T8:E2 • Desperte e seja feliz • Litígios

Mansão do Caminho 28/08/2025 (há 7 meses) 1:00:26 126 visualizações

No segundo episódio, Gelson Roberto, Marluce Renz e Adriana Lopes aprofundam o estudo de "Desperte e Seja Feliz", com reflexões sobre o capítulo 2, "Litígios". Uma análise enriquecedora sobre os conflitos interiores e suas soluções à luz da psicologia e espiritualidade. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #despertardaconsciencia

Transcrição

Alô, bem-vindo a todos. Um grande abraço a todos que nos ouvem nesse estudo da série psicológica Joana de Ângeles. Estamos estudando agora o volume 7, Esperte e Seja Feliz. Hoje trabalhando o capítulo dois, litígios e conosco aqui a Adriana e a Marlúci para cooperarem nessa reflexão sobre esse capítulo. Então, bem-vindas. que possamos trabalhar mais um capítulo que a benfeitura nos oferece para essa caminhada da nossa individuação, né, da nossa caminhada espiritual em busca da plenitude. Bem, a gente pode começar falando um pouquinho, né, sobre esse tema, litígios, como é que foi a leitura do capítulo para vocês e aí dar prosseguimento ao nosso estudo. É interessante, né? Eu fui reler assim a introdução ali do do do do livro e ela fala de das questões desafio, né? Ela diz que aqui ela ia apresentar 30 questões desafio. Achei interessante. Litígio é uma delas. Aí eu disse: "Poxa, litígio, o que que me remete, né?" A gente ouve, né? Ah, aquilo foi uma separação litigiosa, né? Então, eh, termos que a gente usualmente escuta, né? Então, elito, ela traz aqui essa impossibilidade que a gente tem às vezes de achar soluções, né, de achar uma forma de resolver alguma coisa, né, de uma maneira mais assertiva. E aí, diante dessa impossibilidade a gente entra numa contenda, né, como ela fala aqui, e que antigamente tinha outras formas de resolver, né? Eu achei, me lembrei daqueles filmes também antigos, né, que iam se desafiar para ver quem é que ia ganhar aquela disputa. Então eu achei um tema assim bastante atual, porque ela traz aqui uma tendência ao litígio, né? Quer dizer, uma tendência que a gente tem de não encontrar caminhos, né? E aí, por n razões que ela aprofunda, a gente vai eh vai paraa briga, né? Vai paraa discussão, né? E a Quidão ela vai aprofundando e tentando nos mostrar da onde que tá vindo tudo isso, né, no nosso processo evolutivo. >> Eh, olá, esse capítulo é um capítulo desafiador, realmente, né, Marlúci, porque ela vai falar dessa questão do litígio com um viés psicológico muito

indo tudo isso, né, no nosso processo evolutivo. >> Eh, olá, esse capítulo é um capítulo desafiador, realmente, né, Marlúci, porque ela vai falar dessa questão do litígio com um viés psicológico muito profundo, onde ela parte dessas questões do instinto, né? Então, ela usa eh a a teoria do Freud com a questão até do instinto sexual, mas aí a questão teoria de Jung para falar partindo do instinto, para explicar essa trajetória aí da energia que tá entre o instinto até esse ação que ela chama do dissentir, né? E aí ela vai eh que que é o dissentir? Então, a capacidade de discordar com equilíbrio. Então, existe todo um caminho de um progresso até eh instintivo, né? onde esse instinto, a energia psíquica vai passar estagia no instinto e o litígio ele tá entre a questão do instinto e a capacidade de de sentido. Então, se a gente olhar e fazer uma análise eh instintiva ali dessa questão da energia psíquica, é muito profundo. E quanto mais eu lia, começava a pensar, falava: "Meu Deus, a gente podia fazer todo um percurso, né, da da próprio desenvolvimento da evolução humana pra gente poder eh destrinchar esse tema assim bem bem eh bem Joana, né? E aqui a gente percebe bem a capacidade dela de sintetizar coisas complexas num texto teoricamente pequeno, né? Então, em termos de tamanho, ele é um texto pequeno, mas, no entanto, ele é um texto muito profundo, onde ele vai, ela vai aprofundando essas questões e mostrando, né, que no início, que se a gente olhar qual instinto que tá por trás do litígio, né, esse instinto territorial mesmo, né, que antigamente quando o o animal tava nessa nesse momento, ele demarcava o território, ele vinha e fazia xixi, né, no nos cantinhos da casa para mostrar que aquele território era dele. Aí vinha um inimigo, um adversário e aí ao pisar ali, ele se sentia amedrontado porque ele sabia que aquele território tinha um dono, né? Mas aí associando a questão do depois do quando a gente vai tendo as paixões, a o litígio é uma paixão. E aí hoje a a o

se sentia amedrontado porque ele sabia que aquele território tinha um dono, né? Mas aí associando a questão do depois do quando a gente vai tendo as paixões, a o litígio é uma paixão. E aí hoje a a o humano não vai mais fazer xixi nos cantinhos, mas ele faz a guerra, né? Então a guerra, o duelo são heranças, como ela vai tá colocando nesse texto, desse primarismo até então extintivo que está por base, né? Então, enquanto a quando a Marlúci fala, né, que algo que nos leva ainda é estarmos presos, identificados no instinto animal e permitir que isso fale, né, eh, eh, com questões territoriais mesmo, né, de uma disputa por terra, por um casamento, por alguma questão de de território. Aí, então o o litígio vai se instalando de uma forma terrível muitas vezes, né? Acho que tem uma culminação de coisas aí, né, gente? Porque temos realmente o instituto de agressividade que ela coloca aqui aqui, né, que naturalmente a gente vem dessa herança, né, atávica, dessa agressividade instintiva que valia como preservação, como realmente eh marcar, né, o território e assim por diante, né? Então, de uma certa maneira, o instinto faz parte da nossa nosso passado. E como diz a prefeitora, eh, em algum momento tu tem que trabalhar esse instinto, tem que ser canalizado, né? Ou seja, todo esse trabalho de racional, né, e e da elaboração das emoções, do sentimento, visa justamente transformar esses impulsos em outros movimentos, né, de de força, de positividade, né? Então, essa agressividade vai se colocando de maneira construtiva, né, na na vida. Mas diz a Joana, né, então ela começa a fazer essa relação, né, do adoecimento da alma. quando esse instinto não pode ser canalizado, né? Ou tu tenta negar, né, a tua agressividade e e e não e buscando não e não quando não consegue expressar agressividade, tu pode cair na amargura e na depressão, né? Tu vê toda libido, toda energia não trabalhada, ela de uma certa maneira fica dentro da gente, né? eh, gerando algum conflito, né, ou, né, no caso que

ade, tu pode cair na amargura e na depressão, né? Tu vê toda libido, toda energia não trabalhada, ela de uma certa maneira fica dentro da gente, né? eh, gerando algum conflito, né, ou, né, no caso que que se coloca no litígio, quando a pessoa ela e não consegue ter uma maturidade psicológica, né, por insegurança, por um certo tipo de padrão ainda emocional, não só de insegura, mas de uma certa maneira um tipo de desconfiança da capacidade dela de poder confiar nela mesma também na casa de ser amada, né? ela quer impor, né, a sua vontade de maneira agressiva. Então essa como não tá trabalhada, ela vem na forma de comportamento. E aí ela, em vez de trabalhar no sentido de trazer seu ponto de vista, de poder avaliar, de poder ponderar, de poder aceitar quando tá equivocado ou de uma certa maneira trabalhar as frustrações inerente, né, de situações a qual eu não consigo eh realizar o que eu quero, porque o mundo não vai me dar o que eu quero sempre, né? e eu não consigo suportar isso. E aí eu fico nessa atitude de uma uma atitude de autatisfação, de exaltação, como ela coloca aqui, né, do ego, como uma forma de afirmar, né, através do litígio a minha vontade, né? E aí começa toda essa complicação aí dos vínculos e das relações humanas, né? >> Interessante esse jogo, né? né? Então, ao mesmo tempo, o ego que se sente inseguro, ele compensa isso, né? Indo eh pro pro enfrentamento, né? Então, na realidade eh fala, né, dessa dificuldade que a gente tem de defender o que a gente acredita, os nossos pontos de vista. Eu achei muito bonito ela dizer que dissentir é muito dissentir, quer dizer discordar, né? é muitas vezes uma atitude saudável quando não se está de acordo por uma outra razão, mas como a gente ainda tem por inseguranças, como ela coloca ali, dificuldade de ir ao encontro do outro, né? Para mim, eh, esse capítulo me lembrou muito assim a nossa, por questões de fragilidade emocional, nossa, mesmo a nossa dificuldade de ir ao encontro do outro e encontrar formas de diálogo, de compor,

Para mim, eh, esse capítulo me lembrou muito assim a nossa, por questões de fragilidade emocional, nossa, mesmo a nossa dificuldade de ir ao encontro do outro e encontrar formas de diálogo, de compor, né? Então, acho que fala de uma dificuldade nossa, muito presente ainda hoje, porque a gente, como ela diz, muito facilmente a gente entra em discussões, né, em, eh, muito facilmente a gente não vê saída e acaba querendo se se impor em relação ao outro, né? Então, a gente tem muito pouca habilidade emocional para lidar com eh com qualquer discussão. E isso eu penso assim, ó, em qualquer âmbito da nossa vida, desde coisas muito simples, né, quando a gente se sente ameaçado porque alguém pensa diferente, acha uma solução que não é a que a gente acha melhor, né? Então a gente acaba se defendendo, querendo impor o nosso ponto de vista. E isso vai ter uma série de repercussões depois que ela diz, né, inclusive e comprometimentos espirituais, assim, porque daí a gente entra numa série de desdobramentos que quando a gente não consegue que a gente quer, entrando no litívio, a gente passa a desmerecer o outro, desqualificar o outro e aí vai entrando num num enredamento aí bastante complicado, né? E é interessante que ela coloca que na vida nós teremos normalmente esses momentos, né, como ela diz aqui, há momentos para aclaramentos e dissensões. Então é natural que em algum momento tenha um problema, eh, que as coisas vão se tornando mais claras, mas daqui a pouco vai ter um momento de divergência, né? eh, mas que a discord eh e em níveis elevados de discordância, eh, não a qualquer hora, qualquer motivo. Então assim, eh vai haver esses momentos de de de dificuldade, mas que a gente precisa, com o desenvolvimento da razão, poder passar para essa capacidade de dissentir que é eh discordar com equilíbrio, porque o fato do outro não pensar como eu penso não quer dizer que ele esteja errado, né? Ele vê por um outro prisma, por um outro ponto de vista. E quando a gente se coloca aberto a a olhar cada

rio, porque o fato do outro não pensar como eu penso não quer dizer que ele esteja errado, né? Ele vê por um outro prisma, por um outro ponto de vista. E quando a gente se coloca aberto a a olhar cada ponto de vista, a gente vai ver que a maioria tem razão, né? Só estão vendo por pontos diferentes. Mas essa questão do instinto, ainda muito presente na gente enquanto estrutura, às vezes, eh, faz com que a pessoa se coloque contra, né? eh o que é diferente, o que pensa diferente, o que traz uma ideia diferente ou que que que pensa em questões que eu não concordo, né? Então, a capacidade de discordar com equilíbrio, isso é lindo, né? Porque eu posso não concordar com o que você pensa, mas eu preciso respeitar você independente do que você pensa, né? E aí eu acho que é uma questão bem importante, que é uma coisa, é é o litígio que se apresenta eh sem a nossa vontade, quando alguém vai contra a gente ou se opõe à gente de maneira eh agressiva, de maneira a caluniar, de maneira a nos ofender. Então, de uma certa maneira, são tem situações que não há como conciliar muitas vezes pela natureza do contexto envolvido. Isso é uma coisa. Agora, o que eu acho interessante eh mais do que a situação de litígio é a pessoa litigiosa, né, que que tem o comportamento assim, né, porque de uma certa maneira, é isso que Joan tá colocando, tem pessoas que entrem em litígio com tudo, né, como Adriana citou aqui, né, tem momentos para que haja situações de discordância, tem que ter um feeling, né, uma sensibilidade de como tu chega na pessoa, de como tu vai abordar a maneira de tu justificar, aprender a ouvir também. Então isso tem um momento certo onde essas discordâncias vão poder acontecer, mas não é como como ela citou aqui a Benfida, não é qualquer hora, nem por qualquer motivo. Então tem pessoas que são realmente reativas, né? Porque essa essa natureza litigiosa, essa natureza agressiva é de alguém que não consegue simbolizar, elaborar num nível mais sofisticado das emoções da reflexão. Então, a Jona,

ealmente reativas, né? Porque essa essa natureza litigiosa, essa natureza agressiva é de alguém que não consegue simbolizar, elaborar num nível mais sofisticado das emoções da reflexão. Então, a Jona, em vários momentos da obra dela, ela vai falar da importância de ser menos reativos e mais reflexivos, reflexionar, né, Bentor vai usar esse termo várias vezes, né, nossa capacidade de conter, né? Então, a a nós vamos criando recursos emocionais, espirituais na nossa nobreza evolutiva, justamente para poder conter esse expulsos e elaborar e canalizar, dar uma expressão adequada. E o que a gente vê hoje em dia que as pessoas não querem pensar, não querem elaborar, elas já saltam, né? E e isso é um comportamento muito atual hoje em dia, né? Hoje em dia tem muitas pesquisas eh no campo da psicanálise especial, a gente fala assim na na visãoana dessa incapacidade hoje da gente mediar os impulsos. que para fazer mediar o impulso, eu tenho que criar dentro de mim um espaço interno, um espaço de elaboração, né? Um espaço de formação, de construção do meu eu e de capacidade de simbolizar. Se eu não tenho esse espaço interno, o que acontece? as cadeias metafóricas de simbolizar reflexivas ficam falhas. E aí a descarga é pulsional. Eu não elaboro, eu só faço uma descarga pulsional. Então a gente vê hoje em dia os adolescentes, os adultos muito muita coisa de lidar com as frustrações, né? qualquer situação de vida, vai a namorada, quer encerrar o namoro com com a pessoa, é um acidente de trânsito, né, né, é uma questão eh de política. As pessoas já responde de uma maneira eh o adolescente que pega uma arma e sai matando, né, outras pessoas na rua. né? Então, o que que acontece aí, né, que essa agressividade vem dessa maneira tão reativa, tão impulsiva e pouco trabalhada, eh, sem essa capacidade de mediar e estabelecer um um trabalho de reflexão e de questionamento natural, quando se tem dificuldades de entendimento e pontos de vista diferentes, né? Tá, tá difícil, né? O litígio acaba sendo realmente um

estabelecer um um trabalho de reflexão e de questionamento natural, quando se tem dificuldades de entendimento e pontos de vista diferentes, né? Tá, tá difícil, né? O litígio acaba sendo realmente um tema bem atual hoje em dia, né? >> Sabe, Gel, só tava pensando uma coisa muito simples assim que a gente vê, né? Quando vai no restaurante e a comida não vem como você imaginou, ali às vezes se cria uma confusão por uma incapacidade de saber dizer realmente endereçar aquilo. E aí eu achei muito muito interessante ela dizer, né, vestígio das fases iniciais da evolução. a luta pela vida, o ser racional permanece quando assim se encontra em atitude de autodefesa, em razão da insegurança em que se demora, partindo paraa agressividade, para o litígio perturbador, no qual o ego predomina e se satisfaz. Olha, ela disse um monte de coisa aqui nesse nessa frase aqui que eu li várias vezes, né? Então ela diz assim: "Olha, se a gente fica numa atitude, se a gente ainda tá num campo emocional de muita insegurança, eu vou tender a autodefesa. Então tudo que vem para mim, eu vou achar que eu tenho que me defender." E aí essa isso que tava dizendo, né? J não passa por uma reflexão, não passa. Eu eu acho que ali tem algo que vai me prejudicar, então eu já tenho que ir pro ataque, né? Isso vem de por agressividade e na realidade tem a ver muito com essa questão do orgulho também, né, do ego, que não quer ser rebaixado, entre aspas, né, um ego que tem dificuldade. E outra coisa que me ocorreu a nessa questão da gente ter pouca reflexão é também a nossa dificuldade de lidar com a nossa função sentimento, né, que a função sentimento ela avalia, será o que que tem valor aqui, né? Será que vale a pena entrar dessa forma, nessa discussão, desse jeito? Será que não tem outro jeito de fazer isso, né? Claro que isso implica na reflexão, né? A gente questionar e achar que ali tem um problema, porque se eu acho que assim tá certo, não vou mudar nada, né? Então acho que essa essa queria trazer também essa questão da

implica na reflexão, né? A gente questionar e achar que ali tem um problema, porque se eu acho que assim tá certo, não vou mudar nada, né? Então acho que essa essa queria trazer também essa questão da dessa habilidade da função sentimento que nos falta mesmo, né? que ela é uma função que ela atribui valor, né, paraas coisas. Então, vale a pena isso, vale a pena de assim, né? E aí é bonito aqui nessa introdução, né, naquela mensagem introdutória que ela traz bem em cima disso, né, Marlúci, quando ela diz assim, ó, tem cuidado contigo. Eu achei linda essa parte, olha. Tem cuidado contigo. Deixe que perpasse em ti e te encharque a energia divina, a fim de que superes a tentação de contender contender eh, ou te abateres antes aos perseguidores contumazes, os litigantes, né? Então veja, então ela tá falando pra gente, olha, presta atenção que aí dentro de você, então ela faz um convite a você, sim, existe o litígio lá fora, mas aqui dentro existe o litígio que está pronto para atacar tudo aquilo que se opõe ao meu ego. Então ali onde você fala, né, que o ego predomina, então é uma questão egóica. o ego se coloca, né, eh, de forma agressiva contra tudo aquilo que é o que eu penso, o que eu quero e da forma como eu quero. Então, é lindo quando ela fala: "Tem cuidado contigo". ela nos convoca a nos colocar, sair daquilo que o o Gelson fala de uma reação e nos coloca eh nos convoca a uma ação de autocuidado. Eu não vou cuidar com o outro, mas eu vou olhar que dentro de mim existe ainda um animal pronto pro ataque. Mas o que que eu preciso fazer? É lindo. Deixa que a energia divina te encharque. Deixa que a energia divina te tire dessa condição animal e te coloque numa condição mais ainda não angelical, mas já de não ataque. Que os meus instintos eles possam ser que aí vem misturado com as paixões. Imagina eu pego um instinto, misturo com a paixão, o que que vira, né? Se eu ficar nisso, sem a capacidade de sentir, a coisa fica feia. Então, eu preciso saber que sim, existe um instinto, sim, eu tenho uma

eu pego um instinto, misturo com a paixão, o que que vira, né? Se eu ficar nisso, sem a capacidade de sentir, a coisa fica feia. Então, eu preciso saber que sim, existe um instinto, sim, eu tenho uma paixão. Mas o interessante é que Kardec 191a, ele pergunta assim: "Então, as paixões são um sinal de desenvolvimento?" E a resposta é bem interessante. Ele fala assim, ó, de desenvolvimento sim, mas de perfeição, não. Por quê? Porque sim, nós saímos de uma forma de um, né, nós nos desenvolvemos quando saímos do instinto puro, mas eh a paixão aí já é uma evolução. Então, quando eu tô nessa questão do litígio, eu já tô mais evoluído do que o animal que ataca pelo ataque. Só que ainda falta muito pra perfeição. E como que a gente pode chegar nessa dissentir pela eh pela prece, né, pela meditação, onde eu vou me enxarcar com esse hálito divino, que é uma energia que vai me curar, né? Bonita essa parte. a gente vê assim que esse processo do comportamento antagônico, né, e litigioso das pessoas agressivas, eh, fala de uma, eh, de uma questão que não é com outro, não é com o mundo. Esse litígio se dá com outro, mas na verdade é uma pessoa que tá infeliz com ela mesma, né? Porque esse antagonismo tá dentro da pessoa, porque a gente tem que lidar com essas forças arquetípicas, básicas da vida, que envolvem necessidades e forças eh fundamentais, né, que que de uma certa maneira estão em luta também com a gente. Se gente não tá em paz com a gente, eh, não se aceita, não se reconhece e e de uma certa maneira não confia n na na na nossa capacidade amorosa, né? Então, com certeza, né, a gente vai eh eh projetar, né, vai, a gente vai viver isso lá fora. Então, eh, o que falta, eu acho, na pessoa com litigiosa, né, essa capacidade, estav falando ali da função sentimento, né, de justamente de acolher, articular e elaborar a experiência emocional, né, porque eh eh é claro que que tudo isso é uma questão de regulação das intensidades afetivas, subjetivando-as, né, e e transformando em sentido, né? Então, qual é o sentido

a experiência emocional, né, porque eh eh é claro que que tudo isso é uma questão de regulação das intensidades afetivas, subjetivando-as, né, e e transformando em sentido, né? Então, qual é o sentido que faz com que eu perceba o outro meu inimigo? Como é que eu se se se eu tô nessa postura de autodefesa que vocês falaram agora, né, de respeito com agressividade, porque tudo é perigoso, tudo de uma certa maneira é interpretado como ameaça, que acontece comigo que eu interpreto a vida assim, né? Então, que eu subjetivizo, né? que eu que eu encaro e entendo as coisas dessa maneira. Então, o que tá em jogo é realmente a experiência emocional interna e de como eu regulo a identidade afetiva por uma interpretação equivocada em função justamente de ser uma pessoa que infeliz, né? aqui. E a Juna vai falar que às vezes por trás dessa atitude de litígio não só tem uma questão de autoafirmação, né, do ego inseguro, mas também tem ainda aquela aqueles aqueles espíritos que gostam de uma eh de sangue, né, gostam de de de impor assim um um tipo de ferida no outro, né? Eh, ou seja, são muito identificado ainda com uma imagem muito primária de de gratificação, né, que tem gente que gratifica eh, né, um psicopata, né, uma pessoa eh que tem uma estrutura emocional, né, comprometida nesse nível grave. Tem gente que gosta de ver, né, e gosta de impor violência, né, nos outros. Então tem aí também um um pode ter uma natureza perversa envolvida aí também nesse jogo litigioso, né? Pode. E e eu e aqui também eu acho que essa questão tu tá trazendo, né, de ver o outro como inimigo, né? Eh, essa questão da projeção, né, da projeção da sombra, né? Então, tudo aquilo que eu não consigo elaborar em mim, porque eu não consigo entrar em contato, eu não eh não consigo refletir, eu vou tender a projetar fora, né? E se eu tenho já uma estrutura mais eh frágil, né? Qualquer coisa eu vou encarar como inimigo, né? Aquilo que se coloca contra aquilo que eu penso, um outro ponto de vista, né? E isso a gente percebe, né, gente, hoje em

a estrutura mais eh frágil, né? Qualquer coisa eu vou encarar como inimigo, né? Aquilo que se coloca contra aquilo que eu penso, um outro ponto de vista, né? E isso a gente percebe, né, gente, hoje em dia, né? Eh, hoje é muito difícil tu ter um campo de conversa, de reflexão, de discussão, sem que se levante já essa bandeira. Então, se a pessoa não pensa que nem eu, ela é contra mim. Se faz uma uma correspondência direta, né, justamente por essa literalidade, né, que a gente estava falando antes, né, essa dificuldade de olhar uma coisa e não sentir ameaçado por isso. Acho que isso é um aspecto. E outro aspecto é com relação à natureza das pessoas. Eu me lembrei de um vizinho que eu tinha, um senhorzinho assim, e ele tinha uma religião muito dura, assim, cheia das regras, sabe? Não podia um monte de coisa e tal. E ele é super cumpria tudo aquilo, né? E eu achava aquilo assim um pouco estranho. E um dia ele disse uma coisa para mim que fez todo sentido. Ele disse assim: "Minha filha, eu sempre fui um homem muito violento e o que me salvou foi ter entrado nessa religião". Então ele e aquilo assim eu tive uma profunda admiração porque ele era uma pessoa de mais de 90 anos, né, e muito trabalhador assim e aqueles alemães bem rígidos, né? E ele diz que o que salvou ele da violência dele que ele via foi a religião. Então eu eu eu me lembrei dele aqui porque ele conhecia a natureza dele. Ele sabia que ali tinha um tigre que ia atacar qualquer, né? Então, o quanto é importante a gente conhecer a nossa, o que mais tá brotando em nós, né? Se é a nossa dificuldade. Daí vamos pro oposto. Ou a gente tem essa natureza tigre de agredir, ou a gente tem uma natureza que a gente só quer recuar e a gente não diz o que a gente quer, porque também daí a gente pode ir pro oposto, sempre querer evitar, né, a nos colocar, porque a gente não sabe como fazer isso e daí a gente foge da vida também, né? Então são dois opostos assim que eu acho que se fazem presente na nossa realidade. >> Pois é. Eh, eu me lembrei de um do

porque a gente não sabe como fazer isso e daí a gente foge da vida também, né? Então são dois opostos assim que eu acho que se fazem presente na nossa realidade. >> Pois é. Eh, eu me lembrei de um do Maessoli, aquele pensador francês que ele cita Niet, né, que é que o sentido da vida é trágico, né? É trágico porque a clareza é a ordem são insuficientes. Só que a gente tá num projeto de buscar na razão e no sentimento elementos para dar conta disso. Claro que a vida é maior nesse sentido. A nossa consciência ainda é pequena para abarcar toda a totalidade da vida, mas a gente tem recursos para poder entender e aceitar isso. Então, quando essa clareza e a ordem são insuficientes e a pessoa não tem recursos, que é a fé, como tu falou, né? Algo que dê sentido à vida, né? realmente eh fica daí um universo de muita incerteza, de dessa insegurança, desse vazio, de um processo que de uma certa forma se dá muito nesse nessa atitude arraigada daí, né, do do do poder, né, que a gente sabe que o poder acaba tendo um comportamento muito primário de funcionamento do homem, né? Então a gente vê aí eh ou preso no em fantasias muito primárias, lacivas ou ou agressivas, porque a gente não encontou ainda uma sustentação mais consistente na vida real, porque falta o espiritual. A gente pode dizer assim, de corpo presente, mas de espírito ausente, né? Então, de certa maneira, a gente vê assim um ser humano muito empobrecido. Então, para mim, a pessoa que tá nesse comportamento litigioso reflete, pela pulsionalidade do seu comportamento uma pobreza espiritual, uma pobreza de comportamento, uma pobreza de humanidade. Não é que eu que eu acho que ela não tem capacidade, recurso dentro dela. Ela até pode ter, mas ela não consegue contatar com esse recurso, né? Então, de uma certa maneira, fica uma forma muito pobre de se colocar no mundo, né? E aí fica esse comportamento que é bem eh parecido com os dos animais, né? Ou seja, defesa e ataque, né? Esse jogo aí em relação à vida. E aqui ela faz até uma comparação entre

e colocar no mundo, né? E aí fica esse comportamento que é bem eh parecido com os dos animais, né? Ou seja, defesa e ataque, né? Esse jogo aí em relação à vida. E aqui ela faz até uma comparação entre o passado e o e o presente, né? Então, quando ela fala ontem, eram utilizados a tocaia, o duelo, o combate físico para atender as paixões inferiores. Então, era muito escancarado. Uma pessoa vinha, me humilhava, eu chamava ele e ia para um duelo, ah, praça pública, então chamava toda ali, né, a vizinhança e ia lá pro duelo, onde eles morriam. Eh, então veja, eh, houve uma evolução aparente, porque ela fala, hoje, guardadas as proporções, ainda se utilizam de equivalentes recursos, né, a socapa, ou seja, o fingimento, a dissimulação. Então, a gente, olha, não tem mais duelo. Nossa, a humanidade evoluiu muito, tá? Não existem os duelos aparentes, mas a dissimulação, o fingimento, disfarce, né, de defesa nobre. Então fica a e nas entrelinhas como se fosse uma coisa muito de um ideal, mas no fundo no fundo é algo ainda, né, para afastar, né, dos perigos dos perigosos inimigos. Então a coisa continua muito parecida, mas ela já vem de uma forma dissimulada. Então, não é que nós evoluímos tanto assim, mas nós já conseguimos, né, esconder um pouco esse instinto, já tá mais eh maquiado, assim, ele tem uma persona, né? E graças a a esse exemplo teu, né, Marlúci, o quanto que ele já conseguiu ferramentas para dar conta, para realmente segurar aquilo que ele não dá conta de outra forma. Então, é importante sim criar mecanismos para que a gente entre em contato com os nossos inimigos internos e não fica nesse mecanismo, né, de mascarar algo, de simular algo, mas é ainda estar pronta a qualquer momento para esse ataque, o que é pior, né, um ataque eh que eu não dou chance pro outro se defender, né, porque fica camuflado, né, e aí começa aquela coisa quando eu não dou conta de superar, eu vou lá e desmoralizo. Então eu pego algo, jogo na internet, porque hoje os nossos duelos não são mais com armas de fogo, mas eu a

o, né, e aí começa aquela coisa quando eu não dou conta de superar, eu vou lá e desmoralizo. Então eu pego algo, jogo na internet, porque hoje os nossos duelos não são mais com armas de fogo, mas eu a maioria das vezes a gente vê nos meios de comunicação, né, a os ataques. questão importante, né, em cima do que a Adrian tá colocando, é que ela fala realmente aqui, né, que eh esse tipo de de eh duelo e de conflito permanece. A gente vê hoje em dia que as pessoas fazem de tudo para eh combater o outro, as fick news, os tipo de eh esquema, né, perverso para botar o outro numa saia justa. Então, de uma certa maneira, é é isso que a Adrian tá falando, tá muito atualizado no dia de hoje, né, com essa incapacidade de gente viver com diferente e da dessas várias situações das pessoas ir na na internet, nos redes sociais de maneira muito agressiva, né, destruir com o outro assim, né, tem o cuidado de avaliar, de ponderar, de refletir. E e realmente assim elas não não têm a gente vê que não é nada assim ponderado, é um jogo de dardos venenosos que as pessoas jogam assim sem nenhum comprometimento maior, sem nenhuma critério. E dentro disso que a Juna fala que que te satisfaz com isso, né? Refletindo esse primarismo ainda do nosso passado que visseja dentro de nós, a gente deêu um passo para trás, né? Quer dizer, aquele verniz civilizatório que a gente tinha colocado descascou, né? Descascou e veio a sombra ainda que que tá lá dentro que precisa trabalhar e conscientizada, né? >> É, eu acho, eu botei aqui Adri essa frase que tu leu, né, da da que hoje guardadas as proporções, né, se utilizam os recursos. Eu acho que hoje é muito mais perigoso que antigamente, porque antigamente o teu inimigo era o fulano e tal, tu ia lá na na praça e te defendia. Hoje não, né? Hoje são aqueles milhares de pessoas que tu atinge pela internet. Hoje a gente cancela as pessoas ali, né? Então acho que hoje essa questão das mídias aí que vocês estavam trazendo, eu acho perigosíssimo isso, né? Porque

hares de pessoas que tu atinge pela internet. Hoje a gente cancela as pessoas ali, né? Então acho que hoje essa questão das mídias aí que vocês estavam trazendo, eu acho perigosíssimo isso, né? Porque outra coisa, as pessoas e exatamente falta essa função sentimento de entender o valor, o sentido daquilo que eu tô colocando ali. As pessoas acham que como todo mundo tem direito de falar, a gente pode falar o que quer, do jeito que quer. E e isso vem disfarçado de democracia, sinceridade, né? Aquilo que a gente ouve, não, mas eu sou não, tu não é sincero, tu é sem jeito para dizer as coisas, né? Então, falta eh eu eu acho que hoje a gente tá num momento muito mais perigoso do que antigamente, né, que os inimigos tinham o nome e o endereço e o e o mal era direcionado ali. Hoje não, né? Então, acho que realmente a gente tá num momento. E outra coisa, as pessoas tendem a acreditar em tudo que elas leem e vejam, né? Por isso que as fake news também vão se disseminando de uma maneira assustadora, né? porque a gente não tem mais essa capacidade de questionar, de refletir, né? E aquilo acaba se tornando uma verdade, né? E nós, por um, por justamente por não raciocinar, não ter o tempo, né? Dizer: "Tá, mas será que isso aqui é possível poder dialogar com outro que pensa diferente, né? Para daí poder construir uma opinião. Ah, não tinha pensado sobre isso, né?" né? Então, acho que a gente tá num momento muito desafiador em que litígio realmente tá é um dos grandes questões e desafios, como a Joana fala, >> e tudo justifica isso. Ela coloca aqui, né? A inveja, o despeito, o amor próprio ferido, pessoas narcisistas, pessoas infelizes, de mal com a vida, né? Que não consegue ver a alegria do outro, né? Então, que se sente eh que são muitas vezes assim também covardes para assumir que elas são a responsáve pela sua vida e justificam pelos outros. Como eu sou incapaz de dar conta da minha realidade, né, e eu tô, eu não tô bem comigo, em vez de entender o que que tá acontecendo comigo, que que o que me falta, né, que

a e justificam pelos outros. Como eu sou incapaz de dar conta da minha realidade, né, e eu tô, eu não tô bem comigo, em vez de entender o que que tá acontecendo comigo, que que o que me falta, né, que tá errado, eu digo: "Não, pode é o outro, o pad é o estrangeiro que vem roubar minha meu trabalho aqui. Não sou eu que trabalho, né? Eh, então tem eh esses vários tipos de fantasias que começam surgir, né, que demonstram de uma certa maneira o quanto a gente eh tá vivendo num num contexto mundial ah de estranhamento. Cadê a família espiritual? Cadê o irmão, né? Cadê a cooperação? Aí, então parece que as pessoas tão ficaram ilhadas e sozinhas, isoladas, né? E e a coluna que sustenta a nossa vida e e cadê ela, né? O que que sustenta a a sociedade humana, né? Que então parece que as pessoas foram perdendo, ficando confusas. E aí esse e eh eh esse primarismo atártico do passado que emergem como uma forma de se defender de um mundo inseguro também ou de um universo aonde as coisas são muito imprecisas, aonde a gente não pode confiar no futuro, não pode confiar no homem, não pode confiar nas no no que vem pela frente. E esse imaginário da cultura social, né, aonde a ordem espiritual, de uma certa maneira se perde, acaba levando as pessoas ao desespero mesmo, né? Uma noção muito eh perdida da realidade. E e ness de perdido começa a ver todo esse caos aparente aí de dessa confusão emocional que se vive hoje em dia, né? E e é e aqui ela começa a colocar a partir de agora no texto uma coisa interessante, porque primeiro ela traz toda a problemática aí a gente tá aqui alucinando de desespero, aí ela começa trazer, né, mostrar caminhos e e é interessante que ela coloca aqui, ó, não estranhe e não estranhe ideal a que te entregas a presença do opositor, o desafio para o litígios. E aí eu fico pensando que a própria ciência, né, na ciência assim, vem uma ideia que é uma tese, aí vem outra ideia que se contrapõe a essa tese e desse embate, desse conflito, dessa dessa reflexão entre essas ideias contrárias, vão vai

ciência, né, na ciência assim, vem uma ideia que é uma tese, aí vem outra ideia que se contrapõe a essa tese e desse embate, desse conflito, dessa dessa reflexão entre essas ideias contrárias, vão vai surgir uma síntese que é uma terceira ideia que vai ser novamente uma outra tese que vai ter outra que se opõe. Então, é importante pra gente saber que vai haver opositores. Se a gente é palmeirense, vai ter o corintiano. Se tem o gremista, vai ter o vermelho lá, que eu nunca sei o nome e vem. Eh, existe sempre aquele time, porque aí é interessante que num determinado momento surge até o esporte como uma forma positiva de se também vivenciar essas questões e lidar com a competição de forma um pouco mais saudável do que na guerra, né? Então veja, a gente vê que o próprio esporte é uma forma de lidar com o aquele diferente. E isso não é ruim, isso não é uma coisa importante para que a gente exercite nessa tensão de forças contrárias a gente consiga ultrapassar o problema, né? E aqui ela vai colocando de forma alguma deles espaços no teu sentimento. Então eu sei que existe opositor, eu sei que existe uma ideia contrária, mas eu preciso de alguma forma eh refletir sobre a minha ideia e olhar por outros pontos, né? Então, quando a gente começa a dar espaço para essas ideias com base na na nesse nesses sentimentos ainda instintivos e e preso nas paixões, é muito complexo eu querer eh resolver em cima disso. Por isso que eu sempre falo, né? Acontece alguma coisa, vai para casa, toma um banho, dorme, no outro dia você olha para isso, porque aí aquilo passou, né? O ego voltou pro lugar, os complexos já cederam um pouquinho, se bem que tem complexo que fica atuando por dias, né? Mas a gente precisa permitir que os nossos sentimentos carregados de afeto e carregado, né, eh, venham paraa consciência e se tornem autônomos e começa a agir de forma autônoma. E aí associado a, né, aos obsessores que vem, né, limbando, né, quem é você? Eu sou legião. Por quê? Porque com esse teor surge uma legião de

a e se tornem autônomos e começa a agir de forma autônoma. E aí associado a, né, aos obsessores que vem, né, limbando, né, quem é você? Eu sou legião. Por quê? Porque com esse teor surge uma legião de ideias semelhantes para nos ajudar, entre aspas, a fazer essas, né, ter esse comportamento com base na inveja, no despeito, no amor ferido e aí querer até uma questão de vingança, né? Então ela nos convoca de forma alguma dê espaço para isso. >> É, é interessante que de uma certa maneira e e ela fala uma coisa, ela dá um detalhe importante nesse processo todo. Eh, não quer dizer, como até Maros comentou antes, que o outro não possa estar certo, né? Então, mesmo que a coisa venha com violência contra você, eh, avalia, né, se tu não tá equivocado e tenta mudar, se for o caso, porque não não porque a questão não não é só de conteúdo, é de forma, né? Porque às vezes a forma vem de maneira muito violenta, mas o conteúdo pode ser aproveitado em alguma medida. Então, o que que tá em jogo aqui na na verdade é essa tensão, né? E aí eu me lembrei do Walter Benjamim, do da da escola de Frank foi o historiador que usava um termo que nós usamos no na no espiritismo, no no mundo espiritualista, que é aura. Ele falava que o imaginário das pessoas, né, eh permanece numa dimensão ambiental, como se fosse uma matriz, uma atmosfera, né? Então, o que então isso são de uma de uma que essa força social, né, esse movimento das pessoas é de uma ordem espiritual, é de uma construção mental que se mantém ambígua e forma uma aura negativa, né, que não é quantificável, mas é sentida. Então o que a gente pode fazer é não entrar nessa aula, né? Não entrar nessa atmosfera, né? Porque isso que a J tá propondo aqui quando tu tás isso, né, Adriana, de que vai ter litígio, né, né, vai ter pessoas que gostam de fazer isso, né, que vivem para isso, né, que são polêmicas, que o significado da vida dela é baseado nisso. Então tu não pode, e entrar no jogo, né? Elas balançam a luvinha de box, né? Né? E tu não pode pegar lá e

é, que vivem para isso, né, que são polêmicas, que o significado da vida dela é baseado nisso. Então tu não pode, e entrar no jogo, né? Elas balançam a luvinha de box, né? Né? E tu não pode pegar lá e entrar no ring, né? Mas não quer dizer que nessa crítica que tu tem de reflexão, não pode reconhecer que talvez a pessoa que tá lá incomodada contigo tem uma razão de tá incomodada, né? que ela foi infeliz na forma de colocar, que ela tá sendo muito agressiva, muito exagerada, mas que que há uma razão ali. Então, de uma certa maneira, não dá espaço pro litígio não quer dizer que tu tenha que se fechar a uma reflexão e uma crítica, uma autocrítica em relação ao teu comportamento, né? >> É que daí ela fala aqui, né, Gelson, né? Quem se dispõe a uma tarefa de enobrecimento, equipa-se de coragem. Então, a gente tem que ter muita coragem também e para ter essa maturidade aí de quando tem o lit dizer: "Tá, mas qual é a parte que me toca aqui, né? Como é que eu tô envolvido aqui também? Será que tem alguma coisa em mim que aciona nessa pessoa isso, né?" né? E aí ela diz: "Olha só, ignora, portanto, aqueles que se te fazem crucificadores, mesmo quando disfarçados de benfeitores, de defensores da verdade, a verdade deles silencia e prossegue." E aqui eu pensaria, é, e pra gente questionar as nossas verdades também, coisas que a gente acha que é verdade, né? Então, é essa postura de eh de acolhimento, de abertura, né? né? Eu me lembro de Jesus, né, nas bem-aventuranças, bem-aventurados os mansos, né, porque eles herdarão a terra, né? Então, a mansidão não como passividade, mas como a capacidade que a gente tem de de trabalhar no conflito, de poder eh não é não é não ter conflito, mas é como eu administro isso, né? né? Então, precisa ter uma maturidade de dizer o que que eu tenho que aprender aqui, o que que me toca, qual é a minha parte aqui. Se nós pensar qualquer eh contenda, qualquer oposição que ocorre na nossa vida, tem algo para nós ali, né? Só que às vezes são questões difíceis, porque ela diz

que me toca, qual é a minha parte aqui. Se nós pensar qualquer eh contenda, qualquer oposição que ocorre na nossa vida, tem algo para nós ali, né? Só que às vezes são questões difíceis, porque ela diz que tem muitas coisas que vêm do passado. Então, tem pessoas, talvez, na nossa vida que a gente tende a ter eh relações mais conflituosas e tal, por questões espirituais, né? Mas de qualquer maneira, qualquer conflito vai trazer algo para nós, né, que vai demandar de nós coragem e muitas vezes exercitar o silêncio, como ela diz ali, né, para poder seguir adiante. >> E aqui é interessante, olhando essa parte, né, da quem se dispõe a uma tarefa de enobrecimento, que de certa forma ela tá falando, olha, vai sim haver opositores, né? Então não, não desiste, continua, tenha coragem, vai ter aquele que vai atirar a pedra. E eu sempre coloco, né, no consultório, quando as pessoas falam: "Puxa, eu tentei fazer um empreendimento tão bonito, mas veja, olha o que aconteceu, né? As pessoas vieram cheio de pedras para tirar e eu falo: "Olha, a árvore que não dá fruto não recebe pedrada, né? Então, que bom, se você tá tendo pedradas, é porque realmente essa tarefa é uma tarefa de enobrecimento. Então vai haver uma força contrária com a mesma, né, proporção. Então toda a força aí é uma lei da física. Ela vai ter outra que se opõe na mesma intensidade, na mesma proporção. Então é, ela já nos orienta isso, nos adverte e ela fala: "Silencia e prossegue", né? Ou seja, vai ter aqueles que vão falar, ótimo, silencia e prossegue. Entenda, né? Ignore aqueles que te crucificam, né? Por quê? Porque eles estão disfarçados. É aquele lobo em pele de de de cordeiro, né? Então ele antigamente vinha pro duelo, agora eles estão camuflados, mas estão vindo igual. Mas coragem, segue, né? Então, vá e silencia e prossegue. É muito bonito. Então, esse final do texto aqui, eh realmente eu eu enumerei cinco questões, né? De forma alguma ceda espaço pros sentimentos. Segundo, né? Tenha coragem, equipa-se de coragem. Eh, terceiro,

o bonito. Então, esse final do texto aqui, eh realmente eu eu enumerei cinco questões, né? De forma alguma ceda espaço pros sentimentos. Segundo, né? Tenha coragem, equipa-se de coragem. Eh, terceiro, ignora os crucificadores, ignora aquele que te ataca. Quarto, silencia e prossegue. E na quinto, retifique o que se apresenta equivocável, dúbreto, porque é aquilo que o Gelson disse. Realmente, muitas vezes nós estaremos sim equivocados e a gente tem que ter humildade para poder retificar, começar de novo, né? mas nunca desistiu. Acho que o que tem de lindo no texto é que ela traz a problemática, ela mostra a causa, mas ela nos equipa, elas nos dá condições de sermos ativos nesse processo, numa condição, né, de poder, eh, até reparar aquilo que nós estamos equivocados. É interessante que às vezes a gente vê as pessoas em litígio discutindo, né, e começam a gritar uma com a outra, né, e as são tão perto fisicamente, né, então aquele grito eh representa realmente essa incapacidade de uma escutar outra, apesar de fisicamente perto, né? Então, o que a Joana também nos ensina é ter um pouco de de compreensão em relação a essas pessoas que agem com agressividade, que essa presunção, né, da pessoa litigiosa, né, de chamar atenção, de querer se impor, é porque de gritar, né, de de atacar, é porque tem alguém ali de repente ferida, né? né? E insegura, incapaz de de de acreditar que é que ela pode ser aceita sem precisar gritar, que ela vai ser ouvida, né? Que ela não precisa combater o outro para ter um lugar no mundo, né? Então, de uma certa forma, né? A gente como se a gente pudesse não entrar no Ligo e dizer: "Mas por que que tu tá gritando tanto, né? Por que que tu tá eh botando tanta intensidade, né? tanta explosão de maneira brutal no teu afeto para poder comunicar uma coisa para dizer que tu não concorda ou não gosta de alguma coisa em mim. Precisa dessa carga toda, né? Eu sou tão grande assim, né? Ou é, né? Eu preciso de tanta e intensidade para poder afirmar o que tu pensa, né? Para pessoa poder se dar

não gosta de alguma coisa em mim. Precisa dessa carga toda, né? Eu sou tão grande assim, né? Ou é, né? Eu preciso de tanta e intensidade para poder afirmar o que tu pensa, né? Para pessoa poder se dar conta que de repente do exagero que tá de tá nesse lugar, né? Eu tava pensando nessa questão da aura aí que tu tava trazendo, né? Tem pessoas que têm uma coisa muito pesada, a gente sente assim, né? Tá na presença, né? E aqui ela ela meio descreve, né? Pessoas que não conseguem viver sem impor-se, sem chamar atenção, sem o alimento da presunção, né? Então, às vezes é uma característica determinadas pessoas essa necessidade, né? Claro, eh, se a gente pensar um pouquinho por insegurança, por uma série de coisas, mas mesmo assim às vezes isso não facilita o convívio ou, né, a gente tem que tá muito manso, né, e calmo, né, já para dizer, por que que tu tá gritando assim, né? Porque a tendência é a gente querer se defender e ou sair, né, se defender ou gritando ou fugindo, né? Pode ser uma das duas, mas de qualquer maneira eh tem essa questão. Então, como é importante essa coisa de a gente tá equilibrada. Eu adorei essa de ir para casa, tomar um banho, né? Porque acho que é melhor do que só dar uma respirada, né? que daí a gente pode achar uma uma solução mais faziguador aí, >> buscar, né, elementos autorreguladores. Mas a gente tem que aceitar naquele momento que eu não tô em condições de lidar com aquela situação. E tem pessoas que não conseguem nem se dar conta disso, elas já vão pro ataque, aí fica difícil mesmo. >> Mas elas, oi, pode falar. Não, não pode completar. Depois eu completo. >> Não, daí realmente ela traz no final a figura do Cristo. Acho que tu ia falar sobre isso, né? >> Não, eu ia colocar um pouquinho antes que aí ela fala assim: "Calma, não queira você ter, né, a tua verdade que ela fala assim: "Essas pessoas vão morrer e do lado de lá, né, eles vão mudar a forma de pensar, vão mudar a forma de entender e de se comportar." Então, não adianta eu querer ir lá mudar

verdade que ela fala assim: "Essas pessoas vão morrer e do lado de lá, né, eles vão mudar a forma de pensar, vão mudar a forma de entender e de se comportar." Então, não adianta eu querer ir lá mudar o outro, né? Se ele tiver realmente errado, quando ele realmente passar, né, sair dessa matéria e e deixar esse corpo físico e e voltar pro plano espiritual e e o e realmente ele poder sair do julgo da matéria que traz essa questão das paixões, ele vai, ele pode tomar consciência que estava errado, né? Então, não adianta eu sempre querer ter a última palavra, porque eh não, eu não preciso mudar o outro, mas ele sozinho se muda se ele tiver errado, né? Então, com quando a gente consegue eh pensar nisso, que que a morte vai fazer com que eles pensem de sobre isso de uma outra maneira, já também tira a pessoa daquela postura de querer que o outro pense da mesma maneira que ele, né? Certo. E aí ela traz por último a figura de Jesus, né, mostrando o quanto ele foi combatido permanentemente, né, pros vários movimentos, né, e se manteve sempre tranquilo, sereno, né, sofreu os ataques sem se perturbar, mostrando, né, através do seu exemplo, da sua atitude, né, amorosa, mas firme. Então essa é a proposta que ela nos faz, né? Quer falar de Kardecos esses homens que têm um papel importante acaba tendo que lutar, né, vivenciar essas forças de oposição, né? Então que a gente possa reconhecer que te d não vai passar ileso também na vida, que em algum momento, alguma situação vai ter algum tipo de de oposição, mas que a gente não possa possa ser aquele que não alimenta e que não seja agente do litígio, fazer nossa parte, manter na nossa postura tranquila, né? aer quando quando é possível, não, se é para uma coisa infrutífera não dá bola, né? E se manter ligado ao compromisso com o nosso ideal. Isso que é a proposta que a benfeitora nos coloca aqui no fim do capítulo, né? >> É. E essa questão, né, de sempre que a gente traz a a a espiritualidade, né, essa visão do ser espiritual, as coisas

. Isso que é a proposta que a benfeitora nos coloca aqui no fim do capítulo, né? >> É. E essa questão, né, de sempre que a gente traz a a a espiritualidade, né, essa visão do ser espiritual, as coisas às vezes isso nos acalma muito, né, porque às vezes a gente não sabe mesmo como resolver determinada coisa naquele momento, né? E por isso essa questão da gente se acalmar, porque quando a gente se acalma a gente pode ter a possibilidade de ter mais lucidez, né? E a lucidez permita com que eu veja as coisas sobre outro ângulo, né? Então esse tempo assim, a gente conhecer a nossa natureza também, né? E por isso esse convite da Joana de Angeles pro auto encontro mesmo, né? Como é que eu funciono, como é que eu tendo a reagir, né? Quando eu começo a conhecer de mim, eu também tiro um pouco o foco no outro e eu começo a a me entrar nesse processo, né? Então eu acho bem bem importante essa proposta dela, né? Da gente nunca querer fugir da raia, né? Então, se a gente tá envolvido em algum litígio, vamos tentar entender ali, né, qual é o movimento que a vida tá pedindo para nós, né? Porque quando a gente se coloca nesses embates, vai ativar em nós os complexos, né? Então, a partir do momento que o complexo é ativado, o ego sai, ele o complexo se torna autônomo. Então, é importante o tempo para que o ego possa voltar pro local e a gente ter a clareza para pensar eh de forma racional. E ela aqui, ela conclui, faz uma convocação linda, né? Ó, ser tu aquele que não litiga. Então, ok, existe o litígio no mundo, mas você vai ser aquele que não litiga, mas faz o bem que não revida, porém permanece com firmeza no ideal até o fim da existência física. Então, para mim, essa convocação que ela nos faz é assim: "Sim, nós somos todos humanos, sim, nós vamos ter complexos e não são a gente que tem, mas os complexos que nos dirigem". Mas sim, vamos ter consciência de que a gente pode eh começar, a consciência nos dá essa capacidade de respirar, contar até 10, sair, né? permitir que esses complexos sejam

complexos que nos dirigem". Mas sim, vamos ter consciência de que a gente pode eh começar, a consciência nos dá essa capacidade de respirar, contar até 10, sair, né? permitir que esses complexos sejam desativados para que a vida seja um pouco menos a a eh agressiva, talvez, né, assim, tão reativa era a palavra, né, para que a gente não seja tão reativo. >> Muito bem. E é interessante que nos próximos capítulos vai desdobrar estas essa questão central do litígio nas no nas provocações, que é o capítulo três, nas incompreensões no capítulo 4ro, nos enfrentamentos de tentações no capítulo cinco. Então, de uma certa maneira, ela vai eh de uma eh vai acompanhando esse eixo, né, de de de reflexão, trazendo outros desafios, né, temas desafio pra gente a partir desse capítulo dois aqui, que é o litígio. Então, a gente já convida a todos, né, a permanecer conosco. Agradecendo aqui a Adriana e a Marlúci por esses momentos especiais e continuar com o nosso estudo da série psicológica Joana de Andes. Um grande abraço a todos, paz e luz. Até então o próximo encontro. Ah.

Vídeos relacionados