Para Viver o Evangelho | Episódio 180 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (cap. 20)

Mansão do Caminho 23/09/2025 (há 6 meses) 59:40 1,278 visualizações

Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

A vida espiritual é certeza da imortalidade do ser. é proposta de crescimento e novas perspectivas para elevação moral e para o progresso. A espiritualidade trouxe, por meio dos mensageiros do além preciosas informações sobre Deus, reencarnação e também sobre o intercâmbio interdimensional entre encarnados e desencarnados. A vida não cessa e está em constante processo de mudança e evolução. Compreender as dinâmicas da existência é saber um pouco mais sobre nós, respondendo às questões sobre o porquê de estarmos aqui e qual o propósito das encarnações. Para abordar esses temas, a Federação Espírita do Estado da Bahia, Pedará entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro o 21º Congresso Espírita da Bahia, com os seguintes convidados: Alberto Almeida, Pará, Bruno Godinho, Porto Alegre, César Reis, Rio de Janeiro, Fábio Carvalho, Maranhão, Júlio Peres, São Paulo, Margarete Atla, São Paulo, Maí e Braga, Brasília, on Carrara, São Paulo, Rosa Martins, Rio de Janeiro, além da participação do Corpo de Palestrantes da FEB e demais integrantes do estado. 21º Congresso Espírita da Bahia. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei. 30 de outubro a 2 de novembro de 2025. Fiesta Convention Center, Salvador, Bahia. Inscrições www.feb.org.br. BR. Venha, participe. Meus amigos, amigas, caros internautas, os presentes e os remotamente que estão nos assistindo. Voltaremos hoje a Lázaro Red Vivo, mas tem programação aí pela frente. Muita coisa se realizou e tem muita coisa a se realizar. Já vimos aí o nosso congresso, mas setembro não acabou. começou a primavera, mas não terminou a primavera amarela, sempre em campanhas que inibem, que afastam a possibilidade do suicídio. Então, se você quiser saber a programação da nossa casa seccional, da casa de pititinga, sede histórica no Pelourinho, entre no Instagram que esse mês nós recebemos um convite de Joana de Ângeles para com ela partilhar convites da vida. um livro excepcional que já foi objeto, né, aqui de nosso estudo, capítulo por

ho, entre no Instagram que esse mês nós recebemos um convite de Joana de Ângeles para com ela partilhar convites da vida. um livro excepcional que já foi objeto, né, aqui de nosso estudo, capítulo por capítulo, onde ela faz convite à educação, a saúde, a amizade, a generosidade e o setembro amarelo vai marcar as doutrinárias da casa de Pititinga aos domingos 10 horas da manhã, nós temos aí nossa querida Rute Brasil Mesquita, psicóloga, especialista em TVP, trabalhando Prevenção e pós-venção do suicídio. Uma reverência pela vida. Dia 28 de setembro, portanto, próximo domingo, 10 horas da manhã, no tradicional salão por onde passou José Pitinga, Manuel Filomeno Batista de Miranda. É uma honra ocupar aquele auditório da Federação, nossa sede histórica no Pelourinho. Olha aí, vamos ter André Trigueiro, esse extraordinário trabalhador do bem, especialista em ecologia, abordando a ponte que pode haver entre ecologia e a evangelização da infância. Que matéria é essa que continua faltando em nossos currículos? Ele, portanto, vai abordar que uma criança preparada para os novos tempos, bem evangelizada e ecologicamente madura, vai contribuir para fecundar essa primavera que nos seca, dia 28, às 10 horas até às 11:30 da manhã, de maneira virtual. Temos também aí um seminário com Leandro Abraão, que é presidente da Associação Espírita Esperantista da Bahia. No dia 19, você conhece o Esperanto? Já ouviu falar de Luís Lázaro Zamenhof, o polonês que criou uma língua neutra que tem 16 regras imutáveis. Quem estuda o português sabe que o português tem mais exceção do que regra. O esperanto é uma língua bem bem estruturada, belíssima e poderia ser a segunda língua de cada criatura na Terra. Falaria seu idioma. do país de onde nasceu e tiria o esperanto como segunda língua. Então, venha ver aqui essa palestra abordando o esperanto. Muito bem, hoje estamos ainda com Lázaro, que tá red vivo, cada dia mais vivo, num capítulo que aborda o momento singular, a figura de José de Arimateia.

ver aqui essa palestra abordando o esperanto. Muito bem, hoje estamos ainda com Lázaro, que tá red vivo, cada dia mais vivo, num capítulo que aborda o momento singular, a figura de José de Arimateia. Portanto, vamos começar com nossa Nádia ouvindo o Mestre. O capítulo >> ouvindo o mestre é um capítulo, vocês vão observar que nós colocamos só o capítulo 20 hoje. Ele tem uma profundidade e acredito que falaremos de vários aspectos, que traremos eh reflexões e que ainda vai ficar muita coisa para se refletir, para pensar para vocês então poderem escolher, né, sua, como vão explorar esse capítulo. Vamos e começar dando uma visão geral, porque ele trata, como Marcel já disse, de José de Arimatea, que não é uma figura muito conhecida, eh, não é das mais conhecidas do Evangelho. O que a gente sabe é que José de Arimateia cedeu o túmulo para colocarem o corpo de Jesus após ele ter sido crucificado. E então ele era rico, isso a gente sabe também. Mas irmão X vai explorar eh um pouco a relação de José de Arimateia com Jesus. Acredito que ele faz isso dentro daquela verve de cronista, de pessoa que se interessa pelos seres humanos e pelas suas vivências. E com isso ele traz muitas coisas que podem, digamos assim, nos ajudar a nos identificarmos com a experiência e fazermos também as nossas reflexões. Ele vai começar dizendo que José de Arimaté era um homem rico, mas ele não era dos discípulos, dos seguidores de Jesus. Nós sabemos que havia uma quantidade de pessoas, homens e mulheres, que se deslocavam com Jesus, que o recebiam, que o ajudavam no seu apostolado. Tinha os apóstolos, os 12, que ele foi escolhendo, mas tinha vários a tal ponto que numa certa época ele enviou 70. Tem um evangelho que diz 70, outro diz 72 discípulos, dois a dois para divulgarem o evangelho. E ele mostra como isso deveria ser feito. Era um processo didático de orientação de como se deveria pregar a boa nova. Então tinha bastante gente e alguns eram ricos. A gente sabe, por exemplo, Joana de Cusa era uma mulher rica porque o

eito. Era um processo didático de orientação de como se deveria pregar a boa nova. Então tinha bastante gente e alguns eram ricos. A gente sabe, por exemplo, Joana de Cusa era uma mulher rica porque o marido dela era rico naquela época. Depois ele perdeu a fortuna, mas na época ele era e tinha outras pessoas de posses, tinha Zaquel, por exemplo, né? Você tinha aí vários seguidores que eram pessoas de posses. O José de Arimateia, segundo irmão X, ele admirava muito Jesus. Ele admirava os ensinos de Jesus. Ele achava ali maravilhosos aqueles ensinos. Mas ele não se propunha a ser um discípulo. Então ele não se propunha a seguir Jesus, deixar as coisas dele e ir seguindo onde quer que o Mestre fosse. Mas ele testemunhava aqueles prodígios que Jesus fazia, os ensinamentos que ele dava. E ele, além de admirador, ele era um amigo. Ele amava Jesus. É esse essa expressão que o irmão X vai usar. Ele amava Jesus. E o mais interessante é que por amar Jesus e por admirar os seus ensinamentos e admirar a própria pessoa de Jesus, ele tinha muita vontade que os seus amigos que eram ricos, que eram governantes, ele tinha amigos entre a elite judaica, fariseus, por exemplo, o pessoal do templo. Ele tinha amigos na elite romana, que era o povo dominador. E ele tinha muita vontade que Jesus falasse com essas pessoas, que Jesus pregasse o evangelho para essas pessoas. E Jesus não se mostrava muito interessado, assim, ele falava para todo mundo, mas ele era muito acolhedor com os pobres, com os pescadores, com o pessoal ali da região. Mas ele toda vez que eh que José de Arimateia eh tentava estabelecer uma ligação maior entre Jesus e um desses seus amigos, ele não via Jesus ter assim um interesse e ele não entendia isso. Aí a gente já vai vendo, né, eh, a possibilidade de verificarmos assim, somos admiradores de Jesus, admiramos o evangelho, admiramos a sua vida, a sua convivência com as pessoas? Muito provavelmente sim. Amamos Jesus pelo bem que ele faz, pela sua amorosidade, pela sua grandeza?

dmiradores de Jesus, admiramos o evangelho, admiramos a sua vida, a sua convivência com as pessoas? Muito provavelmente sim. Amamos Jesus pelo bem que ele faz, pela sua amorosidade, pela sua grandeza? Muito provavelmente sim. A grande pergunta é se nós queremos ser discípulos de Jesus. O que José de Arimatea não estava disposto naquele momento? Acredito eu que depois da morte de Jesus ele possa ter feito, né, um processo de transformação? E ao longo dos séculos ele foi se tornando um discípulo. Mas naquele momento não. Vamos perguntar sem responder precipitadamente se nós queremos ser discípulos de Jesus. Porque José de Arimateia, ele não compreendia em profundidade o que era que Jesus estava trazendo. Ele queria, aí eu me lembro muito de Judas que tinha uma ideia de que era preciso arrecadar fundos, ter dinheiro para implantar o reino, isto é, assumir o poder. E ele queria que Jesus convertesse os amigos dele que eram ricos, porque eles acreditava, isso mais ou menos transparece no texto, que Jesus, então, se ele alcançasse um desses poderosos, pela influência dos poderosos, ele iria então alcançar também a população. Como pensar se é por aí mesmo que Jesus trabalha, se é este o caminho do evangelho, se é como isso se dá, se não é, por não é. Vamos ficar com essa reflexão. E é uma boa reflexão, Nia, que de fato José Jarrimatea não fazia ideia de qual era o papel de Jesus ou que importância ou que mensagem ele trazia. E aqui é uma observação de que o tinha uma espécie de satisfação, e a gente poderia dizer de uma satisfação vaidosa em ser então apresentado eh aos romanos. Isso lhe garantia algum status e falava de sua importância diante daqueles que exerciam o poder. O que se nós observarmos não é tão diferente na atualidade. Nós ainda temos, quando eu falo nós, obviamente eu eh colocando a humanidade e o que a gente tem como forma de viver, mas isso não se aplica a todas as pessoas, mas uma ideia de que se relacionar com pessoas que são bem vistas socialmente, que tem algum status ou posição, isso

e o que a gente tem como forma de viver, mas isso não se aplica a todas as pessoas, mas uma ideia de que se relacionar com pessoas que são bem vistas socialmente, que tem algum status ou posição, isso faz de mim alguém importante ou que tem uma eh observado ou é notada por aqueles que atribuímos algum tipo de importância. importância temporária, efêmera, a gente sabe, mas que é considerado como importância. E o interessante é que, como Nadia já narrou, eh, José de Arimateia se faz então acompanhar. Ele chega no lugar onde tá Jesus e Simão Pedro ali, eh, e José de Arimateia. Então, ele está acompanhado de três amigos. E aqui a vestimenta deles, desses três amigos pelos quais José se faz acompanhar, dava para identificar que eles eram então áulicos imperiais. Aí então, eh, o israelita achando de grande importância, vai apresentando, trazendo os títulos e tudo mais. Primeiro ele vai apresentar Pompôio Comodiano e já vai trazendo as características que ele entende como importantes. Patrício notável com funções de assessor no gabinete do prefeito dos pretorianos. Então, Jesus, por favor, observe que você se encontra diante de alguém de grande importância. tem sob sua responsabilidade o interesse imediato de inúmeras famílias de servidores do império. Então, não é qualquer pessoa que está ali diante dele. E eu gostei da expressão que irmão X usa, né? como se ele quisesse comover o Nazareno. Ele vai dizer: "Muitas criancinhas dependem de suas providências e pareceres." Então, depois do título, note que é alguém muito bondoso. Jesus então cumprimenta num gesto amigo e o outro vai ser apresentado. Aí já é Flávio Graco Acúcio. Questou admirado e cuidadoso que se responsabiliza por serviços financeiros, desempenha igualmente funções de juiz criminal. Outra figura muito importante. E Jesus repete a saudação sem nenhuma afetação ou demonstração de honraria e até de se está se sentindo muito bem e honrado diante deles. Depois vem os terceiros que é Quintiliano Agrícola, que é também

Jesus repete a saudação sem nenhuma afetação ou demonstração de honraria e até de se está se sentindo muito bem e honrado diante deles. Depois vem os terceiros que é Quintiliano Agrícola, que é também um patrício ilustre que desempenha funções de legado do imperador. Então todo o currículo dos três foi ali devidamente apresentado. Só que esse terceiro, mais uma vez, Jesus cumprimenta com muita tranquilidade, como se tivesse ali vendo um amigo e nada além disso. E aí os romanos estavam ali achando que veriam grandes prodígios, que ele iria apresentar todos os feitos pelos quais ele vinha então ganhando notoriedade. Só que Jesus, ao contrário do que era esperado, fica na sua postura de quietude. Isso a gente vai ver o que é uma ilusão. Acho que hoje em dia a gente até diria, né, que seria vergonha alheia do que eles três estavam passando diante de Jesus. Então eles param. Jesus fica em absoluto silêncio. Vocês já imaginaram que é algo mais constrangedor do que alguém da alta patente envergadura do ponto de vista social é apresentado e é um silêncio que ele obtém como resposta? Deve ter ficado uma situação muito estranha. E eles não eh assim a gente pode imaginar que talvez o constrangimento fizessem ir embora ou qualquer coisa do gênero ou fazer perguntas. Eles seguem comentando. Ele é muito diferente dos nossos magos. É grave e triste. Imaginavam que Jesus deveria então recebê-los com alguma euforia, com alguma festa e que iria ali então realizar o que eles entendiam como prodígios. Aí um deles diz: "Minha feiticeira sente prazer quando lhe dirijo a palavra". Então foi uma provocação. Não é possível que diante desses três você se mantenha impassível e em silêncio, porque a minha feiticeira fica muito feliz. E Jesus segue em silêncio. O outro vai dizer então que tem um adivinho e esse adivinho lhe apresenta todos os sinais, todas as possibilidades e fala do futuro. Só que tem o momento então que José Jarimatea percebendo que aquela situação não iria avançar, vai dizer: "Não tem um

adivinho lhe apresenta todos os sinais, todas as possibilidades e fala do futuro. Só que tem o momento então que José Jarimatea percebendo que aquela situação não iria avançar, vai dizer: "Não tem um mestre algum sinal para os nossos amigos?" Jesus vem com a resposta. Eles já receberam o sinal da confiança do Pai que lhes conferiu por algum tempo os cargos que ocupam. Eu recebendo essa resposta com nenhum tipo de festa de eh apresentação de alguma eh ideia de admiração por eles, iria de fato pensar qual era o sentido daquela resposta. Porque não é de mim que vocês irão receber graça ou algum tipo de elogio por aquilo que é a obrigação de vocês fazerem. Quando há um apelo, porque eles cuidam de criancinha, mantém a justiça, mais à frente, a gente desenvolve isso depois, Jesus vai falar de uma ideia de que cada um cumpre o dever moral que lhe é devido, não eh não precisando disso, nenhum tipo de aplauso, nada que lhe homenagei, porque você simplesmente está cumprindo a sua função no mundo. Isso me fez lembrar do Evangelho, um texto que todos nós conhecemos do dever. E lá é dito não somente o dever que a profissão nos apresenta ou impõe, mas o dever moral de cultivar o bem para que todos estejam em uma vivência fraterna e amistosa. Então ali ele simplesmente diz: "Não há nada de notável em todos vocês, apenas a obrigação de cumprir o dever em sociedade, que é garantir o bem-estar das pessoas". Eu não imaginaria constrangimento maior para esses grandes da sociedade. Dilatando essa percepção que o capítulo A crônica de Humberto de Campos, irmão X, nos fornece, podemos perceber que ao longo da história, quanto mais antigo fica o tempo, menos informações precisas, cirúrgicas nós temos sobre os personagens que viveram naqueles dias. Se remontarmos a milhões de anos, nós teremos esqueletos, fósseis, que a gente cogita ser de humanoides, de macacoides, de bicho preguiça, de tigres dentre de sabre e outros animais pelo porte, pelo formato do esqueleto. Dificilmente saberemos do que viviam, o

sseis, que a gente cogita ser de humanoides, de macacoides, de bicho preguiça, de tigres dentre de sabre e outros animais pelo porte, pelo formato do esqueleto. Dificilmente saberemos do que viviam, o que comiam. Não há mais estômago para revelar, só os ossos que resistiram ao tempo. E se voltarmos milhares de anos, quando esse povo não tinha certidão de nascimento, não tirava RG e CPF, herdava o nome exclusivamente do pai, como ainda hoje ocorre nos americanos. Eles têm exclusivamente o nome do pai. No documento não consta o nome da mãe e eles recebem o patronímico do pai, Jane Fonda, porque ele é ela é filha, ela é filha de alguém que tem fonda no nome. É a mãe, ninguém sabe, a mãe da célebre atriz. Então aqui no Brasil ainda pega uma parte do nome do pai, uma parte do nome da mãe, o mãe vai, nome no meio vai da mãe e o nome final é o do pai. costume, a mulher se casa no Brasil e adota patronímicos do marido. Ele não faz o mesmo. Encontrar o homem que tem no seu nome o patronômico da mulher, é procurar uma agulha na floresta amazônica. Dificilmente vai achar. Então, personagens da Bíblia, quando analisamos esse livro fascinante, temos dois livros que a compõem Velho e Novo Testamento. Quantos a escreveram? mais de 50 autores em épocas variadas. De Jesus para cá, dos quatro que conviveram assim encarregados de escrever, dois não foram testemunhas oculares. Temos aí Lucas e temos também João Marcos. Conheceu Jesus, mas era criança. Foi fazer seu evangelho bem mais tarde com dados que tinha de Maria, de Pedro, de Paulo de Tarso e de outros. Só dois foram testemunhas oculares. Então, temos a figura de José de Arimateia, que não sabemos a origem, mas Humberto de Campos consegue essa proeza. Ele vasculha arquivos do mundo espiritual, como fez também Amélia Rodrigues, baseando toda a sua literatura em visita a bibliotecas do além com uma vantagem. Na Terra, no máximo, a gente pode consultar livros. No além você consulta livros que nunca foram publicados na Terra e só existem

oda a sua literatura em visita a bibliotecas do além com uma vantagem. Na Terra, no máximo, a gente pode consultar livros. No além você consulta livros que nunca foram publicados na Terra e só existem no além e eles estão escoimados, filtrados de erros históricos. Então são livros com maior 100% de fidelidade, porque a Terra tem muito livro contaminado com a versão dos vencedores. Raramente temos livros escritos pelos vencidos. É sempre o vencedor que escreve o livro, dando sua versão de como triunfou. E no além há uma vantagem que não temos na terra nenhuma, é que lá eu posso encontrar os personagens que viveram naqueles dias já desencarnados e solicitar que eles rememorem aqueles dias. Dessa maneira, Paulo Estevão veio à Terra. O livro Paulo e Estevon, que já examinamos aqui. Emanuel solicitou a Paulo que das regiões felizes onde vive recordasse sua história desde Tarso até sua morte. Emanuel capturou as cenas e a transferiu para o médio, a mediunidade de Chico, vestindo imagens com letras. E ganhamos uma obra em, não é um livro, aquilo é um bestseller, aqui é um manual extraordinário de uma vida apostolar. Então, quem é José de Arimateia? Ficamos na dúvida. Ele, Humberto Campos, consegue trazer. era alguém que não era próximo de Jesus, mas um admirador profundo, um fã de Jesus. Mas a posição social, o alto valor financeiro, as amizades que tinha impediam, criavam uma muralha para que ele se aproximassem. Mas ele em algum momento defendeu Jesus, cedeu um túmulo para o corpo do amigo, mas não fez profissão de fé cristã naqueles dias. Foi fazer isso depois. E, portanto, ele tinha o hábito de levar figurões da política, do dinheiro, altos empresários da época para apresentar ao mestre, achando que Jesus valorizava essa coisa. Era uma autêntica carteirada. A turma tinha uma carteira no bolso pesada. Era um que era juiz, o outro, um era magistrado, o outro era empresário, o outro protegia as crianças. E Jesus tinha um padrão de reconhecimento completamente diferente,

uma carteira no bolso pesada. Era um que era juiz, o outro, um era magistrado, o outro era empresário, o outro protegia as crianças. E Jesus tinha um padrão de reconhecimento completamente diferente, que não é esse do mundo. Você não vale pelo que tem, pela roupa que enverga, pela posição que ocupa. Você tá compromissado com quê? Aí o final do da crônica deixa bem claro. Se quereis ser meu discípulo, antes faz faça, façam vocês uma avaliação do do envolvimento que cada um tem com César, com as coisas do mundo. E tem hora que essa pergunta repetida no dia de hoje, as pessoas para, é, eu estou enterrado até o pescoço com César. Eu estou comprometido com as forças do mundo até só ficar o nariz de fora da água e com Jesus. Bom, quem sabe amanhã. Realmente essa é uma pergunta fundamental nesse capítulo. Como estamos comprometidos com Jesus? Porque eh somos espíritos imortais. A gente sabe isso. Se perguntar qualquer pessoa espírita, o que é que nós somos? Somos espíritos imortais. Fomos criados simples e ignorantes. E fazemos toda uma jornada evolutiva até chegarmos à condição de espírito puro. Então, a nossa essência é pura luz. A nossa destinação é a integração com Deus. Como Jesus dizia, Jesus é um espírito puro. Eu e o Pai somos um. Só que nós estamos ainda em algum ponto dessa jornada que não parece muito próximo de sermos espíritos puros. Então, eh, esse processo faz com que nós estejamos mais identificados com o mundo material em todos os sentidos possíveis, não só da coisa física, mas questões emocionais, questões sociais, mente concreta, preconceitos, ideias estreitas. Tudo isso configura a nossa possibilidade atual. Ao reencarnarmos, embora sejamos espíritos imortais, nós vestimos a roupa daquele mundo onde estamos, daquela vida material que vamos iniciar. Isso é necessário porque uma vez que nós já estamos identificados com a matéria pelo nosso estágio evolutivo, né, a gente precisa experimentar esse processo e a partir daí fazer os aprendizados necessários. A partir daí

orque uma vez que nós já estamos identificados com a matéria pelo nosso estágio evolutivo, né, a gente precisa experimentar esse processo e a partir daí fazer os aprendizados necessários. A partir daí precisamos eh descobrir a luz da presença divina no meio desse processo material. Não é fácil, é o processo de aprendizagem evolutiva. E aí na encarnação nós temos títulos. A gente aprende, por exemplo, o espírito não tem sexo, mas eu me sinto uma mulher, eu não me identifico como homem, né? Eu, Nádia, nessa encarnação, eh, a, o espírito não tem nacionalidade, mas eu me sinto brasileira, eu me sinto nordestina, eu me sinto baiana. Não vou ter ódio dos outros estados, não vou ter ódio dos outros países, mas eu sinto que eu sou uma estrangeira lá. Repare, é a identificação com uma situação que é transitória. A gente pode chamar isso de títulos humanos, porque não se refere somente aos títulos altamente graduados da política, da ciência, eh do da governança do mundo, dos eh das das considerações humanas. Todos temos títulos, mesmo que seja o título de pobre. Ah, eu sou pobre, que nada. Eu sou uma pessoa muito pobre, não vou conseguir isso. Repare, a gente está de qualquer modo identificado com esses títulos. E é o que José de Arimateia mostrava com toda boa intenção. Ele não tinha nenhuma má intenção. Ele queria que Jesus tinha coisas tão preciosas para dizer, tinha coisas tão preciosas para trazer para aquelas pessoas. E claro, na cabeça dele, que é uma cabeça hierarquizada, que é uma era uma cabeça que funcionava na lógica da da forma do mundo material, do mundo social. Se Jesus convertesse um um poderoso, vai que Jesus converte César. Opa. Aí o império, o império romano todinho se tornava cristão. O que ele não sabia era a diferença da forma para a essência. A gente sabe que mais adiante, alguns séculos, houve um imperador que decretou que o cristianismo era religião oficial do império. Passou a ser uma reunião, uma religião não perseguida, tolerada e depois a a religião oficial do império.

s séculos, houve um imperador que decretou que o cristianismo era religião oficial do império. Passou a ser uma reunião, uma religião não perseguida, tolerada e depois a a religião oficial do império. Resolveu o quê? Cada alma tem que fazer a sua escuta, cada alma tem que fazer a sua adesão à mensagem do Cristo. Porque a partir daí é que nós vamos não apenas transporanismo nossa visão de mundo, nossos hábitos, nossas crenças que já tínhamos, a gente vai fazer um processo que é muito chamado no evangelho de conversão, que é uma transformação profunda. Então, ah, eu sou José de Arimateia, sou homem rico, convivo com pessoas ricas. Eh, a Crônica vai dizer que ele era uma pessoa sensível. Ele lamentava que houvesse tantos pobres. Ele queria que isso fosse resolvido. Ele gostava que Jesus eh consolasse a todos, mas ele ainda acreditava que a transformação espiritual ela se dá a partir da transformação material. nessa lógica. Então, claro, se você pega uma pessoa rica, uma pessoa poderosa, ela vai influenciar os outros. Mas gente, o que que a doutrina espírita vai nos dizer? E o evangelho também disse, o que influencia é a sua conexão com aquela mensagem. Jesus chama discípulos, ele chama apóstolos que estão em sintonia com ele. Tantos outros ouviram a mensagem e continuaram fazendo o que sempre fizeram. a gente vai procurar eh refletir e saber o quanto nós verdadeiramente acolhemos no nosso coração o chamado de Jesus. A gente não vai deixar de estar no mundo material, mas nós vamos fazer uma coisa de transformação que é assim: "Eu vivo no Brasil, eu nasci no Brasil, mas se quiser ser discípula do Cristo, eu preciso amar igualmente todas as nações." Ó que diferença. Todas as coisas, classe social, religião, cultura, elas são secundárias porque são formas. E era isso que José de Arimateia, como Marcel disse, naqueles dias não pôde fazer. era essa transformação em discípulo. Eu achei algo aqui bem importante nesse capítulo, além do que Marcel e Naddia já destacaram sobre como Jesus não tinha essa

el disse, naqueles dias não pôde fazer. era essa transformação em discípulo. Eu achei algo aqui bem importante nesse capítulo, além do que Marcel e Naddia já destacaram sobre como Jesus não tinha essa separatividade. respeito de quem chegasse diante dele, ele buscava, pela sua didática, lhe proporcionar algum tipo de possibilidade de crescimento sem nenhuma expectativa que o outro viesse a corresponder. Ele, de fato, como semeador, lançava as sementes e elas visjassem ou germinassem onde pudessem. Aqui ele vai dizendo: "Romanos, em verdade há fechiceiros que fazem prodízios e magos que distraem os óscios dos homens indiferentes ao destino das próprias almas." Eu fiquei imaginando que esses três romanos podem representar as nossas resistências ao crescimento evolutivo, porque a nossa distração, ela é muito presente e muito fácil. Nós temos um esforço que é coolel diário de nos mantermos em sintonia, equilibrados. a gente faz boas leituras, a gente se coloca à disposição para oração, quer perseverar no bem, mas ainda tem uns arrastamentos que determinadas situações vão nos levando. E quando a gente vê, não é que aquele esforço foi então eh perdido ou não vale a pena me colocar nessa condição, mas a gente ainda percebe que precisa perseverar e insistir na adoção de novas posturas. E ele é muito explícito quando diz: "Eu não vim trazer entretenimentos passageiros". Então, se foi isso que vocês vieram buscar, eu fico imaginando, meu Deus, que encontro foi esse? Em que as respostas não só não atenderam as expectativas, mas buscaram abrir os olhos daqueles homens bem, digamos que centrados nas questões temporais e passageiras. Eu lhes trago a solução de interesses eternos do espírito que nunca morre. Então isso já é uma possibilidade de chamar a atenção para o que estamos fazendo aqui, em que ainda estamos apresentando resistência. E isso não necessariamente quer dizer respeito à crença que professamos, a filosofia que acreditamos, no nosso caso, uma filosofia espiritualista que é o

em que ainda estamos apresentando resistência. E isso não necessariamente quer dizer respeito à crença que professamos, a filosofia que acreditamos, no nosso caso, uma filosofia espiritualista que é o espiritismo. Ter conhecimento, saber de todas as perguntas de O livro dos Espíritos ou todo o conteúdo da codificação, não vai nos colocar na condição de espíritos superiores ou mais elevados em relação aos demais. A questão é como nós vivenciamos esse conhecimento. E ele vai dizer: "Olha, se vocês querem diversões e prazeres, os circos estão cheios de dançarinos e gladiadores, mas se vocês desejam a revelação viva de que sou portador, examina primeiro até onde vocês estão comprometidos com César a fim de servires a Deus". Então, essa ideia de que não vai dar para servir a dois senhores, é preciso fazer uma escolha. Mas esse capítulo especialmente me lembrou o trecho O Homem no Mundo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, onde lá tem uma afirmação de que nós não precisamos ser sérios, cisudos, nos isolarmos do convívio social, muito pelo contrário, é fazer e trazer essa recomendação que tá aqui, ó. Eu lhes afirmo que se cumprirdes desde agora os deveres referentes aos títulos que apresentais, o pai já estará em vós. Vocês têm a responsabilidade de cuidar bem do povo, das pessoas. Se fizerdes isso com justiça, com retidão, vocês já estarão no mundo a serviço. Isso também faz com que nós percebamos que a nossa dedicação ao bem, ao bem tratar, ao praticar aquilo que a gente entende que nos aproxima de Deus, não vai ser só na casa espírita ou naqueles ambientes em que as nossas relações são saudáveis, são tranquilas, é em todo lugar em que estejamos, no trabalho, na via pública, no lar, na própria casa espírita, obviamente, no mundo como um todo. assertiva. O homem no mundo, qualquer lugar em que estejamos, precisamos estar guiados pela mensagem do mestre dentro das nossas condições evolutivas também sem querer apresentar o que a gente ainda não tem para dar, mas fazendo o

ualquer lugar em que estejamos, precisamos estar guiados pela mensagem do mestre dentro das nossas condições evolutivas também sem querer apresentar o que a gente ainda não tem para dar, mas fazendo o máximo que nós conseguimos. Então, essa ideia de que se você começar a fazer o bem dentro das suas possibilidades, porque você passará a caminhar com o pai desde já, está nos alertando para algo que é do futuro. Porque se você inicia e é desde já, significa que você vai se fortalecendo cada vez mais para as próximas etapas. E isso nos torna seres mais robustecidos. Significa que nada irá nos afetar, não vai? Porque estamos numa condição temporária de imperfeição, revendo os nossos atos passados. Então, claro que a expiação vai nos aproximar das consequências dos atos, mas junto à expiação nós já podemos substituir os hábitos que hoje temos e que nos prejudicam por hábitos que nos apresentem possibilidades de experimentar as bem-aventuranças. Quando essa afirmativa, bem-aventurados os que sofrem, porque serão consolados. Bem aventurados aqueles que vivenciam as consequências dos seus atos e se dispõem à mudança moral, a reforma íntima que nós chamamos educação de novos caracteres para que a gente consiga apresentar uma versão melhorada. Não nos foi exigido perfeição, exigida a perfeição, mas sim que continuamente nós façamos esforços dentro do que é possível para melhorar. Então, estar no mundo sem dele ser não significa que a gente transforme o nosso dia a dia em tortura, mas que não precisamos nos submeter à aquilo que já sabemos que é superficial. Estar no mundo é viver segundo o que Cristo nos apresentou dentro do que é possível, não se deixando escravizar por aquilo que não vai acrescentar na nossa economia de natureza espiritual. Oberto Roden, que reencarnou-se em Cubatão, teve ocasião de afirmar que o cristão que vive no mundo e foge do mundo para blindar-se ao pecado, às tentações, é covarde. O cristão que vive no mundo e se chafurda com as coisas do mundo é mundano.

teve ocasião de afirmar que o cristão que vive no mundo e foge do mundo para blindar-se ao pecado, às tentações, é covarde. O cristão que vive no mundo e se chafurda com as coisas do mundo é mundano. O verdadeiro cristão vive no mundo, utiliza parimoniosamente as coisas do mundo, servindo ao mundo, compreendeu a essência do cristianismo. De certa maneira, José de Arimateia é o retrato vivo da atual sociedade. Num panorama e num espectro muito largo. os indivíduos que chegam a altos postos, a altas expressões monetárias. Um dos primeiros resultados ou efeito colateral é esquecer as origens. Nasceu no paú da miséria, no charco, na favela, no pé do morro, no ambiente da criminalidade, tornou-se rico, vai de imediato para um bairro, ergue paredes de penitenciária, 8, 9 m de altura no muro, se blinda numa casa toda fechada para fugir à agressividade do mundo. Trás na retaguarda ficaram os amigos que não vejo, que não me interessa, que não mantenho o contato, mesmos da infância, aqueles que comungaram também a fome, a dor na minha rua, no meu bairro. É muito comum encontrar, óbvio que toda regra possui exceção. José da Arimateia, trabalhando com madeira, trabalhando com terrenos, logrou uma alta e expressiva posição social, mas não fez fé da profissão cristã, porque estava preso às injunções de seu tempo e tinha medo de as abandonar. Quando nós analisamos aqui em outro momento há 2000 anos, também encontramos Públios Lentolus Cornélios, o senador, que teve um encontro pessoal com Jesus para interceder pela filha Flávia Lentúlia, atacada da ranseníase, que a medicina da época desenganou a menina. Então, quem estava ali era o pai, arrasado pela impotência dos recursos da época, especialmente o miolo de pão embebido em leite de camela, que era aplicada sobre as feridas da época, as cicatrizando devido as substâncias presentes nesse leite altamente gorduroso. Mas Jesus não foi encontro do senador. Entendeu o pai desventurado e mergulhado na amargura. Curou a menina à distância,

s cicatrizando devido as substâncias presentes nesse leite altamente gorduroso. Mas Jesus não foi encontro do senador. Entendeu o pai desventurado e mergulhado na amargura. Curou a menina à distância, sem sequer vê-la. nunca teve contato físico com a menina, mas o pastor conhecia suas ovelhas. O que soa naquele livro é que Jesus anunciou ao senador que ele tinha a oportunidade no relógio do tempo de fazer a sua adesão à mensagem dele, mas ele preferiu Tibério César, que vivia na na magnificência da ilha de Capre, o Botinha, porque era um imperador muito doente. Ele preferiu. Mais tarde vai desencarnar no Vesúvio em 79, vítima da erupção deste vulcão, junto com a filha e o genro. Ele vai aderir à mensagem de Jesus na encarnação seguinte, como Nestório. Igualmente, José de Arimateia viveu aqueles dias, percebeu que o cristianismo era uma força que surgia no seio do povo hebreu para começar a suplantar a ferocidade das leis moisaicas, a tirania do filho do faraó, do filho das águas, Termutes, que o criou, e também para começar a diminuir a força do paganismo que era oriundo da mitologia, mas ele não entendeu. Não é culpa de José de Arimateia, ele precisava de maturidade. Porque até a mensagem de Jesus, 2000 anos depois continua para muita gente incompreensível. Veja, vejamos nós no aspecto dessa crônica. Os três senhores muito bem posicionados perguntaram: "Mas esse homem não tem nenhum sinal? Porque o meu feiticeiro, o meu adivinho, todos eles me dão sinais extraordinários. Esse não tem nenhum." E Jesus disse que o sinal era a autoridade que eles tinham precariamente recebido na terra. Nenhum entendeu o recado de Jesus. Nem José de Arimateia se tocou para isso, mas no fim acabou doando para o corpo do amigo celeste o túmulo, onde ele ressurgiu ao terceiro dia para proclamar a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, arrebatando a criatura humana nos baixios das convenções humanas para as estontiantes claridades do reino dos céus. Realmente a mensagem que Jesus passa para esses

bre a morte, da luz sobre as trevas, arrebatando a criatura humana nos baixios das convenções humanas para as estontiantes claridades do reino dos céus. Realmente a mensagem que Jesus passa para esses três homens, ela atravessa os milênios e nos alcança. As palavras que irmão X coloca na boca de Jesus são palavras que correspondem ao evangelho e que talvez devessem fazer com que nos perguntássemos eh como estamos vivendo a nossa relação com o mundo físico e como estamos aproveitando a nossa vivência do evangelho, a nossa vivência da doutrina espírita, a nossa vivência da reencarnação para avançar espiritualmente. Essas são as perguntas fundamentais. Os sinais que Marcel mencionou há pouco não são relevantes, mas a gente continua buscando sinais. A gente gosta de um centro espírita que tem atividades dessa e dessa forma, que sejam mais atraentes, que sejam mais interessantes. Isso na nossa cultura, isso está intensificado pela forma como resolvemos nos organizar a partir do consumismo, a partir da publicidade, a partir de uma série de elementos e as redes sociais, então, elas hoje conseguem trazer à tona e deixar bem claro, de um modo que nos estarrece o que há de mais sombrio dentro de nós, porque elas estão moldadas. exatamente para aquilo que choca, aquilo que chama atenção. Quando eles pediam, quando eles mencionavam os seus magos, o respeito que os magos tinham, que os feiticeiros tinham e como produziam sinais e pedem a Jesus que produza sinais, estão querendo se manter na superfície. E a grande pergunta é: nós queremos continuar amigos de Jesus, amando Jesus, achando ele maravilhoso ou queremos segui-lo? Queremos fazer com que a nossa vida seja uma vida baseada no evangelho? Essa é a pergunta que temos de nos fazer. E é isso que Jesus diz a eles, né? Eh, Jamile já leu esse trecho, mas eu acho que vale a pena a gente retomar, porque é um trecho muito bonito, muito forte, muito intenso. Jesus fica em silêncio e depois ele vai dizer: "Eu, porém, não vos trago entretenimentos passageiros, e

ho que vale a pena a gente retomar, porque é um trecho muito bonito, muito forte, muito intenso. Jesus fica em silêncio e depois ele vai dizer: "Eu, porém, não vos trago entretenimentos passageiros, e sim a solução de interesse eh de interesses eternos do espírito que nunca morre". Quando a gente vem ao centro espírita, a gente vem buscar o quê? A gente vem buscar formas de aprender as leis de Deus, de nos harmonizarmos com elas, tal como a doutrina coloca. ou a gente vem buscar amizades e depois sai reclamando que as pessoas não são acolhedoras, que as pessoas isso, as pessoas aquilo. A gente vem buscar um espaço onde todos querem crescer e vamos tentar viver o evangelho juntos, exercitando o amor, exercitando o perdão, exercitando a tolerância naquilo que Jesus disse. Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado. Esse é o mandamento que ele dá para os seus seguidores, pros seus discípulos. Ou a gente vem pro centro espírita para ter atendidas as nossas demandas, ficar bom de tais doenças, ter os nossos entes queridos atendidos prontamente, porque são meus, é meu filho, é meu irmão, tá sofrendo e tem uma fila de gente sofrendo, porque todo mundo que vai pro centro quase tá sofrendo, pelo menos quem busca cura. Será que a gente vai aproveitar o chamado do evangelho, o chamado da doutrina espírita para focar no essencial, como Jesus diz aí? Porque entretenimento já tem muito, coisas divertidas, interessantes, amizades, festejos, tudo isso já tem muito. E como Jamile lembrou bem no no texto, o homem no mundo, os espíritos dizem: "Não tem problema nenhum". O problema começa quando eu acho que esse é o foco. O problema começa quando eu nutro a ilusão de que isso vai durar para sempre. Não vai. O corpo físico não dura para sempre. A saúde não dura para sempre. A beleza não dura para sempre. A juventude não dura para sempre. Os amores não duram para sempre. Só dura para sempre aquilo que a gente constrói na nossa alma. Aquilo que está vinculado ao evangelho, aquilo que está vinculado

pre. A juventude não dura para sempre. Os amores não duram para sempre. Só dura para sempre aquilo que a gente constrói na nossa alma. Aquilo que está vinculado ao evangelho, aquilo que está vinculado às leis de Deus. Então vamos pensar a partir desses ensinamentos tão preciosos nesse capítulo, lembrando de José de Arimate, que essa altura já tá fazendo aí a jornada dele. Eu não tenho notícias, mas sem dúvida alguma era uma boa pessoa. E Jesus não diz aqueles três homens ilustres que eles precisam se tornar cristãos. Ele diz que eles precisam fazer adequadamente, cumprir adequadamente os deveres que eles receberam do Pai. Se a gente cumpre adequadamente o que é adequadamente em harmonia com as leis de Deus, de uma forma amorosa, de uma forma evangélica, se a gente faz isso, é cristão, é espírita, não é? A gente ainda acha que é o rótulo que vai resolver os problemas, quem resolve os problemas, o que resolve os problemas. A gente tá vinculado com a essência. E nesse trecho trazido por Naja, a o resultado, eu acho também muito especial, que é o que encerra o capítulo ou a crônica, como Marcel costuma chamar, até resgatando esse a verb, digamos assim, do irmão X. Depois que eles recebem então a resposta de que eles devem atender as responsabilidades que são sérias que eles têm, eles acabam se entreolhando, estão ali surpresos com a resposta que ele traz, porque obviamente não era isso que eles foram buscar. Só que nesse meio tempo em que um olha pro outro espantado ou surpreso com a resposta, quando eles voltam, Jesus já tinha ido embora. Esse trecho especialmente faz com que a gente lembre que há algo que precisa ser cultivado com responsabilidade, com prioridade e com certeza de qual é o caminho que eu desejo trilhar. Embora houvesse respeito com a condição do outro, Jesus não ficou ali o dia inteiro ouvindo o que eles traziam, o que eles desejavam. E tampouco perdeu tempo, digamos assim, num processo de convencimento do outro de que aquilo que trago é a verdade, embora ele seja

ali o dia inteiro ouvindo o que eles traziam, o que eles desejavam. E tampouco perdeu tempo, digamos assim, num processo de convencimento do outro de que aquilo que trago é a verdade, embora ele seja caminho, verdade e vida, mas agora você deve seguir porque eu estou dizendo. Quando ele então não é que Jesus percebe, porque antes mesmo dele chegar, ele já conhecia qual era a intenção e que a ideia não era uma modificação por imposição e a sensibilização não estava acontecendo. Ele então sai daquele lugar e continua com Simão Pedro e vai cuidar dos seus afazeres que não eram poucos do ponto de vista desse reino dos céus que ele veio nos apresentar. Essa eh passagem me levou a refletir em como nós estamos priorizando a nossa condição de espíritos imortais na experiência terrena que estamos tendo. Terrena como espíritos encarnados. E eu volto mais uma vez ao homem no mundo, quando aqui o espírito protetor vai nos recomendar que nós precisamos ser felizes no quadro das necessidades humanas, mas que na nossa felicidade não abriguemos pensamentos maus que levem ou façam com que a gente acabe se, eu não vou dizer misturando, porque nós estamos aqui por sintonia e afinidade, mas que não nos permita perder qual é de fato o nosso objetivo, que meta como espíritos nós temos na condição daqueles que estão aqui para acertar. Temos uma ideia e precisamos tê-la. Isso nos traz consciência e é conhecimento de que estamos espíritos imperfeitos. Mas já nos foi colocada a condição de que se isso é temporário, eu preciso fazer com que a minha realidade mude. Então, o que é que eu priorizo no meu dia a dia? Ninguém está dizendo que as pessoas não precisam, ou nós, melhor dizendo, não precisamos trabalhar, não precisamos cuidar das nossas famílias. Mas estar no mundo é trabalhar com Jesus, é cuidar da família com Jesus, é fazer tudo com ele dentro das nossas possibilidades. Então, quando ele diz aqui, ó, que não entre jamais um pensamento ou um ato que possa ofender a Deus ou fazer que se vele a face

mília com Jesus, é fazer tudo com ele dentro das nossas possibilidades. Então, quando ele diz aqui, ó, que não entre jamais um pensamento ou um ato que possa ofender a Deus ou fazer que se vele a face daqueles que vos amam e daqueles que vos dirigem, aqueles que nos amam, que são os que estão ao nosso redor compartilhando a nossa existência, e aqueles que nos dirigem, que é uma menção direta aos nossos anjos guardiães e espíritos protetores. Não estamos investindo em uma caminhada solitária. Eu fico pensando, fiz essa leitura certa feita que nós somos investimentos divinos e nós temos aqueles que apostam no nosso crescimento, que são os protetores. Então, o que estamos fazendo, digamos que nesse empreendimento que nós somos e que tem muitos investidores espirituais. Então, que essa ideia do tempo bem utilizado, da prioridade de entender que tudo aquilo que fazemos irá nos colocar na condição dos bem-aventurados ou daqueles que ainda permanecerão no choro e no ranger de dentes. Essa consciência que nos leva à autorreflexão vai nos permitir fazer escolhas mais coerentes, mais sensatas, mais condizentes com a lei de Deus. E se tivermos dúvida, se estivermos com os pensamentos conturbados, se a dor visita, mesmo que saibamos que ela é uma mestre consequência das nossas escolhas, recorramos à oração, peçamos ajuda, vamos então recorrer aqueles que são os companheiros do dia a dia e que também padecem das suas próprias questões íntimas. sempre ajuda virar em nossa direção, se nós quisermos que assim o seja. Então, que estejamos no mundo conscientes de que nele estamos protegidos pela amorosidade e misericórdia divinas. >> Faltando 3 minutos para encerrar, recordemos que Jesus nunca desdenhou dos ricos, nem dos poderosos. Foi entrevistado de maneira descortã. entrevista que está na introdução do Boa Nova e respondeu a todas as questões do implacável juiz do anos depois de sua causa. se hospedou com Mateus, riquíssimo, dialogou com o centurião, que mandava em vários soldados, conversou com

do Boa Nova e respondeu a todas as questões do implacável juiz do anos depois de sua causa. se hospedou com Mateus, riquíssimo, dialogou com o centurião, que mandava em vários soldados, conversou com autoridades, esteve na frente de Pôncio Pilatos, de Herodes, mas a preferência dele eram os pobres de espírito, os que não tinham carteirada para dar. E conta-se que no aeroporto aqui de Salvador, na na no aeroporto do Brasil, na época do apagão aéreo, aquela fila imensa de gente querendo embarcar, escassos aviões, só tinha um. E aquela fila imensa de gente tumultuada, sai um homem da fila, se dirige à moça que em terra representava a companhia aérea. Moça, tem um avião aí? tem, pois eu tenho que embarcar nele. Todo mundo dessa fila, moço, também quer embarcar. Mas eu irei neste avião, se vire. E aí, você sabe com quem está falando? A moça pegou o microfone e disse: "Atenção, atenção, pessoas do aeroporto. Tem um homem aqui no guichê da frente da companhia aérea que não sabe quem ele é. Pode ser amnésia ou um surto de Alzheimer. Se você perder o seu parente, venha buscá-lo. Ele está desorientado. O homem ficou fulo, tirou a carteira onde tinha um brasão de um certo poder da República. Olhe aqui e você sabe o que é que eu tenho vontade de fazer com você? Ela disse: "Todos os homens da fila querem fazer a mesma coisa. Vá pra fila e aguarde." E aí enquadrou o homem. Que moça espirituosa, né? Deve ter lido essa crônica para enquadrar essas figuras assim surtadas que querem colocar o poder acima da humildade. Já imaginou se na entrada do reino dos céus houvesse solicitação das transitórias carteiras do mundo? Só entrariam as potestades. Os pobres iam paraa concorrência. Lá o indivíduo se apresentará puro, cristalino, transparente. Tudo que tem foi confiscado pela alfândega do cemitério. Aché. Até segunda-feira.

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