Para viver o Evangelho 159 - Estudo da obra "Ave, Cristo! Parte 2, cap. 3

Mansão do Caminho 29/04/2025 (há 11 meses) 59:21 1,542 visualizações

Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa promove uma reflexão profunda sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, trazendo conteúdos enriquecedores para quem busca compreender e vivenciar o Evangelho no dia a dia. Atualmente, a série de episódios está dedicada à análise detalhada do livro "Ave, Cristo!", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. A cada semana, um capítulo da obra é estudado e comentado, proporcionando ao público uma jornada inspiradora pela história e pelos valores espirituais transmitidos na narrativa. Com uma abordagem envolvente e esclarecedora, Para Viver o Evangelho é um convite ao aprendizado e à vivência dos princípios cristãos, fortalecendo a fé e a compreensão dos ensinamentos de Jesus sob a perspectiva espírita. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para não perder nenhum episódio! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro de todas as novidades! #evangelho #jesus #avecristo #emmanuel #chicoxavier

Transcrição

Meus amigos, amigas, muito boa noite a todos que estão aqui no salão nobre da Federação Espírita do Estado da Bahia, sua sede administrativa em Salvador e para aqueles que toda segunda-feira nos acompanham neste programa para Viver o Evangelho, de modo a estarmos estarem conosco seguindo essa novela falada verbal, oral do excelente livro do verdadeiro bestseller Av Cristo de Emanuel. Nossos avisos habituais. Esse final de semana passado, domingo ontem, tivemos aqui no nosso salão um seminário encerrando oficialmente em todo o estado a caravana baiana da Fraternidade 2025. Ela prossegue ainda algumas regiões são muito distantes da Bahia, onde as instituições estão sendo visitadas por caravaneiros vinculados ao movimento federativo, a fim de criar pontes, diminuindo os abismos das distâncias. Para a frente estamos já divulgando de maneira intensa o nosso 21º Congresso Espírita da Bahia. 30 de outubro, quinta-feira à noite, abertura. Encerramento no domingo, 2 de novembro, por volta de meio-dia, 1 hora da tarde, aproximadamente. Reserve na sua agenda, entre no site da federação, se inscreva. Dos 100 lugares, já temos aproximadamente 100 pessoas inscritas. Portanto, 100 vagas ainda estão disponíveis para preencher o salão nobre de eventos do Hotel Fiesta, no bairro do Itaigara, aqui em Salvador. Normalmente nós recebemos também convidados de Sergipe, de Alagoas, companheiros vem de Recife, da Paraíba, do Maranhão, do Nordeste, participar dos nossos congressos, que é o evento mais importante, mais grandioso de maior engenharia da Federação Espírita do Estado da Bahia, esse ano, na sua 21ª edição. Hoje nós que estamos na segunda parte do livro Ave Cristo, vamos abordar um capítulo bem longo, 20 páginas de emoção, de drama, de suspense, de articulação de personagens que resolveram assumir o risco e assumir a responsabilidade das próprias ações. São almas em sombras. Elas estão no passado, em toda parte, como nos dias de hoje. O que podemos fazer para luarizá-las, para iluminá-las tanto quanto a nós mesmos?

esponsabilidade das próprias ações. São almas em sombras. Elas estão no passado, em toda parte, como nos dias de hoje. O que podemos fazer para luarizá-las, para iluminá-las tanto quanto a nós mesmos? Isso a gente passa a ver de agora em diante, começando por Nádia Matos, depois prosseguindo por Jamile. Nossas boas-vindas aos companheiros que estão aqui conosco, presencialmente, trazendo o seu calor, o seu carinho, a sua vibração. Nossas boas-vindas aos companheiros que assistem nesse momento através das transmissões da web e aqueles que vão assistir depois em algum momento no futuro. Todos estamos juntos, independente do tempo e do espaço, unidos nessa busca de aprender a viver o evangelho, né? O evangelho é familiar a todos nós. Nós estamos habituados a séculos, né? há dois milênios que o evangelho tá no mundo e nós temos reencarnado várias vezes e conhecimento não nos falta sobre o tema. O que nós estamos investindo e buscando é a vivência dos princípios do evangelho, dos ensinos de Jesus, através desse livro maravilhoso, Aé Cristo. E nesse momento inicial eu gostaria de trazer uma reflexão sobre é a profundidade do texto de Emanuel, porque se nós se nós observarmos inicialmente é um romance. Romance é pra gente se distrair. Romance traz emoções. A gente torce pela mocinha, pelo mocinho. A gente fica contra o vilão, a vilã. É, essa é a camada mais superficial de qualquer romance. Já neste romance existe essa camada básica, não é? Mas já há uma proposta de que ao invés do foco ser a realização do amor humano, como na maioria dos romances, o foco é o processo de crescimento espiritual. E o amor humano, ele entra como fazendo parte natural da nossa experiência. Mas como nós temos uma busca de autoconhecimento, uma busca de evolução consciente, então eu resolvi chamar a nossa atenção para outras camadas mais sutis que existem neste romance. Eu falo sempre da minha admiração pela qualidade do texto de Emanuel. Não é um texto superficial, não são diálogos banais, não são coisas assim fáceis de fazer.

s mais sutis que existem neste romance. Eu falo sempre da minha admiração pela qualidade do texto de Emanuel. Não é um texto superficial, não são diálogos banais, não são coisas assim fáceis de fazer. E além da camada básica, então a gente tem eh Opílio Vetúrio, ele é mau, ele é assassino. A gente tinha lá o Flávio, ai que horror, matava as pessoas. A gente tinha quinto varro um pai maravilhoso, um bom marido, uma pessoa que se volta para o bem, um cristão. Aí tínhamos Corvino. Então é fácil a primeira camada, onde você tem bons e maus, onde você tem os virtuosos e os dissolutos e os adjetivos ajudam. Nesse capítulo a gente vai conhecer como é que a família de Taciana está vivendo em Roma. a mulher dele, Helena, a filha Lucila, né? Como é essa vivência? E é bem fácil a gente pensar, olhe para aí, uma vida de só luta, tantas coisas. Essa é uma camada, porque neste livro nós vamos ver e no capítulo de hoje as escolhas que as pessoas fazem, de que forma a vida da gente, através do que os personagens nos trazem, é uma vida que se desenha à medida que a gente faz escolhas. Nós vimos Lucila fazendo escolhas, nós vimos o próprio Taciano fazendo escolhas, vemos Helena fazendo as suas escolhas. Isso é o normal da vida, é que nós não reparamos e na maioria das vezes nós tendemos a pensar que fazemos as coisas porque não tem jeito, mas tudo é uma escolha. Então você tem uma camada onde você vai ver a vida das pessoas como resultado das suas escolhas, das suas ações, das suas preferências, das suas possibilidades. Mas tem uma camada mais profunda que geralmente nos escapa, que é que cada ser daquele é um espírito em evolução. E sendo um espírito em evolução, ele sempre está crescendo. Parece que tá parado, porque o movimento quase não é percebido. E porque de fora nós não vamos perceber a evolução de ninguém. Para perceber a nossa, a gente precisa do exercício de autoconhecimento. Imagine a dos outros. Mas mesmo esses personagens nessa camada, nós vamos ver que eles não podem ser simplesmente

o de ninguém. Para perceber a nossa, a gente precisa do exercício de autoconhecimento. Imagine a dos outros. Mas mesmo esses personagens nessa camada, nós vamos ver que eles não podem ser simplesmente divididos entre bons e maus, virtuosos e dissolutos. Nós vamos ver os esforços de Taciano na vida e como ele tem seus movimentos alinhados com o bem e seus movimentos ainda inferiores. Nós vamos ver a própria Lucila como alguém. é uma jovem, ela tem 15 anos, ela está num ambiente onde tudo é externo. A mãe dela assim, o avô assim, o pai se omitiu, é a minha percepção, porque Taciano diz que ela é mais ligada com a mãe, mas Taciano como pai não não pressiona, não se faz presente. E aí Lucila faz uma escolha dizendo assim: "Eu não tenho escolha. É, eu tenho que casar com o meu tio. Essa é a escolha da família. Eu tenho que preservar, é o meu dever preservar o dinheiro na família. Então eu vou me divertir enquanto eu posso. Veja, essa pessoa, ela tem um tem algo mais profundo dentro dela que ela própria não tá ouvindo. que nós vamos ver personagens que eh apresentam pequenos movimentos, que apresentam momentos de reflexão, mesmo que eles próprios ainda não consigam dar força a essa parte reflexiva. Então vamos olhar os personagens e pensar na evolução, não como uma linha, você é bom, você é mau, você é virtuoso, você é dissoluto, mas como uma faixa vibratória onde eles se movem. Então dentro daquela faixa, ele tem o máximo dele, que é o melhor que ele consegue. A gente lembra de Flávio Súbrio, que não aderia ao cristianismo, mas contribuía pras igrejas. era o máximo que ele conseguia, conseguia já não matar as pessoas, né? E você tem o mínimo daquela mesma pessoa, que é onde ele tem suas quedas, etc. Vamos trazer paraa nossa reflexão pessoal, paraa nossa convivência, essa compreensão de que tem muitas camadas, a vida é mais complexa do que a gente imagina. Boa noite aos irmãos e irmãs presentes aqui no salão da federação e aos nossos internautas. O título do capítulo já nos

eensão de que tem muitas camadas, a vida é mais complexa do que a gente imagina. Boa noite aos irmãos e irmãs presentes aqui no salão da federação e aos nossos internautas. O título do capítulo já nos permite entrever o que aconteceu. Almas em sombra. Então, momentos de paz, muito provavelmente eles não usufruíram. Primeiro a gente começa num cenário onde uma festa está acontecendo e aí a gente conhece a matrona Júlia Sembria, que é um ser que já está se aproximando da madureza e e que não é a a maturidade psicológica e sim o passar dos anos e que ela fica ali numa tentativa um tanto quanto sofrida de ir disfarçando que a velice está a se apresentar. Então, Emmanuel até usa aqui a expressão de que ela lutava por conservar a mocidade em prazeres bem pagos. E nessa, nesse trecho, eu acabei lembrando do que Leon Deni trazem o problema do ser, do destino e da dor, em que ele verifica que a velice é justamente a fase de maior reflexão, revisita sobre aquela existência em que nos encontramos e um momento em que nos conformamos, não necessariamente como grandes sábios, mas como referências para os espíritos que ainda se encontram numa fase eh mais jovem da sua existência no campo. físico e que isso lhes conferiria uma certa paz diante da própria existência, coisa que nós estamos observando que não foi a experiência da matrona Júlia. E também não cabe um julgamento, porque cada um, a despeito do momento físico que há presente, a maturidade não é um atributo do físico, e sim do espírito que habita e que anima aquele corpo. A festa vai sendo então descrita como um lugar em que estavam acontecendo ali eh danças exóticas com músicas envolventes, onde a lacívia e o encantamento estavam como que dirigindo aqueles que ali se encontravam. Então estariam naquela festa espíritos que se afinam com esse tipo de ambiência e de energia. E como Nadia já nos colocou, quem é que se encontra nesse recinto e nessa festa? Lucila, a filha mais velha de Helena. E nós vamos então recapitular que a

inam com esse tipo de ambiência e de energia. E como Nadia já nos colocou, quem é que se encontra nesse recinto e nessa festa? Lucila, a filha mais velha de Helena. E nós vamos então recapitular que a juventude de Helena era e foi, ela se conformou em uma estrutura emocional mais voltada para os prazeres da vida, paraa sua imagem, paraas questões sociais, o status e os prazeres que a sociedade à sua época lhe apresentava. Lucila, muito jovem, naturalmente aqui é descrita como alguém que buscava liberdade. Ela não estava confortável com o casamento. Vamos lembrar que Galba, seu tio, já era mais velho, já estava com algumas viciações sérias e Lucila foi colocada como alguém que seria a grande solução das questões morais que Galba apresentava, além da grande oportunidade de manter a fortuna no mesmo núcleo familiar. Então ela estava nessa festa e aí então na véspera ela já tinha conhecido Marcelo Volusiano. Vamos lembrar que Marcelo Volusiano estava aqui na festa a flertar com todos os seus encantamentos, mas continua com o seu matrimônio com Lívia. Devemos então lembrar que essa relação não deixa de existir. Mas Marcelo tem uma capacidade impressionante de viver a sua vida como se nenhuma vinculação ele tivesse com outros espíritos. O que ele de fato estava ali pensando com outras pessoas, enfim, era que ele queria de fato a fama, ser famoso, usufruir de tudo aquilo que pudesse aparecer ao longo de sua vida. Então, e houve a apresentação deles e no momento então que eles são apresentados, Lucila não consegue mais prestar a atenção no ambiente externo. Tudo aquilo então que os seus sentidos estavam centrados, de fato girava em torno de Marcelo Volusiano. Então eles foram se aproximando, foram conversando, ela conseguiu inclusive intervir para que Marcelo participasse dessa festa de Júlia e a aproximação deles foi então inevitável. foram se aproximando, a intimidade foi aumentando até que a gente vai vendo com o desenrolar do capítulo que ela então acaba engravidando. Nesse trechinho antes do

oximação deles foi então inevitável. foram se aproximando, a intimidade foi aumentando até que a gente vai vendo com o desenrolar do capítulo que ela então acaba engravidando. Nesse trechinho antes do anúncio que ela faz a mãe da gravidez, eu gostaria de lembrar o retorno de Anacleta, como aquela que consegue a governanta fazer uma espécie de mediação entre as relações acaloradas entre esses espíritos. Quando a gente fala de anjo guardião, de mentor, que às vezes nos dá a sensação de que eles sempre estão desencarnados, aqui a gente pode ver um espírito que dedica a sua existência a proteger e zelar por esses que estão aqui na condição de seus senhores, empregadores, enfim, mas que tem uma relação familiar com Anacleta. Então, nesse sentido, Helena pede que Anacleta investigue, descubra quem é Marcelo. Com toda a certeza que elas encontraram não foi algo muito agradável. Eh, vamos lembrar do capítulo anterior que Taciano faz uma carta de recomendação, pede ajuda a Claudício, porque o intuito que ele tinha era de livrar-se de Marcelo para que o caminho dele estivesse então livre, para que ele pudesse estar com Lívia. Agora imaginem esse pai ao tentar livrar-se de um problema e de uma relação existente, coisa que Lívia já tinha advertido, não poderia imaginar que ele encontraria logo Lucila no caminho. Passando então essa etapa, Helena, a mãe, descobre tudo que está acontecendo e aguarda que Lucila retorne à casa. Acho que esse é um hábito que não só as mães dessa época, mas assim, de pegar os filhos no pulo ainda, é algo que permanece em uma das estratégias da mãe de manter os filhos em um caminho tanto quanto mais reto. Ela chega bem tarde da noite, vamos lembrar que para uma moça é de uma vida e classe mais abastada, isso não era muito bem visto, mas ela consegue então encontrar a filha que toma um susto enorme. mãe já sabia de tudo e ela achando que poderia contar com a clemência da mãe, diz que está apaixonada e conta então que ela não está mais sozinha, ela encontra-se

rar a filha que toma um susto enorme. mãe já sabia de tudo e ela achando que poderia contar com a clemência da mãe, diz que está apaixonada e conta então que ela não está mais sozinha, ela encontra-se grávida. E aí então o que acontece é que Helena é tomada de ira. quando ela já vai inclusive agredir a filha, quem se coloca no meio é Ana Cleta. Eu vou encerrar essa parte inicial dessas nossas trocas para passar para Marcel, só trazendo um lembrete importante. Essa filha Lucila, que engravida e pede a misericórdia da mãe, está trilhando os mesmos caminhos da mãe, que engravidou no passado e que também precisou de misericórdia. Só que com a sua altivez, ela conseguiu dar conta da própria gravidez. E aí a gente já lembra dessa história, mas não conseguiu colocar-se naquela situação vivenciada no passado e deixa a filha numa condição de abandono, mesmo que ela tenha pedido todo o apoio para viver aquele amor, que é o que ela entendia que vivia, além de estar então já aguardando um filho. O desabafo de Helena, que é interessante para eh Ana Cleta, é a pergunta: Eu me sinto envergonhada e vencida. Então, ela não tinha preocupação e nem escuta paraa dor da filha, mas sim para vergonha perante a sociedade, como se esta situação nunca fosse vista ou vivida por ela mesma. A vida na Terra pode ser comparada a um imenso teatro. Nós somos atores que buscamos a cochia do renascimento para voltar ao teatro onde ensinamos papéis. Alguns conseguem decorar o texto e produzir conforme aquele texto prescreve o papel de cada um. A maioria se fantasia, se cobre de alegorias, de andrajos, entra em cena, produz comédia, tragédia, drama, suspense, ação. Ora diverte o público, ora envergonha o público pela performance de baixa qualidade. O que não se pode fugir é da realidade de que cada responderá pelos efeitos que imprimiu a apeça. cedo ou tarde, a plateia o aplaude, ou apedreja, e o indivíduo não tem como fugir da sua performance, seja ela patética ou digna de aplauso. Almas em sombras, Emanuel, com o seu espetacular

u a apeça. cedo ou tarde, a plateia o aplaude, ou apedreja, e o indivíduo não tem como fugir da sua performance, seja ela patética ou digna de aplauso. Almas em sombras, Emanuel, com o seu espetacular e único jeito de escrever, não ressalta em nenhum momento a interferência de espíritos desencarnados sobre a personagem, o que nos chama atenção. Nem fala das entidades nobres. No além estão Quinto Varro, irmão Corvino, Cláudio e outros. cujos nomes ele não declinou. Ele também não se refere à ação perturbadora de obsessores, de subjulgadores. Ele diz que as almas estão em sombras, ressaltando, portanto, e evidenciando de maneira muito aguda a responsabilidade de cada um nos atos que promove. Sim, a luz do pensamento espírita, muito bem posto em livro dos espíritos por Allan Kardec 459. Os espíritos interferem em nossos pensamentos e em nossos atos muito mais do que podemos imaginar. De ordinário, divulgo, são eles que nos dirigem. Mas enquanto a fatalidade ocorre nos atos da vida material, esta nunca se dá nos atos da vida moral, porque os atos da vida moral são regidos pelo livre arbítrio, por escolhas, por opções que o indivíduo faz e deve arcar, se elas vão ser felizes ou infelizes, nobres ou desventuradas. A menina Lucila, no auge da sua adolescência sabe que por injunções de época, injunções de família, de cultura, está destinada a atrelar o próprio destino a um tio devasto, libertino, bêbado, gastador, um homem da pior espécie moral, mas a família deseja seja para preservar vínculos materiais. Então ela, enquanto ela frui algum tipo de liberdade, ela opta por ir aos lupanares, aos locares, aos locais de devacidão, muito comuns naqueles dias de uma Roma em decadência. E ali dá vazão e o que vai encontrar é a afinidade com o homem libertino, um homem sem valor moral do quilate de Marcelo Volusiano. Helena não tem do que reclamar, também teve uma vida devasta. Entregou-se a Emiliano, um legionário ferido e morto em guerra. Teve uma filha que também deportou para

l do quilate de Marcelo Volusiano. Helena não tem do que reclamar, também teve uma vida devasta. Entregou-se a Emiliano, um legionário ferido e morto em guerra. Teve uma filha que também deportou para destino incerto. E na sua vida agora de mãe se repete um fato parecido, igual não é possível, mas muito parecido. filha adolescente vai ser mãe e pede misericórdia à sua mãe que é detida por um anjo, porque Anacleta desempenha de certa maneira o anjo que vem seguindo a família, evitando que Helena faça mais disparates na família. Mas nada impede que ao lado de Helena há uma figura execrável do que late de Teódulo de certamente nacova, seu amante confidente, a quem ela confia as tarefas sujas. O serviço sujo é de teódulo e, portanto, ela descobre que a filha tá envolvida com esse verme da sociedade que a própria sociedade detestava na época porque era um libertino. E começa a tramar. Por isso que são almas em sombras estas almas que vamos encontrar em todos os lugares hoje com outro nome. Nossa, como fulano é tóxico. O indivíduo então agora é tóxico. Seja em sombra, seja tóxico, o disparate vai dar o mesmo. Veja como essas questões e esse núcleo central desse capítulo tá relacionado com essa questão de eh Lucila Helena. Eu tava aqui pensando enquanto eh Jamile falava como que a lição não aprendida ela volta. Lembra que na época que Helena estava grávida, ela ficou desesperada. E ela foi convocada pela experiência mediúnica, através de um sonho, etc., a fazer reflexões, a vivenciar de um modo mais profundo aquela experiência. Ela não conseguiu, ela manteve a superficialidade, ela se livrou do problema que é um o mais superficial que a gente pode fazer. surgiu um problema, você se livra dele, você não pensa, você não reflete, você não busca outras formas de lidar com aquilo. E agora é por isto que agora a filha dela está na mesma situação e ela não pode ajudar. Por quê? Porque ela não elaborou lá atrás. Ao contrário, ao ver a filha na situação, de um ponto de vista eh puramente psicológico, é como que evoca

dela está na mesma situação e ela não pode ajudar. Por quê? Porque ela não elaborou lá atrás. Ao contrário, ao ver a filha na situação, de um ponto de vista eh puramente psicológico, é como que evoca a situação dela lá atrás. A solução que ela deu foi se livrar do problema e manter o status qu e não ter incômodo. É isso que ela quer que Lucila faça. É. Eí, é desse modo que ela pautou a vida dela. Então, é muito interessante a gente verificar essa essa questão que acontece. A vida traz de volta a mesma situação. Ela que não conseguiu significar lá atrás, ela até poderia, nesta nova oportunidade, por amor à filha, eh tentar fazer algum movimento, mas ela havia se cristalizado na atitude de se livrar do problema. Ela tinha cristalizado a vida dela na atitude da superficialidade. Quantos de nós não conseguimos refletir sobre as coisas? Não conseguimos aprofundar. Tem gente que diz assim: "Ah, mas você pensa demais, para que você tá se preocupando tanto?" É porque quanto mais a gente reflete, mais a gente consegue aprofundar a nossa relação com a vida e talvez aprender lições que vão nos facilitar. Infelizmente, Helena não aprendeu lá atrás. Helena nunca questionou o estilo de vida que ela que a acercava, né? Esse é um estilo de vida onde você tinha uma experiência mais direta na juventude, a juventude Patrícia, né, de Roma. H, não vamos olhar a a Roma antiga com os olhos da da era vitoriana, que é a que a gente, quando a gente pensa antigamente, a gente pensa que antigamente é daqui para trás era tudo igual, não. A era vitoriana tinha uma moral sexual muito estrita, tinha uma série de rigores que estavam também muito ligados à aparência. a outras civilizações, outras culturas não tinham necessariamente essa questão, mas Roma tinha alguns valores familiares que estavam naquele momento que se considera como um momento de crise do império, estavam aí pouco resguardados e nós vemos a aparência era tudo. Mas isso não impede que os as almas se encontrem pelas afinidades. Então eu quero focar

e considera como um momento de crise do império, estavam aí pouco resguardados e nós vemos a aparência era tudo. Mas isso não impede que os as almas se encontrem pelas afinidades. Então eu quero focar na situação de Marcelo Volusiano e Lucila. Lucila, Marcel falou bem da do movimento dela. O que é que Lucila faz? Lucila resolve aproveitar a vida, já que não tinha nada para ela. Repare o que é processo educativo. Por que é importante a educação através de valores, não só você ter seus próprios valores, você transmitir para os seus filhos, para as gerações futuras, como valores são importantes, mas fazer com que eles reconheçam quais são os valores deles para que eles possam viver a partir daí. Isso é uma percepção sólida da realidade que vai ajudar muito. Os valores principais, Marcelo disse, é o dinheiro. A, o tio dela era uma pessoa que não era atrativa de modo algum. Além de ser tio, ela provavelmente cresceu convivendo com ele. Ele não tinha beleza, ele não tinha juventude, ele não tinha coragem, força, não era ali um atleta que era um valor em Roma também. Ele não era uma pessoa culta, ele não era nada, ele era só um indivíduo que a gente lembra desde os primeiros capítulos que só se interessava pelo próprio prazer. A gente lembra de uma uma conversa de família que Taciano tava falando de alguns filósofos, não sei o quê, e ele dizia: "Meu Deus, quem aguenta isso?" Ele não aguentava nada que não fosse o prazer imediato. Essa pessoa envelheceu numa pobreza interior extraordinária. Ele não tinha nada para atrair a Lucila, mas Lucila foi criada naquele contexto, ela ia. No entanto, ao encontrar Marcelo Volusiano, ela encontra um ser de absoluta afinidade. Repare que coisa interessante. Em vez da gente só categorizar são maus, são bons, Marcelo V. Luziano era um insensato completo. A gente viu que ele era casado e aí ele chega e foi facíimo para Taciano arrumar um emprego para ele e despachar, porque ele não tinha, ele era outra pessoa que não pensava. era outra pessoa que não

. A gente viu que ele era casado e aí ele chega e foi facíimo para Taciano arrumar um emprego para ele e despachar, porque ele não tinha, ele era outra pessoa que não pensava. era outra pessoa que não aprofundava nada, que soltava no imediato. E ele e eh Lucila se apaixonam. Ele também se apaixonou muito por ela. A gente vê isso no capítulo. Veja o a lei de amor, ela vai se manifestar. Se o espírito é atrasado, ela vai se manifestar naquele nível. Ela não deixa de existir. As leis de Deus não deixam de existir. Elas ficam limitadas pela nossa limitação, mas elas existem. Eles se amavam. Ele nem duvido que ele se lembrasse por um instante sequer que não ia poder casar com ela. Ele ia provavelmente forjar um casamento com a cara mais limpa do mundo. Eu acho que esse era o plano dele, né? Porque ele tava super apaixonada e, claro, apaixonado também pelo dinheiro dela, pela posição da família. faz parte do pacote. Então, vamos falar de afinidade. Afinidade espiritual é quando os espíritos se encontram no mesmo padrão vibratório. Nós vimos isso no capítulo anterior com Lívia e Taciano, com Taciano e Basílio, porque afinidade espiritual não são uma coisa de a a paixão, de sexo, não. É uma questão de espíritos. Então, vamos pensar que nós vamos encontrar aqueles que nos são afins, OK? vamos sempre encontrar, porque é da lei. Então, quanto mais nós investirmos no nosso crescimento espiritual, quanto nós quanto mais procurarmos viver a vida com mais profundidade, com mais conexão espiritual, mas nós aproveitaremos esses encontros para construir felicidade. Não foi o que Valuziano e Lucila fizeram. Eles não conseguiram e a situação deles ficou bem difícil. E a situação vai ficando cada vez mais difícil à medida que vamos avançando na leitura desse capítulo. Falamos sobre o aconselhamento de Anacleta. Assim, então Helena acaba cedendo, ela vai descansar. E o que eu achei interessante foram as frases que levaram de qualquer modo, eu lembrei muito da afirmativa de Kardec sobre

selhamento de Anacleta. Assim, então Helena acaba cedendo, ela vai descansar. E o que eu achei interessante foram as frases que levaram de qualquer modo, eu lembrei muito da afirmativa de Kardec sobre ascendência moral. Quando se tem ascendência moral, essa influência pode ser exercida sobre outros que encontram-se aturdidos, desequilibrados, ou sem a capacidade de concatenar os seus pensamentos, organizar seus sentimentos e por aí vai. Então ela consegue dizer, frases duras não corrigem faltas cometidas. Se desejas amparar tua filha, não fujas à paciência. Ninguém auxilia por intermédio da irritação. Então ela vai levando a outra sem condenação, sem julgamento. Reflita sobre o que você está fazendo. E é um aconselhamento que também pode nos ajudar. Quando ela diz, "Você não pode ajudar hoje a Lucila?" Procura o silêncio, conversa contigo mesma e aguarde a passagem das horas. É possível que o amanhã nos visite com o socorro desejado. Mas muitas vezes a nossa característica intempestiva, o querer resolver as coisas muito rapidamente não nos permite parar para refletir, silenciar, respirar. Já vamos reagindo de qualquer modo, sem aquilatarmos as consequências de nossas decisões. Ainda assim, ela ouviu, escutou, ficou quieta, mas no dia seguinte a solução que lhe acalma, mas que a gente vai lendo, que é uma solução que faz os nossos corações palpitarem, é a volta de Teódulo. E se vocês olharem, Teódulo consegue narrar uma história, primeiro que a gente conhece a história que fica aqui então envolvendo Basílio, Lívia, o próprio Taciano, mas ele consegue conferir uma vivacidade e vai colocando recursos outros que não foram contadas por Emmanuel. Aqui vamos lembrar que no capítulo anterior Teódulo ficou muito aborrecido e com raiva porque foi tratado com certo desprezo e distanciamento por Taciano. Então ele já se ressentiu. O que é muito interessante nessas personagens que também nos ensinam a viver, é que tanto Helena quanto Teódulo, mantendo essa relação entre eles, não tinham uma espécie de

Então ele já se ressentiu. O que é muito interessante nessas personagens que também nos ensinam a viver, é que tanto Helena quanto Teódulo, mantendo essa relação entre eles, não tinham uma espécie de preocupação como isso repercutiria em Taciano, que sabia da história. Ambos não tem ideia de que Taciano já descobriu que eles têm uma relação muito além da amizade e eles vivem muito tranquilamente com isso. Por que que me despertou interesse? Porque quando The Teódulo vai contar a historieta dele sobre o que ele viu lá na casa, ele vai fazer uma narrativa bem recheada do fruto da sua própria imaginação, legando ao outro que ele mesmo fez. Então ele vai dizer, eu achei muito engraçado quando Emmanuel colocou o agente de Vetúrio, se referindo a Teólo, a Teódulo, animando quanto possível a sua versão pessoal dos fatos. Eu achei uma certa fofura chamar maledicência de narrativa animada. Então, quando a gente quiser dizer fofoca e quiser ser caridoso e indulgente para com o próximo, a gente pode dizer que ou adotamos ou o outro adota uma narrativa animada. e muito animada de fato, porque ele conseguiu inflamar Helena, que já vinha aborrecida do acontecimento com que ele colocava: "Vejam como as nossas intenções, a maledicência, o voltar-se pros nossos desejos e interesses embotam os nossos sentimentos e a capacidade de ser inclusive respeitoso e compreensivo com o outro, porque ele diz: "Pintou a vila dominada por essa nova mulher que lhe conquistara não somente o coração do marido, mas igualmente o da filha, porque Blandina vivia no lar como se lhe fora pupila subserviente. Ele ele acaba apontando as duas potencialidades dessa mulher, potencialidades e ao mesmo tempo fraqueza. Olha, tem uma mulher que está em roubar o afeto do esposo e não satisfeita também de sua filha e vai aumentando a narrativa. Contou que o velho filósofo devia ser um conspirador disfarçado que explora os dotes da própria filha e essa não é uma relação. Porquanto ele estava convicto de que o inteligente ancião recebia

ativa. Contou que o velho filósofo devia ser um conspirador disfarçado que explora os dotes da própria filha e essa não é uma relação. Porquanto ele estava convicto de que o inteligente ancião recebia largas somas da bolsa de Taciano. muita criatividade nessa mente. Então, Helena compra essa história, claro, leva mais uma vez ao desfecho. Ele já sabia porque investigou que eles seguiam o tal do Nazareno e isso a gente já sabe. Helena não era simpática, muito menos do mesmo jeito que sua mãe. E isso então eh deixou então uma certa, no caso aqui, né, me referia a Helena mãe de Lucila, mas isso não a deixou de nenhum modo feliz, aumentando o que ela experimentava. Aí me vem um diálogo depois que a gente percebe a sintonia deles dois, que é uma trama ou uma estratégia que eles estabelecem, armam um plano para que essa situação seja então resolvida. E ele diz: "Olha, faz-se necessário uma espécie de investigação. Vamos ver quem é mesmo esse Marcelo. Será que ele é casado?" E eles chamam do sedutor de Lucila, como se ambos não se valessem também desse tipo de estratégia para viverem. O que eu trago também o pensamento é que a insensibilidade chega a um nível tal que, embora os dois mantivessem uma relação, Helena se ofende por uma suposta relação de livre aconteciano, que inclusive estão ali a duras penas se mantendo num certo respeito para que não venha, esse foi um cuidado de Lívia, a corromper a relação matrimonial, inclusive em respeito à Blandina, que ela ama, como se filha dela fosse. Aí vejam as perguntas como vão crescendo. E se ele for um desclassificado? Se for um acelerado, o que é que a gente vai fazer? Teódulo lança para ela a oportunidade de dizer o que vai ser feito. Nessa hipótese, o que é que você deseja que seja feito? Ela responde: "Minha desforra é a a destruição. A morte é o remédio das situações irremediáveis. Não sei onde ela aprendeu isso. A gente entende, claro, o contexto da época, mas só tinha mesmo essa solução. Ela não poderia ser clemente, misericordiosa. O seu nível

dio das situações irremediáveis. Não sei onde ela aprendeu isso. A gente entende, claro, o contexto da época, mas só tinha mesmo essa solução. Ela não poderia ser clemente, misericordiosa. O seu nível evolutivo não permitia. Notem que são questões de escolhas e que nós também podemos fazer. E destacar com o último ponto para compartilhar a fala. Como do mesmo jeito que a gente encontra uma anacleta, um uma espécie de anjo, como Marcel trouxe, a gente encontra sempre um amigo como sétimo Sabino que dá todas as dicas sobre Marcelo. Conhece Marcelo, tem algum nível relacional, mas não deixa de entregá-lo porque tem uma relação de favor com o outro. nem questiona por mesmo você tá procurando, Marcelo, tem algo específico que eu possa lhe antecipar? entrega sem nem sequer saber em que está colocando o outro naquela situação. A trama vai se desenvolvendo. Marcelo então envolvido ali pelo vinho, acaba contando tudo para Teódulo, que já conhecia todo o enredo. E faço uma última observação, que quando essa relação culmina na morte de Marcelo, Naddia já trouxe. Quando a gente olha Marcelo se relacionando com Lívia, a gente vê uma face de Marcelo. Mas quando ele se relaciona com Lucila, é um homem que vai se dedicar a ponto de se submeter a conversar com a família para manter uma relação. Ele conseguiu ser respeitoso, mas é o mesmo espírito pra gente ver como oscilamos nessa caminhada evolutiva. E quem diria? Teódulo experimentou inquietação e arrependimento ao tirar a vida de Marcelo. Não julgueis para não serdes julgados. A arma dos covardes invariavelmente é a vingança, o revide. Encontramos uma Helena profundamente atormentada. O autor de novelas no Brasil, Manuel Castro, escreveu algumas novelas de grande sucesso da teledramaturgia. E em três dessas novelas, ele entregou o personagem principal à atriz Regina Duarte, que sempre utilizou o mesmo nome, Helena. E esse nome, Helena marcou essas novelas, sempre interpretada por essa notável e extraordinária atriz brasileira, hoje já quase octogenária.

iz Regina Duarte, que sempre utilizou o mesmo nome, Helena. E esse nome, Helena marcou essas novelas, sempre interpretada por essa notável e extraordinária atriz brasileira, hoje já quase octogenária. A Helena, que desfila nas páginas emocionantes de Emanuel, é mal amada, é atormentada, carrega conflitos de vulto numa sociedade preconceituosa machista, onde ela se permitiu também, nos albores da sua adolescência, quase mocidade, entregar-se a um homem em gravidade de uma filha, conseguir refúgio numa fazenda, desejar matar a criança, Mas Anacleta interviu. A menina ganha destino incerto, Basílio a encontra e a adota como a filha adotiva, no lugar da filha adotiva que havia perdido. O drama de Helena, que ela esconde de todos menos de Anacleta e da própria consciência e do alto, se repete na filha Lucila, que faz o mesmo script da mãe. São duas atrizes em momentos diferentes. E ela também junto com Teódulo, o assalariado das sombras, manda eliminar Marcelo Volusiano, que é eliminado com um ligeiro veneno em um vinho, que toma, que sorve, achando que vai ser o homem mais feliz do mundo. Em minutos já está nas vascas da morte e no minuto seguinte já está no além atormentado. Com a notícia, quase que Lucila vem a óbito. Se não fosse a sua juventude, a sua saúde, ela não suportaria. vai parir um filho já órfão de pai, assassinado e no dia seguinte encontrado em alguma viela de Roma, a quem ninguém deu o maior apreço, maior atenção, porque era um devaso. E quem é devasto a qualquer momento pode ser eliminado pelos capanga, pelos cúmplices, pelos credores. Isso faz parte da chamada queima de arquivo. Só que Helena abre uma outra frente informada por Teódulo que o marido estava mantendo convivência com um velho, um idoso e uma filha muito bonita. Ela também arma. procura todas as informações que cercam aquele velho, descobre que ele está forreado de uma família e ela resolve com muito dinheiro que tem do avô, o velho Opílio Veturo, pagar aquela dívida para ter Basílio nas

s as informações que cercam aquele velho, descobre que ele está forreado de uma família e ela resolve com muito dinheiro que tem do avô, o velho Opílio Veturo, pagar aquela dívida para ter Basílio nas mãos, agora se preparar para eliminar Lívia, a rival que tá tentando tomar o seu marido. desdobramento que veremos oportunamente como as sombras envolvem essas pessoas. O que Emanuel deixa claro é que nenhuma delas percebe que estão semeando dores e aflições para o futuro. Parece que esses personagens estão despreocupados porque covardes em si, pigmeus morais que são, eles têm a certeza que o ideal é: você pode estar no meu caminho, mas ele tiro pela morte, eu vou lhe eliminar de alguma maneira, eu vou lhe exterminar para que você saia da minha estrada, como se isso fosse a coisa mais comum do mundo. Eu tiro a pessoa do mundo e ela não me é mais problema. Agora, com conhecimento espírita, nós estamos ciente de que morto o animal, sim, elimina o animal, mas morto o homem ou a mulher, ele prossegue no além, tomado pela ânsia de revanche, de vingança e volta pelos dédalos da obsessão. Mesmo que Helena no passado tenha recorrido a Horósio, o mago, o feiticeiro, que a advertiu que não matasse aquela criança porque Emiliano veio do além pedindo que a poupasse. Agora Marcelo Valuziano não teve tempo de fazer o mesmo apelo e seguiu o envenenado para o além. O que é certo é que o que o indivíduo semear vai colher doloroso teatro. Esse da vida, sim. O que o indivíduo semear, ele vai colher. Doloroso teatro e, ao mesmo tempo, experiência de felicidade. Porque toda vez que semeamos o bem, colhemos o bem. No livro Céu e o Inferno, Kardec vai colocar um capítulo extraordinário e eu sou suspeita porque eu acho todos os textos de T Kardec extraordinários, mas ele vai falar sobre hã o Código Penal da Vida Futura. E tem um momento que ele diz assim: "Em síntese, o que nós temos é que todas as vezes que a gente faz um ato que viola as leis de Deus, a consequência desse ato imediatamente passa a fazer parte da

a. E tem um momento que ele diz assim: "Em síntese, o que nós temos é que todas as vezes que a gente faz um ato que viola as leis de Deus, a consequência desse ato imediatamente passa a fazer parte da nossa vida. E nós vamos amanhã ou depois ou depois viver uma experiência eh que traz essa qualidade. E toda vez que fazemos um ato em harmonia com as leis de Deus, um ato do bem, nós estamos imediatamente colocando as consequências desse ato na nossa vida e amanhã ou depois ou depois ele vai fazer parte. Acontece, porém, que, como Marcel disse, a gente não tem consciência, não só os grandes criminosos, os assassinos, mas os seres humanos em geral, onde a gente vê na escala espírita, são espíritos de terceira ordem, não tem ideia das leis de Deus, tem uma vaga noção de Deus, uma vaga noção de suas leis, mas não entendem. Então, não compreendem o mecanismo da vida. Somos nós, não compreendemos o mecanismo da vida, acreditamos que as coisas são imediatas, que a morte acaba com tudo, que o que eu fiz agora não tem problema não, depois passa, né? E e fica por isso mesmo. Se ninguém viu, se ninguém soube, não vai acontecer nada. Então isso é característico da ignorância do espírito de terceira ordem, que são as pessoas comuns. Nesse romance a gente vai ver personagens que são pessoas comuns. Nós vamos ver Helena, vamos ver o próprio Taciano, vamos ver pessoas que são pessoas como e vamos ver pessoas diferenciadas que ainda que não sejam, não possam ser classificados como espíritos de segunda ordem, acredito que um Basílio possa, né? Mas sem entrar nesse detalhe, é um indivíduo que tem consciência de que há leis divinas, de que há um Deus, de que há uma eh uma qualidade de vida que é superior ao imediatismo material. E Anacleta, surpreendentemente, repare o que é a qualidade do espírito. Ela não teve quem educasse. Eh, Helena não teve, ã, Lucila, não teve ninguém para dizer assim: "Olha, isso é preciso ser feito porque isso é o bem e eh enchilar valores." Elas não tiveram isso. Anacleta também não teve. Anacleta

Eh, Helena não teve, ã, Lucila, não teve ninguém para dizer assim: "Olha, isso é preciso ser feito porque isso é o bem e eh enchilar valores." Elas não tiveram isso. Anacleta também não teve. Anacleta ficou orfa. Anacleta vivia, digamos, de favor na casa de Opílio Vetúrio. E ela era uma pessoa querida. Sempre Helena gostou dela, sempre, sempre, sempre. E Anacleta sempre teve uma posição diferenciada. Quando a gente olha a Basílio, ele era realmente um ser mais avançado, mais evoluído. A gente olha Lívia, mas a gente olhando só para Anacleta, nós vamos ver uma pessoa que em todas essas contingências, ela não procura o mal, ela não procura destruir, ela procura, ela propõe reflexão, ela eh foi quem orientou Helena de um modo ou de outro, quem cuidou de Helena mesmo sem autoridade. Ela não tinha autoridade para dizer, você não vai fazer aborto, você não vai fazer isso, não vai fazer aquilo orientava. E agora com Lucila, foi ela que deteve a incensatez de Helena. No entanto, nós temos os personagens para quem o crime é fácil. Marcel falou: "É muito fácil para Helena dizer assim: "Não, vai matar, eu vou tirar do meu caminho e ainda vou ganhar um bônus porque vou tirar do meu caminho Basílio e Lívia". Repare, eh, essa facilidade, a gente vai ver que são espíritos imperfeitos, obviamente, para quem o crime ele é autojustificado. Qualquer coisa a pessoa justifica porque eu preciso, porque eu quero. Lembra de Taciano tentando convencer Lívia para eles fugirem juntos? A diferença é de grau. Ele não tava cometendo um crime, mas ele tava fazendo uma coisa que ia prejudicar a filha dele no mínimo. No mínimo ia prejudicar a Blandina. Veja, quando a gente quer fazer algo no imediatismo, no interesse pessoal, na imperfeição, a gente acha que tá certo. Ah, mas é um isso aí fulano merece, isso aí é justo. E isso no nível mais extremo chega até o crime que nós vemos que Helena comete sem receio em todos os casos. Eu quero dizer que esse capítulo ele traz muitos pontos de reflexão que a

isso aí é justo. E isso no nível mais extremo chega até o crime que nós vemos que Helena comete sem receio em todos os casos. Eu quero dizer que esse capítulo ele traz muitos pontos de reflexão que a gente não pode abordar, mas em todos os casos são seres e muitas vezes somos seres que não compreendemos, Marcel falou isso, o movimento da vida humana. A vida humana não é regida pelo acaso. Os encontros e reencontros e desencontros não são regidos pelo acaso, são regidos pela lei divina. Tem a ver com as nossas escolhas passadas e presentes. Ter consciência disso, viver um processo de autoconhecimento e, portanto, de autotransformação, é o que a doutrina espírita nos diz. Essa é a chave para que a gente viva em harmonia com as leis de Deus e, portanto, seja feliz. Eu vou fazer um breve destaque aqui no finzinho de do capítulo, porque a gente vê que aparece Jubélio Carpo. E Jubélio Carpo entra na história porque no momento da embriaguez, Marcelo traz essa revelação para Teódulo. Ele então ali conta que, e a pergunta que eu achei interessante, esse quase teu sogro é grego, egípcio? É romano? E ele responde assim, sei lá, de uma forma displicente. Aí ele vai dizer então que ele é liberto da casa de Jubélio Carpo. E aí então eh Jubélio Carpo era da relação de Opílio Veturo. E eles chegam até ele e tudo mais. Então, achei interessante o comentário. Eles não encontram mais Jubélio Carpaturnino que faz um comentário interessantíssimo. Ele diz que os pais foram acusados de nazarenos por várias vezes porque eles alforreavam seus escravos e na opinião dele isso era algo semelhante à loucura. Então, se era nazareno só podia ser louco e alforrireando todo mundo e não escapou da loucura. Essa era a opinião sobre os próprios pais e isso fez com que então eh tanto Helena quanto Teódulo percebessem que ali estaria o interlocutor adequado. Eles sanam então aquela dívida. Eh, se a gente for reler o capítulo, vocês devem lembrar que eh de fato eh a gente teve aforria de Basílio e ele pagaria a dívida depois.

taria o interlocutor adequado. Eles sanam então aquela dívida. Eh, se a gente for reler o capítulo, vocês devem lembrar que eh de fato eh a gente teve aforria de Basílio e ele pagaria a dívida depois. Então ele não estava fugindo, ele não tinha nada de irregular. Mas só que aqui Helena então vai dizer que agitarão as autoridades governamentais, eh, fazendo com que se voltasse a perseguir os nazarenos. Isso tudo para chegar até Lívia e o pai sem se preocupar com os outros nazarenos, porque não seria só peles dois, seria um movimento que iria então trazer a violência para todos, mas essa não era então a preocupação dela. E eu termino termino eh dizendo que Helena então percebeu que o seu plano era perfeito. A questão é que ela esqueceu, ou melhor, ela nem lembrava, que ele não era perfeito para as leis divinas. Mas essa expressão aqui eu preciso trazer de Emanuel. Teódulo deitou-lhe os olhos assombrados, sem saber se for invadido por admiração ou por medo de Helena. Então, a gente vai ver em outros momentos como essa história se desenrola. E Regina, rapidamente, a resposta para sua pergunta no chat é: Ave Cristo. Almas sombras. E é innegável que reconhecemos nesse capítulo a energia sexual prevalecendo nesses relacionamentos sob tremendo desvio e disparate. Helena teme perder o marido para uma suposta concorrente na cabeça dela. É preciso, pois eliminar a loira Lívia. Lucila acredita nas frases adulcadas de Marcelo e a ele se entrega engravidando. Teódoro se faz amante de Helena. Outros personagens estão sempre ali a meio termo, vivendo o conflito e a degenerescência desse sentimento nobre, transformado em paixão, transformado em ciúme, em sentimento de posse. Não seja, pois, de se estranhar que o nobre poeta Castro Alves tenha dito outrora: "Certa noite" proclamou um dos líderes do Umbral: "Espalhemos pela terra nosso fogo sexual, que ele deixem cinzas a Inglaterra. O sexo nos dará a terra. Avante, ó forças do mal. E um exército poderoso de espíritos sensuais invadiu toda a terra, desde o

spalhemos pela terra nosso fogo sexual, que ele deixem cinzas a Inglaterra. O sexo nos dará a terra. Avante, ó forças do mal. E um exército poderoso de espíritos sensuais invadiu toda a terra, desde o campo à capitais, e com grandes lutas cruas, invadiu praças e ruas. Até hoje andam nuas, até mães angelicais. Espíritas, companheiros, cuidado com obsessão. Vejo nas trevas mil olhos, mestres da fascinação. Salvaguardai-vos na luz. Carregai a vossa cruz, fazei pacto com Jesus. Uni-vos aos céus em união. Até segunda-feira que vem com o capítulo quarto da segunda parte. Até mais.

Vídeos relacionados