Características da Lei Natural • Herculis Romano
Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista traz um convidado especial para falar sobre temas do cotidiano sob a luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se encontram para reflexões acerca do Evangelho de Jesus. Realização: União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #palestraespirita #espiritismo #evangelho #leinatural *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências. Que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos em mais uma live aqui nos nossos canais da VestTV e da TV Manão do Caminho. Sempre uma grata satisfação saber que estamos na companhia de tantas almas queridas para mais um momento de reflexão em torno da mensagem do mestre à luz da doutrina espírita. E para melhor sintonizarmos com esse instante, que possamos elevar os nossos pensamentos numa prece. Divino amigo, a nossa gratidão, Senhor, a nossa gratidão pela companhia amorável de tantos amigos fiéis que nos acompanham no cotidiano, inspirando-nos a melhor entender a tua mensagem. a fim de que tenhamos a coragem de vivenciá-la, transformando o nosso íntimo para cooperar contigo na grande redenção de nós mesmos. Por isso, Senhor, nesse instante te rogamos a tua assistência fraterna em cada lar, em cada coração, para estatuirmos uma conexão contigo, ampliando as nossas percepções e sentindo verdadeiramente a tua presença em nossas mentes e corações. Te convidamos que permaneça conosco, envolvendo-nos na tua paz e protegendo-nos com a tua misericórdia hoje e sempre. Hoje nós temos a alegria de receber mais uma vez em nossos canais nosso querido amigo, irmão Hércules Romano, que desta feita vai trazer o tema característica da lei natural. Amigos, seja bem-vindo. Sempre uma honra, uma alegria tê-lo em nossos canais. Já dispensa apresentações e essa casa é sua. Então, rogando voto de muita paz. Passamos a palavra para você. >> Muito boa tarde. Muito, muita alegria. Rosângela Naira, amigos de Vitória da Conquista. É sempre um prazer muito grande estar aqui, como você disse também, se não tivesse dito, eu diria: "Eu me sinto da casa". Então, estou em casa. Muito obrigado pela acolhida. Eh, é uma alegria muito grande estar aqui. Hoje o tema vai tratar das características da lei natural, né? Esse tema está bem tratado na parte terceira do livro dos espíritos, que fala das leis morais. Então, eh eh é importante que a gente considere
o tema vai tratar das características da lei natural, né? Esse tema está bem tratado na parte terceira do livro dos espíritos, que fala das leis morais. Então, eh eh é importante que a gente considere eh primeiramente o entendimento do que a gente se refere como lei, lei natural, né? O livro dos espíritos nos esclarece, né, que a lei natural, né, é a lei de Deus, né, e é a única lei verdadeira e indispensável felicidade do homem. porque indica o que o homem deve fazer e o que não deve fazer. E ele só é infeliz se ele se afasta da lei. Essa ideia que os espíritos nos trazem nessa introdução a questão das leis morais é muito importante, porque faz uma conexão entre o roteiro de construção da felicidade do espírito imortal, que somos nós, e a lei de Deus, que a gente vai entendendo à medida que vai estudando que o espírito como uma condição imanente a toda a criação, né? Então, os espíritos nos esclarecem que todos os fenômenos físicos e espirituais, né, tanto o universo material quanto a realidade espiritual, tudo é regido por essas leis. E por que a gente diz isso? Eh, porque essas leis são a expressão da vontade de Deus. Eh, é como Deus quer que tudo seja. Ou seja, isso é imanente. Eh, a criação está está vinculada ao criador, né? E e tudo é de tal maneira que expressa esse querer de Deus. Por isso a gente chama de lei. Não é algo que tá escrito em nenhum lugar, apesar da gente ter os códigos, como a gente tem os 10 mandamentos, tem a Bíblia com as leis atribuídas a Deus, né? Na verdade, são leis no sentido de que são são padrões de ocorrência dos fenômenos. Então, a gente chama de lei porque sempre será assim. Um exemplo disso, por exemplo, é a lei de gravidade. A gravidade na gravidade estabelece que a gente já aprendeu isso na escola, se você jogar algo para cima, ele vai cair na direção do centro da Terra. Ou seja, porque há um processo de atração, há um há um movimento eh que a gravidade impõe aos corpos pela lei de Newton, né? A matéria trá matéria, eh pela razão direta das suas
ão do centro da Terra. Ou seja, porque há um processo de atração, há um há um movimento eh que a gravidade impõe aos corpos pela lei de Newton, né? A matéria trá matéria, eh pela razão direta das suas massas e pela relação inversa da sua distância. Então, dois corpos se atraem. Então isso a gente chama de lei. Não é porque Newton estabeleceu a lei da gravidade que ela passou a ser uma lei. Não. Ele apenas descreveu matematicamente o que a observação levou a deduzir, a constatar. Se Newton nunca tivesse descoberto a lei da da gravidade ou se Einstein nunca tivesse elaborado a sua teoria da relatividade em relação à gravidade, nem por isso a lei da gravidade deixaria de existir. Ou seja, porque a lei da gravidade existia mesmo quando nem vida humana na no planeta Terra existia, quando nós nem como seres humanos existíamos, quando nós mesmo como espíritos imortais sequer tínhamos consciência de nós mesmos. Então, a lei é o que é, é como as coisas são. É nesse sentido que a gente tem que entender. E isso é por conta da expressão da presença e da vontade de Deus. Então, todos os fenômenos, tanto físicos quanto espirituais, regem-se por leis que são divinas. E, portanto, se são divinas, são soberanamente justas e sábias, porque Deus é essa sabedoria e essa justiça infinita, absoluta, né? Isso tanto vai ser no nosso mundo como fora dele. O universo todo, a criação toda está submetida a isso, né? Essas essas leis que a gente chama de leis divinas, que estão bem desenvolvidas na terceira parte do livro dos espíritos, né? que vai tá lá sendo tratada eh no capítulo um e vai seguindo os próximos capítulos, elas elas formam no seu conjunto a lei divina ou natural, né? É natural porque não é obra do homem. Tudo que não é obra do homem é da natureza, né? E e a natureza, como é criação divina, é divina. É assim que se é. Então, eh, quando você faz uma lei do imposto de renda, foi o homem que estabeleceu essa lei. A lei de migração foi o homem que estabeleceu. Criou uma regra, regras que mudam ao longo do
sim que se é. Então, eh, quando você faz uma lei do imposto de renda, foi o homem que estabeleceu essa lei. A lei de migração foi o homem que estabeleceu. Criou uma regra, regras que mudam ao longo do tempo, regras que se adequam às circunstâncias, porque são coisas do homem. O homem muda, sua conjuntura muda, o seu ambiente muda. Então, as suas leis, as suas regras mudam. Como as coisas funcionam no mundo humano mudam, mas a lei divina não. A lei divina é imutável, porque como o próprio Deus é imutável e é eterna, porque também Deus é eterno. Deus não tem começo e não tem fim. Então, a lei divina é a lei natural. A lei natural é a lei divina por ser expressão da vontade de Deus. E essa lei não é como a lei humana, ela é eterna e imutável. Ela não está sujeita às circunstâncias, ela é a expressão de Deus. Então, eh eh às vezes a gente pode até pensar que como há diferenças, né, nas realidades, tanto universais quanto nas realidades mesmo no nosso mundo, a gente pode pensar eh meio rapidamente que a lei divina pode sofrer transformações, né, mas não, ela é realmente imutável. Entretanto, a gente vai ver uma pergunta mais adiante, que essas leis, principalmente no seu aspecto da realidade material, ela se apresenta conforme a própria característica do ambiente material. Por exemplo, a lei da gravidade é uma lei natural, né? Ela é uma lei natural, mas a lei natural da gravidade na Terra é diferente da lei da gravidade em Júpiter, diferente de Netuno, diferente na Lua, diferente de um buraco negro, aonde as próprias chamadas leis da física perdem o sentido naquilo que eles chamam de singularidade. Porque lá no que seria o núcleo, o centro, o ponto crucial do buraco negro, tudo ali que se conhece como leis da ciência física perdem o sentido. Ali as coisas não se aplicam. Mas então o que o livro dos espíritos nos diz é que nessa questão do universo material, as leis são imutáveis, mas apresentam-se conforme as realidades. Na questão espiritual, a gente tem que considerar que a lei de Deus é imutável,
ritos nos diz é que nessa questão do universo material, as leis são imutáveis, mas apresentam-se conforme as realidades. Na questão espiritual, a gente tem que considerar que a lei de Deus é imutável, mas comparar como a lei de Deus se apresenta num mundo muito evoluído ou num mundo como o nosso, ainda num estágio muito eh inicial de transformação ou em mundos muito primitivos, eh é necessário entender que há há uma diferença, né? A lei em si não é diferente, mas a maneira como ela se expressa por meio das criaturas e da criação, sim, é uma diferença, mas a lei em si, na sua essência e na sua imanência, é imutável. Então, como a gente viu, só as leis que o homem estabelece por serem imperfeitas, como o imperfeito é o homem, é que está sujeito a essas eh estão sujeitas essas mudanças, essas adequações de acordo com a própria evolução e o progresso da humanidade, né? Então, eh, a ideia de que no na realidade humana essa questão das regras que de alguma forma refletem uma correlação com as leis divinas eh eh que elas vão mudando, é dentro da ideia que o homem e, portanto, a humanidade estão sujeitas, como toda a criação, a uma lei de progresso. Então, tudo vai progredindo. Quanto mais se progrede, mais se avança, tanto mais se sofistica, tanto mais se elabora. tanto mais sutil vai ficando essa vivência do ser humano e, portanto, tudo que representa o seu existir, o seu estar, né? à medida que os seres humanos evoluem, eh, seja moralmente, seja intelectualmente, eles vão naturalmente, ou seja, pela própria lei de progresso, que é uma lei divina, eles vão compreendendo melhor o que é essa lei natural, o que é essa lei que rege tudo. e de maneira consequente eles vão reformulando, eles vão adequando a sua compreensão e, portanto, a elaboração de seus conceitos. O que o homem achava há 10.000 atrás, que era a realidade, tanto física quanto a chamada realidade invisível, é diferente do que é hoje. Nós hoje temos uma compreensão muito mais elaborada, mas ela ainda é pouco, é
achava há 10.000 atrás, que era a realidade, tanto física quanto a chamada realidade invisível, é diferente do que é hoje. Nós hoje temos uma compreensão muito mais elaborada, mas ela ainda é pouco, é tosca, é limitada em relação ao que provavelmente nós iremos compreender e elaborar em termos de conceitos de de conhecimentos daqui a a milhares de anos, quando o nosso mundo alcançar um nível mais avançado. Então, a ideia de que o homem, à medida que progride, também evolui e progride nas suas concepções e, portanto, nas suas eh construções eh eh de normativas, de regras, de entendimento. É importante, mas sempre lhe lembrando que mesmo o que o homem faz, mesmo essas leis transitórias, mesmo essa compreensão provisória que o homem tem, está calcada na lei de Deus que sustenta a realidade espiritual que nos é característica. Então, nós somos espíritos imortais. A nossa evolução como espíritos imortais é regida pelas leis divinas. Uma dessas leis é a lei de progresso. Então é da lei de progresso que à medida que nós nos aprimoremos, que nós evoluamos, é dessa lei que nós compreendamos melhor a nós mesmos e a realidade em torno de nós. E isso inclui a compreensão de como nós interagimos uns com os outros, conosco e com a própria realidade divina. Então é importante ter essa ideia, né? Porque às vezes parece que o que é humano é meio, digamos assim, separado do que é divino. Não, nós somos a expressão da vontade de Deus, do amor de Deus. Nós fomos criados pelo seu amor. Nós somos suas criaturas. Quando se diz que nós somos criados a sua semelhança, é porque a nossa natureza espiritual se assemelha a ao Pai, né? Nós temos uma semelhança e é como se, assim como o corpo físico carrega a herança genética hereditária dos pais na construção do corpo físico, desde o gameta, o embrião, o bebê até a idade adulta, nós, como seres humanos, apesar de sermos como espíritos eh eh de uma natureza espiritual e criados simples e ignorantes, como um bebê espiritual no passado, carregamos em nós um um DNA divino que
ta, nós, como seres humanos, apesar de sermos como espíritos eh eh de uma natureza espiritual e criados simples e ignorantes, como um bebê espiritual no passado, carregamos em nós um um DNA divino que estabelece qual é a nossa rota evolutiva. Por isso os espíritos dizem que apesar das diferenças de ritmo, apesar de que nem todos evoluem do mesmo jeito, no mesmo tempo, todos indistintamente, sem exceção, estão submetidos a essa ordem, digamos assim, hereditária divina, genética divina, se é que se pode falar assim, numa metáfora. Todos estamos submetidos a esse processo, a esse projeto evolutivo que o Pai colocou em nós. Então, o que que os espíritos dizem? Todos nós, criados simples ignorantes, mais cedo ou mais tarde alcançaremos a plenitude que nós chamamos de perfeição. Estado esse aonde ter alcançado tanto desenvolvimento que seremos capazes de compreender, de ver, de entender a realidade divina imanente em tudo. Por isso Jesus, que é o espírito crístico, que já alcançou esse estado há muitas eras, dizia com naturalidade: "Eu e o Pai somos comum. Todos os dias vejo a face de meu pai". Claro que Deus não tem uma cara. Ver a face de Deus é ver Deus em tudo. Deus está na galáxia, na Via Láctea, está nos grandes conglomerados de galáxia, nos aglomerados, mas está também na formiga que passa, está no átomo que nós respiramos nas moléculas de oxigênio, está em tudo, está no microcosmo e no macrocosmo. E o espírito que alcançou essa plenitude é capaz de perceber, de ver e de interagir com Deus em todos os lugares e em todo momento. Por isso, quem alcançou esse estado tem, digamos, acesso à consciência plenamente desenvolvida em sintonia com Deus. Então, não há segredos para ele, né? tudo lhe é revelado. Ele sabe tudo porque Deus disponibiliza tudo para ele. Para isso, eh, para que a gente possa compreender as coisas à medida que nós evoluímos, é preciso que nós tenhamos muitas experiências, porque a gente começa muito simplesinho e vai evoluindo, vai amadurecendo, vai desenvolvendo as
possa compreender as coisas à medida que nós evoluímos, é preciso que nós tenhamos muitas experiências, porque a gente começa muito simplesinho e vai evoluindo, vai amadurecendo, vai desenvolvendo as habilidades. Assim como um bebê no útero da mãe, mal tem ônio, mal tem coração, mal tem dedo, mal tem unha, mal tem pele, mal tem pelo e vai amadurecendo dentro do útero. Depois que ele nasce, ele continua amadurecendo, porque a encarnação, a maturidade do corpo físico, mesmo já tendo nascido ali depois de 9 meses, ele continua. A criança quando nasce tem os ossos moles, cartilagens inseguras, a respiração não é plena, o seu cérebro não tá bem desenvolvido, ou seja, ele continua amadurecendo por conta do processo garantido pela hereditariedade. Nós do mesmo jeito, ou seja, a gente vai evoluindo também e vai conseguindo e vai seguindo e quanto mais a gente vai amadurecendo, melhor a gente vai ficando de pé e olhando mais longe, entendendo melhor e fazendo melhor as escolhas. Um bebê não é capaz de fazer escolhas. Uma um espírito infantil, um espírito muito no começo primitivo, também tem escolhas limitadas. Quando a criança alcance a puberdade, ela já é capaz de fazer suas escolhas. Quando ela alcança a adolescência, mais ainda. Quando ela alcança a idade adulta, mais ainda. Quando ela alcança a maturidade, ela está, digamos assim, no auge da sua sabedoria. A mesma coisa é o espírito. O espírito também vai seguindo as suas etapas. Por isso é que tudo gradualmente vai se revelando. Nada está escondido, mas não temos os sentidos de ver. A realidade de Deus está em tudo. Só que precisamos desenvolver nossos sentidos, não físicos, espirituais, que é o que Jesus, como todos os espíritos críticos, já t desenvolvido plenamente. Então, o pai estava expresso, apresentado sempre para Jesus. Mas para isso acontecer, precisamos de muitas experiências gradualmente e a cada uma delas vamos desenvolvendo mais. Por isso, nós precisamos não apenas de uma única encarnação, mas de muitas encarnações
para isso acontecer, precisamos de muitas experiências gradualmente e a cada uma delas vamos desenvolvendo mais. Por isso, nós precisamos não apenas de uma única encarnação, mas de muitas encarnações para poder desenvolver as habilidades até que chegue o momento onde as encarnações já não são mais necessárias, que elas já cumpriram tudo que podiam oferecer. E a evolução do espírito prossegue em níveis que para nós aqui no mundo físico como nós estamos, na Terra, nesse mundo ainda tão limitado, nós não conseguimos compreender. Nós não somos capazes de compreender como evolui um espírito que alcançou a sua pureza espiritual. Ele continua evoluindo, mas a gente não consegue entender. Só que ele não precisa mais da experiência material, da encarnação para desenvolver suas habilidades mais, digamos, primárias. Nós somos hoje como crianças na primeira infância, desenvolvendo conceito, sabendo andar espiritualmente. Os espíritos puros já são como sábios, que estão numa jornada mais avançada, que já não precisam do jardim da infância, que a criança precisa, já não precisam das brincadeiras para desenvolver habilidades cognitivas e de relacionamento. Ou seja, é só você olhar e fazer um paralelo entre a evolução humana encarnada e a evolução do espírito como ser imortal que é. E a gente vai entendendo melhor. Feita essa introdução, essas considerações, é preciso, de novo, considerar que, eh, sendo a lei natural, a expressão, né, do querer de Deus, ela rege tudo, não só a questão moral, ela rege o ambiente total da criação. Então, ela abarca tanto eh as leis que regem a realidade física, né, da matéria bruta, como também eh eh elas regem aquilo que nós chamamos de realidade moral, né? são as chamadas leis morais, que na verdade são chamadas de morais porque em oposição a tudo que é material, ou seja, são as leis de natureza espiritual que tem relação com a existência do ser espiritual, que é antes de tudo um ser moral, né? A pedra não é um ser moral, a montanha não é um ser moral, né? A água não é um ser
leis de natureza espiritual que tem relação com a existência do ser espiritual, que é antes de tudo um ser moral, né? A pedra não é um ser moral, a montanha não é um ser moral, né? A água não é um ser moral, são entes materiais, mas qualquer forma de vida é uma forma eh eh que expressa a centelha espiritual. Entretanto, dada a inconsciência eh inicial, somente quando nós alcançamos a condição humana, que tomamos consciência de nós mesmos, é que a gente pode falar que nós passamos a seres morais. Então, os animais que estão na escala inferior ao homem, apesar de serem seres eh espirituais, princípios espirituais em evolução, eles não são morais, porque eles não têm essas noções do que deve e do que não deve, do que é certo, do que é raro, do que é bom e do que é mau, do que faz andar, do que não faz parar. Eles seguem plenamente pela força de seus instintos, que são também leis divinas, regendo a sua evolução, enquanto eles não são capazes de discernir e de fazer escolhas. Então, enquanto não há o livre arbítrio, que é a capacidade de escolher, de discernir entre o que é certo e o que é errado, a evolução se dá por meio das da dos instintos naturais, que são a expressão também das leis de Deus. Por isso, eh, apesar da lei natural compreender tudo que existe na obra da criação, a maioria dos homens no estágio evolutivo em que nos encontramos não compreendemos muito bem, porque nos faltam eh o o amadurecimento, o sentido, o tino espiritual, né? Podemos ter um conhecimento intelectual muito grande, podemos ter aprendido muitas coisas, mas como nos diz o Evangelho Segundo Espiritismo, falta a maturidade do senso moral. O que que é isso? Falta a maturidade do sentido espiritual. A inteligência está desenvolvida, mas essa essa percepção, essa capacidade de penetrar a realidade espiritual não é algo que necessariamente está atrelada a ao desenvolvimento intelectual. Pode haver muito avanço intelectual e ainda assim haver limitações na questão da maturidade moral. Por isso é que se diz
não é algo que necessariamente está atrelada a ao desenvolvimento intelectual. Pode haver muito avanço intelectual e ainda assim haver limitações na questão da maturidade moral. Por isso é que se diz do anjo das duas asas, né? do intelecto, da emoção, do sentimento. Esse esse conjunto precisa est em equilíbrio. Então, costumeiramente, primeiro a inteligência vai arrastando, dando possibilidade de entender a realidade que vivemos. Mas essa capacidade de penetrar no que não é apresentado aos sentidos físicos, mas mais aos sentidos espirituais, isso é algo que demanda uma certa maturidade, né? E como o homem não, apesar de de ter a possibilidade de entender precisa dessa maturidade, o que que Deus na sua providência nos garante? Nos garante que aqueles que estão mais à frente na sua evolução, mais maduros, venham até os que estão na retaguarda e nos ajudem a compreender melhor. Então, eles eles nos ensinam. É por isso que em todas as épocas da história humana, Deus tem enviado missionários que vê vivendo conosco, encarnando juntamente conosco para nos trazer conhecimentos mesmo na área não religiosa, na área não espiritual, mas também e principalmente na área religiosa, espiritual, para que nós possamos ir ampliando esse nosso entendimento. Então eles nos vem ensinar, né? Eh, tudo tem um tempo, tudo tem um um processo. E o que a providência divina, que é a expressão do querer de Deus por meio dos espíritos mais evoluídos, que são os espíritos superiores que estão incumbidos por Deus de eh administrar o processo evolutivo da humanidade menos evoluída que somos nós. Essa providência representada por esses espíritos superiores cuida de nós. Como nós como professores, como bons cuidadores, cuidamos das crianças que ainda são terras, não endosamos o aprendizado no jardim da infância, ou seja, eles fazem a mesma coisa conosco. Eles respeitam a nossa limitação, nos trazem o que pode nos ajudar, mas não antecipam aquilo que nós não somos capazes de compreender. Então, é preciso dar tempo ao tempo. É
zem a mesma coisa conosco. Eles respeitam a nossa limitação, nos trazem o que pode nos ajudar, mas não antecipam aquilo que nós não somos capazes de compreender. Então, é preciso dar tempo ao tempo. É preciso deixar que a semente germine, que a erva cresça, que o fruto amadureça, para que de passo em passo, como dentro da ideia da escada de Jacó, a gente possa ir acendendo. Os indivíduos podem seguir uma evolução mais rápida, mas a humanidade como um todo, como um ser coletivo, ela caminha mais convagar dentro desse programa pedagógico espiritual, que no caso nós sabemos é capitaneado pelo nosso Cristo, o Jesus que esteve entre nós, que nos guia, que nos que nos que nos conduz, que nos ampara, que nos sustenta, o pastor que não deixará nenhuma de suas ovelha se perder, porque todas deverão estar reunidas em torno dele, né? Então, na questão 614, quando se pergunta o que se deve entender por lei natural, eh, os espíritos respondem que a lei natural, como já foi dito, é a única verdadeira e que nos garante a felicidade. Nos garante a felicidade no sentido de que ela é o trilho para ver a gente vai. Mas isso não quer dizer que nós estamos eh tolidos da nossa capacidade de exercitar o direito de escolha. O livre arbítrio, ele é proporcional. O livre arbítrio que um homem das cavernas tinha não é da mesma possibilidade que um homem hoje em dia civilizado tem. O livre arbítrio dele é maior porque ele tá mais maduro, como o livre arbítrio de um espírito mais evoluído também. Então o livre arbítrio ele é proporcional a essa capacidade de entendimento. Essencialmente é sempre o livre arbítrio, mas como ele se realiza não. É como a inteligência. Essencialmente a inteligência e a capacidade de aprender, de seguir. Mas a inteligência ainda que potencial do homem primitivo, não se equipara a nossa que não se equipara com alguém que já avançou mais, né? Então, o que os espíritos nos dizem é que a lei de Deus nos indica o que devemos ou não devemos fazer e só nos tornamos infelizes quando delas nos afastamos.
uipara com alguém que já avançou mais, né? Então, o que os espíritos nos dizem é que a lei de Deus nos indica o que devemos ou não devemos fazer e só nos tornamos infelizes quando delas nos afastamos. Como nós todos nesse mundo que estamos somos de maneira geral mais ou menos infelizes, porque a felicidade, como nos dizem os espíritos no evangelho, não é deste mundo ainda, né? não é uma realidade, porque o reino de Deus ainda não está em nosso coração. Então, o que a gente pode entender que nós que estamos aqui aprendendo ainda não estamos na sintonia perfeita com a lei de Deus. E como que nos afastamos dela? E esse se afastar dela, esse não está no leito da lei divina, é que acaba trazendo essa consequência de desconforto, de dificuldades, que nós chamamos de infelicidade, né? A lei a gente já sabe que é obviamente eterna, né? Eh, e aí tem uma pergunta que eu acho muito interessante no livro dos espíritos, que é a pergunta 616. diz assim: Deus ordenou aos homens numa época o que lhes proibiu em outra? Não. Se as leis são imutáveis, não. Então Deus não pode se enganar, né? São os homens que são obrigados a mudar suas leis, não Deus. A harmonia que rege o universo é segura por causa dessa imotilidade. Então, na pergunta 617, Kardec indo nessa direção, acrescenta que objetivos abrangem as leis divinas? Elas se referem a outra coisa além da conduta moral? Ou seja, cadê que tá perguntando? As leis divinas só se referem à realidade moral, à realidade espiritual? Não, todas as tudo na natureza é lei natural e, portanto, tudo é lei divina. O homem de ciência no mundo estuda as leis relacionadas à matéria. O homem de bem, de um sentido moral, de um sentido espiritual, que anseia por sua conexão maior com o divino, este estuda as chamadas leis da alma, as leis morais, e procura praticá-las. É isso que ele tá dizendo. Então, as duas as duas leis, as duas realidades, elas se complementam. As duas leis não se contradizem, mas a realidade material é de, digamos assim, é de mais fácil observação porque é
le tá dizendo. Então, as duas as duas leis, as duas realidades, elas se complementam. As duas leis não se contradizem, mas a realidade material é de, digamos assim, é de mais fácil observação porque é relacionada aos sentidos físicos. Já as leis espirituais dependem de um de um aprimoramento do sentido espiritual. Por exemplo, um homem pouco instruído ou muito instruído, ele tem olho, então ele enxerga, ele tem ouvido, ele escuta, ele tem tato, ele sente, ele cheira. O corpo físico de um homem pouco instruído, pouco avançado, é da mesma, digamos assim, natureza, a qualidade de um corpo, de um de um de um de um gênio. Vamos lá. Entretanto, espiritualmente não se pode dizer isso. Por quê? Porque o o espírito mais amadurecido, ele tem eh habilidades espirituais desenvolvidas que o homem mais primitivo não tem. E este que está mais evoluído também não consegue se equiparar os espíritos puros. Então é diferente o processo. Por isso é que é preciso que nós entendamos a necessidade de se esforçar para entender melhor. E por isso, temos que entender que Deus, na sua sabedoria, nos dá muitas experiências que são as chamadas encarnações e reencarnações. que nós temos que agradecer a Deus e a providência e aos bons amigos que nos oportunizam na condição de alunos ir mudando de estágio na escola e enfrentando lições mais difíceis. O aluno do quarto ano vai enfrentar questões que o aluno do primeiro ano nem sequer sonha que existem, mas os do quarto ano não fazem ideia do que tem no 10º ano, no 9º ano. Então é assim, cada um de nós está num momento e cada um de nós está recebendo as lições que vem por meio das chamadas provas ou muitas vezes, apesar de ainda sendo provas, vem de uma maneira mais compulsória, que nós chamamos de expiação. Mas tudo isso tem um propósito. tem o propósito de nos fazer aprender, descobrir qual é o melhor caminho, descobrir quais são as melhores escolhas, ajustar a nossa jornada, calibrar o nosso movimento para que a gente cada vez mais esteja melhor
ito de nos fazer aprender, descobrir qual é o melhor caminho, descobrir quais são as melhores escolhas, ajustar a nossa jornada, calibrar o nosso movimento para que a gente cada vez mais esteja melhor encaixado no fluxo divino da evolução no rio da vida, evitando ir pelas barrancas da vida, batendo pelas pelas pedras, mas seguindo com segurança. o fluxo. Quanto mais a gente conseguir fazer isso, mais a evolução vai sendo suave, né? Há uma pergunta que às vezes, como eu disse ainda agora, pode gerar confusão. As leis divinas são as mesmas para todos os mundos? O espírito amigo responde: "A razão disso que devem ser apropriadas a natureza de cada mundo e proporcionais ao grau de de adentamento dos seres que os habitam." Ou seja, a lei em si é a mesma. Mas a maneira como ela se apresenta é que é apropriada a condição tanto de maturidade material do mundo quanto da condição de maturidade espiritual. Então as lei, a lei é lei, né? Mas não dá para se comparar como essa lei se realiza num mundo muito primitivo, num mundo medianamente avançado e num mundo muito evoluído. A ideia que tá muito bem desenvolvida no evangelho, né? segundo o Espiritismo ali, eh, no capítulo um, no item oito, é de que à medida que o progresso intelectual vai se verificando, eh eh a princípio o que aconteceu e ainda hoje acontece, eh houve um distanciamento entre a ciência e a religião, entre o saber de natureza material e o saber de natureza mais moral, espiritual, mas isso eh é é é apenas eh eh um estado estágio provisório, né? No primeiro momento houve uma ruptura para que se pudesse dar a razão, a oportunidade de se libertar das peias eh do misticismo, eh eh dos equívocos que a religião ensinou. E à medida que essa religião eh eh vai, digamos, vendo uma ciência que avança, ela também vai tendo que se adequar. De tal maneira que à medida que as duas seguem, o que vai acontecer mais na frente é que a ciência e a religião vão descobrir que elas não se contradizem, mas se complementam, que ambas observam
quar. De tal maneira que à medida que as duas seguem, o que vai acontecer mais na frente é que a ciência e a religião vão descobrir que elas não se contradizem, mas se complementam, que ambas observam a realidade por prismas diferentes, mas que são complementares, né? Então, eh, a gente pode observar que nos últimos anos, eh, eh, a importância de, de valores de natureza mais humana, né, mais de acordo com a realidade religiosa, como a questão do afeto, eh, do sentimento de religiosidade, do amor, da solidariedade, coisas assim mais, digamos, espiritual, né, tem sido inclusive testado por equipamentos de pesquisa científica, que vai mostrando que corpo e espírito não são inimigos e não são adversários, mas são realidades que se ajustam, que se se encontram e que se apoiam de tal maneira que o corpo é o apoio para o físico, para o espiritual e o espiritual é o apoio para o físico, né? Isso tá muito bem estabelecido, tá muito bem esclarecido e a a doutrina espírita nos mostra que tudo está de acordo eh com o que eh a lei de progresso, a lei divina de progresso estabelece. E é por isso que são chegados os tempos em que os ensinos de do Cristo devem ter a sua execução. e o véu que eh necessariamente foi mantido, né, porque nem tudo podia ser revelado de maneira eh precipitada, mas tinha que considerar a maturação e a maturidade da humanidade, foi sendo tirado já desde aí a a a revelação da doutrina espírita por meio da codificação de Kardec no mundo, mas que vem também de lá para cá sendo feito. Então esse vel que foi proporcionalmente propositadamente lançado, ele vem sendo eh eh levantado, né? E e a ciência cada vez mais, apesar de não na sua totalidade, vem deixando de ser, digamos, muito materialista. ela vem cada vez mais levando em consideração a realidade não material da existência humana e talvez do próprio ambiente. Ao mesmo tempo em que a religião que antes tinha uma ruptura e ignorava o que a razão dizia, ignorava a questão das leis do mundo físico, né? Agora também está entendendo
e talvez do próprio ambiente. Ao mesmo tempo em que a religião que antes tinha uma ruptura e ignorava o que a razão dizia, ignorava a questão das leis do mundo físico, né? Agora também está entendendo que não pode simplesmente dizer não, é preciso se ajustar. Então, essa aliança entre religião e ciência, muito bem trabalhada no Evangelho Segundo o Espiritismo, é algo que está a caminho e cada vez mais vai nos fortalecendo. Por isso, a doutrina espírita já dizia que a fé verdadeira é a fé que a razão sustenta. Por isso, a fé verdadeira não tem medo de encarar a razão face a face em todas as épocas, porque o que é verdade é verdade. que é fato. É fato. O que nos falta é a capacidade de interpretar adequadamente a realidade que nos que nos circunda. Então, eh eh esses pontos gerais são fundamentais para nós entendermos isso. Mas o que eu assim gosto de fazer? Eu gosto de quando ler a questão da lei divina natural, né, nas leis morais que tá na terceira parte do livro dos espíritos, eu gosto de lê-las como um bloco. Porque quando você fala da lei de progresso separada, por exemplo, da lei de liberdade, parece que elas são duas leis independentes. Quando você fala da lei de conservação e da lei de destruição, parece que elas são antagônicas, mas na verdade, como já dissemos antes, todas as leis no seu conjunto, tal qual apresentadas aí nessa divisão em 10 leis que está na parte terceira do livro dos espíritos, na verdade elas todas são apenas aspectos de uma só lei, que é a lei de Deus. Tudo é a expressão do querer de Deus. Então, eh eh é interessante ler essa terceira parte como um bloco, conectando uma realidade à outra, uma lei à outra, para que a gente possa entender melhor como eh eh como a realidade divina imanente a tudo nos nos conduz. É por isso que se diz que para entendermos a a Deus, o livro dos espíritos no no capítulo primeiro da primeira parte nos fala de Deus. Ele deixa claro que ou Deus é daquele jeito ou não dá para considerar. Então o que é Deus? Deus é a
endermos a a Deus, o livro dos espíritos no no capítulo primeiro da primeira parte nos fala de Deus. Ele deixa claro que ou Deus é daquele jeito ou não dá para considerar. Então o que é Deus? Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. E ele para ser Deus tem que ter todas as características positivas, que a gente chama de virtudes, ao extremo, ao absoluto. Mas o que assim eu gosto de ressaltar quando falo disso é que Deus, para ser Deus, tem que ser o absoluto. Por isso, ele tem que estar em tudo que é a criação. Então, ele é onipresente. Ele tem que poder tudo, porque tudo ele criou. Então ele é onipotente e como ele está em tudo e pode tudo, ele também sabe tudo. Não há nada que Deus não saiba. Então ele é onisciente. sabe como os átomos estão dentro de uma molécula, como os elétrons estão em torno do núcleo do átomo, como ele sabe como o nosso corpo está funcionando, como ele sabe como o nosso sistema solar está, como ele sabe como as nossas estrelas na Via Lacta estão, como ele sabe como a Via Lacta está com outras galáxias na no grande conglomerado, como ele sabe como tudo está no universo. Então, para Deus, o micro e o macro são uma realidade só. E hoje em dia, a física quântica já nos fala do chamado entrelaçamento quântico, que defende a ideia, uma teoria que tudo está interconectado. Nós estamos conectados por fios que nos são invisíveis ao outro lado do universo. Nada está separado, nada existe por si só. Tudo está interligado graças a essa presença de Deus em tudo. Deus nos conecta uns aos outros. Por isso Jesus disse que o reino de Deus está em nós, dentro de nós. Se o reino de Deus está em mim, está em você, está em todo mundo, está em tudo. Então Deus está em tudo. E é isso que nos conecta. Nós estamos conectados pela presença de Deus em tudo. Por isso essa imanência, essa condição inerente a tudo, né? Eh, quando se questiona a questão da lei, de como nós eh eh podemos entender a questão da lei divina, há uma pergunta que é 621,
us em tudo. Por isso essa imanência, essa condição inerente a tudo, né? Eh, quando se questiona a questão da lei, de como nós eh eh podemos entender a questão da lei divina, há uma pergunta que é 621, aliás, antes dela, 620, diz assim: Antes de se unir ao corpo, considerando que nós somos espíritos imortais, antes de se unir ao corpo, a alma compreende melhor a lei de Deus do que depois de encarnado? Ou seja, para o espírito desencarnado é mais fácil compreender a lei de Deus do que para nós, os espíritos encarnados? A resposta é interessante. Ela diz: "Compreende-a de acordo com o grau de perfeição. Não porque ele está desencarnado, mas depende do seu grau de perfeição. Depende do grau de perfeição que tem atingido e dela guarda a intuição quando unida ao corpo. Ou seja, apesar de eu não lembrar o que eu como espírito já entendo, isso vem como uma intuição, como um saber que existe em mim, ainda que eu não tenha consciência da sua realidade. É por isso que há pessoas que são muito mais maduras, compreendem melhor e, ou seja, o a maturidade do senso moral, do senso espiritual, não está necessariamente atrelada a uma cultura, uma inteligência intelectual. nós trazemos e eu posso muito bem, apesar de não ser uma pessoa muito culta, eu posso ter um sentido intuitivo de compreensão. Aí o espírito diz: "Os maus instintos, porém, podem fazer ordinariamente que o homem a esqueça." Ou seja, quando nós estamos no corpo físico, apesar de como espírito eu já ter um certo nível de conhecimento, por força dos instintos que a realidade física me impõe, e se eu não tenho maturidade suficiente para suplantá-las, eu posso ser arrastado pelas forças, pela força que esses instintos chamados maus, porque primitivos, porque contrários ao meu estado mais avançado de espírito, Eu posso ser tragado e vou perdendo assim a minha conexão comigo mesmo espiritualmente falando e, portanto, perdendo a minha conexão com a realidade espiritual. Então, essa essa falta de conexão com a sua realidade profunda
vou perdendo assim a minha conexão comigo mesmo espiritualmente falando e, portanto, perdendo a minha conexão com a realidade espiritual. Então, essa essa falta de conexão com a sua realidade profunda espiritual e essa vivência muito dominada pelos instintos de natureza mais biológica, mais física, mais desse mundo, essa situação faz com que nós às vezes nos percamos. Por isso que Jesus disse que quando nós queremos muito cuidar da vida física, nós perdemos contato com a nossa realidade espiritual. Foi isso que ele quis dizer quando estabeleceu a sentença. Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la a ou seja, eu querendo salvar demais a vida física, vivendo muito para realidade física, eu deixo de viver o que posso viver na minha realidade espiritual. Mas na 621, na questão seguinte, Kardec pergunta aos espíritos: "Onde está então escrita a lei de Deus?" A resposta é simples, né? Parece fácil de entender. E é, mas nem tanto. Os espíritos respondem na consciência. A lei de Deus está escrito na consciência. Então, que que Kardec pergunta? Ué, se a lei de Deus está na consciência, qual a necessidade que tinha Deus de revelar a sua lei para os homens? Já não tá na minha consciência, então não é só uma questão de eu de eu saber. Aí os espíritos respondem, ele a esquecer. Ou seja, o homem perde contato com o que já sabe da lei de Deus, que está escrito em si, que a gente chama de consciência, e acaba esquecendo e, portanto, não vive de acordo com ela. Então, Deus envia os emissários para nos lembrar a revelação das leis de Deus, na verdade, uma maneira de nos fazer prestar atenção para o que não é apenas essa vida física. Por isso precisa ser lembrada. Aí Deus envia aquilo que a gente já disse, os vários missionários, né, que vem, alguns se enganam, alguns extrapolam, alguns se deixam dominar por vícios morais, como a vaidade, o orgulho, ambição e acabam, apesar de muitas vezes eh terem aí o impulso, né, eh a eh o propósito de ensinar as coisas de Deus, acabam, digamos, adequando
m dominar por vícios morais, como a vaidade, o orgulho, ambição e acabam, apesar de muitas vezes eh terem aí o impulso, né, eh a eh o propósito de ensinar as coisas de Deus, acabam, digamos, adequando isso. É por isso que muitos homens que vieram ensinar coisas mais elevadas acabaram cometendo alguns equívocos. Mas eh isso não é uma regra geral, né? Os espíritos mais evoluídos conseguem fazer. E por isso ele pergunta na 624: "Qual o caráter do verdadeiro profeta? Daquele que realmente revela a lei seguramente de Deus?" E eles respondem: "O verdadeiro profeta é um homem de bem. Se ele vem falar de Deus, então ele vive conforme a lei de Deus. Então ele é um homem de bem. Então a gente pode reconhecer esses bons profetas verdadeiros pelas suas palavras, mas principalmente pelos seus atos, porque esses atos não podem contradizer as palavras. Então, é impossível, segundo os espíritos, que Deus se sirva da boca de um mentiroso para ensinar a verdade. Então, não pode haver contradição. Aí vem a pergunta que todos nós conhecemos e que é muito útil, a 625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo? Nestes que vieram ensinar as leis de Deus por palavras e atos? Qual o mais perfeito? A resposta é simples. Jesus, né? E aí Kardec explica isso dizendo que para o homem, para o nosso estágio, Jesus constitui o tipo de perfeição moral a que nós, a humanidade terrena, pode aspirar. Ali é o que nós podemos, eu gostaria de ser como Jesus. Dá para ser como Jesus, dá para se esforçar. Então Jesus é esse exemplo que está ao nosso alcance. Não é um exemplo inatingível. Jesus esteve entre nós e nos mostrou que é possível ser um homem de bem de acordo vivendo com a lei de Deus. Eh, ele Deus nos ofereceu ele como mais perfeito modelo. E a doutrina que Jesus ensinou é a expressão mais pura da lei de Deus. É é a melhor expressão de do que significa estar em harmonia com a lei de Deus, né? Sendo Jesus o mais puro de todos que apareceram na terra, o espírito divino
é a expressão mais pura da lei de Deus. É é a melhor expressão de do que significa estar em harmonia com a lei de Deus, né? Sendo Jesus o mais puro de todos que apareceram na terra, o espírito divino animava aquilo que ele disse. Eu e o Pai somos como um. Então não tinha perigo de Jesus errar na sua orientação, porque ele estava numa tal conexão lúcida com o Pai que tudo que ele fazia, ele dizia: "Estou fazendo isso porque o pai me mandou fazer. Estou aqui para realizar a vontade de meu pai". Né? Agora, muitos se perderam porque não não tinham a maturidade, a evolução de Jesus, né? Um uma um questionamento, entretanto, fica fica fica no ar, né? Se Jesus é o modelo, como é que fica a questão do antes de Jesus e dos que não conhecem Jesus? Então, na 62 é indagada assim: "Só por Jesus foram reveladas as leis divinas e naturais? Ou seja, só foi Jesus que conseguiu ensinar isso dessa maneira ou antes dele outros vieram?" E o espírito responde: "Já não dissemos que elas estão escritas por toda parte. Desde os séculos mais longícos, muito antes de Jesus, todos os que quiseram encontrar a resposta à sabedoria da verdade encontraram, porque nada está oculto. Quem procura acha, os que procuraram encontraram e vieram aqueles mais avançados para compartilhar. Então, é importante entender que Jesus veio num momento para nos trazer a referência, para nos trazer o guia, mas não podemos eh eh esquecer que o esforço todo vem de muito tempo, vem de de lá de trás, né? Porque é o projeto de Deus para nós. Eh, a mesma pergunta que fizeram com relação à à necessidade de Deus revelar a lei, pergunta assim: Kardec, Kardec vai na na ferida. Na 627 ele pergunta: "Uma vez que Jesus ensinou os as verdadeiras leis de Deus, como utilidade que do ensino dos espíritos por meio da doutrina espírita, eles vão ter que nos ensinar mais alguma coisa?" Aí a gente tem que lembrar da palavra de Jesus com relação ao consolador. E eles respondem dizendo que Jesus empregava miúde, uma na sua linguagem alegorias e parábolas. Mas na
nar mais alguma coisa?" Aí a gente tem que lembrar da palavra de Jesus com relação ao consolador. E eles respondem dizendo que Jesus empregava miúde, uma na sua linguagem alegorias e parábolas. Mas na época da doutrina, quando os espíritos vieram aqui no livro dos espíritos e hoje ainda, era já chegada a hora em que tudo se tornasse claro, inteligível, sem mais alegorias, né? Era importante que tudo fosse bem apresentado. Por quê? Porque a humanidade alcançou um avanço de conhecimento, tanto por meio das ciências quanto das experiências, que já lhe permitia receber esse conhecimento mais desnudo, mais direto, né? Porque ele já tinha condições de compreender os espíritos. O ensino dos espíritos tem que ser claro e sem equívocos para que ninguém possa pretestar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com razão. Então isso aconteceu assim por causa do tempo. É a ideia que tudo vem de acordo com o progresso, né? E Kardec então indaga por que que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda a gente? E aí vem a resposta que está em em consonância com o que eu tô dizendo. O espírito responde: "Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade como a luz, a verdade é como a luz. O homem precisa habituar-se a ela pouco a pouco, do contrário fica deslumbrado. Então, na verdade, tudo vai conforme a vontade de Deus na providência divina, se ajustando e se adequando à questão do da capacidade de entender. Para nós caminharmos aqui pro final, tem algumas considerações com relação ao bem e o mal, né, que começam a ser tratado na questão 629 de o livro dos espíritos, né? Eh, Kardec pergunta assim: "Que definição se pode dar moral?" Essa palavra é uma palavra que às vezes é muito relativizada, muito discutida, né? Eh, eu mesmo agora ainda agora me referi como a moral em contraposição que é material, né? ao que é espiritual, o moral como relativo ao humano, ao bom caminho. E o espírito responde assim: moral é a regra de bem proceder, ou seja, que está de acordo com as leis
aposição que é material, né? ao que é espiritual, o moral como relativo ao humano, ao bom caminho. E o espírito responde assim: moral é a regra de bem proceder, ou seja, que está de acordo com as leis de Deus no sentido do caminho que devemos seguir. Isto é, bem proceder no sentido de distinguir o que é bem do que é mal. Funda-se na observância da lei de Deus, ou seja, está de acordo com o caminho proposto pela lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus. É um resumo claro. Isso está de acordo lá com a recomendação de Jesus no mandamento de amar ao próximo como a si mesmo, fazendo todo bem ao outro e evitando fazer qualquer mal ao outro. Mas aí Kardec vai e pergunta o que já vi várias pessoas perguntando. Como se pode distinguir o bem do mal? Aqui entra a sutileza. do entendimento que a doutrina propõe. O espírito responde assim: "O bem é tudo que é conforme a lei de Deus, ou seja, é tudo que está no trilho, no fluxo, no rio divino. O mal é tudo que lhe é contrário, é tudo que dificulta você estar no caminho. É, é como eu disse, e o bem é você tá no rio, no centro do rio. O mal é andar pelas barrancas batendo nas raízes das árvores. O rio vai levando, mas vai levando a trancos e barrancos, como diz o ditado, né? Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringir. Aí entra. Eonde está a lei de Deus? A consciência. E essa consciência, essa consciência é proporcional à matidade. Por isso eu não posso exigir a compreensão da lei de Deus, do bem e do mal, de um homem primitivo em relação a mim. Mas não posso também querer compreender isso com a segurança que o espírito puro já compreende. Isto vai sendo gradualmente elaborado à medida que nós evoluímos. Aí a pergunta que cadê que faz? Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal? E aí eu tenho condições? Ele tá se referindo ao nosso momento, ao nosso presente. E aí o espírito responde: "Sim, quando crê em
? Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal? E aí eu tenho condições? Ele tá se referindo ao nosso momento, ao nosso presente. E aí o espírito responde: "Sim, quando crê em Deus e quer saber a diferença entre o bem e o mal, ele consegue distinguir, porque Deus lhe deu inteligência para distinguir um do outro e aí fazer as suas escolhas." Ora, essa inteligência também vai se elaborando e progredindo. Por isso, essa capacidade de distinguir o bem do mal é proporcional à maturidade e evolução de cada um. Por isso, a gente vai ver adiante que a responsabilidade está ligada ao grau de compreensão. Por isso Kardec pergunta: "Estando sujeito ao erro, não pode um homem enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que pratica o bem quando na realidade pratica o mal?" O espírito lembra Jesus e diz assim: Jesus disse: "Vede o que querer que vos fizessem ou não vos fizessem". Tudo se resume a isso. Não faça pro outro que não quer que o que o outro faça para você. Faça pro outro tudo que você gostaria que o outro fizesse por você. Pronto. Isso é um guia que diminui a probabilidade de cometer erro, né? E e Kardec, seguindo nessa ideia eh eh vai perguntar eh se o mal não está na tua natureza das coisas, no caso do mal moral, eh pergunta se Deus não podia ter criado a humanidade já em melhores condições. E aí o espírito responde o que a gente já sabe, tá falando desde o começo. Os espíritos foram criados simples ignorantes. Deus deixa o homem a escolha do caminho, tanto pior para ele se vai cometendo erros. Mas uma coisa é certa, é preciso que o espírito ganhe experiência. É preciso, portanto, que conheça o bem e o mal para que possa aprimorar suas escolhas. Eis porque se une ao corpo, ou seja, ele precisa da encarnação para viver a experiência e aprender a discernir, aprimorar suas escolhas. Vamos aqui caminhando pro final. São absolutos para todos os homens o bem e o mal? Uma pergunta bem interessante. O espírito responde: "A lei de Deus é a mesma".
a discernir, aprimorar suas escolhas. Vamos aqui caminhando pro final. São absolutos para todos os homens o bem e o mal? Uma pergunta bem interessante. O espírito responde: "A lei de Deus é a mesma". A lei de Deus é a mesma para todos. O bem é sempre o bem, o mal é sempre o mal. Porém, o mal depende principalmente da vontade que se tem de o praticar, né? Ou seja, qualquer que seja a posição do homem vai depender da sua vontade, da sua intenção. Diferença só há quanto ao grau de responsabilidade. Ou seja, se eu quero fazer o mal, isso tem um peso. Se eu faço o mal por um equívoco, isso tem outro peso. Isso vai depender do meu nível de discernimento e de de e de capacidade de escolha, né? Então, eh eh a pergunta que inclusive é feita e pode se adequar hoje é assim: "Será culpado o selvagem que cedendo ao seu instinto sinútil de carne humana?" Isso era muito ainda em voga naquela época, chamados antropófagos. E o espírito responde de uma maneira que serve para todo mundo. Eu disse que o mal depende da vontade. Pois bem, tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz. Ora, se o selvagem está vivendo conforme a sua cultura quando come carne de outro, ele não vai ter a responsabilidade que um civilizado que não vive de acordo com isso, que resolve fazer essa besteira, né? Então, é uma questão de discernimento de escolhas. Eh, finalmente, o que a gente pode dizer que essa questão do mal e do bem não está só na prática, né? está na maneira como você se relaciona. Se você não pratica o mal, mas se aproveita do mal praticado por outros, isso é responsabilidade do mesmo jeito, é a questão da intenção da vontade. Então, eh, será tão repreensível eh quanto fazer o mal apenas o desejá-lo, conforme a virtude em resistir voluntariamente ao mal. Ou seja, desejar o mal já é algo que não é legal, que não é bom. Mas se você consegue, apesar de desejar, não fazer, isso já é um avanço, já é um esforço que está no seu processo de educação, de reeducação e de aprimoramento, né? Então, eh eh o que os
ue não é bom. Mas se você consegue, apesar de desejar, não fazer, isso já é um avanço, já é um esforço que está no seu processo de educação, de reeducação e de aprimoramento, né? Então, eh eh o que os espíritos nos dizem é que o mérito do bem está na dificuldade em praticá-lo. Nenhum merecimento há em fazê-lo sem esforço, quando nada custe. Em melhor conta tem Deus o pobre que divide com o outro o único pedaço de pão do que o rico que apenas dá o que ele sobra. disse o Jesus a propósito do óbulo. Ou seja, quando nós vivemos uma dificuldade, uma tentação, o espírito diz: "O arrastamento às vezes é inevitável, está dentro da própria situação que o homem vive, só que nenhum arrastamento é irresistível, porquanto mesmo dentro de uma atmosfera de vício, com grandes virtudes, às vezes nós nos deparamos. Os espíritos têm a possibilidade de resistir. E se ele escolhe viver numa situação onde ele vai ser testado constantemente, é porque dentro das suas escolhas, essa experiência de resistir faz parte do seu desafio de autoaprimoramento. É por isso que a gente tem que olhar as leis de Deus como sendo sempre a oportunidade de nós nos aprimorarmos e evoluirmos. Deus nos ama e só permite que haja em nossas vidas aquilo que tem o poder de nos fazer ficar melhor, de nos de nos fazer evoluir, de nos fazer crescer. Porque o projeto de Deus é alcançarmos a plenitude de nosso desenvolvimento para vivermos a vida eterna com a felicidade eterna na plena consciência de Deus em nós. Deus nos ama inequivocamente, sem dúvida. E a doutrina nos diz isso com todas as letras, de todas as formas. Entretanto, se Deus está conosco, nem sempre nós estamos com ele, porque não nos habituamos a ter a consciência da presença de Deus em nós. Isso passa por nos lembrarmos de que somos espíritos imortais e de que estamos aqui com o propósito de nos aprimorarmos para que amanhã sejamos melhores do que hoje, como hoje deveríamos ter sido melhores do que ontem. Que Deus nos abençoe e nos ilumine e nos ampare.
que estamos aqui com o propósito de nos aprimorarmos para que amanhã sejamos melhores do que hoje, como hoje deveríamos ter sido melhores do que ontem. Que Deus nos abençoe e nos ilumine e nos ampare. >> A nossa imensa gratidão, Hércules, pelas suas reflexões, pelos seus estudos, que nos traz aqui o chamamento para o despertar para as leis divinas. Que o Senhor da vida te ilumine, te inspire sempre, meu irmão. Paz e luz a ti. >> Gratidão. >> A nossa gratidão também a tantos amigos que nos acompanham aqui hoje presencialmente e aqueles outros que estarão conosco no futuro assistindo essa live. Sempre uma grata satisfação saber que estamos na companhia de tantas almas queridas. Lembrando sempre que todas as manhãs às 7 horas nós nos reunimos aqui no na UVCTV no nosso momento de reflexão para começarmos o dia na luz da oração e às quartas-feiras às 21 horas com o nosso programa Somos Todos Imortais. Então serão sempre muito bem-vindos no mais a todos os amigos que aqui se encontram nos dois planos da vida. Paz e luz a todos. เฮ
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