Igualdade natural • Herculis Romano
Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista traz um convidado especial para falar sobre temas do cotidiano sob a luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se encontram para reflexões acerca do Evangelho de Jesus. Realização: União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #igualdadenatural #espiritismo
Que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências. Que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos em mais uma live aqui nos nossos canais da VestTV e da TV Mansão do Caminho. Sempre uma imensa satisfação saber que estamos na companhia de tantas almas queridas para mais um instante de reflexão em torno da mensagem do mestre à luz da doutrina espírita. E para melhor iniciarmos as nossas atividades desta noite, que possamos elevar os nossos pensamentos em prece. Divino amor de nossas almas. Eis-nos aqui, Senhor, te buscando mais uma vez pelas portas do coração, te rogando que nos auxilie a bem compreender a mensagem desta noite, a fim de sermos aqueles que aprendem a lição e a cumpre na vivência. Inspira-nos, Senhor, para não nos perquermos nos caminhos assumidos, comprometidos com as nossa própria reformação, a fim de cooperar para a instauração do teu reino dentro de nós. Por isso, amigo, que neste instante a tua presença generosa através dos amigos benfeitores, possa estar em cada lar, em cada coração, inspirando aqueles que estão frágeis nessa longa jornada, dando coragem para vencer as nossas próprias limitações e sustentando-nos com a tua misericórdia. Fique conosco, envolve-nos na tua paz e protege-nos no teu amor. Hoje, mais uma vez, temos a grata satisfação de receber em nossos canais nosso querido amigo, irmão Hércules Romano, que estará conosco abordando o tema igualdade natural. Hércules, sempre uma grande alegria tê-lo em nossos canais. Seja bem-vindo. A casa já é mais do que sua, meu amigo. Portanto, pagando voto de muita paz, passamos a palavra para você. Obrigado, Rosângela. Obrigado a todos de Vitória da Conquista. Eu realmente me sinto como da casa, né? A Nara nem se fala que nós nos encontramos frequentemente no Rondônia espírita como de outros amigos de Vitória. Eh, é sempre uma alegria muito grande estar aqui e ter a oportunidade de encontrá-los. O tema de hoje é um tema muito interessante, porque é sempre atual, né? Sempre atual. Acho que se nós pudéssemos
Eh, é sempre uma alegria muito grande estar aqui e ter a oportunidade de encontrá-los. O tema de hoje é um tema muito interessante, porque é sempre atual, né? Sempre atual. Acho que se nós pudéssemos recuar no tempo lá nas origens da história, quando o homem começa a pensar melhor a sua própria vida, a questão da igualdade já está sempre sendo debatida, seja ela de uma maneira clara, seja ela de uma maneira secundária, mas isso faz parte da própria inteligência no sentido do conhecimento do homem. homem acerca da vida. E é claro, né, conflitos de entendimento, diferenças sempre existiram, mas a doutrina espírita nos apresenta em suas obras, assim como nas obras suplementares que nos chegam pelos amigos espirituais, assim, uma torrente de orientações para nos ajudar a entender essa questão da igualdade em particular e é o que hoje vamos observar melhor, nós vamos ter a terceira parte do livro dos espíritos, que trata das leis divinas, né? Nós vamos tratar da lei de igualdade, né? E ali a gente vê Kardec apresentando perguntas que são muito atuais. seja no tema, seja na abordagem. E quando há alguma diferença em relação aos tempos atuais, é porque obviamente o contexto muda, né? a própria a própria civilização, a cultura vai evoluindo, vai mudando a sua configuração. Então, talvez se as perguntas fossem feitas hoje por Kardec, ele elas seriam apresentadas um pouco diferentes, mas a essência do pensamento da dúvida apresentada por Kardec está bem configurada lá. Mas eu gosto sempre de me referir à questão das leis morais, que é onde que tratam essa terceira parte do livro dos espíritos, como sendo para mim assim um um um coração, né, ou como alguns gostam de dizer, um núcleo duro doutrinário eh do processo filosófico de entendimento da doutrina. São 12 capítulos. O primeiro capítulo trata da lei natural, da lei divina ou natural, explicando o que que é isso, né? O que que é a lei de Deus, o que o que que é uma lei natural. Seguem mais 10 capítulos nos apresentando as leis propriamente ditas,
natural, da lei divina ou natural, explicando o que que é isso, né? O que que é a lei de Deus, o que o que que é uma lei natural. Seguem mais 10 capítulos nos apresentando as leis propriamente ditas, né, essas chamadas leis naturais. E o último capítulo que vai nos falar da perfeição moral. A questão de serem 10 leis e como os espíritos esclareceram a Kardec, foi mais uma questão de convenção, de entendimento. Você poderia querer ou resumir essas 10 leis em quatro ou poderia aumentá-las para 100. Depende do que se pretende, mas eh com certeza, né? Eh, Kardec, na sua orientação intuitiva, inspirada, né, e bem bem conduzida pelos bons amigos que o que o que o sustentavam, eh, escolheu, eh, a, essa essa divisão em 10 leis de uma maneira muito muito muito bem-vinda. Eu gosto de quando trata da questão da lei de igualdade chamar atenção que a própria evolução da dos capítulos vai nos levando num crescendo, né? Então, há um momento onde é apresentada a lei de sociedade e onde é explicado que nós, pela própria natureza das da realidade espiritual, somos seres sociais, precisamos viver juntos, porque é nessa convivência, eh, nas facilidades que essa convivência oportuniza e nas dificuldades que ela apresenta que nós vamos exer Itando nossas habilidades espirituais, por força dos atritos, das diferenças, vamos nos ajustando e vamos nos desenvolvendo espiritualmente. A próxima lei que vem, né, vem na sequência, agora, não me recordo exatamente qual a sequência, mas vem a lei de progresso, que é fundamental, a lei de liberdade e a lei de sociedade conclui com a lei de justiça, de amor e de caridade. A gente vê então que a ideia de que a vida em sociedade é fundamental para que nós possamos exercitar, desenvolver as habilidades fundamentais do espírito, eh, nos leva a compreender que eh Deus ao nos criar nos criou de tal modo que tudo segue um projeto, segue uma vontade, né? Segue uma lei, né? E essa lei, essa grande lei, é a lei de amor, né? Que Deus por por ela e com ela criou e
eh Deus ao nos criar nos criou de tal modo que tudo segue um projeto, segue uma vontade, né? Segue uma lei, né? E essa lei, essa grande lei, é a lei de amor, né? Que Deus por por ela e com ela criou e mantém tudo, a universo, a criação e nós em particular. Então, a gente vai entendendo nesse processo da lei que essa necessidade de vivermos em sociedade surge para estimular o nosso desenvolvimento que se apresenta na lei de progresso. O que que quer dizer isso? O que que é essa lei de progresso? Não é uma lei escrita, né? Deus escreveu em algum lugar, tudo tem que progredir. Não é que Deus criou tudo de tal maneira que tudo evolui, progride, se aprimora continuamente, ou seja, é um processo de aprimoramento constante. A ideia de evolução às vezes recebe críticas de alguns confrades porque entendem que a palavra evolução não expressa bem eh a ideia que Kardec apresenta, mas a verdade é que, como Jesus já tinha chamado atenção, a gente tem que tentar se apreender o espírito da ideia, né? a essência da ideia e não se prender a conceitos às vezes que ao longo do tempo acabam sofrendo restrições da palavra, porque a palavra hoje tem um um sentido geral e essa mesma palavra amanhã pode mudar como pode ter tido outro entendimento atrás. O que importa é que o que a lei de Progresso esse capítulo nos fala, nos fala de uma de um aprimoramento, de um melhoramento que a gente chama de evolução e de progresso. Ou seja, progredir dentro dessa ideia é aprimorar-se sempre, é aprimorar-se, é melhorar-se, é desenvolver-se para melhor. Essa é a ideia. E o que essa lei, segundo os espíritos amigos, nos diz é que nós não regredimos nunca. Nós, uma vez que o espírito tenha desenvolvido uma característica, uma habilidade que será sempre superior à anterior, ou seja, nós hoje somos sempre a melhor versão de nós mesmos. Nós seremos sempre hoje melhores do que fomos no passado. Ou seja, você não tem condições de regredir. Isso não quer dizer que você não possa vivenciar uma situação de distúrbio, de
são de nós mesmos. Nós seremos sempre hoje melhores do que fomos no passado. Ou seja, você não tem condições de regredir. Isso não quer dizer que você não possa vivenciar uma situação de distúrbio, de desequilíbrio, de enfermamento espiritual, emocional e mental e regredir no sentido de cair em faixas de comportamento que ficaram no passado. Mas as aquisições espirituais, o seu aprendizado, esse você não perde. O que você aprendeu está aprendido. O que você desenvolveu está desenvolvido. Entretanto, o aprendizado e o desenvolvimento requerem um uma gradual eh eh eh um gradual desenvolvimento, um ajustamento, uma consolidação. Eu posso aprender alguma coisa intelectualmente, mas terei que transferir este processo de aprendizado para minha realidade emocional. Posso emocionalmente vislumbrar e já entender e já vivenciar situações melhores do que antes, mas ainda assim vou ter que enfrentar e levar essa energia nova para os porões de minha inconsciência e de minha subconsciência do meu passado. Ou seja, então o homem novo a que Paulo se refere, que aquele que estamos construindo no presente, terá sempre que surgir a partir das cinzas do homem velho, mas sempre tendo que conviver com o homem velho. Ou seja, o homem novo nada mais é do que o homem velho renovado. E assim é porque a lei é assim, é a lei de progresso. Hoje, assenta-se no ontem, que assenta-se no anteontem e assim vamos. É a ideia da escada de Jacó. É um passo de cada vez, é uma ascensão gradual. E essa ascensão não é só no sentido, porque além de nós subirmos de patamar em termos de qualidades, nós também nós nos espraiamos nas laterais, nós consolidamos aprendizados num sentido mais horizontal. É por isso que a evolução é tão lenta. É por isso que o progresso se faz ao longo de esforços. Então, a lei de progresso nos ajuda a entender que nós estamos vivendo na situação necessária em sociedade para cumprirmos o grande objetivo existencial, que é nos aprimorarmos, nos desenvolvermos constantemente. Dentro desse processo,
a entender que nós estamos vivendo na situação necessária em sociedade para cumprirmos o grande objetivo existencial, que é nos aprimorarmos, nos desenvolvermos constantemente. Dentro desse processo, nós já entendemos, os espíritos já nos disseram que nós fomos criados por Deus, todos os seres humanos, os espíritos, do mesmo jeito, numa origem simples, que a gente chama de simples e ignorante. Todos fomos criados simples e ignorantes. É porque nós fomos criados no princípio como uma semente, como um primeiro ponto. É como se nós fôssemos criados eh uma referência, talvez como se nós fôssemos, digamos, criados como uma célula, uma célula que vai se multiplicando. Então, essa simplicidade original carrega em si todo o potencial. É como se nós, é como se nós, não é assim, é que a palavra não é adequada, mas nós trazemos um código evolutivo em nós, que é um código divino, é um DNA divino em nós. Tudo que nós poderemos ser, tudo que nós alcançaremos com o progresso, já está definido neste código inicial. Então, quando nós, seres humanos, nossos corpos físicos se desenvolvem no útero da nossa mãe, ele surge como uma célula ovo. Metade do código estava no óvulo da mãe, metade do código estava no espermatozóide do pai. São os dois gametas. Quando eles se juntam, completam-se um ao outro, o código se ajusta e ali é o código genético completo para que um corpo humano se desenvolva. observar, analisar, estudar como essa morfogênese, como essa essa transformação de uma única célula em trilhões de células capazes de se diferenciarem entre si, mas se manterem eh ajustadas para que um corpo como o nosso se apresente é algo assim é encantador, é de amar Deus cada dia mais, porque é algo que por mais que a ciência nos apresenta as explicações transcende, né? Eu gosto sempre de brincar porque uma célula, uma célula vira duas, duas viram quatro, quatro viram 8, 8 16 assim vão dobrando, dobrando, dobrando até que há milhares de células. Mas mesmo nesse momento onde há milhares de células, elas não são
, uma célula vira duas, duas viram quatro, quatro viram 8, 8 16 assim vão dobrando, dobrando, dobrando até que há milhares de células. Mas mesmo nesse momento onde há milhares de células, elas não são diferenciadas entre si, elas são um bolo de células. À medida que a gestação evolui, elas vão se diferenciando e determinado grupo de células vai compondo determinado conjunto, parte do corpo. Às vezes o seu coração desenvolvesse a partir de um conjunto de células que tava coladinha no seu cérebro, naqueles que formaram seu cérebro. E eu sempre brinco perguntando assim, como é que a gente sabe ou melhor, como é que a célula sabe que ela tem que ir pro coração e a outra tem que ir pro pro cérebro para formar o cérebro? Como é que elas se dividem naquele instante? A gente sabe que a ordenação, o processo cromossômico, o DNA tá dizendo isso, mas as vizinhas diferem. Em algum momento a sua parceira vai para um lado e você vai pro outro. Isso a gente entende hoje que está graças ao perespírito, que é a matriz, o modelo organizador biológico que vem de vida em vida estabelecendo as diretrizes. O corpo humano segue as diretrizes genéticas, mas segue o modelo organizador biológico que é pautado pelo perespírito. Então essa ideia de que nós surgimos da simplicidade pode ser bem entendida aproximadamente, né? eh por esse entendimento de como um corpo complexo como o nosso se desenvolveu a partir de uma única célula. Nós espíritos, seres humanos, somos seres que ficaram complexo na sua organização, na sua apresentação, mas todos nós nos desenvolvemos a partir de uma espécie de semente de Deus, de uma célula de Deus, que alguns chamavam de mônada de Deus, fagulha de Deus, centelha de Deus. Os nomes mudam, mas a ideia é sempre essa, é que há uma origem simples e elementar. Simples porque ela não se complexou, não se tornou complexa, não se transfundiu em novas constituições. É o primeiro ponto. Ignorante, porque como surge? surge sem nenhuma experiência, surge com todo o potencial de aprender e
complexou, não se tornou complexa, não se transfundiu em novas constituições. É o primeiro ponto. Ignorante, porque como surge? surge sem nenhuma experiência, surge com todo o potencial de aprender e se desenvolver, mas surge sem nenhuma nenhuma experiência. O óvulo no útero da mãe se tornando embrião é um total ignorante de quem ele vai ser. não faz a menor ideia que ele existe, mas ele vai se desenvolver, apesar da ignorância de si mesmo, graças ao código genético e ao modelo organizador biológico. Nós quando surgimos não sabemos que existimos, não temos consciência disso, mas o código divino que faz com que progredamos está estabelecendo a rota. E as leis de Deus como uma espécie de útero materno nos agasalham para que nós nos desenvolvamos. Então, Deus nos cria e cria tudo para esse grande propósito de nos desenvolvermos. E qual é o objetivo dessa desse progresso? é que ao final dele nós nos tornemos conscientes, plenamente conscientes, porque conscientes nós estamos nos tornando gradativamente, cada vez mais, quanto mais evoluímos, mas alcançaremos a condição de plenamente conscientes de nós, de Deus em nós e de Deus em tudo. Nós alcançaremos essa condição dos espíritos puros e neste momento viveremos a experiência que Jesus nos disse de uma maneira simples que às vezes nos escapa. Ele diz assim: "Eu e o Pai somos como um. Todos os dias vejo a face de Deus. Como será viver essa experiência? está conectado com a mente, o coração, com a existência de Deus em mim e em tudo. Olhar pro meu irmão, olhar para uma parede, olhar para um passarinho, olhar pro rio, olhar pra estrela, sentir Deus em tudo, ser capaz de perceber a presença de Deus em tudo e ao mesmo tempo entender tudo que Deus nos transmite. Meus pensamentos estarem em conexão com o Pai. Por isso Jesus dizia: "Eu faço a vontade de meu pai". Porque tinha consciência do que era, entre aspas, a vontade de Deus. Nós nós somos como criaturas com limitações auditivas, com limitações da visão, do tato, das percepções sensoriais,
de de meu pai". Porque tinha consciência do que era, entre aspas, a vontade de Deus. Nós nós somos como criaturas com limitações auditivas, com limitações da visão, do tato, das percepções sensoriais, espirituais, que tateamos para entender o que é a realidade divina em torno de nós. Então, a lei de progresso nos diz isso. E depois vem a lei de liberdade. A lei de liberdade nos diz que nós todos, por conta dessa necessidade de vivermos uns com os outros e ao mesmo tempo de progredirmos, porque isso é uma necessidade essencial, nós temos o direito de sermos livres. Resumindo, a liberdade é essencial, natural. Ninguém pode roubar a minha liberdade, que a gente traduz mais ou menos no que a gente chama de livre arbítrio. Nós essencialmente podemos sofrer conjunções externas, mas como dizia Paulo, a nossa realidade divina, a nossa imortalidade, o nosso poder divino não podem ser roubados. Ninguém pode tirar isso de nós. Isso quer dizer que somos todos livres para construir o nosso destino. Somos todos livres para fazer as escolhas. Mas isso dependerá do nosso aprendizado em relação a essa liberdade. Porque aquele que não sabe que é livre, não faz escolhas com liberdade. Submete-se às limitações, às dificuldades, às prisões, né? Imagina que uma pessoa é livre, mas se ela se vicia, ela perde a sua liberdade. Perde a sua liberdade no contexto de que ficou escrava do vício, mas não perdeu a liberdade de se libertar do vício, de escolher se libertar dele. Ou seja, a gente precisa entender esses conceitos todos num grande conjunto. Essencialmente ninguém pode roubar a minha liberdade. O meu livre arbítrio é essencial. É o direito que eu tenho de fazer as minhas escolhas. Mas o meu direito de fazer as minhas escolhas está dentro de um grande contexto das leis de Deus. E é aí que vem a lei de igualdade. Como posso entender a liberdade, o progresso à sociedade? Se eu não entendo que nesse contexto há uma igualdade essencial, há uma igualdade natural. Se não há liberdade, não há
vem a lei de igualdade. Como posso entender a liberdade, o progresso à sociedade? Se eu não entendo que nesse contexto há uma igualdade essencial, há uma igualdade natural. Se não há liberdade, não há igualdade. Se não há igualdade, não há liberdade. E aí a gente vai para algumas perguntas que Kardec fez que são fantásticas, né? Para entender essa questão da igualdade natural, a primeira pergunta que Kardec faz é a seguinte: afinal de contas, esquecendo as leis humanas, esquecendo um homem diante do outro, mas diante de Deus para o Pai, somos todos iguais? A a questão é essa, ou há gente que é melhor, ou há espíritos que são mais evoluídos, ou são espíritos que têm uma hierarquia maior, ou seja, a ideia antiga, eh, os anjos seriam melhores do que nós? Deus os criou melhores? Não, a resposta é simples. Sim, todos tendem para o mesmo fim. O que eu mencionei agora, todos tendem para alcançar a plenitude de seu desenvolvimento pelo progresso de suas faculdades. Então, sim, todos tendem para o mesmo fim. E Deus fez suas leis para todos. Ninguém escapa. Todos surgem do mesmo jeito, nas mesmas condições e estão submetidos às mesmas leis. é todo igual para todo mundo. Então, eh não há diferença, não há não há diferença, não há nenhum privilégio na criação de ninguém e nem dentro do processo evolutivo. Privilégio a partir de Deus. Para Deus todos são iguais. perante os seus olhos, o anjo que já alcançou a plenitude, o homem intermédio que tá se arrastando na evolução na Terra ou homem bruto do homem primitivo, são todos seus filhos e essencialmente são iguais. Por quê? Porque para Deus o futuro é presente, o passado é presente. Então quando Deus olha um espírito puro, olha um homem contemporâneo e olha um um homem embrutecido saindo das cavernas, ele vê sempre o final, todos iguais. Se o homem das cavernas vai levar 1 milhão de anos, se nós aqui hoje no nosso mundo vamos levar 500.000 1000 anos. Se o espírito que está no fim da jornada vai levar mais 1000 anos para alcançar, não importa para Deus, porque
ai levar 1 milhão de anos, se nós aqui hoje no nosso mundo vamos levar 500.000 1000 anos. Se o espírito que está no fim da jornada vai levar mais 1000 anos para alcançar, não importa para Deus, porque para ele o tempo é diferente. Ou seja, quando ele olha o homem das cavernas, ele já vê o anjo. Quando ele olha o anjo, ele vê o homem das cavernas que o anjo um dia foi. É por isso que o livro dos espíritos nos diz que nós vamos do átomo ao anjo, como todo anjo um dia foi átomo. Ou seja, é a ideia de que tudo progride sempre e nada regride e vamos todos alcançar. Agora, o tempo de cada um é de cada um. Isso tá conforme a sua lei de liberdade. Cada um de nós, conforme a lei de liberdade, tem o seu tempo e o direito de exercer esse tempo. Mas é como consequência dessa resposta, Kardec indaga, né? E a a pergunta de Kardec é su gêneros. Ela parece que ela quer sugerir a resposta e a resposta contraria a sua pergunta. Ele pergunta assim: "Por que não outorgou Deus as mesmas aptidões a todos os homens?" Dá a entender a pergunta que ele, o perguntador já entende que Deus outorgou aptidões diferentes para os homens. Por isso ele pergunta: "Por que Deus não outorgou as mesmas aptidões a todos os homens?" E os espíritos respondem: "Deus criou iguais todos os espíritos, mas cada um destes vive há mais ou menos tempo. Ou seja, nós não fomos criados todos no mesmo momento. Como Jesus disse, o Pai não para de trabalhar, como o livro dos espíritos já nos informou lá na criação. Deus continua criando. Então, muito dos espíritos que estamos juntos hoje surgimos em momentos diferentes, né? Então o amigo espiritual diz: "Cada um vive há mais ou menos tempo e consequentemente tem feito maior ou menor soma de aquisições." A diferença entre os espíritos está na diversidade dos graus de experiência alcançada e da vontade, vontade que resulta da liberdade de escolha e da vontade com que obram. vontade que é o livre arbítrio, como eu disse antes, é isso que a gente chama de livre arbítrio, essa liberdade de ter a
ontade, vontade que resulta da liberdade de escolha e da vontade com que obram. vontade que é o livre arbítrio, como eu disse antes, é isso que a gente chama de livre arbítrio, essa liberdade de ter a iniciativa, de se mover, de agir, de decidir como agir. Continua a resposta. Daí os se aperfeiçoarem uns mais rapidamente do que outros, o que eles dá aptidões diversas. E aí nos diz algo que é interessante, mas que às vezes nos escapa, né? Necessária é a variedade de aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da providência, no limite das suas forças. Ou seja, o pai não espera de nós aquilo que nós não somos capazes de fazer. Mas aquilo que somos capazes de fazer que possa parecer pequeno, sendo expressado como o melhor de nós mesmos, é a nossa contribuição para a melhoria do todo. Então, o que importa não é eu ser eh fazer algo muito melhor do que o meu irmão fez ou muito pior do que o meu irmão fez. O que importa é fazer o meu melhor. Na medida que eu faço o meu melhor, no limite das minhas forças, eu estou cumprindo o desígio do Deus para o todo e para mim mesmo. Porque o Pai não espera de nós o que não está em nossa possibilidade. E aí o espírito completa, diz assim: "Sendo solidários entre si todos os mundos". Muitas vezes os espíritos que estão numa condição melhor e que vivem em mundos superiores, que surgiram muitas vezes antes do nosso, eles acabam vindo encarnar entre nós para poder nos ajudar a avançar. é a ideia da solidariedade. Quem já aprendeu volta para ensinar, quem não aprendeu ainda. Mas quando quem volta para ensinar eh faz isso, por si só, também está desenvolvendo habilidades, porque ensinar também é uma forma de aprender. Talvez não aprender o que está ensinando, mas aprender outras habilidades e capacidades que estão relacionadas a esse a esse ato da convivência. Um professor não é só aquele que ensina um conteúdo programático, mas é alguém também que, na condição de aprendiz descobre as suas habilidades como aquele que ensina e passa a ver no
da convivência. Um professor não é só aquele que ensina um conteúdo programático, mas é alguém também que, na condição de aprendiz descobre as suas habilidades como aquele que ensina e passa a ver no aprendiz muitas vezes o seu irmão que tem habilidades semelhantes ou superiores às suas e que precisam ser estimuladas. É por isso que os amigos nos dizem que os mundos são solidários, como nós, os seres humanos, somos solidários. A questão é que a solidariedade hoje ainda não é compreendida de uma maneira plena e por isso não é vivenciada, né? Então, não só os espíritos migram de mundos, né? Vem superior para nos ajudar, como mesmo no nosso mundo, nos demais, nos vários planos espirituais. onde muitos espíritos que já completaram o seu aprendizado, digamos, que cabe no na nossa realidade terráquea, eles, apesar de não terem a necessidade evolutiva nesse momento de encarnar, encarnam não porque precisam aprender o que esse mundo já não lhes pode talvez mais ensinar tão bem, mas encarnam para nos ensinar, para nos ajudar. E com isso eles próprios, digamos, aprimoram suas habilidades e resolvem questões suas mais profundas. É por isso que muitas vezes um espírito superior nasce entre nós, ele diz: "Olha, eu tô vindo aqui, é uma maneira de eu fazer o meu reparo à lei em relação a delitos que cometi em períodos pregressos". Ou seja, ele vem hoje ajudar a arrumar a casa dos outros como forma de equilibrar e compensar a grande lei de harmonia do universo por ter feito no passado a desarmonia da sua casa. Então, às vezes você não vem arrumar a casa que você quebrou, desarmonizou, mas no seu aprendizado e na necessidade de aprendizado, quando você cresce, quando está apto, você vai e ajuda a arrumar a casa dos outros. Porque a casa que você desharmonizou, alguém ajudou a harmonizar. Então, hoje que você está melhor, nada mais do que justo que você retribua a a ao universo, a humanidade, a sua cota de colaboração, né? E aí vem uma pergunta que vai ficando assim, digamos, como eu
. Então, hoje que você está melhor, nada mais do que justo que você retribua a a ao universo, a humanidade, a sua cota de colaboração, né? E aí vem uma pergunta que vai ficando assim, digamos, como eu disse, sempre atual e sempre possível de discussões maiores, que é a questão das desigualdades sociais. A primeira pergunta é clara, eh, indistinta, não tem perigo de errar. É lei da natureza a desigualdade das condições sociais? A resposta é não. Isso é obra do homem, não de Deus. As desigualdades sociais são consequência do que os homens no seu conjunto escolhem para si mesmos. E aí a pergunta que vem que hoje continuamos fazendo, né? Já que a gente tá indo para mundo de regeneração, a caminho do mundo feliz, como é que vai ser isso? A pergunta é a seguinte: algum dia essa desigualdade desaparecerá? Os espíritos nos lembram que eternas somente são as leis de Deus, né? Ele pergunta assim: "Não vez isso? A época de Kardec ele tá respondendo, hein? Não vez que dia a dia ela gradualmente, ou seja, essa desigualdade social se apaga, desaparecerá quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar. Restará apenas a desigualdade entre os os seres humanos em função do seu merecimento espiritual. Dia virá em que os membros de uma grande da grande família de dos filhos de Deus deixarão de se considerar-se como de sangue mais ou menos puro ou de origem mais ou menos nobre, né? Só o espírito é mais ou menos puro e isso não depende da posição social. É aí que ele se refere à desigualdade do merecimento, que é o que vige, né? Que é o que funciona no mundo real, que é o mundo espiritual. Porque o mundo material, o mundo físico, ele é uma espécie de espelhamento do mundo material, do mundo espiritual. Aqui nós estamos no arremedo e nós estamos treinando para que possamos viver como espíritos uma condição melhor. Lembrando que segundo os espíritos, o mundo original é o mundo dos espíritos, que o mundo material é secundário, que pode inclusive deixar de existir que nem por isso o mundo espiritual sofrerá solução
embrando que segundo os espíritos, o mundo original é o mundo dos espíritos, que o mundo material é secundário, que pode inclusive deixar de existir que nem por isso o mundo espiritual sofrerá solução de continuidade. Então, o que importa não é você só no mundo estar melhor. O que importa é que você, como ser imortal, precisa estar melhor na sua realidade espiritual, porque essa é constante, é contínua. A nossa realidade material, ela ela ocorre em períodos quando nós encarnamos, depois desencarnamos, encarnamos e vivenciamos várias encarnações. Mas a realidade material só existe quando estamos encarnados vivenciando a nossa relação com o mundo material. Mas como espíritos, mesmo quando encarnados, nunca deixamos de ser espíritos. Então, eu sou um espírito encarnado. Vivencio as contingências do mundo material, mas não deixo de vivenciar a realidade espiritual que me é pessoal. Então aqui está dizendo que o que importa realmente é que a minha a minha igualdade ou diferença na minha no meu na minha vivência está em função do do que eu já me tornei. Então é claro que eu não posso esperar ter uma igualdade vivencial de um espírito que já se santificou, de um espírito que está mais avançado. Não posso compreender neste momento da minha vida como é ser um bezerra de Menezes, uma Joana de Ângeles ou os grandes santos que nós conhecemos por sua bondade. Muito menos ainda tentar entender como é ser um Cristo, como é ser um Jesus. Eu consigo compreender os meus irmãos próximos a mim. um pouco adiante eu posso compreender, eu posso compreender os meus irmãos junto a mim, um pouco abaixo, talvez eu possa compreender, mas eu não consigo compreender muito bem os irmãos que estejam muito menos avançados do que eu, que vivam num estado de animalidade total. Apesar de eu ter vindo de lá, eu já perdi memórias, então eu não consigo entender muito bem isso. O que isso quer dizer? que essa diferença vivencial está como consequência do que eu cultivo. Será o meu céu ou o meu inferno. Quanto mais
perdi memórias, então eu não consigo entender muito bem isso. O que isso quer dizer? que essa diferença vivencial está como consequência do que eu cultivo. Será o meu céu ou o meu inferno. Quanto mais céu dentro de mim, mais céu eu vivencio. Quanto mais inferno dentro de mim, mais infernal será a minha vida. É daí que vem a desigualdade do merecimento, a que o espírito se refere. E aí Kardec na sequência, né, questiona-se: "O que se deve pensar dos que abusam da superioridade de suas posições sociais para improveito próprio oprimir os fracos?" É, o mundo sempre foi assim, continua sendo assim. Enquanto não não mudarem as bases morais da sociedade que for mudar a sociedade suas leis, isso vai continuar transitando desse jeito, aonde muitos abusam da sua condição de superioridade social, de suas posições sociais para oprimir, para explorar os mais fracos. E aí o espírito é duro na resposta. Ele diz: "Olha, merecem anátama. Anátema, ou seja, merecem ser condenados. E diz assim: Ai deles serão a seu turno oprimidos, viverão, renascerão numa existência em que terão de sofrer tudo que tiverem feito sofrer os outros. Isso pode sugerir um castigo. Não, não é castigo, porque já sabemos que Deus não castiga. Isso é lei de causa e efeito que está dentro da lei de progresso. Você ao vivenciar essa experiência de opressor, você cria dentro de você mesmo as matrizes que requerem e atraem a opressão. Então, se você não tiver numa posição onde poderá repetir essa experiência de opressor, certamente você será atraído para onde a opressão existe e vai viver a condição. Se não é mais o opressor, viverá a condição de oprimido. Então, é a lei que faz com que os semelhantes se atraiam. Se você cultiva essa ordem, essa ideia, essa energia da opressão, você estará sempre lá vivenciando, ou na condição de opressor ou de oprimido. Como aqueles que estão no topo são menos, então é provável que você vai viver a condição de opressão, mas não por castigo, por uma consequência vivencial que terá o
ondição de opressor ou de oprimido. Como aqueles que estão no topo são menos, então é provável que você vai viver a condição de opressão, mas não por castigo, por uma consequência vivencial que terá o grande condão de te ensinar. Vivemos no sofrimento a experiência de aprendermos que o mal nos faz sofrer para evitarmos o mal. Então, nós não sofremos como condenação. Os sofrimentos são consequências de nossos equívocos para que nós removamos de nossas vidas a causa dos equívocos. E fazendo isso, mudemos o nosso padrão existencial, melhoremos a nossa condição de vida. Logo depois, Kardec vai entrar perguntando com relação à desigualdade das riquezas, né? E aí e eh a pergunta ela é ela é ela é interessante porque o século XIX foi um século de muitas transformações no mundo, né? Então em termos de ciência, de arte e de economia, então surgiu uma classe nova, né? dos novos ricos, os burgueses, e uma decadência geral do da velha ordem das aristocracias dos nobres, né? Era um mundo de grandes discussões, onde a ideia de que o os que estavam produzindo tinham direitos de serem ricos. E aí Kardec pergunta: "A desigualdade das riquezas não será resultante, não se originará da desigualdade das faculdades, já que a gente sabe que as as faculdades se desenvolvem de maneira diferente, as habilidades desenvolvem de maneira diferente. Então, a desigualdade da riqueza não será consequência dessas desigualdades de faculdades em virtude da qual uns dispõem de mais meios de adquirir os bens do que outros. E o espírito dá uma resposta que às vezes eu adoro dar e que não é não é entendido assim. Eu dou de maneira geral, eu digo sim e não. E aí ele responde assim, ele diz sim e não. Ou seja, por um lado, sim, as faculdades, as habilidades ajudam, concorre para que você obtenha recursos de maneira diferente dos outros. Por outro lado, não serão elas somente. Existirão outras questões que precisam ser levado em conta. E aí o espírito diz assim: "Sim e não". E pergunta: "Que dizeis da velhacaria e do roubo?"
s outros. Por outro lado, não serão elas somente. Existirão outras questões que precisam ser levado em conta. E aí o espírito diz assim: "Sim e não". E pergunta: "Que dizeis da velhacaria e do roubo?" Ou seja, não vai pensando que todas as riquezas surgiram apenas na habilidade de ganhá-las, de enriquecer, de trabalhar, de produzir. Não, ele diz assim: "E a velha caria e o roubo, o que que você pensa?" Mas aí Kardec emenda pergunta: "Mas a riqueza que foi herdada, aquela que eu não fiz ainda nada para obtê-la, essa não é fruto não é fruto das paixões. Mas ele faz uma consideração Kardec, ou seja, eu não fiz nada, eu não fui velhaco, não roubei, não explorei ninguém, eu só herdei." Então essa riqueza, na verdade é uma riqueza que não foi fruto das paixões mais. E aí o espírito lembra e diz assim: "Que sabes a esse respeito? Busca a fonte de tal riqueza e verás que nem sempre é pura". Sabes porventura se não se originou de uma espoliação ou de uma injustiça? Mesmo porém sem falar da origem que pode ser má ou não, né? Acreditas porventura que a cobiça da riqueza, ainda que tenha sido bem adquirida, os desejos secretos de possuí-la o mais depressa possível, seja a ambição, a ganância, sejam sentimentos louváveis, isso é o que Deus julga. E eu te asseguro que o seu juízo, o juízo de Deus é mais severo que o dos homens. Ou seja, porque Deus nos conhecendo na nossa essência sabe o que nos move. O que o mundo tá percebendo externamente, o que o mundo tá vendo é secundário. Deus está nos avaliando pelo que nós somos, o pelo que sentimos, pelo que pensamos. Então, ainda que eu não tenha feito nada de grande e errado para conseguir o que eu tenho porque eu obtive por herenança, mas a maneira como eu lido com isso, a maneira como eu lido com com a riqueza, pode estar sendo, digamos, resultante de sentimentos infelizes. Ainda que eu não tenha roubado de ninguém, ainda que eu não tenha herdado, mas não tenha roubado de ninguém, tenha sido um trabalhador, tenha sido um bom comerciante e tenha
de sentimentos infelizes. Ainda que eu não tenha roubado de ninguém, ainda que eu não tenha herdado, mas não tenha roubado de ninguém, tenha sido um trabalhador, tenha sido um bom comerciante e tenha feito um grande esforço de enriquecimento, ainda que eu não tenha obtido por meios, digamos, criminosos ou ou mal adquirido essa essa fortuna. Se eu, como diz Luiz, me entreguei de uma maneira enlouquecida a minha ganância, a minha ambição desmesurada, ao meu egoísmo demasiado, o que que eu fiz? Eu fortaleci em mim características que me prendem a materialidade da vida e, portanto, dificultam que eu como espírito evolua. Porque por mais que eu tenha enriquecido na honestidade do mundo, tudo isso vai ficar aqui. É isso que ele tá dizendo. Tudo isso vai ficar aqui. E quando for ficar, quando o meu corpo morrer, quando a minha possibilidade de interagir com tudo isso que eu teria adquirido de uma forma honesta, se eu tô apegado, estou habituado a ganância, esse prazer de ganhar, essa ganância, essa ambição das meses não vai embora. vai embora eh a a vai embora a possibilidade de adquirir os bens materiais, mas o desejo de adquiri-los. Uma vez nós recebemos uma reunião mediúnica, um espírito cortadio, sofrendo. Ele tava tão desesperado porque queriam tirá-lo, levaram embora das suas postes que ele se acorrentou a sua mansão. Ele estava acorrentado a sua mansão porque queriam levar ele embora. Daqui não saiam. Então, até convencê-lo de que aquilo não fazia mais sentido, mostrar para ele que aquilo não tinha mais como ser aproveitado por ele para que ele concordasse que nós abríssemos os cadeados aonde ele tinha se acorrentado, sem violentá-lo. Mas o medo dele, o apego dele, o desejo dele de continuar dono de tudo que ele tinha adquirido fazer dele um escravo. Então ele era miserável, espiritualmente falando, ele era miserável. não precisou de nenhum castigo, de nenhuma condenação. Ele próprio impôs a si uma condenação. Então, o equilíbrio da vida é fundamental. É preciso saber eh
espiritualmente falando, ele era miserável. não precisou de nenhum castigo, de nenhuma condenação. Ele próprio impôs a si uma condenação. Então, o equilíbrio da vida é fundamental. É preciso saber eh conduzir-se com equilíbrio. Kardec vai seguindo nessa nessa batida da questão das desigualdades das riquezas e fala da questão de novo da mesmo que você considere que não houve quebra de legalidade, eh ele pergunta se a pessoa pode dispor como quiser dos seus bens, né? o que procede dessa maneira, já que ele tudo que ele consegue foi correto, foi honesto, ele não tá, digamos, demais, né, no exercício da de paixões infelizes, esses eh depois da morte, pelas disposições queja tomado, o espírito poderá ser responsável? E aí o amigo espiritual dá uma resposta, digamos, mais genérica, mas que atende a dúvida. Ele diz assim: "Toda ação produz seus frutos. Doces são os frutos das boas ações, amargos sempre das outras, sempre. Entendei o bem?" Ou seja, o que vai acontecer depois da nossa morte física não vai ser, digamos, objeto de um julgamento formal. Ah, você fez isso, tá aqui as filigranas e encorreu no inciso tal. Não. Ou seja, o que você faz de bom repercute de maneira benéfica em você e em torno de você. O que você faz de mal ou de negativo, repercute de maneira negativa. Então você sai da vida física herdeiro de você mesmo. E aí não adianta, independente, as pessoas podem ter julgado você muito bem pela vida que você teve, mas é você com você. diante de Deus no mundo, no na sua consciência que vai experimentar o resultado bom ou mal. Então, quem tem que saber se tá fazendo bem ou não é cada um, ciente de que o que o que externamente se avalie não é garantidor de como internamente você vai experimentar as consequências de seus atos. E aí vem a pergunta que nos interessa mais. Kardec diz assim: "Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas algum dia no mundo? Será que todo mundo já teve exatamente o mesmo queão de recursos?" Quando a gente fala riqueza, dá impressão que tem que
ssível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas algum dia no mundo? Será que todo mundo já teve exatamente o mesmo queão de recursos?" Quando a gente fala riqueza, dá impressão que tem que ser muito rico. Riqueza são possibilidades materiais, né? Tudo que que tá além que nós possamos acumular, né? Isso é uma riqueza. Eu posso acumular, posso ter. Será possível? Já terá existido uma igualdade absoluta? Todo mundo com as mesmas as mesmas disponibilidades materiais? A resposta é não. Nem é possível. Essa é a resposta. Não, nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres. Como nós vivemos em sociedade e na apresentação em que estamos, somos diferentes, não essencialmente, mas nos apresentamos em momentos diferentes existenciais, com habilidades e características diferentes. Isso cria, possibilita dentro do contexto geral do mundo situações diferentes para cada um. Então aí diz: "Olha, não é possível dado do contexto hoje que esta igualdade seja plena. Isso a isso se opõe a diversidade das faculdades." E aí Kardec emenda: "Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade." Que pensais a respeito? ele tava se referindo aos grandes movimentos filosóficos, sociais da época já de Kardec, que sugeriam que ninguém poderia ter um grão a mais do que o outro, que todo mundo tinha que ter as mesmas condições iguaizinhas, né? E aí ele diz o seguinte: "São sistemáticos esses tais, esses que pensam assim, ou são ambiciosos, cheios de inveja, porque eles não têm, invejam e condenam os que têm aquilo que eles não conseguem ter. Não compreendem que a igualdade com que sonham seria a curto prazo desfeita pela força das coisas. Ou seja, mesmo que você conseguisse num dado momento juntar tudo e dividir tudo igual para todo mundo, rapidamente as diferenças se reapresentariam porque as pessoas são diferentes nas suas habilidades. Aí vem o recado que interessa. Então ele não disse que não se deve querer ter uma igualdade social
, rapidamente as diferenças se reapresentariam porque as pessoas são diferentes nas suas habilidades. Aí vem o recado que interessa. Então ele não disse que não se deve querer ter uma igualdade social plena de riquezas, mas ele diz o caminho para isso. diz assim: "Combatei o egoísmo, que é a vossa chaga social, e não corrais atrás de de quimeras". Ou seja, se todos nós conseguirmos vencer o egoísmo, que faz com que nós nos sintamos no direito de ter diferente do outro, combater o orgulho que faz com que nos sintamos melhores com mais direitos do que os outros. Se nós nos enxergamos na humildade essencial como totalmente filhos de Deus, com os mesmos direitos, é natural que por força dessa compreensão, tudo concorra para que haja um equilíbrio maior, se não igualdade absoluta, numa proximidade dessa igualdade. E aí vem a pergunta de Kardec nessa consequência. Por não ser possível a igualdade das riquezas, o mesmo se dará com o bem-estar? Ou seja, apesar de que a gente não possa dar o mesmo grãozinho igual para todo mundo, mas é questão do bem-estar. Então ele diz: "Não, não, não, não é bem assim. O bem-estar é relativo e todos poderiam dele gozar se se entendessem convenientemente, ou seja, se houvesse um entendimento, um equilíbrio, né? Porque o verdadeiro bem-estar consiste em cada um empregar o seu tempo como lhe apris nenhum gosto sente. Como cada um tem aptidões diferentes, nenhum trabalho útil ficaria por fazer. Todo mundo teria a sua cota de contribuição, como a gente disse antes. Em tudo existe equilíbrio. O homem é quem o perturba. E aí, Kardec, já entendendo o caminho que o espírito tá propondo da questão da igualdade, né, da questão do entendimento, do aprimoramento, será possível que todos um dia se entendam? Será que um dia a humanidade vai conseguir vencer tantas brigas, tantas discussões, tantas diferenças, tantos conflitos e conseguisse entender para convergir para algo mais harmonioso, para algo que seja bom para todos e não apenas para alguns, com exclusão de
gas, tantas discussões, tantas diferenças, tantos conflitos e conseguisse entender para convergir para algo mais harmonioso, para algo que seja bom para todos e não apenas para alguns, com exclusão de outros? A pergunta seria essa: será possível que todos se entendam? E aí o espírito tranquilo diz assim: "Os homens se entenderão. Os homens se entenderão quando praticarem a lei de justiça. E conforme eu disse lá naquele conjunto de leis, a lei de justiça, amor e caridade é o corolário que está acima de todas as leis, porque ela estimula que nós observemos as leis de Deus. a lei de sociedade, de trabalho, de progresso, de igualdade, de liberdade, né? Ou seja, a lei de justiça diz que nós temos que viver conforme a vontade de Deus. E a vontade de Deus é que nós vivamos como irmãos, iguais na essência que nos caracteriza, porque nenhum de nós tem direitos essenciais maiores do que os outros. E aí ele acaba perguntando finalmente aqui com relação a uma situação que hoje é muito vigente, que é muito criticada, muito debatida. Há pessoas que por sua culpa caem na miséria. Nenhuma responsabilidade disso cabe à sociedade. Ou seja, tem gente que cai na miséria por sua responsabilidade, mas a sociedade também não é responsável por isso. Ele diz: "Ué, certamente a sociedade é muitas vezes a principal culpada de P, semelhante coisa. Não tem ela que velar pela educação moral de seus membros. Quase sempre é a má educação que eles falseiam o critério, ao invés de sufocar-lhes as tendências perniciosas. Como sociedade, nós erramos no sentido de que mantemos o mundo como está, porque não fazemos de verdade o que é necessário para que o mundo mude. Mas o mundo, ao mesmo tempo, é mantido do jeito que está, porque nós, de uma maneira egoísta, como membros dessa sociedade, tendemos a ver primeiramente os nossos interesses e depois os interesses coletivos. Então, a sociedade, apesar de ser um conjunto, ela não é harmônica, porque internamente nós, como seres ainda muito dominados pelo egoísmo por orgulho, não
interesses e depois os interesses coletivos. Então, a sociedade, apesar de ser um conjunto, ela não é harmônica, porque internamente nós, como seres ainda muito dominados pelo egoísmo por orgulho, não conseguimos vislumbrar de fato uma grande igualdade. Caminhando pro final, ele pergunta da questão das provas da riqueza e da miséria. E os espíritos respondem genericamente o que a gente já sabe, via de regra, é que a riqueza ou a miséria são provas e são provas tendentes a nos ensinar o que precisamos aprender. O que vive a riqueza precisa aprender o desprendimento, precisa aprender a generosidade. que vive a pobreza precisa aprender, precisa desenvolver a questão eh eh da, fugiu minha palavra agora, da submissão à à vontade de Deus, a a a se conformar com o que não pode ser mudado, ou seja, eh eh é uma necessidade de ambos, cada um dentro da sua experiência desenvolver aquilo que que que está lhe faltando para ficar mais harmônico espiritualmente. Então ele diz que desgraça ou riqueza, ambos são provas difíceis, todas as duas, entendeu? Ele diz que a miséria provoca as queixas contra a providência e a riqueza incita todos os excessos. Então, quem está numa tá tendo que lutar contra os as adversidades dessa prova, né? Eh, finalmente podemos falar da questão dos direitos do homem e da mulher, que é um ponto a época de Kardec e hoje continua ainda sendo, né? São iguais perante Deus o homem e a mulher e tem os mesmos direitos. A resposta: não outorgou a Deus, ambos, a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir. É óbvio que são iguais. De onde vem a inferioridade moral da mulher em certos países? Vem da questão dos seres humanos, do predomínio injusto e cruel que sobre as mulheres o homem assumiu. Isso é resultado das instituições sociais. Isso não é uma questão de Deus, né? Entre os homens moralmente pouco adiantados, a força faz o direito. Com que fim mais fraca fez Deus a mulher? Fisicamente falando, né? Dentro da conjuntura, eh, os papéis são vivenciados de acordo com a
tre os homens moralmente pouco adiantados, a força faz o direito. Com que fim mais fraca fez Deus a mulher? Fisicamente falando, né? Dentro da conjuntura, eh, os papéis são vivenciados de acordo com a conjuntura. Então, Deus deu à mulher corpos femininos fisicamente com algumas fragilidades em relação à força bruta dos homens. mas lhe deu habilidades que o homem não tem. Ou seja, e a gente tem que lembrar que a gente não nasce mulher sempre, nasce homem sempre. A gente alterna. Hora vem como homem, hora vem como mulher. Então, a experiência que você vivencia como homem na sociedade, onde os homens são como são, ou a experiência que você vivencia como mulher na sociedade, onde as mulheres são como são, isso tudo tem o grande propósito de nos ensinar. Alguns homens que foram muito rudes tiveram que nascer mulheres em sociedades muito machistas e muito brutas com as mulheres para experimentando na própria pele entenderem que isso é injusto e depois mudarem a sua maneira de ser e voltam de novo como homens outras vezes para ver se repetem os mesmos erros do passado, né? Então, eh eh a a fraqueza física da mulher, que não é tão assim determinante, cada dia mais vemos as mulheres fazendo coisas tão tão fisicamente possíveis quanto os homens, né? como vemos homens exercendo atividades que antes eram consideradas muito delicadas, né, e que cabiam às mulheres, isso é algo que tá mudando muito no mundo hoje em dia, porque as respostas que estão aqui estão dentro de um contexto do século XIX, mas nos mostrando que o que importa é que eh apesar dessas diferenças que fisicamente, biologicamente e psiquicamente se apresentam entre homens e mulheres, isso tem um propósito de como o espírito que não são nem homens, nem mulheres, nós conseguirmos evoluir e melhorar. Ou seja, isso não dá direitos nem a um nem a outro de qualquer domínio ou prodomínio sobre o outro. Essa é a importância. O fato de nós sermos diferentes não nos torna diferentes e desiguais em termos de direito. Os direitos são iguais para
em a outro de qualquer domínio ou prodomínio sobre o outro. Essa é a importância. O fato de nós sermos diferentes não nos torna diferentes e desiguais em termos de direito. Os direitos são iguais para todos. as funções são diferentes de acordo com a conjuntura, com a conveniência, com a necessidade de aprendizado, né? Então é isso. Eh, poderíamos continuar falando aqui de de outras outras eh eh outras experiências, mas eh o tema da igualdade vai nos levando para vários caminhos. Nossa gratidão, amigo, pelas reflexões desta noite, pelo estudo, pela generosidade da sua presença conosco. Que o Senhor da vida te ilumine, te inspire nessa jornada rumo ao nosso próprio descobrimento. Paz e luz a ti. Obrigado. Nossa gratidão também a tantos amigos que aqui estão conosco nesta noite. Lembrando sempre que se esse conteúdo é relevante, que possamos compartilhar com todos aqueles que também buscam o aprendizado, o conhecimento, para que nos libertemos da própria ignorância que ainda trazemos na aula. Lembrando também que todas as manhãs às 7 horas nós estamos aqui na UVCTV. com o nosso programa Momento de Reflexão ao vivo para começarmos o dia na luz da oração e todas as quartas-feiras às 21 horas com o nosso programa Somos Todos Imortais. Sua presença é sempre muito bem-vinda. Então a todos paz e luz e um bom fim de semana.
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