T9:E7 • Vida: Desafios e Soluções • Fatores de insegurança (parte 2)

Mansão do Caminho 09/01/2026 (há 2 meses) 1:01:23 484 visualizações

Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis • Temporada 9 Temporada 09 – Vida: desafios e soluções Episódio 07 – Fatores de insegurança (cap. 3, parte 2) Dando continuidade ao estudo do capítulo 3 de Vida: desafios e soluções, este episódio aprofunda a análise dos itens 3.3 – Afetividade conflitiva e 3.4 – Apoios ineficazes. O diálogo esclarece como as dificuldades nas relações afetivas e a busca por apoios frágeis influenciam a insegurança interior e o equilíbrio emocional. 📘 Obra estudada: Vida: desafios e soluções, de Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis 🎙 Apresentação: Gelson Roberto 👥 Convidadas: Marluce Renz e Adriana Lopes #JoannadeAngelis #PsicologiaEspírita #DivaldoFranco #Espiritismo #VidaDesafiosESoluções #Afetividade #Autoconhecimento #TVMansaodoCaminho #EspiritismoPlay *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Meus amigos, bem-vindos a esse encontro abençoado do nosso estudo da série psicológica Joana deângeles. Estamos nesse momento dando vida Desafio Soluções, que é o volume 8 da coleção da série psicológica. Hoje o capítulo três, fator de insegurança, em especial dois últimos itens, afetividade conflitiva e apoio ineficaz. Conosco hoje Adriana e a Marluz, bem-vindas também, né? E desejamos a todos, então, a nossa saudação, nosso abraço para esse momento especial de estudo. Bem, vamos então trabalhar esses temas que diz diz diretamente respeito a todos nós, né? Porque essa questão do afeto e das emoções são uma das mais delicadas e complexas da realidade humana. A gente sabe o quanto o mundo afetivo é atravessado por vários fatores que muitas vezes provocam reações e quadros emocionais eh complexos, difíceis e como diz a Joana aqui, né, estado de desequilíbrios por parte da nossa natureza afetiva. Então, eh eh justamente a prefeitora vai trazer a partir desse momento do capítulo, né, a importanto e eh essa gênese, né, o que que envolve as perturbações afetivas que levam ao desajustamento eh o desajustamento emocional. Então, eh, ela vai trabalhar muito a carência e a insegurança, né? Então vamos pensar um pouquinho a partir da que questões são essas que ela tá trazendo para nós. >> Olá, né? Com muita alegria que estamos novamente, né, Marlúci, para trabalhar um tema tão profundo, porque realmente essa questão da afetividade, né, permeia todos nós. E e é importante entender que o afeto, né, é o que traz brilho, que traz for pra vida. E o quanto que essas questões, veja, né, até da possibilidade do próprio do livro, ela começa trabalhando no primeiro capítulo questões da vida, né, depois o sentido existencial e agora ela já traz esses fatores que realmente são muito importantes que a gente possa estar pensando e até tentando se colocar, né, em que local que eu me enquadro nessas questões, porque conflitos nessa área todos nós temos, né? Eh, e aqui ela vai trabalhando de uma forma muito bonita a

tar pensando e até tentando se colocar, né, em que local que eu me enquadro nessas questões, porque conflitos nessa área todos nós temos, né? Eh, e aqui ela vai trabalhando de uma forma muito bonita a construção dessa afetividade conflitiva, né, no decorrer do texto. Então, um texto muito profundo, importante pra gente tá podendo ampliar um pouquinho ele. >> Interessante, né, eu tava pensando esse capítulo três, eh, ela começa falando desses fatores de insegurança da gente nessa vida, né, nesses desafios que a vida nos traz. E a gente tava falando antes da astúcia, falando da mentira e agora vem essa questão do afeto. E eu acho que aqui ela toca num ponto que todos nós em alguma medida nos nos identificamos assim, né? Porque ela fala muito da questão da carência e das inseguranças que nos que nos permeiam, né? E isso tudo vai gerando a a uma forma como a gente vai se relacionando, como a gente vai se colocando no mundo. Então todos nós, né, buscamos afeto, né? Todos nós queremos ser amados, mas a gente busca isso às vezes de uma maneira meio torta, meio esquisita, né? E aí que começa a aparecer as nossas carências na forma como a gente exige das relações. Aí ela faz uma descrição bem interessante aqui, né? As relações que se tornam relações extremamente demandantes, né? Ela aborda temas muito muito pertinentes aqui dos ciúmes, né? Então, todo esse desenrolar, mas que eh todos nós de alguma medida vivenciamos, né? né? Como é que as nossas inseguranças vão aparecendo nas nossas relações e comprometendo as relações e também trazendo às vezes desequilíbrio, como ela vai falar, né? >> É, é o que o campo afetivo ele envolve realmente esses elementos todos que nos vinculam, cria laços entre nós, né? Eh, e aí de uma certa maneira implica uma série de de questões, né, de tendências, emoções, né, eh, sentimentos e que a gente é atravessado todo momento, né, ligado a essa esse esses eh aspectos que potenciam o ser humano a se expressar no mundo e se vincular ao outro, né, seja a partir do apego lá na

ntimentos e que a gente é atravessado todo momento, né, ligado a essa esse esses eh aspectos que potenciam o ser humano a se expressar no mundo e se vincular ao outro, né, seja a partir do apego lá na na infância, seja a partir das representações emocionais e afetivas que vão sendo construídos ao longo da da caminhada, construção da personalidade. E e se implica também, né, autoestima, as cargas hormonais, envolve também eh o o o tipo de vínculo, né, que vai se construindo, em cima de que esse vínculo se constrói. Então, realmente o afeto, né, eh, acaba sendo um campo rico de suscetibilidade do ser humano na sua experimentação, eh, enquanto condição, né, que que envolve a sua relação com o mundo externo e consigo consigo mesmo, né? Então, por isso que ele é tão importante, né, esse esse tema para todos nós. >> E é interessante como ela começa o texto, né? Então ela começa o texto falando que dentre essas condutas perturbadoras, que ela já trabalhou ali a questão da astúcia e da mentira, ela fala que convém que seja destacada essa afetividade. Então ela fala da relevância que o tema nos traz, que ela nos traz esse tema. E a importante importância porque de certa forma, né, olha, eh essa relevância apresentada pela criatura humana que desajustada emocionalmente expressa aqui essa palavra que eu quero enfatizar, todos os seus tipos de realizações mediante estado de desequilíbrio, gerando novas ansiedades, insatisfações e desajustes. Então, vejam, todos os tipos de realização acaba sendo contaminado. Então veja, ela fala da vida, dos problemas da vida nos capítulos anteriores e agora, né, essa questão, esse conflito, né, diante do afeto, da afetividade, ele vai como que contaminar todas as nossas eh realizações eh de forma ansiosa, de forma, né, desajustada, com insatisfação e e e com isso a gente vai contaminando tudo com a nossa carência, com a nossa insegurança. Então, importantíssimo esse início e ela coloca todos, né, expressa todos os tipos de realização. Eh, na verdade acho que não tem ninguém

ntaminando tudo com a nossa carência, com a nossa insegurança. Então, importantíssimo esse início e ela coloca todos, né, expressa todos os tipos de realização. Eh, na verdade acho que não tem ninguém que não tenha algum elemento, algum núcleo de conflito afetivo, né, que, ou seja, eh, já que a afetividade, a cognição e e a dimensão motora formam elementos que vão organizar a construção, né, da personalidade e o afeto tá presente em tudo, até na educação, na relação professor, aluno, na terapia, né, do paciente com terapeuta e nos vínculos sociais, né, de trabalho, enfim. Então, eh, é natural, né, que em alguma medida nós tenhamos alguma dificuldade ou desafio no plano afetivo. Mas a grande questão é quando essa afetividade enquanto conflita se torna um jeito de ser, né? Um padrão ou um transtorno afetivo, uma condição básica de funcionamento, aonde a pessoa, como diz a Joana, vive estado de desequilíbrio, né? com uma série de reações emocionais que adivém desse estado de perturbação. E aí ela diz, né, na sequência ali, muito interessante que a carência, especialmente a carência afetiva em segurança, normalmente produzem comportamentos antinaturais, né? Então eu fiquei pensando nisso, né? Que ela diz instáveis que chamam a atenção de forma desagradável, né? Então, aquilo que eh sempre tá faltando alguma coisa, né, na carência, eu tô sempre buscando que o outro dê conta do meu mundo interno e não tem nada que que, né, que que me convença, né, porque a carência é tão grande às vezes que não tem nada que a pessoa faça, que faça o outro se sentir amado, querido, né? e essa coisa de comportamentos antinaturais, então cria nas relações afetivas um peso muito grande, né, e se tornam relações muito demandantes, eh, complicadas, né, que depois ela vai aprofundar ali quando começa a questão do ciúme também, né? Então, a a vida emocional acaba ficando muito empobrecida ali, né? E e como ela diz, eh, instáveis, né? Então são relações assim que causam nesse nível de perturbação eh um sofrimento muito

ambém, né? Então, a a vida emocional acaba ficando muito empobrecida ali, né? E e como ela diz, eh, instáveis, né? Então são relações assim que causam nesse nível de perturbação eh um sofrimento muito grande também, né? Tanto para quem demanda como para quem tá ali, né, sendo a pessoa que recebe toda essa projeção aí, né? É, é interessante, eh, porque realmente, né, todo, todo relacionamento envolve convivência, envolve comunicação, envolve atitude no sentido de tu afetar o outro e ser afetado pelo outro, né? Então, e esse movimento é um processo recíproco, né? Quando uma das partes não desenvolve os atributos necessário a uma boa convivência, eh, isso torna um relacionamento difícil. E no caso da carência, da insegurança, a gente tem duas questões muito importantes aí. Uma é a minha imagem, o meu valor, que de uma certa maneira eh se constitui a partir da carência e da insegurança, que é tá danificado, e o valor do outro, né? Porque de uma certa maneira eh tudo aquilo que eu não elaboro em mim e que de uma certa forma fica mal estruturado, eu vou tentar compensar e projetar no outro como uma forma de buscar justamente preencher essas lacunas que ficaram meu meu processo psicológico. Então isso torna mais complicado, porque não é não é só eu comigo mesmo na minha insegurança e na minha carência, é eu com outro, onde o outro acaba sendo parte personagem do meu drama emocional afetivo. E aí ele assume um lugar de acordo com essa condição emocional minha. E aí realmente toda a dinâmica relacional vai ser eh pincelada, né, colorida com essa dimensão eh complexa onde a insegurança e a carência vão tomar frente nos processos de de vínculo. >> E na sequência ela vai falar o quanto que isso vai ser danoso quando a pessoa começa a confundir afetividade com paixão, né? Então, aí depois ela vai falar desse mecanismo, né, de transferência que ocorre, mas eu queria antes disso até separar, né, explicar um pouquinho, né, o que que é afetividade e o que é a paixão, né? Porque a palavra

s ela vai falar desse mecanismo, né, de transferência que ocorre, mas eu queria antes disso até separar, né, explicar um pouquinho, né, o que que é afetividade e o que é a paixão, né? Porque a palavra paixão vem de patos, vem de patologia, porque na realidade paixão não é um sentimento, não é um afeto, né? ela acaba sendo eh uma doença, porque o apaixonado é aquilo, ela vai mostrar esse mecanismo de projeção que acontece, que a pessoa projeta no outro todos esses fatores dele de insegurança e começa a exigir que o outro dê conta disso. Por isso que normalmente no senso comum as pessoas falam: "Toda paixão acaba". E acaba sim, porque ela não é sentimento, né? Enquanto a afetividade, né? Graças a elas, as pessoas começam criar vínculos, né, desenvolver o sentimento, amor, afeto. Na paixão, ela é fruto de uma projeção. Então isso daí acaba, né? Então olha, a paixão é um fenômeno de transferência psicológica em que o indivíduo se deslumbra por si mesmo. Então eu olho o outro e fico deslumbrado por mim. Olha que louco, né? Aquela frase: "Eu sou tão você, tão você, que eu sinto saudade de mim, né? mais ou menos uma coisa assim, né? Porque ele olha no outro e ele se vê. Então é algo eh eh que ele reflete naquele que atrai e que provoca encantamento. Por que que existe um encantamento? Porque existe um númerem? Porque trás, atrás dessa projeção tem um arquétipo, né? Mas é é um núem do arquétipo, não é daquela relação. Aquela relação ela não existe, porque não tem como eu me relacionar com o outro se eu vejo no outro a mim mesmo. Então percebe por que que vai gerando essas relações patológicas, né, que não é um sentimento real, né? Por isso que ele tá fadado a acabar. Então, como o indivíduo tenta conquistar o ser que lhe desperta a paixão, aí ela vai desenvolver o que a Joana fala por piedade, né? Vai tentar se fazer simpáticos, vai tentar se fazer necessário, mas acaba se tornando que ela coloca um servo amante, né? Então ele serve para poder cobrar depois. Então é muito complicado uma relação que

tentar se fazer simpáticos, vai tentar se fazer necessário, mas acaba se tornando que ela coloca um servo amante, né? Então ele serve para poder cobrar depois. Então é muito complicado uma relação que tem por base esse mecanismo psicológico e que e e isso me chamou muita atenção aqui mesmo, né? Como é que funciona esse mecanismo aí que vem por essa ah, né? Quer ser simpático, é conquistar o outro, né? Que tem a pena de de você, que que se faz necessário. E às vezes isso fico fico pensando, né? que às vezes a pessoa não se dá conta do nível de carência que ela tem ou de toda essa projeção, né? Porque a gente tá falando como se fosse algo às vezes de caso pensado, mas não necessariamente é assim, né? A gente quando tá nas relações pode até às vezes não perceber que essas coisas estão acontecendo e o quanto ã eu ali também ela fala, né, de isolar o afeto dos outros relacionamentos e atividades, né? Então, a gente às vezes faz isso de uma maneira eh que não parece tão ostensiva assim, né, mas sem perceber tá por trás de uma necessidade emocional da gente, né, que a gente não consegue identificar, né, porque não é fácil às vezes a gente chegar, né, nisso, do quão carente realmente nós somos. E acontece uma coisa interessante que depois ela vai desenvolver, que daí se torna uma questão onde tu aprisiona o outro, né, e tu mesmo fica aprisionado. E isso, né, eh, seria o contrário do amor, né, a antítese do amor, né, porque o amor pressupõe deixar o outro livre, né, e não esse aprisionamento que é essa afetividade perturbada. Eh, e me chamou atenção isso assim, que isso pode acontecer em vários níveis, né? Não num nível tão patológico, mas nas nossas relações diárias que a gente às vezes nem se dá conta. Isso passa meio que despercebido, né? É interessante que quando eu tava na faculdade, o conceito de paixão que que eu aprendi é sentimento eh de forte intensidade, de grande duração e com tendência a fugir da realidade, né? Porque justamente o que caracteriza a paixão são emoções

dade, o conceito de paixão que que eu aprendi é sentimento eh de forte intensidade, de grande duração e com tendência a fugir da realidade, né? Porque justamente o que caracteriza a paixão são emoções muito fortes, movido por impulsos, reações físicas, né, e de uma atração muito intensa, né? Então, apesar dela ser passageira, né, é uma é um passageiro que pode durar muito tempo do ponto de vista dos dramas e e condições que que a gente vive, né? E aí a gente entra, a gente vê assim que a paixão ela é parte do campo afetivo. Quando a Juna fala que confundir afetividade com paixão, é afetividade enquanto capacidade de se vincular de maneira adequada, porque depois vai dizer que que essa manifestação afetiva da paixão, ela é egoísta. Então, na verdade, ela ela tá dizendo que que a paixão é uma forma de manifestação eh afetiva de caráter mais primitivo, mais egoísta, mas ela tá fazendo uma diferença entre uma afetividade adequada e a paixão que mobiliza várias outras emoções e sentimentos como amor e ódio, desejo, fanatismo, excesso de entusiasmo, emoção, adoração, opinião feroverosa, que essa paixão não tá só nas relações afetivas, tu pode estar tomado por uma ideia, eh, uma fantasia, né, um um quase que até delirante. Então, de uma certa maneira eh isso acaba tá presente realmente em vários momentos na sua vida. E, e eu acho que o o que é importante, que que ela tá trazendo, é que a gente possa realmente eh ter a capacidade, né, de poder eh contatar com as nossas paixões para poder avaliar o que que tá em jogo nesse campo afetivo quando é tinha tomado por esse estado, porque geralmente tem questões muito infantis aí, carências muito básicas. né, necessidade de autoafirmação, de ligada a essa insegurança, essa carência que ela coloca e também de uma certa maneira a a paixão, né, quando ela ela eh rompe essa condição mais eh situacional, mais passageira e se torna um padrão mais presente, né, ela tá ligado muito a a a colocar a aquilo, né, aquilo que que é o outro, seja uma ideia, seja a pessoa,

ompe essa condição mais eh situacional, mais passageira e se torna um padrão mais presente, né, ela tá ligado muito a a a colocar a aquilo, né, aquilo que que é o outro, seja uma ideia, seja a pessoa, ah, no lugar do selfie, né, como algo essencial para tua vida, né? Então, de uma certa maneira, eu fico preso, condicionado aquele elemento, porque o outro se torna daí algo fundamental, essencial na minha eh condição de existência, né? Parece que sem o outro eu não consigo viver. Então começa realmente criar essas questões todas que tu que tu citou, né, Marúci, que ela vai trabalhar na medida que ela vai avançando aqui o capítulo, esse jogo de estar prisioneiro e aprisionar o outro, né? Então tudo começa a ver um um jogo aí complicado e aí realmente eh o movimento da paixão deixa de ser o amor e passa a ser o poder. O poder é o grande elemento que sustenta as paixões. >> E é interessante lembrar Yung que ele coloca exatamente isso, que onde o amor impera não há desejo de poder. Então, se nós pensarmos nessas duas forças, elas são opostas entre si. Então, onde o amor impera, onde tem amor, não tem esse desejo de domínio, né? Então, a grande característica, né, a manifestação dessa afetividade conflituosa e baseada nessa paixão, nessa projeção do outro, é que ele tem um caráter egoístico, né? Ele ele pensa apenas em receber. Ele não consegue dar eh dar afeto, dar carinho, não. Dá proteção. Ele quer receber, ele quer que o outro proporcione a ele. Ele é insaciável. Quer dizer, quanto mais o outro proporciona eh tudo, né? Afeto, carinho, atenção, cuidado. Essa esse ser eh que tem que estar nessa polaridade paixão no sentido patos, né? Não nessa coisa do sentimento, mas nessa questão mais primitiva, ele tem um um caráter de um ciúme doentil. E aqui a gente para e é só olhar paraa televisão nos noticiários que a gente consegue ver o que a gente tem visto muito hoje, né? O ser evolui. Estamos aí no século XX, mas as nossas relações são primitivas ainda, onde muitos, né, tanto o homem quanto a

noticiários que a gente consegue ver o que a gente tem visto muito hoje, né? O ser evolui. Estamos aí no século XX, mas as nossas relações são primitivas ainda, onde muitos, né, tanto o homem quanto a mulher, tem uma questão patológica mesmo em relação ao ciúme. Então, o ciúme ele é algo necessariamente eh eh que precisa ser tratado, precisa ser acolhido, precisa ser eh conscientizado, porque aí às vezes o ser fala assim: "Não, eu não sinto ciúme, eu só não quero que ele saia de perto. Eu não sinto ciúme, eu só não quero que os um short, que uso um, né, um uma bermuda." Aí eu não sinto ciúme mais. E aí vai elencando tudo aquilo que foi, como a Marlúci disse, vai aprisionando esse ser. Esse ser vai ficando preso, vai ficando atrelado ao bel prazer do outro. O outro tem essa, ele acredita que tem, né, a condição de mandar na outra pessoa, né? Então são dois seres fragmentados que tentam se unir. Não. Na realidade a o princípio da individuação, ele diz o oposto. Eu tenho que estar inteiro comigo mesmo para poder ter uma relação inteira com outra pessoa e não querer que o outro me complete. Veja, é quando eu quero que o outro tenha o dever de me completar, né? Então não é assim que a gente deveria ter numa relação. Relação pressupõe troca, é uma dialética. E se é só unilateral, não é uma relação. >> É. E esse a questão do aprisionamento, né, e de querer só para Sil. Você sabe que me veio uma imagem agora daquele filme dos anos 80, O Feitiço de Áila. Não sei se vocês vão lembrar, né, que ele é um homem religioso, ele se apaixona por uma mulher e aí ele faz e ela não ama ele e ela ama outro. Então ele faz um feitiço em que ela se transforma em lobo de noite e o amor da vida dela se transforma em águia, né? Então eles nunca podem se encontrar, né? Eu acho uma imagem tão bonita, eh, assim simbólica, né? nesse sentido de que e mesmo que ele tentava impedir que esses dois se encontrassem, ainda tinha aparecia um terceiro que ajudava eles, né? Então, os caminhos do amor aqui indo

h, assim simbólica, né? nesse sentido de que e mesmo que ele tentava impedir que esses dois se encontrassem, ainda tinha aparecia um terceiro que ajudava eles, né? Então, os caminhos do amor aqui indo pelo oposto desse ciúme que tu tava falando, né, desse aprisionamento. E às vezes a gente vê, né, que tem relações que se constituem a partir disso e aí se tornam eh relações doentias, muitas vezes extremamente violentas, né? E e aí se estabelece uma dinâmica complicadíssima, né, que tem às vezes repercussões graves, né? Então essa pode terminar. >> Não, não, não. Vai lá, Zé. >> Não. Acho importante isso porque ela vai realmente fazer esse contraponto aqui no capítulo entre a paixão e o amor, que quando o a paixão aprisiona e se torna afixiante, cansativo e impede um vínculo verdadeiro, o amor eh liberta, né? né? Então falou que a criatura eh nasceu para ser livre, diz a Joana de Angeles. E o amor então sentim aqui libertado. Então acho interessante realmente a gente poder fazer essa diferenciação entre amor e paixão de uma maneira mais didática assim para ver o quanto isso é diferente. mesmo que algumas pessoas gostam de viver em paixão, pessoas que são mais tocadas por impulsos mais sensórios, né, mais eh primários, né, porque é uma certa excitabilidade, né, e de carga de energia na paixão. Mas, né, a gente sabe o quanto essa carga acaba sendo a serviço de uma de uma dimensão que é muito mais na tua necessidade do que realmente num vínculo amoroso, porque o amor é que fornece uma base realmente segura e sustentável para um compromisso douradoro, para uma troca verdadeira, né? Enquanto o amor é um sentimento generoso, racional, baseado na realidade, poder enxergar o outro como ele é compreender e aceitar o outro. O a paixão é irracional e desmedida, né? Enquanto o amor é um sentimento complexo que a gente que nos atravessa e nos contata com coisas com a dimensão mais divina e profunda nossa alma. A paixão é um sentimento ardente, intenso, mas ligado aos impulsos fisiológicos, ao prazer e à

que a gente que nos atravessa e nos contata com coisas com a dimensão mais divina e profunda nossa alma. A paixão é um sentimento ardente, intenso, mas ligado aos impulsos fisiológicos, ao prazer e à sexualidade, né? Enquanto que o o o amor gera segurança e uma capacidade de construir laços para uma caminhada conjunta, né? O sentimento do do da paixão pode camuflar traços da personagem no outro, porque tu projeta, né, no outro coisas tuas ou idealiza o outro ou exige do outro uma resposta às tuas necessidades. Então, enquanto o amor é um sentimento de reciprocidade, que envolve cuidado, que envolve realmente eh poder perceber o outro e aceitar outro como ele é, né? eh, na paixão ter movido por uma eh por um estado incontrolável de agitação e e que tá baseado numa sensação de vulnerabilidade e fragilidade, que se o outro não corresponde ou na tua fantasia ele tá fugindo a a esse lugar que tu depositou nele, é isso tudo que Joan tá falando, né? vai gerar eh tormentos insuportável, vai gerar eh raiva, vai gerar ciúmes, vai gerar fragilidade. Então não é algo que constrói, é algo que de uma certa maneira põe a em jogo eh fragilidades e questões mal resolvidos ligado à autoimagem que tu tem de ti mesmo, né? Por isso que a paixão acaba sendo uma compensação para questões mal resolvidas. do no teu campo afetivo. >> A Marlúci trouxe um filme, né? Então eu queria trazer um outro filme. Tem um filme muito interessante que se chama É assim que acaba. E aí quando a pessoa me deu a indicação desse filme, eu pensei: "Ah, é assim que acaba o mundo? É assim que acaba o quê, né?" Então, na realidade, eh, mostra a construção de como acaba uma relação, né? Então, e ali nesse filme é bem atual, é um lançamento, ele ele ele traz todo um jogo tão bonito que a gente não percebe a violência do relacionamento. Aí quando aconteceu assim, né, um algo acontece no filme, eu fiquei pensando: "Nossa, ela foi muito dura, não precisava ser assim, foi um acidente." E aí depois, né, eu fui olhando e fui

lacionamento. Aí quando aconteceu assim, né, um algo acontece no filme, eu fiquei pensando: "Nossa, ela foi muito dura, não precisava ser assim, foi um acidente." E aí depois, né, eu fui olhando e fui vendo, não, realmente, olha como a violência ela acaba sendo subliminar e acaba a o é tão bem elaborada, né, nesse jogo da paixão que acaba sendo legitimada. Não, mas ele fez isso por defesa. Ah, foi um acidente, isso aconteceu. Então, é por isso que é difícil acabar esse ciclo da violência, porque eh a gente não sabe como acaba. E aqui a Joana nesse texto constrói como acaba. É assim que acaba quando quando a gente não tem um relacionamento saudável, né? baseado no diálogo, baseado na coerência, como ela coloca aqui, eh, com lealdade, né? Baseado nessa forma de ser e não do ter. Não, eu deixo de ser autêntico comigo para querer agradar, para querer ser boazinha, para querer ser amada, para querer ser protegida. E é assim então que acaba uma relação, porque ela é construída em cima de uma projeção, ela não é construída de eh sobre um sentimento. Claro que o sentimento também é uma construção diária, né? Então, realmente a arte de viver, de se relacionar é uma arte mesmo. Não é fácil, a gente sabe disso. Mas eh aqui diz, né, a presença do outro não inibe, né, mas agrada. Eh, é o, e não há uma tentativa de preencher espaço vazio. Quer dizer, o espaço vazio é do outro. A pessoa não precise lá preencher esse espaço, não cabe a ela isso. Os espaços vazios estão lá por uma prova necessidade desse ser. Eu vejo como é é interessante. Então, é importante a gente entender como acaba uma relação e ela acaba exatamente com esse desejo de poder, querendo mandar do outro a questão da liberdade, né? o amor. E é muito bonito no filme, porque ela chega para ele tentando explicar como ele faz com ela. E aí ela coloca assim: "Olha, eles eles têm uma filha. Se alguém fizesse exatamente o que você fez comigo, com a nossa filha, o que você faria?" E aí ele para e aí ele entra, né? toma consciência e ele fala: "Eu ia pedir

m: "Olha, eles eles têm uma filha. Se alguém fizesse exatamente o que você fez comigo, com a nossa filha, o que você faria?" E aí ele para e aí ele entra, né? toma consciência e ele fala: "Eu ia pedir para que ela ficasse bem longe dele." E aí então ele permite que realmente eles pudessem ter um espaço para que houvesse então até uma tentativa, né, de terapia, como a Joana fala, necessidade terapêutica de se trabalhar o ciúme. Eh, eu eu tive um atendimento muito bonito uma vez, muito longo. Ela veio, era uma uma senhora que veio com uma queixa de um ciúme exacerbado, que ela tinha ciúme de tudo com do marido e o marido trabalhava eh fazia um curso fora do país, então tinha que se ausentar e ela sofria assim, ela dizia que aquele ciúme rasgava, doía. Ela dizia assim: "É algo no peito, eu sinto isso sangrar", né? Então era muito forte. E com o passar do tempo, com o passar do tempo, logo assim, tipo, dois anos depois, vem uma lembrança dela da infância, onde ela sofre um abuso por uma figura, vamos dizer assim, eh teoricamente uma pessoa, né, que sem que não teria sombras. E é exatamente isso que que faz com que ela abuse dela enquanto criança. Então, veja, aí é construído, né? Então, se um homem santo tem um comportamento tão eh instintivo, então todos nenhum dos homens são confiáveis, né? Então, a partir do momento que aquela lembrança vem, que ela pôde trabalhar isso, que tava tão reprimido, né, tão protegido ali, eh, ela conseguiu então eh trabalhar o ciúme e a partir dali ela libertou então esse amor, né, esse marido dessa cobrança desse ciúme doentil. Então veja, existe um tratamento, existe uma forma de entender as feridas, todo sintoma mostra uma alma machucada, ferida que precisa ser acolhida, né? Então, a Joana mostra aqui que essas eh feridas têm raízes, né, numa infância solitária, maltratada ali, no caso, foi um abuso físico mesmo, né, que ela simplesmente esqueceu, aí a gente fala, né, eh, realmente reprimiu, tirou, excluiu da consciência e com a terapia aquilo devagarzinho pode ser

tada ali, no caso, foi um abuso físico mesmo, né, que ela simplesmente esqueceu, aí a gente fala, né, eh, realmente reprimiu, tirou, excluiu da consciência e com a terapia aquilo devagarzinho pode ser trazido e poôde ser lembrado, né? Então, existe raízes dessa conduta, portanto, existe uma forma de trabalho e existe uma forma de de modificar esse quadro. >> Interessante que daí o essa questão, né, porque ela fala ali da dessas dessas relações, né, que se tornam cansativas e ela usa uma imagem do controlador emocional, né? Então, eh, né, dessa coisa, do sufocamento, né, de quem tá vivendo nessa relação. E aí eu fui buscar lá, né, na carta que Paulo escreve sobre o amor, né, tá? Mas então a gente realmente tem um caminho longo para aprender a amar, né? E um dos atributos do amor que o Paulo coloca é que o amor não maltrata. Ele diz ali na carta, né? Ele não maltrata, ele não inveja, né? Ele não procura os seus interesses, né? Não se ira facilmente, né? Não guarda rancor, né? Exatamente o oposto assim, né? De dessa relação baseada no controle, né? No poder, né? Então, esse esse contraponto com esse com essa liberdade, né? Da gente deixar o outro ser quem ele é. Mas para isso realmente eh a gente precisa eh não tá tão tomado por essa questão da das nossas próprias necessidades, né? Porque a gente fica nessa fase mais infantil ali, né? De querendo, tendo essa necessidade de que o outro nos atenda em tudo, né? Então quando eu fico muito autocentrada em mim, eu não consigo enxergar o outro. Então, né? É uma construção isso. E é verdade, tem razão. A gente recebe pessoas com um sofrimento muito grande por sentirem ciúme, já terem consciência de que isso não é bom e não conseguir, né? Entendem racionalmente que eh isso tá disfuncional, que isso não é, mas é difícil sair desse desse funcionamento aí, né? né? E aí quando tu vai ver, tem tanta coisa envolvida por trás que realmente às vezes precisa mesmo de terapia, né, e auxílio para poder sair de uma situação assim. a gente vê quanto

ionamento aí, né? né? E aí quando tu vai ver, tem tanta coisa envolvida por trás que realmente às vezes precisa mesmo de terapia, né, e auxílio para poder sair de uma situação assim. a gente vê quanto noticiário tá vendo casos, né, de assassinatos, não só de eh relações conjugais, mas de eh filho e e pais, né, genros e sogros, né, numa dinâmica perversa, aonde as pessoas por uma violência e tomado por essas paixões, né, porque de uma certa maneira, como diz a Joana aqui, alibido, né, que na paixão tem uma carga de libido intensa, né? E ela falou que essa lib eh eh tá sob estímulos equivocados. Então, há uma e e como tá equivocado, tu acaba eh levando a outra uma representação emocional intensa, justamente porque tem essa projeção, né? a pessoa eh projeta, idealiza o outro ou eh ao contrário, o outro sai do céu e vai pro inferno, né? Quando a gente vê casos de de afetividade patológica, aquilo que parecia amor, parecia porque não era, vira ódio, né? Tem casos, né? Eu conheci um caso, um documentário de um de um de um americano que descasou e aí não queria envolvimento afetivo, sério, porque tava recém descasado e queria e deixou isso claro para as pessoas. conheceu uma, ela se mudou de cidade, conheceu uma pessoa nova, começou a sair com ela, mas assumiu que não queria nenhum compromisso no momento, só amizade. E quando ela viu que que ele saiu com uma outra mulher, ela mata outra mulher, assume e a identidade da outra mulher e começa a dizer que ele infelizou a vida dela como se fosse a mulher morta. ela entender a própria casa dela para culpar a mulher e ele pela desgraça. >> E aí quando a polícia vai atrás vê que tudo é um esquema dela montado, movido por esse ódio, porque ela viu ele com uma outra pessoa. Então essa patologia, essa fase patológica que se torna muito séria, né? Porque ocorre o quê? pensamentos intrusivos, a pessoa tá idealizada e aí tu não suporta porque tem uma carga muito grande em cima dela, tanto que ela se próxima a ti, né, né? Por isso que tu

éria, né? Porque ocorre o quê? pensamentos intrusivos, a pessoa tá idealizada e aí tu não suporta porque tem uma carga muito grande em cima dela, tanto que ela se próxima a ti, né, né? Por isso que tu não consegue se se desligar da pessoa, né? Entre esse esse jogo que Joana coloca, né? entre tu querer controlar e de um lado se submeter à outra pessoa para poder, né, ter atenção, se tornar útil e necessário pro outro. É um jogo muito intenso que é que Joana de fala que a pessoa nunca relaxa, né? E realmente a a o que sustenta daí as as relações eh afetivas, intensas e patológicas é um grau de ansiedade muito grande. A pessoa não consegue relaxar, né? Porque e aí ela altera o humor muito rapidamente, tanto de um humor eufórico para quanto um humor ansioso, né? E aí fica oscilando, atravessado por sofrimentos. imobilizações de questões que nem tem a ver com o outro, né? Mas que o outro desperta questões internas mal resvido delas e ele paga o preço disso, né? que tudo tudo que tá lá atrás não trabalhado vai ser atualizado eh na relação atual com aquela pessoa e ele tem que dar conta da mãe, do pai, das vidas passadas, não resolvido da pessoa, seja tudo, todos os buracos da pessoa que ela não tem coragem, né, de olhar, porque a JA fala que a coragem é é importante para ver responsabilidade sobre nós mesmos, acaba sendo depositado no outro. Aí gera toda essa complicação que muitas vezes é necessário realmente uma busca de tratamento, de suporte eh psicológico, né? Eu pode falar, >> não pode. >> Pode concluir. >> É, não é que eu já estava falando e me veio uma questão que às vezes é muito sutil, quase subliminar, como você estava dizendo, Adre, que é o que é cuidado e o que é controle. >> É, >> então a gente ouve com frequência, ah, não, mas ele me cuida. Aí o a pessoa controla o celular, onde é que tá, controla o cartão de crédito e e aquilo é tão feito de uma maneira tão disfarçada que a pessoa acha que tá sendo cuidada e na realidade ela está sendo controlada. >> Controlada. Isso é muito frequente, né,

ola o cartão de crédito e e aquilo é tão feito de uma maneira tão disfarçada que a pessoa acha que tá sendo cuidada e na realidade ela está sendo controlada. >> Controlada. Isso é muito frequente, né, gente? E aí tu acaba e aí quem tá nesse jogo não se dá conta também que tá preso por questões emocionais ali, né? E e fica uma coisa assim. E aí quando tu começa a perguntar, pá, mas será que isso é cuidado ou é controle? Né, de não se dá conta, né? Porque é coisa muito sutil ali. E é e tem coisas assim extremamente perversas, né? Porque tem aplicativos e tudo que é jeito que tu instala em tudo que é lugar, desde o carro da pessoa até o celular, né? E aí a coisa vai complicando, né? E aí por isso que é importante que aqui ela vai concluindo, né? que essa fetividade patológica requer terapia. E aí ela diz que quanto mais a pessoa tenta ignorar isso, né, essa coisa subliminar, esse controle, essa tentativa de violenta de cerciar a liberdade, discerciar a própria vida, né? Então, tenta ignorar esse comportamento irregular, mais difícil se lhe torna a convivência com as demais criaturas, particularmente quando manifesta a tendência paraa vítima, né, transferindo a culpa que do que ele ocorre para as outras pessoas. Então, veja, né? Então, aí começa um mecanismo, né? Um se torna sádico, aí o outro é o masoquista e aí um quer sofrer, um quer ser a vítima. Então veja, acontece ali os papéis se misturam e vai virando algo que realmente e ela conclui, a necessidade da coragem para assumir a responsabilidade diante do ato que a gente tem, né, nessa nessa dupla aí para poder então com urgência, né, a gente poder trabalhar esse conflito e se libertar dele. Então, é necessário a coragem, né? A coragem para que a gente possa eh trazer eh o nosso processo de cura, porque quando a gente tenta, né, vai para esse caminho de cura, a gente cura o outro também, né, aquele que está do nosso lado. >> A gente pode dizer, então, que a paixão é um tipo de vício, né, por causa pela pela pelo lugar que ela ocupa é um tipo

minho de cura, a gente cura o outro também, né, aquele que está do nosso lado. >> A gente pode dizer, então, que a paixão é um tipo de vício, né, por causa pela pela pelo lugar que ela ocupa é um tipo de vício emocional, tu precisa do outro. né? Tudo de uma certa maneira cria um condicionamento aonde o outro se torna um lugar que não é o lugar apenas do do da troca, eh, do respeito, da admiração, da cooperação, né? todas essas questões que envolvem, né, a afetividade adequada, né, mas sim, né, eh, toda essa essa projeção, né, que tá ali, aonde eh eh questões minhas, né, foram despertadas pelo outro, né? Então, o outro acaba e aí ela entra na questão dos apoios ineficazes, o outro realmente se torna uma bengala, né? O outro acaba sendo um tendo um papel essencial como bebê, dependendo da mãe, né? Eu tô me transforma emocionalmente que nem um bebê, aonde é como se eu não tivesse capacidade mais de viver sem o outro, né? Olha só que inversão de dinâmica aí, né? E aí eu vou colocar no outro certos apoios que Joana vai dizer que isso ineficaz, o outro nunca vai dar conta. da tua necessidade, né? Nunca vai eh poder preencher, né? eh estados internos e sentimentos da qual tu vai poder ter que trabalhar. O outro pode ser um apoio num certa medida, pode ser alguém que tá ali junto contigo, mas eh eh ele não é esse eh não pode se tornar essencial e fundamental a ponto de tu ter uma fantasia que sem o outro tu não pode viver, porque muitas vezes a pessoa se sente assim, né? não pode. Eh, até a pessoa pensa na pessoa o tempo todo, né? Esse pensamento obsessivo, intrusivo, né? E e realmente tudo é é vivido a partir do outro. Então é muito complicado isso. >> E nesse apoio ineficaz que acaba sendo uma sequência, né? Porque é um comportamento que essa pessoa que tem eh e esse esse conflito, né? ele vai eh para fugir da dessa realidade, ele começa usar esse mecanismo de apoio, né, de poder criar isso, né, ele ele quer eh ter eh ele quer eh compaixão, então ele vai se tornar infadonho, cansativo, que

eh para fugir da dessa realidade, ele começa usar esse mecanismo de apoio, né, de poder criar isso, né, ele ele quer eh ter eh ele quer eh compaixão, então ele vai se tornar infadonho, cansativo, que aí ele é sempre coitadinho, ele é sempre a vítima. E aí que é engraçado que entra, eu falo que é um jogo, né? Porque aquele que gosta de mandar eh se relaciona com aquele que quer ser mandado, né? Porque veja, uma vez uma pessoa me disse assim, ele tinha um transtorno na área da sexualidade e ele falou para mim, ele ele era masoquista e ele dizia assim: "Você sabe quem manda numa relação onde eu sou masoquista?" Eu falei: "Não, né?" Eh, aí ele disse assim: "Eu mando". Eu falei: "Mas como você manda, né? você tá ali, você apanha, você sofre, você, né? Ele tinha alguns requintes de crueldade nessa sexualidade dele. E ele dizia assim: "Olha, essa pessoa, essa mulher faz comigo exatamente o que eu quero. Eu quero que ela faça isso e ela faz". Então, olha que interessante, né? olhar pelo lado do dos do masoquista, que ele tem o desejo de sofrer com isso. Então, então, eh, aí a gente pode ver o quanto eh são realmente questões, são conflitos nessa afetividade, né? porque ela vai eh entrando num caráter de adoecimento que que realmente é muito grande. Quando a gente sai desse parâmetro teoricamente de normalidade, que eu não gosto desse termo porque não existe o normal, mas vai entrando por essa coisa dos transtornos na área da sexualidade, a gente vai ver isso, né? aqui ela traz algo mais dentro do que da nossa relação diária. Então, eh essa questão que se torna enfadonho, cansativo, sempre se sentindo incompreendido, né? E aí eu me lembro daquele desenho, né, que tem o Lip, que ele diz: "Ó vida, ó céus", né? Eu sabia que não ia dar certo. Então ele é um eternamente sofredor. Ele é uma hiena que tá sempre reclamando, né? Então vejo como que de vítima ele sai da postura de vítima do papel da persona e ele se torna um acusador inconsistente. Então ele sai dali, né, nesse movimento de mecanismo

tá sempre reclamando, né? Então vejo como que de vítima ele sai da postura de vítima do papel da persona e ele se torna um acusador inconsistente. Então ele sai dali, né, nesse movimento de mecanismo de apoio e aí ele vai paraa outra polaridade, né? Então ele sai de um polo e vai pro outro polo. Por isso que é um apoio ineficaz. Não dá certo, não tá fadado a a não dar certo, porque ele vai pra calúnia, ele vai paraa infâmia, maledicência, quando não ali no caso, né, esse exemplo que o Gelson deu de pôr fogo na casa por um ciúme, né? Imagina eh o quanto isso realmente ele é eh ele vai de uma polaridade a outra, assim em segundos. Ei, e essa imagem da vítima, né, que ela tá, a Joana tá dizendo aqui, que tem a ver com evitar o enfrentamento com a própria consciência >> e também se refugiar nesse esconderijo. Gostei dessas duas imagens que a Joana traz, né? Então, a vítima é aquela que na realidade não quer assumir a vida com todas as suas questões, quer ficar escondidinha ali, né? Tá? Então, só que sempre que eu não assumo o meu lugar e as minhas condições, eu tô sendo um peso, eu tô sobrecarregando o outro, né? Eu eu acho que essa imagem, né, que cada um tem que carregar a sua cruz, a sua cruz no sentido das suas questões, né? Então, eh, às vezes a gente se sente mais despotencializado e tal. Isso é uma coisa. Agora, uma postura, como ela tá colocando aqui perante a vida de vítima, né? essa vítima constante, né? Realmente são pessoas extremamente demandantes dos outros, né? Então, às vezes, aquela mãe, né, que tá sempre mal, que tá sempre demandando dos filhos, né, que faz girar toda a família em função dela. Então, aí pode ter várias nuances, né, e às vezes sem perceber a família acaba entrando nesse jogo, né, e aí tudo gira em torno daquilo, né, e aí ela vai dizendo, eh, aqui, daí ela traz uma coisa mais requintada, né, de dissimulação. Então aqui ela tá trazendo a vítima já como uma estratégia, vamos dizer assim, né, de angarear a atenção que eu quero. Então ela diz, ó, a dissimulação é a

coisa mais requintada, né, de dissimulação. Então aqui ela tá trazendo a vítima já como uma estratégia, vamos dizer assim, né, de angarear a atenção que eu quero. Então ela diz, ó, a dissimulação é a atitude habitual, variando de um para outro estado, de forma que se apresente com aparência jovial ou inocente, infeliz ou amargurada, a depender da circunstância e do objetivo que tem em vista, né? Então aqui ela tá falando já de uma postura mais elaborada assim, né, realmente que envolve uma certa manipulação ali, né, do ambiente para pra pessoa conseguir aquilo a toda a atenção que ela quer, né? >> É, é interessante que realmente a Joana faz essa divisão de águas, né? A pessoa madura tem a crítica de poder assumir responsabilidade e enfrentar. A gente não é perfeito, a gente tá, temos que aprender, mas eu já tô de posse de mim mesmo e consigo enfrentar, me permitir, eh, reconhecer a minha capacidade e aprendendo e avançando na minha na minha jornada. Já a pessoa imatura falou, não se enfrenta, né? Então, realmente ela foge, né? Então, pessoa imatura, ela ela tem muita insegurança e ela joga muito com isso, porque como ela não se não enfrenta a vida, ela também não eh reconhece as suas questões internas. Então essa essa insegurança, esse medo fica muitas vezes escondido e aí ela ou se torna muito exigente em relação ao mundo, né, ou eh ela culpa o mundo quando não dá certo. Então nunca é ela, né? Sempre é o outro. Ou ela depende do outro, exige muito e quer que o outro dê conta. quando as coisas não dão certo, é o outro que que que falhou, o outro que não foi legal e assim por diante, né? Então, de uma certa forma, né, eh ela vai criando esses mecanismos, seja de dissimulação, seja de exigências, seja de desculpas, né? às vezes ela ela também se auto coloca num lugar de de de não querer assumir compromisso e cria subterfúgio para se desculpar. Ja, fala, né, eh, que usa todos esses mecanismos especiais para, eh, evitar, né, o confronto com a realidade, né, eh assim vai postergando

rer assumir compromisso e cria subterfúgio para se desculpar. Ja, fala, né, eh, que usa todos esses mecanismos especiais para, eh, evitar, né, o confronto com a realidade, né, eh assim vai postergando também decisões, o compromisso de olhar paraa realidade e eh com isso paralisa seu processo eh eh psicológico e espiritual. E ela fala então que essa condição, né, é de uma condição de uma pessoa que tá numa condição eh de personagem infantil, não cresceu, né? Ela tá lá estacionada, identificada com esse essa essa imagem infantilizada da qual ela não reconhece, mas ela vive identificado com essa imagem e atua, né? Se comporta dessa maneira. Tem um detalhe que eu achei brilhante da Joana quando ela descreve aqui o ser psicológico maduro, porque ela traz, ela traz as características e ela diz assim, ó, quando se fragiliza, então olha que legal. Então, o ser psicológico maduro não é aquele que já tá evoluído e que vai tá sempre bem, não. O indivíduo maduro, ele vai ter momentos de fragilidade, momentos de muita dor e sofrimento, mas olha, ele para, ele reflexiona e recomeça, né? Ele procura se fortalecer nessa luta e evita a fuga. Então, aí que tá a grande diferença do do ser que tem uma certa maturidade e do imaturo que se refugia na vítima, né? Então ele para, ele tenta entender, ele vai refletir, ele vai buscar o apoio da oração, da prece, né, da meditação, eh, da da própria do vínculo social, né, a rede de apoio, uma igreja, ele vai buscar eh eh sim o o que o que vai responder para ele internamente, mas ele não foge. Então, para mim, o que ficou de ponto central nessas duas, nesses dois eh essas duas partes do capítulo três é a questão da fuga, né? Então, quando o ser já vai adquirindo uma certa maturidade, ele vai começar conscientemente olhar paraas suas dificuldades, sabendo que é ali que ele precisa. E me lembra muito Kardec quando ele vai falar do verdadeiro espírita, né? Reconhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que ele faz para domar as suas más inclinações. Não é se ele vai errar

recisa. E me lembra muito Kardec quando ele vai falar do verdadeiro espírita, né? Reconhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que ele faz para domar as suas más inclinações. Não é se ele vai errar sempre ou acertar sempre, mas o quanto ele se esforça. Então, o ser maduro, ele se esforça para poder então não fugir e tá consciente de tudo que ele precisa fazer. Isso é lindo, não é? Então, eh, tira até do da maturidade uma necessidade de perfeição, que não é isso que a gente precisa nessa encarnação. A gente só precisa ficar em pé e dar conta, né? Aquilo que o eh que que no Grande Sertões Veredas ele fala, né? O que a vida quer da gente é coragem, né? Ele reflete no repete no livro assim várias vezes, porque é isso, que a vida quer da gente é esse esforço, é a coragem. e não fugir da das questões que nos são cobradas diariamente. Que >> bacana tu lembrar isso, Adre, porque é é isso mesmo, né? A gente vai se sentir frágil, a gente vai querer se colocar como vítima às vezes. >> Vai até querer colo, né, Marlúci? Tem de repente até bom um colinho, mas >> vai ter momentos que a gente vai est carente, né? E a gente poderia dizer: "Bá, hoje tô carente, tô precisando mesmo, né? que alguém decida por mim, mas tudo isso com consciência, né? Sem medo de se comprometer, sem medo, né? Eu acho que um nível de consciência também é importante, né? Que que que a Joana traz aqui da gente trazer, né? a gente começar a identificar esses padrões que vão regendo. E eu acho isso sensacional, isso que tu trouxe, a de realmente para não dar impressão de que quando a gente vai amadurecendo, a gente não vai mais tendo problema, não. O que diferencia um estado mais infantil de um estado mais maduro, é como eu vou lidar com o problema, porque o problema vai tá ali, né? Agora, isso é legal da gente olhar na trajetória da gente, né? Pá, como é que eu agia 5 anos atrás e como é que eu tô agindo agora? na mesma situação, porque as situações vão se repetir, os desafios vão se repetir. >> É, então o que ela propõe em vários

ente, né? Pá, como é que eu agia 5 anos atrás e como é que eu tô agindo agora? na mesma situação, porque as situações vão se repetir, os desafios vão se repetir. >> É, então o que ela propõe em vários momentos da obra dela é o autoencontro, né? Então esse autoencontro é ser verdadeiro com o nosso começo, nossa busca do autoconhecimento. E isso não é uma exigência, porque eu eu já sei da doutrina espírita, já sei a minha realidade que agora então eu tenho que ser perfeito, não existe isso. O que se quer é começa da onde se está, com lucidez, com essa coragem de de acreditar em nós e poder aceitar nossas limitações e ir buscando pouco a pouco, né, essa recursos e aprendendo e agregando possibilidades novas e assim aos pouquinhos engrandecendo a nossa própria vida e consequentemente uma vida mais rico também na relação com o outro, né? Então, essa é a proposta da prefeitura aqui. Então, se a gente fica eh evitando isso e buscando esses apoios fora de nós, a gente só se engana, só se ilude e posterga esse autoencontro que em algum momento vai ter que ocorrer, né, de ou de maneira favorável ou em no susto, né? Em algum momento a gente vai se deparar com a gente no espelho e a gente pode não gostar muito do que a gente vê, porque a gente deixou muito tempo de lado e quando vê não reconhece mais aspectos nossos tão importantes que se fosse acolhidos poder se transformar em oportunidades abençoadas de crescimento, né? OK. Alguma coisa mais para encerrar nosso encontro? Eu queria encerrar com uma frase dela, com esse título do A afetividade conflitiva que tá no livro Atitudes Renovadas. Então, para encerrar, ela diz assim: "Fáse imprescindível desenvolver a capacidade de amar, porque o amor também é aprendido, né? Então, que possamos nós aprender a amar". >> Muito bem. Então, agradeço a vocês, a Marlúcio, mais esse momento especial. Agradecemos a querida benfeitora Joana de Anes de nos legar esse material riquíssimo para o nosso estudo e trabalho interno. E também agradecemos a todos que nos acompanham

mais esse momento especial. Agradecemos a querida benfeitora Joana de Anes de nos legar esse material riquíssimo para o nosso estudo e trabalho interno. E também agradecemos a todos que nos acompanham aqui junto ao projeto da Mação do Caminho, ao Espírito do Layi, que possa continuar conosco nesse estudo maravilhoso da série psicológica. Lembrando então que no próximo encontro entraremos no capítulo quatro, energias da vida. Até mais. Então, um grande abraço a todos.

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