#20 • Jesus e Saúde Mental • Sofrimento e superação: o livro de Jó (Parte 2)

Mansão do Caminho 07/02/2023 (há 3 anos) 42:56 5,899 visualizações 752 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 20: Sofrimento e superação: o livro de Jó (Parte 2) » Apresentação: Dr. Leonardo Machado

Transcrição

muito boa noite Vamos então continuar nossas reflexões em torno do Livro de Jó pensando nas questões do sofrimento do porquê do sofrimento e analisando hoje especialmente algumas características que não são muitos muito peculiares muito caras o que fala um pouco do sofrimento mais emocional então peço que você continue conosco nesta noite O Livro de Jó de certa forma é uma metáfora de simbologias sobre o sofrimento humano e como nós podemos lidar diante desse sofrimento e quando eu profissionalmente né médico psiquiatra e da psicoterapia Leia o Livro de Jó Como comentei no primeiro encontro da semana passada a primeira vez que li né algum relato foi muito sobre livros de psiquiatria falando de Jó como tendo um exemplo de depressão dentro da Bíblia ou seja de alguém que teria sofrido um quadro depressivo e que estaria ali uma descrição e de fato quando a gente começa a ver né o momento em que Jó passa por tanto sofrimento e a gente tem ali a partir dois né o capítulo 3 começam os discursos porque primeiro a primeira Gama de Sofrimentos que Jó enfrenta é uma gama de sofrimento mais mais do ponto de vista financeiro de pragas de perdas digamos as poças E aí vem a segunda Gama de Sofrimento as que são Sofrimentos de adoecimento digamos assim Sofrimentos mais de uma ordem natural né em que Satanás simbolicamente diria que quando a gente tem esse sofrimento a gente acaba esquecendo da gratidão a Deus acabarei esquecendo de toda a sua vinculação com o divino então em algum momento né aparecem três amigos de Jó Jó a gente estava com umas peles transfiguradas né como se coloca talvez fosse algum tipo de lepra porque naquele momento ela é para não era a hanseníase que nós escrevemos hoje mas algum tipo de adoecimento dermatológico qualquer tipo de adoecimento dermatológico que levasse a uma alteração mais significativa da pele era chamada de forma genérica de lepra mas ao que a gente vê no final né J tem uma obter uma cura dessa enfermidade mas depois de alguns anos né totalmente

e a uma alteração mais significativa da pele era chamada de forma genérica de lepra mas ao que a gente vê no final né J tem uma obter uma cura dessa enfermidade mas depois de alguns anos né totalmente transfigurado inclusive as pessoas não reconheciam é uma certa passagem uma simbologia três amigos dele vão ao encontro e o Livro de Jó ele se desdobra muito a partir desse encontro de Jó com os amigos que a princípio a gente fica assim poxa que coisa legal né foram três amigos ao encontro de jovem que tava sofrendo muito mas são três amigos que parece que colocam mais o dedo na ferida como a gente vai perceber e ali naquele aí vai ter um primeiro signo de discursos um segundo ciclo de discursos e a gente consegue entender né um momento no capítulo 3 em que Jó amaldiçoa o dia do próprio Nascimento então tem um momento que ele fala assim pereça o dia que me viu nascer a noite que disse o menino foi concebido esse dia que se torna em trevas que Deus do alto não se ocupe dele e sobre ele não brilhe a luz mas à frente nano Versículo 10 do capítulo 3 ele vai falar porque porque ele pergunta porque Deus não fechou as portas do ventre para esconder a minha vista tanta miséria porque não morri ao deixar o ventre materno oferecer ao sair das entranhas então a gente vê claramente aí se a gente for pensar do ponto de vista psiquiátrico o que a gente chama de ideação suicida passiva Inclusive a gente tem alguns tipos de ideação de suicídio tem aquela ideia Santa suicídio que a gente escuta a pessoa falando eu queria morrer ou eu queria tirar a própria vida essa é uma ideação de suicídio mais ativa depois disso tem um risco maior que seria um planejamento a pessoa não mais fala que queria morrer ou que queria tirar a própria vida mas ela pensa como fazer isso isso traz sim um risco maior e em geral traz um demonstra um grau de Sofrimento muito grande mas é muito comum que pessoas que tenham uma fé religiosa que tenham alguma crença por exemplo pessoas espiritistas ou pessoas que acreditam que algo depois da morte

um grau de Sofrimento muito grande mas é muito comum que pessoas que tenham uma fé religiosa que tenham alguma crença por exemplo pessoas espiritistas ou pessoas que acreditam que algo depois da morte aconteça e que o dom da vida só pode ser dado e retirado pela divindade essas pessoas costumam ter um bloqueio né quando estão com a dor a fé delas costuma bloquear esse tipo de pensamento de suicídio ativo então é mais comum encontrar pensamentos dessa forma porque eu existo né porque Deus me criou porque eu não tenho uma doença e começam a pensar em algum tipo de adoecimento era melhor que eu tivesse tal doença do que estivesse vivo então de fato essa fala de Jó demonstram o sofrimento muito profundo que a gente encontra com grande frequência em pessoas que estão passando por transtornos psiquiátricos especialmente depressão obviamente que há um debate se a ideação de suicídio aconteceria apenas em pessoas com depressão ou transtornos psiquiátricos eu poderia acontecer em pessoas que não estariam passando por transtornos depressivos quando a gente vai fazer uma análise da suicidologia né pessoas que são especialistas em suicídio e em geral psiquiatra Estuda bastante esse tema porque é lida com esse tema constantemente no seu dia a dia de atendimentos a gente vai perceber que sim A grande maioria das pessoas né que passam por pensamentos mas depressivos de suicídio dessa forma estão passando por algum sofrimento de natureza psiquiátrica e a depressão é dúvida é um dos principais tipos de adoecimento que geram esse tipo de pensamento então muito interessante a gente parar para pensar quando alguém comunica esse tipo de dor né do tipo amaldiçoar o dia que nasceu né porque eu me cri porque eu existo porque essa pessoa sendo espírita por exemplo ela às vezes não vai ter uma ideia Santo suicida de tirar a vida porque ela sabe das consequências já leu ali por exemplo a memória de um suicida da Ivone da moral Pereira já leu Os relatos do céu e o inferno de Allan Kardec né o relato de espíritos Então

ar a vida porque ela sabe das consequências já leu ali por exemplo a memória de um suicida da Ivone da moral Pereira já leu Os relatos do céu e o inferno de Allan Kardec né o relato de espíritos Então ela bloqueia esse tipo de pensamento de vinho mas a doce traduz em outros pensamentos né e muitas vezes não necessariamente o dia em que ela nasceu ali Jó mas o dia que ela foi concebida porque a questão do suicídio se apresenta para uma pessoa mais espiritualista como algo mais profundo é a ideia que ela não queria ela não queria ter uma existência espiritual e ela sabe que ao tirar a vida física ela não vai tirar a existência espiritual ela vai permanecer e por isso que eu sempre coloco quando analiso esse tipo de situação que o grande aprendizado que ele deve fazer e precisa fazer na nossa existência antes de qualquer outro aprendizado é um aprendizado de autoaceitação e de automotor a percepção de que eu estou destinado a conviver comigo mesmo antes de qualquer convivência externa eu estou destinado a aprender a conviver com a minha intimidade então o trabalho de Alto amor é o primeiro trabalho que a gente precisa fazer na nossa existência E aí quando a gente pensa na fala crítica amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo o trabalho de amar a divindade que algo mais etéreo né para o nosso entendimento algo mais etéreo de entender os desígnios da divindade né a providência divina é muito mais profundo quando do que a gente imagina né Então vem o trabalho do amar o outro né como sendo uma extensão da Criação Divina quando eu amo o outro eu estou amando Deus eu estou amando a divindade mas Em contrapartida quando eu amo a mim mesmo eu estou mais apto a amar a existência que existe ao meu redor então eu costumo dizer que você e eu estamos destinados ou fadados a permanecer com nós mesmos né permanecer conosco por toda a imortalidade então a gente deve se esforçar para aprender a nos amar integralmente não é se acomodar no equívoco mas amar integralmente e é

a permanecer com nós mesmos né permanecer conosco por toda a imortalidade então a gente deve se esforçar para aprender a nos amar integralmente não é se acomodar no equívoco mas amar integralmente e é interessante Jó a gente observa em Jó esse trabalho porque porque ele coloca para fora sua dor né conversando com seus amigos Imagina assim poxa foram três amigos ao encontro dele ele imaginou que talvez pudesse desabafar então ele fala das suas intimidades né da sua dor mais íntima e logo adiante no capítulo no Capítulo 7 por exemplo ele vai dizer quando me deito penso quando virá o dia e ao me levantar eu penso Quando chegará à noite isso traduz uma tristeza muito grande né Tipo quando eu tô acordado eu já quero dormir mas quando eu me deito para dormir eu não consigo porque veio uma série de pensamentos né mas autodepreciativos às vezes a própria insônia então é um sofrimento dia e noite porque é um sofrimento que não está numa parte do corpo mas está na intimidade porque veja Quando é a minha pele é como se fosse uma parte de mim quando é o meu filho é como se fosse uma parte de mim mas quando é a minha mente que está adoecida é como se fosse eu próprio adoecido né então é o meu todo que está em sofrimento não é uma parte de mim então é um sofrimento atrás e J2 muito bem o Livro de Jó quando me deito eu penso quando virá o dia ao me levantar penso Quando chegará à noite e pensamentos loucos veja só pensamentos loucos invadem-me até ao Crepúsculo meu corpo cobre se diverte e pústulas ele tá fazendo referência ao adoecimento dermatológico a pele rompe-se pura meus dias correm mais rápidos do que a lançadeira e consomem-se sem esperança é muito interessante a gente pensar a depressão me dizer um professor de psiquiatria é uma doença muito triste e Traiçoeira porque ela acaba matando o que deveria morrer por último no ser humano que é a esperança ao ditado popular que diz que a esperança é a última que morre mas quando a gente vê por exemplo o Livro de Jó a gente percebe que a esperança está consumida

por último no ser humano que é a esperança ao ditado popular que diz que a esperança é a última que morre mas quando a gente vê por exemplo o Livro de Jó a gente percebe que a esperança está consumida ele se consome inclusive porque ele está sem esperança Mas o que eu acho interessante é que ele relata a dor dele e os amigos não fazem uma um acolhimento dessa dor ao contrário né No primeiro discurso o que é que um dos amigos dele vai dizer é lipas né de temã ele vai falar da confiança em Deus mas vai fazer um julgamento né do tipo olha por que que tua voz hoje está vacilando no Capítulo 4 Versículo 5 por que você perturba se perturba hoje né quando tudo cai sobre você grita E aí tem uma certa ironia né me parece uma certa ironia no capítulo 5 esse mesmo colega dele você grita para ver se alguém te responde a qual dos Santos você se dirige E aí Jó ele em seguida vai reafirmar a do dele vai reafirmar a dor dele e vai dizer assim ah se você pudesse pesar a minha aflição e por na balança o meu Infortúnio ele vai afirmar olha de certa forma eu tenho até um direito mesmo de de reclamar né de expressar o meu o meu sentimento de expressar a minha dor tá desestressar a minha a minha angústia e aí vem Será que a falsidade em meus lábios pergunta Jó quando eu tô falando da minha dor do meu sofrimento da minha tristeza da minha vontade de não ter vindo a vida será que meu Paladar não poderá distinguir o mal e é uma fala muito muito bonita muito poética do tipo Olha eu não tenho como negar essa dor que eu tô tendo Será que o meu Paladar não consegue distinguir o gosto ruim então é como que ele dissesse assim olha não sou masoquista eu não quero cultuar o sofrimento mas eu percebo o sofrimento né e meu Paladar ao perceber o sofrimento ele não tá se colocando como falso não é falso essa minha dor eu não tô digamos assim me vitimizando eu estou sentindo essa dor tá por isso ele vai dizer eu não refriarei a minha língua e falarei com Espírito angustiada e me queixarei com a alma amargurada há caso

não tô digamos assim me vitimizando eu estou sentindo essa dor tá por isso ele vai dizer eu não refriarei a minha língua e falarei com Espírito angustiada e me queixarei com a alma amargurada há caso sou o mar ou o dragão para que ponhas uma guarda contra mim porque você não Afasta de Mim o olhar e não me deixa até que te até que tiver engolindo saliva porque não perdoas o meu delito e não deixa de passar a minha culpa então é interessante você tá vendo aqui né como amigo para conversar comigo ou tá vindo como amigo para me julgar e para digamos assim patrulhar a minha dor que é interessante a gente pensar isso é Engenheiro né de evolução alheia é muito interessante a gente avaliar né Eu acho muito interessante até espiritistas que fazem isso né do tipo Ah ele deveria passar assim por essa dor mas muito fácil você avaliar como é que o outro deveria passar pela doce não é você que tá passando pela dor então ditado popular deles assim cada um sabe a pedra que está no seu sapato né cada um sabe a dor que aperta mais então é muito fácil ser evoluído com a dor alheia Esse é um ponto importante da gente entender Assim fica muito é muito fácil fazer caridade com né o tempo alheio com o dinheiro alheio Ah se eu tivesse dinheiro como Fulano eu faria isso mas um pouco que você tem você não faz então será que você tivesse muito você faria Ah mas ele deveria né porque ele é uma pessoa mais evoluída do que eu então é uma coisa é uma coisa curiosa a gente poder pensar então J sendo honesto com ele próprio né e com aqueles que ele entende como sendo amigos mas os amigos né colocam mais Dedo na Ferida e julgam né a queixa de Jó e não é que Jó vai ficar se lamuriando Então esse é um ponto importante não é tanto que o ditado popular fala a paciência de Jó Então o que ficou marcado em no Livro de Jó e na trajetória de Jó é a paciência que ele tem a resignação que ele tem então é curioso por isso que eu achei curioso a primeira vez que ele Jó como um exemplo de alguém que passa por uma depressão né

na trajetória de Jó é a paciência que ele tem a resignação que ele tem então é curioso por isso que eu achei curioso a primeira vez que ele Jó como um exemplo de alguém que passa por uma depressão né que passou por uma depressão tendo em vista que ele existiu mesmo porque às vezes antes de me tornar médico né de me formar talvez eu também pudesse pensar muito jovenzinho de que os né o queixasse a partir de um sofrimento legítimo sofrimento humano seria um sinônimo de não ter resignação ele não ter paciência Mas a questão não é o se queixar é óbvio que você vai se deixar é óbvio que eu vou me queixar porque eu não sendo masoquista você não sendo masoquista Ou seja você não sendo uma pessoa que cultua a dor né o sofrimento você vai distinguir Como já fala no paladar o mal a dor e a gente por não ser masoquista não gosta disso a gente queria viver para sentir mais alegria a gente queria viver para sentir mais felicidade como vai muito bem dizer Aristóteles ser feliz é a grande meta humana ele fato quando a gente pensa na nossa meta espiritismo a nossa meta espiritual de evolução de atingir a perfeição a gente quer atingir a perfeição quer atingir a evolução porque a gente entende que esse é o grau de felicidade completa o grau de integração com Deus E aí é interessante que olha já demonstra muito bem isso nas no sofrimento que ele externaliza fica muito claro que o sofrimento que ele tem é também de não entender o porquê dele está passando por aquilo e não entender o porquê do sofrimento dele e aí vem os amigos né primeiro colocando um dedo na ferida julgando o próprio fato de Jó chorar o próprio fato de Jó é sofrer o próprio fato de Jorge está passando por uma depressão né me parece que sim quando eu vejo esses relatos são os sintomas depressivos clássicos muito poéticos inclusive que traduzem muito bem a angústia humana e ele julgam o fato de Jó está passando por esse momento isso fica de certa forma encrustado assim na nossa cultura então todo mundo vão se a pessoa chora por

que traduzem muito bem a angústia humana e ele julgam o fato de Jó está passando por esse momento isso fica de certa forma encrustado assim na nossa cultura então todo mundo vão se a pessoa chora por causa de um câncer né fala da dor por causa de um câncer todo mundo entende mas se a pessoa passa por uma depressão né as pessoas não entendem e ainda julgam a depressão como sendo falta de fé como sendo falta de paciência como sendo falta de resignação e não entende por exemplo que apesar de Jó mal dizer o dia que ele nasceu ele próprio não tirou a própria vida Então apesar de psiquiátricamente falando de fato ele está passando por um quarto depressivo e tá e está cheio de pensamento como ele coloca pensamento os loucos noite e dia né pensamento de pensamentos de morte ele próprio não faz nada contra a vida dele então ele próprio tem paciência porque ter paciência quando tudo vai bem é uma coisa já é difícil né porque a gente é muito ansioso a gente quer logo para ontem as coisas em geral não só para coisas ruins Mas para coisas boas a gente não consegue esperar o tempo mas é mais fácil ter paciência quando tudo vai bem quando as coisas vão mal né quando a gente tá sofrendo o tempo parece não passar o momento Alegre Passa rápido demais o momento triste parece ser uma eternidade então é um pouco mais difícil ter paciência Então o que passa para apogeridade é o exemplo de paciência de Jó E aí uma qualidade que a gente entende no encontro Espírita como sendo algo muito importante porque apesar de estar sofrendo apesar de mal dizer o dia que nasceu ele próprio não tira a vida então é legítimo o sofrimento dele abra lá uma página do Evangelho Segundo o Espiritismo chamada a paciência da prefeitura né um espirito amigo a benfeitora Joana ali se apresentando como espírito amigo e vai dizer assim a vida é difícil né É bem difícil eu sei É como se fossem pequenos espinhos né as dores podem ser parecer pequenas mas elas vão se somando vão se somando e vão gerando Sim esse sofrimento Então ela legitima

é difícil né É bem difícil eu sei É como se fossem pequenos espinhos né as dores podem ser parecer pequenas mas elas vão se somando vão se somando e vão gerando Sim esse sofrimento Então ela legitima né Olha tudo bem você pode sim entender que a vida tem sofrimento você pode se queixar a questão é a gente não ficar permanecendo na queixa em se lamuriada mas aí vem a segunda argumentação dos amigos né desses três amigos a tese de que o sofrimento é consequência de uma maldade a tese de que se a pessoa sofre é porque ela fez algum mal e esse mal retorna como forma de Sofrimento então Jó né Na realidade em algum momento até o pessoal julga Olha você é muito vaidoso né do tipo você é muito orgulhoso por achar que você não deveria estar passando por esse ponto porque o sofrimento e apresenta essa tese o sofrimento só acontece com a pessoa ruim a pessoa que tá fazendo algo que fez algum mal mas já sabe quem ele é E aí logo depois ele vai dizer não olha eu fiz isso né Ou seja eu sei o que eu sou E aí por isso que ele ao saber o que ele é é que ele não entende porque como o homem da sua época essa tese era tese mais sustentada né do tipo só sofre aquele que é ruim aquele que faz algo de ruim contra a divindade contra a vida ele sabe não mas toda vida Amei a Deus né viver a vida de acordo com os princípios então ele não consegue entender essa Inclusive é o grande questionamento E aí ficam o primeiro o segundo discurso você tem um signo de discursos em que os amigos inclusive vão dando a argumentações argumentações e já vai se defendendo então eu acho muito curioso Porque além dele sofrer ele precisa legitimar o sofrimento dele e precisa se defender dizendo assim olha eu não sou o cara mais perturbado do mundo não Ou seja eu não tenho falta de fé eu tenho fé então é interessante isso porque a gente vê essa essa característica ou na pessoa pessoas do bem sabe nos procuram para ter uma ajuda e às vezes elas têm quase que se defender Porque estão com depressão é como se tivesse assim se

que a gente vê essa essa característica ou na pessoa pessoas do bem sabe nos procuram para ter uma ajuda e às vezes elas têm quase que se defender Porque estão com depressão é como se tivesse assim se sentindo fracassada sabe como se tivessem falhado moralmente falando e ali se justificam porque imaginaram Popular a ideia do adoecimento é como se fosse um castigo em consequência da maldade especialmente o adoecimento E aí eu costumo dizer Olha se você tem depressão se você tem algum quadro de transtorno depressivo esse inclusive é um indício bastante palpável de que você é uma pessoa boa Como assim porque o psicopata que aí sim O Psicopata a pessoa com personalidade antissocial seria o protótipo do mau caráter de uma pessoa ruim né ele não tem depressão porque para ter depressão A pessoa precisa ter sentir culpa a depressão como um excesso de culpa que a pessoa sente e o a pessoa que é psicopata né não vai ter depressão porque não tem culpa então o próprio fato de estar adoecido um quadro depressivo de certa forma já demonstra uma etapa posterior da nossa evolução se a gente pensar que a gente sai né de um estágio bastante perturbado de Sofrimentos porque porque a gente é criado simples né sem conhecimento sem complexidade mas a grande maioria de nós para nos dizer quais assim por cento faz a trajetória depois da criação primordial fazendo encrencas atrapalhos né então criando uma série de causas e efeitos que a gente pode dizer assim questões cármicas e em algum momento nós éramos as pessoas que impunham os sofrimento nos outros né éramos ali o tirano o 10 o assassino sanguinário ou seja aquela pessoa que fazia algo de ruim essa e naquele momento no nosso estágio evolutivo a gente não tinha depressão né Ou seja a gente não julgava que aquilo estava equivocada Então esse é um ponto interessante da gente parar para pensar o contrário né o próprio fato do adoecimento nessa esfera já demonstra algum grau de Despertar da consciência que não é um despertar digamos assim que a gente deseja que a

e da gente parar para pensar o contrário né o próprio fato do adoecimento nessa esfera já demonstra algum grau de Despertar da consciência que não é um despertar digamos assim que a gente deseja que a gente não quer ficar paralisado no sofrimento mas isso significa por exemplo um teste de aceitação E aí eu conversava com uma pessoa né teve permissão para falar sobre esse ponto específico e falava para sobre o livro de Jó né E ela com depressão na verdade é um transtorno bipolar e como grande parte das pessoas com transtorno bipolar a principal fase que a pessoa tem não é nem a euforia é mais a depressão ao longo da vida então ela dizendo Poxa eu não sei porque né eu tenho essa depressão faço na verdade ela tem a visão reencarnacionista ela falou Poxa eu não eu sei que tem um porque eu sei de um porque dessa existência eu acredito mas eu não consigo entender totalmente qual aprendizado que eu tô fazendo e a gente conversava e ela chegava na própria conclusão né o aprendizado da aceitação né da existência o próprio aprendizado de não tirar a própria vida apesar de todo o sofrimento atrás que o quadro depressivo traz né uma aprendizado de aceitação da vida de uma forma mais profunda de uma forma mais até difícil então ela falava chegava nessa conclusão depois de muito tempo da necessidade da aceitação né da existência como ela é não é cultivar a depressão para ficar deprimido para sempre mas é aceitar o fato da existência apesar das dificuldades Esse é um grande aprendizado e esse é um grande aprendizado que a gente vê no Livro de Jó o aprendizado da paciência de alguém que sim parece ter um quadro depressivo sim tem uma ideação de suicídio passiva mas que permanece resignado com paciência mesmo sem entender o porquê daquele sofrimento mas ele vê que ao longo da sua vida ele tinha feito digamos uma vida inconsonância com a divindade E aí esse é o grande propósito do livro de Jó questionar essa verdade posta de que o sofrimento vem apenas para as pessoas ruins digamos assim né e colocar

gamos uma vida inconsonância com a divindade E aí esse é o grande propósito do livro de Jó questionar essa verdade posta de que o sofrimento vem apenas para as pessoas ruins digamos assim né e colocar uma outra perspectiva ah Léo mas a gente enquanto Espírita A gente sabe de que as coisas que a gente passa hoje do ponto de vista de expiação ponto de vista de Sofrimento tem um porquê se não tá nessa existência tem um porque em outras existências mas esse é o ponto que a gente precisa entender da doutrina espírita da reencarnação e da lei de causa e efeito e que vem ao encontro do que o Livro de Jó nos ensina muito embora o Livro de Jó não fale de reencarnação né ele não vai se colocar nesse ponto né como a doutrina espírita vai nos propor Mas a questão é o seguinte o próprio fato de eu estar podendo expiar o próprio fato de estar podendo viver uma nova existência e está passando por essas expiações né E esse sofrimento já indica uma arrependimento ou seja o próprio fato da culpa o próprio fato do sofrer já indica um arrependimento e a própria existência é uma grande reparação então a tese de que o sofrimento hoje indica uma maldade né uma perversão uma perturbação hoje não não se sustenta com a visão reencarnacionista porque a visão recanacionista espiritista vai nos colocar que o próprio fato da doença já é o primeiro caminho para a saúde agora a gente precisa pensar de uma maneira mais Ampla Inter existencial E aí a gente vai perceber a nossa postura se a gente tem uma postura de revolta quer dizer que a lição não tá sendo bem apreendida se a gente tem uma postura de pouca resignação né de se revoltar diante da dor aí sim a gente tá mostrando que a gente não tá conseguindo aprender Então como se fala repetindo a lição e vai precisar repetir e aprender pelo pela repetição e não pela qualificação do nosso tempo então não é a presença da dor em si que vai nos qualificar não é a presença da doença em si não é a presença da depressão isso porque ela já é uma oportunidade de

não pela qualificação do nosso tempo então não é a presença da dor em si que vai nos qualificar não é a presença da doença em si não é a presença da depressão isso porque ela já é uma oportunidade de atingirmos um estágio posterior mas é a minha postura então eu posso ter uma postura de paciência apesar do adoecimento mesmo que em algum momento eu vou me queixar e essa queixa é legítima mas se eu tenho uma postura de resignação de aceitação e de paciência que Jó nos exemplifica a gente não vai ficar preso nesse sofrimento e aí vem o Talvez um dos argumentos mais plausíveis né que é o argumento de Lu em que ele vai dizer assim olha o sofrimento não deixa de ser um teste né para pessoa justa não deixa de ser um teste para a pessoa que está passando por esse sofrimento Então vamos pensar né porque a grande questão é porque uma pessoa do bem sofre porque o homem justo sofre ou seja porque alguém Como Jó que não tem uma questão de equívocos desde a existência está sofrendo E aí vem a questão reencarnacionista que a gente tá colocando né mas que não seria o sinônimo de que eu sou perturbado hoje tá porque seria muito simples né do tipo vou fazer a classificação espiritual de acordo com a presença ou não de adoecimento isso seria muito simplório porque você vai descer eu vou adoecer e às vezes todo mundo vai adoecer de uma forma de outra está vivo e nos impõe alguma adoecimento porque é impossível digamos da nossa estágio evolutivo a gente não passar por nenhum adoecimento então Você vai ver o adoecimento em várias figuras de destaque agora a minha destaque espiritual inclusive agora a minha postura é que vai dizer o quão digamos assim eu estou aprendendo a lição mas é o outro ponto de forma geral esse sofrimento essa dor que a pessoa justa passa não deixa de ser um teste né que ela própria está passando em relação a sua capacidade de resignação de resiliência e a postura que ela tem não deixa de ser também uma exemplificação para aqueles que estão ao redor dela vendo a postura

a própria está passando em relação a sua capacidade de resignação de resiliência e a postura que ela tem não deixa de ser também uma exemplificação para aqueles que estão ao redor dela vendo a postura que ela tá tendo diante do Sofrimentos expiatórios e aquela expiação começa a se transformar em uma pequena tarefa em uma pequena missão Então veja o exemplo de Jó a missão dele de dar um exemplificação de postura de paciência para uma humanidade e um livro fica ali né para o primeiro para uma cultura Judaica e depois para uma humanidade né uma cultura Judaica Cristã e de paciência de resignação mas para isso a gente precisa entender que a gente não consegue compreender a profundidade da providência divina e aí o discurso dele ou vai colocar Exatamente isso mesmo que você não entenda o povo menor da tua vida mesmo que você não entenda os pormenores do sofrimento a gente precisa continuar a Léo mas enquanto Espírita gosta de entender tudo e vou dizer você não vai entender tudo você não vai saber de tudo E aí sim o livro de gel da outro ensinamento a postura de humildade de que a gente sabe as coisas genéricas né Ou seja é um quadro expiatório foi um como colocaria um livramento de passeio Ou seja eu consegui a partir do meu mérito Diminuir a intensidade da dor mas os pormenores né O que é que aconteceu na existência passada a gente não vai necessariamente entender todo mundo sabe a gente não sai assim com a revelação de tudo dos pormenores que acontecem na nossa vida a gente tem que ter humildade em prol da fé a nossa humildade de entender a nossa ignorância ou a nossa não Sapiência diante da profundidade da vida vai aumentar a nossa fé e ao mesmo tempo a nossa fé vai aumentar a nossa humildade e de certa forma é isso que o Livro de Jó também trata né a postura de humildade de que olha eu não entendo o Livro de Jó passa né o livro inteiro um livro até grande extenso mas jó não consegue entender o por menor do sofrimento dele ou seja a pergunta principal do porquê do sofrimento

olha eu não entendo o Livro de Jó passa né o livro inteiro um livro até grande extenso mas jó não consegue entender o por menor do sofrimento dele ou seja a pergunta principal do porquê do sofrimento especificamente não é respondida ao contrário a resposta vem com outra perspectiva antes né é eu escutava falar agora eu vejo a experiência Mística que já tem depois né Desse discurso deleu que o discurso deleu é muito talvez de todos os discursos talvez não é o único discurso bastante apropriado que fala assim olha Jó chama Jó a atenção da humildade chama a atenção para que ele tenha paciência que ele não vai conseguir Entender a profundidade do desígnios E logo depois Jó tem uma experiência Mística mas e essa experiência Mística vai trazer para ele a certeza a convicção de que eu não sei porque eu estou sofrendo mas eu sei que agora né eu tenho uma experiência de Deus e o sofrimento me deu a oportunidade de ter essa experiência de Deus e reafirmar a existência de Deus reafirmar a gratidão a partir da minha vida essa é a grande resposta Então veja não resposta específica para o sofrimento mas é o sofrimento do porque do sofrimento mas o sofrimento como sendo uma possibilidade de experiências místicas da divindade a gente se transcender né nesses momentos de dor e aí sim a gente entende a fala de Joana de Ângelis um espirito amigo na mensagem a paciência a dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos então não maldizeis né quando ela chega a dor é uma benção que Deus envia os seus eleitos uma ou seja uma experiência que pode nos transformar nos fazer transcender sem a gente ficar de forma masoquista mas tendo paciência para podermos entender né que tudo vem no seu tempo e agora a dor no poder despertar algo mais profundo dentro de nós Esse é um ponto que a gente queria terminar hoje pensando nessa frase de anjo né A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos então Jó ao invés de ser um espírito perturbado mal ao contrário era um escolhido de Deus para exemplificar a postura de paciência para

se de anjo né A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos então Jó ao invés de ser um espírito perturbado mal ao contrário era um escolhido de Deus para exemplificar a postura de paciência para todos nós que sofremos e não temos paciência que sofremos e não temos tanta resignação quanto o JV mas para isso a gente precisa entender que o primeiro passo é até se queixar se confidenciar para um coração amigo para uma pessoa que acolha sem julgamentos para que a gente possa então fazer o passo seguinte da aceitação mais profunda da nossa existência até a semana que vem e que você fica em paz e que nós fiquemos em paz ao longo da semana

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