T6:E9 • Transtornos Mentais • Transtornos Relacionados a Traumas
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 - Transtornos Mentais Episódio 09 - Transtornos Relacionados a Traumas ► Referências Bibliográficas • Vida: desafios e soluções, cap. 7; • O despertar do Espírito, cap. 3; • Triunfo pessoal, cap. 7; • Em busca da verdade, cap. 9. ► Sugestão de leitura O corpo guarda as marcas: Cérebro, mente e corpo na cura do trauma, Livro por Bessel Van Der Kolk » Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Ângeles. No episódio de hoje, dentre os transtornos mentais que nós temos abordados, nós vamos falar com relação àqueles causados ou oriundos eh de traumas. Aquilo que nós chamamos de trauma é algo que tem relação com uma história, uma experiência passada, um momento em que a pessoa se viu diante de alguma eh dificuldade em termos emocionais e se sentiu com muito medo. eh não soube se defender ou se posicionar ou não teve mecanismos para poder se livrar da situação. Então, ela passou por algum tipo de como se fosse uma violência, ainda que não tenha sido causado, é, de forma propositada, mas a pessoa se viu vulnerável numa numa situação em que ela não tinha como escapar ou como fugir e ela experimentou forte carga emocional negativa de medo, de aflição, de angústia, de dor, muitas vezes dor física, dor corporal. E ela como se tivesse encapsulado toda essa história e fica isso registrado no inconsciente. E a gente vive no momento presente ainda sob influência dessa experiência que às vezes está lá no passado, muito distante. Então, para conversar um pouco a respeito desses traumas, primeiro a gente a gente recorre à linguagem psiquiátrica. O manual da psiquiatria mais atual, o DSM5, ele traz isso que a gente conhece como TEPT, né? Então, é o transtorno de estresse pós-traumático. É um transtorno eh ocasionado de um trauma a partir de uma experiência muito forte em termos emocionais, psicológicos. E aí a pessoa continua vivendo é como se ela ainda tivesse relação com aquilo. Ela está no momento presente, mas tem um pezinho dela que nunca mais saiu do momento do trauma. Parece que aonde ela vai, esse trauma vai junto, ele está presente, ele influencia o ponto de vista da pessoa, a forma como ela enxerga o mundo, a forma como ela confia ou deixa de confiar nas pessoas, ou como ela não se arrisca, ou como muitas vezes ela deixa de viver coisas interessantes, porque ela tem receio que aqueles que aquela situação
a forma como ela confia ou deixa de confiar nas pessoas, ou como ela não se arrisca, ou como muitas vezes ela deixa de viver coisas interessantes, porque ela tem receio que aqueles que aquela situação se se reproduza. Então, ela vive o momento presente com base no acontecimento passado. E é e o ponto fundamental do trauma é realmente esse estresse, esses hormônios de quando a gente que circula em nosso corpo quando nós estamos em risco, em perigo. Então, o DSM5 ele traz alguns tipos específicos dos transtornos pós-traumáticos. Por exemplo, o transtorno de apego reativo, o transtorno de interação social desinibida, o o próprio transtorno de estresse pós-traumático, TEPT, transtorno de estresse agudo, vários outros transtornos de adaptação, por exemplo, com humor deprimido, com ansiedade, um misto de ansiedade e depressão, com perturbação de conduta, com perturbação mista das emoções de conduta, são todos eles relacionados a trauma. Nós observamos muito isso em pessoas que passaram por grandes, por exemplo, calamidades, eh eh cataclismas naturais, enchentes, deslizamentos de terra, terremotos que enfrentaram guerras, guerrilhas, situação de extrema violência. Então, é muito comum que nessas situações a pessoa saia da situação carregando algum tipo de transtorno eh de estresse, transtorno relacionado a esse trauma. Toda pessoa que vivencia vai ter? Não, mas é muito comum que quem tem é porque passou por algum tipo de situação traumática que foi lida na forma de um trauma quando a pessoa vivenciou como trauma. Tem um livro de um pesquisador, ele se chama Bel Van Der Kolk. Esse senhor professor Dr. Bessel, ele estudou, analisou, pesquisou mais de 20, 30 anos de carreira pesquisando sobre eh eventos traumáticos e o seu a sua influência no psiquismo. Ele começa, prestando atenção, ele e tantos outros que estudam os traumas, começou prestando atenção nos, ele era é americano na nos soldados que voltavam do Vietnã e iam uma pessoa e voltavam outra. O corpo voltou inteiro, às vezes
le e tantos outros que estudam os traumas, começou prestando atenção nos, ele era é americano na nos soldados que voltavam do Vietnã e iam uma pessoa e voltavam outra. O corpo voltou inteiro, às vezes inteiro, mas a alma parece que destroçada e a psique sequestrada. da sensação era essa. A pessoa continua aqui na minha frente, não teve nenhum ferimento eh significativo, o corpo dela está relativamente intacto, mas a pessoa que foi não é a mesma que voltou. Ela não se relaciona com a vida, com a família, consigo mesmo da forma de antes. Ninguém se relaciona igual à vida inteira. A gente vai mudando, mas essas pessoas parece que elas continuavam presas. Parece que algo, algo delas nunca mais voltou da guerra de onde que participaram. Alguma coisa continua presa lá. Então eles vinham do Vietnã, que diz que foi uma das guerras mais eh sombrias no sentido de muita crueldade. Eu não tenho grandes conhecimentos, apenas o que a gente fica sabendo pelos filmes e e comentários e documentários. Mas foi bem difícil essa guerra, né? Ela foi bastante intensa em termos de violência e esses soldados que voltavam chamou a atenção dele e ele passou a estudar porque parece que ele volta, mas ao mesmo tempo ele nunca mais volta. Ele tá sempre lá, continua com pesadelos, ele se torna uma pessoa mais introspectiva, ele não consegue mais dar fluidez à própria vida, não tem mais alegria de viver, sonhos. Parece que ele está preso num lugar escuro, sombrio, como se ele estivesse sequestrado, escravizado. E nos seus estudos, o Dr. Bel percebe que ele vai fazendo pesquisas, usando eh tomografia, fazendo análise elétrica do cérebro e ele vai se aprofundando e ele começa a ter contato também com outros tipos de trauma, por exemplo, crianças vítimas de maus tratos. que ficavam em casa ou em algum abrigo ou em alguma família e eram abusados emocionalmente, às vezes até fisicamente. as crianças e também mulheres vítimas de abuso, violências, eh estupros. Ele percebeu que essas três pessoas, apesar de as vivências serem
lia e eram abusados emocionalmente, às vezes até fisicamente. as crianças e também mulheres vítimas de abuso, violências, eh estupros. Ele percebeu que essas três pessoas, apesar de as vivências serem totalmente diferentes, o soldado enfrentou guerra, explosão, eh corpos sendo destroçados, explosão de de barulho de bomba. A criança sofreu maus tratos dentro da casa, às vezes do próprio lar, da própria família, às vezes em algum lugar que ela frequentava. A mulher sofreu abuso, violência, estupro, às vezes na rua, às vezes também dentro da própria família, dentro de um ambiente menor. Apesar de serem bastante diversos a as pessoas em termos de sexo, idade, experiências, lugares e tudo mais, em termos internos, elas eram as mesmas pessoas, as mesmas almas, com cicatrizes muito semelhantes. O mesmo comportamento psicológico, mental que o soldado passava a ter depois da guerra. As mulheres violentadas passavam a ter depois da violência, as crianças abusadas passavam a ter depois do abuso. Então ele percebeu o como o ser humano lida com eventos estressantes, eh, absurdamente estressantes, a ponto de machucar o interno da pessoa, a psique, o espírito, a alma, o coração, como a gente queira chamar. Não importa qual tenha sido o evento, ele é sentido da mesma forma e a pessoa continua presa quase que a vida inteira naquele episódio. E ele escreveu um livro, então, analisando toda a sua pesqu apresentando, disponibilizando sua pesquisa com relação a traumas. Ele reuniu essas décadas de estudo e o livro se chama O corpo guarda marcas. E ele traz o corpo guarda marcas porque ele mostra que um evento psicológico, um evento e mental, uma experiência que você tenha vivido e às vezes você nem estava com o corpo presente, eu vi o o soldado foi pra guerra e viu o colega dele explodir nos ares, né? pisou numa mina e explodiu. Essa experiência não atingiu ele fisicamente, o corpo dele não foi afetado, mas a experiência traumática de ter passado por por isso foi transferida pro seu corpo. Então não aconteceu com
e explodiu. Essa experiência não atingiu ele fisicamente, o corpo dele não foi afetado, mas a experiência traumática de ter passado por por isso foi transferida pro seu corpo. Então não aconteceu com ele. No entanto, ele gera um trauma que modifica a sua estrutura fisiológica. Então ele mostra o quanto a gente faz a a aquilo que a psicossomática ensina. A gente somatiza no corpo o que o espírito sente, o que a alma sente, o pensamento pensa, a emoção sente. Não existe separação, tudo está ligado. Aquilo que o corpo sofre interfere na emoção, interfere na mente, no espírito. Aquilo que a mente pensa transfere pro corpo, transfere pro espírito, afeta a emoção. aquilo que a emoção sente também interfere no que você pensa e também modifica o seu panorama corporal, tudo interligado. Então ele faz essa provocação, ele vai falar de traumas psicológicos e o nome do livro chama corpo guarda marcas, porque ele vai mostrar justamente isso, o quanto que o corpo em termos de neurotransmissores, em termos de hormônios, ele se adapta a uma nova realidade. O corpo não vai mais ser o mesmo. O cérebro muda de forma de funcionamento. ele funcionava de um jeito, ele passa a funcionar de outro. Eu trouxe alguns trechos pequenos pra gente ilustrar a nosso início, eh, nossa introdução pro tema de hoje, mas é um livro interessante, nós, os leigos, conseguimos ler. Então, se você tem interesse, se se esse assunto de hoje é particularmente significativo para você, vale a pena aprofundar um pouco, conhecer um pouco como forma um trauma e como ele modifica a nossa estrutura inteira, né, física, mental, psicológica. Bom, o Dr. Bel diz assim: "A imaginação é absolutamente fundamental para a qualidade de vida. Ela nos permite abandonar a rotina do dia a dia. Ela nos dá oportunidade de contemplar novas possibilidades. É uma alavanca fundamental para fazer com que as esperanças se tornem realidade. Quantos de nós quando está cansado a gente se entrega a uma imaginação? Quando eu for praia ou quando eu tiver em casa, quando
lavanca fundamental para fazer com que as esperanças se tornem realidade. Quantos de nós quando está cansado a gente se entrega a uma imaginação? Quando eu for praia ou quando eu tiver em casa, quando eu puder dar uma dormidinha, quando a gente se entrega, a imaginação nossa, ela nos ajuda a aliviar, ela nos ajuda a a nos transportar para outros lugares pela eh imaginação. Ela é uma alavanca que nos eh transfere, que nos fazem produzir esperanças. Ela aciona a criatividade, ela alivia o tédio, ela realça os prazeres e enriquece os relacionamentos mais próximos. Quando as pessoas são arrastadas para o passado de modo compulsivo e constante, para a última vez em que sentiram um envolvimento intenso de emoções profundas, elas padecem de uma falha de imaginação, de uma perda de flexibilidade mental. Sem imaginação não há esperança, nenhuma possibilidade de antever um futuro melhor, nenhum lugar onde ir, nenhuma meta alcançar. Olha que triste. É poético e é triste. Que que o doutor está explicando pra gente? Que a pessoa que carrega um trauma, ela fica constantemente vivenciando mentalmente o trauma. Ele frequentemente ele volta e ele ocupa a casa mental. E quando ele ocupa a casa mental, ele faz um, ele automaticamente enrijece, como se fosse isso, enrijece nossa capacidade de imaginar. Porque quando a gente vai imaginar, ele vem e diz assim: "Ah, é, você tá, você tá pensando que você vai ser feliz ali. Você não sabe a hora que vai acontecer de novo aquilo que você já passou". Ele nos faz duvidar de uma vida boa, nos faz duvidar da esperança de um sonho realizado. É como se a gente carregasse uma uma trouxa pesada, né? Uma bagagem pesada. E onde a gente vá? Ai, acho que eu vou deitar aqui para dormir. Como que você vai dormir que você tá carregando esse peso? Você não consegue. Ai, acho que eu vou sair ali, vou dar uma volta. Ah, você vai dar uma volta levando essa mala junto. Então, ele diz que a imaginação passa a ser afetada. Ela já não é mais livre. A gente já não sonha
Ai, acho que eu vou sair ali, vou dar uma volta. Ah, você vai dar uma volta levando essa mala junto. Então, ele diz que a imaginação passa a ser afetada. Ela já não é mais livre. A gente já não sonha com tudo que é possível. O nosso sonho já é contaminado por por essa por essa impressão depressiva, nostálgica. É como se a gente quando fosse imaginar uma coisa, a gente falasse assim: "Ah, o mundo não é tão bonito não. Aquilo que eu passei nunca mais. Eu nunca mais vou sonhar livremente. Eu nunca mais vou ter esperança de uma coisa. Porque eu já carrego uma marca. Essa marca está comigo sempre. Onde quer que eu esteja, eu olho pro mundo pelas lentes dela. Por isso que eu disse que eu fui sequestrada. Que que de mim foi sequestrado? Essa minha ingenuidade, essa minha espontaneidade. Eu eu a partir desse trauma, eu passo a ser desconfiada. Eu passo a postar que vai sempre acontecer o pior. Eu passo a olhar as pessoas como se sabendo que elas são capazes de coisas que elas não mostram. Então, eu estou sempre na defensiva. É como se eu me tornasse um um guerreiro. Eu tô sempre com meu escudo, tô sempre com a minha espada, eu tô sempre com meu elmo, sempre protegido do mundo, porque a qualquer momento o negócio pode pegar fogo. Então eu olho com desconfiança, eu me movimento com cautela, eu não me arrisco em coisas novas, eu fico sempre ali na na resguarda, na retaguarda. Por isso que ele vai mostrar que eu marco o meu corpo de um jeito que cerebralmente falando, a troca de hormônios, a função, ela se modifica. Ele diz também assim: "Já se sabia que emoções intensas ativam o sistema límbico, em particular uma área específica, a amídala". Então, dentro do nosso cérebro tem uma um lugarzinho que chama amídala. Essa amídala, essa essa glândula, ela é responsável por esse sistema límbico que controla as emoções. A mí ela tem fundamental função nas nossas trocas de emoções, alternâncias de humor. Dependemos da mídala para nos avisar sobre um perigo iminente para ativar a resposta física do estresse. ela que vai
mí ela tem fundamental função nas nossas trocas de emoções, alternâncias de humor. Dependemos da mídala para nos avisar sobre um perigo iminente para ativar a resposta física do estresse. ela que vai nos dar a descarga do medo, do susto, pra gente poder correr e fugir de um perigo. Então, a amídala ela responsável pelas emoções. Nosso estudo demonstrou claramente que quando vítimas do trauma se vem diante de imagens, sons ou pensamentos relativos à sua experiência em particular, a amídala reage alarme mesmo anos, décadas após o ocorrido. Ou seja, se eu escutar alguma coisa parecida com o que eu escutei no dia que eu fiz o trauma, a amida, ela reage em mim as mesmas descargas hormonais que ela reagiu quando eu estava em perigo real. Por isso que ele fala da imaginação. A imaginação agora fica sequestrada. Ela imagina sempre que vai acontecer de novo e aquilo que eu imagino se torna realidade, porque minha mente acredita que eu vou viver tudo de novo. Aí a Mida ela me prepara pro combate. Então eu tô andando na rua, eu vejo uma coisa, descarga de cortisol, de adrenalina, de noradrenalina, tudo que tem direito para me preparar pro estress não tá acontecendo nada. Eu é que imaginei que fosse acontecer, porque isso já me aconteceu. Eu tenho medo que acontecer de novo, eu fico querendo antecipar. Então eu estou frequentemente passando pelo trauma. Frequentemente passando pelo trauma. O corpo vivencia. Imagina as descargas, o quanto que a gente estressa nosso corpo, quando a gente desgasta essa máquina revivendo, revivendo o trauma. A a ativação desse centro de medo provoca cascata de hormônios do stress e de impulsos nervosos que elevam a pressão sanguínea, a frequência cardíaca, o influxo de oxigênio, preparando o seu corpo para lutar ou fugir. Então, é como se eu tivesse de novo vivendo problema, de novo vivendo problema. Medicamentos, drogas, álcool também podem amortecer durante certo tempo ou obliterar a sensações e sentimentos intoleráveis. Que que a gente começa a
e novo vivendo problema, de novo vivendo problema. Medicamentos, drogas, álcool também podem amortecer durante certo tempo ou obliterar a sensações e sentimentos intoleráveis. Que que a gente começa a fazer? Ai, eu tô passando mal, tudo de novo, que nem um pânico, um trauma. Que que eu faço para amortecer? Eu vou começando a usar recurso, eh, álcool, tudo aquilo que me anestesia, tudo aquilo que provoca uma emoção mais forte para me tirar. às vezes autom às vezes abuso de drogas, né, de de drogas em termos de remédios, às vezes uso de drogas mesmo que não são ilícitas. Então nós vamos tentando amortecer, amortecer essa emoção que nos eh aterroriza. Mas o corpo continua a guardar marcas. Faz mais de 100 anos que todo o livro de psicologia, psicoterapia, eh, afirma que este ou aquele método de falar a respeito das sensações aflitivas é capaz de resolvê-las. Como já vimos, porém, a própria existência, experiência do trauma impede que isso seja feito. Por mais que acumulem conhecimentos, o cérebro racional é incapaz, basicamente de convencer o cérebro emocional a deixar de lado aquilo que aconteceu. Não canso de me impressionar com a dificuldade que as pessoas que vivenciaram algo abominável t de transmitir a essência da sua experiência. É muito mais fácil para elas falar sobre o que foi feito. Elas contam uma história de vítima, de vingança. Elas relatam um fato como se elas estivessem fazendo a cobertura de um crime. Mas observar, sentir aquilo que ela realmente experimenta e pôr em palavras o que tá em interno. Isso essas pessoas não conseguem, porque se elas se conectarem lá dentro, elas vão sofrer tudo de novo e é desesperador. Então elas preferem se distanciar da emoção e falar sobre o fato como se nem fosse com elas. A gente escuta muitas vezes as pessoas narrando uma tragédia que aconteceu na vida quando era criança e a gente fala: "Meu Deus, a gente fica passando mal. A pessoa está contando como se não fosse com ela, porque ela faz essa separação. O cérebro racional
gédia que aconteceu na vida quando era criança e a gente fala: "Meu Deus, a gente fica passando mal. A pessoa está contando como se não fosse com ela, porque ela faz essa separação. O cérebro racional consegue falar a respeito. Ele está contando um caso, como se ele tivesse contando, era uma vez um gato que subiu e que não sei. Ele tá contando, ele não está envolvido. A gente escuta a história, como a gente não tem nenhum trauma, a gente se mergulha na história, a gente permite que a emoção seja afetada. E a gente passa mal, a gente escuta ele contar a história dele e a gente tem taquicardia, sudorese de imaginar, de sentir aquilo que ele provavelmente sentiu. Ele não, ele tá lá frio. Por que que ele tá frio? Porque é uma autodefesa. Ele se distanciou da emoção para poder lidar com aquilo, porque não tem condição. Então, por isso que ele está dizendo que contar a respeito da situação não resolve. Eu preciso sim arranjar um jeito de entrar de novo naquela emoção para devagarzinho me dissensibilizando, para devagar ir dissolvendo a emoção, para que eu possa ir processando, elaborando, me perdoando, perdoando o outro. Se eu não mergulhar lá dentro, eu falar a respeito, não vai ter muita eh utilidade. E mais um trechinho aqui, as imagens que obtivemos, né, as imagens de ressonância ou eh eh outros equipamentos que eles usaram para fazer a o o a análise do cérebro, as imagens que obtivemos revelavam que o pavor tomografia, era isso que eu tava buscando. é que o pavor dessas pessoas persistir podia ser desencadeado por múltiplos aspectos da vida diária. Elas continuavam lá e não sabiam como se manter aqui, plenamente vivas no presente. Depois do trauma, a pessoa experimenta o mundo com um sistema nervoso diferente. A energia do sobrevivente se concentra em suprimir o caos interior, em prejuízo da espontaneidade da vida. Então, é como se ele falasse que as pessoas perdem a espontaneidade. Elas continuam vivendo aquela dor, aquele aquele medo, aquela situação, aquele trauma vivenciado.
ejuízo da espontaneidade da vida. Então, é como se ele falasse que as pessoas perdem a espontaneidade. Elas continuam vivendo aquela dor, aquele aquele medo, aquela situação, aquele trauma vivenciado. Ela não consegue virar a página e viver de novo a vida aqui. Elas estão aqui, mas sempre conectadas com lá, de verdade, entregues numa experiência presente, como se nada tivesse acontecido antes. Não, não consegue. Então é algo muito difícil de se enfrentar. Se a gente pensar pelo lado que o espiritismo nos oferece, graças a Deus, ele nos oferece uma possibilidade de pensar além. E a gente sabe que não existe então injustiçados. A pessoa que sofrer sofreu um trauma, uma criança abusada, uma mulher violentada, um soldado vítima de de Tpt da guerra, eles não estão ali por acaso. Não deram má sorte de ter caído naquela situação naquele momento. Eles têm relação com esse tipo de situação, com o tema envolvido. E é uma relação que está conectado com o passado deles. Então, acaba sempre sendo uma oportunidade de expiação, ou seja, de restauração do equilíbrio. É aquilo que eu promovi. Eu posso hoje sentir na pele para eu entender como funciona e nunca mais eu quero saber aquilo que minha consciência me cobra. Eu eu me sacrifico, eu peço para passar por aquilo para que a minha consciência se acalme, cada um com a sua história. Então, não existe vítima no sentido da lei de justiça divina. Ela é justa e cada um passa pela experiência, não é punitiva, é educativa. A lei é sempre educativa, é pedagógica. Jamais é um tribunal de justiça que aplica pena para fazer sofrer, como a gente acreditava no passado. A lei, ela nos leva a lugares para ter experiências que nos curem, que nos façam compreender a vida mais amplamente. Mas essas experiências muitas vezes elas precisam, elas acabam sendo experiências sofridas, doídas, mas que nos transformam e ao mesmo tempo nos libertam para um estado de consciência maior. A gente passa por isso. A gente diz assim: "Nossa, eu cobrava tanto da
m sendo experiências sofridas, doídas, mas que nos transformam e ao mesmo tempo nos libertam para um estado de consciência maior. A gente passa por isso. A gente diz assim: "Nossa, eu cobrava tanto da minha mãe algumas coisas até que eu fui mãe." Depois que eu passei pela experiência da maternidade, eu voltei para me desculpar, agradecer e por aí vai. Nada como a gente vivenciar algo para sentir o que que é aquilo. Então, caso eu tenha passado forçado alguém, imposto alguém algum trauma num passado e eu preciso então entender o que que é isso, às vezes eu mesmo peço, deixa eu sentir o que que é que ela sentiu para eu saber o que que é isso, porque daí de fato eu vou entender, eu não vou mais voltar a repetir esse tipo de erro. Mas o importante é que a justiça divina garante que não existe vítimas nesse sentido. Existe experiências de expiação que a gente passa para aprender, para crescer e para se libertar. Bom, vamos em Joana e a gente vai ver que mais ou menos é isso que Joana nos traz. E a gente começa com vida, desafios e soluções. Capítulo 7. Joana diz: "Eis porque a concentração é de valor inestimável, por propiciar-lhe encontrar-se com os arquivos que guardam as impressões passadas que geram dificuldades ou problemas no comportamento atual." Então, Joana vai dizer pra gente que um jeito da gente acalmar essas impressões passadas que estão arquivadas e que nos geram dificuldades e problemas no comportamento, ela tá descrevendo algum tipo de trauma, experiências traumáticas, né, experiências, dificuldades do passado que ficaram impressas e que geram perturbação na vida de hoje. e ela vai dizer o que que a gente pode fazer a respeito para poder amenizar o efeito do trauma. Então ela diz a concentração, por exemplo, a meditação, a oração. Então ela continua em um nível mais profundo. Meditação é lhe instrumento precioso para a autoidentificação, por facultar-lhe alcançar as estruturas mais estratificadas da personalidade, revolvendo os registros arcaicos que lhe
vel mais profundo. Meditação é lhe instrumento precioso para a autoidentificação, por facultar-lhe alcançar as estruturas mais estratificadas da personalidade, revolvendo os registros arcaicos que lhe transformaram em alicerces geradores da conduta presente. Então, a meditação, concentração, meditação. Por outro lado, a oração, além de lhe unir-lhe os sentimentos, suavizando as aflições, contribui para a elaboração dos fenômenos da imaginação ativa. Imaginação ativa é um conceito criado por Carl Gustavo Jung na psicologia analítica, parecida com o que Divaldo costuma fazer em algumas das suas palestras quando ele faz a tal visualização terapêutica. tem alguma diferença assim. E Jung colocava o seu paciente nesse estado como se fosse de uma é uma é uma no começo ele direcionava o pensamento, ele criava uma cena, ele introduzia uma meditação direcionada. Então ele fazia o seu paciente fazer uma visualização e a partir de um determinado momento ele entregava para que o próprio paciente fosse continuando fazendo as suas próprias associações, deixando que o inconsciente continuasse produzir imagens espontaneamente, como se a gente sonhasse acordado. Então, Joana tá dizendo a respeito dessa imaginação ativa. Então, meditar, se concentrar, orar, se imaginar em cenas diferentes, fazendo diferentes. A gente faz, por exemplo, com algumas questões talvez mais leves, a gente consegue ver muito rápido o efeito. Por exemplo, ah, eu me lembro de quando eu era criança e eu sofri com uma situação, uma um acontecimento específico e naquele dia eu queria ter falado e eu não falei, eu não consegui, eu era pequena. E você pode fazer uma visualização. Você se põe em meditação, faz a respiração para ir trazendo eh para ir esquecendo um pouco do mundo de fora e trazendo atenção para dentro. Respira, calma, acalma aamente. Daí você começa a visualizar a cena. Ah, eu lembro que eu era criança, queria ter falado pra minha professora que não fui eu que peguei o giz e eu fiquei quieto e eu levei a bronca. Eu queria ter falado.
você começa a visualizar a cena. Ah, eu lembro que eu era criança, queria ter falado pra minha professora que não fui eu que peguei o giz e eu fiquei quieto e eu levei a bronca. Eu queria ter falado. Eu queria ter falado, tá? recapitula, reconstrói a cena, olha com riqueza de detalhe, se visualiza lá, se imagina criança. E aí você pode tanto ir por um caminho de você criança fazer diferente. Então, na hora na hora que ela pergunta quem pegou o giz foi você. Aí você vai falar: "Professora, não fui eu." Então eu dei voz à criança. Você pode se imaginar sendo adulto entrando na sala de aula e conversando com a professora. Eu vim aqui porque eu sou ele adulto e ele adulto veio para contar para você o que ele criança não foi capaz. Então vem contar a professora que não foi ele na época ele não conseguiu fazer. Lembra que o cérebro, ele o o o doutor contou pra gente que o cérebro não sabe diferenciar se é verdade o que está acontecendo, ou melhor, não é verdade, se é do momento atual que está acontecendo ou não, que quando eu imagino aquele trauma, eu vivo tudo de novo, como se eu tivesse repetindo. Então, quando eu imagino, me imagino na situação, eu criança na sala de aula, professora me perguntando se fui eu que peguei o giz e eu quieto e eu consigo entrar lá naquela emoção e na minha mente eu me imagino falando, é como se eu tivesse falado de verdade. Eu guardo esse registro como se ele fosse real. O cérebro não distingue se o que ele está captando, se o que nós estamos criando está acontecendo na vida objetiva ou na vida subjetiva, tá aqui dentro a imaginação ou tá acontecendo aqui fora. Então, por isso que nos faz bem e a gente passa a ser diferente depois da experiência, como se tivesse refeito a experiência. Um exemplo do que a gente pode usar o poder da imaginação. Então, por outro lado, a oração, além de lenir os sentimentos, suavizando as aflições, contribui para a elaboração dos fenômenos de imaginação ativa, liberando impressões que, por associação, ampliar-lhe o campo de
ro lado, a oração, além de lenir os sentimentos, suavizando as aflições, contribui para a elaboração dos fenômenos de imaginação ativa, liberando impressões que, por associação, ampliar-lhe o campo de entendimento da realidade, exumando fantasmas e diluindo-os, ressuscitando traumas que podem ser sanados e ficando com um campo mais livre para das imagens perturbadoras para os mecanismos automatistas dos sonhos. Então nós conseguimos ir modificando esse padrão mental, elaborando cenas melhores, reconstruindo cenas difíceis do passado, criando novas experiências. A gente vai diluindo aquele trauma que era denso e único, ele passa a ser visitado por outras possibilidades. A gente vai vivenciando de novo com uma uma forma mais calma e protetiva, porque eu sei que eu tô aqui, eu não tô vivenciando lá. E isso vai modificando um pouco esse panorama interno, dando um pouco mais de alívio pros sintomas do trauma. Agora nós vamos lá em O Despertar do Espírito, capítulo 3. Ela vai falar e esse é bem difícil, é sofrido ao mesmo tempo, é triste. E ela vai falar, eu lembro de uma frase que é somente fere um coração que antes foi ferido, né? o quanto a gente tem relação entre agressor e vítima, quase que numa dança das cadeiras em que um, ora eu sou vítima, ora eu sou agressor, uma hora eu engulo alguma coisa, outra hora eu vomito em alguém aquilo que eu engoli antes e a gente vai passando, vai alternando esses papéis. Então, Joana vem mostrar pra gente o quanto o quanto que uma coisa hoje muito muito sofrida, uma violência que tá sendo praticada hoje, ela não nasceu ali. Ela nasceu lá no passado, quando essa pessoa que hoje é violenta, um dia foi violentado. Então, ela vai falar da infância, da criança, da educação. O despertar do espírito, capítulo 3. Os lares totalmente desestruturados nos bolsões da miséria socioeconômica. Os genitores, psicologicamente enfermos pelos sofrimentos que experimentam, perversos no trato com as crianças que lhe pesam como verdadeira maldição, geram medos infantis,
da miséria socioeconômica. Os genitores, psicologicamente enfermos pelos sofrimentos que experimentam, perversos no trato com as crianças que lhe pesam como verdadeira maldição, geram medos infantis, traumas profundos, angústias, ressentimentos que eclodirão mais tarde em crimes ediondos, sem que tenham qualquer consciência do que estão praticando. tão natural se lles faz este mórbido comportamento. Vocês já ouviram dizer que tem crianças que tem tanta carência afetiva porque não recebe um olhar, não recebe uma palavra de carinho, não recebe uma troca afetiva de gesto, de comportamento, de importância. Ela se sente tão alienada do mundo adulto como se ela tivesse realmente esquecida, como se ela fosse um fantasma invisível. que ela descobre um jeito de ter atenção dos genitores, que é fazendo o que ela não deveria fazer. E aí ela acaba apanhando. E a gente sabe porque a psicologia mostra que tem crianças que fazem coisas que elas não deveriam fazer para poder ter o contato dos pais ou dos seus educadores, nem que seja na forma de um tapa. Ela teve atenção. É como se inconscientemente, lógico, ela, alguém me viu agora, agora você me enxergou, você tá olhando para mim, você sabe o que eu fiz, você veio me bater, você veio me pontuar, você vem dizer que eu não posso fazer, ou seja, eu tô viva, eu existo, eu tô aqui, eu faço parte. Então, é tão triste que até isso a gente sabe que é muito comum da gente perceber, da gente encontrar. Então, a forma como a gente lida com essa primeira infância, principalmente, mas também com os adolescentes, é o que eles vão reproduzir. Então, lá na frente a gente vê o nosso filho agindo de uma forma que você fala: "Nossa, por que ele tá fazendo isso?" E aí a gente se dá conta que, na verdade, ele tá fazendo porque eu faço, mas quando eu estou fazendo dentro de mim, eu tenho mil justificativas para fazer o que eu faço. Ah, é porque eu fui isso, porque eu não dou conta daquilo. Mas quando eu observo alguém fazendo é é chocante. Então, quantas vezes a gente
de mim, eu tenho mil justificativas para fazer o que eu faço. Ah, é porque eu fui isso, porque eu não dou conta daquilo. Mas quando eu observo alguém fazendo é é chocante. Então, quantas vezes a gente vê história se repetindo, modelos se repetindo, crenças familiares se disseminando. A criança viu o pai bater na mãe, ele cresce e como o homem um dia casado, vai bater na esposa. E o filho que está assistindo isso cresce e quando chegar a vez dele, ele vai bater na esposa. Ou a filha assiste o marido, o assiste o pai bater na mãe e ela entende que aquilo é um modelo de relacionamento e ela vai, como um íã invisível, buscar um modelo de esposo como ela conhece. sea conhece o modelo que bate e daqui a pouco ela vai se ver apanhando do marido, como um dia ela viu a mãe apanhando do pai e por aí vai. Apesar de ser clichê até quase com estereótipo, é triste, mas isso é realidade. A gente não queria que fosse. A gente queria que fosse um conto da história da carochinha. Não é, não é. Isso é muito mais fácil de ser observado do que a gente gostaria. Então, Joana tá dizendo isso, que muitas vezes esse perverso trato com as crianças faz como se criasse uma maldição e esses traumas profundos vão tornar essa criança perversa no futuro. Vai, a gente vai perceber o trauma que ela sofreu na violência que ela pratica depois pro mundo. Ela vai tratar o mundo como um dia ela foi tratado, porque é assim que ela entende que funciona. Ela ela desenvolve isso como modelo que existe. Criança não tem condição de falar: "Nossa, aí tá tudo errado, não vou prestar atenção porque isso não vai me fazer bem". Ela não tem condição de fazer isso. Ela tá desenvolvendo e assimilando. Normalmente quem assim age, punindo, estuprando, violentando, transfere do seu passado próximo os próprios sofrimentos que lhe pareceram injustos e os atingiram em represar de outrem, nesse gerando, por sua vez, medo e rancor, frustração sexual ou insegurança. torna-se um verdadeiro círculo vicioso de infelicitações. Então, os traumas costumam gerar
atingiram em represar de outrem, nesse gerando, por sua vez, medo e rancor, frustração sexual ou insegurança. torna-se um verdadeiro círculo vicioso de infelicitações. Então, os traumas costumam gerar violência no futuro. Se a pessoa não vai pelo lado violento, porque ela vai na defensiva e alguém olhou para ela, ela já sai de soco e pontapé, porque é como se ela tivesse se defendendo de uma possível reprodução do que ela passou. Ou ela reproduz porque ela assimilou isso e é assim que ela vive. Por mais que ela não quisesse viver, ela continua fazendo. Ela não sabe da onde vem, porque vem do seu inconsciente. Outras vezes ela se retrai e ela vai viver num mundo particular, isolado de todo mundo, medrosa, deprimida, porque ela não quer correr o risco de se socializar e passar de novo por aquilo que ela passou um dia e não gostou e não conseguiu. A gente vai tentar se adaptar de alguma forma e normalmente não são formas saudáveis. Ninguém no mundo de provas e expiações, ninguém passa por um trauma e fala: "Pronto, agora que eu passei pelo trauma, eu vou conseguir me adaptar muito bem pra vida, agora eu vou ser, eu vou saber como se vive". Não, eu tô machucada, eu vou viver de forma machucada, desconfiada, ferida. Eu vou ser mais sensível, eu vou ser e eu não vou ser tão eh espontânea, né? Vamos agora pro triunfo pessoal, capítulo 7. Joana diz: "Apresentam-se como sintomáticos a revivescência da tragédia em forma de evocação invasiva, de pesadelos, de sonhos interrompidos, nos quais se repetem a calamidade como decorrência de um adormecimento psíquico. Parece que a minha psique adormeceu do hoje e ela fica vivendo o que ela passou. Ela tá presa no trauma em razão do aturdimento emocional e da insensibilidade, bem como resultante dos esforços que se fazem para que sejam evitadas quaisquer quaisquer formas de recordação do episódio traumatizante. Nas sociedades mais esclarecidas intelectualmente, os pacientes recorrem às leituras religiosas nas quais tentam encontrar paz e relaxamento das das
uer formas de recordação do episódio traumatizante. Nas sociedades mais esclarecidas intelectualmente, os pacientes recorrem às leituras religiosas nas quais tentam encontrar paz e relaxamento das das tensões. em obras de autoajuda com propostas confortadoras e ricas de esperança, estimulando-as a autoestima, autoconquista, porque os valores externos perderam o significado e deixaram de constituir segurança que se entregava. Então, aquilo que eu falei, algumas vezes, o que que a gente faz? Eu não quero mais viver nesse mundo, porque tem pessoas que a hora que você menos espera, elas te fazem muito mal. Você quer saber o que eu vou fazer? Eu vou entrar paraa igreja, eu vou me converter a algum, alguma instituição em que eu fique quietinha lá dentro, eu sozinha comigo mesma, vou me dedicar a leituras, a a experiências místicas, enfim, eu fico reclusa para me proteger, para não ter risco de novo de na sociedade acabar passando por aquilo que eu passei. Então, ou eu vou de forma violenta, porque ninguém vai fazer mais comigo o que fizeram, ou eu vou de forma como se fosse traumatizada e tá sempre assustada e tá sempre com medo, ou eu não vou, eu fico presa na minha na minha no meu estado melancólico depressivo, porque eu tenho medo de passar de novo por aquilo que um dia eu vivi. Essa síndrome de de estresse pós-traumático ou tept, não obstante os danos que produzem no sistema emocional das criaturas, pode, quando recebe a conveniente psicoterapia, induzir ao descobrimento dos valores que a vida reserva a todos e que passam despercebidos ante os avanços da tecnologia, os interesses meramente idonistas, a que se tem apegado à sociedade. Então, uma das coisas que pode acalmar, aliviar, eh eh ressignificar os traumas são as experiências mais profundas, mais significativas. É como se o trauma me fizesse assim: "Aquilo que eu vivi me desencantou tanto dessas coisinhas aqui da Terra que hoje eu preciso mergulhar em algo que seja mais profundo, que seja mais pra alma". Então, a gente consegue inclusive tirar
: "Aquilo que eu vivi me desencantou tanto dessas coisinhas aqui da Terra que hoje eu preciso mergulhar em algo que seja mais profundo, que seja mais pra alma". Então, a gente consegue inclusive tirar um um uma lição para viver melhor, porque a gente já não vai se encantar com algumas coisas de purpurina. A gente quer se conhecer, quer entender o que aconteceu, quer quer se aprofundar em si mesmo, quer resolver esses conflitos. Então, acaba sendo uma oportunidade de um aprofundamento na própria alma. Essa síndrome pode variar entre a ocorrência perturbadora e a sua instalação em semanas, meses e alguns casos se se transformar inclusive em transtorno crônico, que a gente vai levar uma vida inteira. Algumas vezes, eh, a gente vai sair daqui dessa reencarnação e tendo vivido a vida inteira lidando com o trauma que passou. não vai dar para apagar ele para depois numa próxima vida a gente vir de novo espontâneo, alegre, entregue pra vida. Às vezes, dependendo do trauma, ela vai me marcar durante toda uma eh existência na Terra. Bom, então a gente pode sim, tem recursos. Por exemplo, quando a gente vai se sentindo mais forte internamente, o trauma já não passa a ser tão amedrontador. Por exemplo, esse exemplo que eu dei, quando eu era criança, as pessoas abusavam de mim porque eu era, eu era eu era frágil e fraca. Eu não tinha condição de me defender. Mas hoje eu hoje eu cresci, hoje eu sou forte, hoje eu sei falar não, eu sei colocar limite nos outros. Então, quando eu cresci, fiquei forte, aprendi a falar não e pôr limites nos outros, eu tô curando aquela criança ferida, porque internamente eu já sei que eu não passo mais por aquilo, porque eu já não sou mais aquela. Mas se eu não me desenvolv, eu continuo sendo aquela pessoa com medo, eu posso ter 2 m de altura por dois de largura e as pessoas morrerem de medo de olhar para mim, que eu vou continuar me sentindo amedrontada, morrendo de medo. Por isso que o evangelho fala, não é um corpo forte que faz a pessoa ser violenta, como também
ssoas morrerem de medo de olhar para mim, que eu vou continuar me sentindo amedrontada, morrendo de medo. Por isso que o evangelho fala, não é um corpo forte que faz a pessoa ser violenta, como também não é um corpo fraco em termos de constituição fisiológica que faz a alma ser débil no sentido de não desenvolvida, né? Então eu dentro preciso me sentir fortalecida. Agora é possível também uma experiência do tipo, eu vou pra academia e eu vou começar a fazer força. Não sei porque o que eu prec o trauma, é porque eu fui, eu não fui, não consegui me defender corporalmente falando, alguém conseguiu me pegar. Ah, quer saber? Eu vou entrar para algum tipo de artes, não artes marciais, mas de aquelas de de autodefesa, em que eu sem criar com violência eu consigo sair de de episódios em que a pessoa tenta me segurar. Eu vou criando eh vou criar músculo, eu vou pra academia. Isso vai mexendo comigo internamente, porque eu vou me sentindo mais forte, eu consigo dar conta de mim. São técnicas que a gente pode ir usando para tentar amenizar um pouco o efeito do que o trauma ainda faz a gente sentir nos dias atuais. E por último, em busca da verdade, capítulo 9, Joana diz: "Não se consegue essa meta a golpes aventurescos sob entusiasmos e exaltações da persona da aparência. Porém, mediante conquistas diárias, lentas, seguras, que se vão que vão sendo incorporadas ao consciente em razão de libertar os traumas e conflitos do inconsciente. Essa individuação pode apresentar-se num conteúdo espiritual, artístico, cultural, científico de qualquer natureza, porquanto a sua meta é a ampliação da consciência, além dos limites habituais, em forma de compreensão da vida em todas as suas dimensões. É um pouco do que eu estava dizendo. Não adianta só criar uma maquiagem, não adianta só fingir que agora é forte, a gente precisa se desenvolver. E eu posso me desenvolver em qualquer área, qualquer recurso. A arteapia é um recurso gigante para lidar com traumas. Yung costumava dizer, não lembro a frase literal, mas
ente precisa se desenvolver. E eu posso me desenvolver em qualquer área, qualquer recurso. A arteapia é um recurso gigante para lidar com traumas. Yung costumava dizer, não lembro a frase literal, mas era algo do tipo que as mãos muitas vezes são capazes de dissolver traumas e conflitos que a consciência em vão se debate e não chega a lugar nenhum. Ele utilizou para si mesmo recursos de arte e terapia. Ele desenvolveu toda uma terapia com base na arte. Então nós utilizamos porque a arte ela permite o simbólico. Às vezes você compra uma tela, você compra um pouco de tintas, uns pincéis e você começa, você pode até fazer isso entrando em contato com o que você sente e depois tentando transferir aquilo pra tela. Isso é terapêutica. É como se você tivesse dividindo, como se você tivesse aliviando, como se você tivesse vomitando aqueles aquelas perturbações. Você pode pensar: "Eu tenho uma raiva aqui dentro. Eu vou eu vou dar a raiva para eu vou pôr a arte nela. Então eu vou desenhar a arte nessa tela. Que eu vou desenhar a raiva nessa tela? Que cor minha raiva tem? Que forma minha raiva tem? Que que eu tenho vontade de fazer? Quantas cores eu quero pôr? E aí eu fazendo isso, eu estou elaborando. Então existem sim, existem sim muitas técnicas que a gente pode recorrer, que a gente pode recorrer para tentar aliviar os efeitos desses traumas que a gente carrega. O próprio Dr. Bessel fala no seu livro, ele defende muito a yoga, ele criou nos Estados Unidos vários centros de traumas. No Brasil também a gente tem a gente tem aqui por perto em hospitais ou ou universidades eh que tem medicina e e psicologia, eles criam centros de trauma para poder trazer alguma técnica que dê algum tipo de de alívio. E ele lá no na clínica dele, uma das técnicas que ele diz que mais tem efeito é a yoga, porque o corpo guarda trauma. Então, a yoga permite que você através do corpo acesse o registro que a psique, a, o cérebro travou porque ele tem medo de entrar em contato, como se eu tivesse esquecido. Não pensa
rpo guarda trauma. Então, a yoga permite que você através do corpo acesse o registro que a psique, a, o cérebro travou porque ele tem medo de entrar em contato, como se eu tivesse esquecido. Não pensa nisso. O cérebro não me deixa entrar em contato com a emoção, mas o no corpo está a emoção ainda. Então, pela yoga você consegue acessar no corpo a emoção e consegue extravazar, dar deixar ela fluir e deixar inclusive ela se aliviar. Então, arapia, yoga, análise terapêutica, você poder falar do seu trauma no sentido de deixar a emoção vir num ambiente protegido, num setting terapêutico, poder falar e chorar o que você não pode chorar algumas vezes e falar aquilo que você não se se permitia falar no passado. as casas religiosas, onde a gente vai encontrar com Deus, onde a gente vai pedir perdão, onde a gente vai tentar perdoar e a gente vai fazer as nossas orações pedindo ajuda, tomando um passe, tudo que a gente tiver de recurso, a gente deve recorrer nesse sentido de aliviar esses conteúdos que estão nos prendendo, como se fosse uma um um uma corrente que está ainda nos escravizando ao passado. Então, que a gente busque ajuda, que a gente se ajuda, existe muitos recursos para que a gente possa aliviar esse estress e poder ter mais vida no presente e poder não viver tanto nesse passado que nos sequestrou. Muito obrigada pela atenção de vocês. Até a próxima semana, se Deus quiser.
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