O orgulho e a humildade, com André Siqueira | Palestras Virtuais FEB

FEBtv Brasil 10/03/2025 (há 1 ano) 57:55 496 visualizações

Acompanhe semanalmente, aos domingos às 17h as palestras Virtuais da Federação Espírita Brasileira. O orgulho e a humildade. ESE, cap. 7, 11 e 12. Link de Acesso: https://febtv.live/palestrasFeb Apoie a FEBtv! Para que este e outros estudos continuem a ser produzidos. https://doe.febtv.com.br

Transcrição

O barco do destino em breves momentos de em nossa aprendizado cristão, lembremo-nos da palavra do Senhor Bahinas. Alimentando a guerra com outro, perdemo-nos nas trevas exteriores, esquecendo o bom combate que nos cabe manter em nós mesmos. Façamos a paz com aquilo, com o que nos seram. lutando contra as sombras que ainda nos perturbam a existência, para que se faça em nós o reinado de lançaremos o bem do mestre tem a porta de cada lâina voltada para baixo. Recordemos assim que em se sacrificando sobre um estado morte devidamente ensaru ao homem a bênção da pátria. Salvador. esse contexto na na novo testamento, quando era Pedro Caimada, ele viveu no momento em que Juda apresentava o Cristo, né, para para ir para instituição para ser preso primeiramente, né, pelos soldados. O dedo amar o médico ficou equivocado com a conciliação na hora daquele impulso que todos nós, infelizmente, né, uma maioria de nós aqui na terra encarnada dos tempos, tomou aquele primeiro impulso na tentativa de defender o mestre e cortou a orelha do soldado. Então Jesus foi lá, criou um poder de amor que ele tinha, colou a orelha do soldado de volta e disse: "Pedro, guarda estado, que é quem pegue passar a espada que acrescenta, né? E ele poderia sim eh fazer convocar os anjos, né? na passagem falando mais ou menos assim para se desvenscilhar dessa situação, mas não era esse o recado que tinha que consir, era o recado da paz, da construção. Infelizmente na história da da nossa humanidade, a guerra entre as nações ainda ainda tá presente, né? até hoje foi ano século XX a gente vios noticiários e a gente vê essas notícias, né, que infelizmente a Ucrânia, a Rússia, o Corriente Médio, eh as guerras civis, enfim, a violência mesmo de uma forma generalizada e que todos nós sabemos que traz prejuízo para toda a humanidade, né, atingindo meios econômicos, desenvolvimentos sociais, mas O que também Eu nos chama muita atenção nessa lição é sobre a guerra interpessoal que a gente trava no nosso dia a dia, né? Essa guerra que

é, atingindo meios econômicos, desenvolvimentos sociais, mas O que também Eu nos chama muita atenção nessa lição é sobre a guerra interpessoal que a gente trava no nosso dia a dia, né? Essa guerra que depende do nosso autocontrole para lidar situações conflictuosas. Todos os dias, na verdade, nós somos apresentados situações confituosas e a gente precisa para lidar com elas de posturas classificadoras. E como que a gente pode pode fazer iso? né? Primeiro ponto é você parar para aquela reflexão que a gente pode levantar aqui. Você prefere pai ou você prefere casão. Porque normalmente esses conflitos eles acontecem em discussões, discussões em que cada um tem o seu ponto de vista e a chama vai se acendendo e quando você vê já virou uma bola de neve uma explosão, né? E a gente veja que deve ter razão, né? mais que nós tenhamos, aí entra a questão da maturidade, né, da gente ter impuridade e saber lidar com a situação. E aí entra também com o nosso controle psicológico, né, com o nosso equilíbrio emocional, pra gente saber atéonde a gente é capaz de ir e com o nosso autocontrole, lembrando daquela máxima de Kardec, né, que a gente tem que aprender a domar as nossas vibrações. E é quando a gente entra em situações perigosas, é que a gente pode se perceber. Quando a gente para para pensar, a existência aqui na Terra passa tão pera, é tão rápida a vida, né? Quando você veja a cor. E não vale a pena você ficar entrando em discussões e carregando traumas e problemas que você pode arrastar por longos anos. Eu vou fazer até uma brincadeira com Andreia aqui sobre essa questão da brevidade da vida, porque quando você vê há um tempo atrás o André, ele foi meu evangelizador. Eu fui evangelizando a dos filhos dele. Hoje o André é avô, eu sou mãe, daqui a pouco eu vou ser avó, ele me avou e assim a nossa existência vai passando. E isso para mim foi ontem, passa tudo muito de pé. Então essa sabedoria que a gente precisa ter no nosso dia a dia, né? Pr gente não entrar em situações perigosas, entrarmos a

existência vai passando. E isso para mim foi ontem, passa tudo muito de pé. Então essa sabedoria que a gente precisa ter no nosso dia a dia, né? Pr gente não entrar em situações perigosas, entrarmos a maturidade, o equilíbrio, o autocontrole para sair dela, sair dela, né? E aí para finalizar falando um pouco dessa questão de de pais de de font dos pacificadores, como sugestão para vocês depois eu não vou não vou fazer isso com vocês, mas tem uma música, não vou cantar, mas tem uma música muito bonita do Não do Cordel que ele fala sobre a paz do mundo. E ele começa a música dizendo que a paz do mundo começa em mim. Então depois vocês que pesquisem lá, ouçam a música porque é muito bonito, vale muito a pena a gente ficar com reflexão para hoje. Jesus bem e hoje o André vai falar sobre a questão do orgulho e da humildade. É sempre um problema entre eu e ele ser continu preocupados e desejarmos uma boa tarde de ternos dado estarmos de volta à nossa casa sobre as bênçãos de Jesus para reflexão em torno deste desafio que é nós aprendermos a sermos grandes quando somos pequenos. De uma maneira geral, a sociedade em seu educativo transformou-nos em pessoas que buscamos ansiosamente por uma autovalorização. Este quadro, ele criou-se por situações e circunstâncias tão delicadas que hoje a dignidade, o amor próprio tornou-se efetivamente calmo. Esta rasmaal, ela estabeleceu-se com culto referência conosco, porque durante os preparativos do enterno dela, poucas pessoas se deram conta de que se tratava de uma grande personagem só. Talvez por conta dessa situação aparece de maneira muito curiosa o fato de que Allan Kardec em 1865, quando trouxe a obra o céu e inferno, a justiça divina, segundo diz, no capítulo sete daquela obra, ele vai trazer uma série de mensagens com algumas dificuldades espiritual. Uma dessas mensagens é justamente Rascaral, racinou como a rainha de outros. Curiosa, mensagem para a gente entender a importância dela. livro céus inferno é uma obra curiosa porque ele aparece logo depois do

as mensagens é justamente Rascaral, racinou como a rainha de outros. Curiosa, mensagem para a gente entender a importância dela. livro céus inferno é uma obra curiosa porque ele aparece logo depois do Evangelho segundo uma obra em que Allan Kardec explora o sentido ético do espiritismo, mas para que o Espiritismo não tivesse um caráter de uma ética convencional, de um acordo, de alguma coisa que a gente dissesse assim: "Olha, a nossa moral ela é baseada naquilo que nós acreditamos como sendo correto. Allan Kardec queria enfrentar a temática da conduta moral, não sob uma perspectiva que era comum à época, no século XIX, de um acordo civilizatório. É nesse sentido que a gente diz que o que é certo numa determinada cultura é errado em outra cultura, porque nós apreciamos as condutas como se elas fossem de origem cultural, baseadas nos acordos sociais de comportamento. E Allan Kardec, sob o ensinamento dos espíritos, ele gostaria de explorar a existência de uma ética natural. E logo depois de trazer os conceitos em o Evangelho segundo o Espiritismo, ele vai fazer uma pesquisa que na atualidade se chamaria de uma investigação por meio de questionários, onde você questiona diferentes pessoas que não se conversam, que têm uma população muito distinta para tentar extrair certos elementos que são comuns ou aquilo que nós chamamos de uma investigação etnográfica, também conhecido como um modelo de investigação chamado survey, muito aplicado dentro das ciências sociais na atualidade. Mas Allan Kardec resolveu fazer essa investigação não com pessoas que estavam encarnadas. Ele resolveu fazer uma investigação com os espíritos e resolveu perguntar a eles qual era a sua condição de felicidade ou de infelicidade e queria saber se eles percebiam uma relação desta condição com os atos que eles tinham feito em vida. E é dentro dessas investigações que Allan Kardec vai receber na sociedade de estudos espíritas em Paris, espontaneamente a comunicação da rainha de Olds. E ele interroga ela sobre a

ham feito em vida. E é dentro dessas investigações que Allan Kardec vai receber na sociedade de estudos espíritas em Paris, espontaneamente a comunicação da rainha de Olds. E ele interroga ela sobre a condição dela de felicidade ou de infelicidade. E ela já apresenta-se dizendo que está muito insatisfeita no mundo espiritual, porque não se lhe reconhecem a condição de soberana. Vejam que coisa curiosa. Ela faleceu, ela foi ao mundo espiritual, mas na cabeça dela ela continuava sendo uma rainha e exigia que as pessoas tivessem para com ela uma conduta equivalente à de súditos. Allan Kardec, muito argutamente investiga sobre os fundamentos de concepção religiosa que ela tinha. perguntando se ela era hindu ou muçulmana. E ela responde que era muçulmana quando estava na Terra. Allan Kardec pega a linha de raciocínio e vai perguntar a ela se ela achava que Maomé, um profeta que recebe um destaque muito grande na religião muçulmana, qual era o papel dele para ela? E a resposta dela diz da essência do pensamento. Ela diz: "Não era filho de rei, não tem o meu respeito adequado." E ele então, surpreso com a resposta da mulher, pergunta a ela: "E o que achas de Jesus?" Ela disse assim: "Um carpinteiro que morreu crucificado, ora, meu amigo, não me preocupo com isso. Não tenho tempo para pensar em torno desse assunto." E então ele investiga sobre a condição dela no mundo espiritual, como você se traja? E ela disse: "Com as mesmas vestes, com as mesmas honrarias que eu tinha quando estava aí. E você tem algum secto?" Não. Aqui não reconhecem o meu poder. E você sofre por conta disso bastante, porque aqui eu sou muito desrespeitada. As pessoas me tratam como se eu fosse igual a elas. E dentro dessa perspectiva, Allan Kardec vai explorar a natureza do sofrimento de Haratma, a rainha de Old, a partir da ideia de que o orgulho, uma palavra que tem um histórico muito curioso para nós entendermos as nuances com as quais ela se manifesta, mas que pode se apresentasse como uma virtude na

Old, a partir da ideia de que o orgulho, uma palavra que tem um histórico muito curioso para nós entendermos as nuances com as quais ela se manifesta, mas que pode se apresentasse como uma virtude na concepção aristotélica e pode apresentar-se como um vício nas tradições cristãs. Curiosamente, a palavra orgulho não tem um origem latina. Ela vem de um antigo dialeto da Bretanha, na qual se dizia urgole. Urgole era uma expressão que significava excelência. Uma pessoa dotada de urgole era uma pessoa preocupada em fazer as coisas da melhor maneira possível, dando o máximo de dedicação para aquilo que estava fazendo, o que, portanto, não seria caracterizado adequadamente com o sentimento de orgulho como nós o conhecemos. Depois ele passou para a tradição como Urgol e chegou ao castelhano Urgóia. E ali, como orgolho, ela se transformou e foi incorporada ao português como orgulho, agora caracterizando um sentimento que aparecia na tradição dos clássicos gregos como ubres. A palavra em grego significava a soberba, isto é, um tipo específico de orgulho que se confundia com a alegria e a raiva, a capacidade de sentir alegria com o poder violento, com a capacidade de realizar as coisas sem depender de ninguém. Isso porque a UBRs significava um tipo específico de contentamento que estava associado ao poder próprio submeter os outros, de domar as circunstâncias da vida. eram caracterizados por este sentimento de ubres, aqueles heróis que na antiguidade se destacavam como tendo realizado coisas por si mesmo e enfrentavam os próprios deuses, não dependendo deles e não aceitando as circunstâncias, porque não queriam se dobrar às noções do que estava acontecendo. Quando a psicologia moderna botou o olhar sobre este sentimento nos estudos recentes, por exemplo, de Plunt, aquele psicólogo que abriu pra gente a popularização dos conceitos de psicologia que aparecem nesses filmes novos, em que aparecem os sentimentos vigindo o dia a dia de uma criança e depois de um adolescente. conhecido como a roda das emoções. O

rização dos conceitos de psicologia que aparecem nesses filmes novos, em que aparecem os sentimentos vigindo o dia a dia de uma criança e depois de um adolescente. conhecido como a roda das emoções. O estudo desse pesquisador mostrou que a partir de emoções básicas nós desenvolvemos um vocabulário capaz de expressar essas emoções e de construir sentimentos que lhe são próximos. E curiosamente, ele identifica o orgulho como sendo o sentimento resultante dessas duas emoções. A alegria que significa um certo contentamento, uma certa euforia no limite de intensidade que advém da força e da capacidade, portanto, da sua aliança com a raiva. Isto é, a capacidade de expressar a própria força, de submeter às circunstâncias, caracterizando desta maneira o orgulho como algo que se aproxima do sentimento de vaidade. Vale a pena uma distinção entre essas duas noções quando nós investigamos o nosso mundo interior para identificarmos se nós estamos tendo sentimentos de orgulho ou se nós estamos tendo sentimentos de vaidade. Qual o ponto de atenção? Quando nós falamos de orgulho, nós estamos falando de uma alegria por causa daquilo que nós julgamos ter dentro de nós. Então, o orgulho, ele é um sentimento pessoal, ele é um sentimento que está voltado para dentro. Ele é um reconhecimento próprio de que eu sou forte, de que eu tenho poder, de que eu sou sábio, de que eu sou capaz de fazer mais coisas do que vocês. Mas a vaidade é o sentimento que vem de fora para dentro. Eu quero que vocês reconheçam isto em mim. Então, enquanto o orgulho é um sentimento de dentro para fora, a vaidade é a busca de uma afirmação de fora para dentro. Eu me mostro vaidoso quando eu desejo que os outros reconheçam em mim valores que eventualmente eu tenha ou mesmo que eu não tenha, mas que eu seja capaz de simular. E o orgulho é quando eu sou capaz de reconhecer os valores que eu tenho sob um sentimento de que eu sou melhor do que o outro. É por este motivo que na história do pensamento nós precisamos distinguir um

orgulho é quando eu sou capaz de reconhecer os valores que eu tenho sob um sentimento de que eu sou melhor do que o outro. É por este motivo que na história do pensamento nós precisamos distinguir um pouco a noção do orgulho com a noção de amor próprio. Isto por quê? Porque rapidamente se reconheceu que quando nós utilizamos essa noção de reconhecimento de valor, isso pode ser uma característica positiva, porque nos dá o reconhecimento de quem nós somos, nos dá o sentimento da nossa capacidade, nos dá o cuidado de melhoria continuada daquilo que nós somos. E esse é o aspecto positivo, mas que pode trazer um aspecto negativo, que é ao nos julgarmos assim, nos sentirmos mais do que os outros e com isso deixarmos de reconhecer o valor dos outros, fixando essa noção apenas em nós mesmos. Quando isto acontece, o orgulho apresenta-se como uma manifestação do egoísmo, sabendo o egoísmo como a visão de que o mundo existe para mim, em função de mim, porque eu sou o melhor. Então, é a partir desta noção de egoísmo que o orgulho se mostra. Então, vale a pena nós pensarmos em uma palavra que pudesse descrever melhor o aspecto positivo deste amor próprio, mas que não fosse o do orgulho por conta desta confusão que pode acontecer. Por quê? Porque quando no nível dos sentimentos a gente acha que está sentindo orgulho, quando a gente está buscando amor próprio, isso pode criar uma confusão no nosso processo de autoconhecimento. E esta palavra seria dignidade. A dignidade é uma noção complexa. Por quê? é uma noção que envolve o amor próprio, a capacidade de reconhecer os próprios valores, mas que independe daquilo que nós fizemos ou que nós deixamos de fazer. Na concepção do filósofo alemão Emanuel Kant, a dignidade significa o reconhecimento do seu valor intrínseco por ser um ser humano. Você tem valor por você ser quem você é. Mas esta noção, ela é melhor compreendida quando nós aliamos o reconhecimento dos nossos valores próprios. Eu sou uma pessoa que tem valor. Isso é o reconhecimento da minha

r por você ser quem você é. Mas esta noção, ela é melhor compreendida quando nós aliamos o reconhecimento dos nossos valores próprios. Eu sou uma pessoa que tem valor. Isso é o reconhecimento da minha dignidade, mas que só se completa quando eu reconheço a dignidade do outro. Então, eu não sou melhor do que o outro, porque da mesma maneira que eu sou digno, o outro também é. Por quê? Porque ele é meu semelhante. O conjunto de valores e de direitos que eu possuo intrínsecamente, eu também reconheço como fazendo parte do outro. Essa é a noção de dignidade. Da mesma maneira que eu tenho capacidade de desenvolver valores, o outro também possui capacidades de desenvolver valores. Esta noção que foi erigida e consagrada em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabeleceu que toda pessoa tem direito à sua dignidade por ser uma pessoa humana. Este reconhecimento, ele é fundamental porque ele vai aparecer como uma construção histórica de diferentes contextos. Para Aristóteles, isso aparecia como o amor próprio que foi traduzido com a palavra orgulho, graças àquele viés que nós encontramos de linguagem, mas que também é traduzida como o amor próprio incondicional. No hebraico existe uma palavra que se aproxima disso, que é hel. Esta palavra, ela é muito curiosa porque é um sentimento que reconhece o valor do outro e a demanda do outro por receber o nosso respeito e a nossa atenção, independente do que ele fez. Por exemplo, um exemplo deste sentimento é quando José, um dos filhos de Jacó, foi vendido pelos irmãos como um escravo para o Egito. Ele foi abandonado no Egito como escravo. Lá ele criou uma vida própria e transformou-se no primeiro ministro do faraó. E quando os irmãos foram ao Egito e se encontraram com ele, ele os acolheu. Por quê? Mas eles tinham abandonado ele, tinham. Mas eles tinham vendido ele, tinham. Mas eles tinham deshonrado a relação de fraternidade que existia. tinham, mas eles eram pessoas dignas de respeito. E o sentimento de José em

andonado ele, tinham. Mas eles tinham vendido ele, tinham. Mas eles tinham deshonrado a relação de fraternidade que existia. tinham, mas eles eram pessoas dignas de respeito. E o sentimento de José em relação a isso era, na concepção hebraica, a base de uma relação de amor incondicional, um espelho que diz assim: "Por que motivo Deus nos ama? Por que motivo Deus ama um criminoso? Por que motivo Deus cuida de uma pessoa que é deshonrada, que é injusta? Por que que Jesus disse: "Deus faz com que caia a chuva sobre os justos e sobre os injustos". Que noção é essa? Essa é uma noção de dignidade muito incompreendida quando nós concebemos que o espírito define a sua vida em uma existência. A pessoa nasceu, se ela foi boa, ela vai pro céu, é digna. Se ela foi ruim, ela vai pro inferno, é indigna. Se a gente não sabe exatamente qual é a situação dela, ela vai pro purgatório para decidir se ela é digna, vai pro céu ou indigna, vai pro inferno eternamente. E aí a gente pergunta: "E Deus ama as pessoas que estão no inferno? E Deus oferece a elas oportunidade de redenção?" A doutrina espírita quando encara a partir de uma perspectiva da lei de igualdade, em que se baseia a concepção da lei de igualdade, todos nós somos espíritos criados, simples e ignorantes. Portanto, nós temos fundamentalmente um potencial de progresso. Todos nós temos o potencial de que um dia nós seremos espíritos puros. Nós seremos cidadãos do universo honrados, dignos, bondosos, amorosos, no sentido de que quando nós dominarmos a nós mesmos e compreendermos como funciona a lei divina, nós exercitaremos a nossa dignidade, integrando-nos no universo como um todo. Mas quem fará isso? todos nós quando mediante o nosso esforço de progresso. Isso significa que a pessoa que hoje é um criminoso, daqui a alguns anos, mil, milhões ou bilhões, será um espírito puro. E é esta noção de dignidade que me faz ter para com ele um sentimento de respeito pela condição de ser quem ele é. Neste sentido, nós somos iguais. Nós temos

milhões ou bilhões, será um espírito puro. E é esta noção de dignidade que me faz ter para com ele um sentimento de respeito pela condição de ser quem ele é. Neste sentido, nós somos iguais. Nós temos valores intrínsecos da nossa natureza. Esse é o sentimento de dignidade, o que não é a mesma coisa daquele orgulho que nós sentimos. O orgulho ele se caracteriza, então, por esta ilusão que nós temos de que o nosso estado de sermos melhores do que o outro por diferentes circunstâncias. Eu sou melhor do que você porque eu tenho mais idade. Eu sou melhor do que você porque eu tenho mais dinheiro. Eu sou melhor do que você porque eu tenho mais conhecimento. Eu sou melhor do que você porque eu tenho mais beleza. Eu sou melhor do que você porque eu conheço pessoas importantes. Eu sou melhor do que você porque, sei lá por, mas eu sou melhor do que você. Esse é o sentimento que nos acolhe quando nós estamos diante do orgulho. E qual é o antídoto para isso? A humildade. Em que consiste a humildade? No reconhecimento da nossa dignidade, mas no reconhecimento idêntico da dignidade do outro. no reconhecimento dos meus potenciais de crescimento e, por isso mesmo, o reconhecimento dos potenciais de crescimento do outro. Se hoje eu sou uma pessoa que tenho muito conhecimento, serão suficientes alguns anos de esforço para que o outro tenha mais conhecimento do que eu. E hoje eu sou uma pessoa que tenho muitos recursos, talvez por uma série de circunstâncias da vida, em outras oportunidades, em outras circunstâncias, o outro terá acesso a melhores condições do que a minha. E quando olho isso à perspectiva da imortalidade, em que hoje eu estou num papel social e amanhã estarei em outro, eu compreendo que muitos dos valores que eu suponho sejam meus, porque vieram mediante os meus esforços, são, na verdade, benefícios que a vida me ofereceu pelas circunstâncias nas quais ela me colocou. Se hoje tem um pensamento claro, devo agradecer desde a minha mãe que me ensinou as primeiras palavras à

o, na verdade, benefícios que a vida me ofereceu pelas circunstâncias nas quais ela me colocou. Se hoje tem um pensamento claro, devo agradecer desde a minha mãe que me ensinou as primeiras palavras à professora do primário que me desenvolveu os primeiros raciocínios. Se sou um indivíduo que tenho habilidades físicas, preciso reconhecer nas oportunidades da vida aquele conjunto de pessoas que me comprometeu com os exercícios que me fizeram alcançar o ponto em que eu estou. Então, nós somos o resultado das circunstâncias cujos valores nós aproveitamos. no convívio com o outro e por isso lhes devemos respeito. Quando encontramos alguém que não teve as mesmas oportunidades ou que não soube aproveitá-las como nós, não devemos nos mover por um sentimento de orgulho, mas deveremos reconhecer no potencial do outro igualmente a sua dignidade. Aí uma expressão muito curiosa que Jesus desenvolveu a partir da concepção antiga hebraica, que nós vamos encontrar desde o Levítico, quando ao apresentar os mandamentos, nós encontraremos: "Ouve, ó Israel, eu sou o Senhor, vosso Deus e sou um, porque eu sou vosso Deus. E sou aquele que vos provê, que vos ampara, que vos dá todas as circunstâncias. Deveis amar-vos uns aos outros. Deveis amar o vosso próximo como a vós mesmos. Este é o ensino do Velho Testamento. Isso não é uma novidade do evangelho. Isso não é uma novidade trazida pelo Cristo. Amar o outro, como nós amamos a nós mesmos, é a expressão de dignidade com a qual nós reconhecemos a igualdade do outro. Mas para exercitar isto é necessário que sejamos capazes de nos valorizarmos, de entrarmos em nós mesmos, de reconhecermos os nossos valores enquanto indivíduos, de entrar naquilo que nós somos capazes de fazer, mas também naquilo que nós ainda ainda não somos capazes de fazer e reconhecer que nós somos potências, que nós temos possibilidades. Amar a si significa cuidar de nós mesmos. Amarmo-nos significa ter para conosco o devido respeito, desejarmos para nós as melhores perspectivas e, por isso,

os potências, que nós temos possibilidades. Amar a si significa cuidar de nós mesmos. Amarmo-nos significa ter para conosco o devido respeito, desejarmos para nós as melhores perspectivas e, por isso, aproveitarmos as melhores oportunidades para desenvolvermos os nossos melhores potenciais. E quando nós nos amamos, reconhecendo este valor íntimo, nós exercitamos o amor ao próximo, porque reconhecemos nele a nossa semelhança, porque reconhecemos nele os potenciais de crescimento, porque reconhecemos nele a dignidade de sermos quem somos, espíritos com potencial de Deus. desenvolvimento. Daí a urgência de nós reconhecermos o nosso real status. Por quê? Se o orgulho, lembram que o orgulho é esse sentimento íntimo de reconhecer os nossos valores como sendo melhores do que o outro, o orgulho se expressa às vezes como vaidade, que é o quê? Eu quero que vocês reconheçam que eu sou melhor. Se nós cultivamos a humildade, que é o quê? O que que significa a humildade? É nós termos a consciência dos valores que nós efetivamente temos, mas igualmente reconhecermos os valores potenciais dos outros. reconhecermos que mesmo tendo alcançado um nível, seja lá, mais aprimorado, nós ainda temos mais coisas a aprender e reconhecer que o outro é capaz da mesma coisa. O orgulho desenvolve a vaidade, a humildade desenvolve a modéstia. E o que é a modéstia? É esta capacidade que o indivíduo tem de dizer que reconhecendo os meus valores, eu não preciso que vocês reconheçam isso. Eu não tenho necessidade que vocês achem que eu tenho esses valores, porque eu sei que eu os tenho e isso é suficiente. Eu não preciso da validação do reconhecimento desses valores. Então, eu não tenho obrigação de mostrar o que eu tenho ou eventualmente o que eu não tenho. Vocês me reconhecerão sendo quem eu sou, não tentando parecer que eu sou. O orgulho está para a vaidade, assim como a humildade está para a modéstia. E é um valor importante este da humildade. Por quê? Porque é graças à humildade que eu reconheço

entando parecer que eu sou. O orgulho está para a vaidade, assim como a humildade está para a modéstia. E é um valor importante este da humildade. Por quê? Porque é graças à humildade que eu reconheço aquilo que me falta. É aquilo que me faz reconhecer que o Jorge tem todo o direito de me chamar a atenção e de me fazer críticas, de reconhecer que a Cristiane, mesmo sendo mais nova do que eu, acredito em vocês, foi minha evangelizanda. Ela pode, por virtude dos valores que ela desenvolveu, me ensinar coisas que eu ainda não sei. E como é que eu vou aprender se eu for suficientemente humilde para reconhecer o que ainda me falta e aproveitar aquilo que potencialmente ela pode me oferecer? Ninguém é uma pessoa que alcançou a completude que não tenha algo a aprender ou a experimentar com o outro, com o valor do outro, com o modo como o outro faz as coisas. A humildade é essa virtude capaz de nos aproximar da dignidade que nós temos uns para com os outros. Jesus reconhecia isso e exemplificava de uma maneira extraordinária. Era quem era e não precisava mostrar para ninguém do seu potencial. nunca se privou de demonstrar o seu potencial, seja multiplicando os pães, seja curando cegos, andrajosos, os que portavam a lepra, aqueles que não ouviam, voltavam a escutar na presença dele. E ele não se afetava por isso, porque reconhecia o próprio valor. Mas nem por isso. Quando os discípulos se degladevam depois da entrada triunfante em Jerusalém, discutindo entre si qual deveria ser o maior novo reino que o povo preparava para Jesus, porquanto ele entrara em Jerusalém sob o grito popular rei de Israel, enquanto se discutia qual deles deveria ocupar os melhores lugares. Jesus cingiu-se à moda de um escravo e foi lavar os pés dele com a mesma dignidade com que entrou em Jerusalém. Porque a modéstia, ela não deixa de reconhecer o próprio valor. Quando as pessoa está de posse dos valores verdadeiros que tem, ninguém pode tirar isso. Observamos a postura de Jesus de profunda humildade quando Pilatos lhe interrogou:

reconhecer o próprio valor. Quando as pessoa está de posse dos valores verdadeiros que tem, ninguém pode tirar isso. Observamos a postura de Jesus de profunda humildade quando Pilatos lhe interrogou: "És rei?" E ele disse: "Se eu fosse rei, eu não estaria aqui. Mas as pessoas dizem que tu és rei. Eu te pergunto, és rei? Tu o dizes, mas o meu reino não é deste mundo. Em verdade vos digo, e Pilatos atrapalhou a conclusão da fala, que é a verdade. Jesus olhou para ele e diferente do que muitas vezes nós nos acostumamos a fazer, porque a gente adora falar, a gente adora deitar o nosso conhecimento para mostrar aos outros que nós sabemos o que é a verdade. Jesus olhou para a pergunta quando ele lhe disse que é a verdade e se perguntou, ele está querendo ouvir? e silenciou porque ele não queria ouvir. Ele não estava desejoso de compreender o que era a verdade. Então, não importava falar se o outro não queria ouvir. Esse silenciou. Um soldado que ali estava lhe esbofeteou. Por quê? Porque ele havia desrespeitado um homem de grande estatura moral diante de Roma. E Jesus olhou para o soldado que o batera na face e lhe perguntou com muita dignidade: "Por que me bates? Acaso o que eu tenho falado não é verdadeiro?" E isso foi dito com tanta dignidade que o soldado baixou os olhos. Não é uma questão de disputa, não é uma questão de desrespeito, não é uma questão de enfrentamento, é uma questão de dignidade. Conhecer este valor nos dias em que estamos vivendo é iniciar uma transformação íntima que nos permite o desenvolvimento de nossas potencialidades, de nosso amor próprio, sem esquecer a dignidade com que deveremos tratar respeitosamente. aqueles que julgamos nossos inferiores ou aqueles que julgamos nossos superiores, porque se tratam de circunstâncias passageiras ante a dimensão da eternidade que se coloca na nossa frente, recordando Itrat Maha, a rainha de Ode, que no mundo espiritual julgava ainda uma rainha. Nós refletimos e nós como chegaremos na vida verdadeira achando que ainda somos

que se coloca na nossa frente, recordando Itrat Maha, a rainha de Ode, que no mundo espiritual julgava ainda uma rainha. Nós refletimos e nós como chegaremos na vida verdadeira achando que ainda somos brasileiros, que ainda somos doutores, mestres, professores, juízes, médicos, advogados, lavadeiras, lixeiros, ou saberemos nos despir dos papéis transitórios que ocupamos na sociedade, naquilo que Kau Jung chamou persona para identificarmos a essência de quem nós somos e reconhecendo a dignidade de nós mesmos nos entendermos como filhos de Deus. Muito bem. É muito importante refletir, né? Principalmente quando o André nos diz que assim como o orgulho está para a vaidade, a humildade está para a modéstia, né? que nos lembremos disso e que nós vejamos em cada ser humano o nosso semelhante, conforme Jesus nos ensinava, né? Hoje passávamos, enquanto caminhávamos no eixão com a esposa, víamos umas crianças pobrezinhas recolhendo frutinhas com com os pais. E aí nos lembramos de quantas crianças são assim tão pobrezinhas, tão humildezinhas agora e que no futuro poderão vir a se tornar grandes cidadãos da humanidade. As oportunidades vão surgindo para muitos e para outros não, porque às vezes está nas provas da daquele espírito, né? Mas o importante é aquilo que foi lembrado, né? Fomos criados para a perfeição. Uns demoram um pouco mais, se acomodam, mas depois percebem o seu atraso e aí avançam mais rapidamente e outros aproveitam bem as oportunidades que Deus lhes concede. Eu na minha juventude fiz uma música e eu vi que no correr da vida eu fui muito abençoado por Deus. E a música inventada por nós aos 20 anos, 21, quando entramos no espiritismo, tem por título pai, muito obrigado. Devemos sempre nos lembrar da bondade imensa de Deus e tomar a nossa cruz, conforme ensinou Jesus, e não olhar para trás. Sigamos, pois com Cristo. Ele está à nossa frente e ele é o modelo, é o guia que Deus nos concedeu para que nós possamos cada vez mais nos libertar do orgulho e com humildade, modéstia,

har para trás. Sigamos, pois com Cristo. Ele está à nossa frente e ele é o modelo, é o guia que Deus nos concedeu para que nós possamos cada vez mais nos libertar do orgulho e com humildade, modéstia, respeito ao nosso próximo, prosseguirmos, ainda que não sendo coniventes com o mal, mas sendo tolerantes para com aqueles que ainda não estão no caminho em que Jesus nos ensinou como caminho, verdade e vida, embora tenha se calado diante de Pilatos por saber que não valia a pena falar para quem ainda não tinha ouvidos de ouvir. Muita paz a todos um excelente domingo e vamos fazer a nossa prece de encerramento, né? Assim, Jesus, queremos te agradecer por mais este momento em que fomos brindados com esses ensinamentos maravilhosos que o teu evangelho à luz da doutrina espírita nos traz. por reconhecerem cada um nosso irmão, por reconhecer o quanto nós precisamos ser humildes para que nunca magoemos quem quer que seja, mas que possamos cada vez mais compreender e até mesmo esquecer todos os equívocos que alguém possa possa ter conosco. Abençoa, Senhor, o nosso esforço. Abençoa todos os que aqui se encontram presentes e os que não puderam estar, aos seus familiares, ao nosso governo, ao nosso país, às nações em conflitos. Senhor Jesus, que o teu anjo da paz desça sobre a humanidade, a fim de que ela possa, um dia, Jesus compreender que o mal atrai o mal e que só o bem, só o amor constrói para a vida eterna. Muito obrigado, Jesus. Fica conosco, Senhor. E que assim seja. Aqueles que desejarem o passe, permaneça em seus lugares, que a equipe de passes oportunamente vai chamando todos, dando sempre preferência a as pessoas mais idosas que estão com crianças, que estão com dificuldades de se locomover. Tá bom? Muita paz, excelente semana para todos.

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