Para viver o Evangelho 165 - Início do estudo do livro "Lázaro Redivivo"
Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita
Boa noite, amigos queridos, companheiros de Ideal que estão aqui sempre conosco. Ainda hoje estamos fazendo o nosso programa de maneira telepresencial. vocês estão assistindo ao vivo, os que estão aqui agora por causa das obras no salão da FEB, mas acreditamos que eh ainda essa semana as obras serão concluídas. Nós temos o seminário de mediunidade no próximo fim de semana com o tema aperfeiçoamento da média unidade, o contributo de Manuel Filomeno de Miranda. muito interessante as inscrições abertas no site da FEB, eh, eu acho que tá imperdível, é um trabalho que eu vou gostar muito de assistir. Tem companheiros assim muito eh com muita experiência no estudo da obra de Manuel Miranda. Então, eh, todos estão convidados. Tá aí o card que a gente pode ver, tá certo? é dia 14 e 15 de junho. O dia 14 de junho vai ser o dia todo que é sábado, sendo que quando você se inscrever, você escolhe se você vai querer almoçar lá mesmo e aí você paga a taxa referente ao almoço ou se você vai almoçar em casa e volta. E 15 de junho, que é domingo, é das 8:30 às 12:30, tá certo? Aí tem o o QR code para fazer a inscrição e pode fazer também pelo site da FEBIT. eh um evento que acreditamos então que ele já vai ser feito no salão reformado com a climatização, que é um desejo nosso de muito tempo. Além disso, a programação que nós temos para informar hoje é o congresso, nosso congresso espírita que vai acontecer de 30 de outubro até 2 de novembro próximo. O tema é uma frase que eu gosto muito, nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei. Essa frase foi escrita no túmulo de Kardec. Eu acredito que ela fez parte de um dos discursos. Não há assim uma identificação do autor, mas ela é bastante eh expressiva da nossa doutrina, das nossas convicções, da nossa vida. a gente nasce, a gente morre, a gente renasce de novo, mas com certeza vai sempre progredindo, porque a lei é a lei de progresso e vai acontecer no Fiesta Convention Center. Nós já sabemos que tem limitação de lugares,
ente morre, a gente renasce de novo, mas com certeza vai sempre progredindo, porque a lei é a lei de progresso e vai acontecer no Fiesta Convention Center. Nós já sabemos que tem limitação de lugares, então estamos pedindo sempre aos companheiros que antecipem a inscrição. Muita gente deixa assim para o dia, paraa véspera, mas é melhor para a programação que para a organização que a gente faça isso com antecedência. Além do mais, a programação tá ótima. Nós temos convidados muito interessantes. Vai ser um congresso muito legal, momento da gente tá junto, momento da gente se encontrar, o momento da gente refletir, não é, sobre os conteúdos da nossa doutrina. Depois que passar o o com o o seminário de média unidade, nós vamos começar a falar sobre a os encontros macrorregionais, que é um evento federativo muito importante aqui do estado da Bahia, mas aí vamos guardar. Passou esse fim de semana, a partir de segunda-feira a gente começa a falar deles, OK? Estamos começando uma nova obra hoje. Anunciamos é o livro Lázaro Red Vivo do espírito irmão X. Esse espírito, ele foi o o famoso escritor Humberto de Campos, mas eh devido a circunstâncias em que a família eh fez algumas considerações em relação ao uso do nome dele, a família não é espírita, então a a decisão da equipe espiritual que eh conduziu o trabalho de Chico Xavier, o trabalho médiúnico e presidido aí por Emanuel, foi de que então seria chamado irmão X, Não, não atrapalha nada. Ele continuou fazendo um trabalho muito interessante. E hoje nós vamos trabalhar com o prefácio. É uma obra sobre o evangelho. Cada capítulo ele vai pegar um trecho do Evangelho e ele vai eh comentar esse trecho do Evangelho. Ele e nós também vamos comentar junto com ele e vamos fazer as nossas reflexões. No prefácio, ele escolhe a experiência de Lázaro, mas não focando na ressurreição, que é o que todo mundo faz. ele vai focar numa o que poderia ter acontecido com Lázaro depois da ressurreição, como foi que ele eh foi visto pelos seus contemporâneos e eh por
focando na ressurreição, que é o que todo mundo faz. ele vai focar numa o que poderia ter acontecido com Lázaro depois da ressurreição, como foi que ele eh foi visto pelos seus contemporâneos e eh por que ele foi, como é que ele foi recebido e eh irmão X vai tercer considerações sobre isso e agora nós vamos fazer a mesma coisa. Então acho que primeiro Marcel, depois Jamille. É isso. Pronto. Primeiro Marcel, depois Jamille. Nós vamos começar nossas considerações, meus amigos, minhas amigas que online nos acompanham nesta última semana em que estamos produzindo este programa de maneira remota. Acreditamos que até o próximo final de semana o grande salão da federação estará climatizado e com isso teremos o seminário de mediunidade. Na segunda-feira voltaremos a gravar o programa no salão nobre da Federação Espírita do Estado da Bahia. Pois é, quem tinha saudade, quem nos acompanhou durante pelo menos 14 semanas em Avec Cristo, começou conosco no plano espiritual com quinto varro e encerrou ele se despedido do mundo na pele de Vinto Celso, mas logrando o êxito para o qual havia se reencarnado, resgatou Taciano e o levou pessoalmente para o mundo espiritual agora um filho que aceitava Jesus rompendo a barreira que o distanciava do Cristo. Agora nós temos que para Betânia conhecer um pouco essa família, que era uma família modesta e simples, constituída de três irmãos, Lázaro, Maria e Marta. As notícias evangélicas dão conta deles três, três irmãos morando sem a presença nem materna e nem paterna. Não há notícia nenhuma dos pais desses três irmãos adultos. Então, Humberto de Campos, irmão X, resolveu se valer do grande episódio ocorrido com Lázaro, que havia morrido, ou pelo menos mergulhado no que a gente pode considerar um estado de catalepsia, um estado de coma, algo parecido para os padrões de hoje. Hoje teria diagnóstico, para a época não se sabia nada daquilo. Então, nós vamos encontrar em João o menor versículo da Bíblia. É quando anunciam a Jesus que Lázaro morreu. O versículo seguinte diz: "E
oje teria diagnóstico, para a época não se sabia nada daquilo. Então, nós vamos encontrar em João o menor versículo da Bíblia. É quando anunciam a Jesus que Lázaro morreu. O versículo seguinte diz: "E Jesus chorou". Só essas uma letra e uma palavra. É curtíssimo. Jesus tinha tanto vínculo afetivo com aquela família que ali se hospedou entre quatro a seis vezes em suas passagens por Jerusalém. Ficava em Betânia, que destava aproximadamente 6 a 7 km. Se foi 6 km, era uma légua. Cerca de uma légua de Jerusalém estava Betânia. E, portanto, Lázaro, ao vir a ao voltar ao volver à vida, impressionou e chocou profundamente a sociedade daqueles dias, que, de certa maneira, era materialista, era focada na vida presente. Porque Moisés, o patriarca, ele focou toda a sua doutrina no judaísmo numa visão de você ganhar a terra. você fazer tudo para agradar a Deus, para longevos, longinco, seja seja, fossem os seus dias na terra. Não havia uma identificação do patriarca hebreu com a vida futura, porque esse segredo, essa verdade ainda ia ser devastada 1200 anos depois de Moisés por Jesus. Até lá, a humanidade precisava amadurecer para compreender a linguagem metafórica que Jesus ia trazer, a fim de que as pessoas se esforçassem por entender o mundo espiritual. Portanto, a figura de Humberto de Campos Vera, nascido em Miritiba, no Maranhão. E depois a cidade mudou o próprio nome para Humberto de Campos, cidade que eu visitei há cerca de 4 anos atrás. estive na cidade e pude conhecê-la de passagem, como também estive em uma cidade do Piauí, onde ele esteve residindo. E nessa cidade ele e a família fizeram um estágio ali, ele adolescente, a mãe fiadora de um instrumento que fazia bordados e esse menino ia vender na feira. Depois Humberto de Campos foi para Manaus, desceu para o Rio de Janeiro, então capital brasileira antes de Brasília. Estamos falando da primeira primeira metade do século XX. E ali ele passou a escrever em jornais. Tinha um senso muito bom para escrita, uma verbe,
Janeiro, então capital brasileira antes de Brasília. Estamos falando da primeira primeira metade do século XX. E ali ele passou a escrever em jornais. Tinha um senso muito bom para escrita, uma verbe, sobretudo porque ele gostava da mitologia. Então ele fazia muitos comparativos com personagens mitológicos. Mas os escritos de Humberto de Campos cá para nós eram ácidos. Ele acabava com certas figuras do Rio de Janeiro porque tcia críticas muito ferinas contra determinadas figuras de proeminência da sociedade carioca, mas fez parte também da Academia Brasileira de Letras e oportunamente escreveu 20 livros que hoje se chamam Obras Completas de Humberto de Campos. Quem tem um tesouro dentro de casa. Foi considerado príncipe dos cronistas brasileiros. Desencarnado em 34, procurou Chico Xavier em Pedro Leopoldo. Se apresentou ao médio mineiro, travou com ele proximidade e afinidade fluídica e começou a transmitir. Esse livro que vamos estudar a partir de hoje, 1945, é o seu prefácio, foi ditado logo depois do final da Segunda Guerra Mundial. A humanidade penetrou na grande sombra, no grande cataclismo entre 39 e 45. E no final de 45, numa Pedro Leopoldo muito modesta, muito pequena, o médium Chico Xavier recebi os escritos de Humberto de Campos, como disse Nátia, que cuja esposa, cuja viúva e os três filhos vieram questionar judicialmente, gerando uma obra chamada psicografia ante os tribunais. Aqui tem toda a história deste processo judicial que envolveu ele. Então, no além resolveu. Sabe de uma coisa? Um perto de campos está dando problema. A partir de agora eu sou irmão X nos trazendo Lázaro Red Vivo. Jamil. Pois é, Marcel, Nádia, boa noite a todos que encontram-se conosco. Reg vivo, aquele que volta à vida, ressuscitado, também pode ser entendido como que rejuveneceu, que está remoçado. Eu concordo muito com essa leitura que Marcelo fez inicialmente, que se fosse nos dias atuais, nós teríamos uma explicação científica do que aconteceu. Mas o que me chama de fato atenção nesse prefácio é a
ncordo muito com essa leitura que Marcelo fez inicialmente, que se fosse nos dias atuais, nós teríamos uma explicação científica do que aconteceu. Mas o que me chama de fato atenção nesse prefácio é a afirmação. E aqui a gente tem a denominação de fariseus rigoristas que miraram Lázaro depois desse retorno dele e clamaram: "É morto! É morto! voltou do túmulo insultando a lei. O que me chama atenção nessa afirmativa é a capacidade que eles tiveram, já que não havia uma explicação plausível do ponto de vista científico em passar por cima do grande fato, porque para eles aí alguém voltou do mundo dos mortos e não considerou isso como um fato que deveria no mínimo, requerer uma análise, maior atenção ou um pensar o que será mesmo que está acontecendo? Quem é este homem? Esse nazareno que cura tantas pessoas, que faz com que tanto se encantem, que o sigam e ainda por cima trazer alguém da morte e essa pessoa volta à vida? Não teve essa possibilidade de reflexão, porque de fato estavam ali muito mais aprisionados a letra. E essa ideia de que a letra mata e espírito vivifica fica muito presente nessa leitura que nós faremos, iniciaremos a fazer nesta noite. Então, nós notamos que a hostilidade continua caminhando a par e passo com aqueles que não investiram numa relação, não digo nem espiritual, mas com traços de espiritualidade, ver algo além da matéria, ver algo na possibilidade de escutar o diferente. Isso me fez lembrar a lei de igualdade que está lá no livro dos espíritos, quando fala da diversidade evolutiva e que diz que realmente todos nós temos alcance da questão ou do senso moral, mas caberá a cada um desenvolver mais ou menos a depender do tempo, dos seus investimentos espirituais. E chega um momento da lei de igualdade que Kardec vai trazer pra gente que Deus não criou faculdades desiguais, o que poderia fazer a gente imaginar, mas Jesus no espírito dessa elevação, já deve ter sido um espírito criado com certo privilégio ou com caracteres diferentes das demais criaturas. E eles afirmam que
que poderia fazer a gente imaginar, mas Jesus no espírito dessa elevação, já deve ter sido um espírito criado com certo privilégio ou com caracteres diferentes das demais criaturas. E eles afirmam que não. Os espíritos têm graus diversos de desenvolvimento e estão em contato para que a evolução seja então impulsionada. Aqueles que avançaram, então, ajudam ainda os que estão na retaguarda a chegarem onde estão e avançar. E ele vai dizer que essa é a compreensão de uma lei que é a lei de caridade que deve unir a esses espíritos, os que necessitam da ajuda e aqueles que já avançaram e que vão então ajudar. Então a igualdade que não necessaria, né, nem não necessariamente que não é essa igualdade que nós estamos buscando numa leitura material, mas sim uma igualdade na condição de essências divinas que todos somos. é uma característica que cada um de nós possui. Não vamos deixá-la, mas o investimento em seu aprimoramento vai depender da ritmicidade de cada alma, de cada espírito. Então isso ajuda também a compreender que não é o fato de Jesus ter estado ali ou de ter feito e apresentado o retorno de Lázaro que iria favorecer uma mudança súbita no íntimo de todos aqueles. Então, sim, teriam os incrédulos, teriam aqueles que queriam manter-se no poder e viam em Jesus essa grande ameaça, porque muito provavelmente o encantamento ia ganhando força e isso os deixava de algum modo numa sensação de que poderiam ser eh não ser ameaçados porque já se sentiam assim, mas destituído de tudo aquilo que eles conseguiram conquistar. E aí eu voltei mais uma vez ao livro dos espíritos, quando na lei de destruição se fala da crueldade, porque não tinha meio termo, não tinha negociação e não tinha diálogo. Se eu discordo, juntava então um grupo e aí a gente vai vendo o quanto essa questão da cólera, do odiar o outro também consegue contaminar os demais, claro, aqueles que estão vibrando naquele nível e que todos se colocam na condição dos julgadores e lançam pedra e xingamento, se arvoram a
lera, do odiar o outro também consegue contaminar os demais, claro, aqueles que estão vibrando naquele nível e que todos se colocam na condição dos julgadores e lançam pedra e xingamento, se arvoram a estar na condição dos grandes juízes, como a gente viu aqui. O que deixou Lázaro muito assustado. Fique imaginando quando acontece uma coisa com a gente especial, interessante ou que a gente se sente feliz, o nosso desejo é compartilhar. Eu imagino que Lázaro deva ter aparecido com essa vontade de contar as pessoas a boa nova, vejam o que aconteceu comigo. E foi a hostilidade que ele teve ao contrário, né? E fico pensando da grande coragem também que ele teve, porque Lázaro não ficou em silêncio com essa afirmativa trazida aqui por irmão X, de que ele então disse: "Olha, aquele que me deu a vida tem poder suficiente para dar-vos a morte." Então ele não silencia e nem se intimida diante de toda a represáia que ele recebe dessas pessoas que estão ali aferradas ao poder, ao seu posicionamento, a ponto de não perceberem a grandeza de Jesus a partir da do retorno então de Lázaro, como bem dá o título a este livro, Lázaro Rede Vivo. Mas tudo isso passou ao largo porque o interesse era na manutenção do poder das questões ilusórias e não da ideia da abundância e da fortaleza de Jesus ao fazer com que Lázaro retornasse do túmulo, como a gente conhece bem a história. É isso, Jamile. Eh, o fato do da do retorno a viva à vida, né, seja porque tava morto, seja catalepsia, aí tem toda uma série de considerações que inclusive Kardec faz em a gênese, né, os milagres, as predições do evangelho, etc. ele vai tercer considerações, mas é impactante. E além disso, acho que cabe uma reflexão assim pelo simbólico disso, né? H, nós provavelmente estamos gozando perfeita saúde. Nunca tivemos a o que hoje se chama EQM, experiência de quase morte, que é estudada em vários âmbitos da do campo científico como experiência anômala, mas que muitas pessoas relatam: "Olha, eu eu vi que eu saí do corpo e
e hoje se chama EQM, experiência de quase morte, que é estudada em vários âmbitos da do campo científico como experiência anômala, mas que muitas pessoas relatam: "Olha, eu eu vi que eu saí do corpo e tive tal e tal experiência". Eh, e essas experiências existem, mas eh elas não são comuns, elas acontecem, eh, tem relatos, mas não é todo mundo, por exemplo, que entra em coma profundo, que tem uma experiência de quase morte. Não é todo mundo que tem uma parada cardíaca que volta fazendo esses relatos. Mas com certeza todo mundo passa pelo processo de renovação ao se aproximar do evangelho. O evangelho vai falar que é necessário que morra o homem velho para que nasça o homem novo, né? homem aí no sentido de ser humano. Então, a ao nós, eh, aprofundarmos a nossa vinculação com o Evangelho, com a mensagem de Jesus, com a sua, o seu roteiro de luz, nós necessariamente nos defrontamos com essa necessidade de morrer o homem velho e nascer o homem novo. é uma luta interna e que eu acho que o a experiência de Lázaro, a experiência da ressurreição, porque o evangelho, os textos evangélicos, eles contam três ressurreições, a de Lázaro, a do filho da viúva de Naim e a da filha de Jairo. As outras duas, se trata de pessoas jovens ou adolescentes, a filha de Jairo, acho que tinha 12 anos, o filho da vila de Naim era um jovem. E não há este foco e não há este vínculo prévio. Ah, o filho da vúva de Naim e Terro ia passando quando Jesus interveio. A filha de Jairo, há uma solicitação, mas Lázaro era amigo de Jesus. Então, a gente pode pensar no que significa para nós quando nos tornamos amigos de Jesus paraa gente deixar morrer muita coisa dos nossos hábitos, dos nossos padrões, da nossa visão de mundo. O que a gente poderia chamar de homem velho. Por quê? Porque o evangelho ele é a própria, o próprio significado da palavra evangelho é a boa nova. O evangelho é a boa notícia. a notícia de que somos espíritos imortais, a notícia de que a vida não se circunscreve ao cotidiano que nós estamos habituados. E
ficado da palavra evangelho é a boa nova. O evangelho é a boa notícia. a notícia de que somos espíritos imortais, a notícia de que a vida não se circunscreve ao cotidiano que nós estamos habituados. E mudar esse paradigma, mudar essa visão de mundo, eh, resulta para nós nessa luta interna. Então eu fiquei pensando que a gente podia pensar um pouco a partir da experiência de Lázaro, que é relatada nesse prefácio, os significados simbólicos disso. A primeira coisa que a gente nota é que Lázaro, depois que ressuscitou e tal, um dia ele sentiu saudade do templo. Se nós pensarmos na, porque aí o próprio irmão X vai dizer, embora ele não tivesse mais eh relação, ele não tinha mais vínculo com aquele eh modelo espiritual que o templo oferecia, mas ele sentiu saudade. E eu acho que a primeira coisa quando a gente deseja mudar, quando a gente vê diante de nós um horizonte de uma possibilidade, de um caminho novo, eh de algo eh mais além, que é o que o evangelho propõe, é que tem dias que a gente sente saudade do passado. E aí a gente vai em busca automaticamente, sem querer, sem perceber, a gente vai em busca das experiências antigas. Era o que ele foi buscar no templo. Não era o sistema de crenças que para ele não fazia mais sentido, mas era eram aquelas experiências antigas. Eh, e tem uma coisa difícil no mudar espiritualmente, é que a forma que a gente arrumou nossa vida, ela se desfaz. Eh, não é que nós tivemos uma vida errada, éramos criminosos, somos ali qual o o Agostinho, Santo Agostinho, né, da da patrística, eh, que ele era uma pessoa que vivia, segundo relatos, uma vida dissoluta. Ele escreveu um livro chamado Confissões, onde ele disse como a vida dele era distante de espiritualidade, distante de uma vivência espiritual. E ele então se renovou. Não precisamos ser como Santo Agostinho. Só precisamos pensar que talvez no momento passado nós não valorizávamos a dimensão espiritual em nós. Talvez no momento passado nós não tínhamos uma busca da presença de Deus em nossa vida. Talvez no momento
samos pensar que talvez no momento passado nós não valorizávamos a dimensão espiritual em nós. Talvez no momento passado nós não tínhamos uma busca da presença de Deus em nossa vida. Talvez no momento passado a gente se dedicava muito mais a coisas imediatas, a coisas externas, do que a construção de da nossa própria evolução, de um processo de evolução consciente. A gente não se dedicava a trazer para a vida cotidiana as lições do evangelho que talvez conhecêssemos, mas estávamos distantes. Então, na hora em que a gente se volta para a vivência crística através da doutrina espírita, como nós eh estamos aqui, que é a nossa eh nosso foco, nosso eixo de crença ou através de outras concepções espirituais, é aquele momento em que a pessoa muda o eixo. E quando muda o eixo, uma vida que era construída em torno do imediatismo material, ela precisa ser reconstruída porque ela não faz mais sentido. Então isso é difícil. A luta que irmão X descreve, né, quando os os eh as pessoas do templo, os sacerdotes, os frequentadores se reúnem para atacá-lo. É como se, de certa forma, os padrões que nos estávamos habituados, no momento em que a gente sente saudade deles, que a gente se volta, aquilo volta com uma força que parece que está atacando aquela dimensão espiritual. Nem nós. No entanto, Lázaro sustenta a vivência crística. Na hora em que ele diz, parece uma ameaça, né? Porque o mesmo Cristo que me tirou do túmulo, ele pode levar vocês. Então, presta atenção. Essa frase, ela ela tem um significado profundo também, assim, a força espiritual que me fez deixar para trás todo um modo de vida e buscar reconstrução em um outro nível, é a força espiritual. que vai me ajudar também a estar afastada, a estar longe desse modo anterior que eu já não quero mais, já não serve para mim. Então, acho que a gente pode pensar no na experiência de Lázaro como uma experiência simbólica das nossas mudanças espirituais na nossa busca, não é isso, Marcel? Exatamente o que eu estava pensando. O prefácio com quanto curto,
pensar no na experiência de Lázaro como uma experiência simbólica das nossas mudanças espirituais na nossa busca, não é isso, Marcel? Exatamente o que eu estava pensando. O prefácio com quanto curto, retratando uma história que não está narrada no Novo Testamento, diga-se de passagem, ela enfatiza um primeiro ângulo. Os desencarnados têm saudade da vida que tinham na Terra? Ora, se são os homens e as mulheres que se desprenderam do corpo, carregam consigo as paixões, as inquietações, os desejos, tanto quanto os que ficaram aí no caso Marta e Maria, as duas irmãs tinham profunda saudade do irmão, até porque numa sociedade machista e patriarcal era o homem que comandava a casa. No caso, as duas não casadas, sem respectivos maridos, era o irmão que administrava. Elas eram o que chamamos hoje em dia de donas de casa domésticas e ele abastecia a casa. Então ele era um mantenedor. De repente adquire uma enfermidade para os padrões da época incurável e desconhecida, porque não havia tratamento e a doença era epileps é catalepsia. Ninguém sabia o que era catalepsia. naqueles dias a pessoa apagasse por um desmaio, a pessoa tivesse um estado de coma, ela era imediatamente enterrada, portanto enterrada viva, porque para o judeu a pessoa tinha morrido, parou suas funções, sepultava ela. Então, fizeram isso com Lázaro. Ele apresentou uma catalepsia, eh, rigidez corporal, a pele muito branca, ausência de respiração, batimentos cardíacos dentro da de uma fibrilação do órgão cardíaco em que ele pulsa, mas ele não bate, ele só fibrila. Então, tá, homem, tá morto. Jogar, ainda bem que não jogaram ele numa um sepulcro com terra em cima. Aí a morte era na serva, não gruta cavada na rocha. envolvido em ataduras ou em mantas, de modo a ficar ali. Então, não tinha terra sobre ele. E aí, então, os desencarnados, que são pessoas que já passaram pelo outro lado da vida, também carregam saudades e desejariam voltar para dar notícias. Nem todos podem, nem todos têm permissão, nem todos têm condições, a
ncarnados, que são pessoas que já passaram pelo outro lado da vida, também carregam saudades e desejariam voltar para dar notícias. Nem todos podem, nem todos têm permissão, nem todos têm condições, a maioria de voltar de imediato e trazer notícias do novo estado a que foram conduzidos. Jesus é avisado, parece não se preocupar. Ele age com a tranquilidade. Ele chora o sentimento de afeto por Lázaro, mas ele não se preocupa e continua fazendo, a uma regular distância de Betânia a atividade para o qual ele veio ao mundo, iluminar as criaturas, apontando o caminho do reino dos céus. Depois ele se dirige lá e por isso a consequência da pergunta: "Ah, Senhor, se tivesses aqui, meu irmão não teria morrido." Terria. Porque tudo morre por força de uma lei de Deus, a lei de destruição. E nenhuma entidade superior pode deterv. Aí vem o segundo aspecto. Lázaro não morre e Jesus traz ele de volta ao corpo. Qual o sentido? Qual o impacto de uma notícia dessa para a época? O homem tá morto. A cultura judaica admite que os mortos eles dessem ao sheol. Cheol seria o céu judaico, de onde não se levantam mais. ficam ali num sono eterno. De repente, Lázaro volta, reassume seu corpo, se alimenta e retoma suas funções habituais. Isso é um impacto. Então, a tu o pessoal só ficou no momento da ressurreição porque Jesus estava presente e havia uma necessidade de um teste. Ó, ele diz assim pro túmulo: "Eh, Lázaro, surge tâmbula, ou seja, sai Lázaro." Você só tinha duas possibilidades. Lázaro sai. Esse homem é um profeta. Lázaro não sai. Hum. Hum. É um embuste. Esse é um farçante. Chamou, chamou, o homem continua morto. Então a turma ficou ali para testar, porque conta-se que em Feira de Santana, há muitos anos, foi de volta e contou isso, um homem estava num distrito de Feira de Santana e pediu carona na estrada, a época sem asfalto, a um caminhão fenemê. Femê, fábrica nacional de motores, fabricava um caminhão horroroso, a cara do caminhão era muito resistente. E aí o homem deu carona, mas pediu que o
strada, a época sem asfalto, a um caminhão fenemê. Femê, fábrica nacional de motores, fabricava um caminhão horroroso, a cara do caminhão era muito resistente. E aí o homem deu carona, mas pediu que o caronista subisse lá atrás na carroceria. O homem subiu só ele e o homem tocou o caminhão pra Feira de Santana, a sede da cidade. Só que lá atrás do caminhão havia um caixão de defunto vazio que o homem estava levando para um velório em Feira de Santana. E para azar do caronista que tava todo pronto para ir à cidade resolver coisas, começou a chover. Chuva forte. O homem não teve dúvida, olhou pro caixão do defunto, abriu a tampa, deitou-se, fechou e ali se protegeu da chuva. E no sacolejo suave do ônibus até feira, o homem adormeceu. Só que em vários pontos o homem do caminhão foi parando e o povo dizia: "O senhor tá indo pra Feira de Santana, pro mercado?" Tô sobe aí, sobe aí. E o caminhão foi enchendo de gente lá atrás, mas todo mundo sentou nas laterais e deixou aquele caixão de defunto no meio, porque pela janelazinha na tampa via a presença de um morto que era o caronista dormindo. Ao chegar em Feira de Santana, a chuva parou. O homem abre a tampa e pergunta: "A chuva parou, mas não ficou ninguém em cima do caminhão. Se conta que até hoje tem gente correndo." Então, Lázaro não causou esse impacto porque tava todo mundo aguardando o que ia acontecer e o homem voltou à vida. Mas Jesus não contrariou a lei. Uma pessoa morta é uma pessoa morta. Ninguém pode mais trazer a vida. Jesus apenas reabilitou porque era um estado de catalepsia. Jesus conhecia algo desconhecido para aqueles dias. E cortando ou anulando os efeitos do estado catalépico sobre o espírito, reanimou o corpo com fluido vital, fazendo com que Lázaro retomasse seu corpo de volta. O que não impediu Lázaro mais tarde de vir a falecer de morte natural. Assim é o clima da vida. Nascer, viver, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer, renascer sempre, tal é a lei. Ninguém escapa. Outra observação que eu faço aqui do
de vir a falecer de morte natural. Assim é o clima da vida. Nascer, viver, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer, renascer sempre, tal é a lei. Ninguém escapa. Outra observação que eu faço aqui do prefácio para compartilhar com vocês, continuando no que eu trouxe no iníozinho, que os escribas acorrem apressados, eles pronunciam longos discursos e uma palavra me chamou atenção, eles eh faziam esse tipo de corrigenda, digamos assim, daquela atitude com zelo vestalino. Quando eu fui ver o que era vestalino, é algo que não tem mácula. Então eles partiam de uma perfeição que só eles tinham. E isso permitia que eles tecessem os comentários, fizessem todos os julgamentos e apreciações possíveis e iam cada vez mais ganhando força. E aqui a descrição é que eles estavam com os punhos cerrados, iam se aproximando e se tornando cada vez mais agressivos e violentos em relação a Lázaro. Eles querem que ele saia e a afirmativa de que os mortos não falam, então de que ele volte pro inferno. de onde ele saiu. Lázaro só poderia ter vindo de lá e diz: "Feiticeiro, a lei te condena." A lei particular, aquilo que eles defendiam. E aí a gente vai fazer uma espécie de reflexão. E eu lembrei de um dos capítulos de um um livro psicografado por Divaldo e o espírito é Joana, Diretrizes para o êxito, onde ela intitula como Na contramão da história. E ela inicia falando de nós, os espíritas. Ela diz assim: "O cristão espírita sincero, perfeitamente entrosado nas lições do pensamento de Jesus, não deixa de ser alguém portador de conduta esdrúxula". Então, se alguém sinalizar que a nossa conduta está estranha, um tanto quanto esdrúchula, que conversamos com os mortos e que até poderíamos ser feiticeiros por conta disso, que bom, a gente pode ficar alegre porque tá seguindo no caminho que nos é prescrito e apresentado. O esdrúchulo aqui, como Joana apresenta, está na condição de que ir na contramão significa que estamos contrários a essa ideia vigente do consumismo, do materialismo, que não há nada além do
esentado. O esdrúchulo aqui, como Joana apresenta, está na condição de que ir na contramão significa que estamos contrários a essa ideia vigente do consumismo, do materialismo, que não há nada além do corpo, que a gente precisa se manter com as coisas que nos aparecem aqui, que elas já são necessárias e até suficientes paraa nossa caminhada. E nós estamos percebendo que isso esvazia a vida. a gente perde uma ideia de significado. Estamos aqui mesmo para quê? Qual é a utilidade do existir? Temos algo a fazer para que a nossa condição possa ser melhorada? E isso faz com que em muitas situações a gente, eu lembrei dessa saudade que Nádia trouxe aí do passado, mas que alguns grupos, algumas companhias, algumas condutas que nós adotamos quando revisitamos, elas já não trazem a mesma força e a mesma alegria de antes. Então, há uma sensação de aquela pergunta famosa, o que é que eu estou fazendo aqui? Isso já não tem mais sentido. E não é que a gente se perceba melhor do que os outros, é porque nós já estamos vibrando em outra condição, escolhemos outras coisas e as companhias vão naturalmente mudando. Não precisamos ser rudes, não precisamos ser grosseiros, explicitar a diferença do pensamento ou do sentir. Lázaro fez essa transição de um modo muito tranquilo, embora, como Naddia colocou, ele tenha feito aquela afirmação com uma profundidade, ele não quis ameaçar aquelas pessoas. E há inclusive aqui na narrativa, um momento em que o irmão X vai retomar para todos nós que ele tinha ali sacerdotes e escribas que ele admirava. Então ele foi ter com aquelas pessoas saudoso desse sentimento de acolhimento das pessoas que o escutavam e que ele gostava de ouvir. Quando ele percebe que esse lugar se tornou hostil para ele, ele vai justamente para o lugar oposto. Notem que a descrição aqui é tida no recinto singelo de paredes nuas e cobertura tosca. Não se viam alfaias do Indostão, nem vasos do Egito, nem preciosidades da fenícia, que é o que ele tinha no templo. Então, toda a riqueza estava ali, mas não tinha
o de paredes nuas e cobertura tosca. Não se viam alfaias do Indostão, nem vasos do Egito, nem preciosidades da fenícia, que é o que ele tinha no templo. Então, toda a riqueza estava ali, mas não tinha amorosidade. Ele encontrou isso na cidade da casa de Simão Pedro. Então, era uma estrutura muito simples, sem riqueza, sem ostentação, mas ali ele dizia então que a amorosidade era algo que se encontrava. Ele se sentiu acolhido e ele notou que ali ele tem afinidade e ele pode permanecer entre aquelas pessoas sem que seja julgado. Claro que as diferenças vão acontecer, discordâncias, mas não ao ponto de você nem poder estar ali conversando ou partilhando o cotidiano com as pessoas. E isso não é raro de acontecer no nosso dia a dia, tanto de nos afastarmos e então passarmos a compor outros grupos, como pessoas que viviam conosco também passarem para outro tipo de vivência. E isso pode fazer com que a gente reflita no nosso cotidiano em que, onde e como nós estamos vibrando. As circunstâncias, as companhias, as pessoas vão nos dar essa resposta. Então, estaremos sempre em companhia das pessoas que atraímos por aquilo que nós estamos cultivando. E aqui a gente percebe que Lázaro encontra paz. Ele não entendeu que deveria fazer uma disputa. Ele não partiu para convencimento, simplesmente entendeu que ali já não era mais o seu lugar. E então ele adota essa nova postura que já estava dentro dele. Como foi dito aqui no finalzinho, o pensamento vivo de Jesus Cristo estava ali e depois de tudo aquilo que ele viveu, com toda certeza, ele se sente então em casa quando está ali na ambiência de Simão Pedro. E eu gostei dessa profundidade que foi colocada aqui no final, né? Ele estava em um ambiente onde não tinham dúvidas da ciência e nem convencionalismos da seita. Pois é, Jamília, eu acho que a gente pode seguir um pouco por aí pensando nessa nessa dualidade. diferença entre os dois contextos, a diferença entre o contexto do templo formal, eh, pouco acolhedor, com mais interessado em eh não permitir que os
ir um pouco por aí pensando nessa nessa dualidade. diferença entre os dois contextos, a diferença entre o contexto do templo formal, eh, pouco acolhedor, com mais interessado em eh não permitir que os fatos atrapalhassem suas crenças ao invés de se debruçar para entender os fatos a partir delas. e um outro ambiente, eh esse primeiro também muito sofisticado, muito cheio de elementos externos e um outro ambiente, né, do cristianismo primitivo que era que é mais simples. Quando a gente vê essa comparação, somos muito tentados a trazer isso para um olhar externo. Por exemplo, ah, é porque os fariseus eram a si mesmo. A religião hebraica é assim, a religião tal ou qual é assim e o cristianismo não é assim. Ou então, às vezes a gente diz assim, trazendo para hoje, não, porque o espiritismo não é assim e as outras concepções espirituais são assim. É bom a gente pensar, é muito fácil a gente botar fora de nós ou colocar na forma as diferenças que são muito mais profundas e são muito mais da essência. Porque o que faz com que um grupo de práticas espirituais, um grupo religioso seja rígido? Raramente é a rigidez da doutrina, em geral é a rigidez das pessoas. Nós lembramos quantas vezes Jesus disse: "Eu não vim destruir a lei, eu vim dar-lhe cumprimento". E ele tem em outros momentos, ele vai dizer: "Olha, vocês acrescentaram coisas a lei. Tem uma, a lei de Deus não é essa, a lei de Deus é outra. É mais simples. Vocês acrescentaram coisas. Tem uma hora que ele diz que os os sacerdotes, né, os os eh intérpretes da religião judaica, responsáveis, né, pelo templo, que eles tinham colocado fardos sobre os ombros dos fiéis, dos seguidores que não estavam na lei. Por que isso se faz? Porque depende de como aquele ser singular que compõe aquele conjunto de outros seres, como Jamili falou, que tem afinidade entre si, que tem uma vibração semelhante, como eles conseguem viver aquela mensagem? Então é muito mais fácil a gente dizer, olha, outros grupos são assim, o nosso não. Ou dizer assim, ah, porque as casas
si, que tem uma vibração semelhante, como eles conseguem viver aquela mensagem? Então é muito mais fácil a gente dizer, olha, outros grupos são assim, o nosso não. Ou dizer assim, ah, porque as casas espíritas não são amorosas, as casas espíritas não são interessantes, as casas de espírita, a gente faz muitas vezes essa crítica. Dá uma olhada de novo, olha para dentro e pensa assim: "A casa espírita que eu estou não é amorosa e eu sou, mas eu não tô lá. Então, tem pelo menos uma pessoa amorosa naquela casa ou eu tô só esperando que os companheiros expressem a amorosidade, ou eu tô ocupada em apontar a falta de amorosidade dos outros, ou eu tô interessada e envolvida em pressionar os outros para que eles sejam amorosos, como se coubesse a mim conduzir o processo espiritual das outras pessoas. Eu sempre tenho essa pergunta quando eu escuto essa essa essa colocação. Mas você não tá na casa e você não é amoroso? Ah, não, mas eu não sou porque eu não sou tão evoluído. Pronto, então você tá no lugar certo. Todo mundo é assim. Vamos embora tentar junto porque se trata de viver a doutrina. E a gente vai viver a doutrina espírita, o evangelho ou qualquer religião e crença que estejamos do modo como a gente as compreende. E a gente as compreende de acordo com o nosso nível evolutivo. A gente pega uma doutrina como a doutrina espírita com a profundidade, com a complexidade, com a amplitude, com a liberdade que a doutrina espírita tem. E se nós formos, vou chamar por analogia, fariseus e gostarmos de forma e de regras, a gente vai botar uma pulção de regra, porque o espiritismo proíbe isso, o espiritismo proíbe aquilo, o espiritismo tem que fazer isso, tem que fazer aquilo. Será que a gente nunca viu isso? Será que a gente vai poder olhar no silêncio do nosso mundo íntimo, como Jesus disse, no momento da oração e dizer: "Eu tô fazendo isso, eu tô fazendo isso comigo, eu tô fazendo isso com os outros?" A lei de Deus é a lei de amor, é a lei de misericórdia. A justiça. Repare que no
disse, no momento da oração e dizer: "Eu tô fazendo isso, eu tô fazendo isso comigo, eu tô fazendo isso com os outros?" A lei de Deus é a lei de amor, é a lei de misericórdia. A justiça. Repare que no livro dos espíritos é a lei de justiça, amor e caridade. Mas aí a gente chega e diz assim: "Não, essa pessoa tá passando o que tá passando, minha filha, porque em vidas passadas deve ter feito poucas e boas. Eu não tenho pena não. Foi isso mesmo que Jesus disse? Foi isso mesmo que os espíritos ensinaram? A gente só está trocando o inferno, a condenação a Geena, pela lei de causa e efeito, mas a gente não aprofundou. Então eu acho que é válido a gente ver, existem grupos mais rígidos, isso tudo existe. Importante que a gente possa guiar o nosso próprio processo evolutivo, a gente possa ampliar nossa consciência e sempre olhar e pensar assim: "Onde é que eu sou fariseu? Onde é que eu prefiro botar para fora a criatura que tá vivendo uma coisa diferente? ao invés de olhar para isso e ver amorosamente o que é que isso pode ser um aprendizado para mim, né? Então, vamos pensar, existem no mundo externo muitas coisas, mas o mundo externo ele muda, ele é uma aparência, ele é uma expressão. A essência do que somos é fundamental. Então, como é que nós vivemos a nossa crença? Como é que a gente vive o evangelho? Como é que a gente vive a doutrina espírita? E como é que a gente faz a diferença onde a gente está? Como é que a gente está num lugar e a gente vive de tal forma que seja o máximo que nós conseguimos de vivência do evangelho? Esse é o convite do Cristo. Nessa mesma esteira de raciocínio, Nádia, recordo-me que esta semana o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, soltou uma pequena fração do censo realizado entre 2020 até 22. Por causa da pandemia, esse censo demorou a ser feito de 10 em 10 anos. Esse órgão do governo federal faz o senso. As estatísticas das religiões apontam: a Igreja Católica continua com uma hemorragia de fiéis inestancável. A quantidade de católicos que abandonam
10 anos. Esse órgão do governo federal faz o senso. As estatísticas das religiões apontam: a Igreja Católica continua com uma hemorragia de fiéis inestancável. A quantidade de católicos que abandonam o catolicismo buscando abrigar-se em religiões evangélicas é imensa. As igrejas evangélicas cresceram enormemente, de modo que BGE afirma de que cada quatro brasileiros, pelo menos um é evangélico. Em cada quatro brasileiros. E nós, os espíritas enxugamos 200.000. éramos em 2010 3.500.000 espíritas declarados e agora somos 3 milhões 300.000 espíritas declarados. 200.000 se não desencarnaram, mudaram de doutrina. Então, a gente vai para Lázaro. Lázaro era judeu, como todo mundo que conviveu com Jesus. Mas o contato com Jesus hospedando o mestre já começou a alterar aquele homem. Isso significa aquele homem e as duas irmãs. Note que como o processo de mudança é homeopático das visitas, do que ele ia vendo, do que ele ia assistindo e dialogando com Cristo quando o hospedava e ao seu colegiado apostólico, aquilo foi martelando por dentro de Lázaro, de modo que ele disse: "Oxe, existe uma novidade no ar. O judaísmo tá esgotado. O judaísmo não atende nossas necessidades. É só riqueza no templo e miséria no povo. E esse homem traz uma esperança jamais vista, longamente aguardada pelo povo de Israel. Aí vem a doença. Segundo impacto. Lázaro aparentemente morre durante três dias para o mundo. O que é que ele fez durante aquele período? fora do corpo, ele recebeu novas lições no mundo espiritual. E talvez tenha perguntado, é hora de voltar? E o pessoal do outro lado disse: "Não, não, não. É que Jesus vai precisar de seu corpo para impactar esse povo. Deixa ele encostar em Betânia para você ver o terremoto, o tsunami que Jesus vai causar. Você ainda tá aprensionado ao corpo por um fio e ele vai restaurar porque o mestre comanda e manda na matéria. Ele faz o que quiser com a matéria e você se encaixa na lei daqueles que vão recuperar o fluido vital. Outro impacto aí Jesus oferta
fio e ele vai restaurar porque o mestre comanda e manda na matéria. Ele faz o que quiser com a matéria e você se encaixa na lei daqueles que vão recuperar o fluido vital. Outro impacto aí Jesus oferta Lázaro a continuidade da vida física. Será que algum de nós já parou para meditar o que é sair de uma doença grave, incapacitante? degenerativa, arrasadora e a divididade poder dizer assim, sem palavras, ó, eu vou lhe dar mais 25 anos na terra, 20, 30, 35, 15 anos. Mas o que é que eu vou fazer com isso? Bom, o que você vai fazer? Eu não sei, eu tô lhe dando a oportunidade. Ou você joga fora, ou você joga na dissipação, na vulgaridade, você faz o que quiser, mas você responderá pelo uso desse tempo. A divindade tá lhe conferindo o tempo. Lázaro volta, aí vem a saudade do templo, que era a sua referência. Ele vai buscar atiram pedras, muletas, bengalas contra ele. E ainda tem um doutor da lei, um tal de Absalão, que prende ele pela túnica e disse: "Miserável, volta para o inferno, os mortos não falam". Aí Lázaro não teve jeito. Olhe, o mestre que me deu a vida tem suficiente poder para vos dar a morte. cala todo mundo, se desprende das mãos desrespeitosas que o asfixiavam e larga o judaísmo. Acabou a sinagoga para ele. Ele vai para onde? Paraa casa do caminho. Isso significa, em termos modernos, um salto quântico, que tem muita gente trocando de religião. Ora migra para uma, ora migra para outra. Mas acima de tudo é preciso desenvolver o senso de religiosidade, encontrar o sagrado que aparentemente está perdido na criatura. Porque religiões são convenções do mundo. Essa aqui, aquela lá, mais adiante uma outra. Todas elas são santas e boas na sua essência. Mas uma coisa é fundamental, não basta entrar na religião. É imprescindível que a religião entre na pessoa. Sem isso é trocar seis por meia dúzia e no dizer mais nordestino, é sair do sovaco praxila. do que nós estávamos conversando e até mesmo dando sequência ao raciocínio que desenvolvemos aqui hoje, eu acabei ficando eh de uma certa forma voltada
dizer mais nordestino, é sair do sovaco praxila. do que nós estávamos conversando e até mesmo dando sequência ao raciocínio que desenvolvemos aqui hoje, eu acabei ficando eh de uma certa forma voltada para essa reflexão de como nós podemos lidar com as situações difíceis no nosso dia a dia, na principalmente nas nossas relações mais próximas. o menospreso, a sensação de não acolhimento, de que não somos compreendidos, de que forma lidar com isso? Porque quando nós estamos comentando, teorizando ou expondo o pensamento, não necessariamente o campo do sentir aparece. Mas quando nós estamos vivendo a dor, a angústia, as situações que nos deprimem, aí sim o conhecimento nos ajuda a passar por essas situações com mais harmonia, com mais equilíbrio ou mesmo suportar as situações adversas, não esquecendo que nós não estamos na condição de vítimas, mas sim vivenciando circunstâncias que nos são necessárias, mas ainda assim elas nos incomodam, elas nos dó. E precisamos de algum tipo de amparo para superá-las ou conviver com elas até que a nossa mudança íntima faça com que elas perdurem. Eu lembrei, Naddia, também de O céu e Inferno, quando a gente tem o Código Penal da Vida Futura, que tem lá afirmativa de que as penas não são eternas. Marcel também bem sabe disso, que elas duram apenas o tempo em que teimamos em nos manter no mesmo eh patamar evolutivo. Quando eu percebo que eu posso mudar pelas minhas próprias ações, aquilo que parecia não ter fim, claro, finda, porque eu consegui dar fim àelas condições que me atormentava. Aí também na lei de destruição, lá no livro dos espíritos, na parte terceira, onde tem uma reflexão sobre a crueldade, Kardec vai fazer essa pergunta: por que ela ainda é predominante entre nós? E a resposta é porque tem espíritos que ainda permitem que a matéria sobrepuje. Ela prepondera sobre a natureza deles. E quem vive subjulgado pela matéria não consegue ver nada além do que a satisfação dos seus desejos imediatos. Então você não vê nada além do corpo,
a sobrepuje. Ela prepondera sobre a natureza deles. E quem vive subjulgado pela matéria não consegue ver nada além do que a satisfação dos seus desejos imediatos. Então você não vê nada além do corpo, você luta por conservação. Então quando Lázaro volta e que eu achei interessante a palavra que é colocada, ele afronta a lei pelo seu retorno, a essa ameaça faz com que a crueldade apareça, porque você está mexendo com aquilo que me mantém, com as minhas crenças, às quais eu estou aferrado e vivo com base nelas. Lázaro representou uma destruição daquilo que mantinha aquelas pessoas com um certo sentido, com certo ideal. Então, o que me ofende precisa ser então de qualquer modo aniquilado. Só que Kardec também vai dizer que todos nós somos possuidores de um senso moral e que os cruéis também serão mais tarde homens bons e humanos. Essa perspectiva de evolução, que não é uma ilusória, ajuda a gente a conviver nessas relações difíceis, porque o outro é tão essência quanto eu e também vai em algum momento florescer. Isso não quer dizer que eu seja conivente com suas práticas, mas que eu entendo que cada um só vai dar o que tem. E volto para finalizar aqui. Quando eu percebo que mais uma vez a afirmativa de Lázaro, de quem me deu a vida, pode lhes conferir a morte, ele está trazendo a expressão mais genuína daquilo que ele passa a crer. Ele não está ofendendo nem sentenciando ninguém, ou como brasileiro e baiano rogando uma boa praga. O que ele está falando ali é que tem algo superior e que tudo que eles estão trazendo, a ideia do anátema, que é uma excomunhão, uma saída de uma sociedade, não iria inibi-lo diante da grandeza do que ele viveu, trazendo para nós ter um ideal, algo em que acreditar e mais do que acreditar, viver. faz com que essas situações da vida, eh, que são constrangedoras, que magoam, que dóem, possam ser vividas com aquela ideia de que com Jesus o julgo é suave e o fardo é leve. Pois é, estamos terminando nosso primeiro, a nossa primeira abordagem do livro Lázaro Red Vivo e vamos levar
óem, possam ser vividas com aquela ideia de que com Jesus o julgo é suave e o fardo é leve. Pois é, estamos terminando nosso primeiro, a nossa primeira abordagem do livro Lázaro Red Vivo e vamos levar conosco a percepção de que não é por acaso que ele escolheu no prefácio a ressurreição de Lázaro. Quer nós tenhamos conhecido a doutrina espírita ontem, quer nós tenhamos reencarnado num lar espírita e conheçamos o espiritismo desde sempre, todos somos convidados a ressuscitar. Sempre tem uma parte nossa que já tá superada por causa da lei de progresso, por causa da evolução. Então, nós estamos sempre na condição de Lázaro, uma condição de ressurreição, aquilo que nós podemos transformar. Vamos lembrar que não é à toa a men a frase que diz: "Conhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelo esforço que emprega em dominar suas más inclinações?" Nós somos convidados a deixar morrer o padrão anterior, o padrão antigo, aquilo que nós já compreendemos que precisa ser superado e que que nasce em nós, o homem novo, a mulher nova, a pessoa nova, o espírito que tá disposto a avançar mais adiante. Todos somos convidados a viver o evangelho, a viver a doutrina. E eu acho que é nesse espírito de transformação que nós vamos trabalhar os 50 capítulos que estão aí à nossa frente, onde o nosso companheiro irmão X vai a cada semana eh nos oferecer um evento do Evangelho, um trecho, uma consideração para que nós possamos ressuscitar o tempo todo. Muita paz para todos. Que Deus nos abençoe e a gente se encontra na segunda-feira. Aproveitando esse tempinho, vamos lembrar do seminário sobre média unidade que vai acontecer na próxima, no próximo final de semana. เฮ Oh.
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