Conversando Sobre Espiritismo - Divaldo Franco e Paulo de Tarso - 29/10/2020

Mansão do Caminho 29/10/2020 (há 5 anos) 56:25 207,153 visualizações 10,840 curtidas

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Transcrição

Convidamos agora então Divaldo Franco para iniciar a nossa reunião conversando sobre espiritismo. Senhoras, senhores, queridas irmãs, queridos irmãos espíritas, caras amigas e amigos que nos ouvem através dos recursos valiosos da internet. nossos votos de muita paz. Ainda ontem conversávamos com amigos a respeito da pandemia que se encontra presente na Terra ameaçadoramente. Como ele não tem nenhuma visão religiosa e se afirma nadaísta, não acredita em nada, ele me fez algumas perguntas. Como eu podia conceber um Deus que permite que um vindos possa matar tantas pessoas de uma vez. Que pai é esse que não sente misericórdia nem compaixão daqueles que lhe imploram de joelhos, suplicando por piedade, por oportunidade de viver. E expliquei-lhe que é muito difícil penetrar-se na intimidade do pensamento de Deus. Se nós partirmos da premissa que a vida em realidade não é a do corpo, mas a do espírito, veremos de uma maneira diferente todas essas objeções que se fazem à morte. à chamada infelicidade, às doenças e aos problemas da existência humana. Porque sabemos que a volta ao lar vai ensejar-nos aplicar tudo que aprendemos durante o período em que estivemos ausente para poder ajudar-nos. E quando Deus atende a misericórdia dos que sofrem, dos que choram, não faz dentro dos parâmetros que nós consideramos felicidade, porque os nossos parâmetros de felicidade são muito relativos. Em o momento a pessoa pode estar jubilosa participando de uma festa, de um sonho que se tornou realidade e naquele mesmo momento pode vir a desencarnar por uma parada cardíaca ou um outro problema orgânico. Mas que desgraça do ponto de vista humano, social, dos relacionamentos, sim, é uma grande dor, porque nós perdemos o contato com o indivíduo na sua forma tangível. Mas se nós considerarmos que a vida não está distrita às formas que nos fer sentidos, tudo muda de significado. Ainda pouco, meditava da grandiosidade da nossa comunicação virtual. Jamais eu poderia imaginar há 20 anos da possibilidade

não está distrita às formas que nos fer sentidos, tudo muda de significado. Ainda pouco, meditava da grandiosidade da nossa comunicação virtual. Jamais eu poderia imaginar há 20 anos da possibilidade desse correio tão extraordinário com que hoje lidamos através da internet. E quando me falavam a respeito das possibilidades imensas do telefone que já saia da parede para ser um objeto que podíamos transportar de um lado para o outro, vinham-me as perguntas variadas. E aquilo que era um prejuízo para quem o tinha normalmente constituía o avanço. Sucede que o progresso sempre firma as suas raízes, onde ele pode encontrar o solo próprio para o seu desenvolvimento. É por esta e outras razões que o Espiritismo propõe-nos a felicidade sobre um aspecto menos material. A felicidade não pode ser relatada, somente pode ser vivida e não pode ser sentida senão por aquele que experimenta as bases do que constitui a felicidade, o encantamento, o prazer, que são emoções variadas. A morte, nesse sentido, é uma das bênçãos mais fascinantes do mundo. Tem um amigo que era pai. Aos 13 anos de matrimônio, ele tinha dois filhos gêmeos e um deles, com 10 anos e meio, foi fazer um trabalho qualquer e teve um desmaio. Não voltou até hoje. Entrou no estado de coma, perdeu a faculdade de falar. Ele provavelmente ouve, mas não se locomove. Registram-se fenômenos automáticos do organismo, mas nenhum de uma lucidez propiciatória à presença da razão. dirá: "Mas que impiedade, que desgraça!" Não teria sido melhor numa observação rasteira que ele houvesse desencarnado, porque 10 anos depois, 12 anos, ele ainda era um peso na emoção, nas despesas, no núcleo familiar. No entanto, o mais curioso é que ao completar 14 anos de vida vegetativa, ele despertou e despertou com uma memória excelente, a ponto de constranger algumas pessoas que o visitaram durante aquele período de hibernação. lembrasse que escutou diálogos, algumas referências, nem sempre generosas a seu respeito, algumas lamentações de pessoas que não tinham

as pessoas que o visitaram durante aquele período de hibernação. lembrasse que escutou diálogos, algumas referências, nem sempre generosas a seu respeito, algumas lamentações de pessoas que não tinham qualquer trabalho com ele, demonstrando a realidade da vida, apesar do cérebro estar bloqueado por uma paralisação dos neurônios cerebrais. Isso é muito comum entre não seria melhor isto, melhor aquilo. E assim vivemos hoje dias muito difíceis, lamentamos a pandemia e fazemos o paralelo muito bem. A aides continua matando muito mais do que a COVID. Será então que esse raciocínio é justo para podermos justificar uma pandemia? Apelamos para uma epidemia? Apelamos para um desvalor para compreender a presença de uma coisa grave. São as nossas ilusões. Por esta razão, Platão afirmava que o corpo é uma sombra, mas a verdade é o ser. O ser espiritual, é a energia que habita essa massa orgânica e que todos deveríamos trabalhar 400 anos antes de Jesus. para que a chama da nossa vida, a claridade do nosso mundo interior pudesse ampliar-se até o infinito. Jesus, naquela ocasião ainda não sea materializado na Terra, não viera estar conosco. O conhecimento de filosofia estava baseado na ciência e na arte de pensar. E aqueles que se atreviam a esse exercício maravilhoso, muitas vezes tendo alma deserta de aspirações nobres, enverenavam pelo panteísmo, por outras doutrinas negativistas que eles atendiam a necessidade emoçal do emocional do não crer. Hoje com as revelações fantásticas do espiritismo, a prova de que a vida prossegue. E aqueles que nós amamos estão conosco, dialogam, convivem, participam, dão-nos sinais muito bem identificáveis, oferecem-nos objetos materializados, transportam de um lado para outro sem contacto humano ou outros objetos. E mais do que isso, trazem-nos a palavra de consolo, asseveram ter-nos acompanhado e narram episódios da nossa trajetória que exigem a presença de alguém para poder narrá-los. Então, o espiritismo chega no momento em que necessitamos de algo muito

solo, asseveram ter-nos acompanhado e narram episódios da nossa trajetória que exigem a presença de alguém para poder narrá-los. Então, o espiritismo chega no momento em que necessitamos de algo muito significativo, a oração, para que ela se transforme no suporte às nossas necessidades de busca. as necessidades de vida. Muitos dizem que a oração não resolve o problema, mas se não resolve, acalma o problema. E esta é uma forma de solução. Mas a oração, em verdade posterga o problema, inspira situações solucionadoras para o problema, acalma todo o metabolismo orgânico e a serena as tempestades que nos açoitam o cérebro, a mente e o coração. Então, nesta noite, gostaríamos de falar sobre a oração, porque no Evangelho está explícito orar sempre e constantemente, sem nunca se cansar. Façamos uma pausa e vamos tentar orar, porque orar é arar, servir é orar, abrir a boca da alma a Deus é orar. Então, orar no conjunto de aprendizagem para a nossa boa jornada na Terra. Olá, amigos. Eu quero te convidar para que você possa acessar ao espiritismo numa perspectiva de poder olhar os aspectos históricos e atuais, capitaneado naturalmente [música] peligura emblemática, significativa, um ícone do nosso movimento espírita Divaldo Pereira Fran. Espiritismo Play. essa plataforma através da qual você mergulha em conteúdos inéditos e em conteúdos históricos. E tu tens a possibilidade de poder viver o espiritismo através [música] das reflexões desse que é o nosso maior divulgador do espiritismo nos últimos tempos, cuja palavra sempre nos encanta. Eu te [música] convido para que tu possas fazer parte dessa plataforma, fazendo uma assinatura e também contribuindo desse modo com a manção do caminho. Um abraço. [música] Vamos agora então dar início à segunda parte da nossa programação, onde as perguntas que estão nos chegando serão respondidas por Divaldo Franco e pro Paulo de Tarso. Agora, a primeira pergunta pro Paulo de Tarso. Como lidar com orgulho ferido em um fim de relacionamento, Paulo?

untas que estão nos chegando serão respondidas por Divaldo Franco e pro Paulo de Tarso. Agora, a primeira pergunta pro Paulo de Tarso. Como lidar com orgulho ferido em um fim de relacionamento, Paulo? É uma pergunta muito interessante para os dias atuais, não é? Porque afinal de contas nós ainda temos a ideia de que as relações humanas elas servem para satisfazer expectativas. Ao invés de buscarmos a completação, buscarmos a sinergia, a sintonia, os enlaces fraternos, buscamos por não conhecermos a natureza das nossas pessoas, buscamos compensar aquilo que nos é vazio, aquilo que nos é o espaço do nada. E por conta disso, o outro serve como se fosse uma espécie de remédio, de tampão, que vem solucionar aquilo que nós não conseguimos pelo nosso próprio esforço realizar. Então, as relações elas começam no âmbito do prazer e da satisfação aquilo que a neuroquímica chama de paixão dos dos neurotransmissores que dura 2 anos e meio a três, dopamina, ocitocina, noradrenalina, que são as substâncias que nós produzimos quando estamos apaixonados, quando aquelas aquelas sensações do prazer e que obliteram a mente, obliteram a razão, quando elas acabam, resta-nos apenas as desilusões, as expectativas não realizadas e, por conseguinte, o final das relações. Nós não podemos imaginar que as pessoas nos pertencem. Nós ainda temos uma noção um tanto quanto frágil em relação ao amor. Achamos que o amor deve ser correspondido como se fosse uma espécie de barganha, de troca. Eu te dou, você me dá. E quando não recebo, o outro passa a ser devedor de algo que para mim foi muito caro e que essa pessoa não teve correspondência, não pôde me dar. Portanto, não é merecedora eh da minha consideração. Isso me causa dor, porque ter que assumir a posição de não viver ao lado daquela pessoa, de não ter mais aquela hipótese de satisfação das minhas necessidades, isso realmente para mim ainda é muito duro. O que nós precisamos aprender é nos conhecer melhor, aprender a valorizar aquilo que nós temos como

s aquela hipótese de satisfação das minhas necessidades, isso realmente para mim ainda é muito duro. O que nós precisamos aprender é nos conhecer melhor, aprender a valorizar aquilo que nós temos como alma, aprender a encontrar dentro de nós a força que nós todos possuímos para que nós possamos descobrir que somos capazes de realizar essas essas buscas e essas satisfações sem necessariamente dependermos emocionalmente dos outros. que os nossos sentimentos eles foram eles foram engendrados na alma humana para serem distribuídos e não para serem trocados como mercadorias no mercado qualquer. E quando a gente começa a aprender isso, a gente começa a se libertar porque nós não temos mais a expectativa do outro e simplesmente agora somos apenas doadores da energia mais plena que existe, que é o amor. Então, aprender a lidar com essas energias frustrantes da dor, do do do abandono, do fim das relações, é sobretudo ter aí uma sirene, uma campainha que toca, é momento de olhar para dentro, de buscar dentro de nós aquilo que temos de melhor. E consequentemente a partir dessa nossa força interior, a partir desta vontade de dizer: "Eu sou alguém que tem autonomia e posso viver pelas minhas próprias energias", a gente consegue superar. Porque a gente vai descobrir que nós tínhamos apenas uma ilusão. Fomos desiludidos. O que é uma coisa maravilhosa, desiludir-se é uma coisa maravilhosa, deixar de estar iludido. Estamos agora em plena verdade. E essa verdade normalmente nos liberta, porque a gente aprende a fazer o nosso dever de casa. Divaldo, uma pergunta de Andreia. Há casos em que seja saudável nos afastarmos do convívio de familiares quando estes nos queiram destruir a alegria de viver? Sem dúvida, as reencarnações permitem que renasçamos na mesma família para podermos tranquilizar a afetividade que se encontra ferida. Normalmente essas uniões de pessoas que estão com dificuldade de relacionamento ou na qual pais e irmãos sempre se fazem de uns dos outros, não temos a obrigação

a afetividade que se encontra ferida. Normalmente essas uniões de pessoas que estão com dificuldade de relacionamento ou na qual pais e irmãos sempre se fazem de uns dos outros, não temos a obrigação de ficar submissos, brigando, piorando a situação. Temos o direito, naturalmente depois da idade adulta ou no período quando completamos a idade civil adulta. procurar uma forma de viver com dignidade, não só para evitar aumentar a alta dose do ódio, do ressentimento, como também para poder pensar com o equilíbrio do futuro. Todos nós temos uma carga, mas a carga deverá ser de acordo com as nossas forças. Se as nossas forças não existem, seria uma impiedade colocar um fto muito maior, levando-nos ao desespero. Ô Paulo, uma pergunta de Ana Guilherme. Como é que o Espiritismo pode explicar essas doenças genéticas incuráveis? Essas perguntas, elas também estão relacionadas com aquilo que o nosso Divaldo estava comentando no início da da sua fala. sobre a forma como que nós encaramos a nossa realidade, sem levar em consideração aquilo que no Evangelho Segundo Espiritismo nós aprendemos como ponto de vista. Do ponto de vista da história de um sujeito, do ponto de vista de uma biografia, nós não temos explicação. E se não tivermos muita muita eh fé, podemos até achar que ali houve um castigo ou até mesmo uma certa maldade. que muitos viramse viram as costas para Deus porque simplesmente acham que naquele momento Deus os esqueceu, os abandonou e deixou-os com essas situações eh que são difíceis de serem conduzidas. um filho com uma dificuldade, uma paralisia cerebral, uma questão de ordem mental mais grave, é sempre uma dificuldade muito grande. Mas se nós mudarmos o ponto de vista e analisarmos a história, vamos ver que aquele bebê que nasceu, ele tem uma história antiga, anterior, uma vida, e que essa vida, ela se realiza agora a partir desta nova encarnação, com uma experiência, uma expiação. E é interessante dizer que a palavra expiação ela tem na sua etimologia expos, eh, botar para fora a pureza

ida, ela se realiza agora a partir desta nova encarnação, com uma experiência, uma expiação. E é interessante dizer que a palavra expiação ela tem na sua etimologia expos, eh, botar para fora a pureza através da dor, através de um grande de uma grande experiência, uma experiência profunda. Então, esses espíritos que chegam e que trazem essas marcas de certa maneira, ou por uma questão da sua própria vontade, ou pela obra dos nossos queridos amigos que nos que nos ajudam, nos auxiliam nesse trabalho, nós então trazemos para a existência as marcas daquilo que é necessário para o nosso suerguimento espiritual. A única a única e finalidade da existência dos seres mais conscientes, no caso, nós que estamos elaborando conscientemente nosso progresso, é o progresso espiritual. Então, se nós olharmos pelo ponto de vista do progresso espiritual, essas almas estão passando por uma experiência necessária para tirar de dentro de si a sua luz. É preciso que haja haja um um um acomodar dessas pessoas dentro da sociedade. É preciso que nós tenhamos a possibilidade de acolhê-los com amor, ajudá-los, auxiliá-los nessa difícil tarefa e, acima de tudo, jamais perdermos a confiança em Deus. Porque assim, ele não trabalha exatamente de uma forma de vontade em pontos. Ele trabalha dentro das suas leis e as suas leis são inexoráveis. O que eu planto, eventualmente eu colho. É difícil ver uma criança e imaginar que atrás existe uma história pregressa que tenha dado motivo para aquela deformação, mas existe dentro da ideia da imortalidade da alma, um dos princípios da doutrina espírita. Essa é a explicação. A explicação é nós trazemos para as nossas vidas as nossas experiências mais importantes para o nosso desenvolvimento espiritual, finalidade básica da nossa existência. Divaldo, uma pergunta da senhora Marta. Senhor Divaldo Franco, toda pessoa com algum distúrbio, por menor que seja, que toma remédios prescritos por psiquiatras, tem a ver com espíritos que vem atormentar essa pessoa ou é uma dívida

Marta. Senhor Divaldo Franco, toda pessoa com algum distúrbio, por menor que seja, que toma remédios prescritos por psiquiatras, tem a ver com espíritos que vem atormentar essa pessoa ou é uma dívida que veio pagar no plano terrestre? Iniciemos pela lógica da doutrina espírita. Na raiz de qualquer problema ou desafio, estamos diante de uma questão espiritual. No caso das patologias médicas, especialmente na área da psicologia, psiquiatria, psicanálise, trata-se de um renascer, recomeçar, resgatar males que foram praticados conscientemente e não tivemos oportunidade de ressarcir à sociedade, os males que nós tivemos ocasião de produzir. Os remédios são muito necessários na maioria dos casos. Noutros eles devem e podem ser substituídos, não de um momento para o outro. Suponhamos que alguém está com uma ideia fixa ou esteja com problema fóbico ou tem uma ideia atormente. Esquisoide. Esse indivíduo necessita de substâncias químicas para poder produzir aquelas que o organismo de um momento para outro não mais pode colocar do circuito cerebral. Então, os medicamentos chamados de tarja negra facilitam isso, modificam a estrutura da personalidade, nos colocam em um estado mais ou menos de sono, de mal-estar, que posteriormente o médico conduz no chamado desmame para podermos usar outros remédios mais suaves. Portanto, na maioria das vezes, sempre que haja um transtorno de natureza mental, moral, espiritual, recorramos à doutrina espírita. O espiritismo vai na raiz da problemática humana, porque o doente é sempre o espírito e não o corpo pelo qual ele se manifesta. A doença do espírito, a dívida, o erro que ele desenvolveu num período próximo ou distante de encarnação ou reencarnação, vem ser cobrado agora. E ele deve, acima de tudo, desde que tem um pouco de lucidez, trabalhar para verificar onde estão suas falhas, o temperamento, as ideias que ele vai cultivando, o sentimento de ódio, os transtornos do egotismo, tudo isso que nós podemos chamar de mau caráter, aquelas imperfeições, como Allan Kardec muito

lhas, o temperamento, as ideias que ele vai cultivando, o sentimento de ódio, os transtornos do egotismo, tudo isso que nós podemos chamar de mau caráter, aquelas imperfeições, como Allan Kardec muito bem denominava. E trabalhando essas imperfeições, nós vamos produzindo principalmente uma substância que o nosso Paulo falou há pouco, a dopamina, que é a substância do amor. E tem outras tantas que nos ajudam a ter uma disposição muito grande para a luta, para a vida, enquanto outras nos deprimem, nos desencantam, nos fazem afastar das criaturas humanas. Sugiro que alguém que por acaso está sob orientação médicopsiquiatra e tem um problema, a solução ainda não veio pelo campo da alopatia, procurar um centro espírita agora através da internet, pelo telefone, de uma maneira virtual para poder receber ajuda, ajuda do pensamento, ajuda das preces e vibrações, da rogativa que todos faremos a Deus e uma corrente de energia psíquica ao bem-estar do paciente que se encontra desnutrido, que não tem um caminho para seguir. E então os bons espíritos vêm em nome do Senhor para nos atenderem largamente e recuperarmos a saúde, até mesmo em casos patologicamente de natureza orgânica, exclusivamente orgânica. Desse modo, o espírito é o doente e no espírito deve ser tratado, colocando, portanto, as terapêuticas espirituais também. Ô Paulo, uma pergunta de Adaía, o que é exatamente a fé raciocinada? A fé raciocinada é uma proposta um tanto quanto diferente daquilo que era o seu oposto, que era a fé cega. Enquanto a fé cega é algo que do ponto de vista do pensamento de Tertuliano de se crer, mesmo que seja absurdo, a fé raciocinada busca encontrar razões para os objetos da fé. Tagori diz que a fé é um pássaro que canta na madrugada na certeza do amanhecer. A fé é algo que está por trás de uma motivação, está por trás de um vislumbre, está por trás de algo que ainda não é para nós algo concreto, objetivo, mas que precisa, de certo modo, acomodar-se em nossos construtos mentais para que

uma motivação, está por trás de um vislumbre, está por trás de algo que ainda não é para nós algo concreto, objetivo, mas que precisa, de certo modo, acomodar-se em nossos construtos mentais para que aquilo possa fazer sentido e nos motivar a entender que após aquele aquela montanha aquele horizonte que aparentemente ainda não nos é dado a visão, mas que ali existe um algo que faz todo sentido. A fé raciocinada é o que nos sustenta do ponto de vista de sabermos que não somos aqueles que estão venerando o os objetos apenas porque nos ensinaram de forma ancestral que aquilo era a forma de conectar-se com Deus. A fé raciocinada nos leva a saber e não crer simplesmente de que Deus é uma realidade da natureza, de que Deus não está em lugares. Deus não está necessariamente no céu, em um trono ou em qualquer outro lugar que seja. Deus está em todos os lugares, inclusive dentro de mim. Essa certeza é algo que faz com que a caridade se faça presente, porque eu vou fazer a caridade não como uma moeda de troca, conforme assim a gente já ouviu muitas vezes, mas eu vou fazer a caridade porque eu sei que eu me movimento em direção à mesma energia que nos une a todos, que é o divino. E sei disso, eu não preciso acreditar apenas como algo que um dia a minha natureza vai me dizer. Eu faço porque sei. Sei que é verdadeiro. Isso é fé raciocinada. A fé não é uma fé dura, não é uma fé matemática, mas é uma fé que se baseia no bom senso, se baseia nos nas construções da própria ciência, que acompanha para e passa o desenvolvimento da humanidade. É uma fé que não morrerá jamais, porque os seus postulados, os seus pressupostos não têm os pés de barro. São pilares muito profundos, muito fortes e que estarão aí para todo sempre. Divaldo, uma pergunta de Mariane. Joana de Angeles fala em psicologia transpessoal e psicologia profunda. Existe diferença entre elas? Qual seria a diferença? É muito sutil. A psicologia era apresentada até os anos 70 através de três escolas básicas. A primeira era

ogia transpessoal e psicologia profunda. Existe diferença entre elas? Qual seria a diferença? É muito sutil. A psicologia era apresentada até os anos 70 através de três escolas básicas. A primeira era a psicologia biorionista do contato do contato. A segunda era humanista, muito bem apresentada por uma elite de psiquiatras americanos. E a terceira era a psicanálise. No entanto, desde o momento que se poôde observar fenômenos extrafísicos e observar-se de alguns fenômenos que não eram registrados pelo cérebro, merecendo de memória extracerebral, foi necessário aprofundar o conhecimento da psicologia que estava, de certo modo, no sexo, nas heranças que nós trazemos desta encarnação. nos traumas da infância, era necessário ir além do berço. E então, antes dos anos 70 dizia-se que era uma psicologia profunda, ainda não identificada. No entanto, uma série de seminários realizados em Los Angeles e o Pequena e Encantadora Cidade Bigur. Eles chegaram os psiquiatras à conclusão de que essa psicologia deveria soltar as muralhas do materialismo e examinar o ser integral, o ser psíquico, social, moral, espiritual. Se pode constatar que na personalidade de alguém, outras personalidades podem mesclar-se. Aquela tradução apresentada em Paris por volta de 1889 de que se tratavam de personalidades anômalas, isto é, ficções, personalidades máscaras, foi totalmente abandonada e então se passou a acreditar que a morte não destruía a vida. Então esta psicologia é transessoal, ela vai além da realidade pessoal de cada um de nós e vamos lidar com os seres de outra dimensão, seres de outra dimensão que nós também somos. Então, os representantes da elite psicológica, ao aceitarem a psicologia profunda, preferem optar por psicologia transpessoal. Eu me utilizo de uma ou de outra palavra, sem qualquer prejuízo. Pode se usar, portanto, a psicologia profunda ou a psicologia e de natureza transpessoal. E aí estamos dentro do padrão que Iung, o notável de Jung, um dos pais dessa psicologia transpessoal,

rejuízo. Pode se usar, portanto, a psicologia profunda ou a psicologia e de natureza transpessoal. E aí estamos dentro do padrão que Iung, o notável de Jung, um dos pais dessa psicologia transpessoal, ele conseguiu descobrir nos arquétipos, na origem dos arquétipos, na sombra e em tudo aquilo que fazia parte do ser, mas que não era necessariamente um fenômeno hereditário de natureza biológica. Paulo, uma pergunta de Luís Fernando. O que é realmente fazer o evangelho? O evangelho ele eh ele lido da forma tradicional, ele pode ter diversas possibilidades de de resultado para aqueles que assim o fazem. Se nós olharmos o evangelho apenas como histórias, nós vamos ter a ideia de que no passado haviam pessoas que viviam de uma forma diferente daquelas daquelas formas que hoje existem e que, portanto, lá talvez houvesse um pouco mais de pureza e que hoje nós não temos mais. Isso pode nos dar uma uma ideia de negar-se o dia de hoje a realidade presente, dizer que o mundo de hoje é um mundo ruim. porque não corresponde à aquela expectativa do passado. Se nós formos olhar de uma outra forma, de uma forma mais eh mais fantasiosa, podemos imaginar que ali existem milagres, existem coisas que poderiam estar simplesmente transformando a vida das pessoas através de um ato de fé ou até mesmo através de uma preferência por esta ou aquela religião, como acontece também ordinariamente. Mas existe uma outra forma de se fazer o evangelho, de se ler o evangelho, de se trabalhar o evangelho, que é procurar nas letras não simplesmente os seus significados semânticos, porque eles se modificaram ao longo dos anos, eles foram, palavras foram alteradas, é tentar buscar o espírito que vivifica naquelas palavras. O que que aquilo diz para mim no dia de hoje? O que que aquilo pode realmente mudar a minha vida? Então, fazer um evangelho significa, antes de mais nada, trazer as palavras para o cotidiano e imaginar de que maneira aquelas lições podem ser transformadas nos meus atos ordinários do dia a dia. Fazer com que o

um evangelho significa, antes de mais nada, trazer as palavras para o cotidiano e imaginar de que maneira aquelas lições podem ser transformadas nos meus atos ordinários do dia a dia. Fazer com que o evangelho se transforme na minha bússola, no meu GPS, na minha orientação, para as minhas decisões, fazer com que o evangelho seja a o o o parâmetro, o referencial para buscar os valores através dos quais eu nortearei a minha vida. Então, fazer o evangelho é fazer com que o evangelho seja o nosso instrumento evolutivo. O evangelho é, conforme assim os espíritos já nos disseram, a vida relata a vida traz a história e o pensamento do do espírito mais perfeito que já pisou na face da Terra e que nós podemos aspirar como sendo aquilo que é possível na existência humana. E assim sendo, ele traz uma verdade que liberta, ele traz um caminho, uma verdade, uma vida. Ele traz uma alegria, uma alegria plena que pode ser vivida. Ele traz uma conexão, um conceito de unidade. São coisas que estão presentes no evangelho. Ele traz também a ideia de que a hipocrisia é algo que não se deve trabalhar do ponto de vista dos seus sentimentos, que você precisa tomar contato com seus sentimentos, entender que eles existem, não negá-los do ponto de vista de uma moralidade, mas entender que eles estão ali de alguma forma porque foram colocados pela nossa ignorância, mas que eles podem ser trabalhados amorosamente no sentido de serem transformados em luz, porque a luz já existe, ela só precisa ser revelada. Fazer o evangelho é abrir as portas do coração para fazer com que a luz que há em mim brilhe, fazer com que o sal que seja a minha existência possa mudar o sabor da vida de todos, inclusive da minha própria. Então, fazer o evangelho é isso, é trazer as palavras para o meu coração e minha alma, é viver aquilo que está sendo lido de verdade. De uma pergunta de Cristiane Silva. Houveram muitas mortes pela Covid-19. Ela pergunta se era realmente a hora destas pessoas desencarnarem. Naturalmente,

viver aquilo que está sendo lido de verdade. De uma pergunta de Cristiane Silva. Houveram muitas mortes pela Covid-19. Ela pergunta se era realmente a hora destas pessoas desencarnarem. Naturalmente, quando nós reencarnamos, nós recebemos um quântum de energia para desenvolver a nossa existência berço, túmulo, mas não é uma data definitiva. Jesus foi reticente. Quando ele falou sobre o tema, ele diz: "O dia e a hora ninguém sabe, nem o filho, somente o pai. Porque nesse fenômeno biológico ocorre a misericórdia de Deus como os fenômenos de sua bondade. Muitas pessoas estão muito doente e familiares da terra do além, benfeitores, optam prolongar a vida, dilatam na e a pessoa tem uma continuidade. continuidade para terminar o seu ministério por uma obra relevante que está fazendo, porque talvez alguém ao lado não resista ao choque do momento, o instante da morte é postergado. Eu me recordo que Chico Xavier quando teve o primeiro infarte, ele dizia com a sua bonomia: "Para que se ter ideia, eu estava no 10o andar de um edifício e senti uma dor muito forte no peito e comecei a cair. As pessoas que me viram à queda começaram a gritar: "Ó Deus, tenha misericórdia. Dei mais algum tempo a ele para se purificar, para poder crescer em luz e bênçãos. E eu, ao invés de cair no piso, caí sobre um toldo do primeiro andar, que diminuiu a minha queda e eu fiquei aqui, tive uma moratória, mas agora que eu estou tendo repetidos, são sinais de que estou realmente para ir. E dizia sempre jubiloso que cada dia que nós renascemos após um certo nível de idade são moratórias no amor. No entanto, quando nós descuidamos da vida, temos o vício do tabaco, do álcool, de drogas adictivas e mesmo orgânicos vícios no alimentar, no comportar-se, no viver sexualmente, nós apressamos o momento da morte porque gastamos energia e como não recuperamos o organismo, no instante em que não encontra essas energias ele perde. a sua finalidade e vem a desoxigenação do tronco encefálico e consequentemente a morte.

e gastamos energia e como não recuperamos o organismo, no instante em que não encontra essas energias ele perde. a sua finalidade e vem a desoxigenação do tronco encefálico e consequentemente a morte. Paulo, uma pergunta de Tatiane Martins. Como se comportar diante do desânimo, mesmo tendo consciência que só se tem muito a agradecer? É, essa é uma questão realmente assim, porque a pergunta já traz em si resposta. Não é? Eh, a questão é o quanto nós estamos de fato conscientes de que isso, a nossa vida, é uma graça. Porque se nós nos eh convencermos de que tudo que temos é o melhor que poderíamos ter, de todas as coisas que possuímos e todas as experiências, elas são todas objetos da nossa própria construção e que são apropriadas para o nosso desenvolvimento, nós agradeceríamos e a gratidão faria com que o meu coração se enchesse de energia ao ponto de trazer de volta uma alegria na minha vida. Como é que eu posso agradecer, ser grato pela vida e, ao mesmo tempo, sentir-me infeliz por ter a vida que tenho? Eu preciso pensar um pouco mais nisso, porque a vida para o espírito é uma oportunidade incrível para o seu desenvolvimento. Em planos espirituais, nós não temos a oportunidade dos encontros que temos na Terra. A Terra é um redutor igual a todos, na mesma existência física no plano espiritual. Nós vamos nos colocar em função dos nossos graus de adiantamento, de consciência, de espírito. E não há os encontros necessariamente da mesma forma que existem na Terra. Portanto, o tempo que estamos aqui é o tempo para aproveitarmos o máximo os nossos encontros, aproveitarmos que estamos diante no nosso microcosmo, que é a família, com aqueles que no passado ou foram, de certa forma, alguns desajustes emocionais, ou foram objetos de amor, ou foram aqueles que nós precisávamos de alguma forma criar os vínculos. De fato, fomos atraídos por uma energia psíquica, pelas circunstâncias da existência, pela pelo planejamento, pela lógica da reencarnação para estarmos vivendo nesse

de alguma forma criar os vínculos. De fato, fomos atraídos por uma energia psíquica, pelas circunstâncias da existência, pela pelo planejamento, pela lógica da reencarnação para estarmos vivendo nesse momento juntos. Assim também as minhas habilidades, as faculdades que trago, que eu posso utilizar no dia a dia, no trabalho, no desenvolvimento da sociedade, no desenvolvimento da intelectualidade, em todas as coisas de uma moral, de todas as coisas possíveis de se fazer na Terra. A terra realmente nos dá todas essas oportunidades. A Terra nos dá também a oportunidade dos espelhos, os espelhos da personalidade que são os outros. Quando projetamos as nossas próprias dores nos outros, podemos nos ver e assim podemos corrigir aquilo que eventualmente ainda nos causa algum tipo de desconforto. Então, temos muitas oportunidades da existência e por isso temos que agradecer a Deus. Sim, agradecer porque temos infinitas possibilidades e infinitas eh oportunidades. Estamos aqui mais uma vez na melhor edição do nosso espírito para justamente trabalharmos na consciência aquilo que não foi possível no passado. Temos muita informação, vivemos numa sociedade de informação de múltiplas formas. Podemos estudar, podemos aprofundar o nosso conhecimento, podemos nos dedicar a uma alimentação melhor, podemos nos dedicar à meditação, podemos fazer coisas muito interessantes que no passado não eram muito conhecidas e que hoje são bastante conhecidas como dinâmicas da alma, que são utilizadas grandemente inclusive dos meios corporativos. Estamos vivendo um um período muito rico de informação e conhecimento. E claro, como isso tudo está num grande movimento, né? Como diz Arago, nós estamos movendo agora não mais as a as víceras da Terra, mas assim as víceras da humanidade. Nós estamos vivendo num período tubultuado, aparentemente, mas é um período bom, é um período de oportunidades que cada um isoladamente poderá fazer dessa vida uma desdita, uma desgraça, uma glória a depender da sua vontade. Portanto, se você tem

arentemente, mas é um período bom, é um período de oportunidades que cada um isoladamente poderá fazer dessa vida uma desdita, uma desgraça, uma glória a depender da sua vontade. Portanto, se você tem conhecimento e graça e você tem a capacidade de agradecer, agradeça de verdade, olhando para cima e dizendo: "Pai, obrigado pela vida que eu tenho, pela família, pelas oportunidades. Obrigado por tudo, pelo meu dia de hoje, pelo meu dia de amanhã. Obrigado por estar aqui mais uns dias, por essa energiazinha que eu trouxe na minha esse meu quanto de energia que o nosso querido Divaldo traz, eh, que ele está hoje ainda me trazendo possibilidade de abraçar pessoas, de dizer, de estabelecer links, perdão, muitas coisas boas que eu só posso fazer agora. Aproveitemos o dia de hoje, agradeçamos e sejamos felizes porque temos o melhor que podíamos ter para a qualidade dos nossos espíritos. E vol uma pergunta de Cristiane Costa. Cristiele Costa. Na próxima segunda-feira celebraremos o dia de finados. A importância ou relevância para os espíritos desencarnados nesta celebração? Allan Kardec Livro Espíritos fez a mesma pergunta. Naturalmente aqueles que são lembrados com sinceridade, que as pessoas visitam o túmulo levando flores, lembranças, testemunhando carinho, eles se sentem muito felizes. A existência não passou sem que deixasse o proveito, o carinho, a gratidão. Isso é muito válido. Mas não a pessoa criar como um dia específico. Nós temos o hábito, desde há mais de 50 anos, de respeitarmos aqueles que desencarnaram e distribuímos no cemitérios mensagens demonstrando a o prosseguimento da vida, de como a pessoa pode mudar a sua existência no mais além, de como pode transformar as rosas que deixou perfumadas na terra em extraordinários extratos para poder louvar a divindade. Os espíritos em linha geral gostam. Mas quando nós vemos como dos velórios a gritaria, os choros, o anedotário das gargalhadas, a postura de pessoas sem o menor respeito pela memória daquele que desencarnou, ou pelo menos respeito à

am. Mas quando nós vemos como dos velórios a gritaria, os choros, o anedotário das gargalhadas, a postura de pessoas sem o menor respeito pela memória daquele que desencarnou, ou pelo menos respeito à dor dos familiares que eles sentem a falta. Os espíritos também notam e se magoam muito, ficam muito atormentadas, decepcionadas. Portanto, o dia de finadas foi no calendário uma oportunidade muito interessante no México. É celebrado isso com grande louvor. É uma das festas mais importantes da cultura mexicana. Paulo, uma pergunta de Celi Marjani. O que é preciso para eliminar o ressentimento com os pais e viver em harmonia? Os pais que temos, eles são os melhores pais que nós podíamos ter. Eu sei que essa frase pode parecer um pouco estranha para quem tem pais difíceis, mas pense no ponto de vista do espírito. Aqueles espíritos que são mais lentos, que precisam de um despertar um pouco mais mais intenso, eles precisam de professores um tanto quanto mais duros, mesmo que esses não tenham a menor ideia de que agem nesse propósito. Os pais que temos são aqueles que de alguma forma um dia resolveram que a nossa encarnação seria possível. É claro que aqueles que são violentos, aqueles que estão na ignorância, eles precisam ser evitados de alguma forma, precisam ser doutrinados de alguma forma para que a sua ignorância não ameace a integridade das pessoas. Mas o fato de estarmos no mundo nos leva à ideia de que nós precisamos honrar essas pessoas, mesmo que você não tenha ainda a possibilidade de conviver, mas pense que essas pessoas muitas vezes agem por amor, erram por amor. Muitos pais têm ainda suas próprias crenças, têm suas deficiências, são seres humanos. Eles têm falhas porque muitas vezes eles são crianças feridas. Eles vêm de heranças também de relacionamentos difíceis com seus pais em famílias e heranças de constelações complexas, pessoas abandonadas que ficaram pelo caminho e essas marcas que que marcam profundamente essas histórias que marcam profundamente a nossa alma.

s pais em famílias e heranças de constelações complexas, pessoas abandonadas que ficaram pelo caminho e essas marcas que que marcam profundamente essas histórias que marcam profundamente a nossa alma. Então, nós precisamos ter um olhar de compaixão para com os nossos pais. Nós precisamos olhá-los como aqueles que nos oportunizaram a encarnação e a partir daí começarmos a mudar um pouco a nossa expectativa. Os pais não servem simplesmente para viabilizar filhos. São pessoas que tanto eles estão importantes na nossa vida e tem uma função muito básica na nossa vida, que é orientar-nos para que nós sejamos pessoas viáveis e possamos dar prosseguimento na nossa história. Como também eles têm a sua a sua grande lição de nos ensinar a amar, amar mesmo, de verdade. Mas se não são capazes de fazer isso, muitas vezes não é porque eles sejam ruins, é porque eles não conseguem. Ninguém pode dar o que não tem. Então, nós precisamos compreender isso, elevar o nosso nível de compreensão dos nossos pais para que possamos aceitá-los como eles são. A partir daí, eu começo a ter uma maioridade psíquica para poder entender que eu não posso mais ficar olhando os meus pais como steio, como fundamento da minha existência emocional. Eu preciso caminhar com meus próprios pés e a partir daí eu os honro na sua posição de paz e vou viver a minha vida. Eu vou viver a minha vida, fazendo da minha vida aquilo que eu preciso fazer, transformar aquilo que seria o limão, como a gente vai dizer, numa limonada, uma limonada muito boa, fazer da minha vida algo que vale a pena toda a experiência passada que eu tive. O perdão, ele é uma das coisas mais difíceis de serem exercidas, mas ele é um exercício incrível para mostrar o quanto nós podemos desenvolver a nossa capacidade de sermos indulgentes, que temos a capacidade de enxergar que ali existe alguém às vezes esforçado, que apenas tentou na sua ignorância fazer com que eu fosse uma pessoa melhor. Então, precisamos mudar a visão sobre os nossos pais. A primeira maneira de fazer

ue ali existe alguém às vezes esforçado, que apenas tentou na sua ignorância fazer com que eu fosse uma pessoa melhor. Então, precisamos mudar a visão sobre os nossos pais. A primeira maneira de fazer isso, esse reencontro, é mudar o olhar sobre essas pessoas, aprender a amá-los na sua condição de paz, aprender a amá-los na sua condição de serem aqueles que nos oportunizaram mais uma encarnação. Ivaldo, uma pergunta de Betânia. Como aconselhar alguém que se sente infeliz diante da gravidez e começa a pensar então no aborto? Dizemos esta pessoa que é necessário assumir responsabilidade. Quando foi praticar o ato, naturalmente deveria ter pensado que se não queria procriar, tomasse as providências coibitivas da fecundação. Mas desde que se permitiu que ocorresse, tem a responsabilidade de manter, de salvar, porque a vida não está em nossas mãos para dela fazermos uso, aquele uso que seja do nosso egoísmo momentâneo. Mas diríamos que a oportunidade de ser mãe, de ser pai, de ter a dádiva de um continuador é muito grande. E Deus nos deu essa oportunidade de procriar para que atendêsemos ao impositivo do progresso universal. Então eu diria à pessoa, é uma oportunidade brilhante de você desdobrar os sentimentos profundos que existem no seu mundo interior e transformá-los em verdadeiras gemas que irão brilhar na sua alma. A humanidade nunca necessitou tanto como hoje do amor, da fraternidade, da solidariedade, do apoio. E desde quando a criança, mesmo no ventre materno, passa a ter os seus direitos de cidadão, a criança cidadã que ela merece, pela lei natural, pelos códigos humanos e pela lei de Deus, ser respeitada e ser amada em qualquer circunstância. Se por acaso você está nesse período de gestação e arrepende-se porque deve ser um pouco incômodo, deve trazer algumas reminiscências de vidas anteriores o fato do espírito que está reencarnado. Agradeço a Deus a oportunidade de tê-lo nos braços, de tê-lo nos lábios, de tê-lo no coração. E digo isto porque minha mãe foi sugerida pelo médico

anteriores o fato do espírito que está reencarnado. Agradeço a Deus a oportunidade de tê-lo nos braços, de tê-lo nos lábios, de tê-lo no coração. E digo isto porque minha mãe foi sugerida pelo médico abortar-me, já vai longe, por volta de 1927, ela estava grávida e o seu médico, que era o único da cidade na época, sugeriu que ela abortasse, porque já tinha tantos filhos. Ela teve cerca de 15 partos, três foram abortos naturais, 12 vivos. Então, se vinha mais um agora, o que seria de nós? Ela disse: "Matar a um filho que Deus me deu e eu fui buscar porque quis de forma nenhuma". E o médico bondosamente disse: "A senhora vai morrer porque está muito debilitada". Ela disse: "Mas é muito bom morrer dando a vida a outra vida". Minha mãe era analfabeta e então eu nasci e ainda nasci um pouquinho apressado. Eu nasci uns dois, três dias antes do período porque tinha medo que me fosse interditada essa oportunidade. Eu agradeço à minha mãe esta oportunidade generosa, essa bênção que agora acabo de completar 93 anos e estou caminhando para um século. Aliás, se Deus quiser prolongar, eu não me com ele, porque a vida é o maior patrimônio que a inteligência pode contemplar. Então, amar e amar sempre e vida preservá-la. Muito bem, chegamos então agora ao encerramento do nosso Conversando sobre Espiritismo. Convidamos ao nosso amigo Paulo de Tarso para suas considerações finais. Eu, em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer a mansão do Caminho pelo convite, ao nosso querido Divaldo, a Mário, aos amigos por estar aqui essa noite, pedir a Deus que abençoe sempre o espírito de dona Ana que nos permitiu ter Divaldo todo esse tempo conosco. E assim também, quantas Anas existem no mundo precisando dessa força para colocar no mundo aqueles que pedem para viver? Quantas pessoas estão nesse momento implorando espíritos para terem uma oportunidade de estar aqui como estamos? Precisamos aproveitar isso, esse momento deste encontro, viver nesse nosso momento da humanidade para evoluir, crescer, aprendermos a amar, aprendermos

rem uma oportunidade de estar aqui como estamos? Precisamos aproveitar isso, esse momento deste encontro, viver nesse nosso momento da humanidade para evoluir, crescer, aprendermos a amar, aprendermos a viver dignamente, como se é esperado de um espírito com todas as potencialidades como espírito humano. E assim aprendendo, possamos transformar esta terra num verdadeiro ninho de paz. Que seja este o desejo e que seja esta energia que possa pairar em nossos corações. Fique com Deus. Boa noite. Que assim seja. Muito obrigado, Paulo, pela sua participação. Então, declaramos encerrado o nosso Conversando sobre Espiritismo na noite de hoje. Muita paz a todos.

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