Momentos Evangélicos com Leonardo Machado • O amor que dói e constrói
Palestra doutrinária realizada no Cenáculo da Mansão do Caminho, todos os sábados, com transmissão ao vivo. #espiritualidade #espiritismo #evangelho #deus #jesus
Antes de nós começarmos, eu vou apenas avisar, porque eu fiz um coração, vocês viram, é porque minha minhas filhos estão aí. Então, só queria agradecê-los pela existência, meus filhos, minha ente, minha filha Beatriz, o meu filho Guilherme, minha ente Rafaela, junto com minha esposa Paula. Então, tô muito feliz hoje por vocês estarem aqui. E o coraçãozinho foi porque Bia fez para mim o coração, então respondi, tá bom? Mas, queridos irmãos, que nós possamos estar em paz nesta noite, refletindo sobre essa perspectiva do amor em suas diversas facetas, especialmente aquela faceta que nós intitulamos o a nossa conversa, aquela face que dói, mas aquela face também que constrói. Eu tenho pensado muito nos últimos 15 dias, especialmente os últimos 15 dias, em uma figura que poucas vezes eu tinha parado para pensar sobre, poucas vezes eu tinha parado para refletir sobre a grandiosidade dessa figura entre nós, justamente a Madre Teresa que ficou conhecida na cidade de Calcutá, porque ela nos enuncia em determinado momento ou em vários momentos da sua vida ou na verdade com a sua própria vida, que é preciso amar até doer. E essa frase tem ecoado muito na minha esfera mental sobre a veracidade dela. É preciso amar até doer, porque só quando o amor tem uma intensidade, ele também tem uma qualidade que é capaz de transformar. E a intensidade representada pela dor simboliza também uma transformação qualitativa na nossa capacidade de amar, que nos traz, portanto, um poder transformador das realidades internas e daquelas realidades que estão ao nosso redor, que de alguma forma nós saímos para a ajudar. Foi essa mulher que, lembrando de Teresa Dávidla coloca o nome Madre Teresa, a mãe Teresa em homenagem à Teresa Dávila, porque no final das contas, intuitivamente, essa que foi a uma doutora do da teologia à sua época, essa que foi a própria reencarnação, segundo sabemos pelo nosso tio Divaldo, da Maria de Magdala. Essa, portanto, que foi alguém que teve uma importância fundamental na
ora do da teologia à sua época, essa que foi a própria reencarnação, segundo sabemos pelo nosso tio Divaldo, da Maria de Magdala. Essa, portanto, que foi alguém que teve uma importância fundamental na história do cristianismo, na história da fé, intui a própria Madre Teresa que Calcutá abre o seu espaço. E quando em 1952, mais ou menos, ela começa de fato o seu trabalho profundo, saindo das irmãs Loreto e abrindo uma nova forma de fazer a fé, na verdade, uma forma que redita a forma cristã verdadeira de viver o cristianismo. Ela vai então numa cidade que era repleta de pobreza. muitos leprosos, muitas doenças crônicas, muitas pessoas no estágio da terminalidade. Mas essas pessoas não se encontravam na terminalidade nos hospitais, elas se encontravam, grande parte delas nas próprias ruas de Calcutá, sem um esforço maior ou sem uma capacidade maior de um ser humano conseguir ajudá-las de maneira mais efetiva. E é curioso porque essa jovem, naquele momento jovem, biologicamente falando, vai e no antigo templo, um templo abandonado a uma deusa hindu, era, portanto, o templo chamado Caligat, um templo em homenagem à deusa Cali, que era a deusa do tempo e a deusa da mudança. Ela abre a sua primeira obra, o seu primeiro esforço, ela própria fazendo esse esforço e coloca ali uma um verdadeiro hospital que hoje nós poderíamos chamar de cuidados paliativos de forma improvisada, sim, porque ela não tinha as condições financeiras, mas ela tinha a capacidade amorosa de ajudar. Então ela abre esse hospital, esse na verdade essa enfermaria, esse local de acolhimento dessas pessoas que estavam no final da existência e sozinha no início começa a ajudar. Isso causa um certo reboliço, uma certa incompreensão. E as pessoas inclusive chamam da vizinhança porque não estavam gostando daquela quantidade enorme de leprosos, porque naquele momento a lepra ou ranceníase, como chamamos atualmente, era uma doença que não tinha cura. Nós estamos falando de 1952. Os medicamentos que começaram a curar
tidade enorme de leprosos, porque naquele momento a lepra ou ranceníase, como chamamos atualmente, era uma doença que não tinha cura. Nós estamos falando de 1952. Os medicamentos que começaram a curar essa doença vieram décadas depois, mais ou menos duas décadas depois, a com a cura mais efetiva. Então, temos ali um medo, um medo genuíno das pessoas. Mas ao mesmo tempo é importante pensarmos um pouco mais aprofundadamente. Estamos falando de uma sociedade que culturalmente estava acostumada com a reencarnação. Estamos falando de uma sociedade indiana, portanto, abraçando uma fé hinduísta na sua grande maioria. E naquele espaço, veja, era um um templo, a deusa Cali, a deusa do tempo e a deusa da mudança. E é notadamente interessante perceber que esse templo da mudança e o templo do tempo alberga pessoas que estão condenadas pelo tempo a uma mudança pela morte física e uma mudança às vezes por uma morte também do coração. O que importa muitas vezes não é a morte física, mas é quando nós deixamos morrer o nosso coração. E esse coração morre quando nós ficamos desesperados, ficamos angustiados pela falta de amor, pela falta de ajuda. E essas pessoas leprosas, essas pessoas com tantas doenças na terminalidade, estavam também vendo o seu coração morrer e não só o corpo morrer. E de certa forma na cultura hindu, essa deusa do tempo que tudo transforma, que é a mudança em si, transforma também a realidade daquelas pessoas em uma realidade amorosa, em uma realidade compassiva, porque encontra em Madre Teresa a própria reencarnação do amor ajudando aquelas pessoas. Mas é curioso que no na cultura que estamos nos referindo, a reencarnação veio e não conseguiu de certa forma sem nenhuma análise crítica negativa, mas com uma análise eh de julgamento analítico, de racionalidade, a reencarnação naquele povo não conseguiu quebrar o orgulho e a vaidade. E muitas vezes a reencarnação pelo hinduísmo interpretado pelo povo é uma reencarnação que deu origem às castas. E a casta é um grande símbolo da vaidade
o não conseguiu quebrar o orgulho e a vaidade. E muitas vezes a reencarnação pelo hinduísmo interpretado pelo povo é uma reencarnação que deu origem às castas. E a casta é um grande símbolo da vaidade humana. Quando nós pegamos o símbolo da reencarnação, que deveria dizer que todos nós somos potencialmente iguais, porque todos nós somos espíritos, portanto nós somos humanos que estamos imersos em uma cultura. Essa cultura me molda. Essa cultura molda você. Mas essa cultura não é capaz de me diferenciar a tal ponto de você que me coloque por si só por causa da cultura ou por causa do berço, ou por causa da cor, ou por causa das características várias de doença ou não. Me coloque num posto maior do que você ou você num posto maior do que eu. castas simbolizam, portanto, de certa forma, uma degeneração do pensamento da reencarnação. Quando nós vemos a vaidade colocando as pessoas de uma certa forma assim, está sofrendo porque merece e como merece sofrer, como merece estar nessa condição, eu não preciso ajudar, porque, aliás, se eu ajudar, eu estou de certa forma subvertendo alguma ordem cósmica universal. E é muito interessante observar que essa mulher que por princípio católico não acreditava na reencarnação, dentro da sua fé não existe esse emblema da reencarnação. Ela acredita, porém, no amor e o amor transforma a reencarnação. O amor, portanto, é o elemento teórico prático que faz com que o emblema reencarnatório, portanto, a teoria da reencarnação, saia do serviço da vaidade e entra a entre ao serviço da humildade quando coloca que eu e você somos iguais do ponto de vista potencial, porque eu e você somos humano. E dessa forma eu não pertenço a uma casta maior. Você não pertence a uma casta menor. Eu não pertenço a uma divisão de totalidade, nem você pertence a uma divisão de inferioridade. Todos nós estamos misturados do ponto de vista cósmico, porque estamos imersos e subimersos nesse fluido cósmico que Aristóteles vai chamar de éter, que a doutrina espírita chama de fluido universal. Portanto, eu
tamos misturados do ponto de vista cósmico, porque estamos imersos e subimersos nesse fluido cósmico que Aristóteles vai chamar de éter, que a doutrina espírita chama de fluido universal. Portanto, eu e você estamos conectados e a reencarnação nos possibilita uma conexão de transcendência, ou seja, de mudança e não de imanência, de estabilização, de estanque. É interessante, portanto, ver que essa mulher, a presença dela no amor transforma a visão da reencarnação naquele povo, ajudando aqueles que eram injeitados e eram rejeitados do ponto de vista da casta como sendo inferiores. E quando vai a polícia, porque a polícia foi, veja que coisa curiosa, os as pessoas chamaram a polícia para poder ir então fechar aquele local, porque estava aquilo de certa forma atrapalhando e também subvertendo. Elas não estavam entendendo aquela mulher estrangeira, ajudando dentro de um templo abandonado da deusa Cale aquelas pessoas moribundas. E quando o policial vai, vê aquela mulher sozinha, pequena e grandiosa, ao mesmo tempo ajudando aquelas pessoas, ele então não consegue ter forças para poder prendê-la ou fazer qualquer tipo de retaliação. Sai e fala para as pessoas que chamaram: "Se vocês então fizerem o serviço que ela está fazendo, eu então poderei fazer alguma coisa". É muito interessante e poderoso a força do amor que dói na perspectiva de Madre de Teresa, mas o amor que ao doer constrói, ao doer transforma, transforma um sistema de castas em um sistema de oportunidade. A reencarnação não é uma casta. A reencarnação é uma oportunidade de podermos refazer o nosso lado destruído pelo ódio de outrora em uma construção de amor no agora que estamos construindo a partir da oportunidade da bênção de mais uma existência. O hinduísmo não é uma visão politeísta em si, mas como uma grande tradição antiga, o berço da visão reencarnatória na Terra. Provavelmente, pelo que a tradição nos conta, a reencarnação como teoria chega aos homens a partir do berço do hinduísmo e, provavelmente se espalha
o antiga, o berço da visão reencarnatória na Terra. Provavelmente, pelo que a tradição nos conta, a reencarnação como teoria chega aos homens a partir do berço do hinduísmo e, provavelmente se espalha para o ocidente através do orfismo, através, portanto, de Pitágoras e os orfistas. Quando no seio grego Pitágoras fala da reencarnação, vai influenciar Platão, vai influenciar Sócrates. Mas é curioso que Platão naquele momento também tinha uma visão um tanto quanto estanque reencarnação, porque era natural, vendo a possibilidade das aristocracias. E é interessante que Platão, o termo Platão significa peito aberto. Ele provavelmente era um jovem atlético, portanto um peitoral aberto, um jovem aristocrata. E tem uma fala muito interessante de Platão no nos seus livros, nos seus diálogos, que vai dizer que antes de nós reencarnarmos, nós bebemos na água do rio Léter e essa água faz o esquecimento da nossa memória. E quando nós mais bebemos dessa água ao reencarnar, mais esquecemos do nosso passado. É por isso que nós não lembramos das nossas últimas reencarnações, segundo a visão platônica, mas temos a possibilidade de nessa existência então virmos como uma parelha. E ele vai dizer o mito da parelha, o par de animais alado. E quando desencarnamos somos como uma parelha alada e asas que nós temos faz com que nós saltemos voos. Mas essa parelha do ponto de vista técnico, muitas vezes é assim, cada um tem a possibilidade. Você tem uma possibilidade de voo e essa possibilidade não consegue ser ampliada. Eu tenho uma possibilidade de voo e essa possibilidade não consegue ser ampliada. Então, de certa forma, é um tanto quanto parecido com a visão das castas do hinduísmo. De certa forma, é parecido com a visão reencarnatória do estanque da mudança. Conversava com sobre isso com o tio Divaldo quando ele estava encarnado e ele então me falava: "Mas também, não é, meu filho? Platão, naquela época não tinha como saber tantas coisas aprofundadas, como hoje com o espiritismo, nós sabemos das
do quando ele estava encarnado e ele então me falava: "Mas também, não é, meu filho? Platão, naquela época não tinha como saber tantas coisas aprofundadas, como hoje com o espiritismo, nós sabemos das visões reencarnatórias, sabemos a partir de estudos como Ian Stevenson, mas sabemos sobretudo a partir do pioneirismo racional intuitivo de Allan Kardec, que coloca esse preceito na base da nossa codificação, ampliando a nossa visão. Mas Maria Teresa, ela faz isso na sua forma amorosa, quando ao invés de pegar um manto azul qualquer ou um manto branco qualquer e se vestir com o hábito de freira, ela pega justamente uma roupa típica do hinduísmo, uma roupa típica dos hindus e faz o seu hábito, se misturando aos pobres que ela ajudava de tal forma que ela consegue, com poucas frases, resumir todo o evangelho com poucas atitudes resumir todo o evangelho. Lembrando que o ápice do amor é quando Jesus nos fala: "Fazei a um desses pequeninos porque quando vós fazeis, vós estareis fazendo também para mim". Quando fazemos alguém que não tem a possibilidade de nos retribuir financeiramente ou com as possibilidades, com as aberturas, as trocas emocionais, os escambos emocionais ou de status que tanto estamos acostumados na nossa sociedade, nós estamos ampliando a nossa capacidade de amar. E reencarnar é ampliar a nossa capacidade de amar. No final das contas, a grande função da reencarnação é ampliar a nossa capacidade amorosa, ampliar as nossas asas para que nós possamos voar outros voos. Certamente ela não sabia naquele momento que ela estava falando uma verdade neurocientífica. Porque tempos depois, um cientista italiano chamado Dácomo Risolate, acidentalmente a sua equipe descobre que nós temos uma capacidade de espelhar as experiências dos outros. Eles descobrem o que eles chamam de neurônios espelho. E esses neurônios espelhos que t a capacidade de espelhar a atividade que vê. Então, por exemplo, quando eu estou vendo a dor do outro, e ela estava vendo a dor do outro, ajudando a pobreza, a
spelho. E esses neurônios espelhos que t a capacidade de espelhar a atividade que vê. Então, por exemplo, quando eu estou vendo a dor do outro, e ela estava vendo a dor do outro, ajudando a pobreza, a miséria, os moribundos, ela está espelhando dentro dela a dor do outro. Isso é uma capacidade de empatia. Quando diácono Resolate descobre os neurônios espelhos, então ele vai descobrir também que nós temos uma base biológica para sentirmos empatia. Empatia, está entrosado, estar vinculado com patos. Patos significa paixão, emoção, sentimento. É a palavra grega patos. Então, quando eu estou empaticamente ligado a você, empaticamente ligado à dor do outro, eu estou também sentindo a dor do outro empaticamente. Estou sentindo um espelho do outro. E é por isso que ela fala: "É preciso amar até doer. Quando dói, eu estou aprofundando a qualidade do meu amor, a qualidade do meu sentimento e estou saindo agora da empatia e entrando na compaixão." Porque empatia, de certa forma, é uma propriedade biológica neutra. Com empatia eu entendo o outro, mas eu posso fazer guerra com o outro. com empatia, eu posso me juntar a meus semelhantes do ponto de vista cultural, étnico, etc. E guerrear com outra nação. E as guerras são feitas empaticamente. A empatia, portanto, é uma coisa neutra. O que faz doer e transformar essa dor em amor que constrói não é bem empatia, é compaixão. Compaixão é a asa alada da empatia. Compaixão é a empatia transformada, sublimada pelo amor, porque compaixão é o amor que vai ao encontro da dor. E esse amor que vai ao encontro da dor faz com que nós sintamos a dor, mas não fiquemos indiferentes, porque não podemos fazer nada. Esse amor que vai ao encontro da dor faz com que nós sintamos a dor e não fiquemos adoecidos porque estamos revoltados com o ser humano, de ter capacidade de fazer isso com o outro. Esse amor que vai ao encontro da dor faz com que eu sinta também a dor e não fique teorizando. Perguntaram pra Madre Teresa, então mas madre, a obra que a senhora faz junto com as suas
so com o outro. Esse amor que vai ao encontro da dor faz com que eu sinta também a dor e não fique teorizando. Perguntaram pra Madre Teresa, então mas madre, a obra que a senhora faz junto com as suas irmãs não muda a realidade das pessoas? E ela falou assim: "O outras pessoas estão aí para isso. Eu estou para ajudar essa realidade." Que coisa fantástica. Porque quando eu estou humildemente sabendo que eu não vou mudar o mundo inteiro na teoria, mas eu me apego a um trabalho bem pequeno, como muito bem diz Amélia Rodrigue no final do livro Luz do Mundo, através da psicografia de Divaldo, nas nos vários capítulos finais, ela coloca: "Aquele que quiser ser o maior, que seja o menor". Porque os discípulos estavam perguntando: "Quem é o maior de nós? Quem vai ser o continuador?" digamos assim, se você quiser ser o maior, que seja o menor. E quando nós somos o menor, nós entendemos a a perspectiva de fazermos o pouco que nos dá, o pouco que a vida nos oferece. E esse pouco nós vamos ampliando, porque o amor não é pouco. O amor qualitativamente profundo que dói em nós é tão profundo que o espaço pequeno como de Madre Teresa consegue transformar o mundo. E ela então quando recebe o prêmio Nobel da paz, tem a capacidade então daquele espaço fazer um discurso relativamente longo e profundamente bonito, dizendo: "O amor profundo é o amor à criança não nascida, a unborn child, a criança que ainda não nasceu. Quando o ser humano conseguia amar a criança que ainda não nasceu, dando-lhe a oportunidade de nascer como ela o fez. Tinha autoridade moral porque ela deu a oportunidade de várias crianças nascerem baixo peso na prematuridade, fadadas à morte desde cedo. E ela então com o amor aprofundando a capacidade da vida. Ela fala naquela cúpula na Noruega, fala então, portanto, do amor transformado. É natural, portanto, que esse amor que dói transforme as nossas realidades. É natural, portanto, que esse amor que dói nas nossas entranhas pelas várias formas de dor, consiga mudar a nossa realidade
É natural, portanto, que esse amor que dói transforme as nossas realidades. É natural, portanto, que esse amor que dói nas nossas entranhas pelas várias formas de dor, consiga mudar a nossa realidade e faça com que nós saiamos não só da indiferença, mas entremos no afeto. Mas não só no afeto, que também é neutro. Eu posso sentir afeto de ódio e posso sentir afeto de amor. O afeto é sublimado pelo amor. O amor é o ápice. O amor é o ápice. A compaixão é a face. A compaixão que dói é uma das faces mais profundas desse amor. E por isso que não adianta nós trocarmos o nome para podermos tentar ocultar Jesus, porque ele tão poderoso que é. continua amoroso, apesar de todas as deturpações ao longo da história, porque o amor dele é tão profundo que tendo uma janela pequena de 3 anos para poder mudar o mundo, a presença dele conseguiu mudar o mundo. Porque antes dele, e até hoje ninguém conseguiu falar com tanta profundidade no amor. Vemos o budismo que vem do hinduísmo transformar e trazer sim uma face do amor que é a compaixão. Mas a compaixão é uma face do amor. A compaixão não é o amor inteiro. Porque, por exemplo, a compaixão não consegue fazer com que eu ame quando a pessoa está muito bem. Porque o amor da compaixão faz com que eu ame quando a pessoa está sofrendo. E Jesus veio também amar aquele que estava indo bem. Aquele que estava, por exemplo, João, o evangelista, não era uma pessoa que estava na miserabilidade humana naquele momento, era um jovem que precisava da transformação. E ele também ama João, ama o seu irmão Tiago, o grande, né, o o Big James, que era o que eram filho de Zebedeu, portanto, filhos de Salomé. Esses dois jovens naquele momento não estavam assim na miserabilidade humana. Mas Jesus também veu para ele, porque o amor de Jesus é amplificado. Nem Sócrates, que eu tanto gosto, que tanto estudo, que tanto penso, nem ele, que na visão de Emanuel, e eu concordo, foi um dos enviados de Jesus, que mais se assemelhou à vida de Jesus. É natural, e num livro eu escrevi isso, as as
que tanto estudo, que tanto penso, nem ele, que na visão de Emanuel, e eu concordo, foi um dos enviados de Jesus, que mais se assemelhou à vida de Jesus. É natural, e num livro eu escrevi isso, as as semelhanças, as parecências da vida de Sócrates com a vida de Jesus. São muitas coisas parecidas, mas há uma grande diferença, porque realmente Sócrates não fala desse amor e nem vive essa forma de amor que Jesus viveu. Ele fala de um amor à sabedoria, sim, fala de uma humildade intelectual, fala de várias coisas e vive várias coisas, mas esse amor sublime só com Jesus nós conseguimos aprender. E não é à toa que vemos Madre Teresa, discípula dele. Nó é toa que vemos Teresa Dávida transformada por ele enquanto Maria de Magdala. E não é a toa que vamos ver Paulo de Tarso. Paulo de Tarço é outra figura potente da nossa história cristã que nos fala desse amor que dói, mas desse amor que constrói. Um outro tipo de dor que não é uma dor, digamos assim, que como Madre Teresa vai abrir os hospitais, mas é uma uma dor que vai vivenciar as dores do Cristo quando ele fala: "Não sou mais eu quem vive, é o Cristo que vive em mim". Quando ele fala isso, ele não tá falando só das potências, mas também tá falando das dores que ele vem que ele vem sentindo. Estou todo desconjuntado, mas o meu espírito está firme. Ele então sente as dores do caminho, da trajetória. E é muito interessante porque Lucas, um discípulo direto de Paulo, um seguidor direto de Paulo, alguém que conhece a potência de Jesus através da vida de Paulo, de Tarso, vai poder nos legar um livro fantástico, além da sua própria obra, né, o o Evangelho segundo Lucas, que aliás é um do é o único evangelho que fala da ressurreição da viúva, do filho da viúva de Nós temos a ressurreição de Lázaro, nós temos a ressurreição do da filha de Jairo contada pelos outros evangelhos. Mas a viúva de Naim, que estava já enlutada, ou seja, já estava com dor e tinha um filho único e agora vê o filho morrer, ela também estava com a dor enorme. E Lucas, médico que era, com a
evangelhos. Mas a viúva de Naim, que estava já enlutada, ou seja, já estava com dor e tinha um filho único e agora vê o filho morrer, ela também estava com a dor enorme. E Lucas, médico que era, com a cultura que tinha também da Grécia, do grego Coiné, ele então fala dessa desse dessa ressurreição. E ele anota assim, olha, Jesus por compaixão, Jesus pelo amor. Então ele anota com muita sabedoria, porque ali foi uma cura que Jesus faz pela potência. Ele não vai dizer assim: "Vai que a tua fé te curou". Ele vai curar pela potência do amor que ele sente compassivo por essa dor dupla, por esse luto duplo que estava sentindo a viúva de Naim. E realmente o médico Lucas é tomado de encanto por essa passagem e consegue nos narrar. Mas ele também narra o livro Ato dos Apóstolos. E esse livro é fantástico, tanto que mereceu, de Emanuel, através de Chico Xavier, uma ampliação bem bonita em Paulo e Estevão. Mas no livro Atos dos Apóstolos, logo no primeiro capítulo, Lucas anota algo interessante, porque Jesus havia já ressuscitado, já havia mostrado, né, segundo a visão espírita, não era a ressuscitação do corpo, mas não interessa bem agora pensarmos nas questões teóricas. Jesus já tinha voltado da cruz e tinha ficado, segundo Lucas, 40 dias aparecendo e falando com os discípulos, falando com os 500 da Galileia, falando ali, ainda não tinha feito a ascensão, segundo narra Lucas. E logo nesse início é muito interessante porque os discípulos perguntam mais uma vez em Lucas há essa pergunta no Evangelho muito bem descrita, quando os discípulos perguntam: "Senhor, onde vai ser construído o reino de Deus? Vai ser ali acular e o e Jesus vai dizer: "Não, o reino de Deus não vem com coisas externas. O reino de Deus está entre vós e está dentro de vós, segundo algumas traduções. Mas naquele momento, os discípulos perguntam novamente: "Senhor, é agora que vai ser construído?" Porque agora o Senhor ressuscitou. Vai ser agora? Mostrando que tinha entendido pouco, né? Tinha entendido pouco sobre a
o, os discípulos perguntam novamente: "Senhor, é agora que vai ser construído?" Porque agora o Senhor ressuscitou. Vai ser agora? Mostrando que tinha entendido pouco, né? Tinha entendido pouco sobre a obra de Jesus, como muito bem anota Amélia Rodrigues, também tinha entendido pouco, como nós entendemos pouco também dessa obra fantástica. E então Jesus fala assim, não é? Mais ou menos dessa forma. No capítulo um, no início, Jesus responde: "Não é dado a vocês conhecer os desígnios de Deus". É uma resposta já profunda. Eu me lembro da resposta dos espíritos a Allan Kardec, quando Kardec quer indagar sobre qual a origem do universo, assim, porque Deus criou o universo. E os benfeitores vão dizer: "Olha, há coisas que nem nós sabemos e muito menos vocês podem saber tem condições." Então Jesus fala assim: "Olha, sejam humildes do ponto de vista intelectual, do ponto de vista de posicionamento. Vocês não t como saber os desígnios de Deus, porém confiai em Deus, porque eles vos encherá de poder. Vós não tis como, vocês não têm como saber nem os tempos, nem os momentos. É assim que a tradução tem de Lucas, nem os tempos, nem os momentos de Deus. Mas confiai, confiem, porque com confiança vocês serão repletos, serão enchidos pelo Espírito Santo de Deus e dessa forma tereis poder para dar os testemunhos. É muito interessante nesse capítulo nós podermos abrir a tradução. E queria rapidamente falar o seguinte: esse ato dos Apóstolos, como muitos textos, são escritos no grego, o grego coiné. O que é o grego coiné? O grego coiné era um grego mais assim simples. É como se fosse um português erudito e um português do povo. Então tinha o grego dos atenienses, dos filósofos, dos escritores e tinha o grego coiné, que era o grego mais simples, mas não era simples, né? Porque grego não tem como ser simples, mas era mais simples. E esse grego foi disseminado por Alexandre, o grande. Alexandre não era bem grego raiz, digamos assim, né? Porque o grego raiz era ateniense. Os atenienses tinham uma um orgulho
mas era mais simples. E esse grego foi disseminado por Alexandre, o grande. Alexandre não era bem grego raiz, digamos assim, né? Porque o grego raiz era ateniense. Os atenienses tinham uma um orgulho vaidoso. Alexandre era da Macedônia, que era uma espécie de quintal de Atenas, segundo os atenienses. Então, Alexandre o Grande tem a grande função também de espalhar a cultura helênica, porque ele adorava a cultura grega, ele se considerava um grego, né, autêntico. E ele espalha o grego coiné. É esse grego que o cristianismo primitivo tá muito submerso e imerso, especialmente Lucas, porque é o quê? Disípulo de Paulo. E Paulo tanto quanto Lucas veio não só para os judeus, não foi o cristianismo para os judeus, foi o cristianismo para todo mundo. A universalidade, aliás, católico é uma palavra que vem do grego, que significa universal. Então, quando a Igreja Apostólica Romana, né, católica, apostólica românica é fundada, ela funda esse termo católico como sendo para todo mundo, universal. Essa é a ideia que nós encontramos em Lucas, encontramos em Paulo, vir para todos, vir, portanto, para os gentios, aqueles que não são judeus. Paulo nasce em Tarso como Saulo em homenagem ao rei Saul, um rei da glória do judaísmo. E quando ele se converte, ele muda para Paulo e há muitas versões, talvez por causa que Paulo significa pequeno. Veja que coisa curiosa. Quanto Saulo, ele veio, né, e tinha lá o nome do rei Saul, enquanto Paulo ele se transforma em o pequeno, o pequeno dentro do reino de Deus. Ou seja, aquele que sendo menor se torna maior. Aquele que fazendo o trabalho simples, torna-se um trabalho complexo. Há também quem diga que seria alguma alusão à sua estatura. Qualquer que seja a questão, é uma questão simbólica da humildade. Porque esse homem Paulo nascendo em Tarso, foi discípulo do judaísmo de Gamaliel, um sábio judeu. Então, era judeu que conhecia o judaísmo em profundidade. Mas a cidade de Too era uma cidade cosmopolita, existiam muitos estrangeiros, então se falava muito
o do judaísmo de Gamaliel, um sábio judeu. Então, era judeu que conhecia o judaísmo em profundidade. Mas a cidade de Too era uma cidade cosmopolita, existiam muitos estrangeiros, então se falava muito grego coiné e se tinha muita cultura helênica. Existiam dois grandes judeus. dos judeus que tinha ficado ali na Palestina, né? E os judeus da diáspora que ficavam assim, que eram os judeus da dispersão, eram os judeus helenizados, os judeus que já tinham se misturado na cultura helênica. Inasso, portanto, se falava muito o grego. E Paulo sabe do grego, o grego coiné, o grego espalhado pelo mundo por Alexandre. Mas ele também sabia o latim porque era só era cidadão romano, segundo a tradição, por causa de questões da sua própria família que tinham conseguido, em algum momento os moradores da cidade de Tarço tinham conseguido essa cidadania romana, toda uma preparação para poder então vermos Lucas dizendo: "Olha, essa preparação existe, mas nós nãoemos os meandros, porque nós não temos como saber os tempos e os momentos. de Deus. No grego coiné, a transliteração, esse termo tempo é o cronóis e o momentos é o cairóis, que são dois termos gregos para dizer tempo. Então, cronóis é o tempo cronológico, é o tempo do relógio. O cairoz é o momento. Então acho a tradução com bem feita, porque você não tem como saber os tempos, ou seja, a cronologia de Deus, muito meno, muito menos o cairoz, os momentos de Deus, o momento que não é uma cronologia, é o momento do amor, é o momento do coração, é o momento das emoções, ou seja, o momento diferente. Quando nós pegamos essa passagem que Jesus fala, mas tende confiança, porque se vocês tiverem confiança, vocês então se encherão de espírito e verdade, né? Com Espírito Santo. A palavra é duname. Dunami seria força. É a mesma palavra que dá origem a dinamite. Vocês serão como a dinamite, como força para dar o quê? Testemunho. E a palavra grega é mártiros. mártiros, martírio. Testemunho, martírio. Percebamos, portanto, a sutileza desse discípulo de Paulo e de Jesus Lucas,
o a dinamite, como força para dar o quê? Testemunho. E a palavra grega é mártiros. mártiros, martírio. Testemunho, martírio. Percebamos, portanto, a sutileza desse discípulo de Paulo e de Jesus Lucas, médico, com a cultura, que bebendo da fonte tão profunda do amor que doía em Paulo, mas que construiu a base do cristianismo que nós temos hoje e do espiritismo também, nós temos o dunami, a dinamis, a força para podermos dar a nosso tempo, da nossa forma, o testemunho do sacrifício. do martírio do ponto de vista, como muito bem colocou Allan Kardec, os martírios modernos que não são mais nos circos, mas que são na vida bem vivida. Paulo empolgado por essa força, por esse poder, por essa dinamite, vai até Atenas empolgado, porque ele sendo alguém que era contemporâneo, ele foi contemporâneo, embora não se há não se tenha relato de terem contato, mas foi contemporâneo de Cneeca, um dos grandes filósofos gregos, né, da da da do pensamento grego, embora tivesse a origem hispânica, eh, do estoicismo. E é interessante porque o governador que realmente tinha um poder temporal era Nero, mas quem tinha um poder mais intelectual era CECA e o poder mais espiritual era Paulo. E esse Nero que tinha o poder temporal político, ele matou o CNEA, que foi o professor dele, matou falando com que olha, se você é históico de uma forma perversa, como o Nero era naquele momento, se você é históico e confia na providência divina, você então vai morrer pelo autocídio, pelo suicídio. Porque se era uma prova da força do estoicismo dentro da vida de Cneeca. E da mesma maneira, Nero, né, no momento faz eh o combate ao cristianismo e Paulo também vai sendo preso. Então Paulo vai ao encontro dos atenienses. E é interessante porque Lucas anota que ele falou com filósofos. Lucas, a passagem é mais breve, mas quando a gente vê Paulo e Estevão, a gente vê que foram alguns dias, não foi apenas um dia, foram alguns dias que Paulo tenta e foi a única cidade, muito bem anota Lucas e muito bem anota Emanuel, a única cidade
nte vê Paulo e Estevão, a gente vê que foram alguns dias, não foi apenas um dia, foram alguns dias que Paulo tenta e foi a única cidade, muito bem anota Lucas e muito bem anota Emanuel, a única cidade que não conseguiu ter ressonância amorosa, não ter ressonância da mensagem de Paulo. Mas ao que parece, um desses gregos chamado Dionísio, que fica conhecido como sendo o aeropagita, ele dá oportunidade a Paulo e fala: "Olha, vai lá". Porque Paulo naquele momento ele tinha uma fisionomia eh que causava uma estranheza, né? Uma fisionomia que não tava assim com um blazer, entendeu? Ele tava com uma fisionomia bem diferente do ponto de vista de roupa, de indumentária. E os gregos, eles achavam interessante quando vi uma figura dessa fisicamente estranha, fisicamente esquisita na sua roupagem, porque eles estavam acostumados com alguns filósofos como Diógenes, né? Diógenes, que era um do um dos um dos grandes ícones do cinismo. Então, ficaram pensando que novo pensador é esse? E então o Dionísio dá espaço para que Paulo possa falar a um grupo de intelectuais. E Lucas é muito sutil quando fala assim: "Filósofos, epicuristas e históicos estão lá". Por que é interessante? Porque há muita semelhança entre o estoicismo e o cristianismo, muita semelhança entre o estoicismo e o espiritismo. Tive ocasião de fazer alguns programas na TV da Mansão só sobre essa semelhança, mas há uma diferença fundamental. Os históicos, tanto quanto os epicuristas, eles não eram espiritualistas. O estoicismo acreditava numa transcendência imanente, ou seja, era uma espécie de força energética na matéria. Eles não acreditavam numa visão mais espiritual, então eles eram materialistas, se a gente pudesse simplificar com a linguagem. E os epicuristas, mais ainda, os epicuristas eram atomistas. A essência está no átomo. Então, quando Paulo de Tasso vai e vai pregar sobre o Deus do desconhecido, eles ficam interessados porque Paulo faz de forma muito perspicaz deus, né? Os atenienenses adoravam tantos deuses que
tomo. Então, quando Paulo de Tasso vai e vai pregar sobre o Deus do desconhecido, eles ficam interessados porque Paulo faz de forma muito perspicaz deus, né? Os atenienenses adoravam tantos deuses que até um deus desconhecido eles adoravam. Então ele vai falar: "Esse Deus desconhecido já veio, é Jesus". então introduz o cristianismo. Mas quando ele fala de ressurreição, que era uma coisa que para poder ter uma crença precisa acreditar em algo além da matéria, ele recebe uma recepção fria. E os históicos e os epicuristas, materialistas que são, quando vem isso saem, fala sobre isso, a gente escuta outra hora e vão embora. E Paulo fica profundamente amargurado, triste, como fala Emanuel, e depois ele vai, algumas pessoas se converteram, o próprio Dionísio, talvez uma pessoa chamada Damares, uma mulher, depois eles são colocados como santos, estão lá na Bíblia, estão citados em Emanuel, mas é curioso porque, apesar de terem a conversão, Emanuel fala que eles não fundaram uma igreja do caminho em Atenas, né? de tamanha era a adversidade. Tudo isso para dizer que o solo que o amor constrói sobretudo não é um solo da intelectualidade. Paulo quando vai a Atenas encontra a intelectualidade a nata de então, que eram os históicos e os epicuristas, os mais numerosos, os mais famosos. Existiam outros, mas esses eram os mais numerosos. Houve um imperador romano, Marco Aurélio, que foi históico. Não foi filósofo históico, mas foi históico do ponto de vista de adotar essa cosmovisão. Então, não era do ponto de vista intelectual. Esse amor que constrói precisa ir além do intelecto e tem que de fato doer nas nossa alma para podermos entender o significado profundo. Como muito bem diz Leon Denir, me recordo agora em os problemas do ser, do destino da dor. A dor é uma reveladora. Não vos direi. Atirai-vos à dor, porém quando ela vos chegar, sabeis aproveitar essa dor, porque ela é uma iniciadora, uma iniciadora dessa realidade profunda. E é natural que pensando nesses discípulos do primeiro
Atirai-vos à dor, porém quando ela vos chegar, sabeis aproveitar essa dor, porque ela é uma iniciadora, uma iniciadora dessa realidade profunda. E é natural que pensando nesses discípulos do primeiro tempo, eu não possa me lembrar. E peço a permissão para quase dois meses depois da desencarnação do nosso tio Divaldo, poder pensar na síntese de tudo isso que falei na vida do próprio tio Divaldo. pai conversando com os filhos e me permitam poder falar, conversando com os filhos dele, fica visível que esse homem, um jovem, um homem que 98 anos existiu entre nós e não encontramos nenhuma maledicência, não encontramos nenhuma história do ponto de vista de um erro, um equívoco. em que os homens se equivocam tanto na esfera da sexualidade. Um homem que era bonito, jovem, bonito até o final da sua existência. Um senhor bonito, como muitos me disseram assim, era um senhor muito fofinho. Escutei muitas mulheres me dizendo, muitas pessoas, um homem bonito, mas que nunca nunca transgrediu essa lei harmônica do universo nesse campo. E enquanto pai, vários me dizem, vários filhos me dizem: "Eu amo os meus pais biológicos, mas eu sou grato ao tio Divaldo e ao tio Nilson. por terem me criado aqui, porque eu tenho certeza que se eu não fosse criado aqui com eles, a minha vida não seria a metade do que é. Essa é uma frase que resume. Eu escutei de vários filhos, desde o velório, desde antes. Mas é óbvio que no velório as emoções vem mais à tona. Vem mais à tona. É natural. Escutei de vários, vários me dizendo a mesma coisa. é muito profundo, porque não é um pai que adotando esses filhos substitui os pais biológicos. É um pai que tem tanta maturidade que faz com que eles amem os seus pais biológicos com respeito. Veja a frase: "Eu amo meus pais biológicos. Eu sei, respeito, mas eu dou graças a Deus que eu tive esses pais." É um amor profundo que não substitui, mas complementa, constrói. É um amor que amplia, que dá asas a seres. E não foram poucos, foram muitos. Então, vendo esse homem que antes de qualquer coisa foi um
É um amor profundo que não substitui, mas complementa, constrói. É um amor que amplia, que dá asas a seres. E não foram poucos, foram muitos. Então, vendo esse homem que antes de qualquer coisa foi um pai, esse discípulo de Jesus que antes de qualquer coisa foi um pai correto na sua integridade de paternidade e de ombridade. Eu penso que essa é uma mensagem muito importante para que nós espíritas, aqueles que acreditamos no cristianismo renovado pelo espiritismo, pensemos nesse indivíduo e nessa trajetória. Mas não foi só um professor na academia do ponto de vista acadêmico, na intelectualidade da atualidade, nós temos a figura do orientador. O orientador é mais do que um professor, porque ele orienta o mestrado, orienta o doutorado, orienta a monografia. Então ele é um orientador, porque ele precisa sair de uma questão professoral e ele próprio tem que ter passado pelo mestrado, pelo doutorado, ele tem que ter passado pelo ritual e saber como orientar. E muitas vezes o orientador do mestrado, do doutorado, acaba se tornando orientador de vida. Então, me parece que o Divaldo Franco, o tio Divaldo, não foi apenas um professor e muito menos um doutor Noris Causa. Foi um orientador nessa acepção profunda que estou colocando, um orientador de vida. A monografia que ele orientou de tantas pessoas, incluindo a minha mesma, não foi a monografia que me deu um título. Ao contrário, eu devo dizer com toda honestidade que convivendo esses anos mais de perto na sua casa, na sua intimidade, eu acho que foi um grande pós-doutorado de vida, um pós-doutorado existencial que não tem preço, não tem como me matricular em nenhuma universidade para poder aprender o que eu vi esse orientador orientando sem falar, orientando vivendo, orientando com o amor que dói, porque ele sentia as dores dos filhos, dos amigos, as dores de tantas pessoas e aqui entre nós, às vezes as dores do mundo, porque ele sabia de tanta coisa, mas passava só o que a nossa capacidade intelectual, emocional, conseguia captar. passava às
, as dores de tantas pessoas e aqui entre nós, às vezes as dores do mundo, porque ele sabia de tanta coisa, mas passava só o que a nossa capacidade intelectual, emocional, conseguia captar. passava às vezes como que em parábolas para que depois, e muitos de nós estamos percebendo isso, mas o tio Divaldo falou isso naquele momento. Isso se encaixa perfeitamente com o momento que eu estou vivendo agora pós a sua desencarnação. Então, vamos vendo que a orientação não é orientação para uma tese qualquer, é uma orientação para uma construção de uma tese de vida, ou seja, de uma vida bem vivida. E se nós não conseguirmos aproveitar tudo, o problema não é do orientador, o problema é do aluno, o problema não é da universidade que ele fundou, é do aluno também que não consegue às vezes renunciar, sacrificar, ter humildade, ter paciência, saber que existe um ritual do tempo para que as coisas possam acontecer, mas sobretudo abrir-se ao amor. O amor que dói, mas o amor que constrói uma tese de vida vivenciando a vida. é um orientador na minha perspectiva, portanto, mas além disso, um cuidador, um cuidador. O cuidado que esse ser tinha com as pessoas é extraordinário. Me permitam contar o cuidado que vi e falei com ele, mas tio, eu quero agradecer o senhor porque o senhor trabalha até dizer chega. em Pernambuco fala assim: "Mas o senhor tem um cuidado para comigo?" Porque foi o seguinte, atendendo aqui, trabalhando por aqui voluntariamente, então às vezes psiquiatra tem hora para entrar e não tem hora para sair. Todo médico é assim. Então, foi curioso porque ele fala: "Meu filho, eh, cuida das suas forças, você tá muito cansado." Eu fiquei assim: "Puxa vida, nem eu tô vendo meu cansaço." Se ele tá dizendo, aí eu comecei a sentir cansado também, porque ele tava vendo além do que eu tava vendo, né? E aí eu fiquei preocupado, falei: "Passa, ele tá dizendo que eu tô cansado". Ele falou: "Porque você trabalha muito, meu filho". Falei, eu nunca falei para ele que trabalho muito e trabalho muito mesmo.
aí eu fiquei preocupado, falei: "Passa, ele tá dizendo que eu tô cansado". Ele falou: "Porque você trabalha muito, meu filho". Falei, eu nunca falei para ele que trabalho muito e trabalho muito mesmo. Várias vezes fico até 10 horas atendendo, porque eu tenho hora para começar e muitas vezes não tenho hora para sair do trabalho clínico, do trabalho como orientador que que estive muitos anos na universidade. Não tem hora para sair, não tem férias às vezes. Então ele falava: "Você tem que poupar e só fazer o que for realmente preciso". Porque as pessoas, meu filho, elas sugam até o final. Ele falou assim para mim: "Psugam até o final". E então uma estratégia interessante que eu vi foi assim: "Eu me atrasei pro almoço, né? E nesse dia ele só começou a almoçar quando eu cheguei. E lógico eu fiquei preocupado e falei assim: "Olha, me desculpe, mas eu tenho que não vou deixar o tio Divaldo esperando eu almoçar. Isso não existe, né?" E falei com a secretária: "Olha, o acho que o tio Divaldo tá querendo me dar uma lição de que eu tenho que ter o time, né? Não posso fazer para sempre tudo. Então, maneira aí na marcação, né? E aí ele falou: "Não, meu filho, só vou começar quando você tiver aqui para me ensinar a me cuidar". Veja que coisa bonita, né? Ensinar o cuidado cuidando efetivamente. E quando foi no lanche da tarde, eu já tava nervoso de 4:50. Falei: "Eu acaba ir porque eu tenho que ir. Depois eu volto, atendo porque ele quer que eu me cuide". E aí vim assim escondido e atendendo que não tava para atender. Ele falou: "Meu filho, tem que ter cuidado, tem que se cuidar". Então, de noite, depois da palestra, eu falei: "Meu tio, eu quero agradecer o senhor porque poucas vezes eu fui tão cuidado como o senhor cuida. E o senhor não cuida porque diz assim: "É, é preguiçoso, né? Não, é um professor que não trabalha, é um orientador que não faz e aí ninguém faz também, não. Ele faz até o final, mas de mim o senhor cuida? Ele, claro, meu filho, tem que cuidar. e falou então da vinculação, o cuidado. Essa é uma
lha, é um orientador que não faz e aí ninguém faz também, não. Ele faz até o final, mas de mim o senhor cuida? Ele, claro, meu filho, tem que cuidar. e falou então da vinculação, o cuidado. Essa é uma esfera que não passa e que obviamente enquanto palestrante é difícil a pessoa falar de si mesma, mas nos bastidores eu gostaria de conversar e colocar esse cuidado que ele tinha enquanto pai, enquanto orientador e enquanto um cuidador. A figura, portanto, que nós precisamos para poder eleger como um líder. E não há problema algum nós podermos eleger líderes. Ao contrário, há muita sabedoria em podermos eleger líderes saudáveis que pautam a sua vida no amor que dói para construir outra existência. E nesse máximo respeito e agradeci a Deus porque os aviões mudaram e eu realmente não pude falar os outras vezes por aqui por causa de mudanças do avião. Seria muito difícil falar antes. E se os senhores lembram, na terça-feira, um mês depois, 10 de junho, ele veio a desencarnar 13 de maio. No dia 10 de junho eu fiz uma palestra, mas eu fiz uma palestra mais falando sobre sofrimento da obra de Joana, porque era muito difícil, muito precoce ainda falar, porque claro, me perguntaram: "E o senhor chorou muito?" Só que não chorei na frente de ninguém, óbvio, porque não me dei o direito de chorar para os filhos que deveriam chorar muito mais. tinha direito para esses trabalhadores que estão ao lado dele há tanto tempo, mais do que eu, e tem mais direito de chorar do que eu. Quando eu voltei para casa, naquele avião depois do sepultamento, então uma dor física interessante, o corpo sentindo algo até mais intenso, com todo respeito ao meu pai, mas eu vi o meu pai infartando e eu salvei porque eu levei ele para o hospital e falei: "Pai, essa aí não é uma crise de ansiedade. Isso eu não tenho crise de ansiedade, vamos para hospital". levera um infarto e quando ele chegou na sala do cateterismo, ele teve uma parada do coração, uma parada cárespiratória. Então eu vi literalmente meu pai desencarnando, né, ou seja,
os para hospital". levera um infarto e quando ele chegou na sala do cateterismo, ele teve uma parada do coração, uma parada cárespiratória. Então eu vi literalmente meu pai desencarnando, né, ou seja, morrendo assim o corpo e fiquei na expectativa, não entrei na sala e uma dor física, eu não tava angustiado emocionalmente aqui na cabeça, mas fisicamente. Foi isso que eu senti físico, o amor que dói. Porque quando nós amamos alguém, não tem como não doer. Não tem como não doer profundamente. O amor que dói com uma saudade é o amor também que constrói com uma resiliência de reconstrução. Só quando o amor dói e pode ser com saudade, com a dor dos outros, ajudando no consolo que todos nós precisamos. Só assim nós temos a capacidade de ampliar a nossa capacidade perceptiva e entender outros conceitos e perceber outros conceitos. Foi por isso que no dia 4 o de de maio aqui no workshop com medo de sair do tema, peço desculpa por ter saído do tema sendas luminosas e falado sobre as sendas luminosas do tio Divaldo, falando sobre o martírio que ele estava passando para nos exemplificar que a glória vem também com um sacrifício. E ali era um sacrifício que ele estava vivenciando. Não deu uma semana, ele veio a desencarnar. Eu me comunicando e na segunda-feira anterior liguei para todos os tios, incluindo, eu não chamo o tio Mário por causa que ele é muito jovem, mas tio também pro tio Mário ligando e falando que estava presente, estava ao lado de todos e a Dra. Rafaela, a Dra. Clarice me mantendo em contato, eu podendo ajudar da forma que a minha especialidade sabe enquanto psiquiatra, enquanto psicoterapeuta. 9:15 do dia 13 eu terminei o meu consultório e então quando o paciente foi embora, curiosamente uma pessoa também espírita sabia do meu contato, havia me perguntado e eu falei pra minha secretária: "Olha, amanhã tem paciente marcado, mas eu acho que eu não vou atender porque eu acho que o o Divaldo, tio Divaldo, vai desencarnar hoje para amanhã". E então falei paraa Rafaela
pra minha secretária: "Olha, amanhã tem paciente marcado, mas eu acho que eu não vou atender porque eu acho que o o Divaldo, tio Divaldo, vai desencarnar hoje para amanhã". E então falei paraa Rafaela e tá no zap, eu fui ver os horários para ser fiel à verdade. 9:15 eu acabei e falei assim: "Orei o dia todo, mas agora eu vou fazer junto com Paola uma pequena reunião para uma prece que possa ajudar o desligamento, como os outros também que estavam aqui fisicamente, sentindo a desencarnação chegando, então resignando-se com a prece para ajudar no desligamento. Eu então fechei os olhos e automaticamente vi dois espíritos que me ajudam. Dona Niná Elizabeth Dantas Cavalcante, que foi amiga dele enquanto encarnada, fundadora do Neil, o centro que eu me vinculei, que eu nasci, que ele lançou a pedra fundamental, que foi o local nessa existência que nós nos reencontramos pelos vínculos afetivos e ela quando desencarna me é uma das uma das pessoas que ajuda e a Maria de Virgem Borges, que está no livro Sobre uma inspiação e que também foi amiga dele e a partir do intermédio dela, nos vinculamos em existência anterior. Vi as duas falando assim: "Vamos dar o nosso peito de gratidão ao nosso amigo". Automaticamente fui transportado e não conto com nenhuma ilusão, com convicção, com certeza do que vê, transportado para cá, vendo um facho luminoso e vários espíritos que não consegui identificar, mas como Maria de Virgem Borges, Elizabeth Dantas Cavalcantes foram ao encontro do amigo para estar o peito de gratidão, outros estavam, muitos estavam. Aquela luz era daquela espiritualidade amiga. E não sei se as câmeras pegaram ou não, mas eu sei o que vi em relação à luminosidade que estava do amparo espiritual desse momento desencarnatório. E falava então para ele: "Vai, tio, vai em paz. Nós, aqueles que te amamos, aqueles que temos amizade por ti, iremos dar o nosso máximo para poder fazer o nosso testemunho da tua vida e do teu amor. A oração terminou mais ou menos 9:25. Ele veio a desencarnar 9:45.
te amamos, aqueles que temos amizade por ti, iremos dar o nosso máximo para poder fazer o nosso testemunho da tua vida e do teu amor. A oração terminou mais ou menos 9:25. Ele veio a desencarnar 9:45. Automaticamente foi o tempo de eu chegar em casa, comprar as passagens, vim para a mansão, dar o meu peito de gratidão e o meu testemunho a todos os familiares. Porque de certa forma, queridos amigos, todos estamos sentindo as dores da saudade. É o amor que dói, mas todos também somos convocados enquanto mansão do caminho. Me permitam, nós mansão do caminho, me permitam estar também como um trabalhador daqui. Mas nós, enquanto trabalhadores espíritas, somos convidados a transformar esse amor que dói pela saudade em um amor que transforma pela intensidade da convicção. E a convicção se constrói com a vida, com o testemunho, com mártiros, com o poder que esse amor chamado Divaldo Franco espalhou para todos nós e para tantas pessoas. Por isso que no dia 10 de junho ele havia me dito, e eu tenho isso registrado, meu filho, eu estarei lhe ajudando até o final da minha desencarnação e depois eu irei voltar, irei continuar ajudando para que nós possamos ajudar os nossos irmãos a recuperarem a saúde mental. Ele já sabia das dos planejamentos, já sabe dos planejamentos. Outro momento, ele então me disse assim, eh, eu ia psicografar um livro, mas agora aí ficou assim, falou, só numa outra existência e ficou em silêncio. Um espírito que vem se planejando, não foi dessa existência, essa já foi uma culminância em que ele transforma a lepra que poderia ter física como consequência de uma lepra antiga moral em um trabalho de amor. corpo não mais doendo ao longo da vida com a lepra, como as pessoas de Calcutar, mas a vida se transformando em um amor e transformando a realidade reencarnatória. Então, no dia 10 era para eu estar aqui, mas o avião mudou. Então orei e pedi assim: "Mas tio, eu queria tanto sentir e não consigo não consegui sentir até então, até o dia 10, um sábado." Mas aquele momento eu me vi
era para eu estar aqui, mas o avião mudou. Então orei e pedi assim: "Mas tio, eu queria tanto sentir e não consigo não consegui sentir até então, até o dia 10, um sábado." Mas aquele momento eu me vi envolvido pela Maria de Virgem Borges, que eu queria também sentir muito mais do que eu sentia até então. E ele então me dizia assim: "Meu filho, foi-se um pai, mas ele não foi. Estamos aqui como mãe". E abraçando-me, trouxe uma mensagem que em 10 minutos, 10, 15 minutos eu psicografei falando sobre as armas do bem e tive ocasião de compartilhar também no programa Jesus e saúde mental, dando-me uma fortaleza e uma convicção. Vim pra mansão, fiz a palestra na terça e quando voltamos pro para o jantar, foi interessante porque uma das tias puxou o assunto do tio Divaldo e eu fiquei preocupado porque eu tinha feito a palestra inteira, falado pouco dele justamente porque, enfim, achava que não era bem momento de mexer com todas essas coisas minhas. Não sei se tinha condições internamente, nem as pessoas. E eu fiquei preocupado de vir ali aquela melancolia muito grande, mas ao contrário, todos lembrando de histórias engraçadas, ela contando as histórias dela com o tio. E foi tão curioso porque lembrou-me, lembrou-me os últimos jantares em que ele se estendia e passava assim da hora, ficávamos alé último jantar que tive. Ele ficou quando viu meu filho 1:45 da manhã falando, ensinando, conversando a partir da simplificação das coisas e aqueles filhos da alma conversando, comungando as histórias do Tio Divaldo. Eu então senti pela primeira vez ele dizendo: "É isso que eu gosto, é isso que eu gostaria, a fraternidade, o amor vi claramente ali na casa grande, no depois do jantar e senti a presença dele trazendo a gratidão melancólica." É verdade. Porque quando sentimos, sentimos melancolia. E não é à toa que outras pessoas já começam a sentir, porque sim, ele está muito bem comungando desses espíritos que ele tanto falou, como Madre Teresa de Calcutá, como Maria de Magdala, Paulo de
lia. E não é à toa que outras pessoas já começam a sentir, porque sim, ele está muito bem comungando desses espíritos que ele tanto falou, como Madre Teresa de Calcutá, como Maria de Magdala, Paulo de Tarso, que foi na vida última de Edivaldo, o Viana de Carvalho, foi o espírito que mais esteve ajudando na oratória junto com Joana, junto com tantos outros. outros. E curiosamente, enquanto Viana de Carvalho estava encarnado, o próprio tio Divaldo em espírito ajudava amigos que estavam juntos e estão juntos até o final da desencarnação do tio, ele aparecia diariamente. Mas inspirando todos esses oradores, como o tio que saiu pelo mundo espalhando, estava lá a figura de Paulo, indiretamente orientando esse Paulo de Tarso dos tempos atuais. Quando eu estive na Europa refazendo caminhos que ele fez na primeira vez, o senti fisicamente em desdobramento, conversei, já contei essa história aqui. Na segunda vez, como ele estava já muito adoecido, não consegui perceber dessa forma como senti, embora contei as histórias, mas não senti espiritualmente falando, porque estava em outro momento. E depois então eu liguei, falei para ele: "Tio, parabéns, eu sabia do trabalho do Senhor, mas eu ouvia falar. Agora eu vi o trabalho do Senhor." Quantas pessoas ajudadas pelo mundo afora, quantos centros espíritas ele fundou como Paulo fizera nas cidades mais difíceis intelectualmente? que ele conseguiu iniciar um jardim pequeno, não é uma coisa grandiosa, mas um jardim pequeno sendo pioneiro, indo todos os anos. E ele então falou: "É verdade, meu filho, o senhor era tão jovem". Ele falou: "É verdade, meu filho, era tão jovem, tanta coisa podia ter acontecido. Eu agradeço a Deus porque nunca recebia uma pedrada, nunca recebia algo ruim nos caminhos. era tão jovem, tanta coisa ruim poderia ter acontecido. Então, em homenagem a esse tio, eu gostaria de dizer que nós não sabemos os caminhos de Deus, como Jesus falou aos discípulos. Nós não sabemos os tempos e os momentos de Deus, o cairoz e o
acontecido. Então, em homenagem a esse tio, eu gostaria de dizer que nós não sabemos os caminhos de Deus, como Jesus falou aos discípulos. Nós não sabemos os tempos e os momentos de Deus, o cairoz e o cronóis de Deus. Às vezes ficamos como Castro Alves perguntando: "Deus, ó Deus, onde estáais que não respondes?" Porque nós não conseguimos entender os tempos e nos sentimos na dor, do amor, da saudade, nos sentimos na orfandade espiritual, mas temos que ter a convicção como esses pequenos relatos que pude falar. E peço a permissão com muita tranquilidade de falar da convicção, da certeza dessas coisas que contei, mas termos a certeza desse poder, desse dinamous que vem de Deus, que vem do Espírito e desses espíritos santos. Porque Madre Teresa, Santa Teresa de Calcutá, com a indumentária do hinduísmo junto do catolicismo, simbolizando esse amor que entrelaça e não amor que divide, o amor que junta e não amor que separa, o amor que une. Porque São Paulo, esse santo que divulga o cristianismo e salva a nossa espiritualidade interna do excesso de intelectualidade da época. Nós somos herdeiros e esse é nosso tio. Outrora, mostrando pela sua mediunidade que a vida é imortal, falando a partir da sua boca, a vida é imortal pode nos dizer nos dias de hoje, não é só imortal, mas como viver uma vida bem vivida vale a pena para poder no outro lado da existência comungar desses espíritos do bem que tanto falamos. E agora ele pode ver, pode comungar, pode como orient, como aluno, com seu orientador dizer muito obrigado por Madre Teresa, Maria Magdala, na verdade Paulo de Tarso, que ele tanto amava, esses dois espíritos, Maria de Magdala, Paulo de Tarso, que ele tanto amava. E então agora podermos entender como Castro Alves. Ora, Deus, onde estás que não me responde agora? desencarnados no futuro. Nós poderemos dizer como Castro Alves, entendendo, eu não sei as respostas. Eu não sei onde estás, Deus. Não sei os teus tempos e os teus momentos. Não sei o teu cairoz e nem o teu cronóis, mas eu
ro. Nós poderemos dizer como Castro Alves, entendendo, eu não sei as respostas. Eu não sei onde estás, Deus. Não sei os teus tempos e os teus momentos. Não sei o teu cairoz e nem o teu cronóis, mas eu sei que eu tenho um diname, um dinamous e que vai me dar o mártirus para eu poder testemunhar e dizer que há mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos que nos mandam renascer. Da luz do criador nós nascemos, múltiplas vidas vivemos para mesmo a luz volver e buscamos aqui na humanidade as verdades da verdade, sedentos de paz e de amor. E meu aos mortos vivos, nós somos míseros cativos da iniquidade e da dor. É a luta eterna, é a luta bendita em que o espírito se agita nas tramas da evolução. É a oficina onde a alma presa forraja, a luz forja a grandeza da sublime perfeição. é a gota d'água que vai caindo no arbusto que vai subindo pleno de seiva e verd o fragmento do estrume que se transforma em perfume na corola de uma flor. A própria flor que terna expirando cai no solo e vai fecundando o chão duro que produz. Mas nesse cair deixa um aroma leve nas araens que passam breves nas madrugadas de luz. É a ria bigorna, o malho, pelas fainas do trabalho, a enchada fazendo pão. Ou o escopro dos estcutores que transformam as pedras em flores, em carraras de eleição. É a própria dor que através dos anos, dos algozes dos tiranos, anjos puríssimos faz, transformando os neros rudes em araltos de virtudes e mensageiros de paz. Porque tudo evolui, tudo ganha asas para voar, tudo sonha na imortal ânsia risonha de mais subir, mais galgar, porque a vida é luz, a vida é esplendor. Deus é o seu autor. Nós, portanto, e a vida somos o altar de Deus. Por isso que aqui na Terra às vezes se acendem radiosos faróis que esplendem e dentro dessas trevas mortais elas deixam rútilas passagens em mensagens que são perenes, constantes, em reflexos também que não acabam. É o sofrimento do Cristo, portentoso, jamais visto no sofrimento da cruz, sintetizando toda piedade, cujo amor a verdade nenhuma pena traduz. É
perenes, constantes, em reflexos também que não acabam. É o sofrimento do Cristo, portentoso, jamais visto no sofrimento da cruz, sintetizando toda piedade, cujo amor a verdade nenhuma pena traduz. É Sócrates com a Secuta, é César trazendo a luta. Tirânico conquistador. É Antieta que é ensinando naquele momento os indígenas ou os povos originários, os índios, como queriramos chamar, em povos felizes, com o amor, porque já tinham dentro do seu altar. É por isso que aqui dentro às vezes sentimos dor, mas temos a oportunidade de transformar essa dor com o calor do amor em uma construção, em um novo altar. E quando isso fizermos, poderemos dizer: "Ó Senhor, muito obrigado porque passamos a vida inteira acreditando em ti. Obrigado porque passamos a vida inteira crendo no teu amor. Obrigado por termos construído o teu altar dentro do nosso coração. Por isso, nós te pedimos, abençoa todos aqueles que que propagam bem, que vivem bem, que transforma a dor em amor. abençoa, Senhor, para que todos eles encontrem a alegria que tanto desejam nas sendas da evolução. É por isso que nesses dias de luto, ainda nesses dois meses difíceis, uma excelça voz ressoa e no universo inteiro ecoa e nos diz: "Para o infinito caminha". O amor é a luz a que se alcança. Portanto, queridos irmãos espíritas, tenhamos fé, confiemos em Deus, para o infinito nós marchemos. Muita paz para todos nós. Que assim seja. Os nossos agradecimentos ao Dr. Leonardo pela brilhante palestra dessa noite e pelas referências sempre saudosas do nosso querido irmão Divaldo Franco. Vamos agora então nos preparar para o encerramento desta nossa magnífica reunião, convidando os médiuns passcistas desta casa para se colocarem ao longo dos corredores na aplicação dos passos coletivos. Amado mestre Jesus, nosso verdadeiro amigo, muito temos ouvido falar de ti sempre de forma nobre, sempre. o teu exemplo, o teu modelo que nos serve de guia. Por isto, neste momento, ousamos vos fazer uma especial solicitação, que possas nos abençoar
temos ouvido falar de ti sempre de forma nobre, sempre. o teu exemplo, o teu modelo que nos serve de guia. Por isto, neste momento, ousamos vos fazer uma especial solicitação, que possas nos abençoar a todos nós aqui presentes, porque nos dissestes que quando reunidos dois ou mais, estarias conosco. E cremos, cremos nisto, Senhor, que os vossos benfeitores, os espíritos luminares da vossa legião de benfeitores possam estar conosco nesse instante, abençoando-nos, fazendo-nos também rogar por Divaldo Franco, por Nilson de Souza Pereira. Abençoa aos médiuns passistas aqui presentes. Que as boas energias de cada um deles, impulsionados pela vontade possa enriquecer em sbiente com os fluidos preciosos originados do mundo espiritual. Abençoa o nome dos encarnados e dos desencarnados na entrada desse cenáculo, estendendo a vossa misericórdia para cada um deles, dando-lhes aquilo que for necessário, segundo o mérito de cada um desses que foram colocados os nomes. para a nossa apreciação e a apreciação dos bons espíritos. Abençoa a nossa água, fluidifica-a, Senhor, transformando-a num remédio para os nossos males físicos, mentais, espirituais e emocionais. Conduze-nos de retorno ao lar, realmente felizes e alegres com o que ouvimos, com os exemplos apresentados, com estudo profundo que foi enriquecido pelo Dr. Leonardo para o nosso conhecimento. Pensou a ele, Senhor, a sua família, sua esposa, seus filhos. Conduze-nos, pois, de volta aos nossos lares, para junto dos nossos familiares, amigos e companheiros, pensando sempre em ti e no teu evangelho. Abençoa-nos, despede-nos na vossa paz. e permaneças conosco instantes mais. Está encerrada a nossa reunião. Muito obrigado a todos. Muita paz.
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