#37 • Jesus e Saúde Mental • As muitas moradas na casa do Pai

Mansão do Caminho 13/06/2023 (há 2 anos) 25:45 5,117 visualizações 782 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 37: As muitas moradas na casa do Pai » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, credes também em mim, porque na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu já voulo teria dito. É com essa fala de Jesus que nós queremos começar o nosso Jesus e saúde mental desta noite. A mensagem de Há muitas moradas na casa de meu pai. é dita no evangelho de João, capítulo 14, versículos 1 a 25. Eu acho muito interessante, não só quando Jesus anuncia aqui na casa de meu pai há muitas moradas, mas também a proposta da gente não se aflingir tanto, não se turbe o vosso coração, ou seja, não deixa o teu coração ficar nublado de tantas eh aflições. E logo depois ele traz essa eh esse enunciado, né? Há muitas moradas na casa de meu pai. Em geral, o nosso coração é muito aflito, né? A nossas, a nossa mente é muito inquieta, é muito preocupada, se ocupa coisas antes do tempo e acaba perdendo tempo para se ocupar das coisas do seu tempo, do seu momento. Então, estamos sempre vivenciando muito o futuro no hoje. E é interessante encontrar essa proposta psicoterapêutica de Jesus e justamente colocada em um momento em que ele vai enunciar uma complexidade. O que que ele quis dizer com há muitas moradas na casa de meu pai? Na visão espírita, nós encontramos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, eh, de cara a perspectiva de que essa casa do Pai, sendo o universo, teria como morada os planetas. Então, se há muitas moradas na casa de meu pai, é como se Jesus estivesse nos dizendo que a casa do Pai é ambientada, olhada, vigiada, cuidada por Deus. toda a sua casa, né? Onde houver moradas dele, né? já dentro da onde vi moradas dentro da casa dele, ele está olhando, ele está observando. Então essa traz uma ideia de tranquilidade, uma ideia de que nós não estamos sozinhos, uma ideia de eh amparo. E é muito interessante a gente ter essa perspectiva, porque quando a gente estuda a ansiedade na sua profundidade, nós encontramos uma outra situação que vem junto da ansiedade, inclusive para manter a nossa mente ansiosa, que é uma sensação de

pectiva, porque quando a gente estuda a ansiedade na sua profundidade, nós encontramos uma outra situação que vem junto da ansiedade, inclusive para manter a nossa mente ansiosa, que é uma sensação de desamparo. Essa sensação de desamparo, ela acaba sendo muito ajudada com a ideia de Deus. Quando nós estamos com a ideia de Deus dentro de nós, nós diminuímos a nossa sensação de desamparo e aumentamos, portanto, a nossa sensação de pertencimento. Independente da sensação de pertencimento que temos, né, com o nosso pai biológico, a nossa mãe biológica, nosso pai adotivo, nossa mãe adotiva, ou seja, com nossos parentes, a gente quando vai amadurecendo, vai crescendo e vai entendendo que, por mais que essas figuras parentais sejam importantes, elas não conseguem eh diminuir totalmente as nossas os nossos medos, as nossas carências e a ideia de Deus, portanto, né, A sensação de Deus, a presença de Deus, o olhar de Deus faz com que a gente se sinta menos sozinho, se sinta mais amparado. Então, é muito interessante já nessa perspectiva de cara pensar no universo, nos planetas como sendo moradas da casa do pai e que se o pai olha pros para todos os planetas e para os seus habitantes, ele olha também pra gente. E aí é mais uma mensagem de tranquilidade, uma mensagem ansiolítica, ou seja, que diminui a nossa ansiedade. Mas dentro do Evangelho Segundo Espiritismo, há a o complemento, né, de que é também uma percepção de que nós não estamos sozinhos no universo, que existem outros planetas habitados. E a partir daí nós temos um um dos pontos fundamentais da doutrina espírita como sendo a pluralidade dos mundos habitados. Existem diversos mundos no universo e esses mundos também são habitados por eh por um uma humanidade, né, por um por seres espirituais eh encarnados. E aí você vai ter ali eh uma série de gradação evolutiva dos planetas, né? os planetas primitivos, os mundos de provas e expiações, os mundos de regeneração, os mundos eh felizes, né, e os mundos celestiais. De acordo com essa gradação,

e gradação evolutiva dos planetas, né? os planetas primitivos, os mundos de provas e expiações, os mundos de regeneração, os mundos eh felizes, né, e os mundos celestiais. De acordo com essa gradação, o tipo de humanidade vai sendo totalmente diferente. Não é bem uma humanidade com as características físicas que nós temos. Ah, o tipo de matéria vai até mudando, né? Os mundos celestiais, eles são quase parecido assim com o mundo espiritual, quase parecidos com a a erraticidade. Então é até difícil a gente conceber, né, imaginar como é que seria a vida, eh, o tipo de vida nesse planeta. Mas conforme a evolução dos planetas vai acontecendo, a evolução dos seus habitantes também, né? a, na verdade, a própria evolução dos habitantes vai trazendo a evolução pro planeta e vai mudando a conformação do planeta. Então, nós temos ali na visão espírita de que há um amparo de Deus também, porque Deus cria o universo a partir do fluido cósmico ou fluido universal ou ainda fluido cósmico universal, como queiramos. Uma das eh características desse fluido cósmico é que ele é argamassa para os planetas, ou seja, é o tijolo que constrói os planetas, que constrói a natureza, mas é também o tijolo que constrói a nossa constituição física e a nossa constituição, digamos, extrafísica, a nossa constituição biológica e a nossa constituição espiritual. E esse fluido vital, que é uma uma diferenciação do fluido cósmico, ele vai permeando a nossa vida e nos conectando, né, enquanto encarnados nessa tríade chamado, eh, espírito, perespírito, matéria. E aí essa densidade espiritual vai, é, modificando de acordo com a evolução dos planetas e consequentemente vai mudando, inclusive a indumentária que a gente veste nesses planetas. Então essa fala de Jesus traz essa complexidade, né? Como se dissesse: "Olha, eh, Deus, ele está conectado a todos pela mente complexa que ele que ele é, né? Eh, e essa conexão ela extrapola os limites do nosso entendimento, mas nós não podemos ficar presos no nosso entendimento.

, Deus, ele está conectado a todos pela mente complexa que ele que ele é, né? Eh, e essa conexão ela extrapola os limites do nosso entendimento, mas nós não podemos ficar presos no nosso entendimento. Há mensagens claras que nós podemos tirar do livro de Jó, que aqui já analisamos, e do livro Eclesiastes, que aqui também analisamos, e muito atuais, é de que nós não conseguimos entender, né, os mistérios mais profundos do universo. Há mistérios peregrinos nos mérios dos destinos que nos mandam renascer", diz Castro Alves através de Chico Xavier. Ou seja, há alguma coisa misteriosa para nossa evolução entender, mas há uma ordenação, né? um ordenamento divino, eh, trazendo, eh, uma ordem no caos, trazendo uma ordem eh nesse aparente eh caos problemático que permeia a vida. Por isso que não devemos turbar, ou seja, angustiar demais o nosso coração, fazendo essa tranquilidade, trazendo essa tranquilidade paraa nossa alma a partir do entendimento eh dessa complexidade do universo e de que nós estamos sozinhos e de que Deus nos ampara, Deus nos olha, Deus se conecta conosco, a gente pode entender que sim, a gente vai evoluindo, vai amadurecendo. E aí vai entendendo uma outra, um outro olhar, um outro desdobramento em relação a essa questão das muitas moradas na casa do meu pai. Bem, eu, você, todo ser vivo é uma pequena morada dentro da casa do pai. Os planetas são moradas na casa do pai, mas eu e você somos também pequenos mundos, como diz o ditado popular. Cada cabeça é um mundo, cada pessoa é um mundo. Porque nós temos a nossa complexidade também. E dentro dessa complexidade psíquica que todos nós possuímos, nesse mundo psíquico que todos nós possuímos, existem também várias moradas, vários estágios. E quem nos faz uma revelação muito interessante sobre essas muitas moradas mentais, as chamadas casas mentais, é o espírito André Luiz pela mediunidade de Chico Xavier no livro No Mundo Maior, quando ele vai analisar essa essa passagem de Jesus e vai trazer a realidade das casas mentais e vai trazer

s mentais, é o espírito André Luiz pela mediunidade de Chico Xavier no livro No Mundo Maior, quando ele vai analisar essa essa passagem de Jesus e vai trazer a realidade das casas mentais e vai trazer uma divisão bem interessante, né, do subconsciente, do consciente e do superconsciente. O subconsciente, a morada do nosso passado, o consciente, a morada do nosso presente e o superconsciente, a morada do nosso futuro. O subconsciente, o que éramos, o consciente o que somos e o superconsciente, o que nós podemos ser em termos de potencialidade. Ele vai localizar inclusive biologicamente, né, todo o sistema periférico, todo o sistema nervoso periférico, ele estaria mais vinculado a esse subconsciente. Portanto, as nossas reações e mais instintivas que tem a sua função e por isso, por terem a sua função, estão no nosso corpo, estão nessa tríade espírito, perespírito, matéria, não é esquecida, está aí, porque tem a sua função inclusive de proteção, inclusive de ordenamento de alguns comportamentos. Mas como nós não somos eh não somos um cachorro, embora o cachorro tem o seu valor, é um ser vivo, mas nós somos algo a mais, temos uma complexidade maior. E por isso, inclusive, que os animais que vão convivendo com os seres humanos na intimidade doméstica, eles vão complexificando também. Eu havia uma uma coisa curiosa que eu queria compartilhar eh eh um livro de psiquiatria que dizia assim que a psiquiatria é a especialidade médica que a diferencia da veterinária. E que que ele queria dizer assim? Queria dizer que eh do ponto de vista da cardiologia era tudo igual entre ser humano e animal. eh, do ponto de vista dos hormônios, do ponto de vista de várias especialidades, era tudo muito parecido. Mas a psiquiatria, por ser a especialidade médica que estuda a mente humana, ela seria a especialidade que diferenciaria a medicina dos homens, né? a medicina para os homens, para os seres humanos, da medicina para os animais, a medicina veterinária. Mas o que a gente vê hoje em dia é até os animais, por exemplo,

ciaria a medicina dos homens, né? a medicina para os homens, para os seres humanos, da medicina para os animais, a medicina veterinária. Mas o que a gente vê hoje em dia é até os animais, por exemplo, tomando remédios da minha área da psiquiatria. E eu achei curioso a primeira vez que eu fui percebendo isso. Outra coisa que a gente vê a psiquiatria avançando muito também a partir de estudos eh comportamentais em animais, modelos animais para entender as doenças da psiquiatria. Então, quando você vê esse avanço, você, olha, não é tão diferente assim um animal de um ser humano. E eu perguntei já para vários pacientes que são da veterinária, eh, se os animais também adoecem do ponto de vista dele. Pois é, doutor, eles ficam estressados. Agora, o que é mais comum de ver é que de acordo com a casa que o animal habita, ou seja, de acordo com seus tutores, né, eh, que que como é como se fosse o dono do animal, né, o cachorrinho, então o tutor do cachorrinho, de acordo com a saúde mental do tutor do cachorrinho, o cachorrinho também tem algumas repercussões. Então esse esse contato com o ser humano vai influenciando o animal e trazendo uma complexidade que é tema de um outro debate, de um outro aprofundamento. Mas mesmo assim a nossa mente humana, né, de ser humano, não deixa de ser ainda mais complexa do que a mente de um de um animal, mas trazendo todas essas ressalvas que a contemporaneidade vem nos mostrando, esse contato, né, que até uma forma na visão espírita dos animais poderem também eh evoluírem junto do contato, né? E nós também, nós também, viu? No contato com com o animal, há uma grande possibilidade de você expressar a sua o seu afeto, expressar o seu amor. E eu me lembro de uma situação, tem um trabalho chamado Os Cãs Doutores. E uma eu lembro de uma época que estava eh atendendo na enfermaria do Hospital das Clínicas e uma paciente com esquizofrenia é um quadro muito grave porque tinha muitos sintomas de embotamento afetivo, então de uma de uma certa frieza emocional que não conseguia

aria do Hospital das Clínicas e uma paciente com esquizofrenia é um quadro muito grave porque tinha muitos sintomas de embotamento afetivo, então de uma de uma certa frieza emocional que não conseguia expressar os seus sentimentos e, portanto, isso dificultava muito o tratamento dela. E aí os cães doutores foi uma surpresa, porque quando os cães doutores foram, foi uma surpresa vê-la conseguir fazer carinho nos cães doutores, expressar sorriso, expressar afeto, alegria, expressar carinho que ela não conseguia expressar. e os cães ficam indo, né, eh, todo um grupo de terapocupacional que faz um trabalho muito bem feito e foi nítida a repercussão positiva, né, dessa desses desse trabalho na saúde mental de um quadro tão complexo, de um quadro tão difícil. Então, essa relação dos animais com os seres humanos ajuda os animais para se complexificarem e evoluírem, mas também ajuda o ser humano eh na expressão de muitos afetos, na evolução também. De qualquer forma, é um estágio eh inicial, é uma mente menos complexa. Aí vem o consciente. O consciente seria eh uma um correlato com o cérebro, o córtex cerebral, né, como um todo. vórtex cerebral como um todo, especialmente as partes mais eh posteriores, assim, esse consciente é o que nós somos hoje, são as nossas, ou pelo menos aquilo que a gente eh consegue ter claro na cabeça de tendências, de comportamentos, é o nosso consciente. Porque veja o quem nós somos hoje ou o que nós fazemos hoje, nós fazemos muitas coisas de forma eh involuntária, meio que sem saber o que fazer. E ontem me perguntava uma pessoa eh que não é dar psi, né? Mas o que que é sombra? Ela me perguntava e é uma pessoa que não tem, portanto, esses estudos da área da área psíquica. E aí eu tentei explicar dessa maneira, de forma simples, né? Eh, já é um conceito de sombra que não é de Freud, é um conceito de Jung, mas que você encontra muito nas obras de Joana de Angeles, porque me parece que um dos teóricos que ela mais aprofunda é o é o Jung, né? Então você tem muito

que não é de Freud, é um conceito de Jung, mas que você encontra muito nas obras de Joana de Angeles, porque me parece que um dos teóricos que ela mais aprofunda é o é o Jung, né? Então você tem muito correlato, muitos yunguianos gostam do trabalho de Angângeles, muitas pessoas chegam no trabalho de Jung a partir da psicografia de Divaldo, eh, pela J pela Joana de Angeles. Então, você vai encontrar de forma muito disseminada esse conceito de sombras. Eh, até inclusive entre espiritistas que leem, né, a obra de Jona de Anjo. Mas é importante entender que é um conceito eh digamos extrapírita, né? Um conceito que nasce no espiritismo, é um conceito que nasce no Jung, no seu trabalho enquanto vivo, enquanto encarnado, enquanto, portanto, médico, psiquiatra, eh, e fundador da psicologia analítica quando ele se desliga, eh, da psicanálise tradicional de Freud. Então, as sombras seriam, é uma parte de nós que nós não temos tanta clareza que nós temos, né? Porém, essa parte de nós influencia os nossos comportamentos e a clareza sobre o que as sombras, eh, quais são as nossas sombras, né? Quais são aquelas características que a gente tem e que nos influencia sem a gente se dar conta? Ela vai aumentando conforme a gente vai fazendo um trabalho de análise pessoal, que envolve não só uma análise pessoal individual, no sentido de sozinho, eu lendo e tentando menalizar, fazendo um autoconhecimento isolado, mas sobretudo uma análise pessoal indo para um profissional e falando, conversando, desse eh analisando a o nosso ser pra gente poder entender Às vezes a gente entende o que a gente tem a partir eh do entendimento do que a gente fez. Puxa, eu ainda fiz isso, ainda acho dessa maneira. Aí eu vou colocando em perspectiva e vou entendendo a partir do meu comportamento eh questões que estão em mim, que não são tão claras. Então, o consciente ele simboliza o hoje. Mas eu queria dizer para você que hoje nós não somos só eh dominados, ou seja, nós não fazemos só coisas conscientemente falando, né? A

ue não são tão claras. Então, o consciente ele simboliza o hoje. Mas eu queria dizer para você que hoje nós não somos só eh dominados, ou seja, nós não fazemos só coisas conscientemente falando, né? A gente tem uma série de atitudes que faz meio no automático, meio que no involuntário, sabe? Eh, a gente pode chamar o nosso subconsciente acaba influenciando muito mais do que a gente imagina. Então, as sombras têm essa característica desse conceito eh yunguiano. Mas o André Luiz coloca esse outro aspecto, na verdade é um um benfeitor, né? Mas André Luiz é o espírito que narra para pela psicografia de Chico Xavier. Então fala do superconsciente e o superconsciente estaria localizado, teria um correlato biológico com o córtex pré-frontal, que é a região anterior do nosso cérebro, que é a região que mais nos diferencia dos outros animais. E aí sim, eh, me parece que é algo, pelo menos por enquanto. Não sei como é que vai ser no futuro, porque os animais também evoluem, né? Mas por enquanto é uma característica bem humana a capacidade de transcender e se conectar com um conceito de divino, né, com Deus. E essa característica certamente se deve à nossa possibilidade de ter uma mente superconsciente, ou seja, é um termo também. Agora, esse termo superconsciência não é um termo que a gente encontre, não. Do ponto de vista da na no modelo de Freud, no modelo de Jung, a gente encontra outras terminologias, seria, né, o o super ego, o supereu, né, ou o ideal do eu, o ideal do ego, mas geralmente um eles trazem um conceito meio até meio castrador, não muito eh não muito positivo. Muitas vezes esse conceito aqui do do Anselmo, né, do André Luiz, do mundo maior, ele traz uma perspectiva mais positiva, porque traz uma perspectiva do que a gente vai evoluindo para se tornar, ou seja, a nossa conexão com eh conceitos mais abstratos. Então, o que a gente vai chegar a ser eh mais influenciado? É como se a gente fosse bastante influenciado pelo nosso subconsciente, pelo nosso consciente e eventualmente

m eh conceitos mais abstratos. Então, o que a gente vai chegar a ser eh mais influenciado? É como se a gente fosse bastante influenciado pelo nosso subconsciente, pelo nosso consciente e eventualmente tomamos medidas eh superconscientes, ou seja, conectados com a divindade, conectados com o criador. E quando a gente conseguir eh se conectar mais, e aí o córtex pré-frontal faz sentido sim essa localização biológica, porque é o que mais nos diferencia dos animais. E nos animais a gente não encontra essa essa complexidade, né, de transcendência, sabe, de ligação com o divino. A gente encontra complexidades do animal, mas essa particularmente a gente ainda não estuda ou pelo menos não sabe. Então, até que prova o contrário, é uma característica mais humana e uma porta de esperança para a gente transcender na nossa existência. Conforme a gente vai aumentando o leque das nossas casas mentais, né, e ampliando as moradas das nossas casas mentais, a gente vai podendo sentir ainda mais essa certeza da presença do divino, essa certeza da presença de Deus na nossa vida, não só mais pela questão energética, mas porque nós vamos entendendo um pouco mais eh as leis divinas, as leis morais. E esse entendimento vai eh associando-se à nossa sensação e trazendo uma postura diferente. Por isso que é interessante entendermos que não eh precisamos, podemos até deixar o nosso coração ficar aflito, faz parte, mas não precisamos manter o nosso coração aflito se temos uma conexão pouco maior com outros conceitos. A gente fica aflito por um mês, dois meses, um ano, mas a gente precisa também retomar a nossa existência e continuar. Esse é o ponto interessante. Apesar de estar quebrado, a gente se levanta. Apesar de estar angustiado, a gente continua. Porque a gente entende que essa continuidade na obra eh do divino é bom pra gente. Eu conversava com um amigo ontem e falava assim: "Olha, eu agradeço muito ter começado a fazer palestras e com 17 anos de idade, já são 21 anos fazendo esse trabalho.

bra eh do divino é bom pra gente. Eu conversava com um amigo ontem e falava assim: "Olha, eu agradeço muito ter começado a fazer palestras e com 17 anos de idade, já são 21 anos fazendo esse trabalho. Agradeço muito ter começado a trabalhar na doutrina espírita com 13 anos de idade na campanha do Quilo e evangelizando lá a juventude, né? porque já são 25 anos fazendo esse trabalho. E agradeço não apenas porque pelo eventual benefício que as pessoas que me escutaram nesse período tiveram, sinceramente agradeço porque isso me deu uma capacidade de deixar a fibra do meu ser um pouco mais eh capaz de aguentar as angústias que aparecem e que apareceram na minha vida. Então, todo esse trabalho que a gente enquanto trabalhadora espírita faz é bom, especialmente pra gente, porque vai fazendo com que a gente mude a perspectiva da nossa casa mental, tentando habitar um pouco mais a morada superconsciente dos conceitos mais profundos da vida, fazendo com que a gente se conecte mais com o criador e deixe o nosso coração mais sereno diante das angústias da vida. para que ele possa ficar aflito, mas não ficar totalmente nublado para sempre. Ele possa ficar eh cambaleante, mas continuar andando, profetizando, né, o que Jesus nos pediu. Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, credes também em mim, porque na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu já vulo teria dito. Que você possa ficar em paz. Até a próxima semana.

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