Para Viver o Evangelho | Episódio 196 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Cap. 1)
Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Caros internautas, boa noite a todos vocês que nos acompanham pela TV FEB, TV Mansão do Caminho, assim como os nossos irmãos e irmãs aqui presentes no salão da sede da Federação Espírita do Estado da Bahia. Como já havíamos informado no final do ano passado, hoje retomamos o nosso programa presencial e também online ou da forma híbrida, como costumamos denominar, e estamos felizes em poder iniciar o novo livro Pelos Caminhos de Jesus. Mas também para não perder o hábito das nossas informações, vamos compartilhar com vocês e trazendo uma ressalva para o nosso público que não é de Salvador, não é do estado da Bahia, que teremos presencialmente nos próximos dias 17 e 18, respectivamente sábado e domingo, no dia 17 de janeiro de 8 da manhã até às 17 horas e no domingo 18 de 8:30 30 às 12:30. Eu me refiro à formação de evangelizadores espíritas da infância. Toda pessoa que esteja interessada eh que deseja ingressar na evangelização infantil, ou que já tante hoje nós começamos o nosso programa de verão do mês de janeiro e na próxima segunda-feira teremos a segunda etapa do programa. E no finalzinho, para que vocês guardem na memória, divulgaremos a temática da próxima segunda-feira, tá bom? O programa de verão é sempre das 18 hor até às 19:30 aqui no salão da sede central. Podem vir toda e qualquer pessoa interessada. E agora então lembrete feito, [risadas] nós vamos para a leitura de um texto em homenagem a Amélia Rodrigues. Inquieta com os rumos da civilização, bem distantes dos desígnios cristãos, a aprendiz do evangelho decidiu buscar sua antiga mestra. e com o olhar ansioso, em busca do vinho captoso da verdadeira sabedoria, que se acostumara a receber dos seus lábios em tempos idos, encontrou-a em sua nobre atividade educadora e na primeira oportunidade falou-lhe então sem rodeios, com a franqueza lirial de seus sonhos. Tenho levado uma vida como a religiosa Clarice, lembrando a função augusta do sacramento que recebi dos meus ancestrais. A cada ano espero a natividade como um
, com a franqueza lirial de seus sonhos. Tenho levado uma vida como a religiosa Clarice, lembrando a função augusta do sacramento que recebi dos meus ancestrais. A cada ano espero a natividade como um presente dos céus, ansiando por um mundo de amor que aguardo desde a ovorada dos meus quereres. Mas como inquieta falusta, personagem insatisfeita em busca de algo mais, pergunto-me: quando verei o reino dos céus implantado na terra? Será quando voltar à primavera, como afirmam alguns poetas, ou esta é uma ilusão de ingênuos? Se bem me queres, mestra, liberta-me dessa dúvida atróz que me atormenta na vigília e no adormecer. A mestra maternal e sábia fitou-a com a ternura de um plenilho e a clareza de um meio-dia. Então disse-lhe sem pressa: "Tendes andado pelos caminhos de Jesus. conforme as lições da religiosidade, onde dominam as tradições e os ritos exteriores, e não compreendem em plenitude que ele é a luz do mundo. Ao nos trazer a mensagem do amor imortal, propondo que fôssemos seus discípulos, pretendia nos transportar do tempo para a eternidade. A primavera é um símbolo que une o efêmero ao permanente. Pois quando há flores no caminho, suas formas falam da estesia do transitório e seu perfume constrói a memória do Eterno. Para que esses dias venturosos sejam presença na terra, o discípulo deve se dedicar à grande tarefa de educar-se, entregando-se às leis da vida e, como um trigo de Deus, deixar-se moer até a extrema pureza e assim ser conduzido ao fogo sagrado das provas do mundo para ser o precioso alimento da esperança e da plena realização, para que as primícias do rei reino se instalem e sejam percebidas, é passo insubstituível ser o vencedor de si mesmo e o semeador da presença de Deus até o fim dos tempos em todos os recantos da civilização. Encantada, a aprendiz intuiu que as formas religiosas são auxílios preciosos na caminhada para bem-aventurança, mas não dispensam o trabalho pessoal da renovação. e concluiu de si para si: Sou eu também artífice do reino dos céus, a cocriadora
religiosas são auxílios preciosos na caminhada para bem-aventurança, mas não dispensam o trabalho pessoal da renovação. e concluiu de si para si: Sou eu também artífice do reino dos céus, a cocriadora da civilização do amor, que começa no âmago do meu ser e que unida a outros seres estende-se até a borda do infinito. Desde então, silenciadas as inquietações, despendeu toda a sua energia em realizar a perfeição de Deus presente em si mesma a todo instante e em cada ação. Esse texto, em homenagem a Amélia Rodrigues, se intitula A mestra e a aprendiz do Evangelho. Texto de autoria do idealizador desse programa, André Luís Peixinho. Com a palavra, Marcel Mariano. >> Meus amigos que nos acompanham remota e presencialmente, tivemos que semana passada nos despedir de Humberto de Campos. Irmão X seguiu viagem com suas crônicas, com sua argúcia, com a sua construção fraseógica, envolvendo aspectos da mitologia que lhe eram muito queridos quando o conselheiro XX, o grande escritor fluminense que deixou mais de 20 livros chamados Obras Completas de Humberto de Campos, resolvemos seguir comélia Rodriguez pelos caminhos de Jesus. E essa obra não é nova, é de 1987, quando ela no dia 9 de setembro a prefaciou e provavelmente ali pelo mês de outubro, novembro, dezembro daquele ano, a obra então foi lançada. Isso já vendeu uma quantidade expressiva de livros pela riqueza. O que nos leva a admitir com toda naturalidade que Amélia Rodrigues, provavelmente num passado muito remoto, ela foi uma daquelas mulheres do evangelho. Pontificam ou pontuam muitas mulheres no Evangelho Verônica. Nós temos Joana de Cusa, nós temos Madalena, Marta, Maria, as irmãs de Lázaro e tantas outras que surgem os nomes desse filho. Depois essas pessoas, essas mulheres desaparecem tragadas pela história. Provavelmente para ser tão conhecedora da mensagem de Jesus, dois fatores se conjugam. primeiro ela ter sido uma personalidade daqueles dias e guardou na memória aqueles fatos. Segundo, como escritora fecunda no século XX,
tão conhecedora da mensagem de Jesus, dois fatores se conjugam. primeiro ela ter sido uma personalidade daqueles dias e guardou na memória aqueles fatos. Segundo, como escritora fecunda no século XX, nascida aqui nas terras de Santo Amaro, depois veio lecionar aqui em Salvador, ela já desencarnada em 1926, 27, quando retornou ao além, ela teve contato no mundo espiritual com bibliotecas que no mundo espiritual contém livros nunca publicados na Terra. Como a vantagem é que os livros da Terra estão muito assinalado pelas mentiras, pelos fake news, pelas distorções. Invariavelmente no aspecto histórico, nós conhecemos a versão dos vencedores. Raramente sabemos a versão dos vencidos. Só olhar a história do Brasil. Quase todos os historiadores que escreveram sobre a história do Brasil são brancos. e representam aqueles que venceram. Não conheço nenhum livro de história do Brasil escrito por indígenas, por negros, por mulatos, mamelucos, cafus e outras expressões étnicas que foram cunhadas para se referir pejorativamente a pessoas de pele diferente do branco europeu, especialmente ibérico. Então, não sabemos as versões que eles têm de uma história que sofreu mutilações, que tivemos a escravidão por 388 anos. O Brasil foi o segundo país do mundo, o penúltimo país do mundo a decretar a libertação dos escravos. O último foi a Mauritânia, isso há pouco mais de 50 anos atrás na África. E, portanto, a ter com a biblioteca, com livros onde não cabe a hipocrisia, a falsidade, o falseamento, fingimento da verdade histórica, dá uma vantagem. Você pode fazer uma pesquisa isenta de equívocos, onde encontram a verdade. Lógico que nem toda essa verdade pode ser vazada, que nós temos que restaurar também a verdade na Terra. Então, ela abre o livro com duas duas peças preciosas, duas pérolas que nos chamam a atenção. Uma é um prefácio, é uma introdução, onde ela situa sendo a figura mais extraordinária da história. E é fácil de fácil de concluir que Jesus não cabe na história. Quem cabe na
ue nos chamam a atenção. Uma é um prefácio, é uma introdução, onde ela situa sendo a figura mais extraordinária da história. E é fácil de fácil de concluir que Jesus não cabe na história. Quem cabe na história é César, é Augusto, é Alarico Visigodo, é Tamerlão, é os grandes generais como Napoleão Bonaparte. Esses cabem na história. Jesus não cabe. Ele divide a história antes e depois dele. Por isso a CC. E o segundo aspecto que transpira disso é de que a sua mensagem, não obstante, as adulterações que houveram, que se fizeram ao longo de muitos séculos, não perdeu o víço, não perdeu a beleza e permaneceu emulando e estimulando milhões de pessoas até hoje. Um trabalho de formiguinha. O paganismo foi definhando, foi defiando. Com quanto hoje ainda traços do paganismo em milhões de pessoas, a mensagem de Jesus prevaleceu no mundo, levando milhões de pessoas a aderir ao seu ideal de libertação. Então ela faz uma introdução situando quanta falta faz Jesus no contexto histórico e depois uma síntese histórica da cultura da Palestina, desde a dos filisteus, da Filístia, aquela região muito antiga, constituída de povos indoeuropeus, que ali asiáticos, que vieram para ali cerca do século X 14 antes de Jesus, 100 anos antes de Jesus situar aram-se ali naquela região até depois passar por diversas culturas que a dominaram, como romanos, assírios, egípcios, filisteus e outros povos que exerceram cativeiro. Só para você ter uma ideia, o povo hebreu teve 420 anos de cativeiro no Egito até encontrar em Moisés o grande libertador, o grande patriarca e daí em diante começar uma saga. Por isso que a gente propositadamente deixou o capítulo primeiro, que é de uma beleza ímpar para a semana que vem. Para você que tá nos assistindo, aguarde cenas dos próximos capítulos. É verdade. Nós temos a alegria de estar aqui novamente, presencialmente. Quero saudar os companheiros que estão conosco, essa vibração, essa energia. Eu tava aqui pensando que férias é uma coisa que a gente sempre gosta. Eu, por
ia de estar aqui novamente, presencialmente. Quero saudar os companheiros que estão conosco, essa vibração, essa energia. Eu tava aqui pensando que férias é uma coisa que a gente sempre gosta. Eu, por exemplo, gosto. Gosto muito da época do Natal, do Ano Novo. Viajei, vi minha mãe, minha família, maravilhoso. E a gente ficou à distância. Mas não é a mesma coisa de nos encontrarmos aqui. Então, foi bom participar do primeiro dia do do nosso programa de verão e é bom estar aqui com vocês novamente de modo presencial e claro saudando os companheiros que estão sempre, que são aqueles que assistem pela eh web FEB TV, pela web Mansão do Caminho e a simultaneamente participam do chat. Jamile fica lendo. Eu não leio muito o chat porque eu não consigo fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas ela consegue e é muito bom a gente ter esse diálogo com vocês e estendendo a saudação para aqueles que são incógnitas. A gente vai, não sabe quem vai assistir esse programa, daqui a quanto tempo lá um dia a pessoa ouve e aquilo tem uma repercussão na sua alma. É bastante interessante isso que a tecnologia nos proporciona e é muito bom que estejamos começando essa etapa com um livro novo, esse livro de Amélia Rodrigues, que é o tem a marca, o selo da nossa companheira, da nossa irmã Amélia Rodrigues. essa coisa doce, carinhosa, a forma que ela tem de pintar os cenários, é como se ela nos levasse para lá, como se ela fizesse com que estivéssemos presentes. É importante, combinamos, de chamar a atenção para o nome desse livro, pelos caminhos de Jesus. Ele pode ser, se nós aceitarmos, um convite para que no período que nós estivermos trabalhando com ele, nós possamos, são 25 semanas, 25 capítulos, provavelmente 25 semanas, nós então aproveitemos para refletir como v, como caminhamos nós nos caminhos da vida, nos caminhos de Jesus. A ideia desse programa é que possamos aproveitar obras da literatura espírita, às vezes romances, às vezes livros de mensagens, eh, acabamos de trabalhar com um livro de
a vida, nos caminhos de Jesus. A ideia desse programa é que possamos aproveitar obras da literatura espírita, às vezes romances, às vezes livros de mensagens, eh, acabamos de trabalhar com um livro de crônicas. Aproveitar essa literatura para nos ajudar a vivenciar melhor o evangelho, a mensagem de Jesus. A gente diz, é, o evangelho é o roteiro de luz. Jesus é o modelo e guia e acreditamos nisso. Isso nos conforta e isso nos dá uma direção importante. A ideia é que possamos aproveitar as descrições de Amélia Rodrigues, as informações que ela nos traz para refletirmos sobre como caminhamos nós nos caminhos da vida. Eu sei que as pessoas que nos ouvem estão em etapas diversas do caminho. Tem pessoas que estão no início talvez da juventude, pode haver jovens assistindo, pessoas que estão naquela fase de realizações, onde já não são tão jovens, já estão inseridos no mundo da vida social, no mundo do trabalho, com seus projetos, realizando outros haverá que já estão em plena maturidade, talvez com filhos criados, talvez com obras realizadas. e aqueles que estarão na fase da velice. Eh, como eu compartilhava no grupo há pouco, pouco tempo atrás, no nosso programa de verão, alguns de nós estamos já fazendo a revisão, lembrando que essa vida é transitória, ela vai acabar. Mas seja qual for a etapa, seja qual for o momento que estamos vivendo, momentos difíceis, momentos felizes, momentos mais fáceis, mais tranquilos, nós teremos a oportunidade de refletir sobre como estamos caminhando. A vida é um caminho. A cada encarnação, nós vamos ter uma série de experiências que programamos, uma série de experiências que escolhemos. ou escolhemos diretamente ou concordamos com elas. Ah, e sempre que eu falo isso, tem alguém que diz assim: "Ah, mas a pessoa às vezes teve uma encarnação compulsória". Eu acredito firmemente que gente de encarnação compulsória não senta para assistir palestra, não faz trabalho espírita. O compulsório é aquela pessoa que não tem consciência de si mesmo, não sabe, não
Eu acredito firmemente que gente de encarnação compulsória não senta para assistir palestra, não faz trabalho espírita. O compulsório é aquela pessoa que não tem consciência de si mesmo, não sabe, não tem condições nem de concordar com alguma coisa. Outros precisam decidir por ele. E a gente precisa entender que sim, na nossa vida nós decidimos por nós. Nós escolhemos essa experiência reencarnatória, nós escolhemos as nossas ações no cotidiano, dependendo das possibilidades. A gente gostaria de fazer mais, de fazer melhor, tudo bem. Mas nós estamos aqui agora, nesse momento, fazendo reflexões para viver melhor o evangelho. Não, não somos da compulsória. Então, vamos aproveitar cada capítulo e cada fala de Amélia Rodrigues para entender no âmago da nossa alma, isso é muito individual, como estamos caminhando, os caminhos que Jesus nos propõe, os caminhos que Jesus nos sugere trilharmos, as orientações que a vida nos traz, como nós estamos caminhando através delas. Fica aí o nosso convite a partir de hoje. E já aceitando esse convite que Naddia nos fez, o início do livro, que a gente pode denominar de prefácio, ele se intitula como o próprio livro, pelos caminhos de Jesus. E nós vamos aqui observando, digamos que um delinear de um caminho que nós podemos fazer um esforço em seguir. E a primeira frase, a primeira afirmativa do capítulo é: todas as direções existem caminhos. A questão é: qual é a direção que nós estamos escolhendo? Esses caminhos vão ser sempre fruto de uma escolha que cada um de nós irá fazer. Amélia já inicia, como Nadia bem colocou, de modo doce, gentil, carinhoso, a nos levar, convidar a uma reflexão. Se eu já leio inicialmente que para todas as direções existem caminhos, o que é que eu denomino e defino na minha atual existência? como direção que eu entendo que é a melhor a ser seguida. Logo depois ela vai dizer que tem caminhos curtos, mas que são caminhos que podem nos conduzir à loucura e outros três varios. Mas tem também os caminhos largos e longos nos quais nos
r a ser seguida. Logo depois ela vai dizer que tem caminhos curtos, mas que são caminhos que podem nos conduzir à loucura e outros três varios. Mas tem também os caminhos largos e longos nos quais nos acostumamos na embriaguez dos sentidos, nas paixões que alimentamos e com escolhas que nós compreendemos depois que elas são aquelas que nos distanciam da divindade pela colheita, pelas consequências e pela inconformação, sofrimento ou qualquer coisa que venhamos a experimentar. E aí, logo depois da afirmativa de que para toda a direção há caminho, ela vai nos informar que a vida em si mesma já é um caminho, só que cada criatura define o trajeto pelo qual irá passar. Aí êxito ou fracasso vai ser sempre uma consequência dessa escolha. E é aí que nós espíritas vamos fazendo as reflexões e associações com leis de causa e efeito, com livre arbítrio, com liberdade, mas também com uma observação amorosa e sempre educativa que a misericórdia divina nos apresenta. Depois que ela então afirma que para toda direção tem caminho, mas que o caminho que leva ao êxito ou fracasso é uma escolha nossa, ela vai então falar da variedade dos caminhos. Aí ela fala dos caminhos que os insensatos escolhem, que aí vai ser de acordo com as sensações que nós escolhemos como as mais prazerosas, com as quais nos acostumamos e temos aquela ideia de que amanhã eu mudo, mês que vem eu vejo. Passamos por um momento que culturalmente nos leva ou nos favorece algumas promessas, renovações, embora tenhamos o entendimento que renovação, nascimento do homem novo, é naquele momento que decidimos, mas ainda estamos numa condição que precisamos de marcos, delimitações, diretrizes, eh ordens disciplinadoras para que consigamos nos educar. Então aí eu fiquei pensando, será até pelo que Nja colocou que Amélia já desde o início do livro vem nos dizendo: "Será que você escolheu o caminho como insensato ou será que você está no outro caminho dos egoístas que ela pontua? que são aqueles que elegem vias solitárias em
de o início do livro vem nos dizendo: "Será que você escolheu o caminho como insensato ou será que você está no outro caminho dos egoístas que ela pontua? que são aqueles que elegem vias solitárias em que se perturbam, porque não conseguem ainda adotar posturas fraternas, colaborativas, de partilha e amorosas. E lembrar que partilha não é só da riqueza, é lembrar que é partilha daquilo que você conhece, que você pode então partilhar. É do seu tempo, é da sua escuta, é uma dedicação também a nós mesmos em autoconhecimento, em trabalho no bem, em reflexões que podem ser positivas. Depois ela diz que tem um grupo dos precipitados. São aqueles que se atiram em qualquer rota, tombando em abismos de sofrimentos inenarráveis. Será que fizemos essa escolha? Não pensamos antes de agir? Não adotamos uma postura de reflexão? Como estamos no nosso dia a dia? Apressados, atabalhoados, qualquer resposta já está boa, superficiais na análise das situações, compressa, porque o tempo urge e a gente tem que responder tudo a tempo e a hora. esquecidos nesse momento de que aí ser imortal nos faculta não uma inação, mas a lembrança de que há um tempo para as coisas, mas tempo somos nós quem criamos, definimos e vivemos. Depois ela vai falar dos perversos. Aí, do mesmo jeito que Naddia já trouxe a questão da compulsória, eu não nos vejo no nível evolutivo de quem já busca um crescimento, um certo traço de perversidade. Acho que ele já pode ter ficado no passado, porque aqui ela diz que perversos são aqueles que seguem trilhas de iniquidade e se perdem em sombras espessas. No nosso passado espiritual, nós vivenciamos essas experiências, mas já estamos na busca por ver um sol, algo que aparece depois de uma nuvem e que vai sorrindo como um futuro promissor. Aí ela chega no caminho que nós estamos buscando e ela vai falar dos lidadores do bem. Aí eu disse: "Bom, aqui já melhorou, porque se nós já não estamos, ou pelo menos estamos buscando sair da condição de insensato, egoísta, precipitado e
s buscando e ela vai falar dos lidadores do bem. Aí eu disse: "Bom, aqui já melhorou, porque se nós já não estamos, ou pelo menos estamos buscando sair da condição de insensato, egoísta, precipitado e perverso, ela vai dizer então que quem lida com o bem segue o caminho da esperança." Nisso aqui, Nádia, Marcel e todos vocês que estão conosco, eu me recordei da premissa que todos nós temos memorizado e que buscamos viver. Reconhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que faz para autoeducar-se, domar suas mais inclinações e transformar-se moralmente. Notem que nessa assertiva não tem uma ideia de que só sendo perfeito nós seremos então considerados espíritas. é pelo esforço, o investimento em substituir hábitos que nos distanciam do que entendemos como positivo, como divino, e daquilo que nos aprisiona na condição que estamos. Aí aqui quando ela diz que lida com o bem quem tem esperança, só pode ter esperança quem alimenta fé, porque sabe de sua imortalidade que alcançará a perfeição e pratica a caridade, aquela caridade que o evangelho pontua que é revestida e intitulada de indulgência, coisa que todos nós já fazemos porque não somos maledicentes, já somos seres num padrão tão evolutivo que só conseguimos enxergar no outro aquilo que entendemos por qualidade, por valores. E agora eu lembrei de peixinho. Se você ainda não está nessa condição, projete-se, imagine-se e diga até que você acredite e viva como tal. Quando eu trago essa ideia de que não estamos mais assim, falo da imagem objetivo que a gente precisa alcançar nesse caminho da caridade. É aí que ela vai dizer que quem serve a caridade se movimenta em trilhas de sacrifício e chegam aos portos da paz. Esse é o nosso exercício. Estamos aqui buscando ser os lidadores do bem. Quem pratica a caridade encontra paz a despeito dos reveses, das dificuldades, das tristezas, das imperfeições temporárias. E compartilho com Marcel essa fala finalizando com o que ela traz aqui, finalizando essa participação e não o programa, que os
s reveses, das dificuldades, das tristezas, das imperfeições temporárias. E compartilho com Marcel essa fala finalizando com o que ela traz aqui, finalizando essa participação e não o programa, que os apóstolos do amor elegem roteiros da ação dignificante e repousam nos climas da aventura que só alcança aquele que investe no bem. Então, ela já disse que caminho nós podemos escolher para sermos os denominados bem-aventurados. Em duas obras, Amélia Rodrigues abriu seus livros com síntese históricas, primícias do reino e este pelos caminhos de Jesus. O objetivo sempre é situar o leitor a entender também porque é que os fatos e os acontecimentos se deram naquele período, naquele lugar. Ainda hoje Jesus não é unanimidade. Há muita discussão entre os próprios cristãos. Tem até quem afirme que é necessário recristianizar os cristãos. Não está forçando a barra. Quem desencarnou ontem, domingo, foi Eric Von de Denken, aos 90 anos de idade. Ninguém tá sabendo, talvez quem é que é esse homem. É um suíço que escreveu uma obra clássica nos anos 60. Eram os deuses astronautas. Pois é, ontem na Suíça, aos 90 anos de idade, Eric Von de Deniken voltou para o mundo espiritual. durante a vida toda dele, que foi muito tumultuado, ele pegou cadeia umas quatro, cinco vezes por furto, por falsificação, por roubo, não foi muito que certinho da vida, mas o que ele escreveu levou a considerar, ele considerava que num passado muito remoto nós fomos visitados por alienígenas, seres extraterrestres que vieram à Terra, se acasalaram com os mortais, gerando semideuses. E foi possível fazer as pirâmides do Egito sem tecnologia. Foi possível fazer os jardins da Babilônia e outros monumentos do passado, porque havia uma tecnologia extraterrestre. Ele não conseguiu provar se é verdade. E muita gente não conseguiu provar que era mentira. ficou dito pelo não dito. Era polêmico, era. Recentemente ele falava muito sobre ufologia, a visita de seres que têm pontuado, seres extras terrestres que t pontuado a
onseguiu provar que era mentira. ficou dito pelo não dito. Era polêmico, era. Recentemente ele falava muito sobre ufologia, a visita de seres que têm pontuado, seres extras terrestres que t pontuado a convivência na Terra. Ele tão uma forçar uma situação de explicar o surgimento da criatura humana na Terra. Para entender o cristianismo também a gente tem perguntas que estão eivadas de inquietações íntimas. Mas por que que Jesus escolheu aquele povo? Por que é que desceu no seio do povo hebreu, dos israelitas? O único povo monoteísta cercado por um deserto de politeístas. para onde fosse naqueles dias, os deuses se somavam aos milhares. Se eu fosse pro Egito, eu tinha Nubes, eu tinha OS, eu tinha Isises, Atom e tantos outros deuses aí. anante a deusa da justiça. Se eu fosse paraa Índia, eu encontraria, como encontro até hoje, 300 milhões de deuses na Índia, do rato até o elefante. Ganche. Se eu fosse para Escandinávia, para Noruega, para Finlândia, eu encontro a cultura viking, adorando Odim, Thor, Lock e um monte de outros deuses. fosse para Roma, eu encontraria a mitologia romana herdeira da mitologia grega. Para cada deus grego, lá eh, Zeus, aqui Júpiter, lá correspondia um, aqui corresponde outro. Aí Jesus escolhe um povo monoteísta já para centrar, mas não se fixa no caudal desse povo. Aprendeste o que foi dito. Eu, porém, vos digo coisas novas. Ele, portanto, destituiu todo o material antigo que era transitório, especialmente a lei civil proposta por Moisés, para manter apenas o decálogo. Ele manteve o decálogo e a tradição do amor. E ao lado da justiça que pontificara com Moisés, o filho de Termutes, ele traz o amor que abranda a justiça, encontrando o patamar da misericórdia. Então isso tem uma razão de ser. Mas por que é que Jesus escolhe 12 homens, 10 analfabetos, um comerciante, né, que era Iscariotes, Judas, e um coletor de impostos. Como trabalhar com o material humano tão precário. Eu imagino assim uma reunião de Jesus com os 12. Ele deve ter olhado assim pros 12
erciante, né, que era Iscariotes, Judas, e um coletor de impostos. Como trabalhar com o material humano tão precário. Eu imagino assim uma reunião de Jesus com os 12. Ele deve ter olhado assim pros 12 e disse: "Vala, meu Deus, esse é o material humano que eu tenho para trabalhar a a mensagem". Aí Deus do alta disse: "Foi o que eu pude lhe arranjar, meu filho. Mas se quiser arranja doutores da lei, Anã, Caifás, né? A turma do Sinédrio." Aí você vai ver o que é Pauleira trabalhar com raposas de oportunismo, de casuística. Aí Jesus te diz: "Senhor, deixa ruim com eles, pior sem eles. Deixa esse material que eu vou que eu faço." Depois vai buscar Paulo de Tarso às portas de Damasco. Algo que ela vai abordar em outro momento, mas de se perguntar como é que esse homem vai buscar um perseguidor inclemente. É que Jesus só precisou fazer uma coisa, derrubar o homem do camelo. Derrubou o homem do camelo. comeu a areia do deserto. No instante Paulo mudou a concepção. Ou seja, quem trabalha com Jesus aprende os tombos da estrada e vai aprendendo como fazer a reciclagem, o ressignificado. Portanto, como curioso ela trazer sempre sínteses histórica para mostrar como esse povo vai se desenvolvendo e não teve muito contato com a cultura helênica, que é a cultura grega. Exatamente. Que se o cristianismo tivesse uma forte vertente grega, teria sido profundamente desfigurado. A vertente foi mais romana, mas os romanos tinham uma cultura básica. Eles dominavam o povo, tiravam o dinheiro do povo, mas não se metiam com as tricas, nem políticas, nem religiosas. Pelo contrário, eles jogavam gasolina nos incêndios. O que o romano queria é que as próprias pessoas já estavam sob domínio se matassem entre si. Diminuir o trabalho dos romanos de matar o estrangeiro. Eles próprios se matavam com suas tricas. Por isso, saduceu, contra fariseu, contra sacerdote, contra tantos outros grupos que se rivalizavam no domínio da lei. E foi nesse cenário que ele aparece. Mas quando ele surge, a paz se estabelece
s. Por isso, saduceu, contra fariseu, contra sacerdote, contra tantos outros grupos que se rivalizavam no domínio da lei. E foi nesse cenário que ele aparece. Mas quando ele surge, a paz se estabelece por quase 100 anos. O que significa que a chegada de um espírito puro à terra da condição de Jesus pacificou as almas por mais de um século. Depois explodiu a carnificina. de Nero em diante se matou gente até Dioclesiano. Tivemos aí 3 milhões de cristãos perdendo a vida em holocausto em honra dele para depois isso desaparecer, surgiu uma nova cultura e a mensagem dele quase sofrer uma adulteração tão violenta que se perdeu, mas se conseguiu preservar a mensagem até o consolador ressurgir na terra na França. Já imaginou se o espiritismo fosse inglês, nascesse na Inglaterra, onde não se aceita a reencarnação, viesse para uma cultura espanhola, holandesa, teria características próas. Tinha que ser na França, graças ao esforço de Joana Dark, três séculos antes, que deu sua vida para impedir que os ingleses contaminassem a alma francesa. Ela conseguiu, portanto, coroar o delfim. emimes Carlos V e levar a França a regreguer o seu trono para se manter intacta a fim de três séculos depois Allan Kardec ali se reencarnar. Então, ela faz essa síntese desde a filístia, desde os filisteus, atravessando vários povos, mas eles mantiveram uma unidade em torno de Yahé, de Jeová, de um Deus único. Foi o que manteve aquele povo unido. Mas o que levou eles à derrocada foi o orgulho da raça, ou seja, Deus é nosso. E para os outros aí a concorrência. Veja só, Marcel fez um levantamento histórico, passou as pinceladas que Amélia Rodrigues vai fazer, como ele disse, dois livros onde ela faz isso, uma síntese histórica. É interessante que nós temos o hábito de achar que história é o que aconteceu no passado. Então, história são coisas antigas. História é toda a construção da cultura humana em todos os tempos. Então, nós estamos dentro da história, nós estamos vivendo sempre momentos históricos. É que às vezes a gente não
são coisas antigas. História é toda a construção da cultura humana em todos os tempos. Então, nós estamos dentro da história, nós estamos vivendo sempre momentos históricos. É que às vezes a gente não sabe, digamos, ã, quando Fernão de Magalhães circunnavegou a Terra, foi uma coisa extraordinária, mas ninguém sabia. souberam quando ele chegou lá e souberam aqueles que estavam interessados na área e as pessoas não sabiam e aquele processo e junto com várias outras grandes navegações, invenções de de ferramentas novas que permitiam essas navegações, tudo isso estava mudando a história europeia e influindo na história dos outros povos que seriam futuramente invadidos, colonizados e modelados até hoje à luz da cultura europeia. A gente não considera normalmente que a nossa cultura ela é uma cultura válida, tem estrutura, a gente aprendeu que é o modo europeu que vale. Essa esse é um processo histórico que vivemos e hoje estamos vivendo o processo que onde se chama decolonização. Vamos começar a pensar que nossos modos de fazer as coisas, de fazer casa, de se relacionar, de construir a sociedade são no mínimo tão válidos quanto, não são inferiores atrasados. Então, quando Marcel faz essa essa revisão histórica, quando Amélia Rodrigues coloca no início da obra essa revisão histórica, nós podemos, nós, os caminhantes, nós podemos pensar que momento histórico é esse que nós estamos vivendo. E do ponto de vista espírita, esse momento histórico, ele traz a todo o processo que foi construído politicamente, socialmente, culturalmente ao longo dos milênios, que chegou até aqui agora no Brasil com esse com esse caminho, com o povo que veio, que dominou, que foram os portugueses. A gente sabe que os holandeses tentaram, a gente sabe que os franceses tentaram e não deu certo. A gente tem, essa é a nossa história, isso foi o caminho que nós aqui como brasileiros seguimos. Assim como na nossa vida, se olharmos para trás, houve uma série de escolhas nossas, dos nossos pais, das pessoas em
essa é a nossa história, isso foi o caminho que nós aqui como brasileiros seguimos. Assim como na nossa vida, se olharmos para trás, houve uma série de escolhas nossas, dos nossos pais, das pessoas em volta de nós, nossos professores, não é? do do contexto político que fizeram com que nós caminhássemos por ali e não por aqui. Então, hoje a gente vive, não é, na, digamos assim, a gente vive no resultado dessas escolhas e desses caminhos, mas a história não para, porque a cada momento nós fazemos escolhas, nós optamos por caminhos diferentes, nós construímos novos caminhos. E então mesmo hoje a gente faz a nossa história e a gente segue com ela pro futuro. Vamos lembrar também que individualmente eu falei da história cultural, não é da história política, social, mas a história espiritual nossa, ela também teve escolhas e também representou caminhos que nos trouxeram até aqui. Porque fizemos isso e não aquilo, porque fizemos aquilo e não aquilo outro. Então nós chegamos até aqui e aqui e agora hoje nós somos caminhantes dos caminhos de Jesus. Podemos não ser tão evoluídos? Podemos não conseguir viver o evangelho tanto quanto gostaríamos? Eu me conforta muito um uma frase de Paulo de Tarso onde ele diz: "O bem que eu quero fazer eu não faço. O mal que eu não quero fazer eu continuo fazendo. Então eu já não me sinto tão mal assim. Porque nós estamos sempre tendo uma percepção de como, qual o caminho a seguir. Quando você escolhe um caminho, você visualiza mais ou menos onde você quer chegar ou pode chegar, mas ainda não chegamos. Então, temos sempre esse desconforto, essa frustração, mas estamos sim caminhando nos caminhos de Jesus em busca da plenitude, não é da salvação que as religiões prometeram ao longo da história. Você vai se salvar, você não vai ser condenado, você não. Nós sabemos que o nosso destino é a plenitude e essa plenitude será construída por nós nesses caminhos. E Amélia Rodrigues vai nos dizer: "Ninguém, no entanto, que siga pelos caminhos de Jesus deixará de
sabemos que o nosso destino é a plenitude e essa plenitude será construída por nós nesses caminhos. E Amélia Rodrigues vai nos dizer: "Ninguém, no entanto, que siga pelos caminhos de Jesus deixará de alcançar a meta que persegue, a felicidade integral. Nós podemos ter queixas, nós podemos ter sofrimentos, nós temos muitas frustrações, nós não conseguimos aquilo que nós queremos." Quando a gente vai lá no Evangelho Segundo o Espiritismo e a gente vê eh bem-aventurados os aflitos, nós vamos ver que é difícil você ter felicidade nesse mundo. Você tem momentos felizes e, principalmente quando a gente evolui mais, a gente aprende a compreender que cada experiência vai nos levar mais perto da felicidade. Isso pacifica. Mas nós temos muitas dificuldades. Só que ela tá dizendo uma coisa que Jesus já nos disse no passado. No mundo tereis tribulações, mas tende confiança, eu venci o mundo. O que você traz, Nja, me fez eh lembrar de que é necessário que a gente faça um exercício sobre essa questão da história. É natural que a gente afirme, somos frutos da história, das leituras e da questão política, de um determinado momento em que vivenciamos uma experiência. Obviamente que quando a gente olha o passado, os nossos comportamentos, os nossos pensamentos sofreram algum tipo de modificação, mas ainda há pensamentos que, mesmo com a modificação, a postura se mantém inalterada. Então, temos uma espécie de expressão do que gostaríamos de viver, mas um certo comodismo e um paradeiro do ponto de vista moral em uma postura enraizada que vai mudar. E muda como? De acordo com a escolha do caminho que cada um vai fazer. Ou eu escolho permanecer ou eu escolho alterar. Isso fica eh como uma questão de foro íntimo. Lendo aqui eh Amélia e ouvindo o que Nadia trouxe, temos o hábito também de dizer: "Se estamos assim, é por conta do sistema. Se estamos assim é o governante tal, meu chefe que tem tal perfil". E o que é que nos coloca nessas condições nos lugares, em um país, em um planeta, senão o nível
tamos assim, é por conta do sistema. Se estamos assim é o governante tal, meu chefe que tem tal perfil". E o que é que nos coloca nessas condições nos lugares, em um país, em um planeta, senão o nível evolutivo e a minha própria condição? O sistema, o governo, a sociedade, a casa espírita não são lugares stanques e que moldam e influenciam o nosso comportamento a ponto de dizer assim: "Estou porque a estrutura me diz que deveria ser assim". Pensar desse modo não é incorreto, mas é limitado. Essa é a visão que nós temos na condição de espíritos encarnados. e espíritos encarnados, porque a gente comunga desse princípio, porque é uma leitura estritamente material. Mas espiritualmente é importante que nós lembremos que quem conforma um sistema excludente, preconceituoso, com exploração, é o espírito, que nesse nível evolutivo, não explico tão bem e que adoro ouvir como Najja, mas a escala espírita traz isso. A condição de espíritos ainda imperfeitos, nós nos comprazemos com determinados comportamentos que não colocam o outro como aquele que vai também precisar de minha atenção, de minha amorosidade. O tal do interesse pessoal é o que prevalece. Aí vai eu continuando a leitura do prefácio e Amélia diz pra gente: "A violência ganha as ruas do mundo". Marcel Amélia disse isso em 1987. Nós estamos em 2025 e ela poderia trazer para nós este parágrafo e tantas outras observações com a atualidade, que não é algo que nos engrandeça ou nos torne felizes, mas constatar o quanto evoluir, mesmo que seja um movimento permanente, ele ainda é lento, gradual, porque precisa de algo que está em cada um, como Leon fala de potência. da alma, que é a tal da vontade, que não aparece da noite pro dia, que não é fruto de mágica, mas de esforço, disciplina e trabalho, para que ela se conforme em virtude e não algo que eu consiga com uma oração simplesmente num momento de angústia ou que vá aparecer diante de um sonho que eu queira alcançar. é disciplina, foco, trabalho, persistência e é diária. Não é à toa que a gente fala
ga com uma oração simplesmente num momento de angústia ou que vá aparecer diante de um sonho que eu queira alcançar. é disciplina, foco, trabalho, persistência e é diária. Não é à toa que a gente fala tanto daquela famosa questão 919 de O livro dos Espíritos. É preciso investimento em autoconhecimento, o que me mobiliza? Quais são as minhas vontades? O que é que eu estou escolhendo? Ela então em 1987, dialogando conosco hoje em 2025 vai falar que há uma cultura hipertrofiada em chavões e equívocos lamentáveis, se mantendo na superfície da informação destituída de profundidade. E a gente tem uma facilidade grande em encontrar conteúdos. Afirmamos coisas como se fossem verdades absolutas, sem aquele espírito de aprofundamento, de estudo e de investigação, como a gente encontra lá na introdução de O livro dos Espíritos como recomendação. Para que tenhamos o Espiritismo em nossas existências, é preciso que dediquemos tempo, estudo, pesquisa, aprofundamento e, acima de tudo, vivência. evangélica daquilo que ele nos traz. Então, adotar o conhecimento espírita e vivência espiritual vai requerer de cada um de nós o sagrado ofício ou sacrifício de vencermos a nós mesmos para servir a Deus. Não é esperar que alguém me diga muito obrigada ou que me devolva uma beness que lhe concedi. Ninguém faz beness a ninguém. faz a si próprio quando entende que não é o muito obrigado ou você é maravilhoso, mas que eu não sirvo ao outro, eu sirvo a Deus pelo outro, através do outro. Isso muda o significado da vida, porque ao invés da mesquinhez da retribuição e da vaidade aplaudida, eu terei a consciência tranquila de que como criatura divina, como futuro cocriador, fiz a minha parte dentro da seara do Pai, que na minha vontade, se ela puder ser atendida, que seja, mas se não for a tua vontade, pai, que a tua prevaleça. Esse é o convite, o ar do trabalho que todos nós estamos buscando fazer. Além da destituição de profundidade, ela então traz a ideia de dignificação para o homem. E a dignificação aqui para o
evaleça. Esse é o convite, o ar do trabalho que todos nós estamos buscando fazer. Além da destituição de profundidade, ela então traz a ideia de dignificação para o homem. E a dignificação aqui para o espírito é esse investimento no bem. Nós temos um país, um estado, e aí me falando da Bahia festivo, o nosso país é assim. Nós comemoramos, nós brincamos, nós somos bem humorados, mas no campo do investimento espiritual ainda estamos um tanto quanto tímidos, porque aquela esperança que a fé e o trabalho no bem nos traz, ainda tem, digamos que incursões pálidas de um impulso que aparece e depois some, porque choveu, porque eu estou cansado, porque eu tenho compromissos mais importantes, esquecido. de que iremos retornar e essa importância vai ser vista então como tempo que a gente não usou da forma devida. E depois ela traz, eu achei carinhoso da parte dela, ela não quer nos desanimar. Ela afirma o seguinte: "Sem pessimismo de nossa parte, não podemos negar os trágicos enganos das conquistas contemporâneas, ao lado, porém, de outras, certamente glorificadoras do século e dos que nele vivem." Aqui é um convite a um olhar proativo, positivo, não é? enganoso ou ilusório, mas fixar no bem a nossa atenção, os nossos pensamentos, nossas atitudes e nossas leituras. não confundir com alienação, mas o quanto priorizamos o positivo e o espiritualizante, lembrando que nem sempre aquilo que nos enxarcamos cotidianamente nos comentários, nos telejornais, vai contribuir para o nosso crescimento. E no fim aqui do capítulo, ela vai então dizer a quem essa obra, no caso, pelos caminhos de Jesus, se destina. E ela vai dizer que é para todo aquele que se encontre insatisfeito ou inquieto ou até mesmo aturdido ou que mantenha o anseio de conquistar o reino de Deus, em última hipótese existente no coração de cada um aguardando. Eu imagino que para nós que buscamos um caminho que nos leve até o reino dos céus, estamos experimentando insatisfação, inquietude ou estamos aturdidos. que pelos caminhos
ração de cada um aguardando. Eu imagino que para nós que buscamos um caminho que nos leve até o reino dos céus, estamos experimentando insatisfação, inquietude ou estamos aturdidos. que pelos caminhos do mestre encontremos a paz e a possibilidade de crescimento. Há 2000 anos, uma voz inicialmente muito estranha convocou-nos a viagem para dentro. Com a simplicidade de uma criança, ele surgiu numa manjedoura em Belém. E com a imponência da labareda de fogo ou vigor da espada nua, ele se despediu num poente de fogo em Jerusalém diante de 500 pessoas demandando o infinito. Nem aí ficamos órfã. Em todos os tempos, missionários, araltos, mártires e santos vestiram a túnica de carne e descendo a terra em seu nome, representaram-no até o sacrifício extremo, para que não o ouvidássemos, nem o esquecêssemos. Há cerca de 170 anos, as tumbas, as lápides frias resolveram falar e dizer tudo aquilo que os tímpanos humanos têm se recusado a ouvir ao longo dos séculos. Os imortais voltaram no túmulo para apregoar e nos convencer de que a vida não começa no berço, não se extingue no sepulcro. Ela atravessa a concepção, sobrevive à decomposição e prossegue. Porque se a terra tem caminhos, Deus tem estradas, abrindo veredas por onde a criatura humana caminha. trilha, seja dos paús terrestres, dos baixios e das depressões, onde pululo a inferioridade, a ganância, a vileza da criatura humana, até os altiplanos da espiritualidade, nos rumos dos simos da vida. pelos caminhos de Jesus nos convida a fundas reflexões deste homem que lapidou uma nova história e nunca mais foi esquecido. Fica o convite, o convite de Jesus há 2000 anos. o convite da obra de Amélia Rodrigues, publicada em 1987, e o nosso convite aqui hoje, que nós reflitamos sobre as nossas escolhas e que sejam elas quais tenham sido no passado, que hoje nós caminhemos por qualquer caminho que tenhamos escolhido ou que se nos apresente como quem caminha com Jesus. para Deus. E para que escolhamos mais um caminho para Deus, voltamos a lhes convidar para
ós caminhemos por qualquer caminho que tenhamos escolhido ou que se nos apresente como quem caminha com Jesus. para Deus. E para que escolhamos mais um caminho para Deus, voltamos a lhes convidar para participar da formação de evangelizadores espíritas da infância que ocorrerá aqui na sede central da Federação Espírita do Estado da Bahia nos próximos dias 17 de janeiro, das 8 às 17 e no dia 18, domingo, das 8:30 às 12:30. E esta formação é exclusivamente presencial e convida tanto evangelizadores quanto as pessoas que se interessem no futuro em atuar como tal. E por fim, na nossa despedida, relembramos que estamos no período do verão com muito calor, como é natural. Mas se você quiser um refrigério para a alma, venha estar conosco no programa de verão às 18 horas, na próxima semana, segunda-feira. antecedendo o nosso encontro aqui às 20 horas no Para Viver o Evangelho. E João, você colocou no chat, eu lhe agradeço de fato, nós já estamos em 2026 e eu fiquei sinalizando a MEL em 2025. Muito bem colocado. Ainda estou tentando passar para este novo ano. E a todos vocês presencialmente e online. Continuem conosco pelos caminhos de Jesus. Boa noite,
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