T7:E4 • Jesus e Atualidade • Jesus e Amor

Mansão do Caminho 21/08/2024 (há 1 ano) 45:22 4,766 visualizações 662 curtidas

No quarto episódio da sétima temporada de "Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis", Cristiane Beira nos conduz por uma reflexão inspiradora sobre o amor, conforme ensinado por Jesus. Este episódio explora como o amor incondicional de Jesus continua a ser uma força transformadora e essencial na vida humana. Temporada 07: Jesus e Atualidade Episódio 04: Jesus e Amor (capítulo 04) Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angângeles. O episódio de hoje é especial e antes de estar aqui com vocês, eu me propus a fazer uma oração pedindo pedindo permissão a Jesus para poder abordar esse tema consciente do quanto somos pequenos e não temos condição de falar, de explicar, de estudar, de refletir com propriedade a respeito do amor, esse essa virtude por excelência. Então, trazendo realmente consciência da da do quanto estamos distante de entendermos o que é o amor, é que estamos aqui e vamos começar a nossa nossa aula pedindo para que Jesus compense essas nossas fragilidades, imperfeições, fraquezas humanas desses espíritos que somos ainda muito mais próximos da linha de partida do que de nossa meta que é a perfeição, que ele possa ter mais um pouco de compaixão com a gente e nos ajude a acessar o que é na nossa capacidade de compreensão o que é o amor. Jesus é o amor vestido no corpo humano. Ele veio nos mostrar pessoalmente. Ele permitiu que nós assistindo pelo menos pela nossa imaginação, com base naquilo que somos eh capazes de ter das informações que foram deixadas, nós conseguimos visualizar as cenas do amor andando sobre a terra. E era Jesus em cada lugar, passando por cada pessoa, trazendo cada palavra em todos esses instantes. Era o amor na forma de um ser humano. Então, Joana de Angeles, no seu livro Jesus e Atualidade, ela dedica um capítulo para mostrar pra gente como era Jesus, símbolo do amor. E ela começa dizendo que em toda a sua vida, a vida de Jesus, ela se a vida, toda a vida de Jesus se desenvolveu num plano de integração profunda com a consciência divina, conservando a individualidade em um perfeito equilíbrio psicofísico. como consequência transmitia confiança, porque possuía um caráter com transparência diamantina, que nunca se submetia às injunções vigentes, características de uma cultura primitiva, na qual predominavam o suborno das consciências, o conservadorismo hipócrita, uma legislação tão arbitrária

tina, que nunca se submetia às injunções vigentes, características de uma cultura primitiva, na qual predominavam o suborno das consciências, o conservadorismo hipócrita, uma legislação tão arbitrária quanto parcial e a preocupação formalística com a aparência em detrimento dos valores legítimos do indivíduo. Joana começa o seu texto mostrando que o que diferenciava Jesus para ser a expressão eh concreta na Terra do verdadeiro amor era a sua consciência por estar em integração com a consciência divina. Então vamos parar um pouquinho aqui para falar um pouquinho a respeito do que seria essa consciência. Por que que é pela pelo desenvolvimento da consciência que nós acessamos esses patamares mais altos da espiritualidade nobre superior? Por que que é pelo desenvolvimento da consciência que nós nos aproximamos do amor, das leis divinas, da perfeição de Deus, de Jesus e de Deus? Joana trabalha em toda a sua série psicológica, em todos os livros. Ela traz em algum momento alguma reflexão a respeito dos níveis de consciência, do desenvolvimento da consciência, do funcionamento da nossa, do nosso aparelho psíquico, da estrutura de consciência, de inconsciente. E ela mostra pra gente sempre que a evolução espiritual nada mais é do que uma outra forma de dizermos da do desenvolvimento, da evolução do próprio psiquismo, da própria consciência. Ou seja, quanto mais nós temos uma consciência ampla, mais maduros, mais evoluídos e mais amamos. Quanto menos temos consciência, quanto mais nossa consciência é voltada pro próprio umbigo, quanto mais eh eh fechado, quanto mais sombra nós temos, quanto menos amplitude de consciência, mais imaturos, mais infantilizados, mais egoístas e menos amor nós vivenciamos. Então, quanto mais nós conhecemos a nós próprios, mais consciência temos de si e da vida. E por consequência estamos também desenvolvendo mais o amor. Tanto que as maiores, os maiores personagens que passaram pela Terra no sentido moral, no sentido espiritual, foram aqueles que

e da vida. E por consequência estamos também desenvolvendo mais o amor. Tanto que as maiores, os maiores personagens que passaram pela Terra no sentido moral, no sentido espiritual, foram aqueles que mais tinham consciência do que era essa realidade e aqueles que menos eram egoístas e mais eram amorosos. Quanto maior o espírito, maior a consciência de si, inclusive do seu do seu tamanho e maior a propensão ao amor. Nós lembramos, por exemplo, de Sócrates, que é considerado um precursor do espiritismo. E ele tinha consciência maior do que a humanidade da sua época. Ele enxergava a vida de forma mais transcendente, mais ampla. Ele não compactuava daquela mentalidade fechada, primitiva, egoísta. E ele não se permitiu ser corrompido e nunca permitiu corromper. Ele vivenciou as virtudes nobres na medida da sua condição. Por isso que pra gente é um espírito de referência. Ele era o maior, no entanto, foi visto e se colocava como menor. É verdade, Sócrates, que você é o maior espírito reencarnado aqui nesse momento. A a Pitonisa disse lá no no oráculo e ele diz: "Deve ser mesmo, porque eu sou aquele que sabe que nada sabe." Ou seja, eu tenho consciência do quanto sou imperfeito. Isso de verdade deve ser uma visão maior do que aquele que é desse tamanhinho e se acha gigante. E ele não se permitiu vender e nem ser vendido. Acaba aceitando a mentalidade pequena que o sacrificou, o condenou à morte, tendo a possibilidade de fugir de forma ilícita, corrompendo o guarda. E ele não se permitiu. E ele dizia: "Eu sou livre. Eu sou livre em mim. Se para eu ficar livre andando de um lugar pro outro, eu precisar subornar alguém, eu já sou, eu já fico preso. Porque a liberdade é interna, é minha consciência que me liberta." Não é o que fazem com o corpo. Esse espírito dá para dá para nos mostrar o quanto ele já era grande na sua visão de vida. Depois nós temos outro ícone para nós de referência de ser humano na terra, o próprio São Francisco, Francisco de Assis, que da mesma forma se fez pequeno porque tinha

era grande na sua visão de vida. Depois nós temos outro ícone para nós de referência de ser humano na terra, o próprio São Francisco, Francisco de Assis, que da mesma forma se fez pequeno porque tinha consciência da grandeza de Deus, da grandeza do Cristo. Então, Joana traz essa primeira ligação de que o amor ele tem relação com maturidade, com amplitude de consciência. E eu trouxe duas referências de outros livros dela para efeito de estudo, em que ela fala inclusive desses estágios da consciência. O primeiro livro é Encontro com a paz e a saúde, no capítulo 9. E Joana traz aqui um pesquisador, um pensador, Ken Wilber, e em que ele descreve essas fases da consciência. Então, Joana diz: "Quem Wilber analisando os estágios da consciência reporta-se as fases pré-pessoal, pessoal e transpessoal. Na fase pré-pessoal, ainda segundo ele, a consciência estagia no sensório físico, fantasmagórico emocional e com mente representativa. Ou seja, elas ele chama de fase pré-pessoal, quando a gente quase que nem se deu conta do espírito que é. A gente vive quase que de maneira animal, como o animal é instintivo. Então, nós nos movimentamos pelo físico e pelo sensório. Ou seja, eu vou atrás daquilo que afeta minhas sensações. Eu vou atrás de prazeres da carne, aqueles que atiçam o os hormônios, que estimulam os hormônios. é uma é um fantasmagórico emocional no sentido de que nem sei o que que está acontecendo comigo. Eu vivo as emoções, na verdade porque as emoções é que me fazem, me levam, me controlam. Eu nem sou capaz de pensar a respeito das emoções para poder coordená-las. Então esse é o é a fase pré-pessoal quando eu ainda não tomei consciência do quanto sou senhor de mim mesmo e vivo mais que arrastado pelos apetites sensoriais de prazer, de facilidades. Depois continua a mentora. Na segunda etapa, a pessoal vive-se a mente regra papel. mente reflexiva formal, visão lógica. Aí a gente entra nessa fase que a humanidade entrou da ciência, dos modelos empíricos, dos laboratórios, das medições. E a

a pessoal vive-se a mente regra papel. mente reflexiva formal, visão lógica. Aí a gente entra nessa fase que a humanidade entrou da ciência, dos modelos empíricos, dos laboratórios, das medições. E a gente se encanta com a capacidade do cérebro de raciocinar, de descobrir, de criar, de inventar. E nesse momento a gente se desconecta do que transcende a matéria. A gente se encanta com nossa capacidade de explicar a matéria, de dominar a matéria. E aí nós ficamos presos na pessoa. O homem é o centro do universo. Olha como nós somos capazes. O que nós somos capazes de fazer. Aí cresce o orgulho. Na primeira fase parece que existe uma predominância do egoísmo. Eu quero tudo para mim. Eu quero as melhores sensações nessa fase em que a gente eh eh infla nosso ego, em que a gente acha que a gente não precisa mais de Deus, né? Deus é o ópio, como já foi falado por pensadores anteriores. Então, nessa fase parece que a gente se encanta tanto com a gente que a gente não precisa de mais ninguém. Eu me basto, né? Sou autossuficiente, não preciso de nada além da matéria. Mas já é um desenvolvimento, porque antes eu ficava só na emoção da flor da pele, na busca do prazer rápido. Agora eu já uso a mente para entender, para criar. Eu amplio o conhecimento. Nós fazemos grandes descobertas na Terra, mas ainda não estamos no nível de consciência que se conecta com Deus. E aí Ken Wilber descreve uma terceira fase e Joana diz: "Por fim, no nível transpessoal experiencia-se o psiquismo sutil e causal. É quando a gente fala: "Tá bom, eu já conquistei as coisas da terra, eu já ganhei o dinheiro que eu queria, eu já tenho currículo, eu tenho eu tenho diplomas, eu sou reconhecido, as pessoas sabem meu nome e eu continuo com vazio. Eu não estou feliz, satisfeito, eu posso ter prazeres de monte, mas não me sinto realizado." Então, nessa fase, a gente é convidado a a ampliar um pouco mais a consciência e aí podemos atingir esse nível de consciência transpessoal. A transpessoal significa: "Eu preciso

o me sinto realizado." Então, nessa fase, a gente é convidado a a ampliar um pouco mais a consciência e aí podemos atingir esse nível de consciência transpessoal. A transpessoal significa: "Eu preciso agora olhar para fora de mim. Egoísmo tudo para mim. Prazeres rápidos não me satisfazem. Orgulho achar que eu sou melhor de todos não me preenche. Agora eu olho para além de mim. Eu olho para cima, encontro Deus. Eu olho pros lados, encontro meus irmãos e isso passa realmente a me dar realização de vida. Esse é o nível de consciência transpessoal. É nesse nível que Jesus está, em que ele passa por cima dos seus próprios interesses e ele vem em busca dos seus irmãos. Ele vem para além daquilo que a matéria é capaz de oferecer. Ele vem para amar. Ele vem como símbolo do amor. Tem um outro livro em que Joana cita um outro pensador que também vai falar dos estágios da consciência, que é o livro O Ser consciente. Também no capítulo 9 do livro Ser Consciente, Joana diz: "Buscando interpretar o mestre russo de Hope, eh classificou os níveis de consciência em cinco estágios. Agora ela traz esse outro pensador russo e ele descreve os níveis de consciência em cinco fases, em cinco patamares que são consciência de sono sem sonhos, consciência de sono com sonho, consciência de sono acordado, transcendência do eu e consciência cósmica. Então ela vai mostrar pra gente que a gente sai quase que de um total inconsciente quando nem sonho eu tinha. Que que isso quer dizer? Que eu não era nem capaz de simbolizar. Eu era quase que um animal vivendo por instintos de sobrevivência, me mantendo vivo, crescendo, procri e e buscando sobrevivência. Aí para começar tudo de novo, estamos falando aqui em nível de consciência de ser de ser humano, do processo evolutivo, da espécie humana. Então ele diz que numa primeira fase da humanidade nós éramos praticamente animais. Assim como os animais hoje, eles ainda que tenham, possam ter atividade cerebral simulando sonho, não é um sonho simbólico que a gente reflete a

ira fase da humanidade nós éramos praticamente animais. Assim como os animais hoje, eles ainda que tenham, possam ter atividade cerebral simulando sonho, não é um sonho simbólico que a gente reflete a respeito, que a gente acorda e a gente vai atrás de pensar para ver se tem alguma mensagem. Então, é quase que uma consciência de é uma consciência de sono, é quase que um inconsciente. A gente vive com base num automatismo que os instintos nos levam, mas não existe uma reflexão, uma atividade reflexiva. Não existe uma conversa consigo mesmo, com as coisas que t vivido, pensado, sentido. Mas depois vem uma segunda fase em que começa a aparecer que ela chama de consciência de sono com sonho. Eu começo a ter alguma atividade interna, começa a aparecer alguns símbolos e eu começo a na época da humanidade, pensando na evolução do ser humano, a gente pode pensar na época mitológica em que eles começam, ser humanos começam a pensar com relação a símbolos. Ah, será que eh o raio destruiu minha plantação? Porque o Deus tá bravo com alguma coisa que eu fiz. Ele começa a tatear no escuro tentando entender o que que tá acontecendo. Se existe algo mágico além desse desse mundo concreto. Simplesmente de acordo, corro atrás da minha comida, me alimento, procrio, durmo, acordo. Será que tem alguma coisa além? Então, os símbolos começam a aparecer e a gente vê lá o os primeiros eh habitantes do planeta. já fazendo as suas pinturas rupestres, já fazendo alguns rituais, mostrando o símbolo aparecendo. Então eu eu desperto daquela inconsciência de que eu praticamente era um animal e passo a imaginar alguma coisa que tem além da matéria. Daí vem um terceiro nível que ela que o o pensador chama de sono acordado. Então, é como se a gente falasse: "Despertei". Lá no Evangelho nosso tem de Jesus, tem desperta, ó tu que dormes, né? Olha que bonito, que é como se fosse assim: acorda agora usa a razão para pensar. Não fica só tateando. Será que o Deus do trovão que quis me punir? Não fica só nessa nesse lugar da fantasia,

mes, né? Olha que bonito, que é como se fosse assim: acorda agora usa a razão para pensar. Não fica só tateando. Será que o Deus do trovão que quis me punir? Não fica só nessa nesse lugar da fantasia, do símbolo. Vamos unir símbolo, fantasia inconsciente com razão. Então vamos pensar a respeito, vamos usar a lógica. Vamos usar a lógica para entender o transcendente. A gente nessa hora elimina o transcendente e volta só paraa lógica, só paraa matéria. Ciência explica tudo. Se se a ciência não explica, não existe. Que imagina que orgulho da nossa parte, que prepotência a gente fazer uma afirmação dessa. Mas a gente faz, a gente faz no nosso auge, na nossa arrogância científica, a gente faz. Então esse movimento do despertar talvez seja o que nós estamos passando hoje na nossa terra em que nós fomos começando a acordar. O espiritismo veio acordar. Tem vida após a morte. Existe livre arbítrio e você vai responder além dessa vida. Acorda, presta atenção. Existe forma de você facilitar sua vida, existe forma de você acelerar seu progresso. Aprenda com os espíritos. Eles voltam para contar o que acontece. Então, é como se eu tivesse despertando para entender o que que é a verdadeira vida. E ainda tem mais duas fases que nos aguardam. a transcendência do eu, que é quando eu passo a viver na terra, já acredito que já houve na terra, além de Jesus, é claro, outros espíritos missionários que já tenham vindo pra Terra nesse nível de consciência, transcendência do eu, porque são aqueles espíritos que não vivem para si. Vamos pensar numa madre Teresa que abriu mão da facilidade que ela teria na vida, porque vinha de uma família, de uma condição tranquila. E ela vai dedicar a sua vida imputando sofrimentos naturais por aquilo que ela vai viver em benefício dos outros. Isso é transcender o eu. Não adianta eu ficar bem aqui nesse castelo protegida. Se eu sei que ali fora tem quem sofre. Eu transcendo o meu eu quando eu enxergo o outro como um outro eu tão importante quanto eu próprio e eu

u. Não adianta eu ficar bem aqui nesse castelo protegida. Se eu sei que ali fora tem quem sofre. Eu transcendo o meu eu quando eu enxergo o outro como um outro eu tão importante quanto eu próprio e eu vou em busca de. E aí a gente encontra Jesus que está no nível, no nível ainda acima, que ele chama de consciência cósmica. E a gente sabe que Jesus está nesse nível, não só porque ele transcende o eu, porque ele veio pessoalmente para nos salvar e ajudar, mas quando ele diz: "Eu e o Pai somos um!" Ele estava em perfeita integração com a consciência cósmica, com Deus. E é isso que Joana diz no seu texto do livro Jesus e Atualidade, que eu li no começo da nossa reflexão de hoje. Toda a sua vida se desenvolveu num plano de integração profunda com a consciência divina. Então, Joana começa dizendo, sabe por que Jesus ama incondicionalmente? Sabe porque que Jesus é pra gente um o exemplo concreto do amor em em tendo vida? Jesus é a imagem perfeita do amor, porque ele já está nesse nível de consciência que ele além de ter transcendido a si próprio, ele está em perfeita integração com Deus. E Deus é amor. Por isso que Jesus ama. É lindo isso, né? Por isso que quando a gente, quanto mais a gente investir no autoconhecimento, quanto mais a gente conseguir iluminar as nossas sombras, quanto mais a gente conseguir ampliar nossa consciência, mais estamos acelerando o nosso progresso e mais próximos da vivência do amor. Mas enquanto eu ainda estiver focada em mim, com egoísmo e orgulho, enquanto eu ainda me interessar mais por pegar aquilo que é meu, desfrutar a vida, ser, aparecer, ter ego inflado, menos eu estou pronto para vivenciar e experimentar o que é o amor. Mas vamos continuar o texto do Jesus e atualidade. Joana diz: "Portador de uma lidídma coragem, insurgia-se contra a injustiça, onde e contra quem se apresentasse, nunca se omitindo, mesmo quando o consenso geral atribuí legalidade ao crime. ente e pacífico, mantinha-se em serenidade nas circunstâncias mais adversas e jovial nos momentos de alta

se apresentasse, nunca se omitindo, mesmo quando o consenso geral atribuí legalidade ao crime. ente e pacífico, mantinha-se em serenidade nas circunstâncias mais adversas e jovial nos momentos de alta emotividade, demonstrando a intereza dos valores íntimos em ritmo de harmonia constante. Então, o que que Joana vai nos trazer agora? Veja que no primeiro trecho, ela diz: "Jesus era corajoso, ele não se omitia. Mesmo quando a cultura passava a mão para muitas coisas e dizia: "Isto tá OK", ele dizia: "Isto não tá OK". Então, contra a injustiça, ele se ele se colocava. Ao mesmo tempo que ele era enérgico, ele era educador, ele era íntegro, ele também era paciente, pacífico, sereno, jovial. com altos momentos de emotividade. Ou seja, percebem que Jesus unia os dois polos do ser humano? Ele tinha a integração do que a gente chama, né, de ing yang ou na psicologia que Joana nos traz e que Ung nos apresentou, os dois conceitos de ânima e de ânimos. Então, uma outra característica do amor, de quando viveremos o amor em plenitude, é quando conseguirmos integrar essas duas polaridades de uma forma harmoniosa, equilibrada, sem querer pôr a predominância de um sobre o outro. sistema patriarcal. Machismo quer pôr o masculino subjugando, sendo dono, oprimindo e usando o feminino. Mas se a gente seguir no caminho oposto de um feminismo agressivo que quer estar no lugar do homem para pôr pôr a limpo a história, tirar o atraso, fazer pro outro que recebeu, a gente também não vai integrar. a gente vai se sobrepor e vai transformar a sociedade ainda em outro tipo de opressão. Jesus não tinha nenhuma predominância. Jesus tinha essa integração, os dois lados unidos, o lado do masculino, forte, guerreiro, corajoso, eh incisivo, que daquele herói que vai, que conquista e que faz acontecer. da razão, do logos, do sol, mas ele tinha o outro lado também, o lado do jovial, da emoção, da emotividade, da afetividade, do colo, da proteção, da empatia, do carinho. Então, Jesus tinha o lado ânima e o lado

do logos, do sol, mas ele tinha o outro lado também, o lado do jovial, da emoção, da emotividade, da afetividade, do colo, da proteção, da empatia, do carinho. Então, Jesus tinha o lado ânima e o lado ânimos em perfeita harmonia, em perfeita integração. Por isso que ele dizia: "Deixai vir a minhas criancinhas". Quando todos os seus apóstolos homens estavam afastando, não é lugar disso. E ele se enternecia. deixai vir a minhas criancinhas. E ele se enternecia com as dores. Ele, Quantas vezes Jesus olhou para as pessoas que passassem como se fosse uma mãe que quer carregar no colo para proteger o seu filho. E quantas vezes ele foi esse pai enérgico que pôs na linha, que disse sim, sim e não, não, que denunciou e que com a própria força mostrou como se faz. Então Jesus, ele conseguia ser o que a disciplina positiva traz como recomendação pros pais e mães ser gentil e firme ao mesmo tempo. Isso é lindo, porque o amor ele não ele não pode ser polarizado. O amor não é um lado só. O amor é o amor são todos os lados. Então, o amor muitas vezes aqui na forma parental, ele se sobrecarrega de uma autoridade e ele fica mais patriarcal, mais masculino, mais ânimos e ele ama de um jeito autoritário, de um jeito até opressivo. Pode ser amor, ainda que seja amor, mas ele não é o amor completo. Ele vai oferecer muitas coisas boas de um lado e ele vai fazer grande falta no outro. Uma criança que é educada por um amor austero, com excesso dessa firmeza, é uma criança que vai crescer. Provavelmente cada um é cada um, mas é provável que ela cresça com disciplina, com regras muito bem estabelecidas, com autodisciplina, com cobrança, mas é uma criança que vai ter uma lacuna faltando, uma lacuna do afeto, do lado, do lado meigo, da gentileza, do carinho, vai ter dificuldade de expressar o amor e de receber o amor vai ser duro com as outras pessoas como costuma ser duro consigo mesmo. E uma criança que é educada com predominância do feminino, da maternagem e que recebe proteção demais, segurança

receber o amor vai ser duro com as outras pessoas como costuma ser duro consigo mesmo. E uma criança que é educada com predominância do feminino, da maternagem e que recebe proteção demais, segurança demais, deixa que a mamãe faz, ah, você é um fofinho, não vai não, deixa que a mamãe protege. Se é um excesso dessa sensibilidade, dessa emoção, é uma criança que vai crescer mais fragilizada. Ela vai ser muito emotiva, afetiva, vai ser muito social, vai ser muito amorosa, mas vai ser fragilizada em termos de uma de um ego que consegue se posicionar, porque teve sempre alguém que fez esse serviço por ele. Então, por isso que na disciplina positiva a gente costuma falar: "Seja gentil é firme". Porque a criança precisa das duas polaridades para ela conseguir integrar o sol com a lua, a noite com o dia, a força com a gentileza, a razão com a emoção. E Jesus trazia esses dois lados integrados. Continuando, Joana diz: "Na sociedade agressiva e perversa, elegeu o amor como solução para todos os questionamentos e o perdão, irrestrito como terapêutica eficaz para todas as enfermidades. não apenas ministrava-o através de palavras, mas sobretudo mediante atitudes claras e francas, arriscando-se por dilatá-lo especialmente aos infelizes, aos detestados, aos segregados e aos carentes. Agora, Joana fala: "Traz uma relação do amor com o perdão." É impossível não sabermos perdoar e amarmos. Como é impossível já vivermos o perdão sem sabermos amar. Eles são, eles são ligados, eles são relacionados, os dois andam juntos. O perdão é uma expressão do amor. O perdão ele combina com amor, ele combina com respeito, com paciência, com compreensão, com compaixão. O perdão não combina não combina com julgamento, com ressentimento, com vingança, nem o amor. Perdoar é como se fosse a aceitação da fragilidade do outro. Quando alguém me faz o mal, quando alguém me ofende, quando alguém me prejudica e que eu sou convidada a experimentar, a praticar, a vivenciar o perdão, é preciso que antes disso, porque senão

outro. Quando alguém me faz o mal, quando alguém me ofende, quando alguém me prejudica e que eu sou convidada a experimentar, a praticar, a vivenciar o perdão, é preciso que antes disso, porque senão o perdão sai mecânico, da boca para fora, eu faço por obrigação. Eu sei que eu tenho que perdoar, Jesus mandou perdoar, então fazer o quê? Então eu perdoo. Mas nem sei o que é isso. Para esse perdão ser autêntico, original e verdadeiro, é preciso um pré-requisito. É preciso que internamente eu enxergue esse outro como alguém imperfeito e permita que ele seja imperfeito. Se eu enxergo o outro quer não deixando ele errar, se eu olho pro outro com expectativa de que ele jamais vai me machucar, eu já tô pondo, estou pondo ele numa condição sobrehumana. Eu coloquei ele num lugar que não existe. Eu vou me frustrar. Ou seja, eu estou distante da realidade. Eu não estou com a consciência desperta com quem tem consciência de que o outro é imperfeito como eu sou. Se eu não enxergar os outros como passíveis de erro e eu viver com a expectativa de que ninguém vai me ofender, quem vive comigo, não pode um dia estar de mal com a vida e me xingar, não pode esquecer um dia que eu existo, não tem que lembrar do que eu prefiro, tem que, se eu tiver essa expectativa, eu vou me frustrar e eu não vou perdoar, porque não cabe o perdão. Porque se eu espero que o outro não erre, quem espera que o outro não erra nem sabe o que é perdoar, nem parou para prestar atenção nisso. Então, só quando eu tiver realmente uma consciência e eu olhar pro outro sabendo que em algum momento ele vai pisar na bola comigo, como eu vou pisar na bola com quem eu amo? Porque isso é ser humano. Se eu não tiver essa plena consciência a ponto de eu não me assustar, quando o outro me ofender, eu não me assustar, eu não ficar irritado, indignado, ainda que a emoção brote, porque eu sou imperfeita, na hora minha consciência me traz. É, mas faz parte. Eu eu consigo fazer o diálogo da emoção com a razão, mas se eu não espero que o outro vá me ofender,

que a emoção brote, porque eu sou imperfeita, na hora minha consciência me traz. É, mas faz parte. Eu eu consigo fazer o diálogo da emoção com a razão, mas se eu não espero que o outro vá me ofender, vai me me prejudicar em algum momento, eu estou no mundo fora da realidade. Eu estou no mundo da fantasia. E nesse mundo da fantasia não entra perdão, não. Então, quando a gente fala: "Ah, eu não sei se eu perdoei". É uma bela pergunta para se fazer. E começa com a pergunta. Em algum momento você tinha expectativa que ele não poderia ter feito o que ele fez para você? Ah, mas ele é meu irmão, ele é meu pai, ele é meu marido. Em algum momento você teve a expectativa de que ele nunca ia te machucar? Não faz sentido a gente viver na Terra, no nosso grau de evolução, achando no fundo que a gente vai viver uma vida inteira com pessoas próximas e nunca a gente vai se machucar um ao outro? Acorda, desperta ao tu que dormes, traga a consciência. Se você não tiver essa expectativa, você não se frustra tanto quanto isso acontecer. Não estou dizendo que isso deve ser, ah, então vamos, vai, faz o que tá na cabeça. Não tô dizendo que apesar de toda a nossa vigilância, apesar de todo o nosso amor, apesar de toda a nossa intenção, apesar de todo o nosso cuidado, de vez em quando a gente vai escapar e de vez em quando alguém vai escapar e vai nos ofender e vai nos magoar. Essa é a consciência que permite depois a prática do perdão. Porque na hora que eu me magoei, que eu chorei, que eu senti, que eu fiquei com raiva, tudo bem, respira. Passou essa primeira auge da emoção, respira e pensa: "Aí eu tenho esse diálogo." É, é verdade. Mas somos seres imperfeitos. Ainda que eu demore um pouquinho para voltar ao normal, eu aceito que ele tem errado. Eu aceito que ele tenha me magoado. Eu aceito que ele tenha me machucado. Faz parte da nossa evolução. Eu também vou praticar isso em algum momento com alguém. Isso é o começo do perdão. Perdão não é só porque é obrigado a fazer, porque Deus mandou fazer ou seja lá porque o

Faz parte da nossa evolução. Eu também vou praticar isso em algum momento com alguém. Isso é o começo do perdão. Perdão não é só porque é obrigado a fazer, porque Deus mandou fazer ou seja lá porque o que for, começa com essa conscientização de que somos imperfeitos. Esse é o primeiro ponto pra gente poder relaxar e falar: "É, faz parte. Dessa vez foi aí que aconteceu. Eu é que tava ali na na mira. Mas tudo bem, vamos tocar pra frente. Tem um livro de Joana que fala um trecho bonito que eu trouxe. O livro é Conflitos Existenciais, capítulo 19. E Joana diz: "Somente é capaz de amar a outra emele que se ama. É indispensável, portanto, que nele haja o autoamor, o autoreseito, a consciência de dignidade humana, a fim de que suas aspirações sejam dignificantes, com metas de excelente qualidade. Então, somente é capaz de amar a outra emele que se ama. Então, a gente começa com uma pergunta antes daquela pergunta. Eu me permito errar ou eu espero que eu vou ser perfeita e que eu só vou fazer tudo do lindo, maravilhoso? Primeiro, eu preciso me permitir ser humano no grau de evolução que a gente está hoje. Eu preciso aceitar que eu erro, que eu piso na bola, que eu escorrego para depois permitir que o outro erre, para depois, no momento em que a gente se machucar, a gente poder se lembrar que somos imperfeitos e aí sim praticarmos o perdão. Então, primeiro precisa que eu admita meu grau de evolução para depois permitir que o outro erre para eu poder perdoá-lo. Eu lembrei também de um de um texto lindo que é uma poesia de Tagor, Tagori, psicografado por Divaldo. Eu trouxe de um CD que foi publicado há um tempo, lindo, que foi musicado. O CD se chama Gotas de Paz e é a 16ª leitura de Tagore. Então Tagori diz assim: "Quem disse que amar é sofrer, jamais amou. O beijo do ar da madrugada desperta a vida que dorme. O sorriso da lua engraldada de estrelas diminui as sombras. A carícia do sol vitaliza todas as coisas, e a chuva que lava a terra e reverdece o chão e abençoa o mundo, correndo no rio,

vida que dorme. O sorriso da lua engraldada de estrelas diminui as sombras. A carícia do sol vitaliza todas as coisas, e a chuva que lava a terra e reverdece o chão e abençoa o mundo, correndo no rio, esvoaçando, na nuvem esgarçada, são as tuas expressões de amor. Ele está falando com Deus, construtor real, demonstrando o teu poder, a tua grandeza e a minha pequenez. Quem ama sempre doa e não sofre. Porque ama o amor é luz, é pão, é ar e é paz. Quem diz que amar é sofrer, ainda está esperando pelo amor que jamais amou. Essa é a frase que eu queria trazer. Enquanto eu não me propuser a amar, enquanto eu esperar mais ser amado do que sou capaz de amar, eu ainda não estou falando de amor. Eu ainda estou falando de buscas sensoriais, de prazeres, de ego, de orgulho, de egoísmo. Eu ainda estou atrás daquilo que me satisfaz aqui, a matéria. Quando eu for realmente capaz de desse amor que Tagor traz, é quando eu não vou ter expectativa. É quando eu aceito o outro, sendo outro como ele é, como Jesus nos aceitou. Jesus jamais se decepcionou com a gente. Jesus nos deu lição de moral. Jesus escolheu de quem se aproximar. Jesus se aproximou daqueles que eram excluídos, que ficaram que ficavam à marge, mostrando que ele amava o ser que estava ali e não os benefícios que ele poderia colher do ser que estava ali. A gente ainda condiciona muito o amor aos outros por aquilo que os outros são capazes de nos oferecer. Eu amo esse porque ele me faz ou me deixa de fazer. Eu amo aquela porque com ela eu consigo. Eu amo esse outro porque daqui eu tiro ou eu recebo. Jesus não tinha nada que receber de nós. Nada nós poderíamos fazer para oferecer qualquer coisa a Jesus. E por isso que a o amor dele era o puro e era o verdadeiro. Porque ele nos amava sendo nós quem somos. Ele nos ama sendo nós quem somos. Então, querer receber mais do que é do que é capaz de dar ainda não é a vivência do amor. Joana disse: "Em momento algum ele se submeteu às à conveniências perniciosas de raça, de ideologia, de partido e

ão, querer receber mais do que é do que é capaz de dar ainda não é a vivência do amor. Joana disse: "Em momento algum ele se submeteu às à conveniências perniciosas de raça, de ideologia, de partido e religião, em detrimento do amor indistinto quanto a todos e amplo, que o cercavam e o encontravam." Tá vendo? Jesus não excluiu ninguém. Ele se aproximou do samaritano, da mulher equivocada, da estrangeira sírio fenícia, do cobrador de impostos, da viúva necessitada. Todos seres à margem da sociedade, excluídos, desvalorizados. E Jesus amou a cada um deles da mesma forma, porque Jesus amava o espírito, o irmão dele, que somos todos nós. Ele incluía. Jesus chorou sobre Jerusalém, invectivou a farsa farisa, farisaica, advertiu os distraídos, condenou a hipocrisia e deu a própria vida em holocausto de amor. Nunca se perdeu em sentimentalismos, poeris ou agressividades rudes. O amor norteava-lhe os passos, as palavras e os pensamentos. Mais uma vez, Joana nos mostra aqui que Jesus não era polarizado. Jesus era equilibrado. Jesus era a integração de todos os polos. Jesus era a exata medida. Aristóteles não diz que a virtude é a exata medida entre duas dois vícios? Jesus é esse caminho do meio. Jesus é a integração da luz e da sombra. Jesus é o amor, porque ele não faz distinção. Jesus valoriza o forte e o fraco. Então, não tinha sentimentalismos, não estava polarizado nesse lado sentimental exagerado, como também não era agressivo, o Rud, ele era gentil e firme. Ele era ânima e ânimos. Ele era luz e sombra nesse sentido da integração, de entender o valor de tudo que existe, de sol e de lua e de alto e de baixo. Jesus enxergava a beleza de Deus em tudo e assim como ele nos olhava. Então, para terminar, uma poesia singela, mas que representa essa grandeza do amor que é o próprio Deus. que é Jesus integrado a Deus, que é em nós a centelha divina. Na orquestra divina, cada espírito um instrumento. Cada instrumento um tom, uma nota, um som. Cada nota uma vibração, uma energia, um

eus. que é Jesus integrado a Deus, que é em nós a centelha divina. Na orquestra divina, cada espírito um instrumento. Cada instrumento um tom, uma nota, um som. Cada nota uma vibração, uma energia, um poder. A afinação é a lei do progresso, harmonizando os instrumentos para a grande sinfonia da vida, que é o amor. Cada um de nós que somos uma nota especial e única na sinfonia de Deus. possamos lapidar essa nota, afinar a nós próprios pela lei do progresso, nos ajudando a desabrochar de dentro para fora, saindo do nível de consciência que é voltado para si, buscando essa essa consciência transcendente à matéria pra integração com a consciência cósmica, para que a gente se ame a cada um de nós, exatamente como nós somos. Aí sim, seremos capazes de vivenciar as virtudes nas nossas relações. Obrigada, Jesus por vir ser o amor na forma de um ser humano e nos mostrar o caminho em busca da perfeição, que vai nos levar, sim também à vivência desse amor transcendente. Obrigada pela atenção, pela presença de vocês e até a semana que vem, se Deus quiser.

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