Momentos Evangélicos com Paulo de Tarso • Sacrifício e Amor
Palestra doutrinária realizada no *Cenáculo da Mansão do Caminho,* todos os sábados, com *transmissão ao vivo* pela TV Mansão do Caminho. #MomentosEvangélicos #PaulodeTarso #SacrifícioeAmor #LibertaçãopeloAmor #JoannadeÂngelis #MansãoDoCaminho #PalestraEspirita #DoutrinaEspirita #EvangelhoDeJesus #EstudoEspirita #ReflexaoCrista #DivaldoFranco #CentroEspirita #Espiritismo #espiritualidade #Evangelho #Deus #Jesus #AllanKardec *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Meus irmãos, boa noite. Muita paz. Que a paz do nosso querido mestre esteja em nossos corações. Que a espiritualidade boa amiga, que nos ajuda na divulgação da doutrina espírita esteja conosco, nos trazendo paz e luz nas almas e nos corações. Vocês estão bem? Ah, sim. Você já sabem o que que eu faço, né? Assim. Vocês estão bem? >> Sim. melhorou um pouco. Encarnados, gente, alegria imensa retornar essa casa e trazendo aqui uma mensagem de Joana, esse espírito que eu aprendi a respeitar. E eu digo assim, sem nenhum sem nenhum tipo de veneração ou fascinação, eu aprendi até a amar por conta da sua profundidade e da sua generosidade de nos apresentar temas que são tão caros a todos nós de uma maneira tão assim lúcida, porque Joana, ela tira o véu de certas dúvidas, de certas inquietações que varam o tempo, que não são coisas novas, são coisas antigas. São discussões de centenas de anos que estão aí rolando nos campos da filosofia, da teologia e até mesmo agora da psicologia, da antropologia, que nos permitem a partir dos seus das suas revelações, das suas ideias, termos um olhar novo sobre esses campos dos saberes humanos. Então, Joana tem essa característica e o texto de hoje, ele nos faz uma viagem assim, nos leva a uma viagem muito longa, porque fala a respeito de um episódio que aconteceu há quase 2000 anos atrás. Estamos falando aqui da morte de Jesus, de um episódio que até hoje traz dúvidas sobre o seu significado, sobre a sua simbologia. E não só isso, de algumas questões que são decorrentes da morte de Jesus. Porque quando uma pessoa morre aqui na terra, existe aquele aquele cerimonial, né? Se faz aquele cerimonial, normalmente se celebram as virtudes da pessoa que morreu e etc. E isso é o que só não tem uma explicação maior. Morreu porque a vida acabou no corpo por algum motivo, um acidente ou porque foi uma doença, ou porque a pessoa não tinha mais condição de habitar aqui o corpo físico. Então não tem que explicar a morte de ninguém. Mas o caso de Jesus é
por algum motivo, um acidente ou porque foi uma doença, ou porque a pessoa não tinha mais condição de habitar aqui o corpo físico. Então não tem que explicar a morte de ninguém. Mas o caso de Jesus é especial porque Jesus não era um alguém qualquer. Jesus era um espírito, conforme assim nos dizem os espíritos, né? que Jesus foi o espírito mais puro e perfeito que já pisou aqui na face da terra. Portanto, Jesus não era uma pessoa qualquer e principalmente porque a morte de Jesus foi uma morte antecipada. Jesus não morreu de velice. Jesus morreu na cruz de uma maneira ignominiosa. Jesus morreu como um bandido. Porque o castigo dos lestai, dos bandidos, era esse, era morrer na cruz. para o romano botar uma pessoa na cruz era coisa assim simples, não tinha nenhum mistério. Mas quando olhamos a perspectiva de um espírito como Jesus ter vindo à terra e ter morrido daquele jeito, sim, tem que ter um motivo. Como é que Deus manda seu filho único, seu filho unigênito à terra e o homem pode fazer aquilo assim impunmente, sem nada, sem nenhum motivo, sem nenhuma razão? essa discussão que naquela época gerou um impacto profundo, sobretudo em um personagem. E esse personagem, eu tenho que me lembrar dele todos os dias, que eu olho minha carteira de identidade, eu olho meu meu CPF, porque o nome meu nome foi dado em homenagem a ele. Eu estou falando de Paulo de Tasso, de verdade. Eu sou o genérico, ele é o verdadeiro. E Paulo ficou muito impactado com essa ideia de Jesus, porque Paulo não conviveu, né? Ele melhor, ele não coabitou com Jesus. Ele conviveu com Jesus porque Jesus estava na sua mente o tempo inteiro. Então, quando Paulo eh pensava a respeito daquele grupo, aquela turba de pessoas simples e que eram pessoas que falavam algo diferente da lei, Paulo pensava em Jesus: "Quem é esse homem? O que que esse carpinteiro tem que eu não tenho, né? De onde é que ele vem? Por que que ele impressiona as pessoas desse jeito?" Então Paulo convivia com Jesus na sua cabeça, mas ele não coabitava. Mas
que que esse carpinteiro tem que eu não tenho, né? De onde é que ele vem? Por que que ele impressiona as pessoas desse jeito?" Então Paulo convivia com Jesus na sua cabeça, mas ele não coabitava. Mas quando ele estiga as portas de Damasco, ele vê aquela luz imensa brilhando e ele se converte a Jesus, se rende a Jesus. Senhor, que queres tu que eu faça? É o homem ajoelhado diante de uma luz. Então, Paulo teve ali um contato que lhe deu um mandato de uma prerrogativa, um mandato para que ele divulgasse o evangelho à forma de Paulo. Então, Paulo não rezava, vamos dizer assim, na cartilha dos homens de Jerusalém. Ele não rezava na cartilha dos homens do caminho. Ele tinha seu próprio evangelho, ele tinha sua própria interpretação, porque ele viu um Jesus diferente. Enquanto Tiago, Pedro e João viam Jesus de carne osso ali comendo, acordando, dormindo, Paulo viu uma luz. Então, para Paulo, Jesus é diferente. E principalmente pelo episódio que ocorre no domingo. Jesus morreu na sexta-feira por volta de 15 horas. hora nona, quando ele é tirado da cruz depois de morto. E no domingo, segundo eh as narrativas, né, rezam as escrituras, ele ressuscitou. Então, para alguém ressuscitar, não é uma pessoa comum que vai ressuscitar, não é todo dia que as pessoas estão ressuscitando. Esse é um fato inusitado. Então, para Paulo, a ressurreição do de Jesus é um uma representação clara de que Jesus trazia uma verdade através de Deus, o mandato de Deus, e que ele era de fato o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, conforme assim vai dizer João no seu capítulo primeiro, porque João vai narrar aquela aquele episódio que João Batista, né, ele João Batista, na verdade ele, João Evangelista estava falando de João Batista, do seu do seu amigo lá e ele estava dizendo que João Batista estava sendo entrevistado pelos mandados pelos fariseus, por aqueles que eram os advogados, os investigadores dos fariseus. E os investigadores perguntavam assim para João Batista: "Quem você é?" Aí João se defendia, diz:
tado pelos mandados pelos fariseus, por aqueles que eram os advogados, os investigadores dos fariseus. E os investigadores perguntavam assim para João Batista: "Quem você é?" Aí João se defendia, diz: "Eu não sou o Cristo. Você não é o Cristo, mas por acaso você é o Elias? Você é o profeta?" Ele disse: "Não, quem você é?" Ele disse: "Eu sou a voz que clama no deserto: "Endireitai as vinhas do Senhor, as estradas do Senhor." Então, João Batista está dando o mandato de que ele está ali se preparando, porque os homens perguntam para ele: "Você batiza as pessoas sem ser o Cristo?" Ele disse: "Olha, eu batizo com água, mas tem um que tá vindo aí, que vocês não conhecem, mas tá no meio de vocês, que dele ele é tão grande que eu não consigo nem apertar suas sandálias. Só para vocês terem ideia de de quem eu estou falando. No dia seguinte, João Batista se encontra com Jesus e quando Jesus vem chegando, ele diz: "Eis aí o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Essa ideia do cordeiro de Deus remete a uma outra história, aonde Abraão está com seu filho Isaque em cima do morro para sacrificar o seu filho para mostrar a Deus de que ele era realmente fiel. Ele vai sacrificar seu filho. E na hora que ele está prestes a sacrificar o seu filho, aparece um cordeiro. E ele entende que aquele cordeiro foi mandado por Deus para poupar o seu filho. Esse aí um cordeiro de Deus que salva. Essa ideia do cordeiro é antiga. Então, quando João está falando que Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, a pergunta é: o cordeiro de Deus que faz com que no momento que ele chegue, todas as pessoas do mundo não tm mais nenhum pecado? E sobre que pecado é que nós estamos falando? Sobre o que que nós estamos dizendo da maldade das pessoas? Ou seja, as pessoas vão deixar de ser más, vão passar a ser boas todas as pessoas. Haverá uma mudança moral na humanidade? Essa é uma pergunta que fica no ar. Por isso é que essa questão se arrasta ao longo do tempo, porque por volta do século V dois
sar a ser boas todas as pessoas. Haverá uma mudança moral na humanidade? Essa é uma pergunta que fica no ar. Por isso é que essa questão se arrasta ao longo do tempo, porque por volta do século V dois homens disputam essa questão. Um deles era Pelágio. E Pelágio, ele era um monge a seta, um homem de profundo estudo, que ele dizia o seguinte: "Os seres humanos são bons por natureza, mas a sociedade os corrompe. A sociedade faz com que esse homem deixe de ser bom. Esse raciocínio a gente vai ouvir muito depois com Rousseau, que ele resgata o Bom Selvagem dizendo que a humanidade era boa, que as crianças nasciam boas, mas que a sociedade se corrompia. É a mesma coisa. Pelá está dizendo isso. Ou seja, Deus não fez criaturas ruins. Deus fez as criaturas boas, mas são criaturas que imitam os outros. É a sua característica. E como eles imitam, como as pessoas fazem coisas ruins, as pessoas aprendem a fazer coisas ruins. Essa tese leva a ideia de que para que a pessoa possa se salvar, ela simplesmente tem que fazer um esforço próprio não seguir nessa direção, ou seja, você romper com esse laço impositivo de uma conduta que está dizendo que você deve fazer desse jeito. É uma espécie de condicionamento humano. Essa ideia do condicionamento humano está, a filosofia bebe disso o tempo todo. Quando Kant, por exemplo, discute a moral, ele fala sobre dois movimentos da alma em relação aos desejos, que são chamados impositivos. E ele diz: "Existe um imperativo ou impositivo que é hipotético o que é isso? Eu vou fazer por causa disso." Então, por que que você não mata as pessoas? Eu não mato porque se eu matar vou preso. Eis aí uma conduta. Eu eu sou uma pessoa que eu não mato ninguém, mas eu não estou fazendo isso porque eu não quero. Eu estou fazendo porque eu tenho medo das consequências. Ele chamava isso de impositivo, imperativo hipotético. E existe aquele que é categórico. O categórico é quando o indivíduo, mesmo que a lei obrigue ele a fazer, ele não faz, porque ele não se
uências. Ele chamava isso de impositivo, imperativo hipotético. E existe aquele que é categórico. O categórico é quando o indivíduo, mesmo que a lei obrigue ele a fazer, ele não faz, porque ele não se sente confortável em fazer. É uma alma, vem de dentro para fora e não de fora para dentro. Então essa ideia de pelágio era algo mais ou menos assim. Se o homem tiver um imperativo categórico, né? Vou usar aqui botar as palavras de Kante na mente de Pelágio. Se ele tiver uma vontade de superar as suas adversidades, ele então será alguém diferente. Ele se salvará. Isso é um absurdo. Porque apenas Deus salva, dizia Agostinho. Só Deus salva. Então, a salvação é uma graça e não um esforço humano. Para que a pessoa se salve, a pessoa precisa fazer todo o seu protocolo para que Deus a reconheça como alguém passível de salvação. E essa ideia da igreja, né, fora da igreja não existe salvação, vem daí. Ou seja, eu preciso fazer as pazes com Deus através de algum instrumento que me conduza ao paraíso e etc. São questões humanas, gente, de entendimento de uma questão simples. Por existe o mal, porque Deus criou o mal, etc. Aí, Agostinho de Pono tem uma ideia muito boa, porque ele foi convertido por Paulo, segundo narram as tradições também. Paulo teria sido coptado pelas cartas de Paulo. O Agostinho teria sido coptado pelas cartas de Paulo porque ele estava diante das inquietações metafísicas, filosóficas, quando ele ouve crianças dizendo: "Tome e leia". Aí ele vai e pega as cartas de Paulo e ele vê ali as explicações que ele gostaria de ter a respeito da transcendência, a respeito da relação com Deus, etc. Então, Agostinho está totalmente bebendo da fonte de Paulo, assim como os protestantes também vão beber da fonte de Agostinho. Essa ideia de que o homem é mau. E por que que o homem é mau? Porque esse menino, essa vocês sabem quem é que eu tô falando, né? Aquele casal primordial. Adão e Eva, quando eles receberam o mandato de Deus, eles simplesmente traíram a Deus. E isso eles
em é mau? Porque esse menino, essa vocês sabem quem é que eu tô falando, né? Aquele casal primordial. Adão e Eva, quando eles receberam o mandato de Deus, eles simplesmente traíram a Deus. E isso eles cometeram um pecado original que contaminou a humanidade inteira. Então para você se livrar do pecado original, alguém tinha que vir e fazer esse processo de espurgo do pecado original, separar a humanidade do vínculo hereditário, moral de Adão e Eva. Olha como foi longe esse negócio. Eu falei que era 2000 anos, mas foi muito mais. Então, quando os dois começam a discutir, Agostinho ganha, Pelágio vai ser, todas as suas teses vão ser tornadas heréticas, ele vai ser escomungado, vai se acabar, porque a tese de Agostinho era muito boa do ponto de vista da teologia, da fixação de uma verdade. E a ideia da salvação permanece como sendo um ato de heteronomia, ou seja, Deus nos salva, os anjos vêm, intercedem em nossa vida e daí nós construímos toda uma relação com o sagrado a partir desse ponto de heteronomia, esse ponto de necessidade de estarmos sempre, sempre sendo assistidos por entidades maiores, entidades de um outro plano. Aí Joana vem e coloca uma explicação sobre isso, porque Joana vai olhar para essa cena e vai dizer assim: "Por que Jesus foi morto? E por que há uma simbologia nessa morte que possa representar aquilo que nós chamamos de sacrifício e amor?" Para começar, ela vai ir dizendo a respeito de sacrifício. E aqui a gente precisa beber um pouco dessa palavra, porque a nossa noção de sacrifício não é simplesmente você deixar de comer para fazer um regime. A pessoa diz assim: "Olha, você tem que perder 5 kg, não vai poder comer quindim". Aí a pessoa disse: "Eu faço esse sacrifício". Isso pode ser um sacrifício, a pessoa deixar de fazer algo que gosta, porque o sacrifício na nossa ideia tem que ter um esforço e tem que ter alguma dor, tem que ter alguma renúncia, tem que ter algum esforço, tem que ser uma coisa mais forte, não pode ser uma coisa simples, não é Paulo, você
nossa ideia tem que ter um esforço e tem que ter alguma dor, tem que ter alguma renúncia, tem que ter algum esforço, tem que ser uma coisa mais forte, não pode ser uma coisa simples, não é Paulo, você vai fazer um sacrifício, em vez de você respirar duas vezes por segundo, você vai respirar três. Que sacrifício bom esse, né? Então o sacrifício pra gente tem essa ideia de que alguém está renunciando a um prazer em nome de uma dor, em nome de um algo mais, enfim, é algo que dói. O sacrifício é algo que dói. Então, para as pessoas que estavam vendo Jesus a partir das 9 horas da manhã, sendo interrogado e sendo espancado, as pessoas estavam cuspindo no seu rosto e ele começou a tomar chibatadas ali por volta das 10 da manhã. Vai até meio-dia. Meio-dia botar uma cruz nas suas costas e ele morre 3 horas da tarde numa cruz. Quem está olhando de fora tá dizendo, ele está sendo sacrificado. Ele está passando por um sacrifício. Porém, a palavra s feri, que é o sacrifício, quer dizer tornar sagrado. Ou seja, você torna algo sagrado a partir de um determinado ato. Então observe que a palavra sacrifício não tem necessariamente a ver com dor, mas tem a ver com tornar algo mais relevante, algo mais importante, algo de uma simbologia maior. E é assim que Joana começa a olhar para dizer o seguinte: "Para as pessoas que estão olhando Jesus na cruz, ele está sendo sacrificado. Mas para Jesus que passa pela experiência, ali não existe sacrifício algum. Porque para você ter a ideia de que você está sentindo um sacrifício agindo sobre você, você tem que sentir dor. Você tem que sentir que perdeu algo. Mas como é que você pode pensar que tirar a vida de alguém que venceu o mundo? Alguém que disse que os problemas do mundo já não afetam mais? Alguém que diz que está fora da condição humana das dores e dos prazeres do mundo. Como é que isso poderia ter a mesma representação simbólica para Jesus e para as pessoas que observam? Quem está observando são os homens presos à matéria. Jesus não
das dores e dos prazeres do mundo. Como é que isso poderia ter a mesma representação simbólica para Jesus e para as pessoas que observam? Quem está observando são os homens presos à matéria. Jesus não está mais preso à matéria. Por isso, para Jesus aquilo não é um ato de sacrifício. Ali tem um outro símbolo, um outro símbolo, um outro significado. As pessoas gostam de coisas grandes. As pessoas gostam de coisas contundentes. E Jesus está ali para dizer aos homens simplesmente o seguinte: existe uma causa maior e eu estou indo por conta desta causa maior. Eu vim para uma causa maior e estou dando um testemunho do meu desapego para que vocês possam inspirados em mim darem as suas vidas também em nome destas causas grandiosas que foram apresentadas à humanidade. Muitos mártires depois desceram do circo, desceram ali a a ao do do das arquibancadas do circo e foram para as arenas serem devorados pelas feras, cantando hosanas, hinos de amor, dando risadas e agraciados pela oportunidade de darem seus corpos em nome de uma causa, porque eles queriam se reunir a Jesus ou aos anjos a partir dos seus atos de devoção e de entrega. E isso faz com que João, depois aí 50 anos depois das cartas de Paulo, volte à mesma questão e diga: "Não existe amor maior do que esse dar a sua vida por alguém." Então, para Jesus, ele sabia que ia morrer. As escrituras dizem que sim. Ele esperava que fosse morrer daquele jeito. Certamente que sim. Mas ele não faz isso para tirar das pessoas a responsabilidade pelos seus próprios atos. É aí que Joana vem dizer que ele não veio simplesmente para expurgar pecado de ninguém, mas veio para dar exemplos e dar uma força para que as pessoas por si mesmas encontrem as disposições para resolverem as suas vidas. Então ele estava próximo, mas ele não impedia que a dor chegasse. As pessoas sentiam dor e continuaram sentindo. A doença continuou chegando nas casas, as dúvidas continuaram pairando nas cabeças. Ele não fez com que as pessoas mudassem as suas vidas. Ele apresentou apenas uma
sentiam dor e continuaram sentindo. A doença continuou chegando nas casas, as dúvidas continuaram pairando nas cabeças. Ele não fez com que as pessoas mudassem as suas vidas. Ele apresentou apenas uma perspectiva nova. Ele disse: "Olhe, existe uma realidade da vida. Essa realidade da vida tem um outro símbolo, tem um outro significado. E eu venho apresentar esse significado para vocês. Eu venho trazer a possibilidade que vocês tenham uma vida nova, uma perspectiva nova e não simplesmente olharem para suas vidas como sacrifício, como se vocês estivessem indo ali para serem molados, colocados numa pira ou colocados numa estaca, sendo queimados vivos pelas refregas da vida cotidiana, não é isso? Então observe que nessa nessa virada de interpretação, o que que Joana está dizendo? Que muitas pessoas que achavam que iam ser salvas por uma graça, por uma concessão divina, agora foram despertadas para uma responsabilidade o seguinte: cada um por suas obras. Se você não fizer sua parte, não vai rolar. Então isso é óbvio que isso cria uma espécie de decepção porque as pessoas queriam salvação. Nós estamos falando sobre a tese da salvação. É por isso que Agostinho disputava com Pelágio a prerrogativa de como se dava a salvação. Pelá dizia pelo esforço humano e Agostinho dizia pela graça de Deus. Então pela graça de Deus quer dizer se Deus gostar de mim ele me salva. Se não, ele não me salva. E por isso as pessoas precisam através dos seus atos devocionais mostrarem a Deus que são passíveis de serem salvos. Vocês estão entendendo o que que nós estamos falando, gente? Onde é que a gente chega nessas condições que a gente tem hoje de as pessoas irem para determinados templos e fazerem orações para receberem dinheiro, para receberem concessões materiais? Por que que existe essa relação de dependência tão grande com o céu? Porque nós temos uma história de uma construção, de uma teologia que nos colocou dessa forma. Nós fomos levados a entender que a espiritualidade está a nosso serviço e que está fazendo graças
m o céu? Porque nós temos uma história de uma construção, de uma teologia que nos colocou dessa forma. Nós fomos levados a entender que a espiritualidade está a nosso serviço e que está fazendo graças para que nós possamos ser pessoas salvas a partir da intercessão divina, esquecendo que a responsabilidade desse trabalho é toda nossa. Existe, claro, formas diferentes de se conduzir à existência, se conduzir a vida. E é justamente nesse ponto que a espiritualidade maior traz informações de como nós podemos viver as nossas vidas de uma maneira diferente do que o modo tradicional. E dessa maneira a gente consegue fazer saltos na nossa condição existencial a partir de uma mudança de comportamento. Sim, Pelágio tinha razão. Os seres humanos são almas puras, boas, nascem criadas por Deus, são emanações divinas, portanto não existe nenhuma mácula no espírito humano de origem. Toda a espécie de equívoco que ocorre na alma humana, na sua expressão existencial, se dá por ignorância. e não por uma maldade intrínseca. E os espíritos dizem isso. Por que que tem espíritos que caminham pela fieira do bem e outros pela vie? Pela fieira do mal não, pela vieira da ignorância, dizem os amigos. Então, somos simples, ignorantes e ignorantes porque ignoramos aquilo que somos. E se nós tivéssemos noção clara sobre o que somos, nós não agiríamos como nós agimos. É simples assim. Uma pessoa pode mudar seu comportamento, sua conduta, se tiver uma outra perspectiva de vida, se tiver um outro cenário existencial, uma outra projeção, a pessoa muda. Simplesmente muda, sai de um status para outro, sai de um lugar para outro. E não precisa necessariamente de uma intervenção espiritual. A pessoa pode tomar essa decisão e fazer essa mudança. Quantas pessoas vocês conhecem que já podem ter feito essas mudanças nas suas vidas? Quantas mudanças nós mesmos já fizemos em nossas existências por conta de decisões próprias que nós tomamos. É isso que Joana está dizendo agora. É claro que a morte de Jesus tem um
as nas suas vidas? Quantas mudanças nós mesmos já fizemos em nossas existências por conta de decisões próprias que nós tomamos. É isso que Joana está dizendo agora. É claro que a morte de Jesus tem um significado muito grande, porque é um negócio grandioso. Então, aquela doação grandiosa que para Jesus não foi nada, porque ele sabia que aquilo ali não representava nada para ele, para nós outros aquilo foi um ato de entrega. E nós nos sentimos em parte devedores dele, porque ele deu esse testemunho, veio aqui na terra para viver uma experiência carnal que ele não precisava. Eu não sei se eu já falei isso aqui para vocês, mas eu eu às vezes pergunto assim: "Jesus, por que que você encarnou mesmo assim? Fale para mim, por que que você não pegou João Batista? João Batista tinha um débito, um débito cármico. João Batista arrancou 450 cabeças na época que ele era Elias. ali na beira do rio Quizon, ele venceu a disputa e arrancou 450 cabeças. Ele tinha um débito. Então ele vinha pra terra lá passar pela experiência dele. Jesus não. Então por que que Jesus não se utilizou de uma média unidade de João para passar o sermão do monte, para passar ali todas aquelas mensagens, os discursos, sermões proféticos, etc. Por que que ele não fez isso? Porque ele não falou as as parábolas para aqueles que eram seus mensageiros. Porque ele precisou vir aqui para passar por aquela vergonha de ser humilhado naquele dia e sofrer tudo aquilo. Ele veio porque no corpo humano cabe um espírito puro. Ele veio dizer isso. No corpo humano cabe o espírito que tem essa grandeza. Então é essa razão de Jesus estar entre nós. E a razão dele ter morrido daquela maneira é para mostrar que a sua vida, ao final sendo extinta daquela forma, para ele não representava nada. Porque o que ele veio fazer é que ele fez. Ele cumpriu a sua missão. Portanto, entregar a sua vida daquela maneira é como se fosse um ato verdadeiramente de amor. Porque somente uma pessoa que ama faz isso. O que que Joana vai dizer primeiro? Olhe só. Jesus morreu para que
anto, entregar a sua vida daquela maneira é como se fosse um ato verdadeiramente de amor. Porque somente uma pessoa que ama faz isso. O que que Joana vai dizer primeiro? Olhe só. Jesus morreu para que nós prestássemos atenção nas suas mensagens. Jesus se deu daquela forma para que nós valorizássemos a maneira com a qual ele viveu, entregou a sua vida, fez tudo o que fez para que nós melhorássemos a nossa condição existencial, despertássemos porque estávamos dormindo, conforme dizia Paulo, saíssemos do estado de letargia do sono sem sonhos, conforme diria Pedro Auspensk, bebendo da fonte do guru Gev. Esses daí que trazem essa ideia do despertamento, eles estão dizendo a mesma coisa. Jesus veio aqui para despertar as nossas almas, para uma vida nova. E ele sai da vida entregando o seu corpo por amor para dizer: "Eu vim por amor". Porque se vocês não tivessem essa orientação, provavelmente vocês se arrastariam nas trevas por muito mais tempo do que estão se arrastando. Se nós hoje temos a oportunidade de conhecermos o evangelho, conhecermos as mensagens de Jesus, conhecermos as possibilidades da interpretação do evangelho trazendo paraas nossas almas, é porque de alguma forma ele esteve aqui entre nós e nos trouxe essa mensagem. Aí Joana vai fazer uma análise sobre o amor. E ela diz assim sobre o amor, que o amor ela talvez, né, inspirada por Lázaro, porque quando Lázaro fala do amor, ele diz assim: "O amor começa nos a evolução começa no instinto. Depois passa pra sensação, depois passa pro sentimento, depois vai para o amor. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa em seu ardente foco todas as aspirações sobrehumanas. É disso que ele está falando, que o amor é o sinal de uma evolução espiritual, mas não esse amor do ego, porque esse amor do ego é o amor da melação, é o amor do apego, é o amor daquela coisa de quando faltam as palavras, olhe como a comunicação é boa. Vocês entenderam o que eu quis dizer sem eu explicar nada. Tá vendo como é rica a nossa linguagem?
o amor do apego, é o amor daquela coisa de quando faltam as palavras, olhe como a comunicação é boa. Vocês entenderam o que eu quis dizer sem eu explicar nada. Tá vendo como é rica a nossa linguagem? Isso é um gen que a gente tem, os macacos têm também, mas o nosso é adulterado, por isso que a gente tem essa riqueza. A gente consegue fazer isso. Então observe que nesse caso, especificamente, esse amor inicial, ele é uma necessidade para todos nós. Às vezes eu fico pensando assim, tem pessoas volúveis, pessoas que estão namorando com uma pessoa hoje, amanhã com outra, depois com outra, depois com outra, depois com outra. E aí essas pessoas do ponto de vista no campo da moral estão assim com a moral bem baixa, não é verdade? São pessoas volúveis, né? Que estão assim sempre passando de são passarinhos que estão passando de um galho pro outro o tempo inteiro. Mas olhando a necessidade do amor, a gente pode pensar que uma pessoa que tem interesse em aprender a amar, ao invés de assistir duas aulas por semana, ele assiste cinco. Vocês estão entendendo o que eu tô falando? A pessoa tem que passar pela experiência para que o amor bote para pegar no tombo o coração. O coração precisa de ser chacoalhado muitas vezes. Por isso a pessoa está aqui hoje, aí amanhã e aí chega no momento que isso que Joana disse que é muito legal. Ela diz assim: "Esse amor do ego, esse amor do apego, esse amor que leva a gente fazer essas bobagens por amor, esse amor é necessário para o despertamento dos outros que virão depois. Porque chega uma hora que a pessoa já viu tanto, gostou tanto de sentir essa essa atração, essa aproximação, essa vontade de servir ao outro, o que é o outro próximo, que isso vai se expandindo de uma maneira tal que a pessoa vai aprendendo a amar, a pessoa vai começando a ter uma ideia do que é um amor maior. E aí isso quando eu estava meditando sobre esse texto me veio uma história que foi contada em um livro escrito por um um escritor chamado Vercos. Ele escreve um livro chamado Um animal
um amor maior. E aí isso quando eu estava meditando sobre esse texto me veio uma história que foi contada em um livro escrito por um um escritor chamado Vercos. Ele escreve um livro chamado Um animal desnaturado. A história é mais ou menos o seguinte: os cientistas descobriram em Galápagos, lá naquela região ali, uma um local aonde estava o registro daquele daquele indivíduo que seria o o elemento de transição, o elo perdido entre os primatas antigos e os os primatas omne, né? aquele que fez a transição para esse modelo que nós temos hoje. E eles foram lá para tentar encontrar os fósseis. E qual foi a novidade? É que eles encontraram vivos. Eles estavam vivos lá vivendo. Normalmente eles enterravam, eles eram quadrúmanos, eles pareciam com os macacos, mas eles tinham hábitos humanos. Eles enterravam seus mortos, eles faziam coisas que os humanos fazem. E ficou aquela discussão se eles eram homens ou se eles eram animais. E aí pegam os os indivíduos, eles chamavam de tropis, eles pegavam os tropis e levam pra cidade. E lá na cidade eles começam a estudar os tropis e eles resolvem fazer uma experiência mais avançada, porque a discussão caiu do campo da ciência, saiu do campo da ciência, foi para outros campos, né? Eles engravidaram uma fêmea. Um cientista engravidou uma fêmea, fez uma inseminação, engravidou a fêmea. E essa fêmea então conseguiu engravidar. E ela engravidando mostrava que ela era humana, porque na natureza só as espécies iguais conseguem se se reproduzir. Então, se o humano conseguiu e engravidar uma fêmea daquela, significa que ela era humana. Aí o rapaz vai dar um golpe de misericórdia, ele sacrifica o bebê. Agora ele será julgado pela sociedade protetora dos animais ou pelo Código Penal, porque se ali é um homem, ele deve ser na lei pelos direitos constitucionais, etc. Essa é uma discussão. Essa discussão ela bebe da fonte justamente desses que eu já falei aqui, já citei, esses filósofos do passado que discutem a questão da moral humana. E Kant, ele dizia assim, que o
sa é uma discussão. Essa discussão ela bebe da fonte justamente desses que eu já falei aqui, já citei, esses filósofos do passado que discutem a questão da moral humana. E Kant, ele dizia assim, que o ser humano traz um ego que leva necessariamente a atos que eles não pensam nos outros. A tendência do ser humano natural é fazer as coisas por si ou para si. Então, o que que caracterizaria um indivíduo, um ser humano, no aspecto humano para dizer que ele é diferente de um animal? Porque o animal também age assim. Você pega um um cão, larga na rua, ele tem vontade de fazer as coisas dele, ele faz. Ele não pergunta a ninguém. né? Então, quando Diógenes dizia que ele era um homem cão, era porque ele fazia, ele invejava a natureza de um cachorro, porque uma vez ele estava na beira de um, de um rio, estava bebendo numa combuca e aí chegou um cachorro e começou a lamber a água, começou a beber sem cumbuca. Ele chegou pro cachorro, disse: "Você é melhor do que eu, porque você não precisa da Cumbuca, eu ainda preciso dela." Então, Diógenes, ele andava nu pela rua, usava uma barrica, fazia sexo na rua, como os animais fazem. Ele vivia a sua natureza. Então, isso é típico dos animais. Os animais agem por impulso. A sua necessidade manda fazer e faz. Agora, o ser humano, ele tem duas características que o diferem dos animais. Primeiro, ele tem a capacidade de resistir a esses impulsos da vontade. O ser humano, ele simplesmente diz assim: "Eu não vou fazer isso aí". Quando Freud estudou a a tópica da psique humana, ele estabeleceu isso como a força do supergo é o supergo quem age, impedindo que a gente faça essas bobagens. Você está no lugar e de repente tem vontade de subir na mesa, o supergo dis: "Não suba não, que você vai passar uma vergonha danada e a pessoa não sobe". Então, os seres humanos têm essa capacidade de resistir à suas pulsões, mais ou menos, né, gente? Porque Joana de Angeles também, ela vai dizer que por conta dos nossos atavismos, das heranças de vidas passadas, nós adormecemos
essa capacidade de resistir à suas pulsões, mais ou menos, né, gente? Porque Joana de Angeles também, ela vai dizer que por conta dos nossos atavismos, das heranças de vidas passadas, nós adormecemos essa vontade de resistir às pulsões e somos aqueles que repetimos sistematicamente os nossos erros do passado, porque a gente não constrói a barreira da resistência interna para vencer esses impulsos que nascem na nossa natureza. Então, Kant dizia isso, que os seres humanos são levados por sua pulsão, então eles são naturalmente egoístas. Mas existe no ser humano também uma outra capacidade que é além de resistir, é a capacidade de pensar em termos globais. Não sou só eu, eu penso num coletivo. Então, um ser humano, ele é capaz de deixar de fazer alguma coisa por um bem comum. Pelo bem comum. Então isso é natureza da civilização. A gente se priva de certas coisas em função do bem comum. Quando eu chego ali na frente e osso, vejo uma pessoa no dia de uma ação, de uma atividade religiosa nessa casa e ele chega no muro e bota um som a toda altura, eu tenho que duvidar do quê? da humanidade das pessoas, não é da questão moral, é o quanto essa pessoa está abandonando a sua humanidade, a sua necessidade de estar num coletivo e pensar no outro. Simples assim. Então é aí que Kant vai desenvolver um campo da moral, dizendo assim que os seres humanos precisam estabelecer um senso interno de vida para que eles atuem coletivamente, fazendo do seu agir uma lei que poderia ser transformada em uma lei universal. Mesmo que seja permitido, eu não vou fazer, porque fere os interesses do outro. Então isso é grandeza humana. Então, nesse particular, quando a gente pensa nessa ideia de nós estarmos num coletivo, aprendendo a amar, aprendendo a servir, aprendendo a nos dar, aprendendo a construir uma alteridade, faz todo sentido exercermos o nosso papel, o nosso mandato de humanos para olharmos para dentro e saber o quanto nós já somos capazes de desenvolver positivos ou imperativos categóricos
ma alteridade, faz todo sentido exercermos o nosso papel, o nosso mandato de humanos para olharmos para dentro e saber o quanto nós já somos capazes de desenvolver positivos ou imperativos categóricos dentro da nossa ação para dizer assim: "Eu não vou fazer porque eu não gostaria que fizessem comigo". Jesus foi muito claro com isso quando ele trouxe as duas leis, não é? não fazer ao outro aquilo que você não gostaria que fosse feito a você e amar a Deus com toda a sua força, com todo o seu entendimento, com toda a sua razão, toda a sua alma e ao próximo como a si mesmo. Tão simples e ao mesmo tempo tão complexo. Então, esse amor que nós vamos desenvolver, esse amor que estamos aqui para aprender, depende sim da nossa vontade, depende sim da nossa força e da nossa disposição para dizermos sim ao mais alto e aceitarmos o mandato de humanidade e consciência que nos foi ofertado para que nós possamos, a partir desse mandato, desenvolver as nossas ações no mundo de uma maneira grandiosa, sairmos dessa mesmice e desse dessa pequenez para alcançar armos esse patamar mais alto. Por isso que a palavra amor está junto do sacrifício, porque isso vai dar trabalho. Isso significa dizer: "Se eu sou um pai, de repente a minha vida muda, porque eu tenho responsabilidades pelos filhos que me foram confiados pela espiritualidade. Se eu sou um trabalhador, eu tenho responsabilidade com aquele coletivo em função do sucesso do coletivo, porque as pessoas dependem disso. E eu estou desenvolvendo níveis diferenciados de amorosidade e de entrega ao mesmo tempo, porque fatalmente vai chegar uma hora que nós vamos ter que entrar para o sacrifício, mas o sacrifício será por outras pessoas. Porque para nós que estamos aqui cientes e conscientes da nossa missão, sem sacrifício nenhum, às vezes a pessoa pergunta: "Mas Paulo, tu viaja a R$ 600 km, R, R$ 800, R$ 1.000 para fazer ou 1000 km para fazer uma uma palestra? Eu vou. Mas isso é é longe para mim, não é? Porque eu vou no carro conversando. Se
oa pergunta: "Mas Paulo, tu viaja a R$ 600 km, R, R$ 800, R$ 1.000 para fazer ou 1000 km para fazer uma uma palestra? Eu vou. Mas isso é é longe para mim, não é? Porque eu vou no carro conversando. Se uma pessoa passar do meu lado, eu já falei isso, ó. Gente, se vocês me verem na rua conversando sozinho dentro do carro, não sou maluco não. Eu só tô fazendo palestra ali, viu? É, eu tô conversando ali com os espíritos, fazendo palestra dentro do carro, que eu faço isso. Isso às vezes pode ser um, né, um desvio, mas no meu caso eu eu eu ainda consigo atravessar a rua normal. Então é sacrifício para umas pessoas que não estão dispostas a fazer isso, para outros não é. É sacrifício para uma pessoa de repente acordar 4 horas da manhã, pegar uma bicicleta e andar 50 km. Para outras pessoas é prazer, é sacrifício para algumas pessoas de repente comer aquelas folhas. Para outras pessoas não é a mesma coisa. É sacrifício para alguém chegar de repente e abrir mão de certas coisas em função de um coletivo. Para outros não é. E quem faz a diferença entre ser o sacrifício e não ser o sacrifício são os nossos atos de entrega, são os nossos atos de amor, são os nossos atos de doação. É isso que faz essa diferença. Porque se eu estou olhando só para mim, eu estou fazendo trocas, estou fazendo barganha, eu faço para você, mas pense bem, você tem um crédito para comigo. Eu estou acumulando créditos nessa contabilidade com você e amanhã eu vou te cobrar. Mas se você faz isso, de repente não faz a menor conta sobre o que você está fazendo, a pessoa pergunta assim: "Mas você fez tanto por mim?" Você vai perguntar, vai responder assim para ela: "Como assim? Eu não fiz nada. Eu não fiz absolutamente nada." E olha como Jesus era claro na sua visão de que esse plano se estendia para além da sua vida. quando ele dizia assim: "Um dia o o Senhor virá nas nuvens cercado da sua corte de anjos e dirá os que estão à sua direita: Entra na honra da minha glória, porque quando eu tive frio, você me deu
ida. quando ele dizia assim: "Um dia o o Senhor virá nas nuvens cercado da sua corte de anjos e dirá os que estão à sua direita: Entra na honra da minha glória, porque quando eu tive frio, você me deu agasalho. Quando eu tive doente, você me deu remédio. Quando eu tive preso, você foi me visitar. Quando eu estava com sede, você me deu a água." E a pessoa pergunta assim: "Senhor, quando foi que fizeste isso por mim?" Não é? Quando foi que você fez isso? A mesma coisa acontece pro outro. Saia da honra da minha glória, porque quando eu tive frio, você não foi me deu cobertor. Quando eu tive fome, você não me deu de comer. Quando eu tive sede, você não me deu de beber. Quando foi que eu fiz isso por você? Quando você fez aos pequeninos, foi a mim que você fez. Quando você não fez aos pequeninos, foi a mim que você não fez. Então, observe que a pessoa que faz o bem não sabe que fez e a pessoa que que faz o mal também sabe que faz. Então é esse esse drama que nós vivemos da consciência, da aquisição da consciência, que dá muito trabalho, descobrir qual é a verdadeira posição. A chave disso é desenvolver uma amorosidade que não exige respostas. Por você está fazendo? Não tem resposta. Eu estou fazendo porque eu quero. Eu estou fazendo porque a minha alma me manda fazer. Eu estou fazendo porque se eu não fizer, a minha alma fica desconsertada. E o amor vai crescendo por aprendizado, vai crescendo por uma espécie de incorporação de atos e de possibilidades. E a nossa vida vai mudando de sentido. E as as pessoas que estão no entorno dessas que descobriram que o amor e servir estão são duas palavras, amar e servir são duas pessoas, palavras que caminham juntas. As pessoas são beneficiadas, a coletividade é impactada e o mundo transita para um lugar melhor. Quando a gente fala sobre esses movimentos que estão acontecendo na humanidade de um modo geral, nós precisamos estar dispersos para isso, porque existe um prazer e amar. O prazer em amar é você saber que você está se dando. E a comparação
tos que estão acontecendo na humanidade de um modo geral, nós precisamos estar dispersos para isso, porque existe um prazer e amar. O prazer em amar é você saber que você está se dando. E a comparação interessante que a gente pode fazer com isso é da lâmpada. É essa lâmpada que tá aqui no teto. Um dia eu estou em casa, o eletricista está lá fazendo uma instalação, estava falando a instalação da lâmpada e eu percebi que chegava um fio e saía um fio. Aí eu disse assim: "Que fio é esse aqui?" Ele falou: "Isse aqui é a fase e esse outro aqui? Esse aqui é o retorno. Se eu falar alguma bobagem aqui, vocês me corrigem, tá? Mas é, foi isso que ele me explicou. Aí eu disse: "Então, quer dizer que paraa luz acender a energia tem que chegar e tem que voltar?" Ele disse: "Exatamente, se eu tirar o retorno, a luz acende?" Não. Se eu tirar a fase, a luz acende? Não, também. Ah, que coisa interessante. Então, nós somos as lâmpadas de Deus. Ele ficou me olhando, eu disse, sabe por quê? Porque nós recebemos a luz, a energia divina. Se nós não devolvermos a energia divina do jeito que a gente recebeu, nossa luz não acende. E Jesus nos convida a sermos luz do mundo, sermos estas pessoas que vamos receber na forma de amor divino a energia que vem do mais além e vamos simplesmente deixar passar para que as nossas mãos sejam as mãos de Deus acariciando os necessitados, para que os nossos olhos sejam os olhos de Deus olhando pelas pessoas do mundo. para que a nossa boca seja a voz de Deus que chega aos ouvidos das pessoas com as palavras certas que as pessoas precisam naquele exato momento. E é por isso que nós precisamos deixar passar dar de volta o que a gente recebeu, dar de graça o que de graça a gente recebeu, fazermos passar a energia divina e sentirmos a graça de sentir Deus passando por dentro de nós. Quando essa energia não flui, ela fica retida, que é o egoísmo faz isso. É como se a gente vivesse uma vida seca e às vezes até distante de Deus, porque a gente não sente o movimento. O movimento é
s. Quando essa energia não flui, ela fica retida, que é o egoísmo faz isso. É como se a gente vivesse uma vida seca e às vezes até distante de Deus, porque a gente não sente o movimento. O movimento é interessante porque ele move as fíblias de todas as células do meu corpo. E é impossível a pessoa ficar distante dessa sensação sem sentir o movimento de Deus, passar por dentro dela. É impossível quando a energia se movimenta. E o amor é energia divina em movimento. Portanto, gente, sejamos convidados a abrir as mãos e deixar passar, abrir a boca e entregar o melhor que tem no nosso coração, porque somos todos bons em natureza. O que nos atrapalha é que a gente quer imitar os modelos mais estranhos o possível. A moda é estranhíssima. Quando eu me lembro que eu usava um sapato cavalo de aço, rapaz, calça boca de sino. E as moças usavam meia lurex. Quem é mais novo não sabe o que é isso. Dancings, aquela coisa que brilhava. Eu imagino como a moda nos interfere. Mas a moda agora, segundo a orientação do evangelho, é sermos bons, é sermos luz, é sermos disseminadores da paz. A moda agora é falarmos com mansuetude, trazermos palavras boas, não alimentarmos num pensamento mundano ou fútil em nosso coração. A moda agora é estendermos os braços e abraçarmos as pessoas que estão em nosso caminho. A moda agora é não julgar, é compreender os estágios evolutivos do outro, a moda agora é compreender que somos seres que estamos aqui passando uma experiência humana e que em breve voltaremos ao mundo espiritual com as bagagens adquiridas na escolinha da terra. A moda agora é simplesmente aprendermos a fazermos dos nossos olhos gemas preciosas do amor de Deus brilhando sobre a terra, animando as almas para que as pessoas jamais percam o ânimo de viver. para que as pessoas tenham vontade de passar todos os seus dias na terra e que tenham cada dia mais renovada esperança para retornarem dias depois e outras vezes tantas para umas aprender e outras ensinar, para umas receber e outras simplesmente se
os os seus dias na terra e que tenham cada dia mais renovada esperança para retornarem dias depois e outras vezes tantas para umas aprender e outras ensinar, para umas receber e outras simplesmente se entregar, porque se entregar é bom, se dar é bom, amar é muito bom. Portanto, vamos amar sem sacrifício, sem nenhum esforço, porque quem ama não mede nenhum esforço para amar. Quem ama não faz conta do amor. Quem ama não faz conta do que dá, porque o prazer está em dar, o prazer está em ser. Portanto, sejamos esses instrumentos do amor. E obrigado mais uma vez à nossa querida Joana. que tira aquela ideia de uma salvação que a gente não sabe como, de onde veio. simplesmente diz: "Jesus não livrou ninguém da sua responsabilidade, mas deu um testemunho de amor com seu sacrifício, para que nós, inspirados na sua doação, possamos mudar as nossas vidas e trilhar caminhos gloriosos dentro do nível evolutivo de cada um, para que nós possamos, então, ao chegar no fim do ciclo e estejamos assim nos despedindo da terra com as nossas bagagens para o mundo espiritual. possamos partir felizes como quem vai numa grande viagem com a sensação do dever cumprido. Eu vi, eu aprendi, eu amei um pouco mais, eu abracei, eu construí, eu plantei, eu não destruí, eu consertei, eu reparei, eu abri as portas, eu fiz com que os outros pudessem brilhar também. Isso faz com que qualquer ser humano olhe para si mesmo no espelho da vida. e diga assim: "Valeu, valeu a pena viver, valeu a pena cada segundo na minha vida. E isso é tão bom como poder dizer a vocês: valeu cada segundo da nossa conversa no dia de hoje. Muita paz. Agradeço Paulo a palestra do dia de hoje, muito rica, muito emocionante, linda também. Vamos então nos preparar para o encerramento da nossa reunião. Convidamos os médiuns passcistas da casa para se colocarem ao longo dos corredores na aplicação dos passes coletivos. Preparemo-nos então com as palavras ricas de ternura e de amor, rememorando a nossa benfeitora Joana de Angeles, cuja vida,
para se colocarem ao longo dos corredores na aplicação dos passes coletivos. Preparemo-nos então com as palavras ricas de ternura e de amor, rememorando a nossa benfeitora Joana de Angeles, cuja vida, ao longo das existências foi dedicada ao amor ao próximo. E a Jesus, a sua fidelidade constante e permanente nos serve também de um modelo que nós podemos seguramente seguir. Ela deu a sua vida para Jesus. Portanto, diante desse exemplo, também nós podemos nos preparar para iniciar este trabalho, também doando-nos do trabalho de seguir a Jesus. Neste momento em que os médiuns passistas da casa se preparam para a aplicação dos passes, faz-me relembrar que este momento é um momento de doação, a doação pessoal própria das suas próprias energias. Não seria isso também uma doação de amor a Jesus? Apliquemos, pois esse ato especial onde nos faculta os espíritos, a mescla das energias pessoais enriquecidas com o fluido animal de cada um de nós, transformando em algo divino. divino e o pessoal. Abençoa-nos, pois, Jesus, neste momento, fazendonos recordar de Divaldo Franco e de Nilson de Souza Pereira. Rogamos que abençoes e faculte as vossas bênçãos para os nomes dos encarnados e desencarnados que colocamos na entrada desse cenáculo. Enriquece a água com a preciosidade do teu amor, transformando-a em algo especial, uma água especial. que servirá para os nossos males físicos e espirituais. No retorno ao lar, conduz-nos na vossa paz, no carro do vosso amor e que possamos levar as boasventuras da boa nova de Jesus para aqueles que lá nos esperam. Abençoa-nos. S conosco, Senhor, hoje, por todo sempre. E que aqui sim seje. Nossa gratidão a todos. Muito obrigado. Está encerrada a nossa reunião. M.
Mais do canal
Conversando Sobre Espiritismo | Mário Sérgio, Solange Seixas e Marco Antonio
1:06:33 · 5.3K views
Em Busca do Sagrado | #193 • A Alegria
🔴 AO VIVO | Diálogo Franco: Sexualidade - Uma Visão Espírita
[EN FRANÇAIS] Nul ne meurt - Divaldo Franco
1:27:15 · 240 views
[EN FRANÇAIS] Pike et son fils toxicomane - Divaldo Franco
1:10:29 · 293 views
Estudo da Obra – Loucura e Obsessão | T7:E34 – Cap. 17: Terapia desobsessiva – Parte 2