Literatura Espírita | T11:E3 • Autores Espíritas Contemporâneos • Caminha que a vida te encontra

Mansão do Caminho 05/10/2025 (há 6 meses) 1:26:39 939 visualizações

Literatura Espírita: prazer em conhecer » Temporada 11 - Autores Espíritas Contemporâneos » Episódio 3 - Caminha que a vida te encontra (livro) Apresentação: Denise Lino #literaturaespírita #autoresespíritas #espiritualidade #joannadeângelis #améliarodrigues #dilvadofranco

Transcrição

Olá, amigos. Sejam muito bem-vindos ao Literatura Espírita. Prazer em conhecer. Eu sou Denise Lino e nós estamos na 11ª temporada deste programa e este é o terceiro episódio desta temporada em que trazemos livros e autores contemporâneos. Desta feita, traremos o livro Caminha que a vida te encontra da Ana Teresa Camazni. Quero inicialmente já agradecer a você, internauta, que nos acompanha através dos diversos parceiros de transmissão e aproveitamos para saudar nossos amigos que nos acompanham através do canal Seridol Espírita da Web TV da Mansão do Caminho, da Web TV da União Espírita de Vitória da Conquista, da Web Rádio Fraternidade, Rai TV, a TV7 e a Web TV da Federação Espírita Paraibana. É sempre importante relembrar os objetivos do literatura espírita. Este programa tem como objetivos divulgar o espiritismo, divulgar a literatura espírita, instigando os leitores para as múltiplas formas de ler, interpretar, relacionar os textos mediúnicos ou não, e incentivar a aquisição das obras espíritas em editoras e livrarias espíritas, porque assim as obras assistenciais que são mantidas por essas instituições continuam de portas abertas. Neste terceiro programa desta 11ª temporada, nós queremos saudar e homenagear o 11eiro Congresso Espírita Mundial e o primeiro Congresso Espírita Mundial da Juventude que ocorrem neste final de semana que pega este domingo, 5 de outubro na cidade de Punta del Leste no Uruguai. Então, a todos que trabalharam nessa organização, a nossa saudação e o nosso destaque pela realização deste evento que tem como título Vida Após a vida. E para nós começarmos então o nosso programa de hoje do nosso literatura espírita, eu quero ler aqui da introdução do livro uma página muito importante em que a autora diz o seguinte: "Há que se olhar para o caminho de onde viemos para compreendermos onde estamos e onde vamos. As direções futuras da vida guardam intensa conexão com o nosso passado, onde moram nossas raízes. Sem essas reflexões sobre a nossa rota,

de onde viemos para compreendermos onde estamos e onde vamos. As direções futuras da vida guardam intensa conexão com o nosso passado, onde moram nossas raízes. Sem essas reflexões sobre a nossa rota, podemos nos afastar sem perceber da nossa real destinação e enfraquecer a ligação com o viver quando os desafios chegam. Cada passo para a frente se sustenta no passo anterior e é a fortaleza conquistada até então que nos dá a energia necessária para continuarmos. Quando estamos distraídos e deixamos de perceber que vivemos nesse fluxo temporal, podemos de repente olhar para a nossa vida e nos sentirmos totalmente alheios a ela, como se ela não nos representasse de jeito algum, como se vivêsemos a vida do outro e não a nossa. É que pertence a cada um direito de decidir a direção da própria vida. Porém, não somos tão livres assim, a ponto de conseguir fazer escolhas a nosso favor que nos façam felizes. Por isso, é necessário fazer vários ajustes, várias afinações com o fluxo do viver enquanto estamos aqui no mundo. Somos guiados por forças internas que nos são desconhecidas, por contextos poderosos, carências profundas, medos específicos e outros nem localizáveis. Por isso, fazer escolhas conscientes de modo presente com o olhar no futuro é uma construção lenta e gradual. E é para falar sobre isso que nós estamos recebendo hoje a nossa querida Ana Teresa Camaismi, que já vai entrar na tela. E para nos auxiliar nessa entrevista, a nossa querida também Elizabete Maria da Silva, uma leitora da obra da Ana Teresa, que está conosco nesta noite. Queridas, então muito obrigada por estarem aqui conosco, com os internautas que nos acompanham. E eu quero começar pela Ana Teresa, que já é bastante conhecida, mas eu quero, Ana, que você nos fale um pouco sobre a sua atuação espírita no momento. >> Olha, em primeiro lugar, eu tô me sentindo muito honrada de vocês me escolherem, de vocês terem lido o livro. Isso é uma alegria enorme para mim, porque o que mais um autor quer, né, ser

o momento. >> Olha, em primeiro lugar, eu tô me sentindo muito honrada de vocês me escolherem, de vocês terem lido o livro. Isso é uma alegria enorme para mim, porque o que mais um autor quer, né, ser lido. Então, eu fico muito feliz que vocês tenham me escolhido. Eu fico muito grata com isso. Bom, eu nasci em família espírita, não é? Então, desde que eu me entendo por gente, eu já tô nesse mar. minha mãe médium, meu pai coordenador de reunião mediúnica e os dois fundaram uma casa espírita nos fundos da casa que eu nasci. Eles construíram uma casa espírita no bairro que eu nasci. Então eu vivi minha vida toda eh envolvida em movimento espírita, mas quando eu era criança, eu achava que movimento espírita era só minha casa, né? Depois eu que eu entendi que existiam muitas casas espíritas. levei um tempo para entender isso. E aí eu comecei a fazer parte do movimento propriamente dito, né? Fui evangelizar crianças. Depois eu participei de vários movimentos, né, dos trabalhos das juventudes. Depois comecei a fazer parte de palestras espíritas, estudos, ESD e assim minha vida fluiu como flui até hoje. Eu me sinto totalmente devedora, debitária dessas bênçãos que os meus pais trouxeram, né, para mim. Eu sou a quarta de cinco filhos, mas de nós cinco que eu sou a única envolvida com casa espírita, né? Eles vão assim, né? Quando alguma coisa não tá muito bem, ah, posso tomar um passe lá na sua casa, bota meu nome na reunião, aquelas coisas. Mas todos são de alguma maneira tocados, né, pelo sagrado, que eu acho que isso é o essencial. Então, em termos de espiritismo, essa é minha trajetória e tenho três filhos, dois estão encarnados, um tá desencarnado e tenho três netos que são as graças da minha vida, que me trazem muita, muita alegria. E profissionalmente eu sou psicoterapeuta e tenho alguns, umas titulações e livros escritos. Eu tenho o palavras que foi o primeiro, depois veio o caminha, né, que vocês estão hoje homenageando aí. Que alegria. Depois eu escrevi o mãe, que foi uma

ho alguns, umas titulações e livros escritos. Eu tenho o palavras que foi o primeiro, depois veio o caminha, né, que vocês estão hoje homenageando aí. Que alegria. Depois eu escrevi o mãe, que foi uma experiência na manhã, na mansão do caminho. E o mais novinho, isso. E o mais novinho é o Sementes, que é um livrinho de bolso que tem a intenção de ajudar a gente a sair dos pensamentos circulares, né? Dar uma abridinha aí, dá uma uma distraída dos pensamentos obsessivos para ajudar a gente a descolar de algum estado emocional um pouco menos. eh, elevado, né, digamos assim. E é isso, estamos aí pra gente conversar hoje sobre o caminho com muita alegria. >> Isso. Antes de passar a palavra para Elizabeth, Ana, eu já vou te deixar aqui um recado de alguns internautas que nos acompanharam na elaboração do programa, a gente vai sempre postando e eles mandavam mensagens dizendo, ó, não tem ebook, então vou deixar o recado com você, você passa pra editora que o caminha sobretudo porque >> muita gente quer o ebook, >> quer o ebook, tá? E agora sim vou passar paraa minha querida Elizabete para ela se apresentar, para que o público possa conhecê-la. >> Primeiro eu também quero agradecer a oportunidade de estar aqui com vocês. Nossa, esse livro realmente é um livro que marca muito. Então tô muito feliz, muito grata, Denise por esse convite. Eh, eu atuo na comunidade espírita Leon Von Celi, que é uma comunidade que nós homenageamos, Leão Deni e Ivone Pereira. aqui em Campina Grande, Paraíba, né? E lá eu desenvolvo algumas atividades relacionadas ao departamento de estudo, divulgação da doutrina espírita e também o departamento de mediunidade, né? Departamento mediúnico, né? Então eu tô nessa jornada muito feliz, não sou espírita desde o berço, eu era católica, mas quando eu conheci o espiritismo mudou a minha vida. Então, tô muito feliz na Cel >> e nós estamos muito felizes, Elizabe, por tê-la hoje aqui. Nós vamos colocar os nossos slides no A. E enquanto os slides entram no A, eu vou aproveitar e

a minha vida. Então, tô muito feliz na Cel >> e nós estamos muito felizes, Elizabe, por tê-la hoje aqui. Nós vamos colocar os nossos slides no A. E enquanto os slides entram no A, eu vou aproveitar e dizer para os nossos internautas que este programa excepcionalmente está sendo gravado em função das nossas agendas e, especificamente, de um compromisso com a atividade do Congresso Mundial do Espiritismo nessa data de 5 de outubro. Mas a nossa equipe está aí interagindo no chat dos vários canais parceiros com os internautas. E aquela pergunta que nós sempre fazemos pros internautas, ela está feita aqui. De onde você nos acompanha? Qual a sua cidade? Qual a sua casa espírita? Deixe nos comentários. Nós gostamos de saber de onde somos acompanhados e mais ainda para que quando a gente se encontra pessoalmente possa receber o abraço de alguém que disse: "Ah, eu deixei lá no chat do Literatura Espírita o nome da minha casa espírita". Então, vamos ao livro, né? essa parte que os internautas também nos pedem bastante para que seja feita essa apresentação do livro. Aí está o caminho que a vida se encontra, que tem não apenas uma capa belíssima, mas o tratamento editorial deste livro é extraordinário. Já recomendamos a leitura por isso também. Então, a nossa querida Ana Teresa, autora desses livros, ela já os apresentou, estão os quatro aí na tela para que vocês possam ah ler não só o caminho que a vida encontra, mas ler os demais livros. E sobre este, especificamente, nós queremos destacar que é um livro que agora em 2025 eh está já na sua segunda edição. Ele saiu no comecinho do ano e é um ensaio, aliás, escrito numa porosa reflexiva com um tom didático. Não é um livro longo, tem apenas 256 páginas, é da editora Intervidas. E aqui nós já vamos começar a destacar o que a autora nos diz no primeiro capítulo, quando ela afirma: "Escrevo para aqueles que já os romperam, os insistentes, os buscadores, os sedentos, os que se perguntam como podem se mover, os que se machucam e sofrem por darem voltas em círculos,

ndo ela afirma: "Escrevo para aqueles que já os romperam, os insistentes, os buscadores, os sedentos, os que se perguntam como podem se mover, os que se machucam e sofrem por darem voltas em círculos, para os que se incomodam, os que gritam e choram, os que andam, mas não sabem para onde vão, nem onde querem chegar. A eles me rendo e digo: "Vamos juntos". E nós queremos que você também esteja junto conosco aqui no Literatura Espírita. Então, o livro tem 10 capítulos que nós conseguimos agrupar aí em seis grupos, começando pelo primeiro capítulo, como o próprio nome diz, é para despertar. Depois, os capítulos dois e três são capítulos que nos falam sobre o enfrentamento das dores. Depois nós temos o capítulo quatro, que é um capítulo dedicado a nos ensinar a que nós nos cuidemos de nós mesmos, das nossas emoções. Os capítulos 5 e seis são os capítulos que tocam nas desilusões, nas violências, nos aspectos que ainda demonstram quão ligados a esse mundo nós estamos. Depois nós temos essa tríade de capítulos, o sétimo, oitavo e o nono, que são os capítulos que nos trazem as propostas e as rotas de crescimento. E por fim, o 10º capítulo, que é o tempo de silenciar, que eu indicaria já como um capítulo que merece ser lido pelo exercício de meditação que apresenta aa fazer toda a amarração do livro. O que podemos destacar desse livro nessa parte do despertar? Primeiro e antes de todo qualquer destaque, a diferença entre peregrino e andarilho. Ana Teresa nos pega já na primeira página com essa diferença semântica muito importante, fundamental para todo o livro, em que ela afirma que todos somos peregrinos, mas em certos momentos podemos nos tornar andarilhos, ou seja, andar sem objetivos. O que o livro quer é que nós nos reconheçamos como peregrinos. Há também a diferenciação entre dor e sofrimento, nos dizendo que o sofrimento é, aliás, que a dor é inevitável, mas o sofrimento pode ser transformado quando nós fazemos as pazes com o nosso entorno. Nos convida a despertar e

entre dor e sofrimento, nos dizendo que o sofrimento é, aliás, que a dor é inevitável, mas o sofrimento pode ser transformado quando nós fazemos as pazes com o nosso entorno. Nos convida a despertar e inspirada na transformação de Paulo de Tarcio, ela também nos chama para essa transformação e diz que nós devemos despertar da nossa dormência espiritual e buscar a clareza. Na página 29, a autora afirma: "Na verdade, tudo que nossa alma mais precisa é de amor para esse despertamento." Seguindo então com outros pontos que queremos destacar, o nosso encontro com a dor, a autora vai destacar o luto como travessia e como uma ponte entre o que foi e o que pode ser. Depois ela nos traz um detalhe fundamental, a força na circunstância, dizendo-nos que a espiritualidade confia na nossa capacidade de caminhar e que a cura vem do trabalho no bem. Depois ela vai nos dizer que a dor não é um troféu e que nós podemos fazer dessa dor um espaço de travessia, um portal para o nosso crescimento. E na página 71, ela afirma: "A força nasce e cresce no nosso encontro com as adversidades e nunca antes dele. Portanto, não podemos dizer que não aguentaremos um desafio se ainda não nos encontramos com ele." Particularmente, eu gosto muito dessa afirmativa. Ainda como pontos importantes, destacamos as sombras e os desafios. A autora nos fala que temos uma multidão externa e uma multidão interna e que vivemos quase sempre agitados entre essas duas multidões, aguardando que nós nos libertemos de padrões limitantes. Ela nos fala sobre trauma e repetição, dizendo que é essencial reconhecer padrões de afeto distorcidos. pela violência ou trauma, quebrando os ciclos que impedem o nosso crescimento espiritual. também nos fala da construção da paz, quando ela nos diz: "Viver em paz exige um esforço contínuo na convivência, cultivando paciência e compreensão em cada encontro humano." E destacamos na página 131 a afirmativa: que possamos nos encontrar com o real o mais rápido possível e de preferência de

o na convivência, cultivando paciência e compreensão em cada encontro humano." E destacamos na página 131 a afirmativa: que possamos nos encontrar com o real o mais rápido possível e de preferência de madrugada antes que o amanhecer nos envolva em novas ilusões. Ainda sobre os pontos importantes, temos uma grande sessão no livro de autocuidado e transformação. A autora destaca o quão importante é que cuidemos de nós mesmos para que cuidemos da vida, formamos e aprofundemos e vivenciemos vínculos afetivos. E com esses dois primeiros cuidados de cada um de nós e dos vínculos afetivos, nós rumamos para sustentação e proteção para um movimento e liberdade. Queremos destacar o que ela diz, que sair da zona de conforto paraa de expansão das potencialidades, mas fazer isso com consciência e com vontade. E ainda um quinto ponto importante a ser destacado, a integração conosco mesmo e com a condição de espíritos que somos. Primeiro, o pertencimento e o autoamor. Somos mais do que nossas defesas. Precisamos cultivar um diálogo interior. Somos mais do que as fragilidades das novas e antigas gerações, porque todos nós experimentamos precariedades familiares, pois nossos pais são pessoas feridas como nós somos. E no nosso nível reencarnatório, ninguém está ileso de feridas, nem de fragilidades. E precisamos viver no mundo sem ser no mundo. A atual sociedade, Ana Teresa, diz com propriedade, é a sociedade do cansaço e nela as práticas espirituais diárias, oração e meditação, ajudam-nos a que nos posicionemos com equilíbrio. E por fim, se você quiser saber mais sobre Cambinha, que a vida te encontra, há muitas palestras da Ana Teresa, sobretudo no YouTube. Destacamos essas duas aí, mas na sua pesquisa você encontrará muito mais do que essas duas palestras sobre o livro. Vamos então paraa nossa entrevista agora com a nossa autora, convidada. Meu livro ficou mais bonito do que eu achava que ele era. Tô impressionada com as seus slides. Que coisa mais linda isso. São slides feitos por uma integrante da nossa

a com a nossa autora, convidada. Meu livro ficou mais bonito do que eu achava que ele era. Tô impressionada com as seus slides. Que coisa mais linda isso. São slides feitos por uma integrante da nossa equipe que se dedica a ler o livro com foco e fazer os slides para que os interna >> eh o objetivo é que os internautas possam ver o livro a partir dos slides, quem não leu e ter uma rota de leitura, um caminho de leitura e quem já leu, né, ser convidado a reler, enfim, nosso objetivo é apresentar o livro e queremos conversar. Fiquei nervosa agora. Queremos conversar com você, Ana Teresa. Eu quero inicialmente te perguntar sobre a Ana Teresa leitora e a Ana Teresa escritora. Como nascem, como se desenvolvem, como você cultiva essas duas Ana Pereira? Olha, eu orientei muito tempo monografias, dissertações, coisas assim quando dava aula em universidade. E quando eu encontrava um um aluno que tava perdido assim, mas professora, eu vou escrever sobre isso, sobre aquil assim, meu filho, quando você vai numa livraria, você vai para qual sessão? Qual é o tipo de livro que você gosta de comprar? Ah, esse, mas aquilo. Fala sobre o que isso? Então, quando a gente começava a conver, eu vi os olhinhos brilhando e vendo que quando a gente eh é obrigado a escrever alguma coisa, mas se não for algo que nos toca, como fica aquilo rançoso? Então, quando eu perguntava para eles sobre o que que eles gostam de ler, eu consegui encontrar com um leitor que habita, né, dentro deles. Então, dentro de um escritor habita um leitor. Eu achei muito boa a sua pergunta. E ser autor é um lugar que a gente ocupa de criação e ser autor de si, não é? Então, tornar público o que eu gosto, o que eu me interesso, o que eu penso, que eu sinto. E na doutrina espírita, isso tem um tom e uma responsabilidade maior, porque a gente tem a ver na hora que você escreve com você vai inspirar as pessoas que vão ler. É um compromisso moral, não é um livro qualquer. O livro espírita, ele tem o tom da candeia, né? é a gente pegar a candeia e colocar com

que você escreve com você vai inspirar as pessoas que vão ler. É um compromisso moral, não é um livro qualquer. O livro espírita, ele tem o tom da candeia, né? é a gente pegar a candeia e colocar com coragem em cima do móvel, porque a gente entende que algo que me ilumina também pode iluminar alguém. Então, ser autor para mim tem sempre esse tom e um certo peso nesse sentido. Eh, eu me preocupo muito com o que eu vou escrever, porque eu penso em que que isso de verdade pode fazer diferença para alguém. Eu não quero ser mais um livro espírita na estante de alguém e nem numa livraria, nem num congresso. O livro que eu gosto de ler é um livro que não fale o que todo mundo já disse. Um livro que eu gosto de ler é o que me me captura dizendo assim: "Opa, aqui tem uma coisa que é que me faz pensar o que eu nunca pensei". Eh, ou quando assim, nossa, mas essa pessoa escreveu o que eu sinto, isso me é próximo. Então, esse é o tipo de leitura que me interessa. Então, assim, não precisa ser bestseller para eu gostar. Às vezes eu não tenho paixão nenhuma por um best sell porque ele já diz o que todo mundo já disse. E quando eu faço palestra, eu tenho a mesma sensação quando eu vou fazer uma palestra qualquer, seja na minha casa espírita que é pequenininha ou seja num congresso, se eu tô ocupando aquele lugar, posso não ser a melhor pessoa que ocuparia aquele lugar. Tem tantos oradores incríveis, mas já que sou eu, que eu então possa trazer alguma coisa diferente que desperte você em algo. Pode ser em uma frase que eu disse, mas a minha intenção é que a pessoa saia da palestra com algo, com uma semente, com algo que traga a diferença. Então, eh, a autora que mora em mim, ela é assim, inquieta, que sempre tá buscando alguma coisa. Então eu me interesso por leituras que ten um tom de autoconhecimento, de aprimoramento moral, de conhecimentos profundos. Então é é o tipo de coisa que que eu gosto, que eu tenho prazer de ler, o que me faz e que me ajuda nessa leitura de mim e tudo isso que tenha sempre um fio

oramento moral, de conhecimentos profundos. Então é é o tipo de coisa que que eu gosto, que eu tenho prazer de ler, o que me faz e que me ajuda nessa leitura de mim e tudo isso que tenha sempre um fio espiritual, sabe? Não precisa ser espírita. Por exemplo, eu gosto muito do Jean Ivel Lupe, que ele vem, ele é da tradição católica, embora ele já tenha transcendido isso, mas ele não é espírita, mas eu leio ele parece que ele tá falando como se fosse um espírita, né? Então tem vários autores que eu gosto, que eu sinto atração, porque é parecido com esse lugar que eu gosto de mergulho, de conexão e de encontro. >> OK? Então, antes da gente falar sobre o livro propriamente dito, vou perguntar para Elizabeth, que é uma leitora dos seus livros, >> sobre a história de leitura com os seus livros, porque autor sempre gosta de saber disso, né? Quem é que tá me lendo, >> né? Pois é. Então, Elizabe, fale-nos sobre a sua história de leitura com a obra da Ana Teresa. >> Certo. Eu vou começar por o caminha que a vida te encontra, porque eu o descobri no ano passado. Eu estava participando do MIEP aqui em Campina Grande, o movimento de Integração Espírita na Paraíba. >> Estava olhando a livraria. Aí de repente eu vejo este livro com esta capa linda, né, que Deni já tinha destacado, uma capa lindíssima. Aí eu olhei assim o título caminha que a vida te em contas. Meu Deus, que título interessante. Aí quando eu olhei Ana Teresa Camasm, minha gente, ela lançou esse livro aí porque eu já tinha lido Palavras para a alma, né, na época. E foi um livro, é um livro muito lindo. O meu tá, eu emprestei para uma amiga, não tá aqui comigo, mas é um livro muito lindo. E embora o contexto tenha sido bem difícil de produção, né, como você já falou em alguns em alguns momentos, e eu já tinha ficado assim encantada, né? Então quando eu vi esse aqui, eu não pensei duas vezes, comprei e não sei se você vai se lembrar, mas eu até pedi seu autógrafo. Tem aqui o seu autógrafo, >> ó. E aí, eh, foi essa primeira leitura que

Então quando eu vi esse aqui, eu não pensei duas vezes, comprei e não sei se você vai se lembrar, mas eu até pedi seu autógrafo. Tem aqui o seu autógrafo, >> ó. E aí, eh, foi essa primeira leitura que eu fiz, foi uma leitura assim que eu não queria parar mesmo, assim, eu fui >> é aquilo que você falou agora a pouco assim, é Ana Teresa escrever o que eu sinto, o que eu saber isso, sabe quando você pega o livro assim, é isso. >> Então, eu fui lendo assim, eh, muito entusiasmada assim, na primeira leitura foi ótimo. Passou-se um tempo, eh, ainda no ano passado, aí eu disse, eu vou reler o livro de Ana Teresa com um pouco mais calma. Eu vou agora fazer anotações, estudar mesmo, porque ela disse tanta coisa interessante que tem uma leitura só, não dá conta. Aí eu fui fazer a leitura, fui fazer os exercícios, que é um outro diferencial do livro que a gente vai falar depois, que esses exercícios são excelentes, né? E assim, nossa, que sac as figuras que você coloca, enfim. Então, foi uma, a segunda leitura já foi uma leitura de estudo mesmo. E aí, no início deste ano, eh, uma coisa interessante, eu eu me senti, eu senti saudade do livro, nossa, é uma coisa interessante assim, nossa, tô com uma saudade daquele daquele livro, eu vou e vou revisitar no livro. Então eu fiz uma terceira leitura assim e e aí tempo, acho que umas duas semanas depois, Denise fez o convite, disse: "Mas olha que coisa providencial, eu acabei de reler o livro, Denis, né, a terceira vez. Então, eu gosto demais dos seus livros, eh, Ana Teresa, já indiquei para várias amigas, várias pessoas, não só os livros, mas também suas lives, porque, eh, esse equilíbrio que você consegue trazer no livro entre nesse, falando aqui nesse daqui, né, entre uma visão da psicologia articulada com a visão espírita, com uma leveza, com um tom didático assim que realmente eh é a sua cara. Então, muita gratidão por essa oportunidade. >> Muito obrigada. Eu gostei de mático, tá? Você muito bom. E você captou uma coisa que foi para mim uma grande tarefa,

ssim que realmente eh é a sua cara. Então, muita gratidão por essa oportunidade. >> Muito obrigada. Eu gostei de mático, tá? Você muito bom. E você captou uma coisa que foi para mim uma grande tarefa, porque eu era espírita desde que nasci, né, como eu já contei para vocês, e me tornei psicóloga depois. Só que o ambiente da psicologia ele é materialista. Hoje, 2025, estão tentando juntar espiritualidade e consciência. Estamos num grande esforço disso. A gente já tem a Universidade Federal de Juiz de Fora fazendo isso e tantas outras. É um grande caminho, mas imagina eu, eh, totalmente controlada pelo Conselho Regional de Psicologia, que você tem que ser neutro o tempo todo. Não pode ter partido político, não pode ter religião, não pode, não pode, não pode, não pode. E eles têm grande razão para isso, para que no ambiente psicoterápico o cliente não se sinta obrigado a ser aquilo que ou a pensar como seu terapeuta e assim por diante. Mas eu vivi um grande dilema. Eu tinha até medo de ter um livro espírita dentro do consultório, sabe? Então assim, como juntar esses dois amores que eu tinha? Então era sempre muito tímida com isso. Até que um dia um terapeuta meu fez uma pergunta muito boa para mim. Ele perguntou assim: "Você é engraçada? Você leva a psicologia pra sua casa espírita?" Não é? Ah, eu levo, falei com entusiasmo, eu ensino atendimento fraterno, como dialogar, n? Assim, pois é, mas você não leva sua casa espírita pro seu consultório. Por quê? quando ele perguntou isso assim, caramba, que incoerência mesmo, mas você tem razão. E eu fui então fazendo as junções devagarinho, sabe? Então, quando eu escrevi esse livro, eu tomei coragem. Ele marca um ponto de muita coragem nesse sentido, assim, eu vou tornar público isso, é junto mesmo. Não, não existe. Eh, é uma ficção, uma representação que eu tenho, que eu fico fazendo, né? Não digo para ninguém que eu sou espírita pros meus pacientes e fico com aquilo embolado dentro de mim, doido para dizer para ele: "Meu filho,

uma representação que eu tenho, que eu fico fazendo, né? Não digo para ninguém que eu sou espírita pros meus pacientes e fico com aquilo embolado dentro de mim, doido para dizer para ele: "Meu filho, vai tomar um passo pelo amor de Deus. E não posso, né? Como é que eu posso dizer isso de uma outra maneira?" E eu fui encontrando várias junções, sabe, boas, que foi me ajudando muito. Por exemplo, perguntar: "Você tem alguma religião? Como é que você entende espiritualidade na sua vida? O que que você faz para se equilibrar espiritualmente? você não é só seu corpo, não é só seus pensamentos. Então, eu fui conseguindo trazer muitas eh integrações. E sabe o que que eu percebi depois que eu publiquei esse livro? Inúmeros psicólogos tão tão fragmentados como eu me procuram. Como é que você conseguiu juntar? É impossível juntar. Eu falei: "Lê o livro?" Ué, você vai ver. Então, essas unções que eu fui fazendo comigo, eu também tô inspirando muita gente a poder fazer as suas próprias unções. Porque veja, os evangélicos não têm essa preocupação, não tem, mas nós espíritas temos muito pudor, muita preocupação em em nos anunciarmos espíritas, né? Então eu fui perdendo essa vergonha. Agora eu tô sem vergonha mesmo. É psicólogo, é espírita e fica junto de mim quem quem gostar, não é? OK? Isso mesmo. Então, vamos seguindo agora. E eu queria te perguntar sobre o título do livro que é interessante, é curioso, é caminha que a vida te encontra. Então, o que é que eu quero perguntar? Esse esse título é quase um paradoxo, porque o caminha é um imperativo em português. Esse imperativo bem comum do português brasileiro, feito a partir do presente do indicativo, mas tá ali esse imperativo caminha. E a resposta do caminho, o que complementa esse verbo é que o caminhante ou o peregrino, como você defende no livro, vai ser achado pela vida. Não é nem que ele vai achar, nem que ele vai chegar, mas é que a vida vai encontrá-lo. Então eu queria que você nos falasse um pouco sobre esse título, sobre esse paradoxo.

, vai ser achado pela vida. Não é nem que ele vai achar, nem que ele vai chegar, mas é que a vida vai encontrá-lo. Então eu queria que você nos falasse um pouco sobre esse título, sobre esse paradoxo. Que é que você pensou quando escolheu esse título para o seu livro? >> Então, quando eu escolhi o título para esse livro, eu tava emperrada nele. Eu não tinha título nenhum. Eu só tava com miolo e eu tava emperrada num capítulo. Eu chorei o capítulo todo escrevendo que é o FES invisíveis da violência, porque eh me emociona muito as histórias das mulheres que vivem violências em seus relacionamentos afetivos. Embora eu não tenha especificado que tenha sido mulheres, a maioria dos depoimentos aos quais eu me inspirei para escrever são mulheres que vivem relacionamentos assim. Então, cada vez que eu lembrava delas para poder pensar nos nos 10 pontos e nos sofrimentos, então eu fiquei muito naquela atmosfera e eu fiquei emperrada. Eu fiquei tão emocionada que eu fiquei emperrada, né? Deixei o capítulo e fui a Salvador porque eu tinha eh marcado o encontro na mansão do caminho e eu tinha ido lá, era meu aniversário, eu queria passar meu aniversário na mansão. Pela primeira vez eu não conhecia a mansão do caminho. E eu então fui numa reunião eh conversando sobre o espiritismo e foi incrível, foi muito muito incrível esse dia. E quando terminou, eu tava sentada ainda num palco junto com festival de tal. Eu perguntei se ele tinha alguma notícia sobre o meu filho e ele me deu uma notícia na hora assim, foi tão impactante que eu não consegui perguntar nada mais. Eu fiquei, eu tenho um arrependimento disso, gente. Meu Deus, eu tava ali na cara, como que eu não perguntei? Mas eu não, eu fiquei completamente muda, burra, obnubilada, sem nada. Eu eu desmanchei totalmente assim, não consegui fazer perguntas, mas foi maravilhoso porque ele havia explicado por que meu filho desencarnou 7 anos e eu fiquei muito tocada pela revelação dele e eu conversei com ele sobre o livro porque ele me disse assim: "Minha filha, não

ravilhoso porque ele havia explicado por que meu filho desencarnou 7 anos e eu fiquei muito tocada pela revelação dele e eu conversei com ele sobre o livro porque ele me disse assim: "Minha filha, não sei o que que tá acontecendo, mas os espíritas parece que estão dormindo". E eu tinha escrito sobre isso. E aí ele foi falando assim: "Meu Deus, é o que eu tô escrevendo". E ele foi falando: "E a gente faz palestra e os espíritos estão na caixa, estão dormindo, estão parece anestesiados. Então que momento nebuloso esse que a gente tá vivendo, mas isso vai passar. Isso é uma neblina. Claro, ele me falou esperançoso, mas ele falando da preocupação que ele tinha desse sono. E eu falei para ele, Divaldo, eu tô escrevendo um livro que tem tudo a ver com isso que você tá falando. Escreva minha filha. E eu voltei pro Rio de Janeiro, mas antes de ir pro Rio de Janeiro, eu fui conhecer o Pelourinho num domingo. Quando eu tava no pelourinho, todo fechado, fui só conhecer o local, eu passei por uma loja de artigos de enfeite para casa e tinha essa plaquinha, caminha que a >> Quando eu li a plaquinha assim, é o título do meu livro, eu caminhei e não é que o título me encontrou, né? Eu falei: "É o título do meu livro, é isso". Aí eu cheguei no Rio de Janeiro, terminei o livro em menos de um mês, botei o nome do livro e a editora lançou. E quando chegou, isso era outubro, em janeiro a gente lançou no céu. E vocês não vão acreditar, o capítulo que eu apresentei foi exatamente esse da violência, porque o tema que eu falei foi bem-aventurados os mansos, os lembro. >> Eu lembro, >> eu lembro, eu estava lá, >> ela tava lá. Então eu juntei isso assim, por que que a gente escolhe o caminho da violência, né? O que que acontece na gente esses caminhos? >> E quando eu fui autografar, venderam todos os livros por causa do tal capítulo que eu sofri tanto para escrever. Então eu acho que isso tinha todo um, né, um contexto, né? Então o título ele significa que se você não fizer movimento, a sua

dos os livros por causa do tal capítulo que eu sofri tanto para escrever. Então eu acho que isso tinha todo um, né, um contexto, né? Então o título ele significa que se você não fizer movimento, a sua vida não acontece. E nós temos um planejamento reencarnatório que a gente se combinou de cumprir, mas se a gente não caminhar, ele não se cumpre por si só. É preciso você ir nessa direção. Mas por que que eu disse que é a vida que te encontra? Porque a vida vai abrindo inúmeras possibilidades. Se você fica parado, você só vê essas possibilidades. Quando você caminha, aparece essa, essa, essa. Vão aparecendo tantas possibilidades, a vida vem ao seu encontro. Você dá um passo, Deus dá 1000. Mas se você não der o um, o rola. Então, o caminho é que a vida te encontra é o que eu tenho vontade de dizer para tudo aquele que tá emperrado, aquele que tá com medo, aquele que tá dando volta em círculo, aquele que acha que tem que tá pronto para poder andar, aquele acha que tem que ter força para sair, que tem que saber muito para fazer uma palestra, que tem que tá preparado 100% para acontecer na vida. Só que não. A vida é esse eterno caminhar, esse eterno arrumar. Você já reparou que a gente arruma o setor da vida, tem outro que desarruma. Aí a gente arruma esse, desarruma o de lá. Pois é, nunca vai estar tudo arrumado, porque é justamente nessas sucessivas arrumações que a gente vai melhorando o nosso modo de ser. Então é para caminhar. A vida te encontra. Ela ela tá aí aberta para todos nós. Mas se a gente não for nessa direção, os leprosos não seriam curados, né? Se eles não fossem procurar os sacerdotes, a cura te encontra se você caminhar. Então é isso. Quando eu vi a frase, é ela é essa. >> Perfeita. E é uma frase forte, é um título forte que a gente não esquece, né? Muito bem construída. Olha, e já tem amigos que fazem graça comigo. O próximo livro é corre que a Vita te encontra. >> Encontra. Pois é. E aí, só para sinalizar pros internautas, o capítulo ao qual Ana Teresa se referiu é o capítulo seis, As

os que fazem graça comigo. O próximo livro é corre que a Vita te encontra. >> Encontra. Pois é. E aí, só para sinalizar pros internautas, o capítulo ao qual Ana Teresa se referiu é o capítulo seis, As Faces Invisíveis da Violência. Eu aproveito para dizer que você pode ler o livro capa a capa, como eu fiz, voltar paraa capa e ler todoinho de novo como eu fiz. ou você pode ler alternadamente, salteadamente, os capítulos são independentes, embora eles se completem, né? Então vamos seguir aí com a Elizabeth perguntando pra Ana Teresa sobre esse livro. >> Ana, ainda nessa linha de despertar, né, no primeiro capítulo, você nos convida justamente para acordar. Na verdade, em vários capítulos tem essa convocação pra gente se acordar, despertar, né? E aí, nesse primeiro capítulo, você até resgata uma afirmação de Paulo de Tarso, né? Eh, >> desperta que dorme, >> levanta-te, né? >> E aí você faz uma diferenciação entre aqueles que estamos na condição de andarilho e aqueles que estão na condição de peregrino. Você poderia falar um pouquinho mais para nós sobre essa diferenciação e e o que que isso tem a ver com o nosso despertar? Nossa, super bacana essa pergunta. Assim, do ponto de vista original, nós todos somos peregrinos. Sabendo ou não sabendo, somos peregrinos espirituais. Por que peregrinos? Ó, porque é uma jornada e a gente tem uma finalidade que é gravidar paraa unidade divina. Não tem dúvida, é isso aí. Então, a gente reencarna várias vezes para poder alcançar esse lugar que a gente não sabe exatamente como ele é, mas é o caminho, né, paraa angelitude que a gente tá indo. Então, nós somos peregrinos espirituais. Vamos transitar muitos caminhos pra gente chegar a esse lugar mais avançado, que é um caminho que nunca se finda, né, que a gente tem a imortalidade que nos acompanha. Mas o que acontece quando a gente reencarna que a gente tem o esquecimento do passado, nós também temos junto disso o esquecimento dessa nossa nossa origem, a nossa característica essencial. Então

ha. Mas o que acontece quando a gente reencarna que a gente tem o esquecimento do passado, nós também temos junto disso o esquecimento dessa nossa nossa origem, a nossa característica essencial. Então a gente fica na vida esquecido que é peregrino. Isso é estar na vida de modo andarío. Então andarilho e peregrino não são oposições. Eh, quanto mais eu vou afinando isso, eu vou perdendo as características de andarilho e vou me aproximando mais e me afinando mais. Caraca, mas eu sou peregrino, entende? Então, quando eu me encontro com isso, e é interessante que de tempos em tempos a gente tem um chamado para isso. Quando a gente percebe, por exemplo, que tá tudo legal na minha vida, mas eu não tô feliz, o que que acontece, que me falta? Se eu não me conecto com essa minha origem espiritual, eu fico achando que o que falta é de ordem material. Aí eu persigo isso. Daqui um pouco isso também não me sacia. Então, a gente pode ficar anos e anos e às vezes uma encarnação inteira nos tomando como andarilho, que andar é como ele apenas anda, não se dá conta de que destino, não tem nenhuma ocupação com a transformação que tá acontecendo consigo. você conversa com um peregrino que vai a caminho em Santiago, por exemplo, que vai pra Índia ou qualquer coisa, ele tem um propósito, ele quer chegar no destino final e ele tem aquela coisa da conexão com ele mesmo. Geralmente tem uma doença terminal, aconteceu algum trauma, tá querendo se reencontrar, tem alguma coisa acontecendo ali com ele em que ele entende que a conexão dele com ele é essencial nesse momento. Aí faz os esses caminhos sagrados por aí ou pessoas que vão de joelho numa igreja de tantos degraus e que faz um caminho de Aparecida, não importa qual é, mas isso simbolicamente eu entendo que representa essa sensação de que olha, a vida não deve ser só isso, eu devo ser algo muito mais. E tem uma coisa que é, eu ainda não cheguei a ser quem eu sou. Eu tenho uma sensação que eu ainda não fiz o que eu vim fazer aqui de dever de casa. Isso

deve ser só isso, eu devo ser algo muito mais. E tem uma coisa que é, eu ainda não cheguei a ser quem eu sou. Eu tenho uma sensação que eu ainda não fiz o que eu vim fazer aqui de dever de casa. Isso é você se dando conta. Opa, eu sou peregrino. Então eu posso não nomear, mas é isso. Eu posso estar na vida consciente de que eu sou peregrino ou esquecido disso e aí me tomo como um andaria. >> Ótimo, Ana. E aí a gente aproveita já para perguntar pros internautas quem está se reconhecendo peregrino e quem está se reconhecendo andarilho, né? Então coloque aí no chat se quiser colocar, se não fique com essa pergunta e já vá pro primeiro capítulo do livro que é maravilhoso. Ana, eu quero aproveitar e fazer um destaque do seu texto nesse livro especificamente, eh, que são as referências intertextuais e os exercícios que você traz. Então eu fui lendo esse livro, estudando e muito curiosa com isso. Sobre as várias referências. Ainda há pouco nós falamos sobre a a citação de Paulo e o desperto ou tu que dormes, mas nós temos dezenas de referências excelentes. Você faz uma, faz a gente reler o Leon Deli, o problema do ser, do destino da dor. Muitas citações maravilhosas de Emanuel que eu lia e ficava, como é que ela achou isso? Como é que ela achou isso? e citações de Joana de Angeles, também de Kardec. E eu queria te perguntar, essas referências, elas decorrem da leitura de uma vida inteira ou você fez um trabalho de pesquisa específico para esse livro? Nos fala sobre como foi essa construção aí com as referências todas. >> É a primeira resposta sua. O que que acontece quando eu vou fazer palestras? Eu estudo bastante antes, me preparo, decoro, faço a sequência da palestra que eu vou falar e tal e vou fazendo as articulações. Eu acho que é uma coisa que a academia me deu. Eu fiz mestrado, doutorado, especializações. Então, assim, eu tenho um treino acadêmico de fazer articulação de textos. Então, como é que eu fazia isso na academia? Eu fazia fichamentos, muitos fichamentos.

mestrado, doutorado, especializações. Então, assim, eu tenho um treino acadêmico de fazer articulação de textos. Então, como é que eu fazia isso na academia? Eu fazia fichamentos, muitos fichamentos. Então eu fui ganhando essa autonomia e e esse repertório, digamos assim. E não foi diferente. Quando eu comecei a entrar nessa avenida de fazer palestras, eu faço a mesma coisa. Eu tenho várias coisas fichadas que hoje tem recursos tecnológicos muito mais fáceis, né, disso, mas eu ainda curto muito canetinha amarela, lápis e o meu caderno. Então eu tenho vários cadernos com essas minhas. Isso é isso mesmo. Isso sou eu também. Olha, eu sou exatamente assim. Então aí diz assim: "Gente, eu já li isso. Então eh me me aparece assim, eu tô escrevendo, hum, aí eu já li isso. Pera aí, pera aí, pera aí Joana que fala isso. Então pera aí, Leon Deni que fala isso e tal. Então isso vai me aparecendo de um treino que eu já tenho e das várias coisas que eu já tenho fechado. Então poderiam ter muitas outras referências, mas essas são as que eu já tinha vivido, experimentado. Quanto ao Leão Deni, eu tenho uma paixão profunda por esse livro. Qual é o livro que você mais gosta do Tino Espírito? É o problema do Creo e do Destino. Em segundo lugar, Paulo Estevo, mas número um para mim é esse, porque é impressionante aquele jeito filosófico e poético dele, assim, é tudo para mim. Eh, eu converso com esse livro e cada vez que eu leio é outra coisa e eu assinalo outra coisa. É uma coisa de maluco esse livro. eu, então assim, eu cito muito ele porque eu gosto demais dele. Então é isso, assim, as minhas citações são assim, eu não pesquisei para isso aqui, já tava comigo e eu fui fazendo as articulações. >> Perfeito. Vamos seguir com a Elizabeth então, >> Ana, agora a gente vai falar um pouco sobre os exercícios, né? Em alguns capítulos você propõe pra gente, né, alguns exercícios de autoencontro, de autoobservação, de autodescobrimento. E assim são a gente quer destacar assim a pertinência desses desses exercícios,

alguns capítulos você propõe pra gente, né, alguns exercícios de autoencontro, de autoobservação, de autodescobrimento. E assim são a gente quer destacar assim a pertinência desses desses exercícios, como que eles são didáticos, né? E aí a gente queria que você contasse um pouco pra gente como foi a história de surgimento desses exercícios, se você pensou exclusivamente para o livro ou se você já os utilizava em outras experiências, né? E também os feedback que você tem recebido dos seus leitores em relação a esses exercícios, porque também é também são diferenciais no seu livro, né? >> São bom, primeiro, por que que eu coloquei exercício nele? porque eu tinha um propósito com ele. Ele não era um livro, eu não queria que fosse um livro eh tão somente para ler. Eu queria que a pessoa experienciasse esses capítulos. Como eu não ia poder estar junto com a pessoa, olhando com ela e fazendo as perguntas, então eu pensei: "Então, então eu vou colocar o que eu faria com ela nesse assunto para ela poder dar uma caminhada". Então, alguns exercícios eu já havia experimentado em outras circunstâncias e trouxe para cá. Outros eu criei especificamente para ele. >> Maravilha, Ana. E eu diria pros internautas que é que os exercícios são a cereja do bolo. É o diferencial desse livro. E fiz todos os exercícios, todos. E aí no capítulo que não tinha exercício, eu ficava triste porque eu tava ali lendo, tava querendo esse não deu tempo de eu criar. não tem uma tarefinha aqui. Bem, fiz todas as tarefinhas, eh, com muito carinho, com com empenho mesmo, né? Mas eu queria te perguntar também, Ana, sobre a sequência desses capítulos, né? Desde o despertar até o silêncio, que é o tema que está lá no 10o capítulo, inclusive com uma meditação extraordinária, aquela meditação do orante, >> eh, que eu tenho feito desde que li, né? De vez em quando eu me pego, eu tenho que fazer aquela meditação de novo. Mas eu queria te perguntar sobre a sequência desses capítulos. Eles nos parecem ser uma espécie de travessia para o leitor,

é? De vez em quando eu me pego, eu tenho que fazer aquela meditação de novo. Mas eu queria te perguntar sobre a sequência desses capítulos. Eles nos parecem ser uma espécie de travessia para o leitor, como se fosse um roteiro, não só de autodescobrimento, mas de uma iniciação a essa condição de ser peregrino. Eu queria que você nos falasse sobre essa sequência. Você havia inicialmente já pensado sobre essa sequência ou ela foi se construindo à medida que você foi escrevendo? >> Olha que bacana isso que você tá me trazendo. É verdade. Foi uma coisa que foi surgindo aos poucos e eu mexi várias vezes nessa sequência. Não, acho que primeiro é esse não. Acho que não. Acho que tem que ser aqui. Esse primeiro silêncio. Eu tinha certeza que era o último, mas os outros eu fui dosando assim. E aí eu ia lendo de novo assim, não, então agora é melhor botar isso aqui. E assim eu fui caminhando. Agora quando eu vi as categorias que você botou aqui, eu não tinha pensado nelas. Eu adorei o que você fez em categorias, né? Você fez muito legal crescer, aprender. Falei: "Nossa, que fantástico. Eu fiz isso intuitivamente, ela deu uma estrutura tão bacana, eu fiquei muito feliz. Então, foi >> é o trabalho de quem ler, né? a gente vai lendo e vai categorizando. >> É, não ficou maravilhoso. Então, foi assim, eu fui sentindo a melhor sequência medida em que eu eh fui preparando, mas eu não tinha ela ela antes, >> tá? Eh, e aí eu acho que o título do livro também serve para a produção do próprio livro, né? Escreve que a sequência se mostra, né? >> Não é >> escreve que a sequência se mostra. Sim, sim, sim. Verdade. E tem mais uma coisa. Você falou a palavra travessia e eu gosto muito dessa palavra >> porque a gente tem uma palavra positiva que é superação, que é uma boa palavra, mas às vezes eu acho que ela vai para um lugar equivocado, né? Então, por exemplo, luto não se supera, dor supera, medo não se supera, tudo isso a gente atravessa. Por que eu digo não superar? Porque superar primeiro que nos dá pressa. Você

lugar equivocado, né? Então, por exemplo, luto não se supera, dor supera, medo não se supera, tudo isso a gente atravessa. Por que eu digo não superar? Porque superar primeiro que nos dá pressa. Você não superou isso ainda, né? Você tem que superar isso, aquilo, aquilo, outro. É, é, é um lugar muito exigente, né? >> Então, quando eu falo de atravessar, significa que quando a gente atravessa, a gente vai se transformando na travessia. Talvez, se você só pensar em superar, pode ser que você deixe sem passar em alguns lugares importantes que seriam necessários para você. Na travessia, inevitavelmente vai, você vai se encontrar com o que você gosta e com o que você não gosta, que eu acho que é o nosso processo de amadurecimento. A gente precisa passar por aquilo que a gente não gosta e também pelo que a gente gosta para sair fortalecido do lado de lá. Então, sim, esse livro é uma travessia sim minha e que eu proponho que as pessoas também possam atravessar. >> OK. Vamos seguindo, Elizabete. >> Vamos seguindo. Tá ótimo. Nossa. Já que Ana Teresa e Deniscia fizeram referência aqui ao capítulo do silêncio, então eu vou aproveitar deixo porque todos os capítulos são assim maravilhosos, são excelentes, trazem reflexões muito profundas, né, e necessárias para cada um de nós que estamos nessa caminhada em busca desse autoencontro. Mas o capítulo, o último capítulo do silêncio foi de fato um capítulo que me tocou muito, muito mesmo, muito. >> E deixa as suas ponderações iniciais sobre a sociedade do cansaço, né, até e principalmente quando a gente chega a um método orante, né? Então, eu gostaria de pedir que você falasse um pouco pra gente, um pouco mais sobre esse método, o que é esse método orante que consiste e quais são os benefícios que a gente pode obter a partir da utilização desse método do nosso dia a dia. Esse método orante quem trouxe foi um franciscano. Então, assim como a gente tem Francisco de Assis, que é da cidade de Assis, tem o Francisco, que é da cidade de Ossuna,

se método do nosso dia a dia. Esse método orante quem trouxe foi um franciscano. Então, assim como a gente tem Francisco de Assis, que é da cidade de Assis, tem o Francisco, que é da cidade de Ossuna, na Espanha, né? Francisco de Assis tá na Itália. E o Francisco deuna tá na Espanha, não é o nome original da pessoa, né? É o nome que ele adota. Então, o Francisco deuna em 1527, eu peguei aqui o ano, né? Eh, ele escreve esse abecedário pra gente, né? ensinando a gente um livro fininho, gente, assim, muito baratinho, que eu encontrei na, não sei se editora Paulos, uma coisa muito simples, em que ele acha o seguinte, que as pessoas precisam aprender a orar, que as pessoas não sabem orar, mas os franciscanos usam esse método, mas que nunca foi divulgado, então ele resolveu divulgar como eles franciscanos oram. Então, é método orante, não é? Então ele ensina esse método que eu achei um método de uma profundidade psicoterápica incrível. Eh, eu falei: "Nossa, isso não pode faltar no meu livro, né, para as pessoas conhecerem. Às vezes as pessoas não têm nada nenhuma conexão com a Igreja Católica, não conhece ele, né? Então eu falei: "Mas tem que chegar aqui paraas pessoas também". Então o método orante ele ele é consiste consiste de três silêncios. Então, não é tão simples fazer uma prece franciscana, são três silêncios. Então, o primeiro silêncio é em relação a você mesmo, no sentido de você decidir o que que você vai pedir nessa sua prece. Então, você precisa se encontrar com você, silenciar o que você tá fazendo, parar o que você tá fazendo. Bom, hoje a minha prece, eu quero cuidar desse assunto aqui. Eu ando muito ciumento, tô sofrendo demais com meu ciúme, por exemplo, né? E eu não tô aguentando isso. Eu tô precisando de uma clareza, né? E vocês lembram que no Evangelho, eh, o Kardec separa lá que a gente pode pedir quatro coisas numa prece, né? Clareza, força, conselho e assistência, né? Então, gente, e o Kardec colocou lá pra gente também um método orante. Então, o primeiro silêncio é esse, você

ente pode pedir quatro coisas numa prece, né? Clareza, força, conselho e assistência, né? Então, gente, e o Kardec colocou lá pra gente também um método orante. Então, o primeiro silêncio é esse, você encontrar com esse assunto que você quer tratar. Então, olha que que lugar bonito de autorresponsabilidade, né? Em vez você, ai senhor, eu quero me dê paciência, prece pedinte, né? Uma outra coisa, essa prece responsável. É esse assunto aqui que eu quero tratar. Escolhe um só, viu, gente? Escolhe da a vida toda, não, que é muita coisa com uma prece. Então, e aí ele diz pra gente não se perturbar com desejo. Ah, eu tô sofrendo porque eu quero comprar um carro, pelo amor de Deus, né? Então, assim, o assunto precisa ser um assunto de peregrino, né? E aí ele vai dizer assim: "Aí você precisa do segundo silêncio para essa prece continuar, precisa do segundo silêncio, que é você silenciar eh os barulhos externos. Eh, primeiro que a gente tá fazendo é externo. Agora você vai silenciar o barulho interno, que são dos julgamentos que a gente faz. A gente tem muito julgamento, né? Até do que a gente tá pedindo a gente julga. De quem a gente é a gente também julga. Então o segundo silêncio ele é mais profundo porque ele diz inclusive que a gente vai precisar sim lutar de algumas coisas, tipo quê? Aquilo que não foi como você queria que fosse, seus sonhos mortos, né? Então, a gente se encontra com algumas coisas, é, sabe, Deus, não foi mesmo aquilo que eu queria, que triste, que, né, que sofrido isso. Então, ele disse, mas não faz um julgamento. Ah, eu fui burro, eu fui eh inconsequente. Sem julgamento, só fala, né? Eu me entristeço por causa disso, eu me entristeço por causa daquilo, só fala. E o terceiro silêncio que eu encontrei uma semelhança com uma página do Emanuel não duvides, que é o silêncio entre você e Deus. É, mas como é que fazer esse silêncio com isso? Eu tô conversando com ele? Não. O silêncio é da dúvida que a gente tem. Se Deus vai mesmo atender a minha prece, se eu sou digno de ser atendido na minha

, mas como é que fazer esse silêncio com isso? Eu tô conversando com ele? Não. O silêncio é da dúvida que a gente tem. Se Deus vai mesmo atender a minha prece, se eu sou digno de ser atendido na minha prece ou algum ceticismo que me apareça, né? Ah, te faz a prece. Ou então Deus tinha que saber o que que eu preciso, né? Então silenciar essas nossas queixas infantis da nossa relação com o criador. Ele tá atento a você. Es uma questão de sintonia. Então no terceiro silêncio é silenciar essas vozes. E aí eu vou só dar um exemplo aqui desse livro que é lindo do Emanuel levantar e seguir. Eu já gosto, né? desperta, levanta, anda. Vem eu. Mas aqui tem um texto do Emanuel de uma frase que eu gosto, incrível. Os falsos profetas vivem nos recessos do nosso próprio ser. Então, a gente quando estuda o capítulo dos falsos profetas e os falsos Cristos, a gente acha que é fora. Aí eu mando dizer assim, deixa eu só te falar uma coisa, fora é facinho da gente tirar, né, a dúvida, mas e dentro? Os falsos profetas são esses que dizem assim: "Ah, precisa pedir, né?" Ou então, ah, quem sou eu para Deus atender, minha prece, né? Eu não presto, eu não sirvo para nada. Então, esses falsos profetos que falam falsas profecias a nosso respeito são as nossas experiências negativas, residuais, que ainda estão conosco, que a gente precisa silenciar, porque elas encontram ressonância com a espiritualidade inferior. Então, eu preciso fazer no meu método orante aprender a silenciar. E aí eu eu ensino isso lá na na nossa instituição. Fala assim: "Agora não, esse pensamento agora não. Ah, mas agora não. Eu tô conversando com Deus. Você fala isso para você mesmo? Não, agora eu tô conversando com Deus. Eu sou filho. Qual é o pai que não quer escutar o filho? Tô falando com ele agora. Então, qualquer falsa profecia que chegar é não, agora não. Então, o método orante para mim é o método de autoconhecimento, de conexão, de peregrinação, né, de meditação, de nutrição espiritual, um lugar muito adulto, viu?

profecia que chegar é não, agora não. Então, o método orante para mim é o método de autoconhecimento, de conexão, de peregrinação, né, de meditação, de nutrição espiritual, um lugar muito adulto, viu? >> Nossa, Ana, agora você levou, elevou mesmo o tom aqui, não é? Deu uma emoção total aqui. Eu me senti muito conectada com forças espirituais muito sensíveis nesse momento. E aí eu vou pedir para você repetir o título do livro do Francisco Orsuna, que eu sei que os internautas já estão colocando lá no chat pra equipe eh o título do livro, porque aqui sempre que aparece um livro citado, os internautas colocam a pergunta. Vou colocar aqui, ó, terceiro abecedário da vida espiritual. Francisco de Ossona. Sim. >> É uma editora FFB, eu acho que deve ser bíblica, >> né? >> De 2016. >> É um livrinho muito fácil de achar, baratinho, >> fica a referência aí junto com o caminho que a vida te encontra, né? Então fica essa dica aí. Ana Elizabeth falou no 10o capítulo, que foi um capítulo que tocou muito o coração dela, mas o capítulo que me pegou e fez com que eu relesse ao terminar a última página do capítulo e voltar e ficar pensando dois dias foi o oitavo, que é aquele capítulo em que você traz a árvore da sustentação da vida, a necessidade de nutrirmos os nossos projetos existenciais. Se você nos leva a perceber que um grande foco da vida, aliás, que um grande desafio da vida adulta é ter foco, persistência e enraizamento. >> E eu queria te perguntar se quando falta essa percepção de vida que envolve foco, persistência e enraizamento, isso pode ser uma fonte de tanta infantilização de adultos que estamos vendo atualmente? Nossa, eu costumo dizer que para ser espírita precisa ser de modo adulto, porque pra gente compreender as verdades espirituais, a gente precisa de uma adulteza. Senão a gente vai achar que lei de causa efeito é punição em castigo e recompensa. Se a gente vai achar que céu é nosso lar e umbral é inferno, a gente vai para compreensões tão imaturas, porque a gente é imatura emocionalmente. Então a

ausa efeito é punição em castigo e recompensa. Se a gente vai achar que céu é nosso lar e umbral é inferno, a gente vai para compreensões tão imaturas, porque a gente é imatura emocionalmente. Então a nossa leitura fica restrita, né, à nossa imaturidade. As nossas leituras, elas se tornam tão narcísicas, né? Eu eu só entendo do que tá lendo ali de acordo com a minha imaturidade aqui. Então, ser espírita convida a gente a ser adulto, sabe? Porque assim, para poder acessar a profundidade, que são as verdades espirituais, você tem que dar uma crescida, sabe, nesses nossos mimimis enormes que a gente tem. Então, quando eu falo de sustentação do crescimento, eu gosto de uma passagem da mulher hemorroíça, é um detalhe tão pequeno da mulher hemorroíça. Olha só, quando a mulher hemorroíça diz para ele, fui eu que toquei suas vestes, ele diz que a fé dela curou e ele ainda diz assim: "Permaneça curada". Então, e essa frase eu leio assim: "Mas por que que Jesus desejou que ela permanecesse curada?" Porque ele sabe que a gente se cura e volta a adoecer, que a gente precisa a para além da cura adotar modos diferentes de viver, de ser, para sustentar a cura. Sabe o que acontece quando a gente volta a deslizar? A gente duvida se tinha que ter crescido. É um raciocínio primeiro que vem pra gente. Poxa, eu fui na casa espírita, eu fiz tratamento, eu fiz não sei o qu, eu não melhorei, então não adianta eu ir, entende? Então é assim, é assim que a gente tomou, começou a tomar um remédio, por exemplo, né? Ih, me deu dor de cabeça, não vou parar de tomar esse remédio. Então, a gente, quando a gente dá passos na direção de alguma coisa para nos melhorar, a gente precisa sustentar aquela cura, aquela melhora. Se a gente não sustenta, a primeira dúvida que vai dar, tá vendo? Não devia ter dado esse passo, ó lá, ó, escorreguei, morri na praia, né? Tão interessante isso quando a gente vai entendendo assim, não, quando o crescimento vem, vai pedir de nós enraizamento, sustenta, segura, fica. Não é assim que fica numa aula de

, morri na praia, né? Tão interessante isso quando a gente vai entendendo assim, não, quando o crescimento vem, vai pedir de nós enraizamento, sustenta, segura, fica. Não é assim que fica numa aula de ginástica, de yoga, fica aí, não tira o pé daí não. E a perna começa tremendo, gama, fica, fica. Então, por quê? Porque sustentar é que vai consolidar o passo dado. No próximo exercício, a sua perna já vai aguentar um pouquinho mais, um pouquinho mais e assim vai. Então, curar, ótimo, mas para além disso, como Jesus falou para ela, que você permaneça curada. Então, que a gente possa permanecer curado. Mas para isso, que que é que eu preciso fazer? Poxa, mudar os movimentos. Se ele não falou lá pro cego, meu filho, você volta para casa, mas não volta pra aldeia não, pelo amor de Deus, porque voltar pra aldeia nos deixa cegos pro caminho de volta para casa. Então eu penso, por isso que eu coloquei esse capítulo aí, que a gente precisa, além de crescer, encontrar movimentos novos que você precisa empreender para sustentar seu crescimento, porque a nossa tendência a voltar aos velhos caminhos é muito grande ainda, que a gente é bebezinho nesse sentido. Acabamos de vir do mundo primitivo, ainda não estamos nos mundos celestes, mas temos realmente ainda dificuldade de sustentar. A gente fala assim, ó, não só dessa vez, né? Não fala isso não, não, só hoje, não. É, mas é só um pouco, né? Então, é por isso esse capítulo ele tem esse tom. Eu imagino que ele tenha te tocado como a mim me toca também. A gente precisa enraizamento. E o enraizamento é um lugar que ninguém vê. Quando você tá fazendo um processo de enraizamento da sua alma, ninguém tá vendo isso. Parece que não tá fazendo nada, porque ele é um processo da alma com a espiritualidade. Ele não é ainda traduzido em ações. Passa a se traduzir em ações quando a árvore sai, né? Quando aquela sementinha rompe a terra e vem. Aí tá todo mundo vendo, mas não sabe o tempão que aquela raiz lá embaixo tá se esticando, né? ganhando lugar, pegando água, nutriente.

o a árvore sai, né? Quando aquela sementinha rompe a terra e vem. Aí tá todo mundo vendo, mas não sabe o tempão que aquela raiz lá embaixo tá se esticando, né? ganhando lugar, pegando água, nutriente. É a gente, né? Se preparando, se colocando. É isso. Nossa, maravilha, né? Se eu já gostava do capítulo, penso agora como é que eu tô com relação a esse oitavo, né? >> Eu fiquei, eu continuo pensando, né, na minha nutrição, nas minhas raízes, o que é que eu tenho feito, >> é? O que que te nutre? O que que te enfraquece? O que que te sustenta? Você vai precisar de quem para te ajudar nessa sustentação? Tem um capítulo do caminho verdade e vida, eu me lembrei dele, né? Façamos nossa luz que Emanuel diz assim: "Olha, durante um tempo você vai precisar das luzes dos outros, sim, tá certo? Mas depois de um tempo você tem que fazer a sua por. Primeiro para você se iluminar e não depender das luzes dos outros. Mas porque em algum momento alguém vai precisar da sua também. E assim é o processo solidário de crescimento, né? Nós somos luzes para alguém durante um tempo, mas depois esse tem que seguir e nós também. Então a gente precisa aprender a fazer luz no coração, né, nos nossos passos. Aí >> maravilha. Então para quem tá pensando em anotar o capítulo é eh faça a luz. >> Façamos nossa luz. Caminho, verdade, vida. >> Façamos luz. Isso. Fica aí. Vamos seguindo, Elizabe, porque eu tô olhando aqui pro relógio e eu não sei o que que acontece com o tempo nesse programa, né? >> Ai, meu Deus. Ele é muito mais rápido do que a gente quer. >> É. Ah, meu Deus. Vamos tentar aproveitar o máximo, então, >> aproveitar essa referência que Ana Teresa fez a cura do cego, lá no no segundo capítulo do livro As dores da alma e o sofrimento. Você afirma que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. E na sequência apresenta o exemplo do cego, né, de Betsider. você poderia explicar um pouco essa sua afirmação e associada a esse exemplo, né, de cura do cego? >> Eh, o que eu tô falando nesse capítulo é

a sequência apresenta o exemplo do cego, né, de Betsider. você poderia explicar um pouco essa sua afirmação e associada a esse exemplo, né, de cura do cego? >> Eh, o que eu tô falando nesse capítulo é assim: as dores fazem parte da vida de todos nós, mas a maneira como eu experimento a dor é o que a gente chama de sofrimento. Isso é uma separação didática. A gente pode, às vezes a gente troca dor pro sofrimento, não tem problema. Mas eu acho que essa confusão também que a gente faz de palavra é porque a gente não sabe diferenciar isso. O que que na experiência que eu tô tendo é a dor propriamente dita e o que que é a complicação que eu faço dessa dor? Então, por exemplo, eu posso, não sei, cortar o meu braço, mas eu começo a ficar com raiva de mim, de ter deixado o meu braço desprotegido e por isso eu me feri ou com raiva de quem me feriu. Então, eu fico com duas coisas para enfrentar. o ferimento propriamente dito e esse mal-estar enorme que eu tô sentindo de raiva de mim ou de alguém, porque aquilo não deveria ter acontecido. Com isso, eu perco forças de resolver o corte propriamente dito. Então, como a gente tem o arrastamento das más paixões com uma facilidade enorme, por isso que a palavra é arrastamento. Eh, e paixão também é o que a gente é apaixonado. A gente não é arrastado porque a gente não gosta. Eh, nós somos profundamente arrastados por essas paixões de autocomiseração, de julgamento dos outros, de vontade de se vingar e etc. Então, a gente se demora muito mais tempo numa dor do que poderia. Então, uma dor poderia vir e passar num determinado tempo, mas ela fica muito mais tempo e nos exaure psíquica e espiritualmente desnecessariamente. É o tipo de coisa que não eleva a alma. Então, quando Jesus fala: "Bem-aventurados os aflitos", ele não tá se referindo a aqueles que fazem sofrimento da sua dor. Ele tá se referindo daquele que tá em conexão com a sua dor. Porque às vezes a gente mora no sofrimento para não se conectar com a dor propriamente dita. Então você pode, por exemplo, numa

da sua dor. Ele tá se referindo daquele que tá em conexão com a sua dor. Porque às vezes a gente mora no sofrimento para não se conectar com a dor propriamente dita. Então você pode, por exemplo, numa separação afetiva, em vez de você lidar com a dor daquilo que se partiu, dos seus sonhos que se desmancharam e com a dor da solidão que tá chegando, você pode se demorar no sofrimento. Nossa, mas eu fui traído, nossa, mas eu fui tão legal, não é? Não é? E me demoro demais nesse outro lugar, não tô olhando para cá. E eu me lembrei aqui de uma coisa muito rápida. Eu terminei uma sociedade profissional porque a gente não tava mais se ajustando. E pra gente, a gente tinha um grupo enorme de pessoas que estudavam conosco e a gente tinha que anunciar que a gente não ia estar mais junto a partir daquela data. E eu tava muito mal com aquela separação, não tava nada bem. Ele fez maior teatro no dia da separação, levou uma placa para me agradecer e não sei o quê. Eu fiquei muito brava. Eu queria jogar aquela placa no chão, se eu pudesse tanta raiva que eu tava sentindo e não sei o quê. E aí eu saí de lá, acabou o evento, um beijo, um queijo, fum embora e eu me encontrei com um amigo no dia seguinte. Aí eu contei para ele o que tinha acontecido e a minha raiva toda veio, né, toda outra vez. Quanto mais a gente fala, mais raiva tem, né? E aí ele falou assim: "Você queria que ele fizesse o quê? Ele te desse um buquê de flores". Diz: "O quê? Se me desse um buquê de flores, eu jogava no chão. E você queria que ele fizesse o quê?" "Nada." "E se ele não fizesse nada?" só dissesse: "Olha, nós estamos sentindo aqui, ia ser melhor". Aí eu falei assim: "Não, não ia ser melhor". Assim, então não é isso. Você tá com raiva da placa, da flor ou do nada? Não, você tá muito mal porque acabou. Olha pro que acabou. Isso é conexão com a dor, entende? Sofrimento era eu. Ai, por que ele? Por que ele? Porque me deu flor, porque me deu placa. Isso é sobrenta. Quando ele falou para mim, olha pra sua dor, tá

ue acabou. Isso é conexão com a dor, entende? Sofrimento era eu. Ai, por que ele? Por que ele? Porque me deu flor, porque me deu placa. Isso é sobrenta. Quando ele falou para mim, olha pra sua dor, tá doendo porque acabou. Nossa, aí eu chorei que só parei de reclamar, começou a chorar. Era essa dor que eu tava evitando sentir e eu tava mergulhada no sofrimento. Então, nesse capítulo, eu queria que as pessoas pudessem entender isso, não é? Que a gente precisa enfrentar as nossas dores. Sim, são elas que trazem o verdadeiro crescimento pra gente. >> Ótimo, Ana. E aqui eu já vou aproveitar colocar uma pergunta eh sobre transformação moral, que o seu livro é uma proposta prática de transformação moral, pelo menos até onde eu consigo enxergá-lo. Bem naquele sentido que Allan Kardec apresenta no capítulo 17 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, que é o ser de perfeitos, o item quatro, os bons espíritas. Embora você não use essa palavra, essa expressão, aliás, que é do século XIX, né? O processo continua com outros nomes, né? >> Mas esse nome especificamente é um nome que designava esse processo de autocuidado e transformação no século XIX. E o seu livro tem um capítulo específico sobre o luto e um outro capítulo sobre as dores. E aí eu queria te perguntar, esse enfrentamento do luto, esse viver dores como essa que você exemplificou agora, são parte dessa transformação moral que é domar as mais inclinações lá apontado por Kardec. Como é que vocês >> corciona isso? É, embora não tenha feito essa junção, mas você tem toda a razão. A gente tem vários lutos que a gente passa na vida, né? Muitos. A gente tem o luto dos sonhos que não se realizaram, temos luto pelas perdas que aconteceram na vida da gente. Até a perda da da vitalidade física é um luto, né? A gente vê que o nosso corpo não faz aquilo que fazia um tempo atrás, agilidade da memória que eu tinha. E a gente precisa dizer: "É isso sim, é isso, acabou". Findou. A gente, eu costumo dizer que a gente é bom de iniciativa e ruim de

z aquilo que fazia um tempo atrás, agilidade da memória que eu tinha. E a gente precisa dizer: "É isso sim, é isso, acabou". Findou. A gente, eu costumo dizer que a gente é bom de iniciativa e ruim de acabativa, né? Porque a gente é bom de começar coisa, mas para acabar, meu Deus, como a gente só para fechar uma coisa, para terminar, para dizer não, para ir embora, para despedir. E eu sinto que espírita ele lida mal com esse assunto. É um tal de dizer que a morte não existe e aí não olha pro que dói. Tá bom que a morte não existe no sentido de que a vida continua, mas existe uma morte que a gente precisa olhar. Eu não vou ser mais o mesmo nunca mais. Quando alguém desencarna, ela vai para outra dimensão e a minha vida tem que se refazer em termos de sentido e direção. Se você não entender que morreu, você não consegue renascer. Então, a frase que tá na lápide do Kardec é: nascer, viver, morrer, renascer. Então, tem um morrer, gente. Por que que espírita não pode olhar pra história da morte ao negócio? Parece até um sei lá, um esqueci a palavra, um tabu falar. Não, mas a morte não existe. Mas pera, calma. Num certo sentido, ela existe sim. E a gente precisa olhar para ela. A gente precisa no enterro, por exemplo, a gente precisa ver a pessoa no caixão. Sim, precisa ver. Não importa se vai cremar. Mas pessoas que não puderam enterrar seus mortos porque ficou carbonizado ou porque ficou em outro país ou porque ninguém achou no oceano, são pessoas que demoram anos para conseguir elaborar aquele fim. Porque a gente precisa, nós estamos na carne, a gente precisa de ritos, a gente precisa de conexões também de ordem material pra gente poder acreditar que aconteceu. Então, luto, travessia, morte, espírita precisa tratar melhor esse tema. Eu acho a gente muito mal elaborado nesse tema. É como se a gente desse uma driblada no tempo. Não, a morte não existe, a vida continua. Olha, quando eu passei por luto, inúmeras pessoas quando eu tava triste, diziam assim: "Mas você sabe que a morte não

se a gente desse uma driblada no tempo. Não, a morte não existe, a vida continua. Olha, quando eu passei por luto, inúmeras pessoas quando eu tava triste, diziam assim: "Mas você sabe que a morte não existe?" Por que que você tá chorando? Hum. Alô. Obrigado. Essa frase não me consolou. Não consola dizer para uma pessoa que a morte não existe. O que consola é dizer: "A vida continua, mas nesse momento você precisa se recuperar". Então, pra gente poder entender a morte nesse sentido de que é preciso morrer, se dá conta do que que tá morrendo para você abrir espaço pro que tá nascendo. Senão você fica com um pedaço com um capítulo não lido do seu livro. Você pulou da página um para três, vai fica faltando sentido. Para te chegar na três tem que passar pela dois. Então, eu coloquei esse capítulo propositalmente quando eu tava falando sobre dores, porque eu acho que a gente precisa entender o luto na perspectiva espiritual de uma maneira mais profunda, sem ser essa esse bypassing que a gente vai fazendo, sabe? O desencarnado também passa por luta. Quando a gente atende um espírito rinomica, a gente vê que ele precisa também se despedir de tudo que ficou. Como foi difícil pro André Luiz voltar e ver a sua família totalmente diferente, a mulher casada com outro, ele tinha que se lutar daquilo, ele precisava se despedir daquilo. Eu não sou mais aquele, nunca mais vou ser aquele. Então, aprender a se despedir era uma tarefa pra gente, não é negar, né? Então, era isso que eu queria com esse capítulo, sabe? Que bom, Ana. E é um capítulo que mexe com várias pessoas. À medida que eu estava lendo aqui, outras pessoas da equipe também estavam lendo e e era um tal de mandar mensagem de outros para lá e para cá sobre esse capítulo três, como tá mexendo ou que capítulo longo, sabe? Porque ele mexe com a gente mesmo, né? >> É, ele é longo, sim. >> É, mas vamos seguindo. Vamos lá, Elizabe, com você. >> Vamos lá, Ana. No quarto capítulo, aprendendo a cuidar de si mesmo, você afirma que cuidar de si mesmo é

te mesmo, né? >> É, ele é longo, sim. >> É, mas vamos seguindo. Vamos lá, Elizabe, com você. >> Vamos lá, Ana. No quarto capítulo, aprendendo a cuidar de si mesmo, você afirma que cuidar de si mesmo é curar-se. >> Uhum. >> Que essa cura vai demandar diferenciar-se da multidão interna e da multidão externa, né? >> E aí você cita os exemplos do cego de Jericó, Zaqueu, a mulher morroíça, né? você poderia apresentar pra gente algumas situações do nosso cotidiano que que podem evidenciar esses processos de curar-se, né, e diferenciar-se da multidão? >> Uhum. Então, porque quando eu proponho, quando é quando é espírita, é mais difícil do que uma pessoa que não é espírita, sabia? Você propor para uma pessoa autocuidado quando era espírita, ele confunde isso com o egoísmo. Ah, mas isso não é egoísmo e tal. F não, egoísmo é você apresentar pros outros uma pessoa adoecida. Isso é egoísmo. Então, quando a gente no movimento espírita tem todo um trabalho de que fora da caridade não há salvação, e é verdade isso, mas não tá escrito que a caridade é somente você doar para o outro. Não tá em lugar nenhum escrito isso. Então, quando a gente vai entendendo que a gente precisa amar o próximo, cuidar do próximo, fazer eh, né, ter atitudes de altruísmo com o próximo, tá bom? Mas quem é esse que tá fazendo essa tarefa altruística? Quem é esse aqui? É alguém sangrando? É alguém adoecido? É alguém carente? É alguém com fome? Porque se você tiver com fome, carenciado, sangrando, machucado, ferido, você pode até oferecer algo pro outro, mas você vai oferecer precariamente. Então você precisa fazer um trabalho lá e cá. Ao mesmo tempo que você tá oferecendo essa comida pro outro, come também. Ao mesmo tempo que você tá eh oferecendo a palavra, se nutra de palavras também. Vai buscando espaços que você se nutre para você oferecer uma palavra santa, porque senão é uma palavra que vem da sua carência, do seu mal-estar, do seu adoecimento. Então, o cuidado de si mesmo é um lugar que o espírita tem vergonha de falar que

ê oferecer uma palavra santa, porque senão é uma palavra que vem da sua carência, do seu mal-estar, do seu adoecimento. Então, o cuidado de si mesmo é um lugar que o espírita tem vergonha de falar que ele faz isso por ele mesmo. Então, por exemplo, ele começa a perceber que ele tá obsediado, ele faz o quê? Ele tem vergonha de compartilhar com os companheiros da casa que ele tá sob a sede espiritual, como se fosse algo errado, feio. Mas todos nós somos sujeitos à sede espiritual. Isso não é fraqueza, isso é nossa humanidade. Então, é na nossa casa que a gente tem que se curar, é pros nossos companheiros que a gente precisa compartilhar que a gente não tá bem. são os nossos amigos quem frequenta a casa espírita junto conosco. Então, a gente cuida dos assistidos, dos frequentadores, mas a casa espírita é principalmente para você que trabalha. Então, é preciso cuidar de si mesmo simultaneamente, sabe? Eu também não acho que aquela coisa de, ah, eu me cuido primeiro, depois eu dou. Não, porque enquanto eu tô fazendo a tarefa de doação, eu também tô me curando. Porque naquele momento que eu tô fazendo algo para alguém, eu também me desgrudo das minhas autoobsessões. Então, é um processo para mim que é simultâneo. Você cuida de você, tá cuidando do outro. Tá cuidando de você, tá cuidando do outro. Sabe? É lá e cá, cá e lá junto, né? >> Nossa, Ana, que lúcido. Eu ficaria ouvindo aqui sobre esse tema umas duas horas. Especificamente, né? Acho muito importante que nós pensemos que como espíritas nós precisamos nos cuidar e cuidar um dos outros com zelo, com carinho na casa espírita, né? Agora a hora tá chegando. Eu vou fazer a última pergunta e essa pergunta é o que a gente chamou internamente aqui de pergunta bônus, porque ela tá fora do roteiro. >> Mas é uma pergunta que veio de uma leitora de 12 anos. Uma leitora. >> Eu achei isso. Nossa, >> né? Pois é. uma leitora de 12 anos do seu livro, a Alice, eh, que nos mandou a seguinte pergunta, porque ela tá vinculada aqui a um dos membros da nossa

anos. Uma leitora. >> Eu achei isso. Nossa, >> né? Pois é. uma leitora de 12 anos do seu livro, a Alice, eh, que nos mandou a seguinte pergunta, porque ela tá vinculada aqui a um dos membros da nossa equipe, então ela nos mandou aqui é sobre as multidões interna e externa. Essas multidões, pergunta Alice, qual delas é mais perigosa paraa nossa liberdade interior? As multidões internas são as mais perigosas, são, porque a gente tem dificuldade de perceber >> a multidão externa. A gente percebe rapidamente, né? A gente começa a perceber que o ambiente é meio esquisito, que as solicitações do mundo tá demais para mim, né? Então, quando eu falei da sociedade do cansaço, né? Eh, esse filósofo coreano, né? Que é o bicho ran, que fala muito isso. Então, assim, todo mundo tá cansado. Não tem uma pessoa que se encontra, como é que você tá? Tô cansado. Então assim, a multidão externa a gente rapidamente percebe, mas a multidão interna que eu preciso me diferenciar para me curar são eh o métodorante tem a ver com isso, né? Eu consegui me diferenciar desses inúmeros julgamentos que a gente faz de si mesmo, autocrítica, autoexigência que a gente faz. ou tem um tipo de multidão difícil, que é a multidão narcísica que a gente tem também no coração, né? São as os nossas nossas demandas de afeto que chegam de uma maneira muito eh vigorosa. Então, as multidões internas são as mais difíceis da gente identificar. E depois de identificar, o que eu faço com essas identificações, né? Eu preciso muita oração e conexão com aquilo para começar a me trabalhar, a me diferenciar dessa multidão. Eu não sou mais assim. Esse não é o meu jeito mais de pensar. Eu sei que eh isso é difícil, mas eu já tô começando a fazer diferente, né? Não duvidar do brotinho que tá nascendo, porque a multidão desqualifica qualquer brotinho nosso que nasce. Ah, isso isso não é nada, né? Então não é sim, é pouquinho, mas é sim. Então a gente vai fortalecendo os nossos brotinhos, se diferenciando da multidão que diz que a

qualquer brotinho nosso que nasce. Ah, isso isso não é nada, né? Então não é sim, é pouquinho, mas é sim. Então a gente vai fortalecendo os nossos brotinhos, se diferenciando da multidão que diz que a gente não vai conseguir, não é? Então é um processo, né? Eu não poderia deixar de indicar processos psicoterapêuticos, porque eu sou psicoterapeuta. São processos em que o psicólogo vai apontar para você essa multidão e você vai resistir dizendo que não é até o momento em que você cede, não é mesmo? Aí você começa um processo de diferenciação. >> Que ótimo. Então essa foi a resposta pra Alice, não é? Uma leitora de 12 anos. Al. >> Eh, então, estamos chegando, gente, de fato, ao final do nosso programa. Estamos muito felizes. Foi um tempo extremamente instrutivo. É a o primeiro adjetivo, mas foi um tempo qualificado no sentido de ser um tempo de autoencontro conosco mesma que estamos aqui e com quem nos acompanha nesse momento, Ana. Então eu vou aproveitar e pedir já para você fazer suas despedidas pros nossos internautas. Bom, queridos internautas que vão assistir ou que estejam de alguma maneira conectados com a gente em pensamento, quero agradecer a a participação de vocês da Alícia principalmente que contribuiu aí com a nossa pergunta bônus. agradecer a você, Bet, por ter lido o livro, a Denise, a quem tá nos nossos bastidores aqui, fazendo o nosso programa acontecer, todas as transmissões. Eu sou muito grata a tudo isso, a espiritualidade maior e a tudo que nos guia, né, Allan Kardec, Leonir, Emanuel, esses tantos anônimos maravilhosos que nos acompanham a jornada, né? Eu agradeço muitíssimo. Muito obrigada mesmo. Foi um prazer. Tô muito feliz de ter feito esse programa aqui com vocês. Extremamente. >> OK. Muito obrigada. E você, Elizabeth, e as suas despedidas. >> Também quero agradecer, agradecer a Denise pelo convite, agradecer a Ana por essas reflexões tão oportunas, tão profundas, tão necessárias. Como é bom conversar com a autora do livro, né? agradecer a todos que estão aqui nos

agradecer a Denise pelo convite, agradecer a Ana por essas reflexões tão oportunas, tão profundas, tão necessárias. Como é bom conversar com a autora do livro, né? agradecer a todos que estão aqui nos bastidores, nos dando suporte, aos que nos acompanharam. Realmente esse programa tem feito muita diferença na vida de todos aqueles que assistem, né? Então eu só tenho agradecer. Foi muito bom, muito bom mesmo. Muito obrigada, >> Luinda. Tô impactada, viu, com você, com que vocês apresentaram aqui sobre meu livro. Foi tô assim encantada, tô apaixonada por ele já agora. >> É, e tudo que a gente quer conversar com o autor, né, Elizabeth? resumiu muito bem, a gente lê tudo que a gente quer comentar com o autor. Então, nós estamos muito felizes. Agradecemos em nome da nossa equipe, a vocês duas que estão aqui conosco, o Alisson e a Cissa que estão nos bastidores, aos internautas que assistem, que repercutem, encaminham o programa, mandam o link e a gente quer que o livro espírita chegue a mais pessoas de fato, chegue a referência para que a pessoa possa ler e possa buscar o conhecimento. E nós voltaremos então no dia 2 de novembro, será o nosso próximo programa. Desta feita, nós vamos discutir o livro V Melhor, abordagem espírita sobre a vida em sociedade, que é o livro do nosso querido amigo escritor Simão Pedro. Então, para você internauta que nos acompanha, se você gostou desse conteúdo, eu tenho certeza que você gostou, esse é um conteúdo relevante, deixe o seu like, compartilhe esse link para que esse algoritmo do YouTube entenda que esse tipo de conteúdo, de fato, é o conteúdo que interessa as pessoas, porque instrui e porque consola. Então, deixe sempre o seu like, deixe o sininho acionado, porque cada vez que um programa como esse vai ao ar, o seu canal lhe encaminha o link para você assistir. E no mais, nos acompanhe no Instagram, o nosso perfil é o @literatura.espesírita e lá nós vamos postando a elaboração do programa. Muito obrigada a todos e até o dia 2 de novembro.

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