Para Viver o Evangelho | Episódio 208 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 12)
Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
A caravana baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o Tema Espíritas, o Livos é um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma história de amor que aproxima. Boa noite a todos os companheiros que se encontram aqui conosco presencialmente, fornecendo aí calor humano, vibrações imediatas. aos companheiros que estão assistindo através da internet nesse instante, nossas saudações, nossa alegria pela presença e vibração de vocês e também aqueles que assistirão em outros momentos no futuro. É muito bom estarmos juntos. Nós temos alguns avisos para dar eh dos eventos federativos que estamos eh aguardando para os próximos momentos, próximas semanas, né? Nós temos aqui o seminário de mediunidade 2026, o tema mediunidade, uma visão sistêmica da obra de André Luiz, tem como palestrantes eh Jacobson Trovão, Lindomar Coutinho, José Garcia e Nadia Matos. Dia 6 e 7 de junho é um evento presencial aqui na sede da FEB. Vocês já podem se inscrever através do site da FEB, tem aí o endereço, é bem fácil. Todos são muito bem-vindos, né? Precisa fazer inscrição. Antes vai ser um momento de aprendizado, de troca de experiência, vai ser muito bom para todos nós. Além deste seminário, nós teremos um outro seminário que é antes, porque esse é em junho, tá? Em abril agora, no dia 26 de abril, às 9 da manhã, nós vamos ter no Centro Espírita Deus, Luz e Verdade, lá na Vila Laura, o seminário de encerramento da 28ª Caravana Baiana da Fraternidade. Nós temos falado sempre da caravana, que é essa oportunidade de visita, de troca, de a gente encontrar companheiros de outras casas espíritas, às vezes perto de nós, às vezes em outro lugar da cidade, é uma oportunidade da gente experimentar esse encontro com companheiros de outros locais. E
encontrar companheiros de outras casas espíritas, às vezes perto de nós, às vezes em outro lugar da cidade, é uma oportunidade da gente experimentar esse encontro com companheiros de outros locais. E todo ano é assim, a gente passa o período das visitas, das das apresentações e quando isso termina a gente faz a culminância num seminário. Esse seminário vai ser no dia 26 de abril. Eh, o almoço confraternativo é opcional, a entrada é franca, não há nenhum valor a ser cobrado para participar do seminário. Mas se a pessoa depois do seminário quiser ficar no almoço confraternativo, obviamente ela vai pagar uma taxa, porque a gente ainda não aprendeu a materializar alimentos, então a gente precisa comprar, precisa preparar e aí tem essa taxa aí de R$ 30, tá bom? Mas vale muito a pena a gente estar presente e compartilhar esse momento. E por último, relembrando a todos o 23º Encontro Estadual de Espiritismo. O tema é Vivenciando o Espiritismo e vai acontecer do dia 31 de outubro até 2 de novembro no Fiesta Convention Center. As inscrições já estão abertas faz tempo. Bom a gente se inscrever com antecedência e podemos usar o QR code que tá aparecendo na tela. Então, quando acabar a o programa vocês voltam a o vídeo e conferem direitinho esses avisos. Vai ser muito bom ter todos vocês com a gente. São oportunidades de crescimento, de aprendizado, de partilha fraterna das nossas vivências espíritas. E aqui nós vamos dar continuidade ao nosso estudo da obra Pelos Caminhos de Jesus, do espírito Amélia Rodriguez na psicografia de Divaldo Franco. Hoje temos o capítulo 12. O capítulo se chama E expulsaram-no dali. Amélia Rodrigues vai com vai abordar aí uma pequena experiência que Jesus teve já no final do seu ministério, onde ele vai a uma cidade, né? Ele vai à Samaria e ele não é recebido. As pessoas lá decidem que, já que ele não é samaritano, resolvem ã excluí-lo a ele e aos seus discípulos. E Amélia Rodrigues vai tercer considerações muito interessantes em torno dessa desse trecho. E nós vamos
lá decidem que, já que ele não é samaritano, resolvem ã excluí-lo a ele e aos seus discípulos. E Amélia Rodrigues vai tercer considerações muito interessantes em torno dessa desse trecho. E nós vamos aqui também, Marcel Mariana, nosso companheiro primeiro, depois Jamile Lima. e vamos também acrescentar as nossas reflexões. Uma boa noite para todos, meus amigos que é que estão aqui pessoalmente, presencialmente e aqueles que nos acompanham pelo YouTube. Mais um capítulo da lavra da aquarelista Amélia Rodriguez, extremamente curioso, porque retrata de que Jesus não seguia o GPS dos homens. Ele traçava rotas inesperadas, passando por vilas, províncias, pequenos povoados e deviam ser bem minúsculos à época, onde um punhado de casas sempre trazia alguma lição. E ele escolheu ir a Jerusalém, mas dessa vez desviando-se pela região da Samaria, onde viviam os samaritanos. Foi uma região fundada cerca de 980 anos antes, quase 10 séculos, por Semer, um grande conquistador, e que atravessou uma história própria, porque os samaritanos, com quanto fossem judeus, não seguiam a cartilha do Torá ao pé da letra. Para se ter uma ideia, o Torá, que é o livro sagrado dos judeus, impõe aos seus profitentes 613 hábitos diários. São maneiras de você receber um convidado, de limpar as mãos, de ter um comportamento diante de animais, evitar determinadas comidas como o porco, a carne suína é evitada por eles até hoje. Então, são 613 comportamentos ou regras ou etiquetas que tornavam as pessoas profundamente artificiais, porque escravas destas condutas que tinham que ser vistas, elas tinham que ser apreciadas para o povo saber que você era um temente a Deus. Ainda temos essa expressão corrente até hoje. Ah, eu sou temente a Deus. sinal de que a relação com Deus é baseada no medo. Eu temo Deus, eu tenho medo de Deus. Raramente encontramos um amante de Deus. Então isso varou os séculos e ainda hoje encontramos os que temem Deus por causa da ira divina. E vem aí outros aspectos que a história e a cultura popular vem
Raramente encontramos um amante de Deus. Então isso varou os séculos e ainda hoje encontramos os que temem Deus por causa da ira divina. E vem aí outros aspectos que a história e a cultura popular vem consagrando como se Deus fosse um cabo de guerra. Então ele resolveu passar por aquela cidade que na descrição de Amélia Rodrigues era um amontoado de casas lugar pobre porque era pedregoso, muito alto, quase 900 m acima do nível do mar. Então era um lugar pedregoso, difícil de subir, uma escarpa e ele resolveu por ali. Ocorre que seguido de 12, ele sempre destacava um ou dois para que fossem na frente como batedores. E esses batedores, percebendo que o grupo tinha fome, adentrou-se à pequena cidade, mas chegaria ser uma cidade, um burgo, uma vila, um distrito para comprar víveres, que na época era representado por alimentos desidratados, especialmente a tâmara. Nós tínhamos uvas, peixe salgado, havia o gafanhoto torrado e misturado com determinadas frutas, o que gerava a chamada barrinha de cereal. É daí que vinha a barrinha de cereal. era já o gafanhoto misturado com mel e outras substâncias, sobretudo tâmaras e determinados grãos torrados, que gerava uma espécie de barra de cereal que sustentava muita gente no deserto, porque o gafanhoto é muito rico em proteína e ele consegue sustentar muito hoje apreciado no Oriente, não no Ocidente, essa guaria. Só que o esses discípulos batedores com a tarefa de comprar víveres para o grupo, que é curioso notar que Jesus tem quase nenhum relato sobre ele comendo nem bebendo. Só depois da morte dele é que nós temos notícia de que ele se reuniu à beira do lago depois da morte, porque tendes-se para comer e havia peixe. E Jesus já no mundo espiritual ali materializado, consumiu peixe com os discípulos. uma narrativa bem curiosa, mas em vida quase não há notícia porque ele estava em sintonia com o pai permanentemente e prescindia dos alimentos terrestres porque se nutria do amor que substancializava lhe dava o hálito com que ele se
m vida quase não há notícia porque ele estava em sintonia com o pai permanentemente e prescindia dos alimentos terrestres porque se nutria do amor que substancializava lhe dava o hálito com que ele se mantinha o tempo todo saudável permanentemente. Ele não adoecia pegando a doença de fora para dentro porque era saudável integralmente de dentro para fora. Então ela vai fazer esses comentários demonstrando de que os samaritanos tinham uma richa secular com os judeus de Jerusalém, porque ali existia o monte Garizim ou é Garazim, uma expressão outra, também conhecido em algum outros comentários como a montanha dos gafanhotos, porque se refere a uma praga de gafanhotos que passou por aquela região devastando a plantação. em outros tempos. E eles tinham um templo na montanha Garizim, que não chegava nem de longe a rivalizar com o templo de Salomão em Jerusalém, que era de uma opulência, com muito ouro, com muita pedraria, com o quarto onde era guardada a arca da aliança dos santos, dos santos. Isso era penetrada uma vez por ano pelo sumo sacerdote da principal sinagoga do estado israelita, que era Jerusalém. Então eles tinham uma richa muito grande, até porque já já dito aqui por nós e repetido, os samaritanos não eram ortodoxos, eram mais abertos à discussão e Jesus resolveu passar por ali, mas eles não compreenderam. Será sempre assim, quando um missionário, um mar alto, uma figura exponencial, passa numa região, geralmente deixando uma missão, deixando uma lição ou um conhecimento, não é compreendido de imediato. E isso, portanto, vai fazer com que aqueles o expulsem, o retirem dali para não sair do da sua zona de conforto. Tudo isso ela traz num capítulo curto, mas de muita profundidade, onde Amélia Rodrigues e ressalta sobretudo o conflito entre a sombra e a luz, entre o amor e o ódio, e o conflito milenar que dominava aquele povo em cima da vaidade da raça. um grupo que iria ter exclusividade do pensamento eh do pensamento religioso Jeová para nós, enquanto os judeus de Jerusalém
, e o conflito milenar que dominava aquele povo em cima da vaidade da raça. um grupo que iria ter exclusividade do pensamento eh do pensamento religioso Jeová para nós, enquanto os judeus de Jerusalém detestavam os samaritanos, coisa que Jesus em várias parábolas se referiu a eles com nobreza, com beleza e com poesia, exaltando como eles eram capazes de doar-se em uma obra de amor. Guardemos os demais comentários das jovens meninas ao meu lado. >> Boa noite. nesse caso, uma das jovens meninas ao lado de Marcel. E vamos então eh trazer algumas impressões, mais impressões sobre este capítulo e uma que eu entendi como fundamental e basilar logo no início, quando a Méria vai nos dizer que seria tão mais fácil se ao invés de ficarmos aferrados ao ódio, se nos dedicássemos ao amor, porque ele é mais simples, ele acalma, não o irrita, ludibria ou provoca como ódio, além do dispêndio de energia que é inquestionável. Amar nos coloca numa condição de mansuetude, de tranquilidade, de harmonia, onde você doa e o simples fato de doar já lhe torna abastecido pelo amor da divindade, porque você se torna alguém ou se mantém como uma personalidade que está ali voltada para a continuidade da obra divina. Já o sentir ódio e manifestar aquilo que se sente nos leva a um dispêndio de energia maior, uma sensação de cansaço, de estar sempre sugado, como usamos o termo energeticamente falando, porque sempre estamos nos voltando para o revid, para a necessidade de ter uma resposta pronta. aquela brincadeira que a gente faz, já fez outras semanas, mas que tem um fundo de seriedade, que é o responder na mesma altura, para que não nos sintamos então inferiores aos demais que andam nessa vibração que é sempre a da raiva, do ressentimento e que vão então sendo derivações que se formos deixando com o passar do tempo elas se conformam nesse sentimento que é o ódio. Eu achei interessante quando ela diz que o ódio nos acelvaga, então nós assumimos uma condição de seres que não se controlam e agem mesmo por selvageria.
as se conformam nesse sentimento que é o ódio. Eu achei interessante quando ela diz que o ódio nos acelvaga, então nós assumimos uma condição de seres que não se controlam e agem mesmo por selvageria. Cega, porque você perde a capacidade de raciocínio, criticidade, de análise, refletir sobre algo que você vai fazer. alucina. Então, realmente você não está mais de posse da sua capacidade de raciocínio e de refletir: "Não devo fazer, não vou fazer e me controlo para tal". Lembrando que controle aqui não é um simples não fazer, é autoeducação. Então eu preciso investir por um bom tempo em substituição desses atos que me levam ao destempero para que na ocasião em que eu venha novamente a passar por uma espécie de teste, eu tenha força suficiente para não ceder ao arrastamento do ódio, além de matar o outro e também matar a vida física ou matar as esperanças, matar os sonhos, porque nós temos uma visão um tanto quanto centrada naquilo que a gente passa a odiar. Pode ser uma teoria, pode ser uma ideologia, pode ser uma pessoa, podem ser grupos, enfim. E depois ela vai dizendo que a opção por ele é viciosa, porque se constitui uma enfermidade. O ódio, quanto mais ele vai sendo alimentado e nutrido, mais ele consegue ganhar força. E o único antídoto, digamos assim, o elixir trazido aqui é o amor, que foi o que Jesus utilizou e que não tá distante da nossa possibilidade de utilizá-lo e aplicá-lo também. Quando ela diz aqui que Jesus jamais revidou, não adotemos mais uma vez aquela postura, mas era Jesus, eu não consigo, eu revido ou vamos usar o nosso próprio conhecimento, é meu nível evolutivo, no momento eu tô assim, não aguento, então eu preciso responder. Ou então a gente usa argumentos como: "Se eu não revidar, eu adoeço, então eu preciso lançar no outro tudo aquilo que me inquieta para que eu não adoeça." Então, não há uma preocupação com as consequências daquilo que faço. Pode afetar o outro com tanto que eu esteja livre daquilo que me assombra, me inquieta ou do ódio que eu venho
que eu não adoeça." Então, não há uma preocupação com as consequências daquilo que faço. Pode afetar o outro com tanto que eu esteja livre daquilo que me assombra, me inquieta ou do ódio que eu venho sentindo. E a beleza do que ela traz aqui pra gente, ela fala de um jogo de forças, que é esse jogo entre o amor e ódio, mas que o amor ele traz uma vitalidade de que ele é portador. E se ele é portador, aquele que o sente também eh viverá com essa mesma vitalidade, porque há uma perseverança que predomina naqueles que experimentam o amor. Então, se nós não adotarmos uma postura insistente, permanente, mesmo que precisemos repetir que aquilo não esteja dentro do que eu desejo, ah, eu não amo devidamente, mas vamos lembrar aquilo que o evangelho vai trazer pra gente. Amar já é não ser maledicente em relação ao outro, não estabelecer críticas, comentários pejorativos. O evangelho traz um trechinho no capítulo Amai os vossos inimigos que diz: "Se você tiver a oportunidade de fazer o bem alguém que você tem alguma malquerência que você não gosta, odeia, enfim, você já está avançando no caminho do amor." Então, aquelas expressões como eu não me relaciono, eu já perdoei, mas sei que Deus vai fazer justiça, ainda é uma espécie de maquiagem desse exercício que nós estamos fazendo, mas já é melhor do que aí a desforra. Então, vamos buscando eh estabelecer uma espécie de escala das posturas que a gente pode ir assumindo para que o ódio vá desaparecendo dos nossos dia a dia e não também assumir aquela postura. Sou espírita, então já sou o mais elevado dos seres e jamais experimentei ódio. É preciso reconhecer, lembrando que espírita se esforça para se transformar moralmente. Admitamos e lutemos para que o amor então assuma a nossa salvaguarda. É verdade. É interessante que esse capítulo que fala de uma expulsão, né? Eles expulsaram Jesus. é um capítulo que vai nos provocar sempre uma reflexão sobre o amor, sobre o ódio, sobre o preconceito. E nesse na continuação dessa eh dessas considerações, dessas
xpulsão, né? Eles expulsaram Jesus. é um capítulo que vai nos provocar sempre uma reflexão sobre o amor, sobre o ódio, sobre o preconceito. E nesse na continuação dessa eh dessas considerações, dessas colocações que Amélia Rodrigues está fazendo, ela vai se deter sobre a Samaria. Marcel falou um pouco, né, de do começo desse conflito. Eh, fizeram um templo no monte lá no Jerizim e os os judeus ficaram muito afrontados com isso e criou-se uma inimizade. Nós estamos bastante familiarizados com inimizades, por mais que a gente não queira, que não cultive, mas vivemos num mundo onde os conflitos são muito constantes. Basta ver aí, estamos agora num nível de guerras eh que não são novas. Nós temos guerras aí no mais de 10, 20 guerras aí que estão sempre acontecendo em algum lugar, é que elas não ocupam a mídia, mas agora temos guerras que estão ocupando a mídia por causa do seu impacto, principalmente econômico, com o mundo todo, mesmo quem não tá diretamente envolvido. Essa é uma expressão macro dos conflitos que atravessam a nossa vida, atravessam o nosso cotidiano. E a situação entre a Samaria, né, e a os judeus de Jerusalém que oravam no templo de Jerusalém. Amélia Rodrigues vai falar de rivalidade e de preconceito. A rivalidade é um processo de competição que passou a existir, não só por eles acharem, digamos, teologicamente errado o errada a construção do templo, a adoração em outro lugar que não fosse o templo onde eh de acordo com a crença judaica, Deus estaria. Mas isso foi se acirrando e se ampliando, foi encarado como uma ofensa. Então, os judeus de Jerusalém ficavam ofendidos e eram agressivos. Todos lembramos da parábola do bom samaritano, que é exatamente onde Jesus pega o ser que pertence a um grupo desprezado e coloca esse ser como a referência de caridade, de amor ao próximo. E eh isso vai progredindo além da rivalidade, a base é o preconceito. O que acontece na rivalidade é a competição. ela vai aumentando e você sempre quer vencer o outro, porque já
, de amor ao próximo. E eh isso vai progredindo além da rivalidade, a base é o preconceito. O que acontece na rivalidade é a competição. ela vai aumentando e você sempre quer vencer o outro, porque já que o outro está errado, você precisa criar condições para que ele seja derrotado. Então isso vai se eternizando, seja nas relações interpessoais, seja nas relações intrafamiliares, relações de vizinhança, relações entre grupos e relações entre povos, né? É uma é uma coisa que acontece sempre. Mas além disso, o preconceito ele precisa ser examinado de perto, porque a maioria de nós, sobretudo hoje quando se tem muita consciência dos problemas do preconceito e nós que como espíritas desejamos nos melhorar, a gente tende a minimizar as coisas. Parece que a pessoa quer se melhorar eh vendo o mínimo possível de problemas. A gente se melhora olhando cada poeirinha. É igual você fazer faxina numa casa. A faxina não vai ser bem feita, porque você passa assim e olha só o que tá no campo visual e não vai varrer embaixo da cama, embaixo dos móveis. A faxina fica bem feita quando você vai procurar onde é que tem uma poeirinha escondida e vai limpar. É a mesma coisa no processo de autodesenvolvimento e de crescimento pessoal. Mas normalmente o que nós fazemos é varrer para debaixo do tapete e isso faz com que o preconceito ele seja uma ferramenta ótima, porque nós vamos justificar tudo de negativo que pensamos sobre o outro. Ao invés de ir ao encontro do outro. O que o preconceito faz é isso. Ele impede o encontro real e ele vê o outro através de um filtro, que é aquele filtro do que eu considero como inferioridade das outras pessoas. Então, esses conflitos entre os samaritanos e os judeus de Jerusalém, eles ficavam muito, ficaram muito evidentes nesse episódio, porque Jesus nunca na vida ofendeu um samaritano. Jesus nunca na vida eh justificou e endossou o preconceito contra os samaritanos, mas eles não viram, não deu para ver. Por quê? Porque a atitude foi tomada a partir do filtro. Olhe, esses daí não
no. Jesus nunca na vida eh justificou e endossou o preconceito contra os samaritanos, mas eles não viram, não deu para ver. Por quê? Porque a atitude foi tomada a partir do filtro. Olhe, esses daí não são samaritanos, então não venha não, não passa não, não entra não, não vou ouvir, não quero saber, não deve estar dizendo nada que preste, não é interessante, não sabe. Aí a gente, o filtro vai dar todas essas justificativas. Repare, é um momento para nós pensarmos com com muito cuidado e com muita tranquilidade, sem precisar ficar se justificando até para si mesmo. Quais são os meus preconceitos? Quais são os filtros que eu uso para nem olhar, porque eu já sei que não é bom ali. Eu já sei, tipo aquela outra passagem que diz assim: "E vem alguma coisa de bom de Nazaré? Porque Jesus veio de lá, né? E alguma coisa de bom vem de Nazaré, a gente nem escuta. Então, vamos aproveitar esse conflito entre a Samaria e os judeus, eh o pessoal de Jerusalém e vamos eh pensar nos nossos preconceitos que não são visíveis, provavelmente não são coisas terríveis, nunca mandamos matar ninguém, mas estamos impedidos de olhar para o outro, de ouvir o outro, porque tem um filtro que diz: "Não, isso aí não vale a pena não, deixa para lá". Chama atenção a palavra oposição. Você tá governando um condomínio, uma prefeitura, um estado, um país. Você é situação. Quem é contra você é oposição. Sabemos hoje na política que os americanos têm dois partidos que ao longo de 200 anos de história se revezam no poder, republicanos e demócratas. Atualmente é um republicano no poder. O anterior era demócrata. Nós temos no Brasil 34 partidos políticos. A rigor, todos os partidos têm uma carta que é um estatuto que rege. Todos eles, esses estatutos, dizem praticamente a mesma coisa. A finalidade desse partido é promover o progresso da nação, o bem-estar social, distribuir justiça, tal, tal. Isso é o estatuto. O que os participantes fazem é outra história. Nós já sabemos disso. Tá na mídia todo dia, um escândalo atrás do outro. Tomei
ação, o bem-estar social, distribuir justiça, tal, tal. Isso é o estatuto. O que os participantes fazem é outra história. Nós já sabemos disso. Tá na mídia todo dia, um escândalo atrás do outro. Tomei isso como base para a gente raciocinar claramente que a luz da mensagem evangélica, ela encontraria naqueles dias uma oposição feroz. Se você não vivesse naqueles dias com um discurso pró Moisés, próísmo, pro Torá, anátema para você, pedrada, você ia ser morto e acabou. Se olharmos a biografia de Saulo, antes de ser Paulo, um dos mais inclementes perseguidores do cristianismo nascente, ele odiava o cristianismo com todas as forças, porque era uma ameaça ao que ele acreditava. E para obter informações de que Ananias estava em Damasco, ele não tergiversou em aprisionar um homem, arrancar as unhas desse homem, uma por uma, até que o homem disse o que sabia e o que o doutor da lei queria saber, mesmo que o homem não soubesse. Que na hora da tortura o indivíduo conta tudo até o segredo do cofre forte do Banco do Brasil. Mesmo que não saiba o segredo, conta. Tortura é tortura. Tá em Damasco e para lá ele segue. E Jesus aproveita o opositor. Isso chama atenção. Só que o método de Jesus primeiro foi derrubar o homem do camelo. Como Jesus trata aqueles que vão ser seus discípulos. Derruba o homem do camelo. Joga ele numa duna de areia seca ao meio-dia. Cega o homem. Agora joga ele dentro de Damasco e deixa sozinho, sem água, sem comida, três dias numa estalagem. Como ele viu uma cena psíquica, um homem caminhando pel um túnel em direção a ele, parar aos ouvidos dele e dizer: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Ele passou três dias escutando essa mesma frase, vendo essa mesma cena na memória, na no cinemascópio das lembranças. E aquilo era para galvanizar dentro dele a mensagem de Jesus. Três dias depois, Ananias vem buscá-lo. A pergunta que a gente pode fazer um pouco à margem é: se Jesus derrubou aquele homem e o cegou, por que é que Jesus não curou ele diretamente? Jesus se utilizou de uma terceira
Ananias vem buscá-lo. A pergunta que a gente pode fazer um pouco à margem é: se Jesus derrubou aquele homem e o cegou, por que é que Jesus não curou ele diretamente? Jesus se utilizou de uma terceira pessoa, de uma segunda pessoa, Ananias, para promover a reabilitação de Saulo. Então, ao mandar os seus discípulos batedores à frente à busca de alimentos e víveres, eis que os samaritanos se negaram. O que foi que esses dois batedores que vieram revoltados da cidade disseram ao grupo: "Não atenderam a gente, não venderam. Nós temos dinheiro para comprar. Nos negaram, ainda expulsaram. Tiago e um outro que eram pedra 90, só enfrentava quem aguenta. Disseram a Jesus: "Senhor, tu queres que invoquemos o fogo do céu e queimemos a cidade, queimemos ele." A turma resolvia logo a parada era assim. A turma era logo assim. Vamos resolver logo é na faca. Aí Jesus passa Melia Rodrigues, repreendeu os discípulos e buscaram uma outra povoação para o abastecimento dos víveres. Sempre teremos oposição. Não é diferente hoje quando os espíritas exposando uma doutrina que revela o alentúmulo, que tira a culpa e instala a responsabilidade, que proclama que ninguém depende de ninguém para ser salvo. Cada um há de salvar-se a si mesmo com seu próprio esforço. É um discurso que soa estranho. Então, em toda parte, o discípulo novo de Jesus, como naqueles dias, vai encontrar oposição ferrenha. Já melhoramos, porque naquela época se matava na pedrada, depois se queimava o indivíduo. Hoje não se queima mais o indivíduo, nem se mata na pedrada. Se faz crítica nas redes sociais, se acaba com a reputação do indivíduo na internet, você dorme santo e acorda um demônio, porque a rede social destrói sua reputação. Até provar o contrário e dizer que o elefante não é a formiga, isso demora uma eternidade. Mas Jesus não perdia tempo com isso, porque ele tava consciente, lúcido, em torno da oposição que a mensagem dele iria causar. E mesmo assim ele procurava esses burros difíceis, as pessoas hostis, dialogava e como
perdia tempo com isso, porque ele tava consciente, lúcido, em torno da oposição que a mensagem dele iria causar. E mesmo assim ele procurava esses burros difíceis, as pessoas hostis, dialogava e como disse Jamile, na linfa do amor, ele desmontava porque a sua aura, o seu psiquismo, a sua energia era tão poderosa que quem travou o contato com ele nunca mais foi o mesmo. Alterou comportamento, alterou conduta, passou a enxergar a vida de uma outra maneira. Por isso, a Samaria dos gafanhotos, no dizer dela, talvez tenha tido na sua, em toda a sua história de mais de 1000 anos, um único amigo. Foi justamente este que eles expulsaram dali. E essa reflexão que Marcel nos traz me fez refletir sobre o que todos nós vivenciamos na condição de espíritas. Estamos muito acostumados familiar, socialmente falando, a termos uma espécie de chefia ou liderança. Eu não vou usar ou porque são conceitos que trazem características específicas, mas minimamente a ter alguém a dizer o que vamos fazer, o horário que devemos cumprir, que competências precisamos apresentar ou na família os comportamentos que devemos eh ter para que sejamos bem quistos. e coisas assim. Só que quando estamos nos colocando como espíritas e seres em evolução, isso modifica. Essa afirmativa que ele trouxe depende do nosso esforço. É uma prova em conteste disso. E nós ficamos então observando e agora o que é que eu vou fazer? Que referência eu terei? Mas nós temos um roteiro vivo que é o evangelho. Obviamente que na nossa condição evolutiva vivenciá-lo em plenitude dá algum trabalho ou vai requerer de nós um esforço ao qual não estamos habituados. Por isso que vamos precisar repetir lá nesse mesmo capítulo do Evangelho, no trecho em que é abordado o ódio, que é um trechinho bem pequenininho, mas riquíssimo pra gente, onde a recomendação de Fenelo é que nós nos coloquemos à disposição a peito aberto para amar os inimigos. Aí a gente já dá assim uma certa desanimada, fecha o evangelho e vai dormir. Mas é aí que a
e, onde a recomendação de Fenelo é que nós nos coloquemos à disposição a peito aberto para amar os inimigos. Aí a gente já dá assim uma certa desanimada, fecha o evangelho e vai dormir. Mas é aí que a gente precisa persistir, porque o que ele apresenta como a ideia de que amar o inimigo aqui é uma condição que nos coloca num patamar de superioridade. Isso pode causar uma estranheza, porque não é nos tornarmos superiores ao outro, e sim estarmos numa condição onde nada nos abale do ponto de vista do que entendemos como ofensa, provocação, retaliação ou qualquer coisa nesse sentido. Aí ele vai dizer que é penoso o sacrifício em amar quem nos ultraja, quem nos odeia, quem nos persegue. E é bom fazer esse exercício, não só como alguém que odeia, mas como alguém também que pode ser odiado, que pode ter algum tipo de relação adoecida. Então ele vai aqui explicando para todos nós que adotar a postura de quem não recebe o adoecimento do outro pelo ódio é a conquista daquela condição de criatura de Deus. Porque eu optei pela amorosidade e não por estar no mesmo patamar que o outro apresenta, pelo simples fato de que o amor nos aproxima de Deus e o ódio nos afasta dele. Então, essas recomendações que vão aparecendo aqui traz um outro ponto que é preciso que façamos reflexões diárias sobre a questão de que amar não vai nos resguardar dos contratempos, das angústias, das tristezas. das frustrações, do achar que essa pessoa não faria, mas acabou fazendo. Então, é entender que amar se constitui uma obrigação moral e um escudo contra situações dessa natureza, mas que isso não vai fazer com que eu me entristeça, com que outras situações me causem algum tipo de dissabor. E é isso que o espiritismo traz de consolo e de entendimento. Já sei, como Amélia trouxe aqui, que nessa congição que nós estamos vivendo, no atual momento da humanidade, o cego vai ser alguém que tem reduzida a leitura de vida ao seu campo estreito, ao seu limite. Então, não adianta eu impor ao outro uma verdade ou querer
tamos vivendo, no atual momento da humanidade, o cego vai ser alguém que tem reduzida a leitura de vida ao seu campo estreito, ao seu limite. Então, não adianta eu impor ao outro uma verdade ou querer convencê-lo a achar que, por mim, ele vai então entrar numa espécie de devotamento amoroso, porque sou eu quem estou com ele. ela vai afirmar que o preconceito é a força da ignorância. E a ignorância, ela se apresenta pujante justamente na restrição. A restrição é tamanha que a força do ódio acaba se apoderando, mas a gente vai percebendo que não tem reflexão, não tem raciocínio. Ela usou o termo ódio, não logica, ele só tenta dominar, então ele impõe pela força. Já um outro ponto que ela traz aqui é que o amor conquista e a conquista gera um certo trabalho. É muito mais fácil dizer cumpra-se faça do que apresentar, exemplificar, dizer ou vivenciar mais do que tudo aquilo que nós estamos dizendo. Por isso, Pedro, que quando você traz aqui no chat, se essa ideia do processo de autoeducação, nesse processo é normal experimentar angústia e inquietude. Com certeza é muito natural, porque nós não estamos na condição de espíritos que já estão num patamar de harmonia, regularidade ou linear, ainda oscilamos o tempo inteiro. Por isso que a gente precisa de oração, de leitura, de reflexão e, acima de tudo, de exercícios de amorosidade em relação aqueles que nos odeiam ou aqueles que nós odiamos. >> Sim. A, todo o capítulo ele é atravessado por essas questões relativas ao amor. E é interessante lembrar que a gente pensa no amor como uma coisa que brota espontaneamente, como uma coisa que nós não temos controle. Aí você diz assim: "Eu me apaixonei". e não percebe que aí você tá falando de paixão, você não tá falando de sentimento e não tá falando de amor. Eh, se o amor fosse algo eh involuntário na nossa vida, não poderia haver um mandamento: "Amai-vos uns aos outros". Porque como é que você determina uma coisa que é que não depende de você? Isso é possível não só porque o amor é
involuntário na nossa vida, não poderia haver um mandamento: "Amai-vos uns aos outros". Porque como é que você determina uma coisa que é que não depende de você? Isso é possível não só porque o amor é um sentimento, portanto, superior às paixões, as emoções, que são eh vivências nas quais nós somos passivos. Uma paixão, por exemplo, ela indica que algo despertou a paixão e que eu não fiz nada, eu não pude fazer nada, eu não posso evitar porque algo despertou. A paixão aí pode ser a paixão amorosa, sexual, pode ser a o ciúme, pode ser a inveja, pode ser. São as paixões, tal como a filosofia coloca. O amor não é uma paixão. O amor não é algo passivo. O amor é uma lei. A gente esquece que o amor é uma lei. Ele não é só um sentimento, ele é também um sentimento, mas ele é uma lei. No Evangelho, João diz: Deus é amor. Amor é algo de uma grandeza, uma dimensão que a gente não imagina. Tá muito além dos sentimentos pessoais. E claro, não é algo que foi desencadeado à revelia da nossa vontade. É por isso que amar é possível. Você constrói o amor, você vai trabalhar e desenvolver a relação de amor com outro, porque não vai depender das virtudes da outra pessoa e não vai depender do que esteja acontecendo, vai depender da intenção de se alinhar com essa lei. Mas os samaritanos, eles não tiveram oportunidade de saber isso nesse encontro que Jesus poderia ter tido com eles. Tem um pedacinho aqui que Amélia Rodrigues vai falar uma coisa que eu achei muito comovente, que é o seguinte. Eh, Jesus estava caminhando para lá, mandou os os discípulos verem a questão das provisões e ela vai dizer seus ela vai dizer assim: "Seus mensageiros iam à frente, estava chegando a hora, o momento do seu testemunho e ele o sabia. Ela vai dizer que Jesus não retornaria à aquela comunidade. Os samaritanos não sabiam. Eles não sabiam que não haveria um outro momento dentro daquele contexto onde eles pudessem eh vivenciar a presença de Jesus, ouvir os ensinamentos de Jesus. Essa é uma das, digamos assim,
não sabiam. Eles não sabiam que não haveria um outro momento dentro daquele contexto onde eles pudessem eh vivenciar a presença de Jesus, ouvir os ensinamentos de Jesus. Essa é uma das, digamos assim, tragédias do preconceito. É uma das tragédias da nossa cegueira. Jamile falou da cegueira, não é? Eles não viam, eles só reagiam automaticamente aquilo que estava posto. Eles não tornaria tornariam a vê-lo. Ninguém, no entanto, se dava conta. Acho que vale muito a pena a gente pensar não para se angustiar, não para ficar estressado. Ai, agora eu tenho que ficar olhando tudo. Pode ser a última oportunidade. Primeiro, não é a última. Todos encontraremos o mestre, todos chegaremos a Deus. Então, vamos com calma. Mas veja, eh, ela usa esse trecho para falar de duas posições diferentes. Ela vai dizer assim: "A trêfega ingenuidade arquitetava planos terrenos. Aí são os samaritanos. Eles estavam envolvidos na briga deles, na questão com os judeus, em provar o ponto de vista, em excluir os judeus, como os judeus excluiam os samaritanos. Eles estavam ocupados com isso. E ela vai continuar enquanto ele elaborava programas espirituais. E é aí que a gente pode refletir sobre oportunidades. Não é ficar imaginando que eu tenho que adivinhar que aquilo é importante agora. Não. O que é importante é que façamos e elaboremos programas espirituais. Isso é importante que a gente, tal como dando sequência à fala de Jamile, que a gente se coloque na posição de espírito imortal, que a gente eleja as leis divinas como roteiro da nossa vida, que a gente vivencie o máximo possível para o nosso momento evolutivo, sempre avançando, que a gente vivencie as experiências com coração aberto para o amor o máximo que pudermos. Aí a gente não perde oportunidade nenhuma, porque aquilo que nós não conseguimos fazer e não conseguimos perceber é função do nosso do nosso limite evolutivo. A nós cabe o esforço e o empenho de fazer melhor da próxima vez, de fazer sempre, cada vez melhor. E aí ela vai dizer: "Compreendelo
o conseguimos perceber é função do nosso do nosso limite evolutivo. A nós cabe o esforço e o empenho de fazer melhor da próxima vez, de fazer sempre, cada vez melhor. E aí ela vai dizer: "Compreendelo mais tarde." Sim, mais tarde a gente entende quando a consciência tiver mais ampliada. O que nos é demandado não é algo a mais, não é adivinhar, não é ficar de sobreaviso estressado, não. O que nos é demandado é que a gente aproveite a oportunidade do agora através do amor, no ponto que pudermos, da forma que conseguirmos, melhorando sempre. Carl Sean, o notável astrônomo norte-americano, criador da série Cosmos, que abalou a opinião pública mundial, teve ocasião de afirmar que não sei para onde estou indo, mas estou a caminho. Agora, desencarnado, acreditamos nós dentro dos princípios espíritas que ele pode devastar o cosmo que ele observava apenas por lunetas, por telescópios poderosos. Ele, portanto, nos lega a uma grande lição ao nós fazermos uma simbologia, um paralelo de que nós estamos caminhando para a nossa Jerusalém. De alguma forma, empreendemos uma caminhada, saindo das nossas origens espirituais em direção a essa Jerusalém dos nossos sonhos, dos nossos desejos, das nossas mais caras esperanças. Invariavelmente, teremos que atravessar algumas vilas, povoados, distritos, pequenas cidades e burgos, onde a oposição a quem somos, o que fazemos, como nos vestimos, será feroz. Vão nos atacar como animais selvagens vão se lançar sobre nós, tentando destruir-nos o ideal. Mas ele era assim, ele ia por caminhos que os próprios discípulos não imaginavam, porque o objetivo era cristalizar e galvanizar dentro deles lições de que para o semeador de esperanças, de alegrias, de renovação, todo terreno será difícil, toda porta será estreita, todo caminho será áspero, porque é assim que o trabalhador vai identificando onde lançar a semente, o que fazer quando ela não puder germinar, porque a tarefa do semeador é sair para semear. Ele não pode esperar nem fluorescência, nem frutescência,
rabalhador vai identificando onde lançar a semente, o que fazer quando ela não puder germinar, porque a tarefa do semeador é sair para semear. Ele não pode esperar nem fluorescência, nem frutescência, porque estes momentos, essas etapas pertencem a Deus. Ele tem que continuar avançando, não obstante a oposição àqueles ideais. Onde estão hoje esses samaritanos e esses judeus? Passaram todos devorados pela estrada, pela inclência do tempo, pelas areias escaldantes do deserto, pelo sol abrasador dos milênios, que a tudo reduziu a pó. Jesus se aggigantou na história a ponto de não caber dentro dela. Jesus dividiu a história antes e depois dele. E a pobre da Samaria, que estava na sua pequenez espiritual, atacando judeus de Jerusalém, sendo por sua vez atacado pelos judeus de Jerusalém, se mantiveram nesse ódio, nessa disputa, nessa hostilidade inútil. Mas como a criatura humana gasta energia para manter-se na defensiva? E toda pessoa que tá na defensiva é porque tá sendo atacado. Mas quem é que tá me atacando para que o tempo todo eu esteja com meu escudo e minha espada levantada? Em que momento poderei derrubar os dois, o escudo e a lança, derrear os dois, me permitindo momento de repouso. O estado de guerra é profundamente cansativo e para Deus, acima de tudo, não é importante o ato em si, senão a intenção que move os indivíduos. Estamos vivendo na atualidade o paradoxo, enquanto nesse momento quatro astronautas estão no lado escuro, nunca visto da lua nesse momento até às 9 horas, quando eles sairão para empreender a viagem de volta à Terra. Eles estão no apogeo da glória tecnológica, alcançar o ponto mais longe que o homem já foi além do planeta. Estamos na Terra nos matando em duas guerras de arrasamento, a guerra da Ucrânia e a guerra do Oriente Médio. Lá em cima, a glória estelar. Aqui a pequenez é calceiga, eu lhe dou razão. Quando você pediu que aquela navezinha parasse em Saturno, voltasse para a terra e batesse uma foto, o que apareceu foi o anel de Saturno, no meu dela um ponto, a que se
é calceiga, eu lhe dou razão. Quando você pediu que aquela navezinha parasse em Saturno, voltasse para a terra e batesse uma foto, o que apareceu foi o anel de Saturno, no meu dela um ponto, a que se deu o nome de O pálido ponto azul. Ali a foto da Terra. E é nesse planetinha que nos matamos, sorrimos, choramos, morremos, construímos nossas tragédias, nossas catástrofes, nossos dramas. Aqui é que edificamos nossos cemitérios e nossas maternidades. Tadinha da terra. E realmente quando Marcelo nos relembra essa missão em pleno desenvolvimento agora, a frase afirmativa, ela continua ecoando, já feita anos anteriores, mas a ideia de que olhando a Terra de fora, ela é uma só e a mesma coisa, sem divisões, sem territórios delimitados, sem preconceitos, sem diferenças, mas ainda aqui dentro continuamos a alimentar a fragmentação. Mas vou me despedir de vocês essa noite com um trecho interessante de um espírito protetor também no Evangelho com uma simples pergunta. Ó estúpido amor próprio, tola vaidade e louco orgulho, quando sereis substituídos pela caridade cristã, pelo amor do próximo e pela humildade que o Cristo exemplificou e preceituou? Só quando isso se der, desaparecerão esses preceitos monstruos. que ainda governam os homens e que as leis são impotentes para reprimir. Porque não basta interditar o mal e prescrever o bem. É preciso que o princípio do bem e o horror ao mal morem no coração do homem. Então, é preciso validar em cada um de nós a vivência da amorosidade. E a resposta tá aqui: é no emprego diário, permanente e constante da fraternidade e da caridade. Se você ainda não exercita, é hora de começar. Caso já faça, persista. O caminho vai ser o mesmo. Amorosidade e nada nos abalará. No campo do ódio, do ressentimento ou da mágua, estaremos sempre em harmonia. Mesmo que isso nos custe sacrifícios, Jesus estará a nos sustentar. Então, o que podemos aprender? Como podemos sintetizar nossas reflexões, sabendo que há muitas outras? Cada capítulo desses, quando nós
mo que isso nos custe sacrifícios, Jesus estará a nos sustentar. Então, o que podemos aprender? Como podemos sintetizar nossas reflexões, sabendo que há muitas outras? Cada capítulo desses, quando nós abordamos algumas coisas, nós mesmos deixamos de abordar várias outras. E sabemos que os companheiros que nos assistem, muitas vezes eles inclusive manifestam isso no chat, eles também perceberam outros pontos de reflexão, outros pontos de compreensão disso que tá colocado. E a gente vê um relato de uma experiência onde Jesus foi rejeitado, eh, onde e estava ao alcance da mão daquela comunidade ouvir a voz do alto, ouvir a mensagem de Jesus, receber o benefício da sua presença. E isso não foi feito, isso não aconteceu. Então eu fico pensando que uma coisa que nós podemos fazer é fazer esse esforço de sair do automático. Eu diria que o automático leva a gente a esse tipo de situação. Nós tomamos a vida como algo que já tá dado. Aí eu tenho que trabalhar, tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo, tenho que resolver. e colocamos muitas vezes o processo de crescimento espiritual nesse automático, como se tivesse numa planilha. Ah, eu vou na FEB, ah, eu vou falar com não sei quem, ah, eu vou entregar um farnel, ah, eu vou fazer isso, eu vou fazer aquilo. OK? Em nossa vida tem coisas que serão feitas, mas é muito importante que a gente saia do automático. Essa que alguns orientais chamam de consciência de mente condicionada. Diz uma coisa, eu já sei qual é a resposta. Ele é samaritano, eu já sei que não presta. Ele é judeu, já sei que é isso e aquilo. Ele é isso aí está no nosso cotidiano também. Esses personagens que eu falei, samaritanos, judeus, são personagens do passado, do texto do Evangelho. Na nossa vida também tem, a gente vai no automático e muitas vezes lá adiante é que paramos e pensamos assim: "Ah, mas eu acho que aquela pessoa queria me falar alguma coisa. Ah, eu acho que essa pessoa não tá bem. Ah, eu acho que essa pessoa tá muito alegre. aconteceu alguma coisa, mas a
os e pensamos assim: "Ah, mas eu acho que aquela pessoa queria me falar alguma coisa. Ah, eu acho que essa pessoa não tá bem. Ah, eu acho que essa pessoa tá muito alegre. aconteceu alguma coisa, mas a essa altura nós já estamos ali quilômetros na frente, né? Horas na frente. A gente tá longe no tempo e no espaço daquela oportunidade. Não é que a gente tenha que aproveitar todas as oportunidades, não é que tenhamos de estar sempre acumulando do jeito que a gente acumula conhecimento, acumula informação, acumula bens. Agora vamos acumular oportunidades evolutivas, não é isso. É simplesmente poder sair do condicionado, do automático, do previsível e olhar, porque a vida traz situações novas. A vida numa manhã que saímos para trabalhar, como todas as manhãs, ela pode nos trazer uma mensagem de Jesus através de um companheiro, através de uma experiência. Ela pode nos trazer uma experiência evolutiva. Ela pode nos trazer um aprendizado precioso. Ela pode nos trazer uma vivência de profundo amor. E se a gente não estiver de olhos abertos, sabendo que aquele dia é um novo dia, sabendo que aquele momento é um novo momento, sabendo que aquele encontro é um novo encontro, nós vamos fazer o que os samaritanos fizeram, a gente deixa passar, porque eu já sei o que é, eu já sei quem é, eu já sei como é, eu já sei a resposta, né? Eu não tenho mais perguntas como a criança sempre olha o mundo como algo novo. Nós somos adultos. Já sei, eu já sei como é fulana, eu já sei como é essa situação. Vamos tentar sair desse já sei e lembrar que Jesus diz que o reino dos céus é para os que são como as crianças. Os que olham a vida sabendo que não sabem o que é vão olhar para ver o que é aquilo hoje. É igual a todo dia, mas não é igual a todo dia. Então a gente pode aproveitar. Essa é uma é uma esse é um capítulo assim muito interessante, muito cheio de coisas que podem nos falar, mas vamos aproveitar para viver a vida sabendo que oportunidades estão chegando para nós. Bênçãos, aprendizados,
esse é um capítulo assim muito interessante, muito cheio de coisas que podem nos falar, mas vamos aproveitar para viver a vida sabendo que oportunidades estão chegando para nós. Bênçãos, aprendizados, experiências necessárias, encontros, partidas. Vamos fazer isso. Muita paz. A gente se vê na semana que vem. A Caravana Baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma história de amor que aproxima. Aleluia.
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