🎙️ Podcast CONECTA ESPIRITISMO – CONECTA.ON com Clícia Theodoro

Conecta Espiritismo TV 23/02/2026 (há 1 mês) 25:46 57 visualizações 7 curtidas

O espaço onde as grandes ideias ganham voz. Um bate-papo leve, inteligente e inspirador com as principais personalidades presentes no Congresso Espírita de Campinas 2026. Conversas que conectam experiências, ampliam visões e aproximam corações. Aqui, o conteúdo vai além do palco — ele pulsa, dialoga e transforma. Realização: Conecta Espiritismo Produção e Gestão: TV IDEAK 🌐 www.conectaespiritismo.com.br

Transcrição

Olá, olá, minhas queridas amigas, meus queridos amigos. novamente aqui do Conecta Campinas, já com saudades porque este é o nosso terceiro e último dia, mas ainda tem muita coisa boa. Permaneça conectado conosco, curta, compartilhe, fale todas essas entrevistas que nós estamos tendo aqui. E agora, paraa nossa alegria, estamos com uma jovem, a Clícia, que veio conversar um pouco pra gente, dizer das suas experiências, dizer da sua atuação no movimento espírita. Ela está aqui ajudando na coordenação de um grupo de jovens. Então, Clícia, fale de você paraas pessoas. Diga como é a sua atuação no movimento espírita e o que que você tem achado do Conecta. >> Bom dia, Rafael. Bom dia a todos. Um grande prazer estar aqui com vocês nessa manhã falando sobre mocidade espírita, esse movimento jovem que é tão importante pra nossa doutrina e para todo o Brasil, né? Eu sou de São José do Rio Preto. Eu tenho uma atuação lá no Centro Espírita Francisco de Assis junto à evangelização infanto juvenil. Trabalho com as crianças e também com os jovens. E a gente sente quão desafiador é para as casas espíritas de uma forma geral a retenção da juventude. Então é uma coisa que a gente tem sentido já no nosso coração há um tempo. É um pedido muito forte dos pais para que mais fosse feito pelos jovens, né? Uma experiência muito pessoal nossa. A gente sabe que existem muitas casas espíritas já desenvolvendo um trabalho muito atuante com os jovens e a própria US faz muitos encontros regionais que são fundamentais e a gente sentia na verdade na na nossa casa uma necessidade de movimentar um pouquinho mais, de fazer coisas diferente, muito a pedido dos pais mesmo, para que a gente conseguisse fazer com que eles se engajassem mais, despertassem um interesse maior, né? A gente sabe que a doutrina espírita, o evangelho de Jesus, a propagação dessa mensagem tão bonita que a gente esposa com tanta fidelidade, ela precisa de braços humanos, né? Como como nos disse Emanuel. E o jovem ele representa um

írita, o evangelho de Jesus, a propagação dessa mensagem tão bonita que a gente esposa com tanta fidelidade, ela precisa de braços humanos, né? Como como nos disse Emanuel. E o jovem ele representa um elemento fundamental para tudo isso, que é a continuidade. Então a gente precisa realmente despertar o coração dessa moçada junto aos seus familiares para que eles sejam realmente o futuro da nossa doutrina, criando eh pontes entre as gerações, né? a gente tem uma gratidão profunda pelas pessoas que amadureceram antes de nós nessa caminhada, que construíram tudo que a gente tem até aqui. A gente tem um respeito muito grande os dirigentes da nossa casa, que são os fundadores das casas espíritas. Então, a gente tem esse carinho, esse respeito, essa admiração, mas a gente precisa saber que essa ponte entre essas gerações precisa ser criada para que a continuidade de cada casa do movimento de uma forma geral continue, né? Excelente, Crícia. Você tá aqui no Conecta trabalhando com um grupo de jovens. Como tem sido esse trabalho? Como você vê hoje a participação dos jovens nos congressos? Fale um pouco pra gente da experiência do Conecta, como tá ocorrendo o trabalho da juventude aqui em Campinas. >> Olha, tá sendo muito especial. A gente tá com um pouco mais de 50 jovens. Eh, hoje, particularmente, no domingo, é um momento de muita emoção. Eles estão com as emoções afloradas. né? A gente tá abordando muito o tema do conect de uma forma geral, o caminho da dor para a harmonia. Então, falando de lidar com os nossos sentimentos, com as nossas dificuldades, com os desafios que surgem. E pro jovem é é um desafio intenso, porque tudo nessa fase é muito intenso. Então, a gente poder tá mostrando para eles que dentro da realidade que eles vivem hoje, o espiritismo consegue trazer um consolo tão grande. Então, tá sendo muito legal. A gente tem um trabalho em São José do Rio Preto, um movimento que a gente tem feito, um acampamento muito bacana com os jovens. E aí o Víor Hugo, menino, nos

tão grande. Então, tá sendo muito legal. A gente tem um trabalho em São José do Rio Preto, um movimento que a gente tem feito, um acampamento muito bacana com os jovens. E aí o Víor Hugo, menino, nos convidou para est junto auxiliando na montagem do cronograma. Então assim, na verdade eu, a Nicole, que é minha parceira, né, junto com todos os nossos amigos, nossos voluntários de Rio Preto, a gente se dispôs a tá junto para dar esse esse auxílio assim de de dar ideias, né, de contribuir, mas eles estão eh coordenando tudo de uma forma maravilhosa, os jovens estão gostando muito. Então, a gente trouxe um pouquinho do que a gente tem feito lá no acampamento, né, adaptando ao espaço fechado que a gente tem aqui e nos tem surpreendido muito positivamente o quanto eles estão interagindo entre eles. A gente sente que no início eles chegam com uma timidez enorme, né? Exala aquela timidez, querem se esconder e aos poucos, com tudo o que a gente vai fazendo, o acolhimento que eles sentem, o pertencimento, quando começam se relacionar uns com os outros, vão se soltando, vão abrindo o coração e quando os vínculos acontecem tanto entre eles quanto com nós, que eles criam essa relação de confiança, é o momento que eles sentem que pertencem. E aí eles querem voltar. Que coisa boa, Polícia. Como é bom ouvir esse ânimo novo dessa juventude que está disposta a continuar os trabalhos do espiritismo que é o consolador prometido. A gente ouve, nós que andamos muito para fazer palestras, para trabalhar desde a juventude, que o movimento espírita hoje passa por um, vou chamar de período difícil, porque a gente tem os trabalhadores que já trabalham há mais tempo e nós estamos tendo dificuldades de renovação. E o fato é que em muitas casas espíritas a gente vê poucos jovens, mas quando a gente vê se depara com você, se depara com o Vitor Hugo, se depara com a Nina, a Marina lá da Bahia, a gente vê que existem recortes onde a mocidade, pelo contrário, está mais atuante, está mais vibrante. Eu queria que você dissesse

depara com o Vitor Hugo, se depara com a Nina, a Marina lá da Bahia, a gente vê que existem recortes onde a mocidade, pelo contrário, está mais atuante, está mais vibrante. Eu queria que você dissesse paraas pessoas que estão nos assistindo, como que a gente pode encarar esse desafio e de que forma a gente pode vencer essa evasão da juventude. a gente precisa modernizar muito as nossas aulas, né? As coisas mudaram muito. Eu vejo como eu aprendi na evangelização infantil criança, e como a gente tem ferramentas para ensinar hoje de uma forma mais lúdica. Eu demorei tanto para entender o que era corpo, espírito e perespírito. E hoje a gente tem bonequinhos que se desmontam, perespírito sai de dentro. Então a gente consegue ter uma forma muito mais lúdica de trabalhar. E com os jovens a gente precisa ter uma didática muito diferente, porque o jovem diferente do adulto, ele não consegue ficar ouvindo uma explanação por muito tempo. Então as palestras têm que ser curtinhas para eles. Nossa explanação dentro de sala de aula tem que ser de 15 a 20 minutos para não cansá-los e então a gente vai para uma dinâmica, uma prática, uma vivência daquilo que a gente tá expondo ali. Então isso faz com que eles internalizem aquele assunto de uma maneira muito mais eficiente, né? Eles precisam sentir que eles são ouvidos, que eles pertencem. Então, se o jovem dentro da casa espírita ele só está como ouvinte, ele acaba não sentindo que pertence. Então, a gente precisa dar oportunidade para que eles trabalhem dentro da casa, para que eles atuem, para que eles deem ideias. Hoje é tão importante a divulgação das casas espíritas nas redes sociais, por exemplo, antes de ir para qualquer lugar, a gente procura o Instagram. Então, é muito importante que as casas espíritas tenham a sua rede social falando de doutrina espírita de uma forma jovem, didática e por que não colocar os jovens de repente para auxiliar nisso, assumir o departamento de comunicação da casa. Então, é uma possibilidade, né? eles precisam sentir

spírita de uma forma jovem, didática e por que não colocar os jovens de repente para auxiliar nisso, assumir o departamento de comunicação da casa. Então, é uma possibilidade, né? eles precisam sentir que são acolhidos. E esse acolhimento é é muito mais sobre pessoas do que sobre o espaço físico de uma forma geral. Então, se eles sentem que ali eles podem se abrir, ser eles, não serem julgados por quem são, se a gente consegue dar uma aula entrando dentro da realidade deles. Então, como evangelizadores de mocidade, a gente precisa entender a realidade dos jovens, né? Não cabe a gente, por exemplo, fazer uma piadinha da nossa época mais antiga que eles não vão entender que não vai tocar naquele coração. Então a gente tem que est trazendo a doutrina espírita adaptada ao que eles vivem para eles verem como que ela é atual para o momento que eles estão ali vivenciando, né, para as dores que eles têm naquele momento e as experiências fora da casa espírita. Eu acredito que todo evangelizador de mocidade precisa compreender que o trabalho vai muito além da evangelização semanal ali dentro. a gente precisa criar vínculos com os adolescentes e isso a gente consegue fazer muito mais quando a gente tem um evento externo, por exemplo, que seja ainda dentro da casa espírita, mas um dia só para eles, que seja no condomínio da casa de alguém, uma chácara que a gente consegue disponibilizar, alugar para passar um dia, fidelidade absoluta à doutrina, falando de espiritismo o tempo todo, mas com brincadeiras, com dinâmicas para que eles compreendam e aí eles vão ter essa oportunidade. de se relacionar, de fazer amizade entre eles, de criar um vínculo de confiança com nós para que aí sim eles sintam que eles pertencem à aquele grupo e queiram voltar toda semana para estar com a gente. >> Meus amigos, eu tô adorando essa entrevista e cada palavra sua me remete ao jovem de 18 anos que eu fui, cheguei na casa espírita, eu era um jovem depressivo. Quero fazer um recorte da sua fala. Você falou que acolhimento não

do essa entrevista e cada palavra sua me remete ao jovem de 18 anos que eu fui, cheguei na casa espírita, eu era um jovem depressivo. Quero fazer um recorte da sua fala. Você falou que acolhimento não é um espaço físico, o acolhimento é pessoas. E eu chegando no grupo espírita Humberto de Campos no ano de 1998, me abraçaram, procuraram saber o meu nome, do que que eu gostava, me apresentaram as atividades da Casa Espírita e eu me senti pertencente àquele lugar, podendo estar junto na hora das tarefas, fazer campanhas do Kilo, participar de encontros jovens. Então, a sua fala hoje é uma fala preciosa, porque a gente ouve muitas pessoas dizendo: "Cadê os jovens? Mas será que nós estamos indo ao encontro dos jovens?" Então, vejam, sabe, Clícia, muito importante você estar falando isso hoje, porque você fala com lugar de fala, olhando nos olhos. E a pergunta que eu quero te fazer agora é: como a gente consegue passar isso para aqueles que são jovens há mais tempo? Porque veja, uma página do espírito Humberto de Campos no livro Boa Nova, que diz: "Velhos e moços". Nós sabemos que aqueles que são jovens há mais tempo, vou preferir chamar de jovens há mais tempo do que de velhos, tem uma certa resistência com a juventude. Ah, será que eles estão preparados? Será que eles estão responsáveis? Como que a gente faz essa ponte? >> Eu acho que a gente precisa ter muita sabedoria para criar uma relação de confiança com os nossos queridos jovens. há mais tempo. Foi o que a gente fez na nossa casa espírita. Eh, chegamos devagarzinho mostrando o nosso trabalho com muita paciência. A gente sabe que a gente tá a serviço de Jesus, que as pessoas que estão ali não estão ali por acaso. A gente tem que ter muito respeito por tudo que foi construído por eles. Absoluta gratidão e ir devagarzinho mostrando o que a gente tá fazendo, o nosso o nosso jeito de pensar, a nossa boa intenção, o nosso conhecimento da doutrina, a nossa disposição em continuar estudando o tempo todo. Então, é muito importante

ndo o que a gente tá fazendo, o nosso o nosso jeito de pensar, a nossa boa intenção, o nosso conhecimento da doutrina, a nossa disposição em continuar estudando o tempo todo. Então, é muito importante que a gente crie essa relação de confiança para que aí sim eles comecem a olhar para nós com esses olhos de que confiam no nosso trabalho. Quando a gente eh decidiu fazer um acampamento para jovens lá no em São José do Rio Preto, eh nós buscamos o apoio da nossa da nossa casa espírita, olhando muito também o lado deles. A gente sabe, por exemplo, quanto a casa já é sobrecarregada financeiramente, com diversas contas para pagar, né? E e dentro da do espiritismo, a gente não tem tanto hábito de pedir a ajuda, de pedir que as pessoas, né, contribuam com a casa. Então, diferente de algumas outras religiões, então a gente sabe que muitas pessoas, muitos corações bondosos apoiam muito, mas não é um hábito, né, de pedir tanto. Então, a gente sabe que as contas são apertadinhas. Então, quando a gente teve essa essa vontade, que eu acho que é a primeira coisa que tem que ter no coração para fazer acontecer, a gente buscou providenciar tudo. Então nós falamos, não, nós nós já sabemos quanto vai custar, a gente vai levantar os recursos, a gente vai trabalhar para isso, vamos vender pizza, vamos vender sorvete, vamos fazer campanha pra gente conseguir não sobrecarregar a casa e conseguir arcar com tudo. Montamos uma equipe grande, com muita vontade de de fazer acontecer e que se ama muito. E isso é fundamental para qualquer trabalho dar certo. A gente precisa se amar. Então, a gente tem que desenvolver uma relação de amor com os nossos dirigentes para que a gente tem hoje a nossa relação lá no Francisco de Assis é de pais e filhos, né? A gente tem um amor profundo por eles e a gente sente esse amor de volta. Então, a gente tá muito junto no trabalho que a gente faz. Então, apresentar para eles mostrando a nossa intenção e que estamos juntos. a gente estruturou todo um projeto, foi

ente esse amor de volta. Então, a gente tá muito junto no trabalho que a gente faz. Então, apresentar para eles mostrando a nossa intenção e que estamos juntos. a gente estruturou todo um projeto, foi apresentado primeiro para que eles, para que a gente passasse para eles essa confiança. Então, a gente precisa se esforçar, se empenhar em transmitir a confiança para que eles se sintam seguros. E às vezes, se não se sentirem nesse momento, a gente continua trabalhando pacientemente, acreditando que esse momento vai chegar, tentando mostrar mais um pouquinho, trazer uma outra ideia e vai dar certo, vai acontecer. >> Que coisa boa. Vocês estão percebendo? Vou fazer um outro recorte da fala dela. Nós precisamos construir uma relação de amor, uma relação de afeto, onde nós conseguimos conversar aqueles que são jovens, aqueles que são os jovens há mais tempo, os trabalhadores já estabelecidos na casa espírita. Hoje nós sabemos, eu tô fazendo até uma trazer um aspecto social, que nós temos várias gerações. A geração que começou lá com os baby boomers após a guerra, depois veio a geração X, a geração Y, a geração Z, a geração alfa. E os nossos jovens hoje são diferentes daqueles que foram jovens na década de 80, na década de 90. E se traz algumas características desse jovem. é um jovem inquieto, é um jovem que tem mais dificuldade de prestar atenção. E quando você fala, olha, ele não consegue assistir uma palestra de 50 minutos, ele tem características que eram diferentes dos jovens lá da década de 80. Como você acha que é válido trabalhar com esses jovens? Trazer aspectos de redes sociais, trazer aspectos de tecnologia, você já falou das dinâmicas, como que a gente pode trabalhar isso no concreto? >> Com certeza. Rede social é um assunto que eu adoro, Rafael, porque quando a gente fez o nosso primeiro acampamento, a gente tava tendo um pedido muito grande dos pais, né? Os pais diziam para nós que a gente precisava fazer mais coisa, que eles estavam, eles sentiam estar perdendo os filhos pra Igreja

acampamento, a gente tava tendo um pedido muito grande dos pais, né? Os pais diziam para nós que a gente precisava fazer mais coisa, que eles estavam, eles sentiam estar perdendo os filhos pra Igreja Católica, o que a gente sabe que na verdade não é um problema, né? Se se eles estão procurando a Deus, a Jesus, tá tudo certo, mas eles diziam: "Ah, o meu filho quer ir no acampamento da igreja porque os amigos estão indo, mas, né, o nosso coração quer que ele fique na doutrina. Então precisa fazer mais coisa. E aí a gente muito inspirado nos nossos irmãos católicos e evangélicos, trouxemos muitas ideias deles adaptadas paraa nossa religião. Então a gente fez o nosso primeiro acampamento, decidimos que ia ter 50 vagas para 50 jovens, que a gente nem tinha isso na nossa casa espírita, mas a gente decidiu esse número e sem muita experiência a gente foi, estruturou essa equipe que se ama muito, que tinha muita vontade de fazer acontecer. Buscamos mais voluntários, planejamos tudo e abrimos as inscrições e ninguém se inscreveu. E passou uns dias e passou uma semana, aí pingou um nome, aí passou um pouquinho, pingou mais um gente, ai meu Deus, não vai ter jovem no acampamento. E aí um amigo chegou para mim e falou: "Clícia, você tá preparada para não ter nem 20 jovens?" Eu tava arrasada, mas eu não podia passar isso pra equipe, né? Tinha que passar entusiasmo. Então eu falei: "Gente, a espiritualidade vai mandar o que a gente der conta. Nós não temos experiência ainda. Então, se vier 20 jovens, é porque é o que a gente dá conta, a gente tem que aprender também esse trabalho, mas a gente fica, não pode rezar só, né? A gente tem que fazer alguma coisa. Então a gente confia, mas aí a gente teve a ideia de fazer um vídeo e postar nas redes sociais para chamar a atenção deles, porque os jovens estão nas redes sociais o tempo todo. Então vamos pro Instagram para falar com eles que é onde eles estão. E aí a gente fez um vídeo engraçado, na verdade era um vídeo de transição que vem uma cena e

estão nas redes sociais o tempo todo. Então vamos pro Instagram para falar com eles que é onde eles estão. E aí a gente fez um vídeo engraçado, na verdade era um vídeo de transição que vem uma cena e aí de repente ela corta e aparece você, sabe? Eles adoram. E a gente tinha visto um vídeo assim feito por um padre, ele vinha se arrastando no chão com uma plaquinha para anunciar uma quermese que a igreja ia fazer. Eu falei: "Não, se o padre se arrastou no chão, eu vou me arrastar no chão". E aí eu vim me arrastando com a plaquinha e a Nicole filmando e a gente morreu de rir. E aí nós postamos nas nossas redes sociais e colocamos a Casa Espírita em colaboração, morrendo de medo deles não aceitarem achar um absurdo eu levar a maior bronca no dia seguinte que a gente estava fazendo uma palhaçada. E eles amaram, compartilharam a nossa publicação. E aí os pais adoraram, um começou a mandar pro outro e as inscrições foram chegando, chegando, chegando e a gente bateu as 50 vagas e outros jovens que quiseram se inscrever depois e a gente já não conseguia acolher por uma falta de estrutura, né, de recursos. A gente tinha se planejado para 50. E aí quando a gente fez isso e viu que deu certo, a gente falou: "Nossa, a gente precisa falar com eles na rede social, eles estão lá". Então, a gente criou um Instagram que chama Espiritizando, voltado para jovens, que a gente tenta trazer esses conteúdos da doutrina mais ou menos como a gente faz em sala de aula. Então a gente traz ali encenações como se fossem teatros para que eles compreendam melhor. A gente fala de um jeito lúdico, usa os bonequinhos da evangelização e a gente viu que a gente começou até a atingir os nossos jovens há mais tempo, né? esses corações que já estão na caminhada há mais tempo do que nós e a gente ficou muito feliz com esse resultado. Então, eh, a gente precisa realmente entender aonde eles estão e se colocar no mundo deles, né, falando a língua deles, eh, as gírias que eles usam para que eles se sintam realmente conectados aos nossos

ão, eh, a gente precisa realmente entender aonde eles estão e se colocar no mundo deles, né, falando a língua deles, eh, as gírias que eles usam para que eles se sintam realmente conectados aos nossos corações. >> Olha, eu quero até fazer um desafio para vocês, ó. Eu vou entrar aqui agora no meu Instagram e vou me inscrever no Espiritizando, porque eu tô tendo alegria de conhecer a Clícia aqui, já sabia do trabalho dela, mas ainda não me inscrevi no Espiritizando. Vamos nos inscrever, vamos dar apoio a causas que trazem os nossos jovens, porque às vezes a quais as iniciativas para trazer os jovens para fazer algo que entre no coração deles. Ela tá trazendo várias propostas. E aí eu quero te fazer uma outra pergunta. Eu passo em frente a igrejas evangélicas, eu vejo tantos jovens, vejo jovens envolvidos nas tarefas da igreja, vejo muita arte. Você acha que o que que eles têm lá na Igreja evangélica, lá às vezes nos trabalhos católicos que fazem os jovens ir e às vezes nós não temos aqui na doutrina espírita? >> Rafael, eu realmente acho que são essas vivências exteriores, né? a gente vê o movimento de acampamentos das igrejas muito forte. Então, foi o que a gente tentou fazer e a gente teve uma grata surpresa. A gente se inspirou muito neles, né? Então, a gente trouxe muitas coisas da igreja. Eh, a Nicole, eu falo muito dela, ela vem de família católica, eu já nasci na família espírita, ela participou de acampamentos católicos, então ela trouxe muitas ideias para nós. E aí a gente faz, por exemplo, eh, a gente sabe que nas igrejas católicas, nos acampamentos católicos, sempre tem uma equipe que fica em oração. Então, a cada xempo, eles se reúnem e oram para sustentar a vibração daquele lugar. E aí nós pensamos, por que não colocar os próprios jovens para fazer isso? Então, a gente criou no acampamento as estações da prece. Então, em toda chácara a gente espalha esses lugares e são estações mesmo, paradas. Eles fazem uma dinâmica e aí a gente fala agora a estação da

tão, a gente criou no acampamento as estações da prece. Então, em toda chácara a gente espalha esses lugares e são estações mesmo, paradas. Eles fazem uma dinâmica e aí a gente fala agora a estação da prece. Eles são divididos em equipe. Então, cada equipe se direciona para uma estação e cada estação tem um tema. Então, uma é o agradecimento, a outra é o pedido, a outra é o perdão. E aí durante esse período, eles junto com seus padrinhos, que são os líderes das equipes, eles vão refletir, abrir o evangelho, ler uma mensagem, abrir seu coração, fazer um pedido, pedir um perdão, né, falar de alguma coisa e aí eles vão sustentando eles mesmos a vibração desse lugar. Então a gente sentiu que com essa vivência exterior que a gente teve, né, o primeiro acampamento que a gente fez foi para 50 jovens, o segundo a gente passou para 80, o terceiro foram 90 inscritos e as nossas inscrições do último se encerraram em 38 minutos quando a gente abriu no Instagram. E pra gente foi uma grata surpresa. Não precisava mais daquele sacrifício de se arrastar no chão. Deu tudo certo. Mas foi uma surpresa muito agradável para nós ver que o modelo que a gente escolheu estava funcionando, né? Então hoje a gente até tá replicando isso. A gente sabe que muitas casas já fazem trabalhos maravilhosos e fundamentais. Eh, a gente só compartilha para inspirar, né? Assim, claro que se quiserem fazer idêntico, então até lá se alguém quiser só pedir lá, mandar uma mensagem pra gente no espiritizando, a gente compartilha esse documento. A gente fez um passo a passo com o cronograma completo do primeiro acampamento, o que a gente fez em cada momento, como são as estações da prece, quais os materiais que a gente utilizou, quanto a gente gastou, qual foi a alimentação servida, tem tudo, é só pegar e fazer, sabe? Porque a gente realmente sentiu que depois disso o movimento da nossa mocidade dentro da casa espírita dobrou de tamanho. A gente teve que abrir sala da evangelização. Outras crianças vieram porque são os

ue a gente realmente sentiu que depois disso o movimento da nossa mocidade dentro da casa espírita dobrou de tamanho. A gente teve que abrir sala da evangelização. Outras crianças vieram porque são os irmãos mais novos dos jovens. Alguns jovens nem espíritas eram e trouxeram a família. Então foi uma bção muito grande que a gente quer realmente inspirar outros corações a est com a gente nesse movimento, porque não é um projeto nosso, é de Jesus. E a gente sabe que tem a espiritualidade nos auxiliando a colocar em prática. Então o que a gente quer é realmente inspirar que outros corações estejam com a gente nesse movimento, espalhando por todo o Brasil e fazendo a nossa juventude crescer. >> Excelente, Clice. Eu tô assim bastante impactado com tudo que você tá trazendo para nós. Eu quero te perguntar agora sobre arte. Como que você vê a arte nesse processo de cativar o nosso jovem? Porque nós temos a música, nós temos as expressões cênicas. E eu tenho observado, passando aqui pelo Conecta, que as músicas estão bem agitadas, vou colocar assim. E a mim muito agrada essas músicas mais ao encontro do que é a juventude. Como que você coloca essa questão da arte hoje no processo de cativar a juventude? >> Eu acho que é maravilhoso a música em especial. É uma coisa que eleva a vibração de uma forma harmoniosa demais. Então, a gente precisa estar envolvendo nossos jovens em música o tempo todo. Nós temos músicas espíritas maravilhosas que muitas pessoas não conhecem. Hoje, em especial aqui no Conecta, a gente vai ter uma apresentação musical dos jovens depois do almoço. A gente tá muito feliz com isso. Então eles chegam, alguns já trouxeram violão, a gente já descobriu que o outro cantava e a gente precisa incentivá-los, né, a fazer isso, mostrando para eles realmente o quão elevado é esse trabalho, eh, o dom que alguns têm, né, com instrumentos musicais, com a própria voz e trazê-los pro nosso lado para nos auxiliar nisso, né, dentro da casa espírita, fazendo uma apresentação no salão de palestras,

o dom que alguns têm, né, com instrumentos musicais, com a própria voz e trazê-los pro nosso lado para nos auxiliar nisso, né, dentro da casa espírita, fazendo uma apresentação no salão de palestras, colocando eles para fazer isso. É tão maravilhoso. Teatro, Rafael. Eles fazem cada teatro lindo. A gente chora, que é a hora que a gente vê que eles aprenderam, sabe? A gente ensina todo o conteúdo, faz dinâmica. Agora vocês vão fazer um teatro sobre o tema. E quando vem o teatro, é a hora que a gente fala: "Ai, eles entenderam tudo, eles expressam tudo aquilo e gostam e alguns são atores mesmo. Assim, a gente acha lindo." Então, precisam ser incentivados. É muito legal. >> Que bom. Nós sabemos que você tem vários compromissos aqui no Conecta. Sabemos o seu horário apertado por conta lá da juventude. Então a gente pede na sua fala final, se possível até olhando paraa câmera ali, mande uma mensagem paraa juventude, mande uma mensagem de esperança pro movimento espírita. >> Eu acredito que o movimento espírita tem que encher o coração de esperança, porque a nossa divulgação do espiritismo tá crescendo, tá crescendo nas redes sociais. Nós estamos atingindo jovens corações. Acreditem nisso e unam-se a nós nesse movimento para implantar no coraçãozinho de cada um a vontade de ser parte da regeneração da nossa humanidade. Estaremos muito juntos com Jesus e com Kardec. Isa, quero agradecer muito a sua presença, pedir a Jesus, a Emanuel, que você citou várias vezes, e aos benfeitores espirituais, que abençoe o seu trabalho, abençoe a juventude do Francisco de Assis e que você prossiga com tanto trabalho já realizado e com muita força para seguir em frente. >> Obrigada. Nós nos despedimos de mais um podcast e pedimos a vocês que permaneçam conosco. Um beijo grande.

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