A cólera, com André Siqueira | Palestras Virtuais FEB

FEBtv Brasil 02/06/2025 (há 10 meses) 1:08:09 313 visualizações

Acompanhe semanalmente, aos domingos às 17h as palestras Virtuais da Federação Espírita Brasileira. A cólera. ESE, Capítulo 9, itens 9 e 10. Link de Acesso: https://febtv.live/palestrasFeb Apoie a FEBtv! Para que este e outros estudos continuem a ser produzidos. https://doe.febtv.com.br

Transcrição

Boa tarde a todos. Sejamos todos muito bem-vindos a que nós denominamos a casa de Ismael, porque é esse anjo bendito que abençoa a nossa amada Federação Espírita Brasileira, essa casa que foi fundada no dia 2 de janeiro. de 1884. Isso mesmo, o final do século X, o Brasil ainda império, né, engatinhando para a República, mas a espiritualidade já inspira para uma federação, para essa casa ser uma federação e então irradiar. né? O seu amor em todo o país com os seus laços benditos de fraternidade, de união e de unificação dessa doutrina que nos convida. Adeus. ao amor do Cristo e à caridade, o que é o amor em ação. Então, nesse momento, iniciamos esse estudo centenário de O Evangelho Segundo o Espiritismo, convidando a todos a nos sintonizarmos com a espiritualidade maior pela oração. Oremos. Pai amado de misericórdia, estamos aqui, Senhor, unidos em pensamentos, em sentimentos, elevando a ti, ó Deus, nosso pai, a súplica sempre pela sua ajuda, Senhor, por todas as nossas aflições, mas também a gratidão que habita os nossos corações pela nossa vida, pela vida de todos os nossos familiares, todos que estão sempre à nossa volta e nos enriquecem a existência. Gratidão, Senhor, por essa oportunidade bendita de aprendizado nas relações à quais somos lançados, no seio familiar, no trabalho espírita, no trabalho profissional, no trabalho do dia a dia em casa. dentro de nós, no trabalho mental do esforço que fazemos para nos tornarmos pessoas melhores a cada instante. e com essa intenção e com esses instrumentos que nos oferece a partir do Evangelho do nosso irmão maior, que nos exemplificou com as lições sublimes, Jesus. Pedimos a permissão para iniciarmos esse estudo dominical constante em nossas vidas a partir desse momento, Senhor, dizendo graças a Deus. E agora vamos solicitar a nossa querida irmã Estela Vaz para fazer essa leitura preparatória. Muito obrigada, Estelinha. Obrigada, Gi. Boa tarde a todas as pessoas. Então vamos à leitura do nosso Fonte Viva, psicografia de Chico

ssa querida irmã Estela Vaz para fazer essa leitura preparatória. Muito obrigada, Estelinha. Obrigada, Gi. Boa tarde a todas as pessoas. Então vamos à leitura do nosso Fonte Viva, psicografia de Chico Xavier do Espírito Emmanuel, capítulo 150, intitulado A oração do Justo. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Está em Tiago, capítulo 5, versículo 16. Considerando as ondas do desejo em sua força vital, todo impulso e todo anseio constituem também orações que partem da natureza. O verme que se arrasta com dificuldade, no fundo está rogando recursos de locomoção mais fácil. A loba, cariciando o filhotinho no imo do ser, permanece implorando lições de amor que lhe modifiquem a expressão selvagem. O homem primitivo, adorando o trovão nos recessos da alma, pede explicações da divindade de maneira a educar os impulsos de fé. Todas as necessidades do mundo, traduzidas nos no esforço dos seres viventes, valem por súplicas das criaturas ao criador e pai. Por isso mesmo, se o desejo do homem bom é uma prece, o propósito do homem mau ou desequilibrado é também uma arrogativa. Ainda aqui, porém, temos a lei da densidade específica: atira uma pedra ao vizinho e o projétil será imediatamente atraído para baixo. Deixa cair algumas gotas de perfume sobre a fronte de seu irmão e o aroma se espalhará na atmosfera. Liberta uma serpente e ela procurará uma toca. Solta uma andorinha e ela buscará a altura. Minerais, vegetais, animais e almas humanas estão pedindo habitualmente. E a providência divina, através da natureza, vive sempre respondendo. Há processos de solução demorada e respostas que levam séculos para descerem dos céus à terra. Mas de todas as orações que se levam para o alto, o apóstolo destaca a do homem justo como sendo revestida de intenso poder. É que a consciência reta no nos ajustamentos à lei já conquistou amizades e intercessões numerosas. Quem ajunta amigos amontou amor. Quem amontou amor acumula poder. Aprende assim a agir com justiça e bondade, e teus rogos

ta no nos ajustamentos à lei já conquistou amizades e intercessões numerosas. Quem ajunta amigos amontou amor. Quem amontou amor acumula poder. Aprende assim a agir com justiça e bondade, e teus rogos subirão sem entraves, amparados pelos veículos da simpatia e da gratidão. Porque o justo, em verdade, onde estiver, é sempre um cooperador de Deus. Então, Emanu sempre nos traz convites belíssimos, à reflexão. E nesse convite, onde ele fala sobre a prece, sobre a oração, sobre a importância de sermos pessoas justas, traz sempre o exemplo da natureza para que possamos observar que o amor, o bem está em tudo e a destinação de todos os seres. Então ele traz esse processo para que a gente possa refletindo nesse passo a passo, nesse caminhar, vendo essa beleza onde muitas vezes não vendo, onde não conseguimos ver no dia a dia, mas também essa responsabilidade do desejo que carregamos, daquela intenção que temos, o que estamos evocando, intencionando diariamente. Isso desde lá do verme que tá se arrastando com aquela dificuldade, mas já na intenção de uma locomoção mais fácil. Ou ali na loba, quando ele traz o exemplo, onde muitas vezes vemos apenas um animal selvagem, tendemos a entender assim, mas já no carinho do filhote, já naquele cuidado com a intenção de chegar à expressão do amor a que estamos destinados todos. Então, quantas vezes perguntamos: "Eu oro tanto, eu peço tanto a Deus e parece que não sou atendido". Mas precisamos entender também a qualidade do que pedimos no dia a dia através dos nossos atos, das nossas ações, às vezes daqueles pensamentos que muitas vezes não emitimos, que outras pessoas não sabem, mas que aqui naquela intenção estamos evocando, entrando em sintonia, em comunicação com outros seres que vibrarão na mesma sintonia do que nós. E através dessa intenção nós vamos construindo essa realidade. E daí a importância de estarmos sempre vigilantes, de buscarmos a oração sincera, aquela oração que tem a intenção de buscar a Deus e de buscar o bem de todos sempre. Pois assim nós

do essa realidade. E daí a importância de estarmos sempre vigilantes, de buscarmos a oração sincera, aquela oração que tem a intenção de buscar a Deus e de buscar o bem de todos sempre. Pois assim nós estaremos, conseguiremos agir com justiça, que sempre é bondosa, né? A justiça que ela se reveste sempre, ela ela une o amor que vai corrigir, mas também a sabedoria que vai educar. Então, quando agimos com justiça, conseguimos pensar que o bem não é só para mim, não é só para aquelas pessoas do meu convívio, mas o bem precisa ser para todos os seres. Eu consigo estar atento e vigilante no dia a dia para cooperar com Deus. A minha atenção se faz, então, para colaborar. E assim eu vou amontuando simpatias. Outros seres que vão nesse sentimento de gratidão, de simpatia também nos auxiliar quando precisarmos. Então, quando conseguimos já estar com pensamento alinhado a Deus, com essa vontade, com essa intenção do bem e do amor, nós entramos em sintonia direta com Deus. E ainda todos aqueles outros seres que em simpatia e por gratidão a nós vão nos auxiliar, né, vão se somar a esse esforço de auxílio. Então, que possamos sempre ter essa certeza, né, de que precisamos dia a dia estudar, praticar, observar. vigiar os nossos pensamentos e através da oração que busca esse amor universal e restrito, buscar essa sintonia com mais alto, com a certeza de que fazendo melhor teremos as nossas preces atendidas, porque essa nossa vontade será também o melhor para todos os seres sempre e estaremos sempre cooperando com Deus. Sigamos em paz. Agradecemos a querida Estela, essa trabalhadora da nossa amada FEB, em tantas frentes, há tantos e tantos anos. E convidamos agora a palavra o nosso igualmente trabalhador da casa e do movimento espírita, o nosso igualmente amado André Siqueira, diretor da casa, para nos brindar com suas palavras. Por favor, querida André. Queridas amigas, queridos amigos, depois de tanto carinho que a gente recebeu, né, a Gislene quando faz uma apresentação, ela reveste a gente de

os brindar com suas palavras. Por favor, querida André. Queridas amigas, queridos amigos, depois de tanto carinho que a gente recebeu, né, a Gislene quando faz uma apresentação, ela reveste a gente de tantos elogios que a gente chega, fica assim, né, de pensando, será que eu sou merecedor de tudo isso? Servores aí. A cólera é a filha da raiva com o orgulho. Ela reflete uma pulsão desequilibrada, uma paixão que inadequadamente dirigida exige de nossa parte entendimento, educação, para garantir que consigamos efetivamente alcançar a felicidade que nos cabe. Um dos retratos mais curiosos a respeito da cólera. Nós vamos identificar na obra Paulo e Estevão, em que o espírito Emanuel contrasta duas personalidades grandiosas. De um lado está Saulo de Tarso, mais tarde Paulo de Tarso, o discípulo convertido do Evangelho, e de outro, Estevão Gesiel, um jovem que apareceu um tanto apagado nos evangelhos como Jesiel, mas que transformou-se no primeiro mártir do cristianismo na figura invidável de Estevan. Saulo era um homem de três mundos. Um homem que nasceu hebreu por descendência familiar, educado em uma cultura cujo significado religioso transcendia a mera conquista de rituais, o mero entendimento, porquanto a tradição hebraica transformou a religiosidade em um modo de viver e de pensar. A educação que Saulo recebia à luz da lei, à luz de um entendimento provocado com debates, com discussões, com o desenvolvimento de um discernimento, era suficiente para dar a ele o que ele acreditava serem os instrumentos necessários para a conquista da verdadeira paz e da plena felicidade no seu dia a dia. Mas este jovem que vivia no mundo hebreu era igualmente um jovem que participava do mundo grego. nascido em Tarso, à época, uma cidade grega, educada pelas tradições que vinham de Atenas e de Esparta, Saulo conhecia com profundidade a estrutura do pensamento grego, os seus apelos filosóficos, as tradições antigas como as quais ele convivera em sua infância e juventude, e dada a condição peculiar de

Saulo conhecia com profundidade a estrutura do pensamento grego, os seus apelos filosóficos, as tradições antigas como as quais ele convivera em sua infância e juventude, e dada a condição peculiar de riqueza de sua família. Eles puderam comprar a cidadania romana. E, portanto, para que isto acontecesse, Saulo também era versado nos detalhes políticos da legislação romana, conhecia os direitos que lhe cabia e exercia o seu papel de cidadão. Como mais tarde nós veríamos, quando os próprios hebreus lhe deram voz de prisão, ele apelou para César, porque apenas César poderia julgar um cidadão romano, que era a condição que ele tinha. Um homem de perspectivas extraordinárias, formado numa das mais ricas tradições religiosas do mundo, conhecedor profundo da tradição intelectual grega e ainda de posse de todo o conhecimento do direito romano, Saulo apresentava-se como um homem espetacular. Confesso a vocês que de vez em quando, quando eu penso na personalidade de Saulo, dados esses atributos extraordinários, eu digo comigo em torno de inveja, mas devia ser feio de doer, porque não é possível que nosso Senhor tenha dado a um indivíduo como esse tantas possibilidades, tantas riquezas. E para meu descontentamento, vou morder a língua engoli seco, porque Emanuel o descreve como um jovem de porte atlético. Hum. Cabelos encaracolados à moda judia. Eu digo, devia ser ruim aquele cabelo, porque só faltava ter olho azul. O resto, o homem tinha de tudo e isso se expressava ainda como um agravante curioso, porque Saulo foi inscrito na escola rabinítica em Jerusalém. E para completar a história, ele vinculou-se a um dos mais importantes mestres fariseus de sua época, chamado Gamaliel. Vou dizer para vocês quem era Gamaliel. Gamalial era o neto de Léo ou Ileil, o mais importante pensador hebreu até os dias de hoje. Saulo era, portanto, o herdeiro direto da mais importante interpretação rabinica que existia de sua era. essas características, resta-nos perguntar: "Tá bom ou querem mais?"

ebreu até os dias de hoje. Saulo era, portanto, o herdeiro direto da mais importante interpretação rabinica que existia de sua era. essas características, resta-nos perguntar: "Tá bom ou querem mais?" Porque este homem tinha todas as qualidades de ser um homem extraordinário, maravilhoso do ponto de vista intelectual, do ponto de vista da integração da conduta, do rigor com que conduzia a própria vida, dos exercícios que fazia nas suas corridas de bigas que ele costumava participar e era implacável nos debates que aconteciam. no templo, porque a sua argúcia, o seu entendimento o colocavam numa condição argumentativa que poucos em Israel conseguiam contrastar com ele. É com esse espírito de profunda grandiosidade espiritual, que para os gregos se diria riqueza de espírito. O espírito, o pneuma em grego, ele significa o sopro da honra, aquilo que faz movimentar as nossas potencialidades, de maneira que a expressão rico de espírito significa uma pessoa que tem inúmeras possibilidades, que preza a sua própria honra, que cultiva um certo orgulho das tradições que possuía E Saulo era certamente um homem rico de espírito. quando ouviu falar nas atividades desempenhadas na casa do caminho, uma pequena casa doada por alguns companheiros que, sensibilizados com o trabalho feito de Jesus, após a morte e a crucificação do filho do carpinteiro, fizeram uma singela doação para albergar os discípulos do mestre sacrificado e que, no entanto, rapidamente transformou-se num polo de atendimento para os sofredores, os desesperados, aqueles que, não tendo perspectiva de vida, acorriam para ouvir e conviver com uma mensagem transformadora, plena de esperança, repleta de esclarecimento e que trazia para o dia a dia das pessoas uma visão diferenciada sobre os contextos da vida. Saulo, ao ir à aquela casa, ele imbui-se de uma missão específica. Ele quer desmistificar. Ele deseja rapidamente traduzir para aqueles homens ignorantes e intranquilos a visão que Moisés poderia oferecer, porque na

aquela casa, ele imbui-se de uma missão específica. Ele quer desmistificar. Ele deseja rapidamente traduzir para aqueles homens ignorantes e intranquilos a visão que Moisés poderia oferecer, porque na cabeça dele ele pensava: "Somente pessoas profundamente ignorantes poderiam acreditar que o Messias, o Salvador de Israel, poderia ser um carpinteiro sacrificado a guisa de um ladrão. Então, ele foi para lá para esclarecê-los a respeito daquelas questões. Entrou surpreso em Jerusalém, alcançou o ambiente em que estavam todos aqueles desesperados. identificou alguns homens importantes de Israel, que tendo perdido suas riquezas, tendo sido abandonados pela família, acometidos pelas diferentes doenças e abandonados pelos amigos, ali estavam sorridentes e esperançosos com uma convivência que lhe chamava atenção. Saulo olhava a tranquilidade e a alegria naqueles rostos. e dizia de si para consigo: "Coitados, a ignorância é uma bênção." Porque ele não conseguia entender que aqueles homens pudessem compreender o estado próprio que lhe cabia. sentou-se quando viu assomar à tribuna um jovem de beleza comum com as marcas do sofrimento estampadas no próprio corpo e os olhos, no entanto, transparecia uma alegria vibrante marcada por aqueles que já transcenderam as ilusões transitórias de um mundo. que não tem a nos oferecer, senão circunstâncias passageiras e cujo olhar é capaz de divisar no infinito das possibilidades a importância do momento em que nós estamos vivendo. Tratava-se de Jesiel, agora conhecido como Estevão, um homem que não havia conhecido Jesus presencialmente, mas que, acolhido por uma doença na casa do caminho, ouviu de Simão Pedro as descrições a respeito da história daquele Jesus crucificado e em lágrimas recitava os ditos de Isaías, que prometiam a chegada do Salvador, que seria um servidor da humanidade inteira. Desde então, Jesiel, que conhecia como poucos a tradição da lei rabinica, embuiu-se do dever de falar para as pessoas quanto à importância daquele

alvador, que seria um servidor da humanidade inteira. Desde então, Jesiel, que conhecia como poucos a tradição da lei rabinica, embuiu-se do dever de falar para as pessoas quanto à importância daquele libertador que, diferente de Moisés, que havia levado o povo para um trânsito no espaço entre o Egito e Jerusalém, Jesus haveria de nos conduzir para uma salvação. no trânsito interior do reconhecimento de nós mesmos, no fortalecimento das nossas possibilidades, na jornada que nos permitiria encontrarmo-nos com nós mesmos e, finalmente, construirmos um templo de exaltação da divindade, não do lado de fora, onde o tempo corroi, mas dentro, onde vibra a esperança plena. aonde o entendimento e o conhecimento da verdade se transformam numa busca continuada por sermos sempre mais, sempre melhores, realizando o melhor das nossas possibilidades. Lá estava aquele jovem progredindo uma palavra que dizia respeito à importância do povo hebreu, compreender desde os momentos iniciais. Quando o pai Abraão, demonstrando a sua confiança em Deus, se deixou levar pelos caminhos mais difíceis e exaltando o mito de Israel, fazia referência à aquele homem velho, que aos seus 90 anos de idade, confiando tanto e tão absolutamente na jornada de Deus, era capaz de sacrificar o próprio filho dentro de um entendimento ento opaco quando Deus lhe dizia: "Você confia em mim?" Confio então esquece o sacrifício do teu filho, porque não é isso que eu te peço. E ele evocava. E Abraão então perguntou a Deus: "E por que me pediste?" Ele disse: "Sacrifica de outra maneira o cordeiro." E Abraão pergunta: "Que cordeiro? Eu não trouxe cordeiro para o sacrifício. Ele diz: "Olha adiante e tem um cordeiro preso. Verás que sobre a cabeça dele há um ninho de espinhos." É a expressão ritualística é bem aquela de Jesus, o cordeiro de Deus, sacrificado com uma coroa de espinhos. E Jesiel Estevão vai construindo a narrativa para culminar, dizendo: "Se em Moisés Deus ofereceu-nos a lei que nos fez transitar no deserto em Jesus, ele é a

us, sacrificado com uma coroa de espinhos. E Jesiel Estevão vai construindo a narrativa para culminar, dizendo: "Se em Moisés Deus ofereceu-nos a lei que nos fez transitar no deserto em Jesus, ele é a lei, ele é o verbo, ele é a palavra de transformação, porque aplicou as leis divinas em sua própria existência. Segui-lo é, portanto, conhecer o caminho de nossa própria felicidade. Saulo levantou da plateia e não aguentou. blasfemo. Como ousas atacar Moisés comparando a um desses ignorantes quais esse tal Jesus de Nazaré, um homem que morreu, aclamado pelo desespero, que fez diante de si uma jornada qual um criminoso vulgar? Como ousas dizer que este é o maior de todos os profetas que passou em Israel? Jesiel sorriu, olhou para ele e disse: "Acaso não lestes nas profecias de Isaías que ele caminharia sobre o peso dos nossos pecados? Senhor, nunca lestes o Salmo 22 do rei Davi, que diz que ele seria levantado, que seriam quebrados as suas colocações, que ele estaria diante do povo como se fosse um sacrifício. Ou entendes que quando ele ergueu a voz cantando crucificado, Deus meu, Deus meu, porque me abandonastes? Ele não estava cantando o salmo de Davi. E Saulo surpreendeu-se porque não esperava ter um outro aquela colocação adequada, uma reflexão profunda. E na medida que Saulo argumentava, Estevão pegava-lhe a palavra e a esclarecia com um entendimento maior. Nada fere tanto o orgulho quanto encontrar alguém que é maior que o orgulhoso. E lá estava Estevão. Olhos tranquilos, serenos. Saulo, com sua autoridade, deu-lhe voz de prisão. Saiu da casa de Jerusalém com Estevão preso. Moveu contra ele um processo porque tomado exatamente pela cólera. Esse sentimento que mistura-se com a raiva e estabelece-se com uma ruminação das leituras, das interpretações, das paixões íntimas. E ele decidiu que iria transformar Estevão num exemplo para todos. E Estevão foi transformado no primeiro márte do cristianismo. Depois do Cristo, foi o primeiro a morrer graças à intervenção de Saulo. Paulo, no dia da condenação de

ar Estevão num exemplo para todos. E Estevão foi transformado no primeiro márte do cristianismo. Depois do Cristo, foi o primeiro a morrer graças à intervenção de Saulo. Paulo, no dia da condenação de Estevão, teve a curiosidade de mostrar o quão vitorioso ele estava e resolveu levar a sua noiva, Abigail, para assistir à condenação do seu inimigo. Foi ele que leu o libelo, foi ele que iniciou a acusação. Conforme a tradição da lei, a morte deveria ser por apedrejamento. E Saulo lança a primeira pedra. Em seguida, os juízes atiram e Estevão ensanguentado. Abatido com a enchurrada de pedras, ainda sobrevivia. Saulo volta triunfante quando a noiva lhe pede: "Saulo, posso ver o criminoso?" Saulo disse: "Que queres com ele?" Saulo, esse é o meu irmão Jesiel, desaparecido há mais de 20 anos. E Saulo diz: "Não, não é possível. Chame é um criminoso. Abigail, deixa-me tirar a dúvida. Saulo pede que o levem para um calabolço, ignora todas as coisas, adentra o espaço com a noiva e cioso, porque ele não podia estar errado, de que o mal entendido seria rapidamente desfeito, abriu a porta e Abigaí atirou-se aos pés do irmão, dizendo: "Jesiel, como te encontro aqui? O que acontece contigo?" E lacrimosa beijava as mãos do irmão sentenciado à beira da morte. E ele dizia: "Abigaí, fica tranquila. Eu estou em paz. Eu volto para o mundo verdadeiro, pleno de tranquilidade. Não te preocupes comigo. Entretanto, com quem te deixo? Com quem te deixo, minha irmã?" Ela afastou-se, apontou para Saulo e disse: "Esse é Saulo, meu irmão". Saulo baixou a cabeça. Jesiel sorriu e disse: "Então te deixo em boas mãos". Porque Saulo soube ser fiel a Moisés até o limite. Quando conhecer Jesus, fará o mesmo. E morreu abençoando Saulo. Saulo ficou desconcertado. Como ele era o acusador, ele havia sido o que havia levado Estevão à morte, embora agora, descobrindo que se tratava de Jesiel. Entretanto, como poderia seguir dentro daquele contexto quando passa alguns meses distante de Abigair, porque achava que ela deveria

stevão à morte, embora agora, descobrindo que se tratava de Jesiel. Entretanto, como poderia seguir dentro daquele contexto quando passa alguns meses distante de Abigair, porque achava que ela deveria odiá-lo. Ela era noiva dele, mas ele matou o irmão dela. E quando enfim a saudade não deixou, porque saudade dói, eu brinco com os meus amigos, quando eles passam muito tempo longe de mim, eu digo assim: "Vou escrever saudade numa pedra e jogar em você, que é para você lembrar que saudade dói. E saudade dói mesmo." Saulo, não aguentando a dor da saudade, foi ver Abigail. Para sua surpresa, ela havia se transformado em cristã, estava adoentada e nos meses que passava ausente, tamanha foi a tristeza do abandono do noivo, que ela contraiu uma doença que a fazia desfinhar extremamente. Saulo tentou ajudá-la, não conseguiu. Ela morreu nos braços de Saulo. Agradecendo a Jesus a oportunidade de tê-lo conhecido. Saulo indignado pergunta quem era o responsável por converter a sua noiva a aquela loucura que era o cristianismo. E lhe apontaram então um velhinho que havia passado pelas circunstâncias. Saulo retorna ao templo, expede um mandato de prisão e morte para aquele infeliz e vai em direção a Damasco para prendê-lo e matá-lo. No meio do caminho, ele tem uma visão que é a visão de Jesus. fica cego, é abandonado no hospedaria na cidade de Damasco e por trs dias sem ninguém. Ele precisa entrar no país interior para conhecer outras coisas. para sua surpresa, sem ter noção do tempo que passara, o dono da hospedaria bate na porta e diz: "Doutor Saulo, o Senhor tem uma visita". E Saulo se pergunta: "Quem é? Quem é que está aí? Se os meus servidores foram embora, me abandonaram aqui, eu não tenho ninguém desse contexto?" Uma voz lhe diz: "Irmão Saulo, eu sou Ananias". Era o homem que ele ia perseguir para matar. E ele surpreende-se e Ananias lhe diz: "Jesus me mandou aqui. Quando nós analisamos o contraste de Saulo tomado pela cólera, de Jesiel tomado pelo afeto, precisamos nos dedicar para entender com

atar. E ele surpreende-se e Ananias lhe diz: "Jesus me mandou aqui. Quando nós analisamos o contraste de Saulo tomado pela cólera, de Jesiel tomado pelo afeto, precisamos nos dedicar para entender com um pouco mais de atenção o que significa a natureza da cólera. Para compreender a dimensão do problema, nós precisamos lançar mão de alguns instrumentos de compreensão. O faremos à luz de uma dimensão neurofisiológica para compreendermos a dimensão biológica do ser humano, porque nós somos um corpo e o nosso corpo tem uma educação e uma formação própria. Nós precisaremos também entender de um ponto de vista psicológico o que que acontece dentro do nosso mecanismo para disparar os mecanismos de cólera para então entendermos do ponto de vista espiritual, isto é, com a integridade de nossos sentimentos, mas igualmente de nossa razão, das potências de nossa alma, como nós podemos enfrentar o assunto. E é à luz desse contexto que nós iniciaremos compreendendo uma emoção básica da nossa existência chamada raiva. raiva é uma emoção, isto é, uma dimensão complexa que acontece dentro da gente, que envolve fatores fisiológicos, fatores psicológicos e fatores sociais, mas cuja história foi desenvolvida ao longo da evolução da nossa espécie para um propósito único. A raiva é um motor de energia. Está identificado que no nosso sistema límbico, especialmente nas amídalas, existe um processo muito curioso que percebe ameaças. E ao perceber, ao registrar ameaças em torno de nós, essas ameaças são predadores, essa ameaça são ultrapassar certos limites, essa ameaça significa uma situação de perigo. Ela dispara um mecanismo que enche o nosso corpo de cortissol e de adrenalina. O propósito disso, a raiva é um motor de energia. A raiva é uma emoção cujo propósito é nos colocar em situação adequada de defesa. Quando é possível fazer isso, mas o outro mecanismo que está associado a essa emoção básica e que lhe é uma irmã muito próxima é o medo. Porque o medo é exatamente a mesma emoção cujo

quada de defesa. Quando é possível fazer isso, mas o outro mecanismo que está associado a essa emoção básica e que lhe é uma irmã muito próxima é o medo. Porque o medo é exatamente a mesma emoção cujo processo significa uma descarga de adrenalina, uma descarga de cortisol no nosso corpo, só que agora para que a gente corra. Então são duas emoções irmãs. Raiva para que a gente ataque, medo para que a gente corra. A natureza delas é a mesma. preparar o nosso organismo para uma questão de adaptação para ver como nós vamos trabalhar com esse processo. acontece que quando a raiva ela administra uma emoção que vira sentimento, e os sentimentos são, na verdade, emoções carregadas de valores, de significados, de experiências. Então, se nós temos do ponto de vista de uma emoção básica, a raiva, quando nós acrescentamos aquela raiva, o significado de outras experiências, a memória de outras situações, as circunstâncias que nós passamos por aquilo dali, ela vira uma coisa chamada cólera. A cólera é um sentimento que une a raiva ao orgulho. E o que é o orgulho? é aquele falso entendimento de que nós somos melhores, de que nós merecemos mais, de que numa disputa a vitória deve ser sempre nossa, porque nós temos mais valor. que quando este orgulho encontra com a cólera, desculpem, quando ele encontra com a raiva, surge a cólera como um sentimento que persiste em nossa atitude. É por esse motivo que as pessoas envolvidas com uma cólera, elas não se sentem à vontade quando encontram pessoas que são melhores, que tm melhores valores, que são mais bonitas, que tem maiores atitudes. gente meio que inconscientemente aquilo que era para ser uma disputa por ameaça. Porque quando alguém se aproxima da gente que é mais forte, eu já fico com raiva porque é mais forte do que eu. É hora de discutir se a emoção vai virar medo para correr ou raiva para enfrentar. Mas como eu acho que eu sou melhor do que o outro, eu já fico com raiva dele. Como eu não posso ir lá e bater nele fisicamente, eu começo a maquinar

vai virar medo para correr ou raiva para enfrentar. Mas como eu acho que eu sou melhor do que o outro, eu já fico com raiva dele. Como eu não posso ir lá e bater nele fisicamente, eu começo a maquinar processos de como é que eu poderia lidar com isso. E quando isso se consolida na nossa mente, vira ódio. Então, vamos entender esses três mecanismos que estão muito perto. Raiva é uma emoção básica. Cóera é o encontro da raiva com o orgulho. O ódio é a concentração da cólera contra alguém. E o resultado dessa tríade é a violência. é a expressão no nosso comportamento da raiva, da cólera e do ódio. Esse mesmo comportamento que alcança o indivíduo, alcança as coletividades. E é mais grave, porque quando o nosso corpo se acostuma a sentir raiva constantemente, ele adoece. E ele adoece por um motivo simples. Os índices de cortissol, os índices de adrenalina que são colocados no corpo pra gente fazer alguma coisa, eles são temporários. Quando a gente começa a conviver com isso o tempo inteiro, o coração começa a ter taquicardia, mas a gente não corre, acumula e desequilibra o sistema. a gente começa a descarregar um senso de atenção que era para nos permanecer atentos, mas a gente cultiva ele todos os dias. Nós estamos automatizando elementos de desequilíbrio dentro de nós de tal maneira que a primeira vítima do colérico é ele próprio. Quem primeiro sofre com o sentimento de raiva, de cólera, de ódio, é aquele que o sente. A raiva é um mecanismo natural e bem fazejo, porque ele significa que nós precisamos entrar em estado de alerta. para nos mantermos ativos com a autopreservação. Quando ele se mistura os mecanismos de interpretação, é que surge a cólera. Existe mecanismos que nos permite lidar com esse processo? Sim, existe. O primeiro deles é o autoconhecimento. É preciso reconhecer numa viagem interior que tipo de emoção nós estamos experimentando. Ah, eu estou sentindo uma emoção de raiva. É natural quando alguém me contraria, quando alguém me enfrenta, quando alguém me diz

cer numa viagem interior que tipo de emoção nós estamos experimentando. Ah, eu estou sentindo uma emoção de raiva. É natural quando alguém me contraria, quando alguém me enfrenta, quando alguém me diz uma coisa que eu não gosto, quando alguém estabelece alguma coisa, eu disparo um mecanismo de autoproteção. que o meu sentimento ele vai surgir depois, mas a primeira emoção que eu tenho é a emoção de prontidão, de raiva. Isso é natural. Mas quando eu aprendo a reconhecer esta emoção, opa, eu estou com uma emoção de raiva, tá tudo bem. Cuidado para que ela não se transforme numa cólera, porque a cólera é quando eu começo a introduzir nesse mecanismo o papel do orgulho. Ah, mas eu tenho que vencer esse indivíduo. Eu tenho que ser melhor do que ele, eu tenho que atuar melhor do que essa circunstância. Eu tenho que fazer isso, porque a raiva que era pra gente agir se transforma num processo de ruminar. Eu fico pensando naquele assunto e eu fico pensando nele e não resolvo, né? Porque eu só tô fantash, se eu pego aquela desgraçada, ah, se eu me encontro naquele sujeito daquela maneira, ah, se eu fosse rico e tivesse possibilidade de fazer isso, eu ia fazer isso, ia fazer aquilo, ia fazer aquilo outro. Eu começo a tentar resolver dentro da minha cabeça por processos de ruminação. Quando estiver acontecendo, peguem depois um cartãozinho de psicóloga com a dona Giz Lan, que ela vai indicar para vocês um psicólogo adequado pra gente cuidar desses elementos que, primeiramente nos fazem mal, nos desequilibram, nos fazem ter uma visão distorcida da realidade. E o que é mais grave, afetam quem está ao nosso lado. Quem já poôde conviver com uma pessoa que está em estado de raiva, sabe o desconforto que é ver uma pessoa desequilibrada. Os espíritos no Evangelho Segundo o Espiritismo, na mensagem que estamos estudando nessa tarde, eles dizem pra gente uma dica interessante. Ele diz assim: "Ah, se o colérico pudesse ver como ele age quando quer submeter pessoas e coisas, porque primeiro ele

gem que estamos estudando nessa tarde, eles dizem pra gente uma dica interessante. Ele diz assim: "Ah, se o colérico pudesse ver como ele age quando quer submeter pessoas e coisas, porque primeiro ele quer mandar nos outros. Como não obedecem, ele fica colérico por não fazer o que ele quer. Depois ele quer mandar no mundo. Ele quer que o mundo aja do jeito que ele quer. E como o mundo não reage, ele aí arremessa coisas, ele quebra, ele esbraveja, ele reclama das coisas, porque como ele é melhor do que o mundo, ele espera que o mundo se comporte do jeito que ele quer. E a resposta do mundo é simples. você quer, mas a resposta é não. Você vai aprender como o mundo funciona. E é neste momento que passa a acontecer uma série de dificuldades. É quando o indivíduo começa a achar que o mundo está contra ele, não percebendo que, na verdade, o mundo o está auxiliando a entender as realidades que se impõe e que lhe cabe compreender de melhor forma. O autoconhecimento inicia-se no mapeamento dessas emoções. Segue quando nós começamos a pensar que fatores estão impulsionando o nosso desequilíbrio por conta do cultivo de sentimentos que na maioria das vezes estão com o orgulho como base. E o orgulho é um sentimento curioso, porque o orgulhoso é o indivíduo que não é, mas ele acha que é. Ele não é o melhor atleta, mas ele acha que ele é o melhor atleta. Ele não é o mais inteligente, mas ele acha que ele é o mais inteligente. O que significa que se ele, sendo o melhor atleta, não ganhou a competição, é porque teve roubo, é porque teve desonestidade, porque ele é o melhor. Como é que o outro ganhou? O indivíduo que é o mais inteligente não consegue encontrar aquele que é mais inteligente com ele sem acusá-lo de favorecimento, de facilitações que ele não teve, porque este é um mecanismo de proteção que o orgulhoso que não é e acha que é precisa desenvolver para permanecer bem com as suas convicções. Eu sou o homem mais bonito do mundo. Não sei por que essa sociedade estabeleceu que beleza tem que

ue o orgulhoso que não é e acha que é precisa desenvolver para permanecer bem com as suas convicções. Eu sou o homem mais bonito do mundo. Não sei por que essa sociedade estabeleceu que beleza tem que ter cabelo. Eu não sei por que motivo que isso aconteceu, porque eu sou mais bonito. Então, quando a sociedade descobrir que os carequinhas são os mais lindos desse mundo, vocês vão ver eu no primeiro lugar nos concursos de beleza. Ora, isso é um mecanismo de defesa, contrariando uma realidade que está posta pelas coisas. é um sentimento de desequilíbrio que caracteriza-se por uma ilusão que é completamente diferente do reconhecimento do próprio valor. O indivíduo que sabe o valor que tem, o indivíduo que conhece as conquistas que já obteve, ele não é orgulhoso, ele simplesmente age. Ele é coerente com o que ele está fazendo. Ah, mas ele se deprecia. Não, porque depreciar-se não é um sinal de humildade. Humildade é quando nós fazemos aquilo que está na nossa natureza. Ora, se eu sou um bom jogador de futebol, é demonstração da minha humildade entrar em campo e jogar o melhor que eu posso. Se eu sou um excelente pesquisador, é sinal de humildade eu entrar no meu laboratório e executar bem aquilo que eu sou capaz. E não é para eu dizer: "Não, eu não sou". Claro que eu sou. Eu sei o que, quais são as minhas capacidades. Imagine você, você chegar numa hora do almoço, você sabe cozinhar, você tem uma preparo culinário maravilhoso, mas aí você diz assim: "Não, não vou preparar o almoço para ninguém não, porque eu não sei cozinhar." Que humildade é essa? Isso não é uma humildade, isso é um comportamento de fuga de uma possibilidade de colaboração e de serviço. O orgulho é quando eu desejo utilizar essas minhas habilidades para inflingir sofrimento ao outro. Como é que eu faço isso? Coitada, não sabe fritar um ovo. Eu eu sei fazer pratos maravilhosos. E é nesse contraste que eu começo a utilizar o orgulho como uma expressão de cólera e passa a demonstrar uma atitude de violência.

Coitada, não sabe fritar um ovo. Eu eu sei fazer pratos maravilhosos. E é nesse contraste que eu começo a utilizar o orgulho como uma expressão de cólera e passa a demonstrar uma atitude de violência. O autoconhecimento, o enfrentamento dos valores presentes em nosso dia a dia é fundamental para nós identificarmos uma tranquilidade interior. De um ponto de vista fisiológico, a respiração é a melhor alternativa contra a raiva. Lembram que os antigos diziam: "Se estiver com raiva, conte até 10 lentamente, porque não adianta 79 10. Agora vou partir pra bilência é assim, ó. Um, dois. Para que isso? para que os nossos níveis possam ir retornando ao normal. De um ponto de vista fisiológico, respirar profundamente, acalmar-se. Agora, pelo amor de Deus, não façam isso com o tigre atrás de vocês. Se o tigre vier, deixe a raiva tomar conta, ou enfrente ou corra. é da natureza, faz parte do nosso processo. Agora, quando você perceber que é uma situação que merece uma educação, respire. E aí você vai ter a lucidez necessária para compreender o que está acontecendo. Quantas vezes não tomamos uma atitude da qual nos arrependemos porque deixamos que a cólera aja em nosso nome. E quando a cólera age, nós não estamos agindo, nós estamos reagindo. Fomos provocados e tivemos uma resposta. Eu lembro de uma situação contada certa feita pelo querido Divaldo Pereira Franco em uma de suas palestras, quando ele dizia, ele morava na cidade de Salvador, saía do trabalho às 18 horas, ia pegar um ônibus para Pau Lima, é o equivalente a uma das nossas cidades pilotos aqui. E o ônibus estava lotado daquele que se você tira um pé, não consegue voltar pro lugar porque alguém já pegou o pé daquilo dali. O ônibus lotado, ele coitado, paletó gravata, porque era servidor público, precisava trabalhar com aquilo. As janelas do ônibus fechadas, ele em pé suando aos berbicões. Quando o indivíduo pisou no pé dele, mas não pisou de qualquer maneira, não. Pisou e deu aquela amassadinha tradicional para dizer assim: "Tô

anelas do ônibus fechadas, ele em pé suando aos berbicões. Quando o indivíduo pisou no pé dele, mas não pisou de qualquer maneira, não. Pisou e deu aquela amassadinha tradicional para dizer assim: "Tô aqui". Ele não aguentou. diz ele, que foi tomado de raiva e naturalmente voltou-se por o indivíduo para se defender. Ele voltou assim com aquela disposição sincera de dizer umas verdades para o sujeito, olhar bem nos olhos dele, dizer tudo que a gente quer dizer. E quando ele virou que ele olhou paraa frente, ele só viu o peito do sujeito. Aí ele foi subindo o olhar e tinha uma criatura de mais de 2 m olhando para baixo, estendendo os braços assim, segurando uma coisa. E Divaldo então resolveu que não iria reagir com a cólera, ele iria agir. Ele olhou pro sujeito e disse assim: "Eu queria lhe pedir desculpas. Aí o sujeito olhou para ele, disse assim: "Por quê?" Ele disse: "Eu não sei de que maneira meu pé foi parar embaixo do seu, deve estar lhe incomodando." Qual foi a reação do sujeito? Desculpe. Tirou o pé. Isso é uma atitude de ação. Isso é o uso da inteligência para administrar uma determinada situação. É óbvio que todas as situações da vida não são fáceis desse jeito. Às vezes nós precisaremos enfrentar as circunstâncias e agir como Gand, que tomou uma bofetada do indivíduo e disse a ele: "Você pode me bater o quanto você quiser. Eu não responderei a você. Eu não estabelecerei uma atitude diferente. E depois de compreender perfeitamente esse processo, depois de vivenciá-lo em toda a sua extensão de entendimento, à luz daquele cristianismo que Saulo, o magnífico, adotou como percepção das coisas, ele numa certa feita voltou à cidade de Tarso, agora não mais como um doutor da lei. Havia corrido a notícia de que Saulo havia enlouquecido porque transformara-se num cristão. E Saulo, aproveitando que estava na sua cidade natal, foi visitar o pai. O pai expulsou-o de casa, envergonhado pelas agruras que ele teria trazido para a família. virou-lhe o rosto, pediu para que ele

Saulo, aproveitando que estava na sua cidade natal, foi visitar o pai. O pai expulsou-o de casa, envergonhado pelas agruras que ele teria trazido para a família. virou-lhe o rosto, pediu para que ele não voltasse naquela casa. A mãe lançou-lhe olhar o pai, proibiu que ela o abraçasse. E Saulo saiu da casa em que cresceu, cabis baixo e cismado, quando ele ia cruzando uma esquina e um dos servos da casa bateu no ombro dele e disse: "Saulo, querido". Ele atendeu-o pelo nome e disse: "O que queres?" Ele tirou de dentro do pano uma bolsa de dinheiro e disse: "Teu pai pediu para eu te entregar". Qual foi o sentimento que Saulo sentiu? Cóera. Sabe por quê? Porque a primeira coisa que veio na cabeça dele foi: "Não me deixou falar com minha mãe, não me deixou entrar na minha casa e agora quer me dar dinheiro. Tá pensando que eu sou o quê? Eu não preciso do dinheiro deste homem. Não é assim que a cólera funciona. Eu sou bom demais para me submeter a essa circunstância." Foram as primeiras palavras que a própria mente de Paulo dizia na cabeça dele, mas ele já estava transformado. Lembrou-se das rotinas, lembrou-se de Ananias, de Abigaí, de Estevão Jesiel. E olhando para dentro de si, ele pensou: "Eu vou precisar desse recurso para minha jornada. Se o meu pai está me mandando isso, é porque ele sabe das minhas necessidades e é a maneira que ele encontrou para me dizer que ainda me amo. Então eu vou agradecer. Volta. agradece ao meu pai o afeto estabelecido, tomou as moedas e seguiu adiante. Finalmente, o doutor da lei havia compreendido a extensão da lição. seguiu em paz para transformar-se num ar alto de atitudes ao ponto de quando foi condenado à morte em Roma, enquanto era conduzido para a pedra, na qual deveria colocar a cabeça para ser decaptado. homem lúcido, tranquilo, olhou para o seu algó, que vendo a paz, a tranquilidade que transparecia do olho daquele homem, levantou o machado e hesitou, porque não tinha coragem de tirar a vida daquele homem. Saulo, imerso na paz profunda dos que

gó, que vendo a paz, a tranquilidade que transparecia do olho daquele homem, levantou o machado e hesitou, porque não tinha coragem de tirar a vida daquele homem. Saulo, imerso na paz profunda dos que puderam equilibrar a si mesmos, olhou para ele e lhe disse apenas: "Amigo, cumpre o teu dever, porque eu já cumpri o meu." Gratidão, querido André. E passamos então a palavra para a nossa querida Estela, que vai proferir a nossa oração final. Amado mestre Jesus, aqui na nossa casa espiritual, acompanhados de tantos benfeitores, amigos, familiares, com os corações repletos de bênçãos, com os corações agradecidos pelos ensinamentos, pelo fortalecimento do nosso espírito nessa tarde de hoje, queremos pedir ao mestre querido que todas essas bênçãos, a qual agradecemos agora, possam se expandir também a todas aquelas pessoas que venham à nossa mente, amigos, familiares, colegas, pessoas que tenhamos visto talvez na rua a pedir e especialmente mestre aquelas pessoas a quem ainda não conseguimos amar, mas que graças ao teus aos teus ensinamentos já temos agora maior capacidade de domar as nossas emoções, o nosso orgulho, a nossa vaidade. Já temos capacidade de ver a vida com maior lucidez, mas também com justiça e bondade. Ajuda-nos, mestre querido, a seguirmos esta semana exemplificando os ensinamentos que aqui levamos e também a distribuir essas bênçãos que abastecem os nossos espíritos, a nossa mente, o nosso corpo. Que sigamos colaborando, mestre querido, contigo, colaborando com Deus onde quer que estejamos e que possamos ter a força de vontade de estar contigo, lembrando que tu também está conosco hoje, agora e para todo sempre. Que assim seja. Que assim seja e que quem desejar o passe, basta permanecer no salão. A equipe vai se posicionar e chamar a cada um. Então agora desejamos a todos uma ótima semana e que possamos cumprir os nossos deveres na semana com muita paz e gratidão a todos. Muita paz, amigos. Fiquem com Deus. Somos impulsionados e motivados por um bem maior por meio da caridade e da

mana e que possamos cumprir os nossos deveres na semana com muita paz e gratidão a todos. Muita paz, amigos. Fiquem com Deus. Somos impulsionados e motivados por um bem maior por meio da caridade e da vivência do evangelho do Cristo. Chegamos onde chegamos, conquistamos o que conquistamos. O nosso trabalho acolhe quem mais precisa e independente da distância, nossos meios acessam lugares que antes pareciam inalcançáveis. A comunicação é chave em todos os setores de nossa sociedade e ela muitas vezes nos permitiu abraçar quem precisava de atenção em momentos de dor e angústia. Esse trabalho é feito com muita dedicação por toda uma equipe profissional, preparada para produzir diversos tipos de conteúdos que alcançam o público. Já são mais de 4.000 conteúdos de qualidade disponibilizados gratuitamente em nossas plataformas, produzidos por comunicólogos, produtores audiovisuais, cenógrafos, editores, designers, programadores e técnicos de áudio. Toda essa estrutura só é possível graças a você, apoiador do nosso trabalho. E somos gratos por toda a sua doação até aqui. Mas este trabalho precisa continuar. Podemos acolher ainda mais pessoas. E para continuar alcançando tantos corações, precisamos de você. Por isso, mais uma vez contamos com seu apoio financeiro. Apenas com ele poderemos avançar ainda mais e continuar próximos de você. Trabalhamos pelo consolo, pelo esclarecimento e pela esperança. E sabemos que somente juntos com você poderemos fortalecer essa corrente. A padrinha FEB TV. Estamos juntos com você através da FEB TV. Acesse doi.v.com.br e faça sua doação. Eu quero ver.

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