Para Viver o Evangelho | Episódio 186 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (capítulo 35)

Mansão do Caminho 04/11/2025 (há 5 meses) 58:27 1,331 visualizações

Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Boa noite a todos os companheiros, as companheiras que estão nos assistindo. Nós estamos aqui, vocês estão assistindo a essa, a esse programa no dia 3 de novembro, que é o nosso dia segunda-feira. primeira segunda-feira de novembro, mas ele, como vocês perceberam, está sendo gravado antes. Nós temos uma atividade na próxima segunda-feira da qual iremos participar, que é a Câmara de Vereadores de Salvador decidiu fazer uma homenagem aos professores em geral e focar essa homenagem na pessoa do nosso companheiro, querido André Luiz Peixinho e estaremos lá, considerando que todo o fim de semana, na verdade desde quinta-feira, nós estaremos no Congresso para vocês, já estivemos no congresso espírita. A programação muito animadora, muitas pessoas inscritas, estamos assim com expectativas de que seja um evento eh muito relevante para todos nós, que a gente se encontre, que a gente converse, que a gente aprenda. Então fica mais tranquilo que que estejamos gravando hoje a nossa o nosso programa e, portanto, não haverá participação do público. A apresentação vai ocorrer no horário normal, na próxima segunda-feira, que é nesse momento vocês estão assistindo. E o nosso companheiro Marcel Mariano não poderá estar presente, ele já estará no congresso e hoje seremos Jamil e eu para dar continuidade ao estudo da obra Lázaro Red Vivo do nosso irmão X. E hoje vamos ter somente um capítulo. Esse capítulo ele, ao contrário dos anteriores que eram associados uns aos outros, ele é um capítulo onde é como se Irmão X fizesse uma pausa. Nessa pausa, ele refere ã a percepção. Ele, na verdade, ele coloca no pensamento de Jesus a percepção que ele vê de como Jesus estaria vendo os seus eh discípulos, os seus seguidores. É um capítulo reflexivo com aprofundamentos importantes para o nosso a nossa compreensão da mensagem de Jesus. Então, a expectativa hoje é que possamos dialogar, possamos conversar e possamos estar juntos fazendo essa reflexão que irmão X nos traz, colocando a ele é autor de

a compreensão da mensagem de Jesus. Então, a expectativa hoje é que possamos dialogar, possamos conversar e possamos estar juntos fazendo essa reflexão que irmão X nos traz, colocando a ele é autor de crônicas. Então, nessa crônica, ele coloca essa reflexão como Jesus estando a fazê-la e nós vamos então utilizá-la pro nosso crescimento. Com a palavra nossa querida Jamile. >> Boa noite aos nossos internautas. Sejam todos bem-vindos ao nosso convívio, a este encontro. E como N já sinalizou, de fato, irmão X traz uma pausa nos capítulos que vinham combinando algumas temáticas e nesta pausa ele vai trazer Jesus. Interessante como ele produz um momento em que o Cristo estaria pensando, refletindo sobre a sua tarefa no mundo, mas acima de tudo sobre como as pessoas estavam recebendo as mensagens por ele trazidas. No início dessa reflexão então imaginada por irmão X, ele está pensando que na condição de quem traz o reino de Deus, as mensagens levariam as pessoas a uma outra postura, a desejarem aprofundar os conhecimentos, entender de fato o que é esse reino, como estar nele ou como conquistá-lo. E ele faz uma pergunta é sobre o que é que ele poderia fazer com esses homens e mulheres que então estariam mais bem informados a partir daquilo que ele estava trazendo. Então isso deixava uma certa animação ou motivação para investir ainda mais nas pessoas que o seguiam. Najaté já fez essa sinalização não só os discípulos, mas todos aqueles que simpatizavam, que o amavam e que o seguiam de um modo ou de outro. E outros questionamentos aparecem: quantas pequenas lutas em vão, quantos atritos desnecessários. Então, pela minha mensagem, eu imagino que essas pessoas já estão refletindo sobre o fato de que vivem na superficialidade, de que podem ser melhores e que outras possibilidades de existir estão por aí. E aí ele vai dizer, só que depois desse entusiasmo inicial, que observava que as pessoas, enquanto estavam diante dos emissários de César, elas apresentavam um comportamento que concordava com

por aí. E aí ele vai dizer, só que depois desse entusiasmo inicial, que observava que as pessoas, enquanto estavam diante dos emissários de César, elas apresentavam um comportamento que concordava com essas posturas, com o que era dito. E logo após a retirada dessas pessoas, dos representantes de Tibério, aqui o imperador, eh, trazido como exemplo, as pessoas então se aborreciam. falavam coisas eh, digamos que não muito agradáveis do ponto de vista eh espiritual. Eh, traziam críticas, algumas construções que eram pejorativas e que não combinavam com atitude de concordância, de estar ali ovacionando aqueles que eram inclusive os seus opressores. E isso não acontecia só quando os romanos apareciam. Aqui ele coloca também as autoridades de Jerusalém. Então tinha uma espécie de respeito aos sacerdotes ou uma falsa demonstração de respeito, mas que quando essas autoridades religiosas dali saíam, mais uma vez esse comportamento se repetia em que a hostilidade, as palavras de baixo calão, a revolta apareciam. Então ele conclui que o que o mundo precisava era de amor e realização fraternal. Esse iniciozinho do capítulo me levou a refletir sobre como em muitas situações adotamos posturas com as quais não concordamos simplesmente para, entre aspas, estarmos bem com as demais pessoas, conquistar espaços, algum tipo de satisfação, às vezes um comportamento que se aproxima da bajulação, como eu preciso, como devo estar aqui, como tenho alguns ganhos. em relações que estabeleço com pessoas que ocupam determinadas posições ou que são consideradas importantes. Eu não vivo aquilo que de fato desejo ou que acredito, mas o que é conveniente para a minha manutenção em alguma instância da vida ou em alguma situação. Como é de fato difícil viver dessa forma, porque nos tornamos prisioneiros das convenções. Nós não podemos usufruir da liberdade de ser quem somos, de nos comportar como gostaríamos e de nos relacionar com as pessoas da forma devida, porque estamos sempre fingindo cordialidade,

convenções. Nós não podemos usufruir da liberdade de ser quem somos, de nos comportar como gostaríamos e de nos relacionar com as pessoas da forma devida, porque estamos sempre fingindo cordialidade, apresentando comportamentos que, no fundo, não são aqueles que gostaríamos de ter, não são as pessoas com as quais gostaríamos de viver. E mais ainda internamente, nós somos aqueles que vivem em uma situação em que eu desejo aquilo e não vivo aquela situação. Eu não serei coerente com o que gosto, com o que desejo e com aquilo que eu ansiei paraa minha existência. que nós pensemos então no que estamos cultivando e se antes de ser com os outros estamos sendo verdadeiros conosco mesmo. OK, Jamile? Eh, essa reflexão inicial, ela é importantíssima no cotidiano das nossas relações com as pessoas e com a própria mensagem da boa nova. Eh, eu achei muito interessante que é como se fosse um contraponto a maneira como irmão X arrumou o capítulo e o título é retirou-se ele só. Então, tem uma parte do capítulo onde Jesus está só. Na verdade, o tempo todo Jesus está refletindo consigo mesmo e observando ao redor, mas ele está cercado pela multidão, ele está com os apóstolos, ele está com os discípulos e depois eles ele se retira e fica consigo mesmo. Eu achei que a gente pode aproveitar essa organização e pensar nas diversas formas como Jesus trouxe a mensagem, porque ele, o capítulo vai refletir sobre eh o que Jesus traz para nós e a forma como nós recebemos essa mensagem. Então, eh, se a gente lembra dos textos dos quatro evangelhos, nós vamos lembrar que, eh, Jesus tem momentos que ele fala para a multidão, ele fala para todos, todo mundo que quer ouvir, todo mundo que está lá. E é claro que há aqueles que estão interessados, que já ouviram falar de Jesus, que viram, não é, as curas que ele fez, eh, e a os ensinamentos que ele trouxe, as suas ações, mas também aqueles que provavelmente estavam passando ou foram convidados por alguém ou estavam ali. Repare que Jesus fala no contexto da

le fez, eh, e a os ensinamentos que ele trouxe, as suas ações, mas também aqueles que provavelmente estavam passando ou foram convidados por alguém ou estavam ali. Repare que Jesus fala no contexto da própria Galileia ou outros locais, Samaria, outros locais, locais onde ele se encontra. Então ele aproveita o momento e naquele momento sempre tem alguém que tá passando. Então a gente pode pensar que tem um primeiro nível do ensinamento que é paraa multidão. E Jesus mesmo diz que ele está falando ã em parábolas para a multidão. Tem textos evangélicos onde nós observamos que ele conta uma parábola para todos e depois junto com os discípulos ele explica a parábola. E então nós vamos ter esse esse essa camada que é a camada da multidão com interesses variados, normalmente superficiais. tem a ver com esse comentário que Jamile fez, que o irmão X coloca, que os interesses são imediatos, são pessoais, são oscilantes, são variáveis, né? São superficiais. Em suma, tem uma segunda camada que nós vemos que são os discípulos, mas dentro dos discípulos lembramos do momento em que Jesus diz que ia enviar os seus discípulos para pregarem e ele envia 70 ou 72, dois a dois, para que eles vão em várias localidades e que eles transmitam a boa nova. Ele explica como eles devem agir, qual deve ser a postura, quais devem ser as ações. Então, nós vamos imaginar que dessa multidão toda tem uma quantidade que é uma quantidade que vai estar disposta a passar a mensagem do evangelho, que vai estar disposta a eh incluir na sua vida a vivência do evangelho e a transmissão da experiência que teve com o Cristo. Não é a multidão em geral, não são mesmo nem os 500 da Galileia. Lembram? Depois da ressurreição, eh, tem uma uma fala final de Jesus para que eh eu creio que é João que diz que são 500 que ouvem aquela despedida e aquela mensagem de Jesus. E é um momento muito importante. Veja, a multidão total é um uma camada. Os 500 são outra camada daqueles que estão tocados pela mensagem, que se e que a partir dali

pedida e aquela mensagem de Jesus. E é um momento muito importante. Veja, a multidão total é um uma camada. Os 500 são outra camada daqueles que estão tocados pela mensagem, que se e que a partir dali Jesus não estará mais diretamente, fisicamente com eles, mas que vão seguir vivenciando o evangelho, criando comunidades e vivendo o Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado. tem os 72 que ele treinou porque ele mandou, ele mandou as duplas irem, ele disse o que iam fazer e eles o receberam de volta. com certeza ele estava ali eh fazendo toda uma orientação. Além desses, nós temos os famosos 12 apóstolos, dos quais um deles não consegue levar avante a mensagem em si, mas sabemos que os apóstolos eles já estão num nível de aprofundamento da vivência do evangelho. Eles estão, eles são, digamos, especiais, mesmo que tenham ao longo dos 3 anos, nós vamos ver as questões de cada um, vamos ver os alguns desentendimentos, vamos ver quando a mãe de Tiago e João vai pedir a Jesus para eles ficarem à direita e à esquerda. Então, colocando os os filhos dela numa primazia que os outros não teriam, então queriam lugar especial. Aí nós estamos vendo seres humanos que ao longo daqueles 3 anos foram se aprofundando e para quem a morte de Jesus, a prisão, a a crucificação, a morte e a ressurreição foram eventos assim divisores de águas. Eles tinham a responsabilidade da condução, porque essa responsabilidade foi dada a eles. Porém, a gente além dentro dos 12, a gente tem três, que são os três que Jesus leva para experiências diferenciadas. Então, o momento em que Jesus faz uma conexão mais profunda com o alto, em que ele se transfigura, ele diz aos três: "Olha, vocês fiquem acordados, vigiem comigo, fiquem orando, mas eles ficam com muito sono." Vários eh estudiosos na doutrina espírita vão dizer que a qualidade vibratória era muito intensa para que eles pudessem suportar, não é? Ele faz, é o momento em que ele está presente, Elias, ele recebe presenças espirituais. Ali são só três. Ele não

er que a qualidade vibratória era muito intensa para que eles pudessem suportar, não é? Ele faz, é o momento em que ele está presente, Elias, ele recebe presenças espirituais. Ali são só três. Ele não levou os 12. E tem aquilo que só Jesus dá conta, porque ele como espírito puro, governador do planeta, ele é o organizador de todo o processo. Por que isso é importante? É uma questão histórica, é uma questão numérica. Eh, a reflexão que eu queria deixar em relação a isso é sobre eh em qual desses segmentos nós estamos, porque chegaremos à condição de espíritos puros algum dia. Chegaremos a ser aqueles três que efetivamente t compreensão mais profunda da mensagem. Chegaremos a ser os 12 que terão a responsabilidade. Chegaremos a ser os 72 que estão se dedicando à vivência e a divulgação da mensagem do Cristo. Chegaremos a ser os 500 tocados profundamente pelas vivências e talvez ainda estejamos no primeiro degrau, que é o de sermos a multidão que houve. Jesus ama a todos. Todo o texto vai falar do amor dele e de que, enfim, ele compreende que tudo de que a humanidade precisa é amor. Nós vamos receber o amor do Cristo e vamos nos colocar na posição que é a nossa posição atual, sem julgamento, sem crítica e trabalhar o melhor possível nesse ponto em que nós estamos para avançar para o ponto seguinte. E nesse avanço aqui proposto, observei que no capítulo tem uma descrição, que é uma leitura que Jesus faz a partir do que irmão X nos apresenta sobre o que é a beleza da vida e aquilo que poderia ser cultivado como algo positivo, algo que nos eleve, que nos deixe numa condição satisfatória para as experiências da vida. Ele vai falar das águas, ele vai falar da alegria do pescador simples em estar ali fazendo o seu trabalho, sendo útil, buscando o sustento de sua família em um contato com a natureza. Ele traz como exemplo as vozes das crianças e das mulheres cantando e nos apresentam esses elementos como bênçãos maravilhosas de luz e vida. E aqui ele se coloca numa posição de quem agradece ao Pai

Ele traz como exemplo as vozes das crianças e das mulheres cantando e nos apresentam esses elementos como bênçãos maravilhosas de luz e vida. E aqui ele se coloca numa posição de quem agradece ao Pai Celestial por essas benéces e por ter na vida, embora, manifestações muito simples, mas que falam de uma felicidade genuína, de uma verdade que pode ser vivida. É interessante, como a gente pode constatar, em pessoas que já estão em estado terminal, com o corpo físico adoecido, já vimos documentários, pesquisas e que quando a elas é feita a pergunta do que elas gostariam de fazer, as respostas traduzem desejos que podemos considerar como mais simples, que é colocar o pé na areia, voltar a ver o sol, abraçar alguém que se ama. Então daí a gente vê que a felicidade encontra-se na simplicidade e não naquilo que a gente tenta possuir, que a gente consome e que a gente até se desgasta com uma certa frequência para obter se cansando logo depois da conquista, porque a gente vai então em busca de outras coisas que tragam para nós prazer. Mas ele faz uma pergunta que é por tamanha cegueira espiritual nos seres humanos e vai nos ensinando na resposta a essa pergunta a um exercício permanente de compreensão fraternal. Imaginamos, por exemplo, que o que vamos adjetivar um César, por exemplo, com as características que vimos dos romanos, é como um bárbaro, um carrasco, alguém perverso. E a misericórdia, que já é algo íncito na natureza do Mestre Jesus, vai fazer com que reflitamos e vejamos esses atores como outra outras possibilidades. Quem era César senão o trabalhador da providência? sujeito às vicissitudes terrestres como outro homem qualquer. Então, não é mais o carrasco, é um espírito que se manifesta dentro das condições que lhe são habituais, como pode, mas também não deixa de ser um trabalhador que está ali diante de situações que são desafiadoras, podendo sucumbir a todas elas ou a boa parte. Depois ele vai trazer considerações que as pessoas que estão numa condição de poder estão

abalhador que está ali diante de situações que são desafiadoras, podendo sucumbir a todas elas ou a boa parte. Depois ele vai trazer considerações que as pessoas que estão numa condição de poder estão algemadas a compromissos de grande responsabilidade. Nádia já trouxe essa reflexão em outros encontros sobre o que é ser presidente de um país. A responsabilidade de ter tantas vidas, tantos destinos, questões de saúde, de educação, a responsabilidade é grande, ao menos para aqueles que se comprometem e se preocupam. Então ele fala aqui que algemados a obrigações sociais e políticas, atento ao superficialismo das coisas, não era razoável que errasse, merecendo, por isso mesmo, mais compaixão? Então, diante de pessoas, espíritos que reencarnando assumem grandes responsabilidades, a medida da nossa compaixão precisa ser compatível com a dimensão daquilo que temos sobre os nossos cuidados. enquanto que cobramos de forma contrária. Ah, para estar nesse lugar deveria ser assim, assim, assado. De fato, precisaria ter atributos para assumir grandes responsabilidades, mas a misericórdia, ela deve ser proporcional à responsabilidade que se assume. Ainda temos uma característica depreciativa, crítica. E não é a crítica que a gente intitula como construtiva, é aquela que vai comprometendo ainda mais o papel do outro. Não somos o ainda, pelo menos quando eu falo não somos, eu estou pensando a humanidade e não dizer que todas as pessoas agem desse modo, até porque os níveis evolutivos variam, mas ainda temos um movimento forte e efetivo da crítica, do desdém, mais ainda de não fazer algo que possa melhorar esse panorama, uma oração, uma vibração ou simplesmente fazer aquilo que nos cabe pra melhoria do mundo. em que nos encontramos. Depois ele sai dos chefes romanos e vai falar dos chefes do Sinédrio. Será que eles não estariam sufocados pelas orgulhosas tradições da raça? E quem assim caminha não vai poder exercer ou vivenciar sensatez, porque estarão ali iludidas pelo autoritarismo

s do Sinédrio. Será que eles não estariam sufocados pelas orgulhosas tradições da raça? E quem assim caminha não vai poder exercer ou vivenciar sensatez, porque estarão ali iludidas pelo autoritarismo que o mundo então lhes confere. A ideia de assumir a condição de um sacerdote, de uma liderança do ponto de vista religioso, já faz com que eu tenha uma ideia de que sou muito evoluído, que estou acima das demais pessoas. Mas Jesus aqui apresenta essas pessoas como aquelas que têm necessidade da nossa clemência, porque estão iludidas pelo autoritarismo que o mundo lhes confere. E aí a reflexão que é muito bonita que irmão X nos traz é que Jesus então pensa como seria infeliz o dominador romano a julgar-se efetivamente rei para sempre, esquecido ele de que ele sai do corpo físico pela morte. Então, esse tempo em que se julga como um rei acima de tudo, e que essa majestade vai ser perpetuada, a morte vai contar outra história, que aquilo era temporário, era passageiro, era uma um nome ou um título que o mundo conferiu. Mas a realeza real, para sermos assim um tanto quanto redundantes, ela encontra-se no espírito, encontra-se na essência. Se nós observarmos o próprio Jesus com as condições que tinha, com a vida, com a classe, com a profissão, ele não teria as características do que a gente entende de um rei nas concepções terrenas, mas de fato ele é o rei quando nós pensamos em qualidades morais como filho de Deus e tantas outras coisas. Mais uma reflexão trazida, que aqueles que mais se iludem, e quanto mais se iludem, serão merecedores de maior dose de nossa compaixão e não das nossas críticas e de processos até que castigam o outro pelos equívocos que cometem diante das provas que escolheram. É verdade. E essa essa forma de irmão X tratar a temática, ela vai dar o tom do capítulo. Eh, tem uma uma frase que ele diz que é assim: "Todo o problema do mundo era a necessidade de amor e realização fraternal". Eh, a essência, por isso a essência da mensagem da boa nova é: "Amai-vos uns

Eh, tem uma uma frase que ele diz que é assim: "Todo o problema do mundo era a necessidade de amor e realização fraternal". Eh, a essência, por isso a essência da mensagem da boa nova é: "Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado." E mais, ele vai dizer: "Conhecereis os os meus discípulos por muito se amarem". E esse amor nós tendemos a não não compreendê-lo e, portanto, não viabilizá-lo em nossa vida. Que é o que Jamile comentou agora. Várias situações nós perdemos a oportunidade do exercício da fraternidade e do amor em relação aos outros e com muita frequência em relação a nós mesmos. Essa possibilidade de aceitar o outro como ele é, de não estar fazendo julgamentos. Jesus vai dizer: "Não julgueis para não serdes julgados, pois com a medida que o que medirdes vos será medido." Não é que a lei de Deus nos mede com a medida com que nós medimos, porque a nossa medida, ela vai sempre variar de acordo com o nível evolutivo. Mas ao estabelecermos um julgamento em relação aos outros, nós estaremos construindo uma comunidade, construindo uma humanidade, construindo uma vivência planetária baseada em julgamento. E todas as palavras elas demandam reflexão. Eh, essa é uma é um aspecto, esse é um aspecto desse capítulo que ele fala de reflexão o tempo todo. Aí a pessoa diz, às vezes as pessoas usam julgamento como sinônimo de condenação. Não me julgue. Não me julgue, quer dizer, não me condene. Há uma um empobrecimento do vocabulário. Porque julgar nesse sentido aqui, ele se refere a estabelecer um juízo moral sobre o outro e se colocar na posição de juiz. Nós precisamos julgar as situações. O que é mais adequado? eu levar um guarda-chuva ou eu não preciso? Será que vai chover? E isso exige a capacidade de julgar o contexto, as circunstâncias, a autoproteção. Eu devo levar um agasalho ou não? Eu devo usar uma roupa mais leve porque senão eu vou ficar com muito calor? Isso são julgamentos de circunstâncias. O que tá colocado, o que Jesus coloca é o julgamento moral sobre

um agasalho ou não? Eu devo usar uma roupa mais leve porque senão eu vou ficar com muito calor? Isso são julgamentos de circunstâncias. O que tá colocado, o que Jesus coloca é o julgamento moral sobre se o outro é bom ou não é bom, se o outro está ou não à altura de um dado padrão que não é o padrão do evangelho, porque o padrão do evangelho é o amor. O padrão do evangelho é a vivência das leis de Deus, a harmonia com as leis de Deus. Quando Jesus diz não julgueis, ele tá se referindo a todos esses todas essas percepções que Jamili comentou agora a pouco. Então são percepções onde se a gente resolver ser honesto, interiormente honesto, não precisa falar para ninguém, mas se resolvermos fazer uma reflexão honesta, nós vamos observar que a cada momento nós estamos julgando. Porque fulano fez isso, tá errado. Não devia fazer, não devia falar dessa forma. Veja, eh, não é exatamente a nós que cabe dizer o que as pessoas deveriam ou não fazer, mas ele dá exemplos ótimos. a gente tá na frente da pessoa, tem vergonha de falar, tem ou não quer se comprometer ou não quer, mas aí quando se sente falando livremente, muitas vezes entra no julgamento. Ou esse julgamento ele é algo tão automático que nem percebemos, porque nos colocamos numa posição de quem vai avaliar a conduta moral do outro. E a doutrina espírita, ela não é prescritiva. A gente não tem na doutrina espírita o que que o espírita deve comer, o que que ele não deve comer, a roupa que deve vestir. Não tem isso. Porque a moral da doutrina espírita é a moral que os espíritos superiores nos ensinam, é a moral das leis morais. São leis divinas. A fraternidade, o amor é uma lei divina, não é um sentimento, não é uma escolha, não é uma circunstância, é uma lei. A criação toda está agregada em torno da lei de amor. Nós é que a compreendemos pouco, porque quando a gente lembra lá da escala espírita, os espíritos imperfeitos não compreendem a lei de Deus, pensando que, como a gente sabe que a maior parte da população no planeta Terra nesse momento

orque quando a gente lembra lá da escala espírita, os espíritos imperfeitos não compreendem a lei de Deus, pensando que, como a gente sabe que a maior parte da população no planeta Terra nesse momento é de espíritos de terceira ordem, espíritos imperfeitos, vamos ver que a gente não entende a lei de Deus, a gente entende regras externas impostas e que então vão dizer se a pessoa é boa má, Mas não é sobre isso. E aí a gente tem o texto do Evangelho Segundo Espiritismo, que vai falar do ponto de vista. O ponto de vista pelo qual nós vivemos, nós nos olhamos, nós olhamos os demais e olhamos a vida pode ser o ponto de vista material. Então, estamos identificado com a matéria, com as necessidades materiais, com os desejos materiais, com as preocupações materiais. E aí a gente não tá falando de maldade. Se a gente lembra lá da escala espírita, a terceira ordem, ela tem várias classes. A classe, a décima classe, se não me engano, que é a mais eh, mais menos evoluída, né? É aquela dos espíritos impuros. São espíritos que gostam de fazer o mal, mas não é ela toda. Essa é sua décima. Quando a gente tem a classe mais avançada do do da terceira ordem são espíritos neutros. Eles não fazem mal nem bem, eles não se preocupam. Veja, toda a terceira ordem não compreende a lei de Deus, mas não quer dizer que esteja fazendo mal. É isso que nós precisamos na nossa reflexão. Para que a gente aproveite os tesouros da doutrina espírita e possa compreender a mensagem de Jesus, a gente precisa ter a serenidade de abandonar a ideia de condenação. A, esse é mal, vai pro inferno. Esse não presta, é um demônio. Isso não existe na doutrina espírita. Somos todos caminhantes como aquelas eh aqueles níveis, aquelas etapas que eu falei há pouco. Podemos estar no meio da multidão. A gente nem sabe quem é Jesus, a gente nem sabe para que é o evangelho. Estamos a caminho de nos tornarmos espíritos puros. Então, o julgamento ele é mais profundo, ele é mais complexo. Quando Jesus fala: "Amai-vos uns aos outros", ele não tá

sabe para que é o evangelho. Estamos a caminho de nos tornarmos espíritos puros. Então, o julgamento ele é mais profundo, ele é mais complexo. Quando Jesus fala: "Amai-vos uns aos outros", ele não tá dizendo pra gente gostar das pessoas, pra gente achar ótimas as coisas que as pessoas dizem, pra gente querer, quer que a pessoa viva na nossa casa e fique lá o dia todo, porque nós ainda somos espíritos imperfeitos, nós e eles. O que ele tá dizendo? Amar é uma lei, é uma escolha, é uma postura. é uma atitude, é um exercício de se harmonizar com a lei de Deus. Então, se a gente vive do ponto de vista espiritual, lembrando que somos espíritos imortais e fazendo todo o esforço para que isso seja o eixo central da nossa vida, nós vamos deixar de lado todas essas banalidades, todas essas dificuldades e todos esses sofrimentos e vamos estar numa condição de compreender a lei de Deus, de vivê-la. E o livro dos espíritos nos diz: "A lei de Deus é a única para a felicidade humana. Portanto, quem consegue compreender a lei de Deus e consegue vivenciá-la, consegue ser feliz, que é o sonho de todos nós. E um sonho muito bom de ser acalentado. E quando nós fazemos essas leituras ou paramos para refletir, não nos parece algo do campo do impossível, mas talvez algo e para que não nós não atribuímos a atenção ou cuidado devido. vivemos despreocupados, nos acostumamos do modo que aprendemos a viver ou que cultivamos por imitação e não tem uma dedicação a essa mudança, porque a gente pensa que dá trabalho, eu vou precisar me sacrificar. Imagine ter que renunciar a momentos em que eu entendo que é o meu prazer enquanto aqui estou por coisas que eu não sei se virão do ponto de vista espiritual, se existem realmente. Então é melhor aproveitar a vida porque ela pode acabar. A questão é que é uma vida em abundância. Então a gente sai do corpo e encontra muita e muita vida, só que às vezes com insatisfação, porque não fizemos valer a oportunidade que temos. Uma oportunidade que passa muito

uma vida em abundância. Então a gente sai do corpo e encontra muita e muita vida, só que às vezes com insatisfação, porque não fizemos valer a oportunidade que temos. Uma oportunidade que passa muito rápido quando a gente bem vê. Um dia estávamos na fase infantil, daqui a pouco já somos adultos, estamos como idosos e vamos vendo o tempo passar. O problema não é o tempo passar, é como o tempo passa a partir das nossas escolhas. Eu achei interessante que enquanto aqui o capítulo vai trazendo essas reflexões que Jesus pode ter feito sobre como as pessoas então que eram ali por ele eh guiadas, ensinadas, enfim, ele olha para essas pessoas, fica observando e entende que aquele é o momento que foi destinado para que elas fizessem perguntas, trouxessem colocações para que ele então dialogasse. Mas as perguntas não vieram. No lugar delas foram queixumes e reclamações as mais diversas. Então, um perguntou então para ele, um patriarca, eh, que era fez uma colocação que era o tempo de tomar o poder, o governo, porque ele tava sem liberdade, sem autonomia. Os romanos eram pecadores, verdadeiros, devastos. Então eles estavam fartos e a solução era tomar o poder. E aí a gente já sabe que a tomada do poder para aquele que João Batista apresentou como o cordeiro de Deus não combina em nenhum momento com violência, com agressividade, com guerra ou tomada de poder pela força. Sem contar que Jesus não estava em busca desse poder temporário. O que ele trazia era um domínio de si mesmo, um reencontro com aquilo que a gente já entende como essência. Depois, então, aparece Raquel, a esposa de Jeconias, com a reclamação que não se poderia tolerar os administradores sem consciência. E ela vai dizendo que os filhos e o marido estavam sendo muito mal remunerados nos serviços de cada dia e que isso precisava então contar com alguma providência e alguma solução. Como se não bastasse essas duas colocações, aparece então um judeu jovem, 40 anos, jovem pros nossos dias atuais, solicitando e clamando por

isava então contar com alguma providência e alguma solução. Como se não bastasse essas duas colocações, aparece então um judeu jovem, 40 anos, jovem pros nossos dias atuais, solicitando e clamando por revolução, gritando então a revolução. Vejam os pleitos e os pedidos que apareceram diante de Jesus, que o levam então a concluir que ninguém estava desejando o reino de Deus. Então, que aquilo que ele trazia, os seus discursos, as suas falas, os seus próprios exemplos, não tinham a repercussão, não a que ele esperava. Jesus não tava trazendo expectativa, mas observava a dificuldade que tínhamos e que ainda temos de vivenciar. o que é a nossa realidade pensando espiritualmente. Estamos ainda muito aferrados às conquistas temporais, ao status, à imagem, especialmente no momento em que as redes sociais ganham tanta força e importância, em que a nossa imagem, aquilo que parecemos ser, é o que tem valia. Certa feita, estava em uma conversa entre colegas de trabalho em que conversávamos sobre isso. A gente teve um tempo, uma expectativa que quando chegássemos no século XX não teríamos doença, não haveria pobreza, não teríamos guerra, teríamos um avanço tecnológico e científico tão expressivo que conseguiríamos, inclusive dirimir doenças e viver por um longo tempo. Nós até estamos com uma maior eh qualidade de vida, com mais tempo de vida, estamos mais longevos, mas não conseguimos ainda dirimir doenças, principalmente aquelas originárias pelas questões da moralidade. Ainda não conseguimos, apesar do avanço tecnológico, não nos valer da inteligência da tecnologia para prejudicar. Nós até podemos criar algumas coisas positivas, mas usamos os mesmos instrumentos, drones, energia atômica ou energia nuclear, de modo prejudicial, acumulamos e não partilhamos. Então, o desejo esperado para o século XX não foi concretizado e não são os séculos que vão garantir, mas o investimento que nós fazemos do ponto de vista emocional, sentimental, que é que estamos nutrino. E nessa conversa que compartilho aqui

ão foi concretizado e não são os séculos que vão garantir, mas o investimento que nós fazemos do ponto de vista emocional, sentimental, que é que estamos nutrino. E nessa conversa que compartilho aqui com vocês, que tive com os colegas, além dessa crença do século XX, nós ficamos um bom tempo dizendo que tudo que nós gostaríamos era de ter. a posse, um bom celular, um bom carro, uma boa casa, mas depois ficaríamos cansados de tanto ter e nós iríamos querer ser. Só que a gente saiu do ter e agora estamos clamando por parecer ser alguma coisa. Ainda não conseguimos chegar no grande sonho do ser. Essa nossa caminhada foi traduzida aqui nesse capítulo pelo irmão X como espíritos que ainda se debatem em agonia, em dor e ilusão, porque não compreenderam a real mensagem desse reino dos céus que Jesus veio nos apresentar. Então ele vai aqui falar também no capítulo que a multidão continua a recriminar o imperador. Atacaram as pessoas mais abastadas que tinham ali na sociedade, feriram reputações. Hoje nós usamos o termo, né, o cancelamento das aquelas pessoas que a gente insiste em ficar julgando. E isso fez com que as condições de vida e até a atmosfera que a gente respire se tornasse densa, se tornasse pesada. Porque a gente não consegue confiar, não consegue estabelecer relações de amizade saudáveis, não esperando alguma coisa, mas sempre ofertando. Lembrando que quem sempre oferta vai sempre receber aquilo que doa por uma questão de justiça, por uma questão mesmo de afinidade, de sintonia, quando encontramos os seres que estão na mesma condição ou condição semelhante, evolutiva. Essa é uma boa reflexão para que olhemos a nossa vida e saibamos a que reino nós estamos servindo ou que reino estamos construindo, se é o dos céus, a partir da vivência do evangelho, dentro do que nos é possível, ou se estamos construindo aquela casa sobre areia, que qualquer brisa que passe faz com que chegamos cheguemos na condição dos dos desmotivados e dos infelizes diante da própria existência.

possível, ou se estamos construindo aquela casa sobre areia, que qualquer brisa que passe faz com que chegamos cheguemos na condição dos dos desmotivados e dos infelizes diante da própria existência. Realmente nessa jornada que nós fazemos ao longo da vida, vale a pena que nós nos possamos nos propor o exercício de verificar. Um dia a gente pode fazer isso. Pode chegar, pegar acordou, pega um papel em branco, uma caneta e diz: "Agora eu vou escrever todas as queixas que eu tiver neste dia. Um dia normal, não precisa ser um dia muito feliz, não precisa ser um dia problemático. E não vamos olhar para pensamento queixoso, não. Vamosembora olhar somente para as falas queixosas. E aí, raros de nós vão ter a felicidade de não encher pelo menos uma página. Por que que eu digo isso? Porque essas colocações todas que irmão X eh coloca eh traz aqui no capítulo, elas nos são familiares. Você acorda, aí você olha, ah, tá calor, acordei suada, já é. Ai, que coisa. podia muito bem ter uma temperatura melhor ou então tá nublado, vai chover, vai ter problema de trânsito, como é que eu vou chegar no trabalho? Já é uma outra coisa. E se prestarmos atenção, isso modifica o nosso humor, a nossa disposição em relação ao dia. Começamos a antecipar dificuldades, começamos a vivenciar desconfortos e aí colocamos, digamos, a nossa energia, o nosso movimento para resolver aquele desconforto e aquela dificuldade que está se apresentando. Isso nós conosco mesmos. Vamos pensar que a gente então encontra as outras pessoas da casa, encontra as pessoas que convivem conosco, que nunca estão no estado de ânimo ideal que nós desejamos. Se estiverem, não demoram, porque o ser humano tem seus próprios movimentos, seus próprios caminhos e eles têm suas próprias queixas. E aí a gente diz: "Ah, mas devia fazer isso? Ah, mas não fez aquilo. Ah, meu Deus, eu vou ter que modificar tal coisa." E aí seguimos o dia para encontrar com pessoas no na nossos estudos, na nossa convivência de vizinhança, no trânsito entre o local

as não fez aquilo. Ah, meu Deus, eu vou ter que modificar tal coisa." E aí seguimos o dia para encontrar com pessoas no na nossos estudos, na nossa convivência de vizinhança, no trânsito entre o local onde estamos e os outros locais onde vamos, seja para fazer compras, seja para trabalhar, seja para estudar, seja para algum evento social, seja para o que for, vamos encontrar outras pessoas. Se não encontrarmos outras pessoas, estivermos em casa, até mesmo aí é difícil a gente não achar motivo para se queixar. Por quê? Porque a nos deparamos eh a cada passo com situações que nós desejaríamos que fossem diferentes. Ah, mas eu tô cansada, eu queria ter podido dormir mais, mas eu preciso acordar mais cedo. Eu tenho tal atividade para realizar, eu tenho tal compromisso, eu tenho tal responsabilidade. Ou então eu fiz, mas eu gostaria de ter feito melhor. Sim, eu fiz, mas e fiz bem feito, mas foi um esforço grande. Ah, como eu gostaria de trabalhar em outra coisa. Como eu gostaria que a minha família fosse de outro jeito, como eu gostaria que os meus amigos fossem de outro jeito. Será mesmo que eu estou demonstrando uma visão excessivamente pessimista ou eu estou fazendo um desenho de um movimento automático que nós temos? E esse movimento não tem nada a ver. Veja, não se trata de uma proposta de que estejamos eh vou usar um neologismo, polianamente felizes. Oh, que maravilha, tropecei, que coisa boa. Eh, dei uma topada, ô, que maravilha, quebrou meu carro. Não, não é sobre isso, porque o evangelho ele não é sobre uma posição ingênua diante da vida, muito ao contrário. Posição ingênua é estarmos alimentando continuamente a expectativa e realizando esforços, gastando energia para que as coisas sejam do jeito que a gente quer. Isso não vai acontecer, porque o nosso próprio desejo é oscilante. Veja, a gente muitas vezes se esforça tanto para alcançar determinadas metas, determinados momentos, determinadas situações, basta alcançar e você já quer outra coisa. você eh às vezes a pessoa se esforça enormemente

itas vezes se esforça tanto para alcançar determinadas metas, determinados momentos, determinadas situações, basta alcançar e você já quer outra coisa. você eh às vezes a pessoa se esforça enormemente para fazer um concurso, digamos, porque quer passar num emprego tal, com tais condições, é bom isso, é bom aquilo, é maravilhoso, a pessoa depois de muito esforço consegue. É improbabilíssimo que algum tempo depois a pessoa já não esteja com alguns desconfortos, ó, mas não é tão bom quanto eu pensava, ó, mas tem tal e tal problema. é bom para isso, mas é ruim para aquilo. Então, eh, essa ideia de que é possível realizar os desejos imediatos é uma ideia que não se sustenta na realidade, porque nós vivemos eh num processo de transição e aperfeiçoamento. A o convite cósmico, a presença divina em nós nos convida ao aperfeiçoamento. Se nós estivermos focados em nos aperfeiçoarmos, aí a gente não tem surpresas difíceis, a gente não tem surpresas desagradáveis. Porque, ah, mas eu às vezes tento me aperfeiçoar e não consigo. Mas se é isso que eu tô fazendo, eu vou continuar tentando até eu alcançar o patamar A e depois o patamar B, porque o foco não é em ser desse jeito ou daquele, não é em viver dessa ou daquela forma, não é em realizar isso ou aquilo, é em estar sempre me aprimorando e sempre avançando. Então, a as queixas que ele coloca aqui, as queixas que nós vivemos na nossa realidade, no nosso cotidiano, elas só dificultam a nossa própria vida. Tem um texto no esse texto do ponto de vista vai dizer: "A vida é composta de miladas, que são outras tantas picadas de alfinete. É como se você vivesse o tempo todo se incomodando, se incomodando." Por quê? Porque o foco está no imediato, o foco está no no que é absolutamente efêmero na nossa vida. Então, se a gente, é claro que os governantes não serão o que a gente deseja, nem aqueles que a gente votou, nem aqueles que a gente idealiza, os companheiros de ideal não serão o que a gente deseja, eles serão o que eles conseguem ser num dado momento. Nós não

a gente deseja, nem aqueles que a gente votou, nem aqueles que a gente idealiza, os companheiros de ideal não serão o que a gente deseja, eles serão o que eles conseguem ser num dado momento. Nós não seremos hoje aquilo que desejamos, porque muito do nosso desejo é irreal, tem a ver com anseios múltiplos e não com uma realidade. Então, a expectativa de que as coisas sejam como desejamos, ela é um desperdício de energia. A expectativa de que nós vamos nos aperfeiçoar e aperfeiçoar a nossa vida, ela é sempre realizada e ela é sempre alcançada. Então, a mensagem do Evangelho e esse capítulo ele quando ele fala dessas queixas todas, ele tá falando disso. Hoje a gente tem Jamile falou, né, eh além do ter, em vez do seu parecer ser. Porque nós temos uma ideia de como as coisas devem ser, como a casa deve ser, como o cotidiano deve ser, como a a o envelhecimento da gente deve ser, como a juventude deve ser, como o corpo deve ser, como a situação financeira deve ser. Veja, procurar a melhoria para todos, para o coletivo, para uma sociedade mais fraterna, eh mais amorosa, cada vez mais é uma meta de crescimento para todos. Querer que a nossa vida seja de um dado jeito que a gente considera o ideal é a trajetória para ficarmos frustrados. E a frustração permanente da sociedade tra faz as pessoas infelizes, faz as pessoas aborrecidas, faz as pessoas incomodadas e sempre reclamando dos outros, porque é muito difícil reclamar da gente mesmo. >> Realmente reclamar da gente é algo que nem passa pela nossa cabeça. o máximo reclamar das situações que nós estamos envolvidos, como essa que N já trouxe do calor, se tá fazendo calor demais, se tá chovendo demais, não tem um um nível de satisfação. Estamos sempre a nos queixar. E é isso que é trazido aqui no finzinho do capítulo, quando André e Felipe vão falar de fome. Olha, tem mulheres e crianças que estão aí famintos, então como se algo precisasse ser resolvido. E a resposta melancólica de Jesus é que pudera, há muitas horas não fazem outra coisa se não murmurar

Olha, tem mulheres e crianças que estão aí famintos, então como se algo precisasse ser resolvido. E a resposta melancólica de Jesus é que pudera, há muitas horas não fazem outra coisa se não murmurar inutilmente, até que se cansam e essa fome aparece. Mas aqui também vamos falar de uma outra fome, que é aquela fome que deveria, se nós buscássemos ter a sua saciedade a partir dessa oferta e desse banquete de luz que Jesus nos traz. A fome por melhoria, o desejo de obter respostas, de encontrar o sentido existencial, é uma busca permanente que precisa ser mais alimentada. Depois ele vai trazer aqui a afirmativa que ele tem para todos o pão do céu. Mas nós estamos tão preocupados com o estômago que não damos a devida atenção ao pão espiritual, aquilo que alimenta os nossos desejos e os nossos sonhos e maiores e melhores aspirações. Ele então pela sua condição, como irmão X aqui apresenta para nós, conduído, com compaixão e piedade da condição daquelas pessoas da multidão ignorante. E aí vamos lembrar no sentido de que ignora alguma coisa, ele então multiplica os pães que dispunha e alimenta aquelas pessoas. Só que aí eu achei interessante como ele faz alusão, que alguém com a mão direita eh faz aquele gesto, né, de que está ali satisfeito no ventre e diz: "Agora sim, estamos satisfeitos. O estômago está ali superlotado pela alimentação. Então ainda é uma vida voltada para as satisfações que embora sejam necessárias e para a nossa sobrevivência ainda estão num campo muito material, muito sensorial. E depois então o mestre ao contemplar este quadro e que vê que ainda vamos precisar de um bom tempo para o despertamento, como o título do capítulo propõe, ele se retira e retorna sozinho nesse momento após contemplar o quadro que ainda continuamos a apresentar. Que sejamos nós então aqueles que vão construir outro cenário, que vão constituir uma vida mais fraterna, mais amorosa e que Jesus, então, ao nos contemplar, verá, assim como ele já sabe, mas que nós podemos ser aqueles

ão aqueles que vão construir outro cenário, que vão constituir uma vida mais fraterna, mais amorosa e que Jesus, então, ao nos contemplar, verá, assim como ele já sabe, mas que nós podemos ser aqueles primeiros representantes do reino dos céus que ele veio apresentar. A época não era desse mundo, mas nós podemos conformar o reino que Jesus nos apresentou. Sim, neste mundo, se assim o quisermos. Não deixemos mais Jesus retornar a sóis. Que sigamos com ele no roteiro que ele traçou paraa nossa existência pelo evangelho. E para finalizar as nossas reflexões, um pequeno lembrete que às vezes nos passa despercebidos. Essa obra é uma obra literária. Marcel falava isso, não sei se foi na na semana passada ou na semana, acho que foi na semana passada, ele fala da que que é uma obra literária. Então ela tem um estilo. Todas as vezes que a gente ouvi falar da tristeza de porque Jesus o contempla entristecido, Jesus eh olha a humanidade angustiado, nós vamos lembrar o que é que os espíritos nos ensinam. Espírito puro não é minimamente afetada pela afetado pela matéria, nem pelas condições materiais. Jesus é um espírito puro. Na sua passagem na Terra há registros no Evangelho de que ele chorou quando Lázaro, né, estava morto e que ele chorou eh sobre Jerusalém. a esses registros que a gente vai então analisando aí da forma possível, vai encontrar, não é, as explicações correspondentes aos textos, às condições. Mas a realidade de um espírito puro, ele não tem por se angustiar. O espírito puro é aquele que já se encontra unido ao Pai, como Jesus diz, eu e o Pai somos um. Ele não tem angústias do nosso caminho porque ele sabe que o nosso destino é a perfeição. Ele não tem angústias da sua obra, porque a sua obra é fazer a vontade do Pai, é realizar a missão divina que ele tem. Então, eh, mais uma vez, esse texto ele vai trazer as considerações de irmão X extremamente válidas e muito parecidas com as nossas, porque muitas vezes nós mesmos ficamos angustiados quando nos vemos diante de situações eh

, esse texto ele vai trazer as considerações de irmão X extremamente válidas e muito parecidas com as nossas, porque muitas vezes nós mesmos ficamos angustiados quando nos vemos diante de situações eh que nós desejaríamos que fossem diferentes. Eu lembro muito de um trecho da epístola de Paulo, onde ele diz: "O bem que eu quero fazer, eu não consigo. O mal que eu não quero fazer, eu continuo fazendo. Eu me sinto totalmente próxima de Paulo diante disso, mesmo com a distância evolutiva entre nós. Ele foi um ser que tinha um avanço espiritual muito maior, muito significativo, mas ele era ainda não era um espírito puro, ele era um espírito em evolução, como todos nós. Então, muitas vezes o bem que nós queremos fazer, nós não conseguimos. Nós temos ideais, temos aspirações, temos assim a a o foco na luz do alto, o evangelho nos eh emociona, nos encanta. E aí 10 minutos depois a gente parece que não se lembra de mais nada. Então, tentamos vencer o mal em nós. O mal na doutrina espírita é a ausência do bem. E o bem é tudo que está de acordo com a lei de Deus. Então, toda vez que nos afastamos da lei de Deus, que não a compreendemos, a gente chama isso de mal. E nós desejamos então que a gente também lembre que a mensagem de Jesus é uma mensagem de amor. Sejamos amorosos conosco e com os outros. É uma medida muito boa quando a gente começa a criticar os outros, se lembrar de como nós, não exatamente em relação à aquilo, mas em relação ao processo evolutivo, a gente também deixa escapar oportunidades importantes. Sejamos amorosos conosco, lembrando que Jesus disse: "Pai das ovelhas que me confiaste, nenhuma se perderá. Ele está conosco. Estarei convosco até o fim dos tempos. Ele está conosco em toda a nossa jornada evolutiva até que alcancemos a plenitude de dizer: "Eu e o Pai somos um. Seremos felizes". Enquanto isso não acontece, vamos tendo paciência conosco, vamos tendo paciência com os outros, vamos aproveitando o evangelho o máximo possível para nos alimentar. Vamos lembrar que todo alimento material

nto isso não acontece, vamos tendo paciência conosco, vamos tendo paciência com os outros, vamos aproveitando o evangelho o máximo possível para nos alimentar. Vamos lembrar que todo alimento material se esgota, é eliminado biologicamente, fisiologicamente. O alimento espiritual só nos faz crescer e fica conosco para sempre. Que Deus nos abençoe a todos. Que a gente possa se encontrar novamente na próxima semana e eu acredito que já estaremos os três presencialmente, voltaremos à nossa rotina. Muita paz.

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