O sentido da vida • Jamile Lima
Qual o sentido da vida para você? Em mais um encontro fraterno promovido pela União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC), Jamile Lima nos conduz a uma profunda reflexão sobre o nosso propósito maior, à luz dos ensinamentos da Doutrina Espírita. Junte-se a nós nesta jornada de autoconhecimento e descoberta, inspirada no Evangelho de Jesus. Que possamos encontrar as respostas que iluminam nossa caminhada e nos impulsionam a semear o amor e o bem. #espiritismo #doutrinaespirita #sentidodavida #palestraespirita #JamileLima #mansaodocaminho #UEVC #Jesus #EvangelhoNoLar #reformaintima *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá. Que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências. Que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos em mais uma live aqui nos nossos canais da UVCTV e da TV Mansão do Caminho. Sempre uma imensa alegria saber que estamos na companhia de tantas almas queridas para mais um instante reflexão em torno da mensagem do mestre à luz da doutrina espírita. E para melhor sintonizarmos com esse instante, que possamos elevar os nossos pensamentos numa prece. Divino amigo, a nossa gratidão, Senhor, pela tua companhia bendita a cada dia, através dos teus amigos, prepóos que comungam contigo a serviço do bem, que espalam sobre toda a terra a luz do teu evangelho. Que sejamos nós, Senhor, compartícipes contigo nessa grande transformação de nós mesmos, intuindo os teus ensinos, vivenciando-os e o praticando. Por isso, Senhor, nesta hora em que nos reunimos almas em coração voltados a ti, te rogamos que a tua presença generosa esteja em cada lar, em cada coração, que o teu amor nos envolva e que a tua paz seja sempre a nossa proteção e que a tua misericórdia esteja sobre todos nós. Por isso, amigo, te rogamos sempre que fique conosco. Hoje temos a alegria de receber em nossos canais nossa querida amiga, irmã Jamile Lima, salvo engano, é a primeira vez conosco aqui nas lives das sextas-feiras. Então, a Jamile já é de casa. Uma grata satisfação recebê-la aqui. Seja bem-vinda para rogar, para falar sobre o tema O sentido da vida. Rogando voto de muita paz. Passamos a palavra para você, minha querida. >> Obrigada, Rosângela. Boa noite. Boa noite a todos que estão aqui conosco. De fato, é a primeira vez eh nesta live, neste horário e dia e com muito prazer e alegria que estou aqui compartilhando com vocês a oportunidade de trazermos uma temática que vai falar da nossa caminhada espiritual, que vai também nos situar diante das possibilidades que temos na encarnação, que todos nós abraçamos. E quando pensamos no sentido da vida, a ideia é que paremos um pouco na correria que nos é peculiar, que é
também nos situar diante das possibilidades que temos na encarnação, que todos nós abraçamos. E quando pensamos no sentido da vida, a ideia é que paremos um pouco na correria que nos é peculiar, que é típica desse momento histórico, das nossas necessidades de subsistência, mas que são também necessidades produzidas e fabricadas pelo modo de produção que fomos nós quem criou, quem criamos. Quando a gente fala de capitalismo, quando a gente fala de consumismo, nós entendemos que ambos são derivados da nossa condição de seres ainda apegados ou muito identificados com a matéria. Então isso faz com que a gente não tenha condições de transcender, de estar além daquilo que a matéria nos propõe e que acaba sendo um limite para que vivamos e enxerguemos de fato qual é o sentido da vida. E quando nós pensamos no sentido da vida, a ideia é nos questionarmos sobre qual é a importância de estar no mundo, o que de fato estamos fazendo aqui, qual é o ti da minha existência vida que tenho. Continuamos a pensar sobre um prisma 60 70, 100 anos de vida, nós estaremos limitando a nossa condição de seres a um tempo físico, cronológico, que vai ter um fim. Isso pode gerar uma sensação se não tivermos uma base espiritual de que teremos que aproveitar tudo que a vida nos oferece a qualquer preço, a qualquer custo e de modo sempre rápido, frenético, porque o amanhã pode não existir. O amanhã de fato pode não existir, mas o amanhã do campo físico, biológico, porque o espírito continua na sua caminhada. Não ter essa espécie de ideia, sustento do ponto de vista filosófico da própria crença e de vivências de espiritualidade faz com que acabemos a sucumbir e levar a vida como se fosse uma resultante de um acaso ou de uma fusão de elementos que nos fez estar aqui. A gente pode até ter uma ideia um tanto quanto vaga de que há algo que nos rege, há algo que nos conduz. Mas quando concebemos esse algo que podemos denominar de Deus, ainda assim achamos que podemos ser aqueles seres esquecidos ou de qualquer
nto vaga de que há algo que nos rege, há algo que nos conduz. Mas quando concebemos esse algo que podemos denominar de Deus, ainda assim achamos que podemos ser aqueles seres esquecidos ou de qualquer forma que ainda não entende se há justiça, se há critério, se somos realmente seres que vão encontrar alguma coisa para além da morte. E isso vai gerando, além de dúvida, uma dificuldade em encontrar propósito, sentido, uma espécie de meta a ser alcançada. Não as metas que estamos alimentando. Se sou produtivo, eh se eu posso competir com o outro e me mostrar como alguém melhor nos bens que possuo, nas questões tecnológicas, é sempre numa busca de estar à frente. Estar à frente é superar o outro. e esse superar o outro em algumas situações, até mesmo passando por cima, como costumamos dizer, de uma forma egoísta, contanto que os nossos interesses sejam satisfeitos e nossas necessidades, ainda muito mesquinhas, sejam atendidas para um prazer temporário, porque em algum momento a alma vai reclamar alguma profundidade, algum tipo de alicerce que me mantenha em paz, em harmonia diante dos reveses e das dificuldades da vida. Nós podemos até nos perguntar como superar o receio ou até mesmo medo ou pânico que muitos de nós temos em relação à morte. E fico imaginando o quanto é preciso um cuidado na nossa condição de espíritas ou de pessoas que se aproximam do espiritismo ou de outras crenças que podem se interessar, ter curiosidade, enfim, não importa o modo da aproximação, mas que nós que estamos mais inseridos e nos intitulamos espíritas, que cuidemos de uma certa, digamos que exigência de cabida vida que pelo fato de sermos espíritas, nós somos aqueles que vão conseguir superar e vivenciar o luto ou a morte daqueles que são os nossos afetos e até o nosso próprio passamento, sim, vamos passar por ele, inevitável, seja algo ainda que consigamos eh lidar com facilidade. O problema não estar na falta que sentimos do outro, da saudade que experimentamos e, claro, de um certo
sim, vamos passar por ele, inevitável, seja algo ainda que consigamos eh lidar com facilidade. O problema não estar na falta que sentimos do outro, da saudade que experimentamos e, claro, de um certo tempo de vazio, um vácuo, uma vontade de conversar, de escutar, de estar junto. Isso é muito natural no campo da amorosidade, das relações que construímos e nos fazem. Todos nós sentimos falta daqu parei no falta daquilo que é bom ideia. Inclusive a depender do nosso nível evolutivo, nós também podemos sentir falta daquilo que espiritualmente não nos permite avançar. Mas o nosso nível evolutivo vai sentir falta de determinadas coisas ou pessoas e espíritos inclusive que não são companhias das mais, digamos que acertadas para o nosso crescimento evolutivo. Então, se nós conseguirmos não necessariamente perder o medo ou receio da morte e do morrer, mas alimentar essa crença que é real da imortalidade, e ela é real porque o próprio Cristo veio e a exemplificou devido à ressurreição, como é denominada, mas ali a gente entende que é uma apresentação ou manifestação por um espírito que tem toda a capacidade de manipular a sua condição perespirídica, como espíritos ainda imperfeitos também o conseguem. E com isso eles têm os efeitos, os fenômenos, as batidas, as aparições e as materializações. E tudo isso parte da nossa capacidade que pela força do pensamento e sendo perespírito dotado de plasticidade, a gente vai conseguindo manipular os fluidos e a nossa própria apresentação a partir desse modelo, que é um modelo biológico dotado dessas capacidades ou potencialidades que permitem que os os fenômenos se deem. Então, vimos ali, inclusive o próprio Jesus fica um tempo depois da ressurreição acompanhando os apóstolos, trazendo outros ensinamentos e os preparando para aquela etapa de disseminação da boa nova. Então, não há dúvida, não há questionamento. Nós somos seres interexistenciais, nós recebemos inspirações, nós somos aqueles que recebem ideias que conseguimos saber que
a de disseminação da boa nova. Então, não há dúvida, não há questionamento. Nós somos seres interexistenciais, nós recebemos inspirações, nós somos aqueles que recebem ideias que conseguimos saber que necessariamente não são nossas. E isso faz com que a gente perceba que tem algo além do que simplesmente o meu pensamento do do que as minhas ideias e as minhas opiniões. Quando espíritos inclusive falam de ordinário, são os espíritos que nos dirigem, é interessante saber que temos uma ideia, um pano de fundo. São eles que nos dirigem, significa que boa parte dos nossos pensamentos, que entendemos que são próprios, que são do nosso domínio, são meras reproduções de pensamentos outros que vamos atraindo por afinidade e sintonia e que reproduzimos porque não temos ainda ou não desenvolvemos a capacidade do discernimento, porque optamos por viver na condição de máquinas ou de um robô telementalizados, teleguiados, eh, telementalizados do ponto de vista espiritual e hipnotizados pela tecnologia que nós temos atualmente, que vai nos levando a uma vivência de velocidade, de superficialidade e que nos leva para um mundo que não é o mundo real, tanto que o seu nome é aquele que origina a virtualidade. Então, o mundo virtual, ele nos traz uma espécie de paralelo à vida real, que nós vamos abandonando, colocando então aquilo que é tido como real para ser no nosso imaginário um padrão comportamental, estilo de vida, coisas que devo adotar, sem ter de fato um pensamento do que é que aquilo me possibilita do ponto de vista do crescimento espiritual. já despertamos para isso. É de fato esse crescimento que a gente quer investir e se nós quisermos aí a nossa vida começa a ganhar sentido. Não vamos também fazer uma reflexão que seria preconceituosa e que partiria certa soberba ou uma ideia de que somos muito evoluídos em relação aos demais irmãos e irmãs. Isso é uma falsa leitura de realidade. Estamos na fase de que descobrimos que tem algo que pode ser investido, que tem uma espécie de acolhida na minha
evoluídos em relação aos demais irmãos e irmãs. Isso é uma falsa leitura de realidade. Estamos na fase de que descobrimos que tem algo que pode ser investido, que tem uma espécie de acolhida na minha essência espiritual, que é o meu desejo de vivenciar e experimentar sentimentos que são mais perenes, permanentes, duráveis e que me confiram segurança para estar no mundo. Nesse sentido, não é correto, digamos assim, ou adequado achar que a vida do outro, que não se pauta nesses princípios que alimentamos estão desprovidas de sentido. Pode fazer muito sentido para outras pessoas ter na matéria a centralidade da sua existência. O sentido é ganhar mais, é obter mais, é explorar mais, é subjulgar mais, porque são esses os valores que estão na ordem do dia no nosso cotidiano. Leonardo Bof vai contar para nós que nós temos uma ética e uma moral vigente, que é uma ética e uma moral capitalista. uma moral que vai nos dizer que nós precisamos trabalhar mais, produzir mais para que cada vez a gente consiga acumular e usufruir dos resultados desse acúmulo. E a ética reza que quanto mais eu consigo explorar o meio ambiente e as pessoas e produzir riqueza, mais avanço a sociedade terá. Notem que é uma moral e uma ética ilusória, porque da desigualdade, da exclusão, da exploração, nós não conseguimos avanço. Nós conseguimos cada vez mais colocar pessoas em condição de pobreza, em condições de subalternidade, trazendo elementos e bandeiras sociais de uma superioridade por conta de questões econômicas, raciais, do lugar em que se mora, tudo do âmbito da superficialidade do campo da matéria que obedecem a essa ética e essa moral vigente. Temos às vezes um pensamento de que ética é apenas uma e ela acaba trazendo pra gente que o belo, o verdadeiro e o justo é aquilo que deve ser então alcançado. Não é a essa é a ética verdadeira, mas nós temos éticas que vão fazendo leitura de valores a ponto de determiná-los como válidos ou não válidos. Se nós formos lembrar a na época da Segunda Guerra Mundial, de 39 a a 45, em
a verdadeira, mas nós temos éticas que vão fazendo leitura de valores a ponto de determiná-los como válidos ou não válidos. Se nós formos lembrar a na época da Segunda Guerra Mundial, de 39 a a 45, em que ela acontece, mas nós já conseguimos então ter documentos do Ministério da Saúde alemão em que escrito estava que a vida dos judeus eram vidas indignas de serem vividas e que isso justificava a realização de experimentos desenvolvidos à época. época denominados de pesquisa. E não eram pesquisas, eram massacres de uma população, de um povo específico, justificado por uma ideia de superioridade racial e que trouxe inúmeras consequências que até hoje nós conseguimos ver e que justificaram aquilo que é entendido. Então, já que essa vida não tem valor e nem dignidade, posso então fazer dela e dispor do modo que eu ache melhor. Esse era o sentido da vida de algumas pessoas que entendiam que se uma outra não tem valor e sim a minha, o meu sentido é massacrar o outro, porque em massacrando a minha superioridade vai se tornar o grande valor e o meu valor é ser superior em relação aos demais. Notem que aí a gente tem uma moral subsidiada por um sistema de valores e uma ética, mesmo que achemos distorcida, para determinados níveis evolutivos, ela está pautada em verdade. É assim que a gente vai conseguindo fazer uma leitura que é de nível evolutivo. Nós, como espíritas precisamos fazer um esforço, que sabemos que não é pequeno, em entender o que nós queremos da nossa existência, mas também saber que estamos partilhando um planeta com bilhões de outras pessoas que vão pensar diferentemente, que vão vibrar diferentemente, mas que nós também encontraremos aqueles com quem vamos conseguir algum tipo de compatibilidade. Esse sentido ou os sentidos que cada existência vai estabelecer vai estar acompanhado do nível evolutivo. Então, não é uma ideia de tem pessoas que são perversas e tem pessoas que são boas. Nós temos espíritos que se manifestam nas personalidades atuais e que vão agir, pensar, atuar no mundo,
l evolutivo. Então, não é uma ideia de tem pessoas que são perversas e tem pessoas que são boas. Nós temos espíritos que se manifestam nas personalidades atuais e que vão agir, pensar, atuar no mundo, influenciar, ser influenciado a depender daquilo que acreditam. Isso também não nos coloca numa condição de quem vai se submeter, de quem vai calar, de quem vai concordar, mas de quem deve fazer da própria existência exemplo. Primeiro, o exemplo ele advém da coerência entre aquilo que penso e aquilo que vivo. Eu estou em congruência com o sistema ético que eu escolhi. Os valores que são então colocados pelo espiritismo, a ideia de fraternidade, colaboração, amorosidade, perdão, compreensão, são valores que eu trago no meu dia a dia. Observem que pensar naquilo que eu entendo por sentido e no que eu estou alimentando no meu dia a dia muito mais com o meu mundo íntimo do que com sistemas políticos, com perspectivas ideológicas ou com escolhas que nós vamos fazer no trabalho, em casa, na via pública. A escolha íntima é a que vai determinar como eu me situo no mundo. A ideia trazida por Jesus, no mundo tereis aflições, mas eu venci o mundo. E se vence o mundo, quando você, pelo menos no mundo como o nosso, com as características que apresenta, não comunga com esse sistema de valores vigentes, mas com um sistema outro que é dotado de características de espiritualidade. Eu nem estou falando de espiritismo, estou falando de espiritualidade. A crença que há algo mais que a matéria, a ideia de que só em coletividade eu vou conseguir avançar. Eu não preciso estabelecer a disputa, a competição. Eu não preciso garantir a minha possibilidade de ter eh visibilidade, de ter um bom trabalho, de gozar de conforto, fazendo com que outros percam a oportunidade para que a minha seja garantida. Se internamente eu consigo fazer, não digoas drásticas e efetivas, mas prontinho, exercícios diários e permanentes para que eu consiga fazer com que esses valores assumam concrete. meu cotidiano.
ida. Se internamente eu consigo fazer, não digoas drásticas e efetivas, mas prontinho, exercícios diários e permanentes para que eu consiga fazer com que esses valores assumam concrete. meu cotidiano. Jamile, um exemplo, se tem uma postura amesquinhada, não vai amanhecer amanhã, no sábado ou em qualquer outro dia que vocês assistam o programa, como alguém que amanheceu iluminada na condição de um Cristo ou de um Buda, porque ela fez ao longo da noite uma mudança de 360º. É um exercício a todo dia e todo momento em que eu tomei a decisão de não ser mais mesquinha e que eu vou atraindo então situações que me colocam em teste, o que caracteriza um planeta de provas, para que eu chegue na condição de quem vai ser mais flexível, quem vai escolher se doar, quem vai escolher ter uma escuta atenta, quem vai escolher muito mais o trabalho do que horas para o descanso. Eu não estou aqui fazendo uma espécie de propaganda de que devemos nos cansar ao extremo, porque isso é um suicídio indireto, mas que nós devemos ocupar de forma sábia o nosso tempo. Aquele tempo em que a gente entende que é uma distração, que é algo que vai nos proporcionar descanso. Ele tem algo de útil do ponto de vista espiritual. Ah, mas até no lazer eu tenho que ficar pensando em espiritualidade. Em sendo espírito não há outra alternativa para nós. Que escolhas estamos fazendo nesses momentos em que entendemos que estamos descansando? O descanso pode ser por meio de uma leitura. O descanso pode ser por meio de um passeio em que eu aprecie a natureza, em que me conecte com a divindade. Pode ser uma conversa agradável sobre temas que elevem a minha consciência. Pode ser ajuda, pode ser um trabalho que eu coloque à disposição de outras pessoas. Isso se constitui em descanso. Descansar não é prostração do corpo físico. Isso é como eu dis uma visão distorcida dessa necessidade de descanso excessivo, que é muito mais comodismo e uma ausência de responsabilidade na condução do seu próprio processo evolutivo do que
ico. Isso é como eu dis uma visão distorcida dessa necessidade de descanso excessivo, que é muito mais comodismo e uma ausência de responsabilidade na condução do seu próprio processo evolutivo do que realmente cansaço. Cansaço é aquele em que a gente experimenta a exaustão, mas que nos sentimos refeitos após o descanso. Mas aquela sensação de impotência, de desânimo, de falta de vontade para fazer alguma coisa, isso não se chama cansaço. Isso se chama mesmo um processo de comodismo, acomodação da alma que escolheu naquele momento não avançar. Isso não é um grande problema, porque como espírito imortal outras oportunidades vão aparecer e você vai avançar. Só que quanto mais afastamos ou dilatamos esse tempo, nós estamos criando problemas pro futuro. Esse futuro não precisa ser tão distante, pode ser ainda nessa encarnação, pode ser no momento em que retornarmos ao mundo espiritual e que a gente vai olhar quanto tempo eu perdi. E isso vai ser postergado para outras encarnações em que eu vá precisar efetuar o meu tempo com muito mais proveito e diretividade. Ter mãos um conhecimento como nós temos, que é do espiritismo, traz pra gente uma responsabilidade que nada tem a ver com peso ou aprisionamento, mas responsabilidade é sempre fruto de conscientização. Se eu tenho consciência, se eu tomo ciência de determinada coisa e não a executo, eu vou ter muito mais agravante do que atenuante daquele que ignora e age por ignorância. Mas uma vez conhecendo e não aplicando, os meus desafios vão se tornar cada vez maiores. O que é que hoje estamos trazendo como bússola, como direção, que faz com que tenhamos sentido na nossa existência? Se eu já me entendo, percebam, eu não estou falando se eu me sinto, mas se eu me percebo, espírito imortal, se eu noto que a vida vai trazendo circunstâncias, pessoas, acontecimentos que vão encadeando uma espécie de enredo, significa que há um ordenamento, há uma orquestração naquilo que eu estou vivenciando. Há uma cadeia ou uma cadência inteligente e lógica pras condições que
s que vão encadeando uma espécie de enredo, significa que há um ordenamento, há uma orquestração naquilo que eu estou vivenciando. Há uma cadeia ou uma cadência inteligente e lógica pras condições que eu estou vivenciando. Isso quer dizer que a minha existência tem comando e tem direção, que além daquilo que eu escolho, que é o que determina a minha existência, tem algo maior que conduz os meus passos. As dores que eu estou experimentando, todos nós temos esse conhecimento, são consequências de invigilância, eh, de precipitação, de teimosia, porque nós conhecemos as leis divinas, porque elas estão inscritas em nossa consciência, mas às vezes, mesmo conhecendo ou muitas vezes o que justifica a nossa condição, nós temos outros interesses, outros desejos, paixões que ainda não conseguimos de qualquer forma educar ou lhes conferir algum freio e que nós vamos nos entregando, porque vá que não tenha mais alguma coisa depois, vá que seja uma grande ilusão ou ficção essa ideia de imortalidade e o que é que eu faço da vida? Aí que a gente cai no grande engano, porque aquele que comprovou a imortalidade foi o mesmo que nos garantiu que nos conferiria vida e vida em abundância. E realmente sendo imortal, o que mais nós teremos vai ser mesmo uma vida em abundância, porque ela não tem fim. Então ela vai estar sempre pujante. Ser, ou melhor ter uma vida agradável e sem dificuldades vai depender de como eu me valio dessa abundância. Se vai ser uma vida voltada paraas questões da espiritualidade, eu com toda a certeza terei uma vida cujo sentido a evolução espiritual. Quanto mais evoluo, mais responsável me torno, porque eu sou alguém consciente daquilo que estou fazendo aqui e sei quem é o meu criador ou sinto quem é o meu criador. E a responsabilidade, ao ao contrário do que muitos pensam, ela não tem um caráter aprisionante. Responsabilidade liberta, porque responsável é todo aquele que tem ciência e domínio do seu compromisso e da sua função neste mundo. Então, se eu me torno responsável sabendo que caminho
aprisionante. Responsabilidade liberta, porque responsável é todo aquele que tem ciência e domínio do seu compromisso e da sua função neste mundo. Então, se eu me torno responsável sabendo que caminho seguir, eu me liberto daquilo que antes me escravizava, da vaidade, do egoísmo exacerbado, de questões outras superficiais. Eu não sou mais o escravo da moda, o escravo da opinião alheia. Eu sou agora o liberto pelo conhecimento que Cristo trouxe. É uma outra forma de viver. Em verdades é uma inversão, mas uma inversão saudável do que estamos vivendo, considerando como algo natural, normal e que todos devem viver. Daí a gente entende o que é que Pierre eh trouxe para todos nós da ideia de normose. Normose é quando a gente olha pro patológico e diz que é tudo muito natural. Não, não é. Nós estamos em uma sociedade adoecida e muitas vezes não escapamos do adoecimento. Nos tornamos seres e pessoas na convivência social muito mais exigentes, com padrões que queremos encaixar o outro para que o meu mundo fique de modo tranquilo, porque é o meu jeito de ver a vida. Então, se o outro não se encaixa nele, ele vai ser uma persona não grata. é alguém que eu vou precisar escantear, porque eu perdi a capacidade de viver com a diversidade. Como eu estou cada vez mais exclusivista, voltado pro meu umbigo e para um nicho muito fechado, eu não tenho possibilidades de escutar o outro. Então, se você não atende aos meus apelos e aquilo que eu estou lhe demandando, você não vai ter outra opção a não ser viver apartado de mim. A ideia de que eu não consigo conviver com os diferentes, com as diversas formas de pensamento, já fala de alguém autocentrado, em que o mundo se circunscreve a essa personalidade. Ela vai ter muito mais dificuldades de estabelecer relações fraternas. E isso também não quer dizer que nós convivendo com pessoas com esse perfil sejamos aqueles que vão agir do mesmo modo, excluindo, perdendo a paciência por qualquer coisa, mas entendendo a condição evolutiva em que o outro se
zer que nós convivendo com pessoas com esse perfil sejamos aqueles que vão agir do mesmo modo, excluindo, perdendo a paciência por qualquer coisa, mas entendendo a condição evolutiva em que o outro se encontra, como muitos às vezes que nós nem temos consciência, que estão além de nós, nos compreendem e nos aceitam. Lembrar que aceitar não significa que eu deva concordar, mas sim entender que cada ser tem uma ritmicidade evolutiva própria. O que nos aproxima é origem. Todos fomos criados por Deus em simplicidade, porque vamos angareando e ganhando conhecimento. E quem deixa de ser simples por conhecimento, vai ganhando em complexidade. Quando a gente sai da, vai caminhando, saindo da simplicidade de ignorância, vai haver uma trajetória até chegar à condição de espíritos puros. Isso, ou melhor, esses dois elementos, origem e a onde nós vamos chegar, o objetivo é igual para todos. A caminhada é o que vai diferir. Se eu sou responsável pela minha caminhada, eu não posso ser o árbitro da vida alheia. Por isso mesmo que eu não tenho o direito de impor o meu sistema de valor para o outro. Por isso que nós guerreamos, por isso que nós achamos que uma linha que a gente tenha no chão do território já diz que aquele lugar é de minha propriedade, que outro não pode invadir, enquanto que a ideia é que todos nós somos constituintes de uma única lógica que é a lógica de humanidade, onde todos têm tudo e tudo deve ser partilhado por todos. Mas o nosso egoísmo e esse falso movimento da alma que Paulo o apóstolo, nos fala na questão 1009 de O livro dos Espíritos, faz com que a nossa ideia falseada, fragmentada, distanciada de Deus tenha nos trazido uma característica de que somos criaturas especiais e por sermos especiais, estamos num patamar de superioridade em relação aos outros. Então, eu tenho o meu território, a minha casa, os meus direitos, mesmo que a lei seja a mesma. Mas Jesus trabalhou com equidade. As leis divinas são as mesmas para todos, mas a sua aplicação, ela se vale da equidade, conferir a cada
a minha casa, os meus direitos, mesmo que a lei seja a mesma. Mas Jesus trabalhou com equidade. As leis divinas são as mesmas para todos, mas a sua aplicação, ela se vale da equidade, conferir a cada um a mesma lei, mas dentro de suas condições e daquilo que é feito. Por isso, afirmação a cada um, segundo as suas obras, considerando que Deus é justo e bom. Então, eu não posso cobrar de um espírito coisas que ele ainda não pode ofertar, mas aquele a quem muito for dado, com toda a certeza, a devolutiva precisará ter compatibilidade. É nesse sentido que a justiça divina, ela reina e é para todos com as mesmas leis, mas com aplicabilidade a depender da condição de cada um. Se nós conseguirmos viver dessa forma, não sendo conivente com aquilo que entendemos que não é o algo que a gente pode denominar de bem, significa que devemos ser compreensivos como aqueles que adotaram como sentido e roteiro da vida o evangelho do Cristo. Se eu entendo que o sentido da minha existência que me foi apresentado é seguir o evangelho como roteiro, o meu dia a dia vai precisar ter nesse manual a base para que eu possa conviver, para que eu possa evoluir, para que eu possa crescer e conviver. O que eu desejo eh compartilhar é que ter um roteiro, que é o sentido da minha existência no evangelho e na vivência do Cristo, não significa que eu sou alguém perfeito, significa que eu tô em permanente exercício evolutivo. E não precisamos nos pressionar, adoecer para demonstrar uma superioridade que ainda não é nossa. Eu fico um tanto quanto preocupada com essa ideia de que ser espírita, ou melhor, ser é espírito, somos espíritos, mas estar na condição de espíritas nos obrigue a apresentar comportamentos que não são compatíveis com o nosso nível evolutivo. Isso é violentar-se e é violentar o outro. Eu até consigo compreender pessoas que não comungam da mesma crença e que dizem: "Mas você não é espírita?" Quando a gente escorrega um pouco dos nossos comportamentos. Porque o que se imagina do espírita, notem que o imaginário
essoas que não comungam da mesma crença e que dizem: "Mas você não é espírita?" Quando a gente escorrega um pouco dos nossos comportamentos. Porque o que se imagina do espírita, notem que o imaginário social enxergam o espírita como ele de fato deveria ser. Então, essas pessoas inclusive podem funcionar e serem vistas como o nosso grande estímulo para sermos os espíritas que devemos ser. Vamos lembrar que, embora os espíritos não precisem de nós para que eles continuem a sua existência e nem o espiritismo, mas o futuro do movimento espírita vai depender da nossa vivência e exemplo. Então eu entendo quando pessoas que não comungam da mesma do mesmo princípio filosófico nos fazem essa cobrança. Mas nós que estamos na condição de espíritas, não podemos ser descaridos cobrando do nosso companheiro de credo, de vivência filosófica, que compartilhe os mesmos postulados e dizer nem parece que é espírita. Porque dizer isso é negar o próprio espiritismo que nos apresentou uma escala espírita falando que nós somos distintos, que somos diferentes na manifestação daquilo que ainda carregamos internamente com dificuldades, mas também com boas promessas de bons frutos para o futuro. Então, não sejamos nós aqueles que escolhem apontar, mas aqueles que escolhem estender a mão para o outro, para que ele vivencie aquilo que ainda tem dificuldade, porque todos nós temos dificuldade. Se conseguirmos, então, estender as mãos uns aos outros, confessai-vos uns aos outros. Conhecereis os meus discípulos por muito se amarem. A gente vai conseguir ter uma convivência de maior confiança, onde eu não preciso ir para outra casa espírita me esconder porque fui participar do atendimento fraterno ou receber fluidoterapia como se eu já fosse espírito perfeito e que isso fosse um grande demérito. O que é que nós estamos fazendo do movimento de compreensão, de acolhimento e de amorosidade? Quantas vezes nós vimos as discussões de Paulo com Thago, mas eles estavam servindo ao mesmo mestre, tinham as suas
ue nós estamos fazendo do movimento de compreensão, de acolhimento e de amorosidade? Quantas vezes nós vimos as discussões de Paulo com Thago, mas eles estavam servindo ao mesmo mestre, tinham as suas dificuldades expostas. Quantas vezes Pedro precisou justificar, se colocar, mas um conseguia, apesar das diferenças, entender o outro. E a gente tá falando das primeiras congregações da era cristã, onde ser diferente não era impecílio paraa convivência, e sim dizer ao outro calma, olhe melhor, reflita e saber que vai ter um momento em que nós precisaremos de alguém que nos diga: "Calma, reflita. Não podemos viver como se fôssemos espíritos perfeitos, porque ainda não somos. E viver dessa forma é ficar enclausurado dentro de si mesmo, porque a gente perde espontaneidade, porque tem sempre que manter a máscara do espírito evoluído. Isso é loucura. Agora o que a gente precisa fazer é não transformar essa realidade. Sou assim porque é meu nível evolutivo. Aceite quem puder. Esse comportamento, vamos dizer que extremo e oposto também não é o adequado. É assumir o que estamos no momento, moralmente falando, mas fazendo o esforço para que consigamos então melhorar. Aí sim a gente vai ser reconhecido como verdadeiro espírita. Kardec não disse que era o espírito perfeito, mas aquele que se esforça para domar as suas mais inclinações. Se o verdadeiro espírita é aquele que se esforça em domar as suas mais inclinações, significa que ele é imperfeito. Ponto. Por que que a gente criou esse imaginário de que nós devemos aparentar para o outro aquilo que nós não somos? E se fôssemos, não estaríamos no planeta de provas e expiações, a gente já estaria no mundo regenerado ou celeste. Estar aqui já me confere a tranquilidade de saber que não sou perfeito ainda e que, por isso, as quedas que os outros apresentam devem ser compreendidas e nem precisam ser perdoadas. Porque se eu perdoei é porque em algum momento eu me ofendi e precisei então reconsiderar a minha crítica e o meu julgamento, porque eu não entendi o
em ser compreendidas e nem precisam ser perdoadas. Porque se eu perdoei é porque em algum momento eu me ofendi e precisei então reconsiderar a minha crítica e o meu julgamento, porque eu não entendi o que o Espiritismo propõe. É assim que a gente vai no cotidiano, no dia a dia, muitas vezes a duras penas, com dor, com dificuldade, porque é típico do nosso nível evolutivo, caindo, eh, reproduzindo atos que a gente nem mais gostaria de fazer, mas o condicionamento nos coloca naquela condição. que quanto mais o condicionamento nos puxa, mais a vida que é sábia e que é dotada de misericórdia, porque ela é fruto da bondade de Deus, vai nos trazendo oportunidades semelhantes para que a gente veja, olha, você está diante da mesma situação. Significa que a lição ainda não foi introjetada como devia. Não se comporte como das outras vezes. Busque mudar. a resposta que você vai dar ao mesmo estímulo. E quando a resposta é diferente, a gente também vai começar a vibrar diferentemente. Se eu sou aquele que está acostumado a nem esperar que a pergunta do outro seja concluída, porque eu já sei a resposta, eu agora vou me exercitar em ser aquele que controla a voz e a vontade de responder e termina de ouvir a pergunta, porque ela pode ser a pergunta que o outro queria fazer e que você determinou uma outra coisa. Perdemos oportunidade de entendimento, perdemos a oportunidade de ganhar uma amizade genuína, perdemos a oportunidade de criar laços de confiança em que o outro entenda que por mim ele pode ser acolhido por uma escuta qualificada. Faça esse exercício. Escute. Você não vai escutar aquilo que você imagina que o outro quer lhe trazer. Você vai escutar o outro. Nós estamos com uma dificuldade tremenda de dialogar no dia a dia, porque a gente, antes mesmo que o outro se manifeste, a gente já interpreta quais são as intencionalidades. Se aproximou daquele jeito, andou daquele modo, me olhou assim, quando eu passei falou com fulano, quanta coisa. a gente imagina que não necessariamente
e já interpreta quais são as intencionalidades. Se aproximou daquele jeito, andou daquele modo, me olhou assim, quando eu passei falou com fulano, quanta coisa. a gente imagina que não necessariamente corresponde à realidade. E se corresponder, se você tem a sua consciência tranquila, se você está economicamente falando de economia espiritual harmonizado, essas circunstâncias não vão lhe abalar. Pensem, se nós estamos em um planeta de provas e expiações, espíritos imperfeitos, que todos nós somos, estamos nessa condição, vaidosos, orgulhosos, em algum momento alguém vai me prejudicar, alguém vai fazer uma crítica, alguém vai fazer alguma coisa que eu não concorde. Isso é natural, mas a gente ainda se espanta, estabelece julgamentos e ainda quer ir a desforra. É natural que essas coisas apareçam. Então, por que eu espanto? Meu Deus, fulano foi capaz de fazer tal coisa, nem imaginava. Por quê? Se ele também tá tanto quanto você buscando acertar? É nesse, é nesse, viés de pensamento que a gente vai vendo que a vida nos confere um sentido de equilíbrio, de harmonia, de reeducação, de compreensão do outro e o estabelecimento de uma sociedade muito mais fraterna. Nós estamos, às vezes, dá até uma sensação de que estamos voltando para trás, mas não. Estamos evoluindo, embora não pareça, porque como eu sempre compartilho e aprendi isso com o André Luiz Peixinho, a nossa evolução não é reta, ela é pendular. Então eu estarei num estado de estabilidade em algum momento. Então eu já tenho alguns valores que estão ali calcados e eu já vivo com base neles. Mas vai chegar um momento em que cada vez que eu tenho uma conquista, eu vou estar pronto para avançar. Então a casa que antes estava sobre areia, que qualquer vento levava, agora ela já conseguiu solidez. Então eu vou ser atraído para algo mais elevado. Então aquilo que estava estável vai adquirir um movimento pendular. Então eu tento fazer e não consigo. Lembram de Paulo de Tarso? Aquilo que eu gostaria de fazer, eu não faço, mas aquilo que eu não devo
ão aquilo que estava estável vai adquirir um movimento pendular. Então eu tento fazer e não consigo. Lembram de Paulo de Tarso? Aquilo que eu gostaria de fazer, eu não faço, mas aquilo que eu não devo ou não quero, eu não faço. Então, a gente vai ficando no pêndulo. Até que por repetição, várias reencarnações, dores lancinantes, a gente cansa de padecer por insistir no mesmo padrão e aí estabiliza o comportamento, acha o ponto de equilíbrio, estabiliza de novo até que a evolução diga: "Você já tá pronto, vamos avançar de novo." desestabilizamos até achar o equilíbrio. Estamos nesse momento de crise, pensando a humanidade, pensando o planeta. Quando a gente observa violência exacerbada, eh, comportamentos que faz com que lembremos do tempo da barbárie, crimes premeditados, guerras, eh pessoas com pensamentos dissonantes, trêlocados, desequilibrados e que a gente pergunta, será que estamos vivendo o final dos tempos? Final dos tempos de iniquidade, sim, mas não o fim do mundo. Entender que estamos no momento, como tá lá previsto na Gênesis, não tem nada fora de ordem. Quando ele traz nos últimos capítulos 17, 18, que deveríamos ler com constância e repetição, ele vai dizer que a mudança é sempre precedida por momentos de crise e agudização da dor, que é o que faz despertar aqueles que se entregam ao prazer sem nenhum tipo de freio. que o prazer ficar solto e sem nenhum tipo de momento de parada em reflexão, que é o que a dor nos permite. Não que Deus diga: "Agora todos vão sofrer, mas nós sofremos por invigilância". Então ela se torna uma mestra para o nosso nível evolutivo. Diz: "Olha, a vida do jeito que tá não pode continuar. Vem as doenças do ponto de vista físico, do ponto de vista psíquico, vem as situações de miséria, vem a depressões e tantas outras coisas que são sinalizadores de que o caminho não foi o correto na nossa escolha. Nessa reflexão aí a gente tem os movimentos que a sociedade faz. A gente tem um agrupamento das pessoas mais vulneráveis reclamando e clamando por
de que o caminho não foi o correto na nossa escolha. Nessa reflexão aí a gente tem os movimentos que a sociedade faz. A gente tem um agrupamento das pessoas mais vulneráveis reclamando e clamando por respeito, porque a gente tá sentindo que jeito que estamos indo, nós estamos nos destruindo e não construindo uma vida muito mais harmônica. sair com medo do outro, desconfiando das pessoas que a qualquer momento podem me atacar de algum modo, podem me depreciar, é exaustivo. E é essa exaustão que faz com que entremos em crise. A crise é o momento em que a humanidade, do mesmo jeito que o corpo, quando ingere um alimento que lhe faz mal, o nosso sistema digestivo entra em crise e expulsa aquilo que não está mais lhe fazendo bem. Essa analogia vai também nos fazer entender que nesse momento em que o planeta transita de prova expiação, que não é de hoje para amanhã, para a regeneração, significa que serão expulsos aqueles que não vão vibracionalmente estar compatíveis com o planeta em que o bem vai viger, ao contrário do nosso, em que o mal sobrepuja. Então essa expulsão é um convite da misericórdia divina para que não atrapalhemos quem avançou e vamos então para um outro planeta contribuir com a evolução de quem ainda está a quem daqueles que vão para um outro espaço. Todos nós soubemos pelos livros, pela literatura espírita séria, que seríamos todos aqueles que estão no ORP planetário oportunados a voltar. E voltariam os espíritos de toda e qualquer natureza, os que denominamos como trevosos, que em verdade são os mais recalcitrantes no mal. Viriam os inteligentes, mas que não usam inteligência pro progresso e sim para burla. Teriam aqueles bem violentos que já viveram em outras épocas também sanguinolentas, mas que voltam. E aí a gente vai entrando em contato com coisas que já não são mais compatíveis com aquilo que nós acreditamos e vamos nos surpreendendo com a riqueza, eh, digamos, ou melhor, né, nem riqueza o termo adequado, com o requinte, a minúcia com que alguns espíritos
ão mais compatíveis com aquilo que nós acreditamos e vamos nos surpreendendo com a riqueza, eh, digamos, ou melhor, né, nem riqueza o termo adequado, com o requinte, a minúcia com que alguns espíritos conseguem expressar a sua perversidade. Mas se Deus é justo e todos que estão nesse orb, e aí eu tô falando espiritualmente precisam reencarnar para que tenham a mesma oportunidade, eles também virão. E não estamos aqui à toa como vítimas desses seres. É preciso que tenhamos a consciência que estando um pouco melhores, somos compatíveis, porque aí estaríamos colocando em cheque o princípio de justiça e bondade divina. Somos compatíveis com esforços para nos tornar melhores, domar as nossas mais inclinações e se domamos nos transformamos moralmente. Aí que a gente diz então que evoluiu e sente internamente que conseguiu evoluir. Não somos mais, por exemplo, aqueles seres que dão vazão à sua raiva e agressividade. ato, comprometo, eh abuso, engano, consigo usar dos mais diversos ardis para alcançar um objetivo. Hoje já somos aqueles que podemos sentir vontade, mas já evoluímos a ponto de não fazer. E vamos chegar no ponto em que nem vontade sentiremos, porque aquilo já nem mais me diz respeito. Então, se eu estou acostumado a participar de rodas sociais e de conversas em que o resultado é depreciar o próximo e se isso já me incomoda, eu já não me alegro e sorrio como antes, significa que eu já consegui avançar e que estou precisando participar de rodas outras rodas como esta que estamos aqui discutindo a edificação, o nosso futuro, as possibilidades es de crescimento de natureza espiritual. Ter sentido na vida ou escolher um sentido vai depender daquilo que nós estamos ansiando. E aí a gente precisa se perguntar. Jesus nos disse: "Vinde a mim todos vós que estais fatigados e eu vos aliviarei. Os que estão com sede de faminto serão saciados. Qual é a sua fome atualmente? Se a sua fome for a dos prazeres de viver tudo que o mundo lhe oferta, aqui você já consegue ser bem alimentado.
iviarei. Os que estão com sede de faminto serão saciados. Qual é a sua fome atualmente? Se a sua fome for a dos prazeres de viver tudo que o mundo lhe oferta, aqui você já consegue ser bem alimentado. Se a tua fome e a tua sede é por justiça, que não é a justiça dos homens, mas a divina, se a sua sede é por uma vida mais harmônica, integrada, inclusiva, amorosa, de paz, o sentido da sua vida está no Cristo, que não à toa é o nosso modelo e guia. sem a ilusão de que se ele é modelo e guia, eu tenho que ser como Jesus foi. Não, você estará na condição que você pode tendo o mestre como seu exemplo. Nós não seremos Jesus, mas nós temos todos potencial crístico. e pensarmos que somos criaturas divinas e que temos um potencial para lá de subutilizado, vamos começar a utilizá-lo dentro daquilo que nos é possível, porque as grandes edificações começaram com tijolos e eu preciso reunir o meu pedra por pedra até que eu consiga ter uma base firme e avançar, sem pressa, mas também sem acomodar. entendendo que todo aquele espírito que se dispõe à evolução contará com os dispostos pelo progresso desse planeta. Eu preciso criar uma rede relacional do ponto de vista espiritual. Além do meu mentor, do meu anjo guardião ou qualquer outra nomenclatura que a gente conceda, eles não se importam com isso, a menos que seja um espírito vaidoso, aí já não seria mais mentor espiritual. É preciso que as nossas atitudes, pensamentos, sejam voltadas para orações diárias. Não é oração gravada, genuína, que pode ser: "Estejam comigo, Deus me proteja". Pode ser a leitura, se você não é muito acostumado à leitura, nós temos livrinhos com mensagens pequenas. Se acostume a diariamente fazer uma leitura de um trecho antes de sair. Se você não tem tempo, ouça-se uma música, que é um tempo mais curtinho, mas que lhe tranquilize. Quando você for convidado a responder alguém com rispidez, opte sempre pelo silêncio. Tem alguma coisa que lhe seja uma referência, como uma frase numa agenda, como algum símbolo que lhe permita
lize. Quando você for convidado a responder alguém com rispidez, opte sempre pelo silêncio. Tem alguma coisa que lhe seja uma referência, como uma frase numa agenda, como algum símbolo que lhe permita dizer: "Não, eu não vou comprometer a minha caminhada evolutiva. Não é o outro que nos provoca, é o que eu permito que repercuta em mim. Se eu tenho paz, eu não vou atender a violência e a agressividade do outro." Esse é o exercício que nós vamos precisar tanto para quem não tem criar o sentido da vida, lembrando que o sentido do espírito que somos é evoluir. Lembrar que não estamos neste mundo para prazeres e felicidade. Prazer e felicidade é consequência de esforço, trabalho e disciplina. Então não tem como ser feliz se a gente não faz o dever de casa. E o nosso dever de casa é evoluir espiritualmente. E assim sendo, nós poderemos usufruir daquelas felicidades pequenas do dia a dia, mas que quando somam fazem com que a gente consiga perceber que mesmo em meio ao caos aparente, porque Deus é que nos rege. Se ele rege, não tem caos, mas tem sim uma ilusão que a gente cria pelo excesso de ideias de materialidade, vivências de materialidade. Eu vou conseguindo entender que o sentido de estar aqui é divinizar a matéria. E só diviniza a matéria, quem consegue vencer a si mesmo, conquistar os tesouros da alma, entendendo que trabalho, que disciplina, que persistência, com consciência de que falhas ocorrerão, são, digamos que as pedras angulares do nosso caminho até que a gente consiga se melhorar, sem a ânsia e a ilusão de que seremos perfeitos. Seremos cada vez melhores, cada vez mais auxiliados pelos bons espíritos, fortalecidos, mesmo que as dores que vão aparecer, porque são naturais do nosso contexto evolutivo, mas que quando apareçam se constituam no nosso processo de reeducação. Jesus a ninguém abandona. Tenhamos nele o nosso roteiro e o nosso sentido de existir. Que o Pai Celeste nos abençoe a todos. Nossa imensa gratidão, minha irmã, pelas belíssimas explanações desta noite. Nos
a ninguém abandona. Tenhamos nele o nosso roteiro e o nosso sentido de existir. Que o Pai Celeste nos abençoe a todos. Nossa imensa gratidão, minha irmã, pelas belíssimas explanações desta noite. Nos convidamos a despertar para o verdadeiro sentido de estar aqui nessa terra, sentido de viver a vida em comunhão. Que o Senhor da vida te abençoe e te ilumine sempre o teu caminhar. Nossa gratidão também a tantos amigos aqui conosco, né, todos os lugares do Brasil. Sejam sempre muito bem-vindos. Lembrando sempre que todas as manhãs às 7 horas nós aqui nos encontramos com o nosso momento de reflexão para começarmos o dia na oração e também todas as quartas-feiras às 21 horas com o nosso programa de entrevistas Somos Todos Imortais, do qual Jamil já participou várias vezes. Então, aqueles que não assistiram as suas conversas evangélicas, que dê uma passadinha nos nossos programas para assistir. No mais, a nossa imensa gratidão pela companhia dos amigos nos dois planos da vida e a todos que se encontram. Paz e luz.
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