada, da nossa percepção ainda muito infantil e imatura, na nossa percepção pequena, porque a gente não consegue entender a profundidade dos porquês da vida. E por que eles colocam isso? Porque atrás da movimentação da minha, da tua vida, existe a força ordenadora de Deus, a força ordenadora da divindade, a força ordenadora do logós, do arqué. No princípio era o verbo. Isso é uma outra tradução dessa ideia eh que a gente vê também no estoicismo. Agora, há uma diferença eh gritante pro caminho que o estoicismo foi e pro caminho que João leva, né, que o cristianismo nos ensina, que o Espiritismo, por consequência, nos ensina. Na visão histórica, né, nós
uma diferença eh gritante pro caminho que o estoicismo foi e pro caminho que João leva, né, que o cristianismo nos ensina, que o Espiritismo, por consequência, nos ensina. Na visão histórica, né, nós temos a fundação da primeira visão panteísta. Ora, se existe uma força ordenadora, que é o Logós que está em tudo, que é o arqué que está em tudo, os históricos diziam que, na verdade, Deus está em tudo. Então, eu sou Deus, você é Deus, a natureza é Deus. Não é um reflexo. Veja aqui na própria doutrina aqui de João, ele pega a doutrina do Logó, da força ordenadora, da força geradora, né? O princípio era o verbo, mas coloca que esse verbo ele se traduz numa deidade, né? Numa divindade em Deus. Por isso que eles são monoteístas, eles localizam, né? E de certa forma é uma ideia como que de Sócrates, né? A ideia de que existe uma inteligência ordenadora, existe uma unificação ali, uma força única e que essa força não estaria espalhada, né? Como os históricos vão dizer. que na verdade a natureza ela é um reflexo, é uma obra do criador. Nós vemos a a força, a potência do criador pela potência e pela beleza que nós entendemos da natureza. Então, se Jesus, né, tem essa potência, é como se Jesus fosse a obra perfeita que Deus nos deu a conhecer para podermos intuir a sua potência. Aí está a diferença entre uma visão deísta do cristianismo, do espiritismo, e de uma visão panteísta. Porque na visão panteísta todos nós somos deuses literalmente. E aí a visão é o seguinte, quando a gente morrer na visão estóica, nós na realidade vamos nos juntar ao grande todo, entende? E vamos perder a nossa individualidade e vamos nos juntar ao grande todo. Numa visão deísta, como muito bem analisa Allan Kardec a Gênesis, e a gente aqui tá aprofundando com o Evangelho de João. Ah, esse eh depois da morte, depois da desencarnação, nós permanecemos com a nossa individualidade, né? nós permanecemos e vamos eh não vamos nos misturar no grande todo. Existe uma individualidade entre todos nós que nos
morte, depois da desencarnação, nós permanecemos com a nossa individualidade, né? nós permanecemos e vamos eh não vamos nos misturar no grande todo. Existe uma individualidade entre todos nós que nos conectamos pelo fluido cósmico, nos conectamos numa visão aristotélica pelo éter, digamos assim, que está na no universo como como um todo. Curiosamente, porém, apesar de ter uma explicação, eh, digamos, cosmológica, né, uma uma explicação física diferente do porquê da vida, o panteísmo, que é o a doutrina do Logós levada ao a 100%. E o cristianismo que tem nessa visão do Logós a ideia de que a natureza, a energia, é o desdobramento do amor de Deus e não Deus por si só, nós temos uma consequência parecida. Porque veja a a ética históica. Ora, se você é Deus, se eu sou Deus, se o animal é Deus, se a natureza é Deus, se tudo é Deus, no final das contas, a minha ética deve ser uma ética do amor, deve ser uma ética do respeito, deve ser uma ética da construção, porque no final das contas eu estou fazendo para mim mesmo, eu estou fazendo para uma harmonia de um organismo vivo que é o universo. Então os históicos eles não só eles têm uma compreensão resignada da vida, uma compreensão tranquila da vida, porque entendem que as coisas que acontecem vão ser pro nosso bem, para um bem maior e que a gente precisa ampliar a nossa percepção. Como eles também falam que a gente deve contribuir para esse bem, para esse amor universal. Nesse sentido, é uma ética de vida extremamente saudável, extremamente geradora de saúde, de tranquilidade, de paz, portanto, curativa. A ética cristã, a ética espírita, vai nos vai nos e eh ordenar, vai nos sugerir, né, vai nos dizer para fazermos algo semelhante. Quando fizerdes a um desses pequeninos, disse Jesus, né? Estarás fazendo a mim mesmo. Ora, queres encontrar a Deus? Encontra o próximo. Queres encontrar o próximo, encontra a si mesmo. Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. O amor é essa argamassa que nos une nesse arqué, né,
rar a Deus? Encontra o próximo. Queres encontrar o próximo, encontra a si mesmo. Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. O amor é essa argamassa que nos une nesse arqué, né, nessa ligação fluídica que todos nós temos. Somos indivíduos, mas temos um compromisso de contribuir com o amor universal, contribuir com a a ética do universo, contribuirmos com a saúde ambiental, saúde coletiva, saúde eh universal, contribuindo com a nossa própria saúde. Aí não se trata mais de ser um uma visão egoica negativa, mas uma visão de autocuidado, amorosa, positiva, porque eu me cuidando, eu me ordenando internamente, eu me conectando com Deus internamente, eu vou me ordenar internamente, vou manter um certo equilíbrio dinâmico, né? Não é uma coisa rígida, mas um equilíbrio dinâmico para poder ter uma atuação no mundo mais útil, mais construtiva, entender que eu sou uma potência de Deus, entender que eu sou uma potência divina. E isso é extremamente saudável, é extremamente curativo, é uma tem uma potência de vida muito forte que nós não podemos esquecer. Quando nós temos Deus, né, a convicção, a clareza que estamos olhando a Deus quando estamos eh na intimidade da nossa dor, por exemplo, de que aquilo está vindo para algum amadurecimento, alguma questão profunda, nós estamos mais alinhados, estamos mais centralizados, estamos mais centrados, temos um norte, a bússola, né, a ponta para o norte, temos, portanto, uma bússola no meio da escuridão. Temos, portanto, uma bússola que nos deixa em pé, caído, mas nos caindo, mas nos levantando. E eu vejo como essa potência divina é fundamental. Hoje, curiosamente, hoje um irmão, não um irmão de sangue, um irmão do coração, eh, também médico psiquiatra, foi da minha faculdade, acho que eu já, quem me conhece de palestra já deve ter citado ele, que é uma pessoa extremamente bondosa, do bem, né, um cara excelente, né, uma pessoa boa. E aí eu nunca conversei com ele sobre Deus literalmente, né? Porque eu realmente não tenho uma tendência de
e, que é uma pessoa extremamente bondosa, do bem, né, um cara excelente, né, uma pessoa boa. E aí eu nunca conversei com ele sobre Deus literalmente, né? Porque eu realmente não tenho uma tendência de ficar convertendo ninguém, de ficar falando eh sobre Deus, né? Assim, sobre espiritismo no dia a dia, porque eu penso que a melhor eh divulgação, melhor caridade, a melhor coisa que a gente pode se fazer é viver uma vida, né? Que esteja tentando ser em consonância. as pessoas vão vendo a nossa vida e vão acreditando ou não, desacreditando, enfim, de acordo com a nossa existência, as palavras vão vir no momento adequado. E olha que eu sou palestrante, falo, né, mas eh eh eu uso os espaços que me dão, entende? Os espaços que a vida abre. Então essa pessoa, esse esse amigo irmão, né, de de já de é uns, acho que uns 20 anos, né? é 20 anos de relacionamento, de amizade. Curiosamente, é a primeira pessoa que a gente que eu conheci na faculdade, quando a gente entra na faculdade de medicina, faz aquelas dinâmicas e, curiosamente, ele foi a pessoa que eh ficou, caiu no meu grupo pra gente se apresentar. E depois só de uns 14 anos, eu acho por aí, 14 ou 16 anos de amizade, é que uma vez a gente foi conversar sobre a visão de Deus e ele me perguntou qual era a minha visão sobre Deus, né? E aí eu falei basicamente essa visão do que eu tô narrando aqui, a visão espírita, a visão de que Deus é uma força, de que Deus é uma inteligência suprema, que é a causa primeira, que nos nós estamos conectados com ele a partir do fruto cósmico, que isso traz para nós uma tranquilidade, né? Enfim. Eh, e falei que a partir disso, a ética espírita, né, a ética cristã espírita que acredito, me fala para tentar fazer o bem, para contribuir com a saúde universal. E aí ele me apresentou a visão histórica, embora ele não soubesse que era estoicismo, ele falou assim: "Léo, eh, eu realmente não tenho nenhuma religião formal. Eu até digo para você que eu procurei várias. Aí ele foi para determinada religião,
bora ele não soubesse que era estoicismo, ele falou assim: "Léo, eh, eu realmente não tenho nenhuma religião formal. Eu até digo para você que eu procurei várias. Aí ele foi para determinada religião, acontecia algo, ele se decepcionava porque achava que as pessoas eh, enfim, era alguma coisa, né, que não entra aqui no mérito. Aí ia para outra, se decepcionava com alguma questão, ia para outra. E aí ele, enfim, foi fazendo a visão dele sobre o que era Deus. E a visão dele sobre que era Deus era basicamente essa, Léo. Para mim, eh, Deus é um, sei lá, uma energia, né, que habita em você, que habita em mim, que habita na planta e que habita no animal. É uma energia e que, como habita em todos, eu tô conectado com você, tô conectado com o animal, conectado com a planta, né? E por isso eu devo fazer o bem, porque no final das contas todos somos um. E eu entendi o que é que motivava atitudes tão bondosas, né, e atitudes tão éticas por parte dele. Eu falei: "Poxa, você sabe que essa é uma visão panteísta?" Ele: "Não, nunca li sobre isso, né?" Então ele chegou nisso concluindo, chegando nas conclusões dele, né? Nessa ideia, você sabe que eh isso é uma visão panteísta? Não. Pois é, essa é uma visão que foi apresentada pela primeira vez de forma organizada pro mundo a partir do estoicismo. E aí eu achei muito curioso como duas visões de mundo diferentes sutilmente ou grandiosamente, porque uma inclui a visão monoteísta de Deus e outra uma visão panteísta geravam consequências de atitudes muito parecidas e também eh de afinidades, né? uma pessoa que eu me conecto, como fala, um irmão. Eu me lembro que a irmã, a mãe dele falou assim: "Meu filho, eh, eu acho que vocês são irmãos de outra vida". Eu acho de fato que nós somos irmãos de outras existências, ou consanguíneos de outras existências ou eh de de ter trilhado caminhos próximos em outras existências. E e a mãe dele tem uma visão espiritualista, mas não é uma visão eh espírita apenas, uma visão espiritualista. E ele me falou: "Ó, Léo,
u eh de de ter trilhado caminhos próximos em outras existências. E e a mãe dele tem uma visão espiritualista, mas não é uma visão eh espírita apenas, uma visão espiritualista. E ele me falou: "Ó, Léo, minha mãe, ela ele tem uma ela tem uma visão, eu acho que a a visão que eu mais consegui assim entender, que mais me atendeu às necessidades de fato, foi a doutrina espírita, mas eu não sou espírita". Por que eu tô contando essa história hoje? Porque hoje ele me falou assim: "Ô, Léo, sabe que tem muito paciente, ele é psiquiatra também, que me pergunta, tem perguntado qual é a minha religião? Eu é que que você responde?" E aí ele, eu sempre tive dificuldade assim falar sobre esses assuntos, mas sabe que eu respondo já há algum tempo que eu sou espírita. Eu falei: "Mas tu é espírita?" Eu soube hoje, né? Embora eu veja ele eh constantemente trabalho no mesmo local, né? Nós somos sócios, irmãos. E aí ele: "Eu sou espírita. Tu estás se dizendo espírita?" Aí eu falei: "É". Aí ele falou: "É". E aí eu mais que mudou, né? E ele me dizia que basicamente foi vendo a minha trajetória. Ele vinha passando por um processo e aí posso contar porque ele tava contando e acho que vai ser terapêutico, foi um processo de burnout, né? de esgotamento num trabalho. E a partir disso ele começou vir e ficar muito decepcionado, uma pessoa muito boa, que se entrega demais a muitas eh a muitas causas e tem se decepcionado muito em muitas causas, né? E aí eu falava para ele assim: "Ô, cara, eu eu te conheço há muito tempo e sabe das minhas lutas também e falei para ele: "O que que tu acha que me deixou assim em pé esse tempo todo?" E e aí ele falou: "Eu acho que a tua visão sobre Deus, né, a tua visão espiritual. Exatamente. Não tenho dúvida da importância da medicina biológica, não tenho dúvida da importância das teorias psicológicas, da psicoterapia, mas amigo, eu tenho certeza que na minha vida o que me sustenta nas horas mais profundamente difíceis e o que me motiva também nas horas mais profundamente
a das teorias psicológicas, da psicoterapia, mas amigo, eu tenho certeza que na minha vida o que me sustenta nas horas mais profundamente difíceis e o que me motiva também nas horas mais profundamente alegres a tentar ser uma pessoa diferente, é a ideia de Deus, é a convicção que não é mais cognitiva, porque veja o tempo que a gente leva para tentar explicar o que é Deus e não consegue explicar, porque Deus é uma coisa que se sente, né? E por isso que eu nunca falei para ele tentando convertê-lo, a partir da visão que ele teve, foi que ele acreditou que essa força consegue modificar e sustentar pessoas. E ele me mandou uma mensagem assim outro dia. Eh, pois é, Léo, eu agradeço tá do teu lado, porque eu tenho realmente ficado muito decepcionado com as pessoas e se não conhecesse, não conhecesse outras pessoas assim, eu acharia que a humanidade não tem jeito. Então, eu achei, eu fiquei refletindo sobre isso, né? Como nós não temos a mínima noção profunda do que é Deus intelectualmente falando, mas não precisamos entender intelectualmente falando o que é Deus para ter a certeza, porque a convicção de Deus não transcende o intelecto. Como diz João, nós somos muito das trevas ainda para poder compreender o grande todo, né? para poder compreender a divindade, para poder compreender o logós. Fazemos uma série de recortes aqui, mas no final das contas o importante é que a gente viva Deus, é que a gente se deixe vivificar pelo verbo de Deus, que a gente realmente se entregue a essa força, a tal ponto que você seja alguma luz de esperança naquelas pessoas que estão ao seu redor e você mesmo seja a luz de esperança, porque você está habitado pela força, pela convicção de Deus. Alguém me dizia outro dia, poxa, Léo, tu eras um jovem de 17 anos, né, fazendo medicina e era meio meio antiquado, meio brega a falar de Deus. Eu vi lá você falando de Deus, aquilo me encantou e eu quis conhecer mais do espiritismo. Ela, essa pessoa, viu uma palestra minha, tava começando e achou interessante não
meio brega a falar de Deus. Eu vi lá você falando de Deus, aquilo me encantou e eu quis conhecer mais do espiritismo. Ela, essa pessoa, viu uma palestra minha, tava começando e achou interessante não o que eu falei, mas o fato de eu ser um jovem, biologicamente falando, não tendo vergonha de falar sobre Deus, né, nos momentos adequados, sem querer converter ninguém, sem querer convencer ninguém. Porque eu tenho convicção, tenho certeza mesmo que Deus nos vivifica, Deus nos dá uma cura muito maior do que a gente imagina, mesmo que o nosso corpo esteja alquebrado, nos dá resistência moral. E quando as teorias, as teorias do mundo querem mostrar pra gente que o mundo não tem jeito, na verdade são as trevas, imaginadamente falando ou literalmente falando, os espíritos das trevas, né, os espíritos perturbados e perturbadores que querem disseminar essa visão pessimista do ser, essa visão pessimista do homem, essa visão pessimista de nós mesmos para dar o desespero, dar o desencanto. E precisamos continuadamente, mesmo que a gente não entenda o que é Deus, a gente precisa lembrar. No princípio era o verbo e e o verbo estava em Deus. Nós precisamos lembrar que esse verbo pode nos alimentar a alma, alimentar o ser, alimentar as ideias para podermos transcender o nosso dia a dia. E a gente vai então tentar lembrar de tópicos que nos possam reafirmar. Jung é extraordinário quando ele vai no livro dele, no nos escritos dele. Isso eu tô falando nos livros, nos poucos textos. Não sou um terapeuta yunguiano, não tenho formação nisso, mas nos textos que ele deu, ele me chamou muito atenção uma palavra que ele usa arquétipo. Arqué vem da origem, a força que mantém a estrutura da dos seres humanos, a estrutura psíquica. Os arquétipos. Desses arquétipos, ele vai trazer a ideia do inconsciente coletivo, né? o inconsciente coletivo como sendo ideias, né, eh, símbolos, forças que estão na nossa mente, que estão na nossa cabeça, na nosso nosso imaginário, desde épocas antigas. Veja que eu tô falando de João,
inconsciente coletivo como sendo ideias, né, eh, símbolos, forças que estão na nossa mente, que estão na nossa cabeça, na nosso nosso imaginário, desde épocas antigas. Veja que eu tô falando de João, Moisés, Sócrates, Platão, os Estóicos, Aristóteles, todos pensadores os mais remotos possíveis. E mesmo que não fossem os pensadores nas mais diversas tradições, vai dizer Jung, nós encontramos a presença da ideia de Deus. E até hoje a ciência diz, ele não conseguiu comprovar que Deus não existe. Se os argumentos filosóficos, religiosos não conseguem comprovar, racionalmente falando, que Deus existe, muito menos a ciência conseguiu comprovar que Deus não existe. E ele vai dizer: "Hum, nessa nesse vácuo que a ciência tentou criar sobre a ideia de Deus, as pessoas ficam ficaram com um vazio e esse vazio não tem conseguido não tem conseguido ser preenchido, porque no final das contas dentro de nós, vai dizer ele, no nosso inconsciente, nessa força que nos influencia muito mais do que a gente imagina, nesse inconsciente profundo, temos também o luminoso". Na linguagemuiana temos, portanto, a ideia divina, a ideia do Logós, a ideia do arqué, que é arquetípico, que eh funda a nossa mente, mantém a nossa mente. E eu acho isso fantástico, porque quando você vê a obra de Freud, você vê só colocando a ideia de que no inconsciente nós temos forças, né, mais eh destruidoras, né, o que rege o inconsciente seria o princípio do prazer, né, que vem ser muito eh eh a serviço de saciar as nossas sedes. que Freud, apesar de ter origem judaica, ele e apesar de ser mais ou menos contemporâneo a vários fenômenos, porque, por exemplo, o livro dos espíritos é escrito antes da obra freudiana, né? E esses fenômenos espirituais estavam acontecendo. E me chama atenção eu nunca ter visto Freud fal estudando os eh na obra dele aprofundadamente o fenômeno espiritual, o fenômeno luminoso. Ele não é como se não existisse, é como se fosse uma outra época. No máximo ele vai escrever ali um livro de que a religião é uma ilusão,
e aprofundadamente o fenômeno espiritual, o fenômeno luminoso. Ele não é como se não existisse, é como se fosse uma outra época. No máximo ele vai escrever ali um livro de que a religião é uma ilusão, né? O o futuro de uma ilusão, né? como se fosse um ópio do povo que só há ajuda a enganar, digamos assim. E a ideia de Deus como se fosse uma ideia enganadora, talvez, né? O Jung rompe, inclusive, e o primeiro livro que Jung escreve, pelo menos que eu li, né, que pelo menos na obra catalográfica dele, né, são os estudos psiquiátricos. E os estudos psiquiátricos de Jung é justamente ele indo ao encontro de uma médium, que era considerada médium da família. E ele vai conversar com essa média, vai falar com ela. E ele que era um psiquiatra, né? Ele era mais psiquiatra do que neurologista. A formação dele médica foi ali com Eigen Bliler, que é o pai da esquizofrenia, o pai do termo esquizofrenia. Então ele conhece aprofundadamente a psiquiatria, enquanto o Freud era muito mais neurologista, estudava muito mais as doenças que afetavam paralisias, né? e não teve pouquíssimo contato, talvez mínimo contato com esquizofrenia, por exemplo, para entender profundamente as questões eh da mente e e negar ou pelo menos não olhar a questão do luminoso. Então, o Jung, pelo menos, ele estuda, né, se dá o trabalho de estudar, se dá o trabalho de não ignorar essa força humana, né, a partir do estudo eh dessa média. No final das contas, Jung vai concluir, do ponto de vista diagnóstico, que ali se tratava de um caso de histeria, sem problema nenhum. A conclusão é a conclusão que é uma conclusão de um cientista que não consegue aprofundar além da matéria naquele momento, mas pelo menos ele tem a humildade de ir ao encontro do fenômeno e estudar e escrever de forma muito bonita a descrição de um caso. E com o tempo, na sua profunda obra, ele vai trazer essa força divina, essa força arquetípica, esse arqué, esse logós, como habitando não só as entranhas do universo, não só habitando as entranhas do mundo, mas
mpo, na sua profunda obra, ele vai trazer essa força divina, essa força arquetípica, esse arqué, esse logós, como habitando não só as entranhas do universo, não só habitando as entranhas do mundo, mas habitando também as entranhas do nosso ser, as entranhas do nosso inconsciente. Você crê em Deus não é só por causa da tua cultura. Eu creio em Deus não só por causa da minha cultura, porque em mim há e em você, em todos nós, há uma força luminosa, arquetípica, inconsciente, que vai passando de geração em geração. O problema que as pessoas fazem com a religião, aí outra questão, o que os humanos fazem com as organizações religiosas é uma outra questão. Mas o que o luminoso faz em nós, o que a força divina faz em nós, aí é uma questão mais nossa, é uma questão íntima, uma questão de termos eh uma estratégia de sobrevivência curativa, uma força inconsciente que a gente não consegue entender racionalmente tudo, porque o inconsciente, no final das contas, não consegue ser entendido totalmente no racional, precisa ser sentido. E por isso que Jung fala dos símbolos. O Jung fala da arte, Jung fala de outras linguagens, inclusive da linguagem mística das religiões, como sendo uma experiência de fé que nos faz entender a Deus, não pela razão, mas pela emoção, pelo sentido. Porque não estamos mais conscientes. Estamos apenas usando o consciente, estamos usando também o inconsciente. E o inconsciente não é apenas uma força destruidora. Temos no nosso inconsciente profundo não só a lembrança negativa dos erros pretéritos. Não temos nosso inconsciente apenas profundo a herança reencarnatória dos erros que cometemos. Temos também no nosso inconsciente mais profundo essa herança arquetípica, essa arqué que eh povoa as entranhas do nosso ser e nos dá a fortaleza para permanecermos de pé. Nos dá a fortaleza para podermos permanecer com alguma ordenação mesmo no caos. Às vezes a gente vai se esquecendo, vai se distraindo e não vai conseguindo entender tamanhas trevas. do outro lado, inconsciência da nossa vida,
odermos permanecer com alguma ordenação mesmo no caos. Às vezes a gente vai se esquecendo, vai se distraindo e não vai conseguindo entender tamanhas trevas. do outro lado, inconsciência da nossa vida, né? As trevas não entenderam. Deus, né? O verbo deu a vida como luz aos homens. Ou seja, a luz do nosso inconsciente luminoso, essa força inconsciente de Deus está em nós. Mas ficamos distraídos, ficamos decepcionados. E é muito interessante quando a gente vê um desabrochar de uma pessoa, né? E curiosamente ele dizendo, poxa, eu tô muito mais tranquilo curiosamente as pessoas dizendo, ele encontrando, né, no final das contas, né, a a coragem de responder assim: "É, eu sou espírita sem ninguém precisar convertê-lo, mas ele entendendo que a força do divino já estava nele e que ele não decepcionar pelo mundo, pelas perturbações dos humanos, Porque o divino estava nele, o divino está em você. Esse é o convite desse 2024 que se inicia, deixarmos que o verbo de Deus não seja contaminado pelas decepções que os homens, os seres humanos, que eventualmente nós mesmos fazemos conosco com os erros que cometemos ou que os outros cometem para conosco. Ao contrário, deixemos que a força luminosa, arquetípica de Deus, que está em nós, no nosso inconsciente, na herança divina que nós temos, vitalize o nosso ser e possa nos dar alguma ordenação. Por isso, eu queria encerrar dizendo a fala de João. No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito. O que foi feito em Deus era a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, mas as trevas não aprenderam. que a gente possa fazer esse movimento de luminosidade e de luminosidade interior. Muita paz para todos nós. Muita paz para todos vocês.
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